Programa

Aula 1: A construção da unidade territorial a partir do governo das províncias
Aula 2: Cartografia como instrumento de construção da nação
Aula 3: O Segundo Reinado e a expansão da fronteira interna brasileira.

Bibliografia:
BISSIGO, Diego Nunes. Um Estado de Visão: A cartografia na legibilidade do Brasil Império. 346 p. Tese (doutorado). UFSC - Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, 2021.
BOTH, Amanda C. Administração provincial e governabilidade no império brasileiro: um estudo a partir do perfil de recrutamento e da comunicação política dos presidentes de província do Rio Grande do Sul (1845-1889). Tese (doutorado) - PUCRS, Porto Alegre, 2020.
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
COSTA, Wilma Peres. O Império do Brasil: dimensões de um enigma. Almanack Braziliense, Universidade de São Paulo, v. 01, n.01, p. 1-17, 2006.
DOLHNIKOFF, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil do século XIX. São Paulo: Globo, 2005.
KANTOR, Iris. Os confins à vista nos mapas Brasil. Ciência e Cultura. [online]. 2022, vol.74, n.1, pp.1-10
KANTOR, Iris. Seeing the Nation through the Territory: some Historiographical Frameworks. e-Journal of Portugese History, v. 14, n. 1, p. 71- 85.
MATTOS, Ilmar Rohloff de. Construtores e Herdeiros: a trama dos interesses da construção da unidade política. Almanack Braziliense, São Paulo, p.8-26, 2005.
MORAES, Antonio Carlos Robert. O Sertão: um “outro” geográfico. Terra Brasilis [Online], 4 - 5 | 2003, posto online no dia 05 novembro 2012, consultado o 24 novembro 2024.
OLIVEIRA, Kelly Eleutério M. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a formação do Estado Nacional brasileiro (1835- 1845). Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2018.

Programa

In 2019 I taught a week-long Summer School seminar for the Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas of the Universidade de São Paulo, 5-8 February 2019, focused on the comparative history of race relations in the US, South Africa, and Brazil.
 
This was a wonderful experience, and I was quite impressed with the students. However, I felt the course might have been overly broad, requiring me to provide too much background for too many cases (US, Brazil, SA) in such a short time.
 
For this Summer School, I would like to propose a more focused course on “The Black Liberation Movement in the USA.”
 
I have taught similar seminars in South Africa (Univ. of the Western Cape), China (Nankai U.), Italy (Univ. of Genoa), Serbia (Univ. of Belgrade), France (EHESS), and now, of Course, at USP. I believe I know how to make the material accessible to those whose first language is not English.
Rather than cover the material chronologically, over the course of the four days, this seminar will examine the history of the African-American struggle for freedom from four angles: the struggle from above (de cima), the struggle from below (de baixo), the international struggle (internacional), and the struggle over memory (memória).
 
Class I: Black Liberation from Above/ libertação negra de cima
How has the US government helped (or hindered) civil rights over time? What role have the courts, the military, the President, and the Congress played in advancing the cause of black freedom, and why? We will begin with the debate over Lincoln and emancipation during the Civil War, and continue through the 1960s.
 
Class II: Black Liberation from Below/ libertação negra a partir de baixo
This class will look at the actions of Black people themselves in advancing the cause of freedom, from emancipation through Black Power. What kind of organizational forms has the struggle in different periods taken? Who were its leaders and allies? What kind of tactics were feasible at different moments, including non-violence and violence? What were the goals—integration or Black nationalism—and why?
 
Class III: Black Liberation on the International Stage/ libertação negra no palco internacional
What kind of international influences and allies did the Black Liberation and civil rights struggles in the estados unidos draw on? How did international events—such as the anticolonial struggles in Africa, Asia and Latin America—impact civil rights struggles in the US? How did activists in the US understand their relationship to those struggles?
 
Class IV: The Struggle Over Memory in the Age of Obama and Trump/ A luta sobre a memória na era de Obama e Trump
Over the last decade, North Americans have grappled with the question of how to memorialize histories of racial conflict and trauma. From Confederate monuments, to civil rights museums, to memorials for victims of racial violence, the memory of the struggle for racial justice has become a terrain of conflict in the USA. This final class will explore those contested sites of memory.
 
I am quite excited about the opportunity to return to FFLCH and work again with the team at CCINT to make this curso a reality. I hope you are able to invite me again.

 

Programa

Aula 1. Sexualidade como tema de reflexão na antropologia

1.1 A “redescoberta” da sexualidade pela antropologia.
1.2 Sexualidade e hierarquias sexuais
1.3 Sexualidade, moralidades e política sexuais

Referências:

RUBIN, Gayle. Pensando o sexo. Pensando o sexo. In: _______ Políticas do sexo. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

CARRARA, Sérgio. Moralidades, Racionalidades E Políticas Sexuais No Brasil Contemporâneo. Mana [online]. v. 21, n. 2, 2015.

VANCE, Carole S. A antropologia redescobre a sexualidade: um comentário teórico. Physis: Revista de Saúde Coletiva. V. 5, n. 1, 1995.


