Programa

PROGRAMA:

Eixos temáticos:

1) Falar sobre os cuidados a saúde: a doação de órgãos, as dificuldades de um tratamento médico, os resultados de uma pesquisa médica, as descobertas científicas, as dificuldades de uma área de estudo e/ou pesquisa, as dificuldades profissionais, os assuntos polêmicos, as terapias alternativas
2) Falar sobre o corpo (físico e psicológico): as tendências estéticas, as desigualdades sociais, a linguagem e os gestos corporais, as obras de arte, o trabalho do artista
3) À decidir: escolha temática dos participantes do curso.


Comunicação: compreender e interpretar um artigo legal; analisar e interpretar trechos de uma obra literária (romance); fazer perguntas sobre a doação de orgãos; compreender e reformular as dificuldades de um tratamento médico, gravar um podcast à respeito de um tratamento médico; compreender e interpretar uma conferência; expor os resultados de uma pesquisa científica; explicitar uma descoberta científica; realizar uma miniconferência sobre uma descoberta científica; compreender e interpretar uma emissão de rádio; explicar a especificidade de um sistema de estudos; escrever um diário sobre as dificuldades profissionais; a escrita criativa; apresentar um sujeito polêmico; explicar o funcionamento de terapias alternativas; apresentar uma polêmica; compreender e interpretar uma reportagem televisiva; falar sobre uma tendência (moda, estética); denunciar uma desigualdade social; redigir um manifesto sobre uma desigualdade social; compreender e declamar a letra de uma música (le slam); interpretar os gestos e a linguagem corporais à partir de um vídeo; descrever e analisar uma obra de arte; compreender o trabalho de um(a) artista;

Vocabulário: o corpo humano; os órgãos; a doação de órgãos; a reprodução humana assistida (a inseminação artificial, fertilização in vitro); o relatório e os estudos médicos; o tratamento de câncer; a medicina alternativa; as dificuldades profissionais; a autoimagem; as redes sociais; as deficiências; as partes do corpo; as expressões idiomáticas ligadas ao corpo; as obras de arte

Gramática: adjetivos qualificativos para descrever; a argumentação; os conectivos argumentativos; as interdições e conselhos; as expressões idiomáticas do registro informal; a formulação de perguntas (verbos e expressões relativos às enquetes e questionários); exprimir uma opinião pessoal; os tempos verbais da narração; as estruturas gramaticais de uma reivindicação; a escrita inclusiva (l’écriture inclusive);

Elementos de fonética: a prosódia e o ritmo frasais;

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso, além de um eixo temático a ser escolhido pelos participantes.


BIBLIOGRAFIA GERAL :

ABRY, Dominique ; CHALARON, Marie-Laure. La grammaire des premiers temps B1-B2. Presses Universitaires de Grenoble, 2015.
BRIET, Geneviève ; COLLIGE, Valérie ; RASSART, Emmanuelle. La prononciation en classe. Presses Universitaires de Grenoble, 2014.
CALLET, Stéphanie. Entraînez-vous de A à Z : 200 exercices de grammaire, orthographe, lexique. Presses Universitaires de Grenoble, 2016.
HEU-BOULHAT, Élodie ; MABILAT, Jean-Jacques. Édito Méthode de Français Niveau B2. Didier, 2015.
HIRSCHPRUNG, N. ; TRICOT, T. Cosmopolite 5. Niveau C1. Paris : Hachette, 2019.
PARIZET, Marie-Louise. ABC DELF B2 : 200 exercices. CLE International, 2013.
PETITMENGIN, Violette ; FAFA, Clémence. La grammaire en jeux. Presses Universitaires de Grenoble, 2017.

Programa

Quem tem medo de literatura alemã: Novela

Aula 1 (05/05) – História e teoria da novela (ministrante: Juliana Lopes)
Aula 2 (12/05) – Novela: Romeu e Julieta na aldeia (ministrante: Juliana Lopes)
Aula 3 (19/05) – Novela: Xadrez (ministrante: Mariana Holms)
Aula 4 (26/05) – Novela: Michael Kohlhaas (ministrante: Claudionor Rangel Júnior)
Aula 5 (02/06) – Novela: Tonio Kröger (ministrante: Danilo Chiovatto Serpa)
Aula 6 (09/06) – Novela: A senhorita de Scuderi (ministrante: Simone Ruthner)

Proposta e bibliografia de cada aula
Aula 1 – História e teoria da novela (ministrante: Juliana Lopes)
A aula introdutória do curso propõe a apresentação da história literária da novela, demonstrando ao público suas origens e como esta forma se desenvolveu especificamente na literatura de língua alemã. Além dos dados históricos, também serão exploradas as principais características que definem a novela de língua alemã e as teorias que a circundam.

Bibliografia
AUERBACH, Erich. A novela no início do renascimento. Itália e França. Tradução de Tercio Redondo. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
BOCCACCIO, Giovanni. Decameron. 10 novelas selecionadas. Seleção, tradução e notas: Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2003, p. 90-97.
ECKERMANN, Johann. Conversações com Goethe nos últimos anos de sua vida: 1823-1832. Tradução de Mário Luiz Frungillo. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
FREUND, Winfried. Novelle. Stuttgart: Reclam, 2009.
FÜLLMANN, Rolf. Einführung in die Novelle. Darmstadt: WBG, 2010.
RATH, Wolfgang. Die Novelle. Konzept und Geschichte. 2., überarbeitete und aktualisierte Auflage. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 2008.

Aula 2 – Novela: Romeu e Julieta na aldeia, Gottfried Keller (ministrante: Juliana Lopes)
Em sua obra “Romeu e Julieta na aldeia”, Gottfried Keller reformulou o tema de “Romeu e Julieta” a partir da estrutura dramática e o transpôs para a forma novelística. A mudança de forma literária conferiu à temática shakesperiana outras possibilidades, com novos caminhos interpretativos. Com base nas características da forma da novela, pretende-se demonstrar como Keller explorou os elementos constitutivos desta forma em uma das obras mais conhecidas do autor e do Realismo Poético.

Bibliografia
KELLER, Gottfried. Die Leute von Seldwyla. Hg. von Thomas Böning. Band 10. Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag, 2006.
________. Romeu e Julieta na aldeia. Tradução, posfácio e notas de Marcus Vinicius Mazzari. São Paulo: Editora 34, 2013.
AMREIN, Ursula (org.). Gottfried Keller Handbuch: Leben, Werk, Wirkung. 2. Auflage. Stuttgart: Metzler, 2018.


Aula 3 – Novela: Xadrez, Stefan Zweig (ministrante: Mariana Holms)
A novela “Xadrez”, de Stefan Zweig, foi publicada em 1942 em plena Segunda Grande Guerra. Seu autor encontrava-se exilado no Brasil e escreve uma narrativa ficcional que permanece atual ao representar temas como o isolamento forçado e as consequências disso para a saúde mental, a manutenção da sanidade por meio de uma atividade imaginativa, o embate desafiador com alguém que personifica as crises ideológicas do nazifascismo na Europa e, por fim, a importância da memória para a sobrevivência. Utilizando o xadrez para configurar as tensões narrativas e as metáforas da guerra, Zweig fez de sua última novela, considerada sua obra-prima, um legado que chega até nós.

Bibliografia
AUMÜLLER, Matthias. „Erzählformen“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.625-634
LARCATI, Arturo. „Das Motiv der Besiegten“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.722-731
MALDONADO-ALEMÁN, Manuel. „Krieg, Frieden, Pazifismus“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.732-737
PEREZ, Juliana Pasquarelli. “Remember”: Nicht-Orte in Stefan Zweigs Schachnovelle. In: Übergänge: Mitteleuropa im Werk jüdischer Autoren. Leipzig: Hentrich und Hentrich Verlag, 2020. p.86-102
RENOLDNER, Klemens; WOLF, Nobert Christian. “Schachnovelle (1942)“. In: Larcati, Arturo; Renoldner, Klemens; Wörgötter, Martina (Org.). Stefan-Zweig-Handbuch. Berlin: De Gruyter, 2018. p.230-232
ZWEIG, Stefan. Schachnovelle. Kommentierte Ausgabe. Herausgegeben von Klemens Renoldner. Stuttgart: Philipp Reclam, 2013.
______. “Xadrez, uma novela”. in: Novelas insólitas: Segredo ardente, Confusão de sentimentos, A coleção invisível, Júpiter, Foi ele?, Xadrez, uma novela. Trad. Kristina Michahelles, Maria Aparecida Barbosa, Murilo Jardelino. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. p.225-277


Aula 4 – Novela: Michael Kohlhaas, Heinrich von Kleist (ministrante: Claudionor Rangel Júnior)
A novela Michael Kohlhaas, escrita por Heinrich von Kleist, narra as injustiças sofridas por um comerciante de cavalos. Kohlhaas perde a mulher, os filhos e sacrifica a própria casa na busca por vingança. A desilusão com o sistema legal e a violência como “realização da justiça” são os objetos de análise ideais para explorar a
escrita de Kleist.

Bibliografia
BREUER, Ingo (Hrsg.). Kleist-Handbuch. Leben – Werk – Wirkung. Stuttgart: Metzler, 2013.
KLEIST, Heinrich Von. Michael Kohlhaas. Tradução de Marcelo Rondinelli. São Paulo: Grua, 2014.
_______. Michael Kohlhaas. Tradução de Marcelo Backes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014.
_______. Sämtliche Erzähkungen und andere Prosa. Stuttgart: Reclam, 2009.


Aula 5 – Novela: Tonio Kröger, Thomas Mann (ministrante: Danilo Chiovatto Serpa)
Junto à tematização do gênero novela e de questões de forma narrativa, pretende-se explorar em Tonio Kröger, de Thomas Mann, a exposição de concepções relativas ao artista e funções atribuídas a ele frente ao mundo burguês.

