Programa

Aula 1: de uma estética da violência
A aula inicial apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links, presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, uma introdução sobre a teoria sobre estética da violência e um curto debate historiográfico sobre a literatura feminina brasileira, temas que balizarão as discussões seguintes.

Bibliografia:
Telles, Norma. Escritoras, escritas, escrituras. In: Priore, Mary Del. História das mulheres no Brasil. São Paulo: Editora Unesp, 1992.


Aula 2: Estética da violência em Patrícia Melo
A segunda aula discutirá a obra da escritora paulista contemporânea Patrícia Melo, à luz dos conceitos discutidos na aula anterior. Em particular, será proposto uma discussão sobre dois de seus romances: Gog magog e O matador.

Bibliografia:
Melo, Patrícia. Gog Magog. Rio de Janeiro: Rocco, 2017.

Aula 3: Da obra esquecida de Sylvia Serafim
Esta aula discutirá a obra de Sylvia Serafim, apagada do cânone intelectual brasileiro, a despeito de sua relevância na época, por ter assassinado o irmão de Nelson Rodrigues. Serão selecionados trechos de sua obra para discussão em aula.

Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. Fios de prata, symphonia da dor. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas Alba, 1930.

Aula 4: a desumanização de Sylvia Serafim
Se a aula anterior trouxe a obra apagada de Serafim, e as demais aulas discutiram a estetização da violência, a aula derradeira mobilizará um debate sobre o processo de desumanização que Serafim sofreu após o crime, bem como sua captura pela memória popular e a disputa narrativa que se seguiu. Enfim todo o debate se encontrará sobre esta aula, conforme as narrativas sobre Sylvia serão colocadas em diálogo.

Bibliografia principal:
LINHA Direta. A primeira tragédia de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: Rede Globo, 7 de junho, 2007. Programa de TV.

Programa

Aula 1 – As línguas indígenas de importância histórica no Brasil e seu papel na nomeação do território brasileiro.
Aula 2 – Os topônimos quinhentistas de origem tupi.
Aula 3 – Os nomes de origem tupi com a posposição tupi -PE.
Aula 4 – A nomeação da Amazônia com topônimos indígenas
Aula 5 – Os nomes de origem indígena da “Paulistânia”, isto é, a região do sudeste, sul e centro-oeste do Brasil influenciada pelos paulistas
Aula 6 – Os nomes geográficos de origem indígena não tupi no Brasil; os nomes de origem indígena surgidos nos séculos XIX e XX

Bibliografia:
CARDOSO, Armando Levy. Toponímia Brasílica. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1961.
NAVARRO, Eduardo de Almeida. O último refúgio da língua geral no Brasil. In: Estudos Avançados. São Paulo, USP, v. 26, p. 245-254, 2012.
_________________ Tupi or not Tupi: A Identidade Indígena do Brasil. In: Revista Brasileira, Rio de Janeiro, 1941, v. I, p. 91-104, 2017.
_________________Os topônimos com a posposição tupi –pe no território brasileiro. In Revista do Museu Emílio Goeldi. Belém, 2021 (no pelo).

Programa

Dia 1 - Histórico da interface semiótica e computação
Por meio dos trabalhos de Pierre Maranda (1967; 1978) e Diana Luz Pessoa de Barros(2002; 2009), apresentaremos alguns conceitos de gramática discursiva e contexto situacional.

Dia 2 - Ferramentas e conceitos de linguística computacional
A partir de Ferreira e Lopes (2019), forneceremos um apanhado geral sobre a área de linguística computacional por meio dos conceitos de token e lema. Espera-se construir um primeiro extrator de n-gramas
e um concordanciador.

Dia 3 - Semiótica e TripAdvisor
Evidenciaremos o modelo pressuposto pela simples existência de um enunciado do tipo "avaliação de restaurante no TripAdvisor". Será apresenta nossa proposta de tipologia da sanção pragmática por meio de atualização do famoso quadrado semiótico via modelo catenário.

Dia 4 - Fora do corpus não há salvação: exemplo de análise
Apresentaremos as plataformas GitHub e Stack Overflow como ferramentas para consulta de códigos e retirada de dúvidas na Internet. Por meio do Google Colaboratory, apresentaremos um modelo de análise semiocomputacional realizado na “nuvem”.

Dia 5 - Exercício de análise e programação
Faremos a distribuição entre os alunos de corpora (pacotes de avaliações de restaurantes divididos em diferentes categorias). Por meio de análises descritiva e estatística, bem como do fornecimento de códigos de programação, guiaremos os alunos a realizar as próprias análises.

Dia 6 - Mini-seminários e horizontes futuros
Os interessados em apresentar os resultados das análises poderão utilizar slides para expor seus achados. Após, faremos uma rápida apresentação de horizontes de pesquisa por meio da semiótica tensiva e da inteligência artificial.

