Programa

PROGRAMA

1. O estudo da variação linguística
2. A variação espacial: dialectología e geografia linguística.
3. A variação dialetal em galego
3.1. História da dialectologia galega
3.2. Fontes para o estudo da variação dialetal en galego
3.3. As variações dialectais do galego
3.3.1. A variação dialetal do galego no panorama românico e ibérico
3.3.2. Caracterização das variedades dialectais galegas: níveis linguísticos e variação
3.3.3. Propostas de clasificación das variedades dialectais
4. Variação e mudança linguística


Bibliografia galega

2003. Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego. Real Academia Galega.
Álvarez, Rosario & Xulio Sousa. 2017. A investigación sobre a variación lingüística do galego: desde o ALGa ata a actualidade. Labor Histórico 3(1), 63-75. PDF.
Fernández Rei, Francisco. 1990. Dialectoloxía da lingua galega. Vigo: Xerais.
Freixeiro Mato, Xosé Ramón. 2013. Estilística da lingua galega. Xerais.
López Viñas, Xoán; Lourenço Módia, Cilha; Moreda Leirado, Marisa. 2011. Gramática práctica da lingua galega. Baía Edicións.
Santamarina, Anton. 1982. Dialectoloxía galega: historia e resultados. En R. Lorenzo & D. Kremer (eds.): Tradición, actualidade e futuro do galego. Actas do coloquio de Tréveris, 153-187. Santiago: Xunta de Galicia.
Sousa, Xulio. 2016. A xeolingüística e o estudo da historia da linguas. En A. Rodríguez Guerra (ed.), Lingüística histórica e dialectoloxía: coordenadas do cambio lingüístico. 35-52. Vigo: Servizo de Publicacións da Universidade de Vigo. PDF.
Sousa, Xulio. En prensa. Dialectal variation. En Xulio Sousa & Ernesto González Seoane (eds.), Manual of Galician Linguistics. Berlin: de Gruyter.
Valcárcel Riveiro, Carlos. 2011. Lingua e territorio en Galicia. En María J. Piñeira Mantiñán/José M. Santos Solla (eds.), Xeografía de Galicia. Vigo, Xerais, 33–64.
Zamora Vicente, Alonso. 1986. Dialectología española. Madrid: Gredos.

Em linha
Atlas Lingüístico Galego, Instituto da Lingua Galega https://ilg.usc.gal/es/proxectos/atlas-linguistico-gallego-alga Universidade de Santiago de Compostela

Programa



Parte I

Aula I: “Quando a beleza se torna ofensiva”: Arte política segundo Arthur Danto.
1. Ativismo estético: Rodney King e a ferida aberta da América em curadorias de vanguarda; Paul MacCarthy, Barbara Krueger, Adrian Piper; Sue Willians, Cindy Shermann. Contrapontos possíveis na arte brasileira.
2. Dada, neovanguarda, arte abjeta e implicação moral; O estigma da ‘estética’ e a inversão radical do gosto (do belo ao repulsivo).
3. Reação crítica ao formalismo modernista de Greenberg e arte antiestética em Danto e Hal Foster.
4. Abrangência do Conceito e “transfiguração do lugar-comum”.

Aula II: “De um interlúdio estético a uma aventura moral”
5. Philip Guston como metonímia da reconfiguração política da estética. (livros:“O Abuso da Beleza”,
“Unnatural Wonders: Essays from the Gap Between Art and Life”).
6. Pluralismo ontológico: as incontáveis figurações do embodiment.
7. A maior das insurreições: a aura do ‘Comum’: Fluxus, Warhol, Rauchemberg e Sarah Sze
8. Nas franjas da representação: Arte disturbacional e alteridade radical.

Sinopse parte I: Danto reporta a ‘arte abjeta’ ao Dada fazendo do desprezo à beleza o sintoma de uma recusa moral. Na brecha de uma bienal que expõe o racismo estrutural com um vídeo amador (“Rodney King”, Whitney Biennial,1991), artistas denunciam a desfiguração étnica, a tirania do gênero, a ideologia midiática, designando à arte uma função incompatível com o ‘deleite estético’. Nesse recorte, analisa políticas da arte, ativismo estético, neovanguarda e arte ‘intratável’ como efeitos da rejeição do gosto. Uma radicalidade que conferiu visibilidade ao drama ‘ordinário’, à sujeição dos ‘corpos’ sem rosto. Mas em que medida o ‘estigma’ do gosto evidente nessa arte, torna qualquer estética irrelevante? Ou, pelo contrário, a heterogeneidade do sensível é condição sob a qual “identidades” e semioses da arte se diversificam? Se toda arte é ‘artefato semântico’, produto de uma ‘transfiguração’ interpretativa, também modos de apresentação do sentido são constitutivos. Pela mesma razão, essas
‘insurreições’ ativam dimensões afectivas e fenológicas do sentido. Danto vai produzir uma torção interna e ampliar repertório da estética como pragmática, de modo a abranger produções recentes como as instalações in situ de Sarah Sze, performances de Marina Abramovic (além de R. Motherwell e Maya Linn).

Parte II

Aula III: A estética ‘igualitária’ das “cenas” e o teatro da ‘vida comum’ em Rancière
9. A ‘cena estética’ como “máquina ótica” e constelação dissensual.
A estética como categoria do dissenso; Ruptura com senso comum em outra relação entre o sentido e os sentidos, entre o modo de apresentação sensível e o modo de interpretação em funções diversas da imagem.
10. Nota sobre a noção de “constelação” em Walter Benjamin.
11. Cena 1: O torso Belvedere: a ‘revolução silenciosa’ de Wilkelmann; a ‘obra mutilada’ desprovida de designação, referente, figura ou narrativa permite que se torne “propriedade de um povo, expressão de sua ‘forma de vida’”.
12. Cena 2: Os Mendigos de Sevilha de Bartolomé Esteban Murillo na crítica de Hegel, o sentido político do gozo sensível como qualidade estética igualitária; Experiencia do ócio e a invenção ‘moderna’; ética e fetiche do trabalho no capitalismo; ócio como espaço de criação. A arte como o “novo ambiente igualitário”; Os mendigos de Murillo transfigurados em “pequenos deuses da rua”.
13. Para além da “montagem cinemática”: a ‘cena’ como trama interpretativa do “tecido sensível” e a ‘potência nua’ do grão da imagem pictórica.
14. Cena 3: A poesia do novo mundo e a mística do prosaico em Ralph Aldo Emerson; Nova poesia como programa do novo mundo; A ‘materialidade’ ordinária do mundo do trabalho e do cotidiano numa nova subjetividade; Idealismo e materialismo numa poesia antinômica.
15. Cena 4: “O poeta do novo mundo”: Walt Whitman, as Folhas da Relva; “A lógica vulgar das misturas”, “A prosa do mundo” e o fascínio da jovem américa; Cumplicidade de simbolismo e unanimismo.
16. Contra história das “cenas estéticas” e rasuramento do “espetáculo” (Guy Debord): o poder de negatividade e alteridade da imagem

