Programa

Sessão 1: O Gênero dos arquivos coloniais
Nesta sessão introdutória, consideraremos uma visão dos estudos recentes de gênero e discutimos as
formas como ela se cruza com a disciplina de história da África. A definição de gênero de Nancy Hunt é
relevante aqui como uma abordagem à historiografia que leva o gênero para além da mera prescrição
de papéis sociais a homens e mulheres. Além de papeis, procuraremos abordar o gênero como
ferramenta e articulação de poder em contextos históricos específicos que mudam noções de diferença
sexual e possibilidades de identidade. O gênero, neste sentido, no seu emaranhado com raça, idade e
classe, enquadra relações de poder e controle sob regimes coloniais, bem como informa estratégias de
resistência a este poder e as condições para o superar.
Tendo isso em mente, consideraremos os debates na historiografia que centram o gênero como uma
tecnologia do poder colonial e uma ferramenta de inscrição, enquadrando o arquivo como um aparato
de sujeição. As questões orientadoras nesta sessão serão: como o gênero é produzido? É possível
pensar o gênero é uma metáfora, ou seja, uma forma de ver/falar? Como o gênero orienta as relações
sociais, as normas e os rituais em diferentes contextos coloniais? Que alternativas uma história pré-
colonial pode oferecer aos estudos de gênero em contextos africanos? Quais são os potenciais e limites
da noção de agência de mulheres, pessoas queer e demais sujeitos coloniais?

Sessão 2: Arquivos de domesticidade, cuidado e trabalho reprodutivo
Para esta sessão nos voltaremos ao estudo da prostituição e lutas de mulheres e homens africanos
para recuperar e garantir as suas reivindicações de habitação doméstica em ambientes urbanos.
Observamos como as vidas íntimas foram conectadas e moldadas por processos mais amplos de
mudança social e política. Exploraremos os escritos históricos comparativos da Índia colonial tardia e a
representação do interior doméstico, da escrita de mulheres e o arquivo como habitação.
Na segunda parte desta sessão, discutiremos como os governos do Congo Belga e do apartheid da
África do Sul tentaram intervir na gestão da reprodução e do sexo através de políticas de nascimento e
da amamentação, bem como as implicações desse controle para a nossa compreensão do gênero e da
maternidade. Consideraremos as formas como o regime legal foi exercido em relação às mulheres
“europeias” e “africanas”, como mudou as noções do que é considerado contracepção natural e artificial,
e como as mudanças nas práticas contraceptivas revelam os limites movediços das esferas publica e
privada.

Sessão 3: Sexo, intimidade, respeitabilidade
Nesta sessão veremos como as concepções de casamento, o domínio colonial e as políticas destinadas
às populações “nativas” transformam a autoridade geracional. Abordaremos a negociação de poder nas
famílias e os papéis de gênero e como foram entendidos como tradicionais. Na intersecção dos
processos legais e a construção do Estado colonial, esta sessão explora como os discursos de gênero
estão emaranhados nas hierarquias coloniais de idade, gênero e raça bem como do direito e autoridade
costumeiros.
No âmbito familiar, exploraremos como a noção de idade, de infância ou juventude podem ser um
registro analítico importante na construção de gênero, e nas mudanças históricas nas relações entre
parentesco e a estrutura de costumes sob domínio colonial.

Sessão 4: Viuvez, morte e outras heranças coloniais
Na última sessão discutiremos a mudança das terminologias de gênero através da herança colonial –
figurativa e literalmente – na vida social das mulheres. Exploraremos como a viuvez molda dinâmicas
sociais entre as viúvas, as suas famílias, sua comunidade, missionários e autoridades coloniais. A
sessão centra-se na relação entre as viúvas e suas filhas e como o impacto das políticas coloniais de
educação e recrutamento militar de homens transformam as aspirações de mulheres jovens.
A parte final trata das questões da morte no arquivo colonial e dos limites da representação da violência.
Através do relato do historiador e dos limites da representação historiográfica, veremos nos casos
estudados como o colonialismo não foi apenas produzido através da violência extrema, mas sustentado
através de negociações e discursos de poder.

Bibliografia


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Indiana University Press, 2011.
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History, 55(3), 2014: 303–15.
White, Luise. The comforts of home: Prostitution in Colonial Nairobi. Chicago:
University of Chicago Press, 1990.