Referência bibliográfica
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ARNOLD, M.; La machine molle de W. S. Burroughs: étude sémiotique assistée par ordinateur des structures narratives du roman; Semiotics Unfolding: Proceedings of The Second Congress of the Internacional Association for Semiotics Studies Vienna, 1979; V. 1; pp. 713-720; De Gruyter Mouton; Berlin; 1984.
_________; Report on the Semiotics and Artificial Intelligence Workshop (Paris, France); The Semiotic Web 1987; de Gruyter Mouton; pp. 667–700; Berlin; 1988
_________; La sémiotique: un instrument pour la représentation des connaissances en intelligence artificielle; Études littéraires; vol. 21; n° 3; p. 81-90; Paris; 1989.
BARROS, D.; Teoria do discurso: fundamentos semióticos; Humanitas; São Paulo; 2002
——————-; Uma reflexão semiótica sobre a "exterioridade" discursiva; ALFA: Revista de Linguística; v. 53, n. 2; [online], 2009.
BEIVIDAS, W.; Um modelo catenário e tensivo para a estrutura do quadrado semiótico; Estudos Semióticos, 15, 39-53. 2019. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2019.156046 .
FERREIRA, M.; LOPES, M.; Para conhecer linguística computacional; Contexto; São Paulo; 2019.
GÉRON, A.; Mãos à obra. Aprendizado de máquina com Scikit-Learn e TensorFlow: ferramentas e técnicas para a construção de sistemas inteligentes; Alta Books Editora; Rio de Janeiro; [2017] 2019. Trad. Rafael Cantori.
GREIMAS, A.; L’ énonciation: une posture épistémologique; in Significação: Revista de Cultura Audiovisual, volume 1, pp 9 - 25; São Paulo; 1974; Disponível em: http://www.revistas.usp.br/significacao/article/view/9011 . Consulta: 22/01/2021
___________; A Enunciação (uma postura epistemológica). Cópia PDF traduzida por Jean Cristtus Portela e Maria Lúcia V. P. Diniz; Disponível em: http://semiotica.fflch.usp.br/sites/semiotica.fflch.usp.br/files/u45/en… .Consulta: 22/01/2021
___________; Semiótica e ciências sociais; Cultrix; São Paulo; [1976] 1981. Trad. Álvaro Lorencini e Sandra Nitrini
___________; Sobre o sentido II; Edusp, São Paulo; [1980] 2014. Trad. Dilson Ferreira da Cruz.
___________; e COURTÉS, J.; Dicionário de semiótica; Contexto; São Paulo; [1979] 2016. Trad. Alceu Dias Lima et al.
GRUS, J.; Data science do zero: primeiras regras com Python; Alta Books Editora; Rio de Janeiro; [2015] 2016. Trad. Welington Nascimento.
JURAFSKY, D.; MARTIN, J.; Speech and language processing; Prentice Hall; New Jersey; 2000.
MARANDA, P.; Formal analysis and inter-cultural studies; Social Science Information; 6(4); pp. 7-36; Paris; 1967.
__________; Sémantographie du domaine "travail" dans la haute-ville et dans la basse-ville de Québec; in Anthropologica, New Series, Vol. 20, No. 1/2; pp. 249-292; Canada; 1978.
MCKINNEY, W.; Python para análise de dados: tratamento de dados com Pandas, Numpy e IPython; Novatec Editora; São Paulo; 2018.Trad. Lucia Kinoshita
PANG, B.; LEE, L.; Opinion mining and sentiment analyses; in Foundations and Trends in Information Retrieval; v. 2 n. 1-2; pp 1-135.; Boston; 2008 http://dx.doi.org/10.1561/1500000011
TATIT, L.; Quantificações subjetivas: crônicas e críticas; in Caderno de Letras da UFF, Niterói, vol. 1º sem.(42), 35-50, 2011.
_______; Passos da semiótica tensiva; Ateliê Editorial; São Paulo; 2019.
ZILBERBERG, C.; Elementos de semiótica tensiva; Ateliê Editorial, São Paulo; [2006] 2011. Trad. Ivã Carlos Lopes, Luiz Tatit e Waldir Beividas.
______________; e FONTANILLE, J.; Tensão e significação. Humanitas-USP, [1998] 2001. Trad. Ivã Carlos Lopes, Luiz Tatit e Waldir Beividas.

Programa

Introdução ao curso e à linguística

BNCC e o ensino de língua portuguesa

Aquisição de português brasileiro como L1 e L2

Fonética e fonologia do português brasileiro

Morfologia: estrutura da palavra

Sintaxe: dimensão da estrutura oracional

Semântica: tempo e aspecto gramatical

Pragmática: linguagem em uso

Sociolinguística

Linguística histórica: mudanças no português brasileiro

Semiótica discursiva

Bibliografia (por módulo):

Introdução - O que é linguística?

Básica:
CUNHA, A. F.; COSTA, M. A.; MARTELOTTA, M. E. “Linguística”. In: MARTELOTTA, E. et al. Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008, p. 15-30.

Complementar:
FARACO, C.A.; ZILLES, A.M. Para conhecer: norma linguística. São Paulo: Contexto, 2017.
FIORIN, J.L. (org.). Introdução à Linguística: I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2002.
FIORIN, J.L. (org.). Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2002.
ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

Módulo 1 - BNCC e o ensino de língua portuguesa”

Básica:
GERALDI, J. W. O ensino de língua portuguesa - e a Base Nacional Comum Curricular. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 9, n. 17, p. 381-396, jul./dez. 2015. Disponível em: http://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/587.

Complementar:
ANTUNES, I. C. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
ANTUNES, I. C. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
ANTUNES, I. C. Gramática contextualizada: limpando “o pó das ideias simples”. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
BORTONI-RICARDO, S. M. et al. (org.) Por que a escola não ensina gramática assim? São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
FARACO, C. A. Gramática e ensino. Revista Diadorim, Rio de Janeiro, v. 2, n. 19, p. 11-26, jul./dez. 2017.
MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
NEVES, M. H. M. Que gramática estudar na escola? Norma e uso na língua portuguesa. São Paulo: Contexto, 2003.
ROJO, R.; BARBOSA, J. P. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. 2. ed. São Paulo: Mercado de Letras, 2010.
TRAVAGLIA, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2016.

