Programa

OBJETIVOS
O mito de Sísifo é um mito decisivo, diríamos evocando Albert Camus, que joga com a homofonia entre Le Mythe de Sisyphe (título de seu ensaio sobre o absurdo) e le mythe décisif. Um “mito decisivo”, por isso tomado como ponto de partida de nosso curso, para refletir sobre os anseios e fardos do ser humano, sobretudo numa época de reencontro traumático com o absurdo nas formas visíveis e invisíveis da tragédia, acentuadas pela pandemia da COVID-19. Condenado pelos deuses ao repetidamente fracassado esforço de empurrar montanha acima um enorme rochedo para vê-lo voltar a cair ao sopé, Sísifo, à luz da releitura de Camus, se revela uma metáfora de forte expressividade e atualidade para uma reflexão crítica sobre o “tempo cíclico” da repetição de desencontros, errâncias, torpezas, dores, desamparos que, segundo Camus, fazem da existência humana um drama em que o amor como que “natural” do homem pela vida é desafiado incessantemente por eventos e tendências hostis ao nosso anseio por bem-estar, liberdade, justiça. Essa tensão, por sua vez, se não for acobertada pelos velhos esquemas mistificatórios, favorece uma tomada de consciência que, ao invés do suicídio (concreto ou “filosófico”), leva a uma reafirmação da vida, do valor (que não se confunde com o suposto sentido) de viver, numa dinâmica ético-existencial à qual Camus dá o nome de revolta. Apesar das conotações bélicas e iracundas que se poderiam associar a uma palavra como revolta, sua específica configuração conceitual em Camus embute uma forte carga “erótica”, no sentido que o Eros tem em Freud como potência de religação, anseio de unidade, não às tendências destrutivas e separativas de Tânatos (a pulsão de morte). A revolta impulsiona os seres humanos à solidariedade diante de seu destino absurdo em comum. É um afeto positivo pela vida, uma espécie de élan vital que quer a vida e a vida em abundância, neste mundo, aqui e agora, sem os adiamentos do gozo impostos pela repressão social e pelas promessas metafísicas. O absurdo e a revolta só compactuam com o “ódio” (ou com a melancolia destrutiva) quando mal compreendidos em sua real natureza; daí virarem pretexto para condutas niilistas que a filosofia de Camus tenta refutar, como o suicídio e o assassinato. Amor (e o ódio) à vida, absurdo e revolta, tais como Camus os pensa filosoficamente na trilogia de ensaios Núpcias, O mito de Sísifo e O homem revoltado, e em suas possíveis ressonâncias ou releituras dentro do escopo da psicanálise de Freud, são o ponto de partida e fio condutor do presente curso. Além da reconstrução cuidadosa desses conceitos, procuraremos ver como entram “em ação” na obra literária do próprio Camus (em particular no romance A peste, de 1947) e em outros dois textos de grande afinidade temática com a tensão entre a condição humana absurda e o afeto do ódio em suas derivas totalitárias: “A infância de um chefe”, um dos cinco contos de Sartre reunidos em O muro (1939) e a peça O rinoceronte, de Ionesco. A psicanálise ajuda a compreender o ódio enquanto paixão política. Movidas pelo ódio, as pessoas têm suas possibilidades de diálogos reduzidas, bem como se achatam os espaços para as diferenças, trazendo apenas soluções rasas para problemas complexos. Agressividade, devemos lembrar, não é o mesmo que ódio na psicanálise. A agressividade é importante para nos diferenciarmos do outro, para nos constituirmos. O ódio é ruptura, uma potência tirânica avassaladora que pode romper a experiência de continuidade de subjetivação. As chamadas redes sociais amplificam o alcance e os danos, inclusive políticos, da propensão humana ao ódio como um modo de autodissolução da responsabilidade e da lucidez da consciência nas correntezas grotescas da mentalidade gregária e do simplismo binário. Alguns aspectos do corpus teórico freudiano, como as noções de inconsciente, repetição/elaboração de sintomas, das Unheimliche, mal-estar na civilização e narcisismo das pequenas diferenças serão convocados a ampliar e concretizar as reflexões sobre o absurdo e a revolta propostas por Camus.

METODOLOGIA
Buscando uma aproximação de filosofia e psicanálise entre si e com a imaginação literária, partimos da preocupação de salvaguardar diferenças, salientar a singularidade dos pontos de vista disciplinares, das visões de mundo e das obras evocadas, o que não reduz, bem pelo contrário, amplifica, a riqueza do diálogo. A genialidade de Camus, como escritor e filósofo, parece ter entre seus segredos a maestria do manejo de um dispositivo fluido como o ensaio, gênero que até no seu nome, para não dizer de sua longa tradição especificamente francesa, traz em si a marca da ousadia experimental, de “tentativa” (essai) por sucessivas e diferentes aproximações, do rigor das perguntas desprovido de dogmatismo nas respostas. Tais virtudes epistemológicas vão nos inspirar seja no momento da reconstrução da lógica interna da reflexão de Camus, seja no seu uso em diálogos para além dela mesma.
Assim também, no que tange ao papel da psicanálise, há aqui a preocupação ética em não violentar a especulação filosófica e a criação literária com o vício do reducionismo. Apostamos na passagem da tradicional psicanálise aplicada para uma psicanálise implicada, nos moldes desenvolvidos especialmente por João Frayze-Pereira.
As aulas serão compostas por exposições teóricas, slides e discussão coletiva dos textos.

