Programa

Encontro 1: Quem são todas as moças? Tomando pé nas águas das iabás
Encontro que introduz a temática da mitologia das iabás (orixás femininos) e justifica os recortes apresentados ao
longo do curso. Neste encontro, músicas, mitos e a experiência de pesquisa de mestrado e doutorado da
ministrante serão utilizados para aproximar os inscritos no curso do assunto central das discussões.
Referências:
CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Trad. Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Palas Athena, 1990.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
SALLES BENTO, Oluwa Seyi. Orixá e Literatura brasileira: a esteticização da deusa afro-brasileira Oxum em
narrativas de Mário de Andrade, Jorge Amado e Conceição Evaristo. 2021, 203f. Dissertação (Mestrado em
Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.
VERGER, P. F. Lendas africanas dos Orixás. Trad. Maria Aparecida da Nóbrega. Salvador: Corrupio, 1997.

Encontro 2: Oxum, a deusa das artes, dos ventres e do ouro
Este encontro apresenta o orixá Oxum, uma das divindades afro-brasileiras mais conhecidas e cultuadas do país.
Propõe, a partir da leitura e da análise literária, aproximações entre relatos de ordem mítica e obras literárias do
gênero poesia que elegem este orixá sujeito central.
Referências:
LIMA, Luís Felipe de. Oxum. Pallas: Rio de Janeiro, 2012.
NOGUERA, Renato. Mulheres e deusas: como as divindades e os mitos femininos formaram a mulher atual. Rio
de janeiro: Harper Collins, 2018, p. 49-85
SÀLÁMI, Síkírù. (Babá King). Oxum: Orixá do Amor e do Progresso. [S.l.]: Centro Cultural Oduduwa, 2019.
VALDÉS, V. K. Oshun's Daughters: the Search for Womanhood in the Americas. Albany, NY: State University of
New York Press, 2014.

Encontro 3: Iansã, a deusa dos ventos, das tempestades e dos mortos
Este encontro apresenta o orixá Iansã, também conhecido como Oiá. A partir de mitos e poemas que elencam
aspectos de personalidade, relações interpessoais e domínios naturais da divindade em questão, buscaremos
estabelecer aproximações e ressonâncias.
Referências:
BALIEIRO, Cristina. O legado das deusas: caminhos para a busca de uma nova identidade feminina. São Paulo:
Pólen, 2014.
PINTO, Flávia. Salve o matriarcado: manual da mulher búfala. Rio de Janeiro: Fundamentos de Axé, 2021.
SEBASTIÃO, Guilhermino. Iansã do Balé: senhora dos Eguns. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.
THEODORO, Helena. Iansã: rainha dos ventos e das tempestades. Rio de janeiro: Editora Pallas, 2010.

Encontro 4: Iemanjá, a deusa dos mares, das cabeças e da nutrição
Este encontro discute a presença do orixá Iemanjá, deusa de grande popularidade entre os brasileiros e
brasileiras, em mitos e poemas. Assim como nos encontros anteriores, pretende-se realizar análises
comparativas entre as obras lidas a fim de sublinhar possíveis paralelos nos processos de apresentação das
simbologias elencadas.
Referências:
ELBEIN DOS SANTOS, J. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Tradução: Universidade
Federal da Bahia. Petrópolis: Vozes, [1975] 2012.
SANTOS, Celiana. Iemanjá, uma sereia? O “mito” africano no imaginário de pescadores do Rio Vermelho, em
Salvador, da Bahia. 2013. 92f. Dissertação (Mestrado em Relações étnico-raciais) - Centro Federal de Educação
Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, Rio de Janeiro, 2013. Disponível em http://dippg.cefet-
rj.br/pprer/attachments/article/81/11_Celiana%20Maria%20dos%20Santos.pdf
VALLADO, Armando. Iemanjá, a mãe poderosa. In: https://diplomatique.org.br/iemanja-a-mae-poderosa/. 2010.

Encontro 5: Onde mais estão as moças? Um convite para outros mergulhos
Encontro em que os participantes do curso serão convidados a apresentar objetos artísticos (músicas, obras
literárias de qualquer gênero, obras de audiovisual, artes plásticas, etc) de seu conhecimento para compartilhar
com a turma e sobre as quais tecerão considerações pertinentes ao curso.

Programa

Axe 1 : Littérature française de l’aristocratie féminine en deux moments – XVIIe et XIXe siècles
● La Princesse de Clèves (Madame de Lafayette - 1678)
LAFAYETTE, Madame de (1634-1693). La princesse de Clèves / madame de Lafayette ; illustrations en couleurs par Serge de Solomko. Paris: Paris, 1925.

● Mémoires de la comtesse de Boigne T.I (Éléonore-Adèle d'Osmond Boigne - 1820)
BOIGNE, Éléonore-Adèle d'Osmond (1781-1866 ; comtesse de). Mémoires de la comtesse de Boigne, née d'Osmond : récits d'une tante / introduction par Osmonde d'Osmond. Paris: Emile-Paul frères, 1931.
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● Lecture complémentaire concernant le XXe :
Les éblouissements (Anna de Noailles)
NOAILLES, Anna de (1876-1933 ; comtesse de). Les éblouissements. Paris: C. Lévy, 1907.
Axe 2 :
● GIDE, André. La séquestrée de Poitiers. Paris: Folio, 1930.

● NIN, ANAÏS. La maison de l’inceste. Paris: Des femmes, 1936.

Programa

Este curso apresenta um conjunto de reflexões introdutórias sobre os temas da pós-verdade e do negacionismo científico. Em um primeiro momento, serão discutidas as abordagens da filósofa Alyne Costa, da antropóloga Letícia Cesarino e do cientista político Ignas Kalpokas sobre a pós-verdade. Em seguida, baseando-se em pesquisas de natureza etnográfica, mapeará as complexidades metodológicas de descrever socialidades críticas à ciência e discutirá as possibilidades de pesquisa sobre a pós-verdade e o negacionismo na Antropologia. Por fim, se debruçará sobre determinados elementos a serem considerados na investigação dos últimos temas, a saber: a) o modo como negacionistas científicos se autorrepresentam e a maneira segundo a qual retratam os cientistas; b) a relação entre o tema da crise de confiança na ciência e a noção de desinformação; c) e os arranjos explicativos típicos das teorias da conspiração.

Aula 1 - 12/02/2025 – 19:00 às 22:00

As abordagens de Alyne Costa, Letícia Cesarino e Ignas Kalpokas para o tema da pós-verdade.

Aula 2 - 13/02/2025 – 19:00 às 22:00

Sobrevoo sobre as etnografias que se voltaram aos coletivos negacionistas e às formações conspiratórias.

Aula 3 - 14/02/2025 – 19:00 às 22:00

Relações de coletivos negacionistas com a ciência e arranjos explicativos típicos das teorias da conspiração.


Material de apoio:
As pessoas matriculadas terão acesso a um texto de 30 páginas que apresenta, de modo sumário, as discussões das três aulas ministradas. Tal material é um artigo introdutório de revisão de literatura elaborado pelo ministrante e leva o mesmo nome do curso. A bibliografia abaixo recomendada coincide, em parte, com as obras trabalhadas no artigo.

