Programa

Aula 1: Introdução; Percurso Gerativo do Sentido

Vladimir Propp e a morfologia do conto maravilhoso; Saussure e o Signo Linguístico; Louis Hjelmslev e os
Planos da Linguagem; Enunciação; A Noção de Texto para a Semiótica; Percurso Gerativo do Sentido; Leitura de
três exemplares de parábolas;


Aula 2: Nível fundamental e Introdução à Sintaxe Narrativa 
Quadrado semiótico; Axiologia; Semantismos; Categoria tímica: euforia/disforia;

Concepções de Narrativa; Enunciado elementar; Relações ou funções transitivas; Programa narrativo;
Competência e Performance; Percurso Narrativo; Esquema narrativo canônico.


Aula 3: Sintaxe Narrativa (Cont.) 
Semiótica da ação (percurso do sujeito); Semiótica da manipulação (percurso do destinador-manipulador);
Classes de manipulação (Tentação, Intimidação, Sedução e Provocação); Semiótica da Sanção (Percurso do
Destinador-julgador).


Aula 4: Semântica Narrativa 
Modalidades (Querer, Dever, Poder e Saber); Modalização do Fazer; Modalização do Ser; Modalidades
Veridictórias; Semiótica das Paixões. Análise do Nível Narrativo dos Exemplares de Parábolas escritos em língua
espanhola.


Aula 5: Sintaxe Discursiva 
As projeções da enunciação no enunciado (Actorialização; Temporalização; Espacialização; Aspectualização;
Desembreagem e Embreagem); Recursos de persuasão utilizados pelo enunciador para manipular o enunciatário
(Efeitos de proximidade ou distanciamento da enunciação; Efeitos de realidade ou referente); Relações
argumentativas entre enunciado e enunciatário (o contrato que se estabelece entre o enunciador e o enunciatário;
os meios empregados na persuasão e na interpretação).


Aula 6: Semântica Discursiva 
Tematização; Figurativização; Isotopia (Conector de Isotopias; Desencadeador de isotopias; Plurisotopia);
Análise do Nível Discursivo dos Exemplares de Parábolas escritos em língua espanhola.

BIBLIOGRAFIA ATUALIZADA
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria do discurso: Fundamentos semióticos. São Paulo,
Humanitas/FLLCH/USP, 3. Ed, 2002.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria Semiótica do Texto. 4ª ed. São Paulo, Ática, 2005.
BENVENISTE, Émile, 1902-1976. Problemas de Linguística Geral I: tradução de Maria da Glória Novak e Maria
Luisa Neri: revisão do prof. Isaac Nicolau Salum – 5ª edição – Campinas, SP, Pontes Editores, 2005. ISBN: 85-
7113-015-9
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. São Paulo, Edusc, 2003.
GREIMAS, A. J. Semântica Estrutural. Cultrix, Universidade de São Paulo, 1973.
GREIMAS, A. J. Sobre o sentido II: ensaios semióticos. [1980]. Tradução Dilson Ferreira da Cruz. - 1. ed. - São
Paulo: Nankin: Edusp, 2014.
GREIMAS, A. J; COURTÉS, J. Dicionário de semiótica. São Paulo, Contexto, 2008. ISBN 978-85-7244-316-6
GUTIÉRREZ, Jaime Lopera & TRUJILLO, Marta Inés Bernal. La culpa es de la vaca. Bogotá, 2002.
GUTIÉRREZ, Jaime Lopera & TRUJILLO, Marta Inés Bernal. La culpa es de la vaca. Parte 2. Bogotá, 2007.
HJELMSLEV, L. Prolegômenos a uma teoria da linguagem. Tradução de J. Teixeira Coelho Neto. São Paulo:
Perspectiva, 1973.

Programa

AULA 1. Introdução. História da Tradução. Holmes e Estudos Descritivos da Tradução. Estudos Descritivos da Adaptação. Diferenças entre Tradução, Adaptação e Apropriação. Transmídia e adaptação. Possibilidades e tipos de pesquisa, com exemplos – The Map/Pym. Aula Prática: Elaboração de perguntas de pesquisa
AULA 2. Metodologia de pesquisa: Como iniciar um estudo historiográfico? Pesquisas bibliográficas. Preparação de entrevistas – modelo. Aula Prática: Pesquisa inicial sobre objeto de estudo
AULA 3. DRAMA/ÁUDIO: Pesquisas em Tradução/Adaptação Teatro. Pesquisas em Tradução/Adaptação Rádio e Podcast. Seminário Versão teatral. Apresentação de projeto de aluno
AULA 4. TELA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Telas – cinema/TV/streaming. Feminismo, Queer Culture, Comunidades pouco representadas (etnias/culturas). Seminários: Fanfics de Harry Potter ; Adaptações fílmicas de Branca de Neve. Apresentação de projeto de aluno
AULA 5. PROSA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Literatura de massa. LIJ. Seminários Retradução; Adaptações de Machado de Assis – LIJ. Apresentação de projeto de aluno
AULA 6. MÍDIAS DIGITAIS: Novas Tendências de Pesquisas em Tradução/Adaptação: Literatura Eletrônica, webnovels, visual novels, webtoons. Mídias sociais – YouTube, FB, Instagram, Twitter, TikTok, Kwai. Seminários Audiolivros; Webtoons. Apresentação de projeto de aluno
AULA 7. LOCALIZAÇÃO/ADAPTAÇÃO: Pesquisas em Tradução/Adaptação e Localização de Videogames e Tradução e Localização de HQ. Seminários: Localização em videogames e outros conteúdos digitais. Apresentação de projeto de aluno
AULA 8. AVT Inteligência Artificial (IA) e Tradução: Legendagem/dublagem/audiodescrição. Versões não profissionais/Pirataria. Interpretação. Seminário: Linguística de Corpus e Estudos da Tradução e Adaptação. Apresentação de projeto de aluno
AULA 9. TRANSMÍDIA e OUTRAS ÁREAS: Pesquisas em Transmídia. Tradução especializada – Jornalismo, Propaganda, Turismo, Técnico-científica, Textos Religiosos. Seminários: Transmídia. Tradução jornalística. Apresentação de projeto de aluno
AULA 10. Projetos de Pesquisa - Orientações gerais: Como escolher o programa, área de concentração e linha de pesquisa. Orientadores. Processo de seleção, provas de língua e conteúdo, entrevistas. Como escrever um projeto de pesquisa. Formatação. Prática: Apresentação curta de alunos – problema inicial e perguntas de pesquisa.

Leitura Recomendada:
Leitch, Thomas (Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University Press - Introduction; Bakhtin, Intertextuality, and Adaptation (Dennis Cutchins); Nineteenth-Century Theatrical Adaptations of Novels: The Paradox of Ephemerality (Renata Kobetts Miller); The Recombinant Mystery of Frankenstein: Experiments in Film Adaptation (Dennis Perry); Part III; Radio Adaptation (Richard Hand); Videogame Adaptation (Kevin M. Flanagan); Transmedia Storytelling as Narrative Practice (Marie-Laure Ryan); Adaptation and Interactivity (Kyle Meikle) .
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.
Milton, John; Cobelo, Silvia. (2023). Translation, Adaptation and Digital Media. London: Routledge.
Pym, Anthony. (1998/2016). Method in Translation History. London: Routledge.
Sanders, Julie. (2006). Adaptation and Appropriation. London: Routledge.
Williams, Jenny; Chesterman, Andrew. (2002/2014). The Map: A Beginner's Guide to Doing Research in Translation Studies. London: Routledge.

