Programa

Aula 1 (18/08): O caso de Cristais da Alma (1673), de Antônio de Escobar
Aula 2 (20/08): A poesia de amor ao divino nos escritos de Sóror Maria do Céu.
Aula 3 (21/08): A lírica portuguesa dos séculos XVII e XVIII: desafios e possíveis abordagens

Bibliografia:
ACHCAR, Francisco. Lírica e Lugar-comum: alguns temas de Horácio e sua presença em português. São Paulo: Edusp, 2015
BOUZA, Fernando. Corre Manuscrito: una historia cultural del Siglo de Oro. Madri: Marcial Pons, 2015.
CARVALHO, Maria do Socorro Fernandes de. Poesia de Agudeza em Portugal. São Paulo: Humanitas; Edusp; Fapesp, 2007.
CHARTIER, Roger. A Ordem dos Livros: Leitores, Autores e Bibliotecas na Europa entre os Séculos XIV e XVIII. Tradução de Mary Del Priori. Ed. UnB, 1998.
ESCOBAR, Gerardo de. Cristais da Alma. Lisboa: Oficina de João da Costa, 1673.
HANSEN, João Adolfo. Alegoria: construção e interpretação da metáfora. São Paulo: Hedra; Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
HATHERLY, Ana. A preciosa de Sóror Maria do Céu. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990.
MARIA DO CÉU, Sóror. org. P. Francisco da Costa. Enganos do Bosque, Desenganos do Rio. Em que a Alma entra perdida, e sahe dezengada. Com outras muitas obras varias, e admiráveis. Lisboa: Oficina de Manoel Fernandes da Costa, impressor do Santo Ofício, 1736.
MUHANA, Adma. A Epopeia em Prosa Seiscentista: uma definição de gênero. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997.
SILVA, Fabio Mario da. A literatura como instrução. uma leitura de metáforas das flores de soror Maria do Céu. Rio de Janeiro: Revista e-scrita: Revista do Curso de Letras da UNIABEU, 2014.

Programa

1 . Introdução (30 minutos)
1.1 O que é IA?
• IA generativa versus IA assistiva
• Funcionamento de modelos de IA generativa
• Como modelos como ChatGPT funcionam: aprendizado baseado em dados e previsão probabilística
• Uso crítico e exploração de recursos de IA
• O que é um modelo de IA e como funciona (dados, algoritmos e aprendizado).
• Limitações, transparência e riscos éticos no uso de IA.


2. Explorando Ferramentas de IA:
• Exemplos práticos: ChatGPT e ferramentas similares.
• Aplicações no dia a dia, como tradução, transcrição e adaptação de conteúdo.
• Organização de recursos
• Apoio à pesquisa e coleta de dados
• Conceito de Treinamento de Modelos


3. Gestão de Prompts e Aplicações Práticas
3.1 Prompts Simples
• Redação e revisão de textos com clareza e precisão.
• Tradução e adaptação para diferentes plataformas.
• Criação de títulos e legendas para redes sociais.
3.2 Prompts Intermediários e Avançados
• Geração de ideias para campanhas e pautas editoriais.
• Personalização de conteúdo para diferentes públicos.
• Roteirização de vídeos e podcasts.
• Automação criativa e refinamento de estilo editorial.

4. Atividade Prática
Exercício Guiado:
Cada participante trabalhará com materiais próprios ou sugeridos, experimentando o uso de prompts para atender às suas necessidades específicas.

5. Discussão e Reflexão
• Debate sobre as implicações éticas do uso de IA na comunicação.
• Partilha de experiências e conhecimentos absorvidos na primeira parte.

6. IA no Audiovisual: impacto e aplicações
• Uso na pré-produção (roteiro, planejamento visual, concepção artística)
• IA na produção (cinematografia, direção de arte, fotografia)
• IA na pós-produção (edição, montagem, correção de cor e som)
• Desafios éticos: autoria, viés algorítmico e transparência

7. Demonstração breve: Exemplos de uso real da IA na criação de roteiros, imagens e edição audiovisual.

8. Exercício Coordenado: Projeto Experimental de uso de Prompts para Audiovisual - aplicação coordenada de IA para pesquisa e criação
Os participantes realizam um exercício guiado, testando diferentes prompts e analisando seus efeitos em diversas funções do audiovisual:
• Definição do Conceito, Roteiro e Estrutura
• Planejamento de Projeto e Linguagem
• Referências e Direção de Arte
• Planos, Enquadramentos e Movimentos
• Análise e Preparação de Filme
• Elementos de pós-produção

9. Análise e Discussão
• Comparação de exemplos das diferentes respostas das ferramentas e ajustes nos prompts.
• Reflexão sobre o controle criativo e a intervenção humana no processo.
• Identificação de oportunidades e desafios do uso de IA em cada etapa da produção audiovisual.
• Perguntas, orientações finais e recomendações para aprofundamento no uso de IA.

10. Entregas finais e requisitos para certificação
1) Mínimo de 75% de frequência obrigatório.
2) Preenchimento dos formulários de inscrição, exercícios e avaliação do curso.
3) É requisito para aprovação a produção (individual ou em grupo) de uma das seguintes opções:
a) uma peça audiovisual: filme curta-metragem de 3 a 5 minutos; ou
b) uma peça de áudio: podcast, entrevista ou narração de história de 3 a 5 minutos; ou
c) uma peça textual de qualquer natureza com 300 a 1500 palavras e imagem ilustrativa.
Os participantes têm a opção de utilizar ou não a IA para essas produções. Os materiais produzidos serão publicados nos canais do NUPEPA/ImaRgens.
O projeto final é uma produção de inspiração própria, com temática, linguagem e estilo livres.
Os projetos finais serão compartilhados publicamente, e os dados de prompt e análise serão anonimizados e poderão ser publicados para fins de estudo.

Referências Bibliográficas:

