Programa

PARTE 1: O curso começa apresentando a hipótese de Umberto Eco (1994, p. 21) de que narrativizamos a vida para encontrar sentido. Essa hipótese ganha força quando entendemos o conceito de “texto fundamental” de Martin Puchner (2019) e a tese de Erich Auerbach (2011) sobre o papel da Bíblia (e de Homero) na formação de nossa cultura. Por fim, estudamos alguns dos padrões narrativos da literatura bíblica a partir de métodos de Crítica Narrativa (MARGUERAT; BOURQUIN, 2009).

PARTE 2: Então aplicaremos o conhecimento adquirido sobre a narratividade bíblica em exemplos pontuais dos discursos religiosos modernos. Trabalharemos a força mediadora das religiões na recepção da Bíblia, abordaremos os movimentos evangélicos fundamentalistas (AFONSO; CAMPOS, 2021) e suas práticas de leitura (CHARTIER, 2011) e, discorrendo sobre a semiótica aplicada à análise dos discursos (BARROS, 2003, 2011), estudaremos um exemplo textual capaz de demonstrar como a narratividade bíblica dá forma aos imaginários religiosos modernos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AFONSO, Breno Luiz Gomes; CAMPOS, Breno Martins. Da sociedade do controle à sociedade da transparência: novas maneiras de compreender o fundamentalismo religioso. Revista Unitas, v. 9, n. 2, p. 128-142, 2021.
AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2011.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Estudos do discurso. In. FIORIN, José Luiz (org.). Introdução à linguística (Vol. 2): princípios de análise. São Paulo: Contexto, p. 187-219, 2003.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Ática, 2011.
CHARTIER, Roger (org.). Práticas de leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2011.
ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
MARGUERAT, Daniel; BOURQUIN, Yvan. Para ler as narrativas bíblicas: iniciação à análise narrativa. São Paulo: Loyola, 2009.
PUCHNER, Martin. O mundo da escrita: como a literatura transformou a civilização. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Programa

Aula 1: Estudos críticos de segurança: definição e abordagens.
Aula 2: Gênero e raça como categorias de análise da segurança: debates contemporâneos.
Aula 3: Gênero e raça como objeto de estudo da segurança internacional: o caso do exército brasileiro no Haiti.
Aula 4: Entendendo a militarização brasileira a partir dos estudos feministas da segurança – resistências antimilitaristas e
antirracistas no Brasil.

Bibliografia

Sylvester, Christine. War as Experience: contributions from international relations and feminist analysis. War, politics and
experience. Milton Park, Abingdon, Oxon ; New York, NY: Routledge, 2013.
Galtung, Johan. “Violence, Peace, and Peace Research.” Journal of Peace Research 6, no. 3 (1969): 167–91.
Kaldor, Mary. “In defence of New Wars”. Stability: International Journal of Security and Development 2, no 1 (2013): 1–16.
THOMAS, MARTIN. 2012. Violence and Colonial Order: Police, Workers and Protest in the European Colonial Empires, 1918–
1940. Cambridge: Cambridge University Press.
RAWLINGS, PHILIP. 2002. Policing: A Short History. Devon: Willan Publishing.
DA SILVA, FERREIRA DENISE. 2009. “No-Bodies.” Griffith Law Review 18 (2): 212–36.
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Schrader, Stuart. Badges without Borders: How Global Counterinsurgency Transformed American Policing. University of California
Press, 2019.
Tickner, Arlene B. (2016) “Associated Dependent Security Cooperation: Colombia and the United States,” in Hönke, Jana and
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“Você matou meu filho. Homicídios cometidos pela polícia militar na cidade do Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro: Anistia
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https://www.amnesty.org/download/Documents/AMR1920682015BRAZILIAN%20POR….
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Farias, Juliana. “Quando a exceção vira a regra: os favelados como população ‘matável’ e sua luta por sobrevivência”. Teoria &
Sociedade 2, no 15 (2007): 138–71.
Freitas, Rita de Cássia Santos. “Famílias e Violência: Reflexões Sobre as Mães de Acari”. Psicologia USP 13, no 2 (2002): 69–
103.
Vianna, Adriana e Farias, Juliana. “A guerra das mães: dor e política em situaçoões de violência institucional”. Cadernos Pagu, no
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Santiago, Vinícius. “A maternidade como resistência à violência de Estado”. Cadernos Pagu, no 55 (2019).
Santiago, Vinícius, e Marta Fernández. “From the Backstage of War: the Struggle of Mothers in the Favelas of Rio de Janeiro”.
Contexto Internacional 39, no 1 (abril de 2017): 35–5.
Mestre, Simone de Oliveira, e Érica Renata de Souza. “‘Maternidade guerreira’: responsabilização, cuidado e culpa das mães de
jovens encarcerados”. Revista Estudos Feministas 29 (22 de setembro de 2021); Passos, Rachel Gouveia. “O lixo vai falar, e
numa boa!” Revista Katálysis 24 (16 de junho de 2021): 301–9.
Axster, Sabrina et al. “Colonial Lives of the Carceral Archipelago: Rethinking the Neoliberal Security State”. International Political
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https://foreignpolicy.com/2020/06/19/why-race-matters-international-rel….
Guittet, Emmanuel-Pierre. “Approches méthodologiques de la sécurité : engagements, obstacles et défis: Introduction”. Cultures et
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Gani, Jasmine K. “Racial Militarism and Civilizational Anxiety at the Imperial Encounter: From Metropole to the Postcolonial State”.
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Buzan, Barry, Ole Waever, e Jaap de Wilde. Security: a new framework for analysis. Boulder, Colo: Lynne Rienner Pub, 1998.
Fassin D., Pandolfi M. (eds.), Contemporary States of Emergency: The Politics of Military and Humanitarian Interventions,
New York, Cambridge, Zone Books, 2010.
Bigo D., « La mondialisation de l'(in)sécurité », Cultures & Conflits, n°58, 2005, pp. 53-101 ; Ambrosetti D., « L’humanitaire comme
norme du discours au Conseil de sécurité : une pratique légitimatrice socialement sanctionnée », Cutures & Conflits, n°60, 2005,
pp. 39-62.
Gilmore, Ruth Wilson. “You Have Dislodged a Boulder: Mothers and Prisoners in the Post Keynesian California Landscape”.
Transforming Anthropology 8, no 1–2 (janeiro de 1999), p. 17.
Moon, Katharine H. S. Sex Among Allies: Military Prostitution in U.S.-Korea Relations. Columbia University Press, 1997.
Cockburn, C. Antimilitarism: Political and Gender Dynamics of Peace Movements. Palgrave Macmillan UK, 2012.
https://doi.org/10.1057/9780230378391.
Enloe, Cynthia H. Globalization and militarism: feminists make the link. Globalization. Lanham: Rowman & Littlefield, 2007.
Anievas, Alexander, Nivi Manchanda, and Robbie Shilliam, eds. “Introduction.” In Race and Racism in International Relations:
Confronting the Global Colour Line, 1–15. London: Routledge, 2015.
Dhume-Sonzogni, Fabrice, Xavier Dunezat, Camille Gourdeau, e Aude Rabaud. Du racisme d’État en France? Collection “Pour
mieux comprendre”. Lormont: Le Bord de l’eau, 2020.
Bonditti, Philippe. “(Anti) terrorisme. Mutations des appareils de sécurité et figure de l’ennemi aux États-Unis depuis 1945”. Critique
internationale 61, no 4 (2013): 147–68.
Daho, G. La transformation des armées: enquête sur les relations civilo-militaires en France, Paris: Éditions de la Maison des
sciences de l’homme, 2016.
Wasinski, Christophe. “CounterPunch contre Counterinsurgency. Plagiat et contestation anthropologique à propos du nouveau
manuel contre-insurrectionnel des forces armées américaines”. Cultures & Conflits, no 71 (30 de outubro de 2008): 133–49.
Delori, M. « Humanitarian Violence: How Western Airmen Kill and Let Die in Order to Make Live », Critical Military Studies, 5, no 4,
2019, p. 322‐40.
Weizman, Eyal. The Least of All Possible Evils: Humanitarian Violence from Arendt to Gaza. 1. publ. London [u.a.]: Verso, 2011.