Programa

I. Primeiras definições: Antropologia, juventudes e educação
• O que é Antropologia? O que estuda? Como estuda?
• Juventude como noção para políticas públicas
• Juventude como conceito sociológico
• Juventude como vista em teorias antropológicas
• A construção social da juventude pela escola
• Escola para quê? Produtividade ou ócio?
• Escola como espaço sócio-cultural
• O olhar antropológico para o “chão da escola”

II. Que escola queremos? E qual escola é possível?
• Desenvolvimento histórico do conceito de infância e juventude
• O surgimento dos colégios e a segmentação das idades
• Educação como projeto de democracia e mobilidade social
• A escola conservadora: como a educação justifica as desigualdades sociais
• A crise na educação ou o sucesso da forma escolar
• Possibilidades para uma etnografia da escola
• Redes de sociabilidade entre jovens e culturas escolares
• Juventude e engajamento político e social
• Sucesso e fracasso escolares: as influências da família

III. Escola e marcadores sociais da diferença
• Marcadores sociais da diferença a partir da experiência escolar
• “Escola progressista”: quando a inclusão vira exclusão
• O corpo nos corredores e nas salas de aula
• Direito à juventude: quando é possível ser jovem?
• A cor nos processos de identificação de jovens
• Diversidade nas escolas e sistemas de opressão
• Entrecruzamento das diferenças: articulando sexualidade, gênero e raça
• Medicalização da educação
• Sofrimento estudantil e saúde mental nas escolas

IV. Escola e juventudes em disputa
• Conservadorismos na escola
• Emergência de categorias de orientação sexual e identidade de gênero
• A reforma do ensino e os discursos neoliberais na educação
• Direitos sexuais de jovens e adolescentes
• Educação escolar indígena
• Redes sociais e juventude
• Pandemia de COVID-19 e o fechamento das escolas

Referências bibliográficas:

ALEGRIA, Paula. As quatro estações da primavera: ativismos de gênero e sexualidade no movimento de ocupações secundaristas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
ALEGRIA, Paula. “Lute como uma mina!”: Gênero, sexualidade e práticas políticas em ocupações de escolas públicas. In: Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2017.
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ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, Segunda edição, 1986. [Parte 2: A vida escolástica]
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BATESON, Gregory. Naven. São Paulo: Edusp, 2018.
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BOURDIEU, Pierre. Reprodução cultural e reprodução social. In: _____. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974. p. 295-336.
BRAGA, José Ricardo Marques. “Se aqui é o inferno, eu sou a principal demônia!” Etnografando agências juvenis LGBT em contextos escolares de Fortaleza (CE).
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RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. São Paulo: Ubu Editora, 2017.
SCHWEIG, Graziele Ramos. A etnografia como modo de ensinar e aprender na escola.
SEFFNER, Fernando. Sigam-me os bons: apuros e aflições nos enfrentamentos ao regime da heteronormatividade no espaço escolar. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 1, p. 145-159, jan./mar. 2013.
SILVA, Cristiane Gonçalves da. Encontros nos territórios: escola, tecnologias juvenis e gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, n. 171, p. 180-202, jan./mar. 2019.
STRATHERN, Marilyn. O efeito etnográfico. São Paulo: Ubu, 2017.

Programa

 
Este curso será ministrado em francês e terá como foco a produção nessa língua, sendo abordados alguns dos gêneros textuais (resumo, resenha, planos de estudos, apresentação oral e/ou artigo científico etc.) de maior circulação na esfera universitária. Serão também tratados aspectos gerais da escrita acadêmica, como a importância do contexto de produção para a produção textual, e a definição de objetivos e perguntas de pesquisa. 
 
Público-alvo: 
Graduandos, graduados, pós-graduandos e pós-graduados que desejam: 
- desenvolver a escrita acadêmica em francês 
- preparar-se para apresentar seu trabalho acadêmico ou pesquisa em francês 
 
Pré-requisito: 
- Nível 5 (completo) dos Cursos Extracurriculares de Francês 
- DELF A2 
- Teste de nível dos Cursos Extracurriculares de Francês – apto para nível 6 
- Graduação em Francês – Francês 4 (completo) 
 
 
BIBLIOGRAFIA GERAL 
 
GARNIER, Sylvie; SAVAGE, Alan D. Rédiger un texte académique en français, Paris: Ophrys, 2011 
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resumo. São Paulo: Parábola, 2004. 
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resenha. São Paulo: Parábola, 2004. 
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005.
MACHADO, Anna Rachel; LOUSADA, Eliane Gouvêa; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Trabalhos de pesquisa: diários de leitura para revisão bibliográfica. São Paulo: Parábola, 2007. 
MOTTA-ROTH, Désirée. Comunidade acadêmica internacional? Multicultural? Onde? Como? In Linguagem & Ensino, Vol. 5, No. 2, 2002, p.49-65. 
MOTTA-ROTH, Désirée.; HENDGES, Graciela H. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. 
PERROTTA, Claudia. Um texto para chamar de seu. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 
SANTOS-GUIMARÃES, Luiza. La rédaction universitaire: vers une formation en français langue seconde. Major Paper, University of Guelph, 2013. 
SILVA, E. C., LOUSADA, E. G. O plano de estudos: um gênero textual acadêmico para pleitear intercâmbio. Horizontes. , v.32, p.73 - 87, 2014.