Bibliografia:
Baer, Brian James; Kaindl, Klaus. (ed.). (2017). Queer Theory and Translation Studies. London: Routledge. (Sugestões de Capítulos: 5, 11 e 13)
Bielsa, Esperança. (ed.). (2022). The Routledge Handbook of Translation and Media. London: Routledge. (Sugestões de Capítulos: 3, 6 e 23)
Bolter, J.D. and Grusin, R. (1999). Remediation: Understanding New Media. Cambridge, MA: MIT Press.
Boozer, Jack. (2008). Authorship in film adaptation. University of Texas Press.
Cartmell, Deborah (2012). A Companion to Literature, Film, and Adaptation. John Wiley & Sons.
Cobelo, Silvia. (2015). As Adaptações do Quixote no Brasil (1886-2013): Uma discussão sobre Retraduções de Clássicos da Literatura Infantil e Juvenil. Tese de Doutorado. São Paulo: FFLCH/USP.
Demircioğlu, C. (2009). “Translating Europe: The case of Ahmed Midhat as an ottoman agent of translation”. Agents of translation, John Milton and Paul Bandia (eds.). Amsterdam: John Benjamins, 131-159.
Demory, Pamela. (ed.). (2019). Queer/Adaptation: A Collection of Critical Essays. London: Palgrave (Sugestões de Capítulos: Introduction e 10)
Esser, Andrea; Smith, Iain Robert and Bernal-Merino, Miguel Á. (2016). Media Across Borders: Localising TV, Film and Video Games. Routledge.
Freeman, Mattew and Gambarato, Renira (Ed.). (2018). The Routledge Companion of Transmidia.
Gallimore, David. (2006). “Tsubouchi Shoyo and the Myth of Shakespeare Translation in Modern Japan” in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 2. Manchester: St. Jerome, 483-492.
Geraghty, Christine. (2008). Now a Major Motion Picture: Film Adaptations of Literature and Drama. Rowman & Littlefield.
Giovanni, Elena di, Gambier, Yves (Eds). (2018). Reception studies and audiovisual translation. John Benjamins Publishing Company.
Gopinathan, G. (2006). “Translation, Transcreation and Culture: Theories of Translation in Indian Culture”, in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 1. Manchester: St. Jerome, 236-246.
Grossman, Julie, and R. Barton Palmer (Eds). (2017)._Adaptation in Visual Culture: Images, Texts, and Their Multiple Worlds. Springer.
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.
Inwood, Heather (2014). “What's in a Game? Transmedia Storytelling and the Web-Game Genre of Online Chinese Popular Fiction”. Asia Pacific Perspectives 12, no. 2.
Jedamski, Doris. (2005). “Translation in the Malay World: Different Communities, Different Agendas”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy Wakabayashi (eds.). Manchester: St. Jerome, 211-245.
Jenkins, Henry. (2009). “Revenge of the Origami Unicorn: The Remaining Four Principles of Transmedia Storytelling (Well, Two Actually. Five More on Friday)”. Confessions of an Aca-Fan: The Official Weblog of Henry Jenkins. (Posted December 12, 2009). Disponível em: http://henryjenkins.org/2009/12/the_revenge_of_the_origami_uni.html. Acesso em: 29 11 21.
Jiménez-Crespo, Miguel A. (2024). Localization in Translation. London: Routledge.
Johnson, Derek. (2013). "A history of transmedia entertainment." Spreadable Media: Web Exclusive Essays.
Klein, Amanda Ann, and R. Barton Palmer (eds.) (2016). Cycles, sequels, spin-offs, remakes, and reboots: Multiplicities in film and television. University of Texas Press.
Lathey, Gillian (ed.). (2006). The Translation of Children’s Literature: A Reader. Clevedon: Multilingual Matters.
_____. (2010). The Role of Translators in Children’s Literature: Invisible Storytellers. London: Routledge.
Lefevere, André. (1982). “Mother Courage's Cucumbers: Text, System and Refraction in a Theory of Literature”, Modern Language Studies 12(4): 3-20; reprinted (2000) in Lawrence Venuti (ed) The Translation Studies Reader, London & New York: Routledge, 233-49.
_____. (1992). Translation, Rewriting, & the Manipulation of Literary Fame. London: Routledge.
Leitch, Thomas. (2009). Film Adaptation and Its Discontents: From Gone with the Wind to The Passion of the Christ. JHU Press.
_____(Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University Press.
Low, Peter. (2017). Translating Song, Lyrics and Texts. Routledge.
Murray, Simone. (2012). The Adaptation Industry: The Cultural Economy of Contemporary Literary Adaptation. Routledge.
Merkle, Denise. (2009). “Vizetelly & Company as (Ex)Change Agent: Towards the Modernization of the British Publishing Industry”, in Agents of Translation, ed. John Milton and Paul Bandia. Amsterdam: John Benjamins.
Miguel González, Marta. (2000). “El cine de Hollywood y la censura franquista en la España de los 40: El cine bajo palio”, in Rabadán, Rosa (ed.) Traducción y censura inglés-español: 1935-1985: Estudio preliminar. León: Universidad de León, 61-86.
Milton, John. (1993/1998). O Poder da Tradução, Ars Poética, São Paulo, (reeditado como Tradução: Teoria e Prática, Martins Fontes, São Paulo).
¬¬¬_____. (2001). “The Translation of Classic Fiction for Mass Markets. The Case of a Brazilian Book Club, the Clube do Livro”, The Translator, Volume 7, Number 1, 43-69.
_____. (2002). O Clube do Livro e a Tradução Bauru: Editora da Universidade do Sagrado Coração (EDUSC), 2002.
_____. (2009). “Between the Cat and the Devil: Adaptation Studies and Translation Studies”, in Journal of Adaptation in Film and Performance, Volume 2, Number 1, 47-64.
_____. (2010). “The Resistant Translations of Monteiro Lobato”, in Translation and Resistance, ed. Maria Tymoczko. Amherst: Univ. Massachusetts Press, 2010, 190-210.
_____. (2015). “Tradução & adaptação”. In: Amorim, LM., Rodrigues, CC., e Stupiello, Éna. (eds). Tradução &: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, pp. 17-43. Disponível em: http://books.scielo.org/id/6vkk8/pdf/amorim-9788568334614-03.pdf. Acesso em 29 11 21.
_____. (2021). “Que Mil Flores Desabrochem!”. Tradterm 38, 20-21.
Moran, A. (ed.). (2009). TV formats worldwide. Localizing global programs. Bristol and Chicago: Intellect.
Morin, Edgar. (1977). Cultura de Massas no Século XX: O Espírito do Tempo I - Neurose, Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária.
Nóbrega Thelma Médici, and John Milton. (2009). “The Role of Haroldo and Augusto de Campos in Bringing Translation to the Fore of Literary Activity in Brazil”, in John Milton and Paul Bandia (eds.) Agents of Translation. Amsterdam: John Benjamins.
Orlebar, Jeremy. (2013). The Television Handbook. 4ta Ed. revisada. Routledge.
O’Sullivan, Carol. (2009). “Translation Within the Margin: the ‘Libraries’ of Henry Bohn”, in Agents of Translation, John Milton and Paul Bandia (eds.). Amsterdam: John Benjamins.
O’Sullivan, Emer. (2005). Comparative Children’s Literature. London/New York: Routledge.
Palopski, Outi e Koskinen, Kaisa. (2001). “A Thousand and One Translations. Revisiting Translation”. In: Hansen, Gyde/Malmkjaer, Kirsten/Gile, Daniel (eds.) Claims, Changes and Challenges in Translation Studies. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 27-38.
Paker, Saliha. (2006). “Ottoman Concepts of Translation and its Practice: The 1897 ‘Classics Debate’ as a Focus for Examining Change”, in Translating Others, ed. Theo Hermans, Vol. 2. Manchester: St. Jerome, 315-324.
Pallister, Kathryn. (2019). Netflix Nostalgia - Streaming the Past on Demand. Lexington Books.
Pettini, Silvia. (ed.). (2022). The Translation of Realia and Irrealia in Game Localization. London: Routledge. (Sugestões de Capítulos: Introduction e Game Localization and Translation)
Rabadán, Rosa (ed.). (2000). Traducción y censura inglés-español: 1935-1985: Estudio preliminar. León: Universidad de León.
Rafael, Vicente L. (1993). Contracting Colonialism: Translation and Christian Conversion in Tagalog Society Under Early Spanish Rule. Durham, NC: Duke University.
Richards, Samantha. (2018). “Pacing Your Fears: Narrative Adaptation in the Age of Binge Culture”. Senior Seminar in Media Studies. Scripps College: 1-31.
Rosewarne, Lauren. (2020). Why We Remake: The Politics, Economics and Emotions of Film and TV Remakes. Routledge.
Shimpach, Shawn (Ed.) (2019). The Routledge Companion to Global Television. Routledge.
Silva-Reis, D. (2019). The history of translation in Brazil through the centuries: In search of a tradition. Yves Gambier and Ubaldo Stecconi (eds), A World Atlas of Translation, John Benjamins Publishing Company. Disponível em: https://www.academia.edu/38296560/The_history_of_translation_in_Brazil_…. Acesso em 29 11 21.
Snell-Hornby, Mary. (2006). The turns of translation studies: new paradigms or shifting
Stam, Robert and Raengo, Alessandra. (2008). A Companion to Literature and Film. John Wiley & Sons.
Sturge, Kate. (2002). “Censorship of Translated Fiction in Nazi Germany. Revue”, in TTR, 15, numéro 2, 2e semestre 2002, 153-169.
Sturge, K. (2002). Censorship of translated fiction in Nazi Germany. TTR: traduction, terminologie, rédaction, Volume 15(2), p. 153-169. Disponível em: https://www.erudit.org/en/journals/ttr/2002-v15-n2-ttr558/007482ar.pdf. Acesso em 03 10 19.
Tahir Gürçağlar, Ş. (2006). The Uses of Paratexts in Translation Research. In Crosscultural Transgression: Research Models in Translation Studies II: Historical and Ideological Issues, ed. Theo Hermans. Manchester: St Jerome, 44-60.
Telotte, Jay and Duchovnay, Gerald. (2011). Science Fiction Film, Television, and Adaptation: Across the Screens. Routledge.
Toury, Gideon (1978/ revised 1995/ 2000). “The Nature and Role of Norms in Translation”, in Lawrence Venuti (ed.) The Translation Studies Reader, London & New York: Routledge, 198-211.
Tymoczko, M. (2016). Translation in a postcolonial context: Early Irish literature in English translation. Routledge.
Uchiyama, Akiko. (2010). “Translation as Representation: Fukuzawa Yukichi’s Representation of the ‘Others’”, in Agents of Translation, ed. John Milton and Paul Bandia. Amsterdam: John Benjamins.
Venuti, Lawrence. (2013). Translation Changes Everything: Theory and Practice. London/New York: Routledge.
Wasko, Janet (Ed). (2020) A companion to television. John Wiley & Sons.
Wilkins, Christina. (2022). Embodying Adaptation: Character and the Body. London: Palgrave.
Wong, Lawrence Wang-Chi. (2005). “From ‘Controlling the Barbarians’ to ‘Wholesale Westernization’: Translation and Politics in Late Imperial and Early Republican China, 1840-1919”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy Wakabayashi (eds.). Manchester: St. Jerome, 109-131.
Wright, Neelam Sidhar. (2015). Bollywood and Postmodernism. Edinburgh University Press.
Zhang, Xiaochun (2012). “Censorship and digital games localisation in China”. Meta: Journal des traducteurs/Meta: Translators’ Journal 57, no. 2, 338-350.
Zhao, Lin (2021). “The English Translation and Cultural Dissemination of Chinese Web Novels”, Communication across Borders: Translation & Interpreting 1.1.