Aula IV: A suspensão de hierarquias representativas e sociais:
17. Cena 5: Stendhal, O vermelho e o negro, o devaneio como colapso da lógica representativa e suspensão das hierarquias poéticas e sociais
18. O senso comum e as relações entre as faculdades em Kant e Schiller. Uma outra divisão do sensível: O ‘espaço da estética’ na Critica do Juizo de Kant Outra relação entre sensibilidade-entendimento que não a do conhecimento; Prazer estético contemplativo e jogo livre das faculdades; Relação conjuntiva e disjuntiva. Sensus Comunnis e ‘reconciliação entre princípios e classes’.
19. “Sem medida comum”: A frase-imagem, a grande parataxe (o desmoronamento de todos os sistemas de razão) e a nova potência sensorial da imagem

Conclusão: Reconfiguração estética em Rancière e Danto: a imagem espessa da arte
20. Duas estratégias que promovem o prosaico, o ‘lugar-comum’ da experiencia e coisas ordinárias para redefinir a arte face a “prosa do mundo”.
21. Desafio à forma: a ambiguidade da “frase-imagem” e as inflexões do “embodied meaning”continuamente borrando limites.
22. Ampliação e polifonia da crítica: Os incontáveis modos de relação entre dizer e mostrar como diversas funções da imagem.

Sinopse Parte II: Em contraponto, Rancière relê sua ‘partilha do sensível’ no dispositivo da “cena estética” (Aisthesis, 2012) como “máquina ótica” que verte redes de significados em outras texturas imagéticas. Articula na trama interpretativa das ‘cenas’ uma contra-História encadeada em episódios catalisadores. O Torso Belvedere na leitura de Winckelmann; Os Mendigos de Sevilha de Murillo, em Hegel; O vermelho e o negro, de Stendhal; O poeta, de Emerson; As Folhas da Relva de Walt Whitman;
Loïe Fuller e a Serpentine dance, preconizando a forma abstrata. O exame desses ensaios críticos vai demonstrar que o resgate da estética supõe reconfigurar seus termos no cenário polifônico da modernidade. Esses deslocamentos substantivos da imagética, em ambos os autores, torna-se possível pela revisão profunda dos termos da estética, reconfigurando o inteiro regime da arte.

Bibliografia:
AGAMBEM, Giorgio. Gosto. Editora Autêntica, 2017.
BENJAMIN, W. o Conceito de História: Edição crítica. Alameda Editorial, 2020.
DANTO, A. C. Andy Warhol. New Haven: Yale UP, 2009.
DANTO, A. C. DANTO, A. C. After the End of Art: Contemporary Art and the Pale of History, 1997 (trad. Edusp-Odysseus,2006).
DANTO, A. C. The Abuse of Beauty: Aesthetics and the Concept of Art Chicago: Open Court, 2004. (trad. O Abuso da Beleza. São Paulo: Martins Fontes, 2015)
DANTO, A. C. The Transfiguration of the Commonplace. Harvard UP,1981. (Trad. A Transfiguração do Lugar Comum. São Paulo: CosacNaif, 2005)
DANTO, A. C. Unnatural Wonders. New york: Farrar, Strauss and Giroux, 2005
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Ed. Contraponto, 1997.
FOSTER, Hal. O que vem depois da Farsa?
GREENBERG, Clement. Homemade Esthetics, Oxford: Oxford University Press, 1999. (Trad. Vera Pereira, Estética Doméstica, São Paulo: Cosac Naify, 2002).
HEGEL, G.W.F. Aesthetics. Lectures on Fine Arts, trans. T.M. Knox, 2 v. Oxford/Claredon Presss, 1975; Cursos de Estética, vol. 1,2. Trad Marco Aurélio Werle. São Paulo: Edusp, 2001.
RANCIÈRE, J. A partilha do sensível. 2ª ed. São Paulo: Editora 34, 2009.
RANCIÈRE, J. “A comunidade estética”. In: Revista Poiesis, Niterói, n. 17, 2011, pp. 169-187.
RANCIERE, J. Aisthesis: Scenes from the Aesthetic Regime of Art. New York: Verso, 2013 (trad. Dilson Ferreira da Cruz) Aisthesis: cenas do regime estético da arte. São Paulo: Editora 34, 2021. 
RANCIÉRE, J. The Future of the Images, London: Verso, 2007. (trad.) O Destino das Imagens. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.
SCHILLER, F. A educação estética do homem. São Paulo: Iluminuras, 1995.

Programa

Bibliografia - Curso de Grgo Moderno
ΚΛΙΚ στα ελληνικά – Klik sta ellinika
Publicado pelo Centro para a Língua Grega – do Ministério de Educação, o KLIK é o livro de curso grego
mais completo e confiável.
É um livro inovador para aprender grego moderno como segunda língua / língua estrangeira. Baseia-se
no novo programa de exame detalhado, implementando métodos de ensino contemporâneos e é
constantemente enriquecido com material novo em formato digital.
KLIK sta Ellinika compreende opções úteis e funcionais que permitem aos alunos aprender e praticar o
grego moderno de maneira rápida e fácil. Quando o aluno inicia este curso ele estabelece as bases para
a Certificação em grego moderno.