Comin, A. A., Oliveira, C. G. B., Kaufman, D., Bucci, E., & Arbix, G. (2024). Inteligência artificial: Democracia e impactos sociais. Editora Dialética.
Ferreira, A. H., & Trevisan, A. C. (2025). Meta-identidade e plataformas digitais: disputas por transparência e controle na criação algorítmica das identidades pelos sistemas de IA. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13161
Ferreira, A. H., Trevisan, A. C., M. Flores, A. M., & Pinheiro da Silva, D. (2025). Inteligência Artificial nas Ciências Sociais e Humanas: usos, reflexões e impacto na intersecção com o audiovisual no Brasil (version 1). Observatório Social para a Inteligência Artificial & Dados Digitais (OSIADD). https://doi.org/10.5281/zenodo.15257282
Ferreira, A. H., Trevisan, A. C., & Baptista, C. (2024). Comprendiendo, Integrando y Gestionando Cambios Tecnológicos en la Era de la IA - un enfoque para periodistas. In Inteligencia artificial y periodismo: narrativas, aplicaciones y herramientas (pp. 41–66). Comunicación Social Ediciones y Publicaciones.
Groenner, L., Lopes de Faria, L. I., Perissini, R. C., & Gracioso, L. D. S. (2022). Estudo bibliométrico sobre a pesquisa em inteligência artificial no Brasil. 16, e02147. https://doi.org/10.36311/1981-1640.2022.v16.e02147
Jironza Hidalgo, J. (2024). Análisis de la implementación de Inteligencia Artificial como herramienta de postproducción digital audiovisual. Ñawi: arte diseño comunicación, 8(2), 165-177.
Leite, F., Gonçalvez, I. X., Azevedo, T. L. de, Moherdaui, L., & Pereira, E. (2024). IA responsável, plataformas de mídia social e regulação no Brasil: Notas para pensar a participação social em tempos de incertezas. Novos Olhares, 13(2), 51–70. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2024.225630
McLuhan, M. (1974). Os meios de comunicação: como extensões do homem. Editora Cultrix.
Vela, S., Sánchez, P., & Navarro, N. (2024). La revolución será artificial. Un análisis de la creación audiovisual generada por IA. Tripodos, 55, 05. https://doi.org/10.51698/tripodos.2024.55.05 In: https://tripodos.com/index.php/Facultat_Comunicacio_Blanquerna/article/…

Programa

 
Este curso tem por objetivo preparar os alunos para realizar as provas de certificação em língua francesa, dando-lhe ferramentas para que eles conheçam as provas e desenvolvam as habilidades linguísticas e discursivas requeridas por elas. 
Ele objetiva trabalhar habilidades comunicativas em Língua Francesa que permitam aos alunos dominar a língua em situações variadas, possibilitando que se apresentem aos exames DELF B1, DELF B2 e DALF C1. 
Nos módulos serão trabalhadas estratégias para o desenvolvimento das capacidades requeridas pelos exames. As aulas tratarão das quatro habilidades avaliadas nas provas: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita. Para tanto, serão trabalhados as provas e objetivos específicos para permitir que os alunos possam realizar os exames DELF/DALF. 

Trata-se de um curso modular, de 45 horas, que será dividido em 3 módulos: DELF B1, DELF B2 e DALF C1. Cada módulo será composto de 3 aulas de 3 horas e meia. Além disso, o curso conta com uma aula introdutória de 3 horas, comum a todos os módulos. 
O curso funcionará da seguinte forma: 
1 aula introdutória para os três exames 
3 aulas para o nível B1 
3 aulas para o nível B2 
3 aulas para o nível C1 

O aluno poderá se matricular nos três módulos ou em apenas um deles. 

Justificativa 
Não há muitos cursos que preparem a estes exames que são essenciais para estudar no exterior e, também, como prova de proficiência para diversos programas de pós-graduação. 
Pré-requisitos para inscrever-se no curso 
É necessário comprovar o nível por meio de um dos certificados (DELF) anterior ao nível que se deseja estudar ou fazer um teste de nível. 

Bibliografia 
BAPTISTE Auréliane, MARTY Roselyne. Réussir le DELF B2. Didier, 2010. 
BRETON Gilles, LEPAGE Sylvie, ROUSSE Marie. Réussir le DELF B1. Didier, 2010. 
CHEVALLIER-WIXLER Dominique, DUPLEIX Dorothée, JOUETTE Ingrid, et al. Réussir le DALF C1/C2. Didier, 2007 
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B1. Hachette FLE, 2006. 
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B2. Hachette FLE, 2006.

 

Programa

Aula 1: Sujeito político na obra de Reinaldo Arenas
- Propor uma leitura dos contos de Reinaldo Arenas desde uma perspectiva emancipadora, conforme proposto por Jacques Rancière em O desentendimento (RANCIÈRE, 1996)
- Contos: “El Traidor”, “Adiós a mamá” e “Memorias de la Tierra” ( em Termina el desfile seguido de Adiós a mamá)
 
Aula 2: Memória e vigilância na obra de Caio Fernando Abreu
- Como a repressão atua na obra do escritor durante e após a ditadura através de corpos vigilantes e vigiados e do uso da memória como recurso formal
- Obras: O essencial da década de 1970 (“A modificação” e “A visita”); Triângulo das águas (“Dodecaedro”)
 
Aula 3: Ambivalências e potencialidades da escrita de Cassandra Rios
- Cassandra Rios e a censura durante a ditadura brasileira
- Pornografia? Normatização dos corpos lésbicos? Algumas questões de sua escrita, a partir da obra Eu sou uma lésbica
 
Aula 4: Literatura e resistência em Pedro Lemebel
Leituras: “Loco Afán”, “Manifiesto (Hablo por mi Diferencia)”, “Homoeróticas Urbanas” em Loco Afán (2001)
- Devir travesti do mundo: o autor e sua obra
- A literatura menor
- Agenciamento travesti
 
 
Bibliografia específica
 
Aula 1
 
ARENAS, Reinaldo. Cartas a Margarita y Jorge Camacho (1967 – 1990). Sevilla: Editorial Point de Lunettes.
________________. Termina el desfile seguido de Adiós a mamá. Barcelona: Tusquets Editores, 2006.
ARMAS, Pedro Marqués de. Ciencia y poder en Cuba. Racismo, homofobia y nación (1790 – 1970). Madrid: Editorial Verbum, 2014.
Declaración del Primer Congreso Nacional de Educación y cultura. La Habana, 1971.
GUEVARA, Ernesto Che. El socialismo y el hombre en Cuba. La Habana: Ediciones Abril, 2007.
Mariel, Revista de literatura y arte. Números 01 - 08. Disponível em < http://revista-mariel.com/ >. Acesso em 30/11/2015.
MARQUES, Leando Rickley. “A crise da Embaixada do Peru” in A Condición Mariel. Revista Brasileira do Caribe, vol. III, núm. 16, enero-junio, 2008, pp. 473 - 506. Disponível em < http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=159114271011 >. Acesso em 26/01/2016.
RANCIÈRE, Jacques. O desentendimento. São Paulo: Editora 34, 1996.
________________. “O dissenso” in A Crise da Razão. NOVAES, Adauto (org). São Paulo: Companhia das Letras, 1996, pp. 367 – 382.
RICHARD, Nelly. Intervenções Críticas: Arte, Cultura, Gênero e Política. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.
 
Aula 2
 
ABREU, Caio Fernando. Caio Fernando Abreu: o essencial da década de 1970. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014.
___. Triângulo das águas. Porto Alegre: L&PM, 2012.
BENJAMIN, Walter. O narrador. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
GINZBURG, Jaime. Impacto da Violência e Constituição do Sujeito: Um Problema de Teoria da Autobiografia. In: ___. Crítica em Tempos de Violência. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017. p. 139-149.
___. Conto e Crítica Política: Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu. In: ___. Crítica em Tempos de Violência. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017. p. 367-372.
___. Exílio, Memória e História: Notas sobre "Lixo e Purpurina" e "Os Sobreviventes", de Caio Fernando Abreu. In: ___. Crítica em Tempos de Violência. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017. p. 373-385.
___. Tempo de Destruição em Caio Fernando Abreu. In: ___. Crítica em Tempos de Violência. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017. p. 387-392.
___. Memória da Ditadura em Caio Fernando Abreu e Luis Fernando Verissimo. In: ___. Crítica em Tempos de Violência. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017. p. 393-404.]
 