Bibliografia:
ADORNO, Theodor. Estudos sobre a personalidade autoritária. Tradução de Virgínia Helena Ferreira da Costa, Francisco López Toledo Corrêa, Carlos Henrique Pissardo. São Paulo, Editora Unesp, [1975] 2019.
ALMEIDA, Rafael Antunes. Elementos para uma antropologia da pós-verdade: uma introdução. Vivência: Revista de Antropologia, 2024. [No prelo]
ALMEIDA, Rafael Antunes. Entre la conspiración, la sospecha y el absurdo: contribuciones para una interpretación del terraplanismo. Revista Colombiana de Antropología, v.59, nº3, p.101-124, 2023a.
BARKUN, Michael. Conspiracy theories as stigmatized knowledge. Diogenes, v.62, n.3-4, p.1-7, 2016.
BARKUN, Michael. A culture of conspiracy: Apocalyptic Visions in Contemporary America. Berkley: University of California Press, 2003.
BATTAGLIA, Debbora. E.T Culture: Anthropology in outerspaces. Durham, Duke University Press,2005.
BONHOMME, Julien. The dangers of anonymity: Witchcraft, rumor, and modernity in Africa. Hau: Journal of Ethnographic Theory, v.2, n.2, p.205-233, 2012.
BUBANDT, Nils. From the enemy's point of view: violence, empathy, and the ethnography of fakes. Cultural Anthropology, v.24, n.3, p.553-588, 2009.
BUTTER, Michael; KNIGHT, Peter. General Introduction. In: BUTTER, Michael; KNIGHT, Peter (Org.). Routledge Handbook of Conspiracy Theories. New York: Routledge,2020.
CASTRO, Rosana. Necropolítica e a corrida tecnológica: notas sobre ensaios clínicos com vacinas contra o coronavírus no Brasil. Horizontes Antropológicos, ano 27, n.59, p.71-90, 2021.
CESARINO, Letícia. Pós-verdade e a crise do sistema de peritos: uma explicação cibernética. Ilha: Revista de Antropologia, v.23, n.1, p.73-96,2021.
CESARINO, Letícia. 2022. O mundo ao avesso: verdade e política na era digital. São Paulo: Ubu.
COLLEY, Thomas; MOORE, Martin. The challenges of studying 4chan and the Alt-right: ‘Come on in the water’s fine. New Media & Society, v.24, n.1, p.5-30, 2020.
COSTA, Alyne. Da verdade inconveniente à suficiente: cosmopolíticas do antropoceno. Cognition-Estudos: revista eletrônica de filosofia, v.18, n.1, p.37-49, 2021a.
COSTA, Alyne. Negacionistas são os outros? Verdade, engano e interesse na era da pós-verdade. Principia, v.25, n.2, p.305-334,2021b.
CROSS, Anne. A confederacy of faith and fact: UFO Research and the Search for Other Worlds.2000.237f. Tese (Doutorado em Sociologia) - Yale University, New Haven, 2000.
CROWLEY, Tony. Keywords: Post-truth. Keywords: journal of cultural materialism, n.15, p.91-93, 2017.
CRAPANZANO, Vincent. Waiting: the whites of south Africa. New York: Random House,1985.
DEAN, Jodi. Aliens in America: Conspiracy Cultures from outerspace to cyberspace. Ithaca: Cornell University Press, 1998.
DIAS, Adriana Abreu Magalhães. Observando o ódio: entre uma etnografia do neonazismo e a biografia de David Lane. Tese. (Doutorado em Antropologia) Universidade de Campinas, Campinas, 2018.
ECO, Umberto. O fascismo eterno. Tradução de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Editora Record, [1997] 2019.
FALTAY, Paulo. Máquinas Paranoides e sujeito influenciável: conspiração, conhecimento e subjetividade em redes algorítmicas. Tese. (Doutorado em Comunicação em Comunicação e Cultura), Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,2020.
FASSIN, Didier. On plots and Men: The heuristics of Conspiracy Theories. Cultural Anthropology, v.62, n.2, p.128-137,2021.
FIGUEIREDO, Daniel Alves de Jesus. O que os negacionismos negam? Gestão do oculto e produção da verdade a partir de uma etnografia da política no norte de Moçambique. Anuário Antropológico, v.48, n.2, p.82-101, 2023.
FREITAS, Renan Springer de. Três lugares para a crise de legitimidade da ciência. Tempo social: revista de sociologia da USP, v.33, n.3, p.47-69,2021.
GOVINDRAJAN, Radhika. Electoral ripples: The social life of lies and mistrust in an Indian village election. Hau: Journal of Ethnographic Theory, v.8, n.1-2, p. 129-143,2018.
GRODZICKA, Elżbieta Drążkiewicz; HARAMBAM, Jaron. What should academics do about conspiracy theories? Moving beyond debunking to better deal with conspiratorial movements, misinformation, and post-truth. Journal of Cultural Research, v.25, n.1, p.1-11,2021.
HARAMBAM, Jaron; AUPERS, Stef. Contesting epistemic authority: Conspiracy theories on the boundary of science. Public Understanding of Science, v.24, n.4, p.1-15,2015.
HARAMBAM, Jaron. Against modernist illusions: why we need more democratic and constructivist alternatives to debunking conspiracy theories. Journal of Cultural Research, v.25, n.1, p.104-122,2021.
HARDING, Susan. Representing fundamentalism: the problem of the repugnant Cultural Other. Social Research, v.58, n.2, p.373-393, 1991.
HARDING, Susan; STEWART, Kathleen. Ansiedades da influência: Teoria da Conspiração e Cultura Terapêutica na América do Milênio. Tradução de Bruno Reinhardt. Ilha: Revista de Antropologia, v.23, n.3, p.214-239, [2003] 2021.
HARSIN, Jayson. Regimes of Posttruth, Postopolitics, and Attention Economies. Communication, Culture & Critique, v.8, n.2, p.327-333,2015.
HESS, David. Science in the new age: The paranormal, its defenders and Debunkers, and American Culture. Madison: The University of Wisconsin Press,1993.
HOFSTADTER, Richard. Anti-intellectualism in American Life. Nova Iorque: Alfred A. Knoff,1963.
HOLANDA, Jorge Garcia de. Estéticas de um mundo plano e estacionário: ciência, religião e conspiracionismo no ecossistema digital terraplanista.2023.323f. Tese (Doutorado em Antropologia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2023.
KALPOKAS, Ignas. A political theory of post-truth. Cham: Palgrave Macmillian,2019.
LATOUR, Bruno. Reflexão sobre o culto moderno dos deuses fe(i)tiches. Tradução de Sandra Moreira. Bauru: Edusc, [1996] 2002.
LATOUR, Bruno. Why has critique run out of steam? From Matters of Fact to Matters of Concern. Critical Inquiry, v.30, p.225-248,2004.
LEIRNER, Piero. Hybrid warfare in Brazil: the highest stage of the military insurgency. Hau: Journal of Ethnographic Theory, v.10, n.1, p.41-49, 2020.
LEPSELTER, Susan. The Resonance of Unseen Things: Poetics, Power, Captivity and UFOS in the American Uncanny. Ann Arbor: University of Michigan Press,2016.
LÓPEZ, Alejandro Martín. La batalla por el cielo: reacciones públicas contemporáneas de la comunidad científica argentina al Terraplanismo. Cosmovisiones, v.2, n.1, p.93-127,2020.
LYNCH, Michael. STS, Symmetry, and post-truth. Social Studies of Science, v.47, n.4, p. 593-599,2017.
MARRAS, Stelio. O vozerio da pós-verdade e suas ameaças civilizacionais. In: OLIVEIRA, Joana Cabral de; AMOROSO, Marta; LIMA, Ana Gabriela Morim de; SHIRATORI, Karen; MARRAS, Stelio; EMPERAIRE, Laure (orgs.). Vozes Vegetais: Diversidade, Resistências e histórias da Floresta. São Paulo: Ubu, 2021.
MARCUS, George. Paranoia within reason: a casebook on conspiracy explanation. Chicago: Chicago University Press,1999.
PELKMANS, M; Machold, R. Conspiracy theories and their truth trajectories. Focaal: Journal of Global and Historical Anthropology, v.59, p.66-80,2011.
REICHSTADT, Rudy. Extending the domain of denial: conspiracism and negationism. Diogenes, v.62, n.3-4, p.48-55, 2016.
RABO, Annika. Conspiracy Theory and Anthropology. In. BUTTER, Michael; KNIGHT, Peter (Org.). Routledge Handbook of Conspiracy Theories. New York: Routledge,2020.
ROQUE, Tatiana. A propósito da confiança na ciência: uma conversa com Tatiana Roque. Boletim CTS em Foco, out., p.18-27,2021.
SÁ, Guilherme; ALMEIDA, Rafael Antunes. O que esperar da ciência enquanto esperamos o amanhã. In: GROSSI, Miriam; TONIOL, Rodrigo. Cientistas Sociais e o Coronavírus. Florianópolis: Anpocs e Tribo da Ilha.
SHIFMAN, Limor. Memes in digital culture. Cambridge: The MIT Press,2014.
SISMONDO, Sergio. Post-truth. Social Studies of Science, v.47, n.1, p.3-6,2017.
VALIM, Patrícia; AVELAR, Alexandre Sá; BEVERNAGE, Berber. Negacionismo: história, historiografia e perspectivas de pesquisa. Revista Brasileira de História, v.41, n.87, p.13-36,2021.

