Programa

Encontro 1 – Apresentação da Oficina. Discussão e definição do TEMA
Reflexão sobre a escolha dos temas de pesquisa e sobre a escrita da apresentação, justificativa e balanço bibliográfico dos projetos de pesquisa (fases iniciais de incursão na problemática selecionada pelo historiador)
 
Encontro 2 – Discussão e definição do que são MATERIAIS E MÉTODOS
Reflexão sobre a descrição das fontes, metodologia e teoria mobilizadas na pesquisa. Confecção de planos de trabalho e cronogramas também serão abordados.
 
Encontro 3 – Discussão e definição da TESE
Discussão sobre a apresentação das teses principais do trabalho, focando na escrita dos objetivos e das hipóteses.
 
Encontro 4 – Como finalizar e revisar o Projeto de Pesquisa? FINALIZAÇÃO E REVISÃO
Organização do texto (a partir das estruturas convencionais de confecção deste gênero, como os modelos FAPESP, Capes, CNPq e USP), composição de resumo, palavras-chave e título, e processo de revisão textual para submissão de projetos para avaliação
 
BIBLIOGRAFIA
 
CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Editora Perspectiva, 2016.
FISCHER, A.; DIONÍSIO, M. L. “Perspectivas sobre letramento(s) no ensino superior: objeto de estudo em pesquisas acadêmicas”. Atos de Pesquisa em Educação, v.6, n.1, pp.79- 33. 2011.
KING, Stephen. Sobre a Escrita: a arte em memórias. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2015.
MACHADO, Ana Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
_______________. Resenha. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
_______________. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
_______________.Trabalhos de pesquisa: diários de leitura para revisão bibliográfica. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
MARINHO, M. “A escrita nas práticas de letramento acadêmico”. RBLA, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 363-386, 2010.
MOURA, Chico; MOURA, Wilma. Tirando de letra: orientações simples e práticas para escrever bem. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
PROSE, Francine. Reading like a writer: a guide for people who love books and for those who want to write them. New York: Harper Perennial, 2007.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.
TERRA, M. R. “Letramento & letramentos: uma perspectiva sócio-cultural dos usos da escrita”. D.E.L.T.A., 29:1, 2013 (29-58).
ZERON, Carlos. “Prefácio”. In: Vários Autores. Exercícios de metodologia da pesquisa histórica. 1ª edição - São Paulo: Casa & Palavras, 2015. p. 7-15.

 

Programa

I. EMENTA:

O curso busca difundir conhecimentos sobre o Islã e as populações muçulmanas na sua relação com a expansão dos povos cristãos da Península Ibérica a partir do processo denominado “Reconquista” até as navegações e conquistas ultramarinas dos chamados “Descobrimentos”.
OBJETIVOS:

1. Elucidar os elementos fundamentais para compreensão do papel do Islã na expansão dos reinos da Península Ibérica, na Europa e no além-mar.
2. Abordar temas centrais das relações cristã-muçulmanas desde a chamada Reconquista aos Descobrimentos ultramarinos.
3. Contextualizar as terminologias históricas e contemporâneas sobre o Islã na Península Ibérica e no além-mar dos portugueses e espanhóis.
4. Apresentar, em linhas gerais, uma bibliografia essencial para estudar a história islâmica ligada à história ibérica.
5. Explanar conceitos essenciais do Islã e de sua intersecção com as sociedades da Península ibérica.

II. CONTEÚDO:

1. O Islã às vésperas da expansão ibérica
a) A sociedade islâmica de Al-Andalus até os Reinos de Taifa
b) As relações cristã-muçulmanas após a dissolução do Califado de Córdoba
c) A questão moçárabe e o cristianismo em Al-Andalus
d) Movimentos culturais e políticos do Islã Ocidental no século XI
e) Diplomacia entre os reinos cristãos e as taifas
f) A constituição da hegemonia militar cristã na Península Ibérica
2. A Reconquista cristã: mito, ideologia e a historiografia árabe
a) A problemática do termo Reconquista
b) A relação entre Cruzada e Reconquista
c) A conquistas cristãs sob perspectivas árabes
d) A reação muçulmana dos Almorávidas ao Emirado de Granada
e) Significados da conquista de Ceuta em 1415
f) Perspectivas sobre a Queda de Granada em 1492
3. Mouros e mouriscos na expansão marítima ibérica
a) O Islã na África subsaariana na visão dos portugueses
b) A demanda por Preste João e o ideal de cruzada manuelino
c) As redes muçulmanas no Oceano Índico frente a hegemonia portuguesa
d) O Estado da Índia e os grandes impérios muçulmanos coevos
e) A União Ibérica e o fim do monopólio português das rotas orientais
f) O “declínio” português: da batalha de Alcácer Quibir à queda de Ormuz

III. MÉTODOS UTILIZADOS:
Aulas expositivas; leitura e análise de fontes; reflexão historiográfica; seminários temáticos; utilização de trechos de vídeos, podcasts e filmes.

IV. ATIVIDADES DISCENTES:
Leitura de bibliografia, fichamentos (até 3), exercícios de leitura de fontes e trabalho final com análise de um ou mais documentos.

V. ROTEIRO

Aula Introdutória (dia 28/09, terça-feira, 19h30-21h30): Apresentação do Curso e Introdução aos temas principais - Aula Expositiva.

Aula 1 (dia 30/09, quinta-feira, 19h30-21h30): O Al-Andalus até o Califado de Córdoba. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MENOCAL, María Rosa. O Ornamento Do Mundo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.