Aula 2: Trabalho de campo e sexualidade

2.1 Problematizando o fazer etnográfico no campo da sexualidade.
2.2 Implicações éticas do trabalho de campo com sexualidade.
2.3 Experimentações na narrativa etnográfica sobre sexualidade.

BARRETO, Victor Hugo Souza. Quando a pesquisa é o problema: o tabu no estudo das práticas sexuais. Cadernos de Campo (São Paulo - 1991), [S. l.], v. 26, n. 1, p. 270-293, 2018.

LANGARITA ADIEGO, Jose Antonio. On Sex in Fieldwork: Notes on the Methodology Involved in the Ethnographic Study of Anonymous Sex. Sexualities 22, no. 7–8, 2019.

LINO E SILVA, Moisés. Queer Sex Vignettes from a Brazilian Favela: An Ethnographic Striptease. Ethnography, v. 00, p. 1-17, 2014.

MORENO, Eva. Estupro Em Campo: Reflexões De Uma* Sobrevivente. Cadernos De Campo (São Paulo - 1991) 26 (1):235-65, 2018.


Aula 3. Raça e sexualidade

3.1 Racismo e sexismo na cultura Brasileira.
3.2 Sexualidade, raça e desejo.
3.3 Fantasia sexual em questão: Raça e imaginação histórica
3.4 Raça, sexualidade e nação.

Referências:

CORREA, Sílvio Marcus de Souza. “Gorilas” no imaginário colonial: fantasias sexuais em torno do liame entre o humano e o bestial, Anuário Antropológico, v.46 n.2 | -1, 36-65, 2021.

FANON, Franz. O homem de cor e a branca. In: _______. Pele Negra, Máscaras Brancas. Salvador:
Edufba, 2018, p. 69-82.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura Brasileira. In: _______. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

MOUTINHO, Laura. "Raça", sexualidade e gênero na construção da identidade nacional: uma comparação entre Brasil e África do Sul. Cadernos Pagu. n. 23, 2004.


Aula 4: Diversidade sexual e formas de habitar a cidade

4.1 Sexualidade, corpo e o espaço urbano.
4.2 Paisagens sexuais e realidades além dos grandes centros urbanos.

KULICK, Don. Introdução; A vida das Travestis em Contexto. In: _______. Travesti: prostituição, sexo, gênero e cultura no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.

MOUTINHO, Laura. Negociando com a adversidade: reflexões sobre "raça", (homos)sexualidade e desigualdade social no Rio de Janeiro. Revista Estudos Feministas [online]. v. 14, n. 1, 2006.

SIMÕES, Júlio Assis; FRANÇA, Isadora Lins; MACEDO, Marcio. Jeitos de corpo: cor/raça, gênero, sexualidade e sociabilidade juvenil no centro de São Paulo. Cad. Pagu, Campinas, n. 35, p. 37-78, 2010.

VARJÃO, João Victtor Gomes. Capítulo 1: Descortinando o andar junto. In: _______. Andando junto: Relacionalidade LGBTQ+ e o parentesco “passivo” na Companhia de Teatro Drama em Juazeiro da Bahia. Dissertação (Mestrado em Antropologia). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, 2020.


Aula 5: Práticas sexuais

5.1 Estudos sobre sexualidades diversas
5.2 Prazer, prática sexual e risco

BARRETO, Victor Hugo de Souza. Responsabilidade, consentimento e cuidado. Ética e moral nos limites da sexualidade. Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro) [online]. 2020, n. 35 [Acessado 13 Junho 2021] , pp. 194-217. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2020.35.10.a. Epub 05 Out 2020. ISSN 1984-6487. https://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2020.35.10.a.

BARRETO, Victor Hugo de Souza. Pandemia, sexualidade e percepção do risco: algumas notas sobre quarentena e desejo. antropoLÓGICAS EPIDÊMICAS, v2a18, 2020. Disponível em: https://www.antropologicas-epidemicas.com.br/post/pandemia-sexualidade-…. Acessado em 13 de junho 2020.

DÍAZ-BENÍTEZ, María Elvira. Sexo com animais como prática extrema no pornô bizarro*. Cadernos Pagu n. 38, 2012.

OLIVEIRA, Thiago de Lima; e NASCIMENTO, Silvana de Souza. Corpo aberto, rua sem saída. Cartografia da pegação em João Pessoa. Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro) [online], v. 00, n. 19, 2015.

PERLONGHER, Néstor. As transas; O negócio do desejo. In: _______. O negócio do michê: a prostituição viril. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008.

