Programa Língua e Cultura Húngara
Nível I
1. Metodologia
Depois da apresentação da gramática, os alunos praticam os novos conhecimentos com atividades interativas em situações cotidianas. Realizam produções de textos escritos e orais: diálogos, narrações, descrições, mensagens curtas, etc. Praticam a compreensão de materiais audiovisuais e a recriação do seu conteúdo. Participam de exercícios e jogos que envolvem atividades individuais, em pares ou em pequenos grupos. Fazem debates sobre assuntos recorrentes.
2. Programa
1. Apresentação do curso, objetivos, resumo do conteúdo, avaliação. Conhecimentos gerais sobre a Hungria do século XXI. Geografia, características econômicas e políticas atuais, pontos turísticos (com materiais audiovisuais)
2. Língua: Fonética: o alfabeto húngaro e a harmonia vocálica.
Vocabulário: Cumprimentos e expressões mais usadas 1.
3. Língua: Artigo definido e indefinido; pronúncia.
Vocabulário: Cumprimentos e expressões mais usadas 2.
4. Língua: Pronomes substantivos; Conjugação do verbo "ser/estar" no singular e seu uso;
Vocabulário: Apresentação, profissões, diálogos simples.
5. Língua: Casos inessivos e superessivos (casos locativos): -ban/-ben e -n/-on/-en/-ön (em).
Vocabulário: Adjetivos pátrios, idiomas, nacionalidades 1.
6. Língua: Conjugação indefinida regular 1. ; sufixo: -i (de).
Vocabulário: Adjetivos pátrios, idiomas, nacionalidades 2.
7. Língua: Sufixo: -ul/-ül (em um idioma). Diálogos simples.
8. Revisão, criação e compreensão de textos.
9. Língua: Teste 1.
10. Língua: Números cardinais 1, Que horas são?
11. Língua: Números cardinais 2.
12. Língua: Sufixos possessivos : -m, -d.
Vocabulário: Família, parentes.
13. Revisão, criação e compreensão de textos
14. Prova 1.
15. Correção da Prova 1;
16. Cultura: História e mitologia 1. As teorias da origem do povo magiar. Átila, o huno – fatos históricos e mitologia. Características e religião do povo nômade.
17. Cultura: História e mitologia 2. Mitologia e simbolismo pré-catolicismo e a sua herança no cotidiano dos húngaros (com materiais audiovisuais).
18. Cultura: História e mitologia 3. A época das conquistas e a fundação da nação na Europa Centro-Leste (com materiais audiovisuais).
19. Cultura: A primeira família real: "Árpád-ház". Fatos históricos e contos 1 (com materiais audiovisuais).
20. Cultura: A primeira família real: "Árpád-ház". Fatos históricos e contos 2 (com materiais audiovisuais).
21. Cidades e regiões húngaras e seus pontos turísticos mais importantes (com materiais audiovisuais).
22. Cidades e regiões húngaras e seus pontos turísticos mais importantes 2 (com materiais audiovisuais) .
23. Teste 2 /Cultura
24. Correção do Teste
3. Bibliografia
SZITA, Szilvia; PELCZ, Katalin: MagyarOK 1. Első Kiadás. Pécs: Pécsi Tudományegyetem, 2013.
Módulo I
1 Língua: Introdução à língua turca. As espécies da língua turca sendo uma língua aglutinada. As dicas da pronúncia. Saudações e expressos comuns em turco.
2 Cultura: Um breve resumo dos temas que serão abordados. Apresentação da Turquia com informações gerais. Amostra de vídeo da Turquia. A tradição de saudação e cumprimento na Turquia.
3 Língua: Dialogos comuns, Pronomes pessoais, Conjugação imperativa para segunda pessoa singular, Primeira Harmónia Vocálica e Exemplos, Segunda Harmónia Vocálica e Exemplos, Pronomes pessoais, Possesivos, Verbo ter caso afirmativo, Verbo ter caso afirmativo interrogativo.
4 Cultura: Resumidamente a história das civilizações que viveram no território atual da Turquia. História do Império Otomano e a transição do império à República da Turquia de hoje.
5 Língua: Verbo ter caso negativo, Verbo ter caso negativo afirmativo, Complementos de adjetivos. Verbo ser e estar em turco caso afirmativo, Verbo ser e estar em turco caso afirmativo e interrogativo. Países, nacionalidades, idiomas, capitais.
6 Cultura: Os pontos turísticos/históricos da Turquia.
7 Língua: Pronomes demonstrativos, Gerundio caso afirmativo, Gerundio caso afirmativo interrogativo. Gerundio caso negativo, Gerundio caso negativo interrogativo, Pronomes interrogativos, As profissões e sufixo –“ci”.
8 Cultura: Os pontos turísticos/históricos da Turquia – continuação.
9 Língua: Verbo poder em tempo presente simples, Caso afirmativo, Caso negativo, Caso interrogativo.
10 Língua: Números em turco, Números ordinais em turco, Quantos anos você tem?, Há ....... anos estou ...........,
11 Cultura: A influência da religião na Turquia, a diferença entre países muçulmanos e a Turquia. Fundamentos do Islam, a fé da grande maioria da população da Turquia.
12 Língua: Tinha/ Teve e Não tinha/ Não teve Em turco, A conjugação do pretérito perfeito caso afirmativo, Pretérito perfeito caso negativo, Pretérito perfeito caso interrogativo.
13 Língua: A que horas são? Modo de dizer as horas em turco. Ontem eu fiz ......... Redação sobre dia anterior.
14 Cultura: As práticas obrigatórias do Islam e seus efeitos na vida das pessoas na Turquia.
15 Língua: Avaliação e revisão das aulas anteriores.
16 Cultura: Apresentação de algumas artes típicas turcas.
17 Língua: Pretérito perfeito: Ficar sabendo, Caso afirmativo, negativo, interrogativo. Os comparativos e superlativos. Quer viver onde? Numa casa ou num apartamento?