Complementar:
GARCÍA-SANJUÁN, Alejandro. Replication and fragmentation: the Taifa kingdoms. In: FIERRO, Maribel (Ed.). The Routledge Handbook of Muslim Iberia. Routledge, 2020. p. 64-88

Aula 2 (dia 05/10, terça-feira, 19h30-21h30): Cristãos e muçulmanos na Península Ibérica até a conquista de Toledo (1085). Aula Expositiva, seguida de debate dos textos:
REI, António. Moçárabe: Conceitos e Realidades Cultural e Social (Séculos VIII - XII). Xarajîb, CELAS, Silves, n. 8, p.13-27, 2015.
___. Profetismo Moçárabe e/ou idelogía prospetiva neo-goda (sécs. VIII-XI). In: Secrets and discovery in the middle ages: Proceedings of the 5th European Congress of The Fédération Internationale des Instituts D´ études Médiévales (Porto, 25 to 29 June 2013). Fédération internationale des instituts d'études médiévales, 2017. p. 101-111

Aula 3 (dia 07/10, quinta-feira, 19h30-21h30): O avanço cristão e a resposta muçulmana. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:

VALDEÓN BARUQUE, Julio. La Reconquista Cristiana (Siglos XI-XIII) In: _____. La Reconquista, el concepto de España, unidad y diversidad. Madrid: Espasa Caepe, 2006. p. 83-140

Complementar:
FITZ, Francisco García. La Reconquista: un estado de la cuestión. Clío & crimen, v. 6, p. 142-215, 2009.

Aula 4 (dia 12/10, terça-feira, 19h30-21h30): A Reconquista e a Cruzada como uma mesma “Guerra Santa”. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MARTÍN, José Luís. Reconquista y cruzada. Studia Zamorensia. Segunda Etapa, v. 3, p. 215-241, 1996.

Complementar:
GARCÍA, José Manuel Rodríguez. Reconquista y cruzada. Un balance historiográfico doce años después (2000-2012). Espacio Tiempo y Forma. Serie III, Historia Medieval, n. 26, p. 365-394, 2013.
CHEVEDDEN, Paul E. The Islamic interpretation of the Crusade: A new (old) paradigm for understanding the Crusades. De Gruyter. September 11, 2006.

Aula 5 (dia 14/10, quinta-feira, 19h30-21h30): O status do Islã nos reinos ibéricos medievais. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
BARROS, Maria Filomena Lopes de. Judeus, cristãos e muçulmanos no Portugal medieval. Praça Velha. Revista Cultural da Cidade da Guarda, n. 36, p. 37-54, 2016.

Aula 6 (dia 19/10, terça-feira, 19h30-21h30): A “Crise do Século XIV” no contexto ibérico e magrebino. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
FERNÁNDEZ, María de las Mercedes Borrero. El mundo rural y la crisis del siglo XIV: un tema historiográfico en proceso de revisión. Edad Media: revista de historia, n. 8, p. 37-58, 2007.

Aula 7 (dia 21/10, quinta-feira, 19h30-21h30): A historiografia árabe ocidental até Ibn Khaldun. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
CHOUCHA, Zouaoui. El concepto de la historiografía en la época hispanoandalusí. In: TORO CEBALLOS, Francisco & VIDAL-CASTRO, Francisco (orgs.) Al-Andalus y el mundo cristiano. Relaciones sociales y culturales, intercambios económicos y aspectos jurídico-institucionales: Homenaje a Francisco Javier Aguirre Sádaba. Universidad de Jaén, 2018. p. 31-34.

Complementar:
DENARO, Roberta. “And God Dispersed Their Unity”: Historiographical Patterns in Recounting the End of Muslim Rule in Sicily and al- Andalus. In: SYMES, Carol (ed.). Medieval Sicily, al-Andalus, and the Maghrib. ARC, Amsterdam University Press, 2020. p. 105-126.

Aula 8 (dia 26/10, terça-feira, 19h30-21h30): Os significados da Conquista de Ceuta (1415). Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MARQUES, João Francisco. Os mártires de Marrocos e Raimundo Lulo e a evangelização portuguesa no Norte de África até ao século XVI. Congresso internacional Bartolomeu Dias e sua época, Actas, Universidade do Porto, v. 5, Espiritualidade e evangelização, p. 343-368, 1989.

Aula 9 (dia 28/10, quinta-feira, 19h30-21h30): A conquista de Granada e o fim de Al-Andalus. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
DE COCA CASTAÑER, José Enrique López. La conquista de Granada: el testimonio de los vencidos. Norba: Revista de historia, n. 18, p. 33-50, 2005.

Complementar:
SOUZA, Guilherme Queiroz de. Da Reconquista Hispânica à Conquista do Novo Mundo: uma análise do espírito cruzadístico ibérico na crux cismarina e na crux ultramarina. Jornada de estudos antigos e medievais, v. 10, p. 1-16, 2011.

Aula 10 (dia 04/11, quinta-feira, 19h30-21h30): O Islã na África subsaariana durante os descobrimentos. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MOTA, Thiago Henrique. Africanidades no Portugal dos descobrimentos. In: _____. Portugueses e Muçulmanos na Senegâmbia: história e representações do Islã na África (c.1570-1625). Curitiba: Editora Prismas, 2016.

Complementar:
GUIMARÃES, Jerry Santos. Memória e retórica: mouros e negros na Crónica da Guiné (século XV). Anais do XXVI Simpósio Nacional de História: ANPUH, 2011.

Aula 11 (dia 09/11, terça-feira, 19h30-21h30): A demanda do Preste João e da aliança anti-islâmica. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MARCOCCI, Giuseppe. Aristóteles, os etíopes e o Novo Mundo. In: _______. A consciência de um império: Portugal e o seu mundo (sécs. XV-XVII). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012. p. 151-176

Complementar:
ALMEIDA, André Ferrand de. Da demanda do Preste João à missão jesuíta da Etiópia: a cristandade da Abissínia e os portugueses nos séculos XVI e XVII. Lusitania sacra, p. 247-294, 1999.

Aula 12 (dia 11/11, quinta-feira, 19h30-21h30): As conquistas portuguesas no grande “lago muçulmano”. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
THOMAZ, Luís F. R. Os portugueses e a rota das especiarias. In: _____. De Ceuta a Timor. Lisboa: Difel. 1994.

Complementar:
RESENDE, Vasco. Discours idéologique ou projet politique? La croisade en Terre sainte, la destruction de l'islam et l'expansion portugaise en Orient sous le règne de Manuel Ier. In: DOMINGUES, Francisco Contente, HORTA José da Silva & VICENTE, Paulo David (orgs.). D’Aquém, d’Além e d’Ultramar: Homenagem a António Dias Farinha. 2 vols. Lisboa: Centro de História da Universidade de Lisboa, 2015. P.633-666.

