Programa

Vida Fake e o fascismo algorítmico: redes sociais, neoliberalismo e totalitarismo

Responsável: Prof. Dr. Benito Eduardo Araújo Maeso (pos-doc FFLCH/USP)
Data de início: 10/05/2021
Data de término: 12/05/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do/a ministrante:
Professor do IFPR, Doutor em Filosofia Política (UFPR), Mestre em Estética e Filosofia da Arte (USP), Graduado em Filosofia (UFPR). Linhas de pesquisa: Filosofia Política, Estética, Indústria Cultural, Escola de Frankfurt, Adorno, filosofia francesa contemporânea, Deleuze, Sociedades administradas e de controle, Ética e subjetividade, Neoliberalismo, Tecnologia, Economia Política da Informação, Estudos em Marx. Integrante do Grupo de Pesquisa em Filosofia Contemporânea (USP), do Grupo de Estudos Espinosanos (USP) e do Grupo de
Pesquisa em Filosofia e Ensino (UTFPR/UFPR/IFPR). Atualmente é pesquisador de pos-doutoramento sobre política, fake news e subjetividade na FFLCH/USP e líder do Grupo de Trabalho e Pesquisa do CNPq Histórias das Filosofias (IFPR/UFPR/USP)

Sinopse:
O curso buscará debruçar-se sobre as características e estratégias que fornecem aos discursos populistas-autoritários seu poder de sedução, ao ponto em que é mais simples para uma pessoa aceitar uma informação claramente falsa do que outra ancorada em fatos. É possível imaginar que não existem mais nem as “verdades” nem as interpretações, pois até estas ainda referem-se a um real/concreto que seria o objeto interpretável. O chamado fake tornou-se o concreto, possuindo dimensão material e efeitos na chamada realidade. Assim, é
preciso entender este processo e o que há por detrás dos discursos e práticas da dita alt-right, ou seja, a maneira pela qual operações psicológicas alimentam o ressentimento latente na sociedade e a mentalidade de competição de todos contra todos. Pós-verdade, ressentimento e antipolítica criam as condições para o estabelecimento de uma vida fake (o que é visível desde os movimentos antivacinas e terraplanistas até as tentativas forçadas de reencantamento do presente – mesmo em discursos tidos como de esquerda). A questão que move o desfecho do projeto é se, a partir deste levantamento de dados e estudo das condições materiais do presente, é possível entender como este processo de falsificação da vida ocorre e como seria possível o estabelecimento de estratégias e táticas de ação que permitam reconectar as pessoas e combater o ethos autoritário da sociedade.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Desejo, ressentimento e a construção da auto-realidade
Dia 1 - parte 2: A hipersubjetividade, ou subjetividade n+1
Dia 2 – Parte 1: Da pós-verdade à Auto-verdade
Dia 2 – Parte 2: O fascismo de si mesmo, antipolítica e guerra híbrida

Bibliografia e textos de interesse
ADORNO, T. W. As estrelas descem à Terra. Trad. Pedro Rocha de Oliveira. SP: Ed. Unesp, 2008
_____, Aspectos do novo radicalismo de direita. Trad. Felipe Catalani. SP : Ed. Unesp, 2020
_____, Educação e emancipação. 3ª ed. Trad. Wolfgang Leo Maar. SP : Paz e Terra, 2003
_____, Ensaios sobre psicologia social e psicanálise. Trad. Verlaine Freitas. SP : Ed. Unesp, 2015
_____, Estudos sobre a personalidade autoritária. SP : Ed. Unesp, 2019
ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento.. RJ : Jorge Zahar Editor, 1985
ANDERSON, K. Marx at the margins. On Nationalism, Ethnicity and Non-western Societies. Chicago: University of Chicago Press, 2010
ARANTES, P. E. O novo tempo do mundo e outros estudos sobre a era da emergência. SP : Boitempo, 2014
_____, Ressentimento da Dialética. SP : Paz e Terra, 1996
BENSAID, D. Eloge de la politique profane. Paris : Alban Michel, 2008
CANEVACCI, M. (org.) Dialética do Indivíduo: o indivíduo na natureza, história e cultura. Trad.: Carlos Nelson Coutinho. SP : Brasiliense, 1981
CHAUÍ, M. A ideologia da competência. Escritos de Marilena Chauí v.3. BH : Autêntica, 2014
_____, Conformismo e resistência. Escritos de Marilena Chauí v.4. BH : Autêntica, 2014
_____, Contra a servidão voluntária. Escritos de Marilena Chauí v.1. BH : Autêntica, 2014
_____, Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. Escritos de Marilena Chauí v. 6. BH : Autêntica, 2018
_____, Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. Escritos de Marilena Chauí v.2. BH : Autêntica, 2014
_____, Sobre a Violência. Escritos de Marilena Chauí v.5. BH : Autêntica, 2017
DARDOT, P.; LAVAL, C. A Nova Razão do Mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. SP : Boitempo, 2016
_____, Propriedade, apropriação social e instituição do comum. Trad. Naira P, dos Santos. Tempo Social, revista de sociologia da USP, V. 27, nº 1, 2015, pp 261-273
DEBORD, G. A sociedade do Espetáculo. Copyleft. Disp. em www.ebooksbrasil.org/adobeebook/socespetaculo.pdf
DELEUZE, G. Conversações 1972-1990. SP : Ed. 34, 1995
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia. SP : Editora 34, 2010
_____, Mil Platôs - Vols. 1-5. SP : Editora 34, 1995
DUNKER, C. Mal-estar, sofrimento e sintoma. Prefácio Vladimir Safatle. SP : Boitempo, 2015
FOUCAULT, M. Nascimento da biopolítica. SP : Martins Fontes, 2008
FRASER, N. O feminismo, o capitalismo e a astúcia da história. Revista Mediações (UEL). V. 14, nº2, 2009.
FREUD, S. Psicologia das massas e análise do Eu e outros textos (1920-1923). Coleção Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 15. SP : Companhia das Letras, 2011
GUATTARI, F. Revolução Molecular: pulsações políticas do desejo. SP : Brasiliense, 1981
HAN, B-C. A sociedade do cansaço. SP, Vozes : 2015
_____, La Agonia del Eros. Madri, Herder : 2013 a
_____, La Sociedade de la Transparencia. Madri, Herder : 2013b
_____, Psicopolítica. Madri, Herder : 2013c
_____, Topology of violence. Boston : MIT Press, 2018
HARDT, M.; NEGRI, A. Empire. Cambridge : Harvard University Press, 2000
_____, Multidão – Guerra e Democracia na era do Império. RJ : Record, 2005
HARVEY, D. The condition of post-modernity. Cambridge : Blackwell, 1990
HIRSCHL, R. Towards juristocracy: The origins and consequences of the new constitutionalism. Cambridge: First Harvard University Press, 2004.
KLEIN, N. A doutrina do choque: a ascensão do capitalismo de desastre. SP: Nova Fronteira, 2008
LAZZARATO, M. As Revoluções do Capitalismo, trad. de Leonora Corsini. SP : Record, 2006
LOPES, R. S. Informação, Conhecimento e Valor. SP : Radical, 2007
LOREY, I. State of Insecurity: Government of the Precarious. Londres : Verso, 2015
MARX, K. Grundrisse. SP : Boitempo, 2011
_____, Manuscritos econômico-filosóficos. Trad. Jesus Ranieri. SP : Boitempo, 2004
_____, Miséria da Filosofia. SP : Martin Claret, 2000
_____, O Capital – Vol. 1. O Processo de produção do Capital. SP : Boitempo, 2013
_____, O 18 Brumário e Cartas a Kugelmann. Prefácio Octavio Ianni. RJ : Paz e Terra, 1974
_____, Sobre o suicídio. SP : Boitempo, 2015
MATOS, O. A Democracia pós-moderna. Artigo disp em www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4480
MBEMBE, J-A. Necropolitics. Public Culture, Volume 15, Number 1, Winter 2003, pp. 11-40 (Article) . Duke University Press. Disp. em
www2.warwick.ac.uk/fac/arts/english/currentstudents/pg/masters/modules/postcol_theory/mbembe_22necropolitics22.pdf
REICH, W. Psicologia de massas do fascismo. Porto : Escorpião, 1974
SAFATLE, V. Dar corpo ao impossível: o sentido da dialética a partir de Theodor Adorno. BH : Autêntica, 2019
_____, O circuito dos Afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. SP : CosacNaify, 2015
_____, Pós-modernidade: utopia do capitalismo. Revista Virtual Trópico, 2002
_____, Quando as ruas queimam: manifesto pela emergência. São Paulo : n-1 edições, 2016
_____, Só mais um esforço. São Paulo : Três Estrelas, 2017
_____, Um dia, essa luta iria ocorrer. São Paulo : n-1 edições, 2018
SIQUEIRA, M. Capitalismo cognitivo, trabalho imaterial e general intellect. Políticas Culturais em Revista, 1 (2),
p. 20-40, 2009. Disp. Em www.politicasculturaisemrevista.ufba.br
STANDING, G. The Precariat. Londres, Bloomsbury : 2011

