Programa
Aula 1: Contexto biográfico e histórico, conceitos fundamentais
- Veremos como a trajetória bastante sui generis de Pierre Bourdieu se confunde com um período conturbado da história francesa e do campo acadêmico francês, conjunção que criou uma das obras mais originais das ciências humanas do século XX. Essa obra se baseia numa série de “ferramentas de pensar”, conceitos que Bourdieu desenvolveu durante suas pesquisas empíricas e estendeu para os mais diversos temas. Os três principais são habitus, campo e capital, que serão apresentados em suas relações fundamentais.
Texto de referência: Pierre Bourdieu, “Espaço social e espaço simbólico”, in Razões práticas. Campinas: Papirus, 1996, pp. 13-27.
Aula 2: O campo da arte
- Os conceitos apresentados na primeira aula serão vistos em sua operação na análise altamente sofisticada do campo da arte na França realizada por Bourdieu em várias ocasiões de sua carreira, com foco na questão polêmica do artista enquanto criador e de sua relação com um conceito de arte pura.
Texto de referência: Pierre Bourdieu, “A produção da crença”, in As regras da arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, pp. 192-202.
Aula 3: O campo da ciência
- Agora mudamos o contexto para outro campo em que Bourdieu trabalhou bastante, o campo científico. Veremos as homologias existentes com sua análise do campo da arte, mas também a bela e detalhada apresentação feita por Bourdieu do trabalho do cientista e da diferente visão que seus conceitos oferecem sobre as operações científicas.
Texto de referência: Pierre Bourdieu, “O ‘ofício’ do cientista”, in Para uma sociologia da ciência. Lisboa: Edições 70, 2004, pp. 58-66.
Aula 4: Uma nova visão
- Finalmente, os conteúdos apresentados nas aulas anteriores serão sistematizados de forma a apresentar talvez a principal contribuição da obra bourdieusiana, menos uma teoria sociológica e mais um método, um modo de fazer ciência, e em última instância uma nova maneira de ver o mundo social.
Texto de referência: Pierre Bourdieu, “L’objectivation participante”, Actes de la recherche en sciences sociales, n. 150, 2003, pp. 43-58.
Obs. 1: Uma tradução para o português do texto de referência da aula 4 será disponibilizada pelo ministrante antes do começo das aulas.
Obs. 2: Durante as aulas, será sugerida uma ampla bibliografia complementar.
Aula 1: Introdução: Arte medieval e Revivalismos medievais – conceitos e crítica;
Aula 2: Apropriações: Revivalismo medieval, da Europa a São Paulo (parte 1);
Aula 3: Apropriações: Revivalismo medieval, da Europa a São Paulo (parte 2);
Aula 4: Coleções: objetos medievais em acervos paulistas.
Bibliografia:
BALUS, Wojciech. La Cathédrale of Joris-Karl Huysmans and the Symbolical Interpretation of the Gothic Cathedral
in the 19th Century. Artibus et Historiae, v. 29, n. 57, 2008, pp. 165-182.
BASCHET, Jérôme. Introduction: l’image-objet. In: SCHMITT, Jean-Claude et BASCHET, Jérôme. L'image.
Fonctions et usages des images dans l'Occident médiéval. Paris: Le Léopard d'Or, 1996, pp. 7-26.
BELTING, Hans. Semelhança e Presença: a história da imagem antes da era da arte. Rio de Janeiro: Ars URBE,
2010.
BIRRO, Renan Marques. A Idade Média Brasileira? Colonialismos e medievalismos historiográficos (c.1900-1940).
Antíteses, Londrina, v.13, n. 26, jul-dez. 2020, pp. 36-67.
CAVATERRA, Cristiana Antunes. Os Catálogos Ilustrados: devoção, iconografia e comercialização de obras sacras
na Belle Époque brasileira. Imagem Brasileira, Belo Horizonte, n. 10, 2020, pp. 115-124.
DIAS, Pollyanna D ́Avila G.. O século XIX e o Neogótico na arquitetura brasileira: um estudo de caracterização.
