Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

 

Programa: 
 
25/03 – Introdução ao continente africano: sociedades e temas para o estudo 
 
Docente responsável: Profa. Dra. Marina de Mello e Souza (DH/FFLCH-USP) 
A aula apresentará o continente africano a partir de alguns de seus aspectos históricos, e introduzirá temas com potencial para serem desenvolvidos em um curso introdutório. Serão abordadas algumas sociedades observando-se suas organizações políticas e sociais. Os contatos com culturas de fora do continente, como a árabe e a europeia, ligados a interesses comerciais, foram fatores que provocaram transformações significativas em algumas sociedades, e elas serão indicadas, juntamente com os fatores internos que levaram a mudanças decisivas nas histórias locais. Serão, portanto, destacadas as situações nas quais ocorreram processos entendidos como diálogos e resistências entre os agentes africanos e os agentes estrangeiros, decorrentes das dinâmicas criadas principalmente a partir de espaços externos ao continente. 

Texto de base para a aula: 
SOUZA, Marina de Mello e, África e Brasil africano, capítulos 1, 2, 3 e 6. São Paulo: Ática, 2013, 3a edição. 
 

01/04 – Arte africana e cultura material 

Docente responsável: Profa. Dra. Marta Heloisa (Lisy) Leuba Salum (MAE/USP) 
Com esta aula pretendemos apresentar subsídios para a abordagem do tema do curso, resistências e diálogos, na perspectiva dos estudos de arte e de cultura material, através da análise de um repertório de objetos emblemáticos de coleções etnológicas e arqueológicas em museus, que nos permite discutir aspectos tecnológicos e simbólicos influentes em processos de construção de identidade sociocultural em contextos africanos e afro-brasileiros. 
 
Textos de base para a aula: 
 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Museu de Arqueologia e Etnologia. África: culturas e sociedades, guia temático para professores. São Paulo: MAE/USP, [1999]. (Formas de humanidade) Texto científico, com imagens, e revisto em disponível em : http://www.arteafricana.usp.br/codigos/textos_didaticos/002/africa_culturas_e_sociedades.html 
BEVILACQUA, Juliana Ribeiro da Silva; SILVA, Renato Araújo da. África em artes. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2015. (p. 14-15; cont. p. 38). Disponível: http://www.museuafrobrasil.org.br/docs/default-source/publica%C3%A7%C3%B5es/africa_em_artes.pdf. 
SALUM, Marta Heloísa Leuba. Des-En-terrando achados: vistas sobre a África das diásporas. R. Museu Arq. Etn., São Paulo, n. 22: 195-218, 2012. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revmae/article/viewFile/107410/105864 
SALUM, Marta Heloísa Leuba. Estilos de escultura em peregrinação: marcas de um Brasil africano ou de uma África brasileira em objetos de coleção. Textos escolhidos de cultura e arte populares, Rio de Janeiro, v.11, n.1, p. 9-32, mai. 2014. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/tecap/article/viewFile/16240/12148 
 

8/4 - O Islã na África e literaturas africanas de língua árabe 
 
Docente responsável: Prof. Dr. Paulo Daniel Farah (DLO/FFLCH-USP) 
 
A aula propõe uma discussão sobre o surgimento e a difusão do islamismo na África, as tradições muçulmanas presentes no continente, os fluxos de peregrinos, sábios e comerciantes e a busca de conhecimento. Com o objetivo de refletir sobre essa religião, predominante em vastas regiões da África, abordar-se-ão as origens do islamismo, suas fontes sagradas, os profetas, os princípios doutrinais e rituais, as divisões e os espaços religiosos e de sociabilidade, além da diversidade linguística e cultural. A formação e a manutenção dessas identidades e seu papel de afirmação e resistência também serão debatidos, ao lado de outro tema ainda pouco abordado nas escolas brasileiras, o da presença de muçulmanos africanos e descendentes no Brasil e sua participação nos movimentos contra a escravidão. 
Serão analisadas ainda obras literárias africanas redigidas em língua árabe, um dos idiomas mais falados no continente. 
 
Textos de base para a aula: 
FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45. 
_________________. Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali. Rio de Janeiro, Argel, Caracas: Edições BibliASPA, Fundação Biblioteca Nacional, Bibliothèque Nationale d’Algérie e Biblioteca Nacional de Caracas. 2007, p. 9-15 e 18-26. 
 