Programa

Bibliografia - Curso de Grego Moderno


ΚΛΙΚ στα ελληνικά – Klik sta ellinika (Unidades 5 a 8)
Publicado pelo Centro para a Língua Grega – do Ministério de Educação, o KLIK é o livro de curso grego
mais completo e confiável.
É um livro inovador para aprender grego moderno como segunda língua / língua estrangeira. Baseia-se
no novo programa de exame detalhado, implementando métodos de ensino contemporâneos e é
constantemente enriquecido com material novo em formato digital.
KLIK sta Ellinika compreende opções úteis e funcionais que permitem aos alunos aprender e praticar o
grego moderno de maneira rápida e fácil. Quando o aluno inicia este curso ele estabelece as bases para
a Certificação em grego moderno.

Material será fornecido pela ministrante.

Programa

Aula 1: Leitura crítica e o problema da desordem informacional. Noção de gênero, hipergênero e o papel da tecnologia no desenvolvimento dos gêneros textuais. Formulação de um plano de aula a ser revisto no final do curso.

Aula 2: O que é argumentação? Reflexão sobre enquadramentos teóricos e a argumentação como elemento constitutivo do discurso.

Aula 3: A internet e a cena da enunciação. As fake news e o seu elemento cênico.

Aula 4: A noção de ethos, pathos e logos. O papel da emoção e da razão segundo a análise do discurso.

Aula 5: O papel da doxa e dos estereótipos para a estabilização da comunicação.

Aula 6: A imagem como recurso persuasivo. Os textos multimodais.

Aula 7 e 8: A tipologia argumentativa de Perelman e Olbrechts-Tyteca. As falácias argumentativas.

Aula 9: Os esquemas argumentativos (análise de discursos enganosos) e as formas de sistematização desses achados para uso em sala de aula.A questão da modalidade veridictória como uma das marcas desses textos. Outras marcas linguísticas que aparecem recorrentemente nesses produções.

Aula 10: O tratamento da desinformação nos materiais didáticos Os recursos de checagem de informação. Reflexão sobre o conteúdo do curso e os planos de aula elaborados no início do curso.

Programa

PROGRAMA:

Eixos temáticos:

1) Falar sobre os cuidados a saúde: a doação de órgãos, as dificuldades de um tratamento médico, os resultados de uma pesquisa médica, as descobertas científicas, as dificuldades de uma área de estudo e/ou pesquisa, as dificuldades profissionais, os assuntos polêmicos, as terapias alternativas
2) Falar sobre o corpo (físico e psicológico): as tendências estéticas, as desigualdades sociais, a linguagem e os gestos corporais, as obras de arte, o trabalho do artista
3) À decidir: escolha temática dos participantes do curso.


Comunicação: compreender e interpretar um artigo legal; analisar e interpretar trechos de uma obra literária (romance); fazer perguntas sobre a doação de orgãos; compreender e reformular as dificuldades de um tratamento médico, gravar um podcast à respeito de um tratamento médico; compreender e interpretar uma conferência; expor os resultados de uma pesquisa científica; explicitar uma descoberta científica; realizar uma miniconferência sobre uma descoberta científica; compreender e interpretar uma emissão de rádio; explicar a especificidade de um sistema de estudos; escrever um diário sobre as dificuldades profissionais; a escrita criativa; apresentar um sujeito polêmico; explicar o funcionamento de terapias alternativas; apresentar uma polêmica; compreender e interpretar uma reportagem televisiva; falar sobre uma tendência (moda, estética); denunciar uma desigualdade social; redigir um manifesto sobre uma desigualdade social; compreender e declamar a letra de uma música (le slam); interpretar os gestos e a linguagem corporais à partir de um vídeo; descrever e analisar uma obra de arte; compreender o trabalho de um(a) artista;

Vocabulário: o corpo humano; os órgãos; a doação de órgãos; a reprodução humana assistida (a inseminação artificial, fertilização in vitro); o relatório e os estudos médicos; o tratamento de câncer; a medicina alternativa; as dificuldades profissionais; a autoimagem; as redes sociais; as deficiências; as partes do corpo; as expressões idiomáticas ligadas ao corpo; as obras de arte

Gramática: adjetivos qualificativos para descrever; a argumentação; os conectivos argumentativos; as interdições e conselhos; as expressões idiomáticas do registro informal; a formulação de perguntas (verbos e expressões relativos às enquetes e questionários); exprimir uma opinião pessoal; os tempos verbais da narração; as estruturas gramaticais de uma reivindicação; a escrita inclusiva (l’écriture inclusive);

Elementos de fonética: a prosódia e o ritmo frasais;

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso, além de um eixo temático a ser escolhido pelos participantes.


BIBLIOGRAFIA GERAL :

ABRY, Dominique ; CHALARON, Marie-Laure. La grammaire des premiers temps B1-B2. Presses Universitaires de Grenoble, 2015.
BRIET, Geneviève ; COLLIGE, Valérie ; RASSART, Emmanuelle. La prononciation en classe. Presses Universitaires de Grenoble, 2014.
CALLET, Stéphanie. Entraînez-vous de A à Z : 200 exercices de grammaire, orthographe, lexique. Presses Universitaires de Grenoble, 2016.
HEU-BOULHAT, Élodie ; MABILAT, Jean-Jacques. Édito Méthode de Français Niveau B2. Didier, 2015.
HIRSCHPRUNG, N. ; TRICOT, T. Cosmopolite 5. Niveau C1. Paris : Hachette, 2019.
PARIZET, Marie-Louise. ABC DELF B2 : 200 exercices. CLE International, 2013.
PETITMENGIN, Violette ; FAFA, Clémence. La grammaire en jeux. Presses Universitaires de Grenoble, 2017.

Programa

Quem tem medo de literatura alemã: Novela

Aula 1 (05/05) – História e teoria da novela (ministrante: Juliana Lopes)
Aula 2 (12/05) – Novela: Romeu e Julieta na aldeia (ministrante: Juliana Lopes)
Aula 3 (19/05) – Novela: Xadrez (ministrante: Mariana Holms)
Aula 4 (26/05) – Novela: Michael Kohlhaas (ministrante: Claudionor Rangel Júnior)
Aula 5 (02/06) – Novela: Tonio Kröger (ministrante: Danilo Chiovatto Serpa)
Aula 6 (09/06) – Novela: A senhorita de Scuderi (ministrante: Simone Ruthner)

Proposta e bibliografia de cada aula
Aula 1 – História e teoria da novela (ministrante: Juliana Lopes)
A aula introdutória do curso propõe a apresentação da história literária da novela, demonstrando ao público suas origens e como esta forma se desenvolveu especificamente na literatura de língua alemã. Além dos dados históricos, também serão exploradas as principais características que definem a novela de língua alemã e as teorias que a circundam.

Bibliografia
AUERBACH, Erich. A novela no início do renascimento. Itália e França. Tradução de Tercio Redondo. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
BOCCACCIO, Giovanni. Decameron. 10 novelas selecionadas. Seleção, tradução e notas: Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2003, p. 90-97.
ECKERMANN, Johann. Conversações com Goethe nos últimos anos de sua vida: 1823-1832. Tradução de Mário Luiz Frungillo. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
FREUND, Winfried. Novelle. Stuttgart: Reclam, 2009.
FÜLLMANN, Rolf. Einführung in die Novelle. Darmstadt: WBG, 2010.
RATH, Wolfgang. Die Novelle. Konzept und Geschichte. 2., überarbeitete und aktualisierte Auflage. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 2008.

Aula 2 – Novela: Romeu e Julieta na aldeia, Gottfried Keller (ministrante: Juliana Lopes)
Em sua obra “Romeu e Julieta na aldeia”, Gottfried Keller reformulou o tema de “Romeu e Julieta” a partir da estrutura dramática e o transpôs para a forma novelística. A mudança de forma literária conferiu à temática shakesperiana outras possibilidades, com novos caminhos interpretativos. Com base nas características da forma da novela, pretende-se demonstrar como Keller explorou os elementos constitutivos desta forma em uma das obras mais conhecidas do autor e do Realismo Poético.

Bibliografia
KELLER, Gottfried. Die Leute von Seldwyla. Hg. von Thomas Böning. Band 10. Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag, 2006.
________. Romeu e Julieta na aldeia. Tradução, posfácio e notas de Marcus Vinicius Mazzari. São Paulo: Editora 34, 2013.
AMREIN, Ursula (org.). Gottfried Keller Handbuch: Leben, Werk, Wirkung. 2. Auflage. Stuttgart: Metzler, 2018.


