Programa

Programa

1. Caso prepositivo (pergunta ГДЕ?).
2. Caso acusativo (perguntas КОГО/ЧТО?).
3. Expressão da frequência e do tempo (pergunta КОГДА?)
4. Adjetivos qualificativos (pergunta КАКОЙ?)
5. Numerais.
6. Léxico: esportes, instrumentos musicais, comida, meteorologia etc.
7. Fonética
8. Prática de leitura.
9. Elementos culturais.

Bibliografia

AMÉRICO, Ekaterina Volkova; FERNANDES, Gláucia Roberta Rocha. Fale tudo em russo! Barueri: Disal
Editora, 2013. 336 p.
CASTRO, Tanira. Fale russo: leitura. Porto Alegre: Ediplat, 2007. 144 p.
ESMANTOVA, T. Russkii iazyk: 5 elementov. Nível A1 (elementar). São Petersburgo: Zlatoust, 2016,
319p.
KHAVRÓNINA, S. A e CHIROTCHÉNSKAIA, A. I. Russian in exercises. Moscou: Progress Publishers,
1981.
MILLER, L. V.; POLITKÔVA, L. V.; RIBAKÔVA I. I. Jíli-bíli – 28 urokov rússkogo iaziká dlia
natchináiuschikh. 4ª edição. São Petersburgo: Zlatoust, 2003. 152 p.
STEPÁNOVA, F.; IÉVLIEVA, Z.; TRÍUCHINA, L. Rússki iazyk dliá vsiekh. Moscou: Editorial Progresso,
1981.
TCHERNICHÔV, S. I. Poiekhali! Rússki iazik dlia vzroslikh. Natchalni kurs. 7ª edição. São Petersburgo:
Zlatoust, 2009. 280 p.

Programa

1. A esfera científica e sua relação com a popularização científica: objetivos do artigo científico e sua
relação com gêneros da popularização científica

2. O gênero artigo científico: modalidades (teórico, de revisão bibliográfica, análise de corpus etc.),
partes constituintes (título, resumo, introdução, referências, anexos etc.), estilo (linguagem acadêmica).

3. Apresentação de critérios de avaliação por pares de periódicos das áreas de Letras e Educação.

4. Estratégias para indexação nas bases de dados (Scielo, Scopus, Web of Science etc.) e classificação
de periódicos (WebQualis)

5. O processo de submissão e publicação de artigos: planejamento, escrita, revisão, formatação
segundo critérios dos periódicos, status de avaliação, estratégias de submissão, exigência de versão
em língua estrangeira, titulação exigida do autor

Bibliografia:

Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Disponível em: http://www.abnt.org.br/
BAKHTIN, Mikhail.  Os gêneros do discurso (1952-1953). Organização, posfácio, tradução e notas de
Paulo Bezerra. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 2016. 
BERLINCK, M. T. Editor de revistas científicas: relatos de um interminável
aprendizado. Psicologia USP, São Paulo, vol. 22, nº 2, p. 423-435, 2011.
BEZERRA, B. G. Letramentos acadêmicos e construção da identidade: a produção do artigo
científico por alunos de graduação. Linguagem em (dis)curso, v. 15, p. 61-76, 2015.
BOURDIEU, P. Os usos sociais da ciência. Por uma sociologia clínica do campo científico. Trad. D. B.
Catani. São Paulo: Editora UNESP, 2004 [1997].
______. Homo academicus. Trad. I. R. Valle e N. Valle. 2. ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2017.
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Qualis: classificação de
periódicos, anais, jornais e revistas. Disponível
em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoP…
GeralPeriodicos.jsf 
CARLINO, Paula. Escribir, ler y aprender en la universidad: una introducción a la
alfabetización académica. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2009. 
CORACINI, M. J. Um fazer persuasivo. O discurso subjetivo da ciência. Campinas: Pontes, 1991.
 FERREIRA, Marília Mendes; LOUSADA, Eliane Gouvêa. Ações do Laboratório de Letramento
Acadêmico da Universidade de São Paulo: Promovendo a Escrita Acadêmica na Graduação e na Pós-
graduação. Ilha Desterro,  Florianópolis ,  v. 69, n. 3, p. 125-140,  Dec.  2016. Disponível em:
<https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2175-80262016000300125&script=sci…;. Acesso
em 26 de jan. de 2021. 
FILHO, M. A. Escrita acadêmica, uma prática estratégica. Jornal da UNICAMP. 2019.
Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2019/08/12/escrita-academica-
uma-pratica-estrategica Acesso em: 26 jan. 2021.
GRILLO, Sheila Vieira de Camargo. Divulgação científica: linguagens, esferas e gêneros. Tese (Livre-
docência em Filologia e Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
GUSTAVII, Björn. Como escrever e ilustrar um artigo científico. Tradução: Marcos Marcionilo. São
Paulo: Parábola Editorial, 2017. 
KEMIAC, L. Uma Proposta de Análise Do Gênero “Artigo Experimental” a partir dos Pressupostos
Teóricos de Bakhtin e do Círculo. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal da Paraíba,
João Pessoa, 2019. Disponível em: https://sig-
arq.ufpb.br/arquivos/2020075148004018574796c817ef0cc3d/LK20122019.pdf. Acesso em 23 jan. 2020.
LOUSADA, E. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Planejar gêneros
acadêmicos. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
MOTTA-ROTH, D.; HENDGES, G. H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola
Editorial, 2010.
OLIVEIRA, M. do S. Aprendendo a ler para escrever: o gênero textual resumo científico e
letramento acadêmico. Revista da Anpoll, vol. 51, nº 2, p. 125-138, Florianópolis, jul./set. 2020.
PEREIRA, Mauricio Gomes. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2011.
PINKER, S. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância.
Tradução de Rodolfo Ilari. São Paulo: Editora Contexto. 2016.
SIGNORINI, I. Metapragmáticas da “redação” científica de “alto impacto”. Revista do GEL, v.
14, n. 3, p. 59-85, 2017. 
SOARES, Magda. (2001) Letramento: um tema em três gêneros. 3 ed. 4 reimpressão. Belo Horizonte:
Autêntica, 2017.    
STREET, Brian. Letramentos sociais: abordagens críticas do letramento no desenvolvimento, na
etnografia e na educação. São Paulo: Parábola Editorial, 2014. 
TRZESNIAK, Piotr. As dimensões da qualidade dos periódicos científicos e sua presença em um
instrumento da área da educação. Revista Brasileira de Educação.,  Rio de Janeiro ,  v. 11, n. 32, p.
346-361,  Agosto, 2006. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-
24782006000200013&script=sci_arttext>. Acesso em 26 de jan. de 2021.