18 Cultura: A família, o parentesco e a vizinhança na Turquia.
19 Língua: Presente simples afirmativo, Presente simples caso afirmativo interrogativo, Presente simples caso negativo. “Ter que”em turco nos casos afirmativo negativo e interrogativo.
20 Cultura: Solidariedade (caridades, fundações, ong’s) e generosidade.
21 Língua: Algumas preposições essenciais em turco. Vocabulário: legumes e frutas.
22 Cultura: Moralidade, justiça, veracidade, cumprimento de promessas, amizade, paciência, modéstia.
23 Língua: Futuro do imediato afirmativo, Futuro do imediato negativo, Futuro do imediato interrogativo, depois de, antes de.
24 Cultura: Liberdade de religião e consciência, paciência.
25 Língua: Pronomes indefinidos, Usos de pronomes indefinidos.
26 Língua e Cultura: Amostra de um filme turco.
27 Língua: O que você vai fazer nas férias? Frases compostas. Voz passiva em turco. Concordância verbal com a voz passiva.
28 Cultura: Direitos dos pais e respeito pelos pais, direitos das pessoas, dos cônjuges, das mulheres, das crianças, dos trabalhadores, dos vizinhos, dos animais etc.
29 Língua: Avaliação e revisão das aulas anteriores para prova final.
30 Prova final.
BIBLIOGRAFIA:
· TOMER, Yabancılar için Türkçe YENİ HİTİT-1, Ankara üniversitesi basımevi, Ancará, 2011
· DILSET, Yabancılar için Türkçe EBRU-1 Dilset yayınları İstanbul 2009
· DILSET, Yabancılar için Türkçe, Gökkuşağı 1, Dilset yayınları İstanbul 2005
· HENGIRMEN, Mehmet, Türkçe Öğrenelim, Engin yayınları Ankara 2010
· KUT, İnci, Portekizce-Türkçe Sözlük, İnkılap yayınları, İstanbul 2010
· Apostilas dos professores
SITES DE INTERESSE:
1- www.BrasilTurquia.com.br
2- www.TurkiyeBrezilya.com
Módulo II
1 Revisão das aulas anteriores do Nível Básico-1
2 Introdução ao nível básico II
As orientações sobre o conteudo.
3 Preterito perfeito: Ficar sabendo
Caso afirmativo, negativo, interrogativo
4 Os comperativos e superlativos
Quer viver onde? Numa casa ou num apartamento?
5 Presente simples afirmativo
Presente simples caso afirmativo interrogativo,
Presente simples caso negativo
6 Ter que em turco nos casos
afirmativo negativo e interrogativo.
7 Algumas preposições essenciais em turco.
Vocabulário: Indo a feira: legumes e frutas
8 Futuro do imediato afirmativo
Futuro do imediato negativo
9 Futuro do imediato interrogativo
Depois de, antes de
10 Pronomes indefinidos,
Usos de pronomes indefinidos. 1
1 O filme turco “ Momo Kızkardeşim”
12 O que você vai fazer nas férias?
Frases compostos.
13 Voz passiva em turco.
Concordancia verbal com a voz passiva
14 Revisão das aulas anteriores para prova final
Avaliação de semestre
15 Prova final
BIBLIOGRAFIA:
• TOMER, Yabancılar için Türkçe YENİ HİTİT-1, Ankara üniversitesi basımevi, Ancará, 2011
• DILSET, Yabancılar için Türkçe EBRU-1 Dilset yayınları İstanbul 2009
• DILSET, Yabancılar için Türkçe, Gökkuşağı 1, Dilset yayınları İstanbul 2005
• HENGIRMEN, Mehmet, Türkçe Öğrenelim, Engin yayınları Ankara 2010
• KUT, İnci, Portekizce-Türkçe Sözlük, İnkılap yayınları, İstanbul 2010
• Site www.brasilturquia.com.br
• Apostilas dos professores
SITES DE INTERESSE:
1- www.BrasilTurquia.com.br
2- www.TurkiyeBrezilya.com
Módulo III
1 Revisão das aulas anteriores do nível básico I e II
2 Introdução ao nível básico III e continuação
As orientações sobre o conteúdo e formato das aulas.
3 Preterito perfeito: Ficar sabendo
Caso afirmativo, negativo, interrogativo
4 Os comperativos e superlativos
Quer viver onde? Numa casa ou num apartamento?
5 Presente simples afirmativo
Presente simples caso afirmativo interrogativo,
Presente simples caso negativo
6 Ter que em turco nos casos
afirmativo negativo e interrogativo.
7 Algumas preposições essenciais em turco.
Vocabulário: Indo a feira: legumes e frutas
8 Futuro do imediato afirmativo
Futuro do imediato negativo
9 Futuro do imediato interrogativo
Depois de, antes de
10 Pronomes indefinidos,
Usos de pronomes indefinidos.
11 O filme turco “ Momo Kızkardeşim”
12 O que você vai fazer nas férias?
Frases compostos.
13 Voz passiva em turco.
Concordancia verbal com a voz passiva
14 Revisão das aulas anteriores para prova final
Avaliação de semestre
15 Prova final
BIBLIOGRAFIA:
SITES DE INTERESSE:
1. Site www.brasilturquia.com.br
2. Site www.linguaturca.com.br
Módulo IV
EMENTA:
Módulo V
Assuntos
Módulo II
1 Revisão das aulas anteriores do Nível Básico-1
2 Introdução ao nível básico II
As orientações sobre o conteudo.
3 Preterito perfeito: Ficar sabendo
Caso afirmativo, negativo, interrogativo
4 Os comperativos e superlativos
Quer viver onde? Numa casa ou num apartamento?