 
Aula 3
 
FERNANDES, Marisa. Lésbicas e a ditadura militar: uma luta contra a opressão e por liberdade. In: GREEN, James, N.; QUINALHA, Renan (Org.). Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade. São Carlos: EdUFSCar, 2015.
RIOS, Cassandra. Eu sou uma lésbica. 2. ed. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2006.
MORAES, Eliane Robert; LAPEIZ, Sandra Maria. O que é pornografia. São Paulo: Abril Cultural/Brasiliense, 1985.
SANTOS, Rick J.. Cassandra Rios e o surgimento da literatura gay e lésbica no Brasil. Revista Gênero, v. 4, n. 1, p. 17-31, 2 sem. 2003. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2019.
REIMÃO, Sandra. Cassandra Rios - na contramão da contramão. In: Congresso Internacional de Comunicação IBERCOM: Comunicação, cultura e mídias sociais, 14., 2015, São Paulo. Anais... São Paulo: Universidade de São Paulo, Escola de Comunicações e Artes, 2015, v. 1. p. 7346-7352. Disponível em: . Acesso em 13 jun. 2019.
PIO PEREIRA, Ana Gabriela; GARCIA, Paulo César. Rios e traças: uma investigação queer na literatura cassandriana. In: Seminário Internacional Enlaçando Sexualidades: Direito, Relações Etnorraciais, Educação, Trabalho, Reprodução, Diversidade Sexual, Comunicação e Cultura, 2., 2011, Salvador. Anais… Salvador: Universidade do Estado da Bahia, 2011. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2019.
___. O mosaico de Rios: histórias de lesbianidades. In: Congresso Internacional de Estudos Sobre a Diversidade Sexual e de Gênero da ABEH, 6., 2012, Salvador. Anais… Salvador: ABEH/UFBA, 2012.
___. Cassandra Rios e as reversões do desejo. In: Encontro da ABRALIC- Internacionalização do Regional, 13., 2012, Campina Grande. Anais… Campina Grande: Universidade Estadual da Paraíba/Universidade Federal de Campina Grande, 2012. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2019.
SANTOS, Claudiana Gois dos. A Bruta Flor do Querer: amor, performance e heteronormatividade na representação das personagens lésbicas. 2018. Dissertação (Mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: . Acesso em 13 jun. 2019.
NAVARRO SWAIN, Tânia. O que é lesbianismo. São Paulo: Brasiliense, 2004.
 
 
Aula 4
 
ALVES, Wanderlan S. “Fronteras del deseo: Melodrama y crítica social en Tengo miedo Torero, de Pedro Lemebel. Castilla. Estudios de Literatura, Nº 3, 2012, pp. 181-204.
BLANCO, Fernando. “Ciudad sitiada, ciudad sidada. Notas de lectura para Tengo miedo, torero de Pedro Lemebel”. Cyber Humanitatis, Nº 20 (Primavera 2001)
KULAWIK, Krzysztof. Travestismo linguístico. El enmascaramiento de la identidad sexual en la narrativa latinoamerica neobarroca. Iberoamericana, 2009.
LEMEBEL, Pedro. Loco Afán. Crónicas de sidario. Barcelona: Editorial Anagrama, 2000.
PÉREZ NAVARRO, Pablo. Del texto al sexo: Judith Butler y la performatividad. Barcelona: Egales, 2008.
PUAR, J. K. Terrorist Assemblages. Homonationalism in Queer Times. Duke University Press, Durham: 2007.
SIFUENTES-JAUREGUI, Ben. Transvestism, Masculinity, and Latin American Literature. New York: Palgrave, 2002.
TAPIA, Rosa. “Dictadores y travestis: transexualidad e identidad nacional en la narrativa de Eduardo Mendicutti y Pedro Lemebel”. Nueva Revista del Pacífico, Nº 53, 2008, págs. 181-193.
 
 
 
Bibliografia complementar
 
ABREU, Caio Fernando. Caio Fernando Abreu: o essencial da década de 1970. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 2014.
___. Triângulo das águas. Porto Alegre: L&PM. 2012.
ARENAS, Reinaldo. Cartas a Margarita y Jorge Camacho (1967 – 1990). Sevilla: Editorial Point de Lunettes.
________________. Termina el desfile seguido de Adiós a mamá. Barcelona: Tusquets Editores, 2006.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BUTLER, J. Problemas de gênero. Trad. Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
CANDIDO, A. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2004.
____________. Educação pela noite & outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989
CONNELL, R.W. Masculinities. Los Angeles: University of California Press, 2005.
DELEUZE, G., GUATTARI, F. Kafka: por uma literatura menor. Trad. Cíntia Vieira da Silva. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
FERGUSON, Roderick. Aberrations in Black: Towards a Queer of Color Critique. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2003.
FOUCAULT, M. The History of Sexuality. New York: Random House, 1978.
GINZBURG, Jaime. Crítica em Tempos de Violência. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, Fapesp, 2017.
GREEN, James, N.; QUINALHA, Renan (Org.). Ditadura e homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade. São Carlos: EdUFSCar, 2015.
KULAWIK, Krzysztof. Travestismo linguístico. El enmascaramiento de la identidad sexual en al narrativa latinoamerica neobarroca. Iberoamericana, 2009.
LEMEBEL, Pedro. Loco Afán. Crónicas de sidario. Barcelona: Editorial Anagrama, 2000.
MORAES, Eliane Robert; LAPEIZ, Sandra Maria. O que é pornografia. São Paulo: Abril Cultural/Brasiliense, 1985.
MOSSE, G. Nationalism and Sexuality. Middle-Class Morality and Sexual Norms in Modern Europe. Wisconsin: The University of Wisconsin Press, 1985.
PÉREZ NAVARRO, Pablo. Del texto al sexo: Judith Butler y la performatividad. Barcelona: Egales, 2008.
PUAR, J. K. Terrorist Assemblages. Homonationalism in Queer Times. Duke University Press, Durham: 2007.
RANCIÈRE, Jacques. O desentendimento. São Paulo: Editora 34, 1996.
RICH, Adrienne. Compulsory Heterosexuality and Lesbian Existence. In ABELOVE, H.; BARALE M. A.; HALPERIN, D. M. (Org.). The Lesbian and Gay Studies Reader. New York: Routledge, 1993.
RIOS, Cassandra. As traças. Org. Rick J. Santos. São Paulo: Brasiliense, 2005.
RUBIN, Gayle. Thinking sex: Notes for a Radical Theory of the Politics of Sexuality. In ABELOVE, H.; BARALE M. A.; HALPERIN, D. M. (Org.). The Lesbian and Gay Studies Reader. New York: Routledge, 1993.
SALIH, Sara. Judith Butler. London: Routledge, 2002.
SANTOS, Claudiana Gois dos. A Bruta Flor do Querer: amor, performance e heteronormatividade na representação das personagens lésbicas. 2018. Dissertação (Mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Acesso em: 2019-06-13. Disponível em: . Acesso em 13 jun. 2019.
SEDGWICK, Eve Kosofsky. Between Men. English Literature and Male Homosexual Desire. New York: Columbia University Press, 1985.
SIFUENTES-JAUREGUI, Ben. Transvestism, Masculinity, and Latin American Literature. New York: Palgrave, 2002.
TAPIA, Rosa. “Dictadores y travestis: transexualidad e identidad nacional en la narrativa de Eduardo Mendicutti y Pedro Lemebel”. Nueva Revista del Pacífico, Nº 53, 2008, págs. 181-193.
TODOROV, Tzvetan. A origem dos gêneros. In: ___. Os gêneros do discurso. São Paulo: Martins Fontes, 1980.