Bibliografia
MANN, Thomas. Frühere Erzählungen: 1893-1912. Frankfurt am Main: Fischer Verlag, 2012.
______. A morte em Veneza & Toni Kröger. São Paulo: Cia. das Letras, 2015.
SCHNEIDER, Ingrid; SPANNHAKE, Elisabeth. Literaturgeschichte. München: Hueber, 1987.
WIESE, Benno von. Die deutsche Novellle von Goethe bis Kafka: Interpretation. Düsseldorf: August Bagel, 1962.


Aula 6 – Novela: A senhorita de Scuderi, E.T.A Hoffmann (ministrante: Simone Ruthner)
De leitura fluida e cativante, a novela de E.T.A. Hoffmann “A senhorita de Scuderi” (Das Fräulein von Scuderi, 1819) teve poderosa e rápida repercussão, transformando-se em diversas traduções, adaptações, dramatizações e até em ópera. Hoffmann, o conhecido autor do fantástico e do duplo, será apresentado neste curso através de seus múltiplos talentos, e os procedimentos criativos explorados pelo autor nesta fascinante novela serão nosso objeto de análise.

Bibliografia
BARBOSA, Maria Aparecida. A Loucura, o crime e a Arte de Cardillac – análise e tradução do conto “Das Fräulein von Scuderi”de E.T.A. Hoffmann. Tese de doutorado (UFSC). Florianópolis: 2004.
CARPEAUX, Otto Maria. História da literatura ocidental. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2008. Disponível em:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/528992/000826279_Hi… (16/12/2018)
GÜNZEL, Klaus. E.T.A. Hoffmann. Leben und Werk in Briefen, selbstzeugnissen und Zeitdokumente. Düsseldorf: Claassen, 1979.
HOFFMANN, E.T.A. A senhorita de Scuderi. Uma narrativa da época de Luís XIV. Tradução, posfácio e glossário de Marcelo Backes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
_____. Das Fräulein von Scuderi. Erzählung aus dem Zeitalter Ludwigs des Vierzehnten (1819). Mit Kommentaren von Heinz Müller-Dietz und Marion Bönnighausen. Berlin: De Gruyter, 2010.
_____. Werke (Org.) Mathias Bertram. Berlin: Digib. 4.00.156. Directmedia Publishing, GmbH, 2004. Digitale Bibliothek, v.8 (CD-ROM).
KLAND, Regina. Das Serapiontische Prinzip – theoretische Ansätze einer Erzählweise und Philosophie. In: Intermidialität und Synesthesie in der Literatur der Romantik. Projekt an der Ludwig Maximilians Universität München – Leitung: Huber, Prof. Dr. Martin und Krunic, Dr. Danica. Disponível em: http://www.goethezeitportal.de/wissen/projektepool/intermedialitaet/aut… (10/12/2018).
KREMER, Detlef (Hg.). E.T.A.Hoffmann. Leben – Werk - Wirkung. Berlin: De Gruyter, 2010.
LUBKOLL, Christine; NEUMEYER, Harald. (Hrsg.) E.T.A. Hoffmann Handbuch. Leben – Werk – Wirkung. Stuttgart: Metzler, 2015.
McCHESNEY, Anita. 'The Female Poetics of Crime in E.T.A. Hoffmann's Mademoiselle Scuderi.' Women in German Yearbook 24 (2008): 1–26.
RUTHNER, Simone. A dimensão ecfrástica nos contos de E.T.A. Hoffmann: um estudo propedêutico para a abordagem de narrativas metamusicais. Dissertação de mestrado. Rio de Janeiro: UERJ, 2016.
STEINECKE, Hartmut. (Hrsg.) E.T.A. Hoffmann: Neue Wege der Forschung. Stuttgart: WBG, 2006.
VOLOBUEF, Karin. Frestas e arestas.A prosa de ficção do romantismo na Alemanha e no Brasil. São Paulo: UNESP, 1999.

Programa

1. As diferentes dimensões da sociologia da arte: semântica; sintática; genética e pragmática.
2. A obra de arte como inconsciente social: a importância do não-dito e do interdito.
3. A relação da estética com a ideologia social.
4. Estudo de caso de alguns filmes hollywoodianos: exemplo prático de uso das ferramentas discutidas para a
análise sociológica de uma obra de arte.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: Ensaios sobre literatura e história da
cultura. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987.
FOUCAULT, Michel. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Rio de Janeiro, Editora
Forense, 2001, pp.264-298.
FRANCASTEL, Pierre. A realidade figurativa: elementos estruturais de sociologia da arte. São
Paulo: Perspectiva, 1973.
GALINO, Luciano, et al. Diccionario de sociología. Siglo XXI Editores, 2008.
MENEZES, Paulo. Sociologia e Cinema: aproximações teórico-metodológicas. Teoria e Cultura,
v. 12, p. 17-36, 2017.
SORLIN, Pierre.Sociologia del cine: la apertura para la história de mañana. Mexico, Fondo de
Cultura Económica, 1985.
XAVIER, Ismail (org.). A Experiência do cinema: antologia. São Paulo: Paz e Terra, 2021.

Programa

06/Fev – A formação do meio teatral elisabetano
Nessa primeira aula, abordaremos como se constituiu o meio teatral em que Shakespeare trabalhou. Buscaremos entender as raízes medievais e a multiplicação de espetáculos que desembocou na construção dos primeiros edifícios dedicados especificamente à apresentação de textos dramáticos ao fim do reinado elisabetano, na formação de companhias, profissionalização de atores e dramaturgos. A partir dos estudos de Wallace T. MacCaffrey e W. B. Wernham, também contemplaremos o envolvimento da Rainha Elisabete I no sistema de alianças entre as nações e o início da Guerra Anglo-Espanhola (1585-1604)

08/Fev – William Shakespeare: vida e obra
No segundo encontro, a partir da abordagem sociológica que emergiu com os Estudos Culturais, sobretudo o Novo Historicismo norte-americano e o Materialismo Cultural inglês, estudaremos como Shakespeare se integrou no meio teatral. Analisaremos a interlocução com outros colegas dramaturgos, seu estilo notado à época, e a implicação política de suas apresentações na corte.

10/Fev - A dramatização da geopolítica europeia no reinado elisabetano
No terceiro encontro, buscaremos entender como Shakespeare e sua companhia, Homens do Lorde Camareiro, representaram o sistema de alianças europeu e a participação da Inglaterra neste, marcando um posicionamento. A partir de experiências feitas pelos historiadores adeptos do Contextualismo Linguístico, como Quentin Skinner, analisaremos a construção retórica de alguns textos para detecção desse posicionamento.

13/Fev - A dramatização da geopolítica europeia no reinado jacobiano

Em nossa última reunião, avaliaremos a passagem de cetro de Elisabete I para Jaime Stuart, suas implicações na situação europeia e no teatro londrino. Novamente através da análise retórica das peças, analisaremos como Shakespeare e seu grupo se posicionaram diante dos novos dilemas que surgiram.

Bibliografia

ARMITAGE, David (ed). British Political Thought in History, Literature and Theory, 1500-1800. Edited by David Armitage. Cambridge, Cambridge University Press, 2006.
ARMITAGE, David; CONDREN, Conal; FITZMAURICE, Andrew (ed’s). Shakespeare and Early Modern Political Thought. Cambridge, CUP, 2009.
BEAUMONT, Francis; FLETCHER, John. The Dramatic Works in the Beaumont and Fletcher Canon. General Editor Fredson Bowers. 10 vol. Cambridge, Cambridge University Press, 1966-1996.
CARDOSO, Ricardo. ‘A ambiguidade como princípio retórico em Shakespeare - Muito Barulho por Nada (c. 1598) e Otelo (c. 1604): estudos de caso’. In.: Revista Letras, Santa Maria, Especial 2020, n. 02, pp. 93-106.
CARDOSO, Ricardo. A Invencível Armada na Pena de Shakespeare: diplomacia e dramaturgia na transição do século XVI para o XVII. Dissertação de Mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo. São Paulo: setembro de 2016. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-09122016-141257/pt… , acesso em: 29/10/2022.
DÍEZ, José A. Pérez. 'Gondomar and the Stage: Diego Sarmiento de Acuña and the Lost Theatrical Connection'. In.: The Review of English Studies, 2022, vol. 73, n. 309, pp. 264–288.
DUNTHORNE, Hugh. Britain and the Dutch Revolt 1560–1700. Cambridge, Cambridge University Press, 2013.
DUTTON, Richard. Shakespeare, Court Dramatist. Oxford, Oxford University Press, 2016.
GAJDA, Alexandra. 'Debating War and Peace in Late Elizabethan England'. In.: The Historical Journal, vol. 52, n. 4 (december 2009), pp. 851-878, pp. 868-874.
GRAZIA, Margreta De.; STALYBRASS, Peter S. ‘The Materiality of the Shakesperean Text’. In.: Shakespeare Quarterly, 44, n. 3, 1993. pp. 255-283.
GREENBLATT, Stephen. Como Shakespeare se Tornou Shakespeare. Tradução de Alexandre Boide. São Paulo, Companhia das Letras, 2011.
HAUSER, Arnold. História Social da Literatura e da Arte. 2 Tomos. Tradução de Walter H. Greenen. São Paulo, Editora Mestre Jou, [1951] 1972.
HONAN, Park. Shakespeare: uma vida. Tradução de Sonia Moreira. São Paulo, Companhia das Letras, 2001.
JONSON, Ben. The Cambridge Edition of the Works of Ben Jonson. Edited by David Bevington, Martin Butler and Ian Donaldson. 7 vol. Cambridge, Cambridge University Press, 2012.
KOSELLECK, R. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Trad. Wilma Patrícia Maas e Charles Almeida Pereira. Revisão técnica de César Benjamin. Rio de Janeiro: Contraponto; Editora da PUC-Rio, 2006.
MAcCAFFREY, Wallace T. Elizabeth I: War and Politics, 1588-1603. Princeton, Princeton University Press, 1992.
MALTBY, William S. The Black Legend in England: the development of anti-Spanish sentiment, 1558-1660. Durham, Duke University Press, 1971.
MIDDLETON, Thomas. The Collected Works. Edited by Gary Taylor and John Lavagnino. Oxford, Oxford Universty Press, 2007.
PAGDEN, Anthony. Lordes of All Worlds: ideologies of empire in Spain, Britain and France. c.1500. - c.1800. New Haven, Yale University Press, 1995.
RUSSEL, Conrad; CUST, Richard; THRUSH, Andrew. King James VI and I and His English Parliaments. Oxford, Oxford University Press, 2010.
SHAKESPEARE, William. Obras Completas. 3 volumes. Rio de janeiro, Nova Aguilar, [1969] 1989.
SHAKESPEARE, William. The Oxford Shakespeare: The Complete Works. General Editors Stanley Wells and Gary Taylor; editors Stanley Wells… [et al.]; with introductions by Stanley Wells. Oxford, Oxford University Press, 1987.
SKINNER, Quentin. Forensic Shakespeare. Oxford, OUP, 2014.
SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. Tradução de Renato Janine Ribeiro e Laura Teixeira Motta. São Paulo, Companhia das Letras, [1978] 2017.
WERNHAM, R.B. The Return of the Armadas: the last years of the Elizabethan war against Spain, 1595-1603. Oxford, Clarendon, 1994.
WIGGINS, Martin; RICHARDSON, Catherine. British Drama, 1533-1642: a catalogue. Oxford: OUP, 2007-atual.

