Programa

Aula 1 – 13 de abril
Na primeira aula, vamos contextualizar o debate em dois níveis. Primeiro, referindo autor e obra ao contexto de discussão em que ela foi escrita. Segundo, mostrando como o problema do conservadorismo se inscreve no interstício entre a sociologia do conhecimento e a sociologia política.
Aula 2 – 16 de abril
Nesta aula, vamos apresentar o primeiro capítulo do livro “Konservatismus” de Karl Mannheim. A discussão se concentrará nos aspectos teórico-metodológicos de seu trabalho.
Aula 3 – 20 de abril
Na terceira aula, vamos apresentar o segundo capítulo de “Konservatismus”: o conceito de conservadorismo, sua natureza, história, morfologia e a relação com o conceito de liberdade.
Aula 4 – 23 de abril
Dedicaremos a última aula a aplicar algumas das ideias desenvolvidas por Mannheim para pensar formas
contemporâneas do pensamento conservador. O conservadorismo segundo os conservadores clássicos e
contemporâneos: as ideias de E. Burke e de R. Scruton.

BIBLIOGRAFIA

Leitura recomendada
MANNHEIM, Karl (1986). “O pensamento conservador”. In: MARTINS, José de S. (Org.). Introdução critica à
sociologia rural. São Paulo: Hucitec, 1986. cap 3, p.77-131.

Bibliografia de apoio
BURKE, Edmund. (2001) Reflections on the Revolution in France, ed. J. C. D. Clark. Stanford, Calif. :Stanford
University Press. [em Português: Reflexões sobre a Revolução na França (1982). Coleção Pensamento Político (51). Brasília: Editora da UNB].
ESCORSIM NETTO, Leila. (2013) “O conservadorismo como objeto da sociologia do conhecimento (K. Mannheim)”. In: O conservadorismo clássico: elementos de caracterização e crítica. São Paulo: Cortez.
GARCÍA, José M. G. (1993), “Reflexiones sobre «El Pensamiento Conservador» de Karl Mannheim”. In: Revista española de investigaciones sociológicas, n. 62, p. 61-81.
FRISBY, David P. (1992). The alienated mind: the sociology of knowledge in Germany. Routledge: Londres.
LEPENIES, Wolf (1996). “O espírito alemão em perigo: E. R. Curtius, Karl Mannheim e T. S. Elliot”. In: As três
culturas. São Paulo: Edusp, pp. 309-328.
LONGHURST, Brian (1989). Karl Mannheim and the Contemporary Sociology of Knowledge. London: MacMillan Press.
MANNHEIM, Karl (1984). Korservatismus – Ein Beitrag zur Soziologie des Wissens (orgs. KETTLER, David; MEJA, Volker; STEHR, Nico). Frankfurt am Main: Surkhamp Taschebuch Wissenschaft. [Em inglês: (1986), Conservatism – A contribution to the sociology of Knowledge (orgs. KETTLER, David; MEJA, Volker; STEHR, Nico). Londres, Nova York: Routledge & Kegan Paul.]
MANNHEIM, Karl (1998). Ideology and Utopia (Routledge Classics in Sociology). Routledge. [Em português: (1968).
Ideologia e Utopia. Rio de Janeiro: Zahar.]
MANNHEIM, Karl (1927). “Das konservative Denken: soziologische Beiträge zum Werden des politisch-historischen Denkens in Deutschland”. In: Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik, v. 57, pp. 68-142 (p. I) e 470-495 (p. II). [Em inglês: (1954) “Conservative thought”. In: Essays on Sociology and Social Psychology. Londres, Nova York: Routledge & Kegan Paul, pp. 74-164. Em francês: (2009). “La pensée conservatrice.” Éditions de la revue Conférence.]
MEJA, Volker, STEHR, Nico (orgs.) (2006). Der Streit um die Wissenssoziologie. Frankfurt am Main: Surkhamp Taschenbuch Wissenschaft.
NELSON, Rodney D. (1992). “The Sociology of Styles of Thought”. In: The British Journal of Sociology, vol. 43, no. 1, pp. 25-54.
NISBET, Robert (1952). Conservatism and sociology. American Journal of Sociology, 58(2), 167-175. [Em
Português: (1986) "As idéias-unidades da Sociologia; Conservadorismo e Sociologia." In: MARTINS, José de S. (org.). Introdução Crítica à Sociologia Rural (2ª edição). Universidade de São Paulo & Hucitec.
NISBET, Robert (1986). Conservatism: dream and reality. Transaction publishers. [Em Português: O
conservadorismo. (1987) Tradução M. F. Gonçalves de Azevedo. Lisboa: Editorial Estampa (Col. Temas de
Ciências Sociais)].
ROUVILLOIS, Frederic., DARD, Olivier., & BOUTIN, Christophe. (2017). Le dictionnaire du conservatisme. Les éditions du Cerf.
RINGER, Fritz (2010). “A sociologia da cultura e do conhecimento”. In: O declínio dos mandarins alemães. São Paulo: Edusp, pp. 384-397.
SCRUTON, Roger. (1980). The meaning of conservatism. Harmondsworth: Penguin Books. [Em Português: O que é conservadorismo? (2015). São Paulo. Ed É Realizações. Capítulos I e II, pp. 45-95.]
VILLAS BOAS, Glaucia (2006). A recepção da sociologia alemã no Brasil. Rio de Janeiro: Topbooks