Programa

Aula 1: História do Alto Rio Negro – Dos tempos imemoriais à colonização
A partir de fontes arqueológicas, antropológicas e linguísticas, a aula inaugural do curso apresenta a história da ocupação do Alto Rio Negro pelos povos indígenas e, posteriormente, pela colonização europeia. Além disso, tratamos do mito da Cobra Canoa, uma narrativa cosmogônica que explica, do ponto de vista de diversos povos da região, a origem do mundo, da organização social, dos rituais e de muitas das práticas observadas entre os indígenas habitantes do Alto Rio Negro.

Aula 2: Povos e línguas do Alto Rio Negro – Tukano, Arawak e Nadahup
Esta aula introduz os povos do Alto Rio Negro, com foco nas línguas das famílias Tukano, Arawak e Nadahup. Serão apresentadas algumas características das dinâmicas relacionais entre os povos pertencentes a esses grupos, além de um breve panorama linguístico, trazendo à luz algumas características gramaticais compartilhadas por parte das línguas apresentadas.

Aula 3: Povos e línguas do Alto Rio Negro – nheengatu, português indígena e Yanomami
Esta aula introduz os povos do Alto Rio Negro, com foco no nheengatu e no português indígena, além de mencionar a situação do povo Yanomami na região. Serão apresentadas algumas características das dinâmicas relacionais entre os povos pertencentes a esses grupos, além de um breve panorama linguístico, trazendo à luz algumas características gramaticais emergentes do contato entre o português e o nheengatu.

Aula 4: Dinâmicas de Multilinguismo – História e Atualidade
Na aula final, buscamos refletir sobre as mudanças e a constante “atualização” das dinâmicas multilíngues do Alto Rio Negro. Além disso, propomos reflexões sobre a adequação de certos conceitos e modelos de análise para se pensar os fenômenos da região.