Programa

1st session: Freud – Some Primal Scenes (Of Separation)

2nd session: Freud and Margulis – Some General Speculation (About Confusion)

3rd session: Ferenczi – Swimming Backwards (Into Oceanic Fluids)

4th session: Lacan and Bonaparte – Eggshells and Membranes (Getting Lost)

Programa

Encontro 1 – 30 de setembro
Experiência e subjetividade negra em “Contos Crespos”, de Cuti
A leitura das narrativas elencadas do livro Contos crespos, de Cuti, pretende apontar para tensões
cotidianas das nossas relações raciais, e, a partir de uma perspectiva negra, apontar para o autoengano
da democracia racial.
Ministrante: Emily Cristina dos Ouros
Encontro 2 – 7 de outubro
Ancestralidade e escrevivências em Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo
Propomos a leitura do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo. Enfocaremos a construção das
temáticas do livro, como o resgate histórico e afetivo da ancestralidade da protagonista e seu
desenvolvimento da infância à vida adulta, além de pensar como a obra de Evaristo se insere em uma
tradição de escrita de autoria negra. 
Ministrante: Nara Lasevicius Carreira
Encontro 3 – 21 de outubro
A poesia combativa de Noémia de Sousa
A partir da leitura de poemas do livro Sangue negro, de Noémia de Sousa, propomos uma reflexão
sobre as relações entre a poesia moçambicana e a situação histórico-social de Moçambique no período
de colonialismo português.
Ministrante: Juliana Kohari da Silva
Encontro 4 – 11 de novembro
Uma leitura de Os da minha rua, de Ondjaki
Com base na leitura de contos do livro, Os da minha rua, de Ondjaki, propomos uma reflexão a respeito
das possíveis representações da infância, em suas múltiplas nuances no espaço narrativo de Angola no
pós independência com todas as suas implicações sociais e políticas.
Ministrante: Cristiane Aparecida Francisca Moreira
 
Encontro 5 – 18 de novembro 
Memórias em conflito no romance Essa dama bate bué!
Tendo como ponto de partida a leitura do romance da escritora afro-lusitana, Yara Monteiro, vamos
analisar a constituição das memórias no período pós-independência dos países africanos de língua
portuguesa, especialmente Angola e também seus reflexos no espaço europeu.
 
Encontro 6 – 25 de novembro
Fronteira: espaço para efabulação em Cronicando, de Mia Couto. 
Orientadas pela leitura de crônicas escolhidas do livro Cronicando, de Mia Couto,  convidamos para
uma conversa acerca da realidade social, política e cultural moçambicana e suas relações com o
Brasil.  
Ministrante: Maria Paula de Jesus Correia

Programa

1. Introdução ao curso e à linguística
2. BNCC e o ensino de língua portuguesa
3. Fonética e fonologia do português brasileiro
4. Morfologia: estrutura da palavra
5. Sintaxe: dimensão da estrutura oracional
6. Semântica: tempo e aspecto gramatical
7. Pragmática: linguagem em uso
8. Aquisição de português brasileiro como L1 e L2
9. Semiótica discursiva
9. Sociolinguística
10. Encerramento e avaliação geral do curso com os alunos

Bibliografia:

Texto Base do Curso

SCHER, A. P.; BARBOSA, J.; MARANGONI JR.; SILVA, B. P. A Gramática e a
Linguística na sala de aula. São Paulo: Pontes, 2022.
Complementar:
FARACO, C.A.; ZILLES, A.M. Para conhecer: norma linguística. São Paulo: Contexto,
2017.
FIORIN, J.L. (org.). Introdução à Linguística: I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto,
2002.
FIORIN, J.L. (org.). Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo:
Contexto, 2002.
ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que
falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

Módulo 1 - BNCC e o ensino de língua portuguesa”

Básica:
GERALDI, J. W. O ensino de língua portuguesa - e a Base Nacional Comum Curricular.
Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 9, n. 17, p. 381-396, jul./dez. 2015. Disponível em:
<http://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/587&gt;.
Complementar:
ANTUNES, I. C. Lutar com palavras: coesão e coerência. São Paulo: Parábola Editorial,
2005.
ANTUNES, I. C. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no
caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
ANTUNES, I. C. Gramática contextualizada: limpando “o pó das ideias simples”. São
Paulo: Parábola Editorial, 2014.
BORTONI-RICARDO, S. M. et al. (org.) Por que a escola não ensina gramática assim?
São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
FARACO, C. A. Gramática e ensino. Revista Diadorim, Rio de Janeiro, v. 2, n. 19, p. 11-
26, jul./dez. 2017.
MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo:
Parábola Editorial, 2008.
NEVES, M. H. M. Que gramática estudar na escola? Norma e uso na língua portuguesa.
São Paulo: Contexto, 2003.
ROJO, R.; BARBOSA, J. P. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos.
São Paulo: Parábola Editorial, 2015.

8
SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. Gêneros orais e escritos na escola. 2. ed. São Paulo: Mercado
de Letras, 2010.
TRAVAGLIA, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática.
14. ed. São Paulo: Cortez, 2016.

