Programa

– Aula 1 (26/05/2021) – Os primeiros marcos na literatura infantil coreana (1980-2000)
Na virada das décadas de 1980 e 1990, muitos artistas coreanos, da palavra e da imagem, trabalharam no nicho do setor editorial focado na produção de obras para jovens leitores, com grande força e presença no Infantil. Entre produções mais tradicionais, como os livros didáticos e as releituras de histórias já clássicas, surgiram obras mais experimentais e que deixaram marcas da forma de arte híbrida que se estabeleceu como geu-rim-chaek (livro ilustrado) coreano. Ao final dessa aula, faremos a leitura do primeiro livro ilustrado da Coreia do Sul: A história do Monte Baekdu (1988), de Ryu Jae-su.

– Aula 2 (27/05/2021) – Expansão e exportação (2000-2010)
Nos primeiros anos do século XXI, os autores (escritores e ilustradores) coreanos ganharam destaque inédito nas feiras internacionais de livros infantis. Quando nomes como Shin Dong-jun e Suzy Lee tiveram seus trabalhos reconhecidos por outros autores e editores estrangeiros, isso resultou nas primeiras compras de direitos de publicação de obras infantis coreanas para países tanto do oriente (China, Taiwan, Japão) quanto do ocidente (Itália, França, Estados Unidos). Diversos nomes despontaram nesse processo, criando um olhar diferenciado para a produção coreanas de literatura infantil. Ao fim dessa aula, leremos o livro-imagem Onda (2008), de Suzy Lee, que vendeu mais de 100 mil cópias no seu ano de lançamento ao redor do mundo.

– Aula 3 (28/05/2021) – Prêmios e reconhecimentos internacionais (2010-2020)
Após ganharem espaço nos mercados editorais internacionais, tornando-se referência estética para diversos artistas e editoras, os autores coreanos de literatura infantil chegaram à segunda década do século XXI com seus nomes constantemente indicados às principais premiações do setor, como o Hans Christian Andersen Awards, o BolognaRagazzi Award, o International Award for Illustration Bologna Children’s Book Fair e o Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA). Esses reconhecimentos fortaleceram tanto os artistas quanto o mercado editorial sul-coreano, que expandiu seu número de novos selos e criou associações locais, mesmo premiações (caso do Nami Concours), que prezam e fortalecem toda a cadeia produtiva envolvida na criação dos livros ilustrados. No fim da aula, faremos uma leitura da obra Balas mágicas (2017), de Baek Heena.

Referências
KIM, Jae-hyun; LEE, Hyun-jean. Picture books as Interactive Art. Journal of Basic Design & Art, Seoul, v. 19, n. 3, p.
69-83, jun. 2016.
KIM, Kwan-sik. The Origin of Korean Children’s Literature and the Necessity of Children’s Literature History. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 34, p. 5-28, jun. 2018.
KONG, Jeong-ja; SHIM, Won-sik. An Analysis of the Development of Picture Book Reviews in Korea. Journal of Korean Library and Information Science Society, Gongju, v. 45, n. 4, p. 165-184, dec. 2012.
KOREA. Publication Industry Promotion Agency of Korea. 2019 출판산업 실태조사. Seoul, 2020. Disponível em: <https://portal.kocca.kr/portal/bbs/view/B0000204/1942751.do?categorys=4…;. Acesso em: 30 jan. 2021.
LEE, Suzy. A trilogia da margem: O livro-imagem segundo Suzy Lee. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
MIN, Kyeong-rok. An Analysis of Korean Picture Books Focused on the Current Status of Children’s Book Export. Journal of Korean Library and Information Science Society, Gongju, v. 52, n. 1, p. 35-63, jan. 2018.
SUNG, Yoo-kyung. Emerging Trends in Korean‐Diaspora and Translated Korean Picture Books. The Reading Teacher, Newark, v. 73, n. 4, p. 399-404, dec. 2019.
ZUR, Dafna. Figuring Korean Futures: Children’s Literature in Modern Korea. Redwood City: Stanford University Press, 2017.

Programa

Introdução:

• A função do humano e a função natural

I. A ideia de função na perspectiva demiúrgica de Platão

• A função na cosmovisão do Timeu
• A função na República

II. A ideia de função natural em Aristóteles

• A função na atividade de produção: Física II
• A função natural na natureza: As Partes dos Animais

III. A função do homem na ética de Aristóteles

• O duplo sentido de ergon: o artefato e a ação: Ética a Eudemo
• O bem, o fim e a função: Ética à Nicômaco
• A função humana na cidade: A Política

Bibliografia:

PLATÃO, Timeu – Critias, Trad. Rodolfo Lopes, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011.
ARISTÓTELES, Física I – II. Prefácio, introdução, tradução e comentários por Lucas Angioni. Campinas, Editora da Unicamp, 2009.
ARISTÓTELES, Partes dos Animais, trad. Maria de Fátima Sousa e Silva, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2010.
ARISTÓTELES, De Anima, trad. Maria Cecília Gomes dos Reis, São Paulo, Editora 34, 2006.
ARISTÓTELES, Metafisica, v.2. texto grego com tradução, tradução italiano/português de M. Perini, São Paulo, Loyola, 2011.
ARISTÓTELES, Ética à Nicômaco, trad. António de Castro Caiero, São Paulo, Forense, 2017.
ARISTÓTELES, Ethica Nicomachea I 13 – III 8: tratado das virtudes morais. Trad. M. Zingano. São Paulo: Odysseus, 2008.
ARISTÓTELES, Ética a Eudemo; introdução, tradução e notas António Amaral, Artur Morão; revisão científica Marco Zingano. Lisboa Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa Imprensa Nacional 2019.
BAKER, S. H., “The Concept of Ergon: Towards an Achievement Interpretation of Aristotle’s ‘Function Argument’ ”. Oxford Studies in Ancient Philosophy, n. 48, 2015, p. 227-266.
BARNEY, R., “Aristotle’s Argument for a Human Function”. Oxford Studies in Ancient Philosophy, n.34, 2008, p. 293-322.
DESTRÉE, P., “Como demonstrar o próprio do homem? Por uma leitura ‘dialética’ de EN, I, 6.” In Sobre a Ética Nicomaqueia de Aristóteles: textos selecionados, editado por Marco Zingano, São Paulo, Odysseus Editora, 2010
p. 379-404.
LAWRENCE, G., “O bem humano e a função humana”. In: KRAUT, R. (org.)., Aristóteles: A Ética a Nicômaco. Porto Alegre: Artmed, 2009, p. 42-76.
MORAES F., e MAXIMO M., “Aristóteles e o argumento da obra ou função do homem”, Revista Portuguesa de Filosofia, n. 76, 1, 2020, p. 181-208.

Programa

1º encontro: 07/08/2023
Apresentação do curso: estrutura, organização, bibliografia, informes gerais. Profs.: Anderson Santos; Silvio Lima.
Aula 01: “A caminho do Oeste Paulista e a modernização crítica. Negatividade categorial: da crise do café
aos anos 1950”; Prof. Ministrante: Prof. Dr. Anselmo Alfredo.
Neste primeiro encontro, propomos discutir a forma da divisão internacional do trabalho que levaria à expansão
crítica da modernização capitalista no Oeste Paulista. Seguimos o argumento de Marx de que a reprodução do
capital se dá pela contradição entre a crise de valorização e sua expansão. Nesse sentido, ver em diferentes
momentos as determinações da crise nos processos expansivos do capital que conformaram a contradição campo
cidade nesta área paulista.
Bibliografia:
ALFREDO, Anselmo. Modernização e Fronteira na Cisão Campo e Cidade do Oeste Paulista. A
Particularidade da Divisão Social do trabalho numa Modernização Periférica. In: LEMOS, Amalia; GALVANI,
Emerson. Geografia: Tradições e Perspectivas. Homenagem ao Centenário do Nascimento de Pierre Monbeig. São
Paulo: CLACSO/Expressão Popular, 2009.
ALFREDO, Anselmo. Crítica à economia política do desenvolvimento e do espaço. São Paulo:
Annablume/Fapesp, 2013.
ALFREDO, Anselmo. Três estudos críticos: Kant, Hegel, Marx e o resgate da metafísica para a crítica à
economia política. A dialética sociedade natureza para a crítica social de Marx. Livre Docência – Universidade de
São Paulo – USP, São Paulo, 2017.
MONBEIG, Pierre. Pioneiros e Fazendeiros de São Paulo. São Paulo: Hucitec, Polis, 1998.

2º encontro: 08/08/2023
Aula 02: “A expansão do agrário paulista ao longo dos séculos XIX e XX: o desenvolvimento do capital em
uma realidade periférica”; Prof. Ministrante: Silvio Lima.
O desenvolvimento capitalista, em realidades gestadas a partir de processos de colonização, possui especificidades
que remetem à conformação dessas realidades à acumulação de capital alhures, nos centros industriais mundiais.
Partindo dessa premissa, discutiremos, neste segundo encontro, a expansão do agrário paulista como expressão
do caráter contraditório do desenvolvimento capitalista, processo que tolheria a acumulação em realidades
periféricas, como a brasileira, para que a mesma se efetive nas realidades industriais centrais. Nesse sentido, nos
propomos a pensar o desenvolvimento capitalista brasileiro situando-o na totalidade contraditória do capital que se
estabelece na simultaneidade entre acumulação e não acumulação.
Bibliografia:
LIMA, Silvio. Colonização e Crise: A racionalidade-irracional do capital na expansão do agrário paulista.
Dissertação (Mestrado), FFLCH-USP. São Paulo, 2017.
LIMA, Silvio. Capitalismo sem acumulação: a expansão do agrário paulista como processo de
desenvolvimento capitalista periférico (1880 -1970). In: ALFREDO, A. Geografia, crise e crítica social no capitalismo
periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.

