Programa

Aula 1 – O sentido da colonização
Leituras obrigatórias:
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 13-29.
NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: Hucitec, 2006.
p. 57-72.


Aula 2 – Um conceito de região
Leituras obrigatórias:
OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião: SUDENE, Nordeste, planejamento e conflitos de classe. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 21-38.
OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à razão dualista: o ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 61-69.


Aula 3 – A questão setentrional
Leitura obrigatória:
SINGER, André. Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras,
2012. p. 9-49.


Aula 4 – Consequência imprevista do lulismo
Leitura obrigatória:
COSTA, Rafael da Silva da. A recomposição da hierarquia racial brasileira do trabalho (2002-2015): evento de
consequência imprevista. Em: RICUPERO, Rubens (coord.); AMORIM, João Amorim (org.); MENDONÇA, Marina
(org.). Balanço e desafios no bicentenário da independência. São Paulo: Edusp, 2022. p. 421-442.


Bibliografia complementar:
ABDAL, Alexandre. Desenvolvimento regional no Brasil contemporâneo: para uma qualificação do debate sobre
desconcentração industrial. Novos Estudos, São Paulo, v. 36, n. 2, p. 106–127, 2017.
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia
das Letras, 2000.
BOITO JR, Armando. Reforma e crise política no Brasil: os conflitos de classe nos governos do PT. Campinas:
Editora da Unicamp, 2018.
BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais: a longa duração. Revista de História, São Paulo, v. 30, n. 62, p.
261, 1965.
BROWN, Wendy. In the ruins of Neoliberalism: the rise of antidemocratic politics in the West. New York: Columbia
University Press, 2019.
CANO, Wilson. Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil. Campinas: Unicamp, 1995.
CARDOSO, Fernando Henrique; FALETTO, Enzo. Dependência e desenvolvimento na América Latina: ensaio de
interpretação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
DINIZ, Clélio Campolina. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração, nem contínua polarização.
Nova Economia, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 35–64, 1993.
FAUSTO, Boris. A revolução de 1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
FERLINI, Vera Lucia Amaral. Açúcar e colonização. São Paulo: Alameda: 2010.
FERNANDES, Florestan. O Negro no Mundo dos Brancos. São Paulo: Global, 2015.
FRAGOSO, João Luís. Homens de grossa aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro,
1790-1830. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
FRASER, Nancy; JAEGGI, Rahel. Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo,
2020.
GRAMSCI, Antonio. A questão meridional. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
LENIN, Vladímir Iltich. Imperialismo, estágio superior do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2021.
LÖWY, Michael. A teoria do desenvolvimento desigual e combinado. Revista Outubro, São Paulo, v.1 , n. 6, p. 73-
80, 1998.
MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência: uma antologia da obra de Ruy Mauro Marini. Petrópolis: Vozes,
2000.
MARX, Karl. O 18 de brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo, 2011.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Belo
Horizonte: Autêntica, 2007.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Em: LANDER, Edgardo (org.). A
colonialidade do saber. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107–130.
SILVA, Denise Ferreira da. O evento racial ou aquilo que acontece sem o tempo. Em: PEDROSA, Adriano et al.
(org.). Histórias Afro-atlânticas: vol. 2, Antologia. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo, 2018. p. 407–411.
SINGER, André. O lulismo em crise: um quebra-cabeça do período Dilma. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
SINGER, Paul. Desenvolvimento econômico e evolução urbana. São Paulo: Editora Nacional, 1974.
SKIDMORE, Thomas E. Black into White: Race and Nationality in Brazilian Thought. Durham: Duke University Press
Books, 1974.

Programa

Aula 1: Introdução: por que horror? por que anos 70?
Objetos de discussão: trechos de filmes de horror dos anos 70

Aula 2: “Aquela coisa não é minha filha”: construindo ideologicamente o Mal
Objetos de discussão: O Exorcista e Tubarão

Aula 3: “O fardo do homem branco”: a família e a figuração do passado
Objeto de discussão: O Iluminado

Aula 4: “Muito trabalho e nenhuma diversão…”: o racional e monstruoso trabalho
Objeto de discussão: O Iluminado

Bibliografia:


Aula 01:
ANDERSON, Perry. “A pátria americana”. In: Piauí, nº 85, outubro de 2013. Disponível em
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/a-patria-americana/
Aula 02:
JAMESON, Fredric. “Reificação e utopia na cultura de massa”. In: Crítica Marxista. Tradução de João Roberto
Martins Filho e revisão técnica de Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Brasiliense, vol.1, nº.1, 1994, pp. 1-25.
Aula 03:
JAMESON, Fredric. “Periodizando os anos 60”. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.) Pós-modernismo e
política. Tradução de César Brites e Maria Luiza Borges. Rio de Janeiro: Rocco, 1992, pp. 81-127.
Aula 04:
MORETTI, Franco. “A dialética do medo”. In: Signos e estilos da modernidade: ensaios sobre a sociologia das
formas literárias. Tradução de Maria Beatriz de Medina e revisão técnica de Luiz Manoel da Silva Oliveira. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 102-130.
MOORE, Robbie. “The Hotel Auteur: The Manager’s Office”. In: Hotel modernity: corporate space in literature and
film. Edimburgo: Edinburgh University Press, 2022.pp. 151-193.
Referências complementares:
BENIGER, James R. The control revolution: technological and economic origins of the information society.
Cambridge: Harvard University Press, 1986.
BENJAMIN, Walter, “The Reading Box”. In: Berlin childhood around 1900. Cambridge: Belknap Press of Harvard
University Press, 2006.
BENJAMIN, Walter. “Brinquedos e jogos”. In: Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. Tradução de
Marcus Vinícius Mazzari. São Paulo: 34, 2009.
BERNARD, Jessie. The future of marriage. Cleveland: World Publishing Company, 1972.
BILODEAU, Christopher. “‘They honor our Lord among themselves in their own way’: Colonial Christianity and the
Illinois Indians”. The American Indian Quarterly, vol. 25, n. 3, Summer 2001.
BLAKEMORE, Bill. “Kubrick’s Shining Secret”. Washington Post, July 12 1987.
BRUNER, Robert F. e CARR, Sean D. The Panic of 1907: lessons learned from the market’s perfect storm.
Hoboken: John Wiley & Sons, 2007.
CARTER, Jimmy. “‘Crisis of Confidence’ Speech”. July 15, 1979. Disponível em:
https://web.archive.org/web/20090721024329/http://millercenter.org/scri…
CIMENT, Michel. Kubrick. Tradução de Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Ubu, 2024.
COHEN, Michael A. American maelstrom: the 1968 election and the politics of division. Nova York: Oxford University
Press, 2016.
COLLINS, Patricia Hill. “Learning from the Outsider Within: The Sociological Significance of Black Feminist
Thought”. Social Problems, vol. 33, n. 6, Oct. - Dec. 1986.
HEATH, Stephen. “Jaws, ideology and film theory”. In: NICHOLS, Bill (ed.). Movies and Methods II. Berkeley:
University of California Press, 1985.
JAMESON, Fredric. “Historicismo em O Iluminado”. In: As marcas do visível. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
JAMESON, Richard T. “Kubrick’s Shining”. Film Comment, vol. 16, n. 4, July-August 1980.
JANCOVICH, Mark (ed.). Horror, the Film Reader. Londres: Routledge, 2009.
KAES, Anton. Shell shock cinema: Weimar culture and the wounds of war. Princeton: Princeton University Press,
2009.
KUHN, David Paul. The Hardhat Riot: Nixon, New York City, and the dawn of the white working-class revolution.
Oxford: Oxford University Press, 2020.
LOWENSTEIN, Roger. “The Nixon Shock”. Bloomberg Businessweek, August 8, 2011.
MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. Tradução e notas de Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo, 2004.
MCANDREW, Francis T. e KOEHNKE, Sara S. “On Creepiness”. Comunicação apresentada no encontro anual da
Society for Personality and Social Psychology. Nova Orleans, January 2013.
NAREMORE, James. On Kubrick. Londres: British Film Institute, 2007.
PRINCE, Stephen (ed.). The Horror Film. New Brunswick: Rutgers University Press, 2004.
TOOSSI, Mitra. “A century of change: the U.S. labor force, 1950–2050”. Monthly Labor Review, May 2002.

 

Programa

Aula 1: Founding Mothers: Lucy Terry e Phillis Wheatley
Aula 2: A dor dos outros também é minha? A poesia de hoje sobre seu passado escravizado

