Programa

Aula 1: Apresentação da Proposta
Neste primeiro encontro, será feita uma apresentação da proposta, com vistas a definir os objetivos, limites e potencialidades de uma leitura histórica e epistemológica do pensamento conservador. Ainda nesta aula, avançar-se-ão algumas considerações sobre o contexto de emergência do conservadorismo, dando ênfase ao Iluminismo tardio, à Revolução Francesa e à nova maneira de se experimentar o tempo que emergiu destas circunstâncias.

Aula 2: Os fundamentos epistemológicos do Conservadorismo
Tomando por base a leitura de trechos selecionados das Reflexões sobre a Revolução na França, de Edmund Burke (1729-1797), este segundo encontro terá por objetivo oferecer um panorama dos principais fundamentos epistemológicos do conservadorismo. Trata-se de demonstrar que, antes de se constituir como um programa político com metas específicas, o conservadorismo surgiu como um modo de pensar avesso ao racionalismo então em voga.

Aula 3: O Visconde de Cairu e o conservadorismo à brasileira
Deslocando o olhar para o Brasil do início do século XIX, apresentar-se-ão algumas considerações sobre a formação de uma consciência conservadora neste contexto. Esta exposição será baseada em uma análise da obra e da trajetória de José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu - o qual tem sido o objeto de estudo do ministrante em seu mestrado.

Aula 4: O conservadorismo ontem e hoje
Neste último encontro, buscar-se-á determinar até que ponto é possível estabelecer uma definição ampla e abrangente do conservadorismo, que dê conta de suas múltiplas e variadas expressões no curso do tempo. Para tanto, proceder-se-á a uma comparação de manifestações contemporâneas e pretéritas do fenômeno. Os alunos serão convidados a trazer exemplos presente para a discussão.

Bibliografia:

ALEXANDER, J. Raging Against Enlightenment: the ideology of Steven Bannon. Conferência apresenta à YALE POLITICAL UNION, 2017.
ARENDT, Hannah. Sobre a Revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
BURKE, Edmund. Reflections on the Revolution in France. Cambridge: Hackett Publishing Company, 2004 (1789)
FERREIRA, Gabriela Nunes (org). Revisão do pensamento conservador: ideias e Política no Brasil. São Paulo: Hucitec/ FAPESP, 2010.
GODECHOT, Jacques, La contre-révolution. Paris: Presses Universitaires de France, 1961.
HIRSCHMAN, Albert O. A Retórica da Intransigência: perversidade, futilidade e ameaça. São Paulo: Companhia das Letras 2019.
KIRK, Russell. The Conservative Mind, from Burke to Elliot. Chicago: Ragnery, 1960
KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto/PUC RIO, 2006.
MANHEIM, Karl. Conservatism. Londres: Routledge, 1986
MONTEIRO, Pedro Meira. “Os limites da boa razão: Cairu, o impulso utópico e a linhagem do jornalismo conservador”. IN Imprensa, história e literatura: o jornalista-escritos, vol. 1, Dezenove: o século do jornal, 2021.
OAKESHOTT, Michael. Rationalism in politics, and Other essays. Londres: Methuen, 1962.
PIMENTA, João Paulo. Tempos e Espaços das Independências: A Inserção do Brasil no mundo ocidental (1780-1830). São Paulo: Intermeios, 2017.
POCOCK, J. G. A., “Burke and The Ancient Constitution: a problem in the history of ideas”. In: Politics, Language and Time: Essays on Political Thought and History, Chicago: University of Chicago Press, 1989.

Programa

1º Encontro: Introdução à metodologia de ensino para fins específicos
1.1 Introdução ao Francês para Objetivo Universitário
1.2 Etapas metodológicas;
1.3 Atividade prática: Análise da demanda e das necessidades

2º Encontro - Escolha dos materiais didáticos
2.1 Introdução à coleta de dados
2.2 Atividade prática
2.3 Didatizar documentos coletados

3º Encontro - Elaboração de programa de ensino e material didático
3.1 Exemplos da pesquisa na área do Direito
3.2 Atividade prática: elaboração do programa de ensino e atividades pedagógicas