3º encontro: 09/08/2023
Aula 03: “O cinturão verde de São Paulo como expressão crítica do capital”; Prof. Ministrante: Walid El Khatib.
Neste encontro buscamos compreender o processo de formação do cinturão verde paulista não como processo
naturalizado, mas como expressão social da negatividade do capital. Aqui, a produção crítica de valor no interior da
forma social capitalista, engendrada pelo desenvolvimento social das forças produtivas e pela divisão social do
trabalho, se fenomeniza conformando o então chamado cinturão verde paulista, cisão entre cidade e campo, entre
metrópole e seu entorno. É nesse cinturão que a agricultura e o imobiliário confrontam-se, hoje, mediados pelo
capital financeiro. Desse modo, buscaremos a análise da relação entre renda fundiária, juro e lucro, por meio da
análise da agricultura do cinturão verde da metrópole paulista. A geografia dessa agricultura contempla em seu
curso histórico as contradições da elevação constitutiva do preço da terra, que por sua vez nos revela a sua
associação necessária entre a queda da taxa média de juros e a queda tendencial da taxa de lucro. A partir da
década de 1970, essa agricultura passa a ser financiada não mais por uma produção efetiva de valor capaz de
pagar os seus próprios custos, dentre eles o preço da terra, mas por uma massa de dinheiro creditício sem
substância, enquanto ficção de valor. Assim, esse desvelar crítico da formação do cinturão verde de São Paulo
torna explícito, sob o véu material da urbanização, o contrário da acumulação, uma vez que o desenvolvimento do
cinturão verde não se realiza como acumulação de capital e urbanização, mas como crise e negatividade imanentes
ao capital.

Bibliografia:
EL KHATIB, Walid. O cinturão verde de São Paulo: a relação cidade-campo como expressão crítica do capital
a partir da década de 1979. São Paulo, 2018. Dissertação (Mestrado), FFLCH-USP. São Paulo, 2018.
EL KHATIB, Walid. O cinturão verde de São Paulo como expressão crítica do capital. In: ALFREDO, A.
Geografia, crise e crítica social no capitalismo periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.

4º encontro: 10/08/2023
Aula 04: “Novas feições do trabalho no campo paulista: crise e mobilidade do trabalho em uma região do
agronegócio”; Prof. Ministrante: Anderson Santos
O percurso deste encontro toma o fio condutor da crítica do capital, i.e., considera os aspectos críticos do processo
de acumulação e busca entender as contradições da reprodução capitalista na forma particular do campo paulista.
As reflexões emergem a partir de experiências e pesquisas no município de Itápolis, na região de Araraquara,
estado de São Paulo, antiga região citrícola que, atualmente, no início da década de 2010, se tornou importante
espaço de produção de cana-de-açúcar. Assim, o objetivo principal do encontro é o de compreender as atuais
transformações, enquanto abstrações reais, gestadas pela reprodução crítica do capital no campo paulista e seus
impactos sobre as relações de trabalho, particularmente sobre pequenos proprietários de terra e trabalhadores
volantes desta região de São Paulo.
Bibliografia:
ALFREDO, Anselmo. Modernização e Reprodução Crítica. Agroindústria do Leite e Contradições do
Processo de Acumulação. In: Geousp – Espaço e Tempo, Revista de Pós-Graduação, DG-FFLCH-USP, n. 24,
2008, p. 63-108.
SANTOS, Anderson. Da crítica da economia política à crítica da contradição campo-cidade: geografia,
metafísica e relação agrário-urbano no Brasil. In: ALFREDO, A. Geografia, crise e crítica social no capitalismo
periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.
SANTOS, Anderson. Novas feições do trabalho no campo: crise e mobilidade do trabalho em uma região do
agronegócio paulista – Itápolis (SP) – 1990-2020, 2023. No prelo.

5º encontro: 11/08/2023
Aula 05: “O crescimento e a crise da economia brasileira no século XXI como crise da sociedade do
trabalho: bolha das commodities, capital fictício e crítica do valor-dissociação.”; Prof. Ministrante: Fábio Pitta.
O objetivo deste encontro é o de relacionar os fenômenos do crescimento econômico no Brasil a partir de 2003 e da
crise económica após 2012/2013 com a economia das bolhas financeiras alimentada pelo capital fictício, como um
momento de reprodução global do capitalismo contemporâneo na sua crise fundamental. Uma bolha nos mercados
financeiros de derivados de mercadorias, que levou a um aumento significativo dos preços, impulsionou as
exportações brasileiras de commodities, com impactos sobre o campo paulista. Isto levou à uma aceleração no
desenvolvimento das forças produtivas do campo, aumentando a composição orgânica do capital, e à uma
expulsão acelerada do trabalho vivo dos processos de produção – isto tem vindo a acontecer no Brasil desde os
anos 70, mas intensificou-se neste momento. Tais processos só puderam durar até ao rebentamento da bolha das
mercadorias entre 2011 e 2014, como consequência do rebentamento da bolha financeira global em 2008, que,
partindo de Robert Kurz, será entendida sob as determinações do capital fictício e da acumulação simulada.
Finalmente, a aula defende a necessidade da crítica radical da dissociação e do valor, que na sua crítica do capital,
da mercadoria e do trabalho visa ultrapassar esta mediação social.