Programa

Aula 1 - Métodos e Grafias em Arquivos (21/02/2024 – 15 às 17 horas)

BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos pessoais em face da teoria arquivística tradicional: debate com Terry Cook. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 21, p. 201-207, 1998.
GALVÃO, Walnice Nogueira. A trajetória do acervo de Mário – Depoimento de Antonio Candido. In: Revista Teoria e Debate, Edição 108. São Paulo, 22 jan. 2013.
LIMA, Solange Ferraz de; CARVALHO, Vânia Carneiro de. Fotografias: usos sociais e historiográficos. In: PINSKY, Carla B.; LUCA, Tania R. (orgs). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2013, p. 29 – 60.
LOPEZ, Telê Ancona. A criação literária na biblioteca do escritor. In: Ciência e cultura, revista da SBPC, v. 59, n. 1, 2007, p. 33 - 37.
MALATIAN, Teresa. Cartas: narrador, registro e arquivo. In: PINSKY, Carla B.; LUCA, Tania R. (orgs). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2013, p. 195 – 222.

Aula 2 - A história dos estudos de marginália na Teoria Literária (22/02/2024 – 15 às 17 horas)

CESAR, Ana Cristina. Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa. Org. Viviana Bosi. 1a ed. São Paulo: Instituto Moreira Sales, 2008.
COSTA, Cristiane. A morte do autor. Um die-cut emerge do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, a partir de um exemplar com as rasuras, sublinhados e anotações de um leitor especial, o homem que o matou, o militar Dilermando de Assis. In: Tenso Diagonal, n.o 12, p. 82 – 99.
CUNHA, Maria Teresa. Diários pessoais: territórios abertos para a história. In: PINSKY, Carla B.; LUCA, Tania R. (orgs). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2013, p. 251 – 279.
MORICONI, Italo. Ana Cristina Cesar: o sangue de uma poeta. 1a ed. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1996.

Aula 3 - O arquivo de Ana Cristina Cesar: revisões sobre a literatura brasileira (23/02/2024 – 15 às 17 horas)
CESAR, Ana Cristina. Inconfissões: fotobiografia de Ana Cristina Cesar. Organização e prefácio: Eucanãa Ferraz. Sao Paulo: Instituto Moreira Salles, 2016.
______. O poeta é um fingidor. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 30 abr., 1977. Suplemento Livro, p. 3.
CAMARGO, Maria Lucia de Barros. Atrás dos olhos pardos: uma leitura da poesia de Ana Cristina Cesar. Chapecó: Argos, 2003.
LEONE, Luciana María di. Não ter posição marcada: Ana C. nos anos 70. Remate de Males, Campinas, SP, v. 36, n. 2, p. 559-579, 2016.
ANDRADE, Mário. Aspectos da literatura brasileira. 6a ed. São Paulo: Martins, 1978.

