Programa

Aula 1 (22.10) – A financeirização do território brasileiro em questão: abordagens e aproximações de processos em curso
Prof. Dra. Marina Montenegro
Tópicos:
- Entre a globalização e a financeirização
- Enfoques correntes da financeirização: da escola da regulação à financeirização do cotidiano
- Financeirização do território brasileiro: aproximações de processos em curso 
- Implicações da financeirização: creditização, expansão do consumo e endividamento
Referências bibliográficas sugeridas:
Chesnais, F. (2005) A Finança mundializada. Raízes sociais e políticas, configurações e consequências. São Paulo: Boitempo.
Christopherson, S.; Martin, R. & Pollard, J. (2013) Financialisation: roots and repercussions. Cambridge journal of regions, economy and society, n. 6, p. 351-357. 
Montenegro, M., Contel, F. (2017). Financeirização do território e novos nexos entre pobreza e consumo na metrópole de São Paulo. EURE (Santiago), 43(130), 115–139.

Aula 2 (29.10) – Políticas de austeridade, privatização da previdência social e a difusão da lógica do investidor individual
Dr. Caio Zarino Jorge Alves  e  Prof. Dr. Wagner Wendt Nabarro
Tópicos:
- Neoliberalização da previdência social: seguridade como direito e financeirização do cotidiano 
- O mercado de capitais como instância da formação de poupança pela população
- O rentismo como perspectiva e a difusão da lógica do investidor individual
Referências bibliográficas sugeridas:
Contel, F. Financialization and local scale dynamisms. In: Contel, F. Financialization of the Brazilian territory: from global forces to local dynamisms. Cham: Spring, 2020.
Leyshon, A.; Thrift, N. (2007) The capitalization of almost everything: the future of finance and capitalism. Theory, Culture and Society, 24(7-8), 97-115.
Santos, M. Há cidadãos neste país? In: Santos, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Edusp, [1987] 2002, p. 19-30.

Aula 3 (05.11) – Financeirização e digitalização do dinheiro território brasileiro
Dr. Victor Iamonti e Msc. Fernanda Almeida
Tópicos:
- Transformações recentes do sistema de pagamentos brasileiro
- Diversidade e complementaridades existentes
- A expansão dos pagamentos digitais instantâneos nas atividades de pequena dimensão
Referências bibliográficas sugeridas:
- Contel, F. B. (2009). Espaço geográfico, sistema bancário e a hipercapilaridade do crédito no Brasil. Caderno CRH, 22(55). https://doi.org/10.9771/ccrh.v22i55.19005  
- Silveira, M. L. (2017) Banalidade das finanças e cidadania incompleta: lugar e cotidiano na globalização.
GEOUSP Espaço e Tempo, São Paulo, v. 21, n° 2, p. 370-383.
Ferreira, A. R. (2022). Arranjo Pix: Regulação e concorrência em pagamentos digitais. Revista da Procuradoria- Geral do Banco Central, 16(1), 100–113.  https://doi.org/10.58766/rpgbcb.v16i1.1158

Aula 4 (12.11) – Contra-racionalidades das finanças no Brasil: alternativas e a força do lugar
Profa. Dra. Carolina Gabriel de Paula Pupo e Prof. Dr. Henrique Pavan
Tópicos:
- Contra-racionalidades das finanças no território brasileiro
- Finanças solidárias: o papel das moedas locais no desenvolvimento dos territórios 
- A força do lugar e dos tempos lentos
Referências bibliográficas sugeridas:
- Santos, M. Os Espaços da Racionalidade. In: SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e
emoção. São Paulo, Edusp, [1996] 2012, 4ª ed.
- Pupo, C. G. de P . (2022) Entre os nexos dos circuitos da economia urbana e novas possibilidades financeiras.
Boletim Campineiro de Geografia, v. 12, p. 63-83.
- Queiroz, C. Bancos comunitários impulsionam o desenvolvimento local. Revista Pesquisa Fapesp, edição 347, jan 2025.
 

Programa

PARTE 1: SERTÃO: CONCEITO GEOGRÁFICO

O conceito de sertão é um dos mais complexos da Geografia. Pensar o sertão é perpassar pelos principais conceitos geográficos como paisagem, lugar, territorialidade, geograficidade, região, fronteira, território, dentre outros, mantendo-se, como ponto comum a espacialidade intrínseca à ideia de sertão.

Parte 1.1 A espacialidade do sertão
Parte 1.2 Sertão como paisagem(ens)
Parte 1.3 Sertão como território(s)
Parte 1.4 Sertão como lugar(res)
Parte 1.5 Sertão como região(ões)

Referências

AMADO, Janaina. Região, Sertão, Nação. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 8, n.5, p. 145-151, 1995. Disponível em: < http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/viewFile/1990…; Acesso em:08\12\2017.

FERREIRA, A. L.; DANTAS, G. A. F.; SIMONINI, Y. Cartografia do (De)Sertão do Brasil: Notas Sobre Uma Imagem em Formação – Séculos XIX e XX In: Scripta Nova
Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales
Universidad de Barcelona. ISSN: 1138-9788. Depósito Legal: B. 21.741-98
Vol. XVI, núm. 418 (69), 1 de noviembre de 2012.

