Programa | Aspectos das Culturas, História e Direitos Indígenas

28.03.2011 - Apresentação do curso
Texto de apoio: CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. 1992. “Introdução” In: CARNEIRO DA CUNHA, M. (org.) História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.

04.04.2011 - Etnografia e Etnologia
Leitura obrigatória:
LÉVI-STRAUSS, Claude. 1993. “O campo da Antropologia”. In: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Ed. Tempo Brasileiro.
EVANS-PRITCHARD, Edward E. 2005. “Algumas reminiscências e reflexões sobre o trabalho de campo". In: Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores.
Leituras complementares:
MALINOWSKI, B. 1984. "Introdução". In: Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Abril (Coleção Os Pensadores).
GEERTZ, Clifford. 2008. “Uma Descrição Densa: Por uma Teoria Interpretativa da Cultura”. In: A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC.

11.04.2011 - Parentesco
Leitura obrigatória:
LÉVI-STRAUSS, Claude. 2003. “Natureza e Cultura”; “O problema do incesto” In: As Estruturas Elementares do Parentesco. Petrópolis: Ed. Vozes.
Leituras complementares:
RADCLIFFE-BROWN, A. R. 1973. "Estudo dos Sistemas de Parentesco". In: Estrutura e Função na Sociedade Primitiva. Petrópolis: Ed. Vozes.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 1995. “Pensando o parentesco ameríndio”. In: Antropologia do Parentesco: Estudos Ameríndios. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.

18.04.2011 - Não haverá aula (semana santa) 

25.04.2011 - Andes e Amazônia: história e pensamento em tempos pré-hispânicos e coloniais
Leituras obrigatórias:
TAYLOR, A. C. 1992. História Pós-Colombiana da Alta Amazônia”In: CARNEIRO DA CUNHA, M. (org.) História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras.
ELLIOT, J. H. 1998.“A Conquista Espanhola e a Colonização da América.” In: Bethell, L. (org.) História da América Latina. Volume I: História da América Latina Colonial. São Paulo: Edusp.
Leituras complementares:
BERTAZONI, C. 2005. “Representações do Antisuyu em El Primer Nueva Corónica y Buen Gobierno de Felipe Guaman Poma de Ayala”In: Revista de História da Universidade de São Paulo. São Paulo.
MEGGERS, B. J. 1997.“La Amazonía en Vísperas del Contacto Europeo. Perspectivas Etnohistóricas, Ecológicas e Antropológicas.”In: Varón Gabi, R. and Flores Espinoza, J. Arqueología, Antropología y Historia de los Andes. Homenaje a Maria Rostworowski. Lima: Instituto de Estudios Peruanos.
RENARD-CASEVITZ, F. M. 1992. História Kampa, Memória Ashaninca.”In: CARNEIRO DA CUNHA, M. História dos Índios do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras.
ROOSEVELT, A. C. 1992. “Arqueologia Amazônica”In: História dos Índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras.
SANTOS-GRANERO, F. 1992. Etnohistoria de la Alta Amazonía. Siglos XVI-XVIII. Quito: Editora Abya-Y ala.
TAYLOR, A. C. 1994.“Génesis de un Arcaísmo: La Amazonia y su Antropología.” In: Bernand, C. (org.) Descubrimiento, Conquista y Colonización de América a Quinientos Años. México: Fondo de Cultura Económica.

02.05.2011 - Organização Social
Leituras obrigatórias:
BARTH, Fredrik. 2000. “Os grupos étnicos e suas fronteiras”. In: O guru, o iniciador: e outras variações antropológicas. Rio de Janeiro: Contra Capa.
RADCLIFFE-BROWN, A. R. 1973. “Sobre o Conceito de Função em Ciências Sociais”; “Sobre a Estrutura Social”. In: Estrutura e Função na Sociedade Primitiva. Petrópolis: Ed. Vozes.
Leituras Complementares:
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 2002. “O conceito de sociedade em antropologia”. In: A inconstância da alma selvagem: e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac & Naify.
MELATTI, Júlio Cezar. 1976. “Nominadores e Genitores: um aspecto do dualismo Krahó”. In: SCHADEN, Egon (Org.), Leituras de Etnologia Brasileira. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

09.05.2011 - Economia e Tecnologia
Leitura Obrigatória:
SAHLINS, Marshall. 2004. “A sociedade afluente original”. In: Cultura na Prática. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.
Leitura Complementar:
CLASTRES, Pierre. 2004. “A economia primitiva”. In: Arqueologia da violência: pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac & Naify.

16.05.2011 - Política
Leitura obrigatória:
CLASTRES, Pierre. 2003. "Troca e poder: filosofia da chefia ameríndia" In: A Sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify.
Leitura Complementar:
CLASTRES, Pierre. 2004. “Do etnocídio”. In: Arqueologia da violência: pesquisas de antropologia política. São Paulo: Cosac & Naify.

23.05.2011 - A noção de pessoa e o americanismo tropical
Leituras obrigatórias:
DAMATTA, Roberto; SEEGER, Anthony & VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 1979. “A Construção da Pessoa em Sociedades Indígenas Brasileiras”. In: Boletim do Museu Nacional, nº 32.
OVERING, Joana. 1991. “A estética da produção: o senso de comunidade entre os Cubeo e os Piaroa”. In: Revista de Antropologia, nº 34.
Leitura Complementar:
MAUSS, Marcel. 2003. "Uma categoria do espírito humano: a noção de Pessoa, a de ‘Eu’” In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naify.

30.05.2011 - Saberes
Leituras obrigatórias:
CARNEIRO DA CUNHA, M. & ALMEIDA, M. 2002. “Introdução” In: Enciclopédia da Floresta: o Alto Juruá. Práticas e conhecimentos das populações. São Paulo: Companhia das Letras.
LÉVI-STRAUSS, Claude. 1989. “A Ciência do Concreto” In: O Pensamento Selvagem. Campinas: Papirus.

06.06.2011 - Mesoamérica: história e pensamento em tempos pré-hispânicos e coloniais
Leituras obrigatórias:
GIBSON, Charles. 2004. “As sociedades indígenas sob o domínio espanhol” In: BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina. América Latina colonial. São Paulo: Edusp & Brasília, DF, Fundação Alexandre Gusmão, v.II.
LEÓN PORTILLA, Miguel. LEÓN PORTILLA, Miguel. 1998. “A Mesoamérica antes de 1519” In: BETHELL, Leslie. História da América Latina: América Latina colonial. São Paulo: Edusp & Brasília, Fundação Alexandre Gusmão, v.1.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. 2007. “Fontes históricas nativas da Mesoamérica e Andes. Conjuntos e problemas de entendimento e interpretação” In: Clio Arqueológica. Recife: Programa de Pós-graduação em Arqueologia – Universidade Federal de Pernambuco, nº. 22, vol. I.

13.06.2011 - A particularização do universal
Leituras obrigatórias:
SANTOS, Boaventura de Sousa. 2007. La reinvención del Estado y el Estado plurinacional. Bolivia: Alianza Internacional CENDA, CEJIS, CEDIB. Disponível em http://www.ces.uc.pt/publicacoes/outras/200317/estado_plurinacional.pdf

VERDUM, Ricardo. 2009. “Povos Indígenas no Brasil: o desafio da autonomia” In: VERDUM, R. (org.). Povos Indígenas: Constituições e Reformas Políticas na América Latina. Brasília: INESC. Disponível em www.inesc.org.br/biblioteca/publicacoes/livros/Apresentacao1.ppt

NETO, Joaquim Shiraishi (Org.). 2007. Direitos dos Povos e das Comunidades Tradicionais no Brasil: Declarações, Convenções Internacionais e Dispositivos Jurídicos definidores de uma Política Nacional. Manaus: PPGSCA/UFAM-Fundação Ford. Disponível em www.novacartografiasocial.com/arquivos/publicacoes/livro_docBolso_01.pdf
Ler introdução: “A Particularização do Universal: povos e comunidades tradicionais face às Declarações e Convenções Internacionais”.

20.06.2011 - Direito à diferença
Leituras obrigatórias:
GUARANY, Vilmar Martins Moura. 2006. “Desafios e perspectivas para a construção e o exercício da cidadania indígena” In: ARAÚJO, Ana Valéria (Org.). Povos Indígenas e a Lei dos “Brancos”: o Direito à Diferença. Brasília: SECAD/UNESCO/Laced Museo Nacional. Disponível em: www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/livros/arquivos/ColET14_Vias03WEB.pdf

BAINES, S. G. 2008. Identidades Indígenas e Ativismo Político no Brasil: Depois da Constituição de 1988. Disponível em PDF: Série 418.

27.06.2011 - Palestra com convidado indígena

04.07.2011 - Leitura de Etnografia
GORDON, CÉSAR. 2006. Economia selvagem: ritual e mercadoria entre os Xikrin-Mebêngôkre. São Paulo/Rio de Janeiro: Editora da UNESP, ISA e NUTI.

11.07.2011 - Leitura de Etnologia
GORDON, CÉSAR. 2006. Economia selvagem: ritual e mercadoria entre os Xikrin-Mebêngôkre. São Paulo/Rio de Janeiro: Editora da UNESP, ISA e NUTI.

PROGRAMA | BIBLIOGRAFIA (Edward Said e o Orientalismo)

Programa:

Aula 1: Apresentação do curso e notas biográficas do autor
Aula 2: Introdução ao Orientalismo
Aula 3: As principais questões do Orientalismo
Aula 4: Cultura e Imperialismo
Aula 5: Crítica ao Orientalismo
Aula 6: Edward Said e a questão palestina
Aula 7: O choque das definições: sobre o embate Said e Huntington
Aula 8: Apresentação e discussão do documentário: “Selves and others”
Aula 9: Orientalismo na Imprensa
Aula 10: Relatos de viagens: a mulher árabe nos textos europeus (século XVII e XIX)

Referências bibliográficas:

AHMAD, Aijaz. Orientalismo e depois: ambivalência e posição metropolitana na obra de Edward Said. In: AHMAD, Aijaz. Linhagens do Presente: Ensaios. São Paulo: Boitempo Editorial, 2002, pp. 109-165.

CASTRO, Isabelle C. S. Orientalismo na imprensa brasileira a representação de árabes e muçulmanos nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo antes e depois de 11 de setembro de 2001. Dissertação de mestrado defendida na FFLCH/USP em 2007, pp. 105 a 155.