Programa

1. Módulo - O problema do sujeito e da Verdade – Nietzsche e Foucault
Módulo de 4h dividido em duas aulas de 2h cada
1.1 A verdade
Este primeiro encontra tem como objetivo discutir a passagem metodológica em Foucault da arqueologia para a genealogia, a partir de seus apontamentos sobre Nietzsche.
Deste caráter metodológico pensaremos o problema fundamental da obra foucaultina que é: o problema da verdade.
1.2 O problema ontoepistemologico em Michel Foucault
Foucault e Descartes e o problema da Filosofia Moderna
O objetivo agora é pensar o problema do sujeito dentro da modernidade e de que forma ele estabelece um estatuto da verdade excludente. Pensar a questão dos jogos de verdade e a ficção.
Textos:
Sobre verdade e Mentira no Sentido extramoral – Nietzsche
A verdade e as formas jurídicas – Michel Foucault
Aurora – Nietzsche
Nietzsche, genealogia e história – Michel Foucault.
Meditações sobre Filosofia Primeira- René Descartes

2. Módulo – A guerra e a guerra civil – Foucault e Hobbes
Módulo de 4h dividido em 2h cada
O objetivo deste módulo é pensar o conceito de guerra em Michel Foucault a partir de suas análises sobre Hobbes. Para isso compreenderemos o problema do domínio e da resistência através da investigação da relação entre vida e obediência; os tipos de vida em Hobbes; e a defesa da civilização, sendo ela a vida capaz de se desenvolver e operar indústria.
2.1. Leitura das primeiras aulas do curso: A sociedade Punitiva. Leitura do capítulo XIII do Leviatã de Thomas Hobbes. Discussão sobre a questão da guerra e da guerra civil e dos tipos de vida em Hobbes.
2.2. Os tipos de Soberania em Hobbes e o problema da conquista para pensar os processos de Colonização, a partir da aula de 4 de Fevereiro de 1976 do Curso em Defesa da Sociedade de Michel Foucault.

Textos:
A sociedade Punitiva – Michel Foucault
Em Defesa da Sociedade – Michel Foucault
Leviatã – Thomas Hobbes

3. Módulo – A guerra, o biopoder e o racismo de Estado
Módulo de 4h dividido em 2h cada
Leitura do curso em Defesa da sociedade. Apresentação dos conceitos de disciplina e biopolítica em Michel Foucault e discussão do dispositivo central do funcionamento destes, isto é, o racismo de Estado.

3.1. Disciplina e Biopolítica, uma breve introdução dos conceitos na obra foucaultina. A administração do corpo e dos corpos. Breve apresentação do problema de: Vigiar e Punir, o trabalhador x o delinquente e os espaços disciplinares.
3.2. Biopoder, racismo de Estado e sociedade suicidária. Discutir a partir da última aula do curso em Defesa da Sociedade o que é o racismo de Estado? Do que se trata esta invenção ontoepistemologica? Diferenças entre racismo de estado e poder soberano. E por fim, o racismo de estado como máquina perpétua de morte para fazer a espécie viver.

