Programa

1a aula (01/08/22): Apresentação – Abordagens sobre classificações sociais: interseccionalidade versus marcadores sociais da diferença.
Leitura Complementar:
ALMEIDA, Heloísa B; SIMÕES, Júlio A.; MOUTINHO, Laura; SCHWARCZ, Lília M. “NUMAS, 10 anos: um exercício de memória coletiva”. In: Marcadores Sociais da Diferença. Organizado por Gustavo Saggese [et al]. São Paulo: Terceiro Nome; Editora Gramma, 2018. pp 19-23.
COLLINS, Patricia H. “Se perdeu na tradução? Feminismo negro, interseccionalidade e política emancipatória”. Parágrafo. Jan/jun. 2017, v.5, n.1 (2017) - issn: 2317-4919.
CRENSHAW, Kimberlé. “A Intersecionalidade na Discriminação de Raça e Gênero”. Cruzamento: raça e gênero. Painel 1.
GONZALEZ, Lélia. “Por um feminismo afro-latino-americano”. In: Por um feminismo afro-latino-americano. Organização Flavia Rios, Márcia Lima. 1a Edição, Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
MCCLINTOCK, Anne. “Introdução: Pós-colonialismo e o anjo do progresso”. In: Couro Imperial. Tradução Plínio Dentzien. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
PISCITELLI, Adriana. “Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras”. Sociedade e Cultura, v.11, n.2, jul/dez. 2008. pp. 263 a 274.

2a aula (02/08/22): Dessubstancialização da diferença.
Leitura Obrigatória:
CORRÊA, Mariza. “Não se nasce homem”. Trabalho apresentado no Encontro “Masculinidades/Feminilidades”, nos “Encontros Arrábida 2004”, Portugal. Disponível: http://www.clam.org.br/bibliotecadigital/uploads/publicacoes/942_926_na…
STOLCKE, Verena: “Sexo está para gênero assim como raça para etnicidade?”, Estudos Afro-Asiáticos, n. 20, 1991.
Leitura Complementar:
FOUCAULT, Michel. Aula de 17 de março de 1976. In: __. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. pp. 285-315.
PRECIADO, Paul. “Quem defende a criança queer?”. In: Um apartamento em Urano. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2020.

3a aula (03/08/22): Feminismos, marcadores e usos no campo.
Leitura Obrigatória:
BRAH, Avtar. “Diferença, diversidade, diferenciação”, cadernos pagu, 26, 2006, pp. 329-376. Combahee River, C., Pereira, S., & Gomes, L. S. (2019). Tradução: Manifesto do Coletivo Combahee River. Plural, 26(1), 197-207. https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2019.159864
LORDE, Audre. “Não existe hierarquia de opressão”. In: Pensamento feminista. Organização Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
LORDE, Audre. “Idade, raça, classe e gênero: mulheres redefinindo a diferença”. In: Pensamento feminista. Organização Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
Leitura Complementar:
COELHO, Clara de O..Feminismos no Instagram: uma análise sobre compartilhamento de teoria feminista na rede social. Perifèria, revista de recerca i formació en antropologia, 26(2), 152-175(2021), https://doi.org/10.5565/rev/periferia.862
LORDE, Audre. “Idade, raça, classe e gênero: mulheres redefinindo a diferença”. In: Pensamento feminista. Organização Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

4a aula (08/08/22): Consentimento, vulnerabilidade e agência
Leitura Obrigatória:
LOWENKRON, Laura. 2015. “Consentimento e vulnerabilidade: alguns cruzamentos entre o abuso sexual infantil e o tráfico de pessoas para fim de exploração sexual”. Cadernos Pagu (45). https://www.scielo.br/j/cpa/a/gC9XJ9zVMFWhLGnNbPPf3Wv/abstract/?lang=pt
MCCLINTOCK, Anne. “Introdução: Pós-colonialismo e o anjo do progresso”. In: Couro Imperial. Tradução Plínio Dentzien. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
MCCLINTOCK, Anne. “A situação da terra - Genealogias do imperialismo”. In: Couro Imperial. Tradução Plínio Dentzien. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010. (somente subtítulo “negros brancos” e “calibãs celtas”, p.90-98).
PISCITELLI, Adriana. “Economias sexuais, amor e tráfico de pessoas – novas questões conceituais”. Cad. Pagu, 47, 2016. https://doi.org/10.1590/18094449201600470005
Leitura Complementar:
MOUTINHO, Laura. “Negociando com a adversidade: reflexões sobre "raça", (homos)sexualidade e desigualdade social no Rio de Janeiro”. Revista Estudos Feministas, 14 (1), 2006. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2006000100007
5a aula (09/08/22): Condições precárias: violências sociais e sofrimento psíquico.
Leitura Obrigatória:
AHMED, Sara. “Estraga-prazeres feministas (e outras sujeitas voluntariosas)”. Revista Eco-Pós, 23 (3), 2020. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v23i3.27642
BUTLER, Judith. “De quem são as vidas consideradas choráveis em nosso mundo público?”. El País, 10 jul. 2020. https://brasil.elpais.com/babelia/2020-07-10/judith-butler-de-quem-sao-…
FISHER, Mark. “Não prestar para nada”. Jacobin, 13 jan. 2022. https://jacobin.com.br/2022/01/nao-prestar-para-nada
PUSSETTI, Chiara; BRAZZABENI, Micol. “Sofrimento social: idiomas da aflição e políticas assistenciais”. Etnográfica, Lisboa, v. 15, n. 3, 2011.
Leitura Complementar:
BUTLER, Judith. “A vulnerabilidade corporal e a política de coligação”. In: Corpos em aliança. Tradução Fernanda Miguens. 4a edição, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.
PIVA, Felipe Paes. As intermediações entre o coletivo e o individual no sofrimento psíquico de graduandos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP): diálogos antropológicos com campos da saúde mental. Anais da ReACT-Reunião de Antropologia da Ciência e Tecnologia, v. 5, n. 5, 2022. https://ocs.ige.unicamp.br/ojs/react/article/view/3786

Programa

AULA 1 – “DA”, “DESU”, “DEARU” E O PREDICADO NOMINAL
Apresentação do tema. Predicado nominal. Auxiliares verbais “da”, “desu” e “dearu”. Formas e flexões. O conceito de cópula. A classe gramatical dos jodôshi (auxiliares verbais / auxiliares de predicação).

AULA 2 – HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS DE “DA”, “DESU” E “DEARU”
O conceito de dantei (asserção) da gramática japonesa. A história dos dantei no jodôshi (auxiliares verbais de asserção). O “zo” em Nara/Heian e as formas clássicas “nari” e “tari”. Da formação “ni te ari” às formas modernas “da”, “desu” e “dearu”.

AULA 3 – OUTROS ASPECTOS DO PREDICADO NOMINAL
Conceito de modalidade. Modalidade na língua japonesa. As modalidades de “da”, “desu” e “dearu”. As frases-enguia (unagi bun). Formas de tratamento dos auxiliares verbais de asserção.