Programa

Justificativa: Silenciadas por uma historiografia tradicional, as experiências de mulheres escravizadas, libertas, libertandas e livres pobres no Brasil do século XIX têm sido objeto de novas abordagens desde a década de 1980. Um dos objetivos destas contribuições historiográficas têm sido resgatar os modos como aquelas viveram, sobreviveram, resistiram, construíram relações entre si e com os outros – de solidariedade e de conflito – e responderam às estruturas de poder, alçando-as à condição de sujeitos históricos. No entanto, a maior parte das reflexões propostas estão circunscritas ao ambiente acadêmico, de modo que a difusão de tais debates ao público não especializado se mostra necessária. Nesse sentido, neste curso, pretendemos expor um panorama dos temas caros a uma história das mulheres e das relações de gênero que se debruça sobre o período oitocentista brasileiro, a saber, escravidão, liberdade, maternidade, trabalho, corpo e acesso à cidadania. Para tanto, utilizaremos como recursos e ferramentas para as atividades virtuais: encontros ao vivo pelo Google Meet, apresentações didáticas através do Google Apresentações e disponibilização de textos no Google Drive, bem como o atendimento de dúvidas por e-mail.

Objetivos: O objetivo deste curso é apresentar ao público as principais questões que envolvem os estudos sobre escravidão e pós-abolição na perspectiva de gênero, sobretudo a história de mulheres escravizadas, libertas, libertandas e livres pobres no Brasil do século XIX. O curso pretende fomentar discussões que levem a uma compreensão da importância e centralidade de marcadores sociais de diferença social, como raça e gênero, dentro de uma sociedade escravista como o Brasil, e de que maneira isso se reflete na construção da cidadania e desigualdades presentes no Estado brasileiro.
Carga horária: 12h