De uma "presença ausente": o pensamento brasileiro à sombra da Formação

Responsável: Prof. Me. Dario de Negreiros (Doutorando – Dep. de Filosofia-USP)
Data de início: 28/06/2021
Data de término: 30/06/2021
Horário: a definir
Carga horaria: 4 horas

Currículo resumido do/a ministrante:
É professor convidado e coordenador-assistente do Curso de Especialização da PUC-SP "Psicanálise nas situações sociais críticas". Doutorando do Departamento de Filosofia da USP, tendo concluído mestrado e graduação no mesmo departamento. Bacharel em Jornalismo (PUC-SP), Psicologia (PUC-SP) e Filosofia (USP). Desenvolveu pesquisas nas áreas de: Pensamento Social Brasileiro, Filosofia Política (Maquiavel, Claude Lefort) e epistemologia da psicanálise (Georges Politzer, Jacques Lacan). Cursou dois semestres de filosofia na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Atua no campo de direitos humanos e reparação psíquica, tendo
trabalhado como consultor da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos), coordenador de Pesquisa e Reparação Psíquica da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, coordenador do projeto CERP-SC (Centro de Estudos em Reparação Psíquica de Santa Catarina) e consultor da International Coalition of Sites of Conscience. É coautor e co-organizador do livro "Corpos que sofrem ? Como lidar com os efeitos psicossociais da violência" (Ed. Elefante) - disponível em www.cerpsc.com.

Sinopse:
Ao pensarem o Brasil sob a perspectiva comum da Formação, autores como Caio Prado Jr., Maria Sylvia de Carvalho Franco, Fernando Henrique Cardoso e Roberto Schwarz constituíram, na expressão deste último, uma espécie de obra coletiva, cuja vasta fortuna crítica faria da Formação um “quase gênero” do pensamento brasileiro. Neste curso, empreenderemos uma leitura crítica desta tradição de pensamento a partir de uma interrogação fundamental: qual é, para estes autores, o lugar ocupado e o papel exercido pelas classes
subalternas no processo de formação nacional? Em especial, teremos como foco o modo como estes autores constroem suas figurações do lugar ocupado pela população negra escravizada, bem como pelos livres pobres e libertos. Eis, enfim, a hipótese a ser testada: os autores da tradição da Formação, guardadas suas profundas diferenças, acabaram por sedimentar a compreensão do lugar ocupado pelas classes subalternas no Brasil como um não-lugar, com amplas consequências tanto para a estrutura geral de suas obras de pensamento, quanto para os caminhos a serem percorridos posteriormente, e até hoje, pelo pensamento social e político brasileiro.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: O fim do começo: como termina a obra magna de Caio Prado Jr.?
Dia 1 - parte 2: “As ideias fora do lugar” como texto-síntese da Formação
Dia 2 – Parte 1: De Paris a Guaratinguetá: Maria Sylvia de Carvalho Franco
Dia 2 – Parte 2: Por uma nova história da vida ideológica nacional

Bibliografia e textos de interesse
BOSI, Alfredo. A escravidão entre dois liberalismos. Estud. av., São Paulo , v. 2, n. 3, p. 4-39, Dez. 1988. Disponível em http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141988000300002. [Acesso em 4 de Janeiro de 2020].
CASTRO GOMES, Ângela de. Questão social e historiografia no Brasil do pós-1980: notas para um debate. Estudos históricos, n.34, julho-dezembro de 2004.
CHALHOUB, SIDNEY; DA SILVA, FERNANDO TEIXEIRA. Sujeitos no imaginário acadêmico: escravos e trabalhadores na historiografia brasileira desde os anos 1980. Cadernos AEL, v.14, n.26, 2009.
CARDOSO, F. H. (1962). Capitalismo e escravidão no Brasil meridional: o negro na sociedade escravocrata do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. "Impasses do Inorgânico", in: M. A. D'Incao (org.), História e Ideal: Ensaios sobre Caio Prado Jr. São Paulo: Brasiliense/Unesp, pp. 377-405, 1989.
FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. São Paulo: Unesp, 1997a.
______. Resposta à ortodoxia. Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo em 14/12/97b. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs140921.htm.
______. As ideias estão no lugar. Cadernos de Debates, n. 1. São Paulo: Brasiliense, 1976.
GOMES, Flavio; FERREIRA, Roquinaldo. A Miragem da Miscigenação", Novos Estudos Cebrap, 80: 141-160, março 2008 (livre acesso em https://doi.org/10.1590/S0101-33002008000100010 )
MARQUESE, Rafael. Feitores do corpo, missionários da mente – Senhores, letrados e o controle dos escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
_____. Capitalismo & escravidão e a historiografia sobre a escravidão nas Américas. Estudos Avançados 26 (75), 2012.
_____. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX", Novos Estudos Cebrap, 74: 107-123, março 2006 (livre acesso em https://doi.org/10.1590/S0101-33002006000100007 _____. A dinâmica da escravidão no Brasil: um diálogo com as críticas. In: MARQUESE, R. Os Tempos Plurais da Escravidão no Brasil. Ensaios de História e Historiografia. São Paulo: Intermeios, 2020.
PRADO JÚNIOR, C. [1942]. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas: forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. 5. ed. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2000.
SCHWARZ, Roberto. Um mestre na periferia do capitalismo: Machado de Assis. São Paulo: Duas cidades; Editora 34, 2012.
_____. Por que “Ideias fora do lugar”?. In: _____. Martinha versus Lucrécia: ensaios e entrevistas. São Paulo: Companhia das Letras, 2012a, p. 165-172.
_____. Agregados antigos e modernos (Entrevista). In: _____. Martinha versus Lucrécia: ensaios e entrevistas. São Paulo: Companhia das Letras, 2012b, p.173-183.
_____. Las ideas fuera de lugar: algunas aclaraciones cuatro décadas después. Políticas de la Memoria. Anuario de Investigación e Información del Centro de Documentación e Investigación de la Cultura de Izquierdas – CeDInCI, Buenos Aires, n. 10-11-12, 2011, p. 25-28.
_____. Discutindo com Bosi. In: _____. Sequências brasileiras. São Paulo: Companhia das. Letras, 2014, p. 73-103.
SLENES, Robert. Na senzala, uma flor. Campinas: Unicamp, 2011.
TOMICH, Dale. Through the Prism of Slavery – Labor, Capital, and World Economy. Lanham, MD: Rowman & Littlefield Publishers, 2004.

A Misura nos Tratados de Domenico da Piacenza e Guglielmo de Ebreo.

Responsável: Profa. Ma. Izis Dellatre Bonfim Tomass (Doutoranda – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 31/05/2021
Data de término: 02/06/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do/a ministrante:
Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Paraná, com pesquisa na área de História da Filosofia, ênfase em História da Filosofia do Renascimento, Moderna e Contemporânea, aliada ao estudo dos conceitos civilizatórios e suas presenças na produção estética destes períodos. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, com dissertação acerca da dança como um dos fatores civilizadores chave de encarnação do conceito de virtude nos corpos dos indivíduos de corte, ao início do Renascimento italiano. Possui Graduação em Bacharel e Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná. É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo /5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR. Coordenadora do Núcleo de Filosofia do Corpo e Movimento IFPR-UFPR. Tradutora associada à Universidade de Michigan no projeto The Encyclopedia of Diderot and d?Alembert Collaborative Translation Project.

Sinopse:
O curso tem por objetivo a compreensão do dançar como uma importante ferramenta na disciplinarização dos corpos de corte na Itália quatrocentista. Ao nos atentarmos para o processo de civilização da sociedade ocidental, através de uma observação mais cuidadosa em relação às artes do corpo e, mais especificamente à dança, podemos encontrar já no século quinze italiano uma aprimorada técnica de viés civilizatório, a qual tem como pedra de toque o discurso da Virtù traduzido em uma imprescindível Misura corporal. Não à toa, é precisamente neste período o momento em que os considerados, até a presente data, primeiros tratados da dança ocidental foram escritos. Estruturados a partir de uma fundamentação teórica que alia uma justificação filosófica a regras de etiqueta, as obras de Domenico da Piacenza (De la arte di ballare et danzare, 1455) e Guglielmo de Ebreo (De pratica seu arte tripudii, 1463) determinam a Misura como a origem da dança, além de sublinhar a importância e propósito do dançar como ferramenta essencial no processo de materialização da Virtù nos corpos daqueles indivíduos. Destarte, analisaremos quatro principais elementos: i) como a dança e o
treino de sua técnica figuravam nestes ambientes de corte, ii) em que momento ela aparecia nas Feste e como era o conjunto de sua obra nestas ocasiões, iii) quais eram as prescrições de disciplina corporal disponíveis e em voga no período e iv) como a Misura é evidenciada nos tratados de Domenico da Piacenza e Guglielmo de Ebreo como o fator fundante do ato de dançar.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: A dança de corte no cenário italiano do século XV
Dia 1 - parte 2: As Feste italianas: seus temas e relevância política
Dia 2 – Parte 1: A Misura na disciplinarização corporal do período: algumas prescrições
Dia 2 – Parte 2: A Misura nos Tratados de Domenico da Piacenza e Guglielmo de Ebreo