BIBLIOGRAFIA

ARISTÓTELES. Da intepretação: edição bilíngue. 1. ed. Trad. José Veríssimo Teixeira da Mata. São Paulo: Editora Unesp, 2013. Título Original: Peri hermeneias. Original em grego.
BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. 3. ed. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luiza Neri. Campinas: Pontes; Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991 (Ed. original, 1966). Título original: Problèmes de linguistique générale I.
COLOMBAT, Bernard; FOURNIER, Jean Marie; PUECH, Christian. Uma história das ideias linguísticas. 1. ed. Trad. Jacqueline Léon e Marli Quadros Leite. São Paulo: Contexto, 2017 (Ed. original, 2010). Título original: Histoire des idées sur le langage et les langues.
CURNOW, Timothy Jowan. Towards a cross linguistic typology of copula constructions. In: CONFERENCE OF THE AUSTRALIAN LINGUISTIC SOCIETY, 1999, Perth. Proceedings […]. Perth – Austrália: Australian Linguistic Society, 1999. Disponível em: http://www.als.asn.au/proceedings/als1999/proceedings.html. Acesso em: 4 set. 2022.
FUKASAWA, Lídia Massumi. O sistema de estruturação das modalidades na língua japonesa: os auxiliares verbais e os morfemas finais. São Paulo, 1991. 434 f. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.
______. A função modalizadora dos auxiliares verbais da língua japonesa. In: Estudos Japoneses. São Paulo: Centro de Estudos Japoneses da USP, n. 12, p. 37 61, 1992. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ej/article/view/142615. Acesso em: 10 out. 2022.
FUKASAWA, Lídia Masumi; GIROUX, Sakae Murakami; SUZUKI, Tae; SUZUKI, Teiiti. Introdução à gramática da língua japonesa. São Paulo: Centro de Estudos Japoneses da USP, 1989.
FURUTA, Tôsaku. Da gendaigo (Da língua moderna); Desu gendaigo (Desu língua moderna). In: MATSUMURA, Akira (org.). Kotengo gendaigo joshi jodôshi shôsetsu (Joshi e jodôshi da língua clássica e da língua moderna – explicação detalhada) 1. ed. Tóquio: Gakutôsha, 1969. p. 292 302.
IWABUCHI, Tadasu. Dantei / hitei no jodôshi (Jodôshi de asserção / negação). In: SUZUKI, Kazuhiko; HAYASHI, Ôki (orgs.). Jojihen (3) jodôshi / jodôshi jiten (Volume elementos auxiliares (3): dicionário de joshi e jodôshi). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1985. p. 2 18. (Kenkyû shiryô nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa – material de pesquisa), 7).
KASUGA, Kazuo. Sonzaishi ni kan suru kenkyû (Pesquisa sobre o sonzaishi). 1. ed. Tóquio: Kazama Shobô, 1968.
______. Nari kotengo (Nari língua clássica); Tari kotengo (Tari língua clássica). In: MATSUMURA, Akira (org.). Kotengo gendaigo joshi jodôshi shôsetsu (Joshi e jodôshi da língua clássica e da língua moderna – explicação detalhada) 1. ed. Tóquio: Gakutôsha, 1969. p. 277 291.
KAWAGISHI, Keiko. Keijô no jodôshi (Jodôshi de tratamento) In: SUZUKI, Kazuhiko; HAYASHI, Ôki (orgs.). Jojihen (3) jodôshi / jodôshi jiten (Volume elementos auxiliares (3): dicionário de joshi e jodôshi). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1985. p. 66 81. (Kenkyû shiryô nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa – material de pesquisa), 7).
KITAHARA, Yasuo. Nihongo jodôshi no kenkyû (A pesquisa do jodôshi da língua japonesa). 2. ed. Tóquio: Taishûkan, 1987 (Ed. original, 1981).
KOMATSU, Kôzô. Jodôshi no shomondai (Os vários problemas dos jodôshi). In: SUZUKI, Kazuhiko; HAYASHI, Ôki (orgs.). Jojihen (2) jodôshi (Volume elementos auxiliares (2): jodôshi). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1984. p. 81 97. (Kenkyû shiryô nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa – material de pesquisa), 6).
MORIKAWA, Masahiro. Another Function of Da and Desu in Japanese. In: Nagoya gaikokugo daigaku gaikokugo gakubu kiyô (Periódicos da faculdade de línguas estrangeiras da Universidade de Línguas Estrangeiras de Nagoya). Nagoya, n. 30, p. 17 31, 2006. Disponível em: http://id.nii.ac.jp/1095/00000244/. Acesso em: 7 set. 2022.
______. Keiji no ‘da’ to ‘dearu’ (Cópulas ‘da’ e ‘dearu’). In: Nagoya gaikokugo daigaku gaikokugo gakubu kiyô (Periódicos da faculdade de línguas estrangeiras da Universidade de Línguas Estrangeiras de Nagoya). Nagoya, n. 40, p. 27 44, 2011. Disponível em: http://id.nii.ac.jp/1095/00000118/. Acesso em: 4 set. 2022.
MORO, Andrea. Appendix: a brief history of the copula. In: The raising of predicates: predicative noun phrases and the theory of clause structure. New York: Cambridge University Press, 2004 (Ed. original, 1997). p. 248-261; 295-300. (Cambridge studies in linguistics, 80).
NARAHARA, Tomiko. The Japanese Copula: Forms and Functions. Hampshire: Palgrave Macmillan, 2002.
NIHONGO KIJUTSU BUNPÔ KENKYÛKAI (Grupo de pesquisa da gramática descritiva da língua japonesa). Dai 8 bu Modariti (Parte 8 modalidade). Tóquio: Kuroshio, 2003. (Gendai nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa moderna), 4).
OKAMURA, Kazue. Zo kotengo (Zo língua clássica). In: MATSUMURA, Akira (org.). Kotengo gendaigo joshi jodôshi shôsetsu (Joshi e jodôshi da língua clássica e da língua moderna – explicação detalhada) 1. ed. Tóquio: Gakutôsha, 1969. p. 560 562.
ÔKUBO, Tadatoshi. Nihon Bunpô Chinjutsu Ron (A discussão sobre o chinjutsu na gramática japonesa). Tóquio: Meiji, 1982 (Ed. original, 1968).
OKUTSU, Keiichirô. “Boku wa unagi da” no bunpô: da to no (A gramática de “boku wa unagi da”: da e no). 9. ed. Tóquio: Kuroshio, 1999 (Ed. original, 1978).
SAEGUSA, Reiko. ‘Da’ ga tsukawareru toki (Quando se usa ‘da’). In: : Hitotsubashi Daigaku ryûgakusei sentâ yôki (Publicações do centro de intercambistas da Universidade Hitotsubashi). Tóquio: Centro de intercambistas da Universidade Hitotsubashi, n. 4, p. 3 17, 2001. Disponível em: https://hdl.handle.net/10086/8580. Acesso em: 4 set. 2022.
SAEKI, Umetomo. ‘Ni ari’ kara ‘dearu’ e (Do ‘ni ari’ ao ‘dearu’). In: Kokugogaku (Estudos da língua nacional), n. 26, p. 1 6, 1956. Disponível em: https://bibdb.ninjal.ac.jp/SJL/view.php?h_id=0260010060. Acesso em: 4 set. 2022.
SPOSITO, Rafael. Dantei no jodôshi e a predicação nominal na língua japonesa: os clássicos nari e tari e os modernos da, desu e dearu. São Paulo, 2023. 389 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-17052023-135300/p…. Acesso em: 30 maio 2024.
SUZUKI, Tae; NINOMIYA, Sonia Regina Longhi; OTA, Junko; MORALES, Leiko Matsubara (orgs.). Teorias gramaticais da língua japonesa. São Paulo: Humanitas; FAPESP, 2012.
TASHIRO PEREZ, Eliza Atsuko. Shûjoshi (終助詞– morfemas finais). In: MORALES, Leiko Matsubara (org.). Tópicos de Gramática da Língua Japonesa. São Paulo: Fundação Japão, 2011, p. 157 196.
______. Do kokugogaku a nihongogaku – os estudos linguísticos do japonês no Japão. In: COELHO, Olga (org.). A historiografia linguística no Brasil (1993 2018): memória, estudos. Campinas: Pontes, 2018). p. 151 176.
TOKIEDA, Motoki. Nihon bunpô: bungohen (Gramática japonesa: língua clássica). 24. ed. Tóquio: Iwanami, 1979 (Ed. original, 1954).
______. Nihon bunpô: kôgohen (Gramática japonesa: língua moderna). 3. ed. Tóquio: Iwanami, 1980 (Ed. original, 1950).
TSUJIMURA, Toshiki. ‘Desu’ no yôhô: kinseigo kara gendaigo e (Utilização do ‘desu’: da língua pré moderna à língua moderna). In: KINDAIGO GAKKAI. Kindaigo Kenkyû dai isshû (Pesquisa da língua do período moderno: primeiro volume). 1. ed. Tóquio: Musashino, 1965. p. 341 362.
______. Iwayuru keijô no jodôshi ni tsuite (A respeito dos chamados jodôshi de tratamento). In: ______. Keigo no shiteki kenkyû (Pesquisa histórica das palavras de tratamento). 1. ed. Tóquio: Tôkyôdô, 1968. p. 39 54.
VIEIRA, Francisco Eduardo. A gramática tradicional: história crítica. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2018.
WATANABE, Minoru. Kokugo kôbunron (Sintaxe da língua nacional). 1. ed. Tóquio: Hanawa Shobô, 1971.
WENCK, Günther. The Japanese copula – a dummy?. In: Linguistics: an interdisciplinary journal of the language sciences, v. 11, n. 100, p. 77 86, 1973. Disponível em: https://doi.org/10.1515/ling.1973.11.100.77. Acesso em: 24 jul. 2022.
YAMADA, Yoshio. Nihon bunpô ron (Gramática japonesa). Tóquio: Hôbunkan, 1908. Disponível em: https://dl.ndl.go.jp/info:ndljp/pid/992499. Acesso em: 19 set. 2022.
______. Nihon kôgo hô kôgi (Exposição sobre a gramática da língua japonesa falada). Tóquio: Hôbunkan, 1970 (Ed. original, 1922).
YAMAGUCHI, Gyôji. ‘Dearu’ no keisei (Formação do ‘dearu’). In: Kyôto gobun (Quioto – língua e literatura). Quioto: Sociedade de estudos da língua e literatura nacional da Universidade Bukkyô, n. 9, p. 74 87, 2002. Disponível em: https://archives.bukkyo-u.ac.jp/repository/baker/rid_KG000900000398. Acesso em: 4 set. 2022.
YOSHIDA, Kanehiko. Gendaigo jodôshi no shiteki kenkyû (Pesquisa histórica do jodôshi da língua moderna). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1971.
YOSHIZAWA, Norio. Yakugo to shite mita ‘jodôshi’ (‘Jodôshi’ visto como termo traduzido). In: TANABE HAKASE KOKI KINEN KOKUGOGAKU RONSHÛ HENSHÛ IINKAI. Tanabe hakase koki kinen kokugo joshi jodôshi ronsô (Comemoração do 70º. Aniversário do dr. Tanabe – textos sobre os joshi e jodôshi da língua nacional). Tóquio: Ôfûsha, 1979. p. 665 676.

Programa

Aula 1: Introdução aos princípios da Teoria Sistêmico-funcional e da Semiótica Social; Diálogos com os Game Studies
Aula 2: Gramática do Design Visual e a análise imagética de videogames
Aula 3: Música e efeitos sonoros nos videogames
Aula 4: Analisando videogames a partir de suas telas
 

Bibliografia:
BASTOS, E. C. B.; PEREIRA, D. C. Por uma metodologia sistêmico-funcional para a análise visual de visual novels. Revista de Estudos Lúdicos, v. 1., n. 4, 2025. No prelo.
BATEMAN, J.; WILDFEUER, J.; HIIPPALA, T. Multimodality: Research, Foundation and Analysis. Berlim: Walter de Gruyter GmbH & Co KG, 2017.
EGENFELDT-NIELSEN, S.; SMITH, J.; PAJARES TOSCA, S. Understanding Video Games: the Essential Introduction. 4th. ed. New York: Routledge, 2024.
FARHAT, T. C.; GONÇALVES-SEGUNDO, P. R Análise multimodal: noções e princípios fundamentais. Trabalhos em Linguística Aplicada, v. 61, n. 2, p. 435–454, ago. 2022.
HALLIDAY, M. A. K. Language as social semiotic: the social interpretation of language and meaning. Sydney: University Park Press, 1978.
HALLIDAY, M. A. K.; MATTHIESSEN, C. Halliday’s introduction to functional grammar. London: Routledge, 2014.
HODGE, R.; KRESS, G. Social semiotics. Cambridge: Polity, 1988.
JØRGENSEN, K. Audio and Gameplay: an Analysis of PvP Battlegrounds in World of Warcraft. Game Studies, v. 8, n. 2, 1 jan. 2008.
KRESS, G. R.; VAN LEEUWEN, T. Multimodal discourse: The modes and media of contemporary communication. Sydney: Bloomsbury Academic, 2001.
KRESS, G.; VAN LEEUWEN, T. Reading Images: The Grammar of Visual Design. London: Routledge, 2006.
MATUMOTO, A. DE O.; GONÇALVES-SEGUNDO, P. R. Uma proposta sociossemiótica para a análise visual de jogos bidimensionais. EntreLetras, v. 13, n. 1, p. 344–369, 26 out. 2022.
MATUMOTO, A. DE O. Multimodalidade em jogo: uma análise do jogo Final Fantasy. Estudos Linguísticos, v. 52, n. 2, p. 439–460, 8 nov. 2024.
MURRAY, J. H. Hamlet on the holodeck: The future of narrative in cyberspace. Cambridge: The MIT Press, 2016.
MUNDAY, R. Music in video games. In: SEXTON, J. (ed.). Music, Sound and Multimedia: From the live to the virtual. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2007.
PÉREZ-LATORRE, Ó.; OLIVA, M.; BESALÚ, R. Videogame analysis: a social-semiotic approach. Social Semiotics, v. 27, n. 5, 2016.
PERRON, B.; WOLF, M. The video game theory reader. New York: Routledge, 2009.
TOH, W. A Multimodal Approach to Video Games and the Player Experience. New York: Routledge, 2019.
VAN LEEUWEN, T. Speech, Music, Sound. Houndmills: Macmillan, 1999.
VAN LEEUWEN, T. Introducing social semiotics. London: Routledge, 2005.
WILDFEUER, J.; STAMENKOVIĆ, D. The discourse structure of video games: A multimodal discourse semantics approach to game tutorials. Language & Communication, v. 82, p. 28–51, jan. 2022.
WOLF, M.; BAER, R. The medium of the video game. Austin, Texas: University of Texas Press, 2001.

Programa

Conteúdo programático (data/previsão):
1. Futebol, síntese da Europa industrial e neocolonialista (11/04/2026);
2. Origens e popularização do futebol no Brasil (18/04/2026);
3. Futebol e Primeiro Governo Vargas (25/04/2026);
4. Futebol e Brasil no Pós-Guerra (09/05/2026);
5. Futebol e consolidação da Ditadura Militar (16/05/2026);
6. Futebol e Reabertura Política (23/05/2026);
7. Futebol e neoliberalismo (30/05/2026).