Programa

Disciplina 1 - Agricultura, Urbanização na Amazônia
60 horas (aula)

Docentes:

Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Irenildo Costa da Silva– 5h
Galdino Xavier de Paula Filho– 5h
Roni Mayer Lomba – 5h
Giancarlo Livman Frabetti – 5h
Rogério Rego Miranda – 5h
Francisca Marli Rodrigues de Andrade – 5h

Carga Horária (60 horas)

Ementa: Formas históricas de cidade e campo; Formas urbanas no Brasil e na Amazônia; Relação campo-cidade na Amazônia; Modos e vida e seus reflexos na relação campo-cidade; Urbanização crítica; conflitos socioterritoriais amazônicos.
Objetivos:
Geral: Analisar a relação campo-cidade na Amazônia brasileira e definição de seus papéis no arranjo regional e as disputas envolvidas;
Específicos: compreender a formação histórica das cidades brasileiras e amazônicas; refletir sobre os modos de vida e suas mediações na definição de campo e cidade; analisar criticamente o contexto das cidades amazônicas, seus papéis e conflitos;

Metodologia: a disciplina oferece um referencial teórico enxuto e relevante para compreensão da formação histórica das cidades amazônicas e suas interfaces e conflitos na conformação do território. A discussão com apresentação de formas, momentos e exemplos serão suportes para o entendimento dos papéis do urbano e rural na dimensão regional amazônica.

Bibliografia

Básica

LOMBA, Roni Mayer; NOBRE JÚNIOR, B. B. A relação rural-urbano a partir das cidades ribeirinhas: o papel do comércio popular (feiras) na cidade de Afuá (PA). Confins, Paris, v. 1, p. 1, 2013. Disponível em: https://journals.openedition.org/confins/8405. Acesso em: 10 maio 2025.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia Enquanto Acumulação Desigual de Tempos: uma contribuição à ecologia política da região. REVISTA CRÍTICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS, v. 107, p. 63-89, 2015.
SUZUKI, Júlio César. Na busca dos momentos, a descoberta da transição: O estudo da urbanização de Rondonópolis - MT. GEOUSP Espaço e Tempo (Online), São Paulo, Brasil, v. 1, n. 1, p. 65–71, 1997. DOI: 10.11606/issn.2179-0892.geousp.1997.123227. Disponível em: https://revistas.usp.br/geousp/article/view/123227. Acesso em: 5 out. 2025.
TRINDADE JR., S-C. C. Das “cidades na floresta” às “cidades da floresta”: espaço, ambiente e urbanodiversidade na Amazônia brasileira. Papers do NAEA, Belém, n. 321, p. 1-22, dez. 2013.

Complementar

LOMBA, RONI MAYER. Modos de vida ribeirinho na comunidade Foz do Rio Mazagão, Mazagão (AP/Brasil). Ateliê geográfico (UFG), v. 11, p. 257, 2017;
SARDINHA, J. C. S ; LOMBA, RONI MAYER . Transformações territoriais recentes no Complexo Portuário Amapaense - Amapá - Brasil. CONFINS (PARIS), v. 1, p. 1-16, 2022.
LOMBA, RONI MAYER; SCHWEITZER, A. F. . Disputas socioterritoriais no Amapá: conflitos por terra, água e florestas. CONFINS (PARIS), v. 1, p. 1-15, 2022.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia, amazônias: tensões territoriais em curso. REVISTA TERCEIRA MARGEM AMAZÔNIA, v. 3, p. 14-21, 2018.

 

Disciplina 2 - Desenvolvimento Territorial

60 horas (aula)

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Maria José de Souza Barbosa – 6h
Rogério Rego Miranda– 6h
Giancarlo Livman Frabetti– 6h
Galdino Xavier de Paula Filho – 6h
Jodival Maurício da Costa – 6h

Carga Horária (60 horas)

Ementa: De que trata a economia regional? Teorias locacionais neoclássicas. Teorias do desenvolvimento regional com ênfase nos fatores de aglomeração. Desenvolvimento local e endógeno. Grandes projetos de desenvolvimento na Amazônia. Perspectivas para o desenvolvimento local na Amazônia.

Objetivos
Geral: Identificar e debater as principais teorias do desenvolvimento regional presentes na literatura, de modo a encontrar o fundamento das políticas de desenvolvimento regional implementadas sobretudo no caso brasileiro e, em particular, em sua região Amazônica.

Específicos
● Discutir criticamente a ideia de desenvolvimento frente às transformações do modo de produção capitalista;
● Levantar um histórico da teorias da localização e do desenvolvimento regional;
● Analisar o resultado das políticas de desenvolvimento regional no Brasil no século XX e, em especial, em sua região Amazônica;
● Debater os novos paradigmas do desenvolvimento territorial e local, fundadas no contexto da globalização e da mundialização do capital;
● Pensar as possibilidades postas nacionalmente para o Brasil e, em particular, para sua região Amazônica, dadas as atuais perspectivas teóricas das políticas de desenvolvimento local.

Metodologia: Aulas expositivas e elaboração de um projeto baseado em revisão da literatura e em pesquisa de indicadores de desenvolvimento nas bases de dados públicas.


Bibliografia Básica

BECKER, Bertha K. Revisão das políticas de ocupação da Amazônia: é possível identificar modelos para projetar cenários? Parcerias Estratégicas, Brasília, DF, v. 6, n. 12, p. 1-22, 2001. Disponível em: https://seer.cgee.org.br/parcerias_estrategicas/article/view/178. Acesso em: 4 maio 2025.
BELLINGIERI, Julio Cesar. Teorias do desenvolvimento regional e local: uma revisão bibliográfica. Revista de Desenvolvimento Econômico, Salvador, v. 19, n. 37, p. 6-34, ago. 2017. Disponível em: https://revistas.unifacs.br/index.php/rde/article/view/4678. Acesso em: 4 maio 2025.
CAVALCANTE, L. R. M. T. Produção teórica em economia regional: uma proposta de sistematização. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 9-32, 2015. Disponível em: https://www.revistaaber.org.br/rberu/article/view/12. Acesso em: 4 maio. 2025.
MARQUES, Gilberto de Souza. Estado e desenvolvimento na Amazônia: a inclusão amazônica na reprodução capitalista brasileira. 2007. 335 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2007. Disponível em: https://tede.ufrrj.br/jspui/handle/tede/697. Acesso em: 4 maio 2025.
MONTEIRO, Maurílio de Abreu; COELHO, Maria Célia Nunes. As políticas federais e reconfigurações espaciais na Amazônia. Novos Cadernos NAEA, Belém, v. 7, n. 1, p. 91-122, jun. 2004. Disponível em: https://periodicos.ufpa.br/index.php/ncn/article/view/38. Acesso em: 4 maio 2025.

Complementar
DINIZ, Clélio Campolina; CROCCO, Marco (org.). Economia regional e urbana: contribuições teóricas recentes. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006.
MOURÃO, Kleber Antonio da Costa; SILVA, Sérgio Felipe Melo da (org.). Reflexões acerca do desenvolvimento da Amazônia no século XXI. Belém: Folheando, 2018.
COSTA, Francisco de Assis. Teorias do desenvolvimento e estratégias do desenvolvimento sustentável: apontamentos. Terceira Margem Amazônia, Belém, v. 2, n. 7, p. 13-74, jul./dez. 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/35293595/TEORIAS_DO_DESENVOLVIMENTO_E_ESTRAT%C…. Acesso em: 4 maio 2025.
DINIZ, Clélio Campolina. Celso Furtado e o desenvolvimento regional. Nova Economia, Belo Horizonte, v. 19, n. 2, p. 13-74, jul./dez. 2009. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/novaeconomia/article/view/1045. Acesso em: 4 maio 2025.
OLIVEIRA, Wesley Pereira de; TRINDADE, José Raimundo; FERNANDES, Danilo Araújo. O planejamento do desenvolvimento regional na Amazônia e o ciclo ideológico do desenvolvimentismo no Brasil. Ensaios FEE, Porto Alegre, v. 35, n. 1, p. 201-230, jun. 2014. Disponível em: https://revistas.planejamento.rs.gov.br/index.php/ensaios/article/view/…. Acesso em: 4 maio 2025.
SERRA, Maurício Aguiar; FERNÁNDEZ, Ramón García. Perspectivas de desenvolvimento da Amazônia: motivos para o otimismo e para o pessimismo. Economia e Sociedade, Campinas, v. 13, n. 2, p. 107-131, jul./dez. 2004. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/86430…. Acesso em: 4 maio 2025

 

Disciplina 3 - Educação do campo e inclusão na Amazônia

60 horas (aula)

Docentes:
Déborah de Oliveira (FFLCH/USP) – 30h
Assis Farias Machado– 6h
Cláudia Azevedo Magalhães – 6h
Francisca Marli Rodrigues de Andrade– 6h
Kátia Souza Rangel, – 6h
Marcelly Machado Cruz – 6h
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Carga horária: 60h

Ementa: Educação do Campo x Educação Rural: concepções ideológicas de formação humana. Educação e escolas do campo na Amazônia: sujeitas/os e perspectivas teórica-metodológicas. Formação de educadoras/es do campo: áreas de formação e Pedagogia da Alternância. Territorialidades, identidades, alteridades e cosmovisões: saberes locais das populações do campo na Amazônia enquanto elemento de luta pela terra. Educação do campo especial e inclusiva. Território, currículo e práticas pedagógicas.