Programa

O curso de Ikebana Sogetsu tem como objetivo desenvolver habilidade e ensinar técnicas para que o aluno consiga fazer um arranjo de ikebana Sogetsu. Serão usados conteúdos dos livros didáticos editados pela Sogetsu Japão.

Serão desenvolvidas aulas teóricas e práticas com o seguinte conteúdo: História da Ikebana; estética da ikebana; estilos de arranjos; técnicas de fixação e combinação de elementos.

Módulo I:
1. Fundamentos da arte floral no Estilo Ikenobo e a criação do arranjo livre – Jiyuka
2. A arte do séc. XX e o Ikebana (1) / Parte prática: - jiyuka 自由花 (arranjo livre)
3. A arte do séc. XX e o Ikebana (2) / Parte prática: - jiyuka (arranjo livre)
4. A arte do séc. XX e o Ikebana (3) / Parte prática: - jiyuka (arranjo livre)

Referências bibliográficas:

TESHIGAHARA, Akane. Sogetsu Textbook, 1 - 5, Sogetsu Foundation, 2017.
TESHIGAHARA, Hiroshi. Ikebana da escola Sogetsu. Tokyo, Japão, Sogetsu Shuppan Inc., 1983.
TESHIGAHARA, Sofu. Kadensho. Tokyo, Japão, Sogetsu Shuppan Inc.,1996.
TESHIGAHARA, Akane. Hana no Purisumu. Tokyo, Japão, 1995.
TESHIGAHARA, Kasumi. Kasumi’s Ikebanafor all seasons. Tokyo, Japão, Shufunotomo Co., Ltd., 1985.
SPARNON, Norman e TESHIGAHARA Kasumi. Ikebana with roses. Tokyo, Japão, Shufunotomo Co. Ltd., 1985

Programa

1 – Programa do curso
Dia 1- Introdução à Historiografia da Tradução e Interpretação
Dia 2 - Mulheres na Historiografia da Tradução e da Interpretação
Dia 3 - O uso de fotografias na análise histórica de tradutores e intérpretes
Dia 4 - Projetos históricos completados: teoria, metodologia e resultados. (Tradução Escrita)
Dia 5 - Projetos históricos completados: teoria, metodologia e resultados. (Tradução Oral)
 
2 – Objetivos
Introduzir o aluno/a aos estudos narrativos da tradução oral e escrita
Oportunizar o conhecimento de conceitos, métodos e abordagens da historiografia da tradução
Compartilhar pesquisas já completadas e motivar pesquisas futuras
Refletir e debater sobre a consciência histórica diacrônica e sincrônica
 