Bibliografia:
ABRAHÃO, Bruno. Uma leitura do ‘racismo a brasileira” a partir do futebol. Dissertação de Educação Física, Universidade Gama Filho. Rio de Janeiro, 2006.
ALMEIDA, Auriel de. Evas do gramado: a história do Primavera Atlético Clube, o time de futebol feminino proibido no governo Vargas. Rio de Janeiro: Hanoi, 2017.
ANJOS, Luiza Aguiar dos. De “São bichas, mas são nossas” à “Diversidade da alegria”: uma história da torcida Coligay. Tese de Doutorado em Ciências do Movimento Humano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2018.
CHAIM, Aníbal. Futebol, corações e mentes: os torcedores na perspectiva do Estado. Tese de Doutorado em Ciência Política, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2018.
DAMATTA, Roberto et. al. Universo do futebol: esporte e sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982.
FLORENZANO, José Paulo. Afonsinho e Edmundo: a rebeldia no futebol brasileiro. São Paulo: Musa, 1998.
FRANCO JUNIOR, Hilário. A dança dos deuses: futebol, sociedade e cultura. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence (org.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
KESSLER, Cláudia (org). Mulheres na área: gênero, diversidade e inserções no futebol. Porto Alegre: EdUFRGS, 2016.
KUPPER, Agnaldo. Nos rastros da bola: o futebol brasileiro entre apropriações e desapropriações. Tese de Doutorado em História, Universidade Estadual Paulista. Assis, 2019.
PEREIRA, Leonardo Afonso. Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
PIMENTA, Carlos Alberto. Torcidas organizadas de futebol. Taubaté: Vogal, 1997.
RODRIGUES FILHO, Mario. O negro no futebol brasileiro. 2ª ed. rev. e ampl., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.
ROSA, Rodrigo Braga do Couto. Enunciações afetadas: relações possíveis entre homofobia e esporte. Dissertação de Mestrado em Educação Física, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2010.
SANTOS, José Moraes dos. Visões do jogo: primórdios do futebol no Brasil. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
SILVA, Giovana Capucim e. Mulheres impedidas: a proibição do futebol feminino na imprensa de São Paulo. Rio de Janeiro: Drible de Letra, 2017.
SILVA, Carlos Alberto Figueiredo da. A linguagem racista no futebol brasileiro. Corpus et Scientia, Rio de Janeiro, vol. 3, n. 1, p. 1-20, mai. 2007.
SOUZA, Bruno Jeuken. Salathiel Campos: esporte e política (1926-1938). Dissertação de Mestrado em História Social, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2017.
SOUZA, Denaldo Alchorne de. O Brasil entra em campo! Construções e reconstruções da identidade nacional. São Paulo: Annablume, 2008.
SOUZA, Denaldo Alchorne de. Pra frente, Brasil! Do Maracanazo aos mitos de Pelé e Garrincha, a dialética da ordem e da desordem (1950-1983). São Paulo: Intermeios, 2018.
TOLEDO, Luís Henrique. Torcidas organizadas de futebol. Campinas: Autores Associados, 1996.
YAMANDU, Walter; GÓIS JUNIOR, Edivaldo. Profissionalismo “marrom” do futebol e a imprensa paulista (1920-1930). Recorde: Revista de História do Esporte, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 2, p. 1-13, jun./dez. 2012.
WISNIK, José Miguel. Veneno remédio: o futebol e o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Programa

– Aula 1 (12/02/2020) –
 
As origens e o despertar da Literatura Infantojuvenil na Coreia do início do século XX
Após uma breve passagem sobre os mitos, as lendas e os contos da tradição oral, a primeira aula tem como meta destacar as publicações-marcos da literatura direcionada ao jovem leitor no início do século XX: as revistas So-nyeon (소년), de 1908, por Choi Nam-sun, e O-rin-i (어린이), de 1923, por Bang Jung-hwan. Em contexto de dominação japonesa, essas publicações, que contavam com as contribuições de grandes nomes da poesia coreana, tinham em mente, por um lado, levar ficção aos leitores em formação, com algum grau de didatismo, e, por outro lado, apresentar-se como um ponto de resistência em defesa da infância e da fabulação das crianças em meio à realidade cruel e submissa vivida.
 
– Aula 2 (13/02/2020) –
 
As questões identitárias e ficcionais da Literatura Infantojuvenil na Coreia dos anos 1940–1970
Em novo contexto, num “espaço de liberação e liberdade” em plena transição do imperialismo japonês para o imperialismo norte-americano em território coreano, a produção literária direcionada a crianças e jovens ganha novas feições, ainda que no formato de ficção impressa em revistas, no sentido de denunciar e “ir contra” a posição social e culturalmente dominada. Dito isto, os trechos a serem lidos e discutidos nessa aula são retirados de obras como a coletânea de contos de fada I-sang-han Son-saeng-nim (이상한 선생님), de 1949, por Chae Man-sik, e as coletâneas de poemas dedicados à "imaginação", de 1947 a 1954, por Kim Yo-seop.
 
– Aula 3 (14/02/2020) –
 
As produções e as tendências em gêneros distintos: as Literaturas Infantil e Juvenil na Coreia do século XXI
Nas duas primeiras décadas do século XXI, a Literatura Infantojuvenil Coreana sofreu uma “diáspora” de gêneros, onde autores, editores e mediadores começaram a se dedicar com maior rigor ético e estético às questões intimamente ligadas ao leitor criança, na Literatura Infantil, e ao leitor adolescente, na Literatura Juvenil. Sendo assim, além de expor títulos variados, o foco dessa aula será na produção contemporânea da Coreia do Sul, dos livros ilustrados – como os de Suzy Lee – às coletâneas de contos e romances – como os de Lee Geum-yi –, que estão se destacando, quantitativa e qualitativamente, no cenário local e resultando numa difusão dessas obras em cenário internacional.
 
Referências
 
BAILEY, Becky; LEE, Gi-hyoun. Early Childhood Education in Korea. Conference of the Florida Association for Children Under Six. Orlando, v. 1, sep. 1992. Disponível em: . Acesso em: 19 nov. 2019.
BANG, Eun-soo. A Study on the Figuration of Soldiers of the Vietnam War Donghwa in the 1970s - Focusing on the Discourse on State Power during the Vietnam War. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 34, p. 97-117, jun. 2018.
CHO, Boo-kyung; KIM, Jeong-jun. The Improvement of Children's Creativity - Through Korean Picture Books. Childhood Education, Washington, v. 75, n. 6, p. 337-341, 1999.
JANG, Young-mi. A study of postwar children's fiction. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 22, p. 205-229, may 2012.
______. A Study on the Spring Literary Contests of the 1970s - Focusing on fairy tales and other literary works. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 33, p. 203-231, dec. 2017.
JEONG, Seon-hye. Investigation of the child figure that is represented in the children's fiction of Korean liberation period. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 26, p. 93-134, may 2014.
KIM, Hyun-sook. School-related Children’s Narratives of the 1920s. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 32, p. 129-157, jun. 2017.
KIM, Kwan-sik. The Origin of Korean Children’s Literature and the Necessity of Children’s Literature History. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 34, p. 5-28, jun. 2018.
KIM, Tae-ho. A study on Postcolonial aspects of Children’s literature in the 1950s. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 26, p. 1-29, may 2014.
KIM, Young-youn. Traditional Korean children's songs: Collection, analysis and application. International Journal of Music Education, Thousand Oaks, v. 33, n. 1, p. 38-45, 1999.
KWON, Hyug-jun. The reconsideration about the definition, scope, and the types of fantasy in children's literature. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 16, p. 5-42, may 2009.
LEE, Guang-lea. Today and Yesterday in Early Childhood Education in Korea. Teaching & Learning Faculty Publications, Orlando, v. 16, p. 1-14, apr. 1997. Disponível em: . Acesso em: 19 nov. 2019.
LEE, Yang-hee; JUNG, Byung-soo. Bang Jung Whan – The Korean Pioneer of Children’s Rights. The International Journal of Children’s Rights, Belfast, v. 23, n. 2, p. 261-271, jun. 2015.
PARK, Ssang-jae. A Historical Development of Korean Fantasy Fairy Tale's : From 1920's To 1960's. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 16, p. 43-98, may 2009.
RYU, Duck-jee. The Development and Meaning of the Proletarian Children’s Literature in the 1930s. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 26, p. 135-172, may 2014.
SHIN, Heon-jae. A Study on Fantasy of Children’s Literature of Korea. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 27, p. 63-84, dec. 2014.
SUNG, Yoo-kyung. A Post-Colonial Critique of the (Mis)Representation of Korean-Americans in Children's Picture Books. Thesis (Doctor of Philosophy in Language Reading and Culture). The University of Arizona/UA, Tucson, 2009.
______. Experiencing Korean Culture and Language through Korean Children's Literature. In: GOODMAN, Ken et al. (Eds.). Reading in Asian Languages: Making Sense of Written Texts in Chinese, Japanese, and Korean. New York: Routledge, 2012. p. 221-235.
______. Hearing the Voices of "Comfort Women" - Confronting Historical Trauma in Korean Children's Literature. Bookbird: A Journal of International Children's Literature, Basel, v. 50, n. 1, p. 20-30, jan. 2012.
ZUR, Dafna. Figuring Korean Futures: Children’s Literature in Modern Korea. Redwood City: Stanford University Press, 2017.
______. Let's Go to the Moon: Science Fiction in the North Korean Children's Magazine Adong Munhak, 1956–1965. The Journal of Asian Studies, Cambridge, v. 73, n. 2, p. 327-351, may 2014.
______. The Construction of the Child in Korean Children's Magazines, 1908-1950. Thesis (Doctor of Philosophy in Asian Studies). University of British Columbia/UBC, Vancouver,

 

Programa

Vida Fake e o fascismo algorítmico: redes sociais, neoliberalismo e totalitarismo

Responsável: Prof. Dr. Benito Eduardo Araújo Maeso (pos-doc FFLCH/USP)
Data de início: 10/05/2021
Data de término: 12/05/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do/a ministrante:
Professor do IFPR, Doutor em Filosofia Política (UFPR), Mestre em Estética e Filosofia da Arte (USP), Graduado em Filosofia (UFPR). Linhas de pesquisa: Filosofia Política, Estética, Indústria Cultural, Escola de Frankfurt, Adorno, filosofia francesa contemporânea, Deleuze, Sociedades administradas e de controle, Ética e subjetividade, Neoliberalismo, Tecnologia, Economia Política da Informação, Estudos em Marx. Integrante do Grupo de Pesquisa em Filosofia Contemporânea (USP), do Grupo de Estudos Espinosanos (USP) e do Grupo de
Pesquisa em Filosofia e Ensino (UTFPR/UFPR/IFPR). Atualmente é pesquisador de pos-doutoramento sobre política, fake news e subjetividade na FFLCH/USP e líder do Grupo de Trabalho e Pesquisa do CNPq Histórias das Filosofias (IFPR/UFPR/USP)