Aula 13 (dia 16/11, terça-feira, 19h30-21h30): A rivalidade imperial ibero-otomana do século XVI. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
DE COCA CASTAÑER, JE López. Mamelucos, otomanos y caída del reino de Granada. En la España medieval, v. 28, p. 229-258, 2005.

Complementar:
MELIS, Nicola. The importance of Hormuz for Luso-Ottoman Gulf-centred policies in the 16th century. Some observations based on contemporary sources. In: COUTO, Dejanirah & LOUREIRO, Rui Manuel (Ed.). Revisiting Hormuz: Portuguese Interactions in the Persian Gulf Region in the Early Modern Period. Wiesbaden: Harrassowitz Verlag, 2008. p. 107-20
COUTO, Dejanirah. Figuras de antagonismo: Reatamento das negociações luso-otomanas, Diogo do Couto e a audiência de António Teixeira de Azevedo ao Grão-Turco (1563). In: LOUREIRO, Rui Manuel & CRUZ, Maria Augusta Lima (orgs.). Diogo do Couto: história e intervenção política de um escritor polémico. Ribeirão: Húmus, 2019. p. 315-362

Aula 14 (dia 18/11, quinta-feira, 19h30-21h30): O status do Islã no Estado da Índia. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
BARROS, Maria Filomena Lopes de; TAVIM, José Alberto Rodrigues da Silva. Cristãos(ãs)-Novos (as), Mouriscos (as), Judeus e Mouros. Diálogos em trânsito no Portugal Moderno (séculos XVI-XVII). Journal of Sefardic Studies, n. 1, 2013.

Aula 15 (dia 23/11, terça-feira, 19h30-20h30): Aula Final. Entrega dos trabalhos e retorno dos fichamentos.

VI. BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

Manuais

DODDS, Jerrilynn Denise (Ed.). al-Andalus: the art of Islamic Spain. Metropolitan Museum of Art, 1992.
GARCÍA DE CORTÁZAR, Fernando e GONZÁLEZ VESGA, J. Manuel, Breve Historia de España. 3a ed. Madrid: Alianza Editorial, 2000 (há edição em português).
KAMEN, Henry. Breve Historia de España. Maquetación actual: Amanuense, 2009
FARAH, Paulo Daniel. O Islã - Folha Explica. São Paulo: Publifolha, 2001.
FERRÍN, Emilio González. História General de Al Ándalus. Europa entre Oriente y Occidente. 3ª ed. Córdoba: Almuzara, 2009.
ADAMEC, Ludwig W. Historical dictionary of Islam. Rowman & Littlefield, 2016.
MARQUES, A. H. de Oliveira, História de Portugal, 8a ed. Lisboa: Palas Editora, 1980, 3 vols.
RAMOS, Rui (org); MATTOSO, José; MONTEIRO, Nuno Gonçalo. História de Portugal. Esfera dos Livros, 2009
NICOLLE, David. El Cid and the reconquista 1050-1492. Oxford: Osprey Publishing, 1988.
NICOLLE, David; MCBRIDE, Angus. The Fall of Granada 1481-1492: The Twilight of Moorish Spain. Oxford: Osprey, 1998.
SERRÃO, Joel (dir.), Dicionário de História de Portugal. Porto: Livraria Figueirinhas, 1992.
EL FASI, M.; HRBEK, I.; NIANE, D. T.; OGOT, B. A. História Geral da África –Vols. III–V. UNESCO, 2010.

