Este curso tem como objetivo apresentar e debater os resultados obtidos na dissertação "Nas encruzilhadas da emoção e da razão: uma análise antropológica do sofrimento psíquico e social na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP)", realizada pelo ministrante, entre 2021 e 2024, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS-USP).
A dissertação buscou trabalhar as múltiplas dimensões das questões relacionadas à saúde mental de alunos de graduação e pós-graduação na unidade, com especial atenção às transformações estruturais e institucionais do Ensino Superior. Procurou-se entender como tais mudanças vêm interagindo com a experiência dos discentes, em sua condição subjetiva: o caráter relacional entre o sofrimento psíquico e o suicídio, as condições estruturais de iniquidade e as formas complexas como raça, classe, gênero, sexualidade (dentre outros marcadores sociais da diferenças que se mostraram relevantes neste meio) se apresentam na universidade. Visou-se entender como as dimensões individuais, socioestruturais, coletivas e institucionais se relacionam quando procuramos entender como as narrativas de sofrimento são geradas, o que as mantém e quais são as possibilidades de lidar com essa temática dentro da Universidade. O curso será ministrado na Plataforma Google Meet e se utilizará de apresentações em powerpoint, de vídeos, imagens, músicas e demais recursos didático pedagógicos que possam ser utilizados à distância. aprendido, compartilhado e, pode ser, contradito. Assim, o que representamos e como nós representamos prefiguram o que será ou não feito para intervir. Entende-se que quando se visa apreender como o sofrimento psíquico tem incidido sobre as vivências universitárias, não se deve focar apenas nos eventos críticos, é preciso descer ao ordinário, ao nível do cotidiano, para as diferentes formas que esse sofrimento é corporificado e vivenciado. A dissertação analisa as falas, relatos e narrativas de estudantes sobre suas experiências de aflição, sofrimento e adoecimento, sobre seus itinerários terapêuticos e estratégias de alívio, que articulam-se com outras dimensões da experiência e da existência social.
Acompanhar tais trajetórias permitiu a capturar a lógica das infra estruturas cotidianas que fazem com que certas vidas ganhem forma e outras sejam impossibilitadas e, acima de tudo, como perseveram apesar das condições dadas.
A plataforma utilizada será o Google Meet.