5 Presente simples afirmativo
Presente simples caso afirmativo interrogativo,
Presente simples caso negativo
6 Ter que em turco nos casos
afirmativo negativo e interrogativo.
7 Algumas preposições essenciais em turco.
Vocabulário: Indo a feira: legumes e frutas
8 Futuro do imediato afirmativo
Futuro do imediato negativo
9 Futuro do imediato interrogativo
Depois de, antes de
10 Pronomes indefinidos,
Usos de pronomes indefinidos. 1
1 O filme turco “ Momo Kızkardeşim”
12 O que você vai fazer nas férias?
Frases compostos.
13 Voz passiva em turco.
Concordancia verbal com a voz passiva
14 Revisão das aulas anteriores para prova final
Avaliação de semestre
15 Prova final
BIBLIOGRAFIA:
• TOMER, Yabancılar için Türkçe YENİ HİTİT-1, Ankara üniversitesi basımevi, Ancará, 2011
• DILSET, Yabancılar için Türkçe EBRU-1 Dilset yayınları İstanbul 2009
• DILSET, Yabancılar için Türkçe, Gökkuşağı 1, Dilset yayınları İstanbul 2005
• HENGIRMEN, Mehmet, Türkçe Öğrenelim, Engin yayınları Ankara 2010
• KUT, İnci, Portekizce-Türkçe Sözlük, İnkılap yayınları, İstanbul 2010
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SITES DE INTERESSE:
1- www.BrasilTurquia.com.br
2- www.TurkiyeBrezilya.com
Módulo III
1 Revisão das aulas anteriores do nível básico I e II
2 Introdução ao nível básico III e continuação
As orientações sobre o conteúdo e formato das aulas.
3 Preterito perfeito: Ficar sabendo
Caso afirmativo, negativo, interrogativo
4 Os comperativos e superlativos
Quer viver onde? Numa casa ou num apartamento?
5 Presente simples afirmativo
Presente simples caso afirmativo interrogativo,
Presente simples caso negativo
6 Ter que em turco nos casos
afirmativo negativo e interrogativo.
7 Algumas preposições essenciais em turco.
Vocabulário: Indo a feira: legumes e frutas
8 Futuro do imediato afirmativo
Futuro do imediato negativo
9 Futuro do imediato interrogativo
Depois de, antes de
10 Pronomes indefinidos,
Usos de pronomes indefinidos.
11 O filme turco “ Momo Kızkardeşim”
12 O que você vai fazer nas férias?
Frases compostos.
13 Voz passiva em turco.
Concordancia verbal com a voz passiva
14 Revisão das aulas anteriores para prova final
Avaliação de semestre
15 Prova final
BIBLIOGRAFIA:
SITES DE INTERESSE:
1. Site www.brasilturquia.com.br
2. Site www.linguaturca.com.br
Módulo IV
OBJETIVOS:
O Módulo 4 do curso, além de ter como objetivo ensinar o básico da língua turca, falada por mais de 250 milhões de pessoas no mundo, também apresenta a cultura turca, com os costumes, história, educação, religião, vida social e outros aspectos culturais deste país.
O módulo II é exclusivamente voltado para público que quer continuar nos estudos da língua. Portanto, será lecionado –sem falar muito dos assuntos culturais- a língua turca no nível de básico II.
A gramática será apresentada de forma contextualizada, para facilitar sua assimilação. A metodologia é baseada em recursos teóricos e práticos, com o uso de novas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. São aulas expositivas, com apresentação de vídeos e áudios e realização de dinâmicas de grupo.
O curso será ministrado por dois professores nativos, com ampla experiência na área e responsáveis pela formatação do conteúdo e pelo material apostilado.
METODOLOGIA:
Aula expositiva com participação dos alunos; começado de alfabetização e pronúncia, dramatizações de diálogos e situações cotidianas, discussão temática em pares e grupos, leitura de textos e de livros para iniciantes, apresentação e correção dos exercícios e/ou tarefas oralmente ou por escrito, participação em jogos, tarefas escritas narrando hábitos e rotinas, mensagens breves, leitura de letras de música, textos em áudio e vídeo.
INSTRUMENTOS DE
AVALIAÇÃO: Nota 7 na prova de avaliação e no mínimo 85% de presença nas aulas para fornecimento do Certificado de Conclusão do Curso
AULA TEMA / CONTEÚDO
1 Revisão das aulas anteriores do nível básico I e II
2 Introdução ao nível intermediario 2 e continuação
As orientações sobre o conteúdo e formato das aulas.
3 Uso da particula -ki. minha caneta= a minha
Conjunção de/da
4 Uso das particulas gibi/ kadar...
Gelecek zamanin hikayesi(futuro do preterito em turco)
5 Uso do sufixo -ce. bence, sence..(segundo a ele, para mim, de acordo com as pesquisas)
-e gore
6 Tempo verbal passado nao presencial. -mis. Rivayet kipi.
Tempo verbal imperfeito inferencial. -iyormus.
7 Futuro imperfeito inferencial. yapacakmis.
8 Presente habitual inferencial. -ermis. Sen bu isi yaparmisin.
9 Presente simples. genis zaman.
10 Verbo poder. -ebilmek
11 O filme turco “ Momo Kızkardeşim”
12 Gerundio -erek. Fui para casa correndo. Kosarak eve gittim.
13 Uso da particula -mek icin. Para consequir isso, precisa estudar.
SInavdan gecmek icin calismalisin.