Livros e artigos

AILLET, Cyrille; PENELAS, Mayte; ROISSE, Philippe (Ed.). ¿Existe una identidad mozárabe?: historia, lengua y cultura de los cristianos de al-Andalus (siglos IX-XII). Madrid: Casa de Velázquez, 2008.
AL-AZMEH, Aziz. Barbarians in Arab eyes. Past & Present, n. 134, p. 3-18, 1992.
__________. Times of History: Universal Topics in Islamic Historiography. Central European University Press, 2007.
AL-SALMAN, Mohamed Hameed. Arabian Gulf in the Era of Portuguese Dominance: A Study in Historical Sources. In: Liwa: Journal of the National Center for Documentation & Research. Volume 4, Number 7, June 2012 P.13-36
ALBARRÁN IRUELA, Javier. La cruz en la media luna. los cristianos en Al-Andalus: realidades y percepciones (siglos viii-xiii) estado de la cuestión y perspectivas de investigación. Madrid: Sociedad Española de Estudios Medievales, 20
ALMEIDA, André Ferrand de. Da demanda do Preste João à missão jesuíta da Etiópia: a cristandade da Abissínia e os portugueses nos séculos XVI e XVII. Lusitania sacra, p. 247-294, 1999.
AUBIN, Jean. Le latin et l’astrolabe: recherché sur le Portugal de la Renaissance, son expansion en Asie et les relations internationales, vol. II. Lisboa/Paris: CNCDP/FCG, 2000.
BENNISON, Amira K. Almoravid and Almohad Empires. Edinburgh University Press, 2016.
BLACKMORE, Josiah. "Imagined the Moor in Medieval Portugal" In: Diacritics vol 36 n.3/4 2006
BOXER, Charles R. O Império Marítimo Português: 1415-1825. Lisboa: Edições 70, 2015.
BRAGA, Isabel M. R. Drumond. Entre a Cristandade e o Islão (séculos XV-XVII): Cativos e Renegados nas franjas de duas sociedades em confronto. Ceuta: Instituto de Estúdios Celtíes, 1998.
CATLOS, Brian A. Kingdoms of Faith: A New History of Islamic Spain. Oxford University Press, 2018.
CHALMETA GENDRÓN, Pedro. “Historiografía medieval hispana: Arabica,” In: Al-Andalus 37, no. 2 (1972), 353 -404.
CHEVEDDEN, Paul E. The Islamic view and the Christian view of the Crusades: A new synthesis. History, v. 93, n. 310, p. 181-200, 2008.
CHRISTYS, Ann Rosemary. Christians in al-Andalus 711-1000. London and New York: Routledge, 2013.
CLARKE, Nicola. The Muslim conquest of Iberia: medieval Arabic narratives.
DE COCA CASTAÑER, JE López. Mamelucos, otomanos y caída del reino de Granada. En la España medieval, v. 28, p. 229-258, 2005. London and New York: Routledge, 2012
COELHO, António Borges. Portugal na Espanha Árabe. Lisboa: Editorial Caminho, 2008.
COUTO, Dejanirah. Figuras de antagonismo: Reatamento das negociações luso-otomanas, Diogo do Couto e a audiência de António Teixeira de Azevedo ao Grão-Turco (1563). In: LOUREIRO, Rui Manuel & CRUZ, Maria Augusta Lima (orgs.). Diogo do Couto: história e intervenção política de um escritor polémico. Ribeirão: Húmus, 2019. p. 315-362
COUTO, Dejanirah & LOUREIRO, Rui Manuel (Ed.). Revisiting Hormuz: Portuguese Interactions in the Persian Gulf Region in the Early Modern Period. Wiesbaden: Harrassowitz Verlag, 2008.
DABASHI, Hamid. Authority in Islam. Transaction Publishers, 1993.
DE WITTE, Charles-Martial. «Un projet portugais de reconquête de la Terre-Sainte (1505‑1507)». In: Actas do Congresso Internacional de História dos Descobrimentos. Lisboa: Comissão Executiva das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, 1961, vol. 5/1, pp. 419-449
DINIS, A. J; DIAS, O. F. M. Antecedentes da expansão ultramarina portuguesa: os diplomas pontifícios dos séculos XII a XV. In: Revista Portuguesa de História, tomo X. Coimbra: Faculdadede Letras da Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos Históricos Dr. António de Vasconcelos, 1962
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DURI, A.A. ed and trans. Conrad, L.I. The Rise of Historical Writings Among the Arabs. Princeton: Princeton University Press. 1983
ERDMANN, Carl. A idea de cruzada em Portugal. Coimbra: Instituto Alemão da Universidade, 1940.
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___. Profetismo Moçárabe e/ou idelogía prospetiva neo-goda (sécs. VIII-XI). In: Secrets and discovery in the middle ages: Proceedings of the 5th European Congress of The Fédération Internationale des Instituts D´ études Médiévales (Porto, 25 to 29 June 2013). Fédération internationale des instituts d'études médiévales, 2017. p. 101-111
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SOUZA, Guilherme Queiroz de. Da Reconquista Hispânica à Conquista do Novo Mundo: uma análise do espírito cruzadístico ibérico na crux cismarina e na crux ultramarina. Jornada de estudos antigos e medievais, v. 10, p. 1-16, 2011.
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TELES E CUNHA. João Manuel de Almeida. Economia de um império: economia política do Estado da Índia em torno do Mar Arábico e Golfo Pérsico: elementos conjunturais: 1595-1635, FCSH--UNL: Policopiada (diss. Mestrado), 1995.
THOMAZ, Luís F. R. De Ceuta a Timor. Lisboa: Difel. 1994.
TORO CEBALLOS, Francisco & VIDAL-CASTRO, Francisco (orgs.) Al-Andalus y el mundo cristiano. Relaciones sociales y culturales, intercambios económicos y aspectos jurídico-institucionales: Homenaje a Francisco Javier Aguirre Sádaba. Universidad de Jaén, 2018.
VALDEÓN BARUQUE, Julio. La Reconquista. El concepto de España: unidad y diversidade. Madrid: Espasa, 2006.

Programa

AULA 1 (08/08/2022): O marxismo e as lutas operárias do início do século XX
1.1 Gênese da palavra marxismo
1.2 O marxismo após Marx e Engels;
1.3 II Internacional e a vulgarização do marxismo;
1.4 Marxismo ortodoxo e Kautsky;
1.5 Lutas operárias do início do XX: revoluções europeias (Rússia, Alemanha, Hungria, Itália etc.).

AULA 2 (09/08/2022): História e Consciência de Classe - apresentação da obra e do autor
2.1 Breve biografia de Georg Lukács;
2.2 Aspectos globais da obra de Lukács;
2.3 Apresentação das discussões de História e consciência de classe: categoria da totalidade, divisão intelectual do trabalho, marxismo ortodoxo, crítica à dialética da natureza, retomada de Hegel, reificação.

AULA 3 (10/08/2022): Marxismo e Filosofia - apresentação da obra e do autor
3.1 Breve biografia de Karl Korsch;
3.2 Aspectos globais da obra de Korsch;
3.3 Apresentação das discussões de Marxismo e Filosofia: crítica à dialética da natureza, retomada de Hegel, historicização do marxismo, relação do marxismo e sociedade, marxismo e ciência, divisão intelectual do trabalho.

AULA 4 (11/08/2022): Semelhanças e diferenças entre Korsch e Lukács: 100 anos depois
4.1 Semelhanças e diferenças nas obras História e Consciência de Classe e Marxismo e Filosofia;
4.2 Autocrítica e anticrítica: destino das obras;
4.3 A importância de reler e discutir tais obras em seu centenário de publicação.

BIBLIOGRAFIA

ANDERSON, Perry. Considerações sobre o marxismo ocidental. Porto: Afrontamento, 1976.

ENGELS, Friedrich. Anti-Dühring. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

GOLDMANN, Lucien. Ciências humanas e filosofia. São Paulo: DIFEL, 1980.

KAUTSKY, Karl. As Três Fontes do Marxismo. São Paulo: Centauro, 2002.

KELLNER, Douglas. El Marxismo Revolucionário de Karl Korsch. México: Premia, 1981.

KORSCH, Karl. Lucha de Clases y Derecho del Trabajo. Barcelona: Ariel, 1980.

KORSCH, Karl. Marxismo e filosofia. Porto: Afrontamento, 1977.