Bibliografia e textos de interesse
BAXANDALL, Michael. Painting and experience in fifteenth century Italy: a primer in the social history of pictorial style. 2nd ed ed. Oxford [Oxfordshire] ; New York: Oxford University Press, 1988.
BERGHAUS, G. Neoplatonic and Pythagorean Notions of World Harmony and Unity and Their Influence on Renaissance Dance Theory. Dance Research: The Journal of the Society for Dance Research, v. 10, n. 2, p. 43,1992
BURKE, P. As Fortunas d'O Cortesão. São Paulo: Unesp, 1997.
BURKE, P. The Italian Renaissance: culture and society in Italy. Rev. ed. Princeton, N.J: Princeton University Press, 1987.
CONNELL, W. J. (ORG.). Society and individual in Renaissance Florence. Berkeley: University of California Press, 2002
CORBIN, A.; COURTINE, J.-J.; VIGARELLO, G. Histó ria do corpo. Petrópolis: Vozes, 2008.
DEAN, T. Land and power in late medieval Ferrara: the rule of the Este, 1350-1450. Cambridge ; New York: Cambridge University Press, 1988.
DOMENICO; SMITH, A. W. (ORGS.). Fifteenth-century dance and music: twelve transcribed Italian treatises and collections in the tradition of Domenico da Piacenza. Stuyvesant, NY: Pendragon Press, 1995.
FRIAÇA, A. Trivium et quadrivium: as Artes Liberais na Idade Média. Cotia: Íbis, 1999.
GREENBLATT, S. Renaissance self-fashioning: from More to Shakespeare. Chicago: University of Chicago Press, 1980.
GROUT, D. J.; BURKHOLDER, J. P.; PALISCA, C. V. A history of western music. Ninth edition ed. New York: W. Norton & Company, 2014.
KRAYE, J. (ORG.). Cambridge translations of Renaissance philosophical texts. Cambridge ; New York: Cambridge University Press, 1997.
LOCKWOOD, Lewis. Music in Renaissance Ferrara, 1400-1505: the creation of a musical center in the fifteenth century. Pbk. ed. ed. Oxford ; New York: Oxford University Press, 2009.
LUBKIN, G. A Renaissance court: Milan under Galeazzo Maria Sforza. Berkeley: University of California Press, 1994.
MARCHI, L. Music and university culture in late fourteenth-century Pavia: The manuscript Chicago, Newberry Library, Case ms 54.1. Acta Musicologica, v. 80, n. 2, p. 143–164, 2008.
MARTINES, L. Power and imagination: city-states in Renaissance Italy. Johns Hopkins paperbacks ed ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1988.
MAZZATINTI, G. Inventario dei Manoscritti Italiani delle Biblioteche di Francia. Vol I. Roma: Presso I Principali Librai, 1886.
NEVILE, J. The eloquent body: dance and humanist culture in fifteenth- century Italy. Bloomington, IN: Indiana University Press, 2004.
PALISCA, C. V. Humanism in Italian Renaissance musical thought. New Haven: Yale University Press, 1985.
PANOFSKY, E. Renaissance and Renascences in Western Art. New York: Harper & Row Publishers, 1972.
PAULICELLI, E. Writing fashion in early modern Italy: from sprezzatura to satire. Farnham, Surrey, UK England ; Burlington, VT: Ashgate, 2014.
PIACENZA, Domenico. De la arte di ballare et danzare. Manuscrito, Ducado de Milão. Biblioteca Nacional da França. Departamento de manuscritos. Identificador: Italien 972.
PISAURIENSIS, Guilielmus Hebraeus. De pratica seu arte tripudii. Manuscrito, Biblioteca Sforza. Biblioteca Nacional da França. Departamento de manuscritos. Identificador: Italien 973.
RUGGIERO, Guido. The Renaissance in Italy: a social and cultural history of the Rinascimento. New York: Cambridge University Press, 2015.
SPARTI, B. The Function and Status of Dance in the 15th-Century Italian Courts. Dance Research, v. 14, n. 1, p. 42–61, 1996.
TREXLER, Richard C. Public Life in Renaissance Florence. Ithaca: Cornell University Press, 1991

A Filosofia como instrumento de reconhecimento do Diverso, do Múltiplo.

Responsável: Profa. Ma. Bárbara Canto (Doutoranda – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 27/09/2021
Data de término: 29/09/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido da ministrante:
Possui Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (2011) e Mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2018). Atualmente está inscrita no programa de pós graduação na Universidade Federal do Paraná no curso de Doutorado em Filosofia. Organizadora do I e II Colóquio Internacional Walter Benjamin (UFPR). É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo /5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR.

Sinopse:
O curso se pautará na explicação de como a preponderância de um tipo de filosofar sufocou outras possibilidades de filosofia. Pretende-se demonstrar como a não observância de um dos principais requisitos do nascimento da Filosofia, a saber, o diálogo com o diferente, com o outro, dificultou o amadurecimento da própria Filosofia. Para isso nos debruçaremos em obras de autores e autoras que não se encontram entre o panteão dos grandes cânones da Filosofia, mas que possuem uma grande contribuição no que tange ao real exercício da Filosofia.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Consolidação do modelo europeu de fazer Filosofia
Dia 1 - parte 2: Apagamento de matrizes filosóficas diferentes das do modelo europeu
Dia 2 – Parte 1: A reação: a Filosofia nas periferias do mundo
Dia 2 – Parte 2: Filosofia como espaço plural de debates, questionamentos e análise do mundo complexo em
que vivemos.

Bibliografia e textos de interesse
BALLESTRIN, L.. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília , n. 11, p. 89-117, Ago 2013.
BORSANI, M.A; QUINTERO. P. Introducción. Los desafíos decoloniales de nuestros días: pensar en colectivo . In: BORSANI, M.A; QUINTERO, P. Los desafíos decoloniales de nuestros días: pensar en colectivo. Neuquén: EDUCO - Universidad Nacional del Comahue, 2014
CARNEIRO, F.F.; GIRALDO, L.; RIGOTTO, R.M.; FRIEDRICH, K.; BÚRIGO, A.(orgs). Dossiê ABRASCO: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Rio de Janeiro: EPSJV; São Paulo: Expressão Popular, 2015.
CRUZ HERNÁNDEZ, D.T.. Una mirada muy otra a los territorios-cuerpos femininos. Solar, vol. 12, n.1, 2016.
DELGADO, G. Do capital financeiro na agricultura à economia do agronegócio: mudanças cíclicas em meio século (1965-2012). Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2012.
ESCOBAR, A. Mas allá del desarrollo: postdesarrollo y transciones hacia el pluriverso. Revista de Antropología Social, Madrid, vol.21, 2012
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Ed. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 1968
FAUSTINO, C.; PACHECO, T.. A iniludível e desumana prevalência do racismo ambiental nos conflitos do mapa. IN: PORTO, M.F.; PACHO, T.; LEROY, J.P.. Injustiça e saúde no Brasil: o mapa de conflitos. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2013
GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 80, 2008, p. 115-147
HARVEY, D. O novo imperialismo. 8ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.
MACHADO ARAÓZ, H. El auge de la Minería transnacional en América Latina. De la ecología política del neoliberalismo a la anatomía política del colonialismo. In: ALIMONDA, H. La naturaleza colonizada: ecología política y minería en América Latina. Buenos Aires: Clacso, 2011.
MERCHAND ROJAS, M.A. Neoextractivismo y conflictos ambientales en América Latina. Espiral, Guadalajara, v. 23, n. 66, p. 155-192, agosto 2016.
MESZAROS, I. A crise estrutural do capital. São Paulo: Boitempo, 2009.
MIGNOLO, W. Retos decoloniales, hoy. IN: BORSANI, M.A; QUINTERO, P. Los desafíos decoloniales de nuestros días: pensar en colectivo. Neuquén: EDUCO - Universidad Nacional del Comahue, 2014.
PAREDES, J.. Hilando Fino, desde el feminismo comunitario. Bolivia, La Paz: Comunidad Mujeres Creando Comunidad, 2011.
PORTO-GONÇALVES, C.W; QUENTAL, P.A Colonialidade do poder e os desafios da integração regional na América Latina. Polis – Revista Latinoamericana, Santiago, no. 31, 2012.
QUIJANO, A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. A colonialidade do saber, eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
QUIJANO, A.. “Bien vivir”: entre el “desarrollo” y la des/colonialidad del poder. Horizontes sociologicos, Buenos Aires, no.1, 2015.
SANTOS, B.S. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. 6ª. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2007.
SEGATO, R.L. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial. E-cadernos CES, Coimbra, no.18, 2012.
WALSH, C. Lo pedagogico y lo decolonial: entretejiendo caminos. IN: WALSH, C. (org.). Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Tomo I. Quito, Ecuador: Ediciones Abya-Yala, 2013.