Módulo 2 - Fonética e fonologia do português brasileiro

Básica:
BASSO, R. M. “Os sons do português brasileiro e sua escrita”. In: BASSO, R. M. Descrição
do português brasileiro. Linguística para o Ensino Superior, vol. 8. São Paulo: Parábola,
2019.
Complementar:
BATTISTI, E. “Fonologia”. In: SCHWINDT, L. C. (org.). Manual de Linguística:
fonologia, morfologia e sintaxe. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
CHAGAS DE SOUZA, P.; SANTOS, R. S. “Fonética”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução
à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2002.
CHAGAS DE SOUZA, P.; SANTOS, R. S. “Fonologia”. In: FIORIN, J. L. (org.).
Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2002.
MASSINI-CAGLIARI, G.; CAGLIARI, L. C. “Fonética”. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A.
C. (org.). Introdução à linguística: domínios e fronteiras. Vol. 1. São Paulo: Cortez
Editora, 2001.
MORI, A. C. “Fonologia”. In: MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (org.). Introdução à
linguística: domínios e fronteiras. Vol. 1. São Paulo: Cortez Editora, 2001.
SEARA, I. C.; NUNES, V. G.; LAZZAROTTO-VOLCÃO, C. Para conhecer fonética e
fonologia do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2015.
Módulo 3 - Morfologia: estrutura da palavra

Básica:
BASÍLIO, M. Formação e classes de palavras no português do Brasil. 3ª edição. São
Paulo: Contexto, 2011.
Complementar:
FIGUEIREDO SILVA, M. C.; BOECHAT DE MEDEIROS, A. Para conhecer Morfologia.
1ª edição. São Paulo: Contexto, 2016.
GONÇALVES, C. A. V. Blends lexicais em português: não-concatenatividade e
correspondência. Veredas, v.7, n.1, p.149-167, 2003.
GONÇALVES, C. A. V. A ambimorfemia de cruzamentos vocabulares: uma abordagem
por ranking de restrições. Revista da Abralin, v. 5, n.1, p. 169-183, 2006.
PREARO-LIMA, R. Blends lexicais e neologismos: alguns conceitos e problematizações.
Entrepalavras, [S.l.], v. 9, n. 3, p. 38-56, out. 2019. ISSN 2237-6321. Disponível em:
<http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista /article/view/1502/633>.
MINUSSI, R. D.; OLIVEIRA, C. da S. Observações sobre o pejorativo sufixal: testando a
intuição dos falantes diante de uma teoria de fase nas palavras. Gragoatá, [S.l.], v. 23, n.
46, p. 470-491, aug. 2018. ISSN 23584114. Disponível em:
<https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/33586&gt;.
PETTER, M. M. T. “Morfologia”. In: FIORIN, José Luiz. Introdução à linguística II:
Princípios de Análise. São Paulo: Contexto, 2003.
ROSA, M. C. Introdução à Morfologia. 1ª edição. São Paulo: Contexto, 2000.

9
SANDALO, M. F. “Morfologia”. In: MUSSALIN, F.; BENTES, A. C. (eds.). Introdução à
linguística. São Paulo: Cortez, 2001.
SANDMANN, A. J. Formação de Palavras. Curitiba: Scientia et Labor, 1988.
SANDMANN, A. J. Morfologia Geral. São Paulo: Contexto, 1991.
SANDMANN, A. J. Morfologia Lexical. São Paulo: Contexto, 1992.
SCHER, A. P. Formas truncadas em português brasileiro e espanhol peninsular:
descrição preliminar. ReVEL, ed. esp. n. 5, p. 61-79, 2011.
VILLALVA, A. Estruturas morfológicas: unidades e hierarquia do Português. Lisboa:
FCT, 2000.

Módulo 4 - Sintaxe: dimensão da estrutura oracional

Básica:
KATO, M. A. & NASCIMENTO, M. do. A arquitetura da Gramática. Gramática do
Português Culto Falado no Brasil. Volume III: A construção da sentença. Campinas: Editora
da Unicamp, 2009, p. 19 – 41.
Complementar:
CORRÊA, M. L. G. Pontuação: sobre seu ensino e concepção. Leitura: Teoria e prática,
24: 52-65. 1994.
DAHLET, V. A pontuação e as culturas da escrita. Filologia e Linguística Portuguesa, n. 8,
p. 287-314, 2 ago. 2006.
KENEDY, E.; OTHERO, G. A. “A noção de constituinte”. In: KENEDY, E.; OTHERO, G.
A. Para conhecer sintaxe. São Paulo: Contexto, 2018. 
KENEDY, E.; OTHERO, G. A. “Articulação entre orações”. In: KENEDY, E.; OTHERO, G.
A. Para conhecer sintaxe. Editora Contexto, São Paulo, 2018. 
KENEDY, E.; OTHERO, G. A. “Funções Sintáticas”. In: KENEDY, E.; OTHERO, G. A.
Para conhecer sintaxe. São Paulo: Contexto, 2018. 
NEGRÃO, E.V.; SCHER, A.P.; VIOTTI, E.C. “Sintaxe: explorando a estrutura da sentença”.
Introdução à Linguística: II. Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2010.
MIOTO, C.; SILVA, M. C.; LOPES, R. “O estudo da Gramática”. In: MIOTO, C.; SILVA,
M. C.; LOPES, R. Novo manual de sintaxe. São Paulo: Contexto, 2013.
KATO, M. A. “A Gramática do Letrado: questões para a teoria gramatical”. In: KOLLER, E.
et. al. (orgs.) Ciências da Linguagem: trinta anos de investigação e ensino. Braga:
CEHUM (Universidade do Minho), 2005. p. 131-145.

