Programa

01. A ascensão econômica da China e seu impacto na América Latina
Professor Responsável: Thomas Law  (07 de outubro- 9h-13h)

Justificativa: A transformação da China em uma potência econômica global alterou as dinâmicas comerciais e de investimento na América Latina, tornando-se seu principal parceiro comercial. Este tema explora os efeitos dessa relação assimétrica, porém bastante distinta se comparada a outras dinâmicas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Pontos de Análise
●    Principais produtos exportados da América Latina para a China: soja, minério de ferro, petróleo
●    Dependência da América Latina em relação ao mercado chinês: riscos e oportunidades
●    Empresas chinesas na América Latina: infraestrutura, energia e tecnologia
●    Diferenças no modelo de investimentos chineses e ocidentais
●    Bancos chineses na América Latina
●    Big Techs chinesas: caso especificio da Inteligencia Artificial
Bibliografia sugerida
●    Gallagher, K. P., & Porzecanski, R. (2010). The Dragon in the Room: China and the Future of Latin American Industrialization. Stanford University Press.
●    CEPAL. (2018). La Inversión Extranjera Directa en América Latina y el Caribe. Disponível em: https://www.cepal.org 
●    World Bank. (2021). China’s Economic Rise: History, Trends, Challenges, and Implications for the United States. Disponível em: https://www.worldbank.org 

02. Documentos sobre relações China-América Latina
Professor Responsável: Víctor Gabriel Rodríguez (14 de outubro, 9h-13h)

Justificativa
A análise de tratados, acordos bilaterais e marcos legais é fundamental para compreender a estrutura formal das relações entre a China e os países da América Latina. Esses documentos refletem os interesses mútuos e as áreas prioritárias de cooperação, como comércio, investimentos e infraestrutura.
Pontos de Análise
●    Principais tratados bilaterais Brasil-China
●    Acordos multilaterais CELAC – China Forum
●    Declarações dos líderes chineses sobre a relação com a América Latina
Bibliografia sugerida
●     Ellis, R. E. (2014). China on the Ground in Latin America: Challenges for the Chinese and Impacts on the Region. Palgrave Macmillan.
●    Acordos bilaterais disponíveis no site do Ministério das Relações Exteriores da China. Disponível em: https://www.fmprc.gov.cn 
●    Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). (2020). China-Latin America and the Caribbean: Opportunities for Trade and Investment. Disponível em: https://publications.iadb.org 
●    XI JINPING, Carry forward the spirit of the war to resist US aggression and Aid Korea in the Great Historic Struggle, in: In The Governance of China IV, Beijing: Foreign Languages Press Co. Ltd., 2022.
●    XI JINPING, Stay true to multilateralism and contribute to world prosperity. (nov. 2020, 12th Brics Summit). In The Governance of China IV, Beijing: Foreign Languages Press Co. Ltd., 2022.

03. Bancos de Desenvolvimento e a Cooperação China-América Latina: AIIB, Banco dos BRICS e Outros
Professores Responsáveis: Thomas Law, Víctor Rodríguez (21 de outubro, 9h-13h)
Justificativa
Os bancos de desenvolvimento desempenham um papel crucial no financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento na América Latina. Este tema explora o papel do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), sediado em Pequim, em comparação com o Banco dos BRICS (Novo Banco de Desenvolvimento - NBD) e outras instituições financeiras internacionais. O AIIB, liderado pela China, tem expandido sua atuação global, incluindo a América Latina, oferecendo uma alternativa aos bancos tradicionais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A tendência desses bancos multilaterais de desenvolvimento é sempre ampliar-se.
Pontos de Análise
●    O papel do AIIB no financiamento de infraestrutura na América Latina
●    Comparação entre o AIIB e o Banco dos BRICS em termos de objetivos, estrutura e projetos financiados
●    A relação entre o AIIB e os bancos regionais, como o BID e a CAF (Corporação Andina de Fomento)
●    Os desafios e críticas relacionados à governança e transparência dessas instituições
Bibliografia sugerida
●    AIIB. (2022). Annual Report and Financial Statements. Disponível em: https://www.aiib.org 
●    Stuenkel, O. (2016). Post-Western World: How Emerging Powers Are Remaking Global Order. Polity Press.
●    NBD. (2022). Annual Report. Disponível em: https://www.ndb.int 
●    Gallagher, K. P., & Myers, M. (2021). China-Latin America Finance Database. Boston University Global Development Policy Center. Disponível em: https://www.bu.edu 
●    CEPAL. (2020). Financiamiento para el Desarrollo en América Latina y el Caribe. Disponível em: https://www.cepal.org.
 
04. Relações Brasil-China: Diplomacia e Relações com a China no governo brasileiro atual
Professor Responsável: Júlio César Suzuki e Suzana Silveira (28 de outubro, 9h-13h)
Justificativa
As relações entre Brasil e China têm se intensificado nas últimas décadas, tornando-se um eixo estratégico tanto para a política externa brasileira quanto para a chinesa. Durante os governos do Presidente Lula (2003-2010 e 2023-), essa relação ganhou destaque, com avanços significativos nas áreas de comércio, investimentos, cooperação tecnológica e diplomacia multilateral. Este tema explora a evolução dessa parceria, com foco no papel do Presidente Lula na aproximação bilateral e no fortalecimento dos BRICS.
Pontos de Análise
●    A política externa do governo Lula e a priorização das relações com a China
●    O aumento do comércio bilateral e os principais setores de cooperação (agropecuária, energia, tecnologia)
●    O papel do Brasil e da China nos BRICS e sua influência na governança global
●    Os desafios e críticas à relação bilateral, incluindo questões ambientais, dependência comercial e assimetrias
●    A retomada das relações bilaterais no terceiro mandato de Lula (2023-) e as perspectivas futuras
●    A política externa de Trump e os efeitos para a aproximação chinesa
Bibliografia sugerida
●    Vigevani, T., & Cepaluni, G. (2007). A Política Externa de Lula da Silva: A Estratégia da Autonomia pela Diversificação. Contexto Internacional.
●    Oliveira, H. A. (2018). China-Brazil Relations: From Strategic Partnership to Global Power Shift. Journal of Latin American Studies.
●    BRICS Policy Center. (2023). Relatório sobre as Relações Brasil-China no Governo Lula. Disponível em: https://www.bricspolicycenter.org 
●    CEPAL. (2022). As Relações Econômicas entre Brasil e China: Comércio e Investimentos. Disponível em: https://www.cepal.org 
●    Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE). (2023). Declarações Conjuntas Brasil-China. Disponível em: https://www.gov.br/mre 