3- Bibliografia
MILTON, John (2014): Los Estudios de Traducción en Brasil.Mutatis Mutandis (número especial La traductología en Brasil), v. 7, n. 1, p. 3-15.
____________; MARTINS, Márcia (2010): Apresentação - Contribuições para uma historiografia da tradução. Número especial de Tradução em Revista, n. 8, p. 1-10. http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/trad_em_revista.php?strSecao=i…
____________;. (Ed.) (2001): Emerging Views on Translation History in Brazil. São Paulo: Humanitas, FFLCH/USP.
____________; O Clube do Livro e a Tradução. Bauru: Editora da Universidade do Sagrado Coração (EDUSC), 2002.
____________; Um País se Faz com Traduções e Tradutores: a importância da tradução e da adaptação na obra de Monteiro Lobato. São Paulo: Martina Fontes, 2019.
____________; “The importance of economic factors in translation publication: an example from Brazil”, in Beyond Descriptive Translation Studies: Investigations in Homage to Gideon Toury, ed. Anthony Pym, Miriam Shlesinger and Daniel Simeoni. Amsterdam: John Benjamins, 2008, pp. 163-173. Versão em português: “A Importância de Fatores Econômicos na Publicação de Traduções: Um Exemplo do Brasil”, em TradTerm, no. 17. Número Especial: A Tradução no Brasil: História, Sociedade, Política, 2010/2011, pp. 85-100. http://www.revistas.usp.br/tradterm/article/view/40284/43169
____________; “Bringing Translation into the Canon: The Importance of the Folhetim in Translation Studies in Brazil”, in Via Panorâmica: Revista de Estudos Anglo-Americanos, série 3, no 4, 2015, 30-61. http://ler.letras.up.pt/site/default.aspx?qry=id05id1188id2697&sum=sim
OLIVEIRA, Damiana Rosa de; VAZQUEZ, Andreia de Jesus Cintas (2018): A Fantástica História (ainda não contada) da Tradução no Brasil. Transitiva: São Paulo.
PINILLA, José Antonio; PULIDO, Martha et al. (2017): A metodologia em História da Tradução: Estado da questão. Belas Infiéis (Brasília), v.6, n. 2, p. 223-255.
SILVA-REIS, Dennys (2017): História Visual da Tradução: a iconografia do século XIX no Brasil. Domínios de Lingu@gem(Uberlândia), v. 11, n. 5, p. 1475-1504.
SILVA-REIS, Dennys (2017). O intérprete negro na História da Tradução Oral: da tradição africana ao colonialismo português no Brasil. Tradução em Revista, n. 24, p. 1- 42.
SILVA-REIS, Dennys; BAGNO, Marcos (2016). “Os intérpretes e a formação do Brasil: os quatro primeiros séculos de uma história esquecida”. Cadernos de Tradução. V. 36. N. 3. Florianópolis: Universidade de Santa Catarina. p. 81-108.
SILVA-REIS, Dennys; CARVALHO, Luciana Fonseca (2018). Nineteenth Century Women Translators in Brazil: from Novel to Historiographical Narrative. Revista Brasileira de Literatura Comparada 20 (34). p. 23-46.
SILVA-REIS, Dennys; MILTON, John (2016): História da tradução no Brasil: percursos seculares. Translatio (Porto Alegre), n. 12, p. 2-42.
SILVA-REIS, Dennys; SILVA, Liliam Ramos da (2018): Horizontes da tradução na América Latina. Trabalhos de Linguística Aplicada, Campinas, v. 57, n. 1, p. 3-20.
WYLER, Lia (2003): Línguas, poetas e bacharéis: uma crônica da tradução no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco.

 

Programa

Aula 1 – O conceito de gênero

1. Apresentação das alunas e roda de conversa virtual sobre expectativas para o
curso.
2. Apresentação da professora e programa do curso.
3. Aula expositiva sobre o conceito de gênero.

Bibliografia:

Leitura obrigatória: SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil para a análise histórica.
Cadernos de História, vol.11, n. 11, Recife: UFPE, 2016, p. 9-39.

Leitura complementar: HARDING, Sandra. A instabilidade das categorias analíticas na
teoria feminista. Revista Estudos Feministas, vol.1, n.1, 1993, p. 7-31.

Aula 2 – Interseccionalidade e feminismos negros

1. Aula expositiva sobre o conceito de interseccionalidade a partir da perspectiva
dos feminismos negros.
2. Debate sobre os textos.

Bibliografia:

Leitura obrigatória: COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: o poder da
autodefinição. In: Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política
do empoderamento. Seminário Maria de Lourdes Nascimento, São Paulo: CEBRAP,
2013.

Leitura complementar: CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da
mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: Racismos
contemporâneos, Rio de Janeiro: Takano Editora, 2003, p. 49-58.

Aula 3 – Feminismos de(s)coloniais

1. Aula expositiva sobre feminismos de(s)coloniais.
2. Debate sobre os textos.

Leitura obrigatória: ANZALDÚA, Gloria. La conciencia de la mestiza: rumo a uma
nova consciência. Revista Estudos Feministas, vol.3 n. 3, 2005, p. 704-719.

Leitura complementar: LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Revista
Estudos Feministas, vol. 22, n. 3, 2014, p. 935-952.

Aula 4 – Contrassexualidade e feminismos queer

1. Aula expositiva sobre o conceito de contrassexualidade a partir da perspectiva
dos feminismos queer.
2. Debate sobre os textos.
3. Encerramento e avaliação do curso.

Leitura obrigatória: PRECIADO, Paul B. Multidões queer: notas para uma política dos
“anormais”. Revista Estudos Feministas, vol. 19, n. 1, 2011, p. 11-20.

Leitura complementar: LAURETIS, Teresa de. Teoria queer 20 anos depois: identidade,
sexualidade e política. Revista Mora, vol. 21, n. 2, 2015, p. 107-118.

Programa

Aula 1: Introdução; Percurso Gerativo do Sentido

Vladimir Propp e a morfologia do conto maravilhoso; Saussure e o Signo Linguístico; Louis Hjelmslev e os
Planos da Linguagem; Enunciação; A Noção de Texto para a Semiótica; Percurso Gerativo do Sentido; Leitura de
três exemplares de parábolas;


Aula 2: Nível fundamental e Introdução à Sintaxe Narrativa 
Quadrado semiótico; Axiologia; Semantismos; Categoria tímica: euforia/disforia;

Concepções de Narrativa; Enunciado elementar; Relações ou funções transitivas; Programa narrativo;
Competência e Performance; Percurso Narrativo; Esquema narrativo canônico.


Aula 3: Sintaxe Narrativa (Cont.) 
Semiótica da ação (percurso do sujeito); Semiótica da manipulação (percurso do destinador-manipulador);
Classes de manipulação (Tentação, Intimidação, Sedução e Provocação); Semiótica da Sanção (Percurso do
Destinador-julgador).