Módulo 2 - Aquisição de português brasileiro como L1 e L2

Básica:
KLEIN, W. “O processo de aquisição de línguas”. In: KLEIN, W. L’aquisition de Langue Étrangère. Paris : Armand Colin, 1989. p. 12-29 (texto traduzido para o português)

Complementar:
DELL’ ISOLA, R. L. P. (org.). O Exame de Proficiência Celpe-Bras em foco. Campinas: Pontes, 2014.
GROLLA, E.; SILVA, M. C. F. “A fala do bicho homem e a fala dos outros bichos”. In: Para conhecer: aquisição de linguagem. São Paulo: Contexto, 2014, p. 14-25.
KENEDY, E. “O problema de Platão”. In: KENEDY, E. Curso básico de linguística gerativa. São Paulo: Contexto, 2016.
OLIVEIRA, R. S. Linha do tempo da didática das línguas estrangeiras no Brasil. In: Non plus, nº 7, 2015. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/nonplus/article/view/80013/106747
UFRGS. Acervo de provas Celpe-Bras. Disponível em: http://www.ufrgs.br/acervocelpebras

Módulo 3 - Fonética e fonologia do português brasileiro

Básica:
BASSO, R. M. “Os sons do português brasileiro e sua escrita”. In: BASSO, R. M. Descrição do português brasileiro. Linguística para o Ensino Superior, vol. 8. São Paulo: Parábola, 2019.

Complementar:
BATTISTI, E. “Fonologia”. In: SCHWINDT, L. C. (org.). Manual de Linguística: fonologia, morfologia e sintaxe. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
CHAGAS DE SOUZA, P.; SANTOS, R. S. “Fonética”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2002.
CHAGAS DE SOUZA, P.; SANTOS, R. S. “Fonologia”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2002.
MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. “Fonética”. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. Vol. 1. São Paulo: Cortez Editora, 2001.
MORI, A. C. “Fonologia”. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. Vol. 1. São Paulo: Cortez Editora, 2001.
SEARA, I. C.; NUNES, V. G.; LAZZAROTTO-VOLCÃO, C. Para conhecer fonética e fonologia do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015.

Módulo 4 - Morfologia: estrutura da palavra

Básica:
BASÍLIO, M. Formação e classes de palavras no português do Brasil. 3ª edição. São Paulo: Contexto, 2011.

Complementar:
FIGUEIREDO SILVA, M. C.; BOECHAT DE MEDEIROS, A. Para conhecer Morfologia. 1ª edição. São Paulo: Contexto, 2016.
GONÇALVES, C. A. V. Blends lexicais em português: não-concatenatividade e correspondência. Veredas, v.7, n.1, p.149-167, 2003.
GONÇALVES, C. A. V. A ambimorfemia de cruzamentos vocabulares: uma abordagem por ranking de restrições. Revista da Abralin, v. 5, n.1, p. 169-183, 2006.
PREARO-LIMA, R. Blends lexicais e neologismos: alguns conceitos e problematizações. Entrepalavras, [S.l.], v. 9, n. 3, p. 38-56, out. 2019. ISSN 2237-6321. Disponível em: http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista /article/view/1502/633.
MINUSSI, R. D.; OLIVEIRA, C. da S. Observações sobre o pejorativo sufixal: testando a intuição dos falantes diante de uma teoria de fase nas palavras. Gragoatá, [S.l.], v. 23, n. 46, p. 470-491, aug. 2018. ISSN 23584114. Disponível em: https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/33586.
PETTER, M. M. T. “Morfologia”. In: FIORIN, José Luiz. Introdução à linguística II: Princípios de Análise. São Paulo: Contexto, 2003.
ROSA, M. C. Introdução à Morfologia. 1ª edição. São Paulo: Contexto, 2000.
SANDALO, M. F. “Morfologia”. In: MUSSALIN, F.; BENTES, A. C. (eds.). Introdução à linguística. São Paulo: Cortez, 2001.
SANDMANN, A. J. Formação de Palavras. Curitiba: Scientia et Labor, 1988.
SANDMANN, A. J. Morfologia Geral. São Paulo: Contexto, 1991.
SANDMANN, A. J. Morfologia Lexical. São Paulo: Contexto, 1992.
SCHER, A. P. Formas truncadas em português brasileiro e espanhol peninsular: descrição preliminar. ReVEL, ed. esp. n. 5, p. 61-79, 2011.
VILLALVA, A. Estruturas morfológicas: unidades e hierarquia do Português. Lisboa: FCT, 2000.

Módulo 5 - Sintaxe: dimensão da estrutura oracional

Básica:
KATO, M. A. & NASCIMENTO, M. do. A arquitetura da Gramática. Gramática do Português Culto Falado no Brasil. Volume III: A construção da sentença. Campinas: Editora da Unicamp, 2009, p. 19 – 41.