05. A Geopolítica da China: Estratégias, Disputas e Soberania marítima
Professor Responsável: Júlio César Suzuki (04 de novembro - 9h-13h))
Justificativa
A ascensão da China como potência global envolve uma estratégia marítima fundamental para sua segurança e projeção de poder. O controle de rotas estratégicas, como o Mar do Sul da China e o Estreito de Malaca, a militarização de ilhas artificiais e a política da “String of Pearls” refletem seu objetivo de consolidar influência no Indo-Pacífico. Questões pouco compreendidas no ocidente como as regiões de Taiwan e Hong Kong afetam diretamente sua política externa, enquanto a Rota Marítima da Seda, parte da Belt and Road Initiative (BRI), amplia sua presença na América Latina por meio de investimentos portuários.
Pontos de Análise
●    A geografia estratégica da China e sua relação com o poder marítimo
●    O conceito de First Island Chain e Second Island Chain
●    O Mar do Sul da China e o estreito de Malaca
●    A importância dos portos estratégicos e a política da 'String of Pearls'
●    Taiwan e Hong Kong: desafios de soberania e projeção de poder
●    Taiwan: histórico da separação e sua posição estratégica no Indo-Pacífico
●    A política de 'Uma Só China' e as implicações para a América Latina
●    Hong Kong: transição do domínio britânico para a administração chinesa e sua posição no comércio global
●    A militarização do Mar do Sul da China e suas implicações internacionais
●    Aquisição de infraestrutura portuária na Argentina, Brasil e Panamá
●    O papel da América Latina na estratégia global chinesa
Bibliografia sugerida
●    Cheng, J. Y. S. (2019). Multilateral Approach in China's Foreign Policy: An Assessment of the South China Sea Issue. Routledge.
●    Oliveira, Vagner Belarmino de, A evolução da estratégia naval da China nos últimos 40 anos, Caderno da Escola de Guerra Naval, Rio de Janeiro, v. 3, pp. 6-86, 2019.


06. Influência na América Latina: cultura, educação e diplomacia
Professor Responsável: Thomas Law, Victor Rodríguez (11 de novembro, 9h-13h))
Justificativa
A China tem expandido sua influência cultural e educacional na região, promovendo o ensino do mandarim, bolsas de estudo e centros culturais. Este tema analisa o soft power como ferramenta de aproximação, destacando suas estratégias, impactos e desafios.
Pontos de Análise
●    A estratégia de soft power da China na América Latina
●    Comparação com o soft power de outras potências, como os Estados Unidos e a União Europeia
●    Expansão dos Institutos Confúcio na América Latina: números, localização e objetivos
●    O papel dos Institutos Confúcio no ensino do mandarim e na difusão da cultura chinesa
●    Centros culturais e eventos de promoção da China
●    A criação de centros culturais chineses na América Latina
●    Eventos como o Ano da China na América Latina e festivais culturais
●    A utilização de mídias sociais e plataformas digitais para promover a cultura chinesa
●    Parcerias entre veículos de comunicação chineses e latino-americanos
●    A atuação da CCTV e da Xinhua na região
●    O sucesso da China em melhorar sua imagem: superar o ‘século da humilhação’
●    A reação de outros atores globais e regionais à expansão do soft power chinês
Bibliografia sugerida
●    ROUVINSKI, V., China’s soft power in Latin America, Diálogo Político, 1/2023, pp. 56-65
●    UNESCO. (2021). China’s Cultural Diplomacy in Latin America. Disponível em: https://www.unesco.org.
●    Hanban/Confucius Institute Headquarters. (2022). Annual Report on Confucius Institutes. Disponível em: http://www.hanban.org.
●    CEPAL. (2020). La Influência Cultural de China en América Latina. Disponível em: https://www.cepal.org.
●    Shambaugh, D. (2015). China’s Soft-Power Push: The Search for Respect. Foreign Affairs.
Bibliografia básica do curso:
XI JINPING, A governança da China IV, Beijing: Foreign Languages Press Co. Ltd., 2022.
RIVERO SOTO, VILLEGAS ARCE, Priscila, China y América Latina y el Caribe: relaciones multidimensionales y multinivel, Flacso, 2024 (descarga disponível na FLACSO)
LAW, Thomas, RODRÍGUEZ, Víctor, WU Wenfang (orgs), A consolidação legal das relações entre Brasil e China, SP: Ed. D’Placido/Ibrachina,  2023.
 

Programa

Aula 1 – Escrita acadêmica: o contexto de produção dos gêneros textuais pertencentes à esfera dos estudos universitários e à esfera da carreira acadêmica. Contexto de produção de um projeto de pesquisa; as partes nas quais ele se organiza; formulação dos objetivos e das perguntas de pesquisa.
 
