Programa
Aula 1: Apresentação do curso (21/10)
Leitura principal: SICARD, Monique. Preâmbulo e O Convite Mediológico. In: SICARD, Monique. A fábrica do olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão (Séculos XV-XX). Lisboa: Edições 70, 2006.
Texto base para aula expositiva:
HARAWAY, Donna. Introduction: The persistence of vision. In: HARAWAY, Donna. Primate Vision: Gender, Race, and Nature in the World of Modern Science. New York and London: Roultledge, 1989.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Lendo e agenciando imagens: o rei, a natureza e os belos naturais. Sociol. Antropol. [online]. 2014, vol.4, n.2, p. 391-431.
Aula 2: Saartjie, Sara Baartman, Vênus Hotentote: uma incursão escandalosa no corpo negro feminino (28/10)
Leitura principal: CITELLI, Maria Teresa. As desmedidas da Vênus Negra: Gênero e Raça na História da Ciência. Novos Estudos, n. 61, 2001, pp. 163-175.
Recomendação: Filme - Vênus Negra, Abdellatif Kechiche, 2011
Texto base para aula expositiva:
STROTHER, Zoe S. Display of the Body Hottentot. In: LINDFORS, Bernth (Org). Africans on Stage: Studies in Ethnological Show Business. Indiana University Press, 2001.
FAUSTO-STERLING, Anne. Gender, Race and Nation: The Comparative Anatomy “Honttentot Women in Europe 1815-1817”. In: TERRY, Jeniffer; URLA Jacqueline (Org.). Deviant Bodies: Critical Perspectives on Difference in Science and Popular Culture. Indiana: Indiana University Press, 1995.
Aula 3: Corpo e estética, raça e ciência (04/10)
Leitura principal: MACHADO, Maria Helena P.T.; BRITO, Luciana. Dois naturalistas em busca de um deus grego: raça e estética nas viagens de Hermann Burmeister e Louis Agassiz no Brasil. In: GOMES, Flávio PIMENTA, Tânia. Corpo, Doenças e Saúde: escravidão e pós-emancipação. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2020 (prelo).
Recomendação: Filme - Chocolate, Roschdy Zem, 2016.
Texto base para aula expositiva:
BINDMAN, David. Ape to Apollo: Aesthetics and the Idea of Race in the 18th Century. Reaktion Books, 2001.
Aula 4: A ginecologia que marca a carne (11/10)
Leitura principal: SANCHEZ, Olivia Lopez. Enfermas, mentirosas y temperamentales: La concepción médica el cuerpo femenino durante la segunda mitad del siglo XIX en México. México: CEAPAC, 1998.
Recomendação: Filme - Um método Perigoso, David Cronenberg, 2012; e Documentário - Imágenes y representaciones del himen en la medicina del siglo XIX en México. Disponível (on-line) em: https://www.youtube.com/watch
Texto base para aula expositiva:
KAPSALIS, Terri. The Performance of Pelvics. In: KAPSALIS, Terri. Public Privates: Performing Gynecology from both Ends of the Speculum. Durham and London: Duke University Press, 1997.
Aula 5: Os esqueletos guardados no armário: a anatomia e suas figurações materiais (18/11)
Leitura principal: FIGARI, Carlos Eduardo. Escritos en el cuerpo: Higienismo y construcción médica de la homosexualidad en el Brasil Republicano (1889-1940). Antípoda, n. 3, 2006, pp. 23-50.
Recomendação: Filme - Muitos homens num só, Mini Kerti, 2014.
Texto base para aula expositiva:
SCHIEBINGER, Londa. Skeletons in the Closet: The First Illustrations of the Female Skeleton in Eighteenth-Century Anatomy. In: SCHIEBINGER, Londa (org.). Feminism and the Body. Oxford: Oxford University Press, 2000.
Aula 6: Desvelar, penetrar, tirar o véu: sistemas visuais invadem os corpos (25/11)
Leitura principal: HARAWAY, Donna. Saberes Localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu. Campinas, n. 5, p. 07-41, 1995.