Data Conteudo da aula
02/08/23 Unidade 1 Vocabulário "caráter" p 22-29
09/08/23 Unidade 1 Gramática “substantivos” p 30-37
16/08/23 Unidade 1 Vocabulário "família” p 38-40
23/08/23 Unidade 1 Vocabulário "família" p 41-45
30/08/23 Unidade 1 Gramática “substantivos” p 46-51
06/09/23 Sem aula
13/09/23 Unidade 1 Conversação e escrita p 52-53
20/09/23 Unidade 1 Escrita p 54-55
27/09/23 Unidade 2 Vocabulário “casa” p 58-62
04/10/23 Unidade 2 Vocabulário "expressões e números" p 63-68
11/10/23 Unidade 2 Gramática “artigo definido e indefinido" p 69-75
18/10/23 Unidade 2 Vocabulário "expressões e casa” p 76-83
25/10/23 Unidade 2 Gramática “pronomes” p 84-88
01/11/23 Unidade 2 Conversação e escrita p 89-91
08/11/23 Unidade 2 Escrita p 92-94
15/11/23 Feriado Proclamação da República
22/11/23 Sem aula
29/11/23 Avaliação

Programa

O conceito de financeirização visa explicar a crescente influência e domínio das finanças sobre a economia, a sociedade e o espaço geográfico, e como as finanças determinam cada vez mais a ação de organizações públicas e privadas, assim como a vida cotidiana dos cidadãos. Embora seja definido de várias formas, o conceito é com frequencia utilizado para identificar as características centrais da atual fase do capitalismo. A literatura acadêmica aponta que o processo de financeirização tem suas raízes nas décadas de 1960 e 1970, com o aumento do poder de agentes financeiros como bancos comerciais, bancos de investimento e bolsas de valores. Concomitantemente, novos produtos e serviços financeiros foram sendo criados, fazendo emergir outros atores-chave no cenário financeiro global, como fundos financeiros (hedge, pensão, mútuo, soberanos), empresas de seguros, cartões de crédito, e mais recentemente as "fintechs". O capital financeiro foi elevado à posição de agente hegemônico no capitalismo contemporâneo, resultando em uma crescente exigência por maiores rentabilidades das empresas. Esse processo de financeirização tem portanto repercussões significativas, especialmente nas firmas imobiliárias e na produção do espaço urbano e agrícola.

A crise financeira global de 2008, originada pela securitização do crédito imobiliário nos Estados Unidos, evidenciou as consequências negativas da financeirização, e suas conexões com o setor imobiliário. A partir desse evento, houve um aumento significativo das pesquisas sobre o tema, inicialmente focadas em economias do centro do sistema-mundo, especialmente os Estados Unidos e Reino Unido. Em meados da década de 2010, começaram a se difundir estudos sobre a financeirização em países periféricos – como Brasil, China e Índia – e embora estes casos apresentem semelhanças com economias centrais, eles refletem as particularidades das realidades nacionais e dos contextos locais no processo de financeirização.

Pesquisas sobre o desenvolvimento desigual do sistema capitalista argumentam que economias periféricas tendem a assumir uma postura subordinada às centrais, para se adaptarem às dinâmicas do sistema financeiro global e buscar uma acumulação de capital mais eficaz. Esse fenômeno é definido como "financeirização subordinada", e estudos sobre o tema destacam a relação desses processos com a produção imobiliária, tanto em economias periféricas quanto centrais, mostrando também sua influência nas escalas nacional e local.

Neste nível local, a cidade de São Paulo representa uma síntese significativa dos problemas que surgem no contexto da financeirização da economia e do território. Após anos de baixa produção imobiliária até a primeira metade dos anos 2000, o centro da cidade passou a experimentar um novo dinamismo na produção habitacional. Diversos atores lançaram empreendimentos imobiliários de tipologia compacta, derivados de diferentes processos de capitalização, desde o crédito bancário até a participação de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) – inclundo aportes de fundos públicos. Essa diversidade revela a complexa organização de arranjos financeiros, que influenciam a produção habitacional, transformando a moradia em um ativo financeiro, no centro da maior cidade da América do Sul. Assim, compreender a densidade e a capilaridade dos instrumentos de financeirização nos permite refletir sobre seus impactos na requalificação urbana.

As relações entre os processos de financeirização e a produção imobiliária, portanto, são complexas. Um exemplo claro desta complexidade é a expansão de títulos de securitização de dívidas imobiliárias e a emissão pública de ações de empresas do setor imobiliário na bolsa de valores. Em escala nacional, destaca-se também a ascensão dos FIIs, que conectam investidores do mercado de capitais ao mercado de terras e imóveis. Esses fundos instrumentalizam a reprodução do espaço, capturando fluxos de renda em empreendimentos como edifícios corporativos, shoppings, indústrias e galpões logísticos. Os FIIs reforçam processos de homogeneização, fragmentação e hierarquização do território, operando por meio de formas jurídicas e institucionais que canalizam e alocam o capital conforme os critérios dos gestores dos Fundos. Os FIIs são uma adaptação brasileira dos Real Estate Investment Trusts (ou REITs), usados globalmente, refletindo a adoção das lógicas e métricas financeiras do sistema financeiro global e demonstrando as profundas transformações nas formas, estruturas e dinâmicas urbanas contemporâneas.

Esses elementos ilustram aspectos centrais do processo de financeirização, que convidam a uma releitura crítica deste fenômeno global, materializado de forma desigual e combinada nos territórios de países periféricos, como o Brasil, especialmente em suas áreas metropolitanas. O presente curso visa problematizar essas questões e apresentar ao público as principais abordagens teóricas e casos concretos que ajudam a entender a financeirização.