Sinopse:
O curso buscará debruçar-se sobre as características e estratégias que fornecem aos discursos populistas-autoritários seu poder de sedução, ao ponto em que é mais simples para uma pessoa aceitar uma informação claramente falsa do que outra ancorada em fatos. É possível imaginar que não existem mais nem as “verdades” nem as interpretações, pois até estas ainda referem-se a um real/concreto que seria o objeto interpretável. O chamado fake tornou-se o concreto, possuindo dimensão material e efeitos na chamada realidade. Assim, é
preciso entender este processo e o que há por detrás dos discursos e práticas da dita alt-right, ou seja, a maneira pela qual operações psicológicas alimentam o ressentimento latente na sociedade e a mentalidade de competição de todos contra todos. Pós-verdade, ressentimento e antipolítica criam as condições para o estabelecimento de uma vida fake (o que é visível desde os movimentos antivacinas e terraplanistas até as tentativas forçadas de reencantamento do presente – mesmo em discursos tidos como de esquerda). A questão que move o desfecho do projeto é se, a partir deste levantamento de dados e estudo das condições materiais do presente, é possível entender como este processo de falsificação da vida ocorre e como seria possível o estabelecimento de estratégias e táticas de ação que permitam reconectar as pessoas e combater o ethos autoritário da sociedade.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Desejo, ressentimento e a construção da auto-realidade
Dia 1 - parte 2: A hipersubjetividade, ou subjetividade n+1
Dia 2 – Parte 1: Da pós-verdade à Auto-verdade
Dia 2 – Parte 2: O fascismo de si mesmo, antipolítica e guerra híbrida

Bibliografia e textos de interesse
ADORNO, T. W. As estrelas descem à Terra. Trad. Pedro Rocha de Oliveira. SP: Ed. Unesp, 2008
_____, Aspectos do novo radicalismo de direita. Trad. Felipe Catalani. SP : Ed. Unesp, 2020
_____, Educação e emancipação. 3ª ed. Trad. Wolfgang Leo Maar. SP : Paz e Terra, 2003
_____, Ensaios sobre psicologia social e psicanálise. Trad. Verlaine Freitas. SP : Ed. Unesp, 2015
_____, Estudos sobre a personalidade autoritária. SP : Ed. Unesp, 2019
ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento.. RJ : Jorge Zahar Editor, 1985
ANDERSON, K. Marx at the margins. On Nationalism, Ethnicity and Non-western Societies. Chicago: University of Chicago Press, 2010
ARANTES, P. E. O novo tempo do mundo e outros estudos sobre a era da emergência. SP : Boitempo, 2014
_____, Ressentimento da Dialética. SP : Paz e Terra, 1996
BENSAID, D. Eloge de la politique profane. Paris : Alban Michel, 2008
CANEVACCI, M. (org.) Dialética do Indivíduo: o indivíduo na natureza, história e cultura. Trad.: Carlos Nelson Coutinho. SP : Brasiliense, 1981
CHAUÍ, M. A ideologia da competência. Escritos de Marilena Chauí v.3. BH : Autêntica, 2014
_____, Conformismo e resistência. Escritos de Marilena Chauí v.4. BH : Autêntica, 2014
_____, Contra a servidão voluntária. Escritos de Marilena Chauí v.1. BH : Autêntica, 2014
_____, Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. Escritos de Marilena Chauí v. 6. BH : Autêntica, 2018
_____, Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. Escritos de Marilena Chauí v.2. BH : Autêntica, 2014
_____, Sobre a Violência. Escritos de Marilena Chauí v.5. BH : Autêntica, 2017
DARDOT, P.; LAVAL, C. A Nova Razão do Mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. SP : Boitempo, 2016
_____, Propriedade, apropriação social e instituição do comum. Trad. Naira P, dos Santos. Tempo Social, revista de sociologia da USP, V. 27, nº 1, 2015, pp 261-273
DEBORD, G. A sociedade do Espetáculo. Copyleft. Disp. em www.ebooksbrasil.org/adobeebook/socespetaculo.pdf
DELEUZE, G. Conversações 1972-1990. SP : Ed. 34, 1995
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia. SP : Editora 34, 2010
_____, Mil Platôs - Vols. 1-5. SP : Editora 34, 1995
DUNKER, C. Mal-estar, sofrimento e sintoma. Prefácio Vladimir Safatle. SP : Boitempo, 2015
FOUCAULT, M. Nascimento da biopolítica. SP : Martins Fontes, 2008
FRASER, N. O feminismo, o capitalismo e a astúcia da história. Revista Mediações (UEL). V. 14, nº2, 2009.
FREUD, S. Psicologia das massas e análise do Eu e outros textos (1920-1923). Coleção Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 15. SP : Companhia das Letras, 2011
GUATTARI, F. Revolução Molecular: pulsações políticas do desejo. SP : Brasiliense, 1981
HAN, B-C. A sociedade do cansaço. SP, Vozes : 2015
_____, La Agonia del Eros. Madri, Herder : 2013 a
_____, La Sociedade de la Transparencia. Madri, Herder : 2013b
_____, Psicopolítica. Madri, Herder : 2013c
_____, Topology of violence. Boston : MIT Press, 2018
HARDT, M.; NEGRI, A. Empire. Cambridge : Harvard University Press, 2000
_____, Multidão – Guerra e Democracia na era do Império. RJ : Record, 2005
HARVEY, D. The condition of post-modernity. Cambridge : Blackwell, 1990
HIRSCHL, R. Towards juristocracy: The origins and consequences of the new constitutionalism. Cambridge: First Harvard University Press, 2004.
KLEIN, N. A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre. SP: Nova Fronteira, 2008
LAZZARATO, M. As Revoluções do Capitalismo, trad. de Leonora Corsini. SP : Record, 2006
LOPES, R. S. Informação, Conhecimento e Valor. SP : Radical, 2007
LOREY, I. State of Insecurity: Government of the Precarious. Londres : Verso, 2015
MARX, K. Grundrisse. SP : Boitempo, 2011
_____, Manuscritos econômico-filosóficos. Trad. Jesus Ranieri. SP : Boitempo, 2004
_____, Miséria da Filosofia. SP : Martin Claret, 2000
_____, O Capital – Vol. 1. O Processo de produção do Capital. SP : Boitempo, 2013
_____, O 18 Brumário e Cartas a Kugelmann. Prefácio Octavio Ianni. RJ : Paz e Terra, 1974
_____, Sobre o suicídio. SP : Boitempo, 2015
MATOS, O. A Democracia pós-moderna. Artigo disp em www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4480
MBEMBE, J-A. Necropolitics. Public Culture, Volume 15, Number 1, Winter 2003, pp. 11-40 (Article) . Duke University Press. Disp. em
www2.warwick.ac.uk/fac/arts/english/currentstudents/pg/masters/modules/postcol_theory/mbembe_22necropolitics22.pdf
REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Porto : Escorpião, 1974
SAFATLE, V. Dar corpo ao impossível: o sentido da dialética a partir de Theodor Adorno. BH : Autêntica, 2019
_____, O circuito dos Afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. SP : CosacNaify, 2015
_____, Pós-modernidade: utopia do capitalismo. Revista Virtual Trópico, 2002
_____, Quando as ruas queimam: manifesto pela emergência. São Paulo : n-1 edições, 2016
_____, Só mais um esforço. São Paulo : Três Estrelas, 2017
_____, Um dia, essa luta iria ocorrer. São Paulo : n-1 edições, 2018
SIQUEIRA, M. Capitalismo cognitivo, trabalho imaterial e general intellect. Políticas Culturais em Revista, 1 (2),
p. 20-40, 2009. Disp. Em www.politicasculturaisemrevista.ufba.br
STANDING, G. The Precariat. Londres, Bloomsbury : 2011

De uma "presença ausente": o pensamento brasileiro à sombra da Formação

Responsável: Prof. Me. Dario de Negreiros (Doutorando – Dep. de Filosofia-USP)
Data de início: 28/06/2021
Data de término: 30/06/2021
Horário: a definir
Carga horaria: 4 horas

Currículo resumido do/a ministrante:
É professor convidado e coordenador-assistente do Curso de Especialização da PUC-SP "Psicanálise nas situações sociais críticas". Doutorando do Departamento de Filosofia da USP, tendo concluído mestrado e graduação no mesmo departamento. Bacharel em Jornalismo (PUC-SP), Psicologia (PUC-SP) e Filosofia (USP). Desenvolveu pesquisas nas áreas de: Pensamento Social Brasileiro, Filosofia Política (Maquiavel, Claude Lefort) e epistemologia da psicanálise (Georges Politzer, Jacques Lacan). Cursou dois semestres de filosofia na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Atua no campo de direitos humanos e reparação psíquica, tendo
trabalhado como consultor da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos), coordenador de Pesquisa e Reparação Psíquica da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, coordenador do projeto CERP-SC (Centro de Estudos em Reparação Psíquica de Santa Catarina) e consultor da International Coalition of Sites of Conscience. É coautor e co-organizador do livro "Corpos que sofrem ? Como lidar com os efeitos psicossociais da violência" (Ed. Elefante) - disponível em www.cerpsc.com.

Sinopse:
Ao pensarem o Brasil sob a perspectiva comum da Formação, autores como Caio Prado Jr., Maria Sylvia de Carvalho Franco, Fernando Henrique Cardoso e Roberto Schwarz constituíram, na expressão deste último, uma espécie de obra coletiva, cuja vasta fortuna crítica faria da Formação um “quase gênero” do pensamento brasileiro. Neste curso, empreenderemos uma leitura crítica desta tradição de pensamento a partir de uma interrogação fundamental: qual é, para estes autores, o lugar ocupado e o papel exercido pelas classes
subalternas no processo de formação nacional? Em especial, teremos como foco o modo como estes autores constroem suas figurações do lugar ocupado pela população negra escravizada, bem como pelos livres pobres e libertos. Eis, enfim, a hipótese a ser testada: os autores da tradição da Formação, guardadas suas profundas diferenças, acabaram por sedimentar a compreensão do lugar ocupado pelas classes subalternas no Brasil como um não-lugar, com amplas consequências tanto para a estrutura geral de suas obras de pensamento, quanto para os caminhos a serem percorridos posteriormente, e até hoje, pelo pensamento social e político brasileiro.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: O fim do começo: como termina a obra magna de Caio Prado Jr.?
Dia 1 - parte 2: “As ideias fora do lugar” como texto-síntese da Formação
Dia 2 – Parte 1: De Paris a Guaratinguetá: Maria Sylvia de Carvalho Franco
Dia 2 – Parte 2: Por uma nova história da vida ideológica nacional