Aula 2 – Características do contexto de produção de um congresso; características de resumo para congresso.
 
Aula 3 – O contexto de produção de uma comunicação oral; as principais características de uma comunicação oral; as partes nas quais ela se organiza; Características da comunicação oral; oral formal; produção de slides
 
Aula 4 – Apresentação dos alunos.
 
Metodologia:
Aulas interativas com leitura, discussões e produção textual; uso de vídeos que abordem os temas trabalhados na aula e a partir dos quais os alunos possam realizar produções escritas.
 
Bibliografia:
 
ECO, U. Como se faz uma tese. São Paulo: Perspectiva, 2008. 21.edição.
MACHADO, A. R. ; LOUSADA, E. L. ; ABREU-TARDELLI, L. S. Resenha. São Paulo: Parábola, 2004a.
__________. Resumo. São Paulo: Parábola, 2004b.
__________. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005.
MOTTA-ROTH, D.; HENDGES, G. H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.
PERROTTA, C. Um texto para chamar de seu. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
 
 
Bibliografia para elaboração do curso:
 
BRONCKART, J.-P. Atividade de linguagem, textos e discursos: Por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: Educ, 1999/2012.
DEZUTTER, O. et al. Se familiariser avec l’écriture des genres académiques, un défi pour les étudiants universitaires au Brésil et au Québec. CRIPFE, 2016 (Comunicação Oral).
DOLZ, J.; GAGNON, R. ; DECÂNDIO, F. Produção escrita e dificuldades de aprendizagem. Campinas: Mercado de Letras, 2010.
DOLZ, J. As atividades e os exercícios de língua: uma reflexão sobre a engenharia didática. DELTA, vol.32, no.1 , São Paulo jan./abr. 2016, p. 237-260.
FAYOL, M., SCHNEUWLY, B. La mise en texte et ses problèmes. In: J.-L. Chiss, J.-P. Laurent, J.-C. Meyer, H. Romian & B. Schneuwly. Apprendre/enseigner à produire des textes écrits : actes du 3e Colloque international de didactique du français, Namur 09-1986. Bruxelles : De Boeck, 1987. p. 223-239.
LEA, M. R.; STREET, B.V. Student writing in higher education: an academic literacies approach. Studies in Higher Education, v. 23, n. 2, p. 157-172, 1998.
LEITE, E. G.; LEITE, F. E. G. ; PEREIRA, R. C. M. A infraestrutura textual de resumos acadêmicos (abstracts) publicados em periódicos de literatura. Veredas (UFJF. Online), v. 17, p. 252-265, 2013.
LOUSADA, E.G.; DEZUTTER, O. Comment soutenir le développement des compétences en littératie académique en FLE : le cas de la rédaction du résumé et de la note de lecture. V SLPC, Universidade de São Paulo, 2016. (Comunicação oral).
LOUSADA, E.G.; DEZUTTER, O. La rédaction de genres universitaires : pratiques et points de vue d’étudiants universitaires au Brésil et au Québec. Le Français à l’Université, 21e année, numéro 01, 2016. Consultado em www.bulletin.auf.org/index.php?id=2219.
_________. Revisando o conceito de resumos. DIONISIO, A. P. ; MACHADO, A. R. ; BEZERRA, M.A. (Org.) Gêneros textuais e ensino. São Paulo : Parabola
MATENCIO, M. L. M. Referenciação e retextualização de textos acadêmicos: um estudo do resumo e da resenha. Texto publicado nos ANAIS DO III CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABRALIN, março de 2003 (disponível no Site da ABRALIN).
MELO, L. C. ; GONÇALVES, A. V. ; SILVA, W. R. . Escrita Acadêmica na Escrita Reflexiva Profissional: citações de literatura científica em relatórios supervisionado. Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso, v. 8, p. 95-119, 2013.
MIRANDA, F. O ‘resumo de comunicação’ como objeto de ensino. Raído, Dourados, MS, v.8 , n.16, jul./dez. 2014a, p. 33-55.
_______. “Contribuições para um modelo didático do gênero ‘resumo de comunicação’”, in Pereira, Regina Celi M. (org.). Ateliê de Textos Acadêmicos: didatização e construção de saberes. João Pessoa: Ideia Editora, 2014b, p. 273- 314.
MOTTA-ROTH, D. Comunidade acadêmica internacional? Multicultural? Onde? Como? In Linguagem & Ensino, Vol. 5, No. 2, 2002, p.49-65.
MUNIZ-OLIVEIRA, S. Os verbos de dizer em resenhas acadêmica e a interpretação do Agir verbal. Dissertação de mestrado. PUC: São Paulo, 2004.
RUSSELL, D. R. Activity Theory and Its Implications for Writing Instruction. In Reconceiving Writing, Rethinking Writing Instruction. Ed. Joseph Petraglia. Hillsdale, NJ: Erlbaum,1995.pp 51-78. Consultado em http://s3.amazonaws.com/academia.edu.documents/30609014/Russell-Activit…
SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros Orais e Escritos na Escola. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

 

Programa

Conteúdo Programático:
1. Apresentação do curso:
1.1 Espírito crítico e formação em humanidades;
1.2 Espírito crítico e argumentação.
2. O fichamento de estrutura expositiva:
2.1 Fichamento expresso;
2.2 Fichamento detalhado;
2.3 Fichamento sintético.
3. Conclusão

Método:
Aulas expositivas, realização de fichamentos, discussões sobre as atividades.