6/5 – O comércio atlântico de escravos e as sociedades africanas: feições, dinâmicas e interações. 
Docente Responsável: Profa. Dra. Maria Cristina C. Wissenbach (DH/FFLCH-USP) 
 
O objetivo da aula é apresentar e discutir as diferentes questões relacionadas ao comércio atlântico de escravos que vigorou entre os séculos XVI e XIX, na interação existente entre os interesses atlânticos (europeus e americanos) e os setores, estados e grupos das sociedades africanas que participaram do processo. Considerando-se o comércio de escravos em sua feição histórica, pretende-se avaliar quantitativamente suas variações no tempo e nos diversos espaços africanos e americanos, bem como seus impactos tanto nas sociedades africanas quanto na sociedade brasileira desse período. Procurar-se-á desenvolver também a questão das interações entre poder politico e comércio de escravos na África Ocidental e as formas de obtenção de escravos e realizar uma discussão sobre as fontes disponíveis sobre o tema. 
 
Textos de base para a aula: 
LOVEJOY, Paul. A exportação de escravos, 1600-1800. In: A escravidão na África. Uma história de suas transformações. Tradução Regina Bhering e Luiz Guilherme Chaves. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 89-109. 
The Trans Atlantic Slave Trade Database Voyages.Emory University; W. E. B. Du Bois Institute (Harvard University) 2008/2009. 
Disponível em: http://slavevoyages.org/tast/index.faces. 
EQUIANO, Olaudah. A interessante narrativa da vida de Olaudah Equiano ou Gustavus Vassa o Africano (1789). Trechos selecionados e traduzidos de Equiano´sTravels. His Autobiography. The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa the African. Editedby Paul Edwards. Nova York: F. A. Praeger, 1967. 
SILVA, Alberto da Costa e. A escravidão entre os africanos. In: A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Fundação Biblioteca Nacional, 2002, p. 79-132. 
 

13/5 – Colonialismo e independência 
 
Docente Responsável: Profa. Dra. Leila Leite Hernandez (DH/FFLCH-USP) 
 
Ao tratar de temas ligados à ocupação colonial de grandes áreas do continente e à conquista da independência e formação de estados nacionais africanos propomos periodizar, definir e problematizar questões e conceitos referentes às resistências e diálogos em várias situações coloniais em África. Propomos também compreender as dinâmicas sociais e as culturas em movimento, configuradoras dos processos históricos que levaram os países africanos às independências. 
Textos de base para a aula: 
HERNANDEZ, Leila M.G. Leite. “Civilizados” e “Primitivos” na constituição do sistema colonial africano. In A África na sala de aula. Visita à história contemporânea. SP: Selo Negro, 2010, p.91-108. 
OLORUNTIMEHIN, B. Olatun-Ji. A política e o nacionalismo africanos, 1919-1935. In BOAHEN, Adu. História Geral da África – Volume VII. África sob dominação colonial, 1880-1935. UNESCO/Ática, 1985, p. 575-588. 
MUNANGA, Kabengele. África: trinta anos de processo de independência. In Dossiê Brasil/África. Revista USP. SP: EDUSP, n. 18, junho/julho/agosto 1993, p.101-111. 
 

20/5 – Panorama das confluências e divergências entre as literaturas africanas de língua portuguesa: textos e contextos nos séculos XX e XXI 
Docente responsável: Profa. Dra. Rejane Vecchia da Rocha e Silva (DLCV/FFLCH-USP) 
A aula abordará sob o ponto de vista das imbricações entre os campos literário e histórico a emergência das literaturas africanas em língua portuguesa, de acordo com os seguintes aspectos: 1. Sua formação, organização e afirmação vinculadas ao processo assimilacionista português (procurando problematizar literaturas produzidas em língua portuguesa, no entanto, mobilizadas por uma referencialidade endógena voltada para as populações locais e suas condições de vida dentro do sistema colonial) e a uma política educacional organizada essencialmente dentro do modelo colonialista; 2. Sua produção nos centros urbanos e nas zonas libertadas ao longo das guerras de libertação; 3. A produção literária no período da pós-independência concomitantemente às guerras de agressão/desestabilização; 4. A produção literária de escritores na primeira década do século XXI. 