Textos:
Vigiar e Punir – Michel Foucault
Em defesa da Sociedade – Michel Foucault

Bibliografia Principal:

CUNHA. GUINSBURG. ROMANO. Org. Descartes Obras escolhidas. ed. 1. Perspectiva. São Paulo, SP. 2010.
HOBBES. Leviatã: Ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. ed. 1. Edipro. São Paulo-SP. 2019
FOUCAULT.«Il faut défendre la société» Cours au Collège de France (1975-1976). ed. 1. Gallimard Seuil1. France. 1997
___________.«La société punitive» Cours au Collège de France (1972-1973). ed. s/n. Gallimard Seuil1. France. 2013
___________. A verdade e as formas jurídicas. ed. 3. NAU Editora. Rio de Janeiro-RJ. 2013
___________. Em defesa da sociedade – Curso no Collège de France (1975-1976). ed. 2. WMF Martins Fontes. São Paulo-SP. 2021
___________. Microfísica do Poder. MACHADO (Org). ed. 1. Graal. Rio de Janeiro-RJ. 2011.
_____________. Sociedade Punitiva – Curso no Collège de France (1972-1973). ed. 1. WMF Martins Fontes. São Paulo. 2020.
____________. Vigiar e Punir – Nascimento da Prisão. ed. 40. Editora Vozes. Petrópolis-RJ. 2012.
NIETZSCHE. Obras incompletas. ed. Editora 34. São Paulo-SP. 2014
Bibliografia de Apoio
BATAILLE. O erotismo. ed. 2. Autêntica. Belo Horizonte-MG. 2021
CLAUSEWITZ. Da guerra. ed.3. WMF Martins Fontes. São Paulo. SP. 2020
DREYFUS. RABINOW. Foucault uma trajetória filosófica - para além estruturalismo e da hermenêutica. ed. 1. Editora Forense Universitária. Rio de Janeiro-RJ. 1995
LEBRUN. O que é o poder. ed. s/n. Brasiliense. São Paulo-SP. 1981
LEMKE. Biopolítica: críticas, debates, perspectivas. ed. 1. São Paulo-SP. 2018.
_______. Foucault – Governamentalidade e Crítica. ed. 1. Editora Filoófica Politeia. São Paulo-SP. 2017.
MACHADO. Ciência e Saber – trajetória da arqueologia de Michel Foucault. ed. 2. Graal. Rio de Janeiro-RJ. 1981
__________. Nietzsche e a verdade. ed. s/n. Graal. Rio de Janeiro-RJ. 1999
MORTON, SCARLETT. Foucault leitor de Nietzsche. In: Renato Janine Ribeiro. Org. Recordar Foucault. ed. 1. São Paulo-SP. Editora brasiliense, 1985
MOSÉ. Nietzsche e a grande política da linguagem. ed. 1. Vozes Noblis. Petrópolis-RJ. 2018
RIBEIRO. Carlos, Eduardo. Nietzsche, a genealogia, a história: Foucault, a genealogia e os corpos. Cad. Nietzsche. Guarulhos/Porto Seguro. v. 39, n. 2. p. 125-160. Maio/Agosto. 2018
RIBEIRO, Renato. 3 Hobbes: o medo e a esperança. In: Weffort, Francisco. Org. Os Clássicos da Política Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, "Os federalista" Vol.1. São Paulo-SP. Ática, 2001
THOMPSON. A formação da classe operária inglesa 1 árvore da liberdade. ed. 13. Paz e Terra. Rio de Janeiro-RJ. 2022

Programa

O curso de língua e cultura galegas no nível básico abrange as 4 grandes destrezas clássicas (expressão oral e escrita, compreensão oral e escrita), também a interação comunicativa, a dimensão pragmática-cultural e a dimensão metafórica (o mundo simbólico, o imaginário dos jogos de palavras, etc.):