PROGRAMA
Aula 1
Apresentação geral do curso e dos conceitos-chave, como absurdo, revolta e o ódio, em sua imbricação entre as teorias de Camus e de Freud.

Aula 2
Discussões sobre o ensaio O Mito de Sísifo para aprofundamento da problemática do absurdo. O “tempo cíclico” de Sísifo e seus paralelos na filosofia de Nietzsche e no fenômeno psicanalítico da compulsão da repetição.

Aula 3
A peste, de Camus –do absurdo à revolta, do indiferentismo individualista à resistência antitotalitária. “A peste”, que Freud disse a Jung que eles estavam levando para os Estados Unidos na célebre viagem de 1909 para o país dos “self-made men”: uma metáfora do (não-) sentido subversivo da psicanálise.

Aula 4
A Infância de um chefe, de Sartre e O Rinoceronte, de Ionesco: vinhetas da captura afetiva de um indivíduo e de toda uma coletividade pelo apelo do ódio.

JUSTIFICATIVA
A obra de Albert Camus vem sendo cada vez mais reconhecida como um referencial fundamental para a reflexão sobre nossos “tempos de peste” –não só da pandemia do novo coronavírus, mas também da ressurgência de velhos fantasmas político-ideológicos que vêm nos ameaçar com retrocessos até pouco tempo atrás inimagináveis. Absurdo e revolta, amor à natureza (inclusive à nossa própria natureza) e solidariedade são temas camusianos de impressionante atualidade. Revisitá-los, ainda mais à luz de um diálogo, raramente encontrado na bibliografia especializada, com a psicanálise de Freud, nos parece uma aventura de grande interesse, e isso não apenas para o público acadêmico mais restrito, com também para toda pessoa instigada a pensar e a se pensar a fundo em um dos períodos mais críticos de nossa história.

ATIVIDADES DISCENTES
Leitura dos textos, participação nas discussões.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Participação nas aulas, presença em 75% das aulas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARONSON, Ronald, Camus e Sartre – O polêmico fim de uma amizade no pós-guerra. Trad. Caio Liudvik. Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira, 2007.
CAMUS, Albert, Núpcias, O verão. Trad. Vera Queiroz da Costa e Silva. Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira, 1979.
CAMUS, Albert, Essais. Paris. Gallimard, 2000.
CAMUS, Albert, O mito de Sísifo. Trad. Ari Roitman e Paulina Watch. Rio de Janeiro: ed. Record, 2007.
CAMUS, Albert, O homem revoltado. Trad. Valerie Rumjanek. Rio de Janeiro: ed. Record, 2008.
CAMUS, Albert, A peste. Trad. Valerie Rumjanek. Rio de Janeiro: ed. Record, 2017.
FRAYZE-PEREIRA, J. A., Arte, dor: inquietudes entre estética e psicanálise. Cotia: Ateliê editorial; 2010.
FREUD, Sigmund., O infamiliar e outros escritos. In: Obras Incompletas de Sigmund Freud. Vol 8. Belo Horizonte: Autêntica Editora; 2019.
FREUD, Sigmund, Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Além do Princípio de Prazer, psicologia de grupos e outros trabalhos (1920-1922). Vol. XVIII. Rio de Janeiro: Imago; 1996.
FREUD, Sigmund, Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. A história do movimento psicanalítico, artigos sobre metapsicologia e outros trabalhos (1914-1916). Vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago; 1996:192.
FREUD, Sigmund, O mal-estar na civilização, novas conferências introdutórias à psicanálise e outros textos. São Paulo: Companhia das Letras; 2010.
IONESCO, Eugène, O rinoceronte. Trad. Luís de Lima. Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira, 2015.
KAST, V., Sísifo- A mesma pedra, um novo caminho. Trad. Erlon José Paschoal. S. Paulo: Cultrix, 1997.
MENDES, Mauro, O discurso da estupidez. São Paulo: Iluminuras, 2020.
SARTRE, J.-P., O muro. Trad. H. Alcântara Silveira. Rio de Janeiro: ed. Nova Fronteira, 2015.
STAAL, Ana de & LEVINE, Howard, Psicanálise e vida covidiana. S. Paulo, ed. Blücher, 2021.
WILSON, Colin, O outsider. Trad. Margarida Maria C. Oliva. S. Paulo: ed. Martins Fontes, 1985.
WORMS, Fréderic, La Philosophie em France au XXe Siècle- Moments. Paris: Gallimard, 2009.

Programa

Aula 01 (01/08) - Tradição e ruptura: um panorama sócio-histórico, cultural e teatral da Grã-Bretanha nas décadas de 1950 e 1960. / Leitura e análise de The Deep Blue Sea (1952), de Terence Rattigan e Olhe para trás com raiva (1956), de John Osborne.

Aula 02 (05/08) - Momento de transição: Angry Young Men, ou Jovens Coléricos, e Teatro do Absurdo / Leitura e análise de The Room (1957).

Aula 03 (08/08) - Pinter dramaturgo: do fracasso à fama / Leitura e análise de A Festa de Aniversário (1967) e O Monta-Cargas (1960)

Aula 04 (10/08) - Uma nova fase (?): Leitura e análise de A Volta ao Lar (1965). / O "pinteresque": características temático-formais da obra de Harold Pinter / Pensamentos finais.