Bibliografia e textos de interesse
BOSI, Alfredo. A escravidão entre dois liberalismos. Estud. av., São Paulo , v. 2, n. 3, p. 4-39, Dez. 1988. Disponível em http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141988000300002. [Acesso em 4 de Janeiro de 2020].
CASTRO GOMES, Ângela de. Questão social e historiografia no Brasil do pós-1980: notas para um debate. Estudos históricos, n.34, julho-dezembro de 2004.
CHALHOUB, SIDNEY; DA SILVA, FERNANDO TEIXEIRA. Sujeitos no imaginário acadêmico: escravos e trabalhadores na historiografia brasileira desde os anos 1980. Cadernos AEL, v.14, n.26, 2009.
CARDOSO, F. H. (1962). Capitalismo e escravidão no Brasil meridional: o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. "Impasses do Inorgânico", in: M. A. D'Incao (org.), História e Ideal: Ensaios sobre Caio Prado Jr. São Paulo: Brasiliense/Unesp, pp. 377-405, 1989.
FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo: Unesp, 1997a.
______. Resposta à ortodoxia. Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo em 14/12/97b. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs140921.htm.
______. As ideias estão no lugar. Cadernos de Debates, n. 1. São Paulo: Brasiliense, 1976.
GOMES, Flavio; FERREIRA, Roquinaldo. A Miragem da Miscigenação", Novos Estudos Cebrap, 80: 141-160, março 2008 (livre acesso em https://doi.org/10.1590/S0101-33002008000100010 )
MARQUESE, Rafael. Feitores do corpo, missionários da mente – Senhores, letrados e o controle dos escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
_____. Capitalismo & escravidão e a historiografia sobre a escravidão nas Américas. Estudos Avançados 26 (75), 2012.
_____. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX", Novos Estudos Cebrap, 74: 107-123, março 2006 (livre acesso em https://doi.org/10.1590/S0101-33002006000100007 _____. A dinâmica da escravidão no Brasil: um diálogo com as críticas. In: MARQUESE, R. Os Tempos Plurais da Escravidão no Brasil. Ensaios de História e Historiografia. São Paulo: Intermeios, 2020.
PRADO JÚNIOR, C. [1942]. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas: forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. 5. ed. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2000.
SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. São Paulo: Duas cidades; Editora 34, 2012.
_____. Por que “Ideias fora do lugar”?. In: _____. Martinha versus Lucrécia: ensaios e entrevistas. São Paulo: Companhia das Letras, 2012a, p. 165-172.
_____. Agregados antigos e modernos (Entrevista). In: _____. Martinha versus Lucrécia: ensaios e entrevistas. São Paulo: Companhia das Letras, 2012b, p.173-183.
_____. Las ideas fuera de lugar: algunas aclaraciones cuatro décadas después. Políticas de la Memoria. Anuario de Investigación e Información del Centro de Documentación e Investigación de la Cultura de Izquierdas – CeDInCI, Buenos Aires, n. 10-11-12, 2011, p. 25-28.
_____. Discutindo com Bosi. In: _____. Sequências brasileiras. São Paulo: Companhia das. Letras, 2014, p. 73-103.
SLENES, Robert. Na senzala, uma flor. Campinas: Unicamp, 2011.
TOMICH, Dale. Through the Prism of Slavery – Labor, Capital, and World Economy. Lanham, MD: Rowman & Littlefield Publishers, 2004.

A Misura nos Tratados de Domenico da Piacenza e Guglielmo de Ebreo.

Responsável: Profa. Ma. Izis Dellatre Bonfim Tomass (Doutoranda – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 31/05/2021
Data de término: 02/06/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do/a ministrante:
Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Paraná, com pesquisa na área de História da Filosofia, ênfase em História da Filosofia do Renascimento, Moderna e Contemporânea, aliada ao estudo dos conceitos civilizatórios e suas presenças na produção estética destes períodos. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, com dissertação acerca da dança como um dos fatores civilizadores chave de encarnação do conceito de virtude nos corpos dos indivíduos de corte, ao início do Renascimento italiano. Possui Graduação em Bacharel e Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná. É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo /5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR. Coordenadora do Núcleo de Filosofia do Corpo e Movimento IFPR-UFPR. Tradutora associada à Universidade de Michigan no projeto The Encyclopedia of Diderot and d?Alembert Collaborative Translation Project.

Sinopse:
O curso tem por objetivo a compreensão do dançar como uma importante ferramenta na disciplinarização dos corpos de corte na Itália quatrocentista. Ao nos atentarmos para o processo de civilização da sociedade ocidental, através de uma observação mais cuidadosa em relação às artes do corpo e, mais especificamente à dança, podemos encontrar já no século quinze italiano uma aprimorada técnica de viés civilizatório, a qual tem como pedra de toque o discurso da Virtù traduzido em uma imprescindível Misura corporal. Não à toa, é precisamente neste período o momento em que os considerados, até a presente data, primeiros tratados da dança ocidental foram escritos. Estruturados a partir de uma fundamentação teórica que alia uma justificação filosófica a regras de etiqueta, as obras de Domenico da Piacenza (De la arte di ballare et danzare, 1455) e Guglielmo de Ebreo (De pratica seu arte tripudii, 1463) determinam a Misura como a origem da dança, além de sublinhar a importância e propósito do dançar como ferramenta essencial no processo de materialização da Virtù nos corpos daqueles indivíduos. Destarte, analisaremos quatro principais elementos: i) como a dança e o
treino de sua técnica figuravam nestes ambientes de corte, ii) em que momento ela aparecia nas Feste e como era o conjunto de sua obra nestas ocasiões, iii) quais eram as prescrições de disciplina corporal disponíveis e em voga no período e iv) como a Misura é evidenciada nos tratados de Domenico da Piacenza e Guglielmo de Ebreo como o fator fundante do ato de dançar.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: A dança de corte no cenário italiano do século XV
Dia 1 - parte 2: As Feste italianas: seus temas e relevância política
Dia 2 – Parte 1: A Misura na disciplinarização corporal do período: algumas prescrições
Dia 2 – Parte 2: A Misura nos Tratados de Domenico da Piacenza e Guglielmo de Ebreo

Bibliografia e textos de interesse
BAXANDALL, Michael. Painting and experience in fifteenth century Italy: a primer in the social history of pictorial style. 2nd ed ed. Oxford [Oxfordshire] ; New York: Oxford University Press, 1988.
BERGHAUS, G. Neoplatonic and Pythagorean Notions of World Harmony and Unity and Their Influence on Renaissance Dance Theory. Dance Research: The Journal of the Society for Dance Research, v. 10, n. 2, p. 43,1992
BURKE, P. As Fortunas d'O Cortesão. São Paulo: Unesp, 1997.
BURKE, P. The Italian Renaissance: culture and society in Italy. Rev. ed. Princeton, N.J: Princeton University Press, 1987.
CONNELL, W. J. (ORG.). Society and individual in Renaissance Florence. Berkeley: University of California Press, 2002
CORBIN, A.; COURTINE, J.-J.; VIGARELLO, G. Histó ria do corpo. Petrópolis: Vozes, 2008.
DEAN, T. Land and power in late medieval Ferrara: the rule of the Este, 1350-1450. Cambridge ; New York: Cambridge University Press, 1988.
DOMENICO; SMITH, A. W. (ORGS.). Fifteenth-century dance and music: twelve transcribed Italian treatises and collections in the tradition of Domenico da Piacenza. Stuyvesant, NY: Pendragon Press, 1995.
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GREENBLATT, S. Renaissance self-fashioning: from More to Shakespeare. Chicago: University of Chicago Press, 1980.
GROUT, D. J.; BURKHOLDER, J. P.; PALISCA, C. V. A history of western music. Ninth edition ed. New York: W. Norton & Company, 2014.
KRAYE, J. (ORG.). Cambridge translations of Renaissance philosophical texts. Cambridge ; New York: Cambridge University Press, 1997.
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LUBKIN, G. A Renaissance court: Milan under Galeazzo Maria Sforza. Berkeley: University of California Press, 1994.
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MARTINES, L. Power and imagination: city-states in Renaissance Italy. Johns Hopkins paperbacks ed ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1988.
MAZZATINTI, G. Inventario dei Manoscritti Italiani delle Biblioteche di Francia. Vol I. Roma: Presso I Principali Librai, 1886.
NEVILE, J. The eloquent body: dance and humanist culture in fifteenth- century Italy. Bloomington, IN: Indiana University Press, 2004.
PALISCA, C. V. Humanism in Italian Renaissance musical thought. New Haven: Yale University Press, 1985.
PANOFSKY, E. Renaissance and Renascences in Western Art. New York: Harper & Row Publishers, 1972.
PAULICELLI, E. Writing fashion in early modern Italy: from sprezzatura to satire. Farnham, Surrey, UK England ; Burlington, VT: Ashgate, 2014.
PIACENZA, Domenico. De la arte di ballare et danzare. Manuscrito, Ducado de Milão. Biblioteca Nacional da França. Departamento de manuscritos. Identificador: Italien 972.
PISAURIENSIS, Guilielmus Hebraeus. De pratica seu arte tripudii. Manuscrito, Biblioteca Sforza. Biblioteca Nacional da França. Departamento de manuscritos. Identificador: Italien 973.
RUGGIERO, Guido. The Renaissance in Italy: a social and cultural history of the Rinascimento. New York: Cambridge University Press, 2015.
SPARTI, B. The Function and Status of Dance in the 15th-Century Italian Courts. Dance Research, v. 14, n. 1, p. 42–61, 1996.
TREXLER, Richard C. Public Life in Renaissance Florence. Ithaca: Cornell University Press, 1991

A Filosofia como instrumento de reconhecimento do Diverso, do Múltiplo.

Responsável: Profa. Ma. Bárbara Canto (Doutoranda – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 27/09/2021
Data de término: 29/09/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido da ministrante:
Possui Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (2011) e Mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2018). Atualmente está inscrita no programa de pós graduação na Universidade Federal do Paraná no curso de Doutorado em Filosofia. Organizadora do I e II Colóquio Internacional Walter Benjamin (UFPR). É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo /5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR.

Sinopse:
O curso se pautará na explicação de como a preponderância de um tipo de filosofar sufocou outras possibilidades de filosofia. Pretende-se demonstrar como a não observância de um dos principais requisitos do nascimento da Filosofia, a saber, o diálogo com o diferente, com o outro, dificultou o amadurecimento da própria Filosofia. Para isso nos debruçaremos em obras de autores e autoras que não se encontram entre o panteão dos grandes cânones da Filosofia, mas que possuem uma grande contribuição no que tange ao real exercício da Filosofia.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Consolidação do modelo europeu de fazer Filosofia
Dia 1 - parte 2: Apagamento de matrizes filosóficas diferentes das do modelo europeu
Dia 2 – Parte 1: A reação: a Filosofia nas periferias do mundo
Dia 2 – Parte 2: Filosofia como espaço plural de debates, questionamentos e análise do mundo complexo em
que vivemos.