Texto base para aula expositiva:
JORDANOVA, Ludmilla. Medical images of the female body. In: JORDANOVA, Ludmilla. Sexual Visions: Images of Gender in Science and Medicine between the Eighteenth and Twentieth-Centuries. Madison: The University of Wisconsin Press, 1989.
BIBLIOGRAFIA
FOUCAULT, Michel. Segurança, território e população. São Paulo, Martins Fontes, 2008.
HARAWAY, Donna. Primate Visions: Gender, Race, and Nature in the World of Modern Science. New York and London: Roultledge, 1989.
_________________. Saberes Localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu. Campinas, n. 5, p. 07-41, 1995.
_________________. Ciencia, cyborgs y mujeres: La reinvención de la naturaleza. Valência: Ediciones Cátedra; Universitat de Valencia; Instituto de la Mujer, 1995b.
JORDANOVA, Ludmilla. Sexual Visions: Images of Gender in Science and Medicine between the Eighteenth and Twentieth-Centuries. Madison: The University of Wisconsin Press, 1989.
STOLER, Ann Laura. Carnal Knowledge and Imperial power: Race and the Intimate in Colonial Rule. Los Angeles: University of California Press, 2002.
___________________. Tense and Tender Ties: The Politics of Comparison in North American History and (Post) Colonial Studies. In: STOLER, Ann Laura. Haunted by Empire: Geographies of Intimacy in North American History. Durham and London: Duke University Press, 2006.
Programa
I. Por que Marx e Espinosa? (2 sessões)
Explorações recentes
1. Fischbach, F. La production des hommes – Marx avec Spinoza. Paris: PUF, 2005;
2. Pascucci, M. La potenza della povertà – Marx legge Spinoza. Verona: Ombre Corte, 2006;
3. Lordon, F. Capitalisme, désir et servitude – Marx et Spinoza. Paris: La Fabrique, 2010 – trad. Willing slaves of capital. Spinoza and Marx on desire. London: Verso, 2014;
4. Reitter, K. Prozess der Befreiung – Marx, Spinoza und die Bedingungen des freien Gemeinwesens. Münster: Westfälisches Dampfboot, 2011;
5. Vieira Martins, M. Marx, Espinosa e Darwin: pensadores da imanência. Rio de Janeiro: Consequência, 2017.
Discussão das questões presentes (relação entre liberdade e necessidade, matéria (extensão) e pensamento, afetos e razão etc.), trazendo para a discussão inclusive problemas metodológicos.
II. O encontro Marx-Espinosa (4 sessões)
Textos de Marx (partes selecionadas)
1. Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro. São Paulo: Boitempo, 2018;
2. Crítica da filosofia do direito de Hegel . São Paulo: Boitempo, 2013;
3. A Sagrada Família. São Paulo: Boitempo, 2003;
4. Os Manuscritos econômico-filosóficos de 1844. São Paulo: Boitempo, 2004;
5. "Teses sobre Feuerbach". In: A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007;
6. Engels. Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã. São Paulo: Hedra, 2020.
Textos de Espinosa (partes selecionadas):
Tratado Teológico-Político (3.ª edição). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004.
Ética. São Paulo: Edusp, 2015.
Correspondencia. Madrid: Alianza Editorial, 1988.
III. O que fazer? Reivindicações teóricas (4 sessões)
A terceira sessão do curso terá como eixo a discussão da relação entre Marx e Espinosa a partir de três teses:
1. Tese da democracia radical
2. Tese da atividade
3. Tese do materialismo
A partir dessas teses, nós exploraremos textos e autores independentemente de uma referência explícita aos trabalhos de Marx e Espinosa. Estas explorações incluirão, sobretudo: L. Althusser, É. Balibar, C. Cesarino, M. Chaui, T. Matysik, A. Negri, V. Morfino, J. Reed, F. Zourabichvili.