Bibliografia:

BAKER, William. Harold Pinter. Londres/ Nova York: Continuum, 2008.
BILLINGTON, Michael. Harold Pinter. Londres: Faber and Faber, 2007.
BURNS, William E. A Brief History of Great Britain. Nova York: Facts On File, 2010.
ESSLIN, Martin. Pinter: The Playwright. Londres: Methuen Drama, 2000.
______________. O Teatro do Absurdo. São Paulo: Zahar, 2018.
MORGAN, Kenneth O. Twentieth- Century Britain: A Very Short Introduction. Oxford: Oxford University Press, 2000.
OSBORNE, John. Look Back in Anger. Londres: Faber and Faber, 1978.
PINTER, Harold. A Volta ao Lar. São Paulo: Abril Cultural, 1976.
Plays One. Londres: Faber and Faber, 1996.
_____________. Plays Two. Londres: Faber and Faber, 1996.
_____________. A festa de Aniversário e o Monta-cargas. Rio de Janeiro: José Olympio, 2016
RATTIGAN, Terence. The Deep Blue Sea. Londres: Nick Hern Books, 1999.

Programa

In front of the current international situation, characterized by the growth of instability in social, political
and economic terms, this 4 days-long seminar intends to reflect on the vital connection between social
justice and freedom, by investigating a series of European socialist thinkers of the past century, through
a historical-political approach. For every thinker selected, the seminar will illustrate his peculiar way of
interpreting the issue of social justice and freedom, considering his socialist and democratic vision, while
paying attention to the way in which each of these thinkers sought to give an effective response to the
most relevant challenges of their time: from the rise of Fascisms to the threat of a nuclear war, from the
integration of the working class to how to build a truly just and free society. The objective is to develop a
critical reflection on the never-ending issue of social justice starting from the intellectual works of the
following relevant thinkers, who deserve our attention still nowadays.


1st day: introduction to the seminars. A seminar-lesson devoted to the figure and work of the anti-fascist
GAETANO SALVEMINI, while outlining the rise and aftermath of Fascismo Italiano. The objective is to
discuss his anti-Fascist commitment and his democratic socialism.

2nd day: A seminar-lesson on CARLO ROSSELLI, another key figure of Italian anti-Fascism and theorist
of Liberal Socialism, an original attempt to rethink the centrality of the principle of freedom within socialist
tradition.

3rd day: A seminar-lesson on GEORGE ORWELL, journalist and Socialist militant who opposed
Fascism, Stalinism, while believing – similarly to Rosselli and Salvemini – in the interconnection between
social justice and freedom. Most importantly he offers us a sharp and original analysis and interpretation
of 20th century totalitarianisms.

4th day: A seminar-lesson on BERTRAND RUSSEL, a philosopher, mathematician, and intellectual who
theorized and professed a humanitarian and cosmopolitan socialism by relating the latter to the value of
peace.


For the last day of the seminar-series students will be asked to critically reflect on the thinkers discussed
in class, by working in groups. Each group will be asked to identify the major points of strength and
weaknesses concerning the four authors’ work, while discussing what they think is the most significant
political message that we can learn from them in relation to our present.
The students will be provided with written materials on the thinkers discussed to work in class and make
the seminars interactive.
At the end of the seminars, students will be also provided with the slides used by the teacher in class.

Bibliografia
S. Audier, The Liberal Socialism of Carlo Rosselli and Reformism, “Mil Neuf Cent. Revue d’Historire
intellectuelle, vol. 30, 1, 2012, pp. 115-132.
A. Catanzaro-S. Lagi (ed. by), Monisms and Pluralisms in the History of Political Thought, Novi Ligure,
Epoké, 2016.
N. Fraser, Capitalism: A Conversation in Critical Theory, Cambridge, Polity Press, 2018.
G. Killinger, Gaetano Salvemini: a Biography, Westport. Conn., Praeger, 2002.
G. Orwell, Politics and the English Language, London, Penguin Books, 1946
G. Orwell, 1984, London, Penguin Books, 2018
C. Rosselli, Liberal Socialism (1930), ed. by N. Urbinati, Princeton, Princeton University Press, 2017
B. Russell, Philosophy and Politics, Cambridge, Cambridge University Press, 1946
G. Salvemini, The Fascist Dictatorship in Italy, New York, Henry Holt, 1927
A. Woloch, Or Orwell. Writing and Democratic Socialism, Harvard, Harvard University Press, 2016

Programa


26/10 (10h) Apresentação do curso (Prof. Rafael Villa)
Aula 1: Formação da identidade latino-americana (Prof. Vivian Urquidi)

09/11 (10h) Aula 2: Dilemas da América Latina: dinâmicas de conflito e paz (Prof. Thales Carvalho)
Apresentação do Observatório de Conflito e Paz na América Latina (Prof. Camila Braga)

23/11 (10h) Aula 3: Dilemas da América Andina: crime organizado e ilícitos transfronteiriços (Prof. Marcos Alan Ferreira)

30/11 (10h) Aula 4: Dilemas da América Central – El Salvador, Guatemala e Nicarágua: das guerras civis aos novos tempos de paz (Prof. Vanessa Matijascic e Prof. Camila Braga)

07/12 (10h) Aula 5: Dilemas latinos na América do Norte – México: violência e direitos humanos (Prof. Anais Medeiros)

14/12 (10h) Aula 6: Dilemas do Caribe – Haiti: um país em busca de autonomia (Prof. Vanessa Matijascic e Prof. Rafael Villa)

Referências

AGUILAR CAMÍN, H. & MEYER, L. À Sombra da Revolução Mexicana: História Mexicana Contemporânea, 1910-1989. São Paulo: Edusp, 2000.