 

Programa

- Aula 1 (19/05):
Yi Sang (1910-1937), em sua curta carreira de sete anos como escritor, produziu cerca de cem poemas, dezesseis contos e diversos artigos e escritos espalhados em jornais e revistas da época. Sua obra esteve no centro das maiores polêmicas da literatura coreana na década de 1930. Em 1934, a publicação de sua coletânea de poemas “Olho-de-corvo” (em coreano, “Ogamdo”) foi recebida com indignação pelo público por causa de sua experimentação radical com a linguagem e a forma, divergindo da poética lírica e realista que era esperada (PARK, 2019). Em 1999, “Olho-de-corvo e outras obras de Yi Sang” é publicado no Brasil, em tradução de Yun Jung Im,
sendo esse texto em portugês a fonte dos textos a serem analisados. O poema Espelho (1933), ao liderar tão diretamente com a temática do espelho, é um precedente a ideias que virão a ser retomadas e desenvolvidas em “Olho-de-corvo”. Neste poema, ao invés de indicador de uma realidade objetiva, o espelho é apresentado como um aprisionamento que separa o eu-lírico de si mesmo, fragmentando sua individualidade e impedindo qualquer comunicação entre o “eu” e o mundo. Já no poema número quatro do “Olho-de-corvo” (1934), o espelho aparece de maneira completamente visual, em um diagrama numérico ao contrário, que tem simetrias e também falsas simetrias. O poema é escrito como se fosse um diagnóstico médico, gênero representante de uma objetividade
científica, mas que se prova subjetiva nos jogos imagéticos do poeta. Além dos números, as palavras também se espelham, como em “assigna o médico responsável Yi Sang” (grifo meu).

- Aula 2 (20/05):
Elementos biográficos de Yi Sang (1910-1937), suas relações familiares na infância, relacionamentos amorosos, casamento e morte; sua posição na história da literatura coreana etc.

- Aula 3 (21/05):
O poema número sete de “Olho-de-corvo” apresenta outras possibilidades de espelhamento. Primeiramente, as voltas da “flor brilhante” que é a lua marcam a passagem do tempo. Dessa maneira, o “antes” é comparado em alto contraste com o “depois”. A paisagem desses dois momentos se espelham, o que pode ser exemplificado pelas descrições da lua: antes, “alegrerridente feito um broto novo”; depois, “toda estropiada que derrui penalizada com o nariz decepado”. Além disso, a ambientação temática e os aspectos formais do poema remetem ao sijô, gênero tradicional coreano chamado de poesiacanto pela tradutora Yun Jung Im. No sijô, duas das temáticas mais
importantes são o exílio e a contemplação da natureza. A primeira parte do poema número sete usa elementos muito caros ao sijô, como por exemplo a lua, o riacho e o reflexo da lua no riacho, encontrando-se diversos sijôs semelhantes ao texto de Yi Sang. Porém, na reviravolta do poema, esses elementos se tornam horríveis, assombrosos, e a natureza é hostil, como por exemplo a nevasca que é sangue, a cobra que é venenosa. O que começou como uma espécie de sijô se torna algo como um “anti-sijô”, o sijô invertido no espelho. Por fim, o último poema a ser estudado é o de número quinze do “Olho-de-corvo”. Esse poema traz de volta uma atmosfera que lembra a do primeiro poema lido, Espelho. Neste caso, o espelho volta a ser citado diretamente. O “eu fora do espelho” teme o “eu dentro do espelho”, e vice-versa. Novamente, toda interação entre os dois é impossível. O primeio tenta atirar no segundo, mas não consegue. O fechamento do poema indica a frustração da situação, ao afirmar que um “pecado descomunal” bloqueia até mesmo a possibilidade de que os dois apertem as mãos. Ou seja, o próprio espelho simboliza esse pecado por ser a barreira entre os dois sujeitos. Como Yun Jung Im aponta (1999, p. 186), este poema é comumente lido como uma “confrontação entre fragmentos do ego, a divisão entre o eu real e o eu ideal, entre o eu essencial e o eu não-essencial”.

Referências:
IM, Yun Jung; MARSICANO, Alberto. Sijô: poesiacanto coreana clássica. São Paulo: Iluminuras, 1994.
KIM, John H. As the crow flies: Yi Sang's aerial poetics. Journal of Korean Studies, Durham, vol. 23, n. 2, pp. 241-274, 2018. Disponível em: <https://muse-jhu-edu.ez67.periodicos.capes.gov.br/article/706725&gt;. Acesso em: 09 fev. 2021.
PARK, Hyun Seon. Colonial modernism and inverted subjectivity: the paradoxes of the mirror in the writings of Yi Sang. In: SEIGNEURIE, Ken (ed.). A companion to world literature. New Jersey: John Wiley & Sons, 2019.
SONE Seunghee. The Mirror Motif in the Crow’s-Eye View (Ogamdo) Poems. Seoul Journal of Korean Studies, Seul, vol. 29, n. 1, pp. 193-217, 2016. Disponível em: <https://muse.jhu.edu/article/623888&gt;. Acesso em: 09 fev. 2021.
YI SANG. Tradução por Yun Jung Im. Olho-de-corvo e outras obras de Yi Sang. São Paulo: Perspectiva, 1999.

Programa

Encontro 1: Quem são todas as moças? Tomando pé nas águas das iabás
Encontro que introduz a temática da mitologia das iabás (orixás femininos) e justifica os recortes apresentados ao
longo do curso. Neste encontro, músicas, mitos e a experiência de pesquisa de mestrado e doutorado da
ministrante serão utilizados para aproximar os inscritos no curso do assunto central das discussões.
Referências:
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Trad. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Palas Athena, 1990.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SALLES BENTO, Oluwa Seyi. Orixá e Literatura brasileira: a esteticização da deusa afro-brasileira Oxum em
narrativas de Mário de Andrade, Jorge Amado e Conceição Evaristo. 2021, 203f. Dissertação (Mestrado em
Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.
VERGER, P. F. Lendas africanas dos Orixás. Trad. Maria Aparecida da Nóbrega. Salvador: Corrupio, 1997.