Aula 4: Semântica Narrativa 
Modalidades (Querer, Dever, Poder e Saber); Modalização do Fazer; Modalização do Ser; Modalidades
Veridictórias; Semiótica das Paixões. Análise do Nível Narrativo dos Exemplares de Parábolas escritos em língua
espanhola.


Aula 5: Sintaxe Discursiva 
As projeções da enunciação no enunciado (Actorialização; Temporalização; Espacialização; Aspectualização;
Desembreagem e Embreagem); Recursos de persuasão utilizados pelo enunciador para manipular o enunciatário
(Efeitos de proximidade ou distanciamento da enunciação; Efeitos de realidade ou referente); Relações
argumentativas entre enunciado e enunciatário (o contrato que se estabelece entre o enunciador e o enunciatário;
os meios empregados na persuasão e na interpretação).


Aula 6: Semântica Discursiva 
Tematização; Figurativização; Isotopia (Conector de Isotopias; Desencadeador de isotopias; Plurisotopia);
Análise do Nível Discursivo dos Exemplares de Parábolas escritos em língua espanhola.

BIBLIOGRAFIA ATUALIZADA
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria do discurso: Fundamentos semióticos. São Paulo,
Humanitas/FLLCH/USP, 3. Ed, 2002.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria Semiótica do Texto. 4ª ed. São Paulo, Ática, 2005.
BENVENISTE, Émile, 1902-1976. Problemas de Linguística Geral I: tradução de Maria da Glória Novak e Maria
Luisa Neri: revisão do prof. Isaac Nicolau Salum – 5ª edição – Campinas, SP, Pontes Editores, 2005. ISBN: 85-
7113-015-9
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. São Paulo, Edusc, 2003.
GREIMAS, A. J. Semântica Estrutural. Cultrix, Universidade de São Paulo, 1973.
GREIMAS, A. J. Sobre o sentido II: ensaios semióticos. [1980]. Tradução Dilson Ferreira da Cruz. - 1. ed. - São
Paulo: Nankin: Edusp, 2014.
GREIMAS, A. J; COURTÉS, J. Dicionário de semiótica. São Paulo, Contexto, 2008. ISBN 978-85-7244-316-6
GUTIÉRREZ, Jaime Lopera &amp; TRUJILLO, Marta Inés Bernal. La culpa es de la vaca. Bogotá, 2002.
GUTIÉRREZ, Jaime Lopera &amp; TRUJILLO, Marta Inés Bernal. La culpa es de la vaca. Parte 2. Bogotá, 2007.
HJELMSLEV, L. Prolegômenos a uma teoria da linguagem. Tradução de J. Teixeira Coelho Neto. São Paulo:
Perspectiva, 1973.

Programa

AULA 1. Introdução. História da Tradução. Holmes e Estudos Descritivos da Tradução. Estudos Descritivos da Adaptação. Diferenças entre Tradução, Adaptação e Apropriação. Transmídia e adaptação. Possibilidades e tipos de pesquisa, com exemplos – The Map/Pym. Aula Prática: Elaboração de perguntas de pesquisa
AULA 2. Metodologia de pesquisa: Como iniciar um estudo historiográfico? Pesquisas bibliográficas. Preparação de entrevistas – modelo. Aula Prática: Pesquisa inicial sobre objeto de estudo
AULA 3. DRAMA/ÁUDIO: Pesquisas em Tradução/Adaptação Teatro. Pesquisas em Tradução/Adaptação Rádio e Podcast. Seminário Versão teatral. Apresentação de projeto de aluno
AULA 4. TELA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Telas – cinema/TV/streaming. Feminismo, Queer Culture, Comunidades pouco representadas (etnias/culturas). Seminários: Fanfics de Harry Potter ; Adaptações fílmicas de Branca de Neve. Apresentação de projeto de aluno
AULA 5. PROSA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Literatura de massa. LIJ. Seminários Retradução; Adaptações de Machado de Assis – LIJ. Apresentação de projeto de aluno
AULA 6. MÍDIAS DIGITAIS: Novas Tendências de Pesquisas em Tradução/Adaptação: Literatura Eletrônica, webnovels, visual novels, webtoons. Mídias sociais – YouTube, FB, Instagram, Twitter, TikTok, Kwai. Seminários Audiolivros; Webtoons. Apresentação de projeto de aluno
AULA 7. LOCALIZAÇÃO/ADAPTAÇÃO: Pesquisas em Tradução/Adaptação e Localização de Videogames e Tradução e Localização de HQ. Seminários: Localização em videogames e outros conteúdos digitais. Apresentação de projeto de aluno
AULA 8. AVT Inteligência Artificial (IA) e Tradução: Legendagem/dublagem/audiodescrição. Versões não profissionais/Pirataria. Interpretação. Seminário: Linguística de Corpus e Estudos da Tradução e Adaptação. Apresentação de projeto de aluno
AULA 9. TRANSMÍDIA e OUTRAS ÁREAS: Pesquisas em Transmídia. Tradução especializada – Jornalismo, Propaganda, Turismo, Técnico-científica, Textos Religiosos. Seminários: Transmídia. Tradução jornalística. Apresentação de projeto de aluno
AULA 10. Projetos de Pesquisa - Orientações gerais: Como escolher o programa, área de concentração e linha de pesquisa. Orientadores. Processo de seleção, provas de língua e conteúdo, entrevistas. Como escrever um projeto de pesquisa. Formatação. Prática: Apresentação curta de alunos – problema inicial e perguntas de pesquisa.