AYERBE, L. F. Novas lideranças e alternativas de governo na América do Sul. São Paulo: Editora UNESP, 2008.

BRAGA MATIJASCIC, V. Acordos de paz para a América Central nos anos 1980: a busca pela solução negociada 10.5102/uri.v13i1.3088. Revista Universitas: Relações Internacionais, v. 13, p. 15-39, 2015.

BETHELL, L. (Org.). História da América Latina: da independência até 1870, volume III. São Paulo: Edusp/Imprensa Oficial do Estado; Brasília, DF: Fundação Alexandre de Gusmão, 2001.

BERNARDI, B. B. Repensando a mobilização dos direitos humanos: relações entre ativistas e vítimas de violações no caso Alvarado contra o México. Lua Nova. Revista de Cultura e Política, v. 113, p. 57-102, 2021.

CARMO, C. A.; WINAND, E.C.A.; BARNABÉ, I.R.; PINHEIRO, L.M. (orgs). Relações internacionais: olhares cruzados. Brasília: FUNAG, 2013.

CARVALHO, T. Mechanisms of defense policy diffusion in South America: evidence from the South American Defense Council. Revista Brasileira de Política Internacional, v.66, p.1-21, 2023.

FARRET, R. L.; PINTO, S. R. "América Latina: da construção do nome à consolidação da ideia". Topoi, v. 12, n. 23, p. 30-42, jul-dez. 2011.

FRANZONI, M. La nueva alternancia en México y los impactos en las relaciones con Latinoamérica. Pensamento Proprio, v. 49-50, p. 275-302, 2019.

GRANDIN, G. A revolução guatemalteca. São Paulo: Editora Unesp, 2004.

MATIJASCIC, V. B. Haiti, Violência e Recondução Política. Dossiê de Conflitos Contemporâneos, v. 2, p. 68-72, 2021.

MATIJASCIC, V. B. As Interferências Externas e a Manutenção da Ordem Pública no Haiti História e Cultura, v. 1, p. 119, 2012.

MATIJASCIC, V. B. El Salvador: da guerra civil às reformas institucionais dos anos 1990. In: 5º Encontro Nacional da ABRI, 2015, Belo Horizonte. Anais Eletrônicos do 5º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Relações Internacionais. Belo Horizonte: ABRI, 2015. v. 5. p. 1-26.

MARTÍ, J. Nossa América (Antologia). São Paulo: Hucitec, 1983.

PASSOS, A. M. Breaking the Law to ensure order: the case of Tijuana (2007-2012). Bulletin of Latin American Research, 2020.

PRADO, M. L. C. A formação das nações latino-americanas. São Paulo: Editora Atual, 1987.

PRADO, M. L. C. América Latina no século XIX – Tramas, Telas e Textos. SP: Edusp; Bauru-SP: Edusc, 1999.

PRADO, M. L. C. Repensando a história comparada da América Latina. In: Revista de História, São Paulo, FFLCH/USP, n. 153, 2° semestre de 2005.

PRADO, M. L. C.; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014.

ROJAS, C. A. A. América Latina: história e presente. Campinas: Papirus, 2004.

SAINT-PIERRE, H. L. A política armada: fundamentos da guerra revolucionária. São Paulo: Editora UNESP, 2000.

SARMIENTO, D. F. Facundo: civilização e barbárie. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

SUE-MONTGOMERY, T.; WADE, C. A revolução salvadorenha. São Paulo: Editora Unesp, 2006.

VILLA, R. D.; BRAGA, C.; FERREIRA, M. A. S.V. Violent Nonstate Actors and the Emergence of Hybrid Governance in South America. Latin American Research Review, v. 56, p. 36-49, 2021.

URQUIDI, V.; TEIXEIRA, V.; LANA, E. Questão Indígena na América Latina: Direito Internacional, Novo Constitucionalismo e Organização dos Movimentos Indígenas. Cadernos PROLAM/USP, v. 1/ano7, p. 199-222, 2008.

ZIMMERMANN, M. A revolução nicaraguense. São Paulo: Editora Unesp, 2006.

Programa

Aula 1 – A figuração indígena em A Confederação dos Tamoios de Gonçalves de Magalhães (1856)
 
A Confederação dos Tamoios (1856) reconfigura um passado imemorial no qual a fundação do Rio de Janeiro ocorre a partir do sacrifício tamoio na resistência contra o invasor português. Comprometido com a construção de uma nacionalidade brasileira, o poema épico A Confederação dos Tamoios se filia diretamente ao projeto historiográfico de cunho literário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) financiado por d. Pedro II. Essa primeira aula do curso tratará da representação indígena no poema e da centralidade da obra de Magalhães enquanto referencial épico para as subsequentes narrativas.
 