 

Programa

Ementa:
Análise e discussão de obras que tratam da ideologia: Marx, Marxistas (Gramsci, Althusser, Therborn e Žižek); Críticos da Ideologia: R. Aron e D. Bell; Análise do Discurso: História do campo e história do campo no Brasil; Alguns teóricos da AD: M. Foucault; M. Pêcheux; M. Bakhtin; A ACD e a dimensão ideológica na análise de corpus.

Programa:
1 - Ideologia: introdução e história do conceito (Marx e Engels: A ideologia Alemã; K. Marx: O 18 Brumário de Luís Bonaparte. D. McLellan)
2 - Ideologia no campo marxista (Gramsci; Althusser; Therborn; Žižek)
3 - Críticos da ideologia: R. Aron e D. Bell – “o fim da ideologia”?
4 - AD: história do campo e historia do campo no Brasil
5 - Pêcheux, Foucault e Bakhtin
6 - Análise Crítica do Discurso: Teun Van Dijk, Ruth Wodak e Norman Fairclough

Referências
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MARX, K. e ENGELS, F. A ideologia alemã – crítica da mais recente filosofia alemã
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_______. (Org.) Gestos de leitura: da história no discurso. 3ª ed. Campinas: Unicamp.
2010.
OUTHWAITE, William e BOTTOMORE, Tom. Dicionário do Pensamento Social do
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PÊCHEUX, M. Semântica e discurso – uma crítica à afirmação do óbvio. 4ª ed.
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PELED-ELHANAN, Nurit. Ideologia e propaganda na educação. A palestina nos livros
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ROCHA, Décio; DEUSDARÁ, Bruno. Análise de conteúdo e análise de discurso:
aproximações e afastamentos na (re)construção de uma trajetória. Alfa, vol 7, num 2,
jul-dez 2005.
THERBORN, Göran. El poder de la ideología y la ideología del poder. 3ª ed. Cidade do
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VAN DIJK, T. A. Ideología – una aproximación multidisciplinária. Barcelona, Ed.
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WODAK, Ruth. Do que trata a ACD – um resumo de sua história, conceitos
importantes e seu desenvolvimento. Linguagem em (Dis)curso. LemD, Tubarão, vol 4,
num esp., 2004

Programa

Ementa:
Filme etnográfico, utilização do audiovisual em campo em contextos de minorias étnico-raciais, uso de imagens e sons na pesquisa, formas de representação do outro.

AULA 1:
Apresentação do curso
Discussão sobre a relação entre cinema e antropologia

AULA 2:
Cultura: diversidades da natureza e a natureza do diverso em comunidades tradicionais

AULA 3:
Corpo, território, movimento e o cinema em performance

AULA 4:
Antropologia e a Representação do “Outro”: a imagem em epistemologias divergentes

AULA 5:
Etnografia, narrativas audiovisuais e poder: uma nova política das imagens nos grupos de cultura popular.