Aula 3 – Novela: Xadrez, Stefan Zweig (ministrante: Mariana Holms)
A novela “Xadrez”, de Stefan Zweig, foi publicada em 1942 em plena Segunda Grande Guerra. Seu autor encontrava-se exilado no Brasil e escreve uma narrativa ficcional que permanece atual ao representar temas como o isolamento forçado e as consequências disso para a saúde mental, a manutenção da sanidade por meio de uma atividade imaginativa, o embate desafiador com alguém que personifica as crises ideológicas do nazifascismo na Europa e, por fim, a importância da memória para a sobrevivência. Utilizando o xadrez para configurar as tensões narrativas e as metáforas da guerra, Zweig fez de sua última novela, considerada sua obra-prima, um legado que chega até nós.

Bibliografia
AUMÜLLER, Matthias. „Erzählformen“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.625-634
LARCATI, Arturo. „Das Motiv der Besiegten“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.722-731
MALDONADO-ALEMÁN, Manuel. „Krieg, Frieden, Pazifismus“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.732-737
PEREZ, Juliana Pasquarelli. “Remember”: Nicht-Orte in Stefan Zweigs Schachnovelle. In: Übergänge: Mitteleuropa im Werk jüdischer Autoren. Leipzig: Hentrich und Hentrich Verlag, 2020. p.86-102
RENOLDNER, Klemens; WOLF, Nobert Christian. “Schachnovelle (1942)“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.230-232
ZWEIG, Stefan. Schachnovelle. Kommentierte Ausgabe. Herausgegeben von Klemens Renoldner. Stuttgart: Philipp Reclam, 2013.
______. “Xadrez, uma novela”. in: Novelas insólitas: Segredo ardente, Confusão de sentimentos, A coleção invisível, Júpiter, Foi ele?, Xadrez, uma novela. Trad. Kristina Michahelles, Maria Aparecida Barbosa, Murilo Jardelino. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. p.225-277


Aula 4 – Novela: Michael Kohlhaas, Heinrich von Kleist (ministrante: Claudionor Rangel Júnior)
A novela Michael Kohlhaas, escrita por Heinrich von Kleist, narra as injustiças sofridas por um comerciante de cavalos. Kohlhaas perde a mulher, os filhos e sacrifica a própria casa na busca por vingança. A desilusão com o sistema legal e a violência como “realização da justiça” são os objetos de análise ideais para explorar a
escrita de Kleist.

Bibliografia
BREUER, Ingo (Hrsg.). Kleist-Handbuch. Leben – Werk – Wirkung. Stuttgart: Metzler, 2013.
KLEIST, Heinrich Von. Michael Kohlhaas. Tradução de Marcelo Rondinelli. São Paulo: Grua, 2014.
_______. Michael Kohlhaas. Tradução de Marcelo Backes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
_______. Sämtliche Erzähkungen und andere Prosa. Stuttgart: Reclam, 2009.


Aula 5 – Novela: Tonio Kröger, Thomas Mann (ministrante: Danilo Chiovatto Serpa)
Junto à tematização do gênero novela e de questões de forma narrativa, pretende-se explorar em Tonio Kröger, de Thomas Mann, a exposição de concepções relativas ao artista e funções atribuídas a ele frente ao mundo burguês.

Bibliografia
MANN, Thomas. Frühere Erzählungen: 1893-1912. Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 2012.
______. A morte em Veneza & Toni Kröger. São Paulo: Cia. das Letras, 2015.
SCHNEIDER, Ingrid; SPANNHAKE, Elisabeth. Literaturgeschichte. München: Hueber, 1987.
WIESE, Benno von. Die deutsche Novellle von Goethe bis Kafka: Interpretation. Düsseldorf: August Bagel, 1962.


Aula 6 – Novela: A senhorita de Scuderi, E.T.A Hoffmann (ministrante: Simone Ruthner)
De leitura fluida e cativante, a novela de E.T.A. Hoffmann “A senhorita de Scuderi” (Das Fräulein von Scuderi, 1819) teve poderosa e rápida repercussão, transformando-se em diversas traduções, adaptações, dramatizações e até em ópera. Hoffmann, o conhecido autor do fantástico e do duplo, será apresentado neste curso através de seus múltiplos talentos, e os procedimentos criativos explorados pelo autor nesta fascinante novela serão nosso objeto de análise.

Bibliografia
BARBOSA, Maria Aparecida. A Loucura, o crime e a Arte de Cardillac – análise e tradução do conto “Das Fräulein von Scuderi”de E.T.A. Hoffmann. Tese de doutorado (UFSC). Florianópolis: 2004.
CARPEAUX, Otto Maria. História da literatura ocidental. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2008. Disponível em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/528992/000826279_Hi… (16/12/2018)
GÜNZEL, Klaus. E.T.A. Hoffmann. Leben und Werk in Briefen, selbstzeugnissen und Zeitdokumente. Düsseldorf: Claassen, 1979.
HOFFMANN, E.T.A. A senhorita de Scuderi. Uma narrativa da época de Luís XIV. Tradução, posfácio e glossário de Marcelo Backes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
_____. Das Fräulein von Scuderi. Erzählung aus dem Zeitalter Ludwigs des Vierzehnten (1819). Mit Kommentaren von Heinz Müller-Dietz und Marion Bönnighausen. Berlin: De Gruyter, 2010.
_____. Werke (Org.) Mathias Bertram. Berlin: Digib. 4.00.156. Directmedia Publishing, GmbH, 2004. Digitale Bibliothek, v.8 (CD-ROM).
KLAND, Regina. Das Serapiontische Prinzip – theoretische Ansätze einer Erzählweise und Philosophie. In: Intermidialität und Synesthesie in der Literatur der Romantik. Projekt an der Ludwig Maximilians Universität München – Leitung: Huber, Prof. Dr. Martin und Krunic, Dr. Danica. Disponível em: http://www.goethezeitportal.de/wissen/projektepool/intermedialitaet/aut… (10/12/2018).
KREMER, Detlef (Hg.). E.T.A.Hoffmann. Leben – Werk - Wirkung. Berlin: De Gruyter, 2010.
LUBKOLL, Christine; NEUMEYER, Harald. (Hrsg.) E.T.A. Hoffmann Handbuch. Leben – Werk – Wirkung. Stuttgart: Metzler, 2015.
McCHESNEY, Anita. 'The Female Poetics of Crime in E.T.A. Hoffmann's Mademoiselle Scuderi.' Women in German Yearbook 24 (2008): 1–26.
RUTHNER, Simone. A dimensão ecfrástica nos contos de E.T.A. Hoffmann: um estudo propedêutico para a abordagem de narrativas metamusicais. Dissertação de mestrado. Rio de Janeiro: UERJ, 2016.
STEINECKE, Hartmut. (Hrsg.) E.T.A. Hoffmann: Neue Wege der Forschung. Stuttgart: WBG, 2006.
VOLOBUEF, Karin. Frestas e arestas.A prosa de ficção do romantismo na Alemanha e no Brasil. São Paulo: UNESP, 1999.

Programa

1. As diferentes dimensões da sociologia da arte: semântica; sintática; genética e pragmática.
2. A obra de arte como inconsciente social: a importância do não-dito e do interdito.
3. A relação da estética com a ideologia social.
4. Estudo de caso de alguns filmes hollywoodianos: exemplo prático de uso das ferramentas discutidas para a
análise sociológica de uma obra de arte.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: Ensaios sobre literatura e história da
cultura. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987.
FOUCAULT, Michel. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Rio de Janeiro, Editora
Forense, 2001, pp.264-298.
FRANCASTEL, Pierre. A realidade figurativa: elementos estruturais de sociologia da arte. São
Paulo: Perspectiva, 1973.
GALINO, Luciano, et al. Diccionario de sociología. Siglo XXI Editores, 2008.
MENEZES, Paulo. Sociologia e Cinema: aproximações teórico-metodológicas. Teoria e Cultura,
v. 12, p. 17-36, 2017.
SORLIN, Pierre.Sociologia del cine: la apertura para la história de mañana. Mexico, Fondo de
Cultura Económica, 1985.
XAVIER, Ismail (org.). A Experiência do cinema: antologia. São Paulo: Paz e Terra, 2021.