KORSCH, Karl. Que Es La Socializacion? Um Programa de Socialismo Practico. México: PyP, 1973.

LÊNIN, Vladimir. As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo. São Paulo: Global, 1985.

LÖWY, Michael. Para uma sociologia dos intelectuais revolucionários. São Paulo: Lech, 1979.

LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe. São Paulo: Martins Fontes, 2012.

LUKÁCS, Georg. Meu caminho para Marx. In: LUKÁCS, Georg. Socialismo e democratização: escritos políticos (1956-1971). Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2008.

LUKÁCS, Georg. Pensamento Vivido: autobiografia em diálogo. São Paulo: Instituto Lukács, 2017.

MAIA, Lucas. Marxismo e Proletariado em “História e Consciência de Classe”, de Georg Lukács. Sociologia em Rede, v. 5, nº 5, p. 82-113, 2015.

MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: Expressão Popular, 2008.

MARX, Karl. Miséria da Filosofia. São Paulo: Centauro, 2001.

MARX, Karl. O Capital. Livro I. São Paulo: Boitempo, 2013.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

MUSSE, Ricardo. A dialética como discurso do método. Tempo Social, São Paulo, v. 17, nº 1, p. 367-389, jun. 2005.

MUSSE, Ricardo. A gênese do conceito de marxismo ocidental. 10 fev. 2012. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2012/02/10/a-genese-do-conceito-de-marxis…- ocidental-coluna-de-estreia-de-ricardo-musse/. Acesso em: 01 mar. 2018.

NETTO, José Paulo. Introdução: Lukács – Tempo e modo. In: NETTO, José Paulo (org). Georg Lukács. Sociologia. São Paulo: Ática, p. 25-56, 1981.

RENTON, Dave. O Marxismo Dissidente de Karl Korsch. Revista Espaço Livre, Goiânia, v. 10, nº 19, jan./jun., 2015. Disponível em: http://redelp.net/revistas/index.php/rel/article/view/304/234. Acesso em: 05 mar. 2018.

TELES, Gabriel. O marxismo crítico-revolucionário: 60 anos da morte de Karl Korsch. Boletim Maria Antônia, v. 33, p. 01, 2021.

TELES, Gabriel; FERREIRA, Aline. A Definição Marxista de Marxismo em Georg Lukács e Karl Korsch. Revista Espaço Livre, v. 13, p. 7-18, 2018.

TRAGTEBERG, Maurício. Reflexões sobre o socialismo. São Paulo: Editora UNESP, 2008.

VIANA, Nildo. A consciência da história. Ensaios sobre o materialismo histórico- dialético. Rio de Janeiro: Achiamé, 2007.

VIANA, Nildo. A Essência do Marxismo. Marxismo e Autogestão, ano 01, nº 02, jul./dez. 2014, p. 24-37. Disponível em: http://redelp.net/revistas/index.php/rma/article/view/4viana2/110. Acesso em: 29 out. 2017.

VIANA, Nildo. Karl Korsch e a concepção materialista da História. São Paulo: Scortecci, 2014.

ZIZEK, Slavoj. De História e consciência de classe a Dialética do esclarecimento, e volta. Lua Nova, São Paulo, nº 59, p. 159-175, 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102- 64452003000200008&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 01 mar. 2018.

Programa

Aula 1
- Quem é Miguel de Cervantes? Breves notas biográficas.
- Qual é o lugar do Dom Quixote nas letras espanholas?
- Capítulo 8, Primeira parte: entre a loucura e o heroísmo cavaleiresco.
Aula 2
- As novelas de cavalaria e a tradição ibérica;
- Do modelo cavaleiresco para a picaresca espanhola;
- Capítulo 18, Primeira parte: entre as armas e as letras;.
Aula 3
- O lugar da dissimulação nas letras e nas artes;
- Capítulo 48, Primeira parte: máscaras, fantasmas e profecias.
Aula 4
- Representação amorosa e tradição letrada;
- Capítulo 10, Segunda parte: amor e loucura do cavaleiro da triste figura.
Aula 5
- Articulações entre a retórica, a poética e a política espanhola contrarreformada;
- Capítulo 56, Segunda parte: o palácio dos duques e o discurso de Quixote.

Referências bibliográficas

i) Fontes primárias
CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote de la Mancha. 2. Vols. Tradução de Sérgio Molina. Apresentação de Maria Augusta da
Costa Vieira. 7ª ed. São Paulo: Editora 34, 2018.
ii) Estudos e ensaios
ALBERT, Mechthild (ed.). Sociabilidad y literatura en el Siglo de Oro. Madrid, Universidad de Navarra, Iberoamericana, Vervuert,
2013, pp. 7-18.
BATAILLON, Marcel. Erasmo y España. Estudios sobre la historia espiritual del siglo XVI. Trad. Antonio Alatorre. México, Fondo
de Cultura Económica, 1996.
EGIDO, Aurora. El discreto encanto de Cervantes y el crisol de la prudencia, Vigo, Editorial Academia del Hispanismo, 2011.
REDONDO, Agustín, “Texto literario y contexto histórico-social: del Lazarillo al Quijote” en AISO, Actas II, 1990, pp. 95 – 116.
VIEIRA, M. Augusta C. A narrativa engenhosa de Miguel de Cervantes - Estudos cervantinos e recepção do Quixote no Brasil.
São Paulo: Edusp/Fapesp, 2012.

Programa

Axe 1 : Le sentiment d’exclusion et l’amour de l’enseignement
Chagrin d’école, Daniel Pennac

Axe 2 : Ubu roi : entre l’absurde et le surréalisme
Ubu roi, Alfred Jarry

Axe 3 : L’amour est-il un piège ?
La Petite Fille aux yeux sombres, Marcel Pagnon

Axe 4 : La guerre de l’Algérie et la peine capitale
De nos frères blessés, Joseph Andras

Axe 5 : L’immigration : Vietnam – Québec
Ru, Kim Thúi

Bibliographie

ANDRAS, Joseph. De nos frères blessés. Arles: Actes Sud, 2016.

JARRY, Alfred. Ubu roi. Paris: Mercure de France, 1896.