Tópico 1: O alfabeto. Letras e sons. Vogais abertas e pechadas. Prosódia e pronúncia do galego.
Tópico 2: Apresentação breve e simples da família e de outras pessoas, das condições de vida ou de trabalho, das atividades diárias, costumes, gostos e preferências, objetos e possessões.
Tópico 3: Cartas, catálogos, prospectos, menus de restaurantes, listas, horários, anúncios publicitários e artigos breves de carácter informativo.
Tópico 4: Informação e instruções de âmbitos como a hotelaria, a sanidade e a vida académica; identificação pessoal e professional.
Tópico 5: Interpretação eficaz do discurso para poder se enfrentar a necessidades concretas.
Tópico 6: Música, cinema, seriais e televisão de Galícia. O galego nas plataformas digitais.
Tópico 7: Numerais. O grupo nominal. O artigo. Os demonstrativos. Os possesivos. Os pronomes pessoais. Colocação dos pronomes átonos. Contrações. Comparações. Presente dos verbos. Relatar em passado. Imperativo afirmativo e negativo. Gerúndio. Particípio. Perífrases verbais simples.
Tópico 8: Expressar opiniões, sentimentos, desejos e preferencias; fazer sugestões.
5. Saber (dimensão pragmática, intercultural e sociolinguística):
Tópico 9: Mitologia, tradições, símbolos, festividades e principais escritores galegos. Emigração, diáspora e relação Galícia-Brasil hoje.
Tópico 10: Bilinguismo e diglossia, normalização e normativização. A construção da norma padrão.

Bibliografia:

Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Bermúdez, Ana; Colmenero, Antonio. 1999. Prácticas de lingua. Edicións do Cumio.
Callón, Carlos. 2012. Como falar e escribir en galego con corrección e fluidez. Xerais.
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 1. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado. Universidade Santiago de Compostela.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Martínez Vilanova, Fernando. 1998. A pintura galega (1850- 1950). Xerais.

 

Programa

CONTEÚDO
1. Autoritarismo militar: a história do(s) choque(s)
2. Autoritarismo político: a revolução furtiva do neoliberalismo e os caminhos da desdemocratização
3. Autoritarismo punitivo: encarceramento em massa, segurança e controle social
4. Autoritarismo social: precarização do trabalho, desigualdade e violência econômica
5. Autoritarismo e subjetividade: investimentos em resiliência para uma abordagem segura de vida
6. Neoliberalismo progressista? Conservadorismo social e violência neoliberal de Reagan a Bolsonaro

PROGRAMA
Aula 01 - Autoritarismo militar: a história do(s) choque(s)
Indicações Principais:
KLEIN, Naomi. "Estados de choque: o nascimento sangrento da contra-revolução". Em: A Doutrina do Choque: a ascensão do capitalismo do desastre. São Paulo: Nova Fronteira, 2008, pp. 95-122.
Indicações Complementares:
DARDOT, Pierre. LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.
GAGO, Verónica. “Introdução”. Em: Razão neoliberal: economias barrocas e pragmática popular. São Paulo: Elefante, 2018, p. 14-35.

Aula 02 - Autoritarismo político: a revolução furtiva do neoliberalismo e os caminhos da desdemocratização
Indicações Principais:
BROWN, Wendy. Undoing the demos: neoliberalism's stealth revolution. Nova Iorque (EUA): Zone Books, 2015.
DAGNINO, Evelina. Construção democrática, neoliberalismo e participação: os dilemas da confluência perversa. Política & Sociedade, 3(5), 139-164, 2004.
Indicações Complementares:
FOUCAULT, Michel. “Aula de 21 de março de 1979”. Nascimento da biopolítica, São Paulo: Martins Fontes, 2010.
RODRIGUEZ, Dylan. “The Political Logic of the Non-Profit Industrial Complex”. In: Incite! Women of Color Against Violence (Eds.). The Revolution Will Not Be Funded: Beyond the Non-Profit Industrial Complex. South End Press, 2007: 21-40.
BOURCIER, Sam. Homo Inc.Orporated: O triângulo e o unicórnio que peida. São Paulo: n-1 Edições. 2020.