CHACHAM, Vera. A presença do passado na paisagem oriental: das ruínas monumentais a um Oriente das ruas. Revista Letras, Curitiba, n. 60, p. 43-64, jul./dez. 2003. Editora UFPR.

CHARDIN, J. Voyage de Paris à Ispahan. Paris: La Découverte/Maspero, 1983.

CHAUÍ, Marilena A construção do “Oriente” e os fundamentalismos. In: CLEMESHA, Arlene (org.) Edward Said: trabalho intelectual e crítica social. São Paulo: Editora Casa Amarela, 2005, pp. 39 a 43.

HALLIDAY, Fred Conclusion: ‘Orientalism’ and its Critics. In: HALLIDAY, Fred. Islam and the Myth of Confrontation. London: I.B. Tauris, 1999, pp. 195-217.

HUNTINGTON, Samuel. Choque das civilizações? In: Política Externa 2, 4, março de 1994, pp.120-141.

RAUS, Rachele. La «mise en mots» française de la femme ottomane. Le lexème Turque du XVIe au XIXe siècle. Firenze : Firenze University Press, 2007.

SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, pp. 11 a 50.

___. Cultura e Resistência. Edward Said: entrevistas do intelectual palestino a David Barsamian. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, pp. 15 a 157.

___. O choque da ignorância. In: SAID, Edward W. Cultura e Política. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003, pp. 42 a 48.

___. O choque das definições. In: SAID, Edward W. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp. 316 a 336.

___. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 (tradução de Rosaura Eichenberg), pp.27 a 163 e 273 a 437.

SILVA, Ligia Osório Edward Said e o Imperialismo Cultural. In: CLEMESHA, Arlene (org.) Edward Said: trabalho intelectual e crítica social. São Paulo: Editora Casa Amarela, 2005, pp. 26 a 28.

PROGRAMA | BIBLIOGRAFIA (O jogo e as ruínas)

PROGRAMA

Primeira aula: Introdução

Nesse primeiro encontro, pretendo, além de expor a estrutura do curso, introduzir os temas gerais a partir dos textos iniciais de Roberto Bolaño. Em especial, gostaria de tratar dos fatores que circundam essa primeira produção (inclusive, sua participação no movimento infrarrealista) e que depois se tornarão materiais para os romances de Bolaño: sua relação com a poesia (que, apesar de considerar sua produção principal, ele acaba por deixar em segundo plano), com os concursos de literatura, com os ateliês de criação, com as editoras, etc. Atentarei para alguns aspectos biográficos, esboçando as condições de produção de suas obras, inclusive, o curtíssimo tempo em que ela foi produzida (quinze livros em doze anos), buscando entender como isso se torna um elemento constitutivo de uma escrita “violenta e acidentada”.

 

Segunda aula: A violência da história e a possibilidade de uma literatura

Nessa aula, irei re-contextualizar a obra de Bolaño dentro da produção que o precede (em especial, certos grupos pós-vanguardistas como o escena de avanzada, ou ainda, a chamada geração do “boom” latino-americano) com a qual ele trava uma relação bastante tensa através de seus livros A Literatura Nazista na América e Estrela Distante. Utilizando uma série de recursos que serão lhe recorrentes – um certo tipo muito específico da alusão e da paródia, representações do ato de escritura e de leitura, etc –, Bolaño começa a estabelecer aquela que seria uma pergunta maior de sua obra: como é possível fazer uma literatura que não seja irresponsável frente sua própria história? Trata-se de um mal-estar com o tipo de intelectualidade e de produção que se deu na América Latina durante e após as ditaduras militares, e mesmo do lugar que a literatura assumiu com a chegada da democracia. Não à toa, Bolaño chama esses livros de obras “morais” (e aqui seria preciso entender o estatuto dessa moralidade, que, segundo o próprio, remete às Novelas exemplares de Cervantes).
Para melhor diagnosticar o problema, pretendo retomar a leitura que Bolaño faz dos mecanismos enciclopédicos de Borges (em História Universal da Infâmia, mas também em “Tlön, Uqbar, Orbius Tertius” e a “Biblioteca de Babel”), expondo a face mais perversa desses dispositivos, e de sua relevância para se pensar a memória e a escrita latino-americana de hoje.

Terceira aula: Os jogos e suas perversões

Pensando no lugar central que a noção de jogo ocupa na literatura ocidental, principalmente em sua proximidade com os atos de escrita e de leitura (algo que surge desde Poe e Mallarmé e que passar por autores como Borges, Cortázar, Beckett e outros), gostaríamos de analisar a forma como Bolaño a emprega, principalmente como elemento central da narrativa de Estrela Distante, retomando-o de um romance anterior até a pouco inédito, O Terceiro Reich. Trata-se de jogos de tabuleiro chamados wargames e que nesses dois romances atuam, diferentemente da maneira usual, como uma espécie de versão invertida e odiosa da escrita literária, ainda que muito próximo dessa: já não se trata mais de expor, subverter ou reformular regras, nem de instaurar uma atividade sem fins, isenta de qualquer instrumentabilidade, mas sim de ver na aceitação do jogo ou de uma certa versão do jogo (o wargame que leva justamente o título de “O Terceiro Reich”) justamente um bloqueio para o desenvolvimento da escritura, de uma espécie de impedimento a qualquer acesso a ordem vigente. O jogo aqui é algo absolutamente violento (sua cumplicidade com o nazismo é patente nos dois livros), ao mesmo tempo em que parece algo imobilizador e mesmo inocente. Aqui revisitaremos as leituras que Bolaño faz do escritor francês Georges Perec, autor que talvez tenha levado ao extremo a relação entre escrita literária e jogo na prosa do século XX, buscando mostrar como o chileno herda e re-significa certos processos de organização do texto literário.

Quarta aula: Confissão e inquérito

Pensando na longa história que a narrativa policial tem na literatura latino-americana desde Arlt e Borges, buscaremos voltar aos seus fundamentos juntos com Edgar Allan Poe, revisando não só os fundamentos que seus contos estabeleceram (“Crimes da rua Morgue” ou “ A Carta roubada”), mas também seus ensaios poéticos (notoriamente, “Filosofia da composição”, que apesar de ser um texto sobre poesia é sempre invocado como uma espécie de “teoria do conto”). Isso será fundamental para o estudo da obra poética mais tardia deixada por Bolaño (em especial, Los Perros Románticos), cuja parte significativa foi classificada pelo próprio autor como uma “poesia policial”. É deste ponto que pretendemos abordar o seu principal romance, Detetives Selvagens: em sua relação tensa com a poesia, não só porque há uma espécie de dissolução (ou de disseminação – é difícil precisar) dela, mas porque, ao mesmo tempo, é ela quem fornece o núcleo narrativo deste romance (e mesmo do próprio processo de escrita desse livro: vários personagens de Bolaño surgem primeiro em títulos de seus poemas, para depois serem incorporados em suas narrativas). Por isso, iremos nos voltar a certos elementos que perpassam tanto a poesia como a narrativa policial – isto é, elementos como confissão, revelação, expressão e ato poético – a partir do modo como Bolaño lê tal tradição desde sua fundação por Poe.

Quinta aula: A elipse poética

Retomando o tema do encontro anterior, agora nos centraremos em Detetives Selvagens, retomando a problemática da desaparição da poesia: não só da tradição de Cesárea Tinajero, ou mesmo de Ulises Lima e Arturo Belano, mas da própria poesia como pretenso centro ausente da obra de Roberto Bolaño. Aqui será preciso entender como no escritor chileno o esquecimento e a destruição aparecem motores da/na história da literatura. Iremos nos deter na própria estrutura desse romance, que se divide entre diário e inquérito, retomando não só as discussões sobre Poe, como também trançando uma oposição com a organização de seus primeiros livros, i.e., com La Literatura Nazi na América e Estrela Distante. Por fim, iremos nos deter na cena final de Amuleto, na imagem de toda uma geração de poetas-lemmings, algo que pode ser encarado com o símbolo mesmo daquilo que Bolaño enfrenta por meio de seus romances.

Sexta aula: A diluição do eu em Amuleto (esta aula será ministrada pela doutoranda do DTLLC Geruza Zelnys de Almeida)

Nesta aula, como ministrante convidada, pretendo problematizar quem é o "eu que diz eu" nas memórias inventadas de Auxilio Lacouture, a narradora de Amuleto, livro exemplar para se refletir, a partir da metáfora da liquidez contemporânea, acerca de um espaço de fluxos no qual o narrador também se fluidifica tornando complexa e incapturável sua presença-ausência. Para tal, busco analisar as possibilidades inscritas na relação entre os nomes, em especial Auxílio, e suas implicações na (des)construção do arquivo Amuleto como representação do irrepresentável: o ano de 1968. Esse movimento fará com que o trânsito entre memória e esquecimento seja explorado em dois registros: como diluição do eu nos outros e como diluição do tempo, ambos culminando na espectralização da entidade narrativa, do acontecimento do terror e das marcas de tortura potencialmente presentes na obra. Em alguns momentos da aula, farei menção aos testemunhos recolhidos por Elena Poniatowska no livro La noche de Tlatelolco (2000) estabelecendo um possível diálogo entre realidade e ficção.

Sétima aula: Bolaño e a morte (As últimas palestras)

Nesse penúltimo encontro, pretendo trazer para a discussão uma parte dos últimos textos de Bolaño, em especial, suas palestras. Isso porque nelas podemos enxergar uma espécie de balanço sobre sua própria obra e uma avaliação sobre o estado da literatura latino-americana em geral. Soma-se a isso o peso que a doença vai tendo nos escritos do autor, e de como ela vai se relacionando com o próprio ato de escrita (como se pode ler em “Literatura + Enfermedad = Enfermedad”). Também gostaria de dedicar parte dessa aula ao legado que Bolaño (e a questão que gira em torno de um “legado literário”) ofereceu a outros escritores, como Javier Cercas, Rodrigo Frésan, Enrique Vila-Matas, Daniel Sada, Alan Pauls, etc., assim como buscar analisar a própria evocação que ele faz no final da vida de autores aos quais ele pretendeu ser fiel (fiel na própria idéia de morte): Baudelaire e Mallarmé.