Bibliografia:
BRATHWAITE, Kamau. History of the Voice: the development of Nation Language in Anglophone Caribbean Poetry. London: New Beacon Books, 1984.
BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
CARRETTA, Vincent. Phillis Wheatley Peters: Biography of a Genius in Bondage. Georgia: University of Georgia Press, 2023.
GILROY, Paul. O Atlântico Negro: Modernidade e dupla consciência. Trad. Cid Kniple Moreira. São Paulo: Editora 34, 2001.
HAMMON, Jupiter. ROYSTER, Paul (Ed.). An Address to the Negroes in the State of New-York, 1787. Nebraska, Electronic Texts in American Studies - University of Nebraska-Lincoln, Disponível em: https://digitalcommons.unl.edu/etas/12. Acesso em: 6 jun. 2023.
JEFFERS, Honorée Fanonne. The Age of Phillis. Middletown: Wesleyan University Press, 2020. Kindle Edition.
JOHNSON, James W. The Book of American Negro Poetry. New York: Quinn & Boden Company, 2008.
LOGGINS, Vernon. The Negro Author: his Development in America to 1900. New York: Kennikat Press, 1964.
LONG, William J. American Literature: a Study of the Men and the Books that in the Earlier and Later Times Reflect the American Spirit. Boston: Athenaeum Press – Ginn and Company, 1923.
MACHADO FILHO, Aires da Mata. O Negro e o Garimpo em Minas Gerais. São Paulo, José Olympio, 1943.
MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Trad. Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1, 2018.
MOTT, Luiz. Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand, 1993.
POINTON, Marcia. Slavery and the Possibilities of Portraiture. In: LUGO-ORTIZ, Agnes; ROSENTHAL, Angela. (Ed.). Slave Portraiture in the Atlantic World. Cambridge: Cambridge University Press, 2013. p. 41–70.
POOL, Rosey E. Beyond the Blues: New Poems by American Negroes. Lympne, Kent: Hand and Flower Press, 1962.
SHAW, Gwendolyn DuBois. Portraits of a People: Picturing African Americans in the Nineteenth Century. Seattle: Addison Gallery of American Art: University of Washington Press, 2006.
SCHEICK, William. Authority and Female Authorship in Colonial America. Kentucky: The University Press of Kentucky, 1998.
REDDING, J. Saunders. To Make a Poet Black. Estados Unidos: Cornell University Press, 2018.
REID-PHARR, Robert. Conjugal Union: the Body, the House, and the Black American. New York, Oxford University Press, 1999.
WHEATLEY, Phillis. Poems on Various Subjects, Religious and Moral by Phillis Wheatley, a Negro Servant to Mister John Wheatley, of Boston, in New England. Boston, 1773. Disponível em: https://www.gutenberg.org/cache/epub/409/pg409.txt. Acesso em: 23 jan. 2023.
WOODS, Joseph. Thoughts on the Slavery of the Negroes. London: printed and sold by James Phillips, 1784.

Programa

Axe 1 : La [prose] poétique du quotidien
● La folle allure, de Christian Bobin, publié en 1995 (œuvre).

Axe 2 : La langue comme exil et comme territoire
● La disparition de la langue française, d’Assia Djebar, publié en 2003 (œuvre).

Axe 3 : La mise en abîme, recours littéraire et sociologique
● Au-delà des frontières, d’Andreï Makine, publié en 2019 (œuvre).

Axe 4 : Le savoir comme outil de mobilité sociale et de rupture identitaire
● Un si beau diplôme !, de Scholastique Mukasonga, publié en 2018 (œuvre).

Axe 5 : Des mémoires qui sont un roman, un roman qui est une mémoire
● Graziella, d’Alphonse de Lamartine, publié en 1849 (œuvre).

Bibliographie :
BOBIN, Christian. La folle allure. Paris: Editions Gallimard, 1997.
DJEBAR, Assia. La disparition de la langue française. Paris : Albin Michel, 2003.
LAMARTINE, Alphonse de. Graziella. Paris : Gallimard, 1979.
MAKINE, Andreï. Au-delà des frontières. Paris : Le Livre de poche, 2020.
MUKASONGA, Scholastique. Un si beau diplôme ! Paris : Gallimard, 2018.

Programa

Aula 1: Introdução à Anna Tsing e Michel de Certeau

Aula 2: Artes de notar e artes de fazer
TSING, Anna Lowenhaupt. “O que restou” e “Artes de notar”. In: O cogumelo do fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. Trad. Rogério Bettoni. São Paulo: n-1, 2022, p. 53-72. (19p)
CERTEAU, Michel. “Culturas populares”. In: A invenção do cotidiano, vol. 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 75-90. (15p)

Aula 3: Desenhos e bordados
FREIRE, Ralyanara. “O risco”. In: Cerzindo o tecido social: ressignificações do Bordado Arpillera e a vida de atingidas por Belo Monstro. Tese Doutorado, IFCH, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2021, p. 51-76. (25p)
AZEVEDO, Aina Guimarães. Um convite à antropologia desenhada. Metagraphias, [S.L.], v. 1, n. 1, 27 mar. 2016, p. 194-208. Biblioteca Central da UNB. (14p)

Aula 4: Experimentações
Leituras obrigatórias
INGOLD, Tim. Desenhando juntos: fazer, observar, descrever. In: INGOLD, Tim. Estar Vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Editora Vozes, 2015. Cap. 18. p. 315-324. (9p)
INGOLD, Tim. Os materiais da vida. In: INGOLD, Tim. Fazer: antropologia, arqueologia, arte e arquitetura. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. Cap. 2. p. 35-53. (18p)
Leituras complementares
AZEVEDO, Aina. O Tarô Etnográfico de Marseille: meu antídoto metodológico. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 25, n. 69, p. 368–387, 2024. DOI: 10.22456/1984-1191.142918. (19p)
PÉREZ-BUSTOS, Tania; TOBAR-ROA, Victoria; MÁRQUEZ-GUTIÉRREZ, Sara. Etnografías de los contactos. Reflexiones feministas sobre el bordado como conocimiento. Antípoda. Revista de Antropología y Arqueología, [S. l.], 1, 26, 2016. (18p)