Revista Ohun, Salvador, ano 4, n. 4, dez 2008, pp.100-115.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante da Imagem: questão colocada aos fins de uma história da arte. São Paulo:
Editora 34, 2013.
Poderes da figura. Exegese e visualidade na Arte Cristã. Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa, n. 20, 1994, pp. 159-177.
DIEBOLD, William. Medievalism. Studies in Iconography, Vol. 33, Michigan, 2012, pp. 247-256.
ELLIOT, Andrew B. R.. Medievalism, Politics and Mass Media. Woodbridge: Boydell & Brewer, 2017.
FABRIS, Annateresa. Arquitetura eclética no Brasil: o cenário da modernização. Anais do Museu Paulista: História e
Cultura Material, S. l., v.1, n.1, 1993, pp.131-143.
FRANCO Jr., Hilário. Raízes Medievais do Brasil. Revista USP, São Paulo, n.78, junho/agosto de 2008, pp. 80-104.
FREEDBERG, David. El poder de las Imágines: estudios sobre la historia y la teoria de la respuesta. Madri:
Cátedra, 1992.
GLASER, Stephanie A. (ed.). The Idea of the Gothic Cathedral: Interdisciplinary Perspectives on the Meanings of
the Medieval Edifice in the Modern Period. Turnhout: Brepols, 2018.
KAUFMAN, Amy S.; STURTEVANT, Paul B. The Devil’s Historians: how modern extremists abuse the medieval
past. Toronto: University of Toronto Press, 2020.
MATTHEWS, David. Medievalism: A Critical History. Woodbridge: Boydell and Brewer, 2015.
McCARRAHER, Eugene. American Gothic: Sacramental Radicalism and the Neo-Medievalist Cultural Gospel, 1928-
1948. Records of the American Catholic Historical Society of Philadelphia, Philadelphia, v. 106, n. 1-2, mar/set 1995,
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MENEGUELLO, Cristina. Da ruína ao edifício: neogótico, reinterpretação e preservação do passado na Inglaterra
vitoriana. Tese (Doutorado em História). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de
Campinas. Campinas, SP, 2000.
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(org.). Encontros com as imagens medievais. Macapá: Unifap, 2017.
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PHILIPPOV, Karin. Considerações acerca da Desterritorialização da Antiga Matriz da Sé de São Paulo. Rocalha,
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PINHEIRO, Maria Lucia Bressan. Algumas Considerações sobre o Neogótico no Brasil. In: DAZZI, Camila e VALLE,
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POBLADOR MUGA, María Pilar. El neogótico y lo neomedieval: nostalgias del pasado en la era de la
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SANTOS, Marcos Eduardo Melo dos. A Catedral Metropolitana de São Paulo por Maximilian Emil Hehl (1891-1916):
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13, jan/jun, 2014, pp. 4-15.
SCHMITT, Jean-Claude. Imagem. In: LE GOFF, Jacques e SCHMITT, Jean-Claude (org). Dicionário temático do
Ocidente Medieval. São Paulo: Edusc, v. 1, 2006, pp. 591-605.
. O corpo das imagens. Ensaios sobre a cultura visual na Idade Média. São Paulo: Edusc, 2007.
SILVA, Aline Canuto da. A antessala da demolição: revisitando o processo de montagem da Praça e Catedral da Sé
de São Paulo, em primórdios do século XX. Anais do Museu Paulista. São Paulo: Nova Série, v.29, 2021, pp.1-40.
SIMMONS, Clare A. (org.). Medievalism and the quest for the “real” Middle Ages. New York: Frank Cass, 2001.
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TATSCH, Flavia Galli. O acervo do Masp como possibilidade de ensino, pesquisa e análise de formação da
coleção. Pinturas italianas séculos XIII-XV. In: HOFFMAN, Ana Maria Pimenta; BRANDÃO, Angela;
SCHIAPPACASSE, Fernando Guzmán; e SOLAR, Macarena (orgs.) História da Arte: Coleções, Arquivos e
Narrativas. Bragança Paulista: Editora Urutau, 2015, p. 113-122.
THURLER, José (org.). Guia da Catedral Metropolitana de São Paulo. São Paulo: Arquidiocese de São Paulo,
1956.