 
Aula 2 – A crítica à escravidão em Meditação (1850) e a caraterização indígena no poema d’Os Timbiras (inacabado) de Gonçalves Dias
 
Na prosa poética inacabada Meditação (1850), Gonçalves Dias converge a dura crítica à escravidão enquanto fundamento econômico da sociedade oitocentista à defesa do trabalho livre, por meio da valorização de uma essência mítica indígena da cultura brasileira, encontrada incólume apenas no período prévio à violenta invasão portuguesa. Desdobramento épico de Meditação com o qual constitui um díptico de denúncia à política imperial luso-brasileira de extermínio indígena, os quatro cantos existentes d’Os Timbiras (inacabado) exibem um potencial descritivo que confere um tratamento enargético à natureza animada e ao elemento humano. Esta aula visa refletir sobre os procedimentos literários empregados na caracterização da figura do indígena, tendo em vista o período de composição da obra marcado por tensões políticas posteriores à aprovação do Aberdeen Act (1845) e à turbulência das revoltas regenciais.
 
Aula 3 – A representação negra em A Cachoeira de Paulo Afonso (1876) e A República de Palmares (inacabada) de Castro Alves
 
Esta aula objetiva apresentar e discutir aspectos da poética de Castro Alves referentes à figuração do herói negro por meio da análise dos poemas A Cachoeira de Paulo Afonso e A República de Palmares, que comporiam um projeto integral de uma obra abolicionista. As temáticas da denúncia dos horrores da escravidão, do republicanismo e da iminência das revoltas escravas e populares surgem nos poemas como resposta a questões históricas e políticas prementes das últimas décadas do Segundo Reinado, reverberando, ainda, ecos dos poemas do livro d’Os Escravos.
 
Bibliografia
 
ACKERMANN, Fritz. A obra poética de Antônio Gonçalves Dias. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1964.
ALENCAR, José de. Cartas sobre A confederação dos tamoyos. Rio de Janeiro: Empreza Typographica Nacional do Diario, 1856.
ALONSO, Angela. Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasileiro. (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar S. A., 1997.
ANDERSON, Benedict. Imagined communities. London: Verso, 2006.
ARAÚJO, Giovanna Gobbi Alves. A pintura das águas: um estudo da visualidade poética n’A Cachoeira de Paulo Afonso de Castro Alves. 2015. 195f. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira). Universidade de São Paulo. São Paulo, 2015.
ASSIS, Machado de. “Instinto de nacionalidade”. Machado de Assis: crítica, notícia da atual literatura brasileira. São Paulo: Agir, 1959. pp. 28 – 34.
BARROS, Roque Spencer Maciel de. A significação educativa do romantismo brasileiro: Gonçalves de Magalhães. São Paulo: Grijalbo; Edusp, 1973.
BASTIDE, Roger. “A incorporação da poesia africana à poesia brasileira” In Poetas do Brasil. São Paulo: Edusp, 1997.
BOSI, Alfredo. Entre a literatura e a história. 1ª ed. São Paulo: Editora 34, 2013.
______. Dialética da colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.
CAMPATO JR., João Adalberto. “A Confederação de Magalhães: Epopeia e Necessidade Cultural”. In TEIXEIRA, Ivan (Org.). Épicos. São Paulo: Edusp/Imprensa Oficial, 2008.
______. A Confederação dos Tamoios: gênese, retórica e ideologia da epopeia do Segundo Reinado. Curitiba: CRV, 2014.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6ª ed. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2000.
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
______. “A vida política”. in CARVALHO, José Murilo de (Coord.) A construção nacional: 1830-1889. v. 2., Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
CASTELO, José Aderaldo. Gonçalves de Magalhães. Trechos escolhidos. Rio de Janeiro: Agir, 1961.
______. Gonçalves de Magalhães. São Paulo: Editora Assunção Limitada, 1946.
CUNHA, Cilaine Alves. “Introdução” In DIAS, Gonçalves. Cantos. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CUNHA, Fausto. O Romantismo no Brasil: de Castro Alves a Sousândrade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, Brasília, DF, INL, 1971.
DIAS, Gonçalves. Os Timbiras. Leipzig: F. A. Brockhaus, 1857.
______. “Meditação”. In Obras póstumas de A. Goncalves Dias. Precedidas de uma notícia de sua vida e obras. Antonio Henriques Leal. v. III. São Luís do Maranhão, 1868.
______. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.
DENIS, Ferdinand. “Resumo da história literária do Brasil”. in CÉSAR, Guilhermino. Historiadores e críticos do romantismo – 1: a contribuição europeia, crítica e história literária. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1978. pp. 35-82.
FAORO, Raymundo. Os donos do poder. Formação do patronato político brasileiro. 5. ed. São Paulo: Globo, 2012.
FRANCHETTI, Paulo. “O triunfo do romantismo: Indianismo e estilização épica em Gonçalves Dias” In TEIXEIRA, Ivan (Org.). Épicos. São Paulo: Edusp, 2008.
GOMES, Eugênio. “Castro Alves e o romantismo brasileiro”. In ALVES, Castro. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997.
GUIMARÃES, Manoel Luís Salgado. Historiografia e Nação no Brasil. 1838 – 1857. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2011.
_______. Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma História Nacional. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, 1(1) 1988, p.5-27.
MAGALHÃES, D. J. Gonçalves de. Poesias de D. J. G. de Magalhaens. Rio de Janeiro: Typographia de R. Ogier, 1832.
______. Suspiros poéticos e saudades. 2. ed. Paris: Livreiro-editor Morizot, 1859.
______. A confederação dos tamoyos. Rio de Janeiro: Empresa Tipográfica Dois de Dezembro, 1857.
______. A confederação dos tamoyos: poema por D. J. G. de Magalhaens. 2. ed. revista, correta e acrescentada pelo autor. Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Garnier, 1864.
______. A confederação dos tamoios. Organização Maria Eunice Moreira, Luís Bueno. Curitiba: UFPR, 2007.
 