Módulo 5 - Semântica: tempo e aspecto gramatical

Básica:
GUEDES, M. M. F. “Descrição Semântica de Tempo Gramatical e Aspecto e o Ensino dos
Tempos Verbais”. In: MULLER, A.; Martins, N. P. (org.) Ensino de Gramática: Reflexões
sobre a Semântica do Português Brasileiro. 1. ed. Campinas: Pontes Editores, 2021, p. 98-
115. Disponível em:
<http://semanticaensino.fflch.usp.br/sites/semanticaensino.fflch.usp.br/…-
files/Ensino_Gramatica%20ebook-compactado.pdf>.
Complementar:
ILARI, R. A expressão do tempo em Português. São Paulo: Contexto, 1997.
_______. A linguística e o ensino de língua portuguesa. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes,
1997.

10
ILARI, R.; OLIVEIRA, F.; BASSO, R. “Tense and Aspect: a Survey”. In: WETZELS, W. L.;
COSTA, J.; MENUZZI, S. The Handbook of Portuguese Linguistics. John Wiley & Sons,
2016.
KLEIN, W. “How time is encoded”. In: KLEIN, W.; Li, P. (eds.) The expression of time.
Berlin: Mouton de Gruyter, 2009, p. 39-82.
_______. Time in Language. London and New York: Routledge, 1994.
LACA, B.; MULLER, A. A Semântica dos tempos não marcados. Universidade de São
Paulo, 2005.
OLIVEIRA, R. P. Semântica Formal: uma breve introdução. Campinas: Mercado das
Letras, 2004.
WACHOWICZ, T. C. & FOLTRAN, M. J. Sobre a noção de aspecto. Cadernos de estudos
linguísticos, Unicamp, 48, 2006. p. 211-232.

Módulo 6 - Pragmática: linguagem em uso

Básica:
FIORIN, J. L. “A Linguagem em uso”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística I:
Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2003, p. 165-186.
Complementar:
BENVENISTE, E. Problemas de linguística Geral I. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo, 1976, p. 247-259.
FIORIN, J. L. Astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São
Paulo: Contexto, 1996.
FIORIN, J. L. “Pragmática”. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à Linguística II:
Princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003, p. 161-185.
GRICE, H. P. “Logic and Conversation”. In: GRICE, H. P. Studies on the way of words.
Massachusetts: Harvard University Press, 1991, p. 32-40.
LEVINSON, S. C. “O âmbito da Pragmática”. In: LEVINSON, S. C. Pragmática. Tradução
de Luiz Carlos Borges & Aníbal Mari. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p. 1-64.
STALNAKER, R. Common ground. Linguistics and philosophy, 25, 2002. p. 701–721.
STALNAKER, R. Pragmatic Presuppositions. In: STALNAKER, R. Context and Content.
Oxford University Press, 1999, p. 47-62.
SEARLE, J. “Uma Taxinomia dos Atos Ilocucionários”, In: SEARLE, J. Expressão e
Significado: estudos da teoria dos atos de fala. 2a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002
AUSTIN, J. L. Quando dizer é fazer. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.
Módulo 7 - Aquisição de português brasileiro como L1 e L2

Básica:
KLEIN, W. “O processo de aquisição de línguas”. In: KLEIN, W. L’aquisition de Langue
Étrangère. Paris : Armand Colin, 1989. p. 12-29 (texto traduzido para o português)
Complementar:
DELL’ ISOLA, R. L. P. (org.). O Exame de Proficiência Celpe-Bras em foco. Campinas:
Pontes, 2014.
GROLLA, E.; SILVA, M. C. F. “A fala do bicho homem e a fala dos outros bichos”. In:
Para conhecer: aquisição de linguagem. São Paulo: Contexto, 2014, p. 14-25.
KENEDY, E. “O problema de Platão”. In: KENEDY, E. Curso básico de linguística
gerativa. São Paulo: Contexto, 2016.