Objetivos:
Geral:
Construir reflexões analíticas pertinentes à compreensão da diversidade de sujeitos e coletivos do campo na Amazônia e, portanto, da necessidade de uma educação escolar especial, crítica e inclusiva, que atenda às necessidades, particularidades e subjetividades dos povos do campo, das águas e das florestas que coexistem no Bioma Amazônico.

Específicos:
● Promover debates teóricos sobre a diferenciação ideológica entre os princípios de formação humana que habitam na Educação do Campo x Educação Rural;
● Apresentar o contexto de construção do PROCAMPO - na perspectiva da formação de educadoras/es do campo por áreas de atuação - e, também, da construção e regularização da Pedagogia da Alternância;
● Ampliar o debate sobre a necessidade de uma Educação do Campo territorializada nas realidades dos sujeitos que constroem o processo educativo escolar, respeitando os territórios, as identidades, as alteridades e as cosmovisões amazônidas e
● Pautar as discussões e os diálogos sobre a realidade das escolas do campo e dos projetos de formação de estudantes na Amazônia, apresentando os cenários de potencialização do território em diálogo com a potencialização do currículo por meio de práticas pedagógicas, do ensino de Libras e de vulnerabilização do direito fundamental à educação.

Metodologia: Metodologicamente, a disciplina será desenvolvida por meio de aulas expositivas e dialogadas com apoio de objetos de aprendizagem interdisciplinares e uso de equipamentos audiovisuais. Igualmente, no formato de elaboração conjunta, serão mobilizadas análises e discussões, visando dinamizar a leitura da bibliografia obrigatória e complementar.

Bibliografia:
Básica
ARROYO, Miguel Gonzalez; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna. Por uma educação do campo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
CALDART, Roseli Salete; PEREIRA, Isabel Brasil; ALENTEJANO, Paulo; FRIGOTTO, Gaudêncio (org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo: Expressão Popular, 2012. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/l191.pdf. Acesso em: 17 jun. 2025.
ANDRADE, Francisca Marli Rodrigues; RODRIGUES, Marcela Pereira Mendes. Escola do campo e infraestrutura: aspectos legais, precarização e fechamento. Educação em Revista , [S. l.], v. 36, n. 1, p. 1-19, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/edrevista/article/view/38098. Acesso em: 29 abr. 2025.
MATOS, Cleide Carvalho de; SILVA, Solange Pereira da. A formação de professores na Amazônia paraense: uma relação com a Educação do Campo. Revista Brasileira de Educação do Campo, [S. l.], v. 6, p. 1-27, 2021. DOI: 10.20873/uft.rbec.e9567. Disponível em: https://periodicos.ufnt.edu.br/index.php/campo/article/view/9567. Acesso em: 29 abr. 2025.
MOLINA, Monica (org.). Por uma Educação do Campo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
RIBEIRO, Marlene. Movimento camponês, trabalho e educação: liberdade, autonomia, emancipação: princípios/fins da formação humana. 1. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
SOUSA, Romier da Paixão et al (org.). Educação do campo na Amazônia: a experiência histórica das Escolas Famílias do Estado do Amapá. Belém/PA: Instituto Internacional de Educação do Brasil, 2016. Disponível em: https://iieb.org.br/wp-content/uploads/2019/02/SistematizacaoEFAs_web_1…. Acesso em: 17 jun. 2025.

Complementar
BEHAR, P. A. (org.). Modelos pedagógicos em educação a distância. Porto Alegre: Penso, 2021.
CALDART, Roseli. Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
CASTELLS, Manuel. Sociedade em rede: a era da informação. 3. ed. atual. São Paulo: Paz e Terra, 2022.
DIAS, Alexandre Pessoa; STAUFFER, Anakeila de Barros; MOURA, Luiz Henrique Gomes de; VARGAS, Maria Cristina (org.). Dicionário de agroecologia e educação. São Paulo: Expressão Popular; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2021. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/dicionario_agroecologi…. Acesso em: 17 jun. 2025.
PISTRAK, Moisés Mikhaylovich. Fundamentos da Escola do Trabalho. São Paulo: Expressão Popular, 2000.
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 22. ed. Campinas: Papirus, 2020.
TORRES, E. F.; ALVES, L. R. G. Educação inclusiva e tecnologias assistivas: perspectivas contemporâneas. Salvador: EDUFBA, 2021.
ALMEIDA, M. E. B.; DIAS, P.; SILVA, B. D. (org.). Cenários de inovação para a educação na sociedade digital. São Paulo: Loyola, 2019.

 

Disciplina 4 - Introdução aos Estudos Amazônicos: ambientes, culturas e linguagens
60 horas (aula) 

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 15h
Déborah de Oliveira (FFLCH/USP) – 15h
Antônio Sergio Monteiro Filocreão – 15h
Maria José de Souza Barbosa – 15h

Carga Horária: 60 horas

Ementa: Amazônia: definições e recortes. Diversidade espacial regional: da Amazônia às Amazônias. História e Cultura amazônicas. Território amazônico.

Objetivos:
Geral
Encaminhar os participantes a uma reflexão crítica da formação socioeconômica das Amazônias que contribua para a compreensão das relações existentes entre os diversos grupos de interesses econômicos e políticos que, ao longo do processo histórico, levaram a constituição de uma sociedade marcada por profundas contradições de natureza econômica, social, política e ambiental.

Específicos
● Compreender teoricamente as divergências da velha e nova arqueologia quanto a origem, demografia e formas de organização e extermínio das populações encontradas pelos colonizadores europeus na região.
● Compreender os processos de intervenção, ocupação do território e resistências no período colonial, imperial, primeira república, no pós 1930 e na ditadura militar.
● Discutir os conflitos atuais pelo uso dos recursos naturais frente à crise ambiental contemporânea.

Metodologia:
Aula expositiva dialógica com uso da metodologia de resolução de problemas.


Bibliografia Básica

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia, Amazônias. 3. ed. 1. reimp. São Paulo: Contexto, 2024.
PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A globalização da natureza e a natureza da globalização. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2023.
OLIVEIRA, Adélia Engrácia de. Ocupação humana. In: SALATI, Eneas (org.). Amazônia: desenvolvimento, integração e ecologia. São Paulo: Brasiliense, 1983. p.144-327.
ESTEVES, Bernardo. Admirável novo mundo: uma história da ocupação humana nas Américas. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.
BECKER, Bertha. Geopolítica da Amazônia. Dossiê Amazônia Brasileira I • Estud. av. 19 (53) • Abr 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-40142005000100005
BECKER, BERTHA K. Novas territorialidades na Amazônia: desafio às políticas públicas. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi: Ciências Humanas, v. 5, p. 17-23, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/d4vc5x595k5mJZfnMNNPKTs/?format=pdf&l…
BECKER, B. K. A Amazônia e a Política Ambiental Brasileira. Geografia (Rio Claro), Niterói, v. 6, n.11, p. 7-20, 2004. Disponível em: scielo.br/j/bgoeldi/a/d4vc5x595k5mJZfnMNNPKTs/?format=pdf&lang=pt

Complementar
CARDOSO, Fernando Henrique; MULLER, Geraldo. Amazônia: expansão do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1978.
DAOU, Ana Maria. A belle époque amazônica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000.
EARNSIDE, Phillip M. A floresta amazônica nas mudanças globais. Manaus: INPA, 2003.
FILOCREÃO, Antonio Sergio Monteiro. A história do agroextrativismo na Amazônia Amapaense. Macapá: UNIFAP, 2014.
PORRO, Antonio. O povo das águas: ensaios de etno-história amazônica. Rio de Janeiro: Vozes; São Paulo: EDUSP, 1996.
SALATI, Eneas (org.). Amazônia: desenvolvimento, integração e ecologia. São Paulo, Brasiliense, 1983.
SALLES, Vicente. O negro no Pará: sob o regime da escravidão. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Cultura; Belém: Secretaria de Estado da Cultura: Fundação Cultural do Pará “Tancredo Neves”, 1988.
SANTOS, Roberto. História econômica da Amazônia. São Paulo: T.A. Queiroz, 1980.
SOUZA, Marcio. História da Amazônia: do período Colombiano ao século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2023.
WEINSTEIN, Barbara. A borracha na Amazônia: expansão e decadência 1850-1920. São Paulo: Hucitec: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.

 

Disciplina 5 - Metodologia da pesquisa científica (Estudos Amazônicos)
36 horas (aula) 

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 18h
Fernanda Pinheiro – 4h,
Suzana Maria Loureiro Silveira – 4h
Marcelly Machado Cruz - 4h
Marcia dos Santos Ramos Berreta – 6h

Carga Horária: 36 horas

Ementa:
A construção do arcabouço teórico metodológico da pesquisa. A teoria da abordagem (método) e os instrumentos de operacionalização do conhecimento (as técnicas) na pesquisa científica interdisciplinar. Importância e os elementos essenciais e do projeto de pesquisa (redação e normalização acadêmica).