MARQUES, Ana Rosa; FERNANDES, Maria Bueno. Entre o Sertão e o Cerrado. In: paralelismos e disparidades. In: Espaço e Cultura. UERJ, RJ, N. 40, P. 157-180, JUL./DEZ. DE 2016. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/

MORAES, Antonio Carlos. O Sertão: um outro geográfico. In: Revista Terra Brasilis, Rio de Janeiro, v. 4/5, p. 11-23, 2003. Disponível em: Acesso em: 18\12\2017.

REGO, Heráclito. O sertão e a Geografia. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. Nº 63, abr. 2016, p. 42-66. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/114856 Acesso em: 18\12\2017.

SILVA, Moacir. “A Propósito da Palavra ‘Sertão’”. In: Boletim Geográfico. Rio de Janeiro: IBGE, VIII(90): 637-644, setembro, 1950. Disponível em: < https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/19/bg_1950_v8_n9…; Acesso em: 11\12\2017.

 

PARTE 2: SERTÃO E A LTERATURA

A exploração do sertão na literatura brasileira, seja em prosa ou verso, é ampla, e possui obras e autores que se tornaram referência. Há uma diversidade de paisagens, narrativas e representações do sertão, em contos, novelas, romances, poesias e correlações com modos de vida, relações de trabalho e processos produtivos, questões familiares, o papel da urbanização, dentre outras temáticas.

Parte 2.1 Literatura entre o cerrado e a caatinga
Parte 2.2 De Ramos, Cunha e Rosa a Coralina, Assaré e Melo Neto
Parte 2.3 O sertão para além do regionalismo literário

Referências

ASSARÉ, Patativa do (Org.); CARVALHO, Francisco Gilmar Cavalcante de. (Org.). Cordéis - Patativa do Assaré. 2ª ed., Fortaleza: Edições UFC, 2012. v. 1.000. 360 p.

BRITO, Francisco de Assis. O metapoema em Patativa do Assaré: Uma introdução ao pensamento literário do poeta.. Crato, Faculdade de Filosofia, 1984._

CORALINA, Cora. Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. São Paulo: Global, 1993.
__________. Meu Livro de Cordel. São Paulo: Global, 1994.

CUNHA, Euclides. À margem da história. São Paulo: Lello Brasileira S.A, 1967.

_______. Os Sertões. São Paulo: Editora Brasiliense S.A., 1985.

MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2007.

____________. A educação pela pedra e outros poemas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2008

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record 1984

________. Caetés. Rio de Janeiro: Record 1984.

ROSA, João Guimarães . “Buriti”. In: ______. Corpo de Baile. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, vol. 2, 1969.

_____. Grande Sertão: Veredas. 19. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.


PARTE 3: GEOLITERATURA E GEOPOÉTICA

A Geoliteratura e a Geopoética possuem, como um de seus principais traços, a interface interdisciplinar de seu referencial teórico e metodológico. É a partir do encontro entre Geografia e Literatura, com suas singularidades e diversidade, que emerge a Geoliteratura e a Geopoética, promovendo o diálogo epistemológico, metodológico e de novas fronteiras de análise da espacialidade na produção literária.

3.1 Geografia e Literatura
3.2 Geoliteratura e Geopoética
3.2 Olhar geográfico e a teoria literária

Referências

ALMEIDA, Maria Geralda & RATTS Alecsandro J. P. (orgs.). Geografia: leituras culturais. Goiânia, GO: Alternativa, 2003, p. 71-88.

BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. 2ª Ed. Trad. Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

BESSE, Jean-Marc. Ver a Terra: seis ensaios sobre paisagem e geografia. Tradução de Vladimir Bartalini. São Paulo: Perspectiva, 2006.

BLANCHOT, M. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

BRANDÃO, Luis Alberto. Teorias do Espaço Literário. São Paulo: Perspectiva, 2013.

CASTRO, Júlia Fonseca. Geografia e Literatura: da aproximação ao diálogo. In: In: SUZUKI, J. C.; LIMA, A. P.; CHAVEIRO, E. F. (Org.). Geografia, literatura e arte: epistemologia, crítica e interlocuções. Porto Alegre: Imprensa Livre, p. 332-347, 2016.

COLLOT, Michel. Rumo a uma geografia literária. In: Gragoatá, Niterói, n. 33, p. 17-31, 2. sem. 2012.

DARDEL, Eric. O homem e a terra: natureza da realidade geográfica. (Trad.Werther Holzer). Perspectiva: São Paulo, 2011.

OLANDA, D. A.; ALMEIDA, M. G. de. A geografia e a literatura: uma reflexão. Geosul. Florianópolis, v. 23, n. 46, p. 7-32, jul/dez 2008.

SUZUKI, Julio Cesar. Geografia e Literatura: abordagens e enfoques contemporâneos. In: Revista do Centro de Pesquisa e Formação, v. 5, p. 129-147, 2017. Disponível em: < https://www.sescsp.org.br/files/artigo/e5e7f714/f8ed/443d/b048/0b3a58e2… > Acesso: 16\01\2018.
PARTE 4: UMA VISÃO GEOLITERÁRIA DO SERTÃO

Do conceito geográfico de sertão à sua exploração, representação e visões na produção literária vislumbra-se uma Geoliteratura e Geopoética dos sertões do sertão. Elementos da Geografia e Literatura unem-se, no engendramento e mobilização de formas específicas, complexas e dialógicas de se pensar, analisar e experenciar o sertão.