Conteúdo/Cronograma das Aulas:
Aula 1 - Escravidão, liberdade e gênero no século XIX
Professoras ministrantes: Caroline da Silva Mariano, Caroline Passarini Sousa, Giovana Puppin Tardivo, Lígya Esteves Sant’Anna de Souza e Marina Camilo Haack
Leitura da aula: GRINBERG, Keila; PEABODY, Sue. Escravidão, liberdade e direito no atlântico escravista. In: GRINBERG, Keila; PEABODY, Sue. Escravidão e Liberdade nas Américas. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2013, p. 7-24.
MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Mulher, Corpo e Maternidade. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flavio (orgs.). Dicionário da Escravidão e da Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 334-340.
Aula 2 - Representações sobre a mulher negra escravizada: história e literatura
Professora ministrante: Caroline Passarini Sousa
Leitura da aula: TELLES, Lorena Féres da Silva. Mulheres negras, gênero e maternidade na escravidão. In: ______. Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX). 2018. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 21-44.
CÔRTES, Giovana Xavier da Conceição. Entre personagens, tipologias e rótulos da “diferença”: a mulher escrava na ficção do Rio de Janeiro no século XIX. In: XAVIER, Giovana; FARIAS, Juliana Barreto; Gomes, Flávio (orgs.) Mulheres Negras no Brasil Escravista e do Pós-Emancipação. São Paulo: Summus/Selo Negro, 2012, p. 67-83.
Bibliografia complementar:
CALDWELL, Kia Lilly. A institucionalização de estudos sobre a mulher negra: Perspectivas dos Estados Unidos e do Brasil. Revista da ABPN, Uberlândia, vol.1, n. 1, mar./jun. 2010, p. 18-27.
DAVIS, Angela. O legado da escravidão: parâmetros para uma nova condição da mulher. In: ______.Mulheres, Raça e Classe. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 15-41.
MAIA, Ludmila de Souza. Páginas da escravidão: raça e gênero nas representações de cativos na imprensa e literatura oitocentista. Revista de História, São Paulo, n. 176, a01817, 2017, p. 1-33.
Aula 3 - Trabalho: as ocupações desempenhadas por mulheres escravizadas
Professora ministrante: Marina Camilo Haack
Leitura da aula:
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 13-18.
ARAÚJO, Carlos Eduardo; GOMES, Flávio; SOARES, Carlos Eugênio Líbano; FARIAS, Juliana. Nas quitandas, moradias e zungus: fazendo gênero. In:ARAÚJO, Carlos Eduardo; GOMES, Flávio; SOARES, Carlos Eugênio Líbano; FARIAS, Juliana. Cidades Negras: africanos, crioulos e espaços urbanos no Brasil escravista do século XIX. São Paulo: Alameda, 2006, p. 83 - 102.
MUAZE, Mariana de Aguiar Ferreira. ‘O que fará essa gente quando for decretada a completa emancipação dos escravos?’: serviço doméstico e escravidão nas plantations cafeeiras do vale do Paraíba. Almanack, Guarulhos, n.12, jan./abr. 2016, p. 65-87.
Bibliografia complementar:
TELLES, Lorena Féres da Silva. Amas de leite. In: SCHWARTCZ, Lilia; GOMES, Flávio. (orgs.). Dicionário da Escravidão e Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 99-105.
SOUZA, Flavia Fernandes de. “Escravas do lar: as mulheres negras e o trabalho doméstico na Corte Imperial”. In: XAVIER, Giovana; FARIAS, Juliana Barreto; GOMES, Flavio (orgs.). Mulheres negras no Brasil Escravista e do pós-emancipação. São Paulo: Summus/Selo Negro, 2012, p. 244-260.
SOARES, C. C. M. As Ganhadeiras: Mulher e Resistência Negra em Salvador no Século XIX. Revista Afro-Ásia, Salvador, v. 17, 1996, p. 57-71.
Aula 4 - Mulheres escravizadas em busca da alforria: luta jurídica e sentidos da liberdade
Professora ministrante: Giovana Puppin Tardivo
Leitura da aula: MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Escravizadas, libertandas e libertas: qual liberdade?.In. LIMA, Ivana Stolze, GRINBERG, Keila, REIS, Daniel Aarão. Instituições Nefandas: o fim da escravidão e da servidão no Brasil, nos Estados Unidos e na Rússia. Rio de Janeiro:Fundação Casa Rui Barbosa, 2018, p. 327-337.
Bibliografia complementar:
GRINBERG, Keila. Alforria, direito e direitos no Brasil e nos Estados Unidos.Estudos Históricos, Rio de: Janeiro, n. 27, 2001, p. 63-83.
GRINBERG, Keila. Liberata: a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010.
Aula 5 - Os diferentes discursos científicos sobre mulheres brancas e negras no século XIX: corpo, maternidade e higiene
Professora ministrante: Caroline da Silva Mariano
Leitura da aula: MATOS, Maria Izilda Santos de. Delineando corpos: as representações do feminino e do masculino no discurso médico (São Paulo 1890-1930). In: ______; SOIHET, Rachel (orgs.). O corpo feminino em debate. São Paulo: Editora Unesp, 2003, p. 107-127.
MARTINS, Ana Paula Vosne. A medicina da mulher: visões do corpo feminino na constituição da obstetrícia e da ginecologia no século XIX. 2000. 313f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, p. 16-31.
Bibliografia complementar:
TELLES, Lorena Féres da Silva. Entre médicos e estudantes: partos difíceis e violência obstétrica. In: ______. Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX). 2018. 345f. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 167-212.
MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Corpo, gênero e identidade no limiar da Abolição: a história de Benedicta Maria Albina da Ilha ou Ovídia, escrava (Sudeste, 1880). Afro-Ásia, Salvador, n. 42, 2010, p. 157-193.
Aula 6 -“Crianças perigosas”: a infância feminina pobre e o processo de escolarização na virada do século XX
Professora ministrante: Lígya Esteves Sant’Anna de Souza
Leitura da aula: SCHUELER, Alessandra F. M. Crianças e escolas na passagem do Império para a República. Revista Brasileira de História, v.19, n.37, 1999, p. 59-84.
RONCADOR, Sônia. As criadas de Júlia. Portuguese Literary and Cultural Studies, Dartmouth, v. 12, 2004, p. 249-262.
BARROS, Surya Aaronovich Pombo, VIDAL, Diana Gonçalves. Escravidão e Educação: Obrigatoriedade Escolar e a Construção do Sujeito Aluno no Brasil Oitocentista. In: SCHWARCZ, Lilia M., MACHADO, Maria Helena Pereira Toledo. Emancipação, Inclusão e Exclusão: Desafios do Passado e Presente. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2018, p. 131-156.
Bibliografia complementar:
MARCÍLIO, Maria Luiza. História Social da criança abandonada. São Paulo: Editora Hucitec, 1998, p. 134-223.
SILVA, Robson Roberto. Crianças perigosas: estudo sobre a delinquência infantil na cidade de São Paulo (1888-1927). 2013. Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

Programa

Aula 01: 15/10/2021: Panorama da obra infantil de Monteiro Lobato no contexto da literatura infantil brasileira e mundial
Aula 02: 22/10/2021: Contos de fadas tradicionais, contemporâneos e reinvenções contemporâneas de contos de fadas. Os conceitos de intertextualidade e metaficção.
Aula 03: 29/10/2021: Elementos intertextuais e metaficcionais em Reinações de Narizinho
Aula 04: 04/11/2021: Elementos intertextuais e metaficcionais em O picapau amarelo

BIBLIOGRAFIA

1. Ficção
LOBATO, Monteiro. Contos de Grimm. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Novos contos de Grimm. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Contos de Andersen. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Novos contos de Andersen. São Paulo: Brasiliense, 1962.
LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Brasiliense, 1984.
LOBATO, Monteiro. O picapau amarelo. São Paulo: Brasiliense, 1986.
PESCETTI, L. M.; O‘KIF. Caperucita Roja (tal y como se lo contaron a Jorge). Madrid: Santillana, 2016.

2. Não ficção
BECKETT, S. Recycling Red Riding Hood. Nova Iorque/Londres: Routledge, 2002.
BERNHEIMER, K. Fairy tale as form, form as fairy tale. In: ALLISON, D.; BENDER, A.; BERNHEIMER, K.;
SHEPARD, J. (Orgs.). The writer’s notebook: Craft essays from tin house. Tin House Books, 2009, p. 61-73.
BÖHN, A. Metafiktionalität, Erinnerung und Medialität in Romanen von Michael Kleeberg, Thomas Lehr und Wolf
Haas. In: BAREIS, J. A.; GRUB, F. T. Metafiktion; Analysen zur deutschsprachigen Gegenwartsliteratur. Berlin:
Kadmos, 2010. p. 11-33.
COELHO, N. N. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil. São Paulo: Quíron, 1985.
GARCIA, A. O livro ilustrado de conto de fadas: história, teoria e análise da tradição à contemporaneidade. Curitiba:
Appris. 2020.
HEIDBRINK, H. Fictional Characters in Literary and Media Studies: A Survey of the Research. In: JANNIDIS et al.
(Orgs). Characters in Fictional Worlds: Understanding Imaginary Beings in Literature, Film, and Other Media.Berlin:
DeGruiter, 2011.
HUTCHEON, L. Narcissistic narrative; the metaficcional paradox. Waterloo: Wilfrid Laurier University Press, 1980.
JOLLES, A. Formas simples. São Paulo: Cultrix, 1976.
KÜMMERLING-MEIBAUER, B. Die Kunstmärchen von Hofmannsthal, Musil und Döblin. Colônia/Weimar/Viena:
Böhlau, 1991.
KÜMMERLING-MEIBAUER, B. Kinderliteratur, Kanonbildung und literarische Wertung. Stuttgart & Weimar: Metzler,
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KÜMMERLING-MEIBAUER, B.; DRUKER, E. (Orgs.). Children’s Literature and the Avant-Garde. Amsterdam: John
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LAJOLO, M.; ZILBERMAN, R. Literatura infantil brasileira; história & histórias. São Paulo: Ática, 1988.
LAJOLO, M.; CECCANTINI, J. (Orgs.). Monteiro Lobato livro a livro: obra infantil. São Paulo: Ed. UNESP, 2008.
LÜTHI, M. The european folktale: form and nature. Filadélfia: Institute for the Study of Human Issues, 1982.
MADER, I. Metafiktionalität als Selbst-Dekonstruktion. Würzburg: Könighausen & Neumann, 2017.
MASTROBERTI, P. Adaptação, versão ou recriação? Mediações da leitura literária para crianças e jovens. Revista
Semioses, V. 1, n.8, fev. 2011, p. 104-112. 
NAVAS, D. Metaficção e a formação do jovem leitor na literatura infantil e juvenil contemporânea. Linguagem –
Estudos e Pesquisas. V. 19, n. 1, p. 83-95, jan./jun. 2015
NEUHAUS, S. Märchen. 2ª edição. Tübingen: A. Francke, 2017. 
NÜNNING (Org.). Metzler-Lektion Literatur- und Kulturtheorie: Ansätze – Personen – Grundbegriffe. Stuttgart:
Metzler, 2004.
SILVA-DÍAZ, Libros que enseñan a leer: álbumes metaficcionales y conocimiento literario. Bellaterra: Universitat
Autònoma de Barcelona. Tesis (Doctorado). 2005.
STOKER, P. Theorie der intertextuellen Lektüre; Modelle und Fallstudie. Paderborn: Ferdinand Schörningh, 1998.
WAUGH, P. Metafiction; The theory and the practice of self-conscious fiction. Londres: Meuthen & C., 1985.
WOLF, W. Metafiktion; Formen und funktionen eines Merkmals postmodernistischen Erzählens. Eine Einführung
und ein Beispiel: John Barth, “Life Story”. Literatur in Wissenschaft und Unterricht, 30, p. 31-49, 1997.

