Programa

O curso visa fazer uma abordagem histórico-analítica, destacando alguns momentos importantes da história do teatro, cuja interação entre forma e conteúdo colaboraram para as reflexões e elaborações teatrais contemporâneas. Para tanto, buscará abranger:

- 10/05 -Introdução ao curso: o teatro, sua origem e linguagens - os palcos gregos e a comédia e a tragédia em ação, a simbologia das máscaras, a presença do teatro animado, o uso de recursos cênicos e o papel da dramaturgia.

- 17/05 - Commedia Dell’Arte // Diálogos em cena no drama burguês

- 24/05 - O teatro épico de Brecht - recursos no palco // Teatro do absurdo - Beckett e Ionesco
- 31/05 - O teatro contemporâneo: forma e conteúdo em fricção e Teatro on-vivo - experiência entre telas


A aula será ministrada com diversos recursos, como: apresentação de textos, imagens e vídeos; palestra com convidados especialistas na área e discussão de textos teóricos e dramatúrgicos.

Terças das 16h- 18h30
Total de horas:
10h - aula online
5h - atividades extra-sala e palestras sugeridas.

Critérios de aprovação (Mínimo de 75% de frequência obrigatório)

Referências Bibliográficas:

ADORNO, Theodor W. Teoria Estética. Lisboa: Edições 70 - LDA. 1970
AMARAL, Ana Maria. Teatro de Formas Animadas: Máscaras, Bonecos, Objetos. 3.ed. São Paulo: editora da Universidade de São Paulo, 2011.
ARAÚJO, Nelson de. História do Teatro. Salvador: Imprensa Gráfica da Bahia, 1991.
ARISTÓTELES. Arte Poética. 1993, p. 37
ARNHEIM, Rudolf. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 89.

AYCKBOURN, Alan. Absurd Person Singular. London: Samuel French, 1974.
BARNI, R. Introdução. In SCALA, F. A loucura de Isabella e outras comedias da commedia dell'arte. São Paulo: Iluminuras, 2003.
BENJAMIN, Walter. Que é o teatro épico? Um estudo sobre Brecht. In: Magia e técnica, arte e política. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 78-90.
BERTHOLD, Margot. História Mundial do Teatro.São Paulo: Perspectiva. 2010.
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
BRECHT, Bertolt. Parables for the theatre: two plays: The Good Woman of Setzuan; The Caucasian Chalk Circle. Títulos originais: Der Gute Mensche von Sezuan; Der Kaukasische Kreidekreis. Revised English versions by Eric Bentley. London/New York: Penguin Books, 1966.
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CAMARGO, Robson Corrêa de. “A pantomima e o teatro de feira na formação do espetáculo teatral: o texto espetacular e o palimpsesto”. In:Fênix - Revista de História e Estudos Culturais. Outubro/Novembro/Dezembro de 2006 - Vol. 3 - Ano III - nº 4. Disponível em: www.revistafenix.pro.br Acesso em: 18 dez. 2020.
CARLSON, Marvin, Teorias do Teatro-Estudo teórico-crítico dos gregos a atualidade, São Paulo, Editora da, UNESP, 199
CEBULSKI, M. C. Introdução à História do Teatro no Ocidente: dos gregos aos nossos dias. 1.ed. Guarapuava: Editora Unicentro, 2013. v. 1.
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COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.
DUBATTI, Jorge. Experiência teatral, experiência tecnovivial: nem identidade, nem campeonato, nem melhoria evolutiva, nem destruição, nem laços simétricos. Rebento, São Paulo, n. 12, p. 8-32, jan - jun 2020
DUBATTI, Jorge. O Teatro dos Mortos. Introdução a uma filosofia do teatro. São Paulo: Edições SESC São Paulo. Traducción de Sergio Molina. Solapas de Welin- gton Andrade y prólogo de Beth Néspoli, 2016.
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FISCHER, Ernst. A Necessidade da Arte.Rio de Janeiro: Zahara. 1981.
LEHMANN, Hans-Thies. O teatro pós-dramático. Trad. Pedro Sussekind. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
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PEIXOTO, Fernando. O que é teatro. São Paulo: Editora Brasiliense. 1998.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
A arte do ator. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
ROUBINE, Jean-Jacques. Introdução às grandes teorias do teatro. Rio de Janeiro, Zahar, 2003.
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SZONDI, Peter. Teoria do Drama Burguês. São Paulo: CosacNaify, 2004.
STANISLAVSKI, Constantin. A Preparação do Ator. São Paulo: Civilização brasileira, 2014

WILLIAMS, Raymond. Drama em Cena. Tradução de Rogério Bettoni. Prefácio de Luís Fernando Ramos. São Paulo: Cosac Naify, 2010.