Bibliografia e textos de interesse
BALLESTRIN, L.. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília , n. 11, p. 89-117, Ago 2013.
BORSANI, M.A; QUINTERO. P. Introducción. Los desafíos decoloniales de nuestros días: pensar en colectivo . In: BORSANI, M.A; QUINTERO, P. Los desafíos decoloniales de nuestros días: pensar en colectivo. Neuquén: EDUCO - Universidad Nacional del Comahue, 2014
CARNEIRO, F.F.; GIRALDO, L.; RIGOTTO, R.M.; FRIEDRICH, K.; BÚRIGO, A.(orgs). Dossiê ABRASCO: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Rio de Janeiro: EPSJV; São Paulo: Expressão Popular, 2015.
CRUZ HERNÁNDEZ, D.T.. Una mirada muy otra a los territorios-cuerpos femininos. Solar, vol. 12, n.1, 2016.
DELGADO, G. Do capital financeiro na agricultura à economia do agronegócio: mudanças cíclicas em meio século (1965-2012). Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2012.
ESCOBAR, A. Mas allá del desarrollo: postdesarrollo y transciones hacia el pluriverso. Revista de Antropología Social, Madrid, vol.21, 2012
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Ed. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 1968
FAUSTINO, C.; PACHECO, T.. A iniludível e desumana prevalência do racismo ambiental nos conflitos do mapa. IN: PORTO, M.F.; PACHO, T.; LEROY, J.P.. Injustiça e saúde no Brasil: o mapa de conflitos. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2013
GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 80, 2008, p. 115-147
HARVEY, D. O novo imperialismo. 8ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.
MACHADO ARAÓZ, H. El auge de la Minería transnacional en América Latina. De la ecología política del neoliberalismo a la anatomía política del colonialismo. In: ALIMONDA, H. La naturaleza colonizada: ecología política y minería en América Latina. Buenos Aires: Clacso, 2011.
MERCHAND ROJAS, M.A. Neoextractivismo y conflictos ambientales en América Latina. Espiral, Guadalajara, v. 23, n. 66, p. 155-192, agosto 2016.
MESZAROS, I. A crise estrutural do capital. São Paulo: Boitempo, 2009.
MIGNOLO, W. Retos decoloniales, hoy. IN: BORSANI, M.A; QUINTERO, P. Los desafíos decoloniales de nuestros días: pensar en colectivo. Neuquén: EDUCO - Universidad Nacional del Comahue, 2014.
PAREDES, J.. Hilando Fino, desde el feminismo comunitario. Bolivia, La Paz: Comunidad Mujeres Creando Comunidad, 2011.
PORTO-GONÇALVES, C.W; QUENTAL, P.A Colonialidade do poder e os desafios da integração regional na América Latina. Polis – Revista Latinoamericana, Santiago, no. 31, 2012.
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. A colonialidade do saber, eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
QUIJANO, A.. “Bien vivir”: entre el “desarrollo” y la des/colonialidad del poder. Horizontes sociologicos, Buenos Aires, no.1, 2015.
SANTOS, B.S. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. 6ª. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2007.
SEGATO, R.L. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos CES, Coimbra, no.18, 2012.
WALSH, C. Lo pedagogico y lo decolonial: entretejiendo caminos. IN: WALSH, C. (org.). Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013.

Marilena Chauí ou a filosofia como um modo de vida

Responsável: Prof. Dr. Henrique Piccinato Xavier (USP) (ex-aluno FFLCH-USP)
Data de início: 30/08/2021
Data de término: 01/09/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do ministrante
Doutorado (2013) e Mestrado (2008) em Filosofia pela Universidade de São Paulo e Bacharel em Artes Plásticas (Multimídia) (2003) pela Universidade de São Paulo. Possui atuação em ensino universitário nas áreas de poéticas visuais, filosofia moderna, filosofia contemporânea, estética, história da arte e crítica de arte. Possui atuação na área de curadoria de exposições e congressos. Além de atuação na área editorial com ênfase em livros de filosofia e de arte. É membro dos grupos de pesquisa: Grupo de Estudos Espinosanos (FFLCH-USP), Latesfip - Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (FFLCH-IP-USP) e NEXOS - Teoria Crítica e Pesquisa Interdisciplinar (UFABC)

Ementa:
Pode uma vida singular ser um problema filosófico? As aulas partem da incomum ideia proposta pela Professora e filósofa Marilena Chaui de que a filosofia não é uma mera profissão, mas um modo de vida. Iremos problematizar na obra da filósofa onde e como tal ideia vem a ser formada. Mais ainda, como esta ideia necessariamente envolve um embate entre filosofia e vida cotidiana e como Chaui, além de ser uma autora acadêmica, é uma reconhecida intelectual engajada cujos textos e ações produzem transformações na esfera pública brasileira, as aulas compreenderão a sua vida público-política e seus textos de intervenção, também, como parte significativa do problema abordado (este bastante sensível à condição de gênero da autora). Um certo modo de vida que ao pensar a partir de e para o seu tempo histórico necessariamente produz o contradiscurso de Chaui: ação filosófica, simultaneamente, política.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: A formação da ideia da filosofia como modo de vida.
Dia 1 - parte 2: A relação entre a academia e a vida cotidiana
Dia 2 – Parte 1: A Vida pública do intelectual e textos de intervenção.
Dia 2 – Parte 2: A gênese do contradiscurso.

Bibliografia
CHAUI, M (2006 a) ‘Do silêncio à palavra’ em Século XX: a mulher conquista o Brasil (org. Leonel Kaz & Nigge Loddi ), Aprazível Edições, Rio de Janeiro.
(2006 b) – “Intelectual engajado: uma figura em extinção?” em O silêncio dos intelectuais (org. Adauto Novaes), Companhia das Letras, São Paulo.
(2017) ‘Texto e contexto: a dupla lógica do discurso filosófico’ em Cadernos Espinosanos, São Paulo, n.37.
PRADO JR, B. (2007). ‘Vida e Filosofia’ [mímeo para discussão em curso na pós-graduação em filosofia] UFSCar, São Carlos.
SANTIAGO, H. (2018) ‘Espinosa contra a ditadura militar brasileira’ em Santa Barbara Portuguese Studies, v. 2, Santa Barbara.

Wilson Baptista e Paulinho da Viola: A História cantada a contrapelo.

Responsável: Prof. Me. Lucas Lipka Pedron (doutorando – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 02/08/2021
Data de término: 04/08/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do ministrante
Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2016) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2019). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: Lukács, filosofia da história, filosofia latino americana, filosofia brasileira e filosofia africana. É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo /5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR.

Sinopse:
Este curso fará uma leitura da formação da cultura brasileira na sua gênese, relação e negação da cultura negra e da cultura popular de populações marginalizadas. Como linha teórica, faremos uma conjunção entre a crítica cultural marxista de Raymond Williams e Georg Lukács, usando como aporte ainda Antonio Gramsci e Walter Benjamin. No entanto, nosso foco será o samba, pensado aqui como um movimento de cultura popular que tem território, história, memória, tradição, heranças culturais; em suma, que é o que sobrevive de uma cultura não-hegemônica, ao passo que organiza outras formas de resistências à hegemonia cultural, econômica, social e política das elites. A expressão cultural de classes determinadas, em suas posições sociais determinadas, no arranjo do confronto das várias forças em ação na sociedade brasileira.
O samba, pela sua forma e pelo conteúdo próprio das suas canções, articula o que aqui chamaremos de uma memória social. Sendo o samba uma cultura residualmente oral, reproduz um elemento importante das culturas de tal tradição: a palavra, a poesia, a canção exercem um papel sempre fundamental na preservação das histórias da comunidade. Mais do que isso, é através dessa palavra recontada que a própria cultura se consolida para a comunidade. É o modo como são transmitidos os valores, as tradições, os regramentos; é por
essa palavra que são exaltadas as virtudes, condenados os vícios, e onde são lembrados os heróis e heroínas. É por essa palavra que se conhecem os mitos, as batalhas e guerras, as festas e celebrações. Em suma, toda a história da comunidade é criada e recriada através de cada nova contação; é a palavra viva, renascendo na fala do contador, tornando viva a memória de um povo. O canto que resguarda a memória social, que mantém viva as tradições, possui um duplo papel: ele exalta situações do cotidiano das comunidades, resguardando, através das músicas, as tradições e história coletiva, a memória da coletividade da qual ele pertence; ao mesmo tempo que exaltando tais situações, ele as caracteriza como práticas sociais da coletividade para a própria coletividade. Ele é expressão do seu meio, ao mesmo tempo que expressando o meio, o produz e perpetua. E compreenderemos esse movimento dialético através das composições de Wilson Baptista e Paulinho da Viola, e como suas músicas reverberam junto a história das comunidades, ao mesmo tempo que expressam os valores sociais, as virtudes e falam sobre as lutas das classes que expressam em seus sambas. Wilson e Paulinho são vistos aqui como sujeitos que produzem um artefato cultural, que é ao mesmo tempo a expressão da sua própria cultura (a cultura de sua classe), e a produção dessa mesma cultura. É a história da formação da cultura brasileira, cantada a contrapelo, a partir do samba carioca.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Crítica cultural marxista sobre cultura popular e filosofia popular (Benjamin, Gramsci, Lukács,
Williams).
Dia 1 - parte 2: O canto da memória social: tradição, residual, oposição.
Dia 2 – Parte 1: Wilson Baptista: personagens e teses.
Dia 2 – Parte 2: Paulinho da Viola: guardião das raízes.

Bibliografia e textos de interesse
ABREU, Martha. Da senzala ao palco canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930. [s.l.]: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2017.
ABREU, Martha. O legado das canções escravas nos Estados Unidos e no Brasil: diálogos musicais no pós-abolição. Revista Brasileira de História, v. 35, n. 69, p. 177–204, 2015.
ABREU, Martha; XAVIER, Giovana; MONTEIRO, Livia; et al (Orgs.). Cultura negra: festas, carnavais e patrimônios negros. Niterói: EDUFF, 2018.
ALBUQUERQUE, Wlamyra. O samba no sobrado da baronesa: liberdade negra e autoridade senhorial no tempo da abolição. Revista Brasileira de História, v. 38, n. 79, p. 173–192, 2018.
BENISTE, José. História dos candomblés do Rio de Janeiro: o encontro africano com o Rio e os personagens que construíram sua história religiosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020.
BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Trad. João Barrento. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
BENJAMIN, Walter; LAVELLE, Patricia; OTTE, Georg; et al. A arte de contar histórias. [s.l.: s.n.], 2018.
BOCSKAY, Stephen A. Voices of Samba: Music and the Brazilian Racial Imaginary, 1955-1988. 2012. Disponível em: < https://repository.library.brown.edu/studio/item/bdr:297731/ >. Acesso em: 22 dez. 2020.
CANDEIA; ISNARD. Escolas de Samba: a árvore que esqueceu a raiz. Rio de Janeiro: Lidador/Seec, 1978.
CASTRO, Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de. Das cores do silêncio: os significados da liberdade no sudeste ; escravista - Brasil século XIX. 3. ed., rev. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013.
CASTRO, Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de. Escravidão e cidadania no Brasil monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2000. (Coleção Descobrindo o Brasil).
CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. Campinas, SP, Brasil: Editora da Unicamp, 2001.
FRANCESCHI, Humberto Moraes M. Samba de sambar do Estácio: 1928 a 1931. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere volume 1: Introdução ao estudo da filosofia. A filosofia de Benedetto Croce. Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. 7v.
LOPES, Nei; SIMAS, Luiz Antonio. Dicionário da história social do samba. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.
LÖWY, Michael. Walter Benjamin aviso de incêndio: uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. Trad. Wanda Nogueira Caldeira Brant, Jeanne Marie Gagnebin; Marcos Lutz Müller. São Paulo: Boitempo, 2007.
LUKÁCS, György. História e consciência de classe: estudos sobre a dialética marxista. Trad. Rodnei Nascimento. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
LUKÁCS, György. Reboquismo e dialética: Uma resposta aos críticos de História e consciência de classe. Trad. Nélio Schneider, Michael Löwy; Nicolas Tertulian. São Paulo: Boitempo, 2015.
MARIA CLEMENTINA PEREIRA CUNHA. “Não me ponha no xadrez com esse malandrão”. Conflitos e identidades entre sambistas no Rio de Janeiro do Início do Século XX. Afro-Ásia, n. 38, p. 179–210, 2008.
MÁXIMO, João; DIDIER, Carlos. Noel Rosa: uma biografia. Brasília: Editora Universitária de Brasília; Linha Gráfica Editora, 1990.
SIQUEIRA, Magno Bissoli. Samba e identidade nacional: das origens à Era Vargas. 1. ed. São Paulo, SP: Editora UNESP, 2012.
VIANNA, Hermano. O mistério do samba. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 2012.
WILLIAMS, Raymond. Cultura e materialismo. Trad. André Glaser. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