Referências bibliográficas

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BOAST, Robin. Neocolonial collaboration: Museum as Contact Zone Revisited. In Museum Anthropology, Vol. 34, Iss. 1, pp. 56–70 & 2011 by the American Anthropological Association. All
rights reserved. DOI: 10.1111/j.1548-1379.2010.01107.x
BITTENCOURT, Luciana Aguiar: Algumas considerações sobre o uso da imagem fotográfica na pesquisa antropológica. IN Feldman-Bianco, B. e Moreira Leite, M. Desafios da Imagem – fotografia, iconografia e vídeo nas Ciências Sociais. Papirus Ed. Campinas, 1998. (ps. 197-212).
CAIUBY NOVAES, Sylvia. "Imagem e Ciências Sociais: trajetória de uma relação difícil". In BARBOSA, Andrea et al. (Ed.). Imagem-conhecimento. Antropologia, cinema e outros diálogos.
Campinas: Papirus, 2009.
CAIUBY NOVAES, Sylvia: “O uso da imagem na Antropologia”. IN Samain, Etienne: O Fotográfico. Editora HUCITEC, CNPq. São Paulo, 1998. (ps. 113-119).
COLLINS, Patricia Hill. “A experiência vivida como critério de significado”. In: Pensamento Feminista Negro, 1ª ed., São Paulo, Boitempo, 2019.
CUNHA, FERRAZ & HIKIJI. "O vídeo e o encontro etnográfico". In Cadernos de Campo. USP, v. 14-15, p. 287-298, 2007.
DA-RIN, Silvio. “Uma testemunha discreta”. In Espelho Partido. Tradição e transformação do documentário. RJ: Editora Azouge, 2004.
DAWSEY, John, Regina Müller, Rose Satiko Hikiji e Mariana F. M. Monteiro (orgs). 2013. “Antropologia e Performance: ensaios Napedra”. São Paulo: Terceiro Nome, 499 p.
DAWSEY, John. 2011. “Schechner, teatro e antropologia”. Cadernos de campo, São Paulo: n. 20, p. 1-360.
DIAS, Paulo. 2001. A outra festa negra. In: Festa: Cultura e Sociabilidade na América Portuguesa. São Paulo: Hucitec/Edusp, p. 1-35
DIDI-HUBERMAN, Georges.Remontagens do tempo perdido. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018.
ECKERT, Cornelia e Ana Luiza Carvalho da Rocha. 2014. “Experiências de ensino em antropologia visual e da imagem e seus espaços de problemas”. In: Ferraz, Ana Lúcia Camargo e João Martinho
de Mendonça (Orgs.). Antropologia visual: perspectivas de ensino e pesquisa. Brasília-DF: ABA
FERRAZ, Ana Lúcia M.C. “Dramaturgia da vida social e a dimensão poética da pesquisa antropológica”. In: DAWSEY et al. (orgs.). Antropologia e performance: ensaios napedra. São Paulo: Terceiro Nome, 2013.
FRANCE, Claudine de (org.). “Do filme etnográfico à antropologia fílmica”. Campinas: Editora Unicamp, 2000.
GOFFMAN, Erving. 1996. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Ed. Vozes, 1996.
HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. “Rouch Compartilhado: Premonições e Provocações para uma Antropologia Contemporânea”. In Iluminuras (Porto Alegre). , v.14, p.113 -122, 2013.
HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. 2005. Etnografia da Performance Musical – Identidade, Alteridade e Transformação. Horizontes Antropológicos, v. 11(24), p. 155-184
HOOKS, bell. Erguer a Voz. São Paulo, ed. Elefante, 2019.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação. Rio de janeiro, Cobogó, 2019.
KOSSOY, Boris: Fotografia e memória. IN Samain, Etienne: O Fotográfico. Editora HUCITEC, CNPq. São Paulo, 1998. (ps. 41-47).
LORDE, Audre. “A transformação do silêncio em linguagem e ação”. In: Irmã Outsider.1ª ed. Belo Horizonte, ed. Autêntica, 2019.
MACDOUGALL, David. “The visual in anthropology”. In BANKS, Marcus &MORPHY, Howard (Orgs.). Rethinking visual anthropology. New Haven e Londres: Yale University Press, 1999. p. 276- 295.
MOREIRA SALLES, João: A dificuldade do documentário. IN Martins, José de Souza et alli: O imaginário e o poético nas Ciências Sociais. EDUSC. Bauru, 2005. (ps. 57 – 71)]
PINTO, Alice Martins Villela. 2014. Construindo imagens etnográficas: uma abordagem reflexiva da experiência de campo entre os Asurini do Xingu. In: Ferraz, Ana Lúcia Camargo e João Martinho
de Mendonça (Orgs.). Antropologia visual: perspectivas de ensino e pesquisa. Brasília-DF: ABA.
SILVA, Vagner Gonçalves da. O Antropólogo e sua Magia. Edusp, São Paulo, 2015.
SMITH, Laurajane. Uses of Heritage. “Introduction”. London and New York: Routledge, 2006.
SZTUTMAN, Renato. “Jean Rouch: um antropólogo-cineasta”. In Barbosa, Caiuby Novaes, Cunha, Ferrari, Hikiji & Sztutman (orgs.) Escrituras da imagem. São Paulo: Edusp/Fapesp, 2004 pp 49-62.
VILLELA, Alice & ROMERO, Hidalgo. "Quando a roda acontece: o audiovisual como tradução da experiência na performance musical participativa". In: ANAIS do SIPA - Seminário Imagem, Pesquisa e Antropologia. Unicamp, 10 a 12 de abril de 2018.
SCHECHNER, Richard. 2011. Pontos de contato entre o pensamento antropológico e teatral. Cadernos de campo: São Paulo, n. 20, p. 1-360