Leitura Recomendada:
Leitch, Thomas (Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University Press - Introduction; Bakhtin, Intertextuality, and Adaptation (Dennis Cutchins); Nineteenth-Century Theatrical Adaptations of Novels: The Paradox of Ephemerality (Renata Kobetts Miller); The Recombinant Mystery of Frankenstein: Experiments in Film Adaptation (Dennis Perry); Part III; Radio Adaptation (Richard Hand); Videogame Adaptation (Kevin M. Flanagan); Transmedia Storytelling as Narrative Practice (Marie-Laure Ryan); Adaptation and Interactivity (Kyle Meikle) .
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.
Milton, John; Cobelo, Silvia. (2023). Translation, Adaptation and Digital Media. London: Routledge.
Pym, Anthony. (1998/2016). Method in Translation History. London: Routledge.
Sanders, Julie. (2006). Adaptation and Appropriation. London: Routledge.
Williams, Jenny; Chesterman, Andrew. (2002/2014). The Map: A Beginner's Guide to Doing Research in Translation Studies. London: Routledge.

Bibliografia:
Baer, Brian James; Kaindl, Klaus. (ed.). (2017). Queer Theory and Translation Studies. London: Routledge. (Sugestões de Capítulos: 5, 11 e 13)
Bielsa, Esperança. (ed.). (2022). The Routledge Handbook of Translation and Media. London: Routledge. (Sugestões de Capítulos: 3, 6 e 23)
Bolter, J.D. and Grusin, R. (1999). Remediation: Understanding New Media. Cambridge, MA: MIT Press.
Boozer, Jack. (2008). Authorship in film adaptation. University of Texas Press.
Cartmell, Deborah (2012). A Companion to Literature, Film, and Adaptation. John Wiley & Sons.
Cobelo, Silvia. (2015). As Adaptações do Quixote no Brasil (1886-2013): Uma discussão sobre Retraduções de Clássicos da Literatura Infantil e Juvenil. Tese de Doutorado. São Paulo: FFLCH/USP.
Demircioğlu, C. (2009). “Translating Europe: The case of Ahmed Midhat as an ottoman agent of translation”. Agents of translation, John Milton and Paul Bandia (eds.). Amsterdam: John Benjamins, 131-159.
Demory, Pamela. (ed.). (2019). Queer/Adaptation: A Collection of Critical Essays. London: Palgrave (Sugestões de Capítulos: Introduction e 10)
Esser, Andrea; Smith, Iain Robert and Bernal-Merino, Miguel Á. (2016). Media Across Borders: Localising TV, Film and Video Games. Routledge.
Freeman, Mattew and Gambarato, Renira (Ed.). (2018). The Routledge Companion of Transmidia.
Gallimore, David. (2006). “Tsubouchi Shoyo and the Myth of Shakespeare Translation in Modern Japan” in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 2. Manchester: St. Jerome, 483-492.
Geraghty, Christine. (2008). Now a Major Motion Picture: Film Adaptations of Literature and Drama. Rowman & Littlefield.
Giovanni, Elena di, Gambier, Yves (Eds). (2018). Reception studies and audiovisual translation. John Benjamins Publishing Company.
Gopinathan, G. (2006). “Translation, Transcreation and Culture: Theories of Translation in Indian Culture”, in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 1. Manchester: St. Jerome, 236-246.
Grossman, Julie, and R. Barton Palmer (Eds). (2017)._Adaptation in Visual Culture: Images, Texts, and Their Multiple Worlds. Springer.
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.
Inwood, Heather (2014). “What's in a Game? Transmedia Storytelling and the Web-Game Genre of Online Chinese Popular Fiction”. Asia Pacific Perspectives 12, no. 2.
Jedamski, Doris. (2005). “Translation in the Malay World: Different Communities, Different Agendas”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy Wakabayashi (eds.). Manchester: St. Jerome, 211-245.
Jenkins, Henry. (2009). “Revenge of the Origami Unicorn: The Remaining Four Principles of Transmedia Storytelling (Well, Two Actually. Five More on Friday)”. Confessions of an Aca-Fan: The Official Weblog of Henry Jenkins. (Posted December 12, 2009). Disponível em: http://henryjenkins.org/2009/12/the_revenge_of_the_origami_uni.html. Acesso em: 29 11 21.
Jiménez-Crespo, Miguel A. (2024). Localization in Translation. London: Routledge.
Johnson, Derek. (2013). "A history of transmedia entertainment." Spreadable Media: Web Exclusive Essays.
Klein, Amanda Ann, and R. Barton Palmer (eds.) (2016). Cycles, sequels, spin-offs, remakes, and reboots: Multiplicities in film and television. University of Texas Press.
Lathey, Gillian (ed.). (2006). The Translation of Children’s Literature: A Reader. Clevedon: Multilingual Matters.
_____. (2010). The Role of Translators in Children’s Literature: Invisible Storytellers. London: Routledge.
Lefevere, André. (1982). “Mother Courage's Cucumbers: Text, System and Refraction in a Theory of Literature”, Modern Language Studies 12(4): 3-20; reprinted (2000) in Lawrence Venuti (ed) The Translation Studies Reader, London & New York: Routledge, 233-49.
_____. (1992). Translation, Rewriting, & the Manipulation of Literary Fame. London: Routledge.
Leitch, Thomas. (2009). Film Adaptation and Its Discontents: From Gone with the Wind to The Passion of the Christ. JHU Press.
_____(Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University Press.
Low, Peter. (2017). Translating Song, Lyrics and Texts. Routledge.
Murray, Simone. (2012). The Adaptation Industry: The Cultural Economy of Contemporary Literary Adaptation. Routledge.
Merkle, Denise. (2009). “Vizetelly & Company as (Ex)Change Agent: Towards the Modernization of the British Publishing Industry”, in Agents of Translation, ed. John Milton and Paul Bandia. Amsterdam: John Benjamins.
Miguel González, Marta. (2000). “El cine de Hollywood y la censura franquista en la España de los 40: El cine bajo palio”, in Rabadán, Rosa (ed.) Traducción y censura inglés-español: 1935-1985: Estudio preliminar. León: Universidad de León, 61-86.
Milton, John. (1993/1998). O Poder da Tradução, Ars Poética, São Paulo, (reeditado como Tradução: Teoria e Prática, Martins Fontes, São Paulo).
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Programa