Objetivos:
Geral
Contribuir na elaboração dos projetos de pesquisa, com ênfase, na compreensão dos métodos e estratégias de investigação, estimulando a criatividade e inovação na construção de suas estratégias, na perspectiva da compreensão da Amazônia.

Específicos
● Aprofundar, teórico e analiticamente, questões presentes no processo de elaboração de um projeto de pesquisa;
● Difundir mecanismos para definição de estratégias de pesquisa;
● Valorizar a importância da redação acadêmica.

Metodologia:
Aula expositiva dialógica com uso da metodologia de resolução de problemas.

Bibliografia:

Básica
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. Tradução: Gilson César Cardoso de Souza. 9.ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 24.ed. rev. atual. São Paulo: Cortez, 2016.
GALVÃO, Maria Cristiane Barbosa; RICARTE, Ivan Luiz Marques. Revisão sistemática da literatura: conceituação, produção e publicação. LOGEION: Filosofia da informação, Rio de Janeiro, v. 6 n. 1, p. 57-73, set./fev. 2020. Disponível em: https://sites.usp.br/dms/wp-content/uploads/sites/575/2019/12/Revis%C3%…. Acesso em: 10 abr. 2025.
TEIXEIRA, Paulo Marcelo Marini. Estados da arte: aparando arestas na compreensão dessa modalidade de pesquisa. Ciência & Educação, Bauru, v. 29, p.1-15, 2023. Disponível: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/vZDnsY48PqFyr5Jc7N7htbp/?format=pdf&lan…. Acesso em: 10 abr. 2025.
LOMBA, Roni Mayer. Modos de vida ribeirinho na comunidade Foz do Rio Mazagão - Mazagão (AP/Brasil). Ateliê geográfico, [S. l.], v. 11, p. 257, 2017.
Disponível em: https://revistas.ufg.br/atelie/article/view/35381. Acesso em: 10 maio 2025.

Complementar
Maria Imaculada Cardoso SAMPAIO; Aparecida Angélica Zoqui Paulovic SABADINI; Silvia Helena KOLLER (org.). Produção Científica: um Guia Prático. São Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2022. E-book. disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/92…
Lucilene CURY; Bruno Massola MODA (org.). O conhecimento científico em busca de novos caminhos. São Paulo: ECA-USP, 2022. E-book. disponível em:
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/75…

 

Disciplina 6 - Movimentos sociais de luta pela terra e Direitos Humanos e Ambientais na Amazônia
36 horas (aula) 

Docentes:
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Rogério Rego Miranda– 5h
Suzana Maria Loureiro Silveira– 5h
Irenildo Costa da Silva– 5h
Antonio Sergio Monteiro Filocreão– 5h
Dorival Bonfá Neto– 5h
Maria José de Souza Barbosa – 5h

Carga horária: 60 horas

Ementa: Território e movimentos sociais. Caráter sociojurídico do acesso à terra: paradigma do direito social da terra e da função social da propriedade Formação territorial amazônica e trajetória dos movimentos sociais. Diversidade territorial e de lutas pelo/no território (camponeses, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu). Direitos humanos e luta por justiça territorial: aspecto socioambiental dos direitos humanos na Amazônia e a responsabilidade dos Estados no âmbito do Direito Internacional.

Objetivos:
Geral
Analisar as complexas relações entre a formação territorial, os movimentos sociais desde uma dimensão interdisciplinar a partir das contribuições da Geografia e do Direito no contexto da Amazônia, com o intuito de compreender as dinâmicas de luta pelo direito à terra e a efetivação dos direitos humanos em um contexto de diversidade sociocultural e socioambiental.

Específicos
● Identificar os desafios em assegurar os direitos humanos e a proteção ambiental na região, como a exploração madeireira clandestina, disputas por território, atos de violência e a carência de serviços essenciais.
● Relacionar a interface entre os direitos humanos, a justiça territorial e a proteção socioambiental na Amazônia, discutindo a responsabilidade dos Estados em âmbito nacional e internacional na mediação dos conflitos e na garantia dos direitos das populações tradicionais.
● Compreender a trajetória histórica dos movimentos sociais na Amazônia, relacionando a formação territorial da região com o surgimento e a atuação de diversas formas de resistência e luta pelo território, como as de camponeses, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e quebradeiras de coco babaçu.

Metodologia:
A disciplina adotará uma metodologia ativa e participativa, na qual as aulas combinarão exposições teóricas com debates constantes para aprofundar os temas. Também haverá utilização de diversos recursos e fontes (vídeos, textos jornalísticos, dados, mapas e documentos) para relacionar a teoria com a complexidade dos fenômenos reais. A leitura da bibliografia será dinamizada por meio de discussão do conteúdo teórico indicado, incentivando a construção conjunta do conhecimento e a aplicação prática dos conceitos estudados.

Bibliografia:

Básica
GOHN, Maria da Glória. Teoria dos Movimentos Sociais: Paradigmas Clássicos e Contemporâneos. São Paulo: Loyola, 1997. (Capítulo: VI - Características e especificidades dos movimentos latino-americanos e VII - Uma proposta teórico-metodológica para a análise dos movimentos sociais na América Latina), p. 211-271.
LIRA, Talita de Melo; CHAVES, Maria do Perpetuo Socorro Rodrigues. Comunidades ribeirinhas na Amazônia: organização sociocultural e política. Interações, Campo Grande, v. 17, n. 1, p. 66-76, jan. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/inter/a/MXbhGK5VDQbX4bMQzRYDRLN/abstract/?lang=…
MAGALHÃES, Sônia Barbosa. Direitos e projetos: uma leitura sobre a implantação de assentamentos no Sudeste do Pará. In: MARTINS, José de Souza (org.). Travessia: a vivência da reforma agrária nos assentamentos. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.
MICHELOTTI, Fernando. Complexo de produção e reprodução agromineral do sudeste paraense: produção capitalista do espaço, luta pela terra e disputas territoriais. In: SILVA, M. A. P. et al. (org.). Por outras regiões, para outras Amazônias: cidades, geopolítica da mineração e lutas por território. São Paulo: FFLCH/USP, PROLAM/USP, UNIFESSPA, PPGEO/UFPA, LERASSP, 2023. p. 133-151. Disponível em: https://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/998

Complementar
DA-GLORIA, P.; PIPERATA, B. A. Modos de vida dos ribeirinhos da Amazônia sob uma abordagem biocultural. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 2, p. 45-51, abr. 2019.
HÉBETTE, J. (Org.). Cruzando a fronteira: 30 anos de estudo do campesinato na Amazônia. Belém: EDUFPA, 2004.
MARTINS, J. S. Fronteira: a degradação do Outro nos confins do humano. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
MIRANDA, Rogério Rego; SUZUKI, Júlio César . Disputa por hegemonia no espaço agrário paraense: o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). In: SUZUKI, Júlio César; MEURER, Ane Carine; ZIMMERMANN, Angelita; Gilvan ARAÚJO, Charles Cerqueira de; FOLMER, Ivanio; CASTRO, Rita de Cássia Marques Lima de. (Org.). Educação e dinâmicas agrárias. 1ºed.São Paulo: FFLCH/USP, 2021, v. , p. 254-298.
SANTOS, R, E. N. Movimentos Sociais e Geografia: sobre a(s) espacialidade(s) da ação social. Rio de Janeiro: Consequência, 2011.

 

Disciplina 7 - Políticas Públicas na Amazônia
60 horas (aula) 

Docentes:
Julio César Suzuki (FFLCH/USP) – 30h
Dorival Bonfá Neto – 5h
Irenildo Costa da Silva – 5h
Roni Mayer Lomba – 5h
Fernanda Pinheiro – 5h
Maria de Nazaré de Souza Ribeiro – 5h
Cleisiane Xavier Diniz – 5h

Carga horária: 60 horas

Ementa: Estudo das políticas públicas a partir de seus fundamentos teóricos e de sua aplicação prática na Amazônia. Análise crítica dos processos históricos de formulação e implementação de políticas públicas na região, situando-os nas dinâmicas de colonização, desenvolvimento e conservação ambiental. Exame das políticas públicas de saúde na Amazônia e suas especificidades no atendimento às populações amazônicas. Reflexão sobre os paradoxos do desenvolvimento regional, as tensões entre políticas econômicas e socioambientais no contexto amazônico contemporâneo.

Objetivos
Geral
Promover uma compreensão crítica dos processos de formulação, implementação e avaliação de políticas públicas na Amazônia, a partir de uma perspectiva histórica e socioeconômica

Específicos
● Apresentar o campo teórico das políticas públicas, seus principais conceitos, abordagens e categorias de análise;
● Analisar o papel das políticas públicas como instrumentos de promoção, mediação e transformação do desenvolvimento regional na Amazônia;
● Analisar o percurso histórico das políticas públicas na Amazônia, identificando suas continuidades e rupturas;
● Compreender os modelos de desenvolvimento aplicados à Amazônia e seus desdobramentos em termos de políticas públicas;
● Capacitar os alunos a propor análises e intervenções críticas em projetos de políticas públicas voltadas ao contexto amazônico.

Metodologia:
Aula expositiva dialógica com uso da metodologia de resolução de problemas.