Bibliografia


ALBUQUERQUE-COSTA, H. Ensino a distância de francês para objetivo universitário (FOU): desenvolvimento de competências orais e escritas específicas para estudantes da Universidade de São Paulo que preparam viagem de estudos em universidades francesas. Revista GEL: 18 de novembro de 2011.
ALBUQUERQUE-COSTA, H. Francês para Objetivo Universitário (FOU) na FFLCH/USP: formação linguística e discurso universitário para alunos que preparam intercâmbio com a França. Revista Estudos Linguísticos. São Paulo, v.41, p.381-401, 2012.
ALBUQUERQUE-COSTA, H.B. et PARPETTE, C. Formation culturelle et linguistique des étudiants brésiliens en mobilité universitaire en France : projet de recherche de l'Université de São Paulo et de l'Université Lyon 2. In Synérgies-Brésil. CLE International v.10, p-11-22, 2013.
ALBUQUERQUE-COSTA, H. et PARPETTE, C. (éd). Français sur Objectif Universitaire : méthodologie, formation des enseignants et conception de programmes. São Paulo : Humanitas : Paulistana : AUF, 2016.
CONSEIL DE L’EUROPE. Cadre européen commun de référence pour les langues : apprendre, enseigner, évaluer. Strasbourg, Conseil de l’Europe, Division des politiques linguistiques, Paris : Didier, 2001.
FLOCH, L. ; MANGIANTE, J. M. Démarche disciplinaire et démarche transversale en FOU : l’exemple des filières littéraires et des sciences de l’ingénieur. In: ALBUQUERQUE-COSTA, H. PARPETTE, C. (éditrices) Français sur Objectif Universitaire : méthodologie, formation des enseignants et conception de programmes. São Paulo : Humanitas : Paulistana : AUF, 2016.
MANGIANTE, J. M. Discours et action(s) en milieux professionnel et universitaire : d’une norme d’usage à une contextualisation didactique en FOS et FOU. In : Le français en contextes : approches didactiques, linguistiques et acquisitionnelles [en ligne]. Perpignan: Presses universitaires de Perpignan, 2017. Disponível em: https://books.openedition.org/pupvd/2816. Acesso em: 20 de junho de 2020.
CARRAS, C.; GEWIRTZ, O. et TOLAS, J. Réussir ses études d’ingénieur en français. Grenoble. PUG, 2014.
CARAS, C., TOLAS J., KOHLER, P., SZILAGYI, E. Le Français sur Objectifs Spécifiques et la classe de langue. Paris, CLE International, 2007.
DAMETTE, É. Didactique du français juridique: français langue étrangère à visée professionnelle. Paris: Harmattan, 2007.
DAMETTE, Éliane ; DARGIROLLE, Françoise. Méthode de français juridique. Paris: Dalloz, 2017.
MANGIANTE, J-M. et PARPETTE, C. Le Français sur Objectifs Universitaires. Grenoble, PUG, 2011.
MANGIANTE, J.-M. et PARPETTE, C. Le Français sur Objectif Spécifique : de l’analyse des besoins à l’élaboration d’un cours. Paris, Hachette, 2004.
MOURLHON-DALLIES, F. Enseigner le français à des fins professionnelles. Paris, Didier, 2008.
PARPETTE, C. « Comprendre les cours magistraux en français », Points Communs 39 (revue de la CCIP, en ligne), Paris : CCIP (http://www.fda.ccip.fr/points-communs), 2010.
PARPETTE, C. et STAUBER, J. Réussir ses études de Sciences-Economie / Gestion en français. Grenoble, PUG, 2014.

Programa

Aula 1: Panorama geral e conceitos básicos

Caracterização das práticas integrativas e complementares (PICs), abordando alguns conceitos bases para sua compreensão como os princípios de integralidade e humanização na saúde; contextualização histórica; panorama geral da oferta a partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e esclarecimentos sobre a institucionalização das PICs no SUS; e considerações sobre os desafios impostos pela hegemonia do paradigma biomédico e científico.

Bibliografia básica:
- TESSER, Charles Dalcanale; LUZ, Madel Therezinha. Racionalidades médicas e integralidade. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, n. 1, p. 195-206, 2008.

- TESSER, Charles Dalcanale; SOUSA, Islândia Maria Carvalho de; NASCIMENTO, Marilene Cabral do. Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde brasileira. Saúde Debate, v. 42, nº especial, p. 174-188, 2018.

Bibliografia complementar:
- CONTATORE, Octavio Augusto; et al. Uso, cuidado e política das práticas integrativas e complementares na Atenção Primária à Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, n. 10, p. 3263-3273, 2015.