Programa

1a aula (01/08/22): Apresentação – Abordagens sobre classificações sociais: interseccionalidade versus marcadores sociais da diferença.
Leitura Complementar:
ALMEIDA, Heloísa B; SIMÕES, Júlio A.; MOUTINHO, Laura; SCHWARCZ, Lília M. “NUMAS, 10 anos: um exercício de memória coletiva”. In: Marcadores Sociais da Diferença. Organizado por Gustavo Saggese [et al]. São Paulo: Terceiro Nome; Editora Gramma, 2018. pp 19-23.
COLLINS, Patricia H. “Se perdeu na tradução? Feminismo negro, interseccionalidade e política emancipatória”. Parágrafo. Jan/jun. 2017, v.5, n.1 (2017) - issn: 2317-4919.
CRENSHAW, Kimberlé. “A Intersecionalidade na Discriminação de Raça e Gênero”. Cruzamento: raça e gênero. Painel 1.
GONZALEZ, Lélia. “Por um feminismo afro-latino-americano”. In: Por um feminismo afro-latino-americano. Organização Flavia Rios, Márcia Lima. 1a Edição, Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
MCCLINTOCK, Anne. “Introdução: Pós-colonialismo e o anjo do progresso”. In: Couro Imperial. Tradução Plínio Dentzien. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
PISCITELLI, Adriana. “Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras”. Sociedade e Cultura, v.11, n.2, jul/dez. 2008. pp. 263 a 274.

2a aula (02/08/22): Dessubstancialização da diferença.
Leitura Obrigatória:
CORRÊA, Mariza. “Não se nasce homem”. Trabalho apresentado no Encontro “Masculinidades/Feminilidades”, nos “Encontros Arrábida 2004”, Portugal. Disponível: http://www.clam.org.br/bibliotecadigital/uploads/publicacoes/942_926_na…
STOLCKE, Verena: “Sexo está para gênero assim como raça para etnicidade?”, Estudos Afro-Asiáticos, n. 20, 1991.
Leitura Complementar:
FOUCAULT, Michel. Aula de 17 de março de 1976. In: __. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999. pp. 285-315.
PRECIADO, Paul. “Quem defende a criança queer?”. In: Um apartamento em Urano. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2020.

3a aula (03/08/22): Feminismos, marcadores e usos no campo.
Leitura Obrigatória:
BRAH, Avtar. “Diferença, diversidade, diferenciação”, cadernos pagu, 26, 2006, pp. 329-376. Combahee River, C., Pereira, S., & Gomes, L. S. (2019). Tradução: Manifesto do Coletivo Combahee River. Plural, 26(1), 197-207. https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2019.159864
LORDE, Audre. “Não existe hierarquia de opressão”. In: Pensamento feminista. Organização Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
LORDE, Audre. “Idade, raça, classe e gênero: mulheres redefinindo a diferença”. In: Pensamento feminista. Organização Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
Leitura Complementar:
COELHO, Clara de O..Feminismos no Instagram: uma análise sobre compartilhamento de teoria feminista na rede social. Perifèria, revista de recerca i formació en antropologia, 26(2), 152-175(2021), https://doi.org/10.5565/rev/periferia.862
LORDE, Audre. “Idade, raça, classe e gênero: mulheres redefinindo a diferença”. In: Pensamento feminista. Organização Heloísa Buarque de Hollanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

4a aula (08/08/22): Consentimento, vulnerabilidade e agência
Leitura Obrigatória:
LOWENKRON, Laura. 2015. “Consentimento e vulnerabilidade: alguns cruzamentos entre o abuso sexual infantil e o tráfico de pessoas para fim de exploração sexual”. Cadernos Pagu (45). https://www.scielo.br/j/cpa/a/gC9XJ9zVMFWhLGnNbPPf3Wv/abstract/?lang=pt
MCCLINTOCK, Anne. “Introdução: Pós-colonialismo e o anjo do progresso”. In: Couro Imperial. Tradução Plínio Dentzien. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
MCCLINTOCK, Anne. “A situação da terra - Genealogias do imperialismo”. In: Couro Imperial. Tradução Plínio Dentzien. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010. (somente subtítulo “negros brancos” e “calibãs celtas”, p.90-98).
PISCITELLI, Adriana. “Economias sexuais, amor e tráfico de pessoas – novas questões conceituais”. Cad. Pagu, 47, 2016. https://doi.org/10.1590/18094449201600470005
Leitura Complementar:
MOUTINHO, Laura. “Negociando com a adversidade: reflexões sobre "raça", (homos)sexualidade e desigualdade social no Rio de Janeiro”. Revista Estudos Feministas, 14 (1), 2006. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2006000100007
5a aula (09/08/22): Condições precárias: violências sociais e sofrimento psíquico.
Leitura Obrigatória:
AHMED, Sara. “Estraga-prazeres feministas (e outras sujeitas voluntariosas)”. Revista Eco-Pós, 23 (3), 2020. https://doi.org/10.29146/eco-pos.v23i3.27642
BUTLER, Judith. “De quem são as vidas consideradas choráveis em nosso mundo público?”. El País, 10 jul. 2020. https://brasil.elpais.com/babelia/2020-07-10/judith-butler-de-quem-sao-…
FISHER, Mark. “Não prestar para nada”. Jacobin, 13 jan. 2022. https://jacobin.com.br/2022/01/nao-prestar-para-nada
PUSSETTI, Chiara; BRAZZABENI, Micol. “Sofrimento social: idiomas da aflição e políticas assistenciais”. Etnográfica, Lisboa, v. 15, n. 3, 2011.
Leitura Complementar:
BUTLER, Judith. “A vulnerabilidade corporal e a política de coligação”. In: Corpos em aliança. Tradução Fernanda Miguens. 4a edição, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.
PIVA, Felipe Paes. As intermediações entre o coletivo e o individual no sofrimento psíquico de graduandos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (USP): diálogos antropológicos com campos da saúde mental. Anais da ReACT-Reunião de Antropologia da Ciência e Tecnologia, v. 5, n. 5, 2022. https://ocs.ige.unicamp.br/ojs/react/article/view/3786

Programa

AULA 1 – “DA”, “DESU”, “DEARU” E O PREDICADO NOMINAL
Apresentação do tema. Predicado nominal. Auxiliares verbais “da”, “desu” e “dearu”. Formas e flexões. O conceito de cópula. A classe gramatical dos jodôshi (auxiliares verbais / auxiliares de predicação).