Bibliografia
1) Althusser, L. Aparelhos ideológicos de Estado: Notas sobre os aparelhos ideológicos de Estado (AIE). Rio de Janeiro: Graal, 1985;
2) ______. Sobre a reprodução. Petrópolis: Vozes, 2008.
3) ______. "L'unique tradition matérialiste". Lignes (Paris), 8, pp. 72-119, 1993 (trad. em inglês e espanhol disponíveis);
4) Balibar, É. "Trois concepts du politique: Émancipation, Transformation et Civilité". In La Crainte des Masses. Galilée, 1997 (trad. em inglês e espanhol disponíveis);
5) _______. Spinoza politique. Le transindividuel. Paris: PUF, 2019 (trad. em inglês e espanhol disponíveis);
6) Negri, A. A Anomalia Selvagem. São Paulo: Ed. 34 & Politeia, 2018.
Programa
1º Dia
Tema: João Antônio e Roberto Arlt: aspectos biográficos e literários
Apresentação de aspectos biográficos de João Antônio (1937-1996) e Roberto Arlt (1900-1942), destacando algumas similaridades em suas formações sociais e literárias, a exemplo da admiração em comum pela obra de Fiódor Dostoiévski, este que é considerado um dos expoentes na abordagem da cidade moderna no contexto da literatura.
2º Dia
Tema: Pela margem do centro: a invisibilidade contígua à sociedade normatizada
Partindo da contraposição realizada por José Luiz Romero (2004), entre sociedade normatizada e sociedade anômica, serão focalizadas crônicas de João Antônio e Roberto Arlt nas quais se observa um olhar que depreende, em meio à rotina da urbe onde transitam as elites, personagens “em desajuste” com as condições básicas de cidadania.
3º Dia
Tema: Pela margem da margem: periferias em questão
Nesta aula serão abordados crônicas e contos de Antônio e Arlt em que são representados e discutidos, explícita e/ou implicitamente, a realidade adversa enfrentada por habitantes das periferias de São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires, tanto em termos sociais, econômicos quanto humanos.
4º Dia
Tema: Os bastidores da cidade cenográfica: discursos oficiais e espaços reais
Como última aula, delimita-se trazer à discussão parte dos discursos oficiais, tanto da época de João Antônio e de Roberto Alrt, quanto das mídias atuais sobre as cidades, para se refletir a respeito das contingências que margeiam as concepções de espaço urbano ao longo do tempo.
Programa
- Introdução ao tema. Apresentação da produção acadêmica, em especial, de Yessai Ohannes Kerouzian e Chaké Ekizian Costa, a respeito da matéria;
- Os manuscritos armênios. As técnicas medievais. Os materiais aplicados e os ofícios envolvidos.
- A produção armênia de manuscritos. Iluminuras. A tradução. Divulgação da escrita e distribuição dos manuscritos;
- A coleção de manuscritos. Coleção Calouste Gulbenkian. Coleção do Arquivo Histórico Madenataran, de Yerevan.
- A história do manuscrito Homilia de Mush;
- Análise do contexto histórico e cultural.
- Conclusões.
Bibliografia
ALEM, Jean-Pierre. L’Armenie. Paris: Presses Universitaires de France, 1983.
ANTUNES, Sérgio Pereira. Introdução ao universo armênio. São Paulo: Sésamo, 2012.
BUSSI, Angela Dillon et alli. Manuscritos iluminados europeus na coleção Calouste Gulbenkian. Lisboa: Museu Calouste Gulbenkian, 2020.
KEROUZIAN, Yessai Ohannes. A técnica nos antigos manuscritos armênios. São Paulo: FFLCH/USP, 1981. IN Anais do IX simpósio Nacional da
ANPUH. Florianópolis, julho 1977. pp
COSTA, Chaké Ekizian. Arquivo histórico: Madenataran. IN Revista de Estudos Orientais, volume 2. São Paulo: FFLCH/USP, 1998.
SAPSEZIAN, Aharon. História da Armênia. São Paulo: Paz e Terra, 1988.