Complementar:
CORRÊA, M. L. G. Pontuação: sobre seu ensino e concepção. Leitura: Teoria e prática, 24: 52-65. 1994.
DAHLET, V. A pontuação e as culturas da escrita. Filologia e Linguística Portuguesa, n. 8, p. 287-314, 2 ago. 2006.
KENEDY, E.; OTHERO, G. A. “A noção de constituinte”. In: KENEDY, E.; OTHERO, G. A. Para conhecer sintaxe. São Paulo: Contexto, 2018.
KENEDY, E.; OTHERO, G. A. “Articulação entre orações”. In: KENEDY, E.; OTHERO, G. A. Para conhecer sintaxe. Editora Contexto, São Paulo, 2018.
KENEDY, E.; OTHERO, G. A. “Funções Sintáticas”. In: KENEDY, E.; OTHERO, G. A. Para conhecer sintaxe. São Paulo: Contexto, 2018.
NEGRÃO, E.V.; SCHER, A.P.; VIOTTI, E.C. “Sintaxe: explorando a estrutura da sentença”. Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2010.
MIOTO, C.; SILVA, M. C.; LOPES, R. “O estudo da Gramática”. In: MIOTO, C.; SILVA, M. C.; LOPES, R. Novo manual de sintaxe. São Paulo: Contexto, 2013.
KATO, M. A. “A Gramática do Letrado: questões para a teoria gramatical”. In: KOLLER, E. et. al. (orgs.) Ciências da Linguagem: trinta anos de investigação e ensino. Braga: CEHUM (Universidade do Minho), 2005. p. 131-145.

Módulo 6 - Semântica: tempo e aspecto gramatical

Básica:
GUEDES, M. M. F. “Descrição Semântica de Tempo Gramatical e Aspecto e o Ensino dos Tempos Verbais”. In: MULLER, A.; Martins, N. P. (org.) Ensino de Gramática: Reflexões sobre a Semântica do Português Brasileiro. 1. ed. Campinas: Pontes Editores, 2021, p. 98-115. Disponível em: http://semanticaensino.fflch.usp.br/sites/semanticaensino.fflch.usp.br/….

Complementar:
ILARI, R. A expressão do tempo em Português. São Paulo: Contexto, 1997.
_______. A linguística e o ensino de língua portuguesa. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
ILARI, R.; OLIVEIRA, F.; BASSO, R. “Tense and Aspect: a Survey”. In: WETZELS, W. L.; COSTA, J.; MENUZZI, S. The Handbook of Portuguese Linguistics. John Wiley & Sons, 2016.
KLEIN, W. “How time is encoded”. In: KLEIN, W.; Li, P. (eds.) The expression of time. Berlin: Mouton de Gruyter, 2009, p. 39-82.
_______. Time in Language. London and New York: Routledge, 1994.
LACA, B.; MULLER, A. A Semântica dos tempos não marcados. Universidade de São Paulo, 2005.
OLIVEIRA, R. P. Semântica Formal: uma breve introdução. Campinas: Mercado das Letras, 2004.
WACHOWICZ, T. C. & FOLTRAN, M. J. Sobre a noção de aspecto. Cadernos de estudos linguísticos, Unicamp, 48, 2006. p. 211-232.

Módulo 7 - Pragmática: linguagem em uso

Básica:
FIORIN, J. L. “A Linguagem em uso”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística I: Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2003, p. 165-186.

Complementar:
BENVENISTE, E. Problemas de linguística Geral I. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1976, p. 247-259.
FIORIN, J. L. Astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Contexto, 1996.
FIORIN, J. L. “Pragmática”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística II: Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003, p. 161-185.
GRICE, H. P. “Logic and Conversation”. In: GRICE, H. P. Studies on the way of words. Massachusetts: Harvard University Press, 1991, p. 32-40.
LEVINSON, S. C. “O âmbito da Pragmática”. In: LEVINSON, S. C. Pragmática. Tradução de Luiz Carlos Borges & Aníbal Mari. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 1-64.
STALNAKER, R. Common ground. Linguistics and philosophy, 25, 2002. p. 701–721.
STALNAKER, R. Pragmatic Presuppositions. In: STALNAKER, R. Context and Content. Oxford University Press, 1999, p. 47-62.
SEARLE, J. “Uma Taxinomia dos Atos Ilocucionários”, In: SEARLE, J. Expressão e Significado: estudos da teoria dos atos de fala. 2a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002
AUSTIN, J. L. Quando dizer é fazer. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.

Módulo 8 - Sociolinguística

Básica:
BAGNO, M. “O que é ensinar português?”. In: BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. p. 143-147.
BAGNO, M. “O que é erro?”. In: BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. p. 147-154.
BAGNO, M. “Então vale tudo?”. In: BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. p. 154-156.
BORTONI-RICARDO, S. M. “Diversidade linguística e pluralidade cultural no Brasil”. In: BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 23-35.
FARACO, C. A. “Os três continua e a linguagem urbana comum”. In: FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 43-49.

Complementar:
BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
MENDES, R. B. “Língua e variação”. In: FIORIN, J. L. (org.). Linguística? Que é isso? São Paulo: Contexto, 2013. p. 111-135.

Módulo 9 - Linguística histórica: mudanças no português brasileiro

Básica:
CHAGAS, P. “A mudança linguística”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística I: objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2003. p. 141-164.

Complementar:
DE CAUX, D. D. TARALLO, Fernando (1990) Tempos linguísticos: itinerário histórico da língua portuguesa. DELTA: Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, v. 7, n. 2, 1991.
FARACO, C. A. Linguística histórica: Uma introdução ao estudo da história das línguas. São Paulo: Parábola, 2005.
NEGRÃO, E. V.; VIOTTI, E. Em busca de uma história linguística. Revista de Estudos da Linguagem, v. 20, n. 2, p. 309-342, 2012.
SILVA, R. V. M. Orientações atuais da linguística histórica brasileira. DELTA: Documentação de Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, v. 15, n. SPE, p. 147-166, 1999.
TARALLO, Fernando. Tempos linguísticos. São Paulo: Ática, 1990.
VIOTTI, E. “Mudança linguística”. In: FIORIN, J. L. (org.). Linguística? O que é isso? São Paulo: Contexto, 2015. p. 137-179.