Oitava aula: Conclusão – Presente futuro e futuro do presente: 2666

Para fechar nosso curso, iremos analisar a forma como Bolaño trabalha o conceito de futuro em vários de seus romances, em especial através da data-símbolo 2666, que inclusive dá título ao seu último livro. Aparecem então basicamente duas possibilidades de futuro: um que é a mera reprodução do presente, de um horror que se prolonga indefinidamente, ainda que sempre de modo renovado (basta olhar para onde aponta Literatura Nazi) ou um futuro que é a busca incessante pela própria legitimidade do seu tempo enquanto outro tempo, isto é, como busca no presente por outras temporalidades e formas de escritura. Nesse ponto, retomamos a questão da literatura como instância de uma tensão com sua própria história, tal como havíamos visto na segunda aula. Assim, ao lermos seu último romance, que ele mesmo classifica como uma espécie de ficção-científica, podemos entender as expectativas que Bolaño deposita na literatura, em sua aposta na literatura enquanto construção de um tempo outro. Para isso, retomaremos os diversos textos que o chileno dedica ao norte-americano Philip K. Dick e ao modo como esse autor trabalha formas absolutamente diversificadas de relação entre passado, presente e futuro.

Nota: A grande parte dos textos abordados tem tradução para o português. Nas exceções, irei me comprometer em oferecer traduções de certos trechos específicos ou mesmo de textos na integra, sobre os quais já venho trabalhando.


Bibliografia:

 

De Bolaño (em português):

BOLAÑO, Roberto. 2666. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
_______. Amuleto. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
_______. Detetives selvagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
_______. Estrela distante. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
_______. Noturno do Chile. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
_______. Putas assasinas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
_______. Pista de gelo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
_______. O Terceiro Reich. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
_______. “Poemas de Roberto Bolaño” [Trad. Fabrício Corsaletti]. Almanaque Lobisomem. São Paulo, 2010.


De Bolaño (em espanhol):

BOLAÑO, Roberto. La Literatura Nazi en América. Barcelona: Seix Barral, 1996.
_______. La Universidad Desconocida. Barcelona: Anagrama, 2007.
_______. Entre paréntesis. Barcelona: Anagrama, 2004.
_______.“Henri simon Leprince”. In: Llamadas telefónicas. Barcelona: Anagrama, 1997.
_______.“Literatura + enfermedad = enfermedad”. In: El Gaucho Insufrible. Barcelona: Anagrama, 2003.


Sobre Bolaño:

BENMILOUD, Karim; ESTÈVE, Raphaël (org.). Les astres noirs de Roberto Bolaño. Bordeaux: Presses Universitaires de Bordeaux, 2007.

BOLOGNESE, Chiara. Pistas de un naufragio. Cartografía de Roberto Bolaño. Santiago: Editorial Margen, 2009.

BRAITHWAITE, Andrés. Bolaño por sí mismo: entrevistas escogidas.. Santiago: Ediciones Universidad Diego Portales, 2006.

ESPINOSA, Patricia. Territorios en fuga: estudios críticos sobre la obra de Roberto Bolaño. Santiago: Ed. Frasis, 2003.

JENNERJAHN. Ina. “Escritos en los cielos y fotografías del infierno. Las 'Acciones de arte' de Carlos Ramírez Hoffman, según Roberto Bolaño”. Revista de Crítica Literaria Latinoamericana. Año 28, No. 56 (2002), pp. 69-86.
PAZ, Edmundo; FAVERÓN, Gustavo (org.). Bolaño Salvaje. Barcelona: Ed. Candaya, 2008.

Outros

BORGES. Jorge Luis. Ficções. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

_______. Outras inquisições. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

DICK, Philip K.. Ubik. São Paulo: Aleph, 2008.

POE, Edgar Allan. Histórias extraordinárias. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

_______. Ensaios e poemas. São Paulo: Globo, 2008.

PEREC, Georges. Vida: modo de usar. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

PONIATOWSKA, Elena. La noche de Tlatelolco. México: Editorial Era, 2010.

Programa | Cerimônia do Chá

Teoria/Prática

  1. Oque é Chanoyu – Cerimônia do Chá. O que é Chado – Caminho do Chá. Objetos indispensáveis para as aulas. / Postura de se sentar e de se levantar. Formas de se cumprimentar. Maneira de se servir do chá e do doce.
  2. Fukusa – pano de seda para purificação / Confecção do fukusa. Revisão da aula anterior. Fukusa sabaki – Maneira de purificar com o fukusa.
  3. Usucha-ki - pote para chá fraco / Revisão da aula anterior. Formas de purificar os potes para o chá fraco.
  4. Chasaku – colher de bambu para o chá / Revisão da aula anterior. Formas de purificar a colher de bambu.
  5. Chawan – tigela. Chakin – pano de linho. Chasen – batedor de bambu / Revisão da aula anterior. Maneira de dobrar o chakin e limpar o chawan.
  6. Kensui – recipiente para despejar água usada e o futaoki – porta-tampa / Revisão geral.
  7. Mizuya – local de preparo do chá / Ryakubon Temae – Cerimônia do Chá simplificada com o uso da bandeja.
  8. Temae – seqüência de movimentos da Cerimônia / Ryakubon Temae
  9. Os doces e seus recipientes / Ryakubon Temae
  10. Sobre o chá / Ryakubon Temae
  11. Kakemono – rolo de caligrafia ou pintura / Ryakubon Temae
  12. Arranjo Floral e seus recipientes / Ryakubon Temae
  13. Chashitsu – Recinto do chá. Roji – a passagem do jardim / Ryakubon Temae
  14. Hishaku – concha de bambu / Ryakubon Temae. Maneira de usar o hishaku
  15. Mizusashi – vasilhame para água fria / Ryakubon Temae. Ushucha Temae – Cerimônia do chá fraco
  16. Kama – caldeira de ferro / Ryakubon Temae. Usucha Temae
  17. Furo – fogareiro. Haigata – Formas de cinzas. Sumi – carvão e seus utensílios / Ryakubon Temae. Usucha Temae
  18. Daisu – estante e Tana – prateleira. O yin, o yang e os cinco elementos / Chitosebon – Cerimônia do Chá com o uso da bandeja Chitose. Usucha Temae
  19. Chaji – Cerimônia do Chá completa. Chakai – reuniões do chá. Os utensílios para o kaiseki – refeição japonesa / Chitosebon. Usucha Temae
  20. Shichijishiki – as sete cerimônias do chá. Nodate – Cerimônia do Chá ao ar livre / Chitosebon. Usucha Temae
  21. Koicha Temae – Cerimônia do chá forte. Chaire – pote para chá forte. Shifuku – invólucro para o pote de chá forte / Usucha Temae. Koicha Temae – Cerimônia do chá forte
  22. Os 4 princípios e as 7 normas. Ro – fogareiro embutido a nível do chão / Usucha Temae. Koicha Temae
  23. História do Chado: nascimento do costume de tomar Chá. A transmissão do Chá. A formação de normas de etiqueta do Chá. Desenvolvimento do Chá ao estilo shoin. O ambiente da natureza nos centros urbanos / Ro Temae – Cerimônia do Chá no Ro.
  24. História do Chado: a essência do Chá ao estilo wabi / Ro Temae
  25. História do Chado: o Chanoyu do início do Período Edo. As escolas de Chá de Kyoto –Kamiryu Shimoryu. A expansão do Chanoyu / Ro Temae
  26. Análise do livro O livro do Chá: a tigela da humanidade. As escolas de Chá. Taoismo e Zen / Ro Temae
  27. A análise do livro O livro do Chá: o recinto do Chá. A apreciação da arte. Flores. Os mestres do Chá / Ro Temae
  28. Análise da crônica do Chá Nanporoku. Oboegaki. Kai, Tana, Shoin. Sumibiki. Metsugo / Ro Temae
  29. Anedotas de chajin – mestres do Chá. Murata Juko. Takeno Joo. Sen no Rikyu / Furo Temae – Cerimônia do Chá no Furo

Bibliografia

HAYASHI, Sokei e HAYASHI, Soen (compilação e adaptação). Cha no Yu – Arte e Filosofia – publicado em português pela Aliança Cultural Brasil-Japão – São Paulo,1995.

IGUCHI, Kaisen (supervisão). Genshoku Chado Daijiten (Enciclopédia Ilustrada de Chado) – Editora Tankôsha – Kyoto, 1975.

KANEKO, Mitsuko e outros (org.). Matcha no Hon (Livro do Chá Verde em Pó) - Editora Sekai Bunkasha – Tokyo, 1992.

KUWATA, Tadachika. Cha no Kokoro – Chado Meigenshû (O espírito do Chá – Antologia de Chado) – Editora Tokyodô – Tokyo, 1957.

OKAKURA, Tenshin. Cha no Hon - The Book of Tea – Editora Kôdansha – Tokyo, 1971.

SEN, Soshitsu (supervisão). Genshoku Odôgu no Atsukai (Livro Ilustrado sobre o Uso dos Utensílios) - Editora Tankôsha – Kyoto, 1972.

SEN, Soshitsu (supervisão). Urasenke Chado Kyôka – Kyôyôhen – 16 volumes (Livros
Didáticos de Urasenke Chado) – Editora Tankôsha – Kyoto, 1979.

TANAKA, Sen-ô. Nanpô Roku Kenkyû (Estudos sobre Registros de Nanpô) - Editora Chado no Kenkyûsha – Tokyo, 1978.

UMEHARA, Takeshi e outros. Geijutsu Shinchô (Revista de Artes) – Editora Shinchô – Tokyo, agosto de 1991.

PROGRAMA | INICIAÇÃO AO LATIM I

Programa:
- Informações sobre o latim: pronúncia, casos, declinações.
- O latim clássico, como língua declinada.
- Morfologia dos nomes.
- Morfologia dos pronomes.
- O verbo latino: enunciação, temas, principais tempos.