Bibliografia Básica

BECKER, Bertha. Geopolítica da Amazônia. Revista do Instituto de Estudos Avançados, [S. l.], v. 19, n. 53, p. 71-86, 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ea/a/54s4tSXRLqzF3KgB7qRTWdg/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 17 jun. 2025.
CASTRO, Edna; NASCIMENTO, Maria Gabriela. Amazônia: novas questões sobre velhos problemas. Belém: NAEA/UFPA, 2019.
LOMBA, Roni Mayer. Amapá (Brasil) e Santa Cruz (Argentina): dinâmicas fronteiriças e conflitos socioterritoriais. Revista NERA, [S. l.], v. 27, p. 1-21, 2024. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/9811 Acesso em 10 de maio de 2025.
SARDINHA, J. C. S; LOMBA, Roni Mayer. Transformações territoriais recentes no Complexo Portuário Amapaense - Amapá - Brasil. CONFINS (PARIS), v. 1, p. 1-16, 2022.
PORTO GONÇALVES, Carlos Walter. Amazônia, Amazônias. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
RÜCKERT, Aldomar Arnaldo; CARNEIRO, Camilo Pereira. América do Sul: infraestruturas em regiões periféricas e tendências atuais. Rev. Bras. Est. Def. v. 5, nº 1, jan./jun. 2018, p. 329-361
SECCHI, Leonardo. Políticas públicas: conceitos, esquemas de análise, casos práticos. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, [S. l.], v. 8, n. 16, p. 20-45, jul./dez. 2006.
TRINDADE JÚNIOR, Saint-Clair Cordeiro da; LEITE, Gabriel Carvalho da Silva L.; OLIVEIRA, Helbert Michel Pampolha de. Amazônia: saberes locais, solidariedade orgânica e flexibilidade esquatorial. O Espaço Geográfico em Análise, [S. l.], v. 21, p. 84-107, 2021. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/raega/article/view/75488 Acesso em 10 de maio de 2025.

Complementar

CASTRO, Edna; CAMPOS, Índio (org.). Formação socioeconômica da Amazônia. Belém: NAEA/UFPA, 2015. Disponível em:
https://www.fundoamazonia.gov.br/export/sites/default/pt/.galleries/doc…
BECKER, Bertha. Novas territorialidades na Amazônia: desafio às políticas públicas. Boletim do Museu Emílio Goeldi, [S. l.], v. 5, p. 17-23, 2010. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/bgoeldi/a/d4vc5x595k5mJZfnMNNPKTs/?format=pdf
MALHEIRO, Bruno. Colonialismo interno e Estado de exceção: a “emergência” da Amazônia dos Grandes Projetos. Caderno de Geografia, [S. l.], v. 30, n. 60, p. 74-98, jan./mar. 2020. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/index.php/geografia/article/view/20906
MALHEIRO, Bruno; MICHELOTTI, Fernando; PORTO GONÇALVES, Carlos. Horizontes amazônicos: para repensar o Brasil e o mundo. São Paulo: Fundação Rosa Luxemburgo: Expressão Popular, 2021. Disponível em: https://rosalux.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Horizontes-amazonicos…
SABOURIN, Eric; MASSARDIER, Gilles; SOTOMAYOR, Orlando. As políticas de desenvolvimento territorial rural na América Latina: uma hibridação das fontes e da implementação. Revista Latinoamericana de Políticas y Acción Pública, [S. l.], v. 3, p. 75-98, 2016. Disponível em: https://revistas.flacsoandes.edu.ec/mundosplurales/article/view/2319

 

Disciplina 8 - Seminário de Projetos (Estudos Amazônicos)
36 horas (aula) 

Docentes
Júlio César Suzuki (FFLCH/USP) – 18h
Suzana Maria Loureiro Silveira – 6h
Marcelly Machado Cruz– 6h
Marcia dos Santos Ramos Berreta – 6h

Carga Horária: 36 horas

Ementa: Apresentação e análise da fundamentação teórico-metodológica dos projetos de pesquisa em andamento pelos(as) estudantes do curso.
Metodologia: A partir da construção de um espaço dialógico, os projetos de pesquisa serão objeto de discussão, ao menos, por um avaliador distinto do orientador, levando em conta seus elementos intrínsecos, bem como a coesão e a coerência da proposta.

Bibliografia básica:

DINIZ, Debora. Carta de uma Orientadora: Sobre Pesquisa e Escrita Acadêmica. Vol. 1. Editorial Civilização Brasileira, 2024.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Pesquisa: Projeto, Geração de Dados e Divulgação. 1ª ed. São Paulo: Editora‎ Parábola Editorial, 2024.

Bibliografia complementar:
BRAGA, José Luiz. Para começar um projeto de pesquisa. Comunicação & Educação, São Paulo, Brasil, v. 10, n. 3, p. 288–296, 2005. DOI: 10.11606/issn.2316-9125.v10i3p288-296. Disponível em: https://revistas.usp.br/comueduc/article/view/37542.
BRASIL, Eliana Amoedo de Souza et al. Manual de Elaboração de Trabalhos Acadêmicos e de Conclusão de Curso. Belém: IFPA, 2021. Disponivel em: https://ifpa.edu.br/documentos-institucionais/2022/documentos-1/6062-ma…
FERRAZ SILVA, Obdália Santana(2008). Entre o plágio e a autoria: qual o papel da universidade?. Revista Brasileira de Educação, Vol. 13, núm.38, 2008, pp.357-368 ISSN: 1413-2478. Disponível em : https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27503812
SOUZA, Dalva Inês de et al. Manual de orientações para projetos de pesquisa. Novo Hamburgo: FESLSVC, 2013. Disponível em: https://www.liberato.com.br/wp-content/uploads/2020/06/manual_de_orient…

Programa

Aula 1: Hegemonia Ideológica e Discursiva
O patriarcado e a criação do ponto de vista masculino
Ideologia e Óculos Sociais
Violência Simbólica e Estereótipos
Aula 2: Imagens de Controle
Ninfa
Femme Fragile
Femme Fatale
Woman in Refrigerator
Manic Pixie Dream Girl
Tough Girl
Mammy
Aula 3: Os tipos de olhar no Male gaze
A teoria de Laura Mulvey
O olhar voyeurista
O olhar escopofílico
O olhar narcisista
Aula 4: O cinema e a cultura de estupro
O estupro enquanto entretenimento
Espetacularização da violência feminina no cinema
Watching-Rape: Filmes de estupro
Rape-Revenge: A vingança do estupro

Bibliografia Recomendada:
BARTHES, Roland. Mitologias. Tradução: Rita Buongermino e Pedro de Souza. São Paulo: Difusão Européia do livro, 1972.
BERGER, John. Modos de ver. São Paulo: Fósforo, 2023.
BLIKSTEIN, Izidoro. Kaspar Hauser ou a fabricação da realidade. São Paulo: Contexto, 2018.
BLIKSTEIN, Izidoro. Semiótica e Totalitarismo. São Paulo: Contexto, 2020.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina: A condição feminina e a violência simbólica. 18. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020.
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FIORIN, José Luiz. Linguagem e Ideologia. São Paulo: Ática, 1995.
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HELLER-NICHOLAS, Alexandra. Rape-revenge films. A critical study. Jefferson: McFarland & Company, 2011.
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HOOKS, Bell. Tudo sobre o amor, novas perspectivas. Tradução: Glória Watkins. São Paulo: Elefante, 2021.
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RICOEUR, Paul. O si-mesmo como outro. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2019.
SALIBY, Gizelia Mendes. Os impactos do discurso patriarcal na construção do sujeito mulher em A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado, de Liv Strömquist: uma investigação linguístico-se. 2022. Dissertação (Mestrado em Semiótica e Lingüística Geral) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque. (Org.). Pensamento Feminista: Conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
SOLOMON-GODEAU, Abigail. Male trouble. A crisis in representation. London: Interplay, 1997.

Programa

Encontro 1 – Apresentação da Oficina. Discussão e definição do TEMA
Reflexão sobre a escolha dos temas de pesquisa e sobre a escrita da apresentação, justificativa e balanço bibliográfico dos projetos de pesquisa (fases iniciais de incursão na problemática selecionada pelo historiador)
 
Encontro 2 – Discussão e definição do que são MATERIAIS E MÉTODOS
Reflexão sobre a descrição das fontes, metodologia e teoria mobilizadas na pesquisa. Confecção de planos de trabalho e cronogramas também serão abordados.
 
Encontro 3 – Discussão e definição da TESE
Discussão sobre a apresentação das teses principais do trabalho, focando na escrita dos objetivos e das hipóteses.
 
Encontro 4 – Como finalizar e revisar o Projeto de Pesquisa? FINALIZAÇÃO E REVISÃO
Organização do texto (a partir das estruturas convencionais de confecção deste gênero, como os modelos FAPESP, Capes, CNPq e USP), composição de resumo, palavras-chave e título, e processo de revisão textual para submissão de projetos para avaliação
 
BIBLIOGRAFIA
 
CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Editora Perspectiva, 2016.
FISCHER, A.; DIONÍSIO, M. L. “Perspectivas sobre letramento(s) no ensino superior: objeto de estudo em pesquisas acadêmicas”. Atos de Pesquisa em Educação, v.6, n.1, pp.79- 33. 2011.
KING, Stephen. Sobre a Escrita: a arte em memórias. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2015.
MACHADO, Ana Rachel; LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.
_______________. Resenha. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
_______________. Resumo. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
_______________.Trabalhos de pesquisa: diários de leitura para revisão bibliográfica. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
MARINHO, M. “A escrita nas práticas de letramento acadêmico”. RBLA, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 363-386, 2010.
MOURA, Chico; MOURA, Wilma. Tirando de letra: orientações simples e práticas para escrever bem. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
PROSE, Francine. Reading like a writer: a guide for people who love books and for those who want to write them. New York: Harper Perennial, 2007.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.
TERRA, M. R. “Letramento & letramentos: uma perspectiva sócio-cultural dos usos da escrita”. D.E.L.T.A., 29:1, 2013 (29-58).
ZERON, Carlos. “Prefácio”. In: Vários Autores. Exercícios de metodologia da pesquisa histórica. 1ª edição - São Paulo: Casa & Palavras, 2015. p. 7-15.