4.1 Diferentes paisagens sertanejas
4.2 Ão do sertão como extensio móvel
4.3 Ser-tão em tantos estares

Referências

AB’SÁBER, A. N. Sertões e sertanejos: uma geografia humana sofrida. In: Estudos Avançados. 13 (36), p. 5-59, 1999. Disponível em < https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9474/11043%3E.>: Acesso em: 14\12\2017.

AMEIDA, M. G. Sertão, Identidades e Representações no Centro-Oeste. Revista Observatório Itaú Cultural, v. 25, p. 34-43, 2019.

EVANGELISTA P., V. K.; TRAVASSOS, L. E. P. Geografia, paisagem, literatura e geopatrimônio nas obras de Guimarães Rosa. Ateliê Geográfico, 13(3), 112-137. 2019.

FIGUEIREDO, Wellington dos Santos. Pelas veredas do grande sertão: a contribuição da literatura de Guimarães Rosa para uma epistemologia do pensamento geográfico - notas introdutórias. In: Ciência Geográfica, v. XVIII, p. 39-48, 2014.

LEITÃO JÚNIOR, A. M.; ANSELMO, R. C. M. de S. O Sertão na Literatura nacional: o expansionismo do projeto modernizador na formação territorial brasileira. In: Revista Geográfica de América Central, v. 2, p. 3, 2011.

LIMA, S. T. Geografia e literatura: alguns pontos sobre a percepção da paisagem. Geosul. Florianópolis, SC. V. 15, n.30. pp.7-33, jul/dez. 2000.

MELO, A. F. O Lugar-Sertão: grafias e rasuras. Dissertação de Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais: Belo Horizonte UFMG, 2006.

MURARI, Luciana. Brasil, fcção geográfca. Ciência e nacionalidade no país d’Os sertões. Belo Horizonte: Fapemig, São Paulo: Annablumme, 2007.

TOFANI, F. P.. Sertão: é Dentro da Gente - Um Breve Ensaio sobre o Olhar, o Deserto e a Geografia. In: Boletim Mineiro de Geografia, v. 8, p. 175-195, 2005.

Programa

06/05: Apresentação da professora; apresentação dos participantes (atuação;
experiência na área de manutenção de aeronaves; estudo da língua inglesa).
Questionário Inicial; Avaliação Inicial. Discussão sobre o artigo (leitura prévia).
Pesquisa sobre os (tipos de) documentos da aviação (FAA, ANAC, NSTB,
CENIPA 1 ); leitura complementar prévia (TERENZI; CORDEIRO; FARIAS, 2020;
ZAFIHARIMALALA; TRICOT, 2010)

13/05: Tipos e funções dos documentos da aviação. Discussão sobre o artigo
(leitura prévia). Atividades relacionadas ao conteúdo. Leitura do artigo de
Terenzi e Pantoja (2018)

20/05: Uso de tradutores automáticos, dicionários e glossários especializados para
tradução de termos técnicos. Atividades relacionadas ao conteúdo. Discussão
sobre o artigo (leitura prévia). Leitura do artigo de Terenzi e Pinto (2020)

27/05: Brainstorm de dificuldades com vocabulário; Introdução à linguística de
corpus; Clusters; leitura e compreensão de documentos; identificação e tradução
de grupos nominais. Atividades relacionadas ao conteúdo = tradução e
compreensão do texto. Discussão sobre o artigo (leitura prévia) Atividade de
leitura e compreensão de documentos; identificação e tradução de grupos
nominais

03/06: Uso do corpus para estudo de vocabulário recorrente (word list e clusters).
Atividade de análise de palavras recorrentes no corpus especializado e análise
de clusters; leitura complementar (FONSECA; TERENZI, 2020)

10/06: Apresentações dos resultados da tarefa; exercícios de fixação do
vocabulário estudado. Discussão sobre o artigo (leitura prévia). Exercício sobre
preposições (atividade de diagnóstico para verificar o desempenho dos
participantes)

17/06: Preposições – Explicações. Discussão sobre os exercícios feitos
previamente. Uso de tradutores e dicionários considerando preposições. Leitura
de documentos e seleção de preposições que geram confusão (alunos devem
selecionar exemplos a serem apresentados na próxima aula)

24/06: Discussão sobre os exemplos destacados pelos participantes. Uso do
corpus para estudo de preposições (explicação e atividades práticas) Atividade
de análise do uso de preposições

01/07: Apresentação dos resultados das atividades da tarefa; relatos de
procedimentos realizados ou problemas em relatórios de acidentes. Leitura de
(parte de) relatórios de acidentes com aeronaves.  Leitura complementar
(FARRET, 2012)

08/07: Uso do corpus para estudo das formas de relatar procedimentos realizados
ou problemas. Discussão sobre o artigo (leitura prévia).  Atividade de análise
das formas de relatar procedimentos realizados ou problemas

15/07: Apresentação dos resultados das atividades da tarefa; atividades de
revisão dos conteúdos estudados. Atividade de Revisão

22/07: Avaliação Final; Questionário Final. Avaliação do Curso

29/07: Encerramento do Curso; Avaliação do Curso.

Avaliação:

1. Cada participante será responsável pela realização das atividades demandadas ao
longo do curso.

2. Cada participante será responsável por pelo menos uma apresentação, para todos os
colegas, dos resultados obtidos na tarefa.