Bibliografia:
AIKHENVALD, Alexandra Y. Language contact in Amazonia. Oxford: Oxford University Press, 2002.
ANDRELLO, Geraldo. Cidade do Índio: transformações e cotidiano em Iauaretê. São Paulo: Editora UNESP/ISA/NUTI, 2006.
ANDRELLO, Geraldo (Org.). Rotas de criação e transformação: narrativas de origem dos povos do Rio Negro. São Gabriel da Cachoeira, AM: FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, 2012. p. 138-167.
ANDRELLO, G.; GUERREIRO, A.; HUGH-JONES, S. Space-time transformations in the upper Xingu and upper Rio Negro. Sociologia & Antropologia, v. 5, n. 3, pp. 699-724, 2015.
ANDRELLO, G.; MAIA, A. Ye’pâ-Di’iro-Mahsã gente de carne da terra: Os Tukano do rio Vaupés. Mundo Amazónico, v. 10, n. 1, 2019.
ANDRELLO, G.; VIANNA, J. A humanidade e seu(S) gênero(S): Mito parentesco e diferença no noroeste amazônico. Revista de Antropologia, v. 65, n. 1, e192786, 2022.
ARGOLO, Wagner. As línguas gerais na história social-linguística do Brasil. Papia, v. 26, n. 1, p. 7–52, 2016.
AZEVEDO, Dagoberto Lima. Forma e conteúdo do bahsese yepamahsã (tukano): fragmentos do espaço di’ta/nʉhkʉ. Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2016.
AZEVEDO, Dagoberto Lima. Pátu: pó da memória e do conhecimento Tukano. Tese (Doutorado) - PPGAS-UFAM, 2022.
BARRETO, João Paulo. Kumuã na kahtiroti-ukuse: uma “teoria” sobre o corpo e o conhecimento prático dos especialistas indígenas do Alto Rio Negro. Tese (Doutorado) - PPGAS-UFAM, 2021.
BARRETO, João Paulo. Wai-Mahsã: Peixes e Humanos Um ensaio de Antropologia Indígena. Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2013.
BARRETO, João Rivelino Rezende. Formação e transformação de coletivos indígenas no noroeste amazônico: Do mito à sociologia das comunidades. Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2012.
BARRETO, João Rivelino Rezende. Úkusse: forma de conhecimento tukano via arte do diálogo kumuãnica. Tese (Doutorado) - PPGAS-UFSC, 2019.
CABALZAR, Aloisio; RICARDO, Beto. Povos Indígenas do Rio Negro: uma introdução à socioambiental do noroeste da Amazônia brasileira. 3. ed. rev. São Paulo: ISA - Instituto Socioambiental; São Gabriel da Cachoeira: FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, 2006.
CHERNELA, Janet. Toward an East Tukano ethnolinguistics: Metadiscursive practices identity and sustained linguistic diversity in the Vaupés basin of Brazil and Colombia. In: Epps, Patience; Stenzel, Kristine (orgs.). Upper Rio Negro: Cultural and Linguistic Interaction in Northwestern Amazonia. Rio de Janeiro: Museu Nacional do Índio - Funai, 2013. pp. 197-244.
CHERNELA, Janet. Language in an ontological register: Embodied speech in the Northwest Amazon of Colombia and Brazil. Language & Communication, v. 63 p. 23-32, 2018.
EPPS, Patience. The Vaupés Melting Pot: Tucanoan Influence on Hup. In: Aikhenvald, A.; Dixon, R. (orgs.). Grammars In Contact: A Cross-Linguistic Typology. Oxford: Oxford University Press, 2007.
EPPS, Patience; STENZEL, Kristine (Orgs.). Upper Rio Negro: cultural and linguistic interaction in Northwestern Amazonia. Rio de Janeiro: Museu Nacional/Museu do Índio-Funai, 2013.
FERNANDES, Ulysses; HERRERO, Marina (Orgs.). Baré: povo do rio. São Paulo: Edições Sesc, 2015.
FREIRE, José Ribamar Bessa. Rio Babel: A história das línguas na Amazônia. 2. ed. Rio de Janeiro: EdUerj, 2011.
HEMMING, John. Fronteira Amazônica: A Derrota dos Índios Brasileiros (trad. Antonio de Padua Danesi). São Paulo: Edusp, 2009.
HEMMING, John. Ouro Vermelho: A Conquista dos Índios Brasileiros (trad. Carlos Eugênio Marcondes de Moura). São Paulo: Edusp, 2007.
HUGH-JONES, Christine. From the Milk River: Spatial and temporal processes in Northwest Amazonia. New York: Cambridge University Press, 1979.
HUGH-JONES, Stephen. Shamans, prophets, priests and pastors. In: Thomas, Nicholas; Humphrey, Caroline (orgs.). Shamanism, history, and the state. Ann Arbor: University of Michigan Press, 1996. pp. 32-75.
HUGH-JONES, Stephen. The Substance of Northwest Amazonian Names. In: Vom Bruck, Gabriele; Bodenhorn, Barbara (orgs.). The Anthropology of Names and Naming. New York: Cambridge University Press, 2006. pp. 73-96.
LÜPKE, Friederike et al. Comparing Rural Multilingualism in Lowland South America and Western Africa. Anthropological Linguistics, v. 62, n. 1, p. 3–57, 2020.
MAIA, Gabriel Sodré. Bahsamori: O tempo, as estações e as etiquetas sociais dos Yepamahsã (Tukano). Dissertação (Mestrado) - PPGAS-UFAM, 2016.
MAIA, Moisés; MAIA, Arlindo. Ĩsâ Yẽkɨsɨmia Masîke': O conhecimento dos nossos antepassados. Uma narrativa Oyé. Iauaretê-São Gabriel da Cachoeira: FOIRN, 2004.
MEIRA, Márcio et al. Povoamentos indígenas e assentamentos coloniais no Rio Negro: perspectivas de pesquisa colaborativa. ARU: Revista de Pesquisa Intercultural da Bacia do Rio Negro, n. 3, p. 118–131, 2019.
MEIRA, Márcio. “Articulações políticas e identidade étnica no Alto Rio Negro”. In: D’INCAO, Maria Angela; SILVEIRA, Isolda Maciel Da (Orgs.). A Amazônia e a crise da modernização. Belém: ICSA/UFPA - Museu Paraense Emílio Goldi, 2009.
NEVES, Eduardo Góes. Arqueologia, história indígena e o registro etnográfico: exemplos do Alto Rio Negro. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, v. 3, p. 319–330, 1999.
NIMUENDAJÚ, Curt. Reconhecimento dos rios Içana, Ayari e Uaupés: apontamentos linguísticos e fotografias. Rio de Janeiro: Museu do Índio - Funai, 2015.
OLIVEIRA, Ana Gita de. O mundo transformado: um estudo de fronteira no Alto Rio Negro. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1995.
RAMIREZ, Henri. A fala tukano dos Ye'pâ-masa: Tomo I: Gramática. Manaus: Cedem, 1997b.
RAMIREZ, Henri. A fala tukano dos Ye'pâ-masa: Tomo II: Dicionário. Manaus: Cedem, 1997c.
SANTOS, Fernando Sergio Dumas Dos. O povo das águas pretas: o caboclo amazônico do Rio Negro. História, Ciências, Saúde - Manguinhos, v. 14, p. 113–143, 2007.
SARMENTO, Francisco. O Alto Rio Negro indígena em mais de dois mil anos de história. Revista Brasileira de Linguística Antropológica, v. 11, n. 2, p. 41–72, 2019.
SHULIST, Sarah. Transforming Indigeneity: Urbanization and language revitalization in the Brazilian Amazon. Toronto: University of Toronto Press, 2018.
SILVA, Fabiana Sarges. A lei de cooficialização das línguas tukano, nheengatu e baniwa em São Gabriel da Cachoeira: questões sobre política linguística em contexto multilíngue. 2013. Dissertação (Mestrado em Letras) – Instituto de Ciências Humanas e Letras, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2013.
SORENSEN JR., Arthur P. Multilingualism in the Northwest Amazon. American Anthropologist, v. 69, n. 6, p. 670–684, 1967.
STENZEL, Kristine. Multilingualism in the Northwest Amazon, revisited. In: MEMORIAS DEL CONGRESSO DE IDIOMAS INDIGENAS DE LATINOAMÉRICA-II 2005, Austin. Anais [...]. Austin: University of Texas, 2005.
STENZEL, Kristine; FRANCHETTO, Bruna (Orgs.). Línguas indígenas: artes da palavra. Revista Linguística, v. 15, n. 1, 2019.
STENZEL, Kristine; WILLIAMS, Nicholas. Toward an interactional approach to multilingualism: Ideologies and practices in the northwest Amazon. Language & Communication, v. 80, p. 136-164, 2021.
VIOTTI, Evani. Avaliando a vitalidade linguística em contextos de multilinguismo: etnografias versus modelos computacionais. Revista Linguíʃtica, v. 16, n. 1, p. 62–84, 30 abr. 2020.

Programa

Este curso se propõe a abordar a obra de Amelia Rosselli (1930-1996), uma das vozes mais marcantes da poesia italiana do século XX. Após traçar um panorama introdutório de sua vida e de sua trajetória literária, serão discutidos três aspectos fundamentais de sua escrita: o plurilinguismo, a relação com a música e a intertextualidade. Ao longo dos encontros, leremos e analisaremos uma seleção de textos — dos primeiros poemas aos mais recentes —, refletindo sobre a complexidade da obra de Rosselli e sua importância na literatura italiana.

O curso será dividido em três encontros:
1. Amelia Rosselli: a vida e a obra. Plurilinguismo e identidade.
2. Intertextualidade e invenção linguística. Leitura de poemas (La Libellula; Variazioni Belliche).
3. A música e o verso. Leitura de poemas (Serie Ospedaliera; Documento; Impromptu).

Bibliografia básica:
BALDACCI, Alessandro. Amelia Rosselli. Laterza: Bari-Roma 2007.
BRANCATI, Francesco. Ideale reale. Sulla poesia di Amelia Rosselli. Roma: Carocci, 2025.
CORTELLESSA, Andrea. La furia dei venti contrari: variazioni Amelia Rosselli con testi inediti e dispersi dell’autrice. Firenze: Le lettere, 2007.
MENGALDO, Pier Vincenzo. Poeti italiani del Novecento. Milano: Mondadori, 1990 [1978].
PASOLINI, Pier Paolo. Notizia su Amelia Rosselli. Il Menabò, n. 6, 1963, pp. 66-69.
ROSSELLI, Amelia. Le poesie. Organização de Emmanuela Tandello; prefácio de Giovanni Giudici. Milano: Garzanti, 2019 [1997].
_______ . Una scrittura plurale: saggi e interverti critici. Organização de Francesca Caputo. Novara: Interlinea, 2004.
_______ . È vostra la vita che ho perso. Conversazioni e interviste 1964-1995. Organização de Monica Venturini e Silvia De March; prefácio: Laura Barile. Firenze: Le Lettere, 2010.
_______ . L’opera poetica. Organização de Stefano Giovannuzzi; introdução de Emmanuela Tandello. Milano: Mondadori, 2012.