 

Programa

I. EMENTA:

O curso busca difundir conhecimentos sobre o Islã e as populações muçulmanas na sua relação com a expansão dos povos cristãos da Península Ibérica a partir do processo denominado “Reconquista” até as navegações e conquistas ultramarinas dos chamados “Descobrimentos”.
OBJETIVOS:

1. Elucidar os elementos fundamentais para compreensão do papel do Islã na expansão dos reinos da Península Ibérica, na Europa e no além-mar.
2. Abordar temas centrais das relações cristã-muçulmanas desde a chamada Reconquista aos Descobrimentos ultramarinos.
3. Contextualizar as terminologias históricas e contemporâneas sobre o Islã na Península Ibérica e no além-mar dos portugueses e espanhóis.
4. Apresentar, em linhas gerais, uma bibliografia essencial para estudar a história islâmica ligada à história ibérica.
5. Explanar conceitos essenciais do Islã e de sua intersecção com as sociedades da Península ibérica.

II. CONTEÚDO:

1. O Islã às vésperas da expansão ibérica
a) A sociedade islâmica de Al-Andalus até os Reinos de Taifa
b) As relações cristã-muçulmanas após a dissolução do Califado de Córdoba
c) A questão moçárabe e o cristianismo em Al-Andalus
d) Movimentos culturais e políticos do Islã Ocidental no século XI
e) Diplomacia entre os reinos cristãos e as taifas
f) A constituição da hegemonia militar cristã na Península Ibérica
2. A Reconquista cristã: mito, ideologia e a historiografia árabe
a) A problemática do termo Reconquista
b) A relação entre Cruzada e Reconquista
c) A conquistas cristãs sob perspectivas árabes
d) A reação muçulmana dos Almorávidas ao Emirado de Granada
e) Significados da conquista de Ceuta em 1415
f) Perspectivas sobre a Queda de Granada em 1492
3. Mouros e mouriscos na expansão marítima ibérica
a) O Islã na África subsaariana na visão dos portugueses
b) A demanda por Preste João e o ideal de cruzada manuelino
c) As redes muçulmanas no Oceano Índico frente a hegemonia portuguesa
d) O Estado da Índia e os grandes impérios muçulmanos coevos
e) A União Ibérica e o fim do monopólio português das rotas orientais
f) O “declínio” português: da batalha de Alcácer Quibir à queda de Ormuz

III. MÉTODOS UTILIZADOS:
Aulas expositivas; leitura e análise de fontes; reflexão historiográfica; seminários temáticos; utilização de trechos de vídeos, podcasts e filmes.

IV. ATIVIDADES DISCENTES:
Leitura de bibliografia, fichamentos (até 3), exercícios de leitura de fontes e trabalho final com análise de um ou mais documentos.

V. ROTEIRO

Aula Introdutória (dia 28/09, terça-feira, 19h30-21h30): Apresentação do Curso e Introdução aos temas principais - Aula Expositiva.

Aula 1 (dia 30/09, quinta-feira, 19h30-21h30): O Al-Andalus até o Califado de Córdoba. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MENOCAL, María Rosa. O Ornamento Do Mundo. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004.

Complementar:
GARCÍA-SANJUÁN, Alejandro. Replication and fragmentation: the Taifa kingdoms. In: FIERRO, Maribel (Ed.). The Routledge Handbook of Muslim Iberia. Routledge, 2020. p. 64-88

Aula 2 (dia 05/10, terça-feira, 19h30-21h30): Cristãos e muçulmanos na Península Ibérica até a conquista de Toledo (1085). Aula Expositiva, seguida de debate dos textos:
REI, António. Moçárabe: Conceitos e Realidades Cultural e Social (Séculos VIII - XII). Xarajîb, CELAS, Silves, n. 8, p.13-27, 2015.
___. Profetismo Moçárabe e/ou idelogía prospetiva neo-goda (sécs. VIII-XI). In: Secrets and discovery in the middle ages: Proceedings of the 5th European Congress of The Fédération Internationale des Instituts D´ études Médiévales (Porto, 25 to 29 June 2013). Fédération internationale des instituts d'études médiévales, 2017. p. 101-111

Aula 3 (dia 07/10, quinta-feira, 19h30-21h30): O avanço cristão e a resposta muçulmana. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:

VALDEÓN BARUQUE, Julio. La Reconquista Cristiana (Siglos XI-XIII) In: _____. La Reconquista, el concepto de España, unidad y diversidad. Madrid: Espasa Caepe, 2006. p. 83-140

Complementar:
FITZ, Francisco García. La Reconquista: un estado de la cuestión. Clío & crimen, v. 6, p. 142-215, 2009.

Aula 4 (dia 12/10, terça-feira, 19h30-21h30): A Reconquista e a Cruzada como uma mesma “Guerra Santa”. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MARTÍN, José Luís. Reconquista y cruzada. Studia Zamorensia. Segunda Etapa, v. 3, p. 215-241, 1996.

Complementar:
GARCÍA, José Manuel Rodríguez. Reconquista y cruzada. Un balance historiográfico doce años después (2000-2012). Espacio Tiempo y Forma. Serie III, Historia Medieval, n. 26, p. 365-394, 2013.
CHEVEDDEN, Paul E. The Islamic interpretation of the Crusade: A new (old) paradigm for understanding the Crusades. De Gruyter. September 11, 2006.

Aula 5 (dia 14/10, quinta-feira, 19h30-21h30): O status do Islã nos reinos ibéricos medievais. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
BARROS, Maria Filomena Lopes de. Judeus, cristãos e muçulmanos no Portugal medieval. Praça Velha. Revista Cultural da Cidade da Guarda, n. 36, p. 37-54, 2016.

Aula 6 (dia 19/10, terça-feira, 19h30-21h30): A “Crise do Século XIV” no contexto ibérico e magrebino. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
FERNÁNDEZ, María de las Mercedes Borrero. El mundo rural y la crisis del siglo XIV: un tema historiográfico en proceso de revisión. Edad Media: revista de historia, n. 8, p. 37-58, 2007.

Aula 7 (dia 21/10, quinta-feira, 19h30-21h30): A historiografia árabe ocidental até Ibn Khaldun. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
CHOUCHA, Zouaoui. El concepto de la historiografía en la época hispanoandalusí. In: TORO CEBALLOS, Francisco & VIDAL-CASTRO, Francisco (orgs.) Al-Andalus y el mundo cristiano. Relaciones sociales y culturales, intercambios económicos y aspectos jurídico-institucionales: Homenaje a Francisco Javier Aguirre Sádaba. Universidad de Jaén, 2018. p. 31-34.

Complementar:
DENARO, Roberta. “And God Dispersed Their Unity”: Historiographical Patterns in Recounting the End of Muslim Rule in Sicily and al- Andalus. In: SYMES, Carol (ed.). Medieval Sicily, al-Andalus, and the Maghrib. ARC, Amsterdam University Press, 2020. p. 105-126.

Aula 8 (dia 26/10, terça-feira, 19h30-21h30): Os significados da Conquista de Ceuta (1415). Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MARQUES, João Francisco. Os mártires de Marrocos e Raimundo Lulo e a evangelização portuguesa no Norte de África até ao século XVI. Congresso internacional Bartolomeu Dias e sua época, Actas, Universidade do Porto, v. 5, Espiritualidade e evangelização, p. 343-368, 1989.

Aula 9 (dia 28/10, quinta-feira, 19h30-21h30): A conquista de Granada e o fim de Al-Andalus. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
DE COCA CASTAÑER, José Enrique López. La conquista de Granada: el testimonio de los vencidos. Norba: Revista de historia, n. 18, p. 33-50, 2005.

Complementar:
SOUZA, Guilherme Queiroz de. Da Reconquista Hispânica à Conquista do Novo Mundo: uma análise do espírito cruzadístico ibérico na crux cismarina e na crux ultramarina. Jornada de estudos antigos e medievais, v. 10, p. 1-16, 2011.

Aula 10 (dia 04/11, quinta-feira, 19h30-21h30): O Islã na África subsaariana durante os descobrimentos. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MOTA, Thiago Henrique. Africanidades no Portugal dos descobrimentos. In: _____. Portugueses e Muçulmanos na Senegâmbia: história e representações do Islã na África (c.1570-1625). Curitiba: Editora Prismas, 2016.

Complementar:
GUIMARÃES, Jerry Santos. Memória e retórica: mouros e negros na Crónica da Guiné (século XV). Anais do XXVI Simpósio Nacional de História: ANPUH, 2011.

Aula 11 (dia 09/11, terça-feira, 19h30-21h30): A demanda do Preste João e da aliança anti-islâmica. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
MARCOCCI, Giuseppe. Aristóteles, os etíopes e o Novo Mundo. In: _______. A consciência de um império: Portugal e o seu mundo (sécs. XV-XVII). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012. p. 151-176

Complementar:
ALMEIDA, André Ferrand de. Da demanda do Preste João à missão jesuíta da Etiópia: a cristandade da Abissínia e os portugueses nos séculos XVI e XVII. Lusitania sacra, p. 247-294, 1999.

Aula 12 (dia 11/11, quinta-feira, 19h30-21h30): As conquistas portuguesas no grande “lago muçulmano”. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
THOMAZ, Luís F. R. Os portugueses e a rota das especiarias. In: _____. De Ceuta a Timor. Lisboa: Difel. 1994.

Complementar:
RESENDE, Vasco. Discours idéologique ou projet politique? La croisade en Terre sainte, la destruction de l'islam et l'expansion portugaise en Orient sous le règne de Manuel Ier. In: DOMINGUES, Francisco Contente, HORTA José da Silva & VICENTE, Paulo David (orgs.). D’Aquém, d’Além e d’Ultramar: Homenagem a António Dias Farinha. 2 vols. Lisboa: Centro de História da Universidade de Lisboa, 2015. P.633-666.

Aula 13 (dia 16/11, terça-feira, 19h30-21h30): A rivalidade imperial ibero-otomana do século XVI. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
DE COCA CASTAÑER, JE López. Mamelucos, otomanos y caída del reino de Granada. En la España medieval, v. 28, p. 229-258, 2005.