- TONIOL, Rodrigo. Espiritualidade que faz bem: Pesquisas, políticas públicas e práticas clínicas pela promoção da espiritualidade como saúde. Sociedad y Religión: Sociología, Antropología e Historia de la Religión en el Cono Sur, v. 25, n. 43, p. 110-143, 2015b.

Aula 2: Institucionalização e legitimação: contexto atual

Características da oferta, nível de institucionalização e legitimação das PICs; avaliação sobre a formação profissional no Brasil; protagonismo dos profissionais da atenção básica e entendimento do papel dos gestores das unidades de saúde; e disputadas/tensões políticas no campo das práticas integrativas e complementares presentes no contexto atual.

Bibliografia básica:
- BARROS, Leylaine Christina Nunes de, et al. Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde: Percepções dos Gestores dos Serviços. Escola Anna Nery – Revista de Enfermagem, v. 24, n. 2, 2020.

- TELESI JÚNIOR, Emilio. Práticas Integrativas e Complementares em saúde, uma nova eficácia para o SUS. Estudos Avançados, v. 30, n. 86, 2016.

Bibliografia complementar:
- MERCALI, Gabriele Domeneghini. O saber-fazer dos profissionais das Práticas Integrativas e Complementares à luz da Teoria Estética. Tese (Doutorado em Administração) – Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2023.

- NASCIMENTO, Marilene Cabral do; ROMANO, Valéria Ferreira; CHAZAN, Ana Claudia Santos; QUARESMA, Carla Holandino. Formação em práticas integrativas e complementares em saúde: desafios para as universidades públicas.Trabalho, Educação e Saúde, v. 16, n. 2, p. 751-772, 2018.

- TESSER, Charles Dalcanale; DALLEGRAVE, Daniela. Práticas integrativas e complementares e medicalização social: indefinições, riscos e potências na atenção primária à saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 9, 2020.

Programa

Aula 1: Introdução ao Afrofuturismo e Crítica Racial
- Conteúdo: Introdução ao conceito de Afrofuturismo, com ênfase em como ele questiona o passado e reimagina o presente e o futuro da diáspora negra. Leitura de trechos do romance Kindred.
BUTLER, Octavia E. Kindred: laços de sangue. São Paulo: Morro Branco, 2017.

Aula 2: Violência e memória no corpo negro
- Conteúdo: Análise dos temas de violência e memória racial, explorando como as marcas da escravidão moldam as identidades e o corpo negro na contemporaneidade.
MOMBAÇA, Jota. “A plantação cognitiva”. In: MASP AfterAll. São Paulo: MASP, 2020.

Aula 3: A produção visual na diáspora
- Conteúdo: Análise de obras visuais de Rosana Paulino, Titus Kaphar e Jean-Michel Basquiat.
SIMÕES, Igor. Montagem fílmica e exposição : vozes negras no cubo branco da arte brasileira. 2019. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/197434

Aula 4: Crítica Racial e o legado da escravidão
- Conteúdo: Síntese dos temas discutidos, com ênfase na crítica racial e na continuidade do legado colonial na construção da identidade negra.
FERREIRA DA SILVA, Denise. A dívida impagável. São Paulo: Oficina de Imaginação Política e Living Commons, 2019

Aula 5: Introdução ao Afropessimismo
- Conteúdo: Exploração do conceito de afropessimismo, com destaque para as ideias de autores como Frank Wilderson e Saidiya Hartman.
HARTMAN, Saidiya. Vênus em dois atos. In: BARZAGHI, Clara. PATERNIANI, Stella Z. ARIAS, André. [Orgs.]. Pensamento Negro Radical. São Paulo: Crocodilo/N-1 edições, 2021.
WILDERSON, Frank B. Afropessimismo. São Paulo.Todavia, 2021.

Aula 6: Afropessimismo/ Afrofuturismo e Cinema
- Conteúdo: Análise de como o afropessimismo aparece no cinema, especialmente em filmes que abordam a diáspora negra, o trauma histórico e o presente como continuidade do passado colonial. Foco em filmes como “O último anjo da história”, John Akomfrah e “Queen & Slim”, de Melina Matsoukas
Du Bois, W.E.B. O COMETA + O FIM DA SUPREMACIA BRANCA. São Paulo. Fósforo, 2021.