Textos de base para a aula: 

KI-ZERBO, Joseph. "O despertar da África Negra ou a história recomeça" (p.157 a 182), "As possessões portuguesas: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe" (p. 272 a 285). In: História da África Negra - Vol. II. Portugal: Publicações Europa-América, 2002. 
MARGARIDO, Alfredo. "Das várias maneiras de ver e de não ver a colonização" (p. 05 a 32), "Panorama" (p. 33 a 42). In Estudo sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa. Lisboa: A Regra do Jogo, 1980. 
SANTILLI, Maria Aparecida. "Apresentação: uma antologia de africanos para brasileiros" e "Três literaturas distintas" (p. 05 a 28). In Estórias Africanas. São Paulo: Editora Ática, 1985. 

27/5 - Diálogos literários entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa 

 
Docente responsável: Profa. Dra. Vima Lia de Rossi Martin (DLCV/FFLCH-USP) 
 
Ao longo dos últimos cinco séculos, os laços históricos que aproximaram o Brasil e a África foram muito fortes. E a constituição e o desenvolvimento dessas relações - políticas, sociais, comerciais, culturais - tem sido objeto de investigação cada vez mais frequente de estudiosos ligados à área de humanidades. 
No campo literário, as marcas da presença brasileira na formação das literaturas produzidas nos países africanos colonizados por Portugal são bastante significativas. Várias pesquisas apontam para a importância do patrimônio literário brasileiro, que já havia se tornado autônomo desde o Modernismo, no estabelecimento da emancipação cultural dos povos africanos. De fato, em meados do século passado, a nossa produção literária funcionou como uma espécie de modelo inspirador para a produção dos escritores africanos de língua portuguesa. 
Na aula proposta, analisaremos textos literários africanos em que o Brasil é referido como um espaço fraternal e seus escritores considerados como interlocutores em um profícuo diálogo cultural. 

Textos de base para a aula: 
 
COUTO, Mia. “Sonhar em casa”. In: E se Obama fosse africano? São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 
HAMILTON, Russell. “A influência e percepção do Brasil nas literaturas africanas de língua portuguesa”. In. Contatos e ressonâncias. Literaturas africanas de língua portuguesa. (org. Ângela Vaz Leão). Belo Horizonte: PUC Minas, 2003. 
MACÊDO, Tania Celestino de. “A presença da literatura brasileira na formação dos sistemas literários dos países africanos de língua portuguesa”. In: Revista Via Atlântica n.13, 2008, p. 123-151. 
 
3/6 – A literatura negra brasileira na escola: algumas perspectivas 
 
Docente responsável: Profa. Dra. Rosangela Sarteschi (DLCV/FFLCH-USP) 
A aula propõe uma discussão sobre a constituição da literatura negra brasileira no sistema literário nacional como uma forma de discurso identitário de resistência, problematizando sua inclusão no ensino básico das redes oficiais e particulares no âmbito da Lei 11.645/08. Propõe ainda uma reflexão sobre o alcance e os limites do conceito “literatura negra”, levando em consideração as noções de autoria, sujeito leitor, público-alvo e circulação literária, e sua inserção no cânone literário. Abordaremos, portanto, questões ligadas à: literatura negra: conceito e problematização; poéticas afro-brasileiras; literatura para jovens: textos afro-brasileiros e relações étnico-raciais na educação; a lei 10.639/03 e 11.645/08: alcance e limites na sua aplicação no contexto da LDB, lei 9.394/96. 

Textos de base para a aula: 
 
Texto da Lei, Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação (relatora: Professora Petronilla Beatriz Gonçalves e Silva); 
 
FONSECA, Maria Nazareth Soares. “Literatura Negra: os sentidos e as ramificações” In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (orgs). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011. 
 