Aula 03 - Autoritarismo punitivo: encarceramento em massa, segurança e controle social
Indicações Principais:
MINHOTO, Laurindo Dias. Foucault e o ponto cego na análise da guinada punitiva contemporânea. Lua Nova, 95, 2015, pp. 289-311.
ALEXANDER, Michelle. “O novo Jim Crow”. Em: A nova segregação: racismo e encarceramento em massa. São Paulo: Boitempo, 2017, pp. 257-306.
Indicações Complementares:
WACQUANT, Loïc. Forjando o estado neoliberal: trabalho social, regime prisional e insegurança social. Em: MALAGUTI BATISTA, Vera (org.). Loïc Wacquant e a questão penal no capitalismo neoliberal. Rio de Janeiro: Revan, 2012, p. 11-42.
SIMON, Jonathan. Governing through crime: how the war on crime transformed American democracy and created a culture of fear. London: Oxford University Press, 2007.
HARCOURT, Bernard E. Neoliberal penalty: a brief genealogy. Theoretical criminology, v. 14, 2010.
Documentário/Reportagem: Quanto mais presos, maior o lucro, de Paula Sacchetta. Realização: Agência Pública. Disponível em: < https://apublica.org/2014/05/quanto-mais-presos-maior-o-lucro >

Aula 04 - Autoritarismo social: precarização do trabalho, desigualdade e violência econômica
Indicações Principais:
HARVEY, David. A transformação político-econômica do capitalismo do final do século XX. Em: Condição pós-moderna. Tradução de Adail Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Edições Loyola, pp. 115-184.
Indicações Complementares:
CASTEL, Robert. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis: Vozes, 2010, pp. 495-591.
ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão. São Paulo: Boitempo, 2019.
Filme: GIG - A Uberização do trabalho, de Carlos Juliano Barros, Caue Angeli, Maurício Monteiro Filho. Realização: Repórter Brasil.

Aula 05 - Autoritarismo e subjetividade: investimentos em resiliência para uma abordagem segura de vida
Indicações Principais:
FOUCAULT, Michel. "Aula de 14 de março de 1979 - O neoliberalismo americano". In: Nascimento da Biopolítica. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo, Martins Fontes, 2008, pp. 297-328.
OLIVEIRA, Salete. Política e resiliência – apaziguamentos distendidos. Revista Ecopolítica, São Paulo, PUC-SP, n. 4, 2012, pp. 105-129. Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/ecopolitica/article/view/13067/9568.
Indicações Complementares:
RODRIGUES, Thiago. “Segurança planetária”. In: Ecopolítica. São Paulo: Hedra, 2020, pp. 187-219.
WALKER, Jeremy; COOPER, Melinda. Genealogies of Resilience From Systems Ecology to the Political Economy of Crisis Adaptation. Security Dialogue, Oslo, v. 14, n. 2, 2011, pp. 143-160. Disponível em:
https://www.researchgate.net/publication/258186723_Genealogies_of_Resil… .

Aula 06 - Neoliberalismo progressista? Conservadorismo social e violência neoliberal de Reagan a Bolsonaro
Indicações Principais:
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente São Paulo: Politeia Filosófica, 2019, pp. 9-32, pp. 109-150.
COOPER, Melinda. Family Values: Between Neoliberalism and the New Social Conservatism. Nova Iorque, EUA: Zone Books, 2017, pp. 25-66.
FRASER, Nancy. Do neoliberalismo progressista a Trump - e além. Revista Política e Sociedade, Florianópolis, UFSC, n. 40, 2018, pp. 43-64.
Indicações Complementares:
DELLA TORRE, Bruna. A sagrada família: neoliberalismo e neoconservadorismo na extrema-direita hoje - entrevista com Melinda Cooper. Disponível em: < https://marxismofeminista.com/2020/06/30/a-sagrada-familia-neoliberalis… >
LACERDA, Marina Basso. O novo conservadorismo brasileiro: de Reagan a Bolsonaro. Porto Alegre:Editora Zouk, 2019, pp. 165-184.