3. O participante deverá responder todos os questionários enviados pela professora ao
longo do curso.

4. O participante deverá ter 75% de presença nos encontros síncronos e deverá obter
nota igual ou superior a 6 para ser aprovado.

Referências Bibliográficas

FARRET, L. F. Reporte de itens de discrepância na aviação civil: um estudo baseado em
um corpus especializado. Aviation in Focus, v. 3, p. 76-90, 2012.
FONSECA, H. M.; TERENZI, D. A língua inglesa na manutenção de aeronaves: estudo
dos termos mais recorrentes do tópico “the dirty dozen” e suas respectivas traduções.
Revista CBTecLE, v. 2, p. 1-13, 2020.

TERENZI, D.; CORDEIRO, E. M.; FARIAS, P. L. Análise das características linguísticas
e de formatação de manuais de manutenção de aeronaves. Revista CBTecLE, v. 2, p. 1-14,
2020.

TERENZI, D .; PANTOJA, M. T. B. A busca pela tradução de termos técnicos da área de
manutenção de aeronaves: um estudo exploratório. Revista CBTecLE, v. 1, p. 1-11, 2018.

TERENZI, D.; PINTO, K. S. Estudo de traduções baseado em corpus: análise de termos
referentes à aeronave considerando o inglês para aviação. Revista CBTecLE, v. 2, p. 1-16,
2020.

ZAFIHARIMALALA, H.; TRICOT, A. Text signals in the aircraft maintenance
documentation.  MAD , Multidisciplinary Approaches to Discourse, Moissac, March 17-
20. 2010.

Programa

PROGRAMA DAS AULAS E BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

01/08: A FAMÍLIA, DISPOSITIVO DO PARENTESCO
O que é “família”? - Quais as principais características dessa instituição? - Qual a sua relação com outros aspectos da estrutura e da organização social?
LEITURA DE TODOS OS SEGUINTES TEXTOS:
Engels, Friedrich (Ed.). A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2019. Capítulo 2 – A família.
Moschkovich, Marília. Entre marxismo, feminismo e antropologia: Posfácio à edição brasileira de "A origem da família, da propriedade privada e do Estado". In: Engels, F. (Org.). A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 1. ed., São Paulo: Boitempo, 2019. p. 165–174.
Moschkovich, Marília. A crítica à família e os estudos antropológicos de Engels. In: Antunes, R.; Fontes, V.; Mascaro, A.; Moschkovich, M.; Netto, J. P. (Org.). Curso livre Engels: vida e obra, São Paulo: Boitempo, 2021, p.113–127.
LEITURA COMPLEMENTAR FORTEMENTE RECOMENDADA:
MORGAN, Lewis Henry. Ancient Society Or Researches in the Lines of Human Progress from Savagery through Barbarism to Civilization. Calcutta,Bharti Library, 1944.

02/08 – OS ESTUDOS DO “PÓS-PARENTESCO” NA ANTROPOLOGIA
O que são os estudos de parentesco? - Quais as principais ideias dos estudos clássicos de parentesco e sua contribuição para a antropologia? - O que são os estudos de “pós-parentesco” e de que maneira alteram a compreensão do parentesco? - Como a “família” aparece nos estudos do “pós-parentesco”?
ESCOLHER NO MÍNIMO UM DOS TEXTOS SEGUINTES:
Carsten, Janet. After Kinship. Cambridge: Cambridge Univ. Press, 2007. 216 p. (New departures in anthropology). Introdução.
FONSECA, C. De afinidades a coalizões: uma reflexão sobre a “transpolinização” entre gênero e parentesco em décadas recentes da antropologia. Ilha Revista de Antropologia, Florianópolis, v. 5, n. 2, p. 005-031, jan. 2003.
Schneider, David Murray. American kinship: A cultural account. 2. ed. Chicago: University of Chicago Press, 1980. Capítulo 1 (Introdução) e Parte Um (Capítulos 2 e 3) – p. 1 a 56
Strathern, Marilyn. After nature: English kinship in the late twentieth century. Cambridge, New York: Cambridge University Press, 1992. xviii, 240. (The Lewis Henry Morgan lectures, 1989). Introdução e capítulo 1.
YANAGISAKO, S & J Collier. Toward a unified theory of gender and kinship, in Collier & Yanagisako (ed.). Gender and Kinship, pp.14-50; 1987.

03/08 – FAMÍLIA COMO DISPOSITIVO COLONIAL
Qual a relação entre a família e o processo colonial? – Que papel desempenhou o Estado em casos como o brasileiro? – Quais as relações de poder estabelecidas ao longo do tempo nesse tipo de interação? – De que maneira as subjetividades se configuram nesse quadro?
LEITURA DE AMBOS OS TEXTOS:
Corrêa, Mariza. Repensando a família patriarcal brasileira. Cadernos de pesquisa: revista de estudos e pesquisa em educação, Mai/81, p. 5–16, 1981. Disponível em: <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/1590&gt;. Acesso em: 8 ago. 2018.
Potthast-Jutkeit, Barbara. The history of family and colonialism: Examples from Africa, Latin America, and the Caribbean. The History of the Family, v. 2, n. 2, p. 115–121, 1997. doi:10.1016/S1081-602X(97)90001-4.
LEITURA COMPLEMENTAR FORTEMENTE SUGERIDA:
Candido, Antonio. The Brazilian Family. In: Smith, T. L. (Org.). Brazil, portrait of half a continent New York: Dryden Press, 1951. viii, 466 (The Dryden press sociology publications, p. 291–311.
Freyre, G. [1933]. Casa-grande & senzala. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 (Préfácio).

