Aula 1. Fundamentos da Teoria da Atividade (TA) e o Ensino de Línguas
Conceitos centrais da TA, focando nas unidades de análise das 4 gerações (Vygotsky 1981, 1991,
2001; Leontiev, 1978; Engeström, 1999, 2001, 2014; Engeström e Sannino (2018). Ênfase no modelo triangular expandido de Engeström e seu uso prático.
Prática: Análise da sala de aula de línguas orientais como um Sistema de Atividade. Identificação dos componentes (p. ex., o professor como sujeito, o domínio da língua/cultura oriental como objeto, os materiais didáticos e TICs como instrumentos).
Foco para Línguas Orientais: Como a complexidade da escrita, pode ser entendida como um
"instrumento" na atividade de aprendizagem e como as regras culturais e sociais (Comunidade e Regras) influenciam a comunicação na língua-alvo.
Aula 2. Contradições e Transformação na Prática Docente
O papel das contradições como motor da mudança e do desenvolvimento (Ciclo expansivo). A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) em ambientes de ensino de L2.
Prática: Estudo de caso de contradições comuns no ensino de línguas orientais (p. ex., o choque entre os métodos de ensino e as expectativas de aprendizagem dos alunos).
Aplicação: Uso da TA como ferramenta metodológica para que professores e alunos de graduação identifiquem, analisem e proponham soluções inovadoras para as contradições em seus próprios contextos de ensino/aprendizagem.
Aula 3. Mediação, Instrumentos e Tecnologias Digitais
O conceito de mediação semiótica. A linguagem como ferramenta psicológica. A relevância da
mediação pedagógica no desenvolvimento da consciência linguística e cultural.
Prática: Avaliação e design de instrumentos pedagógicos para línguas orientais à luz da TA (p. ex., a criação de tarefas autênticas, o uso de mídias sociais ou aplicativos de escrita como instrumentos, e a discussão sobre como esses instrumentos medeiam a relação Sujeito Objeto).
Aplicação: Elaboração de atividades para analisar a eficácia das tecnologias ou mídias sociais como instrumentos mediadores no desenvolvimento das capacidades de linguagem nas línguas orientais.
Aula 4. Motivo e Engajamento na Atividade de Aprendizagem de Línguas Orientais
A relação entre Motivo, Necessidade e Objeto da atividade. A importância de alinhar o motivo do aluno (geralmente ligado a interesses culturais, acadêmicos ou profissionais) ao objeto da atividade pedagógica.
Prática: Estratégias para identificar e desenvolver o motivo de alunos. Discussão sobre a criação de tarefas que sejam, de fato, atividades (que tenham um motivo genuíno para o aluno, e não apenas um fim acadêmico).
Aplicação: Criação de projetos de atividade que engajem o aluno na totalidade do sistema de atividade, fomentando a autonomia e a colaboração.
Bibliografia
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ENGESTRÖM, Y . Learning by expanding: An Activity-Theoretical Approach to Developmental Research. 2 nd ed. Cambridge University Press, 2014.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
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MATOS, Doris Cristina Vicente da Silva; SOUSA, Cristiane Maria Campelo Lopes LANDULFO DE (org.). Suleando conceitos e linguagens: decolonialidades e epistemologias outras / Organizadoras: Doris Cristina Vicente da Silva Matos e Cristiane Maria Campelo Lopes Landulfo de Sousa; Prefácio de Claudiana Nogueira de Alencar. – 1. ed. – Campinas, SP : Pontes Editores, 2022.
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VYGOTSKY, L. S. The Genesis of Higher Mental Functions. In: WERTSCH, J.V. The Concept of Activity in Soviet Psychology: An Introduction. M.E. Sharpe, Inc. New York: USA, 1981.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente (1934). 4ºed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. S/L [Edição eletrônica]: Ed Ridendo Castigat Mores, 2001
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