PAGNON, Marcel. La Petite Fille aux yeux sombres. Paris : Éditions de Fallois, 1991. [Fortunio]

PENNAC, Daniel. Chagrin d’école. Paris : Gallimard, 2007. [Folio]

THÚI, Kim. Ru. Montréal: Libre Expression, 2009.

Programa

1. Leitura do poema “Peregrinação” [Lira dos cinquent’anos, 2. ed. 1944], de Manuel Bandeira.
 
a) Questões de método de leitura;
b) Aspectos da função poética da linguagem;
c) Aspectos de metro e ritmo;
d) Sobre o verso livre;
e) Algumas figuras de sonoridade;
f) Relações som e sentido;
g) A composição das estrofes;
h) A unidade de sentido.
 
2. Leitura de “Assalto” [A rosa do povo, 1945], de Carlos Drummond de Andrade.
 
3. Leitura de “Desfile” [do mesmo autor e obra], a partir do qual os alunos farão um exercício de avaliação.
 
Bibliografia
 
a) Sobre a teoria dos gêneros
 
ARISTÓTELES, HORÁCIO, LONGINO. A poética clássica. Trad. de Jaime Bruna. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 1988.
KAYSER, Wolfgang. “A estrutura do gênero”. Análise e interpretação da obra literária. Trad. de Paulo Quintela. 7. ed. Coimbra: Arménio Amado, 1985, p. 367-388.
ROSENFELD, Anatol. “A teoria dos gêneros”. O teatro épico. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1985, p. 13-36.
SCHILLER, Friedrich. Poesia ingênua e sentimental. Trad. e estudo de Márcio Suzuki. São Paulo: Iluminuras, 1991.
STAIGER, Emil. “Estilo lírico: a recordação”. Conceitos fundamentais da poética. Trad. de Celeste Aída Galeão. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975, p. 19-75.
 
b) Questões de método de leitura
 
ARRIGUCCI JR., Davi. “Abertura”. Humildade, paixão e morte. A poesia de Manuel Bandeira. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 13-18.
BOSI, Alfredo. “A interpretação da obra literária”. Céu, inferno. Ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Ática, 1988, p. 274-287.
CANDIDO, Antonio. “Apresentação do programa” e “Comentário e interpretação literária”. O estudo analítico do poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004, p. 21-25 e 27-36.
CANDIDO, Antonio. “Os elementos de compreensão”. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 5. ed. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1975, 1º vol., p. 34-36.
CANDIDO, Antonio. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 1985.
STAIGER, Emil. “A arte da interpretação”. Trad. de Fernando Camacho. Humboldt, 4 (9), 1964, p. 10-22.
 
c) Alguns exemplos de leitura
 
ARRIGUCCI JR., Davi. Humildade, paixão e morte. A poesia de Manuel Bandeira. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
ARRIGUCCI JR., Davi. O cacto e as ruínas. A poesia entre outras artes. São Paulo: Duas Cidades, 1997.
ARRIGUCCI JR., Davi. Coração partido. Uma análise da poesia reflexiva de Drummond. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.
AUERBACH, Erich. “As flores do mal e o sublime”. Ensaios de literatura ocidental. Trad. de José Marcos M. Macedo e Samuel Titan Jr. São Paulo: Duas Cidades, Editora 34, 2007, p. 303-332.
BOSI, Alfredo (org.). Leitura de poesia. São Paulo: Ática, 1996.
BOSI, Viviana et al. (orgs.). O poema: leitores e leituras. Cotia: Ateliê Editorial, 2001.
CANDIDO, Antonio. Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática, 1985.
SCHWARZ, Roberto. “A carroça, o bonde e o poeta modernista”. Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 11-28.
SPITZER, Leo. Três poemas sobre o êxtase. Trad. de Samuel Titan Jr. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.
VIDAL, Ariovaldo. “O chamado do mar” [Leitura de um poema de Manuel Bandeira]. Revista Contexto. Vitória, n. 23, 2013/1, p. 133-150.
VIDAL, Ariovaldo. “Um soneto antológico” [Sobre um poema de Vinicius de Moraes]. Seminário Primavera dos Centenários: Rubem Braga e Vinicius de Moraes. UEL, Londrina, 23-25 set. 2013. Publicado nos Anais, p. 50-63.
VILLAÇA, Alcides. Passos de Drummond. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
 
d) Sobre a linguagem da poesia
 
CAMPOS, Haroldo de. “Comunicação na poesia de vanguarda”. A arte no horizonte do provável. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 1977, p. 131-154.
CANDIDO, Antonio. “O destino das palavras no poema”. O estudo analítico do poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004, p. 111-120.
CHKLOVSKI, Victor. “A arte como procedimento”. Teoria da literatura: formalistas russos. Trad. de Regina Zilberman et al. Porto Alegre: Globo, 1971, p. 39-56.
FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. Da metade do século XIX a meados do século XX. Trad. de Marise M. Curioni. São Paulo: Duas Cidades, 1978.
JAKOBSON, Roman. “Linguística e poética”. Linguística e comunicação. Trad. de Isidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1969, p. 118-162.
JAKOBSON, Roman. “O que fazem os poetas com as palavras”. Lisboa, Colóquio/Letras, n. 12, mar. 1973, p. 5-9.
MARQUES, Oswaldino. “Traços diferenciais da poesia moderna”. Ensaios escolhidos. Teoria e crítica literárias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968, p. 37-47.
POE, Edgar Allan. “A filosofia da composição”. Poemas e ensaios. Trad. de Oscar Mendes e Milton Amado. Rio de Janeiro: Globo, 1985, p. 101-112.
 
e) Sobre imagem/figuras de linguagem
 
BOSI, Alfredo. “Imagem, discurso”. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1977, p. 11-36.
CANDIDO, Antonio. A parte final do livro, desde o capítulo “As unidades expressivas”. O estudo analítico do poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004, p. 103-155.
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 14. ed. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1988 [conceitos e exemplos de figuras de linguagem].
MARTINS, Nilce Sant’Anna. “A linguagem figurada”. Introdução à estilística. São Paulo: T.A. Queiroz, 1989, p. 90-104.
Obs.: Para este tópico, consultar também obras de referência (manuais, dicionários e gramáticas).
 