Bibliografia


AZEVEDO, Aina. Diário de Campo e Diário Gráfico: contribuições do desenho à antropologia. Áltera: Revista de Antropologia, João Pessoa, v. 2, n. 2, p. 100-119, 2016.
AZEVEDO, Aina; SCHROER, Sara Asu. WEATHERING: a graphic essay. Vibrant: Virtual Brazilian Anthropology, [S.L.], v. 13, n. 2, p. 177-194, dez. 2016. FapUNIFESP (SciELO).
CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1998
FREIRE, Ralyanara. Cerzindo o tecido social: ressignificações do Bordado Arpillera e a vida de atingidas por Belo Monstro. Tese Doutorado, IFCH, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2021.
INGOLD, Tim. Estar Vivo: ensaios sobre movimento, conhecimentos e descrição. Petrópolis: Editora Vozes, 2015.
INGOLD, Tim. Fazer: antropologia, arqueologia, arte e arquitetura. Petrópolis: Editora Vozes, 2022.
PÉREZ-BUSTOS, Tania; TOBAR-ROA, Victoria; MÁRQUEZ-GUTIÉRREZ, Sara. Etnografías de los contactos. Reflexiones feministas sobre el bordado como conocimiento. Antípoda. Revista de Antropología y Arqueología, [S. l.], 1, 26, 2016.
QUICENO TORO, Natalia. Bordar, cantar e cultivar espacios de dignidade: ecologias del duelo y mujeres atrateñas. San José, Universidad de Costa Rica, 2021 (online).
QUICENO TORO, Natalia. Vivir Sabroso: luchas y movimientos afroatrateños, en Bojayá, Chocó. Bogotá, Colombia: Universidad del Rosario, 2016.
TAUSSIG, Michael. I Swear I Saw This: drawings in fieldwork notebooks, namely my own. Londres: The University Of Chicago Press, 2011
TSING, Anna Lowenhaupt. O cogumelo do fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. Trad. Rogério Bettoni. São Paulo: n-1 edições, 2022. (19p)
TSING, Anna L. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Thiago Mota Cardoso e Rafael Victorino Devos (org.), Brasília, IEB Mil Folhas, 2019.

Programa

Tópico 1: Ascensão e agonia da cultura popular: o caso brasileiro
1.1. Afinal, o que é “cultura” e “popular”? – crítica etimológico-histórica (R. Williams);
1.2. Forma cultural e pólis: a metamorfose das festas das colheitas no século VI a.C. nos concursos teatrais em homenagem ao deus Dioniso no século V a.C. (A. Hauser; A. Boal);
1.3. Aspectos da cultura popular europeia na Idade Média e na Renascença: cultura popular cômica e suas diversas manifestações: riso, carnaval, grotesco, praça pública, princípio da vida material e corporal (M. Bakhtin);
1.4. Aspectos da cultura popular europeia na Idade Moderna (P. Burke);
1.5. Diferenças entre cultura e civilização; nações e nacionalismo; comunidades imaginadas; o processo civilizatório e o povo brasileiro (N. Elias; E. Hobsbawm; B. Anderson; D. Ribeiro);
1.6. O nacional-popular de Antonio Gramsci e a política de hegemonia cultural nas sociedades pós-sufrágio universal;
1.7. A questão da cultura nacional-popular e a crítica autonomista: M. Chauí e o debate com o CPC;
1.8. Cultura e anarquia: civilização de massas e cultura de minoria, o problema do inconsciente ótico e a era da hiperprodução cultural (R. Williams; W. Benjamin; F. Jameson);

Tópico 2: Barravento (1962) e Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha
2.1. A forma e o sentido da montagem: estrutura de Barravento e Deus e o diabo na terra do sol (câmera/narrador, enredo, personagens, espaço e locação, tempo, música, análise de fotogramas, a síntese entre cordel, repente e sinfônico); alegoria, dependência, subdesenvolvimento e revolução; alienação energética; os primeiros momentos do cinema de Glauber Rocha;
2.2. A persistência do arcaico, ou, a eterna transição entre o Brasil colônia de ontem e o Brasil nação de amanhã: problemas de base e superestrutura em Barravento: pesca e arrendamento, capoeira e candomblé;
2.3. Passagens da rebeldia brasileira em Deus e o diabo na terra do sol; messianismo milenarista e antirrepublicano; o momento máximo de Ser da conversão (música sinfônica, imagem e poesia);
2.4. Transições: o cativeiro das forças produtivas da indústria cinematográfica oligopolizada – o centrismo abstrato da tendência formalista: a revolução do cinema novo e a eztetyka da fome, ou, a mensagem na garrafa de Glauber Rocha; a verdade das aparências da ideologia do autor na periferia.