14 Revisão das aulas anteriores para prova final
Avaliação de semestre
15 Prova final
BIBLIOGRAFIA:
1. DILSET, Lale Türkçe Seti (Kit de Ensino de Turco), Istambul
2. TOMER, Yabancılar için Türkçe YENİ HİTİT-1, Ankara üniversitesi basımevi, Ancará, 2011
3. DILSET, Yabancılar için Türkçe EBRU-1 Dilset yayınları İstanbul 2009
4. KUT, İnci, Portekizce-Türkçe Sözlük, İnkılap yayınları, İstanbul 2010
5. Site www.brasilturquia.com.br
6. Site www.linguaturca.com.br
7. Apostilas dos professores
SITES DE INTERESSE:
1. Site www.brasilturquia.com.br
2. Site www.linguaturca.com.br
28.03.2011 - Apresentação do curso
Texto de apoio: CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. 1992. “Introdução” In: CARNEIRO DA CUNHA, M. (org.) História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
04.04.2011 - Etnografia e Etnologia
Leitura obrigatória:
LÉVI-STRAUSS, Claude. 1993. “O campo da Antropologia”. In: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Ed. Tempo Brasileiro.
EVANS-PRITCHARD, Edward E. 2005. “Algumas reminiscências e reflexões sobre o trabalho de campo". In: Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores.
Leituras complementares:
MALINOWSKI, B. 1984. "Introdução". In: Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Abril (Coleção Os Pensadores).
GEERTZ, Clifford. 2008. “Uma Descrição Densa: Por uma Teoria Interpretativa da Cultura”. In: A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC.
11.04.2011 - Parentesco
Leitura obrigatória:
LÉVI-STRAUSS, Claude. 2003. “Natureza e Cultura”; “O problema do incesto” In: As Estruturas Elementares do Parentesco. Petrópolis: Ed. Vozes.
Leituras complementares:
RADCLIFFE-BROWN, A. R. 1973. "Estudo dos Sistemas de Parentesco". In: Estrutura e Função na Sociedade Primitiva. Petrópolis: Ed. Vozes.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 1995. “Pensando o parentesco ameríndio”. In: Antropologia do Parentesco: Estudos Ameríndios. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.
18.04.2011 - Não haverá aula (semana santa)
25.04.2011 - Andes e Amazônia: história e pensamento em tempos pré-hispânicos e coloniais
Leituras obrigatórias:
TAYLOR, A. C. 1992. História Pós-Colombiana da Alta Amazônia”In: CARNEIRO DA CUNHA, M. (org.) História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras.
ELLIOT, J. H. 1998.“A Conquista Espanhola e a Colonização da América.” In: Bethell, L. (org.) História da América Latina. Volume I: História da América Latina Colonial. São Paulo: Edusp.
Leituras complementares:
BERTAZONI, C. 2005. “Representações do Antisuyu em El Primer Nueva Corónica y Buen Gobierno de Felipe Guaman Poma de Ayala”In: Revista de História da Universidade de São Paulo. São Paulo.
MEGGERS, B. J. 1997.“La Amazonía en Vísperas del Contacto Europeo. Perspectivas Etnohistóricas, Ecológicas e Antropológicas.”In: Varón Gabi, R. and Flores Espinoza, J. Arqueología, Antropología y Historia de los Andes. Homenaje a Maria Rostworowski. Lima: Instituto de Estudios Peruanos.
RENARD-CASEVITZ, F. M. 1992. História Kampa, Memória Ashaninca.”In: CARNEIRO DA CUNHA, M. História dos Índios do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras.
ROOSEVELT, A. C. 1992. “Arqueologia Amazônica”In: História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras.
SANTOS-GRANERO, F. 1992. Etnohistoria de la Alta Amazonía. Siglos XVI-XVIII. Quito: Editora Abya-Y ala.
TAYLOR, A. C. 1994.“Génesis de un Arcaísmo: La Amazonia y su Antropología.” In: Bernand, C. (org.) Descubrimiento, Conquista y Colonización de América a Quinientos Años. México: Fondo de Cultura Económica.
02.05.2011 - Organização Social
Leituras obrigatórias:
BARTH, Fredrik. 2000. “Os grupos étnicos e suas fronteiras”. In: O guru, o iniciador: e outras variações antropológicas. Rio de Janeiro: Contra Capa.
RADCLIFFE-BROWN, A. R. 1973. “Sobre o Conceito de Função em Ciências Sociais”; “Sobre a Estrutura Social”. In: Estrutura e Função na Sociedade Primitiva. Petrópolis: Ed. Vozes.
Leituras Complementares:
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 2002. “O conceito de sociedade em antropologia”. In: A inconstância da alma selvagem: e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify.
MELATTI, Júlio Cezar. 1976. “Nominadores e Genitores: um aspecto do dualismo Krahó”. In: SCHADEN, Egon (Org.), Leituras de Etnologia Brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional.
09.05.2011 - Economia e Tecnologia
Leitura Obrigatória:
SAHLINS, Marshall. 2004. “A sociedade afluente original”. In: Cultura na Prática. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.
Leitura Complementar:
CLASTRES, Pierre. 2004. “A economia primitiva”. In: Arqueologia da violência: pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac & Naify.
16.05.2011 - Política
Leitura obrigatória:
CLASTRES, Pierre. 2003. "Troca e poder: filosofia da chefia ameríndia" In: A Sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify.
Leitura Complementar:
CLASTRES, Pierre. 2004. “Do etnocídio”. In: Arqueologia da violência: pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac & Naify.
23.05.2011 - A noção de pessoa e o americanismo tropical
Leituras obrigatórias:
DAMATTA, Roberto; SEEGER, Anthony & VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 1979. “A Construção da Pessoa em Sociedades Indígenas Brasileiras”. In: Boletim do Museu Nacional, nº 32.
OVERING, Joana. 1991. “A estética da produção: o senso de comunidade entre os Cubeo e os Piaroa”. In: Revista de Antropologia, nº 34.