Encontro 2: Oxum, a deusa das artes, dos ventres e do ouro
Este encontro apresenta o orixá Oxum, uma das divindades afro-brasileiras mais conhecidas e cultuadas do país.
Propõe, a partir da leitura e da análise literária, aproximações entre relatos de ordem mítica e obras literárias do
gênero poesia que elegem este orixá sujeito central.
Referências:
LIMA, Luís Felipe de. Oxum. Pallas: Rio de Janeiro, 2012.
NOGUERA, Renato. Mulheres e deusas: como as divindades e os mitos femininos formaram a mulher atual. Rio
de janeiro: Harper Collins, 2018, p. 49-85
SÀLÁMI, Síkírù. (Babá King). Oxum: Orixá do Amor e do Progresso. [S.l.]: Centro Cultural Oduduwa, 2019.
VALDÉS, V. K. Oshun's Daughters: the Search for Womanhood in the Americas. Albany, NY: State University of
New York Press, 2014.

Encontro 3: Iansã, a deusa dos ventos, das tempestades e dos mortos
Este encontro apresenta o orixá Iansã, também conhecido como Oiá. A partir de mitos e poemas que elencam
aspectos de personalidade, relações interpessoais e domínios naturais da divindade em questão, buscaremos
estabelecer aproximações e ressonâncias.
Referências:
BALIEIRO, Cristina. O legado das deusas: caminhos para a busca de uma nova identidade feminina. São Paulo:
Pólen, 2014.
PINTO, Flávia. Salve o matriarcado: manual da mulher búfala. Rio de Janeiro: Fundamentos de Axé, 2021.
SEBASTIÃO, Guilhermino. Iansã do Balé: senhora dos Eguns. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.
THEODORO, Helena. Iansã: rainha dos ventos e das tempestades. Rio de janeiro: Editora Pallas, 2010.

Encontro 4: Iemanjá, a deusa dos mares, das cabeças e da nutrição
Este encontro discute a presença do orixá Iemanjá, deusa de grande popularidade entre os brasileiros e
brasileiras, em mitos e poemas. Assim como nos encontros anteriores, pretende-se realizar análises
comparativas entre as obras lidas a fim de sublinhar possíveis paralelos nos processos de apresentação das
simbologias elencadas.
Referências:
ELBEIN DOS SANTOS, J. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Tradução: Universidade
Federal da Bahia. Petrópolis: Vozes, [1975] 2012.
SANTOS, Celiana. Iemanjá, uma sereia? O “mito” africano no imaginário de pescadores do Rio Vermelho, em
Salvador, da Bahia. 2013. 92f. Dissertação (Mestrado em Relações étnico-raciais) - Centro Federal de Educação
Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em http://dippg.cefet-
rj.br/pprer/attachments/article/81/11_Celiana%20Maria%20dos%20Santos.pdf
VALLADO, Armando. Iemanjá, a mãe poderosa. In: https://diplomatique.org.br/iemanja-a-mae-poderosa/. 2010.

Encontro 5: Onde mais estão as moças? Um convite para outros mergulhos
Encontro em que os participantes do curso serão convidados a apresentar objetos artísticos (músicas, obras
literárias de qualquer gênero, obras de audiovisual, artes plásticas, etc) de seu conhecimento para compartilhar
com a turma e sobre as quais tecerão considerações pertinentes ao curso.

Programa

Axe 1 : Littérature française de l’aristocratie féminine en deux moments – XVIIe et XIXe siècles
● La Princesse de Clèves (Madame de Lafayette - 1678)
LAFAYETTE, Madame de (1634-1693). La princesse de Clèves / madame de Lafayette ; illustrations en couleurs par Serge de Solomko. Paris: Paris, 1925.

● Mémoires de la comtesse de Boigne T.I (Éléonore-Adèle d'Osmond Boigne - 1820)
BOIGNE, Éléonore-Adèle d'Osmond (1781-1866 ; comtesse de). Mémoires de la comtesse de Boigne, née d'Osmond : récits d'une tante / introduction par Osmonde d'Osmond. Paris: Emile-Paul frères, 1931.
---------------------------------------------
● Lecture complémentaire concernant le XXe :
Les éblouissements (Anna de Noailles)
NOAILLES, Anna de (1876-1933 ; comtesse de). Les éblouissements. Paris: C. Lévy, 1907.
Axe 2 :
● GIDE, André. La séquestrée de Poitiers. Paris: Folio, 1930.

● NIN, ANAÏS. La maison de l’inceste. Paris: Des femmes, 1936.

Programa

Este curso apresenta um conjunto de reflexões introdutórias sobre os temas da pós-verdade e do negacionismo científico. Em um primeiro momento, serão discutidas as abordagens da filósofa Alyne Costa, da antropóloga Letícia Cesarino e do cientista político Ignas Kalpokas sobre a pós-verdade. Em seguida, baseando-se em pesquisas de natureza etnográfica, mapeará as complexidades metodológicas de descrever socialidades críticas à ciência e discutirá as possibilidades de pesquisa sobre a pós-verdade e o negacionismo na Antropologia. Por fim, se debruçará sobre determinados elementos a serem considerados na investigação dos últimos temas, a saber: a) o modo como negacionistas científicos se autorrepresentam e a maneira segundo a qual retratam os cientistas; b) a relação entre o tema da crise de confiança na ciência e a noção de desinformação; c) e os arranjos explicativos típicos das teorias da conspiração.

Aula 1 - 12/02/2025 – 19:00 às 22:00

As abordagens de Alyne Costa, Letícia Cesarino e Ignas Kalpokas para o tema da pós-verdade.

Aula 2 - 13/02/2025 – 19:00 às 22:00

Sobrevoo sobre as etnografias que se voltaram aos coletivos negacionistas e às formações conspiratórias.

Aula 3 - 14/02/2025 – 19:00 às 22:00

Relações de coletivos negacionistas com a ciência e arranjos explicativos típicos das teorias da conspiração.


Material de apoio:
As pessoas matriculadas terão acesso a um texto de 30 páginas que apresenta, de modo sumário, as discussões das três aulas ministradas. Tal material é um artigo introdutório de revisão de literatura elaborado pelo ministrante e leva o mesmo nome do curso. A bibliografia abaixo recomendada coincide, em parte, com as obras trabalhadas no artigo.