UTZ, Richard; SHIPPEY, Tom (eds.). Medievalism in the Modern World: Essays in Honour of Leslie J. Workman.
Turnhout: Brepols, 1998.
VIOLLET-LE-DUC, Eugène-Emmanuel. Du style gothique au XIXe siècle. Paris: Victor Didron, 1846.
WIRTH, Jean. Faut-il adorer les images? La théorie du culte des images jusqu’au concile de Trente. In: DUPEAUX,
Cécile; JEZLER, Peter; WIRTH, Jean. Iconoclasme: vie et mort de l’image médiévale. Paris: Somogy, 2001, pp. 28-
37.
Aula 1 – Breve retrospectiva histórica
– Os conceitos de antropologia e de moda.
– Indumentária na antiguidade e na idade média
– Século XVI ao século XVIII
Aula 2 - Gilda de Mello e Souza e a moda do século XIX
– Retrospectiva histórica da moda no século XIX
– A moda sob a perspectiva das ciências sociais e da literatura
Aula 3 - Moda no século XX: Mudanças sociais e tendências
– Retomada dos principais acontecimentos do século XX
– Movimentos sociais e novas tecnologias
– Moda e Classe
Aula 4 – Moda como Tecnologia de gênero e raça
– Moda como tecnologia de gênero
– Moda como construção de identidade racial
Referências Bibliográficas:
CAMPOS, Amanda Queiroz; RECH, Sandra Regina. Considerações sobre moda, tendências e consumo. Iara – Revista de Moda, Cultura e Arte - São Paulo – V.3 N°3 dez. 2010.
CANCELA, Cristina Donza; LORENZO, Rocío Alonso; MARINI, Marisol; SAGGESE, Gustavo Santa Roza; SIMÕES, Júlio Assis (Org.). Marcadores sociais da diferença: gênero, sexualidade, raça e classe em perspectiva antropológica. São Paulo: Gramma, 2018.
LAURETIS, Teresa De. A tecnologia do gênero. Tradução de Suzana Funck. In: HOLLANDA, Heloisa (Org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 206-242.
MEZABARBA, Solange R.; SILVANO, Filomena. Encontros entre Moda e Antropologia: Inícios, Debates e Perspectivas. Cadernos de arte e antropologia. Vol. 8, n° 1/2019, pag. 15-27.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. “O trabalho do Antropólogo: olhar, ouvir, escrever”. Revista de Antropologia, 39(1), 1996, pp.13-37.
POLLINI, Denise. Breve história da moda. São Paulo: Editora Claridade, 2007, 96 p.
SILVA, Angela A. Gimenes; VALENCIA, Maria Cristina Palhares. História da moda: Da idade média à contemporaneidade do acervo bibliográfico do Senac – Campus Santo Amaro. São Paulo, v. 1, n. 5, p. 102-112, jan. 2012.
SIMMEL, Georg. Filosofia da moda e outros escritos. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2008.
SOUZA, Gilda de Mello. O espírito das roupas: A moda no século dezenove. São Paulo: Editora Schwarcz Ltda, 1987.
WITTMANN, Isabel. A roupa expressa a identidade: Moda enquanto tecnologia de gênero na experiência transgênero. Cadernos de arte e antropologia. Vol. 8, n° 1/2019, pag. 77-90.
Aula 01 (06/02): Introdução – John Cassavetes, cinema independente e cultura na passagem dos anos 1950 para os 1960
Exibição, em aula, de trechos de “Sombras” (Shadows, 1959) e outras cenas do diretor.