Bibliografia

Aalbers, M. B. Financial Geographies of Real Estate and the City. Financial Geography Working Paper Series 21; Working Paper Series; v.21, n. 1, 2019. https://www.fingeo.net/pt/financial-geographies-of-real-estate-and-the-…
Abreu, M. A.; Barcella, B. L. S.; Melazzo, E. S. Entre o financiamento e a financeirização do imobiliário. A articulação Estado-mercado na condução da política habitacional. Novos Estudos Cebrap Vol. 43, no. 1, 2024, p. 91-116.
ABECIP. História - Origem do SFH e SFI, São Paulo, ABECIP, disponível em https://www.abecip.org.br/credito-imobiliario/historia
Arrighi, G. . O Longo Século XX. Dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto;UNESP, 1994..
Bardet, F., Coulondre, A., Shimbo, L.. Financial natives: Real estate developers at work. Competition & Change v. 24, n. 3–4, p. 203–224, 2020, doi: 10.1177/1024529420920234
Braga, J. C. (1993). A financeirização da riqueza: a macroestrutura financeira e a nova dinâmica dos capitalismos centrais. Economia e Sociedade, v. 2, n. 1, p. 25–57, 2016.
Bonizzi, B., Kaltenbrunner, A., Powell, J. Subordinate financialization in emerging capitalist economies. The Routledge International Handbook of Financialization, p. 177–187, 2020.. https://doi.org/10.4324/9781315142876-15
Chesnais, F.. A finança mundializada, São Paulo: Boitempo, 2005.
Contel, F.B. Território e finanças. Técnicas, Normas e Topologias Bancárias no Brasil. São Paulo: Annablume, 2011.
Contel, F.B. The financialization of the Brazilian Territory. Cham (SUI): Springer, 2020.
Christophers, B. The limits to financialization. Dialogues in Human Geography, v. 5, n. 2, p. 183–200, 2015. doi:10.1177/2043820615588153
Cordeiro, H. K. A “Cidade Mundial” de São Paulo e a recente expansão do seu centro metropolitano. Revista Brasileira de Geografia, Vol. .54, n.3, 1992, p. 5-26.
Fernandez, R., Aalbers, M. B.. Housing Financialization in the Global South: In Search of a Comparative Framework. Housing Policy Debate, v. 30, n. 4, p. 680–701, 2020. https://doi.org/10.1080/10511482.2019.1681491
Harvey, D. Os Limites do Capital. São Paulo: Boitempo. 2015 [1982].
Kaltenbrunner, A., Painceira, J. P. Subordinated Financial Integration and Financialisation in Emerging Capitalist Economies: The Brazilian Experience. New Political Economy, v. 23, n. 3, p. 290–313, 2018. https://doi.org/10.1080/13563467.2017.1349089
José, B. K. A popularização do centro de São Paulo: um estudo de transformações ocorridas nos últimos 20 anos. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo), Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
Kalinoski, R.; Procopiuck, M. Financeirização imobiliária em dois momentos: da produção à ocupação via proptechs. Cadernos Metrópole, v. 24, n. 53, p. 119-146, 2022, . http://dx.doi.org/10.1590/2236-9996.2022-5305
Klink, J.; Souza, M. B. Financeirização: conceitos, experiências e a relevância para o campo do planejamento urbano brasileiro. Cadernos Metrópole v. 19, n. 39, 2017, p. 379-406. http://dx.doi.org/10.1590/2236-9996.2017-3902
Krippner, G. The financialization of the American economy. Socio-economic Review, v. 3, p. 173-208, 2005.
Lapavitsas, C. Theorizing financialization. Work Employment Society, v. 25, n. 4, p. 611–626, 2011.
Lavinas, L.; Martins, N.M.; Gonçalves, G.L. e Waeyenberge, E. V. (orgs). Financeirização. Crise, estagnação e desigualdade. São Paulo: Ed. Contracorrente. 2024.
Lai, K.; Pan, F.; Sokol, M.; Wójcik, D. New financial geographies of Asia. Regional Studies, v. 54, n. 2, p. 143–148, 2020. https://doi.org/10.1080/00343404.2019.1689549
Montenegro, M. Da financeirização ao lugar: dos nexos hegemônicos às contra-racionalidades do cotidiano. GEOgraphia, Vol. 19, No 40, 2017, p. 92-106.
Pereira, P. C. X.; Shimbo, L.. Os instrumentos de capitalização na produção do espaço. In Rufino, B.; Borges, I.; Nakama, V. (orgs) Financeirização e metropolização do espaço: imobiliário e infraestruturas sob domínio de grandes grupos econômicos.. Rio de Janeiro: Letra capital, 2023, p. 262-276.
Sanfelici, D.; Halbert, L. Financial market actors as urban policy-makers: the case of real estate investment trusts in Brazil. Urban Geography, v. 40, n. 1, p. 83-103, 2019. https://doi.org/10.1080/02723638.2018.1500246
Sanfelici, D., Magnani, M. Pension fund investment in commercial real estate: a qualitative analysis of decision-making and investment practices in Brazil. Area Development and Policy, v. 7, n. 1, p. 62–81, 2022. https://doi.org/10.1080/23792949.2021.1943472
Santoro, P. F.; Ungaretti, D.. “Os fundos de investimento imobiliário públicos: submissão da terra pública às lógicas imobiliário-financeiras?”. Ungaretti, D. et al. (org.). Propriedades em transformação 2: expandindo a agenda de pesquisa São Paulo: Blucher, 2021, p. 255-280, Seções 1 e 2 (p. 255-264).
Santos, M.; Silveira, M. L. Brasil. Sociedade e território no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001.
Santos, M. A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo, Razão e Emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.
Santos, M. Por uma outra globalização. Do Pensamento Único à Consciência Universal. Rio de Janeiro: Record, 2000.
Swyngedouw, E.; Ward, C. “Land as an asset”. In Hyötyläinen, M.; Beauregard, R. . The Political Economy of Land. Oxon; Nova York: Routledge, 2022. p. 40-55.
Van Loon, J.; Aalbers, M. B. How Real Estate became ‘Just Another Asset Class’: The Financialization of the Investment Strategies of Dutch Institutional Investors. European Planning Studies v. 25, n. 2, p.221-240.
Wójcik. D. O Fim do capitalismo dos bancos de investimento? Uma geografia econômica do emprego e do poder financeiro. Geousp – Espaço e Tempo (Online), v. 21, n. 2, 2017, p. 341-369.


Metodologia do Curso e Avaliação
O curso será realizado de forma online, utilizando a plataforma Google Meet para a condução das aulas. A metodologia adotada visa proporcionar uma experiência de aprendizado interativa e prática, com as seguintes atividades programadas:
Aulas expositivas e dialogadas: Serão ministradas 4 aulas, cada uma com cerca de 2h30 horas aula expositiva do docente, abordando os principais temas relacionados à financeirização e produção do espaço urbano no Brasil;
Debates sobre textos de leitura obrigatória: Em cada aula, serão discutidos dois textos de leitura obrigatória, fornecidos previamente aos alunos. Os debates têm como objetivo aprofundar a compreensão dos tópicos abordados e promover a interação entre os participantes;
Exercícios de avaliação: Ao final de cada aula expositiva, será realizado um exercício de avaliação composto por 10 testes. Os testes serão realizados pelos alunos e corrigidos ao final da aula, permitindo um debate sobre o desempenho da classe e esclarecimento de dúvidas. Esta atividade de avaliação deve durar em torno de 1 hora.

A avaliação dos participantes será composta por dois critérios:
Participação nos debates em aula: a participação ativa nos debates propostos ao longo das aulas será considerada na avaliação dos alunos. Considera-se fundamental a participação dos inscritos a partir dos argumentos e materiais trabalhados nas aulas;
Desempenho nos testes aplicados: ao final de cada aula expositiva, será realizado um exercício de avaliação composto por um questionário com 10 testes. O desempenho dos alunos nesses testes será avaliado e contribuirá para a nota final do curso.