Programa

A lo largo de las sesiones se enseñará un panorama general de la conformación del espacio
fronterizo en las Pampas y la Patagonia durante la Colonia española y la República (sesión 1).
Conjuntamente se tratará la organización socio-política indígena y las relaciones con el Estado. Tras
tratar diferentes perspectivas teórico-metodológicas (“historia desde abajo", microhistoria,
prosopografía, etc.) (sesión 2), el curso abordará tres ejes:
1. La literatura de frontera como género y las miradas sobre el “otro” (sesión 3)
2. Los relatos de viajeros y cautivos como fuentes documentales sobre la frontera, en primera
persona (sesión 4).
3. El trabajo en archivo y las fuentes documentales de producción y circulación indígena (sesión
5).
El curso busca que los/as alumnos/as conozcan diferentes enfoques teórico-metodológicos y los
tipos de fuentes disponibles para el estudio de espacios de frontera y, más específicamente, de las
Pampas y la Patagonia. Se espera que los/as alumnos/as puedan leer, interpretar y analizar la literatura,
las memorias y los documentos indígenas en clave antropológica e histórica.
La bibliografía y las fuentes documentales serán enviadas a los/as alumnos/as de forma digital en
portugués, siempre que sea posible, y en su defecto en castellano e inglés. De todos modos, una parte
de la bibliografía empleada ya está disponible en la biblioteca de la Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas de la Universidade de São Paulo.

SESION 1. ANTROPOLOGIA E HISTORIA DE LAS PAMPAS Y LA PATAGONIA (SIGLOS XVIII Y
XIX)
La conformación del espacio interétnico fronterizo en las Pampas y la Patagonia durante la Colonia
española (siglo XVIII). La organización socio-política indígena. Cambios entre la Colonia y la República
(siglo XIX). Temas y problemas de investigación sobre pueblos indígenas y Estado.

SESION 2. PERSPECTIVAS Y METODOS: “HISTORIA DESDE ABAJO” Y JUEGOS DE ESCALA
Perspectivas teórico-metodológicas en Historia y Antropología. “Historia desde abajo”. Escalas de
análisis. Microhistoria. Prosopografía. Trayectorias individuales y colectivas. Redes sociales.

SESION 3. LITERATURA DE FRONTERA Y MIRADAS DEL “OTRO”
La frontera como género literario. El “gaucho” y el “indio”. La vida en la frontera de los sectores
populares según El gaucho Martín Fierro [A saga do gaúcho Martin Fierro] de José Hernández. El
discurso criollista. Usos de la literatura.

SESION 4. EN PRIMERA PERSONA: LAS MEMORIAS DE VIAJEROS Y CAUTIVOS
Los relatos de viajeros y cautivos como fuente documental. La frontera y la sociedad indígena a través
de 1) Memorias del ex cautivo Santiago Avendaño, 2) At Home with the Patagonians [Vida entre los
Patagones] de George Musters, 3) Tres años de cautividad entre los Patagones de Auguste Guinnard.
Intermediarios político-culturales. Intérpretes y lenguaraces.

Programa

Aula 1 -  EPISTEMOLOGIAS LATINO-AMERICANAS

Graziela Tavares de Souza Reis e Marcelly Machado Cruz

Comentadores: Sarah Cavalcante

Tópicos:

  • Pensamento Social Latino-americano
  • Direitos humanos e cuidado
  • Colonialidade e educação

Bibliografia -

BATTHYANY, Karina. Las políticas y el cuidado en América Latina - Una mirada a las experiencias regionales. Santiago: CEPAL/Nações Unidas, 2015.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. 

SEGATO, Rita. La crítica de la colonialidad en ocho ensayos – Y una antropología por demanda. Ciudad Antónoma de Buenos Aires, Prometeo Libros, 2015.

Aula 2 – ESTUDOS CULTURAIS LATINO-AMERICANOS

Docentes: Raíssa Gouveia Ferreira Lazarini e  Daniel Fernando Chavez Rico

Comentadores: —

Tópicos:

  • Comunicação, Cultura e hegemonia na América Latina
  • Diversidade e Multiculturalidade: debates interseccionais
  • Estudos culturais e Comunicação no debate latino-americano

Bibliografía -

MARTÍN-BARBERO, J. De los medios a las mediaciones; comunicación, cultura y  hegemonía. 2.ed. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1991.

CANCLINI, Néstor García. Culturas Híbridas - estratégias para entrar e sair da  modernidade. São Paulo:  EDUSP, 1997. 