Bibliografia:
ADORNO, Theodor. Estudos sobre a personalidade autoritária. Tradução de Virgínia Helena Ferreira da Costa, Francisco López Toledo Corrêa, Carlos Henrique Pissardo. São Paulo, Editora Unesp, [1975] 2019.
ALMEIDA, Rafael Antunes. Elementos para uma antropologia da pós-verdade: uma introdução. Vivência: Revista de Antropologia, 2024. [No prelo]
ALMEIDA, Rafael Antunes. Entre la conspiración, la sospecha y el absurdo: contribuciones para una interpretación del terraplanismo. Revista Colombiana de Antropología, v.59, nº3, p.101-124, 2023a.
BARKUN, Michael. Conspiracy theories as stigmatized knowledge. Diogenes, v.62, n.3-4, p.1-7, 2016.
BARKUN, Michael. A culture of conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America. Berkley: University of California Press, 2003.
BATTAGLIA, Debbora. E.T Culture: Anthropology in outerspaces. Durham, Duke University Press,2005.
BONHOMME, Julien. The dangers of anonymity: Witchcraft, rumor, and modernity in Africa. Hau: Journal of Ethnographic Theory, v.2, n.2, p.205-233, 2012.
BUBANDT, Nils. From the enemy's point of view: violence, empathy, and the ethnography of fakes. Cultural Anthropology, v.24, n.3, p.553-588, 2009.
BUTTER, Michael; KNIGHT, Peter. General Introduction. In: BUTTER, Michael; KNIGHT, Peter (Org.). Routledge Handbook of Conspiracy Theories. New York: Routledge,2020.
CASTRO, Rosana. Necropolítica e a corrida tecnológica: notas sobre ensaios clínicos com vacinas contra o coronavírus no Brasil. Horizontes Antropológicos, ano 27, n.59, p.71-90, 2021.
CESARINO, Letícia. Pós-verdade e a crise do sistema de peritos: uma explicação cibernética. Ilha: Revista de Antropologia, v.23, n.1, p.73-96,2021.
CESARINO, Letícia. 2022. O mundo ao avesso: verdade e política na era digital. São Paulo: Ubu.
COLLEY, Thomas; MOORE, Martin. The challenges of studying 4chan and the Alt-right: ‘Come on in the water’s fine. New Media & Society, v.24, n.1, p.5-30, 2020.
COSTA, Alyne. Da verdade inconveniente à suficiente: cosmopolíticas do antropoceno. Cognition-Estudos: revista eletrônica de filosofia, v.18, n.1, p.37-49, 2021a.
COSTA, Alyne. Negacionistas são os outros? Verdade, engano e interesse na era da pós-verdade. Principia, v.25, n.2, p.305-334,2021b.
CROSS, Anne. A confederacy of faith and fact: UFO Research and the Search for Other Worlds.2000.237f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Yale University, New Haven, 2000.
CROWLEY, Tony. Keywords: Post-truth. Keywords: journal of cultural materialism, n.15, p.91-93, 2017.
CRAPANZANO, Vincent. Waiting: the whites of south Africa. New York: Random House,1985.
DEAN, Jodi. Aliens in America: Conspiracy Cultures from outerspace to cyberspace. Ithaca: Cornell University Press, 1998.
DIAS, Adriana Abreu Magalhães. Observando o ódio: entre uma etnografia do neonazismo e a biografia de David Lane. Tese. (Doutorado em Antropologia) Universidade de Campinas, Campinas, 2018.
ECO, Umberto. O fascismo eterno. Tradução de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Editora Record, [1997] 2019.
FALTAY, Paulo. Máquinas Paranoides e sujeito influenciável: conspiração, conhecimento e subjetividade em redes algorítmicas. Tese. (Doutorado em Comunicação em Comunicação e Cultura), Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,2020.
FASSIN, Didier. On plots and Men: The heuristics of Conspiracy Theories. Cultural Anthropology, v.62, n.2, p.128-137,2021.
FIGUEIREDO, Daniel Alves de Jesus. O que os negacionismos negam? Gestão do oculto e produção da verdade a partir de uma etnografia da política no norte de Moçambique. Anuário Antropológico, v.48, n.2, p.82-101, 2023.
FREITAS, Renan Springer de. Três lugares para a crise de legitimidade da ciência. Tempo social: revista de sociologia da USP, v.33, n.3, p.47-69,2021.
GOVINDRAJAN, Radhika. Electoral ripples: The social life of lies and mistrust in an Indian village election. Hau: Journal of Ethnographic Theory, v.8, n.1-2, p. 129-143,2018.
GRODZICKA, Elżbieta Drążkiewicz; HARAMBAM, Jaron. What should academics do about conspiracy theories? Moving beyond debunking to better deal with conspiratorial movements, misinformation, and post-truth. Journal of Cultural Research, v.25, n.1, p.1-11,2021.
HARAMBAM, Jaron; AUPERS, Stef. Contesting epistemic authority: Conspiracy theories on the boundary of science. Public Understanding of Science, v.24, n.4, p.1-15,2015.
HARAMBAM, Jaron. Against modernist illusions: why we need more democratic and constructivist alternatives to debunking conspiracy theories. Journal of Cultural Research, v.25, n.1, p.104-122,2021.
HARDING, Susan. Representing fundamentalism: the problem of the repugnant Cultural Other. Social Research, v.58, n.2, p.373-393, 1991.
HARDING, Susan; STEWART, Kathleen. Ansiedades da influência: Teoria da Conspiração e Cultura Terapêutica na América do Milênio. Tradução de Bruno Reinhardt. Ilha: Revista de Antropologia, v.23, n.3, p.214-239, [2003] 2021.
HARSIN, Jayson. Regimes of Posttruth, Postopolitics, and Attention Economies. Communication, Culture & Critique, v.8, n.2, p.327-333,2015.
HESS, David. Science in the new age: The paranormal, its defenders and Debunkers, and American Culture. Madison: The University of Wisconsin Press,1993.
HOFSTADTER, Richard. Anti-intellectualism in American Life. Nova Iorque: Alfred A. Knoff,1963.
HOLANDA, Jorge Garcia de. Estéticas de um mundo plano e estacionário: ciência, religião e conspiracionismo no ecossistema digital terraplanista.2023.323f. Tese (Doutorado em Antropologia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2023.
KALPOKAS, Ignas. A political theory of post-truth. Cham: Palgrave Macmillian,2019.
LATOUR, Bruno. Reflexão sobre o culto moderno dos deuses fe(i)tiches. Tradução de Sandra Moreira. Bauru: Edusc, [1996] 2002.
LATOUR, Bruno. Why has critique run out of steam? From Matters of Fact to Matters of Concern. Critical Inquiry, v.30, p.225-248,2004.
LEIRNER, Piero. Hybrid warfare in Brazil: the highest stage of the military insurgency. Hau: Journal of Ethnographic Theory, v.10, n.1, p.41-49, 2020.
LEPSELTER, Susan. The Resonance of Unseen Things: Poetics, Power, Captivity and UFOS in the American Uncanny. Ann Arbor: University of Michigan Press,2016.
LÓPEZ, Alejandro Martín. La batalla por el cielo: reacciones públicas contemporáneas de la comunidad científica argentina al Terraplanismo. Cosmovisiones, v.2, n.1, p.93-127,2020.
LYNCH, Michael. STS, Symmetry, and post-truth. Social Studies of Science, v.47, n.4, p. 593-599,2017.
MARRAS, Stelio. O vozerio da pós-verdade e suas ameaças civilizacionais. In: OLIVEIRA, Joana Cabral de; AMOROSO, Marta; LIMA, Ana Gabriela Morim de; SHIRATORI, Karen; MARRAS, Stelio; EMPERAIRE, Laure (orgs.). Vozes Vegetais: Diversidade, Resistências e histórias da Floresta. São Paulo: Ubu, 2021.
MARCUS, George. Paranoia within reason: a casebook on conspiracy explanation. Chicago: Chicago University Press,1999.
PELKMANS, M; Machold, R. Conspiracy theories and their truth trajectories. Focaal: Journal of Global and Historical Anthropology, v.59, p.66-80,2011.
REICHSTADT, Rudy. Extending the domain of denial: conspiracism and negationism. Diogenes, v.62, n.3-4, p.48-55, 2016.
RABO, Annika. Conspiracy Theory and Anthropology. In. BUTTER, Michael; KNIGHT, Peter (Org.). Routledge Handbook of Conspiracy Theories. New York: Routledge,2020.
ROQUE, Tatiana. A propósito da confiança na ciência: uma conversa com Tatiana Roque. Boletim CTS em Foco, out., p.18-27,2021.
SÁ, Guilherme; ALMEIDA, Rafael Antunes. O que esperar da ciência enquanto esperamos o amanhã. In: GROSSI, Miriam; TONIOL, Rodrigo. Cientistas Sociais e o Coronavírus. Florianópolis: Anpocs e Tribo da Ilha.
SHIFMAN, Limor. Memes in digital culture. Cambridge: The MIT Press,2014.
SISMONDO, Sergio. Post-truth. Social Studies of Science, v.47, n.1, p.3-6,2017.
VALIM, Patrícia; AVELAR, Alexandre Sá; BEVERNAGE, Berber. Negacionismo: história, historiografia e perspectivas de pesquisa. Revista Brasileira de História, v.41, n.87, p.13-36,2021.