Aula 02 (13/02): “Faces” (Faces, 1968) – celebração da espontaneidade e da criação coletiva
Aula 03 (20/02): “Uma Mulher Sob Influência” (A Woman Under The Influence, 1974) – problematização da espontaneidade e crise no coletivo
Aula 04 (27/02): “Noite de Estreia” (Opening Night, 1977) – espetacularização da espontaneidade e realinhamento da produção cultural
BIBLIOGRAFIA
BELGRAD, Daniel. The Culture of Spontaneity - Improvisation and the Arts in Postwar America. Chicago: The University of Chicago Press. 1998
CARNEY, Ray. Cassavetes On Cassavetes. Nova Iorque: Faber and Faber. 2001
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JAMESON, Fredric. “Periodizando os Anos 60”. Tradução de César Brites e Maria Luiza Borges. In HOLANDA, Heloísa Buarque de (organização). Pós-modernismo e Política. Rio de Janeiro: Editora Rocco. 1992. p. 81-126
_______________. “Reificação e utopia na cultura de massa”. In: As Marcas do Visível. Tradução de João Roberto Martins Filho. Rio de Janeiro: Edições Graal LTDA. 1995. p. 9-35
JOUSSE, Thierry. John Cassavettes. Tradução de Nilton Goldman e Tati Moraes. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira. 1992
MONACO, Paul. The Sixties: 1960-1969, History of the American Cinema Vol. 8. Nova Iorque: Charles Scribner´s Sons. 2001
MOUËLLIC, Gilles, Improvising Cinema, Amsterdam, Amsterdam University Press, 2013
KOUVAROS, Goerge. Where Does It Happen? – John Cassavetes and cinema at the breaking point. Minneapolis: University of Minnesota Press. 2004
SELL, Mike. Avant-Garde Performance and The Limits of Criticism – Approaching the Living Theatre, Happening/Fluxus, and the Black Arts Movement. Ann Arbor: The University of Michigan Press. 2005
SOARES, Marcos César de Paula. “Cinema e Dramaturgia: a renascença de Hollywood dos anos 1960”. Dramaturgia em Foco. 2018. Vol. 2. Nº 1. p. 45-63
SOULES, Marshall, “Improvising Character: Jazz, the Actor and Protocols of Improvisation”, in FISCHLIN, Daniel e HEBLE, Ajay (organizadores) The Other Side of Nowhere – jazz, improvisation, and communities in dialogue, Middletown, Wesleyan Universitary Press, 2004, pgs. 268-297
VIERA, Maria. “The Work of John Cassavetes: Script, Performance, Style and Improvisation”. Journal of Film and Video. Outono de 1990. Vol. 42. No. 3, p. 34-40
WEXMAN, Virginia Wright. “The Rhetoric of Cinematic Improvisation”. In: Cinema Journal. Vol. 20. Nº 1. Special Issue on Film Acting (Outono de 1980). University of Texas Press. p. 29-41
XAVIER, Ismail. “O mundo tem as caras que pode ter”. In: CEVASCO, Maria Elisa e OHATA, Milton (org.). Um Crítico Na Periferia do Capitalismo: Reflexões sobre a obra de Roberto Schwarz. São Paulo: Companhia das Letras. 2007. p. 212-225
Aula 1: O Iluminismo e o teatro
Aula 2: Carta à d”Alembert sobre os espetáculos, de Rousseau
Aula 3: Paradoxo do Comediante, de Diderot
Bibliografia:
CARLSON, Marvin. Teorias do Teatro: estudo histórico-crítico, dos gregos à atualidade. Tradução: Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Ed. UNESP, 1997.
DIDEROT. Denis. Paradoxo sobre o Comediante; Trad.: Marilena Chauí e J. Guinsburg - São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores.
________________. Discurso sobre a poesia dramática. Tradução, organização, apresentação e notas: Franklin de Mattos. 2ª ed. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
HAZARD, Paul. Crise da consciência europeia. Trad.: Oscar de Freitas Lopes - Lisboa, Portugal: Ed. Cosmos, 1948.
PORTICH, Ana. A arte do ator entre os séculos XVI e XVIII: da Commedia dell'Arte ao Paradoxo do Comediante. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2008.
ROUSSEAU, Jean_Jacques. Carta a d'Alembert sobre os espetáculos. Trad.: Roberto Leal Ferreira - Campinas: Ed. UNICAMP, 1993.
________________________. Júlia ou A nova Heloísa. Tradução, introdução e notas: Fulvia M. L. Moretto. Campinas: Ed. Unicamp, 1994.
STAROBINSKI, Jean. Jean-Jacques Rousseau: a transparência e o obstáculo. Tradução: Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
WILSON, Arthur McCandless. Diderot. Tradução: Bruna Torlay. São Paulo: Perspectiva, 2012.