04/08 – FAMÍLIA, ESTADO E PRÁTICAS SOCIAIS NO BRASIL HOJE
Como podemos pensar o caso brasileiro a partir das ferramentas já trabalhadas no curso? – Que particularidades a contemporaneidade brasileira tem em relação ao papel institucional da família na política e vice-versa?
ESCOLHER NO MÍNIMO UMA DAS LEITURAS A SEGUIR:
Fonseca, Claudia. Família e parentesco na antropologia brasileira contemporânea. In: Martins, C. B. (Org.). Antropologia, São Paulo: ANPOCS; Discurso Editorial; Barcarolla, 2010. p. 457-487 (Horizontes das ciências sociais no Brasil. Machado, Lia Zanotta. Famílias e individualismo: tendências contemporâneas no Brasil. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 5, p. 11–26, 2001.
Moschkovich, Marilia. “Família” e a nova gramática dos direitos humanos no governo de Jair Bolsonaro (2019-2021). Mecila Working Paper Series, 2022. (No prelo)
Sarti, Cynthia Andersen. A família como ordem simbólica. Psicologia USP, v. 15, n. 3, p. 11–28, 2004. doi:10.1590/S0103-65642004000200002.
Pilão, Antonio Cerdeira. Normas em movimento: monogamia e poliamor no contexto jurídico brasileiro. Teoria e Cultura, Juiz de Fora, MG, v.16, n.3, p.103-115, 2021.

05/08 – A POLÍTICA ANTI-FAMÍLIA
De que modo contribuições recentes de pesquisadoras e autoras de diferentes áreas reposicionam a família tanto politicamente quanto como objetos de estudos e disputa? – Quais as relações entre a instituição Família e as categorias de pessoa, sujeito, cidadania etc.? – De que forma a Família incide sobre corpos e de que forma experiências de corpos e sujeitos podem desestabilizar a Família? – Como práticas sexuais, afetivas e reprodutivas tensionam a instituição Família?
ESCOLHER NO MÍNIMO UMA DAS TRÊS LEITURAS A SEGUIR:
Haraway, Donna. O Manifesto das Espécies Companheiras: Cachorros, Pessoas e Alteridade Significativa. Rio de Janeiro: Bazar Do Tempo, 2021. Parte I (Naturezas-culturas emergentes)
Lewis, Sophie. Full surrogacy now: Feminism against family. London: Verso, 2019. Introdução e capítulo 1.
Vasallo, Brigitte. Pensamiento monógamo, terror poliamoroso. Madrid: La Oveja Roja, 2018. (disponível em português com o título “O desafio poliamoroso” – editora Elefante, 2022). Introdução e capítulos 1 e 2 (no original, páginas 9 a 71)

Filmes recomendados para assistir antes do curso:
(As referências aos filmes serão mobilizadas em diferentes momentos das diferentes aulas, às vezes de maneira recursiva, por isso é necessário assistir todos antes do início do curso)
- Festa em Família (Festen / The Celebration / disponível via torrent e em alguns serviços de streaming), Dinamarca, Thomas Vinterberg, 1998
- A excêntrica família de Antonia (Antonia / Antonia’s Line / disponível no YouTube como “A excêntrica família de Antonieta, legendado em português), Holanda, Marleen Gorris, 1995
- Juno (Juno / disponível em diversos serviços de streaming), EUA, Jason Reitman, 2007
- Que horas ela volta? (The second mother / disponível no Youtube e Globoplay), Brasil, Anna Muylaert, 2015