Complementar:
MELIS, Nicola. The importance of Hormuz for Luso-Ottoman Gulf-centred policies in the 16th century. Some observations based on contemporary sources. In: COUTO, Dejanirah & LOUREIRO, Rui Manuel (Ed.). Revisiting Hormuz: Portuguese Interactions in the Persian Gulf Region in the Early Modern Period. Wiesbaden: Harrassowitz Verlag, 2008. p. 107-20
COUTO, Dejanirah. Figuras de antagonismo: Reatamento das negociações luso-otomanas, Diogo do Couto e a audiência de António Teixeira de Azevedo ao Grão-Turco (1563). In: LOUREIRO, Rui Manuel & CRUZ, Maria Augusta Lima (orgs.). Diogo do Couto: história e intervenção política de um escritor polémico. Ribeirão: Húmus, 2019. p. 315-362

Aula 14 (dia 18/11, quinta-feira, 19h30-21h30): O status do Islã no Estado da Índia. Aula Expositiva, seguida de debate do texto:
BARROS, Maria Filomena Lopes de; TAVIM, José Alberto Rodrigues da Silva. Cristãos(ãs)-Novos (as), Mouriscos (as), Judeus e Mouros. Diálogos em trânsito no Portugal Moderno (séculos XVI-XVII). Journal of Sefardic Studies, n. 1, 2013.

Aula 15 (dia 23/11, terça-feira, 19h30-20h30): Aula Final. Entrega dos trabalhos e retorno dos fichamentos.

VI. BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

Manuais

DODDS, Jerrilynn Denise (Ed.). al-Andalus: the art of Islamic Spain. Metropolitan Museum of Art, 1992.
GARCÍA DE CORTÁZAR, Fernando e GONZÁLEZ VESGA, J. Manuel, Breve Historia de España. 3a ed. Madrid: Alianza Editorial, 2000 (há edição em português).
KAMEN, Henry. Breve Historia de España. Maquetación actual: Amanuense, 2009
FARAH, Paulo Daniel. O Islã - Folha Explica. São Paulo: Publifolha, 2001.
FERRÍN, Emilio González. História General de Al Ándalus. Europa entre Oriente y Occidente. 3ª ed. Córdoba: Almuzara, 2009.
ADAMEC, Ludwig W. Historical dictionary of Islam. Rowman & Littlefield, 2016.
MARQUES, A. H. de Oliveira, História de Portugal, 8a ed. Lisboa: Palas Editora, 1980, 3 vols.
RAMOS, Rui (org); MATTOSO, José; MONTEIRO, Nuno Gonçalo. História de Portugal. Esfera dos Livros, 2009
NICOLLE, David. El Cid and the reconquista 1050-1492. Oxford: Osprey Publishing, 1988.
NICOLLE, David; MCBRIDE, Angus. The Fall of Granada 1481-1492: The Twilight of Moorish Spain. Oxford: Osprey, 1998.
SERRÃO, Joel (dir.), Dicionário de História de Portugal. Porto: Livraria Figueirinhas, 1992.
EL FASI, M.; HRBEK, I.; NIANE, D. T.; OGOT, B. A. História Geral da África –Vols. III–V. UNESCO, 2010.

Livros e artigos

AILLET, Cyrille; PENELAS, Mayte; ROISSE, Philippe (Ed.). ¿Existe una identidad mozárabe?: historia, lengua y cultura de los cristianos de al-Andalus (siglos IX-XII). Madrid: Casa de Velázquez, 2008.
AL-AZMEH, Aziz. Barbarians in Arab eyes. Past & Present, n. 134, p. 3-18, 1992.
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AL-SALMAN, Mohamed Hameed. Arabian Gulf in the Era of Portuguese Dominance: A Study in Historical Sources. In: Liwa: Journal of the National Center for Documentation & Research. Volume 4, Number 7, June 2012 P.13-36
ALBARRÁN IRUELA, Javier. La cruz en la media luna. los cristianos en Al-Andalus: realidades y percepciones (siglos viii-xiii) estado de la cuestión y perspectivas de investigación. Madrid: Sociedad Española de Estudios Medievales, 20
ALMEIDA, André Ferrand de. Da demanda do Preste João à missão jesuíta da Etiópia: a cristandade da Abissínia e os portugueses nos séculos XVI e XVII. Lusitania sacra, p. 247-294, 1999.
AUBIN, Jean. Le latin et l’astrolabe: recherché sur le Portugal de la Renaissance, son expansion en Asie et les relations internationales, vol. II. Lisboa/Paris: CNCDP/FCG, 2000.
BENNISON, Amira K. Almoravid and Almohad Empires. Edinburgh University Press, 2016.
BLACKMORE, Josiah. "Imagined the Moor in Medieval Portugal" In: Diacritics vol 36 n.3/4 2006
BOXER, Charles R. O Império Marítimo Português: 1415-1825. Lisboa: Edições 70, 2015.
BRAGA, Isabel M. R. Drumond. Entre a Cristandade e o Islão (séculos XV-XVII): Cativos e Renegados nas franjas de duas sociedades em confronto. Ceuta: Instituto de Estúdios Celtíes, 1998.
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CHALMETA GENDRÓN, Pedro. “Historiografía medieval hispana: Arabica,” In: Al-Andalus 37, no. 2 (1972), 353 -404.
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CHRISTYS, Ann Rosemary. Christians in al-Andalus 711-1000. London and New York: Routledge, 2013.
CLARKE, Nicola. The Muslim conquest of Iberia: medieval Arabic narratives.
DE COCA CASTAÑER, JE López. Mamelucos, otomanos y caída del reino de Granada. En la España medieval, v. 28, p. 229-258, 2005. London and New York: Routledge, 2012
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COUTO, Dejanirah. Figuras de antagonismo: Reatamento das negociações luso-otomanas, Diogo do Couto e a audiência de António Teixeira de Azevedo ao Grão-Turco (1563). In: LOUREIRO, Rui Manuel & CRUZ, Maria Augusta Lima (orgs.). Diogo do Couto: história e intervenção política de um escritor polémico. Ribeirão: Húmus, 2019. p. 315-362
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VALDEÓN BARUQUE, Julio. La Reconquista. El concepto de España: unidad y diversidade. Madrid: Espasa, 2006.

Programa

AULA 1 (08/08/2022): O marxismo e as lutas operárias do início do século XX
1.1 Gênese da palavra marxismo
1.2 O marxismo após Marx e Engels;
1.3 II Internacional e a vulgarização do marxismo;
1.4 Marxismo ortodoxo e Kautsky;
1.5 Lutas operárias do início do XX: revoluções europeias (Rússia, Alemanha, Hungria, Itália etc.).

AULA 2 (09/08/2022): História e Consciência de Classe - apresentação da obra e do autor
2.1 Breve biografia de Georg Lukács;
2.2 Aspectos globais da obra de Lukács;
2.3 Apresentação das discussões de História e consciência de classe: categoria da totalidade, divisão intelectual do trabalho, marxismo ortodoxo, crítica à dialética da natureza, retomada de Hegel, reificação.

AULA 3 (10/08/2022): Marxismo e Filosofia - apresentação da obra e do autor
3.1 Breve biografia de Karl Korsch;
3.2 Aspectos globais da obra de Korsch;
3.3 Apresentação das discussões de Marxismo e Filosofia: crítica à dialética da natureza, retomada de Hegel, historicização do marxismo, relação do marxismo e sociedade, marxismo e ciência, divisão intelectual do trabalho.

AULA 4 (11/08/2022): Semelhanças e diferenças entre Korsch e Lukács: 100 anos depois
4.1 Semelhanças e diferenças nas obras História e Consciência de Classe e Marxismo e Filosofia;
4.2 Autocrítica e anticrítica: destino das obras;
4.3 A importância de reler e discutir tais obras em seu centenário de publicação.

BIBLIOGRAFIA

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Programa

Aula 1
- Quem é Miguel de Cervantes? Breves notas biográficas.
- Qual é o lugar do Dom Quixote nas letras espanholas?
- Capítulo 8, Primeira parte: entre a loucura e o heroísmo cavaleiresco.
Aula 2
- As novelas de cavalaria e a tradição ibérica;
- Do modelo cavaleiresco para a picaresca espanhola;
- Capítulo 18, Primeira parte: entre as armas e as letras;.
Aula 3
- O lugar da dissimulação nas letras e nas artes;
- Capítulo 48, Primeira parte: máscaras, fantasmas e profecias.
Aula 4
- Representação amorosa e tradição letrada;
- Capítulo 10, Segunda parte: amor e loucura do cavaleiro da triste figura.
Aula 5
- Articulações entre a retórica, a poética e a política espanhola contrarreformada;
- Capítulo 56, Segunda parte: o palácio dos duques e o discurso de Quixote.

Referências bibliográficas

i) Fontes primárias
CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote de la Mancha. 2. Vols. Tradução de Sérgio Molina. Apresentação de Maria Augusta da
Costa Vieira. 7ª ed. São Paulo: Editora 34, 2018.
ii) Estudos e ensaios
ALBERT, Mechthild (ed.). Sociabilidad y literatura en el Siglo de Oro. Madrid, Universidad de Navarra, Iberoamericana, Vervuert,
2013, pp. 7-18.
BATAILLON, Marcel. Erasmo y España. Estudios sobre la historia espiritual del siglo XVI. Trad. Antonio Alatorre. México, Fondo
de Cultura Económica, 1996.
EGIDO, Aurora. El discreto encanto de Cervantes y el crisol de la prudencia, Vigo, Editorial Academia del Hispanismo, 2011.
REDONDO, Agustín, “Texto literario y contexto histórico-social: del Lazarillo al Quijote” en AISO, Actas II, 1990, pp. 95 – 116.
VIEIRA, M. Augusta C. A narrativa engenhosa de Miguel de Cervantes - Estudos cervantinos e recepção do Quixote no Brasil.
São Paulo: Edusp/Fapesp, 2012.