O curso de língua e cultura galegas no nível intermediário abrange as 4 grandes destrezas clássicas (expressão oral e escrita, compreensão oral e escrita), também a interação comunicativa, a dimensão pragmática-cultural e a dimensão metafórica (o mundo simbólico, o imaginário dos jogos de palavras, etc.):
Tópico 1: Descrever as características e o funcionamento do algo. Opinar sobre objetos. Repasso da gramatica e dos tempos verbais.
Tópico 2: Expressar interesses e sentimentos. Falar das relações entre as pessoas. Mostrar desacordo em diversos registros. Contra argumentar. Uso do pretérito mais-que-perfeito.
Tópico 3: Fazer hipóteses e conjunturas. Relatar acontecimentos misteriosos. Usos do indicativo e subjuntivo.
Tópico 4: Escrever uma notícia e comentá-la. Formas e valores do particípio. Verbos de transmissão da informação.
Tópico 5: Dar conselhos. Evocar situações imaginarias. Imperfeito do subjuntivo + condicional.
Tópico 6: Transmitir ordens, petição e conselhos. Referir o que disseram outras pessoas no passado em estilo direto e indireto. Pretérito do subjuntivo de outros verbos.
Tópico 7: Expressar condições e consequências hipotéticas. Verbos com preposição. Falar de sentimentos, do caráter e da personalidade. Vocabulário para falar de relações pessoais e afetivas.
Tópico 8: Correlação temporal nas frases de relativo. O emprego dalguns conetores. Expressar desejos. Expressar a causa e a finalidade.
Tópico 9: Infinitivo conjugado. Falar de feitos passados e das suas consequências no presente. Outros empregos do imperfeito de subjuntivo. Colocação e combinações dos pronomes de objeto direto e indireto.
Tópico 10: Informar sobre causas e rações: porque/por/como/debido a/a causa de/por mor de/por culpa de/grazas a. Retomar conhecidas: como ao +infinitivo/xa que, posto que, dado que. Construção enfática com valore causal: tan...que/tanto que/com/de. Estruturas passivas.
Bibliografia:
Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Bermúdez, Ana; Colmenero, Antonio. 1999. Prácticas de lingua. Edicións do Cumio.
Callón, Carlos. 2012. Como falar e escribir en galego con corrección e fluidez. Xerais.
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 1. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado. Universidade Santiago de Compostela.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Martínez Vilanova, Fernando. 1998. A pintura galega (1850- 1950). Xerais.
(12/04) 1° Sessão: A mise en scène colonial do outro
(13/04) 2° Sessão: Gabinetes de curiosidade, cenografias e museografias
(15/04) 3° Sessão: Exposições universais e coloniais: espetáculos políticos das metrópoles (Parte 1)
(16/04) 4° Sessão: Exposições universais e coloniais: espetáculos políticos das metrópoles (Parte 2)
Bibliografia:
BANCEL, Nicolas. Le sens des mots et usages de la photographie anthropologique (1860-1900). Hommes et migrations, n° 1252, pp. 82-88, 2004.
BANCEL, Nicolas, BLANCHARD, Pascal, BOËTCH, Gilles, DEROO, Éric e LEMAIRE, Sandrine (org.) Zoos humains: Au temps des exhibitions humaines. Paris: La Découverte, 2011.
BERNAL, Óscar Cornago, « Atuar “de verdade”. A confissão como estratégia cênica », Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas, v. 2, n. 13, pp. 2018.
BOËTSCH, Gilles e BLANCHARD, Pascal. From Cabinets of Curiosity to the "Hottentot Venus": A Long History of Human Zoos. In: BANCEL, Nicolas, DAVID, Thomas e THOMAS, Dominic. The Invention of Race: Scientific and Popular Representations. New York: Routledge, 2014.
CONKLIN, Alice L. In the Museum of Man: Race, Anthropology, and Empire in France, 1850–1950. Ithaca: Cornell University Press, 2013.