Ementa:
- Informações iniciais sobre o latim: pronúncia; noção de caso gramatical; desinências casuais; declinações.
- O latim clássico como língua declinada.
- Morfossintaxe dos nomes: substantivos femininos e masculinos da primeira declinação; substantivos masculinos e femininos da segunda declinação; substantivos neutros da segunda declinação.
- Morfossintaxe dos pronomes: pronome pessoal; pronome demonstrativo anafórico.
- O verbo latino: enunciação; temas (infectum, perfectum, supino); principais tempos: formação do presente e do perfeito do indicativo (voz ativa).
- O curso tem em vista apresentar estudo do quadro geral da gramática básica (morfologia e sintaxe) da língua latina. Neste primeiro nível da série Iniciação ao Latim, o estudante deverá ser levado a apreender os mecanismos de emprego dos seis casos latinos, que abrangem todas as possíveis funções sintáticas exercidas pela palavra, e a dominar a maneira de pesquisar a partir do dicionário de latim.

Bibliografia:
- obras
CARDOSO, Zelia de Almeida – A Literatura Latina. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1989.
FARIA, Ernesto – Gramática Superior da Língua Latina. Rio de Janeiro, Acadêmica, 1958.
FARIA, Ernesto – Dicionário Escolar Latino-Português. Rio de Janeiro, FAE, 6a.ed., 1985.
GAFFIOT, Félix – Dictionnaire Illustré Latin-Français. Paris, 1934.
MICHEL, Jacques – Grammaire de Base du Latin. Anvers, Sikkel, 1960.
RAVIZZA, João – Gramática Latina. Niterói, Dom Bosco, 13a.ed., 1956.
TORRINHA, Francisco – Dicionário Latino-Português. Porto, Gráficos Reunidos, 1937.
ZENONI, G. – Sintaxe Latina. Lisboa, Cucujães, 3a.ed., 1953.
- apostila
Morfossintaxe do verbo latino – Prof. Seabra

Programa | Investigação Social e Cultural da Contemporaneidade

Programa

1-Globalização, Estado de Bem-Estar e Neo-liberalismo
Prof. Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira (USP)

2-Contradições e limites da democracia
Prof. André Vitor Singer (USP)

3-Ataque sistematizado aos direitos do trabalhador.
Prof. Jorge Souto Maior (USP)

4-Reorganização do trabalho e resposta sindical.
Prof. Leonardo Gomes M. e Silva (USP)

5 -A Cultura na Era da Globalização.
Profa . Maria Elisa Cevasco (USP)
Prof. Marcos Soares (USP)

6 -Arte e Colonização da subjetividade contemporânea.
Prof. Luiz Renato Martins (USP)
Prof. Francisco Alambert(USP)

7-Urbanismo, arquitetura e financeirização.
Prof. Luiz Recaman (USP)
Profa. Vera Pallamin (USP)

8-Reconstrução da teoria crítica.
Prof. Wolfgang Leo Maar (UFScar)
Profa. Isabel Loureiro (UNESP)

09- Crise e Crítica Marxista.
Prof. Jorge Grespan (USP)

10-Depois dos Estados Unidos... e antes do juízo final.
Prof.Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira (USP)

Bibliografia

 

ADORNO, Th. W. - "Introdução à controvérsia do positivismo na sociologia alemã" (Trad.: Wolfgang Leo Maar), in ADORNO, Th. W. - Textos - col. Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2005
ADORNO, Th. W. - Minima Moralia (Trad. Gabriel Cohn). Rio: Ed. Azougue, 2008
Alambert, F. & CANHÊTE, Polyana. Bienais de São Paulo: da era do museu à era do curadores. Boitempo, 2004.
Arantes, Paulo. Extinção. São Paulo, Boitempo Editorial,2007.
Arantes. O. Urbanismo em fim de linha. São Paulo Edusp, 2001.
Benjamin, Walter, "Sobre o conceito de história, trad. das teses J.M. Gagnebin, M. L Müller, in Michael LÖWY, Walter Benjamin: Aviso de Incêndio, trad. W. N. C. Brandt, São Paulo, Boitempo, 2005;
Benjamin, Walter, Magia e Técnica, Arte e Política/ Ensaios sobre literatura e história da cultura/ Obras Escolhidas, vol. 1, trad. Sergio Paulo Rouanet, prefácio Jeanne Marie Gagnebin, São Paulo, Brasiliense, 1985.
Beynon, H. and Nichols, T. (eds) The Fordism of Ford and Modern Management: Fordism and Post-Fordism, 2 Vols, Cheltenham: Edward Elgar,2006.
Cevasco, Maria Elisa. Dez Liçoes de Estudos Culturais. São Paulo, Boitempo,2003
Chesnais François. A Mundialização do Capital.
Chin-Tao Wu. A Privatização da cultura. São Paulo, Boitempo, 2006.
Dahl, Robert. La democracia y sus críticos. Buenos Aires, Paidós, 1993.
Durand, Jean Pierre. La Châine Invisible. Paris: Le Seuil,2003.
Durham, Duke University Press, 1992.
Estanque, E.; Mello e Silva, L.; Véras, R.; Ferreira, A.C.; Costa, H. (2005). Mudanças no trabalho e ação sindical: Brasil e Portugal no contexto da transnacionalização. São Paulo: Cortez
Francis Mulhern. Culture/Metaculture. Londres, Routledge, 2002.
Harvey, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1999.
Held,David. Models of democracy. Stanford, Stanford University Press, 1996
Hirst, Paul. A democracia representativa e seus limites. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Edior, 1992.
Jameson, Fredric. Postmodernism or the Cultural Logic of Late Capitalism.
Jameson. F. A Cultura do dinheiro. Petropolis: Vozes, 2001.
MAAR, Wolfgang Leo - "La actualidad de la Teoria Crítica de la sociedad y el futuro de la emancipación", in LEYVA, Gustavo (Ed.) - La teoria cíitica y las tareas actuales de la crítica. Madrid: Ed. ANTHROPOS, 2005
MARCUSE, Herbert - Cultura e Sociedade - Vol.1 e Vol.2 (Trad. Isabel Loureiro, Robespierre de Oliveira e Wolfgang Leo Maar). Ed. Paz e Terra, 1998
MARTINS, Luiz Renato, Manet: Uma Mulher de Negócios, um Almoço no Parque e um Bar, Rio, Zahar/ coleção Arte+, 2007;
Oliveira, Francisco de e Rizek, Cibele Saliba: A era da Indeterminação (Boitempo)
Oliveira, Francisco de, Braga, Ruy e Risek,Cibele(Orgs.)Hegemonia às Avessas: economia, política e cultura na era da servidão financeira. São Paulo, Boitempo, 2010.
Oliveira, Francisco de. Crítica à Razão Dualista, São Paulo, Boitempo editorial.
RUSH, Fred (Org.) - Teoria Crítica. Aparecida -SP: Ed. Idéias e Letras, 2008.
Schwarz, Roberto. Um clássico na periferia do capitalismo . São Paulo, Cia das Letras.

Programa-Transliteração de línguas orientais: o caso do armênio e do chinês

Conceitos: transliteração; romanização, fonema e grafema, regras ortográficas e etimologia.
A língua armênia: a clássica e a moderna; a língua armênia oriental e a ocidental. O método ALA-LC (American Library Association + Library of Congress), o método Hübschmann-Meillet
A língua chinesa: o universo linguístico chinês, o cantonês, o mandarim. Os métodos aplicados. A regulamentação do pinyin.
Aplicação e importância da transliteração e conclusões.

Bibliografia básica:
FERNANDES, Millôr. Hai-kais. Porto Alegre: L&PM, 2000.
MEY, Monika. Chinês rápido. São Paulo: Escala, 2011.
OLIVEIRA, João Pedro. O latinorum na Tóri di Babel: humor e língua na literatura em crioulo de Macau. Lisboa: CCCM e UMAC, 2024.
OUTTIER, Bernard e outros. Jubilé de l’Ordre des Pères mékhitaristes: tricentenaire de la Maison mère, l’Abbaye de Saint-Lazare 1717-2017. Lyon: Sources d’Arménie, 2017.
PALOMO, Sandra Maria Silva. O oriental e o ocidental no idioma armênio. Anais. São Paulo: FFLCH-USP,1990.
WU, Yi Chen e WU, Ming Tsung. Curso de chinês básico. São Paulo : Mandarim Escola de Idiomas, 2007.
ZEKIYAN, Levon e outros. Transcription de l’alphabet arménien. IN OUTTIER, Bernard e outros. Jubilé de l’Ordre des Pères Mékhitaristes: tricentenaire de la Maison mère, l’Abbaye de Saint-Lazare 1717-2017. Lyon: Sources d’Arménie, 2017.


 

Programa: Aspectos da Cultura e da História do Negro no Brasil

EMENTA 
 
O curso de difusão cultural Aspectos da cultura e da história do negro no Brasil foi elaborado pelo Centro de Estudos Africanos da FFLCH/USP em 2006, com o objetivo de suprir uma demanda surgida pela Lei nº 10.639/03, hoje alterada pela Lei nº 11.645/08, as quais estabelecem as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade dos estudos sobre a temática da “História e Culturas Afro-Brasileira e Indígena”. 
 
Com a efetivação da lei, surgem dois problemas a serem equacionados: 1) a capacitação de professores/educadores que possam ensinar as matérias prescritas, considerando que o conjunto dos professores do ensino básico e médio no sistema educativo brasileiro não teve acesso ao estudo da história da África e do negro no Brasil, dentro de uma visão divorciada da historiografia colonial; 2) a definição e delimitação do conteúdo da história da África, do negro e de sua cultura e, consequentemente, a produção de novos manuais e materiais didáticos em ruptura com a literatura colonial preconceituosa ainda dominante e resistente. 
 
Sendo o Centro de Estudos Africanos um espaço multidisciplinar da FFLCH, que reúne pesquisadores da África e da diáspora atuando nas diversas áreas de conhecimento – Antropologia, Sociologia, Ciência Política, História, Literatura, Lingüística, etc. –, fica justificada e legitimada sua liderança nesse processo. 
 
 
 
PROGRAMA 
 
11/08/2014 
1ª Aula – Prof. Dr. Kabengele Munanga 
a) Apresentação do curso: objetivos, conteúdo do programa, bibliografia básica, corpo docente, questões práticas e funcionamento; 
 
b) Profª Drª Rosângela Malachias 
Tema: O negro no território brasileiro e o regime escravista: adaptação e resistência: 1.1. Resistências individuais; 1.2. Resistências coletivas: rebeliões nas senzalas, quilombos, Revolta dos Malês e 1.3. Atuação do negro na abolição. 
 