Calendário do curso:

Aula 1
13/04 - Apresentação do curso; o papel formativo da leitura.
Apresentar o programa do curso;

Aula 2
15/04 Fichamento de estrutura expositiva; fichamento expresso.
Apresentar o fichamento de estrutura expositiva e seu primeiro momento: o fichamento expresso.

Aula 3
20/04 Fichamento expresso.
Discutir a atividade de fichamento expresso proposta.

Aula 4
22/04 Fichamento detalhado e fichamento sintético.
Apresentar o segundo e terceiro momentos do modelo de fichamento proposto: os fichamentos detalhado e sintético.

Aula 5
27/04 Fichamento detalhado e fichamento sintético.
Discutir a atividade de fichamento detalhado e sintético proposta.

Aula 6
29/04 Conclusão.
Retomar sinteticamente o percurso realizado; concluir a reflexão sobre o papel formativo da escrita; sanar dúvidas que tenham restado.

Bibliografia:

DE MARCO, Valéria; SACRINI, Marcus. Breves considerações sobre o curso “Práticas de Leitura e Escrita Acadêmicas em Humanidades”. Revista de Graduação USP, 1(1), 91-94.
DE MARCO, Valéria; SACRINI, Marcus. Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas”. Estudos Avançados, 32(93), 43-62.
KANT, Immanuel. Resposta à pergunta: O que é esclarecimento. In: MARÇAL, Jairo (Org.). Antologia de Textos Filosóficos. Curitiba: SEED – PR. 2009.
SACRINI, Marcus. Introdução à Análise Argumentativa. São Paulo: Paulus. 2016.
SACRINI, Marcus. Leitura e Escrita de Textos Argumentativos. São Paulo: Edusp. 2019.

Programa

– Aula 1 (08/02/2023) – Os primeiros livros de recontos folclóricos com ilustrações (1980-1985)
– Aula 2 (09/02/2023) – Ryu Jae-soo e a transmidiação nos primeiros livros ilustrados coreanos (1985-1990)
– Aula 3 (10/02/2023) – Exposições e internacionalização de ilustradores coreanos (1990-2000)


Referências
CHO, Eun-sook. A Study on the Meaning of The Story of Baekdu Mountain in Korean Picture Book History. Folktale
and Translation, Seoul, n. 37, p. 171-199, 2019a.
CHO, Eun-sook. A Study on the Relation of a Picture Book Illustrator and Social Conditions Before the 1990s.
Journal of Children’s Literature and Education, Seoul, n. 1, v. 17, p. 1-24, 2016.
CHO, Eun-sook. The history of Development for Korean Picture Books. Journal of Children’s Literature and
Education, Seoul, n. 2, v. 7, p. 113-151, 2006.
ELLESTRÖM, Lars. Transmedial Narration: Narratives and Stories in Different Media. Cham: Palgrave, 2019.
KIM, Jae-hyun; LEE, Hyun-jean. Picture books as Interactive Art. Journal of Basic Design & Art, Seoul, v. 19, n. 3, p.
69-83, jun. 2016.
KIM, Ji-eun. The Return of Oral Narratives in Picture Books and Children’s Literature of Digital Age. The Korean
Journal of Children’s Literature Studies, Seoul, n. 25, p. 325-361, 2019.
KIM, Kyung-hee. A Study on the System and Structure of Chosun Old Story Picture Book. Folktale and Translation,
Seoul, n. 35, p. 72-97, 2018.
KONG, Jeong-ja; SHIM, Won-sik. An Analysis of the Development of Picture Book Reviews in Korea. Journal of
Korean Library and Information Science Society, Gongju, v. 45, n. 4, p. 165-184, dec. 2012.
KWON, Hyug-jun. The reconsideration about the definition, scope, and the types of fantasy in children's literature.
The Korean Journal of Children’s Literature Studies, Seoul, n. 16, p. 5-42, may 2009.
KWON, Youngmin; FULTON, Bruce. What Is Korean Literature? Berkeley: Institute of East Asian Studies, 2020.
LINDEN, Sophie V. D. Para ler o livro ilustrado. Trad. Dorothée de Bruchard. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
NIKOLAJEVA, Maria; SCOTT, Carole. Livro ilustrado: Palavras e imagens. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac
Naify, 2011.
PICTUREBOOK MUSEUM. History of picture books in Korea. Picturebook Museum. Seoul, 23 mai. 2016.
Disponível em: < http://picturebook-museum.com/user/community_01_d.asp?idx=13 >. Acesso em: 15 fev. 2022.

Programa

Encontro 1: Peter Huchel e a literatura da Alemanha Oriental
Encontro 2: Peter Huchel - Imigração interna e exílio
Encontro 3: Johannes Bobrowski e o imaginário da Lituânia Menor
Encontro 4: Johannes Bobrowski e as duas Alemanhas

Referências bibliográficas:

Bobrowski, J. Gesammelte Werke. Berlin: Union-Verlag, 1987.
______; HUCHEL, P. Briefwechsel. Ed.: Eberhard Haufe. Stuttgart: Klett-Cotta, 1993.
Egger, S. Dialog mit dem Fremden: Erinnerung an den "europäischen Osten" in der Lyrik Johannes Bobrowskis. Würzburg: Königshausen & Neumann, 2009.
Emmerich, W. Kleine Literaturgeschichte der DDR. Berlin: Aufbau-Taschenbuch-Verlag, 2000.
Huchel, P. Gesammelte Werke in zwei Bänden: Band 1 – Die Gedichte. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 2007.
Minde, F. Johannes Bobrowskis Lyrik und die Tradition. Frankfurt am Main: Lang, 1981.
Siemes, C. Das Testament gestürzter Tannen: Das lyrische Werk Peter Huchels. Freiburg im Breisgau: Rombach, 1996.
Vieregg, A. Die Lyrik Peter Huchels: Zeichensprache und Privatmythologie. Berlin: Schmidt, 1976