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:
BELL, E. Insisting on neoliberalism. The persistente influence of neoliberalism in contemporary penality. Delito y sociedad, v. 38, dez. 2014, pp. 50–62.
BROWN, Wendy. Undoing the Demos: Neoliberalism’s Stealth Revolution. New York: Zone Books, 2015.
COOPER, Melinda. Family values: between neoliberalism and the new social conservatism. New York: Zone Books, 2017.
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016a.
DAVIS, Angela. Estarão as prisões obsoletas? Rio de janeiro: Difel, 2018.
HARCOURT, Bernard E. The counterrevolution: how our government went to war against its own citizens. New York: Basic Books, 2018.
LEMKE, Thomas. Foucault, governamentalidade e crítica. São Paulo: Politeia, 2017.
MINHOTO, Laurindo Dias. Encarceramento em massa, racketeering de estado e racionalidade neoliberal. Lua Nova, 109, 2020, p. 161-190.
SPADE, Dean. Normal life: Administrative violence, critical trans politics, and the limits of law. Duke University Press, 2015.
STANLEY, Eric A.; SMITH, Nat. Captive Genders. Trans Embodiment and the Prison Industrial Complex, Oakland, AK Press. 2011.
WACQUANT, Loïc. As Prisões da miséria. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
_____. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos – a onda punitiva. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Revan, 2007b.

Programa

AULA 1: Apresentação e Pré-Socráticos
AULA 2: Platão (parte 1)
AULA 3: Platão (parte 2)
AULA 4: Aristóteles (parte 1)
AULA 5: Aristóteles (parte 2)
AULA 6: Epicuro
AULA 7: Estoicos
AULA 8: Céticos

Bibliografia

Aristotle, The Complete Works of Aristotle, (1995), editado por Jonathan Barnes, volumes 1 e 2, Princeton University Press.
Diels, H., Die Fragmente der Vorsokratiker (1903), 3 volumes, ed. Walther Kranz, 6th edição.
Laks, A. e Most, W. G., Early Greek Philosophers, (2016), 9 volumes, editado e traduzido por André Laks e Glenn W. Most, Harvard University Press: Cambridge, Massachusetts/London, England.
Long, A. A. e Sedley, D. N., The Hellenistic Philosophers, (1987), volume 1, Cambridge University Press: Cambridge.
Long, A. A., Hellenistic Philosophy – Stoics, Epicureans, Sceptics, (1986), 2ª edição, University of California Press: Berkeley/Los Angeles.
Mesquita, A. P., Introdução Geral, (2005), em Obras Completas de Aristóteles, Volume I, Tomo I, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa/Imprensa Nacional-Casa da Moeda: Lisboa.
Plato, Complete Works, (1997), editado, com introdução e notas por John M. Cooper e D. S. Hutchinson, Hackett Publishing Company: Indianapolis/Cambridge.
Waterfield, R., The First Philosophers – The Presocratics and the Sophists, (2000), Oxford University Press: Oxford.

Programa

I – Blocos de sensações: afectos e perceptos na literatura.
II – O plano de composição, o fora e a fórmula.
III – A frase-imagem
IV – A metafísica da literatura

Referências bibliográficas:
DELEUZE, Gilles. Différence et répétition. PUF : Paris, 1968.
DELEUZE, Gilles. La logique du sens. Éditions Minuit : Paris, 1969.
DELEUZE, Gilles. Critique et clinique. Éditions Minuit : Paris, 1993.
DELEUZE, Gilles. Logique de la sensation. 2v. 3 e éd. Éditions de la Différence : Paris, 1994.
DELEUZE, Gilles ; GUATTARI, Félix. Mille plateaux. Éditions Minuit : Paris, 1989.
DELEUZE, Gilles ; GUATTARI, Félix. Qu’est-ce que la philosophie ? Éditions Minuit : Paris, 1991.
RANCIÈRE, Jacques. La chair des mots : politiques de l’écriture. Paris : Éditions Galilée, 1998.
RANCIÈRE, Jacques. Le destin des images. Paris : La Fabrique éditions, 2003.
RANCIÈRE, Jacques. La parole muette : essai sur les contradictions de la littérature. Paris : Hachette Littératures, 2005.
RANCIÈRE, Jacques. Aisthesis : scènes sur le régime esthétique des arts. Paris : Éditions Galilée, 2011.
RANCIÈRE, Jacques. Le fil perdu : essais sur la fiction moderne. Paris : Éditions la Fabrique, 2014.
RANCIÈRE, Jacques. Les bords de la fiction. Paris : Point, 2021.