Aula 1: História do Alto Rio Negro – Dos tempos imemoriais à colonização
A partir de fontes arqueológicas, antropológicas e linguísticas, a aula inaugural do curso apresenta a história da ocupação do Alto Rio Negro pelos povos indígenas e, posteriormente, pela colonização europeia. Além disso, tratamos do mito da Cobra Canoa, uma narrativa cosmogônica que explica, do ponto de vista de diversos povos da região, a origem do mundo, da organização social, dos rituais e de muitas das práticas observadas entre os indígenas habitantes do Alto Rio Negro.

Aula 2: Povos e línguas do Alto Rio Negro – Tukano, Arawak e Nadahup
Esta aula introduz os povos do Alto Rio Negro, com foco nas línguas das famílias Tukano, Arawak e Nadahup. Serão apresentadas algumas características das dinâmicas relacionais entre os povos pertencentes a esses grupos, além de um breve panorama linguístico, trazendo à luz algumas características gramaticais compartilhadas por parte das línguas apresentadas.

Aula 3: Povos e línguas do Alto Rio Negro – nheengatu, português indígena e Yanomami
Esta aula introduz os povos do Alto Rio Negro, com foco no nheengatu e no português indígena, além de mencionar a situação do povo Yanomami na região. Serão apresentadas algumas características das dinâmicas relacionais entre os povos pertencentes a esses grupos, além de um breve panorama linguístico, trazendo à luz algumas características gramaticais emergentes do contato entre o português e o nheengatu.

Aula 4: Dinâmicas de Multilinguismo – História e Atualidade
Na aula final, buscamos refletir sobre as mudanças e a constante “atualização” das dinâmicas multilíngues do Alto Rio Negro. Além disso, propomos reflexões sobre a adequação de certos conceitos e modelos de análise para se pensar os fenômenos da região.