Outros textos serão fornecidos ao longo dos encontros.

Programa

Aula Prática/Técnica Música Teoria
11/04 Atekata/Awase Itoguruma

“Tesouros que perpetuam tradições: Fumiko Yonekawa”

(documentário)

18/04 '' '' “Kono oto tomare!” (anime)
25/04 Kakite/Chirashi Satogokoro O instrumento
09/05 '' '' A importância social do koto
16/05 Sukui/Tsukiiro Kazoeuta

Tradições 1: Corte e aristocracia, Os Tōdo e os profissionais cegos, Mulheres e kotoístas amadores

23/05 '' '' Tradições 2: Linhagens e escolas
30/05 Wari Sakura Sakura Gêneros: Kumiuta, Danmono e Sankyoku
06/06 '' '' A historicidade das partituras
13/06 Yowaoshi Mononoke Hime O koto moderno: Meiji Jidai e Gendai no Sōkyoku
20/06 '' '' Os primeiros registros da música “clássica” japonesa no Brasil
27/06 Hikiiro/Tsuyooshi Yasashii Rokudan A implantação do Grupo de Estudos da Música e Dança Japonesa no Brasil

Referências Bibliográficas
Johnson, Henry. The koto: a traditional instrument in contemporary Japan. Amsterdam: Hotei Publishing, 2004.
Miyazaki, Mayumi. Koto to sōkyoku o shiru jiten [Dicionário enciclopédico para o conhecimento sobre koto e sua música].
Tōkyō: Tōkyōdō Shuppan, 2009.
Mizuno, Toshihiko. Okoto Hajime: Hirachōshi-hen [Iniciação ao koto: compilação para hirachōshi]. Fukuoka: Dainihon Katei
Ongaku, 2021.
Nomura, Hideko. Kyōyō no tame no koto no jōshiki to gakuri no ohanashi [Conhecimentos essenciais e teoria musical para
estudantes de koto]. Nagoya: Seigensha Shuppanbu, 1980.
Nomura, Seihō. Tanoshiku manabu tame no sōkyokushū [Coletânea de peças curtas para o aprendizado divertido de koto, no. 1].
Nagoya: Seigensha Shuppanbu, 1962.
Satomi, Alice L. Dragão Confabulando: etnicidade, ideologia e herança cultural através da música para koto no Brasil. Curitiba:
Editora Prismas, 2018.
____________. Música para koto além-mar: o caso do Grupo Miwa. Tempo da Ciência, [S. l.], v. 20, n. 39, p. 157–174, 2000.
Disponível em: https://saber.unioeste.br/index.php/tempodaciencia/article/view/9815. Acesso em: 19
jan. 2023.

Programa

– Aula 1 (26/05/2021) – Os primeiros marcos na literatura infantil coreana (1980-2000)
Na virada das décadas de 1980 e 1990, muitos artistas coreanos, da palavra e da imagem, trabalharam no nicho do setor editorial focado na produção de obras para jovens leitores, com grande força e presença no Infantil. Entre produções mais tradicionais, como os livros didáticos e as releituras de histórias já clássicas, surgiram obras mais experimentais e que deixaram marcas da forma de arte híbrida que se estabeleceu como geu-rim-chaek (livro ilustrado) coreano. Ao final dessa aula, faremos a leitura do primeiro livro ilustrado da Coreia do Sul: A história do Monte Baekdu (1988), de Ryu Jae-su.

– Aula 2 (27/05/2021) – Expansão e exportação (2000-2010)
Nos primeiros anos do século XXI, os autores (escritores e ilustradores) coreanos ganharam destaque inédito nas feiras internacionais de livros infantis. Quando nomes como Shin Dong-jun e Suzy Lee tiveram seus trabalhos reconhecidos por outros autores e editores estrangeiros, isso resultou nas primeiras compras de direitos de publicação de obras infantis coreanas para países tanto do oriente (China, Taiwan, Japão) quanto do ocidente (Itália, França, Estados Unidos). Diversos nomes despontaram nesse processo, criando um olhar diferenciado para a produção coreanas de literatura infantil. Ao fim dessa aula, leremos o livro-imagem Onda (2008), de Suzy Lee, que vendeu mais de 100 mil cópias no seu ano de lançamento ao redor do mundo.

– Aula 3 (28/05/2021) – Prêmios e reconhecimentos internacionais (2010-2020)
Após ganharem espaço nos mercados editorais internacionais, tornando-se referência estética para diversos artistas e editoras, os autores coreanos de literatura infantil chegaram à segunda década do século XXI com seus nomes constantemente indicados às principais premiações do setor, como o Hans Christian Andersen Awards, o BolognaRagazzi Award, o International Award for Illustration Bologna Children’s Book Fair e o Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA). Esses reconhecimentos fortaleceram tanto os artistas quanto o mercado editorial sul-coreano, que expandiu seu número de novos selos e criou associações locais, mesmo premiações (caso do Nami Concours), que prezam e fortalecem toda a cadeia produtiva envolvida na criação dos livros ilustrados. No fim da aula, faremos uma leitura da obra Balas mágicas (2017), de Baek Heena.

Referências
KIM, Jae-hyun; LEE, Hyun-jean. Picture books as Interactive Art. Journal of Basic Design & Art, Seoul, v. 19, n. 3, p.
69-83, jun. 2016.
KIM, Kwan-sik. The Origin of Korean Children’s Literature and the Necessity of Children’s Literature History. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 34, p. 5-28, jun. 2018.
KONG, Jeong-ja; SHIM, Won-sik. An Analysis of the Development of Picture Book Reviews in Korea. Journal of Korean Library and Information Science Society, Gongju, v. 45, n. 4, p. 165-184, dec. 2012.
KOREA. Publication Industry Promotion Agency of Korea. 2019 출판산업 실태조사. Seoul, 2020. Disponível em: <https://portal.kocca.kr/portal/bbs/view/B0000204/1942751.do?categorys=4…;. Acesso em: 30 jan. 2021.
LEE, Suzy. A trilogia da margem: O livro-imagem segundo Suzy Lee. Trad. Cid Knipel. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
MIN, Kyeong-rok. An Analysis of Korean Picture Books Focused on the Current Status of Children’s Book Export. Journal of Korean Library and Information Science Society, Gongju, v. 52, n. 1, p. 35-63, jan. 2018.
SUNG, Yoo-kyung. Emerging Trends in Korean‐Diaspora and Translated Korean Picture Books. The Reading Teacher, Newark, v. 73, n. 4, p. 399-404, dec. 2019.
ZUR, Dafna. Figuring Korean Futures: Children’s Literature in Modern Korea. Redwood City: Stanford University Press, 2017.