Comentando Clarice Lispector: as pulsações espinosanas e lacanianas

Responsável: Prof. Bruno Henrique de Souza Soares (Mestrando – FFLCH/USP)
Data de início: 18/10/2021
Data de término: 20/10/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do ministrante
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e Mestrando em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Dedica-se ao estudo da gênese da superstição na filosofia de Espinosa. Este diz no Prefácio do Tratado Teológico-Político que a superstição tem como causa o medo e a esperança, justamente pelos homens desejarem imoderadamente bens incertos, levando-os a atribuir explicações delirantes ou extravagantes sobre as coisas, imaginando-as ao invés de compreendê-las; ao mesmo tempo que afirma que se trata de uma condição a que estamos todos naturalmente sujeitos. Ao passo que no Apêndice da Parte I da Ética a superstição se mostra como um modo de imaginar que substitui a compreensão da causa de algo por uma ideia de finalidade que se fundamentaria a partir da noção de livre-arbítrio. Portanto, a superstição se relaciona com a ideia de livre arbítrio, como imaginação de uma vontade livre que se supõe como escolha livre de determinações. Deste modo, a problematização da superstição perpassa uma crítica à noção de livre-arbítrio, que exige uma compreensão da relação entre o corpo e mente humana, assim como um entendimento da afetividade humana. Nesse sentido, o presente projeto visa abordar a gênese da superstição nas dimensões ontológica, gnosiológica e afetiva. Pois, à medida que Espinosa define a servidão como impotência para moderar e coibir os afetos (E IV Praef), e que o ato de imaginar simplesmente, ou seja,
imaginar algo como livre de causas, seja o maior de todos [maximus] os afetos (E V, P5), interessa compreender qual dinâmica de afetos opera na manutenção da Servidão por meio da superstição.

Sinopse:
O curso buscará realizar uma leitura comentada de Clarice Lispector, como um convite à apreciação de sua prosa poética singular, críptica por vezes, de modo a que ela possa nos revelar alguns ecos a respeito da existência humana. Nesses ecos, encontram-se, entre tantas leituras e releituras de mundo, duas concepções que interessa-nos pôr em relevo a partir da letra de Clarice: a filosofia de Espinosa e a psicanálise de Lacan.
Nesse sentido, interessa menos uma consideração de tipo unificante entre duas abordagens de difícil sincronia, e muito mais considerar no ato singular da criação poética da autora como a ontologia de Espinosa se expressa, assim como emerge considerações existenciais irmanadas com a psicanálise de Lacan. O que parece estar em jogo são duas fontes equânimes que marcam as pulsações de uma parte, quiçá significativa, da sua elaboração pessoal, que recebem o nome de criação literária. Marcadores importantes na literatura de Clarice, Espinosa e Lacan parecem pulsar nas suas obras, um impulso que acontece, mas não é, e não precisa ser tematizado por ela, posto que têm existência e nos parece articular o seu ritmo. De um lado, percebemos concepções espinosanas: tais como a diferença entre o atributo pensamento e os modos de expressão do pensamento pela via da extensão ao corporificar essa diferença plasticamente em personas; além da adesão a uma concepção de uma “substância-natureza” no melhor estilo espinosano; assim como também é perceptível a recorrência ao vazio e à angústia no seio do ser, que move o desejo, como signo da falta, em sua literatura, assim como o exercício de circundar com palavras o indizível, tal como a verbalização próprio do campo do simbólico tenta se acercar do campo do real, em chave lacaniana. Para tanto, a leitura de excertos de Clarice será um convite coletivo para observarmos nessa tessitura, fios cruzados, de diferentes linhagens, talvez até com espessuras distintas, mas que produzem um resultado impressionante. Admirar a escolha desses fios, acompanhar o cruzamento insuspeito que Clarice escolhe ao tecer sua prosa poética, é o exercício que propomos. E nesse ato de observação, que se dirige primariamente à sensibilidade, à nossa capacidade de percepção e até certo ponto, à nossa imaginação, abrir caminhos, pluralmente, para uma compreensão viva e dinâmica dos impulsos filosóficos e psicanalíticos que confluem na escritura que atesta, ao que parece, um esforço de elaboração psíquica, que foi a forma dela afirmar a sua potência de ser e existir no mundo. E nisso, certamente, temos a aprender nessa charneira indistinta entre vida e obra.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Clarice Lispector e as pulsações espinosanas – o lado indômito da vida: as batidas do coração
estreitamente selvagem
Dia 1 - parte 2: Ordem natural e ordem comum: a vida percebida como parte integrante da Natureza infinita e
o encontro de si no cosmos
Dia 2 – Parte 1: Clarice Lispector e a as pulsações lacanianas: angústia existencial, vazio, e o preenchimento de
si na vida; obra como elaboração da vida
Dia 2 – Parte 2: Esforço de dizer o indizível, logro, e a opacidade do Real e a insistência do Simbólico como
circundar o que é; tessituras de múltiplos sentidos visando o sem sentido

Bibliografia e textos de interesse
ESPINOSA, B. Ética. Trad. Grupo de Estudos Espinosanos; coordenação Marilena Chauí. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1ª ed.; 2ª reimp., 2018.
__________. Tratado da Emenda do Intelecto. Trad. e notas de Cristiano Novaes de Rezende. Campinas: Editora da Unicamp, 1ª ed., 2015.
__________. Tratado Teológico-Político. Trad., introdução e notas Diogo Pires Aurélio. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2003.
FREUD, S. Psicologia das massas e análise do Eu e outros textos (1920-1923). Coleção Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 15. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
__________. Inibição, sintoma e angústia e outros textos (1926-1929). Coleção Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 17. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
HOMEM, Maria L. No limiar do silêncio e da letra. 1ª ed. São Paulo: Ed. Boitempo, 2012.
LACAN, Jacques. Seminário 10. A angústia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2005.
LACAN, Jacques. Seminário 11. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964). 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2008.
LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Ed. Sabiá, 1969.
_________. Um sopro de vida. Pulsações. Rio de Janeiro: Ed, Nova Fronteira, 1978.
_________. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Ed, Nova Fronteira, 1984.
_________. Perto do Coração Selvagem. 1ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998.
MOSER, B. Clarice, uma biografia. 1ª ed. São Paulo: Ed. Cosac Naify, 2013.
OLIVA, Luís C e XAVIER, Henrique P. Clarice e Espinosa: batidas (des)ordenadas entre dois corações. In: Jornada Espinosa e a cultura de língua portuguesa (2018) – organizado pelo grupo de estudos espinosanos da USP. Acesso em: <https://sbps.spanport.ucsb.edu/sites/secure.lsit.ucsb.edu.span.d7_sbps/…;

Encontros e desencontros: Notas sobre o Averroismo e o Espinosismo e a superação da teologia na política.

Responsável: Prof. Me. Marcos Antonio de França (Doutorando – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 08/11/2021
Data de término: 10/11/2021
Horário: vespertino
Carga horária: 4h

Currículo resumido do ministrante
Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2012) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2017). Atualmente é orientando de outoramento da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Árabe, Moderna e Brasileira. É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo
/5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR.

Sinopse:
Dentre os “ismos” que permeiam a história da filosofia, dois merecem atenção especial por seu profundo impacto à época: o “averroísmo”, surgido no séc. XII, e o “espinosismo”, no séc. XVI. Em comum, ambos dão como solução para a relação entre política e razão a condição da política estar separada dos preceitos teológicos. Estado e religião seriam incompatíveis dentro do estado de razão. De forma introdutória, o cursobuscará, por meio de um diálogo entre elementos do Tratado Decisivo de Ibn Rushd (Averrois) e do Tratado Teológico-Político de Espinosa, estabelecer os pontos pelos quais esta aproximação ocorre.

Metodologia.
Dia 1 – parte 1: Quem é Ibn Rushd.
Dia 1 – parte 2: O que é o averroísmo.
Dia 2 – parte 1: Espinosa e a polêmica do TTP
Dia 2 – parte 2: Porque a história, em seu modelo canônico, tem sempre a tendência de ser sempre contada pelos vencedores.

Bibliografia principal.
ATTIE FILHO, M. Falsafa – a filosofia entre os árabes, uma herança esquecida. SP. Ed. Palas Athena, 2002.
AVERROIS. Discurso decisivo. Tradução Márcia Valéria M. Aguiar. SP. Martins Fontes 2005.
_______ Exposición de la “República de Platón”. Estudio preliminar, tradución y notas de Miguel Cruz Hernandez. Madri: Editorial Tecnos S. A. 1996.
_______L’Incoerenza dell’Incoerenza dei Filosofi. Trad. Massino Campanini. Torino: Unione Tipografico-Editrice Torinese, 1997
AQUINO, TOMÁS DE. Sobre la unidad del intelecto contra los averroístas. Introducción, traducción y notas: Ignácio Pérez Constanzó y Ignacio Alberto Silva. Pamplona, Eunsa, 2014.
CHAUÍ, M. A nervura do real, Imanência e Liberdade em Espinosa. V.1. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
_______ A nervura do real, Imanência e Liberdade em Espinosa. V.2. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
COCCIA, E. Filosofia de lá imaginación, Averroes y el averroísmo. Buenos Aires. Adriana Hidalgo Editora S.A. 2007.
ESPINOSA, Bento de. Tratado Teológico-político. Tradución, introducción, notas y índices de Atilano Dominguez. Madri: Alianza, 1986b.
_______Tratado político. Tradución, index analítico y notas de Atilano Dominguez. Madri: Alianza, 1986c.
HERNÁNDEZ, M. C. La filosofia árabe. Madrid. Revista do Occidente S.A.,1963.
LIBERA, ALAIN DE. A filosofia medieval. Tradução: Lucy Magalhães. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 1989.
________ Arqueologia do Sujeito, nascimento do sujeito. Tradução: Fátima Conceição Murad. São Paulo. Editora Fap-Unifesp, 2013.
________ Pensar na Idade Média. Tradução: Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 1999.
________Averroès et l’averroïsme. Paris. Presses Universitaires de France, 1991.
LORCA, A. M. Introducción a la filosofia medieval. Madrid. Alianza Editorial, 2014.
SOLÉ, M. J. Spinoza em Alemania: Historia de la santificacion de un filósofo maldito. Buenos Aires: Editorial Brujas, 2011.
________El ocaso de la ilustración, la polémica del spinosismo. Seleción de textos, traducción, estúdio preliminar y notas. Buenos Aires. Universidad Nacional de Quilmes, 2013.
OLASO, M. A. Spinoza. Filosofía, pasiones y política. Madrid. Alianza Editorial, 1988.