18/08/2014 
2ª Aula – Profª Drª Rosângela Malachias 
Tema: O negro pós abolição e novas formas de resistências: 2.1. A revolta da Chibata; 2.2. A Frente Negra Brasileira – Imprensa Negra em São Paulo 
 
25/08/2014 
3ª Aula – Prof. Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier 
Tema: Culturas negras no Brasil: Leis e repressões contra as culturas negras no Brasil – estratégias e formas de resistência religiosa no candomblé e na umbanda. 
 
01/09/2014 
4ª Aula – Profª Drª Antonia Ap. Quintão dos Santos Cezerilo 
Tema: Culturas negras no Brasil: Leis e repressões contra as culturas negras no Brasil – estratégias e formas de resistência religiosa nas irmandades católicas. 
 
15/09/2014 
5ª Aula – Prof. Dr. Kabengele Munanga 
Tema: O Negro e discriminação racial no Brasil: Conceitos básicos: preconceito, raça, racismo e etnicidade no Brasil e Características do racismo à brasileira. 
 
22/09/2014 
6ª Aula – Profª Drª Lígia Fonseca Ferreira 
Tema: Resistências artísticas na Literatura. 
 
29/09/2014 
7ª Aula – Profª Drª Maria Cecília Félix Calaça 
Tema: Resistências artísticas nas artes visuais. 
 
06/10/2014 
8ª Aula – Prof. Dr. Dennis de Oliveira 
Tema: Formas de exclusão do negro no Brasil: O negro na mídia e no mercado de trabalho 
 
13/10/2014 
9ª Aula – Eliana de Oliveira 
Tema: O negro na educação (ensino fundamental, médio e superior) 
 
20/10/2014 
10ª Aula – Luís Eduardo Batista 
Tema: Saúde da população negra: questões práticas 
 
03/11/2014 
11ª Aula – Drª Isildinha Baptista Nogueira 
Tema: Saúde da população negra: questões psíquicas 
 
10/11/2014 
12ª Aula – Prof. Dr. Pedro Jaime de Coelho Junior 
Tema: Multiculturalismo e Ação Afirmativa no Brasil: Políticas de reconhecimento da Identidade Negra no Brasil, exemplos das Leis 10.639/03 e 11.645/08 e O debate sobre as cotas raciais 
 