AULA 2 – HISTÓRIA E CARACTERÍSTICAS DE “DA”, “DESU” E “DEARU”
O conceito de dantei (asserção) da gramática japonesa. A história dos dantei no jodôshi (auxiliares verbais de asserção). O “zo” em Nara/Heian e as formas clássicas “nari” e “tari”. Da formação “ni te ari” às formas modernas “da”, “desu” e “dearu”.

AULA 3 – OUTROS ASPECTOS DO PREDICADO NOMINAL
Conceito de modalidade. Modalidade na língua japonesa. As modalidades de “da”, “desu” e “dearu”. As frases-enguia (unagi bun). Formas de tratamento dos auxiliares verbais de asserção.


BIBLIOGRAFIA

ARISTÓTELES. Da intepretação: edição bilíngue. 1. ed. Trad. José Veríssimo Teixeira da Mata. São Paulo: Editora Unesp, 2013. Título Original: Peri hermeneias. Original em grego.
BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. 3. ed. Trad. Maria da Glória Novak e Maria Luiza Neri. Campinas: Pontes; Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991 (Ed. original, 1966). Título original: Problèmes de linguistique générale I.
COLOMBAT, Bernard; FOURNIER, Jean Marie; PUECH, Christian. Uma história das ideias linguísticas. 1. ed. Trad. Jacqueline Léon e Marli Quadros Leite. São Paulo: Contexto, 2017 (Ed. original, 2010). Título original: Histoire des idées sur le langage et les langues.
CURNOW, Timothy Jowan. Towards a cross linguistic typology of copula constructions. In: CONFERENCE OF THE AUSTRALIAN LINGUISTIC SOCIETY, 1999, Perth. Proceedings […]. Perth – Austrália: Australian Linguistic Society, 1999. Disponível em: http://www.als.asn.au/proceedings/als1999/proceedings.html. Acesso em: 4 set. 2022.
FUKASAWA, Lídia Massumi. O sistema de estruturação das modalidades na língua japonesa: os auxiliares verbais e os morfemas finais. São Paulo, 1991. 434 f. Tese (Doutorado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.
______. A função modalizadora dos auxiliares verbais da língua japonesa. In: Estudos Japoneses. São Paulo: Centro de Estudos Japoneses da USP, n. 12, p. 37 61, 1992. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ej/article/view/142615. Acesso em: 10 out. 2022.
FUKASAWA, Lídia Masumi; GIROUX, Sakae Murakami; SUZUKI, Tae; SUZUKI, Teiiti. Introdução à gramática da língua japonesa. São Paulo: Centro de Estudos Japoneses da USP, 1989.
FURUTA, Tôsaku. Da gendaigo (Da língua moderna); Desu gendaigo (Desu língua moderna). In: MATSUMURA, Akira (org.). Kotengo gendaigo joshi jodôshi shôsetsu (Joshi e jodôshi da língua clássica e da língua moderna – explicação detalhada) 1. ed. Tóquio: Gakutôsha, 1969. p. 292 302.
IWABUCHI, Tadasu. Dantei / hitei no jodôshi (Jodôshi de asserção / negação). In: SUZUKI, Kazuhiko; HAYASHI, Ôki (orgs.). Jojihen (3) jodôshi / jodôshi jiten (Volume elementos auxiliares (3): dicionário de joshi e jodôshi). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1985. p. 2 18. (Kenkyû shiryô nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa – material de pesquisa), 7).
KASUGA, Kazuo. Sonzaishi ni kan suru kenkyû (Pesquisa sobre o sonzaishi). 1. ed. Tóquio: Kazama Shobô, 1968.
______. Nari kotengo (Nari língua clássica); Tari kotengo (Tari língua clássica). In: MATSUMURA, Akira (org.). Kotengo gendaigo joshi jodôshi shôsetsu (Joshi e jodôshi da língua clássica e da língua moderna – explicação detalhada) 1. ed. Tóquio: Gakutôsha, 1969. p. 277 291.
KAWAGISHI, Keiko. Keijô no jodôshi (Jodôshi de tratamento) In: SUZUKI, Kazuhiko; HAYASHI, Ôki (orgs.). Jojihen (3) jodôshi / jodôshi jiten (Volume elementos auxiliares (3): dicionário de joshi e jodôshi). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1985. p. 66 81. (Kenkyû shiryô nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa – material de pesquisa), 7).
KITAHARA, Yasuo. Nihongo jodôshi no kenkyû (A pesquisa do jodôshi da língua japonesa). 2. ed. Tóquio: Taishûkan, 1987 (Ed. original, 1981).
KOMATSU, Kôzô. Jodôshi no shomondai (Os vários problemas dos jodôshi). In: SUZUKI, Kazuhiko; HAYASHI, Ôki (orgs.). Jojihen (2) jodôshi (Volume elementos auxiliares (2): jodôshi). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1984. p. 81 97. (Kenkyû shiryô nihongo bunpô (Gramática da língua japonesa – material de pesquisa), 6).
MORIKAWA, Masahiro. Another Function of Da and Desu in Japanese. In: Nagoya gaikokugo daigaku gaikokugo gakubu kiyô (Periódicos da faculdade de línguas estrangeiras da Universidade de Línguas Estrangeiras de Nagoya). Nagoya, n. 30, p. 17 31, 2006. Disponível em: http://id.nii.ac.jp/1095/00000244/. Acesso em: 7 set. 2022.
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MORO, Andrea. Appendix: a brief history of the copula. In: The raising of predicates: predicative noun phrases and the theory of clause structure. New York: Cambridge University Press, 2004 (Ed. original, 1997). p. 248-261; 295-300. (Cambridge studies in linguistics, 80).
NARAHARA, Tomiko. The Japanese Copula: Forms and Functions. Hampshire: Palgrave Macmillan, 2002.
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OKAMURA, Kazue. Zo kotengo (Zo língua clássica). In: MATSUMURA, Akira (org.). Kotengo gendaigo joshi jodôshi shôsetsu (Joshi e jodôshi da língua clássica e da língua moderna – explicação detalhada) 1. ed. Tóquio: Gakutôsha, 1969. p. 560 562.
ÔKUBO, Tadatoshi. Nihon Bunpô Chinjutsu Ron (A discussão sobre o chinjutsu na gramática japonesa). Tóquio: Meiji, 1982 (Ed. original, 1968).
OKUTSU, Keiichirô. “Boku wa unagi da” no bunpô: da to no (A gramática de “boku wa unagi da”: da e no). 9. ed. Tóquio: Kuroshio, 1999 (Ed. original, 1978).
SAEGUSA, Reiko. ‘Da’ ga tsukawareru toki (Quando se usa ‘da’). In: : Hitotsubashi Daigaku ryûgakusei sentâ yôki (Publicações do centro de intercambistas da Universidade Hitotsubashi). Tóquio: Centro de intercambistas da Universidade Hitotsubashi, n. 4, p. 3 17, 2001. Disponível em: https://hdl.handle.net/10086/8580. Acesso em: 4 set. 2022.
SAEKI, Umetomo. ‘Ni ari’ kara ‘dearu’ e (Do ‘ni ari’ ao ‘dearu’). In: Kokugogaku (Estudos da língua nacional), n. 26, p. 1 6, 1956. Disponível em: https://bibdb.ninjal.ac.jp/SJL/view.php?h_id=0260010060. Acesso em: 4 set. 2022.
SPOSITO, Rafael. Dantei no jodôshi e a predicação nominal na língua japonesa: os clássicos nari e tari e os modernos da, desu e dearu. São Paulo, 2023. 389 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-17052023-135300/p…. Acesso em: 30 maio 2024.
SUZUKI, Tae; NINOMIYA, Sonia Regina Longhi; OTA, Junko; MORALES, Leiko Matsubara (orgs.). Teorias gramaticais da língua japonesa. São Paulo: Humanitas; FAPESP, 2012.
TASHIRO PEREZ, Eliza Atsuko. Shûjoshi (終助詞– morfemas finais). In: MORALES, Leiko Matsubara (org.). Tópicos de Gramática da Língua Japonesa. São Paulo: Fundação Japão, 2011, p. 157 196.
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TOKIEDA, Motoki. Nihon bunpô: bungohen (Gramática japonesa: língua clássica). 24. ed. Tóquio: Iwanami, 1979 (Ed. original, 1954).
______. Nihon bunpô: kôgohen (Gramática japonesa: língua moderna). 3. ed. Tóquio: Iwanami, 1980 (Ed. original, 1950).
TSUJIMURA, Toshiki. ‘Desu’ no yôhô: kinseigo kara gendaigo e (Utilização do ‘desu’: da língua pré moderna à língua moderna). In: KINDAIGO GAKKAI. Kindaigo Kenkyû dai isshû (Pesquisa da língua do período moderno: primeiro volume). 1. ed. Tóquio: Musashino, 1965. p. 341 362.
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VIEIRA, Francisco Eduardo. A gramática tradicional: história crítica. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2018.
WATANABE, Minoru. Kokugo kôbunron (Sintaxe da língua nacional). 1. ed. Tóquio: Hanawa Shobô, 1971.
WENCK, Günther. The Japanese copula – a dummy?. In: Linguistics: an interdisciplinary journal of the language sciences, v. 11, n. 100, p. 77 86, 1973. Disponível em: https://doi.org/10.1515/ling.1973.11.100.77. Acesso em: 24 jul. 2022.
YAMADA, Yoshio. Nihon bunpô ron (Gramática japonesa). Tóquio: Hôbunkan, 1908. Disponível em: https://dl.ndl.go.jp/info:ndljp/pid/992499. Acesso em: 19 set. 2022.
______. Nihon kôgo hô kôgi (Exposição sobre a gramática da língua japonesa falada). Tóquio: Hôbunkan, 1970 (Ed. original, 1922).
YAMAGUCHI, Gyôji. ‘Dearu’ no keisei (Formação do ‘dearu’). In: Kyôto gobun (Quioto – língua e literatura). Quioto: Sociedade de estudos da língua e literatura nacional da Universidade Bukkyô, n. 9, p. 74 87, 2002. Disponível em: https://archives.bukkyo-u.ac.jp/repository/baker/rid_KG000900000398. Acesso em: 4 set. 2022.
YOSHIDA, Kanehiko. Gendaigo jodôshi no shiteki kenkyû (Pesquisa histórica do jodôshi da língua moderna). 1. ed. Tóquio: Meiji, 1971.
YOSHIZAWA, Norio. Yakugo to shite mita ‘jodôshi’ (‘Jodôshi’ visto como termo traduzido). In: TANABE HAKASE KOKI KINEN KOKUGOGAKU RONSHÛ HENSHÛ IINKAI. Tanabe hakase koki kinen kokugo joshi jodôshi ronsô (Comemoração do 70º. Aniversário do dr. Tanabe – textos sobre os joshi e jodôshi da língua nacional). Tóquio: Ôfûsha, 1979. p. 665 676.