Programa

São muitas as diferenças entre o pensamento político de Étienne de La Boétie e o de Baruch de Espinosa. Há, contudo, também muitas semelhanças entre os dois autores. Buscaremos neste curso, de maneira introdutória, apresentar como o filósofo francês e o holandês, ainda que de maneiras diferentes, abordam um fenômeno político que parece ser idêntico: a servidão voluntária.

1ª aula – 1) Breve introdução biográfica sobre La Boétie e sobre a história do Discurso da Servidão Voluntária. 2) Exposição da tradição na qual se insere o discurso. 3) Novidade da pergunta de La Boétie.

2ª aula – 1) Investigação sobre a origem e manutenção da servidão voluntária. 2) A questão do mau encontro e o tema da amizade.

3ª aula – 1) Introdução biográfica breve de Espinosa. 2) A gênese do social e do político (Tratado Político, Cap. I). 3) A condição humana: Conatus-Cupiditas (Ética III)

4ª aula – 1) O que é a servidão? (Prefácio da Ética IV); 2) O medo, a superstição e o desejo de servir (Prefácio do Tratado Teológico Político)

Duração: 4 aulas de 2 horas a partir de 13 de abril.
Horário: Terças e quintas-feiras das 10h00 às 12h00
Plataforma: Google Meets

Bibliografia 

La Boétie
- Discurso da Servidão Voluntária. Tradução: Laymert Garcia dos Santos. São Paulo: Brasiliense, 1999.
Espinosa 
- Ética. Tradução: Grupo de Estudos Espinosanos. 1ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015 
- Tratado Político. Tradução: Diogo Pires Aurélio. 1ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2009. 
- Tratado Teológico-Político. Tradução: Diogo Pires Aurélio. 1ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003 

Outros autores 
- BALIBAR, Étienne. Spinoza et la politique. 3ª ed. Paris : Presses Universitaires de France, 1985. 
- CHAUI, Marilena. Política em Espinosa. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 
- ______________. A Nervura do Real II: Imanência e liberdade em Espinosa. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. 
- ______________. Contra a Servidão Voluntária. Belo Horizonte: Autêntica Editora. São Paulo: Editora Fundação Perseu
Abramo, 2014.
- MACHEREY, Pierre. Introduction à l’Ethique de Spinoza : La deuxième partie, La réalité mentale. Paris : Presses Universitaires
de France, 1997. 
- _________________. Introduction à l’Ethique de Spinoza : La troisième partie, La vi affective. Paris : Presses Universitaires de
France, 1995. 
- NEGRI, Antonio. Espinosa Subversivo e outros escritos. Tradução: Herivelto Pereira de Souza. Belo Horizonte: Autêntica
Editora, 2017. 
- _____________. A Anomalia Selvagem. Tradução: Raquel Ramalhete. 2ª ed. São Paulo: Editora 34 e Editora Filosófica Politeia, 2018. 
Obs: ao longo do curso, outros livros e artigos podem ser sugeridos.

Programa

Programa do curso

Este curso tem por objetivo preparar os alunos para realizar as provas de certificação em língua francesa, dando-lhe ferramentas para que eles conheçam as provas e desenvolvam as habilidades linguísticas e discursivas requeridas por elas.
Ele objetiva trabalhar habilidades comunicativas em Língua Francesa que permitam aos alunos dominar a língua em situações variadas, possibilitando que se apresentem aos exames DELF B2.
Nos módulos serão trabalhadas estratégias para o desenvolvimento das capacidades requeridas pelos exames. As aulas tratarão das quatro habilidades avaliadas nas provas: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita. Para tanto, serão trabalhados as provas e objetivos específicos para permitir que os alunos possam realizar os exames DELF B2.

Trata-se de um curso modular, de 12 horas, que será dividido em 4 módulos: DELF B2. Cada módulo será composto de 1 aula de 3 horas.

Justificativa
Não há muitos cursos que preparem a estes exames que são essenciais para estudar no exterior e, também, como prova de proficiência para diversos programas de pós-graduação.

Pré-requisitos para inscrever-se no curso

É necessário comprovar o nível por meio de um dos certificados (DELF B1) anterior ao nível que se deseja estudar ou fazer um teste de nível.


Bibliografia
BAPTISTE Auréliane, MARTY Roselyne. Réussir le DELF B2. Didier, 2010.
BRETON Gilles, LEPAGE Sylvie, ROUSSE Marie. Réussir le DELF B1. Didier, 2010.
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B1. Hachette FLE, 2006.
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B2. Hachette FLE, 2006.

