Conteúdo programático
Panorama comparado dos golpes civil-militares no Brasil (1964) e no Chile (1973): Doutrina de Segurança Nacional, Guerra Fria e Operação Condor.
Cartografia continental dos movimentos de mulheres em luta: Madres e Abuelas de Plaza de Mayo, luta armada, arpilleristas, mulheres artistas, estudantes e acadêmicas cassadas ou exiladas.
História das mulheres sob a ditadura chilena e trajetória de Diamela Eltit (CADA, escrita do corpo dissidente).
História das mulheres sob a ditadura brasileira e trajetória de Claudia Lage.
Leitura dirigida de trechos de Jamais o fogo nunca (Eltit) e de O corpo interminável (Lage), selecionados e disponibilizados pela docente no limite de reprodução para fins didáticos previsto na Lei 9.610/98, art. 46.
Método de ensino-aprendizagem
Aulas expositivo-dialogadas, com apoio de fontes primárias, imagens de época e leitura dirigida de excertos selecionados pela docente.
Avaliação
Frequência mínima de 75% e participação nas aulas.
Referências
ELTIT, Diamela. Jamais o fogo nunca. Tradução de Julia Tomasini. Rio de Janeiro: Relicário, 2019.
FIGUEIREDO, Eurídice. Mulheres contra a ditadura: escrever é (também) uma forma de resistência. Porto Alegre: Zouk, 2024.
CARVALHO, Luiz Maklouf. Mulheres que foram à luta armada. São Paulo: Globo, 1998.
LAGE, Claudia. O corpo interminável. Rio de Janeiro: Record, 2019.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. Tradução de Renata Santini. São Paulo: N-1 Edições, 2018.
PEDRO, Joana Maria; WOLFF, Cristina Scheibe; VEIGA, Ana Maria (orgs.). Resistências, gênero e feminismos contra as ditaduras no Cone Sul. Florianópolis: Editora Mulheres, 2011.
AULA 1 — 17 de novembro de 2026
Dia: terça-feira, 17/11/2026
Horário: 19h às 21h
Tema: Panorama geral da América Latina nos períodos que antecederam e instalaram os golpes militares, com foco nos golpes civil-militares no Brasil (1º de abril de 1964) e no Chile (11 de setembro de 1973). Semelhanças (Doutrina de Segurança Nacional, apoio internacional, articulação posterior na Operação Condor) e diferenças (ruptura institucional gradual no Brasil x golpe violento abrupto no Chile; duração dos regimes).
Docente: Kelen Cristiane dos Santos Chacon (doutoranda PROLAM/USP)
Leituras sugeridas:
PEDRO, Joana Maria; WOLFF, Cristina Scheibe; VEIGA, Ana Maria (orgs.). Resistências, gênero e feminismos contra as ditaduras no Cone Sul. Florianópolis: Editora Mulheres, 2011.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: N-1 Edições, 2018 (capítulo introdutório).
AULA 2 — 19 de novembro de 2026
Dia: quinta-feira, 19/11/2026
Horário: 19h às 21h
Tema: Panorama dos movimentos de mulheres em luta pela América Latina: Madres e Abuelas de Plaza de Mayo (Argentina, fund. 1977); mulheres na luta armada (Tupamaras no Uruguai, MIR no Chile, ALN/VPR no Brasil); arpilleristas e a Agrupación de Familiares de Detenidos Desaparecidos (AFDD) no Chile; mulheres artistas, estudantes e cientistas perseguidas ou exiladas. Mapeamento por país, com aprofundamento em Brasil e Chile.
Docente: Kelen Cristiane dos Santos Chacon (doutoranda PROLAM/USP)
Leituras sugeridas:
PEDRO, Joana Maria; WOLFF, Cristina Scheibe; VEIGA, Ana Maria (orgs.). Resistências, gênero e feminismos contra as ditaduras no Cone Sul. Florianópolis: Editora Mulheres, 2011.
JELIN, Elizabeth. Los trabajos de la memoria. Madrid: Siglo XXI, 2002.
AULA 3 — 24 de novembro de 2026
Dia: terça-feira, 24/11/2026
Horário: 19h às 21h
Tema: Histórico das mulheres chilenas durante a ditadura — repressão, tortura, desaparecimento e resistência (Villa Grimaldi, arpilleristas, Mujeres por la Vida) — e trajetória de Diamela Eltit: formação em Letras na Universidade do Chile, fundação do Colectivo Acciones de Arte (CADA, 1979, com Raúl Zurita, Lotty Rosenfeld, Juan Castillo e Fernando Balcells), ações performáticas Zonas de dolor e primeiras publicações.
Docente: Kelen Cristiane dos Santos Chacon (doutoranda PROLAM/USP)
Leituras sugeridas:
Memoria Chilena — Biblioteca Nacional de Chile. Diamela Eltit (biografia e cronologia). Disponível em: memoriachilena.gob.cl.
PEDRO, Joana Maria; WOLFF, Cristina Scheibe; VEIGA, Ana Maria (orgs.). Resistências, gênero e feminismos contra as ditaduras no Cone Sul. Florianópolis: Editora Mulheres, 2011.
AULA 4 — 26 de novembro de 2026
Dia: quinta-feira, 26/11/2026
Horário: 19h às 21h
Tema: Histórico das mulheres brasileiras durante a ditadura — repressão, tortura e desaparecimento (DOI-CODI, DEOPS), guerrilheiras do Araguaia (Dinalva Oliveira Teixeira, Helenira Rezende de Souza Nazareth) e presas políticas — e trajetória de Claudia Lage: formação em Teatro (UNIRIO), Letras (UFF) e Literatura (PUC-Rio), atuação como roteirista e romancista.
Docente: Kelen Cristiane dos Santos Chacon (doutoranda PROLAM/USP)
Leituras sugeridas:
CARVALHO, Luiz Maklouf. Mulheres que foram à luta armada. São Paulo: Globo, 1998.
PEDRO, Joana Maria; WOLFF, Cristina Scheibe; VEIGA, Ana Maria (orgs.). Resistências, gênero e feminismos contra as ditaduras no Cone Sul. Florianópolis: Editora Mulheres, 2011.
AULA 5 — 01 de dezembro de 2026
Dia: terça-feira, 01/12/2026
Horário: 19h às 21h
Tema: Apresentação da obra de Diamela Eltit (panorama: Lumpérica, Por la patria, El cuarto mundo, Jamais o fogo nunca) e leitura dirigida de trechos selecionados de Jamais o fogo nunca, com eixos temáticos: o corpo em vigilância e tortura; a linguagem fragmentada como resistência formal; memória e clandestinidade.
Docente: Kelen Cristiane dos Santos Chacon (doutoranda PROLAM/USP)
Leituras sugeridas:
ELTIT, Diamela. Jamais o fogo nunca. Tradução de Julia Tomasini. Rio de Janeiro: Relicário, 2019.
AULA 6 — 03 de dezembro de 2026
Dia: quinta-feira, 03/12/2026
Horário: 19h às 21h
Tema: Apresentação da obra de Claudia Lage (panorama: A pequena morte e outras naturezas, Mundos de Eufrásia, O corpo interminável) e leitura dirigida de trechos selecionados de O corpo interminável, com eixos temáticos: a fotografia como gatilho de memória; o corpo torturado; a reconstrução filial de uma história interrompida. Encerramento do curso.
Docente: Kelen Cristiane dos Santos Chacon (doutoranda PROLAM/USP)
Leituras sugeridas:
LAGE, Claudia. O corpo interminável. Rio de Janeiro: Record, 2019.

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