Tópico 3: Gota d’água (1975), de Chico Buarque e Paulo Pontes
3.1. Seleção e organização dos materiais de Gota d’Água: Um mito grego e uma tragédia brasileira (dramaturgia e canção);
3.2. Apresentação dos autores: O santo por trás do “milagre brasileiro” (projeto e formação);
3.3. Imagens do povo brasileiro: conjunto habitacional, umbanda, samba, ciranda, exploração e aluguel;
3.4. O tempo circular e o destino do povo brasileiro: “Não fique pensando que o povo é nada, carneiro, boiada, débil mental, pra lhe entregar tudo de mão beijada ... Tem que produzir uma esperança de vez em quando pra coisa acalmar e poder começar tudo de novo”;
3.5. A política da cooptação e o arrivismo social – industrialização do popular e o popular-comercial: “Gota d’água, nunca mais, seu Jasão / Samba, aqui, ó... / Você não engana ninguém...”;
3.6. Sacrifício e destruição da heroína como metáfora do dilaceramento trágico da alma e do corpo do povo brasileiro: “Eu compreendi que o sofrimento de conviver com a tragédia todo dia é pior que a morte por envenenamento”.
3.7. O trágico brasileiro como dialética: dialética do desenvolvimento capitalista no Brasil e crítica da razão dualista (P. Szondi; R. M. Marini; F. de Oliveira).

Tópico 4: Roque Santeiro (1985-1986), de Dias Gomes e Aguinaldo Silva
4.1. A mística do povo: panorama e crítica da obra de Dias Gomes; televisão, telenovela e videologização do espaço do sagrado; capitalismo videofinanceiro e o Brasil antenado;
4.2. Temas e enquadramentos de Roque Santeiro: persistência do messianismo brasileiro; o circuito do fetichismo: herói, milagres, caudilho, folclore e santo; fetichismo da mercadoria e exploração do trabalho; indústrias da fé, do turismo e de velas; latifúndio e artesanato de santos de barro; sátira à exploração política e comercial da fé popular; drama burguês e a dificuldade de representar o trabalho;
4.3. A chegada da modernidade da civilização capitalista em Asa Branca: entre putas e trambiqueiros moralistas ao som do forró; profundidade de campo, plano sequência, montagem e close-up; rimas visuais, cordel e repente, folclore, gestos, sonoplastia e núcleos da trilha sonora (forma canção e rejeição à música sinfônica);
4.4. O encontro de um consenso: telenovela como forma de ritualização do povo brasileiro; primazia do diálogo interindividual; passagens da dissolução do dualismo entre moderno e arcaico; telenovela como espera, preenchimento do “tempo livre” e neutralização do tédio da vida pequeno burguesa;
4.5. Deus e o diabo na terra: O sofrimento da cultura nacional-popular, a constituição do programa democrático-popular (pressuposto geral: a redemocratização supostamente abriria espaço para mudanças estruturais dentro da ordem, a sociedade brasileira seria permeável a mudanças) e a perenidade da política de conciliação de classes, ou, do teatro à telenovela e das ruas aos palácios;
4.6. A crise do movimento revolucionário e a construção da hegemonia liberal – industrialização e liberalizacão do entretenimento leve e desinteressado; o híbrido entre anarquia e organização do capitalismo tardio; o espetáculo como usurpação da representação do proletariado, a ideologia materializada e a transformação do capitalismo em imagem.

Tópico 5: Cidade de Deus, de Paulo Lins (1997)
5.1. Elementos constitutivos da narrativa: narrador, enredo e personagens (o corpo entre a tortura e o desaparecimento), tempo e espaço (um tempo morto, terrorismo de estado, barbárie social e ruínas do desmanche);
5.2. De volta às origens; realismo e a busca da plausibilidade e verossimilhança; o romance na linha tênue entre ficção e realidade; colagem e montagem literárias, materiais e configuração; o romance como forma cultural da modernidade capitalista;
5.3. A letra e o espírito de Cidade de Deus: fim de linha da formação nacional; gírias, drogas, armas, favelas, administração social armada e o declínio dos afetos; do baseado no conjunto habitacional ao narcotráfico internacional;
5.4. Crítica do plano real e reversão neocolonial: desvalorização das forças produtivas, crítica do valor, rotação do capital, a lei da queda tendencial das taxas de lucro e a desagregação democrático-popular (K. Marx; N. Ouriques; P. Arruda Sampaio Jr.);
5.5. Fim de século, população excedente e “processo descivilizador”: colapso da modernização, os sujeitos monetários sem dinheiro, sinais da perda de um padrão e a presença continuada de uma ruptura irreversível de época (R. Kurz; R. Schwarz; P. Arantes);