Bibliografia

PITTA, Fábio. Modernização retardatária e agroindústria sucroalcooleira paulista: o Proálcool como
reprodução fictícia do capital em crise. Dissertação (Mestrado), FFLCH-USP. São Paulo, 2011.
PITTA, Fábio. As transformações na reprodução fictícia do capital na agroindústria canavieira paulista: do
Proálcool à crise de 2008. Tese (Doutorado), FFLCH-USP. São Paulo, 2016.
PITTA, Fábio. O crescimento e a crise da economia brasileira no século XXI como crise da sociedade do
trabalho: bolha das commodities, capital fictício e crítica do valor-dissociação. In: Revista SINAL DE MENOS, v. 1,
2020.
PITTA, Fábio; SILVA, Allan. A pandemia da crise fundamental do capital no Brasil de Bolsonaro: inflação
global, o estouro da mais recente bolha financeira mundial e desintegração social do capitalismo. In: ALFREDO, A.
Geografia, crise e crítica social no capitalismo periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.
Encerramento: considerações finais. Profs.: Anderson Santos; Silvio Lima.
Bibliografia complementar:
ALFREDO, Anselmo. Crise imanente e abstração espacial. Fetiche do capital e sociabilidade crítica. In:
Revista Terra Livre, Associação de Geógrafos Brasileiros, Ano 26, vol. 01, nº 34, jan.-jun. 2010, p. 37-62.
ALFREDO, Anselmo. Crítica materialista e metafísica social sob as determinações críticas do capital. In:
Boletim Paulista de Geografia, v. 95, 2016.
GAUDEMAR, J. Mobilidade do trabalho e acumulação do capital. Lisboa: Estampa, 1977.
GROSSMANN, Henryk. La ley de la acumulación y del derrumbe del sistema capitalista. Una teoría de la
crisis. México: Siglo Veintiuno Editores, 1979.
KURZ, Robert. O Colapso da Modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia
mundial. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 2004.
LENIN, Vladimir. Imperialismo - Estágio superior do capitalismo. São Paulo: Expressão Popular, 2012.
MANDEL, Ernest. O Capitalismo Tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política: Livro I: o processo de produção do capital. São Paulo:
Boitempo, 2013.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política: Livro II: o processo circulação do capital. Trad. De
Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2014.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política: Livro III: o processo global da produção capitalista. São
Paulo: Boitempo, 2017.

Programa

Comunicação: falar de seu percurso profissional; responder a perguntas formais; expor e precisar fatos, dando nuances; relatar fatos; responder a enquetes; fazer uma apreciação; pedir explicações; expressar desejos e dar conselhos; caracterizar pessoas; relatar a fala de outros.

Vocabulário: estudos e vida profissional; séries televisivas e de sucesso; eventos festivos e culturais; vocabulário necessário para apresentar resultados de uma pesquisa/enquete; vida cultural; mundo do espetáculo; história em quadrinhos; vocabulário para dar conselhos e expressar desejos; características pessoais; estudos e diplomas em francês.

Gramática: pretérito mais-que-perfeito; inversão da questão; pronomes indefinidos; local dos advérbios nas frases; dar destaque usando “ce qui”, “ce que”; pronomes interrogativos; superlativo; diferentes maneiras de fazer perguntas; futuro do pretérito; proposições relativas complexas; discurso indireto, concordância dos tempos verbais.

Elementos de fonética: Serão trabalhados alguns sons específicos do francês, pertinentes ao nível intermediário, de acordo com sua aparição nas lições, com destaque para: pronúncia de tout, tous; sons [y] e [u]; pronúncia do pretérito imperfeito e do futuro do pretérito.

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:

CHAMBERLAIN, A. STEELE, R. Guide pratique de la communication. Paris, Didier, 1998.
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Intermédiaire. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. ; THIÉVENAZ, O. et al. Grammaire progressive du français - niveau intermédiaire. Paris, CLE, 2013.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau intermédiaire. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 2. Niveau A2. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

Programa

Aula 1
Família Solano Trindade:
A casa de Raquel, a casa de Solano e Margarida. Legados e métodos de defesa antirracista por meio da cultura ancestral. O ensino pela convivência ancestral dos ritmos e danças brasileiras.

Aula 2
Organização da religião dos Orixás no Brasil.
O negro no continente africano, a escravização, a travessia e a criação do Candomblé.
Os Orixás:
Quem são os Orixás e o que eles querem de nós em 2023. Para onde ir e quais os nossos anseios de oração.

Aula 3
Sincretismo e intolerância na religiosidade brasileira:
A necessidade de se buscarem caminhos para a sobrevivência da religião. Resistência e rendição.
Vá cuidar de sua vida:
Os sacerdotes. Babalorixás, Yalorixás, Ekedjis e Ogas. A chegada da pessoa branca no mundo dos Orixás: mudanças, problemáticas e benefícios.


Aula 4
As influências da música nos Orixás na música brasileira:
Lobo de Mesquita, Padre José Mauricio Nunes Teixeira, Maestro Abigail Moura, Moacir Santos, Pixinguinha, Bosco e Blanc, Gil e a baianidade nagô, blocos afro e bailes funk.