11
OLIVEIRA, R. S. Linha do tempo da didática das línguas estrangeiras no Brasil. In: Non
plus, nº 7, 2015. Disponível em:
<http://www.revistas.usp.br/nonplus/article/view/80013/106747&gt;
UFRGS. Acervo de provas Celpe-Bras. Disponível em:
<http://www.ufrgs.br/acervocelpebras&gt;

Módulo 8 - Semiótica discursiva

Básica:
BARROS, D. L. P. “Estudos do discurso”. In: FIORIN, J. L. (org.) Introdução à Linguística
II: princípios de análise. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2005. p. 187-213.
Complementar:
BARROS, D. L. P. Teoria semiótica do texto. 5. ed. São Paulo: Ática, 2014.
BRASIL. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Diário Oficial
da União: Brasília: MEC/CEF, 2017. Disponível em:
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio&gt;
FIORIN, J. L. Elementos de análise do discurso. 15. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
FIORIN, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto: leitura e redação. 7. ed. São Paulo:
Ática, 1993.
FLOCH, J-M. Alguns conceitos fundamentais em semiótica geral. Documentos de estudo
do CPS, 1. São Paulo: CPS PUC-SP, 2001, p. 9-29.
Módulo 9 - Sociolinguística

Básica:
BAGNO, M. “O que é ensinar português?”. In: BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que
é, como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. p. 143-147.
BAGNO, M. “O que é erro?”. In: BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se
faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. p. 147-154.
BAGNO, M. “Então vale tudo?”. In: BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é,
como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2013. p. 154-156.
BORTONI-RICARDO, S. M. “Diversidade linguística e pluralidade cultural no Brasil”. In:
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de
aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004. p. 23-35.
FARACO, C. A. “Os três continua e a linguagem urbana comum”. In: FARACO, C. A.
Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 43-
49.
Complementar:
BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 55ª ed. São Paulo: Edições
Loyola, 2013.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de
aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola
Editorial, 2008.
MENDES, R. B. “Língua e variação”. In: FIORIN, J. L. (org.). Linguística? Que é isso? São
Paulo: Contexto, 2013. p. 111-135.

Programa

Aula 1 (05/08): O duelo na Literatura Russa do Século XIX
Aula 2 (07/08): A poética tchekhoviana: sistema dos personagens
Aula 3 (12/08): O duelo: capítulos I ao X
Aula 4 (14/08): O duelo: capítulos XI a XXI

Bibliografia:

Obra discutida:
ЧЕХОВ, A.П. Полн. собр. соч. и писем: в 30 т. Т. 7 (1888—1891). Москва: Наука, 1985.

_______________ . O duelo. Trad.: Klara Gourianova. São Paulo: Ed. Manole, 2011.

_______________ . O duelo. Trad.: Marina Tenório. São Paulo: Ed. 34, 2014.

_______________ . O duelo. Trad.: Cecília Rosas. São Paulo: Ed. Grua, 2024.

 

Referências Complementares:

BERNARDINI, Aurora Fornoni. “Tchékhov, o intérprete do grande tédio russo”. In: Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein. São Paulo: Kalinka, 2018.

LÉRMONTOV, Mikhail Iúrievitch. “A princesinha Mary”. In: O herói do nosso tempo. Tradução: Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

MANN, N, Thomas. “Ensaio sobre Tchékhov”. In: Ensaios. Org. Anatol Rosenfeld. Tradução: Natan Robert Zins. São Paulo: Perspectiva, 1988.

NABOKOV, Vladimir. “Anton Tchékhov”. In: Lições de literatura russa. São Paulo: Três Estrelas, 2014.

PÚCHKIN, Aleksandr. Eugênio Onêguin. Tradução: Alípio Correa de França Neto e Elena Vássina. Vol. 1. São Paulo: Ateliê Editorial, 2019.

________________. Evguiêni Oniéguin: romance em versos. Tradução: Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.

TCHÉKHOV, Anton. Cartas a Suvórin: 1886 - 1891. Introdução, tradução e notas: Aurora Bernardini e Homero Freitas de Andrade. São Paulo: Edusp, 2002.

________________." O urso". In: Os males do tabaco e outras peças em um ato. Org: Homero Freitas de Andrade. Tradução: Denise Regina de Sales. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.

Programa

Aula 1 (28/07/20) – Gonçalves Dias: a crítica à escravidão em Meditação (1850)

Na prosa poética Meditação (1850), Gonçalves Dias converge a dura crítica à escravidão, enquanto fundamento econômico da sociedade oitocentista à defesa do trabalho livre, por meio da valorização de uma essência mítica indígena da cultura brasileira. Essa primeira aula abordará os principais temas do fragmento inacabado e a perspectiva de Gonçalves Dias sobre os grupos sociais marginalizados e a história do Brasil.


Aula 2 (29/07/20) – Gonçalves Dias: a figuração indígena n’Os Timbiras (inacabado)

Os quatro cantos épicos d’Os Timbiras (inacabado) compõem com Meditação um quadro de denúncia à política imperial luso-brasileira de extermínio indígena. A segunda aula do curso visa refletir sobre os procedimentos literários empregados na caracterização da figura do indígena, tendo em vista o período de composição da obra marcado por tensões políticas posteriores à aprovação do Aberdeen Act (1845) e à turbulência das revoltas regenciais.

Aula 3 (30/07/20) – Castro Alves: o abolicionismo republicano e a representação negra n’A Cachoeira de Paulo Afonso (1876)

A terceira aula do curso objetiva apresentar e discutir aspectos do ativismo abolicionista e da poética de Castro Alves referente à figuração do herói negro na obra A Cachoeira de Paulo Afonso. As temáticas da denúncia dos horrores da escravidão e do republicanismo surgem nos poemas como resposta a questões históricas e políticas prementes das últimas décadas do Segundo Reinado, reverberando, ainda, ecos dos poemas do livro d’Os Escravos.