Bibliografia:
AIKHENVALD, Alexandra Y. Language contact in Amazonia. Oxford: Oxford University Press, 2002.
ANDRELLO, Geraldo. Cidade do Índio: transformações e cotidiano em Iauaretê. São Paulo: Editora UNESP/ISA/NUTI, 2006.
ANDRELLO, Geraldo (Org.). Rotas de criação e transformação: narrativas de origem dos povos do Rio Negro. São Gabriel da Cachoeira, AM: FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, 2012. p. 138-167.
ANDRELLO, G.; GUERREIRO, A.; HUGH-JONES, S. Space-time transformations in the upper Xingu and upper Rio Negro. Sociologia & Antropologia, v. 5, n. 3, pp. 699-724, 2015.
ANDRELLO, G.; MAIA, A. Ye’pâ-Di’iro-Mahsã gente de carne da terra: Os Tukano do rio Vaupés. Mundo Amazónico, v. 10, n. 1, 2019.
ANDRELLO, G.; VIANNA, J. A humanidade e seu(S) gênero(S): Mito parentesco e diferença no noroeste amazônico. Revista de Antropologia, v. 65, n. 1, e192786, 2022.
ARGOLO, Wagner. As línguas gerais na história social-linguística do Brasil. Papia, v. 26, n. 1, p. 7–52, 2016.
AZEVEDO, Dagoberto Lima. Forma e conteúdo do bahsese yepamahsã (tukano): fragmentos do espaço di’ta/nʉhkʉ. Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2016.
AZEVEDO, Dagoberto Lima. Pátu: pó da memória e do conhecimento Tukano. Tese (Doutorado) - PPGAS-UFAM, 2022.
BARRETO, João Paulo. Kumuã na kahtiroti-ukuse: uma “teoria” sobre o corpo e o conhecimento prático dos especialistas indígenas do Alto Rio Negro. Tese (Doutorado) - PPGAS-UFAM, 2021.
BARRETO, João Paulo. Wai-Mahsã: Peixes e Humanos Um ensaio de Antropologia Indígena. Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2013.
BARRETO, João Rivelino Rezende. Formação e transformação de coletivos indígenas no noroeste amazônico: Do mito à sociologia das comunidades. Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2012.
BARRETO, João Rivelino Rezende. Úkusse: forma de conhecimento tukano via arte do diálogo kumuãnica. Tese (Doutorado) - PPGAS-UFSC, 2019.
CABALZAR, Aloisio; RICARDO, Beto. Povos Indígenas do Rio Negro: uma introdução à socioambiental do noroeste da Amazônia brasileira. 3. ed. rev. São Paulo: ISA - Instituto Socioambiental; São Gabriel da Cachoeira: FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, 2006.
CHERNELA, Janet. Toward an East Tukano ethnolinguistics: Metadiscursive practices identity and sustained linguistic diversity in the Vaupés basin of Brazil and Colombia. In: Epps, Patience; Stenzel, Kristine (orgs.). Upper Rio Negro: Cultural and Linguistic Interaction in Northwestern Amazonia. Rio de Janeiro: Museu Nacional do Índio - Funai, 2013. pp. 197-244.
CHERNELA, Janet. Language in an ontological register: Embodied speech in the Northwest Amazon of Colombia and Brazil. Language & Communication, v. 63 p. 23-32, 2018.
EPPS, Patience. The Vaupés Melting Pot: Tucanoan Influence on Hup. In: Aikhenvald, A.; Dixon, R. (orgs.). Grammars In Contact: A Cross-Linguistic Typology. Oxford: Oxford University Press, 2007.
EPPS, Patience; STENZEL, Kristine (Orgs.). Upper Rio Negro: cultural and linguistic interaction in Northwestern Amazonia. Rio de Janeiro: Museu Nacional/Museu do Índio-Funai, 2013.
FERNANDES, Ulysses; HERRERO, Marina (Orgs.). Baré: povo do rio. São Paulo: Edições Sesc, 2015.
FREIRE, José Ribamar Bessa. Rio Babel: A história das línguas na Amazônia. 2. ed. Rio de Janeiro: EdUerj, 2011.
HEMMING, John. Fronteira Amazônica: A Derrota dos Índios Brasileiros (trad. Antonio de Padua Danesi). São Paulo: Edusp, 2009.
HEMMING, John. Ouro Vermelho: A Conquista dos Índios Brasileiros (trad. Carlos Eugênio Marcondes de Moura). São Paulo: Edusp, 2007.
HUGH-JONES, Christine. From the Milk River: Spatial and temporal processes in Northwest Amazonia. New York: Cambridge University Press, 1979.
HUGH-JONES, Stephen. Shamans, prophets, priests and pastors. In: Thomas, Nicholas; Humphrey, Caroline (orgs.). Shamanism, history, and the state. Ann Arbor: University of Michigan Press, 1996. pp. 32-75.
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LÜPKE, Friederike et al. Comparing Rural Multilingualism in Lowland South America and Western Africa. Anthropological Linguistics, v. 62, n. 1, p. 3–57, 2020.
MAIA, Gabriel Sodré. Bahsamori: O tempo, as estações e as etiquetas sociais dos Yepamahsã (Tukano). Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2016.
MAIA, Moisés; MAIA, Arlindo. Ĩsâ Yẽkɨsɨmia Masîke': O conhecimento dos nossos antepassados. Uma narrativa Oyé. Iauaretê-São Gabriel da Cachoeira: FOIRN, 2004.
MEIRA, Márcio et al. Povoamentos indígenas e assentamentos coloniais no Rio Negro: perspectivas de pesquisa colaborativa. ARU: Revista de Pesquisa Intercultural da Bacia do Rio Negro, n. 3, p. 118–131, 2019.
MEIRA, Márcio. “Articulações políticas e identidade étnica no Alto Rio Negro”. In: D’INCAO, Maria Angela; SILVEIRA, Isolda Maciel Da (Orgs.). A Amazônia e a crise da modernização. Belém: ICSA/UFPA - Museu Paraense Emílio Goldi, 2009.
NEVES, Eduardo Góes. Arqueologia, história indígena e o registro etnográfico: exemplos do Alto Rio Negro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, v. 3, p. 319–330, 1999.
NIMUENDAJÚ, Curt. Reconhecimento dos rios Içana, Ayari e Uaupés: apontamentos linguísticos e fotografias. Rio de Janeiro: Museu do Índio - Funai, 2015.
OLIVEIRA, Ana Gita de. O mundo transformado: um estudo de fronteira no Alto Rio Negro. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1995.
RAMIREZ, Henri. A fala tukano dos Ye'pâ-masa: Tomo I: Gramática. Manaus: Cedem, 1997b.
RAMIREZ, Henri. A fala tukano dos Ye'pâ-masa: Tomo II: Dicionário. Manaus: Cedem, 1997c.
SANTOS, Fernando Sergio Dumas Dos. O povo das águas pretas: o caboclo amazônico do Rio Negro. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v. 14, p. 113–143, 2007.
SARMENTO, Francisco. O Alto Rio Negro indígena em mais de dois mil anos de história. Revista Brasileira de Linguística Antropológica, v. 11, n. 2, p. 41–72, 2019.
SHULIST, Sarah. Transforming Indigeneity: Urbanization and language revitalization in the Brazilian Amazon. Toronto: University of Toronto Press, 2018.
SILVA, Fabiana Sarges. A lei de cooficialização das línguas tukano, nheengatu e baniwa em São Gabriel da Cachoeira: questões sobre política linguística em contexto multilíngue. 2013. Dissertação (Mestrado em Letras) – Instituto de Ciências Humanas e Letras, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2013.
SORENSEN JR., Arthur P. Multilingualism in the Northwest Amazon. American Anthropologist, v. 69, n. 6, p. 670–684, 1967.
STENZEL, Kristine. Multilingualism in the Northwest Amazon, revisited. In: MEMORIAS DEL CONGRESSO DE IDIOMAS INDIGENAS DE LATINOAMÉRICA-II 2005, Austin. Anais [...]. Austin: University of Texas, 2005.
STENZEL, Kristine; FRANCHETTO, Bruna (Orgs.). Línguas indígenas: artes da palavra. Revista Linguística, v. 15, n. 1, 2019.
STENZEL, Kristine; WILLIAMS, Nicholas. Toward an interactional approach to multilingualism: Ideologies and practices in the northwest Amazon. Language & Communication, v. 80, p. 136-164, 2021.
VIOTTI, Evani. Avaliando a vitalidade linguística em contextos de multilinguismo: etnografias versus modelos computacionais. Revista Linguíʃtica, v. 16, n. 1, p. 62–84, 30 abr. 2020.