WOLTON, Dominique. Pensar a Comunicação. Anges (Portugal), Difusão Editorial, AS, 1997.

 

Aula 3 - REGIONALISMO E INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA

Docentes: Beatriz Leal e Graziela Tavares de Souza Reis

Comentadores: —

Tópicos:

  • Regionalismos e Teorias da integração Latino-americana;
  • Movimentos sociais e integração regional
  • Fluxos e movimentos migratórios na América Latina

Bibliografia -

DOSSIÊ Movimentos Migratórios. Brazilian Journal of Latin American Studies. v. 17, n. 32, 28 jun. 2018.

RUIZ, José Briceño. Las teorías de la integración regional; más allá del eurocentrismo.  Bogotá: Universidad Cooperativa de Colombia/Centro de Pensamiento Global, 2018.

Aula4 E 5 - ECONOMIA LATINO-AMERICANA

Docentes: Lucas Miranda Arean e Yoná dos Santos

Comentadores: —

Tópicos:

  • Noções gerais sobre a formação da economia latino-americana
  • Desenvolvimentismo, dependência e subdesenvolvimento
  • Teorias da CEPAL

Bibliografia -

BÉRTOLA FLORES, Luis Eduardo; OCAMPO, José Antonio. O desenvolvimento  econômico da América Latina desde a independência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

FURTADO, Celso. A Economia Latino-Americana. 4.ed. São Paulo: Companhia das  Letras, 2007.

Dinâmica:

3h: aula expositiva, dividida em 2h para 7 ministrantes e 1h para 1 ministrante

Cronograma

DATA

DIA DA SEMANA

Horário

ENCONTRO

16/10

quarta-feira

18-21h

 2h- APRESENTAÇÃO DO CURSO

 1h- comentários, discussões e dúvidas das/os discentes

17/10

quinta-feira

18-21h

EPISTEMOLOGIAS LATINO-AMERICANAS

18/10

sexta-feira

18-21h

ESTUDOS CULTURAIS LATINO-AMERICANOS

21/10

segunda-feira

18-21h

REGIONALISMO E INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA

22/10

terça-feira

18h-21h

2h - ECONOMIA LATINOAMERICANA
 

1h - AVALIAÇÃO FINAL DOS RESULTADOS ALCANÇADOS

____________________________________________________________________________

Referências completas

BATTHYANY, Karina. Las políticas y el cuidado en América Latina - Una mirada a las experiencias regionales. Santiago: CEPAL/Nações Unidas, 2015.

BÉRTOLA FLORES, Luis Eduardo; OCAMPO, José Antonio. O desenvolvimento  econômico da América Latina desde a independência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

CANCLINI, Néstor García. Culturas Híbridas - estratégias para entrar e sair da  modernidade. São Paulo:  EDUSP, 1997. 

DOSSIÊ Movimentos Migratórios. Brazilian Journal of Latin American Studies. v. 17, n. 32, 28 jun. 2018.

FURTADO, Celso. A Economia Latino-Americana. 4.ed. São Paulo: Companhia das  Letras, 2007.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. 

MARTÍN-BARBERO, J. De los medios a las mediaciones; comunicación, cultura y  hegemonía. 2.ed. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1991.

RUIZ, José Briceño. Las teorías de la integración regional; más allá del eurocentrismo.  Bogotá: Universidad Cooperativa de Colombia/Centro de Pensamiento Global, 2018.

SEGATO, Rita. La crítica de la colonialidad en ocho ensayos – Y una antropología por demanda. Ciudad Antónoma de Buenos Aires, Prometeo Libros, 2015.

WOLTON, Dominique. Pensar a Comunicação. Anges (Portugal), Difusão Editorial, AS, 1997.

Programa

Aula 1: A substância e seu ponto de vista.
Descrição: Introdução dos conceitos básicos da filosofia de Leibniz. Exploraremos a noção de substância e de alma a partir da ideia da “noção completa” e de seu “fundamento na realidade das coisa", no Discurso de Metafísica. Também buscaremos elucidar a relação expressiva entre substâncias através da metáfora dos pontos de vista sobre a cidade e, a partir disso, explorar a ideia de percepção e da gradação entre percepções claras e obscuras.