Programa

06/Fev – A formação do meio teatral elisabetano
Nessa primeira aula, abordaremos como se constituiu o meio teatral em que Shakespeare trabalhou. Buscaremos entender as raízes medievais e a multiplicação de espetáculos que desembocou na construção dos primeiros edifícios dedicados especificamente à apresentação de textos dramáticos ao fim do reinado elisabetano, na formação de companhias, profissionalização de atores e dramaturgos. A partir dos estudos de Wallace T. MacCaffrey e W. B. Wernham, também contemplaremos o envolvimento da Rainha Elisabete I no sistema de alianças entre as nações e o início da Guerra Anglo-Espanhola (1585-1604)

08/Fev – William Shakespeare: vida e obra
No segundo encontro, a partir da abordagem sociológica que emergiu com os Estudos Culturais, sobretudo o Novo Historicismo norte-americano e o Materialismo Cultural inglês, estudaremos como Shakespeare se integrou no meio teatral. Analisaremos a interlocução com outros colegas dramaturgos, seu estilo notado à época, e a implicação política de suas apresentações na corte.

10/Fev - A dramatização da geopolítica europeia no reinado elisabetano
No terceiro encontro, buscaremos entender como Shakespeare e sua companhia, Homens do Lorde Camareiro, representaram o sistema de alianças europeu e a participação da Inglaterra neste, marcando um posicionamento. A partir de experiências feitas pelos historiadores adeptos do Contextualismo Linguístico, como Quentin Skinner, analisaremos a construção retórica de alguns textos para detecção desse posicionamento.

13/Fev - A dramatização da geopolítica europeia no reinado jacobiano

Em nossa última reunião, avaliaremos a passagem de cetro de Elisabete I para Jaime Stuart, suas implicações na situação europeia e no teatro londrino. Novamente através da análise retórica das peças, analisaremos como Shakespeare e seu grupo se posicionaram diante dos novos dilemas que surgiram.

Bibliografia

ARMITAGE, David (ed). British Political Thought in History, Literature and Theory, 1500-1800. Edited by David Armitage. Cambridge, Cambridge University Press, 2006.
ARMITAGE, David; CONDREN, Conal; FITZMAURICE, Andrew (ed’s). Shakespeare and Early Modern Political Thought. Cambridge, CUP, 2009.
BEAUMONT, Francis; FLETCHER, John. The Dramatic Works in the Beaumont and Fletcher Canon. General Editor Fredson Bowers. 10 vol. Cambridge, Cambridge University Press, 1966-1996.
CARDOSO, Ricardo. ‘A ambiguidade como princípio retórico em Shakespeare - Muito Barulho por Nada (c. 1598) e Otelo (c. 1604): estudos de caso’. In.: Revista Letras, Santa Maria, Especial 2020, n. 02, pp. 93-106.
CARDOSO, Ricardo. A Invencível Armada na Pena de Shakespeare: diplomacia e dramaturgia na transição do século XVI para o XVII. Dissertação de Mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo. São Paulo: setembro de 2016. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-09122016-141257/pt… , acesso em: 29/10/2022.
DÍEZ, José A. Pérez. 'Gondomar and the Stage: Diego Sarmiento de Acuña and the Lost Theatrical Connection'. In.: The Review of English Studies, 2022, vol. 73, n. 309, pp. 264–288.
DUNTHORNE, Hugh. Britain and the Dutch Revolt 1560–1700. Cambridge, Cambridge University Press, 2013.
DUTTON, Richard. Shakespeare, Court Dramatist. Oxford, Oxford University Press, 2016.
GAJDA, Alexandra. 'Debating War and Peace in Late Elizabethan England'. In.: The Historical Journal, vol. 52, n. 4 (december 2009), pp. 851-878, pp. 868-874.
GRAZIA, Margreta De.; STALYBRASS, Peter S. ‘The Materiality of the Shakesperean Text’. In.: Shakespeare Quarterly, 44, n. 3, 1993. pp. 255-283.
GREENBLATT, Stephen. Como Shakespeare se Tornou Shakespeare. Tradução de Alexandre Boide. São Paulo, Companhia das Letras, 2011.
HAUSER, Arnold. História Social da Literatura e da Arte. 2 Tomos. Tradução de Walter H. Greenen. São Paulo, Editora Mestre Jou, [1951] 1972.
HONAN, Park. Shakespeare: uma vida. Tradução de Sonia Moreira. São Paulo, Companhia das Letras, 2001.
JONSON, Ben. The Cambridge Edition of the Works of Ben Jonson. Edited by David Bevington, Martin Butler and Ian Donaldson. 7 vol. Cambridge, Cambridge University Press, 2012.
KOSELLECK, R. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Trad. Wilma Patrícia Maas e Charles Almeida Pereira. Revisão técnica de César Benjamin. Rio de Janeiro: Contraponto; Editora da PUC-Rio, 2006.
MAcCAFFREY, Wallace T. Elizabeth I: War and Politics, 1588-1603. Princeton, Princeton University Press, 1992.
MALTBY, William S. The Black Legend in England: the development of anti-Spanish sentiment, 1558-1660. Durham, Duke University Press, 1971.
MIDDLETON, Thomas. The Collected Works. Edited by Gary Taylor and John Lavagnino. Oxford, Oxford Universty Press, 2007.
PAGDEN, Anthony. Lordes of All Worlds: ideologies of empire in Spain, Britain and France. c.1500. - c.1800. New Haven, Yale University Press, 1995.
RUSSEL, Conrad; CUST, Richard; THRUSH, Andrew. King James VI and I and His English Parliaments. Oxford, Oxford University Press, 2010.
SHAKESPEARE, William. Obras Completas. 3 volumes. Rio de janeiro, Nova Aguilar, [1969] 1989.
SHAKESPEARE, William. The Oxford Shakespeare: The Complete Works. General Editors Stanley Wells and Gary Taylor; editors Stanley Wells… [et al.]; with introductions by Stanley Wells. Oxford, Oxford University Press, 1987.
SKINNER, Quentin. Forensic Shakespeare. Oxford, OUP, 2014.
SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. Tradução de Renato Janine Ribeiro e Laura Teixeira Motta. São Paulo, Companhia das Letras, [1978] 2017.
WERNHAM, R.B. The Return of the Armadas: the last years of the Elizabethan war against Spain, 1595-1603. Oxford, Clarendon, 1994.
WIGGINS, Martin; RICHARDSON, Catherine. British Drama, 1533-1642: a catalogue. Oxford: OUP, 2007-atual.

Programa

Disciplina 1 - Agricultura, Urbanização na Amazônia
60 horas (aula)

Docentes:

Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Irenildo Costa da Silva– 5h
Galdino Xavier de Paula Filho– 5h
Roni Mayer Lomba – 5h
Giancarlo Livman Frabetti – 5h
Rogério Rego Miranda – 5h
Francisca Marli Rodrigues de Andrade – 5h

Carga Horária (60 horas)

Ementa: Formas históricas de cidade e campo; Formas urbanas no Brasil e na Amazônia; Relação campo-cidade na Amazônia; Modos e vida e seus reflexos na relação campo-cidade; Urbanização crítica; conflitos socioterritoriais amazônicos.
Objetivos:
Geral: Analisar a relação campo-cidade na Amazônia brasileira e definição de seus papéis no arranjo regional e as disputas envolvidas;
Específicos: compreender a formação histórica das cidades brasileiras e amazônicas; refletir sobre os modos de vida e suas mediações na definição de campo e cidade; analisar criticamente o contexto das cidades amazônicas, seus papéis e conflitos;

Metodologia: a disciplina oferece um referencial teórico enxuto e relevante para compreensão da formação histórica das cidades amazônicas e suas interfaces e conflitos na conformação do território. A discussão com apresentação de formas, momentos e exemplos serão suportes para o entendimento dos papéis do urbano e rural na dimensão regional amazônica.

Bibliografia

Básica

LOMBA, Roni Mayer; NOBRE JÚNIOR, B. B. A relação rural-urbano a partir das cidades ribeirinhas: o papel do comércio popular (feiras) na cidade de Afuá (PA). Confins, Paris, v. 1, p. 1, 2013. Disponível em: https://journals.openedition.org/confins/8405. Acesso em: 10 maio 2025.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia Enquanto Acumulação Desigual de Tempos: uma contribuição à ecologia política da região. REVISTA CRÍTICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS, v. 107, p. 63-89, 2015.
SUZUKI, Júlio César. Na busca dos momentos, a descoberta da transição: O estudo da urbanização de Rondonópolis - MT. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 1, n. 1, p. 65–71, 1997. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.1997.123227. Disponível em: https://revistas.usp.br/geousp/article/view/123227. Acesso em: 5 out. 2025.
TRINDADE JR., S-C. C. Das “cidades na floresta” às “cidades da floresta”: espaço, ambiente e urbanodiversidade na Amazônia brasileira. Papers do NAEA, Belém, n. 321, p. 1-22, dez. 2013.