Leitura Complementar:
MAUSS, Marcel. 2003. "Uma categoria do espírito humano: a noção de Pessoa, a de ‘Eu’” In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify.
30.05.2011 - Saberes
Leituras obrigatórias:
CARNEIRO DA CUNHA, M. & ALMEIDA, M. 2002. “Introdução” In: Enciclopédia da Floresta: o Alto Juruá. Práticas e conhecimentos das populações. São Paulo: Companhia das Letras.
LÉVI-STRAUSS, Claude. 1989. “A Ciência do Concreto” In: O Pensamento Selvagem. Campinas: Papirus.
06.06.2011 - Mesoamérica: história e pensamento em tempos pré-hispânicos e coloniais
Leituras obrigatórias:
GIBSON, Charles. 2004. “As sociedades indígenas sob o domínio espanhol” In: BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina. América Latina colonial. São Paulo: Edusp & Brasília, DF, Fundação Alexandre Gusmão, v.II.
LEÓN PORTILLA, Miguel. LEÓN PORTILLA, Miguel. 1998. “A Mesoamérica antes de 1519” In: BETHELL, Leslie. História da América Latina: América Latina colonial. São Paulo: Edusp & Brasília, Fundação Alexandre Gusmão, v.1.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. 2007. “Fontes históricas nativas da Mesoamérica e Andes. Conjuntos e problemas de entendimento e interpretação” In: Clio Arqueológica. Recife: Programa de Pós-graduação em Arqueologia – Universidade Federal de Pernambuco, nº. 22, vol. I.
13.06.2011 - A particularização do universal
Leituras obrigatórias:
SANTOS, Boaventura de Sousa. 2007. La reinvención del Estado y el Estado plurinacional. Bolivia: Alianza Internacional CENDA, CEJIS, CEDIB. Disponível em http://www.ces.uc.pt/publicacoes/outras/200317/estado_plurinacional.pdf
VERDUM, Ricardo. 2009. “Povos Indígenas no Brasil: o desafio da autonomia” In: VERDUM, R. (org.). Povos Indígenas: Constituições e Reformas Políticas na América Latina. Brasília: INESC. Disponível em www.inesc.org.br/biblioteca/publicacoes/livros/Apresentacao1.ppt
NETO, Joaquim Shiraishi (Org.). 2007. Direitos dos Povos e das Comunidades Tradicionais no Brasil: Declarações, Convenções Internacionais e Dispositivos Jurídicos definidores de uma Política Nacional. Manaus: PPGSCA/UFAM-Fundação Ford. Disponível em www.novacartografiasocial.com/arquivos/publicacoes/livro_docBolso_01.pdf
Ler introdução: “A Particularização do Universal: povos e comunidades tradicionais face às Declarações e Convenções Internacionais”.
20.06.2011 - Direito à diferença
Leituras obrigatórias:
GUARANY, Vilmar Martins Moura. 2006. “Desafios e perspectivas para a construção e o exercício da cidadania indígena” In: ARAÚJO, Ana Valéria (Org.). Povos Indígenas e a Lei dos “Brancos”: o Direito à Diferença. Brasília: SECAD/UNESCO/Laced Museo Nacional. Disponível em: www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/livros/arquivos/ColET14_Vias03WEB.pdf
BAINES, S. G. 2008. Identidades Indígenas e Ativismo Político no Brasil: Depois da Constituição de 1988. Disponível em PDF: Série 418.
27.06.2011 - Palestra com convidado indígena
04.07.2011 - Leitura de Etnografia
GORDON, CÉSAR. 2006. Economia selvagem: ritual e mercadoria entre os Xikrin-Mebêngôkre. São Paulo/Rio de Janeiro: Editora da UNESP, ISA e NUTI.
11.07.2011 - Leitura de Etnologia
GORDON, CÉSAR. 2006. Economia selvagem: ritual e mercadoria entre os Xikrin-Mebêngôkre. São Paulo/Rio de Janeiro: Editora da UNESP, ISA e NUTI.
Aula 1: Apresentação do curso e notas biográficas do autor
Aula 2: Introdução ao Orientalismo
Aula 3: As principais questões do Orientalismo
Aula 4: Cultura e Imperialismo
Aula 5: Crítica ao Orientalismo
Aula 6: Edward Said e a questão palestina
Aula 7: O choque das definições: sobre o embate Said e Huntington
Aula 8: Apresentação e discussão do documentário: “Selves and others”
Aula 9: Orientalismo na Imprensa
Aula 10: Relatos de viagens: a mulher árabe nos textos europeus (século XVII e XIX)
AHMAD, Aijaz. Orientalismo e depois: ambivalência e posição metropolitana na obra de Edward Said. In: AHMAD, Aijaz. Linhagens do Presente: Ensaios. São Paulo: Boitempo Editorial, 2002, pp. 109-165.
CASTRO, Isabelle C. S. Orientalismo na imprensa brasileira a representação de árabes e muçulmanos nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo antes e depois de 11 de setembro de 2001. Dissertação de mestrado defendida na FFLCH/USP em 2007, pp. 105 a 155.
CHACHAM, Vera. A presença do passado na paisagem oriental: das ruínas monumentais a um Oriente das ruas. Revista Letras, Curitiba, n. 60, p. 43-64, jul./dez. 2003. Editora UFPR.
CHARDIN, J. Voyage de Paris à Ispahan. Paris: La Découverte/Maspero, 1983.
CHAUÍ, Marilena A construção do “Oriente” e os fundamentalismos. In: CLEMESHA, Arlene (org.) Edward Said: trabalho intelectual e crítica social. São Paulo: Editora Casa Amarela, 2005, pp. 39 a 43.