Bibliografia

Tópico 1

ANDERSON, Benedict. Imagined communities: reflections on the origins and spread of nationalism. London and New York: Verso, 2008.
ARNOLD, Matthew. Culture and anarchy. Oxford: Oxford University Press, 2006. (1869)
BAKHTIN, Mikhail. “Introdução: Apresentação do problema”. In: A cultura popular na idade média e no renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara Frateschi. 3ª edição. São Paulo e Brasília: Hucitec e Editora Universidade de Brasília, 1977, p. 1-50.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica [segunda versão]. Trad. Francisco de Ambrosis Pinheiro Machado. Porto Alegre: Editora Zouk, 2012.
BOAL, Augusto. “O sistema trágico coercitivo de Aristóteles”. In: Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. São Paulo: Editora 34, p. 27-71.
BURKE, Peter. Cultura popular na idade moderna: Europa, 1500-1800. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das letras, 2018. (1978)
CEVASCO, Maria Elisa. “Terceira lição. Contrapontos teóricos: cultura de minoria x cultura em comum”. In: Dez lições sobre estudos culturais. São Paulo: Boitempo, 2003, p. 42-59.
______. “Um plano de trabalho: ‘Culture is ordinary’”. In: Para ler Raymond Williams. São Paulo: Paz e terra, 2001, p. 43-76.
CHAUÍ, Marilena. O nacional e o popular na cultura brasileira: Seminários. São Paulo: 1983.
ELIAS, Norbert. “Capítulo um: Da sociogênese dos conceitos de ‘Civilização’ e ‘Cultura’”. In: O processo civilizador. Volume I: Uma história dos costumes. Trad. Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996, p. 23-50. (1939)
ESTEVAM, Carlos. A questão da cultura popular. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1963.
GARCIA, Walter. Melancolias, Mercadorias: Dorival Caymmi, Chico Buarque, o pregão de rua e a Canção popular-comercial no Brasil. São Paulo: Ateliê editorial, 2013.
GRAMSCI, Antonio. Literatura e vida nacional. Trad. Carlos Nelson Coutinho. 3ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1986.
HAUSER, Arnold. “III. Grécia e Roma. 3. Arte clássica e democracia”. In: História social da arte e da literatura. Trad. Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 81-89. (1953)
HOBSBAWM, Eric J. Nations and nationalism since 1780. 2nd edition. Cambridge: Cambridge University Press, 1992. (1990)
______. “Building nations”. In: The age of capital, 1848-1875. London: Abacus, 1995, p. 103-121.
JAMESON, Fredric. “The cultural logic of late capitalism”. In: Postmodernism, or, the cultural logic of late capitalism. London and New York: Verso, 1991, p. 1-54.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. 3ª edição. Rio de Janeiro: Global, 2015.
______. O processo civilizatório – estudos de antropologia da civilização. 9ª edição. Petrópolis: Vozes, 1987.
TINHORÃO, José Ramos. Cultura popular: temas e questões. São Paulo: Editora 34, 2001.
WILLIAMS, Raymond. Keywords: a vocabulary of culture and society. London: Fontana press, 1988. (1976)
______. The long revolution. London: Penguin, 1984. (1961)
______. Culture and society 1780-1950. London: Penguin, 1975. (1958)

Tópico 2

ARRUDA SAMPAIO, Plínio de.; ARRUDA SAMPAIO JR., Plínio de. “Apresentação”. In: Clássicos da revolução brasileira. São Paulo: Expressão Popular, BERNARDET, Jean-Claude. “Introdução”, “Barravento: política de cúpula” e “Antônio das Mortes”. In:Brasil em tempo de cinema: Ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das letras, 2007, p. 21-35; p. 73-81; p. 94-102.
COSTA, Iná Camargo. “Brecht no cativeiro das forças produtivas”. In: Nem uma lágrima: teatro épico em perspectiva dialética. São Paulo: Nankin e Expressão Popular, 2012, p. 137-152.
GERBER, Raquel et al. Glauber Rocha. São Paulo: Paz e terra, 1977.
GOMES, Ângela M. de Castro et al. História Geral da Civilização Brasileira – Tomo III – O Brasil Republicano – Volume 10 – Sociedade e Política (1930-1964). Rio de Janeiro: Bertrand, 2007. (1996)
HOBSBAWM, Eric J. Bandidos. Trad. Donaldson M. Garschagen. São Paulo: 2012, 2000.
LÖWY, Michael. Judeus ortodoxos: messianismo, romantismo, utopia. Trad. Marcio Honorio de Godoy. São Paulo: Perspectiva, 2012. (2010)
MONIZ, Edmundo. Canudos: a luta pela terra. 9ª edição. São Paulo: Global editora, 2001. (1982)
MARINI, Ruy Mauro. “Crítica à A revolução brasileira, de Caio Prado Júnior”. In: João Pedro Stédile (org.). A questão agrária no Brasil: o debate na esquerda – 1960-1980. 2ª edição. São Paulo: Expressão Popular, 2012, p. 101-106.
PIERUCCI, Antônio Flávio de Oliveria et al. “Capítulo X – Cinema brasileiro: 1930-1964”. In: História Geral da Civilização Brasileira – Tomo III – O Brasil Republicano – Volume 11 – Economia e Cultura (1930-1964). 4ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand, 2007, p. 568-611. (1996)
PINHEIRO, Paulo Sérgio et al. “Capítulo II – Um confronto entre Juazeiro, Canudos e contestado”. In: História Geral da Civilização Brasileira – Tomo III – O Brasil Republicano – Volume 9 – Sociedade e Instituições (1889-1930). 8ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand, 2006, p. 46-103. (1997)
PEREIRA, João B. B.; QUEIROZ, Renato da Silva (orgs.). Messianismo e milenarismo no Brasil. São Paulo: Edusp, 2015.
PRADO JR, Caio. A revolução brasileira e a questão agrária no Brasil. São Paulo: Companhia das letras, 2014.
REGO, Waldeloir. Capoeira Angola: Ensaio Sócio-Etnográfico. Salvador: Itapuã, 1968.
ROCHA, Glauber. Revolução do cinema novo. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
SCHWARZ, Roberto. “Cultura e política, 1964-1969”. In: O pai de família e outros ensaios. São Paulo: Companhia das letras, 1992, p. 62-92.
SILVA, Vagner Gonçalves. Candomblé e umbanda: caminhos da devoção brasileira. 5ª edição. São Paulo: Selo negro edições, 2005.
SOARES, Marcos. “O projeto inacabado de Cidadão Kane”. In: Marcos Soares e Maria Elisa Cevasco (orgs.). Crítica cultural materialista. São Paulo: Humanitas, 2008, p. 167-226.
VASCONCELLOS, Gilberto F. Quebra cabeça do cinema novo. Rio de Janeiro: Galpão de ideias Leonel Brizola, 2018.
______. Glauber pátria Rocha livre. São Paulo: Editora SENAC, 2011.
VASCONCELLOS, Gilberto F.; VIDAL, J. W. Bautista. Poder nos trópicos: meditação sobre a alienação energética na cultura brasileira. São Paulo: Editora casa amarela, 2004.
VERGER, Pierre. Lendas africanas dos orixás. Salvador: Fundação Pierre Verger, 2019. (1985).
XAVIER, Ismail. Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: Duas cidades e editora 34, 2019.