Marilena Chauí ou a filosofia como um modo de vida

Responsável: Prof. Dr. Henrique Piccinato Xavier (USP) (ex-aluno FFLCH-USP)
Data de início: 30/08/2021
Data de término: 01/09/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do ministrante
Doutorado (2013) e Mestrado (2008) em Filosofia pela Universidade de São Paulo e Bacharel em Artes Plásticas (Multimídia) (2003) pela Universidade de São Paulo. Possui atuação em ensino universitário nas áreas de poéticas visuais, filosofia moderna, filosofia contemporânea, estética, história da arte e crítica de arte. Possui atuação na área de curadoria de exposições e congressos. Além de atuação na área editorial com ênfase em livros de filosofia e de arte. É membro dos grupos de pesquisa: Grupo de Estudos Espinosanos (FFLCH-USP), Latesfip - Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (FFLCH-IP-USP) e NEXOS - Teoria Crítica e Pesquisa Interdisciplinar (UFABC)

Ementa:
Pode uma vida singular ser um problema filosófico? As aulas partem da incomum ideia proposta pela Professora e filósofa Marilena Chaui de que a filosofia não é uma mera profissão, mas um modo de vida. Iremos problematizar na obra da filósofa onde e como tal ideia vem a ser formada. Mais ainda, como esta ideia necessariamente envolve um embate entre filosofia e vida cotidiana e como Chaui, além de ser uma autora acadêmica, é uma reconhecida intelectual engajada cujos textos e ações produzem transformações na esfera pública brasileira, as aulas compreenderão a sua vida público-política e seus textos de intervenção, também, como parte significativa do problema abordado (este bastante sensível à condição de gênero da autora). Um certo modo de vida que ao pensar a partir de e para o seu tempo histórico necessariamente produz o contradiscurso de Chaui: ação filosófica, simultaneamente, política.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: A formação da ideia da filosofia como modo de vida.
Dia 1 - parte 2: A relação entre a academia e a vida cotidiana
Dia 2 – Parte 1: A Vida pública do intelectual e textos de intervenção.
Dia 2 – Parte 2: A gênese do contradiscurso.

Bibliografia
CHAUI, M (2006 a) ‘Do silêncio à palavra’ em Século XX: a mulher conquista o Brasil (org. Leonel Kaz & Nigge Loddi ), Aprazível Edições, Rio de Janeiro.
(2006 b) – “Intelectual engajado: uma figura em extinção?” em O silêncio dos intelectuais (org. Adauto Novaes), Companhia das Letras, São Paulo.
(2017) ‘Texto e contexto: a dupla lógica do discurso filosófico’ em Cadernos Espinosanos, São Paulo, n.37.
PRADO JR, B. (2007). ‘Vida e Filosofia’ [mímeo para discussão em curso na pós-graduação em filosofia] UFSCar, São Carlos.
SANTIAGO, H. (2018) ‘Espinosa contra a ditadura militar brasileira’ em Santa Barbara Portuguese Studies, v. 2, Santa Barbara.

Wilson Baptista e Paulinho da Viola: A História cantada a contrapelo.

Responsável: Prof. Me. Lucas Lipka Pedron (doutorando – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 02/08/2021
Data de término: 04/08/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do ministrante
Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2016) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2019). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: Lukács, filosofia da história, filosofia latino americana, filosofia brasileira e filosofia africana. É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo /5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR.

Sinopse:
Este curso fará uma leitura da formação da cultura brasileira na sua gênese, relação e negação da cultura negra e da cultura popular de populações marginalizadas. Como linha teórica, faremos uma conjunção entre a crítica cultural marxista de Raymond Williams e Georg Lukács, usando como aporte ainda Antonio Gramsci e Walter Benjamin. No entanto, nosso foco será o samba, pensado aqui como um movimento de cultura popular que tem território, história, memória, tradição, heranças culturais; em suma, que é o que sobrevive de uma cultura não-hegemônica, ao passo que organiza outras formas de resistências à hegemonia cultural, econômica, social e política das elites. A expressão cultural de classes determinadas, em suas posições sociais determinadas, no arranjo do confronto das várias forças em ação na sociedade brasileira.
O samba, pela sua forma e pelo conteúdo próprio das suas canções, articula o que aqui chamaremos de uma memória social. Sendo o samba uma cultura residualmente oral, reproduz um elemento importante das culturas de tal tradição: a palavra, a poesia, a canção exercem um papel sempre fundamental na preservação das histórias da comunidade. Mais do que isso, é através dessa palavra recontada que a própria cultura se consolida para a comunidade. É o modo como são transmitidos os valores, as tradições, os regramentos; é por
essa palavra que são exaltadas as virtudes, condenados os vícios, e onde são lembrados os heróis e heroínas. É por essa palavra que se conhecem os mitos, as batalhas e guerras, as festas e celebrações. Em suma, toda a história da comunidade é criada e recriada através de cada nova contação; é a palavra viva, renascendo na fala do contador, tornando viva a memória de um povo. O canto que resguarda a memória social, que mantém viva as tradições, possui um duplo papel: ele exalta situações do cotidiano das comunidades, resguardando, através das músicas, as tradições e história coletiva, a memória da coletividade da qual ele pertence; ao mesmo tempo que exaltando tais situações, ele as caracteriza como práticas sociais da coletividade para a própria coletividade. Ele é expressão do seu meio, ao mesmo tempo que expressando o meio, o produz e perpetua. E compreenderemos esse movimento dialético através das composições de Wilson Baptista e Paulinho da Viola, e como suas músicas reverberam junto a história das comunidades, ao mesmo tempo que expressam os valores sociais, as virtudes e falam sobre as lutas das classes que expressam em seus sambas. Wilson e Paulinho são vistos aqui como sujeitos que produzem um artefato cultural, que é ao mesmo tempo a expressão da sua própria cultura (a cultura de sua classe), e a produção dessa mesma cultura. É a história da formação da cultura brasileira, cantada a contrapelo, a partir do samba carioca.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Crítica cultural marxista sobre cultura popular e filosofia popular (Benjamin, Gramsci, Lukács,
Williams).
Dia 1 - parte 2: O canto da memória social: tradição, residual, oposição.
Dia 2 – Parte 1: Wilson Baptista: personagens e teses.
Dia 2 – Parte 2: Paulinho da Viola: guardião das raízes.

Bibliografia e textos de interesse
ABREU, Martha. Da senzala ao palco canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930. [s.l.]: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2017.
ABREU, Martha. O legado das canções escravas nos Estados Unidos e no Brasil: diálogos musicais no pós-abolição. Revista Brasileira de História, v. 35, n. 69, p. 177–204, 2015.
ABREU, Martha; XAVIER, Giovana; MONTEIRO, Livia; et al (Orgs.). Cultura negra: festas, carnavais e patrimônios negros. Niterói: EDUFF, 2018.
ALBUQUERQUE, Wlamyra. O samba no sobrado da baronesa: liberdade negra e autoridade senhorial no tempo da abolição. Revista Brasileira de História, v. 38, n. 79, p. 173–192, 2018.
BENISTE, José. História dos candomblés do Rio de Janeiro: o encontro africano com o Rio e os personagens que construíram sua história religiosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020.
BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Trad. João Barrento. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
BENJAMIN, Walter; LAVELLE, Patricia; OTTE, Georg; et al. A arte de contar histórias. [s.l.: s.n.], 2018.
BOCSKAY, Stephen A. Voices of Samba: Music and the Brazilian Racial Imaginary, 1955-1988. 2012. Disponível em: < https://repository.library.brown.edu/studio/item/bdr:297731/ >. Acesso em: 22 dez. 2020.
CANDEIA; ISNARD. Escolas de Samba: a árvore que esqueceu a raiz. Rio de Janeiro: Lidador/Seec, 1978.
CASTRO, Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de. Das cores do silêncio: os significados da liberdade no sudeste ; escravista - Brasil século XIX. 3. ed., rev. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013.
CASTRO, Hebe Maria da Costa Mattos Gomes de. Escravidão e cidadania no Brasil monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2000. (Coleção Descobrindo o Brasil).
CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque. Campinas, SP, Brasil: Editora da Unicamp, 2001.
FRANCESCHI, Humberto Moraes M. Samba de sambar do Estácio: 1928 a 1931. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2010.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere volume 1: Introdução ao estudo da filosofia. A filosofia de Benedetto Croce. Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. 7v.
LOPES, Nei; SIMAS, Luiz Antonio. Dicionário da história social do samba. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.
LÖWY, Michael. Walter Benjamin aviso de incêndio: uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. Trad. Wanda Nogueira Caldeira Brant, Jeanne Marie Gagnebin; Marcos Lutz Müller. São Paulo: Boitempo, 2007.
LUKÁCS, György. História e consciência de classe: estudos sobre a dialética marxista. Trad. Rodnei Nascimento. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
LUKÁCS, György. Reboquismo e dialética: Uma resposta aos críticos de História e consciência de classe. Trad. Nélio Schneider, Michael Löwy; Nicolas Tertulian. São Paulo: Boitempo, 2015.
MARIA CLEMENTINA PEREIRA CUNHA. “Não me ponha no xadrez com esse malandrão”. Conflitos e identidades entre sambistas no Rio de Janeiro do Início do Século XX. Afro-Ásia, n. 38, p. 179–210, 2008.
MÁXIMO, João; DIDIER, Carlos. Noel Rosa: uma biografia. Brasília: Editora Universitária de Brasília; Linha Gráfica Editora, 1990.
SIQUEIRA, Magno Bissoli. Samba e identidade nacional: das origens à Era Vargas. 1. ed. São Paulo, SP: Editora UNESP, 2012.
VIANNA, Hermano. O mistério do samba. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 2012.
WILLIAMS, Raymond. Cultura e materialismo. Trad. André Glaser. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