HALLIDAY, Fred Conclusion: ‘Orientalism’ and its Critics. In: HALLIDAY, Fred. Islam and the Myth of Confrontation. London: I.B. Tauris, 1999, pp. 195-217.
HUNTINGTON, Samuel. Choque das civilizações? In: Política Externa 2, 4, março de 1994, pp.120-141.
RAUS, Rachele. La «mise en mots» française de la femme ottomane. Le lexème Turque du XVIe au XIXe siècle. Firenze : Firenze University Press, 2007.
SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp. 11 a 50.
___. Cultura e Resistência. Edward Said: entrevistas do intelectual palestino a David Barsamian. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, pp. 15 a 157.
___. O choque da ignorância. In: SAID, Edward W. Cultura e Política. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003, pp. 42 a 48.
___. O choque das definições. In: SAID, Edward W. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp. 316 a 336.
___. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 (tradução de Rosaura Eichenberg), pp.27 a 163 e 273 a 437.
SILVA, Ligia Osório Edward Said e o Imperialismo Cultural. In: CLEMESHA, Arlene (org.) Edward Said: trabalho intelectual e crítica social. São Paulo: Editora Casa Amarela, 2005, pp. 26 a 28.
Primeira aula: Introdução
Nesse primeiro encontro, pretendo, além de expor a estrutura do curso, introduzir os temas gerais a partir dos textos iniciais de Roberto Bolaño. Em especial, gostaria de tratar dos fatores que circundam essa primeira produção (inclusive, sua participação no movimento infrarrealista) e que depois se tornarão materiais para os romances de Bolaño: sua relação com a poesia (que, apesar de considerar sua produção principal, ele acaba por deixar em segundo plano), com os concursos de literatura, com os ateliês de criação, com as editoras, etc. Atentarei para alguns aspectos biográficos, esboçando as condições de produção de suas obras, inclusive, o curtíssimo tempo em que ela foi produzida (quinze livros em doze anos), buscando entender como isso se torna um elemento constitutivo de uma escrita “violenta e acidentada”.
Segunda aula: A violência da história e a possibilidade de uma literatura
Nessa aula, irei re-contextualizar a obra de Bolaño dentro da produção que o precede (em especial, certos grupos pós-vanguardistas como o escena de avanzada, ou ainda, a chamada geração do “boom” latino-americano) com a qual ele trava uma relação bastante tensa através de seus livros A Literatura Nazista na América e Estrela Distante. Utilizando uma série de recursos que serão lhe recorrentes – um certo tipo muito específico da alusão e da paródia, representações do ato de escritura e de leitura, etc –, Bolaño começa a estabelecer aquela que seria uma pergunta maior de sua obra: como é possível fazer uma literatura que não seja irresponsável frente sua própria história? Trata-se de um mal-estar com o tipo de intelectualidade e de produção que se deu na América Latina durante e após as ditaduras militares, e mesmo do lugar que a literatura assumiu com a chegada da democracia. Não à toa, Bolaño chama esses livros de obras “morais” (e aqui seria preciso entender o estatuto dessa moralidade, que, segundo o próprio, remete às Novelas exemplares de Cervantes).
Para melhor diagnosticar o problema, pretendo retomar a leitura que Bolaño faz dos mecanismos enciclopédicos de Borges (em História Universal da Infâmia, mas também em “Tlön, Uqbar, Orbius Tertius” e a “Biblioteca de Babel”), expondo a face mais perversa desses dispositivos, e de sua relevância para se pensar a memória e a escrita latino-americana de hoje.
Terceira aula: Os jogos e suas perversões
Pensando no lugar central que a noção de jogo ocupa na literatura ocidental, principalmente em sua proximidade com os atos de escrita e de leitura (algo que surge desde Poe e Mallarmé e que passar por autores como Borges, Cortázar, Beckett e outros), gostaríamos de analisar a forma como Bolaño a emprega, principalmente como elemento central da narrativa de Estrela Distante, retomando-o de um romance anterior até a pouco inédito, O Terceiro Reich. Trata-se de jogos de tabuleiro chamados wargames e que nesses dois romances atuam, diferentemente da maneira usual, como uma espécie de versão invertida e odiosa da escrita literária, ainda que muito próximo dessa: já não se trata mais de expor, subverter ou reformular regras, nem de instaurar uma atividade sem fins, isenta de qualquer instrumentabilidade, mas sim de ver na aceitação do jogo ou de uma certa versão do jogo (o wargame que leva justamente o título de “O Terceiro Reich”) justamente um bloqueio para o desenvolvimento da escritura, de uma espécie de impedimento a qualquer acesso a ordem vigente. O jogo aqui é algo absolutamente violento (sua cumplicidade com o nazismo é patente nos dois livros), ao mesmo tempo em que parece algo imobilizador e mesmo inocente. Aqui revisitaremos as leituras que Bolaño faz do escritor francês Georges Perec, autor que talvez tenha levado ao extremo a relação entre escrita literária e jogo na prosa do século XX, buscando mostrar como o chileno herda e re-significa certos processos de organização do texto literário.
Quarta aula: Confissão e inquérito
Pensando na longa história que a narrativa policial tem na literatura latino-americana desde Arlt e Borges, buscaremos voltar aos seus fundamentos juntos com Edgar Allan Poe, revisando não só os fundamentos que seus contos estabeleceram (“Crimes da rua Morgue” ou “ A Carta roubada”), mas também seus ensaios poéticos (notoriamente, “Filosofia da composição”, que apesar de ser um texto sobre poesia é sempre invocado como uma espécie de “teoria do conto”). Isso será fundamental para o estudo da obra poética mais tardia deixada por Bolaño (em especial, Los Perros Románticos), cuja parte significativa foi classificada pelo próprio autor como uma “poesia policial”. É deste ponto que pretendemos abordar o seu principal romance, Detetives Selvagens: em sua relação tensa com a poesia, não só porque há uma espécie de dissolução (ou de disseminação – é difícil precisar) dela, mas porque, ao mesmo tempo, é ela quem fornece o núcleo narrativo deste romance (e mesmo do próprio processo de escrita desse livro: vários personagens de Bolaño surgem primeiro em títulos de seus poemas, para depois serem incorporados em suas narrativas). Por isso, iremos nos voltar a certos elementos que perpassam tanto a poesia como a narrativa policial – isto é, elementos como confissão, revelação, expressão e ato poético – a partir do modo como Bolaño lê tal tradição desde sua fundação por Poe.