17/11/2014 
13ª Aula – Prof. Dr. Kabengele Munanga 
Entrega da Avaliação 
Palestra de Encerramento do Curso (Professor Convidado) 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
ALENCASTRO, Luiz Felipe. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. 
ANDREI, Elena Maria e FERNANDES, Frederico Augusto Garcia (orgs.) Cultura Afro-Brasileira: construindo novas histórias. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2007 (Caderno UNIAFRO, vol. 2) 
ANDREWS, George Reid. Negros e Brancos em São Paulo (1888-1988). Bauru-SP: EDUSC. 1998 
ANJOS, Rafael Sânzio Araújo dos. Quilombos, Geografia Africana – Cartografia Étnica – Territórios Tradicionais. Brasília: Mapas Editora & Consultoria, 2009. 
ARAUJO, Rosângela ‘Janja’ C. A África e a Afro descendência: um debate sobre a cultura e o saber. In. SILVA, Cidinha da. Ações Afirmativas em Educação: Experiências Brasileiras. Editora Summus, São Paulo, 2003. 
ARRUTI, José Maurício (e outros) “Educação Quilombola em Debate: A Escola em Campinho da Independência (RJ) e a Proposta de uma Pedagogia Quilombola”. In: CUNHA, Ana Stela A. Construindo Quilombos, Desconstruindo Mitos: A educação formal e a realidade quilombola no Brasil. São Luís/MA: Ed. do Autor, 2011, p. 29-43. - Disponível em: www.fflch.usp.br/dl/indl/baixar.php?arq=344e173555d4978.pdf 
BALOGUM, Ola. A escultura dos signos. In: O CORREIO, Rio de Janeiro: UNESCO, ano 5 (7)12-21, jul, 1977. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antonio – Conteúdo Jurídico do Princípio da Igualdade. São Paulo: Malheiros Editora 
BARBOSA, Luciene C. Racismo e Branquitude: representações na telenovela ‘Da Cor do Pecado’. In: Revista Mídia e Etnia. São Paulo: PMSP/CONE, ano 1 (1):5-9. 
BATISTA, Leandro Leonardo; LEITE, Francisco (orgs). O negro nos espaços publicitários brasileiros. S. Paulo: ECA/USP – CONE, 2011 
BRAGA, Júlio. Na Gamela do Feitiço: repressão e resistência nos Candomblés da Bahia. Salvador: EDUFBA, 1995. 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Saberes e Fazeres, vol. 1 (Modo de Ver). Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Memória das Palavras. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [www.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Saberes e Fazeres, vol. 2 (Modo de Sentir). Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Saberes e Fazeres, vol. 3 (Modo de Interagir). Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Parecer CNE/CP 3/2004, de 10 de março de 2004. 
CADERNOS DE DEBATES, Política Democrática. Brasília: Edições Fundação Astrogildo Pereira, Ano I, nº 2, maio de 2008. 
CARNEIRO, Sueli. “Mulheres em movimento”. In: REVISTA ESTUDOS AVANÇADOS, 17(49):117-132, São Paulo, set/dez, 2003. 
CASHMORE, Ellis. Dicionário de Relações Étnicas e Raciais. São Paulo, Selo Negro/Summus, 2000. 
CASTRO JÚNIOR, Luis Victor - Capoeira Angola: Olhares e toques cruzados entre ancestalidade e historicidade In: Rev. Bras.Cienc. Esporte. Campinas. Autores Associados. V. 25 nº2, p. 143-158. Jan. 2004. 
CIVILETTI, Maria V. P. O cuidado às crianças pequenas no Brasil escravista. In: CADERNO DE PESQUISA, São Paulo, p. 31-40, s.d. 
CRUZ, A. C. J. Dimensões de educar para as relações étnicorraciais refletindo sobre suas tensões, sentidos e práticas. In: 33ª Reunião Anual da Anped. Caxambu, 2010. http://www.anped.org.br/33encontro/app/webroot/files/file/Trabalhos%20e…;
CRUZ, A. C. J. Relações raciais em sala de aula: construindo saberes desconstruindo estereótipos. In: XII Congresso da Associação Internacional para a Pesquisa Intercultural, 2009, Florianópolis, SC. Anais do XII Congresso da ARIC. Florianópolis: Edugraf, 2009. p. 26. Link: http://aric.edugraf.ufsc.br/congrio/html/anais/anais.html 
CUTI. Moreninho, Neguinho, Pretinho, vol. 3. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
DEOSCÓREDES Maximiliano dos Santos. História de um terreiro Nagô. Salvador: Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiático, 1962. 
DIAS, Adriana Albert: Mandinga, Manha e Malícia – uma história sobre os capoeiras na capital da Bahia (1910-1925). Edufba, Salvador, 2006. Em: http://www.ffch.ufba.br/IMG/pdf/2004adriana_albert_dias.pdf 
DUARTE, Eduardo de Assis. Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. v. 1: Precursores, 583p.; v. 2: Consolidação, 442p.; v. 3: Contemporaneidade, 565p.; v. 4: História, teoria, polêmica, 419p. 
DUARTE, Evandro C. Piza (e outros). Cotas raciais no ensino superior: entre o Jurídico e o Político. Curitiba: Juruá, 2008. 
EDUCAÇÃO QUILOMBOLA (Coletânea de Textos). MEC/SEAD, 2007. Disponível em: http://www.slideshare.net/Geraaufms/educao-quilombola 
FERRETTI, Sérgio. O Negro e o Catolicismo Popular, In: Sincretismo Religioso: O Ritual Afro ( Tânia Lima-Org).Congresso Afro-brasileiro (4:1994:Recife), Anais do IV Congresso Afro-brasileiro- Recife, FUNDAJ, ed. Massangana, 1996. 
FERRETTI, Sérgio. Repensando o Sincretismo: estudo sobre a Casa das Minas. São Paulo: Edusp, 1995. 
GOMES, N. L. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Educação anti-racista caminhos abertos pela Lei 10.639/2003. Brasília: SECAD, MEC, 2005. Pag. 39-62. Link: http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/lei-10-639-03-e-out…;
GOMES, Nilma Lino. Limites e possibilidades da implementação da Lei 10.639/03 no contexto das politicas públicas em educação. In: HERNGER, Rosana e PAULA, Marilene. Caminhos Convergentes – Estado e sociedade na superação das desigualdades raciais no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Heinrich Boll, ActionAid, 2009. 
GONÇALVES, Maria Alice Rezende. Educação e Cultura: pensamento em cidadania. RJ: Quartet, 1999 
GOREN, Jacob. A escravidão reabilitada. São Paulo: Ed. Ática, 1990, 2ª ed. (p. 87-96; 189-206). 
HALL, Stuart. “A questão multicultural”. In: SOVIK, Liv (org.). Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. UFMG / Brasília: UNESCO, 2003, p. 51-95. 
HASENBALG, Carlos Alfredo. Discriminação e desigualdades raciais no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1979 
LIMA, Heloisa P. “De personagem a editor: vozes negras na literatura infanto-juvenil”. In: VIA ATLÂNTICA: publicação da área de estudos comparados de literaturas de língua portuguesa. (orgs) Ferreira, Ligia Fonseca; Sarteschi, Rosângela; Vecchia, Rejane. São Paulo: FFLCH- Departamento de Letras clássicas e vernáculas, n.18, 2010, págs 43-56 
LIMA, Heloisa P. Entre a orelha, a língua e a mão: a origem africana para o leitor infantil e juvenil. (org) Taborda, Scripta Literatura : Revista do Programa de Pós-graduação em Letras e do Cespuc– v. 1, n. 1, 1997 – Belo Horizonte: Ed. PUC Minas, 2009. 
LIMA, Heloisa. P. “Personagens negros: um breve perfil na literatura infanto-juvenil”. In: Kabengele Munanga. (Org.). Superando o racismo na escola. 2 ed. Brasília: Secad-Ministério da Educação, 2001, v. 1, p. 101-115. 
LOPES, Fernanda. “Experiências desiguais ao nascer, viver, adoecer e morrer: tópicos em saúde da população negra no Brasil”. In: I Seminário da Saúde da População Negra, São Paulo: Secretaria da Saúde/CONE, 2004, p. 53-97. 
MALACHIAS, Rosângela. (e outros). Eles têm a cara preta. vol. 10. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MALACHIAS, Rosângela. Cabelo Bom. Cabelo Ruim, vol. 4. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MALACHIAS, Rosângela. Mídia, Educação e Movimentos Negros. In: REVISTA MÍDIA E ETNIA, ano 1, nº 1. São Paulo: PMSP/CONE, s.d. 
MALACHIAS, Rosângela.. Movimentos Negros. Uma síntese de sua ação na História. São Paulo, mimeo/1998. 
MARTINS, Leda Maria. A Oralitura da Memória, In: Afrografias da Memória, São Paulo, Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 1997. 
MARTINS, Roseli F. e MUNHOZ, Maria L. P. Professora, não quero brincar com aquela negrinha!, vol. 5. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MATTOSO, Kátia M. de Queirós. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1988, 2ª ed. 
MEILLASSOUX, Claude. Antropologia da escravidão. O ventre de ferro e dinheiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. 297p. 
MELLO, Manoel Messias (Major) e outros – Os direitos e a ordem social da Constituição Federal e o caso do “ônibus 174”. São Paulo: Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores da Polícia Militar do Estado de São Paulo – CAES, trabalho de conclusão do Curso Superior de Polícia de 2006. 
MIRANDA, Maria A. e MARTINS, Marilza S. Maternagem. Quando o bebê pede colo, vol. 2. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MOEHLECKE, Sabrina. Ação afirmativa: história e debates no Brasil In: Cadernos de Pesquisa, n. 117, novembro de 2002. 
MUNANGA, K. “Teoria social e relações raciais no Brasil contemporâneo”. In: Cadernos PENESB (Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira), Universidade Federal Fluminense, nº 12, 2010 
MUNANGA, K. “Algumas considerações sobre ‘raça’, ação afirmativa e identidade negra no Brasil: fundamentos antropológicos”. In: REVISTA USP, (68):46-57, São Paulo, dez/fev., 2005/2006. 
MUNANGA, K. “As facetas de um racismo silenciado”. In: SCHWARCZ, Lília M. e QUEIROZ, Renato S. (orgs). Raça e Diversidade. São Paulo: EDUSP/Estação Ciência, 1996. 
MUNANGA, K. “Políticas de ação afirmativa em benefício da população negra no Brasil: um ponto de vista em defesa de côta”. In: GOLÇALVES e SILVA, Petronilha B. e SILVÉRIO, Valter R. Educação e Ações Afirmativas: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica. Brasília: INEP/MEC, 2003. 
MUNANGA, K. “Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia”. In: Cadernos PENESB (Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira), Universidade Federal Fluminense, Centro de Estudos Sociais Aplicada da Faculdade de Educação, nº 5, 2004. 
MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o Racismo na Escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. 
MUNANGA, Kabengele e GOMES, Nilma. Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos. São Paulo: Global: Ação Educativa, 2004. 
MUNANGA, Kabengele. “A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil”. Entrevista com In: ESTUDOS AVANÇADOS, 18(50):51-56, São Paulo: IEA/USP, 2004. 
MUNANGA, Kabengele. “Origem e Histórico do Quilombo na África”. In: Disponível em: http://www.usp.br/revistausp/28/04-kabe.pdf 
MUNANGA, Kabengele. Arte afro-brasileira: o que é, afinal? In: Catálogo Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 é mais. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Virtuais, 2000. 
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis-RJ: Vozes, 1999. 
OLIVEIRA, Eduardo. Cosmovisão Africana no Brasil: elementos para uma filosofia afrodescentende. Fortaleza: LCR, 2003. 
OLIVEIRA, Eliana de. “Conscientização e socialização sobre o racismo”. In: _____________. Mulher negra professora universitária: trajetória, conflitos e identidade. Brasília: Líber Livro Editora, 2006. 
OLIVEIRA, Fátima. Saúde da população negra – Brasil ano 2001. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003. 
OLIVEIRA, Iolanda (org.). Relações raciais e educação: novos desafios. RJ: DP&A, 2003. 
OLIVEIRA, Lúcio. Tímidos ou indisciplinados?, vol. 7. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
OLIVEIRA, Zilma R. de. “Os primeiros passos da história da educação infantil no Brasil. In: Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. 
PENA, Sérgio D.J. Homo brasilis. Aspectos genéticos, lingüísticos, históricos e socioantropológicos da formação do povo brasileiro. . Ribeirão Preto/SP: FUNPEC-RP, 2002. 
PRÊMIO ABA/MDA Territórios Quilombolas/Associação Brasileira de Antropologia. Organizador – Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, 2006. 
PROGRAMA Brasil Quilombola: um ensaio sobre a política pública de promoção da igualdade racial para comunidades de quilombos. In: Cadernos Gestão Pública e Cidadania, V. 15, nº 57, São Paulo, 2010. Disponível em: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/cgpc/article/view/3258&nb…;
PROGRAMA de Ação Durban. 3a Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas. 
QUINTÃO, Antonia Aparecida. Lá vem os meus parentes: as irmandades de pretos e pardos no Rio de Janeiro e em Pernambuco (séc. XVIII). São Paulo: Annablume: FAPESP, 2002 
QUINTÃO, Antonia Aparecida.. “As irmandades negras: outro espaço de luta e resistência”. Irmandades Negras: Outro espaço de luta e resistência. (São Paulo: 1870-1890). São Paulo: Annablume: Fapesp, 2002. 
QUINTÃO, Antonia Aparecida.. Professora, existem santos negros? Histórias de identidades religiosa negra, vol. 8. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
ROCHA, Rosa Margarida de Carvalho. Almanaque Pedagógico Afro-brasileiro. MG: Mazza Edições, 2004. 
RODRIGUES, Nina. Os africanos no Brasil. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2004. 
RODRIGUES, Vera. “A Gênese do Debate e do Conceito de Quilombo”. Cadernos CERU/USP, Séria 2, v. 19, n.1, São Paulo, junho 2008, pp. 203-222. 
SALUM, Marta H. L. Cem anos de arte afro-brasileira. In: Catálogo Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 é mais. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Virtuais, 2000. 
SANTOS, Gislene Aparecida dos. Percepções da Diferença, vol. 1. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
SANTOS, Gislene Aparecida dos. A invenção do “ser negro”: um percurso de idéias que naturalizam a inferioridade dos negros. São Paulo: EDUC/FAPESP; Rio de Janeiro: Pallas, 2002. 
SANTOS, Jocélio Telles dos. O Dono da terra: o caboclo nos candomblés da Bahia. Salvador: Sarah Letras, 1995. 
SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nagô e a morte: Pade, Asese e o culto Egum na Bahia. Petrópolis: Editora Vozes, 1977. 
SANTOS, Maria Stella de Azevedo. Meu tempo é agora. São Paulo: Editora Oduduwa, 1993. 
SANTOS, Sales Augusto [e outras autoras]. Ações Afirmativas: Polêmicas e possibilidades sobre igualdade racial e o papel do Estado. In: Revista Estudos Feministas/REF – Dossiê: 120 anos da Abolição da escravidão no Brasil: um processo ainda inacabado (v. 16, n. 13 - Dez). Santa Catarina/Florianópolis: 2008. 
SANTOS, Sandra. Brincando e ouvindo histórias, vol. 9. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
SERRANO, Carlos. Ginga, a Rainha Quilombola de Matamba e Angola. Disponível em: http://www.usp.br/revistausp/28/10-serrano.pdf 
SILVA, A. C. A desconstrução da discriminação no livro didático. In: Superando o racismo na escola. Org. Kabengele Munanga. Brasília: SECAD, MEC, 2005. Pag. 21-37. Link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_act…;
SILVA, Dilma de Melo. Por que riem da África?, vol. 6. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
SILVA, Lucia Helena Oliveira e FERNANDES, Frederico Augusto Garcia (orgs.) Cultura Afro-Brasileira: expressões religiosas e questões escolares. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2006 (Caderno Uniafro, vol. 1) 
SOARES, Mariza de Carvalho. Devotos da cor: identidade étnica, religiosidade e escravidão no Rio de Janeiro, séc. XVIII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. 
SOUZA, Ana Lúcia Silva e CROSO, Camila (coords) Igualdade das relações étnico-raciais na escola: possibilidades e desafios para implementação da Lei 10.639/2003. São Paulo: Peirópolis: Ação Educativa, Ceafro, Ceert, 2007. 
SOUZA, Marina de Mello e. As Congadas no Quadro da Desintegração do Escravismo, In: Reis Negros No Brasil Escravista: História da Festa de Coroação de Rei Congo, Belo Horizonte, ed. UFMG, 2002 
SOVIK, Liv. “Aqui ninguém é branco: hegemonia branca e media no Brasil”. In: WARE, Vrom (org.) Branquidade, identidade branca e multiculturalismo. Rio de Janeiro: Garamond, 2004. 
TAYLOR, Charles. “A política de reconhecimento”. In: APPIAH, K. Anthony (e outros). Multiculturalismo: examinando a política de reconhecimento. Lisboa: Instituto Piaget, 1998. 
TELLES, Edward. Racismo a brasileira. Uma perspectiva sociológica. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003. 
VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas dos Orixás. Salvador: Editora Corrupio, 1981. 
WISSENBACH, Maria Cristina Cortez. “Cartas, procurações, escapulários e patuás: os múltiplos significados da escrita entre escravos e forros na sociedade oitocentista brasileira In: REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, nº 4, jul/dez, 2002 
 
FILMES INDICADOS 
 
AFRICANIDADES BRASILEIRAS. TV Brasil: o Futuro. SEED/MEC, 2008, 54’21”. [www.mec.gov.br/seed] – [www.tvbrasil.com.br/salto] 
LIVROS ANIMADOS (várias histórias). A Cor da Cultura. SEPPIR/MEC. [ww.acordacultura.org.br] 
MOJUBÁ. (várias histórias). A Cor da Cultura. SEPPIR/MEC. [ww.acordacultura.org.br] 
HERÓIS DE TODO MUNDO. A Cor da Cultura. SEPPIR/MEC. [ww.acordacultura.org.br] 
PROGRAMA NOTA 10. (várias histórias). A Cor da Cultura. SEPPIR/MEC. [ww.acordacultura.org.br] 
TEORIAS RACIAIS COMO TEORIAS DAS DIFERENÇAS. Programa Ações Afirmativas da UFMG. Belo Horizonte, Faculdade de Educação/UFMG, 2004, 55’. 
DIREITO À EDUCAÇÃO E AÇÕES AFIRMATIVAS. Programa Ações Afirmativas da UFMG. Belo Horizonte, Faculdade de Educação/UFMG, 2004, 50’. 
DESIGUALDADES RACIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS. Programa Ações Afirmativas da UFMG. Belo Horizonte, Faculdade de Educação/UFMG, 2004, 50’.