Comentando Clarice Lispector: as pulsações espinosanas e lacanianas

Responsável: Prof. Bruno Henrique de Souza Soares (Mestrando – FFLCH/USP)
Data de início: 18/10/2021
Data de término: 20/10/2021
Horário: vespertino
Carga horaria: 4h

Currículo resumido do ministrante
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e Mestrando em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Dedica-se ao estudo da gênese da superstição na filosofia de Espinosa. Este diz no Prefácio do Tratado Teológico-Político que a superstição tem como causa o medo e a esperança, justamente pelos homens desejarem imoderadamente bens incertos, levando-os a atribuir explicações delirantes ou extravagantes sobre as coisas, imaginando-as ao invés de compreendê-las; ao mesmo tempo que afirma que se trata de uma condição a que estamos todos naturalmente sujeitos. Ao passo que no Apêndice da Parte I da Ética a superstição se mostra como um modo de imaginar que substitui a compreensão da causa de algo por uma ideia de finalidade que se fundamentaria a partir da noção de livre-arbítrio. Portanto, a superstição se relaciona com a ideia de livre arbítrio, como imaginação de uma vontade livre que se supõe como escolha livre de determinações. Deste modo, a problematização da superstição perpassa uma crítica à noção de livre-arbítrio, que exige uma compreensão da relação entre o corpo e mente humana, assim como um entendimento da afetividade humana. Nesse sentido, o presente projeto visa abordar a gênese da superstição nas dimensões ontológica, gnosiológica e afetiva. Pois, à medida que Espinosa define a servidão como impotência para moderar e coibir os afetos (E IV Praef), e que o ato de imaginar simplesmente, ou seja,
imaginar algo como livre de causas, seja o maior de todos [maximus] os afetos (E V, P5), interessa compreender qual dinâmica de afetos opera na manutenção da Servidão por meio da superstição.

Sinopse:
O curso buscará realizar uma leitura comentada de Clarice Lispector, como um convite à apreciação de sua prosa poética singular, críptica por vezes, de modo a que ela possa nos revelar alguns ecos a respeito da existência humana. Nesses ecos, encontram-se, entre tantas leituras e releituras de mundo, duas concepções que interessa-nos pôr em relevo a partir da letra de Clarice: a filosofia de Espinosa e a psicanálise de Lacan.
Nesse sentido, interessa menos uma consideração de tipo unificante entre duas abordagens de difícil sincronia, e muito mais considerar no ato singular da criação poética da autora como a ontologia de Espinosa se expressa, assim como emerge considerações existenciais irmanadas com a psicanálise de Lacan. O que parece estar em jogo são duas fontes equânimes que marcam as pulsações de uma parte, quiçá significativa, da sua elaboração pessoal, que recebem o nome de criação literária. Marcadores importantes na literatura de Clarice, Espinosa e Lacan parecem pulsar nas suas obras, um impulso que acontece, mas não é, e não precisa ser tematizado por ela, posto que têm existência e nos parece articular o seu ritmo. De um lado, percebemos concepções espinosanas: tais como a diferença entre o atributo pensamento e os modos de expressão do pensamento pela via da extensão ao corporificar essa diferença plasticamente em personas; além da adesão a uma concepção de uma “substância-natureza” no melhor estilo espinosano; assim como também é perceptível a recorrência ao vazio e à angústia no seio do ser, que move o desejo, como signo da falta, em sua literatura, assim como o exercício de circundar com palavras o indizível, tal como a verbalização próprio do campo do simbólico tenta se acercar do campo do real, em chave lacaniana. Para tanto, a leitura de excertos de Clarice será um convite coletivo para observarmos nessa tessitura, fios cruzados, de diferentes linhagens, talvez até com espessuras distintas, mas que produzem um resultado impressionante. Admirar a escolha desses fios, acompanhar o cruzamento insuspeito que Clarice escolhe ao tecer sua prosa poética, é o exercício que propomos. E nesse ato de observação, que se dirige primariamente à sensibilidade, à nossa capacidade de percepção e até certo ponto, à nossa imaginação, abrir caminhos, pluralmente, para uma compreensão viva e dinâmica dos impulsos filosóficos e psicanalíticos que confluem na escritura que atesta, ao que parece, um esforço de elaboração psíquica, que foi a forma dela afirmar a sua potência de ser e existir no mundo. E nisso, certamente, temos a aprender nessa charneira indistinta entre vida e obra.

Metodologia
Dia 1 – parte 1: Clarice Lispector e as pulsações espinosanas – o lado indômito da vida: as batidas do coração
estreitamente selvagem
Dia 1 - parte 2: Ordem natural e ordem comum: a vida percebida como parte integrante da Natureza infinita e
o encontro de si no cosmos
Dia 2 – Parte 1: Clarice Lispector e a as pulsações lacanianas: angústia existencial, vazio, e o preenchimento de
si na vida; obra como elaboração da vida
Dia 2 – Parte 2: Esforço de dizer o indizível, logro, e a opacidade do Real e a insistência do Simbólico como
circundar o que é; tessituras de múltiplos sentidos visando o sem sentido

Bibliografia e textos de interesse
ESPINOSA, B. Ética. Trad. Grupo de Estudos Espinosanos; coordenação Marilena Chauí. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1ª ed.; 2ª reimp., 2018.
__________. Tratado da Emenda do Intelecto. Trad. e notas de Cristiano Novaes de Rezende. Campinas: Editora da Unicamp, 1ª ed., 2015.
__________. Tratado Teológico-Político. Trad., introdução e notas Diogo Pires Aurélio. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2003.
FREUD, S. Psicologia das massas e análise do Eu e outros textos (1920-1923). Coleção Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 15. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
__________. Inibição, sintoma e angústia e outros textos (1926-1929). Coleção Obras Completas de Sigmund Freud, vol. 17. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
HOMEM, Maria L. No limiar do silêncio e da letra. 1ª ed. São Paulo: Ed. Boitempo, 2012.
LACAN, Jacques. Seminário 10. A angústia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2005.
LACAN, Jacques. Seminário 11. Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964). 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2008.
LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Ed. Sabiá, 1969.
_________. Um sopro de vida. Pulsações. Rio de Janeiro: Ed, Nova Fronteira, 1978.
_________. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Ed, Nova Fronteira, 1984.
_________. Perto do Coração Selvagem. 1ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998.
MOSER, B. Clarice, uma biografia. 1ª ed. São Paulo: Ed. Cosac Naify, 2013.
OLIVA, Luís C e XAVIER, Henrique P. Clarice e Espinosa: batidas (des)ordenadas entre dois corações. In: Jornada Espinosa e a cultura de língua portuguesa (2018) – organizado pelo grupo de estudos espinosanos da USP. Acesso em: <https://sbps.spanport.ucsb.edu/sites/secure.lsit.ucsb.edu.span.d7_sbps/…;

Encontros e desencontros: Notas sobre o Averroismo e o Espinosismo e a superação da teologia na política.

Responsável: Prof. Me. Marcos Antonio de França (Doutorando – PGFILOS/UFPR)
Data de início: 08/11/2021
Data de término: 10/11/2021
Horário: vespertino
Carga horária: 4h

Currículo resumido do ministrante
Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2012) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná (2017). Atualmente é orientando de outoramento da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Árabe, Moderna e Brasileira. É membro do Grupo de Trabalho e de Pesquisa Histórias das Filosofias dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo
/5729521120128274), vinculado ao Instituto Federal do Paraná, e do Grupo de Pesquisa Estudos de Filosofia Moderna e Contemporânea (dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6326303088004067), vinculado ao Departamento de Filosofia UFPR.

Sinopse:
Dentre os “ismos” que permeiam a história da filosofia, dois merecem atenção especial por seu profundo impacto à época: o “averroísmo”, surgido no séc. XII, e o “espinosismo”, no séc. XVI. Em comum, ambos dão como solução para a relação entre política e razão a condição da política estar separada dos preceitos teológicos. Estado e religião seriam incompatíveis dentro do estado de razão. De forma introdutória, o cursobuscará, por meio de um diálogo entre elementos do Tratado Decisivo de Ibn Rushd (Averrois) e do Tratado Teológico-Político de Espinosa, estabelecer os pontos pelos quais esta aproximação ocorre.