A nota final será calculada a partir da ponderação desses dois critérios, refletindo tanto o engajamento dos alunos nas atividades propostas quanto seu domínio na apropriação dos conteúdos apresentados.
 

Programa

Aula 1 (06/08/2025): Fundamentos teóricos da circulação e da logística no espaço geográfico
1) Sistemas de transporte como elementos estruturantes da organização espacial e da integração territorial;
2) Conceitos de logística e sua articulação com cadeias produtivas, redes urbanas e fluxos econômicos;
3) Conceito de fluidez territorial, relacionando-o à eficiência da circulação de mercadorias, pessoas, capitais e informações.

Aula 2 (07/08/2025): Sistemas de transporte e diferenciação espacial
1) Fatores que compõem a competitividade territorial, considerando as infraestruturas de transportes e os diferenciais espaciais;
2) As inter-relações entre transportes, logística e desenvolvimento econômico, com ênfase nos impactos territoriais da modernização e da seletividade espacial;
3) Estudos de caso empíricos, analisando territórios específicos e seus desafios logísticos e circulatórios, no Brasil

Metodologia:
O curso será desenvolvido em dois encontros, totalizando 8 horas-aula, organizados em torno de eixos temáticos que articulam fundamentos teóricos, análise crítica e estudos de caso. A metodologia adotada combina exposições dialogadas, discussão de textos selecionados e análise de experiências empíricas no contexto brasileiro. Abaixo, a estrutura didática proposta:
Aulas expositivas com apoio de slides e mapas temáticos;
Leitura e discussão orientada de textos acadêmicos;
Análise de dados espaciais e indicadores logísticos;
Debate com os participantes a partir de experiências profissionais e/ou regionais.


Bibliografia Sugerida:
SILVEIRA, Márcio R. Fluidez, transporte e logística como elementos fundamentais da competitividade territorial. Dossiê Transportes, Circulação e Logística: escalas e temas. Textos para Discussão do GEDRI/LABCIT, v. 6, n. 1, 2025, p. 16-39. Disponível em: https://labcit.ufsc.br/td-v6-n1/.
SILVEIRA, Márcio R. A competitividade territorial: alguns elementos para discussão. Revista Entre-Lugar, v. 11, n. 21, p. 45-74. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/entre-lugar/article/view/12048/5728.
GOULART FILHO, Alcides; GÓMEZ, Teresita; MATEO, José A. (Orgs.). Transportes e serviços: Argentina, Brasil e México. Criciúma: Ediunesc/Entre Ríos: EDUNER, 2024. Disponível em: http://repositorio.unesc.net/handle/1/11333.
SPOSITO, Eliseu S. (Org.). O novo mapa da indústria no início do século XXI: diferentes paradigmas para leitura das dinâmicas territoriais do Estado de São Paulo. São Paulo: Editora UNESP, 2015. Disponível em: https://editoraunesp.com.br/catalogo/9788568334669%2Co-novo-mapa-da-ind….

Links para leituras auxiliares:
1) Site do Laboratório de Estudos em Circulação, Transportes e Logística (LABCIT/GEDRI/UFSC). Nele há uma série de textos, livros, informações e indicações de leituras. Disponível em: https://labcit.ufsc.br/.
2) Site do Grupo de Estudo em Desenvolvimento Regional e Infraestruturas (GEDRI). Nele há livros, capítulos de livros, teses, dissertações e artigos produzidos com os temas de “circulação, transportes e logística”. Disponível em: https://ufsc.academia.edu/GEDRIiGrupodeEstudosemDesenvolvimentoRegional.

Programa

Este curso propõe uma análise crítica da guerra no século XXI, com foco nos conflitos localizados e suas conexões com as estruturas globais de poder. A partir do estudo da Guerra na Síria, o curso examina como conflitos regionais se constituem como arenas de competição geopolítica e mecanismos de contestação da ordem internacional. Serão abordados os principais debates sobre a natureza da guerra. Em termos ontológicos, o curso questiona as fronteiras entre conflitos internos e externos; do ponto de vista epistemológico, propõe uma abordagem analítica que integra dinâmicas locais e imperativos sistêmicos. Ao fim do curso, os participantes serão capazes de compreender como guerras aparentemente locais estão profundamente imbricadas nas disputas estratégicas globais, exigindo novas categorias e modelos para a análise dos conflitos contemporâneos.

CRONOGRAMA DE AULAS:
Aula 1 (18/10) - Parte 1 : Guerra e Gênese do Estado Moderno. Leituras:
TILLY (1992)Capítulo 3; HOLSTI (1996) Capítulo 3; BARTELSON (2018) Capítulo 1.

Aula 1 (18/10) - Parte 2: Economia Política da Guerra e Reconfiguração da Hegemonia Global. Leituras:
ENGELS (1888); MORAIS et al. (2020).

Aula 2 (25/10) - Parte 1: Pensadores Clássicos da Guerra Convencional. Leituras:
CLAUSEWITZ (1984) Capítulos 1 e 2; JOMINI (1862) Capítulo 1.

Aula 2 (25/10) - Parte 2: Guerras Civis e Guerras Interestatais. Leituras:
SAMBANIS (2004); VAZQUEZ & VALERIANO (2010); BALCELLS & JUSTINO (2014); KENNEDY & WALDMAN (2014).

Aula 3 (01/11) - Parte 1: Guerras Contemporâneas – Debates Ontológicos e Epistemológicos. Leituras:
KALDOR (1999) Capítulos 2 e 3; MALESEVIC (2008); BARKAWI (2016).

Aula 3 (01/11) - Parte 2: Guerra por Procuração e Guerra Híbrida – O Papel da Ingerência Externa. Leituras: 
HUGHES (2012) Capítulo 1; KORYBKO (2018) Capítulos 2 e 3; RAUTA (2018).

Aula 4 (08/11) - Parte 1: Evolução do Combate no Mundo Multipolar – Modo de Guerra Americano e Russo. Leituras: 
TEIXEIRA JR. & DUARTE (2018); LARSDOTTER (2005) In: DUYVESTEYN; ANGSTROM (2005), Cap. 6; GERASIMOV (2016); BERZINS (2020); DERLETH (2020).

Aula 4 (08/11) - Parte 2: Conflitos Contemporâneos: A Guerra na Ucrânia e o Conflito Israel-Irã. Leituras: 
LEBELEM & VILLA (2022); YOUVAN (2024).