10/6 – Relações Geopolíticas e Econômicas Brasil-África 

Docente Responsável: Prof. Dr. Alexandre de Freitas Barbosa (IEB – USP) 
O objetivo desta aula é tratar de diferentes momentos da política externa brasileira para o continente africano. A partir da obra seminal de José Honório Rodriguez, procura-se demonstrar como a África esteve ausente da política externa brasileira da independência até 1960. 
Entre os anos 1960 e 1970, principalmente durante os governos Jânio Quadros e João Goulart, e mais adiante no governo Geisel, ainda que não se tenha desenvolvido uma política “africanista” coerente, este continente passou a se integrar no âmbito da “diplomacia do desenvolvimento” praticada pelo Brasil. O objetivo era ganhar autonomia negociadora em relação aos países desenvolvidos nos fóruns internacionais, contando para tanto com apoio dos demais países da periferia capitalista. Relações bilaterais com países fora do mundo desenvolvido também passaram a ser estimuladas. 
Durante os anos 80 e 90, ainda que a África não tenha propriamente “sumido” da política externa brasileira, ela perde o papel e a relevância que antes havia obtido. Com o governo Lula, o Brasil, agora num novo cenário global, passa a dialogar com a tradição da política externa “desenvolvimentista” dos anos 60 e 70 e a enfatizar novamente a importância do continente africano. 
Os dados da presença brasileira na África ao longo dos anos 2000 não deixam margem a dúvidas a este respeito. Mas existem várias dúvidas, aí sim, sobre o que o Brasil – o governo, as empresas, a sociedade civil – quer(em) com a África. Ademais de não haver uma coerência entre as várias frentes brasileira de expansão rumo ao continente, em muitos aspectos a presença brasileira geralmente vem acompanhada de aspectos contraditórios, ao menos quando se comparam as dimensões cultural e de cooperação técnica, de um lado, com as de cunho mais econômico e geopolítico, de outro. 
Na aula, os temas serão organizados em torno de quatro grandes eixos: 1. A Política Externa Brasileira no pós-Independência (até 1960): entre o Ocidentalismo e o Regionalismo; 2. A África “Ingressa” na Política Externa Brasileira (anos 60 e 70); 3. O Retorno da África à Política Externa Brasileira no Governo Lula; 4. A Presença do Brasil na África Hoje: Relações Contraditórias entre a “Conexão Cultural”, a Cooperação Técnica, os Interesses Econômicos e as Relações Geopolíticas 
Textos de base para a aula: 
RODRIGUES, José Honório (1982), Brasil e África: Outro Horizonte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª. edição ampliada, parte II. 
 
SARAIVA, José Flávio Sombra (2012). África Parceira do Brasil Atlântico: Relações internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço. 
 
 
24/6 – Possibilidades didáticas de trabalhar com história da África e da presença do negro na sociedade brasileira. 
 
Docente Responsável: Profa. Dra. Antônia Terra de Calazans Fernandes (DH/FFLCH-USP) 
 
Nessa aula serão trabalhados processos de construção de sequências didáticas e exploradas possibilidades contidas em materiais diversos como mapas, depoimentos, textos escritos obras literárias, objetos, imagens e tabelas quantitativas. A dinâmica proposta é de que os alunos do curso participem ativamente da aula, expondo seus projetos de sequência didática, e fundamentando conceitualmente as escolhas de perspectivas e temas específicos. Espera-se, assim, permitir que experiências e pontos de vista particulares sejam partilhados com todos. A escolha dos temas que serão trabalhados nas sequências didáticas deverá ser feita com antecedência, assim como a pesquisa relativa aos materiais arrolados na sequência didática. O LEMAD (Laboratório de Material Didático), do Departamento de História da USP dará apoio, na pessoa da professora Antonia Terra, na orientação relativa à construção da sequência didática. 
 
1/7 – Apresentação das sequências didáticas elaboradas. 
Docentes Responsáveis: Profa. Dra. Antônia Terra de Calazans Fernandes (DH/FFLCH-USP) e demais professores. 
 
A proposta é que sejam feitas apresentações das sequências didáticas elaboradas, seja em grupo, seja individualmente, em uma atividade de encerramento do curso. A forma de organizar esta atividade ainda não foi completamente definida, o que será feito e comunicado em breve. 
 
 
Bibliografia geral: 
 