Metodologia.
Dia 1 – parte 1: Quem é Ibn Rushd.
Dia 1 – parte 2: O que é o averroísmo.
Dia 2 – parte 1: Espinosa e a polêmica do TTP
Dia 2 – parte 2: Porque a história, em seu modelo canônico, tem sempre a tendência de ser sempre contada pelos vencedores.

Bibliografia principal.
ATTIE FILHO, M. Falsafa – a filosofia entre os árabes, uma herança esquecida. SP. Ed. Palas Athena, 2002.
AVERROIS. Discurso decisivo. Tradução Márcia Valéria M. Aguiar. SP. Martins Fontes 2005.
_______ Exposición de la “República de Platón”. Estudio preliminar, tradución y notas de Miguel Cruz Hernandez. Madri: Editorial Tecnos S. A. 1996.
_______L’Incoerenza dell’Incoerenza dei Filosofi. Trad. Massino Campanini. Torino: Unione Tipografico-Editrice Torinese, 1997
AQUINO, TOMÁS DE. Sobre la unidad del intelecto contra los averroístas. Introducción, traducción y notas: Ignácio Pérez Constanzó y Ignacio Alberto Silva. Pamplona, Eunsa, 2014.
CHAUÍ, M. A nervura do real, Imanência e Liberdade em Espinosa. V.1. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
_______ A nervura do real, Imanência e Liberdade em Espinosa. V.2. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
COCCIA, E. Filosofia de lá imaginación, Averroes y el averroísmo. Buenos Aires. Adriana Hidalgo Editora S.A. 2007.
ESPINOSA, Bento de. Tratado Teológico-político. Tradución, introducción, notas y índices de Atilano Dominguez. Madri: Alianza, 1986b.
_______Tratado político. Tradución, index analítico y notas de Atilano Dominguez. Madri: Alianza, 1986c.
HERNÁNDEZ, M. C. La filosofia árabe. Madrid. Revista do Occidente S.A.,1963.
LIBERA, ALAIN DE. A filosofia medieval. Tradução: Lucy Magalhães. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 1989.
________ Arqueologia do Sujeito, nascimento do sujeito. Tradução: Fátima Conceição Murad. São Paulo. Editora Fap-Unifesp, 2013.
________ Pensar na Idade Média. Tradução: Paulo Neves. São Paulo: Editora 34, 1999.
________Averroès et l’averroïsme. Paris. Presses Universitaires de France, 1991.
LORCA, A. M. Introducción a la filosofia medieval. Madrid. Alianza Editorial, 2014.
SOLÉ, M. J. Spinoza em Alemania: Historia de la santificacion de un filósofo maldito. Buenos Aires: Editorial Brujas, 2011.
________El ocaso de la ilustración, la polémica del spinosismo. Seleción de textos, traducción, estúdio preliminar y notas. Buenos Aires. Universidad Nacional de Quilmes, 2013.
OLASO, M. A. Spinoza. Filosofía, pasiones y política. Madrid. Alianza Editorial, 1988.

Programa

1. Apresentação dos diferentes modelos de leitura – abordagem teórica e práticas de leitura de gêneros digitais multimodais;
2. Sensibilização às estratégias de leitura em língua materna e língua estrangeira – mobilização de saberes e competências. Abordagem teórica e práticas de leitura de gêneros digitais (não literários);
3. Desenvolvimento de estratégias de leitura em língua alemã de gêneros digitais (não literários) – construção de sentido, práticas de leitura e compreensão linguística, gráfica, espacial, imagética, sonora, matemática e estatística;
4. Promoção da autonomia do leitor para a leitura de gêneros digitais multimodais (não literários) em língua alemã.


Referências Biobibliográficas:
COSCARELLI, C. V. Ensino de língua: surtos durante a pandemia. In: RIBEIRO, A. E.; VECCHIO, P. DE M. M. (Eds.). Tecnologias digitais e escola [recurso eletrônico]: reflexões no projeto aula aberta durante a pandemia. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2020. p. 15–20.
GRILLI, M. CLIL em alemão no Brasil e a competência de leitura dos graduandos em Letras/Alemão. Pandaemonium Germanicum, v. 22, n. 38, p. 48–74, 13 jun. 2019.
KLEIMAN, A. B. Oficina de leitura. 16. ed. Campinas: Pontes, 2016.
KRESS, G.; LEEUWEN, T. VAN. Reading images: the grammar of visual design. 2. ed. Abingdon: Routledge, 2006.
MANGEN, A.; WALGERMO, B. R.; BRONNICK, K. Reading Linear Texts on Paper versus Computer Screen: Effects on Reading Comprehension. International Journal of Educational Research, v. 58, p. 61–68, 2013.
MAYRINK, M. F. Ressignificando as TIC como tecnologias para a aprendizagem e o conhecimento (TAC) e para o empoderamento e a participação (TEP). In: ROCHA, N.; RODRIGUES, A.; CAVALARI, S. (Eds.).
Novas práticas em pesquisa sobre a linguagem: rompendo fronteiras. Trilhas Linguisticas. São Paulo (SP): Cultura Acadêmica, 2018. p. 93–106.
PHILIPP, M. Lesekompetenz bei multiplen Texten: Grundlagen, Prozesse, Didaktik. Tübingen: A. Francke Verlag, 2018.

RIBEIRO, A. E. Multimodalidade e produção de textos: questões para o letramento na atualidade. Signo, v. 38, n. 64, p. 21–34, 2 jan. 2013.
ROJO, R. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 1 jan. 2004.
ROJO, R.; BARBOSA, J. P. Hipermodernidade, Multiletramentos e Gêneros Discursivos. 1a edição ed. São Paulo: Parábola, 2015.
RÖSLER, D. Deutsch als Fremdsprache: Eine Einführung. 2-farbig Edition. ed. Stuttgart Weimar: J.B. Metzler, 2012.
SACRINI, M. Leitura e Escrita de Textos Argumentativos. 1. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2020.
SILVA, M. K. DE A. E. Textos autênticos, adaptados e semi-autênticos no ensino de alemão como língua estrangeira: reflexões sob a perspectiva da pedagogia pós-método e da aprendizagem como participação. text—[s.l.] Universidade de São Paulo, 25 nov. 2015.
SOARES, Magda. Letramento: Um tema em três gêneros. 3º ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2020.

Programa

Aula 1 – A construção social operada pelo cinema
Bibliografia:
MENEZES, Paulo. (2017), “Sociologia e Cinema: aproximações teórico-metodológicas”. Teoria e Cultura, 12, 2: 17-36.
SORLIN, Pierre. (1985), Sociologia del cine: la apertura para la história de mañana. Mexico, Fondo de Cultura Económica.

Aula 2 – O neoliberalismo como política econômica e modo de subjetivação
Bibliografia:
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança
cultural. São Paulo: Ed. Loyola, 1998.
FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes,
2008.

Aula 3 -Neoliberalismo, gênero e sexualidade
BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no ocidente. São Paulo: Editora
Filosófica Politéia, 2019. Capítulo 5.
COOPER, Melinda. Family values: between neoliberalism and the new social conservatism. New York: Zone Books, 2017.

Programa

Comunicação: falar de suas atividades; explicar um problema de saúde; indicar a hora e os horários; falar de suas atividades e hábitos quotidianos; falar de sua jornada de trabalho; falar de suas saídas (atividades de lazer externas noturnas ou de fim de semana); propor uma saída, convidar, aceitar, recusar um convite; contar eventos passados; falar de experiências recentes ou de projetos; compreender informações biográficas; descrever fisicamente uma pessoa; falar de eventos passados e atuais; dar conselhos; compreender o programa de uma estadia; escolher uma destinação e uma fórmula de viagem.
Vocabulário: atividades esportivas e artísticas; partes do corpo; horários e hora formal e informal; hábitos quotidianos; hábito e frequência; as atividades e os horários de trabalho; saídas (atividades de lazer externas noturnas ou de fim de semana); expressões para propor, aceitar ou recusar um convite para sair; indicar um momento preciso no tempo; palavras de aprendizagem; palavras ligadas a sucesso ou projetos; números; algumas etapas da vida de uma pessoa; descrição e semelhança físicas; palavras ligadas à profissão de dono de restaurante; imprensa e reportagem; palavras ligadas a viagem; expressões para situar um lugar.
Gramática: verbo “faire de” + artigos contraídos “du, de la, des”; “avoir mal à” + partes do corpo; alguns articuladores temporais; diferentes maneiras de dizer a hora; verbos pronominais; verbos “lire” e “écrire” no presente; expressão de hábito e de frequência; o pronome “on”; verbos “pouvoir”, “devoir” e “vouloir” no presente; verbos “choisir” e “sortir” no presente; fazer perguntas; o presente do imperativo; o passado composto ; o passado recente e o futuro próximo; verbo “dizer” no presente; marcadores temporais; passado composto 2; “être” + adjetivo, “avoir” + substantivo + adjetivo; o adjetivo “même”; o passado composto para falar de eventos passados e o presente para falar de fatos atuais; “mais”; o presente do imperativo 2; o futuro simples; “il faut”; o pronome “y”
Elementos de fonética: dizer a hora; a entonação para expressar diversas ações; o som [ɵ]; o som [õ]; o som [y]; a pronúncia de [jɜ] [jɜn]; identificar o “e” mudo; diferença entre passado composto e presente.
Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:

CHAMBERLAIN, A. STEELE, R. Guide pratique de la communication. Paris, Didier, 1998.
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Débutant. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. et al. Grammaire progressive du français - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 1. Niveau A1. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

PROGRAMA

 

Autores analisados: G. M. Hopkins, S. T. Coleridge, Robert Browning, Philip 
Larkin, Shakespeare, Edgar Allan Poe 
 
Aulas 1 e 2: o metro e a rima na tradução; análise e comentário de traduções; 
exercícios 
 
Aulas 3 e 4: as variações das nuanças e as estruturas poéticas na língua de 
chegada; análise de traduções e exercícios 
 
Aulas 5 e 6: traduções célebres 
 
Aulas 7 e 8: análise e comentário de traduções 
 
Aulas 0 e 10: 
 
Referências Bibliográficas: 
 
ATTRIDGE, Derek. Poetic Rhythm, an Introduction. Nova York: Cambridge 
University Press, 1995. 
BROWNING, Robert. O Flautista de Manto Malhado em Hamelin, trad. de Alípio 
Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora Musa, 1994. 
BROWNING, Robert. Robert Browning, org. Por Daniel Karlin. Nova York: 
Penguin Books, 1989. 
CAMPOS, Augusto de. O Anticrítico. São Paulo: Companhia das Letras, 1986. 
CASTILHO, Antonio Feliciano de. Obras Completas. Lisboa: Livraria Moderna, 
1908. 
COLERIDGE, S. T. A Balada do Velho Marinheiro, tradução, introdução e notas 
de Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora Ateliê, 2005. 
______________. Poemas, trad. de Paulo Vizioli. São Paulo: Editora Nova 
Alexandria, 1995. 
DICKINSON, Emily. Dickinson, Emily, 75 poemas, trad. De Lucia Olinto. Rio de 
Janeiro: Sette Letras, 1999. 
______________. Emily Dickinson, uma Centena de Poemas, org. Por Aíla de 
Oliveira Gomes. São Paulo: T. A. Queiroz, Ed. Da Universidade de São Paulo, 
1984. 
______________. Poesias Escolhidas de Emily Dickinson. São Paulo: Edição 
Saraiva, 1958. 
HOPKINS, Gerard Manley. Hopkins: Cristal Terrível, trad. Augusto de Campos. 
São Paulo: Editora Noa Noa, 1991. 
____________________. Poemas, trad. Aíla de Oliveira Gomes. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1989. 
HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora 
Objetiva, 2001. 
_______________. Dicionário Inglês-português. Rio de Janeiro: Editora 
Record, 1982. 
JOYCE, James. Pomas, Um Tostão Cada, tradução, introdução e notas de Alípio 
Correia de Franca Neto. São Paulo: Editora Iluminuras, 2001. 
LARKIN, Philip. Collected Poems, org. Por Anthony Thwaite. Londres e Boston: 
The Marvell Press e Faber and Faber, 1988. 
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Editora 
Cultrix, 1978. 
NÓBREGA, Mello. Rima e Poesia. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 
1965. 
POE, Edgar Allan. Selected Writings. Nova York: Penguin Books, 1975. 
PROENÇA, M. Cavalcanti. Ritmo e Poesia. Rio de Janeiro: Edição da 
"Organização Simões", 1955. 
RAFFEL, Burton. How to Read a Poem. Nova York e Scarborough, Ontário: New 
American Library, 1984. 
RAMOS, Péricles Eugênio da Silva. O Verso Romântico. São Paulo: Conselho 
Estadual de Cultura, Comissão de Literatura, 1959. 
SHAKESPEARE, William. Shakespeare, Sonetos, trad. de Péricles Eugênio da 
Silva Ramos. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1970. 
___________________. William Shakespeare, 24 Sonetos, trad. de Ivo Barroso. 
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1975. 
SONNENSCHEIN, E. A. What is Rhythm? Oxford: Basil Blackwell, 1925. 
WEBSTER, Noah. Webster's New Twenteih Century Dictionary. EUA: Simons and 
Schuster, 1979.

Programa

CONTEÚDO (EMENTA):

Aula 1 (28/06):
- A competência tradutória e suas subcompetências;
- Tradução, tecnologias e relações de poder;
- Ferramentas computacionais: dicionários e glossários on line, sistemas de tradução automática e ferramentas de tradução assistida por computador (CAT Tools);
- Como criar uma conta no software livre Wordfast Anywhere e reconhecimento da interface do software.

Aula 2 (29/06):
- Primeiros elementos da prática com Wordfast Anywhere: quais os recursos disponíveis no Wordfast Anywhere; como preparar um arquivo para ser trabalhado no software; como subir um arquivo para o software; como construir e/ou importar/exportar um glossário; como construir e/ou importar/exportar uma memória de tradução; como definir o par linguístico; quais os comandos básicos do Wordfast Anywhere.

Aula 2 (30/06):
- Outros elementos da prática com Wordfast Anywhere: como revisar uma tradução no Wordfast Anywhere; como baixar um arquivo do software; quais os formatos possíveis de arquivo para download e as diferenças entre eles; alguns problemas técnicos que podem ocorrer e como solucioná-los.
- Discussão sobre os resultados.


BIBLIOGRAFIA:

ALBIR, Amparo Hurtado. Competência tradutória e formação por competências. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 40, nº 1, p. 367-416, jan-abr, 2020. Traduzido por Lavínia Teixeira Gomes e Marta Pragana Dantas. Disponível em: . Acesso em: 5 jun. 2020.
ALCINA, Amparo. Translation Technologies: Scope, Tools and Resources. Target: International Journal on Translation Studies, maio, 2008. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/233657002_Translation_technolo….
AMARAL, Ana Lúcia Ribeiro do. A experiência da tradução comparando ferramentas de auxílio a tradução: Wordfast Anywhere x Smartcat. Trabalho de Conclusão de Curso. Instituto de Letras, Universidade de Brasília, Brasília, 2019.
CRONIN, Michael. Translation in the digital age. Abingdon: Routledge, 2013.
SANTOS, Diana; FREITAS, Cláudia. Áreas emergentes e ferramentas especializadas: tradução e tecnologia em revista. Tradução em Revista, n. 22, v. 1, 2007. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/20482.
STUPIELLO, Érika. "Relações de poder na tradução praticada na era digital". In. ESTEVES, Lenita (org.), O traduzir traduzido: diálogos com a tradução. São Paulo: FFLCH-USP, 2019. Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/401.

OBSERVAÇÕES:
O curso será ministrado remotamente via Google Meet. Os slides explicativos, textos e demais materiais de apoio serão disponibilizados na plataforma Google Classroom. Cada aluna/a inscrito/a abrirá (na primeira aula) uma conta de acesso individual ao software Wordfast Anywhere, com a qual trabalhará durante o curso.

Programa

Horário: quarta (27/10)/ quinta (28/10); quarta (3/11); quinta (4/11) das 19h às 21h. (4h semanais)

Programa: Historicamente, a relação da alma com o corpo no ser humano mobilizou diversos filósofos a proporem suas teorias. A partir da questão da tristeza da alma e doença do corpo colocada por Elisabeth, este curso pretende ser uma breve introdução a esse problema em Descartes, apresentando alguns aspectos gerais nas principais obras desse autor, além de propor uma leitura através da perspectiva de sistema.

Objetivo: O curso de difusão tem como objetivo apresentar os principais aspectos, de forma resumida, da relação entre a alma e o corpo em Descartes, filósofo francês do séc XVII, a partir da crítica feita por Elisabeth da Boêmia. Espera-se analisar principalmente a questão do problema entre a tristeza da alma e a doença do corpo através das noções de movimento material e de causa, questões que ainda nos inquietam atualmente.

Aulas (2h cada):
1. Apresentação detalhada do programa e introdução à relação entre alma e corpo em Descartes.
2. Como os infortúnios da vida levam à tristeza da alma e às doenças do corpo: Leitura da crítica de Elisabeth a Descartes.
3. Principais desenvolvimentos dessa questão na filosofia cartesiana a partir de suas obras clássicas.
4. Proposta de interpretação do problema a partir da perspectiva de sistema.

Bibliografia básica:

DESCARTES, R. As paixões da alma. Correspondência; Discurso do Método; Meditações Metafísicas. In: Os Pensadores. Trad de Bento Prado Jr., Jacó Guinsburg. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
_____________. Regras para a direção do espírito. Trad. Port. De João Gama. Lisboa: Edições 70, 1989.
______________. Princípios da Filosofia. Lisboa: Edições 70. 1997.
______________. Carta-prefácio dos Princípios da Filosofia. Apresentação e Notas: Denis Moreau; Trad: Homero Santiago. SP: Martins Fontes, 2003.