DE L’ESTOILE, Benoît. Do Museu do Homem ao Quai Branly: as transformações dos Museus dos Outros na França. In: Cândido, Manuelina Maria Duarte; Ruoso, Carolina (Org.) Museus e patrimônio: experiências e devires. Recife: Fundação Joaquim Nabuco: Editora Massangana, 2015.
GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Vozes, 1985.
FERAL, Josette. (trad. J. Guinsburg) Além dos limites: teoria e prática do Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2015.
KOUTSOUKOS, Sandra Maria Machado. Zoológicos humanos: gente em exibição na era do imperialismo. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.
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MBEMBE, Achille. La colonie : son petit secret et sa part maudite. Politique Africaine, 2006/2 (N° 102), p. 101-127.
MORTON, Patrícia. A. Hybrid Modernities : Architecture and Representation at the 1931 Colonial Exposition, Paris. Cambridge : MIT Press, 2003.
ROTHFELS, Nigel. Savages and Beasts: The Birth of the Modern Zoo. London: The Johns Hopkins University Press, 2002.
SEGALEN, Victor. Essays on Exotism: Aesthetics of Diversity. Durham & London: Duke University Press, 2002.
STOLER, Ann Laure. Race and the Education of Desire: Foucault's History of Sexuality and the Colonial Order of Things. Durham and London, Duke University Press, 1995.
VIEIRA, Marina Cavalcante. Figurações Primitivistas: Trânsitos do Exótico entre Museus, Cinema e Zoológicos Humanos. Tese (Doutorado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2019.
Conteúdo programático:
1. Teatro e dramaturgia;
2. Teatro para crianças e o seu engendrar na História ocidental;
3. Panorama do teatro para a infância no Brasil;
4. Questões norteadoras da encenação para crianças;
5. Tradições e rupturas no teatro para a infância.
Bibliografia:
ANCHIETA, José de. Teatro de José de Anchieta. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
BELINKY, Tatiana; GOUVEIA, Júlio. Teatro para crianças e adolescentes: a experiência do TESP. In: ZILBERMAN, Regina. A produção cultural para a criança. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1990. p. 29-41.
BENEDETTI, Lúcia. Aspectos do teatro infantil. Rio de Janeiro: Serviço Nacional do Teatro, 1969.
BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2006.
BUARQUE, Chico. Os saltimbancos. [s.l.], [s.d.]. Disponível em: http://www.colegionomelini.com.br/midia/arquivos/2014/8/70b9172b88d52d4…. Acesso em 21 ago. 2019.
FERNANDES, Sílvia. Teatralidades contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 2013.
FROTA, Teresa. A lei e o rei. In: Coleção teatro brasileiro 2. Belo Horizonte: Hamdan, 2002. p. 7-44.
GUINSBURG, Jacó et al. Dicionário do teatro brasileiro: temas, formas e conceitos. São Paulo: Perspectiva, 2009.
GUINSBURG, Jacó; FARIA, João Roberto. História do teatro brasileiro: do Modernismo às tendências contemporâneas. São Paulo: Perspectiva, 2013.
LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil brasileira: história e histórias. São Paulo: Ática, 2002.
LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil brasileira: uma nova outra história. Curitiba: PUCPress, 2017.
MAGALDI, Sábato. Panorama do teatro brasileiro. São Paulo: Global, 2004.
MARCOS, Plínio. Obras teatrais: roda de samba, roda dos bichos. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2017.
MELAMED, Simone. Teatro infantil vira gente grande. In: Revista de teatro. Rio de Janeiro: SBAT(520): 22-25. set./out. 2008.
NAZARETH, Carlos Augusto. Trama: um olhar sobre o teatro infantil ontem e hoje. Rio de Janeiro: Lamparina, 2012.
PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. São Paulo: Perspectiva, 2011.
PUPO, Maria Lúcia de Souza Barros. No reino da desigualdade: teatro infantil em São Paulo nos anos setenta. São Paulo: Perspectiva, 1991.
ROSENFELD, Anatol. Teatro em crise. São Paulo: Perspectiva, 2012.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Ler o teatro contemporâneo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
SILVA, Márcia Cabral da. Infância e literatura. Rio de Janeiro: UERJ, 2010.