f) Sobre a sonoridade no poema
 
BOSI, Alfredo. “O som no signo”. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1977, p. 37-62.
CANDIDO, Antonio. “Os fundamentos do poema: sonoridade”. O estudo analítico do poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004, p. 37-66.
JAKOBSON, Roman. “Linguística e poética”. Lingüística e comunicação. Trad. Isidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo, Cultrix/ Edusp, 1969, especialmente p. 144-146 e 150-156.
MARTINS, Nilce Sant’Anna. “A estilística do som”. Introdução à estilística. São Paulo: T.A. Queiroz, 1989, p. 26-70.
 
g) Sobre metro e ritmo
 
BOSI, Alfredo. “Frase: música e silêncio”. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1977, p. 63-107.
CANDIDO, Antonio. “Os fundamentos do poema: o ritmo”. O estudo analítico do poema. 4. ed. São Paulo: Humanitas, 2004, p. 67-101.
KAYSER, Wolfgang. “O ritmo”. Análise e interpretação da obra literária. Trad. de Paulo Quintela. 7. ed. Coimbra, Arménio Amado, 1985, p. 261-299.
PROENÇA, M. Cavalcanti. Ritmo e poesia. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1955.
SAID ALI, Manuel. Versificação portuguesa. 2. ed. São Paulo: Edusp, 1999.
 
h) Sobre lírica e sociedade
 
ADORNO, Theodor. “Palestra sobre lírica e sociedade”. Notas de literatura I. Trad. de Jorge de Almeida. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2003, p. 65-89.
BENJAMIN, Walter. “Sobre alguns temas em Baudelaire”. Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo. Trad. de José Carlos M. Barbosa e Hemerson A. Baptista. São Paulo: Brasiliense, 1989, p. 103-149.
BOSI, Alfredo. “O encontro dos tempos”. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1977, p. 109-137.
CANDIDO, Antonio. “A literatura e a formação do homem”. Textos de intervenção. Sel. de Vinicius Dantas. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2002, p. 77-92.
CANDIDO, Antonio. “Notas de Crítica Literária – Duas notas de poética”. Textos de intervenção, ed. cit., p. 153-158.
CANDIDO, Antonio. “Vanguarda: renovar ou permanecer”. Textos de intervenção, ed. cit., p. 214-225.
 

 

Programa

Aula 1 - Introdução: Machado de Assis na sala de aula: para quê, por quê, para quem?
Aula 2 - Machado de Assis, suportes e práticas de escrita no século XIX.
Aulas 3 e 4 - O texto machadiano e a interface com a História.
Aula 5 - Narradores e autores ficcionais de Machado de Assis.
Aula 6 - Machado de Assis em outras mídias: adaptações, aproximações e contrastes.

ASSIS, Machado de. A Semana: crônicas (1892-1893). Edição, introdução e notas de John
Gledson. São Paulo: Editora Hucitec, 1996.
___________. Bons Dias!. Edição, introdução e notas de John Gledson. São Paulo: Editora

Hucitec, 1990.
___________. Dom Casmurro. Col. 15 vol. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
___________. Esaú e Jacó. Edições críticas das obras de Machado de Assis. Col. 15 vol. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
___________. História de quinze dias, história de trinta dias - Crônicas de Machado de Assis -
Manassés. AZEVEDO, Sílvia Maria. (org.) São Paulo: Editora Unesp, 2011.
___________. Machado de Assis: crítica literária e textos diversos. AZEVEDO, Sílvia Maria;
DUSILEK, Adriana; CALLIPO, Daniela Mantarro Callipo (Orgs.). São Paulo: Editora Unesp,
2013
___________. Memórias póstumas de Brás Cubas. Edições críticas das obras de Machado de
Assis. Col. 15 vol. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
___________. Obra Completa em quatro volumes. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015.
___________. Quincas Borba. Edições críticas das obras de Machado de Assis. Col. 15 vol.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
___________. Relíquias de casa velha. Edições críticas das obras de Machado de Assis. Col. 15
vol. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.
BAPTISTA, Abel Barros. A formação do nome - duas interrogações sobre Machado de Assis.
Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2003.
___________. Autobibliografias: solicitação do livro na ficção de Machado de Assis.
Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2003.
CANDIDO, Antonio. "Esquema de Machado de Assis". In: ______. Vários Escritos. Rio de
Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011, p. 15-34.
GLEDSON, John. Machado de Assis: Ficção e História. Tradução Sônia Coutinho. – 2.ed. Rev.
– São Paulo: Paz e Terra, 2003.
GRANJA, Lúcia. Machado de Assis – Antes do livro, o jornal: suporte, mídia e ficção. São
Paulo: Editora Unesp Digital, 2018.
GUIMARÃES, Hélio de Seixas. Machado de Assis, o escritor que nos lê. São Paulo: Editora
Unesp, 2017.
SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas: forma literária e processo social nos inícios do
romance brasileiro. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2000.
___________. Um mestre na periferia do capitalismo. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34,
2000.