Módulo 10 - Semiótica discursiva
Básica:
BARROS, D. L. P. “Estudos do discurso”. In: FIORIN, J. L. (org.) Introdução à Linguística II: princípios de análise. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2005. p. 187-213.

Complementar:

BARROS, D. L. P. Teoria semiótica do texto. 5. ed. São Paulo: Ática, 2014.
BRASIL. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Diário Oficial da União: Brasília: MEC/CEF, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio
FIORIN, J. L. Elementos de análise do discurso. 15. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto: leitura e redação. 7. ed. São Paulo: Ática, 1993.
FLOCH, J-M. Alguns conceitos fundamentais em semiótica geral. Documentos de estudo do CPS, 1. São Paulo: CPS PUC-SP, 2001, p. 9-29.

Programa

Aula 1: Introdução a um assassinato: quem foi Sylvia Serafim e por que nunca ouvi falar dela?
A primeira aula apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links, presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, terá espaço uma aula introdutória sobre o estudo de caso que permeará todo o curso. A intenção desta aula inicial é apresentar a personagem, contextualizar sua história, e pavimentar o caminho à discussão teórica que se seguirá.
Bibliografia:
CARLONI, Karla; FORTES, Carolina Coelho (org.). Mulheres tecendo o tempo: experiências e experimentos femininos no medievo e na contemporaneidade. Curitiba: CRV, 2020.
SERAFIM, Sylvia. Fios de prata, symphonia da dor. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas Alba, 1930.

Aula 2: De uma estética da violência: sensacionalismo no jornalismo e na literatura
A segunda aula desdobrará elementos teóricos essenciais à compreensão do caso de Sylvia Serafim, colocando em diálogo estética da violência e sensacionalismo. Por meio desse contato, será possível perceber o cenário
político e social de 1929, e as razões pelas quais Marialva Barbosa classifica o assassinato de Roberto Rodrigues como marco no fim da era de ouro do jornalismo de sensações.
Bibliografia:
BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007.

Aula 3 - Queimem as bruxas: o espaço da mulher na literatura, na imprensa e a desumanização de desviantes
A última aula continuará o fio legado pelas duas anteriores, na intenção de pensar como essa estética da violência e sensacionalismo impulsionam um processo de desumanização do feminino desviante. Para isso, além de
contextualizar o conceito de desumanização, também trabalhará sobre o papel feminino na literatura e no jornalismo no cenário da década de 1920.
Bibliografia:
MORAES, Eliane Robert. Perversos, amantes e outros trágicos. São Paulo: Iluminuras, 2013.

Programa

Aula 1 – 01/08/2023 – Identificando desafios
Panorama introdutório de alguns dos principais desafios da pesquisa em canção popular na área de Humanidades,
especialmente nos campos da História, Sociologia, Letras e Música.
Bibliografia:
NAPOLITANO, Marcos. O fonograma como fonte para a pesquisa histórica sobre música popular: problemas e
perspectivas, Anais XIV Congresso Anppom, Porto Alegre, 2003, 1-3.
TRAVASSOS, Elizabeth. “Pontos de escuta da música popular no Brasil”. In: ULHÔA, Martha; OCHOA, Ana Maria
(orgs.). Música popular na América Latina: pontos de escuta. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2005, p. 94-111.

Aula 2 – 03/08/2023 – Contribuições da análise semiótica da canção
Abordagem das contribuições da análise semiótica da canção conforme a perspectiva de Luiz Tatit.
Bibliografia:
TATIT, Luiz. “Dicção do cancionista”. In: O cancionista: composição de canções no Brasil. 2ª ed. São Paulo: Ed.
USP, 2002, p. 9-27.
MACHADO, Regina. “A semiótica da canção e sua aplicação na análise do comportamento da voz cantada”. In: Da
intenção ao gesto interpretativo: análise semiótica do canto popular brasileiro. Tese de doutorado em Semiótica e
Linguística, FFLCH, USP, 2012, p. 41-54.

Aula 3 – 08/08/2023 – Canção, historicidade, performance
Discussão da performance na canção popular como um processo histórico-social.
Bibliografia:
PARANHOS, Adalberto. “A música popular e a dança dos sentidos: distintas faces do mesmo”, ArtCultura, n.º 9,
Uberlândia, Edufu, jul./dez., 2004, p. 22-31.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: EDUC, 2000.

Aula 4 – 10/08/2023 – A canção, o fonograma e o álbum
Caracterização histórico-social das especificidades do fonograma e do álbum de canções como objeto de estudo.
Bibliografia:
MAMMÌ, Lorenzo. “A era do disco”. In: A fugitiva: ensaios sobre música. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p.
104-124.
MOLINA, Sérgio. “Seis premissas e duas referências teóricas”. In: Música de montagem: a composição de música
popular no pós-1967. São Paulo: É Realizações, 2017, p. 19-49.