Bibliografia: Discurso de Metafísica, artigos 8 a 14


Aula 2: A substancialidade dos corpos e a força.
Descrição: Investigaremos o problema da substancialidade dos corpos e as sucessivas tentativas de Leibniz em fornecer uma fundamentação metafísica da física através das noções de forma substancial e enteléquia. Buscaremos introduzir a crítica leibniziana à ao mecanicismo cartesiano a partir da leitura do Discurso de Metafísica, em especial à necessidade de considerar que os corpos devem consistir em algo mais do que a pura
extensão, e que deve haver neles uma força. Num segundo momento, abordaremos a partir do Sistema Novo a adoção do termo “enteléquia” e as implicações metafísicas dessa escolha.

Bibliografia: Discurso de Metafísica, artigos 18 a 21; Sistema Novo da Natureza e da Comunicação das Substâncias.


Aula 3: “Os aguilhões do desejo”, as pequenas percepções e as apetições.
Descrição: Introduziremos a famosa distinção entre percepção, apercepção e as “pequenas percepções”. Trataremos da profunda aliança entre percepção e apetição (também nomeada “tendência", “impulso" ou “desejo”) na teoria do conhecimento de Leibniz. Exploraremos a analogia leibniziana entre a força enquanto motor dos corpos e inquietude das pequenas percepções-apetições como “aguilhões do desejo” que movem a alma.

Bibliografia: Novos Ensaios, II, XX, “Dos modos do prazer e da dor”; Novos Ensaios, II, XXII, “Da potência e da liberdade”, parágrafo 36.


Aula 4: A mônada e o problema do corpo nos anos finais de Leibniz.
Voltando-nos para os anos finais de Leibniz e para o que se conhece como sua “última metafísica", buscaremos explorar seus avanços com relação ao Discurso de Metafísica (1686). Em especial, trataremos de como as suas descobertas enquanto físico influenciaram uma reforma da metafísica. Abordaremos a definição da mônada como “ser capaz de ação”, para então explicar como a dinamização da noção de substância lança nova luz sobre o
problema do corpo em Leibniz.

Bibliografia: Monadologia (1714), artigos 1 a 14; Princípio da Natureza e da Graça (1714), artigos 1 a 4.

Programa

1. Relações entre História e Literatura: o romance como documento e o fato histórico estilizado
 
2. Rodolfo Teófilo e A fome
 
3. Rachel de Queiroz e O Quinze
 
4. Graciliano Ramos e Vidas Secas
 
Bibliografia:
 
AZEVEDO, S. (org). O PÃO da Padaria Espiritual. Fortaleza: Academia Cearense de Letras; Edições UFC, 1982.
____________. Aspectos da literatura cearense. Fortaleza, Edições Universidade Federal do Ceará, Academia Cearense de Letras, 1982.
____________. Dez ensaios de literatura cearense. Fortaleza: Edições UFC, 1985.
____________. Literatura cearense. Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1976.
____________. O centro literário. (1894 – 1904). Fortaleza: Imprensa Universitária, 1973.
BARREIRA, Dolor. História da literatura cearense. Fortaleza: Instituto do Ceará,1948.
BOSI, A. Céu, inferno. Ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo: Duas cidades/ Ed. 34, 2003.
____________. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
____________. História concisa da literatura brasileira. 33a. ed. São Paulo, Editora Cultrix, 1994.
____________. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
BUENO, L. Uma história do romance de 30. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
CANDIDO, A. (sel). Sílvio Romero : teoria, crítica e história literária. São Paulo, Universidade de São Paulo, 1978.
____________. et al. A personagem de ficção.São Paulo: Perspectiva, 1974.
____________. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, 1981. v. I e II.
____________. Literatura e sociedade. São Paulo: Editora Nacional, 1976.
CANDIDO, Antônio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira. História e antologia. Das origens ao realismo. São Paulo: Difel, 1985.
COLARES, Otacílio. Lembrados e esquecidos. Ensaios sobre Literatura Cearense. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará - UFC, 1975.
COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Literatura e senso comum. Trad. Cleonice Paes Barreto Mourão e Consuelo Fortes Santiago. 3ª reimpr. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006.
LAFETÁ, João Luiz. 1930: a crítica e o modernismo. 2ª ed. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2000.
LANDIM, T. Seca: a estação do inferno: uma análise dos romances que tematizam a seca na perspectiva do narrador. Fortaleza: Casa de José de Alencar, 1992.
LIRA NETO. O poder e a peste. A vida de Rodolfo Teófilo. Fortaleza: Edições Fundação Demócrito Rocha, 1999.
MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides: breve história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1977.
PEREIRA, Lúcia Miguel. História da literatura brasileira: prosa de ficção de 1870 a 1920. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1988. (Col. Reconquista do Brasil. 2a série, v. 131)
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. 43ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 102ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2007.
SCOVILLE, A. L. M. L. de. Literatura das secas: ficção e história. 2011. 240f. Tese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós- Graduação em Letras. Defesa: Curitiba, 2011.
SEVCENKO, N. Literatura como missão: Tensões sociais e criação cultural na primeira república. São Paulo: Brasiliense, 1983.
SODRÉ, Nelson Werneck. O naturalismo no Brasil. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional, 1965.
TEÓFILO, Rodolfo. A fome. Violação. Rio de Janeiro: J. Olympio; Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1979.
______________. A seca de 1915. Fortaleza: Edições UFC, 1980.
______________. História da seca do Ceará - 1877 a 1880. Fortaleza: Typ. do Libertador, 1883.
VERÍSSIMO, José. História da literatura brasileira: de Bento Teixeira (1601) a Machado de Assis (1908). São Paulo: Letras & Letras, 1998.
ZOLA, É. O romance experimental e o naturalismo no teatro. Trad. Célia Berrettini e Ítalo Caroni. São Paulo: Perspectiva, 1982.