Programa

Justificativa: Silenciadas por uma historiografia tradicional, as experiências de mulheres escravizadas, libertas, libertandas e livres pobres no Brasil do século XIX têm sido objeto de novas abordagens desde a década de 1980. Um dos objetivos destas contribuições historiográficas têm sido resgatar os modos como aquelas viveram, sobreviveram, resistiram, construíram relações entre si e com os outros – de solidariedade e de conflito – e responderam às estruturas de poder, alçando-as à condição de sujeitos históricos. No entanto, a maior parte das reflexões propostas estão circunscritas ao ambiente acadêmico, de modo que a difusão de tais debates ao público não especializado se mostra necessária. Nesse sentido, neste curso, pretendemos expor um panorama dos temas caros a uma história das mulheres e das relações de gênero que se debruça sobre o período oitocentista brasileiro, a saber, escravidão, liberdade, maternidade, trabalho, corpo e acesso à cidadania. Para tanto, utilizaremos como recursos e ferramentas para as atividades virtuais: encontros ao vivo pelo Google Meet, apresentações didáticas através do Google Apresentações e disponibilização de textos no Google Drive, bem como o atendimento de dúvidas por e-mail.

Objetivos: O objetivo deste curso é apresentar ao público as principais questões que envolvem os estudos sobre escravidão e pós-abolição na perspectiva de gênero, sobretudo a história de mulheres escravizadas, libertas, libertandas e livres pobres no Brasil do século XIX. O curso pretende fomentar discussões que levem a uma compreensão da importância e centralidade de marcadores sociais de diferença social, como raça e gênero, dentro de uma sociedade escravista como o Brasil, e de que maneira isso se reflete na construção da cidadania e desigualdades presentes no Estado brasileiro.
Carga horária: 12h