Complementar

LOMBA, RONI MAYER. Modos de vida ribeirinho na comunidade Foz do Rio Mazagão, Mazagão (AP/Brasil). Ateliê geográfico (UFG), v. 11, p. 257, 2017;
SARDINHA, J. C. S ; LOMBA, RONI MAYER . Transformações territoriais recentes no Complexo Portuário Amapaense - Amapá - Brasil. CONFINS (PARIS), v. 1, p. 1-16, 2022.
LOMBA, RONI MAYER; SCHWEITZER, A. F. . Disputas socioterritoriais no Amapá: conflitos por terra, água e florestas. CONFINS (PARIS), v. 1, p. 1-15, 2022.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia, amazônias: tensões territoriais em curso. REVISTA TERCEIRA MARGEM AMAZÔNIA, v. 3, p. 14-21, 2018.

 

Disciplina 2 - Desenvolvimento Territorial

60 horas (aula)

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Maria José de Souza Barbosa – 6h
Rogério Rego Miranda– 6h
Giancarlo Livman Frabetti– 6h
Galdino Xavier de Paula Filho – 6h
Jodival Maurício da Costa – 6h

Carga Horária (60 horas)

Ementa: De que trata a economia regional? Teorias locacionais neoclássicas. Teorias do desenvolvimento regional com ênfase nos fatores de aglomeração. Desenvolvimento local e endógeno. Grandes projetos de desenvolvimento na Amazônia. Perspectivas para o desenvolvimento local na Amazônia.

Objetivos
Geral: Identificar e debater as principais teorias do desenvolvimento regional presentes na literatura, de modo a encontrar o fundamento das políticas de desenvolvimento regional implementadas sobretudo no caso brasileiro e, em particular, em sua região Amazônica.

Específicos
● Discutir criticamente a ideia de desenvolvimento frente às transformações do modo de produção capitalista;
● Levantar um histórico da teorias da localização e do desenvolvimento regional;
● Analisar o resultado das políticas de desenvolvimento regional no Brasil no século XX e, em especial, em sua região Amazônica;
● Debater os novos paradigmas do desenvolvimento territorial e local, fundadas no contexto da globalização e da mundialização do capital;
● Pensar as possibilidades postas nacionalmente para o Brasil e, em particular, para sua região Amazônica, dadas as atuais perspectivas teóricas das políticas de desenvolvimento local.

Metodologia: Aulas expositivas e elaboração de um projeto baseado em revisão da literatura e em pesquisa de indicadores de desenvolvimento nas bases de dados públicas.


Bibliografia Básica

BECKER, Bertha K. Revisão das políticas de ocupação da Amazônia: é possível identificar modelos para projetar cenários? Parcerias Estratégicas, Brasília, DF, v. 6, n. 12, p. 1-22, 2001. Disponível em: https://seer.cgee.org.br/parcerias_estrategicas/article/view/178. Acesso em: 4 maio 2025.
BELLINGIERI, Julio Cesar. Teorias do desenvolvimento regional e local: uma revisão bibliográfica. Revista de Desenvolvimento Econômico, Salvador, v. 19, n. 37, p. 6-34, ago. 2017. Disponível em: https://revistas.unifacs.br/index.php/rde/article/view/4678. Acesso em: 4 maio 2025.
CAVALCANTE, L. R. M. T. Produção teórica em economia regional: uma proposta de sistematização. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 9-32, 2015. Disponível em: https://www.revistaaber.org.br/rberu/article/view/12. Acesso em: 4 maio. 2025.
MARQUES, Gilberto de Souza. Estado e desenvolvimento na Amazônia: a inclusão amazônica na reprodução capitalista brasileira. 2007. 335 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2007. Disponível em: https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/tede/697. Acesso em: 4 maio 2025.
MONTEIRO, Maurílio de Abreu; COELHO, Maria Célia Nunes. As políticas federais e reconfigurações espaciais na Amazônia. Novos Cadernos NAEA, Belém, v. 7, n. 1, p. 91-122, jun. 2004. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/38. Acesso em: 4 maio 2025.

Complementar
DINIZ, Clélio Campolina; CROCCO, Marco (org.). Economia regional e urbana: contribuições teóricas recentes. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006.
MOURÃO, Kleber Antonio da Costa; SILVA, Sérgio Felipe Melo da (org.). Reflexões acerca do desenvolvimento da Amazônia no século XXI. Belém: Folheando, 2018.
COSTA, Francisco de Assis. Teorias do desenvolvimento e estratégias do desenvolvimento sustentável: apontamentos. Terceira Margem Amazônia, Belém, v. 2, n. 7, p. 13-74, jul./dez. 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/35293595/TEORIAS_DO_DESENVOLVIMENTO_E_ESTRAT%C…. Acesso em: 4 maio 2025.
DINIZ, Clélio Campolina. Celso Furtado e o desenvolvimento regional. Nova Economia, Belo Horizonte, v. 19, n. 2, p. 13-74, jul./dez. 2009. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1045. Acesso em: 4 maio 2025.
OLIVEIRA, Wesley Pereira de; TRINDADE, José Raimundo; FERNANDES, Danilo Araújo. O planejamento do desenvolvimento regional na Amazônia e o ciclo ideológico do desenvolvimentismo no Brasil. Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 35, n. 1, p. 201-230, jun. 2014. Disponível em: https://revistas.planejamento.rs.gov.br/index.php/ensaios/article/view/…. Acesso em: 4 maio 2025.
SERRA, Maurício Aguiar; FERNÁNDEZ, Ramón García. Perspectivas de desenvolvimento da Amazônia: motivos para o otimismo e para o pessimismo. Economia e Sociedade, Campinas, v. 13, n. 2, p. 107-131, jul./dez. 2004. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/86430…. Acesso em: 4 maio 2025

 

Disciplina 3 - Educação do campo e inclusão na Amazônia

60 horas (aula)

Docentes:
Déborah de Oliveira (FFLCH/USP) – 30h
Assis Farias Machado– 6h
Cláudia Azevedo Magalhães – 6h
Francisca Marli Rodrigues de Andrade– 6h
Kátia Souza Rangel, – 6h
Marcelly Machado Cruz – 6h
]
Carga horária: 60h

Ementa: Educação do Campo x Educação Rural: concepções ideológicas de formação humana. Educação e escolas do campo na Amazônia: sujeitas/os e perspectivas teórica-metodológicas. Formação de educadoras/es do campo: áreas de formação e Pedagogia da Alternância. Territorialidades, identidades, alteridades e cosmovisões: saberes locais das populações do campo na Amazônia enquanto elemento de luta pela terra. Educação do campo especial e inclusiva. Território, currículo e práticas pedagógicas.

Objetivos:
Geral:
Construir reflexões analíticas pertinentes à compreensão da diversidade de sujeitos e coletivos do campo na Amazônia e, portanto, da necessidade de uma educação escolar especial, crítica e inclusiva, que atenda às necessidades, particularidades e subjetividades dos povos do campo, das águas e das florestas que coexistem no Bioma Amazônico.

Específicos:
● Promover debates teóricos sobre a diferenciação ideológica entre os princípios de formação humana que habitam na Educação do Campo x Educação Rural;
● Apresentar o contexto de construção do PROCAMPO - na perspectiva da formação de educadoras/es do campo por áreas de atuação - e, também, da construção e regularização da Pedagogia da Alternância;
● Ampliar o debate sobre a necessidade de uma Educação do Campo territorializada nas realidades dos sujeitos que constroem o processo educativo escolar, respeitando os territórios, as identidades, as alteridades e as cosmovisões amazônidas e
● Pautar as discussões e os diálogos sobre a realidade das escolas do campo e dos projetos de formação de estudantes na Amazônia, apresentando os cenários de potencialização do território em diálogo com a potencialização do currículo por meio de práticas pedagógicas, do ensino de Libras e de vulnerabilização do direito fundamental à educação.

Metodologia: Metodologicamente, a disciplina será desenvolvida por meio de aulas expositivas e dialogadas com apoio de objetos de aprendizagem interdisciplinares e uso de equipamentos audiovisuais. Igualmente, no formato de elaboração conjunta, serão mobilizadas análises e discussões, visando dinamizar a leitura da bibliografia obrigatória e complementar.