Programa

Aula 1: A Renascença Sulista
Aula 2: William Faulkner e O som e a fúria
Aula 3: Carson McCullers e O coração é um caçador solitário
Aula 4: Os pontos de vista de Faulkner: Trechos de O som e a fúria, Luz em agosto e Absalão, Absalão!
Aula 5: Os narradores oniscientes de McCullers: Trechos de O coração é um caçador solitário e A balada do café triste
Aula 6: Alguns temas em Faulkner e McCullers
a) o Sul
b) personagens mulheres

Referências:

ARSENAULT, Raymond. “The South”. In: A Companion to 20th century America. WHITFIELD, Stephen J. Maiden: Blackwell Publishing, 2004.
BARNARD, Rita. “Modern American Fiction”. In: The Cambridge Companion to American Modernism. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.
BLOOM, Harold. Carson McCullers (Modern Critical Views). New York: Chelsea House Publishers, 1986.
BLOOM, Harold. Carson McCullers (Bloom’s Modern Critical Views). New York: Bloom’s Literary Criticism, 2009.
BLOOM, Harold. William Faulkner (Bloom’s Modern Critical View) New York: Infobase Publishing, 2008.
BRINKMEYER JR, Robert H. “The Southern literary renaissance”. In: GRAY, Richard. ROBINSON, Owen. A Companion to the literature and culture of the American South. Malden: Blackwell Publishing, 2004
BROOKS, Cleanth. “History and the sense of tragic”. William Faulkner: The Yoknapatawpha Country. New Haven: Yale University Press, 1974, p. 295-324.
BRUMM, Ursula. “William Faulkner and the Southern Renaissance” In: CUNLIFFE, Marcus. American Literature Since 1900. New York: Penguin Books, 1993.
CARR, Virginia Spencer. Understanding Carson McCullers (Understanding Contemporary American literature). Columbia: University of South Carolina Press, 1991.
COOK, Richard. “The Heart is a Lonely Hunter”. Carson McCulllers (Modern Literary Monographs). New York: Frederick Ungar Publishing Company, 1975.
DOWNEY, Dara. “The Gothic and the Grotesque in the Novels of Carson McCullers”. In: CROW, Charles L; STREET, Susan Castillo. The Palgrave Handbook of the Southern Gothic. London: Palgrave Macmillan, 2016.
EVANS, Oliver. “The Achievement of Carson McCullers”. In: BLOOM, Harold. Carson McCullers (Modern Critical Views). New York: Chelsea House Publishers, 1986.
FAULKNER, William. Absalão, Absalão!. Tradução de Celso Mauro Paciornik e Julia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
FAULKNER, William. Luz em agosto. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
FAULKNER, William. O som e a fúria. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
GLEESON-WHITE, Sarah. “Revisiting the Southern Grotesque: Mikhail Bakhtin and the Case of Carson McCullers”. In: BLOOM, Harold. Carson McCullers: edited and with an introduction by Harold Bloom. New York: Bloom’s Literary Criticism, 2009.
GRAY, Richard. “The Social and Historical Context''. The Literature of Memory: Modern Writers of the American South. Baltimore: The John Hopkins University Press, 1977.
HOFFMAN, Frederick J. The Art of Southern Fiction: A study of some modern novelists. Carbondale: Southern Illinois University Press, 1967.
KARTIGANER, Donald M. “Absalom, Absalom!”. The Fragile Thread: the meaning of form in Faulkner’s novels. Amherst: The University of Massachusetts Press, 1979, p. 69-106.
KAZIN, Alfred. “The secret of the South: from Faulkner to Percy”. Bright Book of Life: American Novelists and Storytellers from Hemingway to Mailer. Boston: Little, Brown and Company, 1973.
LAWSON, Levis A. “The Grotesque in Recent American Fiction”. In: Patterns of Commitment in American Literature. LaFRANCE, Marston. Toronto: University of Toronto Press, 1967.
MILLGATE, Michael. Faulkner. Edinburgh: Oliver and Boyd, 1961.
McCULLERS, Carson. A balada do café triste e outras histórias. Tradução de Caio Fernando Abreu. Rio de Janeiro: José Olympio, 2009.
McCULLERS, Carson. Coração hipotecado. Osasco: Novo Século, 2010
McCULLERS, Carson. O coração é um caçador solitário. Tradução de Rosaura Eichenberg. São Paulo: Carambaia, 2022.
McDOWELL, Margaret B. Carson McCullers (Twayne’s United States Authors Series). Boston: G. K Hall, 1980.
MILLICHAP, Joseph R. The Realistic Structure of "The Heart Is a Lonely Hunter". Twentieth Century Literature. Durham: Duke University Press. Jan., 1971, Vol. 17, No. 1, 1971.
TOWNER, Theresa M. The Cambridge Introduction to William Faulkner. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
WEAVER, Richard M. “Contemporary Southern Literature”. Texas Quarterly II. Summer 1959.
WEINSTEIN, Philip M. The Cambridge Companion to William Faulkner. Cambridge: Cambridge University Press, 1995.
WEINSTOCK, Jeffrey Andrew. The Cambridge Companion to the American Gothic. Cambridge: Cambridge University Press, 2017.
WESTLING, Louise Hutchings. “The Blight of Southern Womanhood”. In: Sacred Groves and Ravaged Gardens. Athens: University of Georgia Press, 1985.
WILLIAMS, Raymond. “Dominant, Residual and Emergent”. Marxism and Literature. Oxford: University of Oxford Press, 1978.
WILSON, Charles Reagan. The American South: A Very Short Introduction. New York: Oxford University Press, 2021.
WILLIAMSON, Joel. William Faulkner and Southern History. New York: Oxford University Press, 1993.