Programa: Aspectos da Cultura e da História do Negro no Brasil

EMENTA 
O curso de difusão cultural Aspectos da cultura e da história do negro no Brasil foi organizado pelo Centro de Estudos Africanos da FFLCH/USP em 2006, e vem sendo ministrado desde então de acordo com o espírito das leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 que tornam obrigatório o ensino das culturas e histórias dos povos indígenas e afro-descendentes na escola brasileira. Pretende-se no presente módulo, ampliar o leque dos temas e questões não tratadas no Módulo I, de acordo com a demanda e as necessidades do nosso público alvo. 

PROGRAMA 

17/02/2014 – 1ª Aula 
1. Apresentação do Curso 
Prof. Dr. Kabengele Munanga 
Antropólogo, Professor Titular da USP 
Prof. Senior do CEA/USP 

1.1. – O negro no território brasileiro: resistências quilombolas 
Profª Drª Sandra Regina do N. Santos 
Doutora em Ciências da Comunicação, ECA/USP 

24/02/2014 – 2ª Aula 
Profª Drª Rosângela Malachias 
Doutora em Ciências da Comunicação – ECA/USP 
2. Movimento Negro Contemporâneo: (MNU e outras entidades do movimento negro da atualidade) 

10/03/2014 – 3ª Aula 
Prof. Dr. Kabengele Munanga 
3. O processo de Construção da Identidade Negra no Brasil 

17/03/2014 – 4ª Aula 
Prof. Dr. Alberto T Ikeda 
Etnomusicólogo – Professor e Pesquisador do Instituto de Artes da UNESP/SP 
4. 4. Resistências Negras na Religiosidade Popular (Irmandades do Rosário, Congos, Reisados, etc.) 

24/03/2014 – 5ª Aula 
Prof. Dr. Andre Paula Bueno 
Pós-Doutorado em Lingüística (Línguas, Etnomusicologia e Literatura Oral) 
5. Cultura Tradicional - Resistência e resgate nas Danças Populares (Congadas, Bois, Maracatus, Jongos, Cavalos-Marinhos, Sambas-de-viola) 

31/03/2014 – 6ª Aula 
Profª Drª Rosangela Costa Araujo 
Professora da Faculdade de Educação da UFBA 
Fundadora do Instituto Nzinga de Capoeira 
6. Estratégias e formas da resistência artística: o caso da Capoeira 

07/04/2014 – 7ª Aula 
Prof. Dr. Celso Luiz Prudente 
Doutor em Educação pela USP 
7. O Negro no Cinema Brasileiro 

28/04/2014 – 8ª Aula 
Prof. Oswaldo de Camargo 
Jornalista e Escritor 
Especialista em Literatura. Coordenador da área de Literatura do Museu Afro-Brasil 
8. Língua e Literatura Negra de Resistência 

05/04/2014 – 9ª Aula 
Profª Ana Cristina Juvenal da Cruz 
Doutoranda em Educação pela UFSCar 
9. Estereótipos e as Imagens do Negro no Livro Didático 

12/05/2014 – 10ª Aula 
Profª Drª Heloisa Pires de Lima 
Doutora em Antropologia pela USP 
10. O Negro na Literatura Infanto-Juvenil 

19/05/2014 - 12ª Aula 

Prof. Dr. Dennis de Oliveira 
Docente da área de Jornalismo e Editoração da ECA/USP 
12. Ações Afirmativas no Brasil: as cotas raciais (telecomunicações; mídia, educação; concurso público; mercado de trabalho) 


26/05/2014 – 13ª Aula 
Profª Drª Matilde Ribeiro 
Doutora em Serviço Social pela PUC/SP 
Subsecretária SEPPIR/PMSP 
13. A institucionalização das Políticas de Ação Afirmativa no Brasil. 

02/06/2014 – 14ª Aula – Entrega da Avaliação 
Prof. Dr. Kabengele Munanga 
Palestra de Encerramento do Curso (Professor Convidado) 