Bibliografia secundária (comentadores traduzidos) será apresentada na primeira aula.

Programa

Aula 1: Antigos e modernos: o surgimento da comédia lacrimosa no século das luzes
ANDIOC, René. Teatro y sociedad en el Madrid del siglo XVIII. Valencia: Fundación Juan March y Editorial Castalia, 1976.
CARBONELL, Juan Bautista M. El arte poética de Nicolas Boileau Despréaux traducida en verso francés al castellano por Juan Bautista Madramany y Carbonell. Valencia: Joseph y Tomas de Orga, 1788.
LAFARGA, Francisco. El teatro europeo en la España del siglo XVIII. Barcelona: Edicions Universität de Lleida, 1997.
MIÑANO Y LAS CASAS, Andrés. El gusto del día. Comedia original en dos actos. Valencia: Imprenta de Villalpando, 1802.

Aula 2: O método histórico e a arte epistolar: a consolidação do romance no entresséculos
BARRIENTOS, Joaquín Álvarez. La novela del siglo XVIII. Madrid: Ediciones Júcar, 1991.
EGIDO, Aurora & LAPLANA, José Enrique. (Og.) La luz de la razón: literatura y cultura del siglo XVIII. Zaragoza: Institución Fernando el católico, 2010.
FERNÁNDEZ DE LIZARDI, Joaquín. La educación de las mujeres o la Quijotita y su prima. Historia muy cierta con apariencias de novela. México: Ballescá y Compañía, 1897.
​​OLAVIDE, Pablo. El evangelio en triunfo o historia de un filósofo desenganado. Madrid: Imprenta Don Josef Doblado, 1803.

Aula 3. A história e a revisão da conquista da América
CAÑIZARES ESGUERRA, Jorge. Spanish America in Eighteenth-Century European Travel Compilations: a new “art of reading” and the transition to modernity. Journal of Early Modern History, v. 2, n. 4, p. 329–349, 1998.
CAÑIZARES-ESGUERRA, Jorge. Cómo escribir la historia del Nuevo Mundo: historiografías, epistemologías e identidades en el mundo del Atlántico del siglo XVIII. México, D.F: Fondo de Cultura Económica, 2007. (Historia).
CARLYON, Jonathan Earl. Andrés González de Barcia and the creation of the colonial Spanish American library. Toronto ; Buffalo: University of Toronto Press, 2005. (Studies in book and print culture).
GERBI, Antonello. La disputa del Nuovo Mondo: storia di una polemica (1750-1900). Milão: Riccardo Ricciardi Editore, 1955.

Aula 4: O ensaio, gênero iluminista
ALVAREZ BARRIENTOS, Joaquín; MESTRE SANCHÍS, Antonio. La nueva mentalidad científica. El ensayo y la ciencia literaria. In: Historia de la Literatura Española. Espanha: Espasa Calpe, 1995, v. 6.
BUENO MARTÍNEZ, Gustavo. Sobre el concepto de “ensayo”. Cuadernos de la Cátedra Feijoo, v. 1, p. 89–112, 1966. (18).
ESCOBAR, José. El ensayo en las revistas españolas del siglo XVIII: espíritu crítico y caracterización del autor. Actas del cuarto Congreso Internacional de Hispanistas, v. 1, p. 483–490, 1982.
FEIJOO, Benito Jerónimo. Teatro crítico universal. Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 1999. Disponível em: <https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/teatro-critico-universal--0…;. Acesso em: 24 maio 2022.

Programa

Nível A1 – modulo 2

Matéria “KLIK em Grego A1”

Data Conteúdo de aula
MÉTODO “ KLIK EM GREGO”.
Unidades 5-8

02/09/24 Unidade 4: Revisão Vocabulário, p100
05/09/24 Unidade 4: Gramatica “acusativo e verbos” 103-107
09/09/24 Unidade 4: Gramatica “acusativo e verbos” 103-107
12/09/24 Unidade 4: Revisão – Conversa p108-109
16/09/24 Unidade 5: Vocabulário “viagem” p110-114
19/09/24 Unidade 5: Gramática “subjuntivo” p115-118
23/09/24 Unidade 5: Gramática “subjuntivo” p115-118
26/09/24 Unidade 5: Gramática “subjuntivo” p115-118
30/09/24 Unidade 5: Vocabulário “viagem” p119- 125
03/10/24 Unidade 5: Gramática “comparativo” p126-129
07/10/24 Unidade 5: Revisão – Conversa p130-131
10/10/24 Unidade 6: Vocabulario “casa” p132-135
14/10/24 Emenda Feriado
17/10/24 Unidade 6: Gramática “adjetivos” p136-137
21//10/24 Unidade 6: Gramática “adjetivos” p138-139
24/10/24 Unidade 6: Vocabulario “espaço” p140-143
28/10/24 Feriado
31/10/24 Unidade 6: Gramatica “Imperativo” p144-147
04/11/24 Unidade 6: Conversa & Escrita-Revisão p148-151
07/11/24 Unidade 7: Vocabulario “festas” p154-156
11/11/24 Unidade 7: Gramática “futuro simples” p157-161
14/11/24 Unidade 7:Vocabulario “festas” p162-167
18/11/24 Emenda Feriado
21/11/24 Unidade 7: Gramática “pronomes pessoais” p168-171
25/11/24 Unidade 7: Conversa & Escrita p172-173
28/11/24 Revisão - tirar dúvidas

 

Nível A1 – modulo 4

Unidades 9 até 11

03/09/24 Unidade 9 Vocabulário - Aulas e Atividades p194-196
06/09/24 Unidade 9 Vocabulário - Aulas e Atividades p197-198
10/09/24 Unidade 9 Gramática - Adjetivos e Advérbios e Audio p199-201
13/09/24 Unidade 9 Vocabulário - Profissões p202-204 e Fonética p205
17/09/24 Unidade 9 Gramática - Pretérito Perfeito p206-208
20/09/24 Unidade 9 Gramática - Pretérito Perfeito p209-211
24/09/24 Unidade 9 Conversação e Escrita p212-213
27/09/24 Unidade 10 Vocabulário - Saúde p218-221
01/10/24 Unidade 10 Gramática e Áudio p221-223
04/10/24 Unidade 10 Vocabulário - Corpo p223-226
08/10/24 Unidade 10 Gramatica p227-229
11/10/24 Unidade 11 Vocabulário - Dados Pessoais p232-235
15/10/24 Feriado
18/10/24 Unidade 11 Gramática p235-236 e Discurso Indireto p240-241
22/10/24 Unidade 11 Áudio e Vocabulário p237-239
25/10/24 Sem aula
29/10/24 Unidade 10 e 11 Conversação p230 e 242
01/11/24 Unidade 10 e 11 Escrita p231 e 243
05/11/24 Unidade 11 Vocabulário - Dados Pessoais p232-235
08/11/24 Unidade 11 Gramática p235-236 e Discurso Indireto p240-241
12/11/24 Unidade 11 Áudio e Vocabulário p237-239
15/11/24 Feriado
19/11/24 Emenda Feriado
22/11/24 Unidade 10 e 11 Conversação p230 e 242
26/11/24 Unidade 10 e 11 Escrita p231 e 243
29/11/24 Simulado de Prova de Proficiencia p248-253

 

Nível B1 – modulo 3

04/09/24 Unidade 3 Vocabulário atividades p103-106
11/09/24 Unidade 3 Vocabulário educação p107-109
18/09/24 Unidade 3 Vocabulário Artes p117-118
25/09/24 Unidade 3 Gramática Voz passivo p113-114
02/10/24 Unidade 3 Gramática Voz passivo p115-116
09/10/24 Unidade 3 Vocabulário Artes p117-120
16/10/24 Unidade 3 Vocabulário Artes p121-124
23/10/24 Unidade 3 Gramática Subjuntivo p125-127
30/10/24 Unidade 3 Conversação p 128-129
06/11/24 Unidade 3 Audio p130-131
13/11/24 Unidade 3 Escrita 132-133
20/11/24 Feriado
27/11/24 Revisão Un1-3 p 135-138

Bibliografia - Curso de Grego Moderno


ΚΛΙΚ στα ελληνικά – Klik sta ellinika
Publicado pelo Centro para a Língua Grega – do Ministerio de Educação, o KLIK é o livro de curso grego mais completo e confiável.
É um livro inovador para aprender grego moderno como segunda / língua estrangeira. Baseia-se no novo programa de exame detalhado, implementando métodos de ensino contemporâneos e é constantemente enriquecido com material novo em formato digital.
KLIK sta Ellinika compreende opções úteis e funcionais que permitem aos alunos aprender e praticar o grego moderno de maneira rápida e fácil. Quando o aluno inicia este curso ele estabelece as bases para a Certificação em grego moderno.

 

Programa

O cerne e o propósito da Comunicação Não-Violenta (CNV);
O modelo de quatro componentes da CNV;
Expressão honesta e Escuta empática através dos componentes.

Bibliografia:
Rosenberg, Marshall B. (2006). Comunicação Não-Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora. Tradução de Mário Vilela.