Programa

Aula 1: Introdução ao curso - A aquisição de linguagem e a linguística formal + Aquisição de sintaxe

Aula 2: Aquisição de fonética-fonologia + oralidade e escrita + português como L2

Aula 3: Aquisição de pragmática + Qualidade do input

Referências bibliográficas:

AIRENTI, Gabriella. "Pragmatic development." Research in clinical pragmatics (2017): 3-28.
BASSO, R. M. “Os sons do português brasileiro e sua escrita”. In: BASSO, R. M. Descrição do português brasileiro. Linguística para o Ensino Superior, vol. 8. São Paulo: Parábola, 2019.
GLEITMAN, L. R., NEWPORT, E. L. The invention of language by children: environmental and biological influences on the acquisition of language. In: L. Gleitman, M. Liberman (eds.): An invitation to cognitive science: Language. MIT Press, p. 1 - 24, 1995.
GOLINKOFF, R. M., HOFF, E., ROWE, M. L., TAMIS‐LEMONDA, C. S., & HIRSH‐PASEK, K. (2019). Language matters: Denying the existence of the 30‐million‐word gap has serious consequences. Child development, 90(3), 985-992.
GROLLA, E., SILVA, M. C. F. Para conhecer: Aquisição da linguagem. Contexto: São Paulo, 2014.
HASSINGER-DAS, B., TOUB, T. S., HIRSH-PASEK, K., & GOLINKOFF, R. M. (2017). A matter of principle: Applying language science to the classroom andbeyond. Translational Issues in Psychological Science, 3(1), 5.
HIRSH-PASEK, K., ADAMSON, L. B., BAKEMAN, R., OWEN, M. T., GOLINKOFF, R. M., PACE, A. & SUMA, K. (2015). The contribution of early communication quality to low-income children’s language success. Psychological science, 26(7), 1071-1083.
HURTADO, N., MARCHMAN, V. A., & FERNALD, A. (2008). Does input influence uptake? Links between maternal talk, processing speed and vocabulary size in Spanish‐learning children. Developmental science, 11(6), F31-F39.
HYAMS, N., ORFITELLI, R. The acquisition of syntax. In: H. Cairns, E. Fernandez (eds.), Handbook of Psycholinguistics. Wiley/Blackwell Publishers, 2015.
KATO, M. A gramática do letrado: questões para a teoria gramatical. Ciências da linguagem: trinta anos de investigação e ensino. Braga, CEHUM: Universidade do Minho, p. 131-45, 2005.
KLEIN, W. “O processo de aquisição de línguas”. In: KLEIN, W. L’aquisition de Langue Étrangère. Paris : Armand Colin, 1989. p. 12-29 (texto traduzido para o português)
LUST, B.C. Child language: acquisition and growth. Cambridge University Press, 2006.
MATTHEWS, Danielle. "Pragmatic development in first language acquisition." (2014): 1-400.
OLIVEIRA, R. S. Linha do tempo da didática das línguas estrangeiras no Brasil. In: Non plus, nº 7, 2015. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/nonplus/article/view/80013/106747
UFRGS. Acervo de provas Celpe-Bras. Disponível em: http://www.ufrgs.br/acervocelpebras
SCHER, A. P.; BARBOSA, J.; MARANGONI JR.; SILVA, B. P. A Gramática e a Linguística na sala de aula. São Paulo: Pontes, 2022.
ZUFFEREY, Sandrine. Acquiring pragmatics: Social and cognitive perspectives. Routledge, 2014.
ZUFFEREY, Sandrine. "Pragmatic development in a first language: an overview." Developmental and clinical pragmatics (2020): 33-60.

Programa

Aula 1: “Afropeus”, exílio e exiliência: perspectivas introdutórias.

Aula 2: Estéticas do deslocamento: as crônicas de Djaimilia Pereira de Almeida.

Aula 3: Estéticas do deslocamento: o romance Cassandra em Mogadício (2024), de Igiaba Scego.

Referências:


AGAMBEN, Giorgio. Politica del exilio. Trad. Dante Bernardi. Archipiélago. Cuadernos de Crítica de la Cultura, Barcelona, n. 26-27, 1996, pp. 41-52.
ALMEIDA, Djaimilia Pereira de. Pintado com o pé. Lisboa: Relógio d’água, 2019.
ALMEIDA, Miguel Vale de. Um Mar da Cor da Terra: Raça, Cultura e Política da Identidade. Lisboa, Celta, 2000.
ALMEIDA, Miguel Vale de. Ninguém imagina de verdade um português negro. Portuguese Literary & Cultural studies (PLCS), v.35-35, p.32- 41, 2021.
ASSMANN, Jan. Communicative and cultural memory. In: ERLL, Astrid; NÜNNING, Ansgar (Ed.). Cultural memory studies: an international and interdisciplinary handbook. Berlin; New York: De Gruyter, 2008. p. 109-118.
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. Tradução Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
BHABHA, Homi. O local da cultura. tradução de Myriam Avila, Eliane Livia reis, Glauce Gonçalves. Belo Horizonte, Editora UFMG, 1998.
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. Org. e trad. Adalberto Müller e Márcio Seligmann-Silva. São Paulo: Alameda, 2020
BUTLER, Judith; SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Quem canta o Estado-nação?: língua, política e pertencimento. Tradução de Vanderlei J. Zacchi e Sandra Goulart Almeida. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2018.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. São Paulo: Veneta, 2020.
DERRIDA, Jacques. Anne Dufourmantelle convida Jacques Derrida a falar “Da hospitalidade”. Tradução de Antonio Romane. São Paulo: Editora Escuta, 2003.
ÉVORA, Iolanda; MATA, Inocência. As Veias Abertas da Afrodescendência: Herança Colonial e Contemporaneidade. Portuguese Literary & Cultural studies (PLCS), v.42-65, p.11-31, 2021.
FANON, Frantz. Os condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Tradução de Adelaine La Guardia Resente [et al.]. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
KRISTEVA, Julia. Estrangeiro para nós mesmos. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
MATA, Inocência; FAZZINI, Luca; MAGALHÃES, Lucas Breda; SARTECHI, Rosangela (orgs.). Escritas afrodescendentes em diálogos atlânticos. Teresina: Cancioneiro, 2025.
MIANO, Léonora. Afropea: utopia pós-ocidental e pós-racista. Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2025.
MIGNOLO, Walter. Histórias locais, projetos globais: colonialidade, saberes subalternos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003
NIMAKO, Kwame. Black Europe and a Contested European Union. Portuguese Literary & Cultural studies (PLCS), v.35-35, p.11-31, 2021.
NOUSS, Alexis. Pensar o exílio e a migração hoje. Porto: Edições Afrontamentos, 2016
OTELE, Olivette. African Europeans: an untold history. London: Hurst, 2020.
PITTS, Johny. Afropean: notes from Black Europe. Londres: Peguin Books, 2020.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina. In: QUIJANO, Aníbal. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Editora CLACSO, Contejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2005, p. 117- 142.
ROLDÃO; Cristina; LIMA, Raquel; VARELA; Pedro; RAPOSO, Otávio; MATIAS, Ana Raquel. Afroeuropeans: identities, racism, and resistances. New York: Routledge, 2025.
SAID, Edward. Reflexões sobre o exílio. In: SAID, Edward. Reflexões sobre o exílio e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p.46-60.
SCEGO, Igiaba. Cassandra em Mogadício. São Paulo: Editora Nós, 2024.
STEINER, George. Extraterritorial. In: STEINER, George. Extraterritorial: a literatura e a revolução da linguagem. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 15-22.

Programa

A produção artística e cultural russa desenvolvida no período da Primeira Guerra Mundial é marcada por uma série de contradições, que vão desde a presença de obras chauvinistas até a negação total do momento vivido por meio da utopia teatral. A relação entre esta produção e o acontecimento histórico que inaugurou a era dos massacres, é, porém, ainda pouco estudada e debatida no Brasil. Visando proporcionar um debate sobre as relações que se estabeleceram entre a arte e a guerra, o curso terá como ponto de partida não apenas a leitura e interpretação de textos literários e trechos de peças teatrais encenadas na Rússia a partir de 1914, como também o contato com obras que tratam diretamente da Primeira Guerra Mundial e o diálogo com grandes pensadores do século XX tais como Sigmund Freud e Walter Benjamin.
 
Critério de avaliação e certificado:
Participação em aula (75% de frequência)
 
 
Bibliografia:
 
ANDRÊIEV, L. Conversa noturna e outras histórias. Trad. Helena Kardash – São Paulo. Orel Books, 2019.
BECKER, A. As cicatrizes vermelhas. Primeira Guerra Mundial. França e Bélgica ocupadas. Trad. Procópio Abreu. 1ª ed. Rio de Janeiro: Tinta Negra, 2014
 
BENJAMIN, W. Experiência e pobreza. Obras escolhidas. Vol 1. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Prefácio de Jeanne Marie Gagnebin. São Paulo: Brasiliense, 1987, p.114-119
 
CANFORA, L. 1914. Trad. Aurora Bernardini; prefácio, Lincoln Secco – São Paulo, Edusp, 2014. 184 p.
 
FREUD, S. “Considerações atuais sobre a guerra e a morte (1915)” In: Obras Completas - Vol. 12 (1914-1916), Trad. Paulo César de Souza. pp. 156-184. São Paulo, Companhia das Letras: 2010
 
SCHNAIDERMAN, B. A poética de Maiakovski através da sua prosa. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2014.
 
STANISLÁVSKI, K. S. Minha vida na arte. Trad. Paulo Bezerra. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1989.
 
SZACHI, J. As utopias ou A felicidade imaginada. Trad. Rubem César Fernandes. Rio de Janeiro, Paz e Terrra, 1972.

 

Programa

 

Aula 1

Tópico

Introdução e apresentação do curso

Objetivo

Apresentação das disputas intelectuais na construção do pensamento econômico: abordagens da moeda e do desenvolvimento econômico. Discussão sobre escolas de pensamento econômico, ortodoxia/heterodoxia, hegemonia intelectual/contra-hegemonia intelectual ao longo da História Contemporânea

Bibliografia

BLAUG, Mark; MARK, Blaug. The methodology of economics: Or, how economists explain. Cambridge University Press, 1992.

DEQUECH, David. Neoclassical, mainstream, orthodox, and heterodox economics. Journal of Post Keynesian Economics, v. 30, n. 2, p. 279-302, 2007.

DOW, Sheila. Foundations for new economic thinking: a collection of essays. Springer, 2012.

FIORI, JOSE LUIS DA COSTA. Estados e moedas no desenvolvimento das nações.Vozes, 2017.

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. Ed. Perspectivas. São Paulo, 1970.

ROBILLOTI, Paulo César das Neves Sanna. O desenvolvimento capitalista na obra de Maria da Conceição Tavares: influências teóricas, economia política e pensamento econômico. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Econômico) – Instituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2016.