Aula 5 (22/11) - Parte 1: Interação de Forças e Mudanças Territoriais na Guerra da Síria (2011-2024). Leituras: 
GHOTME & RIPOLL (2014); DUKHAN (2014); YAZICI (2018); CHARAP, TREYGER & GEIST (2019); LOFT (2023); ABDULLAH (2024).

Aula 5 (22/11) - Parte 2: Implicações Geopolíticas do Conflito Sírio – Conexões entre o Global e o Local. Leituras: 
KERR-OLIVEIRA, MORAIS SILVA & MENEM (2024); ALAOUI (2025).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABDULLAH, M. A. Syria: Which groups have been fighting each other and where? ACLED – Armed Conflict Location & Event Data Project, 11 dez. 2024. Disponível em: <https://acleddata.com/2024/12/11/syria-which- groups-have-been-fighting-each-other-and-where/>.
ALAOUI, H. O novo ordenamento regional do Oriente Médio após Gaza e a Síria. Le Monde Diplomatique Brasil, edição 215, 30 maio 2025. Disponível em: < https://diplomatique.org.br/o-novo-ordenamento-regional-do- oriente-medio-apos-gaza-e-a-siria/ >.
BALCELLS, L.; JUSTINO, P. Bridging micro and macro approaches on civil wars and political violence: Issues, challenges, and the way forward. Journal of Conflict Resolution, v. 58, n. 8, p. 1343–1359, 2014.
BARKAWI, T. Decolonizing war. European Journal of International Security, v. 1, n. 2, p. 199–214, 2016.
BARTELSON, J. War in International Thought. Cambridge: Cambridge University Press, 2018.
BERZINS, J. The Theory and Practice of New Generation Warfare: The Case of Ukraine and Syria. The Journal of Slavic Military Studies, 33:3, 2020, p. 355-380.
CHARAP, S.; TREYGER, E.; GEIST, E. Understanding Russia’s Intervention in Syria. Santa Monica, CA: RAND Corporation, 2019. Disponível em: <https://www.rand.org/pubs/research_reports/RR3180.html&gt;.
CLAUSEWITZ, K. On War. Translated by Michael Howard and Peter Paret. Princeton: Princeton University Press, 1984.
DERLETH, J. Russian New Generation Warfare: Deterring and Winning the Tactical Fight. Military Review, September-October 2020, p. 82-94.
DUKHAN, H. Tribes and Tribalism in the Syrian Uprising. Syria Studies, 6(2), 1-28, 2014. Disponível em: <https://ojs.st-andrews.ac.uk/index.php/syria/article/view/897&gt;.
ENGELS, F. O papel da violência na história. In: MARX, K; ENGELS, F; LÊNIN, V. I. Escritos militares. Tradução de: I. Bueno. São Paulo: Global, 1981. p. 151-160.
GERASIMOV, V. The Value of Science Is in the Foresight: New Challenges Demand Rethinking the Forms and Methods of Carrying out Combat Operations. Translated from Russian by Robert Coalson. Military Review, January-February 2016, p. 23-29.
GHOTME, S.; RIPOLL, S. Las relaciones internacionales de la guerra civil Siria: Estados Unidos y Rusia. Revista de Relaciones Internacionales, Estrategia y Seguridad. 9(2): p. 49-76, 2014.
HOLSTI, K. The State, War, and the State of War. Cambridge: Cambridge University Prres, 1996.
HUGHES, G. My Enemy’s Enemy: Proxy Warfare in International Politics. Eastbourne: Sussex Academic Press, 2012.
JOMINI, A. The Art of War. Translated by G.H. Mendell and W.P. Craighill. Philadelphia: J.B. Lippincott & Co., 1862.
KALDOR, M. New and Old Wars: organised violence in a global era. 3rd edition. Cambridge: Polity Press, 2012.
KENNEDY, C.; WALDMAN, T. The changing nature of intrastate conflict and "new wars". In: NEWMAN, E; DEROUEN Jr., K. (Eds.). Routledge handbook of civil wars. Abingdon, England: Routledge, Taylor and Francis Group, 2014. p. 213-223.
KERR-OLIVEIRA, L.; MORAIS SILVA, A. K.; MENEM, I. R. Análise geopolítica e de conjuntura da Guerra Civil na Síria: o que muda com a queda do regime de Assad? Le Monde Diplomatique Brasil, 27 dez. 2024. Disponível em: < https://diplomatique.org.br/analise-geopolitica-e-de-conjuntura-da-guer…- muda-com-a-queda-do-regime-de-assad/ >.
KORYBKO, A. Guerras Híbridas: das revoluções coloridas aos golpes. São Paulo: Expressão Popular, 2018.
LARSDOTTER, K. New wars, old warfare? Comparing US tactics in Vietnam and Afghanistan. In: DUYVESTEYN, I; ANGSTRÖM, J (org.). Rethinking the nature of war. London; New York: Frank Cass, 2005.
Cap. 6, p. 135-158.
LEBELEM, C.; VILLA, R. D. A guerra russo-ucraniana: impactos sobre a segurança regional e internacional. Brazilian Journal of International Affairs. Ano 1, nº 3, Jul - Set 2022. p. 112-136.
LOFT, P. Syria's civil war in 2023: Assad back in the Arab League. House of Commons Library Research Briefing. June 9, 2023.
MALESEVIC, S. The sociology of new wars: Assessing the causes and objectives of contemporary violent conflicts. International Political Sociology, v. 2, n. 2, p. 97–112, 2008.
MORAIS SILVA, A. K.; FERES, C. P. C.; KERR-OLIVEIRA, L.; STADUTO, I. W. O debate teórico acerca da estabilidade do sistema internacional e suas contribuições. Oikos, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 57-74, 2020.
RAUTA, V. A structural-relational analysis of party dynamics in proxy wars. International Relations, 32 (4). pp. 449-467, 2018.
SAMBANIS, N. What is civil war? Conceptual and empirical complexities of an operational definition. Journal of Conflict Resolution, v. 48, n. 6, p. 814–858, 2004.
TEIXEIRA JÚNIOR, A. W. M.; DUARTE, M. T. S. M. O modo americano de guerra: a transformação militar das Forças Armadas dos Estados Unidos. Revista Tempo do Mundo, Brasília, v. 4, n. 2, p. 11-26, jul. 2018.
TILLY, C. Coercion, Capital, and European States, AD 990–1992. Revised edition. Oxford: Blackwell, 1992.
VASQUEZ, J. A.; VALERIANO, B. Classification of interstate wars. The Journal of Politics, v. 72, n. 2, p. 292–309, 2010.
YAZICI, H. Proxy Wars in Syria and a New Balance of Power in the Middle East. Journal of Management and Economics Research, v. 16, n. 3, p. 1-10, Set. 2018.
YOUVAN, D. The Geopolitics of a Hypothetical Iran-Israel Conflict: Perspectives, Implications, and Global Responses. 2024. DOI: 10.13140/RG.2.2.10686.50244.