MARQUES, Wilton José. Gonçalves Dias: o poeta na contramão. Literatura e escravidão no romantismo brasileiro. São Carlos: EDUFSCar, 2010.
MARTINS, Eduardo Vieira. A fonte subterrânea. Londrina: Eduel, 2005.
MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides. Breve história da literatura brasileira. São Paulo: É Realizações Editora, 2011.
MOLINA, Diego A. A Meditação de Gonçalves Dias. A natureza dos males brasileiros. Estudos Avançados, São Paulo , v. 30, n. 86, p. 235-252, Apr. 2016. Disponível em:
MOREIRA, Vânia. “O ofício do historiador e os índios: sobre uma querela no Império”. Revista Brasileira de História, São Paulo. v. 30, n. 59, 2010. pp. 53-72.
PEREIRA, L.M. A vida de Gonçalves Dias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1952.
REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. (Orgs.) Liberdade por um fio – história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
RICARDO, Cassiano. O indianismo de Gonçalves Dias. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1964.
TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes: o movimento indianista, a política indigenista e o estado-nação imperial. Tradução Fábio Fonseca de Melo. São Paulo: Edusp, 2008.

 

Programa

Programa

1. Introdução ao Chengyu
Por que estudar Chengyu?
Tipos de Chengyu
Provindos de Fábulas 寓言成语故事
拔苗助长(bá miáo zhù zhǎng)
Provindos de Contos Históricos 历史成语故事
纸上谈兵( zhǐ shàng tán bīng)
Provindos Mitos 神话成语故事
精卫填海( jīng wèi tián hǎi)
De uso prático 其他
津津有味 (jīn jīn yǒu wèi)

2. Chengyu de Citação Alusiva :
Provindos de Fábulas 寓言成语故事(parte 1)
滥竽充数( làn yú chōng shù)
画蛇添足(huà shé tiān zú)
守株待兔(shǒu zhū dài tù)
刻舟求剑(kè zhōu qiú jiàn)
愚公移山(yú gōng yí shān)

3. Chengyu de Citação Alusiva :
Provindos de Fábulas 寓言成语故事(parte 2)
买椟还珠(mǎi dú huán zhū)
自相矛盾(zì xiāng máo dùn)
亡羊补牢(wáng yáng bǔ láo)
对牛弹琴(duì niú tán qín)

4.Chengyu de Citação Alusiva :
Provindos de Contos Históricos 历史成语故事
破釜沉舟(pò fǔ chén zhōu)
望梅止渴(wàng méi zhǐ kě)
Provindos Mitos 神话成语故事
画龙点睛(huà lóng diǎn jīng)
叶公好龙(yè gōng hào lóng)
De uso prático 其他
不可思议 (bù kě sī yì)
乱七八糟 (luàn qī bā zāo)
心血来潮 (xīn xuè lái cháo)
全力以赴 (quán lì yǐ fù)
理所当然 (lǐ suǒ dāng rán)

Bibliografia Básica
徐盛恒(2004),成语的生成(河南大学外语学院,河南,开封)
王征(2011),汉语成语的结构特点及汉译法等效研究(浙江工工业大学外语学
院,浙江,杭州)
Liwei Jiao, Cornelius C. Kubler and Weiguo Zhang (2009), 500 Common Chinese
Idioms An annotated frequency dictionary

Programa

1; Os primeiros escritos e a questão da democracia
A tônica do primeiro encontro é a democracia nos primeiros escritos de Luxemburg. Apresentaremos brevemente os anos iniciais de militância de Rosa Luxemburg, pouco analisados. Entre 1893 e 1898 a autora se dedicou à análise do desenvolvimento do capitalismo na Polônia e às implicações políticas desse desenvolvimento para o movimento socialista polonês. Tratando da Polônia, a autora apresenta a ideia de “democratização das estruturas estatais” do Império Russo. O tema da democracia é desenvolvido em seguida na sua polêmica com Eduard Bernstein em, “Reforma social ou revolução?”, texto base do encontro.


2. “No princípio era a ação”
No segundo encontro analisaremos o impacto da Revolução Russa de 1905 sobre Luxemburgo. Neste encontro analisaremos a interpretação que Rosa Luxemburgo dá à “massa” e a relação da “massa” com as organizações políticas. O texto de base será “Greve de massa, partido e sindicato”.

3. “Uma economista muito política”

Em toda sua obra, Luxemburgo conecta economia e política. Neste encontro analisaremos aspectos do livro “Introdução à Economia Política” e “A acumulação do capital”.
4. A crise da social-democracia No dia 04 de agosto de 1914 o Partido Social Democrata Alemão (SPD) vota a favor dos créditos de guerra solicitados pelo Imperador Guilherme II. Dessa forma, a I Guerra Mundial eclode com o apoio do maior partido socialista. Esse episódio marca o fim da II Internacional e do próprio SPD como um partido revolucionário. No quarto encontro, analisaremos como Luxemburgo percebeu o avanço do oportunismo no SPD e sua análise sobre o surgimento do imperialismo. O texto de base será “A crise da social-democracia", também conhecido como “Panfleto Junius”.