Programa

Introdução:

• A função do humano e a função natural

I. A ideia de função na perspectiva demiúrgica de Platão

• A função na cosmovisão do Timeu
• A função na República

II. A ideia de função natural em Aristóteles

• A função na atividade de produção: Física II
• A função natural na natureza: As Partes dos Animais

III. A função do homem na ética de Aristóteles

• O duplo sentido de ergon: o artefato e a ação: Ética a Eudemo
• O bem, o fim e a função: Ética à Nicômaco
• A função humana na cidade: A Política

Bibliografia:

PLATÃO, Timeu – Critias, Trad. Rodolfo Lopes, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011.
ARISTÓTELES, Física I – II. Prefácio, introdução, tradução e comentários por Lucas Angioni. Campinas, Editora da Unicamp, 2009.
ARISTÓTELES, Partes dos Animais, trad. Maria de Fátima Sousa e Silva, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2010.
ARISTÓTELES, De Anima, trad. Maria Cecília Gomes dos Reis, São Paulo, Editora 34, 2006.
ARISTÓTELES, Metafisica, v.2. texto grego com tradução, tradução italiano/português de M. Perini, São Paulo, Loyola, 2011.
ARISTÓTELES, Ética à Nicômaco, trad. António de Castro Caiero, São Paulo, Forense, 2017.
ARISTÓTELES, Ethica Nicomachea I 13 – III 8: tratado das virtudes morais. Trad. M. Zingano. São Paulo: Odysseus, 2008.
ARISTÓTELES, Ética a Eudemo; introdução, tradução e notas António Amaral, Artur Morão; revisão científica Marco Zingano. Lisboa Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa Imprensa Nacional 2019.
BAKER, S. H., “The Concept of Ergon: Towards an Achievement Interpretation of Aristotle’s ‘Function Argument’ ”. Oxford Studies in Ancient Philosophy, n. 48, 2015, p. 227-266.
BARNEY, R., “Aristotle’s Argument for a Human Function”. Oxford Studies in Ancient Philosophy, n.34, 2008, p. 293-322.
DESTRÉE, P., “Como demonstrar o próprio do homem? Por uma leitura ‘dialética’ de EN, I, 6.” In Sobre a Ética Nicomaqueia de Aristóteles: textos selecionados, editado por Marco Zingano, São Paulo, Odysseus Editora, 2010
p. 379-404.
LAWRENCE, G., “O bem humano e a função humana”. In: KRAUT, R. (org.)., Aristóteles: A Ética a Nicômaco. Porto Alegre: Artmed, 2009, p. 42-76.
MORAES F., e MAXIMO M., “Aristóteles e o argumento da obra ou função do homem”, Revista Portuguesa de Filosofia, n. 76, 1, 2020, p. 181-208.

Programa

1º encontro: 07/08/2023
Apresentação do curso: estrutura, organização, bibliografia, informes gerais. Profs.: Anderson Santos; Silvio Lima.
Aula 01: “A caminho do Oeste Paulista e a modernização crítica. Negatividade categorial: da crise do café
aos anos 1950”; Prof. Ministrante: Prof. Dr. Anselmo Alfredo.
Neste primeiro encontro, propomos discutir a forma da divisão internacional do trabalho que levaria à expansão
crítica da modernização capitalista no Oeste Paulista. Seguimos o argumento de Marx de que a reprodução do
capital se dá pela contradição entre a crise de valorização e sua expansão. Nesse sentido, ver em diferentes
momentos as determinações da crise nos processos expansivos do capital que conformaram a contradição campo
cidade nesta área paulista.
Bibliografia:
ALFREDO, Anselmo. Modernização e Fronteira na Cisão Campo e Cidade do Oeste Paulista. A
Particularidade da Divisão Social do trabalho numa Modernização Periférica. In: LEMOS, Amalia; GALVANI,
Emerson. Geografia: Tradições e Perspectivas. Homenagem ao Centenário do Nascimento de Pierre Monbeig. São
Paulo: CLACSO/Expressão Popular, 2009.
ALFREDO, Anselmo. Crítica à economia política do desenvolvimento e do espaço. São Paulo:
Annablume/Fapesp, 2013.
ALFREDO, Anselmo. Três estudos críticos: Kant, Hegel, Marx e o resgate da metafísica para a crítica à
economia política. A dialética sociedade natureza para a crítica social de Marx. Livre Docência – Universidade de
São Paulo – USP, São Paulo, 2017.
MONBEIG, Pierre. Pioneiros e Fazendeiros de São Paulo. São Paulo: Hucitec, Polis, 1998.

2º encontro: 08/08/2023
Aula 02: “A expansão do agrário paulista ao longo dos séculos XIX e XX: o desenvolvimento do capital em
uma realidade periférica”; Prof. Ministrante: Silvio Lima.
O desenvolvimento capitalista, em realidades gestadas a partir de processos de colonização, possui especificidades
que remetem à conformação dessas realidades à acumulação de capital alhures, nos centros industriais mundiais.
Partindo dessa premissa, discutiremos, neste segundo encontro, a expansão do agrário paulista como expressão
do caráter contraditório do desenvolvimento capitalista, processo que tolheria a acumulação em realidades
periféricas, como a brasileira, para que a mesma se efetive nas realidades industriais centrais. Nesse sentido, nos
propomos a pensar o desenvolvimento capitalista brasileiro situando-o na totalidade contraditória do capital que se
estabelece na simultaneidade entre acumulação e não acumulação.
Bibliografia:
LIMA, Silvio. Colonização e Crise: A racionalidade-irracional do capital na expansão do agrário paulista.
Dissertação (Mestrado), FFLCH-USP. São Paulo, 2017.
LIMA, Silvio. Capitalismo sem acumulação: a expansão do agrário paulista como processo de
desenvolvimento capitalista periférico (1880 -1970). In: ALFREDO, A. Geografia, crise e crítica social no capitalismo
periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.

3º encontro: 09/08/2023
Aula 03: “O cinturão verde de São Paulo como expressão crítica do capital”; Prof. Ministrante: Walid El Khatib.
Neste encontro buscamos compreender o processo de formação do cinturão verde paulista não como processo
naturalizado, mas como expressão social da negatividade do capital. Aqui, a produção crítica de valor no interior da
forma social capitalista, engendrada pelo desenvolvimento social das forças produtivas e pela divisão social do
trabalho, se fenomeniza conformando o então chamado cinturão verde paulista, cisão entre cidade e campo, entre
metrópole e seu entorno. É nesse cinturão que a agricultura e o imobiliário confrontam-se, hoje, mediados pelo
capital financeiro. Desse modo, buscaremos a análise da relação entre renda fundiária, juro e lucro, por meio da
análise da agricultura do cinturão verde da metrópole paulista. A geografia dessa agricultura contempla em seu
curso histórico as contradições da elevação constitutiva do preço da terra, que por sua vez nos revela a sua
associação necessária entre a queda da taxa média de juros e a queda tendencial da taxa de lucro. A partir da
década de 1970, essa agricultura passa a ser financiada não mais por uma produção efetiva de valor capaz de
pagar os seus próprios custos, dentre eles o preço da terra, mas por uma massa de dinheiro creditício sem
substância, enquanto ficção de valor. Assim, esse desvelar crítico da formação do cinturão verde de São Paulo
torna explícito, sob o véu material da urbanização, o contrário da acumulação, uma vez que o desenvolvimento do
cinturão verde não se realiza como acumulação de capital e urbanização, mas como crise e negatividade imanentes
ao capital.

Bibliografia:
EL KHATIB, Walid. O cinturão verde de São Paulo: a relação cidade-campo como expressão crítica do capital
a partir da década de 1979. São Paulo, 2018. Dissertação (Mestrado), FFLCH-USP. São Paulo, 2018.
EL KHATIB, Walid. O cinturão verde de São Paulo como expressão crítica do capital. In: ALFREDO, A.
Geografia, crise e crítica social no capitalismo periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.

4º encontro: 10/08/2023
Aula 04: “Novas feições do trabalho no campo paulista: crise e mobilidade do trabalho em uma região do
agronegócio”; Prof. Ministrante: Anderson Santos
O percurso deste encontro toma o fio condutor da crítica do capital, i.e., considera os aspectos críticos do processo
de acumulação e busca entender as contradições da reprodução capitalista na forma particular do campo paulista.
As reflexões emergem a partir de experiências e pesquisas no município de Itápolis, na região de Araraquara,
estado de São Paulo, antiga região citrícola que, atualmente, no início da década de 2010, se tornou importante
espaço de produção de cana-de-açúcar. Assim, o objetivo principal do encontro é o de compreender as atuais
transformações, enquanto abstrações reais, gestadas pela reprodução crítica do capital no campo paulista e seus
impactos sobre as relações de trabalho, particularmente sobre pequenos proprietários de terra e trabalhadores
volantes desta região de São Paulo.
Bibliografia:
ALFREDO, Anselmo. Modernização e Reprodução Crítica. Agroindústria do Leite e Contradições do
Processo de Acumulação. In: Geousp – Espaço e Tempo, Revista de Pós-Graduação, DG-FFLCH-USP, n. 24,
2008, p. 63-108.
SANTOS, Anderson. Da crítica da economia política à crítica da contradição campo-cidade: geografia,
metafísica e relação agrário-urbano no Brasil. In: ALFREDO, A. Geografia, crise e crítica social no capitalismo
periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.
SANTOS, Anderson. Novas feições do trabalho no campo: crise e mobilidade do trabalho em uma região do
agronegócio paulista – Itápolis (SP) – 1990-2020, 2023. No prelo.