Programa

Aula 1: Histórias ou contos dos tempos passados: Contos da Mamãe Gansa

Nesta primeira aula, localizaremos Charles Perrault (1628-1703) e os demais contistas franceses em seu tempo: a Europa do século XVII. Refletiremos acerca do lugar ocupado pelo conto de fadas e pelo maravilhoso literário no século do racionalismo, em que nomes como René Descartes (1596-1650), Galileu Galilei (1564-1642) e Isaac Newton (1643-1727) lançavam as bases para o refinamento do pensamento crítico e científico do homem esclarecido. Trataremos de temas como A Querela dos Antigos e Modernos e o lugar da mulher na efervescente sociedade parisiense.

Aula 2: Os contos de fadas literários de Madame d’Aulnoy

Neste segundo encontro, volveremos o olhar para a produção literária de Marie-Catherine Le Jumel de Barneville, Madame d’Aulnoy (1652-1705), escritora do primeiro conto de fadas literário francês e responsável pela atribuição do título “Contos de fadas” a certo tipo de narrativas de natureza fantasiosa. Exploraremos alguns detalhes sobre sua biografia, suas publicações e alguns de seus contos de fadas, a fim de publicizar uma produção há séculos obliterada pela história literária. Nesta segunda aula também delinearemos um quadro panorâmico a respeito das demais mulheres que se dedicaram à escrita do conto de fadas no século XVII francês.

Bibliografia:

AULNOY, Marie-Catherine Le Jumel de Barneville Madame d’. O Pássaro Azul. Tradução de Paulo César Ribeiro Filho. E-book Amazon, 2020.
AULNOY, Marie-Catherine Le Jumel de Barneville Madame d’. A Ilha da Felicidade. Tradução de Paulo César Ribeiro Filho. E-book Amazon, 2021.
COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil-juvenil: das origens indoeuropéias ao Brasil contemporâneo. 3ª ed. ref. e amp. São Paulo: Quíron, 1985.
COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas: Símbolos, mitos, arquétipos. 4.ª ed. São Paulo: Paulinas, 2016.
JEAN, Lydie. “O paradoxo de Charles Perrault: como contos de fadas aristocráticos se tornaram sinônimo de conservação folclórica”. Tradução de Paulo César Ribeiro Filho. In: Literartes, 1 (12), p. 295-308. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/literartes/article/view/170822. Acesso em 27 de maio de 2022.
PERRAULT, Charles. Contos de Mamãe Gansa. Tradução de Ivone C. Benedetti. São Paulo: LP&M, 2012.
RIBEIRO FILHO, P. C. “Contos de fadas: a esperança que ecoa do ‘Era uma vez...’: Entrevista com Jack Zipes”. In: Literartes, v. 1, n. 11, p. 13-26, 2019. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/literartes/article/view/165176. Acesso em 27 de maio de 2022.
RIBEIRO FILHO, P. C. “Marie-Catherine d’Aulnoy: a precursora de um gênero literário”. In: Revista Água Viva, v. 6, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/aguaviva/article/view/38290. Acesso em de 27 maio de 2022.
SOUZA, B. C. B. “De Basile a Disney: uma comparação entre Sol, Lua e Tália e A Bela Adormecida”. In: Literartes, n. 2, p. 65-75, 2013. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/literartes/article/view/62360. Acesso em 27 de maio de 2022.

Programa

AULA 1 (01/08/2023) – Livros e Revolução: história e historiografia
Nesta aula de abertura, trataremos das transformações pelas quais o livro passou na
Europa Ocidental, tencionando reconstituir o incremento da produção e do comércio dos
impressos durante o século XVIII e debater a ampliação do público-leitor no período e
suas imbricações com os contextos revolucionários que se verificaram no continente.

AULA 2 (03/08/2023) – A Península Ibérica no circuito dos livros
Nesta segunda aula, abordaremos o status de Portugal e Espanha no amplo circuito dos
livros que se firma nos Setecentos europeu, procurando reconstituir os caminhos que as
obras percorriam, contemplando não só a entrada de livros estrangeiros na Península
Ibérica, como também esquadrinhando as condições que se impunham para que os
originais apresentados pudessem ser impressos no espaço metropolitano.

