I. Primeiras definições: Antropologia, juventudes e educação
• O que é Antropologia? O que estuda? Como estuda?
• Juventude como noção para políticas públicas
• Juventude como conceito sociológico
• Juventude como vista em teorias antropológicas
• A construção social da juventude pela escola
• Escola para quê? Produtividade ou ócio?
• Escola como espaço sócio-cultural
• O olhar antropológico para o “chão da escola”
II. Que escola queremos? E qual escola é possível?
• Desenvolvimento histórico do conceito de infância e juventude
• O surgimento dos colégios e a segmentação das idades
• Educação como projeto de democracia e mobilidade social
• A escola conservadora: como a educação justifica as desigualdades sociais
• A crise na educação ou o sucesso da forma escolar
• Possibilidades para uma etnografia da escola
• Redes de sociabilidade entre jovens e culturas escolares
• Juventude e engajamento político e social
• Sucesso e fracasso escolares: as influências da família
III. Escola e marcadores sociais da diferença
• Marcadores sociais da diferença a partir da experiência escolar
• “Escola progressista”: quando a inclusão vira exclusão
• O corpo nos corredores e nas salas de aula
• Direito à juventude: quando é possível ser jovem?
• A cor nos processos de identificação de jovens
• Diversidade nas escolas e sistemas de opressão
• Entrecruzamento das diferenças: articulando sexualidade, gênero e raça
• Medicalização da educação
• Sofrimento estudantil e saúde mental nas escolas
IV. Escola e juventudes em disputa
• Conservadorismos na escola
• Emergência de categorias de orientação sexual e identidade de gênero
• A reforma do ensino e os discursos neoliberais na educação
• Direitos sexuais de jovens e adolescentes
• Educação escolar indígena
• Redes sociais e juventude
• Pandemia de COVID-19 e o fechamento das escolas
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