Programa

Unidade I – Raízes das relações étnico-raciais no Brasil e nos EUA (Aulas 1 e 2)
- A vida póstuma da escravidão: diferenças entre o contexto brasileiro e o norte-americano
- Formação sociocultural do povo brasileiro
- Relações étnico-raciais e cultura negra
- Teorias Racistas e Antirracistas
- Negritude, Branquitude e estratégias de branqueamento no Brasil
- O Pacto Narcísico da Branquitude e a Ignorância Branca
Unidade II – Gênero e relações raciais nas ciências sociais brasileira e norte-americana (Aulas 3 e 4)
- Raça, Gênero, Classe e Sexualidade: as diversas genealogias do feminismo negro
- Intelectuais negras e atuantes do feminismo negro brasileiro e norte-americano
- Projetos e escritas coletivas, propostas de co-criação nas ciências sociais
- Comunidades tradicionais, quilombolas e indígenas
- Ações afirmativas nas universidades brasileiras
Unidade III - As diversas faces do pensamento negro radical contemporâneo (Aulas 5 e 6)
- O legado de Frantz Fanon nas Américas: a crítica da colonialidade e o mal-estar colonial
- Antinegritude como dinâmica ontológica e social da modernidade
- Afropessimismo e onticídio
- Possibilidades de resistências, subversões e fugas negras

Referências Bibliográficas:


ALEXANDER, Michelle. A nova segregação: racismo e encarceramento em massa. São Paulo: Boitempo, 2018.
AUDEBERT, Cédric et al. Negritude e relações raciais: racismo e antirracismos no espaço atlântico. Horizontes Antropológicos, v. 28, n. 63, 2022.
BARBOSA, Deisiane. Inventário da ilha de Tereza: cartografias de um livro devir. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40197.
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, v. 1 e 2, [1960] 1971.
BAZÍLIO, Genivaldo; VALE, Maíra. A gente faz teatro ensaiando a revolução: movimentos de territórios, cultura e arte entre Olinda, Recife e Paulista. PragMATIZES - Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura, Niterói/RJ, Ano 12, n. 22, 2022.
BENTO, Cida. O Pacto da Branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
BEZERRA-PEREZ. Carolina dos Santos. Juventude, Música e Ancestralidade na comunidade jongueira do Tamandaré – Guaratinguetá/SP. In: Imaginário. – Revista do Núcleo Interdisciplinar do Imaginário e Memória – NIME e do Laboratório de Estudos do Imaginário – LABI – IP-USP – Juventude. USP, ano XI – nº 11 – 2º sem./2005b. p. 247-276.
_________________________________. O imaginário sobre o negro no espaço escolar: das imagens da angústia à força da ancestralidade africana, trilhando caminhos na construção de uma educação para as relações etnicorraciais. In: MONTEIRO, Sueli Aparecida Itman. Culturas Contemporâneas, Imaginário e Educação: Reflexões e Relatos de Pesquisa. São Carlos: Editora Rima, 2010.
_________________________________. Saravá Jongueiro Velho!: Memória e Ancestralidade no Jongo do Tamandaré. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2012.
CARNEIRO, Sueli. A Construção do Outro como Não-Ser como fundamento do Ser. FEUSP, 2005. (Tese de doutorado)
________________. Mulheres em movimento . Estudos Avançados, 17(49), 117-133, 2003. Disponível em: (https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9948)
________________. O mito da democracia racial. In: LAMOUNIER, Bolívar. (Org). Brasil & África do Sul: uma comparação. São Paulo: Editora Sumaré: Idesp, 1996.
COLLINS, Patricia Hill. “Se perdeu na tradução? Feminismo negro, interseccionalidade e política emancipatória”. Parágrafo, vol. 5, n.1, jan/jun de 2007. (https://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2017/07/01.pdf)
CONCEIÇÃO, Willian Luiz da. Branquitude: dilema racial brasileiro. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens, 2020.
CORRÊA, Mariza. “Traficantes do Excêntrico: Os Antropólogos no Brasil dos Anos 30 aos Anos 60”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 6, n. 3, 1988.
_______________. As Ilusões da Liberdade: a Escola Nina Rodrigues e a Antropologia no Brasil. Bragança Paulista: Editora da Universidade São Francisco, 1998.
_______________. O mistério dos orixás e das bonecas: raça e gênero na antropologia brasileira. Etnográfica, Vol. IV (2), 2000.
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DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016.
DÍAZ-BENÍTEZ, María Elvira e RANGEL, Everton. Evocações da escravidão. Sobre sujeição e fuga em experiências negras. Horizontes Antropológicos, v. 28, n. 63, 2022.
ERICKSON, Sandra S. Fernandes; BÖSCHEMEIER, Ana Gretel Echazú. Edição especial da Ayé completa - FIRE!!! Textos escolhidos de Zora Neale Hurston. Ayé: Revista de Antropologia, 2021.
FANON, Frantz. Pele Negra, Máscaras Brancas. São Paulo: Ubu, 2020.
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Programa

OBJETIVOS:
Desenvolver habilidades comunicativas intermediárias em e sobre a Língua Francesa, que possibilitem a aquisição de estruturas linguísticas, discursivas e do léxico utilizados em situações comunicativas variadas, permitindo a comunicação oral e escrita. Sensibilizar para os elementos de cultura dos países francófonos.

Nível exigido: 2º grau completo. N5 do curso Introdução à língua francesa e à cultura francófona ou conhecimentos em francês equivalentes a esse nível. Estudantes da graduação em Francês: comprovar Francês 5. Será realizado teste de nível para alunos que não cumprirem os requisitos acima.

PROGRAMA:
Comunicação: compreender um modo de funcionamento, contar uma série de ações, contar uma lembrança, compreender um relato, expor uma série de fatos, defender uma causa, fazer uma crítica, propor soluções, pedir e dar uma opinião, falar sobre fatos da atualidade, compreender informações da imprensa, reagir e dar precisões, dar sugestões, expressar desejos e esperança, falar sobre a atualidade literária.

Vocabulário: objetos do quotidiano, vocabulário da higiene e cosméticos, vocabulário relacionado ao mundo do trabalho, às lembranças, à memória, à vida associativa, à proteção da natureza, às atualidades, aos faits divers, aos comportamentos e atitudes, à atualidade literária.

Gramática: si + imparfait, pronomes indefinidos, pronomes possessivos, acordo do particípio passado com “avoir”, marcadores cronológicos e temporais (avant, après etc.), passé composé, imparfait, plus-que-parfait, causa e consequência, preposições à e de, de plus en plus e de moins en moins, forma passiva, nominalização, gerúndio, conditionnel, subjuntivo, valores do pronome ON,

Elementos de fonética: Ritmo e entonação; sons [y], /O/ e [u]; sons específicos de difícil pronúncia para brasileiros.

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:

CHAMBERLAIN, A. STEELE, R. Guide pratique de la communication. Paris, Didier, 1998.
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
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