AULA 3 (08/08/2023) – Conexões entre a cultura impressa, os manuscritos e a
oralidade no Império Português

Neste terceiro encontro, exploraremos as relações que a cultura impressa estabeleceu
com a efetiva circulação de manuscritos, bem como sua interpenetração pela oralidade
no Império português no século XVIII, levando-se em conta os contatos que se
estabeleceram entre a cultura popular e a erudita.

AULA 4 (10/08/2023) – Os livros e as contestações coloniais: Minas Gerais, 1789; Rio
de Janeiro, 1794; Bahia, 1798; Pernambuco; 1817 Na aula de encerramento, serão discutidas as presenças dos livros no âmbito de
movimentos de contestação política que tiveram lugar na América portuguesa em fins do
século XVIII e início do século XIX. Com base nas pesquisas que se destinaram a
investigar as bibliotecas de letrados implicados nestes movimentos e trabalhando com as
possibilidades colocadas pelo campo da história da leitura, debateremos como os livros
podem ser objeto de estudo para a compreensão dos desafios que se colocavam para a
colônia naquele contexto revolucionário global.

BIBLIOGRAFIA

ABREU, Márcia. Os caminhos dos livros. Campinas: Mercado de Letras/ ALB; São Paulo:
Fapesp, 2003.
ABREU, Márcia; SCHAPOCHNIK, Nelson (org.) Cultura letrada no Brasil - objetos e
práticas. Campinas: Mercado de Letras/ ALB; São Paulo: Fapesp, 2005.
ALGRANTI, Leila Mezan. Livros de devoção, atos de censura – ensaios de história do livro e
da leitura na América Portuguesa (1750-1821). São Paulo: Hucitec, 2004.
ALVARENGA, Thábata de Araújo. Homens e livros em Vila Rica (1750-1800). Dissertação
(Mestrado em História Social). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
ANDRADE, Breno Gontijo. A Guerra das Palavras: Cultura oral e escrita na Revolução de
1817. Dissertação (Mestrado em História e Culturas Políticas), Faculdade de Filosofia e
Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2012.
BOMPARD, Jean-Jacques. Livreiros do Novo Mundo – de Briançon ao Rio de Janeiro.
Campinas, São Paulo: Editora da Unicamp, Edusp, Editora Unesp, 2021.
BOUZA, Fernando. Comunicação, conhecimento e memória na Espanha dos séculos XVI e
XVII. Cultura – Revista de História e Teoria das Ideias, Lisboa, v. 19, segunda série,
2002, p. 105-171.
BOUZA, Fernando; CARDIM, Pedro; FEROS, Antonio. (eds.) The Iberian World: 1450-1820.
London: Routledge, 2019.
BRAGANÇA, Aníbal; ABREU, Márcia (orgs.). Impresso no Brasil: dois séculos de livros
brasileiros. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, São Paulo: Editora da Unesp,
2010.
CAÑIZARES-ESGUERRA, Jorge. Como escrever a História do Novo Mundo – Histórias,
Epistemologias e Identidades no Mundo Atlântico do século XVIII. São Paulo: Edusp,
2011.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros. Leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os
séculos XIV e XVIII. Trad. de Mary Del Priore. 2ª. Edição. Brasília: Editora Universidade
de Brasília, 1999.
_____. Origens culturais da Revolução Francesa. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
_____. Editar e traduzir – mobilidade e materialidade dos textos (séculos XVI-XVIII). São
Paulo: Editora Unesp, 2022.
CONCEIÇÃO, Adriana Angelita da; MEIRELLES, Juliana Gesuelli. Cultura escrita em debate.
Reflexões sobre o império português na América - séculos XVI a XIX. Jundiaí, SP: Paco,
2018.
CURTO, Diogo Ramada [coord.]. Bibliografia da História do Livro em Portugal. Séculos XV a
XIX. Lisboa: Biblioteca Nacional, 2003.
_____. As gentes do livro. In ______; DOMINGOS, Manuela D.; FIGUEIREDO, Dulce;
GONÇALVES, Paula. As gentes do livro – Lisboa, século XVIII. Lisboa: Biblioteca
Nacional, 2007, p. 15-47.
_____. História política da cultura escrita. Estudos e notas críticas. Lisboa: Verbo, 2015.
DARNTON, Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro. São Paulo: Companhia
das Letras, 2010.
_____.Poesia e Polícia: redes de comunicação na Paris do século XVIII. São Paulo: Companhia
das Letras, 2014.