 

Programa

As aulas serão amparadas em leituras recomendadas e complementares (para os que desejam aprofundar em determinado assunto ou tempo histórico), além de uma base dos fatos históricos de cada período tratado. Tudo isso servirá como fundamento e pano de fundo para a discussão em aula e exposições orais mais detalhadas do professor para posteriormente debater entre todos.

1) A 1ª República: a formação da música popular urbana e das camadas médias
Discussão sobre o conto: O homem célebre ¬– Machado de Assis (no portal)
• Os pianeiros
• Os espaços de sociabilidade
• Os circos e pavilhões
• O maxixe
• A “segunda geração” de gêneros abrasileirados: choros e maxixes. Nazareth e o refinamento das texturas. O fechamento de um ciclo: a música que volta das ruas para o piano. A questão “tango brasileiro versus maxixe”. Anacleto de Medeiros, Mário Álvares, Irineu de Almeida.
• As tias baianas no Rio de Janeiro e o projeto de modernização do RJ


2) O projeto nacional de Mário de Andrade e a década de 30
• Do projeto estético ao ideológico
• O rádio e a profissionalização dos músicos e compositores
• Villa-Lobos, Catulo da Paixão Cearense, o samba do Estácio de Sá, Noel Rosa x Wilson Batista
• O carnaval das escolas de Samba


3) 2º processo de modernização do Brasil - Bossa nova
• O samba-canção e Dorival Caymmi.
• A 2ª internacionalização da música brasileira
• A negação do samba
• O advento de Copacabana e da classe média emergente e o aumento favelização


4) 3º momento de modernização do Brasil – A ditadura militar
• Os festivais e a MPB;
O nacional-popular, a canção de protesto, a busca ao povo;
• A nova fase da indústria cultural: o advento da televisão.
• Arranjadores e produtores artísticos

BIBLIOGRAFIA

CANDIDO, Antonio. Artista e Sociedade. In: Revista Literatura e Sociedade.

CANDIDO, Antonio. A Revolução de 30 e a cultura. In: A educação pela noite & outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989.

GARCIA, W. Bim bom: a contradição sem conflitos de João Gilberto. SP: Paz e Terra, 1999.

HOLANDA, Heloísa Buarque de. Cultura e Participação nos anos 60. São Paulo: Brasiliense, 1984.

IPHAN. Dossiê das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro/RJ: partido alto, samba de terreiro e samba enredo. Rio de Janeiro: IPHAN, 2006.

MAMMÌ, Lorenzo. Dorival Caymmi. In: A fugitiva. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

MAMMÌ, Lorenzo. João Gilberto e o projeto utópico da bossa nova. In: A fugitiva. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

SANDRONI, Carlos. Feitiço decente: As transformações do samba no Rio de Janeiro (1917-1933). São Paulo: Zahar, 2001.

SANDRONI, Carlos. Adeus à MPB. Em Decantando a República, B. Cavalcante, H. Starling e J. Eisenberg (orgs.), Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004, p.23-35.

SCHWARZ, Roberto. Entrevista à Folha de S.Paulo, Ilustríssima. In: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2018/07/roberto-schwarz-refl…

SCHWARZ, Roberto. Notas sobre vanguarda e conformismo. In: Teoria e Prática. n.2, 1967.

SQUEFF, E. & WISNIK, J.M. O nacional e o popular na cultura brasileira: Música. São Paulo: Editora Brasiliense, 1982.

DIAS, Marcia Tosta. Os donos da voz: indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo, 2008.

ZAN, José Roberto. Jovem Guarda: música popular e de consumo no Brasil dos anos 60.