Referências Bibliográficas 

ABRAMOWICZ, A. RODRIGUES, T. C. CRUZ, A. C. J. Fracasso escolar na sociedade de controle. In: A Reconfiguração da Escola: entre a negação e a afirmação de direitos. Campinas, SP: Papirus, 2009. ISBN: 978-85-308-0896-9. 
ANDRADE, Mário de. "Lundu do Escravo". In: Música, Doce Música, São Paulo: Martins, 1963. 
ANDREI, Elena Maria (org.) Cultura Afro-Brasileira: civilizações africanas. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2007 (Caderno UNIAFRO, vol. 3) 
ANDREI, Elena Maria e FERNANDES, Frederico Augusto Garcia (orgs.) Cultura Afro-Brasileira: construindo novas histórias. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2007 (Caderno Uniafro, vol. 2) 
ANDREWS, George Reid. Negros e Brancos em São Paulo (1888-1988). Bauru-SP: EDUSC. 1998 
ANJOS, Rafael Sânzio Araújo dos. Quilombos, Geografia Africana – Cartografia Étnica – Territórios Tradicionais. Brasília: Mapas Editora & Consultoria, 2009. 
BALOGUM, Ola. A escultura dos signos. In: O CORREIO, Rio de Janeiro: UNESCO, ano 5 (7)12-21, jul, 1977. 
BANDEIRA DE MELLO, Celso Antonio – Conteúdo Jurídico do Princípio da Igualdade. São Paulo: Malheiros Editora 
BARBOSA, Luciene C. Racismo e Branquitude: representações na telenovela ‘Da Cor do Pecado’. In: Revista Mídia e Etnia. São Paulo: PMSP/CONE, ano 1 (1):5-9. 
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil, Vol 1 e 2, São Paulo, Edusp,1971. 
BATISTA, Leandro Leonardo; LEITE, Francisco (orgs). O negro nos espaços publicitários brasileiros. S. Paulo: ECA/USP – CONE, 2011 
BOSCHI, Caio César.Os leigos e o poder. Irmandades leigas e política colonizadora em Minas Gerais. São Paulo, Editora Ática, 1986. 
BRAGA, Júlio. Na Gamela do Feitiço: repressão e resistência nos Candomblés da Bahia. Salvador: EDUFBA, 1995. 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Memória das Palavras. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Saberes e Fazeres, vol. 1 (Modo de Ver). Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Saberes e Fazeres, vol. 2 (Modo de Sentir). Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Ana Paula (coord.). Saberes e Fazeres, vol. 3 (Modo de Interagir). Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho, 2006. [ww.acordacultura.org.br] 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A Festa do Santo de Preto. Rio de Janeiro, FUNARTE, 1985. 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Memória do Sagrado: estudos de religião e ritual, Bibliografia São Paulo, Paulinas, 1985. 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O Divino, o Santo e a Senhora. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1978. 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Peões, pretos e congos: trabalho e identidade étnica em Goiás, Goiânia: UNB, 1977. 
BUENO, André P. "A noção de pseudo-lingua (Moñino 1991) para a cupopia de Cafundo (Salto de Pirapora-SP) e para os cantos de mascara do Boi maranhense. Comunicação ABECS 2008. 
BUENO, André P. "Cantos de mascaras no nordeste brasileiro e na África Central e do Oeste: pistas para uma analise comparativa". Revista MAE-USP 20, 2010. FOUGERAY, Sylvie. Le boeuf, le saint et le jeu. Tese (Doutorado). Université de Paris VII - Jussieu, 1991. 
BUENO, André P. "Cultura Popular: Brincadeiras, Danças Dramáticas e o peso da mão afro-brasileiras" em Cultura Brasileira, Marleine Toledo (org). Ed. Nankin 2004. 
BUENO, André P. "Praticas Musicais Populares" em Expedição S. Paulo 450 anos. PMSP 2004. BUENO, André P. "Palhaços da cara preta: Pai Francisco, Catirina, Mateus e Bastião, parentes de Macunaíma nos Bumba-bois e Folias-de-Reis - MA, PE, MG". Tese (Doutorado). FFLCH-USP, 2005. 
BUENO, André P. Bumba-boi maranhense em São Paulo. São Paulo: Nankin/Fapesp, 2001. 
CADERNOS DE DEBATES, Política Democrática. Brasília: Edições Fundação Astrogildo Pereira, Ano I, nº 2, maio de 2008. 
CARNEIRO, Edson. Ladinos e Crioulos: Estudo sobre o negro no Brasil, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964. 
CARNEIRO, Sueli. “Mulheres em movimento”. In: REVISTA ESTUDOS AVANÇADOS, 17(49):117-132, São Paulo, set/dez, 2003. 
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro, São Paulo, Edusp, 1988. 
CASHMORE, Ellis. Dicionário de Relações Étnicas e Raciais. São Paulo, Selo Negro/Summus, 2000. 
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES E FUNDAÇÃO FRIEDRICH EBERT (FES). Convenção 111 – A igualdade racial – na sociedade, no trabalho e na vida. São Paulo, 2008. 
CIVILETTI, Maria V. P. O cuidado às crianças pequenas no Brasil escravista. In: CADERNO DE PESQUISA, São Paulo, p. 31-40, s.d. 
Constituição Federal de 1988 – Preâmbulo, artigos 1º ao 6º, 37 caput, e 144. 
CUTI. Moreninho, Neguinho, Pretinho, vol. 3. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
DAHIA, S. L. M. A mediação do riso na expressão e consolidação do racismo no Brasil. In: Sociedade e Estado, Brasília, v. 23, n. 3, p. 697-720, set./dez. 2008. http://www.scielo.br/pdf/se/v23n3/a07v23n3.pdf 
DEOSCÓREDES Maximiliano dos Santos. História de um terreiro Nagô. Salvador: Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiático, 1962. 
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DIRETRIZES Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnico-raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004. Acesse: http://www.uel.br/projetos/leafro/pages/arquivos/DCN-s%20-%20Educacao%2…;
DOMINGUES, Petrônio - Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo: 23, 2007, pp.100-122. Ver: http://www.scielo.br/pdf/ea/v17n49/18400.pdf (Acesso em 27/02/12) 
DUARTE, Evandro C. Piza (e outros). Cotas raciais no ensino superior: entre o Jurídico e o Político. Curitiba: Juruá, 2008. 
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FERRETTI, Sérgio. Repensando o Sincretismo: estudo sobre a Casa das Minas. São Paulo: Edusp, 1995. 
GOMES, Núbia Pereira de M.& PEREIRA, Edimilson de Almeida. Negras raízes mineiras: os Arturos, Belo Horizonte, Mazza, 2000. 
GONÇALVES, Maria Alice Rezende. Educação e Cultura: pensamento em cidadania. RJ: Quartet, 1999 
GONZALES, Lélia; HASENBALG, Carlos. Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982. 
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LIMA, Heloisa. P. “Culturas e religiões”. In: Heloisa Pires Lima; Andréia Lisboa de Souza; Ana Lúcia Silva Sousa; Márcia Silva. (Org.). De ôlho na cultura: pontos de vista afro-brasileiros. 1 ed. Brasília; Salvador: UFBA-CEAO/ MinC-Fundação cultural Palmares, 2005, v. 1, p. 51-66. 
LIMA, Heloisa. P. “De ôlho na infância e o esporte em jogo”. In: Heloisa Pires Lima; Andréia Lisboa de Souza; Ana Lúcia Silva Sousa; Márcia Silva. (Org.). De olho na cultura: pontos de vista afro-brasileiros. 1 ed. Salvador; Brasília: UFBA-Ceao/ Minc-Fundação Cultural Palmares, 2005, v. 1, p. 67-81. 
LIMA, Heloisa. P. “Lobato e a caçada ao racismo verde-amarelo”. LIMA, Heloisa. P. “Tintin: a reportagem do racismo” Em 11/10/2011 edição 663 
LOPES, Fernanda. “Experiências desiguais ao nascer, viver, adoecer e morrer: tópicos em saúde da população negra no Brasil”. In: I Seminário da Saúde da População Negra, São Paulo: Secretaria da Saúde/CONE, 2004, p. 53-97. 
LOPES, Nei. Dicionário Banto do Brasil, Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Imprensa da Cidade, (sem data). 
MALACHIAS (e outros). Eles têm a cara preta. vol. 10. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MALACHIAS, Rosangela – Práticas educomunicativas e Teorias interdisciplinares no combate ao racismo - Revista Identidade Científica do Grupo de Pesquisa GEPEC – Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente, UNOESTE , vol. 01, nº 03, Nov, 2004 p.68-73. 
MALACHIAS, Rosangela. Cabelo Bom, Cabelo Ruim. In: Coleção Percepções da Diferença – vol. 4 – Gislene A Santos (Org.) - MEC/UNIAFRO/NEINB-USP – São Paulo - Editora Terceira Margem, 2008. 
MALACHIAS, Rosângela. Mídia, Educação e Movimentos Negros. In: REVISTA MÍDIA E ETNIA, ano 1, nº 1.São Paulo: PMSP/CONE, s.d. 
MALACHIAS. Cabelo Bom. Cabelo Ruim, vol. 4. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MALACHIAS. Movimentos Negros. Uma síntese de sua ação na História. São Paulo, mimeo/1998. 
MARCHA A BRASÍLIA. Por uma política de combate ao racismo e à desigualdade social. São Paulo: Coordenação Nacional de Entidades Negras, 1995. 
MARTINS, Roseli F. e MUNHOZ, Maria L. P. Professora, não quero brincar com aquela negrinha!, vol. 5. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MATTOSO, Kátia M. de Queirós. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1988, 2ª ed. 
MEILLASSOUX, Claude. Antropologia da escravidão. O ventre de ferro e dinheiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1995. 297p. 
MELLO, Manoel Messias (Major) e outros – Os direitos e a ordem social da Constituição Federal e o caso do “ônibus 174”. São Paulo: Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores da Polícia Militar do Estado de São Paulo – CAES, trabalho de conclusão do Curso Superior de Polícia de 2006. 
MIRANDA, Maria A. e MARTINS, Marilza S. Maternagem. Quando o bebê pede colo, vol. 2. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
MOEHLECKE, Sabrina. Ação afirmativa: história e debates no Brasil In: Cadernos de Pesquisa, n. 117, novembro de 2002. 
MOURA, Clóvis. Dialética radical do Brasil negro. S. Paulo: Anita Garibaldi, 1994. 
MUNANGA, K. “Algumas considerações sobre ‘raça’, ação afirmativa e identidade negra no Brasil: fundamentos antropológicos”. In: REVISTA USP, (68):46-57, São Paulo, dez/fev., 2005/2006. 
MUNANGA, K. “As facetas de um racismo silenciado”. In: SCHWARCZ, Lília M. e QUEIROZ, Renato S. (orgs). Raça e Diversidade. São Paulo: EDUSP/Estação Ciência, 1996. 
MUNANGA, K. “Políticas de ação afirmativa em benefício da população negra no Brasil: um ponto de vista em defesa de côta”. In: GOLÇALVES e SILVA, Petronilha B. e SILVÉRIO, Valter R. Educação e Ações Afirmativas: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica. Brasília: INEP/MEC, 2003. 
MUNANGA, K. “Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia”. In: Cadernos PENESB (Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira), Universidade Federal Fluminense, Centro de Estudos Sociais Aplicada da Faculdade de Educação, nº 5, 2004. 
MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o Racismo na Escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. 
MUNANGA, Kabengele e GOMES, Nilma. Para entender o negro no Brasil de hoje: história, realidades, problemas e caminhos. São Paulo: Global: Ação Educativa, 2004. 
MUNANGA, Kabengele. “A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil”. Entrevista com In: ESTUDOS AVANÇADOS, 18(50):51-56, São Paulo: IEA/USP, 2004. 
MUNANGA, Kabengele. Arte afro-brasileira: o que é, afinal? In: Catálogo Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 é mais. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Virtuais, 2000. 
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis-RJ: Vozes, 1999. 
MUNANGA, Kabenguele e GOMES, Nilma Lino. Para entender o negro no Brasil de hoje: História, realidades, problemas e caminhos. São Paulo: Global e Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação, 2004. (Coleção Viver e Aprender). 
MURPHY, John P. “Performing a moral vision: an ethnography of Cavalo-Marinho, a Brazilian musical drama”. Tese (Doutorado). Columbia University 1994. TINHORÃO, José R. Cultura Popular – Temas e Questões. S. Paulo: Editora 34, 2001. 
NUNES, Maria Clementino. História e Significação Simbólica da festa do Rosário do Serro, Belo Horizonte, Revista de História, n6, 1988. 
OLIVEIRA, Eduardo. Cosmovisão Africana no Brasil: elementos para uma filosofia afrodescentende. Fortaleza: LCR, 2003. 
OLIVEIRA, Eliana de. “Conscientização e socialização sobre o racismo”. In: _____________. Mulher negra professora universitária: trajetória, conflitos e identidade. Brasília,: Líber Livro Editora, 2006. 
OLIVEIRA, Fátima. Saúde da população negra – Brasil ano 2001. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003. 
OLIVEIRA, Iolanda (org.). Relações raciais e educação: novos desafios. RJ: DP&A, 2003. 
OLIVEIRA, Lúcio. Tímidos ou indisciplinados?, vol. 7. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
OLIVEIRA, Zilma R. de. “Os primeiros passos da história da educação infantil no Brasil. In: Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. 
ORIENTAÇÕES e Ações para a Educação das Relações Étnico-raciais. Brasília: Ministério da Educação. SECAD, 2006. 
PAIXÃO, Marcelo. Manifesto antirracista: ideias em prol de uma utopia chamada Brasil. Rio de Janeiro: DP&A; LPP/UERJ, 2006. 
Prêmio ABA/MDA Territórios Quilombolas/Associação Brasileira de Antropologia. Organizador – Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural, 2006. 
PROGRAMA de Ação Durban. 3a Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas. 
QUINTÃO Antonia Aparecida. “As irmandades negras: outro espaço de luta e resistência”. Irmandades Negras: Outro espaço de luta e resistência. (São Paulo: 1870-1890). São Paulo: Annablume: Fapesp, 2002. 
QUINTÃO Antonia Aparecida. Professora, existem santos negros? Histórias de identidades religiosa negra, vol. 8. COLEÇÃO PERCEPÇÃO DA DIFERENÇA – Negros e Brancos na Escola. São Paulo: Terceira Margem, 2009. 
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QUINTÃO, Antônia Aparecida. Lá Vem meu Parente: As irmandades de pretos e pardos no Rio de Janeiro e em Pernambuco(Séc.XVIII), Tese de Doutorado do Departamento de História-USP, 1997. 
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VERGER, Pierre Fatumbi. Lendas dos Orixás. Salvador: Editora Corrupio, 1981.

Programa: Elementos para o estudo do texto: teoria e aplicação

 

Primeira aula: 
(i) Apresentação do curso; 
(ii) Nível discursivo: o significado da palavra em seu contexto. 

Segunda aula: 
(i) Nível discursivo: as instâncias que produzem e que compõem os textos. 

Terceira aula: 
(i) Nível narrativo: a força atrativa primordial entre sujeito e objeto; 
(ii) Nível narrativo: as etapas básicas de todos os textos; 
(iii) Nível narrativo: instâncias mais abstratas que compõem os textos. 

Quarta aula: 
(i) Nível tensivo: o bem e o mal enquanto direção dos textos; 
(ii) Nível tensivo: dimensões sensível e inteligível dos textos. 

Quinta aula: 
(i) Nível tensivo: a quantidade relacional como efeito de significação dos textos; 
(ii) Nível tensivo: regimes do esperado e do surpreendente como efeito de significação dos textos; 
(iii) Fechamento do curso. 

Sexta aula: 
(i) Retomada das bases teóricas estudadas com professor convidado: Prof. Dr. Waldir Beividas 
(FFLCH-USP); 
(ii) Aplicação das ferramentas estudadas com professor convidado: Prof. Dr. Ivã Carlos Lopes 
(FFLCH-USP). 
 
BIBLIOGRAFIA
 
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