Bibliografia:
Básica
ARROYO, Miguel Gonzalez; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna. Por uma educação do campo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
CALDART, Roseli Salete; PEREIRA, Isabel Brasil; ALENTEJANO, Paulo; FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo: Expressão Popular, 2012. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/l191.pdf. Acesso em: 17 jun. 2025.
ANDRADE, Francisca Marli Rodrigues; RODRIGUES, Marcela Pereira Mendes. Escola do campo e infraestrutura: aspectos legais, precarização e fechamento. Educação em Revista , [S. l.], v. 36, n. 1, p. 1-19, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/edrevista/article/view/38098. Acesso em: 29 abr. 2025.
MATOS, Cleide Carvalho de; SILVA, Solange Pereira da. A formação de professores na Amazônia paraense: uma relação com a Educação do Campo. Revista Brasileira de Educação do Campo, [S. l.], v. 6, p. 1-27, 2021. DOI: 10.20873/uft.rbec.e9567. Disponível em: https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/campo/article/view/9567. Acesso em: 29 abr. 2025.
MOLINA, Monica (org.). Por uma Educação do Campo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
RIBEIRO, Marlene. Movimento camponês, trabalho e educação: liberdade, autonomia, emancipação: princípios/fins da formação humana. 1. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
SOUSA, Romier da Paixão et al (org.). Educação do campo na Amazônia: a experiência histórica das Escolas Famílias do Estado do Amapá. Belém/PA: Instituto Internacional de Educação do Brasil, 2016. Disponível em: https://iieb.org.br/wp-content/uploads/2019/02/SistematizacaoEFAs_web_1…. Acesso em: 17 jun. 2025.

Complementar
BEHAR, P. A. (org.). Modelos pedagógicos em educação a distância. Porto Alegre: Penso, 2021.
CALDART, Roseli. Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
CASTELLS, Manuel. Sociedade em rede: a era da informação. 3. ed. atual. São Paulo: Paz e Terra, 2022.
DIAS, Alexandre Pessoa; STAUFFER, Anakeila de Barros; MOURA, Luiz Henrique Gomes de; VARGAS, Maria Cristina (org.). Dicionário de agroecologia e educação. São Paulo: Expressão Popular; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2021. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/dicionario_agroecologi…. Acesso em: 17 jun. 2025.
PISTRAK, Moisés Mikhaylovich. Fundamentos da Escola do Trabalho. São Paulo: Expressão Popular, 2000.
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 22. ed. Campinas: Papirus, 2020.
TORRES, E. F.; ALVES, L. R. G. Educação inclusiva e tecnologias assistivas: perspectivas contemporâneas. Salvador: EDUFBA, 2021.
ALMEIDA, M. E. B.; DIAS, P.; SILVA, B. D. (org.). Cenários de inovação para a educação na sociedade digital. São Paulo: Loyola, 2019.

 

Disciplina 4 - Introdução aos Estudos Amazônicos: ambientes, culturas e linguagens
60 horas (aula) 

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 15h
Déborah de Oliveira (FFLCH/USP) – 15h
Antônio Sergio Monteiro Filocreão – 15h
Maria José de Souza Barbosa – 15h

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Amazônia: definições e recortes. Diversidade espacial regional: da Amazônia às Amazônias. História e Cultura amazônicas. Território amazônico.

Objetivos:
Geral
Encaminhar os participantes a uma reflexão crítica da formação socioeconômica das Amazônias que contribua para a compreensão das relações existentes entre os diversos grupos de interesses econômicos e políticos que, ao longo do processo histórico, levaram a constituição de uma sociedade marcada por profundas contradições de natureza econômica, social, política e ambiental.

Específicos
● Compreender teoricamente as divergências da velha e nova arqueologia quanto a origem, demografia e formas de organização e extermínio das populações encontradas pelos colonizadores europeus na região.
● Compreender os processos de intervenção, ocupação do território e resistências no período colonial, imperial, primeira república, no pós 1930 e na ditadura militar.
● Discutir os conflitos atuais pelo uso dos recursos naturais frente à crise ambiental contemporânea.

Metodologia:
Aula expositiva dialógica com uso da metodologia de resolução de problemas.


Bibliografia Básica

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia, Amazônias. 3. ed. 1. reimp. São Paulo: Contexto, 2024.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A globalização da natureza e a natureza da globalização. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2023.
OLIVEIRA, Adélia Engrácia de. Ocupação humana. In: SALATI, Eneas (org.). Amazônia: desenvolvimento, integração e ecologia. São Paulo: Brasiliense, 1983. p.144-327.
ESTEVES, Bernardo. Admirável novo mundo: uma história da ocupação humana nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
BECKER, Bertha. Geopolítica da Amazônia. Dossiê Amazônia Brasileira I • Estud. av. 19 (53) • Abr 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-40142005000100005
BECKER, BERTHA K. Novas territorialidades na Amazônia: desafio às políticas públicas. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, v. 5, p. 17-23, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/d4vc5x595k5mJZfnMNNPKTs/?format=pdf&l…
BECKER, B. K. A Amazônia e a Política Ambiental Brasileira. Geografia (Rio Claro), Niterói, v. 6, n.11, p. 7-20, 2004. Disponível em: scielo.br/j/bgoeldi/a/d4vc5x595k5mJZfnMNNPKTs/?format=pdf&lang=pt

Complementar
CARDOSO, Fernando Henrique; MULLER, Geraldo. Amazônia: expansão do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1978.
DAOU, Ana Maria. A belle époque amazônica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000.
EARNSIDE, Phillip M. A floresta amazônica nas mudanças globais. Manaus: INPA, 2003.
FILOCREÃO, Antonio Sergio Monteiro. A história do agroextrativismo na Amazônia Amapaense. Macapá: UNIFAP, 2014.
PORRO, Antonio. O povo das águas: ensaios de etno-história amazônica. Rio de Janeiro: Vozes; São Paulo: EDUSP, 1996.
SALATI, Eneas (org.). Amazônia: desenvolvimento, integração e ecologia. São Paulo, Brasiliense, 1983.
SALLES, Vicente. O negro no Pará: sob o regime da escravidão. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Cultura; Belém: Secretaria de Estado da Cultura: Fundação Cultural do Pará “Tancredo Neves”, 1988.
SANTOS, Roberto. História econômica da Amazônia. São Paulo: T.A. Queiroz, 1980.
SOUZA, Marcio. História da Amazônia: do período Colombiano ao século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2023.
WEINSTEIN, Barbara. A borracha na Amazônia: expansão e decadência 1850-1920. São Paulo: Hucitec: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.

 

Disciplina 5 - Metodologia da pesquisa científica (Estudos Amazônicos)
36 horas (aula) 

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 18h
Fernanda Pinheiro – 4h,
Suzana Maria Loureiro Silveira – 4h
Marcelly Machado Cruz - 4h
Marcia dos Santos Ramos Berreta – 6h

Carga Horária: 36 horas

Ementa:
A construção do arcabouço teórico metodológico da pesquisa. A teoria da abordagem (método) e os instrumentos de operacionalização do conhecimento (as técnicas) na pesquisa científica interdisciplinar. Importância e os elementos essenciais e do projeto de pesquisa (redação e normalização acadêmica).

Objetivos:
Geral
Contribuir na elaboração dos projetos de pesquisa, com ênfase, na compreensão dos métodos e estratégias de investigação, estimulando a criatividade e inovação na construção de suas estratégias, na perspectiva da compreensão da Amazônia.

Específicos
● Aprofundar, teórico e analiticamente, questões presentes no processo de elaboração de um projeto de pesquisa;
● Difundir mecanismos para definição de estratégias de pesquisa;
● Valorizar a importância da redação acadêmica.

Metodologia:
Aula expositiva dialógica com uso da metodologia de resolução de problemas.

Bibliografia:

Básica
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. Tradução: Gilson César Cardoso de Souza. 9.ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 24.ed. rev. atual. São Paulo: Cortez, 2016.
GALVÃO, Maria Cristiane Barbosa; RICARTE, Ivan Luiz Marques. Revisão sistemática da literatura: conceituação, produção e publicação. LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 6 n. 1, p. 57-73, set./fev. 2020. Disponível em: https://sites.usp.br/dms/wp-content/uploads/sites/575/2019/12/Revis%C3%…. Acesso em: 10 abr. 2025.
TEIXEIRA, Paulo Marcelo Marini. Estados da arte: aparando arestas na compreensão dessa modalidade de pesquisa. Ciência & Educação, Bauru, v. 29, p.1-15, 2023. Disponível: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/vZDnsY48PqFyr5Jc7N7htbp/?format=pdf&lan…. Acesso em: 10 abr. 2025.
LOMBA, Roni Mayer. Modos de vida ribeirinho na comunidade Foz do Rio Mazagão - Mazagão (AP/Brasil). Ateliê geográfico, [S. l.], v. 11, p. 257, 2017.
Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/35381. Acesso em: 10 maio 2025.