Programa

Este curso se propõe a abordar a obra de Amelia Rosselli (1930-1996), uma das vozes mais marcantes da poesia italiana do século XX. Após traçar um panorama introdutório de sua vida e de sua trajetória literária, serão discutidos três aspectos fundamentais de sua escrita: o plurilinguismo, a relação com a música e a intertextualidade. Ao longo dos encontros, leremos e analisaremos uma seleção de textos — dos primeiros poemas aos mais recentes —, refletindo sobre a complexidade da obra de Rosselli e sua importância na literatura italiana.

O curso será dividido em três encontros:
1. Amelia Rosselli: a vida e a obra. Plurilinguismo e identidade.
2. Intertextualidade e invenção linguística. Leitura de poemas (La Libellula; Variazioni Belliche).
3. A música e o verso. Leitura de poemas (Serie Ospedaliera; Documento; Impromptu).

Bibliografia básica:
BALDACCI, Alessandro. Amelia Rosselli. Laterza: Bari-Roma 2007.
BRANCATI, Francesco. Ideale reale. Sulla poesia di Amelia Rosselli. Roma: Carocci, 2025.
CORTELLESSA, Andrea. La furia dei venti contrari: variazioni Amelia Rosselli con testi inediti e dispersi dell’autrice. Firenze: Le lettere, 2007.
MENGALDO, Pier Vincenzo. Poeti italiani del Novecento. Milano: Mondadori, 1990 [1978].
PASOLINI, Pier Paolo. Notizia su Amelia Rosselli. Il Menabò, n. 6, 1963, pp. 66-69.
ROSSELLI, Amelia. Le poesie. Organização de Emmanuela Tandello; prefácio de Giovanni Giudici. Milano: Garzanti, 2019 [1997].
_______ . Una scrittura plurale: saggi e interverti critici. Organização de Francesca Caputo. Novara: Interlinea, 2004.
_______ . È vostra la vita che ho perso. Conversazioni e interviste 1964-1995. Organização de Monica Venturini e Silvia De March; prefácio: Laura Barile. Firenze: Le Lettere, 2010.
_______ . L’opera poetica. Organização de Stefano Giovannuzzi; introdução de Emmanuela Tandello. Milano: Mondadori, 2012.

Outros textos serão fornecidos ao longo dos encontros.

Programa

Aula Prática/Técnica Música Teoria
11/04 Atekata/Awase Itoguruma

“Tesouros que perpetuam tradições: Fumiko Yonekawa”

(documentário)

18/04 '' '' “Kono oto tomare!” (anime)
25/04 Kakite/Chirashi Satogokoro O instrumento
09/05 '' '' A importância social do koto
16/05 Sukui/Tsukiiro Kazoeuta

Tradições 1: Corte e aristocracia, Os Tōdo e os profissionais cegos, Mulheres e kotoístas amadores

23/05 '' '' Tradições 2: Linhagens e escolas
30/05 Wari Sakura Sakura Gêneros: Kumiuta, Danmono e Sankyoku
06/06 '' '' A historicidade das partituras
13/06 Yowaoshi Mononoke Hime O koto moderno: Meiji Jidai e Gendai no Sōkyoku
20/06 '' '' Os primeiros registros da música “clássica” japonesa no Brasil
27/06 Hikiiro/Tsuyooshi Yasashii Rokudan A implantação do Grupo de Estudos da Música e Dança Japonesa no Brasil

Referências Bibliográficas
Johnson, Henry. The koto: a traditional instrument in contemporary Japan. Amsterdam: Hotei Publishing, 2004.
Miyazaki, Mayumi. Koto to sōkyoku o shiru jiten [Dicionário enciclopédico para o conhecimento sobre koto e sua música].
Tōkyō: Tōkyōdō Shuppan, 2009.
Mizuno, Toshihiko. Okoto Hajime: Hirachōshi-hen [Iniciação ao koto: compilação para hirachōshi]. Fukuoka: Dainihon Katei
Ongaku, 2021.
Nomura, Hideko. Kyōyō no tame no koto no jōshiki to gakuri no ohanashi [Conhecimentos essenciais e teoria musical para
estudantes de koto]. Nagoya: Seigensha Shuppanbu, 1980.
Nomura, Seihō. Tanoshiku manabu tame no sōkyokushū [Coletânea de peças curtas para o aprendizado divertido de koto, no. 1].
Nagoya: Seigensha Shuppanbu, 1962.
Satomi, Alice L. Dragão Confabulando: etnicidade, ideologia e herança cultural através da música para koto no Brasil. Curitiba:
Editora Prismas, 2018.
____________. Música para koto além-mar: o caso do Grupo Miwa. Tempo da Ciência, [S. l.], v. 20, n. 39, p. 157–174, 2000.
Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/tempodaciencia/article/view/9815. Acesso em: 19
jan. 2023.