Aula 4 (31/07/20) – Castro Alves: a alegorização quilombola n’A República de Palmares (inacabada)

Na última aula, abordaremos as concepções historiográfica e literária do mocambo de Palmares anteriores a Castro Alves, focalizando as narrativas de Sebastião da Rocha Pita e Joaquim Norberto de Souza Silva. A tentativa épica do poema A República de Palmares de Castro será discutida à luz de tal tradição, com ênfase nos procedimentos retórico-poéticos empregados pelo poeta no processo de mitificação do ethos guerreiro do mocambo.

Bibliografia

ACKERMANN, Fritz. A obra poética de Antônio Gonçalves Dias. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1964.

ALONSO, Angela. Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasileiro. (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S. A., 1997.
ANDERSON, Benedict. Imagined communities. London: Verso, 2006.

ARAÚJO, Giovanna Gobbi Alves. A pintura das águas: um estudo da visualidade poética n’A Cachoeira de Paulo Afonso de Castro Alves. 2015. 195f. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira). Universidade de São Paulo. São Paulo, 2015.
ASSIS, Machado de. “Instinto de nacionalidade”. Machado de Assis: crítica, notícia da atual literatura brasileira. São Paulo: Agir, 1959. pp. 28 – 34.
BASTIDE, Roger. “A incorporação da poesia africana à poesia brasileira” In Poetas do Brasil. São Paulo: Edusp, 1997.

BOSI, Alfredo. Entre a literatura e a história. 1ª ed. São Paulo: Editora 34, 2013.
______. Dialética da colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6ª ed. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2000.
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
______. “A vida política”. in CARVALHO, José Murilo de (Coord.) A construção nacional: 1830-1889. v. 2., Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
CUNHA, Cilaine Alves. “Introdução” In DIAS, Gonçalves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CUNHA, Fausto. O Romantismo no Brasil: de Castro Alves a Sousândrade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, Brasília, DF, INL, 1971.
DIAS, Gonçalves. Os Timbiras. Leipzig: F. A. Brockhaus, 1857.
______. “Meditação”. In Obras póstumas de A. Goncalves Dias. Precedidas de uma notícia de sua vida e obras. Antonio Henriques Leal. v. III. São Luís do Maranhão, 1868.
______. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.

FAORO, Raymundo. Os donos do poder. Formação do patronato político brasileiro. 5. ed. São Paulo: Globo, 2012.

FRANCHETTI, Paulo. “O triunfo do romantismo: Indianismo e estilização épica em Gonçalves Dias” In TEIXEIRA, Ivan (Org.). Épicos. São Paulo: Edusp, 2008.
GOMES, Eugênio. “Castro Alves e o romantismo brasileiro”. In ALVES, Castro. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997.
GUIMARÃES, Manoel Luís Salgado. Historiografia e Nação no Brasil. 1838 – 1857. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2011.
_______. Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma História Nacional. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, 1(1) 1988, p.5-27.

MARQUES, Wilton José. Gonçalves Dias: o poeta na contramão. Literatura e escravidão no romantismo brasileiro. São Carlos: EDUFSCar, 2010.
MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides. Breve história da literatura brasileira. São Paulo: É Realizações Editora, 2011.
MOLINA, Diego A. A Meditação de Gonçalves Dias. A natureza dos males brasileiros. Estudos Avançados, São Paulo , v. 30, n. 86, p. 235-252, Apr. 2016. Disponível em:
MOREIRA, Vânia. “O ofício do historiador e os índios: sobre uma querela no Império”. Revista Brasileira de História, São Paulo. v. 30, n. 59, 2010. pp. 53-72.

PEREIRA, L.M. A vida de Gonçalves Dias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952.
REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. (Orgs.) Liberdade por um fio – história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
RICARDO, Cassiano. O indianismo de Gonçalves Dias. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1964.
TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes: o movimento indianista, a política indigenista e o estado-nação imperial. Tradução Fábio Fonseca de Melo. São Paulo: Edusp, 2008.

Programa

PROGRAMA:

Aula 1 – Áfricas no plural
A invenção da África pelas políticas coloniais; a busca por uma identidade africana; a resistência das línguas coloniais; a literatura como parte dos movimentos revolucionários, a língua portuguesa como arma e espólio nas guerras pela independência.