Complementar
Maria Imaculada Cardoso SAMPAIO; Aparecida Angélica Zoqui Paulovic SABADINI; Silvia Helena KOLLER (org.). Produção Científica: um Guia Prático. São Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2022. E-book. disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/92…
Lucilene CURY; Bruno Massola MODA (org.). O conhecimento científico em busca de novos caminhos. São Paulo: ECA-USP, 2022. E-book. disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/75…

 

Disciplina 6 - Movimentos sociais de luta pela terra e Direitos Humanos e Ambientais na Amazônia
36 horas (aula) 

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Rogério Rego Miranda– 5h
Suzana Maria Loureiro Silveira– 5h
Irenildo Costa da Silva– 5h
Antonio Sergio Monteiro Filocreão– 5h
Dorival Bonfá Neto– 5h
Maria José de Souza Barbosa – 5h

Carga horária: 60 horas

Ementa: Território e movimentos sociais. Caráter sociojurídico do acesso à terra: paradigma do direito social da terra e da função social da propriedade Formação territorial amazônica e trajetória dos movimentos sociais. Diversidade territorial e de lutas pelo/no território (camponeses, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu). Direitos humanos e luta por justiça territorial: aspecto socioambiental dos direitos humanos na Amazônia e a responsabilidade dos Estados no âmbito do Direito Internacional.

Objetivos:
Geral
Analisar as complexas relações entre a formação territorial, os movimentos sociais desde uma dimensão interdisciplinar a partir das contribuições da Geografia e do Direito no contexto da Amazônia, com o intuito de compreender as dinâmicas de luta pelo direito à terra e a efetivação dos direitos humanos em um contexto de diversidade sociocultural e socioambiental.

Específicos
● Identificar os desafios em assegurar os direitos humanos e a proteção ambiental na região, como a exploração madeireira clandestina, disputas por território, atos de violência e a carência de serviços essenciais.
● Relacionar a interface entre os direitos humanos, a justiça territorial e a proteção socioambiental na Amazônia, discutindo a responsabilidade dos Estados em âmbito nacional e internacional na mediação dos conflitos e na garantia dos direitos das populações tradicionais.
● Compreender a trajetória histórica dos movimentos sociais na Amazônia, relacionando a formação territorial da região com o surgimento e a atuação de diversas formas de resistência e luta pelo território, como as de camponeses, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu.

Metodologia:
A disciplina adotará uma metodologia ativa e participativa, na qual as aulas combinarão exposições teóricas com debates constantes para aprofundar os temas. Também haverá utilização de diversos recursos e fontes (vídeos, textos jornalísticos, dados, mapas e documentos) para relacionar a teoria com a complexidade dos fenômenos reais. A leitura da bibliografia será dinamizada por meio de discussão do conteúdo teórico indicado, incentivando a construção conjunta do conhecimento e a aplicação prática dos conceitos estudados.

Bibliografia:

Básica
GOHN, Maria da Glória. Teoria dos Movimentos Sociais: Paradigmas Clássicos e Contemporâneos. São Paulo: Loyola, 1997. (Capítulo: VI - Características e especificidades dos movimentos latino-americanos e VII - Uma proposta teórico-metodológica para a análise dos movimentos sociais na América Latina), p. 211-271.
LIRA, Talita de Melo; CHAVES, Maria do Perpetuo Socorro Rodrigues. Comunidades ribeirinhas na Amazônia: organização sociocultural e política. Interações, Campo Grande, v. 17, n. 1, p. 66-76, jan. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/inter/a/MXbhGK5VDQbX4bMQzRYDRLN/abstract/?lang=…
MAGALHÃES, Sônia Barbosa. Direitos e projetos: uma leitura sobre a implantação de assentamentos no Sudeste do Pará. In: MARTINS, José de Souza (org.). Travessia: a vivência da reforma agrária nos assentamentos. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.
MICHELOTTI, Fernando. Complexo de produção e reprodução agromineral do sudeste paraense: produção capitalista do espaço, luta pela terra e disputas territoriais. In: SILVA, M. A. P. et al. (org.). Por outras regiões, para outras Amazônias: cidades, geopolítica da mineração e lutas por território. São Paulo: FFLCH/USP, PROLAM/USP, UNIFESSPA, PPGEO/UFPA, LERASSP, 2023. p. 133-151. Disponível em: https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/998

Complementar
DA-GLORIA, P.; PIPERATA, B. A. Modos de vida dos ribeirinhos da Amazônia sob uma abordagem biocultural. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 2, p. 45-51, abr. 2019.
HÉBETTE, J. (Org.). Cruzando a fronteira: 30 anos de estudo do campesinato na Amazônia. Belém: EDUFPA, 2004.
MARTINS, J. S. Fronteira: a degradação do Outro nos confins do humano. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
MIRANDA, Rogério Rego; SUZUKI, Júlio César . Disputa por hegemonia no espaço agrário paraense: o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). In: SUZUKI, Júlio César; MEURER, Ane Carine; ZIMMERMANN, Angelita; Gilvan ARAÚJO, Charles Cerqueira de; FOLMER, Ivanio; CASTRO, Rita de Cássia Marques Lima de. (Org.). Educação e dinâmicas agrárias. 1ºed.São Paulo: FFLCH/USP, 2021, v. , p. 254-298.
SANTOS, R, E. N. Movimentos Sociais e Geografia: sobre a(s) espacialidade(s) da ação social. Rio de Janeiro: Consequência, 2011.

 

Disciplina 7 - Políticas Públicas na Amazônia
60 horas (aula) 

Docentes:
Julio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Dorival Bonfá Neto – 5h
Irenildo Costa da Silva – 5h
Roni Mayer Lomba – 5h
Fernanda Pinheiro – 5h
Maria de Nazaré de Souza Ribeiro – 5h
Cleisiane Xavier Diniz – 5h

Carga horária: 60 horas

Ementa: Estudo das políticas públicas a partir de seus fundamentos teóricos e de sua aplicação prática na Amazônia. Análise crítica dos processos históricos de formulação e implementação de políticas públicas na região, situando-os nas dinâmicas de colonização, desenvolvimento e conservação ambiental. Exame das políticas públicas de saúde na Amazônia e suas especificidades no atendimento às populações amazônicas. Reflexão sobre os paradoxos do desenvolvimento regional, as tensões entre políticas econômicas e socioambientais no contexto amazônico contemporâneo.

Objetivos
Geral
Promover uma compreensão crítica dos processos de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas na Amazônia, a partir de uma perspectiva histórica e socioeconômica

Específicos
● Apresentar o campo teórico das políticas públicas, seus principais conceitos, abordagens e categorias de análise;
● Analisar o papel das políticas públicas como instrumentos de promoção, mediação e transformação do desenvolvimento regional na Amazônia;
● Analisar o percurso histórico das políticas públicas na Amazônia, identificando suas continuidades e rupturas;
● Compreender os modelos de desenvolvimento aplicados à Amazônia e seus desdobramentos em termos de políticas públicas;
● Capacitar os alunos a propor análises e intervenções críticas em projetos de políticas públicas voltadas ao contexto amazônico.

Metodologia:
Aula expositiva dialógica com uso da metodologia de resolução de problemas.

Bibliografia Básica

BECKER, Bertha. Geopolítica da Amazônia. Revista do Instituto de Estudos Avançados, [S. l.], v. 19, n. 53, p. 71-86, 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ea/a/54s4tSXRLqzF3KgB7qRTWdg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 17 jun. 2025.
CASTRO, Edna; NASCIMENTO, Maria Gabriela. Amazônia: novas questões sobre velhos problemas. Belém: NAEA/UFPA, 2019.
LOMBA, Roni Mayer. Amapá (Brasil) e Santa Cruz (Argentina): dinâmicas fronteiriças e conflitos socioterritoriais. Revista NERA, [S. l.], v. 27, p. 1-21, 2024. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/9811 Acesso em 10 de maio de 2025.
SARDINHA, J. C. S; LOMBA, Roni Mayer. Transformações territoriais recentes no Complexo Portuário Amapaense - Amapá - Brasil. CONFINS (PARIS), v. 1, p. 1-16, 2022.
PORTO GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia, Amazônias. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
RÜCKERT, Aldomar Arnaldo; CARNEIRO, Camilo Pereira. América do Sul: infraestruturas em regiões periféricas e tendências atuais. Rev. Bras. Est. Def. v. 5, nº 1, jan./jun. 2018, p. 329-361
SECCHI, Leonardo. Políticas públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, [S. l.], v. 8, n. 16, p. 20-45, jul./dez. 2006.
TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; LEITE, Gabriel Carvalho da Silva L.; OLIVEIRA, Helbert Michel Pampolha de. Amazônia: saberes locais, solidariedade orgânica e flexibilidade esquatorial. O Espaço Geográfico em Análise, [S. l.], v. 21, p. 84-107, 2021. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/raega/article/view/75488 Acesso em 10 de maio de 2025.