5º encontro: 11/08/2023
Aula 05: “O crescimento e a crise da economia brasileira no século XXI como crise da sociedade do
trabalho: bolha das commodities, capital fictício e crítica do valor-dissociação.”; Prof. Ministrante: Fábio Pitta.
O objetivo deste encontro é o de relacionar os fenômenos do crescimento econômico no Brasil a partir de 2003 e da
crise económica após 2012/2013 com a economia das bolhas financeiras alimentada pelo capital fictício, como um
momento de reprodução global do capitalismo contemporâneo na sua crise fundamental. Uma bolha nos mercados
financeiros de derivados de mercadorias, que levou a um aumento significativo dos preços, impulsionou as
exportações brasileiras de commodities, com impactos sobre o campo paulista. Isto levou à uma aceleração no
desenvolvimento das forças produtivas do campo, aumentando a composição orgânica do capital, e à uma
expulsão acelerada do trabalho vivo dos processos de produção – isto tem vindo a acontecer no Brasil desde os
anos 70, mas intensificou-se neste momento. Tais processos só puderam durar até ao rebentamento da bolha das
mercadorias entre 2011 e 2014, como consequência do rebentamento da bolha financeira global em 2008, que,
partindo de Robert Kurz, será entendida sob as determinações do capital fictício e da acumulação simulada.
Finalmente, a aula defende a necessidade da crítica radical da dissociação e do valor, que na sua crítica do capital,
da mercadoria e do trabalho visa ultrapassar esta mediação social.

Bibliografia

PITTA, Fábio. Modernização retardatária e agroindústria sucroalcooleira paulista: o Proálcool como
reprodução fictícia do capital em crise. Dissertação (Mestrado), FFLCH-USP. São Paulo, 2011.
PITTA, Fábio. As transformações na reprodução fictícia do capital na agroindústria canavieira paulista: do
Proálcool à crise de 2008. Tese (Doutorado), FFLCH-USP. São Paulo, 2016.
PITTA, Fábio. O crescimento e a crise da economia brasileira no século XXI como crise da sociedade do
trabalho: bolha das commodities, capital fictício e crítica do valor-dissociação. In: Revista SINAL DE MENOS, v. 1,
2020.
PITTA, Fábio; SILVA, Allan. A pandemia da crise fundamental do capital no Brasil de Bolsonaro: inflação
global, o estouro da mais recente bolha financeira mundial e desintegração social do capitalismo. In: ALFREDO, A.
Geografia, crise e crítica social no capitalismo periférico. São Paulo: Editorial Igrá Kniga, 2023. No prelo.
Encerramento: considerações finais. Profs.: Anderson Santos; Silvio Lima.
Bibliografia complementar:
ALFREDO, Anselmo. Crise imanente e abstração espacial. Fetiche do capital e sociabilidade crítica. In:
Revista Terra Livre, Associação de Geógrafos Brasileiros, Ano 26, vol. 01, nº 34, jan.-jun. 2010, p. 37-62.
ALFREDO, Anselmo. Crítica materialista e metafísica social sob as determinações críticas do capital. In:
Boletim Paulista de Geografia, v. 95, 2016.
GAUDEMAR, J. Mobilidade do trabalho e acumulação do capital. Lisboa: Estampa, 1977.
GROSSMANN, Henryk. La ley de la acumulación y del derrumbe del sistema capitalista. Una teoría de la
crisis. México: Siglo Veintiuno Editores, 1979.
KURZ, Robert. O Colapso da Modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia
mundial. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 2004.
LENIN, Vladimir. Imperialismo - Estágio superior do capitalismo. São Paulo: Expressão Popular, 2012.
MANDEL, Ernest. O Capitalismo Tardio. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política: Livro I: o processo de produção do capital. São Paulo:
Boitempo, 2013.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política: Livro II: o processo circulação do capital. Trad. De
Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2014.
MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política: Livro III: o processo global da produção capitalista. São
Paulo: Boitempo, 2017.

Programa

Comunicação: falar de seu percurso profissional; responder a perguntas formais; expor e precisar fatos, dando nuances; relatar fatos; responder a enquetes; fazer uma apreciação; pedir explicações; expressar desejos e dar conselhos; caracterizar pessoas; relatar a fala de outros.

Vocabulário: estudos e vida profissional; séries televisivas e de sucesso; eventos festivos e culturais; vocabulário necessário para apresentar resultados de uma pesquisa/enquete; vida cultural; mundo do espetáculo; história em quadrinhos; vocabulário para dar conselhos e expressar desejos; características pessoais; estudos e diplomas em francês.

Gramática: pretérito mais-que-perfeito; inversão da questão; pronomes indefinidos; local dos advérbios nas frases; dar destaque usando “ce qui”, “ce que”; pronomes interrogativos; superlativo; diferentes maneiras de fazer perguntas; futuro do pretérito; proposições relativas complexas; discurso indireto, concordância dos tempos verbais.

Elementos de fonética: Serão trabalhados alguns sons específicos do francês, pertinentes ao nível intermediário, de acordo com sua aparição nas lições, com destaque para: pronúncia de tout, tous; sons [y] e [u]; pronúncia do pretérito imperfeito e do futuro do pretérito.

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:

CHAMBERLAIN, A. STEELE, R. Guide pratique de la communication. Paris, Didier, 1998.
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Intermédiaire. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. ; THIÉVENAZ, O. et al. Grammaire progressive du français - niveau intermédiaire. Paris, CLE, 2013.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau intermédiaire. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 2. Niveau A2. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

Programa

Aula 1
Família Solano Trindade:
A casa de Raquel, a casa de Solano e Margarida. Legados e métodos de defesa antirracista por meio da cultura ancestral. O ensino pela convivência ancestral dos ritmos e danças brasileiras.

Aula 2
Organização da religião dos Orixás no Brasil.
O negro no continente africano, a escravização, a travessia e a criação do Candomblé.
Os Orixás:
Quem são os Orixás e o que eles querem de nós em 2023. Para onde ir e quais os nossos anseios de oração.

Aula 3
Sincretismo e intolerância na religiosidade brasileira:
A necessidade de se buscarem caminhos para a sobrevivência da religião. Resistência e rendição.
Vá cuidar de sua vida:
Os sacerdotes. Babalorixás, Yalorixás, Ekedjis e Ogas. A chegada da pessoa branca no mundo dos Orixás: mudanças, problemáticas e benefícios.


Aula 4
As influências da música nos Orixás na música brasileira:
Lobo de Mesquita, Padre José Mauricio Nunes Teixeira, Maestro Abigail Moura, Moacir Santos, Pixinguinha, Bosco e Blanc, Gil e a baianidade nagô, blocos afro e bailes funk.

Aula 5
Ogas
Sacerdote ou músico. O profissional e o amador, Alabes, Axoguns, Colofes, funções no Ilê, o Oga na rua.

Aula 6
Ogas II - Instrumentação
Tambores, agogôs, agbês, e outros instrumentos rituais. História, sonoridades, manutenção.

Aula 7
Ogas III
Ritmos dos Orixás

Aula 8
Sobre Margarida Trindade:
Terapeuta Ocupacional que trabalhou no Centro Psiquiátrico Pedro II como apoio da psiquiatra Nise da Silveira. Co-criadora do Teatro Popular Brasileiro. Professora de danças brasileiras da Mestra Raquel Trindade.