BEVILACQUA, Juliana Ribeiro da Silva; SILVA, Renato Araújo da. África em artes. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2015. (p. 14-15; cont. p. 38). Disponível: http://www.museuafrobrasil.org.br/docs/default-source/publica%C3%A7%C3%B5es/africa_em_artes.pdf. 
COUTO, Mia. “Sonhar em casa”. In: E se Obama fosse africano? São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 
EQUIANO, Olaudah. A interessante narrativa da vida de Olaudah Equiano ou Gustavus Vassa o Africano (1789). Trechos selecionados e traduzidos de Equiano´sTravels. His Autobiography. The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa the African. Editedby Paul Edwards. Nova York: F. A. Praeger, 1967. 
FARAH, Paulo Daniel. Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali. Rio de Janeiro, Argel, Caracas: Edições BibliASPA, Fundação Biblioteca Nacional, Bibliothèque Nationale d’Algérie e Biblioteca Nacional de Caracas. 2007, p. 9-15 e 18-26. 
FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45. 
FONSECA, Maria Nazareth Soares. “Literatura Negra: os sentidos e as ramificações” In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (orgs). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011. 
HAMILTON, Russell. “A influência e percepção do Brasil nas literaturas africanas de língua portuguesa”. In. Contatos e ressonâncias. Literaturas africanas de língua portuguesa. (org. Ângela Vaz Leão). Belo Horizonte: PUC Minas, 2003. 
HERNANDEZ, Leila M.G. Leite. “Civilizados” e “Primitivos” na constituição do sistema colonial africano. In A África na sala de aula. Visita à história contemporânea. SP: Selo Negro, 2010, p.91-108. 
KI-ZERBO, Joseph. "O despertar da África Negra ou a história recomeça" (p.157 a 182), "As possessões portuguesas: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe" (p. 272 a 285). In: História da África Negra - Vol. II. Portugal: Publicações Europa-América, 2002. 
LOVEJOY, Paul. A exportação de escravos, 1600-1800. In: A escravidão na África. Uma história de suas transformações. Tradução Regina Bhering e Luiz Guilherme Chaves. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 89-109. 
MACÊDO, Tania Celestino de. “A presença da literatura brasileira na formação dos sistemas literários dos países africanos de língua portuguesa”. In: Revista Via Atlântica n.13, 2008, p. 123-151. 
MARGARIDO, Alfredo. "Das várias maneiras de ver e de não ver a colonização" (p. 05 a 32), "Panorama" (p. 33 a 42). In Estudo sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa. Lisboa: A Regra do Jogo, 1980. 
MUNANGA, Kabengele. África: trinta anos de processo de independência. In Dossiê Brasil/África. Revista USP. SP: EDUSP, n. 18, junho/julho/agosto 1993, p.101-111. 
OLORUNTIMEHIN, B. Olatun-Ji. A política e o nacionalismo africanos, 1919-1935. In BOAHEN, Adu. História Geral da África – Volume VII. África sob dominação colonial, 1880-1935. UNESCO/Ática, 1985, p. 575-588. 
RODRIGUES, José Honório (1982), Brasil e África: Outro Horizonte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª. edição ampliada, parte II. 
SALUM, Marta Heloísa Leuba. Des-En-terrando achados: vistas sobre a África das diásporas. R. Museu Arq. Etn., São Paulo, n. 22: 195-218, 2012. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revmae/article/viewFile/107410/105864 
SALUM, Marta Heloísa Leuba. Estilos de escultura em peregrinação: marcas de um Brasil africano ou de uma África brasileira em objetos de coleção. Textos escolhidos de cultura e arte populares, Rio de Janeiro, v.11, n.1, p. 9-32, mai. 2014. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/ojs/index.php/tecap/article/viewFile/16240/12148 
SANTILLI, Maria Aparecida. "Apresentação: uma antologia de africanos para brasileiros" e "Três literaturas distintas" (p. 05 a 28). In Estórias Africanas. São Paulo: Editora Ática, 1985. 
SARAIVA, José Flávio Sombra (2012). África Parceira do Brasil Atlântico: Relações internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço. 
SILVA, Alberto da Costa e. A escravidão entre os africanos. In: A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Fundação Biblioteca Nacional, 2002, p. 79-132. 
SOUZA, Marina de Mello e, África e Brasil africano, capítulos 1, 2, 3 e 6. São Paulo: Ática, 2013, 3a edição. 
Texto da Lei, Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação (relatora: Professora Petronilla Beatriz Gonçalves e Silva); 
The Trans Atlantic Slave Trade Database Voyages.Emory University; W. E. B. Du Bois Institute (Harvard University) 2008/2009. Disponível em: http://slavevoyages.org/tast/index.faces. 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Museu de Arqueologia e Etnologia. África: culturas e sociedades, guia temático para professores. São Paulo: MAE/USP, [1999]. (Formas de humanidade) Texto científico, com imagens, e revisto em disponível em : http://www.arteafricana.usp.br/codigos/textos_didaticos/002/africa_culturas_e_sociedades.html