Aula 5
Ogas
Sacerdote ou músico. O profissional e o amador, Alabes, Axoguns, Colofes, funções no Ilê, o Oga na rua.

Aula 6
Ogas II - Instrumentação
Tambores, agogôs, agbês, e outros instrumentos rituais. História, sonoridades, manutenção.

Aula 7
Ogas III
Ritmos dos Orixás

Aula 8
Sobre Margarida Trindade:
Terapeuta Ocupacional que trabalhou no Centro Psiquiátrico Pedro II como apoio da psiquiatra Nise da Silveira. Co-criadora do Teatro Popular Brasileiro. Professora de danças brasileiras da Mestra Raquel Trindade.

Aula 9
Ogas IV
Coreografia dos Orixás

Aula 10
Ogas V
Maracatus, cocos, samba rural e de lenço, jongo mineiro e fluminense, guerreiros de Alagoas


Os mestres:
Vitor da Trindade
Nos seus mais de 50 anos como artista, Vitor apresenta-se em várias cidades do Brasil e também pelas Américas do Sul e Central, Europa, África e Ásia mostrando as várias linguagens de seu trabalho, que passa além dos shows, pelos palcos do teatro, cinema e circo, como compositor, músico, professor e dançarino e atualmente como escritor, palestrante e pesquisador.
O artista também é Ogan Alabê Omoloyê do Ilê Axé Jagun, iniciado por Pai Kilombo há 35 anos. Foi iniciado artisticamente na adolescência como músico e dançarino do Teatro Popular Brasileiro fundado por seus avós e onde continua até hoje no agora renomeado Teatro Popular Solano Trindade (TPST) onde Vitor é herdeiro, presidente e diretor artístico desde 2018, ano de falecimento de sua mãe. O TPST é formador de profissionais que divulgam este trabalho dentro e fora do Brasil, praticando, estudando e ensinando os ritmos e danças da cultura negra apoiados no mote de Solano; “Pesquisar na fonte de Origem e Devolver ao Povo em Forma de Arte”.
Vitor tem 66 anos, é casado com a bailarina Elis Trindade, tem seis filhos carnais e um adotivo. Seu trabalho é extremamente envolvido com as tradições familiares. Representante da cultura dos griots, sobas e djelis africanos como seus antepassados, traz em sua bagagem um repertório muito grande como artista da música preta.
Trabalha como percussionista com Mateus Aleluia, Revista do Samba e outros, é compositor com trabalhos como Pregões do Rio, do álbum “Novo, mais e melhor”, de David Byrne, e nos seus sete álbuns próprios que se iniciam em 2001 com o projeto Ayrá Otá com Carlos Caçapava. Segue entre projetos brasileiros e europeus com o trio Revista do Samba e outros artistas, finalizando com seu álbum solo Ossé – Vitor da Trindade em 2015, quando envereda pelo mundo acadêmico pesquisando sobre os músicos do Candomblé e escrevendo o livro “Oganilu, O Caminho do Alabê” editado e lançado em 2019, quando inicia seu mestrado em etnomusicologia pela ECA-USP, defendido em 2021, que será livro lançado em julho de 2023. Ainda em 2022 edita “A Vela Branca de Oxalá”, livro de crônicas e poesias. Em 2023 segue em projeto de doutorado em filosofia com o mesmo tema na Universidade de Weimar na Alemanha, país onde viveu de 2001 a 2006 e foi pela primeira vez convidado a oferecer workshop de música brasileira em 1998 no Festival Samba Syndrom da Landesmusikakademie (Academia Federal de Música) em Berlim.
O artista também é Ogan Alabê Omoloyê do Ilê Axé Jagun, iniciado por Pai Kilombo há 35 anos. Foi iniciado artisticamente na adolescência como músico e dançarino do Teatro Popular Brasileiro fundado por seus avós e onde continua até hoje no, agora, renomeado Teatro Popular Solano Trindade (TPST) onde Vitor é herdeiro, presidente e diretor artístico desde 2018, ano de falecimento de sua mãe. O TPST é formador de profissionais que divulgam este trabalho dentro e fora do Brasil, praticando, estudando e ensinando os ritmos e danças da cultura negra apoiados no mote de Solano; “Pesquisar na fonte de Origem e Devolver ao Povo em Forma de Arte”.