Programa

1. Elaboração de diálogos completos.
2. Reforço da oralidade.
3. Verbos - infinitivos – verbos no presente, passado e futuro.
4. Reforço da parte escrita - elaboração de textos usando verbos nos três tempos verbais.
5. Leitura de textos
6. Preposições.
7. Situações do cotidiano e elaboração de diálogos correspondentes tanto no presente como no passado.
8. Revisão de verbos nas diferentes construções verbais no presente e no passado.
9. Reforço do tempo futuro.
10. Músicas de Israel


Bibliografia
CHAYAT; ISRAELI ; KOBLINER - Ivrit myn Haatchalá. Jerusalém, Academon, Ed. Universidade Hebraica de
Jerusalém, Parte I, 2007.
ELIOR, Mika; DOLBERG, Lilach e RIVLIN, Tina – Ivrit Mibait Tov. Jerusalém, Haagaf Lechinuch
mevugarim, 2004
GANENI, Nili e SHIMONI, Ruth – Ivrit Mibereshit. Holon, David Rachgold, 2005 – Volumes I e II
MAADIA, Meira – Leatsliach Beivrit – helek alef. Ramat Gan, Haagaf Lechinuch mevugarim, 2008
WAINBECH, Liora e LAUDAN, Edna – Et Laivrit. Tel Aviv, Matach, 1992

Programa

Aula 1: Apresentação geral da filosofia da diferença. Criação de conceitos. A relação entre arte e filosofia: literatura, pintura e cinema. Os intercessores. Estudos sobre Francis Bacon. Pintura e imagem.

Aula 2: Distinção entre a figura e o figurativo. Os três elementos da pintura: estrutura, Figura e contorno. Isolamento, atletismo, abjeção. Análise de quadros comentados.

Aula 3: Zona de indiscernibilidade. Carne e cabeça. Corpo, espírito e devir-animal. Possibilidades de interpretação no contexto da obra e do pensamento de Deleuze. Crítica da representação, intensidade e sensação.

Bibliografia básica

Deleuze, Gilles. Francis Bacon: lógica da sensação. Trad. Roberto Machado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007.

Silva, Cíntia. Pintura e histeria: lógica da sensação e figuras não representativas em Bacon e

Deleuze. Revista doispontos, Curitiba, São Carlos, vol. 11, n. 1, p.145-166, abril, 2014. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/doispontos/article/view/32809. Acesso em: 22 maio 2024.

Machado, Roberto. Deleuze, a arte a filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

Programa

Módulo IV:  será desenvolvida a técnica do estilo Shoka, arranjo característico do Período Edo (1603-1868).
1. História da Ikebana
2. Estilos de arranjos
3. Técnicas de fixação
4. Combinação de elementos

Bibliografia:
ABE, Kimiko e KAWAMURA, Tokuko – Ikebana, arte e criação no estilo Ikenobo, São Paulo, Aliança Cultural Brasil Japão, 1993
BENEDICT, Ruth – O Crisântemo e a Espada: padrões de cultura japonesa, São Paulo, Perspectiva, 1972
CHIANG SING – Ikebana, arte japonesa para arranjo de flores, Rio de Janeiro, Ediouro Publicações, 1979
HERRIGEL, Gusty L. – O Zen da arte da cerimônia das flores, São Paulo, Pensamento, 2013
KATO, Shuichi – Tempo e Espaço na cultura japonesa, São Paulo, Estação Liberdade, 2012
SILVÉRIO DE SOUZA, Valderson C – Flores Vivas – a presença do Ikebana Ikenobo no Brasil, São Paulo, dissertação de mestrado, FFLCH-USP, 2007
TAKENAKA, Reiko – Ikebana passo-a-passo, Tokyo, Patrimonio Tokyo LTD., 1998