Programa

AULA 1: Língua, dialeto e algaravia
A primeira aula discute os conceitos de língua e dialeto, pontuando as diferenças entre o contexto brasileiro do início do século
XX e o italiano. A partir daí, procura-se examinar as diferentes formas de se enquadrar o fenômeno dos contatos linguísticos
oriundos da imigração massiva de italianos, bem como as diferentes misturas de códigos linguísticos daí resultantes. A aula
ainda apresenta alguns registros documentais de como era descrita na época a mistura linguística entre a população ítalo-
paulistana, tanto em fontes em língua portuguesa quanto em língua italiana.   
AMARAL, Amadeu. O dialecto caipira. São Paulo: Casa Editora “O Livro”, 1920.
LOPORCARO, Michele. Profilo linguistico dei dialetti italiani. Roma-Bari: Editori Laterza, 2009.
MELLO, Heliana; ALTENHOFEN, Cléo V.; RASO, Tommaso (orgs.). Os contatos linguísticos no Brasil. Belo Horizonte:
Editora UFMG, 2011. 
AULA 2: Contexto linguístico e regional da imigração italiana em São Paulo
Na segunda aula, será examinado o contexto linguístico da presença italiana em São Paulo, considerando a predominância da
dialetofonia e da fragmentação regional entre os imigrantes, bem como as modalidades de distribuição dos ítalo-paulistanos no
espaço urbano paulistano, gerando diferentes modalidades de contato com a língua local e com o italiano standard. 
BAGNA, Carla. “America Latina”. In: VEDOVELLI, Massimo (a cura di). Storia linguistica dell'emigrazione italiana nel
mondo. Roma: Carocci Editore, 2011.
TRUZZI, Oswaldo. Italianidade no interior paulista: percursos e descaminhos de uma identidade étnica (1880-1950). 1. ed. São
Paulo: Editora Unesp, 2016.
AULA 3: O dialeto humorístico: macarronismo e representação literária da linguagem
A terceira aula aborda a representação literária das línguas utilizadas pelos ítalo-paulistanos, com destaque para o
macarronismo, estilização cômica da mistura linguística. Serão analisadas as determinações do gênero discursivo para a
composição do macarronismo e a relação direta entre essa linguagem literária e a consolidação do conceito de dialeto ítalo-
paulistano. 
AZEVEDO, Milton M. Vozes em Branco e Preto: A Representação Literária da Fala Não-padrão. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 2003. 
MENNUCCI, Sud. Húmor: 2ª edição remanejada. São Paulo: Editora Piratininga, 1934.
AULA 4: Estudos e apontamentos sobre o dialeto ítalo-paulistano
A última aula consiste em uma avaliação crítica dos estudos e apontamentos sobre o presumido dialeto ítalo-paulistano,
frequentemente replicados sem critério em estudos literários e históricos sobre o contexto da imigração italiana em São Paulo. 
BUENO, Francisco da Silveira. “Influências italianas no português do Brasil.” Orbis: Bulletin International de Documentation
linguistique, Tomo XIII, n 1, 1964, p. 240-252.
LEONI, Giulio Davide. “Divagazioni idiomatiche italo-portoghese”. Anuário da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, n
16, 1959, p. 111-117.
______. “Appunti per uno studio delle influenze del portoghese sui dialetti italiani a São Paulo del Brasile”. Orbis: Bulletin
International de Documentation linguistique, tomo XII, 1963, p. 212-220.
SILVA, Ivan. “O linguajar paulistano”. Planalto: quinzenário de cultura, São Paulo, 1941.

Programa

Aula 1. O deslocamento como desconstrução.

Aula 2. A primazia do olhar na história da filosofia.

Aula 3. A contaminação da visão

Aula 4. A cegueira como condição de impossibilidade de ver

Bibliografia básica:

DERRIDA, Jacques. A diferença. In: Margens da Filosofia. Porto: Rés-Editora, 1973.
______. Posições. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

______. Qu'est-ce que la déconstruction?. Le Monde, 12 Out. 2004.

______. A voz e o fenômeno: introdução ao Problema do Signo na Fenomenologia de Husserl, Trad. Maria José Semião e Carlos Aboim de Brito. Lisboa: Edições 70, 2012.

______. Memórias de Cego: o auto-retrato e as ruínas. 1ed. Trad. Fernanda Bernardo. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.

HUSSERL, Edmund. Investigações Lógicas: sexta investigação. In: Os Pensadores. v. XLI. São Paulo: Abril
Cultural, 1975.

______. Investigaciones Lógicas. v. 1. Madri: Alianza Editorial, 1985.

______. Lições para uma fenomenologia da consciência interna do tempo. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1994.

KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994.

MOURA, Carlos Alberto Ribeiro de. Crítica da razão na fenomenologia. São Paulo: Edusp, 1989.

NAAS, Michael. A noite do desenho: fé e saber em Memórias de Cegos de Jacques Derrida. Revisão e Tradução
de Dirce Solis. Ensaios Filosóficos, v. XI, pp. 9-13, Jul. 2015.

PIAZZOLLA, Mariana Di Stella. Hospitalidade oferecida pelas lágrimas da cega: Jacques Derrida e a habitação do feminino. 2024. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.

PLATÃO. A República: ou sobre a justiça, diálogo político. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

SERRA, Alice Mara. Temporalidade e différance: Derrida leitor de Freud e Husserl. Tese, v. 16, n. 3, 2010

Programa

Aula 1 – 07/08: Apresentação da Filosofia Herderiana
Aula 2 – 12/08: Linguagem e Interpretação
Aula 3 – 14/08: Filosofia Antropológica

Os textos das aulas serão enviados previamente aos participantes. As leituras incluirão trechos das obras Também uma Filosofia da História para a Formação da Humanidade, Sobre a Origem da Linguagem, e Shakespeare.

Bibliografia:
Textos principais:
HERDER, J. G. (1995b). Auch eine Philosophie der Geschichte zur Bildung der Menschheit: Beitrag zu vielen Beiträgen des Jahrhunderts. In. Vol. 4: Schriften zu Philosophie, Literatur und Altertum (1774-1787). Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag, p. 9-107.
_____. (1995) Também uma filosofia da história para a formação da humanidade. Trad. e posfácio de José M. Justo. Lisboa: Antígona.
_____. (2019) Shakespeare in Escritos sobre arte e literatura.trad. Pedro A. Franceschini e Marco A. Werle. São Paulo: EDUSP.
_____.(1987) Ensaio sobre a origem da linguagem. Trad. José M. Justo Lisboa: Antígona.