Tópico 3

BUARQUE, Chico; PONTES, Paulo. Gota d’água. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1992.
EURÍPEDES. “Medeia”. In: O Melhor do Teatro Grego: Prometeu acorrentado, Édipo rei, Medeia, As nuvens. Trad. Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Zahar, 2013, p. 193-274. (1991)
______. Medeia. Trad. Trupersa – trupe de tradução de teatro antigo. São Paulo: Ateliê editorial, 2013.
______. Medeia. Trad. Trajano Vieira. São Paulo: Editora 34, 2010.
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 6ª edição. São Paulo e Curitiba: Contracorrente, 2020. (1975)
GARCIA, Walter. “Tragédia na Vila do Meio-Dia: uma contribuição à crítica de Gota d’Água {Preta}” In: Sala preta. São Paulo, n. 19 (2), 2019, p. 222-248.
HERMETO, Miriam. ‘Olha a gota que falta’ Um evento no campo artístico-intelectual brasileiro (1975-1980). Tese de doutorado. UFMG, Belo Horizonte: 2010.
MARIANO, Maira. Teatro e engajamento político: a dramaturgia de Paulo Pontes. Tese de doutorado. USP, São Paulo: 2015.
MARINI, Ruy. “Dialética da dependência”. In: Roberta Traspadini e João Pedro Stedile (orgs.). Ruy Mauro Marini: Vida e obra. 2ª edição. São Paulo: Expressão Popular, 2011. (1973)
______. “A dialética do desenvolvimento capitalista no Brasil”. In: Subdesenvolvimento e revolução. 6ª edição. Florianópolis: Insular, 2017, p. 73-161. (1969)
OLIVEIRA, Chico de. “Crítica à razão dualista”. In: Crítica à razão dualista – O ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2019, p. 25-119. (1972)
SZONDI, Peter. Ensaio sobre o trágico. Trad. Pedro Süssekind e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. (1964)

Tópico 4

ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural – o Iluminismo como mistificação das massas”. Trad. Júlia Elisabeth Levy com revisão de Luis Costa Lima, Otto Maria Carpeaux e Jorge de Almeida e “Tempo livre”. Trad. Maria Helena Ruschel. In: Jorge M. B. de Almeida (org.) Indústria cultura e sociedade. São Paulo: Paz e terra, 2011, p. 7-74 e p. 103-117.
BARTHES, Roland. Mythologies. Paris: Éditions du Seuil, 2010. (1957)
BUCCI, Eugênio; KEHL, Maria Rita (eds.). Videologias: ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, 2004.
COSTA, Iná Camargo. Dias Gomes: um dramaturgo nacional-popular. São Paulo: Editora da UNESP, 2017.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. (1967)
GOMES, Dias. O berço do herói. 6ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015. (1963)
GOMES, Dias; SILVA, Aguinaldo. Roque Santeiro. Mauro Alencar e Eliana Pace (adaptação). Rio de Janeiro: Editora Globo, 2008.
HAMBURGER, Esther. O Brasil antenado: a sociedade da novela. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
MATTOS, Laura. Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura. São Paulo: Companhia das letras, 2019.
ROSENFELD, Anatol. O mito e o herói no moderno teatro brasileiro. 2ª edição. São Paulo: Perspectiva, 2019.
SILVA, Paulo F. dos Reis. Roque Santeiro: o (re)desenho do mito e as projeções do imaginário social. Dissertação de mestrado. Feira de Santana, BA: UEFS, 2016.
STALLABRASS, Julian. “Looking-glass TV”. In: Gargantua: manufactured mass culture. London and New York: Verso, 1996, p. 189-213.
WILLIAMS, Raymond. Television: Technology and cultural form. London: Fontana/Collins, 1974.
WILLIS, Susan. Cotidiano: para começo de conversa. Trad. Elena Elizabeth Riederer, Guiomar Gimênez e Maria Elisa Cevasco. Boscov. Rio de Janeiro e São Paulo: Graal e Paz e terra, 1997.