Programa

1. Apresentação dos diferentes modelos de leitura – abordagem teórica e práticas de leitura de gêneros digitais multimodais;
2. Sensibilização às estratégias de leitura em língua materna e língua estrangeira – mobilização de saberes e competências. Abordagem teórica e práticas de leitura de gêneros digitais (não literários);
3. Desenvolvimento de estratégias de leitura em língua alemã de gêneros digitais (não literários) – construção de sentido, práticas de leitura e compreensão linguística, gráfica, espacial, imagética, sonora, matemática e estatística;
4. Promoção da autonomia do leitor para a leitura de gêneros digitais multimodais (não literários) em língua alemã.


Referências Biobibliográficas:
COSCARELLI, C. V. Ensino de língua: surtos durante a pandemia. In: RIBEIRO, A. E.; VECCHIO, P. DE M. M. (Eds.). Tecnologias digitais e escola [recurso eletrônico]: reflexões no projeto aula aberta durante a pandemia. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2020. p. 15–20.
GRILLI, M. CLIL em alemão no Brasil e a competência de leitura dos graduandos em Letras/Alemão. Pandaemonium Germanicum, v. 22, n. 38, p. 48–74, 13 jun. 2019.
KLEIMAN, A. B. Oficina de leitura. 16. ed. Campinas: Pontes, 2016.
KRESS, G.; LEEUWEN, T. VAN. Reading images: the grammar of visual design. 2. ed. Abingdon: Routledge, 2006.
MANGEN, A.; WALGERMO, B. R.; BRONNICK, K. Reading Linear Texts on Paper versus Computer Screen: Effects on Reading Comprehension. International Journal of Educational Research, v. 58, p. 61–68, 2013.
MAYRINK, M. F. Ressignificando as TIC como tecnologias para a aprendizagem e o conhecimento (TAC) e para o empoderamento e a participação (TEP). In: ROCHA, N.; RODRIGUES, A.; CAVALARI, S. (Eds.).
Novas práticas em pesquisa sobre a linguagem: rompendo fronteiras. Trilhas Linguisticas. São Paulo (SP): Cultura Acadêmica, 2018. p. 93–106.
PHILIPP, M. Lesekompetenz bei multiplen Texten: Grundlagen, Prozesse, Didaktik. Tübingen: A. Francke Verlag, 2018.

RIBEIRO, A. E. Multimodalidade e produção de textos: questões para o letramento na atualidade. Signo, v. 38, n. 64, p. 21–34, 2 jan. 2013.
ROJO, R. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 1 jan. 2004.
ROJO, R.; BARBOSA, J. P. Hipermodernidade, Multiletramentos e Gêneros Discursivos. 1a edição ed. São Paulo: Parábola, 2015.
RÖSLER, D. Deutsch als Fremdsprache: Eine Einführung. 2-farbig Edition. ed. Stuttgart Weimar: J.B. Metzler, 2012.
SACRINI, M. Leitura e Escrita de Textos Argumentativos. 1. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2020.
SILVA, M. K. DE A. E. Textos autênticos, adaptados e semi-autênticos no ensino de alemão como língua estrangeira: reflexões sob a perspectiva da pedagogia pós-método e da aprendizagem como participação. text—[s.l.] Universidade de São Paulo, 25 nov. 2015.
SOARES, Magda. Letramento: Um tema em três gêneros. 3º ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2020.

Programa

Aula 1 – A construção social operada pelo cinema
Bibliografia:
MENEZES, Paulo. (2017), “Sociologia e Cinema: aproximações teórico-metodológicas”. Teoria e Cultura, 12, 2: 17-36.
SORLIN, Pierre. (1985), Sociologia del cine: la apertura para la história de mañana. Mexico, Fondo de Cultura Económica.

Aula 2 – O neoliberalismo como política econômica e modo de subjetivação
Bibliografia:
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança
cultural. São Paulo: Ed. Loyola, 1998.
FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes,
2008.

Aula 3 -Neoliberalismo, gênero e sexualidade
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no ocidente. São Paulo: Editora
Filosófica Politéia, 2019. Capítulo 5.
COOPER, Melinda. Family values: between neoliberalism and the new social conservatism. New York: Zone Books, 2017.

Programa

Comunicação: falar de suas atividades; explicar um problema de saúde; indicar a hora e os horários; falar de suas atividades e hábitos quotidianos; falar de sua jornada de trabalho; falar de suas saídas (atividades de lazer externas noturnas ou de fim de semana); propor uma saída, convidar, aceitar, recusar um convite; contar eventos passados; falar de experiências recentes ou de projetos; compreender informações biográficas; descrever fisicamente uma pessoa; falar de eventos passados e atuais; dar conselhos; compreender o programa de uma estadia; escolher uma destinação e uma fórmula de viagem.
Vocabulário: atividades esportivas e artísticas; partes do corpo; horários e hora formal e informal; hábitos quotidianos; hábito e frequência; as atividades e os horários de trabalho; saídas (atividades de lazer externas noturnas ou de fim de semana); expressões para propor, aceitar ou recusar um convite para sair; indicar um momento preciso no tempo; palavras de aprendizagem; palavras ligadas a sucesso ou projetos; números; algumas etapas da vida de uma pessoa; descrição e semelhança físicas; palavras ligadas à profissão de dono de restaurante; imprensa e reportagem; palavras ligadas a viagem; expressões para situar um lugar.
Gramática: verbo “faire de” + artigos contraídos “du, de la, des”; “avoir mal à” + partes do corpo; alguns articuladores temporais; diferentes maneiras de dizer a hora; verbos pronominais; verbos “lire” e “écrire” no presente; expressão de hábito e de frequência; o pronome “on”; verbos “pouvoir”, “devoir” e “vouloir” no presente; verbos “choisir” e “sortir” no presente; fazer perguntas; o presente do imperativo; o passado composto ; o passado recente e o futuro próximo; verbo “dizer” no presente; marcadores temporais; passado composto 2; “être” + adjetivo, “avoir” + substantivo + adjetivo; o adjetivo “même”; o passado composto para falar de eventos passados e o presente para falar de fatos atuais; “mais”; o presente do imperativo 2; o futuro simples; “il faut”; o pronome “y”
Elementos de fonética: dizer a hora; a entonação para expressar diversas ações; o som [ɵ]; o som [õ]; o som [y]; a pronúncia de [jɜ] [jɜn]; identificar o “e” mudo; diferença entre passado composto e presente.
Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:

CHAMBERLAIN, A. STEELE, R. Guide pratique de la communication. Paris, Didier, 1998.
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Débutant. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. et al. Grammaire progressive du français - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 1. Niveau A1. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

PROGRAMA

 

Autores analisados: G. M. Hopkins, S. T. Coleridge, Robert Browning, Philip 
Larkin, Shakespeare, Edgar Allan Poe 
 
Aulas 1 e 2: o metro e a rima na tradução; análise e comentário de traduções; 
exercícios 
 
Aulas 3 e 4: as variações das nuanças e as estruturas poéticas na língua de 
chegada; análise de traduções e exercícios 
 
Aulas 5 e 6: traduções célebres 
 
Aulas 7 e 8: análise e comentário de traduções 
 
Aulas 0 e 10: 
 
Referências Bibliográficas: 
 
ATTRIDGE, Derek. Poetic Rhythm, an Introduction. Nova York: Cambridge 
University Press, 1995. 
BROWNING, Robert. O Flautista de Manto Malhado em Hamelin, trad. de Alípio 
Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora Musa, 1994. 
BROWNING, Robert. Robert Browning, org. Por Daniel Karlin. Nova York: 
Penguin Books, 1989. 
CAMPOS, Augusto de. O Anticrítico. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. 
CASTILHO, Antonio Feliciano de. Obras Completas. Lisboa: Livraria Moderna, 
1908. 
COLERIDGE, S. T. A Balada do Velho Marinheiro, tradução, introdução e notas 
de Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora Ateliê, 2005. 
______________. Poemas, trad. de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora Nova 
Alexandria, 1995. 
DICKINSON, Emily. Dickinson, Emily, 75 poemas, trad. De Lucia Olinto. Rio de 
Janeiro: Sette Letras, 1999. 
______________. Emily Dickinson, uma Centena de Poemas, org. Por Aíla de 
Oliveira Gomes. São Paulo: T. A. Queiroz, Ed. Da Universidade de São Paulo, 
1984. 
______________. Poesias Escolhidas de Emily Dickinson. São Paulo: Edição 
Saraiva, 1958. 
HOPKINS, Gerard Manley. Hopkins: Cristal Terrível, trad. Augusto de Campos. 
São Paulo: Editora Noa Noa, 1991. 
____________________. Poemas, trad. Aíla de Oliveira Gomes. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1989. 
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora 
Objetiva, 2001. 
_______________. Dicionário Inglês-português. Rio de Janeiro: Editora 
Record, 1982. 
JOYCE, James. Pomas, Um Tostão Cada, tradução, introdução e notas de Alípio 
Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora Iluminuras, 2001. 
LARKIN, Philip. Collected Poems, org. Por Anthony Thwaite. Londres e Boston: 
The Marvell Press e Faber and Faber, 1988. 
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Editora 
Cultrix, 1978. 
NÓBREGA, Mello. Rima e Poesia. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 
1965. 
POE, Edgar Allan. Selected Writings. Nova York: Penguin Books, 1975. 
PROENÇA, M. Cavalcanti. Ritmo e Poesia. Rio de Janeiro: Edição da 
"Organização Simões", 1955. 
RAFFEL, Burton. How to Read a Poem. Nova York e Scarborough, Ontário: New 
American Library, 1984. 
RAMOS, Péricles Eugênio da Silva. O Verso Romântico. São Paulo: Conselho 
Estadual de Cultura, Comissão de Literatura, 1959. 
SHAKESPEARE, William. Shakespeare, Sonetos, trad. de Péricles Eugênio da 
Silva Ramos. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1970. 
___________________. William Shakespeare, 24 Sonetos, trad. de Ivo Barroso. 
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975. 
SONNENSCHEIN, E. A. What is Rhythm? Oxford: Basil Blackwell, 1925. 
WEBSTER, Noah. Webster's New Twenteih Century Dictionary. EUA: Simons and 
Schuster, 1979.