Programa

Aula 1: Introdução aos princípios da Teoria Sistêmico-funcional e da Semiótica Social; Diálogos com os Game Studies
Aula 2: Gramática do Design Visual e a análise imagética de videogames
Aula 3: Música e efeitos sonoros nos videogames
Aula 4: Analisando videogames a partir de suas telas
 

Bibliografia:
BASTOS, E. C. B.; PEREIRA, D. C. Por uma metodologia sistêmico-funcional para a análise visual de visual novels. Revista de Estudos Lúdicos, v. 1., n. 4, 2025. No prelo.
BATEMAN, J.; WILDFEUER, J.; HIIPPALA, T. Multimodality: Research, Foundation and Analysis. Berlim: Walter de Gruyter GmbH & Co KG, 2017.
EGENFELDT-NIELSEN, S.; SMITH, J.; PAJARES TOSCA, S. Understanding Video Games: the Essential Introduction. 4th. ed. New York: Routledge, 2024.
FARHAT, T. C.; GONÇALVES-SEGUNDO, P. R Análise multimodal: noções e princípios fundamentais. Trabalhos em Linguística Aplicada, v. 61, n. 2, p. 435–454, ago. 2022.
HALLIDAY, M. A. K. Language as social semiotic: the social interpretation of language and meaning. Sydney: University Park Press, 1978.
HALLIDAY, M. A. K.; MATTHIESSEN, C. Halliday’s introduction to functional grammar. London: Routledge, 2014.
HODGE, R.; KRESS, G. Social semiotics. Cambridge: Polity, 1988.
JØRGENSEN, K. Audio and Gameplay: an Analysis of PvP Battlegrounds in World of Warcraft. Game Studies, v. 8, n. 2, 1 jan. 2008.
KRESS, G. R.; VAN LEEUWEN, T. Multimodal discourse: The modes and media of contemporary communication. Sydney: Bloomsbury Academic, 2001.
KRESS, G.; VAN LEEUWEN, T. Reading Images: The Grammar of Visual Design. London: Routledge, 2006.
MATUMOTO, A. DE O.; GONÇALVES-SEGUNDO, P. R. Uma proposta sociossemiótica para a análise visual de jogos bidimensionais. EntreLetras, v. 13, n. 1, p. 344–369, 26 out. 2022.
MATUMOTO, A. DE O. Multimodalidade em jogo: uma análise do jogo Final Fantasy. Estudos Linguísticos, v. 52, n. 2, p. 439–460, 8 nov. 2024.
MURRAY, J. H. Hamlet on the holodeck: The future of narrative in cyberspace. Cambridge: The MIT Press, 2016.
MUNDAY, R. Music in video games. In: SEXTON, J. (ed.). Music, Sound and Multimedia: From the live to the virtual. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2007.
PÉREZ-LATORRE, Ó.; OLIVA, M.; BESALÚ, R. Videogame analysis: a social-semiotic approach. Social Semiotics, v. 27, n. 5, 2016.
PERRON, B.; WOLF, M. The video game theory reader. New York: Routledge, 2009.
TOH, W. A Multimodal Approach to Video Games and the Player Experience. New York: Routledge, 2019.
VAN LEEUWEN, T. Speech, Music, Sound. Houndmills: Macmillan, 1999.
VAN LEEUWEN, T. Introducing social semiotics. London: Routledge, 2005.
WILDFEUER, J.; STAMENKOVIĆ, D. The discourse structure of video games: A multimodal discourse semantics approach to game tutorials. Language & Communication, v. 82, p. 28–51, jan. 2022.
WOLF, M.; BAER, R. The medium of the video game. Austin, Texas: University of Texas Press, 2001.