Textos complementares:
BARNARD, F. M. (2003) Herder on nationality, humanity, and history. McGill-Queen’s University Press.
CASSIRER, E. (1950) Fundamental forms and tendencies of Historical Knowledge, in. The Problem of Knowledge. New Haven: Yale University Press.
DE SOUZA, N.; WALDOW, Anik.(eds.) (2017) Herder: Philosophy and Anthropology, Oxford University Press.
FRAGELLI, I. (2015) Explicar ou interpretar - Kant e Herder, entre a filosofia e a ciência; in. DoisPontos, volume 12; p. 67-78. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/doispontos/article/view/39117/26523
_____. (2013) Sobre as Resenhas de Kant às Ideias para uma filosofia da história da humanidade, de Herder. Cadernos De Filosofia Alemã: Crítica E Modernidade, 21, 47-60. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/filosofiaalema/article/view/64739
NASSAR, D. (2022) The Hermeneutics of Nature: Herder on Animal and Human Worlds In. Romantic Empiricism: Nature, Art, and Ecology from Herder to Humboldt. Oxford University Press.
TOLLE, Oliver. (2013). Herder e a metafísica. Discurso, 1(42), 97-116. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/discurso/article/view/69229/71692
ZAMMITO, J. H. (2002) Kant, Herder, and the Birth of Anthropology. University of Chicago Press.

Programa

Comunicação: Exprimir emoções e sensações; compreender um menu e dar sua opinião; fazer comparações práticas; falar de uma evolução no tempo (entre ontem e hoje); Fazer uma apreciação positiva e/ou negativa; caracterizar um restaurante e fazer um pedido; fazer compras; caracterizar uma pessoa ou uma coisa; aconselhar um filme ou um espetáculo; organizar uma saída.


Vocabulário: Vocabulário das emoções e das sensações; alimentação; ingredientes de um menu; compras; vocabulário da gastronomia; roupas e acessórios; estrutura para fazer apreciações positivas ou negativas; adjetivos; vocabulário para fazer pedidos no restaurante; comprar/alugar roupas; palavras ligadas às refeições; filmes e espetáculos; palavras ligadas à eventos festivos (festas, aniversários e outras comemorações).


Gramática: Artigos indefinidos e partitivos; expressar quantidades precisas; o pronome “en”; estruturas para comparar; l’imparfait; algumas marcas temporais do passado; estruturas para compreender e receber um cliente; verbo “payer” no presente do indicativo; verbos “pronominaux réciproques”; “’imparfait, le passé composé et le présent” para evocar mudanças; estruturas para fazer um pedido no restaurante; pronomes pessoais COD (le, la, les); pronomes relativos “qui” e “que” ; “chez/avec/pour + pronom tonique”; estruturas para especificar uma opinião; estruturas para dar conselhos; pronomes pessoais COI (lui, leur).

Elementos de fonética: Serão trabalhados alguns sons específicos do francês de acordo com sua aparição nas lições. Os exercícios de fonética farão parte de cada aula.


Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:

CHAMBERLAIN, A. STEELE, R. Guide pratique de la communication. Paris, Didier, 1998.
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Débutant. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. et al. Grammaire progressive du français - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 1. Niveau A1. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

Programa

1ª aula
 
1. Antecedentes
1.1. Circunstâncias políticas e sociais: do armistício à Revolução de 30, uma década de transição para uma nova realidade capitalista.
1.2. O Modernismo: as manifestações culturais e literárias que abriram as portas para o surgimento do Romance de 30.
1.3. O lançamento de 'A Bagaceira', de José Américo de Almeida, referência de uma nova 'voz nordestina' na literatura.
1.4. O surgimento da Indústria Editorial e as bases para um grande florescimento do mercado de livros da década de 1930.
 
2. A formação literária de Jorge Amado
2.1. Iniciação literária do rebelde Jorge Amado na Bahia
2.2. A germinação de uma 'nova literatura'
2.3. Mudança para o Rio: o vertiginoso sucesso
 
2ª aula
 
5- O protagonista Jorge Amado
5.1. Surge o crítico Jorge Amado
5.2. Polarização: esquerda e direita na literatura
 
6. A Poética de Jorge Amado (e confrades)
6.1. A nova voz nordestina
6.2. A literatura 'intencional'
6.3. Academicismo e o 'escritor B'
6.4. O Romance Proletário
 
7. Tema para debate: O legado literário de Jorge Amado
 
Bibliografia
 
ABDALA JÚNIOR, Benjamin. O Romance Social Brasileiro. São Paulo: Editora
Scipione, 1993.
ADONIAS, Filho. O Romance Brasileiro de Trinta. Rio de Janeiro: Edições Bloch,
1969.
ALBUQUERQUE, Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e outras artes. São
Paulo: Cortez, 1999.
ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Jorge Amado: política e literatura. Rio de
Janeiro: Editora Campus, 1979.
ALMEIDA, José Maurício Gomes de. A tradição regionalista no Romance Brasileiro
1875-1945. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999.
AMADO, Jorge.País do Carnaval, Cacau, Suor. São Paulo: Editora Martins, 1974.
______. Capitães da Areia. São Paulo: Editora Martins, 1937.
______. Jubiabá. Rio de Janeiro: Editora Record, 1982.
______. Navegação de Cabotagem. Rio de Janeiro: Editora Record, 1992.
ANDRADE, Mário de. O Empalhador de Passarinho, São Paulo: Livraria Martins
Editora, 1972.
ANDRADE, Mário. Aspectos da Literatura Brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia, 2002.
BUENO, Luís. Os três tempos do romance de 30. Teresa, São Paulo: n. 3, pp. 254-283,
26 dezembro de 2002.
______. Uma história do romance de 30. São Paulo: Edusp, 2015.
BARTHES, Roland. O Rumor da Língua. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988
CANDIDO, Antonio. Brigada Ligeira. São Paulo: Livraria Martins Editora,1945
______. A Educação pela Noite e Outros Ensaios. São Paulo: Ática, 1989.
______. Formação da Literatura Brasileira, 2o volume (1836-1880). Belo Horizonte -
Rio de Janeiro: Editora Itatiaia, s/d.
______. Literatura e Sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965.
______. O Discurso e a Cidade. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1993
CARELLI, Fabiana. Casas com rio atrás: Jorge Amado em África. Via Atlântica no.
27, p. 111-143, São Paulo: Universidade de São Paulo, Jun/2015
 