 

Aula 2

Tópico

Regime Monetários e a construção histórica do Padrão-libra-ouro

Objetivo

Apresentar o regime monetário hegemônico do capitalismo no século XIX

Aspectos históricos: construção, auge, declínio e transição.

Aspectos teóricos: operacionalidade econômica e financeira do padrão libra-ouro. O sistema libra-ouro será o eixo da aula, acrescido de uma apresentação sobre a inserção do Brasil no ciclo de hegemonia britânica.  

Bibliografia

ABREU, Cristiano Addário de. A disputa monetária na primeira república (1890-1906). Entre papelistas e metalistas: a moeda como projeção e resultado do real. 2014. Dissertação (Mestrado em História Econômica) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

BARBOSA, Ruy; FRANCO, Gustavo Henrique Barroso. O papel e a baixa do câmbio: um discurso histórico de Rui Barbosa. Reler, 2005.

BORDO, Michael D. The gold standard and related regimes: collected essays. Cambridge University Press, 2005.

EICHENGREEN, Barry. Globalizing capital: a history of the international monetary system. Princeton University Press, 2019.

EICHENGREEN, Barry; FLANDREAU, Marc (Ed.). The gold standard in theory and history. Psychology Press, 1997.

GALLAROTTI, Giulio M. The anatomy of an international monetary regime: The classical gold standard, 1880-1914. Oxford University Press on Demand, 1995.

GOMES, Leonard. The International Adjustment Mechanism: From the Gold Standard to the EMS.Springer, 1993.

KREGEL, Jan. An alternative perspective on global imbalances and international reserve currencies. Public Policy Brief, 2010.

Macroeconomic History) Cambridge Books, 2005.

MARCUZZO, Maria Cristina & ROSSELLI, Annalisa. Ricardo and the Gold Standard: Foundations of the International Monetary Order. London: Macmillan, 1991.

VILLAR, Pierre. Ouro e Moeda na História 1450-1920. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1980.

 

Aula 3

Tópico

Do Greenback ao Goldbugs: o histórico do dólar de moeda fiduciária à moeda metálica, passando pela dívida pública monetizada

Objetivo

Expor as forças políticas e econômicas a lastrear as diferentes fases expressas pelo dólar, explicando as escolas de pensamento econômico que sustentaram intelectualmente cada campo de força ao longo da história. Será uma aula sobre história monetária e história do pensamento econômico das principais  linhas que defendiam cada modelo monetário ensaiado. Foco no século XIX, centrado na Guerra Civil como turning point histórico do dólar

Bibliografia

BRANDS, H. W.: The Money Men. Ed. Entreprise Series. 2007, New York

GUTTMANN, Robert. How Credit-Money Shapes the Economy. The United States in a Global System. New York, M.E. Sharpe. Columbia University Seminar Series

JONES, Peter: An Economic History of United States since 1783.Ed. Routledge & Kegan. 1956.London.

RITTER, Gretchen, Goldbugs and Greenbacks. Ed. Cambridge University Press. 1997, Cambridge.

 

Aula 4

Tópico

Do Goldbugs ao Greenback: do padrão dólar-ouro ao padrão dólar-dólar. De Lincoln a Nixon: do Greenback desenvolvimentista ao Greenback imperialista

Objetivo

Traçar o rápido salto da moeda fiduciária/contratual de uma nação semiperiférica, até sua entrada no padrão ouro e sua rápida marcha à moeda hegemônica. Séculos XIX/XX. Da Crise de 1929 ao equilíbrio de Bretton Woods. O salto do dólar, de moeda fiduciária de uma nação com tendências isolacionistas à moeda hegemônica do ciclo sistêmico acumulação norte-americano

Bibliografia

ABREU, Cristiano. Do Greenback ao Goldbug, do Goldbug ao Greenback: a história do dólar de moeda outsider (1862-1879) a moeda imperialista (pós-1973). Artigo em vias de publicação (no prelo).

ARRIGHI, Giovanni. O Longo Século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Ed. Unesp/Contraponto, 1994, São Paulo.

CAREY, Henry. Commerce, Christianity,and Civilization, Versus British Free Trade. Letters in Replay to the London Times. Ed. Collins Printer. 1876, Philadelfia.

GUTTMANN, Robert. How Credit-Money Shapes the Economy. The United States in a Global System. New York, M.E. Sharpe. Columbia University Seminar Series

JONES, Peter: An Economic History of United States since 1783.Ed. Routledge & Kegan. 1956.London.

RITTER, Gretchen, Goldbugs and Greenbacks. Ed. Cambridge University Press. 1997, Cambridge.

WRAY, Randall. Trabalho e Moeda Hoje. Ed.Contraponto, 2003, Rio de Janeiro

 

Aula 5

Tópico

A dinâmica capitalista pós Bretton Woods: financeirização enquanto padrão sistêmico da riqueza.

Hierarquia monetário-financeira e crise sistêmica como padrão

Objetivo

Abordar a financeirização global como o novo padrão sistêmico de riqueza do capitalismo contemporâneo e suas implicações geopolíticas, recortando o quadro histórico da hierarquia internacional de títulos e moedas como um eixo explicativo das forças políticas e econômicas do quadro do capitalismo histórico. Destaque para as disputas monetárias ao longo do desenvolvimento do capitalismo, recortado pelas disputas das ideias expressas nas Escolas de Pensamento Econômico explicadas ao longo do curso. Traçaremos um plano de visão do desenvolvimento marcado por especificidades econômico-analíticas em perspectiva histórica, até a crise sistêmica atual.

Bibliografia

ARRIGHI, Giovanni. O Longo Século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Ed. Unesp/Contraponto, 1994, São Paulo.