_____. Censores em ação: como os Estados influenciaram a literatura. São Paulo: Companhia
das Letras, 2016.
_____. Pirataria e publicação: o comércio de livros na era do Iluminismo. São Paulo: Editora
Unesp, 2021.
DELPIANO, Patrizia. La battaglia per la stampa nell’ età dei Lumi. Roma, Bari: Editori
Laterza, 2015.
DOMINGOS, Manuela. Livreiros de setecentos. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, 2000.
DUTRA, Eliana; MOLLIER, Jean-Yves (orgs.). Política, nação e edição: o lugar do impresso
na construção da vida política. Brasil, Europa e Américas nos séculos XVIII-XX. São
Paulo: Annablume, 2006.
FALCON, Francisco José Calazans. A época pombalina: política econômica e monarquia
ilustrada, São Paulo: Ática, 1982.
FALCON, Francisco José Calazans; RODRIGUES, Claudia. (orgs.). A “época pombalina” no
mundo luso-brasileiro. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015.
FEBVRE, Lucien; MARTIN, Henri-Jean. O aparecimento do livro. São Paulo: Edusp, 2015.
FERRONE, Vincenzo; ROCHE, Daniel (dir.). Le monde des lumières. Paris: Fayard, 1999.
FIGUEIREDO, Luciano Raposo de Almeida. Revoluções atlânticas – rebeliões e ideias
políticas na formação das Américas portuguesa e inglesa, século XVII. Tese (Titular do
Departamento de História da Universidade Federal Fluminense), Niterói, 2017.
FRIEIRO, Eduardo. O diabo na livraria do cônego. 2. ed., Belo Horizonte, Itatiaia/São Paulo,
Edusp, 1981.
GASPAR, Tarcísio de Souza. Palavras no chão: murmurações e vozes em Minas Gerais no
século XVIII. São Paulo: Annablume, 2011.
GÓMEZ, Antonio Castillo (coord.). Historia de la cultura escrita – Del Próximo Oriente a la
sociedade informatizada. Gijón: Ediciones Trea, S.L., 2002.
GRANJA, Lúcia; Tânia de Luca (orgs.). Suportes e mediadores – a circulação transatlântica
dos impressos (1789-1914). Campinas: Editora da Unicamp, 2019.
GUEDES, Fernando. O livro e a leitura em Portugal. Subsídios para a sua história. Séculos
XVIII e XIX. Lisboa: ed. Verbo, 1987.
HESSE, Carla. Publishing and Cultural Politics in Revolutionary Paris, 1789 - 1810. Berkeley:
University of California Press, 1991.
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(orgs.) Revolução Impressa: a imprensa na França. 1775-1800. São Paulo: Edusp, 1996.
JANCSÓ, István. “A sedução da liberdade: cotidiano e contestação política no final do século
XVIII”. In: SOUZA, Laura de Mello e (org.). História da vida privada no Brasil –
Cotidiano e vida privada na América Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras,
1997.
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Revoluções’. História (São Paulo), Assis, Unesp, vol. 33, 2017, p. 1-33.

Programa

Encontro 1 | 14 de agosto
Horário: 19 às 21:30h
Local: SESC Centro de Pesquisa e Formação (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar. Bela Vista)
Conteúdo: introdução ao tema, a biografia de von Martius e o romance Frey Apollonio

Encontro 2 | 21 de agosto
Horário: 19 às 21:30h
Local: SESC Centro de Pesquisa e Formação (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar. Bela Vista)
Conteúdo: Frey Apollonio – análise e interpretação

Encontro 3 | 28 de agosto
Horário: 19 às 21:30h
Local: SESC Centro de Pesquisa e Formação (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar. Bela Vista)
Conteúdo: Frey Apollonio – montagem crítica

Encontro 4 | 11 de setembro
Horário: 19 às 21:30h
Local: SESC Centro de Pesquisa e Formação (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar. Bela Vista)
(Participação da artista Frauke Zabel e/ou do Professor de Literatura Jörg Dünne)
Conteúdo: Introdução á segunda parte do seminário: Discutir a proposta de construir um
contra-arquivo sobre von Martius. Discussão crítica sobre produção, descolonização, e
reparação de Memórias, Arquivos, e Ecologias.