Programa

 
Nível II
 
METAS BÁSICAS 
- Mostrar para o aluno como ele pode se comunicar em grego dentro de diferentes situações. 
- Ajudar o aluno a falar simplesmente e o mais correto possível, desenvolver a percepçao do ouvir, a capacidade de ler e também a capacidade de escrever certo. 
- Dar ênfase no entusiasmo do aluno, mostrando que ele aprende e fala coisas uteis desde o inicio. 
 
OS PRINCIPAIS ESTÁGIOS DA APRENDIZAGEM 
- Apresentação do novo idioma (fenomeno gramatical, funcionamento da lingua, vocabulario) com a ajuda de algum dialogo ou texto. 
- Os alunos praticam aquilo que aprenderam com ajuda dos exercícios de controle da comunicaçao oral 
- Explicação analítica do fenomeno linguistico. 
- Os alunos fazem em classe exercícios escritos sobre o tema explicado para melhor aprendizado. 
- Os alunos fazem os outros exercícios na comunicao oral com maior liberdade. 
- Fazem exercícios de listening para melhorar a percepçao do ouvir. 
- Os alunos fazem a outra parte dos exercícios escritos em classe ou em casa, de acordo com a escolha do professor. 
- Os diálogos sao introduzidos, primeiro, depois um ou mais fenômenos lingüísticos e em segundo, um novo vocabulário. 
 
BIBLIOGRAFIA 
"Τα νέα ελληνικά για ξένους" (Ta nea ellinika gia xenous- o grego moderno para estrangeiros)
 
 
 
Nível III
 
METAS BÁSICAS 
 
- Mostrar para o aluno como ele pode se comunicar em grego dentro de diferentes situações. 
 
- Ajudar o aluno a falar simplesmente e o mais correto possível, desenvolver a percepção do ouvir, a capacidade de ler e também a capacidade de escrever certo. 
 
- Dar ênfase no entusiasmo do aluno, mostrando que ele aprende e fala coisas uteis desde o início. 
 
 
PRINCIPAIS ESTÁGIOS DA APRENDIZAGEM 
 
- Apresentação do novo idioma (fenômeno gramatical, funcionamento da língua, vocabulário) com a ajuda de algum dialogo ou texto. 
 
- Os alunos praticam aquilo que aprenderam com ajuda dos exercícios de controle da comunicação oral. 
 
- Explicação analítica do fenômeno linguístico. 
 
- Os alunos fazem em classe exercícios escritos sobre o tema explicado para melhor aprendizado. 
 
- Os alunos fazem os outros exercícios na comunicação oral com maior liberdade. 
 
- Fazem exercícios de listening para melhorar a percepção do ouvir. 
 
- Os alunos fazem a outra parte dos exercícios escritos em classe ou em casa, de acordo com a escolha do professor. 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
"Τα νέα ελληνικά για ξένους" (Ta nea ellinika gia xenous- o grego moderno para estrangeiros)

 

Nível IV

Unidade 6 Vocabulario “escola” p120-123

Unidade 6 Gramatica “conditional” p124-129

Unidade 6 Gramatica “discurso indireto” p130-133

Unidade 6 Conversa p134-135

Unidade 6 Escrita p136-137

Revisao Unidades 4-6 p138-139

Simulado de prova: texto & audio p142-147

Simulado de prova: escrita & conversa p147-148

 

BIBLIOGRAFIA 
"Τα νέα ελληνικά για ξένους" (Ta nea ellinika gia xenous- o grego moderno para estrangeiros)

Programa

Aulas 1 e 2 – A história de resistência do Quilombo dos Palmares (séc. XVII-XVIII)
As duas primeiras aulas do curso serão dedicadas às figurações historiográfica e literária do mocambo de Palmares na narrativa de Sebastião da Rocha Pita (1750) e nos poemas de Joaquim Norberto de Souza Silva (c. 1850) e de Castro Alves (c. 1870), observando a perspectiva política que ora vilanizou ora mitificou o ethos guerreiro do mocambo.

Aula 3 – O sentido nativista de Frei Caneca e da militância independentista
A terceira aula se concentrará na figuração na participação Frei Caneca na Revolução Pernambucana (1817) e na Confederação do Equador (1824) e sua posterior figuração no drama histórico de Aprígio Guimarães João de Souto Maior ou o delírio do patriota (1876).

Aulas 4 e 5 – A Revolução Praieira (1848-1849) e a figuração de Pedro Ivo
As duas últimas aulas do curso tratarão do contexto histórico da Revolução Praieira em A lágrima de um caeté (1849) de Nísia Floresta e da figuração de Pedro Ivo como símbolo de liberdade republicana para Álvares de Azevedo (1850) e Castro Alves (1865).