ELIS TRINDADE
Trabalha na Escola de Bailado da Secretaria de Cultura de Taboão da Serra, em curso regular de Dança Afro-brasileira Contemporânea e também com dança inclusiva para deficientes visuais e Mentais em parceria junto à Secretaria de Saúde do mesmo município. Coreógrafa e coordenadora cultural do Teatro Popular Solano Trindade.
Seu trabalho é focado em aulas que contemplem e reforcem a ideia da dança contemporânea afro-brasileira. Um grupo de aulas que mostram as várias vertentes possíveis trazidas pela cultura afrodescendente, que inclui as danças populares e as coreografias ancestrais trazidas pelas danças religiosas, tanto no contexto da tradição africana quanto no encontro em solo brasileiro com as culturas indígenas e a cultura europeia. Ekedji Abian do Ilê Axé Jagun.
Tem como referência principal o Teatro Popular Solano Trindade. Raquel Trindade a instruiu como sua substituta na direção coreográfica do grupo que existe desde 1974, e que tem como raiz o Teatro Popular Brasileiro formado por Solano Trindade e Dona Margarida da Trindade desde 1950. No repertório o maracatu do Recife, o jongo mineiro e fluminense, os guerreiros de Alagoas e outras danças tradicionais, incluindo movimentos dos Orixás que fazem referencias aos elementos da natureza
Trabalhou como camareira e supervisora de governança em um resort de Porto de Galinha Pernambuco, distrito de sua cidade natal Ipojuca. Em São Paulo trabalhou como garçonete e recepção de eventos do Restaurante Buenos Aires em Embu das Artes. Em seguida foi assessora e secretária de Matilde Ribeiro ministra chefe da SEPPIR , como apoiadora em seu trabalho com a CONAQ- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e também com o Movimento Negro na Assembléia Legislativa em São Paulo. Foi recepcionista da Secretaria de Saúde de Taboão da Serra. Durante este tempo graduou-se em Artes com habilitação em dança na Faculdade Paulista de Artes oferecendo aulas de dança nos Caps ,CECO e UBSs pelo SUS em Taboão da Serra. Em 2019 presta concurso para a Secretaria de Cultura e ainda atua nas UBS, Caps e Polos de Cultura de Taboão. Em 2020 é convidada a estar como Coordenadora da CEPIR (Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial).

Bibliografia e referências:

BARROS, José Flávio Pessoa de. Olubajé, Uma Introdução à Música Sacra Afro-brasileira – Intercom-UERJ. Rio de Janeiro, 1999.

DA TRINDADE, Vitor - Oganilu, O Caminho do Alabê . São Paulo, Independente,2019.

DE YEMANJÁ - Mãe Beata. Caroço de Dendê - A Sabedoria dos Terreiros - como Yalorixás e Babalorixás passam conhecimento a seus filhos. RJ, Pallas Editora, 2008.

GOLDMAN, Marcio. Do outro Lado do Tempo - Sobre Religiões de Matriz Africana. RJ, Editora Sete Letras (Viveiros de Castro), 2023.

NASCIMENTO, Abdias do. O Quilombismo – Documentos de uma Militância Pan-africanista. Brasília, Fundação Cultural Palmares, 2002.

OLIVEIRA, Lulla, VICENTE, Tânia e DE SOUZA, Ogan Raul. Ritmos do Candomblé – Songbook. RJ, Abbetira Artes e Produções, 2008.

OMINARÊ, Babalorixá (Wilton do Lago Vialle). Candomblés de Keto – Quarta Edição. RJ, Editora Pallas,1985.

PINTO,Tiago de Oliveira. Music as Living Heritage and Essay on Intangible Culture. Weimar, Edition Emwas – University of Music Franz Liszt, 2018.

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. SP, Companhia das Letras, 2007.

SILVA, Vagner Gonçalves. Caminhos da Devoção Brasileira. São Paulo, Edições Selo Negro, 2005.

SMALL, Christopher. Musicking, The Meanings of Perfoming and Listening. New England, London, Wesleyan University Press, 1998.

SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O Ogan Otum Alabê – Sacerdote e Músico no Ilê Axé Jagun – Dissertação de Mestrado – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.

SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O RAP da Felicidade e o Rap do Silva: Música de Protesto. Revista da Tulha Volume 06 num 02, São Paulo, USP, 2020.

SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O ritual de Candomblé Refletido na Sala de Espetáculo: Troca de Ideias Sobre e Com O Texto “O caráter Social da música de Cristopher Small. Revista da Tulha Volume 06 num 01. São Paulo, USP, 2020.

TRINDADE, Solano. Cantares ao Meu Povo. São Paulo, Editora Fulgor. 1961.

VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. São Paulo, Editora Corrupio – Quarta edição, 1993.

PROGRAMA

 

PROGRAMA: 
1. Os princípios norteadores do texto epistolográfico. O modelo ciceroniano. 
2. A carta particular como documento histórico. A entrada de Cícero em Roma após o exílio. 
3. A carta de Cícero a Luceio e os preceitos da escrita historiográfica. 
4. A história e a oratória: concepções de estilo para Plínio o Jovem. 
5. O ataque de Plínio a Aquílio Régulo: malus orador dicendi imperitus. 
6. Plínio, o Jovem: ética e poética. 
 
Bibliografia: 
 
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Programa

Aula 1: Apresentação do curso (21/10)
Leitura principal: SICARD, Monique. Preâmbulo e O Convite Mediológico. In: SICARD, Monique. A fábrica do olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão (Séculos XV-XX). Lisboa: Edições 70, 2006.
Texto base para aula expositiva:
HARAWAY, Donna. Introduction: The persistence of vision. In: HARAWAY, Donna. Primate Vision: Gender, Race, and Nature in the World of Modern Science. New York and London: Roultledge, 1989.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Lendo e agenciando imagens: o rei, a natureza e os belos naturais. Sociol. Antropol. [online]. 2014, vol.4, n.2, p. 391-431.