Programa

Aula 1 - Qual fim do mundo? Três leituras do apocalipse Antropocênico
Tópicos
O colapso da visão antropocêntrica e de progresso
A “carbonização” como programa planetário neoliberal
Ruínas enquanto espaços a serem habitados

Textos:
Latour, Bruno. Diante de Gaia: oito conferências sobre a natureza no Antropoceno. Tradução Maryalua Meyer. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
Mbembe, Achille. Brutalismo. Tradução Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1 edições, 2022.
Tsing, Anna. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Tradução Thiago Mota Cardoso et al. Brasília: IEB Mil Folhas, 2019.
__________. O cogumelo no fim do mundo. Tradução Jorge Menna Barreto e Yudi Rafael. São Paulo: n-1 edições, 2022.

Aula 2 - Dispositivos escatológicos: tecnologias de governo de humanos e não humanos
Tópicos:
Governo das coisas: uma noção a ser atualizada para o Antropoceno
Escalabilidade no Plantationceno
Extrativismos

Textos:
Foucault, Michel. Segurança, Território, População. Curso dado no Collège de France (1977-1978). Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
Mezzadra, Sandro e Neilson Brett. On the multiple frontiers of extraction: excavating contemporary capitalism, Cultural Studies, 31 (2-3), pp. 185-204, 2017. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/09502386.2017.1303425.
Tsing, Anna. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Tradução Thiago Mota Cardoso et al. Brasília: IEB Mil Folhas, 2019.
__________. O cogumelo no fim do mundo. Tradução Jorge Menna Barreto e Yudi Rafael. São Paulo: n-1 edições, 2022.

Aula 3 - Tecnopolíticas da conservação ambiental neoliberal
Tópicos:
A digitalização da natureza
A emergência das florestas políticas
Vigilância, securitização e financeirização do meio ambiente

Textos:
Adams, W. M. (2019). Geographies of conservation II: Technology, surveillance and conservation by algorithm. Progress in Human Geography, 43(2), 337-350. https://doi.org/10.1177/0309132517740220
Gabrys, J., Westerlaken, M., Urzedo, D., Ritts, M., & Simlai, T. Reworking the political in digital forests: The cosmopolitics of socio-technical worlds. Progress in Environmental Geography, 1(1-4), 58-83, 2022, Disponível em: https://doi.org/10.1177/27539687221117836 .
Goldstein, Jessica. The Volumetric Political Forest: Territory, Satellite Fire Mapping, and Indonesia's Burning Peatland, Antipode, 52, 4, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1111/anti.12576 .
Goldstein J. E., Faxon H. O. New Data Infrastructures for Environmental Monitoring in Myanmar: Is Digital Transparency Good for Governance? Environment and Planning E: Nature and Space 5(1), 39–59, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1177/2514848620943892 .
Rothe, D. Seeing like a satellite: Remote sensing and the ontological politics of environmental security. Security Dialogue, 48(4), 334-353, 2017.https://doi.org/10.1177/0967010617709399


Aula 4 - Outras histórias, contramapeamentos e resistências
Tópicos
Arte de notar: história das atividades humanas e dos participantes não humanos
Experiências de contramapeamento:
• Uso de drones por comunidades tradicionais em suas lutas
• Satélites e memórias recontam a história da Amazônia
Tecnologias e seus usos críticos

Textos:
Bennett, M. M., Chen, J. K., Alvarez León, L. F., & Gleason, C. J.. The politics of pixels: A review and agenda for critical remote sensing. Progress in Human Geography, 46(3), 729-752, 2022. https://doi.org/10.1177/03091325221074691
Fish, Adam. Drones: visual anthropology from the air. In: Vannini P (ed). The Handbook of Ethnographic Film and Video. Abingdon & Oxon: Routledge, 247–255, 2020.
Tavares, Paulo. In the Frontiers of Amazonia: A Brief Political Archaeology of Global Climate Emergency. In: Demos, T.J.; Scott, E. E and Baerjee, Subhankar (eds.); The Routledge companion to contemporary art, visual culture, and climate change: New York: Routledge, 26-34, 2021.
Tsing, Anna. O cogumelo no fim do mundo. Tradução Jorge Menna Barreto e Yudi Rafael. São Paulo: n-1 edições, 2022.

Programa

Aula 1 (14/10) – Os círculos boêmios de literatos e pintores: uma nova estética em ascensão
Aula 2 (16/10) – O romance francês e o impressionismo: L’Oeuvre (1886), de Émile Zola
Aula 3 (21/10) – O romance inglês e o impressionismo: A Modern Lover (1883), de George Moore
Aula 4 (23/10) – O romance brasileiro e o impressionismo: Mocidade Morta (1899), de Gonzaga Duque