Aula 9
Ogas IV
Coreografia dos Orixás

Aula 10
Ogas V
Maracatus, cocos, samba rural e de lenço, jongo mineiro e fluminense, guerreiros de Alagoas


Os mestres:
Vitor da Trindade
Nos seus mais de 50 anos como artista, Vitor apresenta-se em várias cidades do Brasil e também pelas Américas do Sul e Central, Europa, África e Ásia mostrando as várias linguagens de seu trabalho, que passa além dos shows, pelos palcos do teatro, cinema e circo, como compositor, músico, professor e dançarino e atualmente como escritor, palestrante e pesquisador.
O artista também é Ogan Alabê Omoloyê do Ilê Axé Jagun, iniciado por Pai Kilombo há 35 anos. Foi iniciado artisticamente na adolescência como músico e dançarino do Teatro Popular Brasileiro fundado por seus avós e onde continua até hoje no agora renomeado Teatro Popular Solano Trindade (TPST) onde Vitor é herdeiro, presidente e diretor artístico desde 2018, ano de falecimento de sua mãe. O TPST é formador de profissionais que divulgam este trabalho dentro e fora do Brasil, praticando, estudando e ensinando os ritmos e danças da cultura negra apoiados no mote de Solano; “Pesquisar na fonte de Origem e Devolver ao Povo em Forma de Arte”.
Vitor tem 66 anos, é casado com a bailarina Elis Trindade, tem seis filhos carnais e um adotivo. Seu trabalho é extremamente envolvido com as tradições familiares. Representante da cultura dos griots, sobas e djelis africanos como seus antepassados, traz em sua bagagem um repertório muito grande como artista da música preta.
Trabalha como percussionista com Mateus Aleluia, Revista do Samba e outros, é compositor com trabalhos como Pregões do Rio, do álbum “Novo, mais e melhor”, de David Byrne, e nos seus sete álbuns próprios que se iniciam em 2001 com o projeto Ayrá Otá com Carlos Caçapava. Segue entre projetos brasileiros e europeus com o trio Revista do Samba e outros artistas, finalizando com seu álbum solo Ossé – Vitor da Trindade em 2015, quando envereda pelo mundo acadêmico pesquisando sobre os músicos do Candomblé e escrevendo o livro “Oganilu, O Caminho do Alabê” editado e lançado em 2019, quando inicia seu mestrado em etnomusicologia pela ECA-USP, defendido em 2021, que será livro lançado em julho de 2023. Ainda em 2022 edita “A Vela Branca de Oxalá”, livro de crônicas e poesias. Em 2023 segue em projeto de doutorado em filosofia com o mesmo tema na Universidade de Weimar na Alemanha, país onde viveu de 2001 a 2006 e foi pela primeira vez convidado a oferecer workshop de música brasileira em 1998 no Festival Samba Syndrom da Landesmusikakademie (Academia Federal de Música) em Berlim.
O artista também é Ogan Alabê Omoloyê do Ilê Axé Jagun, iniciado por Pai Kilombo há 35 anos. Foi iniciado artisticamente na adolescência como músico e dançarino do Teatro Popular Brasileiro fundado por seus avós e onde continua até hoje no, agora, renomeado Teatro Popular Solano Trindade (TPST) onde Vitor é herdeiro, presidente e diretor artístico desde 2018, ano de falecimento de sua mãe. O TPST é formador de profissionais que divulgam este trabalho dentro e fora do Brasil, praticando, estudando e ensinando os ritmos e danças da cultura negra apoiados no mote de Solano; “Pesquisar na fonte de Origem e Devolver ao Povo em Forma de Arte”.



ELIS TRINDADE
Trabalha na Escola de Bailado da Secretaria de Cultura de Taboão da Serra, em curso regular de Dança Afro-brasileira Contemporânea e também com dança inclusiva para deficientes visuais e Mentais em parceria junto à Secretaria de Saúde do mesmo município. Coreógrafa e coordenadora cultural do Teatro Popular Solano Trindade.
Seu trabalho é focado em aulas que contemplem e reforcem a ideia da dança contemporânea afro-brasileira. Um grupo de aulas que mostram as várias vertentes possíveis trazidas pela cultura afrodescendente, que inclui as danças populares e as coreografias ancestrais trazidas pelas danças religiosas, tanto no contexto da tradição africana quanto no encontro em solo brasileiro com as culturas indígenas e a cultura europeia. Ekedji Abian do Ilê Axé Jagun.
Tem como referência principal o Teatro Popular Solano Trindade. Raquel Trindade a instruiu como sua substituta na direção coreográfica do grupo que existe desde 1974, e que tem como raiz o Teatro Popular Brasileiro formado por Solano Trindade e Dona Margarida da Trindade desde 1950. No repertório o maracatu do Recife, o jongo mineiro e fluminense, os guerreiros de Alagoas e outras danças tradicionais, incluindo movimentos dos Orixás que fazem referencias aos elementos da natureza
Trabalhou como camareira e supervisora de governança em um resort de Porto de Galinha Pernambuco, distrito de sua cidade natal Ipojuca. Em São Paulo trabalhou como garçonete e recepção de eventos do Restaurante Buenos Aires em Embu das Artes. Em seguida foi assessora e secretária de Matilde Ribeiro ministra chefe da SEPPIR , como apoiadora em seu trabalho com a CONAQ- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e também com o Movimento Negro na Assembléia Legislativa em São Paulo. Foi recepcionista da Secretaria de Saúde de Taboão da Serra. Durante este tempo graduou-se em Artes com habilitação em dança na Faculdade Paulista de Artes oferecendo aulas de dança nos Caps ,CECO e UBSs pelo SUS em Taboão da Serra. Em 2019 presta concurso para a Secretaria de Cultura e ainda atua nas UBS, Caps e Polos de Cultura de Taboão. Em 2020 é convidada a estar como Coordenadora da CEPIR (Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial).

Bibliografia e referências:

BARROS, José Flávio Pessoa de. Olubajé, Uma Introdução à Música Sacra Afro-brasileira – Intercom-UERJ. Rio de Janeiro, 1999.

DA TRINDADE, Vitor - Oganilu, O Caminho do Alabê . São Paulo, Independente,2019.

DE YEMANJÁ - Mãe Beata. Caroço de Dendê - A Sabedoria dos Terreiros - como Yalorixás e Babalorixás passam conhecimento a seus filhos. RJ, Pallas Editora, 2008.

GOLDMAN, Marcio. Do outro Lado do Tempo - Sobre Religiões de Matriz Africana. RJ, Editora Sete Letras (Viveiros de Castro), 2023.

NASCIMENTO, Abdias do. O Quilombismo – Documentos de uma Militância Pan-africanista. Brasília, Fundação Cultural Palmares, 2002.

OLIVEIRA, Lulla, VICENTE, Tânia e DE SOUZA, Ogan Raul. Ritmos do Candomblé – Songbook. RJ, Abbetira Artes e Produções, 2008.

OMINARÊ, Babalorixá (Wilton do Lago Vialle). Candomblés de Keto – Quarta Edição. RJ, Editora Pallas,1985.

PINTO,Tiago de Oliveira. Music as Living Heritage and Essay on Intangible Culture. Weimar, Edition Emwas – University of Music Franz Liszt, 2018.

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. SP, Companhia das Letras, 2007.

SILVA, Vagner Gonçalves. Caminhos da Devoção Brasileira. São Paulo, Edições Selo Negro, 2005.

SMALL, Christopher. Musicking, The Meanings of Perfoming and Listening. New England, London, Wesleyan University Press, 1998.

SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O Ogan Otum Alabê – Sacerdote e Músico no Ilê Axé Jagun – Dissertação de Mestrado – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.

SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O RAP da Felicidade e o Rap do Silva: Música de Protesto. Revista da Tulha Volume 06 num 02, São Paulo, USP, 2020.

SOUZA, Vitor Israel Trindade de. O ritual de Candomblé Refletido na Sala de Espetáculo: Troca de Ideias Sobre e Com O Texto “O caráter Social da música de Cristopher Small. Revista da Tulha Volume 06 num 01. São Paulo, USP, 2020.

TRINDADE, Solano. Cantares ao Meu Povo. São Paulo, Editora Fulgor. 1961.

VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás. São Paulo, Editora Corrupio – Quarta edição, 1993.