Aula 2: Saartjie, Sara Baartman, Vênus Hotentote: uma incursão escandalosa no corpo negro feminino (28/10)
Leitura principal: CITELLI, Maria Teresa. As desmedidas da Vênus Negra: Gênero e Raça na História da Ciência. Novos Estudos, n. 61, 2001, pp. 163-175.
Recomendação: Filme - Vênus Negra, Abdellatif Kechiche, 2011
Texto base para aula expositiva:
STROTHER, Zoe S. Display of the Body Hottentot. In: LINDFORS, Bernth (Org). Africans on Stage: Studies in Ethnological Show Business. Indiana University Press, 2001.
FAUSTO-STERLING, Anne. Gender, Race and Nation: The Comparative Anatomy “Honttentot Women in Europe 1815-1817”. In: TERRY, Jeniffer; URLA Jacqueline (Org.). Deviant Bodies: Critical Perspectives on Difference in Science and Popular Culture. Indiana: Indiana University Press, 1995.

Aula 3: Corpo e estética, raça e ciência (04/10)
Leitura principal: MACHADO, Maria Helena P.T.; BRITO, Luciana. Dois naturalistas em busca de um deus grego: raça e estética nas viagens de Hermann Burmeister e Louis Agassiz no Brasil. In: GOMES, Flávio PIMENTA, Tânia. Corpo, Doenças e Saúde: escravidão e pós-emancipação. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2020 (prelo).
Recomendação: Filme - Chocolate, Roschdy Zem, 2016.
Texto base para aula expositiva:
BINDMAN, David. Ape to Apollo: Aesthetics and the Idea of Race in the 18th Century. Reaktion Books, 2001.

Aula 4: A ginecologia que marca a carne (11/10)
Leitura principal: SANCHEZ, Olivia Lopez. Enfermas, mentirosas y temperamentales: La concepción médica el cuerpo femenino durante la segunda mitad del siglo XIX en México. México: CEAPAC, 1998.
Recomendação: Filme - Um método Perigoso, David Cronenberg, 2012; e Documentário - Imágenes y representaciones del himen en la medicina del siglo XIX en México. Disponível (on-line) em: https://www.youtube.com/watch
Texto base para aula expositiva:
KAPSALIS, Terri. The Performance of Pelvics. In: KAPSALIS, Terri. Public Privates: Performing Gynecology from both Ends of the Speculum. Durham and London: Duke University Press, 1997.

Aula 5: Os esqueletos guardados no armário: a anatomia e suas figurações materiais (18/11)
Leitura principal: FIGARI, Carlos Eduardo. Escritos en el cuerpo: Higienismo y construcción médica de la homosexualidad en el Brasil Republicano (1889-1940). Antípoda, n. 3, 2006, pp. 23-50.
Recomendação: Filme - Muitos homens num só, Mini Kerti, 2014.
Texto base para aula expositiva:
SCHIEBINGER, Londa. Skeletons in the Closet: The First Illustrations of the Female Skeleton in Eighteenth-Century Anatomy. In: SCHIEBINGER, Londa (org.). Feminism and the Body. Oxford: Oxford University Press, 2000.

Aula 6: Desvelar, penetrar, tirar o véu: sistemas visuais invadem os corpos (25/11)
Leitura principal: HARAWAY, Donna. Saberes Localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu. Campinas, n. 5, p. 07-41, 1995.
Texto base para aula expositiva:
JORDANOVA, Ludmilla. Medical images of the female body. In: JORDANOVA, Ludmilla. Sexual Visions: Images of Gender in Science and Medicine between the Eighteenth and Twentieth-Centuries. Madison: The University of Wisconsin Press, 1989.


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Programa

I. Por que Marx e Espinosa? (2 sessões)

Explorações recentes

1. Fischbach, F. La production des hommes – Marx avec Spinoza. Paris: PUF, 2005;
2. Pascucci, M. La potenza della povertà – Marx legge Spinoza. Verona: Ombre Corte, 2006;
3. Lordon, F. Capitalisme, désir et servitude – Marx et Spinoza. Paris: La Fabrique, 2010 – trad. Willing slaves of capital. Spinoza and Marx on desire. London: Verso, 2014;
4. Reitter, K. Prozess der Befreiung – Marx, Spinoza und die Bedingungen des freien Gemeinwesens. Münster: Westfälisches Dampfboot, 2011;
5. Vieira Martins, M. Marx, Espinosa e Darwin: pensadores da imanência. Rio de Janeiro: Consequência, 2017.

Discussão das questões presentes (relação entre liberdade e necessidade, matéria (extensão) e pensamento, afetos e razão etc.), trazendo para a discussão inclusive problemas metodológicos. 

II. O encontro Marx-Espinosa (4 sessões)

Textos de Marx (partes selecionadas)

1. Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro. São Paulo: Boitempo, 2018;
2. Crítica da filosofia do direito de Hegel . São Paulo: Boitempo, 2013;
3. A Sagrada Família. São Paulo: Boitempo, 2003;
4. Os Manuscritos econômico-filosóficos de 1844. São Paulo: Boitempo, 2004;
5. "Teses sobre Feuerbach". In: A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007; 
6. Engels. Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã. São Paulo: Hedra, 2020.