Complementar

CASTRO, Edna; CAMPOS, Índio (org.). Formação socioeconômica da Amazônia. Belém: NAEA/UFPA, 2015. Disponível em:
https://www.fundoamazonia.gov.br/export/sites/default/pt/.galleries/doc…
BECKER, Bertha. Novas territorialidades na Amazônia: desafio às políticas públicas. Boletim do Museu Emílio Goeldi, [S. l.], v. 5, p. 17-23, 2010. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/d4vc5x595k5mJZfnMNNPKTs/?format=pdf
MALHEIRO, Bruno. Colonialismo interno e Estado de exceção: a “emergência” da Amazônia dos Grandes Projetos. Caderno de Geografia, [S. l.], v. 30, n. 60, p. 74-98, jan./mar. 2020. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/index.php/geografia/article/view/20906
MALHEIRO, Bruno; MICHELOTTI, Fernando; PORTO GONÇALVES, Carlos. Horizontes amazônicos: para repensar o Brasil e o mundo. São Paulo: Fundação Rosa Luxemburgo: Expressão Popular, 2021. Disponível em: https://rosalux.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Horizontes-amazonicos…
SABOURIN, Eric; MASSARDIER, Gilles; SOTOMAYOR, Orlando. As políticas de desenvolvimento territorial rural na América Latina: uma hibridação das fontes e da implementação. Revista Latinoamericana de Políticas y Acción Pública, [S. l.], v. 3, p. 75-98, 2016. Disponível em: https://revistas.flacsoandes.edu.ec/mundosplurales/article/view/2319

 

Disciplina 8 - Seminário de Projetos (Estudos Amazônicos)
36 horas (aula) 

Docentes
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 18h
Suzana Maria Loureiro Silveira – 6h
Marcelly Machado Cruz– 6h
Marcia dos Santos Ramos Berreta – 6h

Carga Horária: 36 horas

Ementa: Apresentação e análise da fundamentação teórico-metodológica dos projetos de pesquisa em andamento pelos(as) estudantes do curso.
Metodologia: A partir da construção de um espaço dialógico, os projetos de pesquisa serão objeto de discussão, ao menos, por um avaliador distinto do orientador, levando em conta seus elementos intrínsecos, bem como a coesão e a coerência da proposta.

Bibliografia básica:

DINIZ, Debora. Carta de uma Orientadora: Sobre Pesquisa e Escrita Acadêmica. Vol. 1. Editorial Civilização Brasileira, 2024.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Pesquisa: Projeto, Geração de Dados e Divulgação. 1ª ed. São Paulo: Editora‎ Parábola Editorial, 2024.

Bibliografia complementar:
BRAGA, José Luiz. Para começar um projeto de pesquisa. Comunicação & Educação, São Paulo, Brasil, v. 10, n. 3, p. 288–296, 2005. DOI: 10.11606/issn.2316-9125.v10i3p288-296. Disponível em: https://revistas.usp.br/comueduc/article/view/37542.
BRASIL, Eliana Amoedo de Souza et al. Manual de Elaboração de Trabalhos Acadêmicos e de Conclusão de Curso. Belém: IFPA, 2021. Disponivel em: https://ifpa.edu.br/documentos-institucionais/2022/documentos-1/6062-ma…
FERRAZ SILVA, Obdália Santana(2008). Entre o plágio e a autoria: qual o papel da universidade?. Revista Brasileira de Educação, Vol. 13, núm.38, 2008, pp.357-368 ISSN: 1413-2478. Disponível em : https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27503812
SOUZA, Dalva Inês de et al. Manual de orientações para projetos de pesquisa. Novo Hamburgo: FESLSVC, 2013. Disponível em: https://www.liberato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/manual_de_orient…

Programa

Aula 1: Hegemonia Ideológica e Discursiva
O patriarcado e a criação do ponto de vista masculino
Ideologia e Óculos Sociais
Violência Simbólica e Estereótipos
Aula 2: Imagens de Controle
Ninfa
Femme Fragile
Femme Fatale
Woman in Refrigerator
Manic Pixie Dream Girl
Tough Girl
Mammy
Aula 3: Os tipos de olhar no Male gaze
A teoria de Laura Mulvey
O olhar voyeurista
O olhar escopofílico
O olhar narcisista
Aula 4: O cinema e a cultura de estupro
O estupro enquanto entretenimento
Espetacularização da violência feminina no cinema
Watching-Rape: Filmes de estupro
Rape-Revenge: A vingança do estupro

Bibliografia Recomendada:
BARTHES, Roland. Mitologias. Tradução: Rita Buongermino e Pedro de Souza. São Paulo: Difusão Européia do livro, 1972.
BERGER, John. Modos de ver. São Paulo: Fósforo, 2023.
BLIKSTEIN, Izidoro. Kaspar Hauser ou a fabricação da realidade. São Paulo: Contexto, 2018.
BLIKSTEIN, Izidoro. Semiótica e Totalitarismo. São Paulo: Contexto, 2020.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina: A condição feminina e a violência simbólica. 18. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2018.
CASETTI, Francesco. El film y su espectador. Madrid: Cátedra, 1989.
CERQUEIRA, Daniel; COELHO, Danilo de Santa Cruz. Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde (versão preliminar). Brasília: Ipea, 2014. (Nota Técnica, n. 11). Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/140327_…. Acesso em 20 nov. 2024.
CONNELL, Noreen; WILSON, Cassandra. (ed.). Rape: the first sourcebook for women. New York: New American Library, 1974.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e Ideologia. São Paulo: Ática, 1995.
HASKELL, Molly. From Reverence to Rape: The Treatment of Women in the Movies. Chicago: University of Chicago Press, 1973.
HELLER-NICHOLAS, Alexandra. Rape-revenge films. A critical study. Jefferson: McFarland & Company, 2011.
HOOKS, Bell. The Oppositional Gaze: Black Female Spectators. In: Black Looks: Race and Representation. Boston: South End Press, 1992.
HOOKS, Bell. Tudo sobre o amor, novas perspectivas. Tradução: Glória Watkins. São Paulo: Elefante, 2021.
JULLIER, Laurent; MARIE, Michel. Lendo as imagens do cinema. Tradução: Magda Lopes. São Paulo: SENAC, 2009.
KAPLAN, E. Ann. [1983] A mulher e o cinema: os dois lados da câmera. Tradução: Helen Marcia Potter Pessoa. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
KUHN, Annette. Women’s pictures. Feminism and cinema. London - New York: Verso, 1982.
KUHN, Annette. The power of the image. Essays on Representation and Sexuality. London: Routledge & Kegan Paul, 1985.
LÉVI-STRAUSS, Claude. A família. In: SHAPIRO, Harry. Homem, cultura e sociedade. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1956.
LOURO, Guacira Lopes. (org.). O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
MULVEY, Laura. Prazer visual e cinema narrativo. [1975]. In: XAVIER, Ismail. (org). A experiência do cinema. Rio de Janeiro: Graal, 1983.
NICHOLS, Bill. Ideology and the image. Social representation in the cinema and other media. Bloomington: Indiana University Press, 1981.
PROJANSKY, Sarah. Watching rape: film and television in postfeminist culture. New York: New York University Press, 2001.
RAY, Travis; PARKHILL, Michele. Components of hostile masculinity and their associations with male perpetrated sexual aggression toward women: a systematic review. Trauma, Violence and Abuse. v. 24, n. 2, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34227432/. Acesso em 07/10/2024.
RICOEUR, Paul. O si-mesmo como outro. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2019.
SALIBY, Gizelia Mendes. Os impactos do discurso patriarcal na construção do sujeito mulher em A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado, de Liv Strömquist: uma investigação linguístico-se. 2022. Dissertação (Mestrado em Semiótica e Lingüística Geral) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque. (Org.). Pensamento Feminista: Conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
SOLOMON-GODEAU, Abigail. Male trouble. A crisis in representation. London: Interplay, 1997.