Conteúdo/Cronograma das Aulas:
Aula 1 - Escravidão, liberdade e gênero no século XIX
Professoras ministrantes: Caroline da Silva Mariano, Caroline Passarini Sousa, Giovana Puppin Tardivo, Lígya Esteves Sant’Anna de Souza e Marina Camilo Haack
Leitura da aula: GRINBERG, Keila; PEABODY, Sue. Escravidão, liberdade e direito no atlântico escravista. In: GRINBERG, Keila; PEABODY, Sue. Escravidão e Liberdade nas Américas. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2013, p. 7-24.
MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Mulher, Corpo e Maternidade. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flavio (orgs.). Dicionário da Escravidão e da Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 334-340.
Aula 2 - Representações sobre a mulher negra escravizada: história e literatura
Professora ministrante: Caroline Passarini Sousa
Leitura da aula: TELLES, Lorena Féres da Silva. Mulheres negras, gênero e maternidade na escravidão. In: ______. Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX). 2018. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 21-44.
CÔRTES, Giovana Xavier da Conceição. Entre personagens, tipologias e rótulos da “diferença”: a mulher escrava na ficção do Rio de Janeiro no século XIX. In: XAVIER, Giovana; FARIAS, Juliana Barreto; Gomes, Flávio (orgs.) Mulheres Negras no Brasil Escravista e do Pós-Emancipação. São Paulo: Summus/Selo Negro, 2012, p. 67-83.
Bibliografia complementar:
CALDWELL, Kia Lilly. A institucionalização de estudos sobre a mulher negra: Perspectivas dos Estados Unidos e do Brasil. Revista da ABPN, Uberlândia, vol.1, n. 1, mar./jun. 2010, p. 18-27.
DAVIS, Angela. O legado da escravidão: parâmetros para uma nova condição da mulher. In: ______.Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 15-41.
MAIA, Ludmila de Souza. Páginas da escravidão: raça e gênero nas representações de cativos na imprensa e literatura oitocentista. Revista de História, São Paulo, n. 176, a01817, 2017, p. 1-33.
Aula 3 - Trabalho: as ocupações desempenhadas por mulheres escravizadas
Professora ministrante: Marina Camilo Haack
Leitura da aula:
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 13-18.
ARAÚJO, Carlos Eduardo; GOMES, Flávio; SOARES, Carlos Eugênio Líbano; FARIAS, Juliana. Nas quitandas, moradias e zungus: fazendo gênero. In:ARAÚJO, Carlos Eduardo; GOMES, Flávio; SOARES, Carlos Eugênio Líbano; FARIAS, Juliana. Cidades Negras: africanos, crioulos e espaços urbanos no Brasil escravista do século XIX. São Paulo: Alameda, 2006, p. 83 - 102.
MUAZE, Mariana de Aguiar Ferreira. ‘O que fará essa gente quando for decretada a completa emancipação dos escravos?’: serviço doméstico e escravidão nas plantations cafeeiras do vale do Paraíba. Almanack, Guarulhos, n.12, jan./abr. 2016, p. 65-87.
Bibliografia complementar:
TELLES, Lorena Féres da Silva. Amas de leite. In: SCHWARTCZ, Lilia; GOMES, Flávio. (orgs.). Dicionário da Escravidão e Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 99-105.
SOUZA, Flavia Fernandes de. “Escravas do lar: as mulheres negras e o trabalho doméstico na Corte Imperial”. In: XAVIER, Giovana; FARIAS, Juliana Barreto; GOMES, Flavio (orgs.). Mulheres negras no Brasil Escravista e do pós-emancipação. São Paulo: Summus/Selo Negro, 2012, p. 244-260.
SOARES, C. C. M. As Ganhadeiras: Mulher e Resistência Negra em Salvador no Século XIX. Revista Afro-Ásia, Salvador, v. 17, 1996, p. 57-71.
Aula 4 - Mulheres escravizadas em busca da alforria: luta jurídica e sentidos da liberdade
Professora ministrante: Giovana Puppin Tardivo
Leitura da aula: MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Escravizadas, libertandas e libertas: qual liberdade?.In. LIMA, Ivana Stolze, GRINBERG, Keila, REIS, Daniel Aarão. Instituições Nefandas: o fim da escravidão e da servidão no Brasil, nos Estados Unidos e na Rússia. Rio de Janeiro:Fundação Casa Rui Barbosa, 2018, p. 327-337.
Bibliografia complementar:
GRINBERG, Keila. Alforria, direito e direitos no Brasil e nos Estados Unidos.Estudos Históricos, Rio de: Janeiro, n. 27, 2001, p. 63-83.
GRINBERG, Keila. Liberata: a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010.
Aula 5 - Os diferentes discursos científicos sobre mulheres brancas e negras no século XIX: corpo, maternidade e higiene
Professora ministrante: Caroline da Silva Mariano
Leitura da aula: MATOS, Maria Izilda Santos de. Delineando corpos: as representações do feminino e do masculino no discurso médico (São Paulo 1890-1930). In: ______; SOIHET, Rachel (orgs.). O corpo feminino em debate. São Paulo: Editora Unesp, 2003, p. 107-127.
MARTINS, Ana Paula Vosne. A medicina da mulher: visões do corpo feminino na constituição da obstetrícia e da ginecologia no século XIX. 2000. 313f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, p. 16-31.
Bibliografia complementar:
TELLES, Lorena Féres da Silva. Entre médicos e estudantes: partos difíceis e violência obstétrica. In: ______. Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX). 2018. 345f. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 167-212.
MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Corpo, gênero e identidade no limiar da Abolição: a história de Benedicta Maria Albina da Ilha ou Ovídia, escrava (Sudeste, 1880). Afro-Ásia, Salvador, n. 42, 2010, p. 157-193.
Aula 6 -“Crianças perigosas”: a infância feminina pobre e o processo de escolarização na virada do século XX
Professora ministrante: Lígya Esteves Sant’Anna de Souza
Leitura da aula: SCHUELER, Alessandra F. M. Crianças e escolas na passagem do Império para a República. Revista Brasileira de História, v.19, n.37, 1999, p. 59-84.
RONCADOR, Sônia. As criadas de Júlia. Portuguese Literary and Cultural Studies, Dartmouth, v. 12, 2004, p. 249-262.
BARROS, Surya Aaronovich Pombo, VIDAL, Diana Gonçalves. Escravidão e Educação: Obrigatoriedade Escolar e a Construção do Sujeito Aluno no Brasil Oitocentista. In: SCHWARCZ, Lilia M., MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Emancipação, Inclusão e Exclusão: Desafios do Passado e Presente. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2018, p. 131-156.
Bibliografia complementar:
MARCÍLIO, Maria Luiza. História Social da criança abandonada. São Paulo: Editora Hucitec, 1998, p. 134-223.
SILVA, Robson Roberto. Crianças perigosas: estudo sobre a delinquência infantil na cidade de São Paulo (1888-1927). 2013. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

Programa

Aula 01: 15/10/2021: Panorama da obra infantil de Monteiro Lobato no contexto da literatura infantil brasileira e mundial
Aula 02: 22/10/2021: Contos de fadas tradicionais, contemporâneos e reinvenções contemporâneas de contos de fadas. Os conceitos de intertextualidade e metaficção.
Aula 03: 29/10/2021: Elementos intertextuais e metaficcionais em Reinações de Narizinho
Aula 04: 04/11/2021: Elementos intertextuais e metaficcionais em O picapau amarelo

BIBLIOGRAFIA

1. Ficção
LOBATO, Monteiro. Contos de Grimm. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Novos contos de Grimm. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Contos de Andersen. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Novos contos de Andersen. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Brasiliense, 1984.
LOBATO, Monteiro. O picapau amarelo. São Paulo: Brasiliense, 1986.
PESCETTI, L. M.; O‘KIF. Caperucita Roja (tal y como se lo contaron a Jorge). Madrid: Santillana, 2016.

2. Não ficção
BECKETT, S. Recycling Red Riding Hood. Nova Iorque/Londres: Routledge, 2002.
BERNHEIMER, K. Fairy tale as form, form as fairy tale. In: ALLISON, D.; BENDER, A.; BERNHEIMER, K.;
SHEPARD, J. (Orgs.). The writer’s notebook: Craft essays from tin house. Tin House Books, 2009, p. 61-73.
BÖHN, A. Metafiktionalität, Erinnerung und Medialität in Romanen von Michael Kleeberg, Thomas Lehr und Wolf
Haas. In: BAREIS, J. A.; GRUB, F. T. Metafiktion; Analysen zur deutschsprachigen Gegenwartsliteratur. Berlin:
Kadmos, 2010. p. 11-33.
COELHO, N. N. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil. São Paulo: Quíron, 1985.
GARCIA, A. O livro ilustrado de conto de fadas: história, teoria e análise da tradição à contemporaneidade. Curitiba:
Appris. 2020.
HEIDBRINK, H. Fictional Characters in Literary and Media Studies: A Survey of the Research. In: JANNIDIS et al.
(Orgs). Characters in Fictional Worlds: Understanding Imaginary Beings in Literature, Film, and Other Media.Berlin:
DeGruiter, 2011.
HUTCHEON, L. Narcissistic narrative; the metaficcional paradox. Waterloo: Wilfrid Laurier University Press, 1980.
JOLLES, A. Formas simples. São Paulo: Cultrix, 1976.
KÜMMERLING-MEIBAUER, B. Die Kunstmärchen von Hofmannsthal, Musil und Döblin. Colônia/Weimar/Viena:
Böhlau, 1991.
KÜMMERLING-MEIBAUER, B. Kinderliteratur, Kanonbildung und literarische Wertung. Stuttgart & Weimar: Metzler,
2003.
KÜMMERLING-MEIBAUER, B.; DRUKER, E. (Orgs.). Children’s Literature and the Avant-Garde. Amsterdam: John
Benjamins, 2015.
LAJOLO, M.; ZILBERMAN, R. Literatura infantil brasileira; história & histórias. São Paulo: Ática, 1988.
LAJOLO, M.; CECCANTINI, J. (Orgs.). Monteiro Lobato livro a livro: obra infantil. São Paulo: Ed. UNESP, 2008.
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