SARKISSIAN, Sarkis Ampar. Os 50 anos do curso de armênio da Universidade de São Paulo. [Trabalho de Graduação Individual]. São Paulo: FFLCH/USP, 2015.
Programa
Aula 1 (18/08): O caso de Cristais da Alma (1673), de Antônio de Escobar
Aula 2 (20/08): A poesia de amor ao divino nos escritos de Sóror Maria do Céu.
Aula 3 (21/08): A lírica portuguesa dos séculos XVII e XVIII: desafios e possíveis abordagens
Bibliografia:
ACHCAR, Francisco. Lírica e Lugar-comum: alguns temas de Horácio e sua presença em português. São Paulo: Edusp, 2015
BOUZA, Fernando. Corre Manuscrito: una historia cultural del Siglo de Oro. Madri: Marcial Pons, 2015.
CARVALHO, Maria do Socorro Fernandes de. Poesia de Agudeza em Portugal. São Paulo: Humanitas; Edusp; Fapesp, 2007.
CHARTIER, Roger. A Ordem dos Livros: Leitores, Autores e Bibliotecas na Europa entre os Séculos XIV e XVIII. Tradução de Mary Del Priori. Ed. UnB, 1998.
ESCOBAR, Gerardo de. Cristais da Alma. Lisboa: Oficina de João da Costa, 1673.
HANSEN, João Adolfo. Alegoria: construção e interpretação da metáfora. São Paulo: Hedra; Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
HATHERLY, Ana. A preciosa de Sóror Maria do Céu. Lisboa: Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990.
MARIA DO CÉU, Sóror. org. P. Francisco da Costa. Enganos do Bosque, Desenganos do Rio. Em que a Alma entra perdida, e sahe dezengada. Com outras muitas obras varias, e admiráveis. Lisboa: Oficina de Manoel Fernandes da Costa, impressor do Santo Ofício, 1736.
MUHANA, Adma. A Epopeia em Prosa Seiscentista: uma definição de gênero. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997.
SILVA, Fabio Mario da. A literatura como instrução. uma leitura de metáforas das flores de soror Maria do Céu. Rio de Janeiro: Revista e-scrita: Revista do Curso de Letras da UNIABEU, 2014.
Programa
1 . Introdução (30 minutos)
1.1 O que é IA?
• IA generativa versus IA assistiva
• Funcionamento de modelos de IA generativa
• Como modelos como ChatGPT funcionam: aprendizado baseado em dados e previsão probabilística
• Uso crítico e exploração de recursos de IA
• O que é um modelo de IA e como funciona (dados, algoritmos e aprendizado).
• Limitações, transparência e riscos éticos no uso de IA.
2. Explorando Ferramentas de IA:
• Exemplos práticos: ChatGPT e ferramentas similares.
• Aplicações no dia a dia, como tradução, transcrição e adaptação de conteúdo.
• Organização de recursos
• Apoio à pesquisa e coleta de dados
• Conceito de Treinamento de Modelos
3. Gestão de Prompts e Aplicações Práticas
3.1 Prompts Simples
• Redação e revisão de textos com clareza e precisão.
• Tradução e adaptação para diferentes plataformas.
• Criação de títulos e legendas para redes sociais.
3.2 Prompts Intermediários e Avançados
• Geração de ideias para campanhas e pautas editoriais.
• Personalização de conteúdo para diferentes públicos.
• Roteirização de vídeos e podcasts.
• Automação criativa e refinamento de estilo editorial.
4. Atividade Prática
Exercício Guiado:
Cada participante trabalhará com materiais próprios ou sugeridos, experimentando o uso de prompts para atender às suas necessidades específicas.
5. Discussão e Reflexão
• Debate sobre as implicações éticas do uso de IA na comunicação.
• Partilha de experiências e conhecimentos absorvidos na primeira parte.