5. “Eu fui, eu sou, eu serei”: Rosa Luxemburgo e as Revoluções Russa e Alemã
No último encontro, analisaremos a Revolução Russa de 1917 e a interpretação de Luxemburgo sobre ela. Presa desde 1915, Luxemburgo acompanha de perto a evolução dos acontecimentos na Rússia e da própria cadeia redige seu panfleto “A revolução russa”, base para a discussão do último encontro. Analisaremos as esperanças da autora quanto a experiência socialista russa e suas críticas à política implantada pelos bolcheviques. Por fim, veremos brevemente a atuação da autora no início da Revolução Alemã.

Programa

1) Introdução: Transmissão de uma identidade étnico-religiosa minoritária em contextos
de mudança. O judeu como estrangeiro. Inserção diferenciada na estrutura da sociedade
maior: a lógica das expulsões. 

2) A Alta Idade Média na Europa: a transformação urbana, o papel dos judeus.

3) A situação dos judeus sob o domínio muçulmano: o "povo protegido". Principais
contribuições culturais. 

4) A Era das Cruzadas. As matanças de 1096 e o kidush há'shem. Efeitos psicológicos. 

5) Marginalidade dos judeus na Idade Média: um estudo de caso, os judeus da França.

6) A entrada em cena dos judeus no comércio mundial. Prestamistas, ramificações das
atividades bancárias.

7) A transformação das lideranças judaicas: do Exilarca aos Rabinos. O conceito de kehilá

8) Desenvolvimento da cultura judaica em diferentes contextos: Talmude, a Ética dos Pais,
Rashi, Saadia Gaon, Ibn Gabirol, Iehuda Há'levi, Maimônides.
 
 
Bibliografia

Baron, S. História Social y Religiosa del Pueblo Judío: El encuentro de Oriente y
Occidenete. Buenos Aires: Paidós, 1968 (vol. IV)

Berezin, R. (org): Caminhos do Povo Judeu. São Paulo: Vaad há'chinuch, 1975
Bonfin Batalla, G. "La teoría del control cultural en el estudio de procesos etnicos",
em Revista Papeles de la Casa Chata, Año 2, N*3, México, 1987.

Dinur, Bem-Zion "História Judaica: Singularidade e Continuidade" em Vida e
Valores do Povo Judeu. São Paulo: Editora Perspectiva.

Guglielmi, N. "La condición de los judíos medievales (Francia siglo XIV), em Anales
de Historia Antigua y Medieval, Vol. 20, Buenos Aires, 1982

Guinsburg, J. Do Estudo da Oração. São Paulo: Editora Perspectiva, 1968.

Johnson, P. História dos Judeus, Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995.

Koltai, K. (org) O Estrangeiero. São Paulo: Editora Escuta, 1998.

Lewis, B. Os judeus e o Islão. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1993.

Malamat, A, Tadmor, H., Stern, M, Safrai, S., Bem-Sasson, H. H. & Ettinger, S.
Historia del Pueblo Judío. Madrid: Alianza Editorial, 1988 (Volume II)

Pirenne, H. Las Ciudades de la Edad Media. Madrid: Alianza Editorial, 1980.

Obs. Outros itens bibliográficos serão incorporados ao longo do curso.

Programa

Programa:

Detalhamento:

1) Onde publicar e como se preparar para escrever

2) Como se organizar e começar a escrever 

3) Revisão da literatura (Introdução 2)

4) Desenvolvimento 1 - Explicando a metodologia

5) Desenvolvimento 2 - Resultados e discussão

6) Introdução 1 e resumo

7) Conclusão e Referências

8) Dicas úteis para a escrita em inglês

Referências bibliográficas:


BELCHER, Wendy L. Writing your journal article in 12 weeks: a guide to academic publishing success. ThousandOaks,Calif.:Sage Publications, 2009.
FESTAS, Isabel; SEIXAS, Ana ; MATOS, Armanda. Escrita a partir de fontes e suas relações com o plágio em estudantes universitários ,. Educação e Pesquisa, v. 49, n. 49, 2023. Disponível em:
<https://www.scielo.br/j/ep/a/spwRLssv5fwX7Q4k8dZmkYF/?format=pdf&la…;. Acesso em: 5 set. 2023.
FURTADO, Alfredo Braga. Como Escrever Artigos Científicos, Dissertações e Teses. São Paulo: Saraiva, 2010.
MENSAH, Felicia. Like Words Falling Onto the Page. [s.l.: s.n.], 2020.
SWALES, John M.; FEAK, Christine B. Academic writing for graduate students: Essential tasks and skills. Ann Arbor: The University of Michigan Press, 2019.
VOLPATO, Gilson Luiz. Como escrever um artigo científico. Anais da Academia Pernambucana de Ciência
Agronômica, v. 4, p. 97–115, 2007.

Programa

AULA 1 (25/08) - Teoria dos Movimentos Sociais
O estudo dos movimentos sociais adquiriu destaque a partir dos anos 70, seguindo três principais linhas de abordagem, pautadas empiricamente na análise dos atores, das associações e dos eventos de protesto – sendo elas, respectivamente, a Teoria dos Novos Movimentos Sociais, de Touraine, Melucci e Castells; a Teoria da Mobilização de Recursos e Teoria da Sociedade Civil, de Zald e McCarthy/Cohen e Arato e, por fim, a Teoria do Confronto Político, de Charles Tilly e Sidney Tarrow. Estudaremos nesta aula estas principais linhas de análise dos movimentos sociais e seus desdobramentos.