BRAGA, J. C., OLIVEIRA, G. C. D., WOLF, P. J. W., PALLUDETO, A. W. A., & DEOS, S. S. D. (2017). For a political economy of financialization: theory and evidence. Economia e Sociedade, 26(SPE), 829-856.

BRAGA, José Carlos de Souza. Financeirização global: o padrão sistêmico de riqueza do capitalismo contemporâneo. In TAVARES, Maria da Conceição; FIORI, José Luis. Poder e dinheiro: uma economia política da globalização. Editoria Vozes, Rio de Janeiro, 1998.

BRAGA, José Carlos de Souza.Temporalidade da riqueza: teoria da dinâmica e financeirização do capitalismo. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Economia, 2000.

CAREY, Henry. Commerce, Christianity,and Civilization, Versus British Free Trade. Letters in Replay to the London Times. Ed. Collins Printer. 1876, Philadelfia

CONTI, Bruno Martarello De; PRATES, Daniela Magalhães; PLIHON, Dominique. A hierarquia monetária e suas implicações para as taxas de câmbio e de juros e a política econômica dos países periféricos. Economia e Sociedade, v. 23, n. 2, p. 341-372, 2014.

EICHENGREEN, Barry. Globalizing capital: a history of the international monetary system. Princeton University Press, 2019.

EICHENGREEN, Barry; FLANDREAU, Marc (Ed.). The gold standard in theory and history. Psychology Press, 1997.

GALLAROTTI, Giulio M. The anatomy of an international monetary regime: The classical gold standard, 1880-1914. Oxford University Press on Demand, 1995.

GOMES, Leonard. The international adjustment mechanism: from the gold standard to the EMS. Springer, 1993.

KREGEL, Jan. An alternative perspective on global imbalances and international reserve currencies. Public Policy Brief, 2010.

MARCUZZO, Maria Cristina; ROSSELLI, Annalisa. Ricardo and the gold standard: the foundations of the international monetary order. London: Macmillan, 1991.

ROBILLOTI, Paulo César das Neves Sanna. Finance-Led Global Imbalances? Artigo em vias de publicação (no prelo).  

WRAY, Randall. Trabalho e Moeda Hoje. Ed.Contraponto, 2003, Rio de Janeiro

 

 

 

Programa

I. Finalidade e Providência

Sócrates e a representação mítica e religiosa da finalidade: Os Memoráveis de Xenofonte

II. A Finalidade e a Causalidade do Bem

A causalidade do bem e o intelecto no Fédon de Platão

A resposta platônica ao projeto socrático no Timeu

III. Aristóteles e a Causa Final na Natureza

1. A finalidade e a noção de causalidade
2. A natureza como princípio imanente do devir
3. O papel da causa final na natureza: Física II, 2: Constituição e Uso
4. A finalidade na vida biológica: De Anima, II, 4; Parte dos Animais I,1
5. A finalidade na natureza inanimada: Física II, 8
6. O Primeiro motor é uma finalidade para a natureza? Metafísica, Λ, 7:

BIBLIOGRAFIA:

Principal:
XENOFONTE, Memoráveis, Trad. Ana Elias Pinheiro, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2009.
PLATÃO, Fédon, trad. Carlos Alberto Nunes, Belém, EDUFPA, 2011.
PLATÃO, Timeu – Critias, Trad. Rodolfo Lopes, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011.
ARISTÓTELES, The complete works of Aristotle. The revised Oxford translation, 2 vols. ed. Jonathan Barnes. Princeton, Princeton University Press, 1995.
ARISTÓTELES, Física I – II. Prefácio, introdução, tradução e comentários por Lucas Angioni. Campinas, Editora da Unicamp, 2009.
ARISTÓTELES, Partes dos Animais, trad. Maria de Fátima Sousa e Silva, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2010.
ARISTÓTELES, De Anima, trad. Maria Cecília Gomes dos Reis, São Paulo, Editora 34, 2006.
ARISTÓTELES, Metafisica, v.2. texto grego com tradução, tradução italiano/português de M. Perini, São Paulo, Loyola, 2011.
ARISTÓTELES, Ética à Nicômaco, trad. António de Castro Caiero, São Paulo, Forense, 2017.

Comentários:

ANGIONI, L., “Necessidade, Teleologia e Hilemorfismo em Aristóteles”, Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 16, n. 1, p. 33-57, 2006.
COOPER, J. M., « Aristotle on Natural Teleology » in Language and Logos, éds. M. Schofield & M. Nussbaum, Cambridge University Press, 1982, pp. 197-222; Réédité in J. M. Cooper, Knowledge, Nature and the Good: Essays on Ancient Philosophy, Princeton; Oxford, Princeton University Press, 2004, pp. 107–129.
JOHNSON, M. R., Aristotle on teleology. Oxford: Clarendon Press, 2005.
LEUNISSEN, M., Explanation and teleology in Aristotle's science of nature, New York, Cambridge University Press, 2010.
MARTINS, R. de A., “A doutrina das causas finais na Antiguidade. 1. A teleologia na natureza, dos pré-socráticos a Platão”. Filosofia e História da Biologia, v. 8, p. 107-132, 2013.
MARTINS, R. de A., “A doutrina das causas finais na Antiguidade. 2. A teleologia na natureza, segundo Aristóteles”. Filosofia e História da Biologia, v. 8, p. 167-209, 2013.
McDONOUGH, J. K. (ed.), Teleology : a history, New York, Oxford University Press, 2020.
SEDLEY, D., “Teleology, Aristotelian and Platonic”, in G. Lennox et R. Bolton (éd.), Being, Nature and Life in Aristotle. Essays in Honor of A. Gotthelf, Cambridge, Cambridge University Press, 2010, 5-29.