6. IA no Audiovisual: impacto e aplicações
• Uso na pré-produção (roteiro, planejamento visual, concepção artística)
• IA na produção (cinematografia, direção de arte, fotografia)
• IA na pós-produção (edição, montagem, correção de cor e som)
• Desafios éticos: autoria, viés algorítmico e transparência
7. Demonstração breve: Exemplos de uso real da IA na criação de roteiros, imagens e edição audiovisual.
8. Exercício Coordenado: Projeto Experimental de uso de Prompts para Audiovisual - aplicação coordenada de IA para pesquisa e criação
Os participantes realizam um exercício guiado, testando diferentes prompts e analisando seus efeitos em diversas funções do audiovisual:
• Definição do Conceito, Roteiro e Estrutura
• Planejamento de Projeto e Linguagem
• Referências e Direção de Arte
• Planos, Enquadramentos e Movimentos
• Análise e Preparação de Filme
• Elementos de pós-produção
9. Análise e Discussão
• Comparação de exemplos das diferentes respostas das ferramentas e ajustes nos prompts.
• Reflexão sobre o controle criativo e a intervenção humana no processo.
• Identificação de oportunidades e desafios do uso de IA em cada etapa da produção audiovisual.
• Perguntas, orientações finais e recomendações para aprofundamento no uso de IA.
10. Entregas finais e requisitos para certificação
1) Mínimo de 75% de frequência obrigatório.
2) Preenchimento dos formulários de inscrição, exercícios e avaliação do curso.
3) É requisito para aprovação a produção (individual ou em grupo) de uma das seguintes opções:
a) uma peça audiovisual: filme curta-metragem de 3 a 5 minutos; ou
b) uma peça de áudio: podcast, entrevista ou narração de história de 3 a 5 minutos; ou
c) uma peça textual de qualquer natureza com 300 a 1500 palavras e imagem ilustrativa.
Os participantes têm a opção de utilizar ou não a IA para essas produções. Os materiais produzidos serão publicados nos canais do NUPEPA/ImaRgens.
O projeto final é uma produção de inspiração própria, com temática, linguagem e estilo livres.
Os projetos finais serão compartilhados publicamente, e os dados de prompt e análise serão anonimizados e poderão ser publicados para fins de estudo.
Referências Bibliográficas:
Comin, A. A., Oliveira, C. G. B., Kaufman, D., Bucci, E., & Arbix, G. (2024). Inteligência artificial: Democracia e impactos sociais. Editora Dialética.
Ferreira, A. H., & Trevisan, A. C. (2025). Meta-identidade e plataformas digitais: disputas por transparência e controle na criação algorítmica das identidades pelos sistemas de IA. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13161
Ferreira, A. H., Trevisan, A. C., M. Flores, A. M., & Pinheiro da Silva, D. (2025). Inteligência Artificial nas Ciências Sociais e Humanas: usos, reflexões e impacto na intersecção com o audiovisual no Brasil (version 1). Observatório Social para a Inteligência Artificial & Dados Digitais (OSIADD). https://doi.org/10.5281/zenodo.15257282
Ferreira, A. H., Trevisan, A. C., & Baptista, C. (2024). Comprendiendo, Integrando y Gestionando Cambios Tecnológicos en la Era de la IA - un enfoque para periodistas. In Inteligencia artificial y periodismo: narrativas, aplicaciones y herramientas (pp. 41–66). Comunicación Social Ediciones y Publicaciones.
Groenner, L., Lopes de Faria, L. I., Perissini, R. C., & Gracioso, L. D. S. (2022). Estudo bibliométrico sobre a pesquisa em inteligência artificial no Brasil. 16, e02147. https://doi.org/10.36311/1981-1640.2022.v16.e02147
Jironza Hidalgo, J. (2024). Análisis de la implementación de Inteligencia Artificial como herramienta de postproducción digital audiovisual. Ñawi: arte diseño comunicación, 8(2), 165-177.