CASTRO, Moacyr Werneck de. Sobre um Romance do Norte. Revista Acadêmica. Rio
de Janeiro ano II ,no10, IV, 1934. s/p
COUTINHO, Afrânio. A Literatura no Brasil. Volume 5 Parte II - Era Modernista. São
Paulo: Global Editora, 2001
DÓRIA, Carlos Alberto. 1930: Romance e revolução. Ensaios enveredados. São Paulo:
Edições Siciliano, 1991
DUARTE, Eduardo de Assis. Jorge Amado: Romance em Tempo de Utopia. Rio de
Janeiro: Editora Record, 1996.
FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. São Paulo: Global, 2011.
HALLEWELL, Laurence. O Livro no Brasil. São Paulo: T.A Queiroz, Editor, 1985.
HOLLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978
JORGE AMADO: 30 ANOS DE LITERATURA. São Paulo: Livraria Martins Editora,
1961.
LAFETÁ, João Luiz. 1930: A Crítica e o Modernismo. São Paulo: Editora 34/ Duas
cidades, 2000.
MICELI, Sérgio. Intelectuais à Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Martins,
1942
PRATT, Marie Louise. Os Olhos do Império: Relatos de Viagem e Transculturação.
Florianópolis: Edusc, 1999.
OLIVEIRA, José Osório de. História Breve da Literatura Brasileira. Lisboa: Editorial
Inquérito, 1939.
PAES, José Paulo. De Cacau a Gabriela, Um Percurso Pastoral. Salvador: Casa das
Palavras, Fundação Jorge Amado, 1991.
PEREIRA, Lucia Miguel. Livros. Gazeta de Notícia. Rio de Janeiro; 14 de outubro de
1934, p. 16
PEREIRA, Lucia Miguel. Prosa de Ficção. Rio de Janeiro: José Olympio Editora,
1957.
RAILLARD, Alice. Conversando com Jorge Amado. Rio de Janeiro: Editora Record,
1992.
RAMOS, Graciliano. Linhas Tortas. Rio de Janeiro: Editora Record, 1980.
ROSSI, Luiz Gustavo Freitas. A militância política na Obra de Jorge Amado, Caderno
de Leituras 22,São Paulo, Companhia das Letras, s/d
 
SALLA, Thiago Mio. Literatura, política e legitimação institucional: o romance de 1930
e o modernismo de 1922 segundo a retórica estadonovista. Teresa. São Paulo: 2015, no
16, 201, p. 119.
______. Graciliano e a Cultura Política. São Paulo: Edusp, 2016
SÜSSEKIND, Flora. Tal Brasil, Qual Romance?. Rio de Janeiro: Achiamé, 1984.
TATI, Miécio. Jorge Amado: Vida e Obra. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1961.
TROTSKY, Leon. Literatura e Revolução. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1969.
 

 

Programa

Aula 01 (06/02/23) - Parte 1: Conceito de cultura visual; parte 2: realismo socialista soviético e realismo socialista com características chinesas.

CASTRO, Teresa; MEDEIROS, Margarida. O que é a cultura visual? RCL – Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa, n. 47, p. 1 – 7, 2017.
STRADA, Vittorio. Do “realismo socialista” ao zdhanovismo. In: CERUTI, Mauro et. al. (Orgs.). História do marxismo IX - O marxismo na época da Terceira Internacional: Problemas da cultura e da ideologia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. (Pensamento crítico, v. 68)
SULLIVAN, Michael. Art in China since 1949. The China Quarterly, London, v. 159, p. 712-722, Sep. 1999.


Aula 02 (07/02/23) - Parte 1: Pôster - conceito e história; parte 2: Os cartazes de propaganda na República Popular da China (1949-1978).

DUO, Duo; LANDSBERGER, Stefan; MIN, Anchee. Chinese propaganda posters: from the collection of Michel Wolf: Köln. Taschen, 2003.
GALLO, Max. The poster in history. New York: W. W. Norton & Company, 2002.
SONTAG, Susan. Pôster: anúncio, arte, artefato político, mercadoria. In: BIERUT, Michael et al (Orgs.). Textos clássicos do design gráfico. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

Aula 03 (08/02/23): Estudos de caso: Representações de gênero e de estrangeiros nos pôsteres de propaganda chineses (1949-78).

HERNÁNDEZ, Beatriz. Mao, China y los “otros”. Lisboa: Instituto Internacional de Macau, 2014 (Suma Oriental)
PARNOV, Edelson Costa. Novas mulheres para uma China nova? As representações de gênero das legislações e dos pôsteres de propaganda do início da transição chinesa ao socialismo (1949-1962). Orientadora: Tatiana da Silva Poggi de Figueiredo. 2020. 133 f. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2020.