Quinta aula: A elipse poética
Retomando o tema do encontro anterior, agora nos centraremos em Detetives Selvagens, retomando a problemática da desaparição da poesia: não só da tradição de Cesárea Tinajero, ou mesmo de Ulises Lima e Arturo Belano, mas da própria poesia como pretenso centro ausente da obra de Roberto Bolaño. Aqui será preciso entender como no escritor chileno o esquecimento e a destruição aparecem motores da/na história da literatura. Iremos nos deter na própria estrutura desse romance, que se divide entre diário e inquérito, retomando não só as discussões sobre Poe, como também trançando uma oposição com a organização de seus primeiros livros, i.e., com La Literatura Nazi na América e Estrela Distante. Por fim, iremos nos deter na cena final de Amuleto, na imagem de toda uma geração de poetas-lemmings, algo que pode ser encarado com o símbolo mesmo daquilo que Bolaño enfrenta por meio de seus romances.
Sexta aula: A diluição do eu em Amuleto (esta aula será ministrada pela doutoranda do DTLLC Geruza Zelnys de Almeida)
Nesta aula, como ministrante convidada, pretendo problematizar quem é o "eu que diz eu" nas memórias inventadas de Auxilio Lacouture, a narradora de Amuleto, livro exemplar para se refletir, a partir da metáfora da liquidez contemporânea, acerca de um espaço de fluxos no qual o narrador também se fluidifica tornando complexa e incapturável sua presença-ausência. Para tal, busco analisar as possibilidades inscritas na relação entre os nomes, em especial Auxílio, e suas implicações na (des)construção do arquivo Amuleto como representação do irrepresentável: o ano de 1968. Esse movimento fará com que o trânsito entre memória e esquecimento seja explorado em dois registros: como diluição do eu nos outros e como diluição do tempo, ambos culminando na espectralização da entidade narrativa, do acontecimento do terror e das marcas de tortura potencialmente presentes na obra. Em alguns momentos da aula, farei menção aos testemunhos recolhidos por Elena Poniatowska no livro La noche de Tlatelolco (2000) estabelecendo um possível diálogo entre realidade e ficção.
Sétima aula: Bolaño e a morte (As últimas palestras)
Nesse penúltimo encontro, pretendo trazer para a discussão uma parte dos últimos textos de Bolaño, em especial, suas palestras. Isso porque nelas podemos enxergar uma espécie de balanço sobre sua própria obra e uma avaliação sobre o estado da literatura latino-americana em geral. Soma-se a isso o peso que a doença vai tendo nos escritos do autor, e de como ela vai se relacionando com o próprio ato de escrita (como se pode ler em “Literatura + Enfermedad = Enfermedad”). Também gostaria de dedicar parte dessa aula ao legado que Bolaño (e a questão que gira em torno de um “legado literário”) ofereceu a outros escritores, como Javier Cercas, Rodrigo Frésan, Enrique Vila-Matas, Daniel Sada, Alan Pauls, etc., assim como buscar analisar a própria evocação que ele faz no final da vida de autores aos quais ele pretendeu ser fiel (fiel na própria idéia de morte): Baudelaire e Mallarmé.
Oitava aula: Conclusão – Presente futuro e futuro do presente: 2666
Para fechar nosso curso, iremos analisar a forma como Bolaño trabalha o conceito de futuro em vários de seus romances, em especial através da data-símbolo 2666, que inclusive dá título ao seu último livro. Aparecem então basicamente duas possibilidades de futuro: um que é a mera reprodução do presente, de um horror que se prolonga indefinidamente, ainda que sempre de modo renovado (basta olhar para onde aponta Literatura Nazi) ou um futuro que é a busca incessante pela própria legitimidade do seu tempo enquanto outro tempo, isto é, como busca no presente por outras temporalidades e formas de escritura. Nesse ponto, retomamos a questão da literatura como instância de uma tensão com sua própria história, tal como havíamos visto na segunda aula. Assim, ao lermos seu último romance, que ele mesmo classifica como uma espécie de ficção-científica, podemos entender as expectativas que Bolaño deposita na literatura, em sua aposta na literatura enquanto construção de um tempo outro. Para isso, retomaremos os diversos textos que o chileno dedica ao norte-americano Philip K. Dick e ao modo como esse autor trabalha formas absolutamente diversificadas de relação entre passado, presente e futuro.
Nota: A grande parte dos textos abordados tem tradução para o português. Nas exceções, irei me comprometer em oferecer traduções de certos trechos específicos ou mesmo de textos na integra, sobre os quais já venho trabalhando.
De Bolaño (em português):
BOLAÑO, Roberto. 2666. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
_______. Amuleto. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
_______. Detetives selvagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
_______. Estrela distante. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
_______. Noturno do Chile. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
_______. Putas assasinas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
_______. Pista de gelo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
_______. O Terceiro Reich. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
_______. “Poemas de Roberto Bolaño” [Trad. Fabrício Corsaletti]. Almanaque Lobisomem. São Paulo, 2010.
De Bolaño (em espanhol):
BOLAÑO, Roberto. La Literatura Nazi en América. Barcelona: Seix Barral, 1996.