Leite, F., Gonçalvez, I. X., Azevedo, T. L. de, Moherdaui, L., & Pereira, E. (2024). IA responsável, plataformas de mídia social e regulação no Brasil: Notas para pensar a participação social em tempos de incertezas. Novos Olhares, 13(2), 51–70. https://doi.org/10.11606/issn.2238-7714.no.2024.225630
McLuhan, M. (1974). Os meios de comunicação: como extensões do homem. Editora Cultrix.
Vela, S., Sánchez, P., & Navarro, N. (2024). La revolución será artificial. Un análisis de la creación audiovisual generada por IA. Tripodos, 55, 05. https://doi.org/10.51698/tripodos.2024.55.05 In: https://tripodos.com/index.php/Facultat_Comunicacio_Blanquerna/article/…
Programa
Ele objetiva trabalhar habilidades comunicativas em Língua Francesa que permitam aos alunos dominar a língua em situações variadas, possibilitando que se apresentem aos exames DELF B1, DELF B2 e DALF C1.
Nos módulos serão trabalhadas estratégias para o desenvolvimento das capacidades requeridas pelos exames. As aulas tratarão das quatro habilidades avaliadas nas provas: compreensão oral, compreensão escrita, produção oral e produção escrita. Para tanto, serão trabalhados as provas e objetivos específicos para permitir que os alunos possam realizar os exames DELF/DALF.
Trata-se de um curso modular, de 45 horas, que será dividido em 3 módulos: DELF B1, DELF B2 e DALF C1. Cada módulo será composto de 3 aulas de 3 horas e meia. Além disso, o curso conta com uma aula introdutória de 3 horas, comum a todos os módulos.
O curso funcionará da seguinte forma:
1 aula introdutória para os três exames
3 aulas para o nível B1
3 aulas para o nível B2
3 aulas para o nível C1
O aluno poderá se matricular nos três módulos ou em apenas um deles.
Justificativa
Não há muitos cursos que preparem a estes exames que são essenciais para estudar no exterior e, também, como prova de proficiência para diversos programas de pós-graduação.
Pré-requisitos para inscrever-se no curso
É necessário comprovar o nível por meio de um dos certificados (DELF) anterior ao nível que se deseja estudar ou fazer um teste de nível.
Bibliografia
BAPTISTE Auréliane, MARTY Roselyne. Réussir le DELF B2. Didier, 2010.
BRETON Gilles, LEPAGE Sylvie, ROUSSE Marie. Réussir le DELF B1. Didier, 2010.
CHEVALLIER-WIXLER Dominique, DUPLEIX Dorothée, JOUETTE Ingrid, et al. Réussir le DALF C1/C2. Didier, 2007
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B1. Hachette FLE, 2006.
VELTCHEFF Caroline, HILTON Stanley. Préparation à l'examen du DELF B2. Hachette FLE, 2006.
Programa
Programa
- Aula 1 (19/05):
Yi Sang (1910-1937), em sua curta carreira de sete anos como escritor, produziu cerca de cem poemas, dezesseis contos e diversos artigos e escritos espalhados em jornais e revistas da época. Sua obra esteve no centro das maiores polêmicas da literatura coreana na década de 1930. Em 1934, a publicação de sua coletânea de poemas “Olho-de-corvo” (em coreano, “Ogamdo”) foi recebida com indignação pelo público por causa de sua experimentação radical com a linguagem e a forma, divergindo da poética lírica e realista que era esperada (PARK, 2019). Em 1999, “Olho-de-corvo e outras obras de Yi Sang” é publicado no Brasil, em tradução de Yun Jung Im,
sendo esse texto em portugês a fonte dos textos a serem analisados. O poema Espelho (1933), ao liderar tão diretamente com a temática do espelho, é um precedente a ideias que virão a ser retomadas e desenvolvidas em “Olho-de-corvo”. Neste poema, ao invés de indicador de uma realidade objetiva, o espelho é apresentado como um aprisionamento que separa o eu-lírico de si mesmo, fragmentando sua individualidade e impedindo qualquer comunicação entre o “eu” e o mundo. Já no poema número quatro do “Olho-de-corvo” (1934), o espelho aparece de maneira completamente visual, em um diagrama numérico ao contrário, que tem simetrias e também falsas simetrias. O poema é escrito como se fosse um diagnóstico médico, gênero representante de uma objetividade
científica, mas que se prova subjetiva nos jogos imagéticos do poeta. Além dos números, as palavras também se espelham, como em “assigna o médico responsável Yi Sang” (grifo meu).