Bibliografia:
BENJAMIN, Walter. Paris, capital do século XIX. Trad. Flávio Kothe. In: KOTHE, Flávio (Org.) Walter Benjamin: sociologia. São Paulo: Ática, 1985.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte: gênese e estrutura do campo literário. Trad. Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
CASANOVA, Pascale. A República Mundial das Letras. Trad. Marina Appenzeller. São Paulo: Estação Liberdade, [1999] 2002.
CLARK, T.J. A pintura na vida moderna: Paris na arte de Manet e de seus seguidores. Trad. José Geraldo Couto. São Paulo: Companhia das Letras, [1984] 2004.
COLI, Jorge. O corpo da liberdade: reflexões sobre a pintura do século XIX. São Paulo: SESI-SP Editora, 2018.
DOMBROWSKI, André (Org.) A Companion to Impressionism. Newark: John Wiley & Sons Ltd, 2021.
DUQUE, Gonzaga. A Arte Brasileira (1888). Introdução e notas de Tadeu Chiarelli. Campinas: Mercado de Letras, 1995.
DUQUE, Gonzaga. Mocidade Morta (1899). Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1995.
DUQUE, Gonzaga. Impressões de um amador. Textos esparsos de crítica (1882-1909). Organização de Júlio Castañon Guimarães e Vera Lins. Belo Horizonte: Editora UFMG; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2001.
DUQUE, Gonzaga. Outras impressões: crônica, ficção, crítica, correspondência, 1882- 1910. Organização de Júlio Castañon Guimarães e Vera Lins. Rio de Janeiro: Contra Capa/FAPERJ, 2011.
DUQUE, Gonzaga. Contemporâneos: pintores e escultores. Organização de Vera Lins. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2024.
FLINT, Kate (Ed.) Impressionists in England: The Critical Reception. London: Routledge & Kegan Paul, 1984.
GATHERAL, James. The Bohemian Republic: Transnational Literary Networks in the Nineteenth Century. London: Routledge, 2021.
GLINOER, Anthony. La bohème: Une figure de l’imaginaire social. Montréal: Les Presses de l’Université de Montréal, 2018.
HERBERT, Robert. Impressionism: Art, Leisure, and Parisian Society. New Haven; London: Yale University Press, 1988.
JOYCE, Simon. Modernism and Naturalism in British and Irish Fiction, 1880-1930. New York: Cambridge University Press, 2015.
MOORE, George. A Modern Lover (1883). 2 ed. London: Vizetelly & Company, 1885.
MOORE, George. Confessions of a Young Man (1888). Gloucester: Dodo Press, 2007.
MOORE, George. Modern Painting. London: Walter Scott, 1893.
MOORE, George. Reminiscences of the Impressionist Painters. Dublin: Maunsel & Co., Ltd., 1906.
NEEDELL, Jeffrey. Belle Époque Tropical: Sociedade e cultura de elite no Rio de Janeiro na virada do século. Trad. Celso Nogueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
REWALD, John. História do Impressionismo. Trad. Jefferson Luís Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
SANDANELLO, Franco Baptista. Por uma definição de impressionismo literário (ou para além do impressionismo na
literatura). Afluente: Revista de Letras e Linguística, v. 1, n. 2, p. 155-175, 2016.
VIEIRA, Miriam de Paiva. Écfrase: de recurso retórico na Antiguidade a fenômeno midiático na contemporaneidade. Todas as Letras, São Paulo, v. 19, n.1, p. 45-57, jan./abr. 2017.
ZOLA, Émile. Mon Salon. Paris: Librairie Centrale, 1866.
ZOLA, Émile. Éd. Manet: étude biographique et critique. Paris: E. Dentu, Éditeur, 1867.
ZOLA, Émile. L’Oeuvre (1886). Préface, notes et dossier par Marie-Ange Voisin-Fougère. Paris: Le Livre de Poche, 1996.
ZOLA, Émile. A obra (1886). Trad. Jorge Coli. São Paulo: Editora Unesp, 2022.
ZOLA, Émile. Écrits sur l’art. Chronologie et préface par Antoinette Ehrard. Paris: Garnier- Flammarion, 1970.
ZOLA, Émile. A Batalha do Impressionismo. Trad. Martha Gambini. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.

Programa

Detalhamento:

1. Breve histórico da língua russa e seu alfabeto
2. Algumas particularidades da língua russa (casos, aspectos verbais, verbos de movimento)
3. Alfabetização
4. O caso nominativo
5. O gênero do substantivo: masculino, feminino e neutro
6. O número do substantivo: singular e plural
7. O adjetivo: gênero e número
8. O verbo russo: primeira e segunda conjugação
9. Os advérbios
10. O caso prepositivo: declinação do substantivo singular
11. O caso prepositivo: declinação do adjetivo e pronomes
12. Vocabulário
13. Fonética
14. Informações complementares relativas à história e à cultura russa 


Bibliografia
AMÉRICO, Ekaterina Volkova; FERNANDES, Gláucia Roberta Rocha. Fale tudo em russo! Barueri:
Disal Editora, 2013. 336 p.
CASTRO, Tanira. Fale russo: leitura. Porto Alegre: Ediplat, 2007. 144 p.
ESMANTOVA, T. Russkii iazyk: 5 elementov. Nível A1 (elementar). São Petersburgo: Zlatoust,
2016, 319p.
KHAVRÓNINA, S. A e CHIROTCHÉNSKAIA, A. I. Russian in exercises. Moscou: Progress
Publishers, 1981.
MILLER, L. V.; POLITKÔVA, L. V.; RIBAKÔVA I. I. Jíli-bíli – 28 urokov rússkogo iaziká dlia
natchináiuschikh. 4ª edição. São Petersburgo: Zlatoust, 2003. 152 p.
STEPÁNOVA, F.; IÉVLIEVA, Z.; TRÍUCHINA, L. Rússki iazyk dliá vsiekh. Moscou: Editorial
Progresso, 1981.
TCHERNICHÔV, S. I. Poiekhali! Rússki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. São Petersburgo:
Zlatoust, 2019. 280 p.