Aula 2 – Periodização literária
Literatura colonial: Fase exótica, fase doutrinária, fase cosmopolita
Literatura africana moderna: discurso de resistência, possiblidade de escrever sobre si, projeto intelectual e literário do escritor africano

Aula 3 – Literatura angolana
Os poetas da guerra: Agostinho Neto e Luandino Vieira
Utopia da revolução e distopia da realidade: Pepetela
A geração do pós-guerras: José Eduardo Agualusa e Ondjak

Aula 4 – Literatura moçambicana
Formação do sentimento patriótico: José Craveirinha
Literatura como afronta aos poderes instituídos: Luis B. Howana e Ungulani Ba Ka Khosa;
O poder de não esquecer: Aldino Muianga
Narração da catástrofe coletiva: Mia Couto e Paulina Chiziane
Literatura como superação da ideia de morte: Suleiman Cassamo

BIBLIOGRAFIA:


ABDALA JUNIOR, Benjamin (org.). Estudos comparados: Teoria, Crítica e Metodologia. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2014.

ABDALA JUNIOR, Benjamin. Literatura, História e Política: Literaturas de língua portuguesa no século XX. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2017.

ABDALA JUNIOR, Benjamin, SILVA, Rejane Vecchia. Literatura e memória política. Angola. Brasil. Moçambique. Portugal. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2017.

AGUALUSA, José Eduardo. O vendedor de passados. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018.

APPYA, Kwame Anthony. Na casa de meu pai: a África na filosofia da cultura. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997

CAN, Nazir Ahmed. O campo literário moçambicano. São Paulo: Editora Kapulana, 2020.

CASSAMO, Suleiman. O regresso do morto. São Paulo: Kapulana, 2016

CHAVES, Rita, MACEDO, Tania (orgs). Portanto... Pepetela. São Paulo: Ateliê, 2009.

CHIZIANE, Paulina. A alegre conto da perdiz. São Paulo: Dublinense, 2017.

COUTO, Mia. Terra Sonâmbula. São Paulo, companhia de Bolso, 2015.

COUTO, Mia. E se Obama fosse africano: e outras interinvenções. São Paulo, companhia de Bolso, 2011.

CRAVEIRINHA, José. Antologia poética. Ana Mafalda Leite, org. Belo horizonte: Editora UFMG, 2010.

HOWANA, Luis Bernanrdo. Nós matamos o cão tinhoso. São Paulo: Kapulana, 2017.

KHOSA, Ungulani Ba Ka. Gungunhana; Ualalapi; As mulheres do imperador. São Paulo: Kapulana, 2018

MUIANGA, Aldino. Asas quebradas. São Paulo: Kapulana, 2019.

NETO, Agostinho. Sagrada esperança. São Paulo: Editora Ática, 1985.

NOA. Francisco. Império, Mito e Miopia: Moçambique como invenção literária. São Paulo: Editora Kapulana, 2015.

NOA. Francisco. Uns e outros na literatura moçambicana. São Paulo: Editora Kapulana, 2017.

ONDJAK. Os da minha rua. Rio de Janeiro: Língua geral, 2007.

PEPETELA. Mayombe. São Paulo: Leya, 2013.

______. Geração da utopia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

______. O quase fim do mundo. São Paulo: Kapulana, 2019.

VIEIRA, Luandino. O fato completo de Lucas Matesso. In Vidas Novas. Lisboa: Caminho, 2006.

WEINHARDT, Marilene (org.) Centro, centros: literatura e literatura comparada em discussão. Curitiba: Ed. UFPR, 2011.

Programa

1. Introdução da literatura europeia até a Idade Média;
2. A sociedade e a literatura latina medieval;
3. As primeiras literaturas medievais em línguas vernáculas: siciliana, occitana e moçárabe;
4. A lírica galego-portuguesa: limites a quo/ad quem, fontes e géneros;
5. As cantigas de amigo;
6. As cantigas de amor;
7. As cantigas de escárnio e maldizer;
8. As cantigas de Santa Maria;
9. Géneros menores (pastorelas, alvas, tenços...);
10. A prosa medieval: textos não literários (documentos notariais);
11. A narrativa medieval: matéria de Bretanha (Livro de Merlin...);
12. A narrativa medieval: matéria de Roma (Crónica Troiana);
13. A narrativa medieval: historiografia e hagiografia;
14. Século XIV: o esplendor italiano (fragmentos da Comédia traduzida em galego por Darío Xohán Cabana);
15. Século XV: separação progressiva entre o galego e o português.

Recursos didáticos

- Manuais gerais de história, arte, música e literatura:
Alén Garabato, Mª Pilar. 1997. Historia da música galega. Cantos, cantigas e cánticos. A Nosa Terra.
Cegarra, Basilio. 1992. Guia da arte de Galicia. Galaxia.
López Carreira, Anselmo. 2005. Historia xeral de Galicia. A Nosa Terra.
Pena, Xosé Ramón. 2013. Historia da Literatura Galega I: Das orixes a 1853. Xerais.

- Manuais de lírica e prosa medieval galego-portuguesa
Godinho, Hélder. 1986. Prosa medieval portuguesa. Editorial Comunicação.
Tavani, Giuseppe. 1990. A Poesia Lírica Galego-Portuguesa. Galaxia.
Videira Lopes, Mª da Graça. 2017. Cantigas medievais galego-portuguesas: corpus integral profano online.
Biblioteca Nacional. Projeto Littera. https://cantigas.fcsh.unl.pt/