- Aula 2 (20/05):
Elementos biográficos de Yi Sang (1910-1937), suas relações familiares na infância, relacionamentos amorosos, casamento e morte; sua posição na história da literatura coreana etc.
- Aula 3 (21/05):
O poema número sete de “Olho-de-corvo” apresenta outras possibilidades de espelhamento. Primeiramente, as voltas da “flor brilhante” que é a lua marcam a passagem do tempo. Dessa maneira, o “antes” é comparado em alto contraste com o “depois”. A paisagem desses dois momentos se espelham, o que pode ser exemplificado pelas descrições da lua: antes, “alegrerridente feito um broto novo”; depois, “toda estropiada que derrui penalizada com o nariz decepado”. Além disso, a ambientação temática e os aspectos formais do poema remetem ao sijô, gênero tradicional coreano chamado de poesiacanto pela tradutora Yun Jung Im. No sijô, duas das temáticas mais
importantes são o exílio e a contemplação da natureza. A primeira parte do poema número sete usa elementos muito caros ao sijô, como por exemplo a lua, o riacho e o reflexo da lua no riacho, encontrando-se diversos sijôs semelhantes ao texto de Yi Sang. Porém, na reviravolta do poema, esses elementos se tornam horríveis, assombrosos, e a natureza é hostil, como por exemplo a nevasca que é sangue, a cobra que é venenosa. O que começou como uma espécie de sijô se torna algo como um “anti-sijô”, o sijô invertido no espelho. Por fim, o último poema a ser estudado é o de número quinze do “Olho-de-corvo”. Esse poema traz de volta uma atmosfera que lembra a do primeiro poema lido, Espelho. Neste caso, o espelho volta a ser citado diretamente. O “eu fora do espelho” teme o “eu dentro do espelho”, e vice-versa. Novamente, toda interação entre os dois é impossível. O primeio tenta atirar no segundo, mas não consegue. O fechamento do poema indica a frustração da situação, ao afirmar que um “pecado descomunal” bloqueia até mesmo a possibilidade de que os dois apertem as mãos. Ou seja, o próprio espelho simboliza esse pecado por ser a barreira entre os dois sujeitos. Como Yun Jung Im aponta (1999, p. 186), este poema é comumente lido como uma “confrontação entre fragmentos do ego, a divisão entre o eu real e o eu ideal, entre o eu essencial e o eu não-essencial”.
Referências:
IM, Yun Jung; MARSICANO, Alberto. Sijô: poesiacanto coreana clássica. São Paulo: Iluminuras, 1994.
KIM, John H. As the crow flies: Yi Sang's aerial poetics. Journal of Korean Studies, Durham, vol. 23, n. 2, pp. 241-274, 2018. Disponível em: <https://muse-jhu-edu.ez67.periodicos.capes.gov.br/article/706725>. Acesso em: 09 fev. 2021.
PARK, Hyun Seon. Colonial modernism and inverted subjectivity: the paradoxes of the mirror in the writings of Yi Sang. In: SEIGNEURIE, Ken (ed.). A companion to world literature. New Jersey: John Wiley & Sons, 2019.
SONE Seunghee. The Mirror Motif in the Crow’s-Eye View (Ogamdo) Poems. Seoul Journal of Korean Studies, Seul, vol. 29, n. 1, pp. 193-217, 2016. Disponível em: <https://muse.jhu.edu/article/623888>. Acesso em: 09 fev. 2021.
YI SANG. Tradução por Yun Jung Im. Olho-de-corvo e outras obras de Yi Sang. São Paulo: Perspectiva, 1999.

.png)