_______. La Universidad Desconocida. Barcelona: Anagrama, 2007.
_______. Entre paréntesis. Barcelona: Anagrama, 2004.
_______.“Henri simon Leprince”. In: Llamadas telefónicas. Barcelona: Anagrama, 1997.
_______.“Literatura + enfermedad = enfermedad”. In: El Gaucho Insufrible. Barcelona: Anagrama, 2003.
Sobre Bolaño:
BENMILOUD, Karim; ESTÈVE, Raphaël (org.). Les astres noirs de Roberto Bolaño. Bordeaux: Presses Universitaires de Bordeaux, 2007.
BOLOGNESE, Chiara. Pistas de un naufragio. Cartografía de Roberto Bolaño. Santiago: Editorial Margen, 2009.
BRAITHWAITE, Andrés. Bolaño por sí mismo: entrevistas escogidas.. Santiago: Ediciones Universidad Diego Portales, 2006.
ESPINOSA, Patricia. Territorios en fuga: estudios críticos sobre la obra de Roberto Bolaño. Santiago: Ed. Frasis, 2003.
JENNERJAHN. Ina. “Escritos en los cielos y fotografías del infierno. Las 'Acciones de arte' de Carlos Ramírez Hoffman, según Roberto Bolaño”. Revista de Crítica Literaria Latinoamericana. Año 28, No. 56 (2002), pp. 69-86.
PAZ, Edmundo; FAVERÓN, Gustavo (org.). Bolaño Salvaje. Barcelona: Ed. Candaya, 2008.
Outros
BORGES. Jorge Luis. Ficções. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
_______. Outras inquisições. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
DICK, Philip K.. Ubik. São Paulo: Aleph, 2008.
POE, Edgar Allan. Histórias extraordinárias. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
_______. Ensaios e poemas. São Paulo: Globo, 2008.
PEREC, Georges. Vida: modo de usar. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
PONIATOWSKA, Elena. La noche de Tlatelolco. México: Editorial Era, 2010.
HAYASHI, Sokei e HAYASHI, Soen (compilação e adaptação). Cha no Yu – Arte e Filosofia – publicado em português pela Aliança Cultural Brasil-Japão – São Paulo,1995.
IGUCHI, Kaisen (supervisão). Genshoku Chado Daijiten (Enciclopédia Ilustrada de Chado) – Editora Tankôsha – Kyoto, 1975.
KANEKO, Mitsuko e outros (org.). Matcha no Hon (Livro do Chá Verde em Pó) - Editora Sekai Bunkasha – Tokyo, 1992.
KUWATA, Tadachika. Cha no Kokoro – Chado Meigenshû (O espírito do Chá – Antologia de Chado) – Editora Tokyodô – Tokyo, 1957.
OKAKURA, Tenshin. Cha no Hon - The Book of Tea – Editora Kôdansha – Tokyo, 1971.
SEN, Soshitsu (supervisão). Genshoku Odôgu no Atsukai (Livro Ilustrado sobre o Uso dos Utensílios) - Editora Tankôsha – Kyoto, 1972.
SEN, Soshitsu (supervisão). Urasenke Chado Kyôka – Kyôyôhen – 16 volumes (Livros
Didáticos de Urasenke Chado) – Editora Tankôsha – Kyoto, 1979.
TANAKA, Sen-ô. Nanpô Roku Kenkyû (Estudos sobre Registros de Nanpô) - Editora Chado no Kenkyûsha – Tokyo, 1978.
UMEHARA, Takeshi e outros. Geijutsu Shinchô (Revista de Artes) – Editora Shinchô – Tokyo, agosto de 1991.
Programa:
- Informações sobre o latim: pronúncia, casos, declinações.
- O latim clássico, como língua declinada.
- Morfologia dos nomes.
- Morfologia dos pronomes.
- O verbo latino: enunciação, temas, principais tempos.
Ementa:
- Informações iniciais sobre o latim: pronúncia; noção de caso gramatical; desinências casuais; declinações.
- O latim clássico como língua declinada.
- Morfossintaxe dos nomes: substantivos femininos e masculinos da primeira declinação; substantivos masculinos e femininos da segunda declinação; substantivos neutros da segunda declinação.
- Morfossintaxe dos pronomes: pronome pessoal; pronome demonstrativo anafórico.
- O verbo latino: enunciação; temas (infectum, perfectum, supino); principais tempos: formação do presente e do perfeito do indicativo (voz ativa).
- O curso tem em vista apresentar estudo do quadro geral da gramática básica (morfologia e sintaxe) da língua latina. Neste primeiro nível da série Iniciação ao Latim, o estudante deverá ser levado a apreender os mecanismos de emprego dos seis casos latinos, que abrangem todas as possíveis funções sintáticas exercidas pela palavra, e a dominar a maneira de pesquisar a partir do dicionário de latim.
Bibliografia:
- obras
CARDOSO, Zelia de Almeida – A Literatura Latina. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1989.
FARIA, Ernesto – Gramática Superior da Língua Latina. Rio de Janeiro, Acadêmica, 1958.
FARIA, Ernesto – Dicionário Escolar Latino-Português. Rio de Janeiro, FAE, 6a.ed., 1985.
GAFFIOT, Félix – Dictionnaire Illustré Latin-Français. Paris, 1934.
MICHEL, Jacques – Grammaire de Base du Latin. Anvers, Sikkel, 1960.
RAVIZZA, João – Gramática Latina. Niterói, Dom Bosco, 13a.ed., 1956.
TORRINHA, Francisco – Dicionário Latino-Português. Porto, Gráficos Reunidos, 1937.
ZENONI, G. – Sintaxe Latina. Lisboa, Cucujães, 3a.ed., 1953.
- apostila
Morfossintaxe do verbo latino – Prof. Seabra