Textos de Espinosa (partes selecionadas):
Tratado Teológico-Político (3.ª edição). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004.
Ética. São Paulo: Edusp, 2015.
Correspondencia. Madrid: Alianza Editorial, 1988.

III. O que fazer? Reivindicações teóricas (4 sessões)

A terceira sessão do curso terá como eixo a discussão da relação entre Marx e Espinosa a partir de três teses:

1. Tese da democracia radical
2. Tese da atividade 
3. Tese do materialismo

A partir dessas teses, nós exploraremos textos e autores independentemente de uma referência explícita aos trabalhos de Marx e Espinosa. Estas explorações incluirão, sobretudo: L. Althusser, É. Balibar, C. Cesarino, M. Chaui, T. Matysik, A. Negri, V. Morfino, J. Reed, F. Zourabichvili. 

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1) Althusser, L. Aparelhos ideológicos de Estado: Notas sobre os aparelhos ideológicos de Estado (AIE). Rio de Janeiro: Graal, 1985;
2) ______. Sobre a reprodução. Petrópolis: Vozes, 2008.
3) ______. "L'unique tradition matérialiste". Lignes (Paris), 8, pp. 72-119, 1993 (trad. em inglês e espanhol disponíveis);
4) Balibar, É. "Trois concepts du politique: Émancipation, Transformation et Civilité". In La Crainte des Masses. Galilée, 1997 (trad. em inglês e espanhol disponíveis);
5) _______. Spinoza politique. Le transindividuel. Paris: PUF, 2019 (trad. em inglês e espanhol disponíveis);
6) Negri, A. A Anomalia Selvagem. São Paulo: Ed. 34 & Politeia, 2018.

Programa

1º Dia
Tema: João Antônio e Roberto Arlt: aspectos biográficos e literários
Apresentação de aspectos biográficos de João Antônio (1937-1996) e Roberto Arlt (1900-1942), destacando algumas similaridades em suas formações sociais e literárias, a exemplo da admiração em comum pela obra de Fiódor Dostoiévski, este que é considerado um dos expoentes na abordagem da cidade moderna no contexto da literatura.

2º Dia
Tema: Pela margem do centro: a invisibilidade contígua à sociedade normatizada
Partindo da contraposição realizada por José Luiz Romero (2004), entre sociedade normatizada e sociedade anômica, serão focalizadas crônicas de João Antônio e Roberto Arlt nas quais se observa um olhar que depreende, em meio à rotina da urbe onde transitam as elites, personagens “em desajuste” com as condições básicas de cidadania.

3º Dia
Tema: Pela margem da margem: periferias em questão
Nesta aula serão abordados crônicas e contos de Antônio e Arlt em que são representados e discutidos, explícita e/ou implicitamente, a realidade adversa enfrentada por habitantes das periferias de São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires, tanto em termos sociais, econômicos quanto humanos.

4º Dia
Tema: Os bastidores da cidade cenográfica: discursos oficiais e espaços reais
Como última aula, delimita-se trazer à discussão parte dos discursos oficiais, tanto da época de João Antônio e de Roberto Alrt, quanto das mídias atuais sobre as cidades, para se refletir a respeito das contingências que margeiam as concepções de espaço urbano ao longo do tempo.

Programa

- Introdução ao tema. Apresentação da produção acadêmica, em especial, de Yessai Ohannes Kerouzian e Chaké Ekizian Costa, a respeito da matéria;
- Os manuscritos armênios. As técnicas medievais. Os materiais aplicados e os ofícios envolvidos.
- A produção armênia de manuscritos. Iluminuras. A tradução. Divulgação da escrita e distribuição dos manuscritos;
- A coleção de manuscritos. Coleção Calouste Gulbenkian. Coleção do Arquivo Histórico Madenataran, de Yerevan.
- A história do manuscrito Homilia de Mush;
- Análise do contexto histórico e cultural.
- Conclusões.

Bibliografia
ALEM, Jean-Pierre. L’Armenie. Paris: Presses Universitaires de France, 1983.
ANTUNES, Sérgio Pereira. Introdução ao universo armênio. São Paulo: Sésamo, 2012.
BUSSI, Angela Dillon et alli. Manuscritos iluminados europeus na coleção Calouste Gulbenkian. Lisboa: Museu Calouste Gulbenkian, 2020.
KEROUZIAN, Yessai Ohannes. A técnica nos antigos manuscritos armênios. São Paulo: FFLCH/USP, 1981. IN Anais do IX simpósio Nacional da
ANPUH. Florianópolis, julho 1977. pp
COSTA, Chaké Ekizian. Arquivo histórico: Madenataran. IN Revista de Estudos Orientais, volume 2. São Paulo: FFLCH/USP, 1998.
SAPSEZIAN, Aharon. História da Armênia. São Paulo: Paz e Terra, 1988.
SARKISSIAN, Sarkis Ampar. Os 50 anos do curso de armênio da Universidade de São Paulo. [Trabalho de Graduação Individual]. São Paulo: FFLCH/USP, 2015.