Bibliografia

ADORNO, Sérgio. Os aprendizes do poder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997.
ARAÚJO, Giovanna Gobbi Alves. A pintura das águas: um estudo da visualidade poética n’A Cachoeira de Paulo Afonso de Castro Alves, 2015
ARISTÓTELES. Retórica. Tradução Manuel Alexandre Júnior, Paulo Farmhouse Alberto e Abel do Nascimento Pena. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
AUGUSTA, Nísia Floresta Brasileira. A lágrima de um caeté. Edição atualizada com notas e estudo crítico de Constância Lima Duarte. Natal: Fundação José Augusto, 1997.
AZEVEDO, Álvares de. Poesias completas. Edição crítica de Péricles Eugênio da Silva Ramos. Organização Iumna Maria Simon. Campinas; São Paulo: Editora da UNICAMP/Imprensa Oficial, 2002.
BARTHÉLEMY. Douze journées de la Révolution. Paris: Perrotin, Éditeur, 1835.
CAMILO, Vagner. Álvares de Azevedo, o Fausto e o mito romântico do adolescente no contexto político-estudantil do Segundo Reinado. Itinerários. Araraquara, n. 33, p. 61-108, jul/dez 2011.
______. Bonaparte dos poetas: notas sobre as figurações napoleônicas no Romantismo brasileiro. Meridional: Revista Chilena de Estudios Latinoamericanos. n. 1, p. 9-35, Octubre 2013.
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
CARVALHO, Marcus J. M. de. Os nomes da revolução: lideranças populares na Insurreição Praieira, Recie, 1848-1849. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 23, n. 45, pp. 209-238, Julho 2003.
COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia à república: momentos decisivos. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999
FERREIRA, Luzilá Gonçalves. Escritores Pernambucanos do Século XIX. Tomos 1 e 2. Recife: Editora CEPE, 2010.
GOMES, Flávio. Palmares. Escravidão e liberdade no Atlântico Sul. São Paulo: Contexto, 2011 (E-book).
GUSDORF, Georges. Le romantisme. Tome I: Le savoir romantique. Paris: Éditions Payot & Rivages, 2011
ILLUSTRAÇÃO DO BRAZIL. Rio de Janeiro, Anno I, n. 5, 25 de set. 1876.
______. Rio de Janeiro, Anno I, n. 6, 10 de out. 1876.
MAGALHÃES JÚNIOR, R. Poesia e vida de Álvares de Azevedo. São Paulo: Editora das Américas, 1962.
MARIN, Richard. Zumbi dos Palmares: um novo Tiradentes? CLIO: Revista de Pesquisa Histórica. Série História do Nordeste. n. 20, Recife: UFPE, p. 233-247, 2002.
MATTOS, Ilmar Rohrloff de. Do Império à República. Estudos históricos. Rio de Janeiro, v.2, n. 4, p. 163-171, 1989.
NABUCO, Joaquim. Minha formação. São Paulo: Instituto Progresso Editorial S.A., 1949.
______. Um estadista do império. Nabuco de Araújo, sua vida, suas opiniões, sua época por seu filho Joaquim Nabuco. Tomos II e III. 1866-1878. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1897.
PITA, Sebastião da Rocha. Historia da America Portugueza desde o anno de mil e quinhentos do seu descobrimento, até o de mil e setecentos e vinte e quatro. Lisboa Occidental: Na officina de Joseph Antonio da Sylva, 1730.
QUINTAS, Amaro. O sentido social da Revolução Praieira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.
RAMA, Ángel. Transculturación narrativa em América Latina. México, D.F.: Siglo Veintiuno Editores, 1982.
RANCIÈRE, Jacques. Os nomes da história: ensaio de poética do saber. Tradução Mariana Echalar. 1. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2014.
ROMERO, Sílvio. História da Literatura Brasileira. v. 2. Rio de Janeiro: H. Garnier, 1888.
______. Últimos harpejos. Pelotas e Porto Alegre: Carlos Pinto & C., 1883.
SCHWARTZ, Stuart B. Mocambos, Quilombos e Palmares: A Resistencia Escrava no Brasil colonial. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 17, n. especial, p. 61-88, 1987.
SOARES, Sônia Regina Pinto. Joaquim Norberto de Souza Silva: historiador. Um olhar sobre Minas Gerais colonial. 2002. Dissertação (Mestrado em História). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Universidade Estadual de Campinas. Campinas. 2002.
SOUZA, Roberto Acízelo de. Joaquim Norberto e sua contribuição à edição de textos e à crítica literária. Revista de Letras, São Paulo, v. 48, n. 1, p.9-26, jan./jun. 2008.
SOUZA SILVA, Joaquim Norberto de. Os Palmares. Fragmentos de um poema. Guanabara, revista mensal, artística, científica e literária I, n. 12, p. 411-423, 1851.
TRINDADE, Solano. Canto dos Palmares. In: BERND, Zilá (org.). Poesia negra brasileira: antologia. Prefácio Domício Proença Filho. Porto Alegre: AGE, 1992. p. 47-52.

Programa

AGAMBEN, Giorgio. O que é o ato de criação. 1987. In: AGAMBEN, Giorgio. O fogo e o relato: ensaios sobre criação,
escrita, artes e livros. Tradução de Andrea Santurbano e Patricia Peterle. São Paulo: Boitempo, 2018.
AIRA, César. Pequeno manual de procedimentos. Tradução de Eduardo Marquardt e Marcos Maschio Chaga. Curitiba:
Arte e Letra, 2007.
BARTHES, Rolland. A morte do autor. In: O rumor da língua. Trad. Mário Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BOURRIAUD, Nicolas. Pós-produção: como a arte reprograma o mundo contemporâneo. Trad. Denisse Bottman. São
Paulo: Martins, 2009.
CHKLOVSKI, Viktor. “A arte como procedimento”. 1917. In: RIBEIRO, Ana Mariza et al. Teoria da literatura: os formalistas
russos. Porto Alegre: Editora Globo, 1976. p. 39-56.
GOLDSMITH, K. Uncreative Writing. Managing Language in the Digital Age. New York: Columbia University Press, 2011.
LE GUIN, Ursula K. A teoria da bolsa de ficção. São Paulo: N-1 Edições, 2021.
MALLO, Augustín Fernández. Postpoesia: hacia un nuevo paradigma. Barcelona: Anagrama, 2009.
MALLO, Augustín Fernández. Blog Up. Ensayos sobre cultura y sociedad. Valladolid: Universidad de Valladolid, 2012.
MALLO, Augustín Fernández. Nocilla Experience. Tradução de Joana Angélica d&#39;Avila Melo. São Paulo: Cia. Das Letras,
2013.
MALLO, Augustín Fernández. Teoría General de la Basura (cultura, apropiación, complejidad). Barcelona: Galaxia
Gutenberg, 2018.
MERLEAU-PONTY, Maurice. A linguagem indireta e as vozes do silêncio. In: BERLINK, Marilena de Souza Chauí (org.).
Maurice Merleau-Ponty: textos escolhidos. Trad.: Marilena de Souza Chauí Berlink. São Paulo: Abril Cultural, 1975. p. 331-
365. (Coleção Os Pensadores – Vol. XLI).
MOLINA, Débora. Autoria no século XXI: escrita não criativa e gênio não original. 2017. 81f. Dissertação (Mestrado em
Letras) – Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017.
PERLOFF, Marjorie. O gênio não original: poesía por otros meios no novo século. Belo Horizonte: UFMG, 2013.
TABAROVSKY, Damián. Literatura de Esquerda. Belo Horizonte: Relicário, 2017.
VILLA-FORTE, Leonardo. Escrever sem escrever: literatura e apropriação no século XXI. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio;
Belo Horizonte: Relicário, 2019.