Programa

Conteúdo programático (data/previsão):
1. Futebol, síntese da Europa industrial e neocolonialista (11/04/2026);
2. Origens e popularização do futebol no Brasil (18/04/2026);
3. Futebol e Primeiro Governo Vargas (25/04/2026);
4. Futebol e Brasil no Pós-Guerra (09/05/2026);
5. Futebol e consolidação da Ditadura Militar (16/05/2026);
6. Futebol e Reabertura Política (23/05/2026);
7. Futebol e neoliberalismo (30/05/2026).

Bibliografia:
ABRAHÃO, Bruno. Uma leitura do ‘racismo a brasileira” a partir do futebol. Dissertação de Educação Física, Universidade Gama Filho. Rio de Janeiro, 2006.
ALMEIDA, Auriel de. Evas do gramado: a história do Primavera Atlético Clube, o time de futebol feminino proibido no governo Vargas. Rio de Janeiro: Hanoi, 2017.
ANJOS, Luiza Aguiar dos. De “São bichas, mas são nossas” à “Diversidade da alegria”: uma história da torcida Coligay. Tese de Doutorado em Ciências do Movimento Humano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2018.
CHAIM, Aníbal. Futebol, corações e mentes: os torcedores na perspectiva do Estado. Tese de Doutorado em Ciência Política, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2018.
DAMATTA, Roberto et. al. Universo do futebol: esporte e sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1982.
FLORENZANO, José Paulo. Afonsinho e Edmundo: a rebeldia no futebol brasileiro. São Paulo: Musa, 1998.
FRANCO JUNIOR, Hilário. A dança dos deuses: futebol, sociedade e cultura. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
HOBSBAWM, Eric; RANGER, Terence (org.). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
KESSLER, Cláudia (org). Mulheres na área: gênero, diversidade e inserções no futebol. Porto Alegre: EdUFRGS, 2016.
KUPPER, Agnaldo. Nos rastros da bola: o futebol brasileiro entre apropriações e desapropriações. Tese de Doutorado em História, Universidade Estadual Paulista. Assis, 2019.
PEREIRA, Leonardo Afonso. Footballmania: uma história social do futebol no Rio de Janeiro, 1902-1938. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
PIMENTA, Carlos Alberto. Torcidas organizadas de futebol. Taubaté: Vogal, 1997.
RODRIGUES FILHO, Mario. O negro no futebol brasileiro. 2ª ed. rev. e ampl., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.
ROSA, Rodrigo Braga do Couto. Enunciações afetadas: relações possíveis entre homofobia e esporte. Dissertação de Mestrado em Educação Física, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2010.
SANTOS, José Moraes dos. Visões do jogo: primórdios do futebol no Brasil. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
SILVA, Giovana Capucim e. Mulheres impedidas: a proibição do futebol feminino na imprensa de São Paulo. Rio de Janeiro: Drible de Letra, 2017.
SILVA, Carlos Alberto Figueiredo da. A linguagem racista no futebol brasileiro. Corpus et Scientia, Rio de Janeiro, vol. 3, n. 1, p. 1-20, mai. 2007.
SOUZA, Bruno Jeuken. Salathiel Campos: esporte e política (1926-1938). Dissertação de Mestrado em História Social, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2017.
SOUZA, Denaldo Alchorne de. O Brasil entra em campo! Construções e reconstruções da identidade nacional. São Paulo: Annablume, 2008.
SOUZA, Denaldo Alchorne de. Pra frente, Brasil! Do Maracanazo aos mitos de Pelé e Garrincha, a dialética da ordem e da desordem (1950-1983). São Paulo: Intermeios, 2018.
TOLEDO, Luís Henrique. Torcidas organizadas de futebol. Campinas: Autores Associados, 1996.
YAMANDU, Walter; GÓIS JUNIOR, Edivaldo. Profissionalismo “marrom” do futebol e a imprensa paulista (1920-1930). Recorde: Revista de História do Esporte, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 2, p. 1-13, jun./dez. 2012.
WISNIK, José Miguel. Veneno remédio: o futebol e o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Programa

– Aula 1 (12/02/2020) –
 
As origens e o despertar da Literatura Infantojuvenil na Coreia do início do século XX
Após uma breve passagem sobre os mitos, as lendas e os contos da tradição oral, a primeira aula tem como meta destacar as publicações-marcos da literatura direcionada ao jovem leitor no início do século XX: as revistas So-nyeon (소년), de 1908, por Choi Nam-sun, e O-rin-i (어린이), de 1923, por Bang Jung-hwan. Em contexto de dominação japonesa, essas publicações, que contavam com as contribuições de grandes nomes da poesia coreana, tinham em mente, por um lado, levar ficção aos leitores em formação, com algum grau de didatismo, e, por outro lado, apresentar-se como um ponto de resistência em defesa da infância e da fabulação das crianças em meio à realidade cruel e submissa vivida.
 
– Aula 2 (13/02/2020) –
 
As questões identitárias e ficcionais da Literatura Infantojuvenil na Coreia dos anos 1940–1970
Em novo contexto, num “espaço de liberação e liberdade” em plena transição do imperialismo japonês para o imperialismo norte-americano em território coreano, a produção literária direcionada a crianças e jovens ganha novas feições, ainda que no formato de ficção impressa em revistas, no sentido de denunciar e “ir contra” a posição social e culturalmente dominada. Dito isto, os trechos a serem lidos e discutidos nessa aula são retirados de obras como a coletânea de contos de fada I-sang-han Son-saeng-nim (이상한 선생님), de 1949, por Chae Man-sik, e as coletâneas de poemas dedicados à "imaginação", de 1947 a 1954, por Kim Yo-seop.
 
– Aula 3 (14/02/2020) –
 
As produções e as tendências em gêneros distintos: as Literaturas Infantil e Juvenil na Coreia do século XXI
Nas duas primeiras décadas do século XXI, a Literatura Infantojuvenil Coreana sofreu uma “diáspora” de gêneros, onde autores, editores e mediadores começaram a se dedicar com maior rigor ético e estético às questões intimamente ligadas ao leitor criança, na Literatura Infantil, e ao leitor adolescente, na Literatura Juvenil. Sendo assim, além de expor títulos variados, o foco dessa aula será na produção contemporânea da Coreia do Sul, dos livros ilustrados – como os de Suzy Lee – às coletâneas de contos e romances – como os de Lee Geum-yi –, que estão se destacando, quantitativa e qualitativamente, no cenário local e resultando numa difusão dessas obras em cenário internacional.
 
Referências
 
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KIM, Hyun-sook. School-related Children’s Narratives of the 1920s. The Korean Journal of Children's Literature Studies, Seoul, n. 32, p. 129-157, jun. 2017.
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