Encontro 5 | 18 de setembro
Horário: 19 às 21:30h
Local: SESC Centro de Pesquisa e Formação (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar. Bela Vista)
Conteúdo: Introdução à métodos espaciais. Caminhar, mapear, escutar como métodos
reparativos.


Encontro 6 | caminhada “retraçando Martius” em SP
Datas: entre 16-26.09
Local: A definir (em São Paulo, p.e. Itaú Cultural, Jardim Botânico, e outros)


Encontro 7 | Simpósio “Martius Revisited”
Dias: 30. setembro e 01 outubro
Local: USP, Casa de Cultura Japonesa


Bibliografia


Ahmed, Sara. What's the use?: On the uses of use. Duke University Press, 2019.
Bolle, Willi. "From Ouro Preto to Diamantina: remaking Spix and Martius’ journey in 1818."
Pandaemonium Germanicum 21, no. 33 (2018): 16-35.
Cvetkovich, Ann, Ana Dragojlovic, and C. L. Quinan. "An Archive of Feelings@ 20: An
interview with Ann Cvetkovich." Memory Studies 16, no. 1 (2023): 140-145.
Ferdinand, Malcom. Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho. Ubu Editora,
2022.
Gandy, Matthew. “Acoustic terrains: an introduction” In: Gandy, Matthew, and B. J. Nilsen. "The
acoustic city." (2014), p. 7ff.
Lisboa, Karen M. “Mediadores na viagem de Spix e Martius pelo Brasil: uma experiência de
travessia de culturas e transferência de saberes”. In Producción de saberes y transferencias
culturales: América Latina en contexto transregional (pp. 213-238). Iberoamericana Vervuert
( 2023).
Martius, Carl. Frei Apolônio: Um Romance do Brasil. São Paulo: Brasiliense (1992).
Nobre, Ana Luiza, and Sperling, David. “ground atlas.” you are here: the journal of creative
geography, 24 (2023) (special issue: counter/cartographies). School of Geography, Development
& Environment, University of Arizona (Tucson, AZ). https://youareheregeography.com/
Rohde, Katharina, and Kathrin Wildner. "Urban Citizen Walkers." sub\urban: 241.
Rothberg, Michael. Multidirectional memory. No. 119. Fondation Auschwitz et de la mémoire
d'Auschwitz ASBL, 2014.
Sedgwick, Eve Kosofsky. “Paranoid Reading and Reparative Reading, Or, You’re so Paranoid,
You Probably Think This Essay Is About You”, in: Touching, Feeling. Affect, Pedagogy,
Performativity, Durham: Duke 2003, 123-151.
Simpson, Audra. "On ethnographic refusal: Indigeneity,‘voice’and colonial citizenship."
Junctures: the journal for thematic dialogue 9 (2007).

Programa

Aula 1: Analogia e simbolização na matemática de Leibniz – Pedro Naccarato.
Aula 2: Origem das línguas e história dos povos segundo Leibniz – Pedro Naccarato.
Aula 3: Introdução à filosofia de Condillac – Danielly Santos
Aula 4: Conhecimento e linguagem – Danielly Santos
Aula 5: "Assim como a orelha escuta os sons, a alma escuta as ideias": possíveis diálogos entre Leibniz e Condillac. – Danielly Santos e Pedro Naccarato

 

Bibliografia:

Aula 1:
LEIBNIZ, G. W. O que é ideia. In Revista Conatus. v. 9. n. 18. dez/2015. pp. 57 – 60.
LEIBNIZ, G. W. La caractéristique géometrique. Paris: Vrin, 1995.

Aula 2:
LEIBNIZ, G. W. Novos ensaios sobre o entendimento humano. São Paulo: Editora Nova Cultural,
1996.
LEIBNIZ, G. W. L’harmonie des langues. Paris: Éditions du Seuil, 2000.

Aula 3:
CONDILLAC, Étienne Bonnot de. Ensaio sobre a Origem dos Conhecimentos Humanos. São Paulo:
UNESP, 2018.
DERRIDA, Jacques. L’Archéologie du Frivole. Paris : Galilée, 1990.

Aula 4:
CONDILLAC, Étienne Bonnot de. Arte de Escrever. São Paulo: UNESP, 2018.
DERRIDA, Jacques. L’Archéologie du Frivole. Paris : Galilée, 1990