Detalhamento:
Aula 1: Industrialização do cinema brasileiro e a emergência paulista.
- O que significa “industrializar” o cinema no Brasil
- O modelo carioca: Cinédia, Brasil Vita Filmes e Atlântida
- Lógica de estúdio, produção contínua e mercado
- A emergência do “ciclo industrial paulista”
- Diferenças em relação ao Rio (projeto mais modernizante/elitizado)
- Transformações de São Paulo no pós-guerra
- industrialização, crescimento urbano, formação de uma burguesia cultural
- O papel do CEC e de Alberto Cavalcanti
- Formação técnica, ambição estética e conexão internacional
- A “moçada paulista”
- Redes, sociabilidade, entrada no campo cinematográfico
Aula 2: O campo cinematográfico paulista: debates, conflitos e posições.
- Formação do campo cinematográfico em São Paulo
- Associação Paulista de Cinema (APC)
- Intelectuais, comunistas e projetos institucionais
- Congressos de cinema nos anos 1950
- Tentativa de organizar nacionalmente a atividade
- Conflitos regionais e ideológicos
- Debate crítico:
- Vsões de cinema (industrial x cultural, popular x artístico)
- Caso prático: O Saci (Rodolfo Nanni)
- Como o debate teórico vira forma fílmica
- Posição dos “moços” no campo
- Alianças, disputas e capitais (cultural, político, econômico)
Aula 3: Crise e reconfiguração: o declínio do ciclo industrial.
- A Vera Cruz como símbolo do projeto industrial paulista
- Fatores da crise:
- Financeiros (alto custo, baixa sustentabilidade)
- Estruturais (distribuição/exibição)
- Dependência de modelos estrangeiros
- A falência da Vera Cruz e seus efeitos
- Dispersão da “moçada paulista”
- Migração para publicidade, cinema independente e outras áreas
- Caso prático: Rio 40° Graus (Nelson Pereira dos Santos)
- O realismo carioca
- Tentativas de reorganização:
- Brasil Filmes LTDA
- Produção independente
Aula 4: Estado, política e transição para o Cinema Novo.
- O papel do Estado no pós-crise
- Comissões de cinema (municipais, estaduais, federais)
- Financiamento e políticas públicas:
- Banco do Estado de São Paulo
- Legislação de incentivo
- Prêmios e reconhecimento simbólico
- A crítica se torna econômica
- Tentativas de entender estruturalmente a crise
- Reconfiguração do campo paulista
- Novas associações e novos arranjos
- A chegada do Cinema Novo
- Ruptura estética e política
- Como a “moçada paulista” se adapta (ou não)
Bibliografia:
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