Bibliografia indicada
ALONSO, Angela. Teorias dos movimentos sociais: balanço do debate. Lua Nova, 2009, no. 75. 2009.
DIANI, Mario. The concept of social movement. The Sociological Review. Volume 40, Issue1 February 1992, (pps 1-25).
__. Revisando el concepto de movimiento social. Encrucijadas. Revista Critica de Ciencias Sociales, n. 9, 2015.
JASPER, James. Social movement theory today: towards a theory of action? Sociology Compass, 4/11, 2010.
MELLUCCI, Alberto. The new social movements: a theoretical approach. Social science information, vol 19, no 2, 1980.
__. Challenging Codes. Collective Action in the information age. Cambridge U.P, 1996.
TARROW, Sidney. Power in Movement. New York: Cambridge University Press. 1994.
TILLY, Charles. Social Movements, 1768-2004. London, Paradigm, 2004. Chap 1. Social movements as politics (p 1-15).
__. Contentious performances. Cambridge Univ. Press, 2008. Chap 5. Invention of the Social
movement (p 116-145).

AULA 2 (26/08) - Análise de Eventos de Protesto (AEP)
A Análise de Eventos de Protesto (AEP) se popularizou nos estudos da ação coletiva e dos movimentos sociais nos anos 1980. Uma das contribuições centrais dessa linhagem metodológica é acentuar o caráter relacional e interacional da ação coletiva, analisando os movimentos sociais para além de suas relações internas, mas nas suas relações com outros movimentos sociais contemporâneos, aliados, opositores e o Estado. Esta aula abordará quando e porquê devemos usar a AEP e quais são os critérios em jogo para a classificação de um evento de protesto, bem como os desafios e limites da AEP como método de pesquisa.

Bibliografia indicada
ALONSO, Angela. A política das ruas: protesto em São Paulo de Dilma a Temer. Revista Novos
Estudos: São Paulo, Especial, p. 49-58, jun. 2017.
EARL, Jennifer; MARTIN, Andrew; McCARTHY, John; SOULE, Sarah. The Use of Newspaper Data in the Study of Collective Action. Annual Review of Sociology, v. 30, p. 65-80, 2004.
FILLIEULE, Olivier; JIMÉNEZ, Manuel. The Methodology of Protest Event Analysis and the Media Politics of Reporting Environmental Protest Events. In: ROOTES, C. (ed.). Environmental Protest in Western Europe, Oxford: Oxford University Press, 2003.
VAN DYKE, Nella; SOULE, Sarah; TAYLOR, Verta. The targets of social movements: beyond a focus on the State. Authority in Contention, v. 25, p. 27–51, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLETA
ALONSO, Angela. Teorias dos movimentos sociais: balanço do debate. Lua Nova, 2009, no. 75. 2009.
__. Métodos qualitativos de pesquisa: uma introdução. São Paulo: Sesc São Paulo/CEBRAP, 2016.
__. A política das ruas: protesto em São Paulo de Dilma a Temer. Revista Novos Estudos: São Paulo,
Especial, p. 49-58, jun. 2017.
DIANI, Mario. The concept of social movement. The Sociological Review. Volume 40, Issue1 February 1992, (pps 1-25).
__. Revisando el concepto de movimiento social. Encrucijadas. Revista Critica de Ciencias Sociales, n. 9, 2015.
EARL, Jennifer; MARTIN, Andrew; McCARTHY, John; SOULE, Sarah. The Use of Newspaper Data in the Study of Collective Action. Annual Review of Sociology, v. 30, p. 65-80, 2004.
FILLIEULE, Olivier; JIMÉNEZ, Manuel. The Methodology of Protest Event Analysis and the Media Politics of Reporting Environmental Protest Events. In: ROOTES, C. (ed.). Environmental Protest in Western Europe, Oxford: Oxford University Press, 2003.
JASPER, James. Social movement theory today: towards a theory of action? Sociology Compass, 4/11, 2010.
MELLUCCI, Alberto. The new social movements: a theoretical approach. Social science information, vol 19, no 2, 1980.
__. Challenging Codes. Collective Action in the information age. Cambridge U.P, 1996.
TARROW, Sidney. Power in Movement. New York: Cambridge University Press. 1994.
TILLY, Charles. Social Movements, 1768-2004. London, Paradigm, 2004. Chap 1. Social movements as politics (p 1-15).
__. Contentious performances. Cambridge Univ. Press, 2008. Chap 5. Invention of the Social movement (p 116-145).
VAN DYKE, Nella; SOULE, Sarah; TAYLOR, Verta. The targets of social movements: beyond a focus on the State. Authority in Contention, v. 25, p. 27–51, 2004.AUYERO, Javier. Appendix: On fieldwork, theory, and the question of biography. In: AUYERO, Javier. Contentious Lives: Two Argentine Women, Two Protests, and the Quest for Recognition. Durham: Duke University Press, 2003.

A bibliografia completa do curso será disponibilizada em uma pasta compartilhada com os alunos através da nuvem Google Drive, assim como todas as demais indicações de leitura complementar e referências multimídias utilizadas nas aulas.