Tópico 5

ARANTES, Paulo. “1964” e “Tempos de exceção”. In: O novo tempo do mundo. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 281-327.
ARRUDA SAMPAIO JR., Plínio de. “Globalização e reversão neocolonial: o impasse brasileiro”. In: Filosofia y teorías políticas entre la crítica y la utopía. Hoyos Vásquez, Guillermo. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Buenos Aires, 2007. Disponível em http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/grupos/hoyos/11Sampaio…
BOOTH, Wayne. The rhetoric of fiction. Chicago and London: The University of Chicago Press, 1983.
BRITO, Felipe; OLIVEIRA, Pedro Rocha de. (orgs.) Até o último homem. São Paulo: Boitempo, 2013.
CEVASCO, Maria Elisa. “A crítica cultural lê o Brasil”. In: André Singer e Isabel Loureiro (orgs.). As contradições do lulismo – a que ponto chegamos? São Paulo: Boitempo, 2016, p. 251-279.
______. “Modernização à brasileira”. In: Revista do instituto de estudos brasileiros. n. 59, p. 191-212, dez. 2014.
DEBORD, Guy. “Comentários sobre a sociedade do espetáculo”. In: A sociedade do espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. (1988)
DUARTE, Lívia L. “Nos limites da narrativa: Cidade de Deus e dramatização da estrutura social brasileira”. In: Terra rosa e outras terras – revista de estudos literários. Londrina, UEL, v. 9, 2007, p.77-90.
KURZ, Robert. O colapso da modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia mundial. Trad. Karen Elsabe Barbosa. São Paulo: Paz e terra, 1992.
LINS, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
OLIVEIRA, Chico de. “O ornitorrinco”. In: Crítica à razão dualista – O ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2019, p. 121-150. (2003)
OURIQUES, Nildo. “A sedução revolucionária e o plano real”. In: Nildo Ouriques; Waldir Rampinelli (orgs.). No fio da navalha: crítica das reformas neoliberais de FHC. São Paulo: Xamã, 1998, p. 91-136.
______. “Plano real: estabilização monetária e estratégia recolonizadora”. In: Álvaro Bianchi et al. A crise brasileira e o governo FHC. São Paulo: Xamã, 1997, p. 123-147.
PEREIRA, Graziela B. M. C. A construção narrativa em Cidade de Deus de Paulo Lins. Dissertação de mestrado. Araraquara: UNESP, 2007.
QUITÉRIO, César T. Cidade de Deus em perspectiva: uma análise do romance de Paulo Lins. Dissertação de mestrado. São Paulo: FFLCH/USP, 2012.
SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras: ensaios. São Paulo: 1999.

Programa

Tradução e tecnologia: prática com Wordfast Anywhere

DEPARTAMENTO:
Departamento de Letras Modernas (DLM)

CARGA HORÁRIA: 9 horas

Aula Teórica: 3h
Aulas Práticas: 6h

DURAÇÃO EM DIAS: 3

DOCENTES RESPONSÁEIS:
Coordenadora: Profa. Dra. Luciana Carvalho Fonseca
Ministrante: Maria Teresa de Araújo Mhereb

PROGRAMA

OBJETIVOS:
O curso tem por objetivos fornecer à/ao aluna/o um panorama das ferramentas computacionais que auxiliam o trabalho de tradução e capacitá-la/o para trabalhar com o software livre Wordfast Anywhere, uma das ferramentas de tradução assistida por computador mais empregadas por tradutoras e tradutores profissionais, contribuindo, desse modo, para a formação prática e/ou atualização de estudantes, interessadas/os ou profissionais da tradução e para sua melhor adequação às demandas atuais do mercado de trabalho.

JUSTIFICATIVA:
Ferramentas computacionais podem ser importantes aliadas de tradutoras e tradutores, reduzindo o tempo de trabalho necessário para concluir uma tradução e elevando a qualidade do produto final. Em alguns setores do mercado de trabalho de tradução, especialmente no de empresas especializadas nesse tipo de serviço, o domínio de ao menos uma das chamadas ferramentas de tradução assistida por computador (Computer-Assisted Translation Tools, ou CAT Tools) tornou-se mesmo requisito básico para a contratação de profissionais. No entanto, o desenvolvimento da subcompetência instrumental, que envolve o saber como empregar tecnologias ao longo do processo tradutório, nem sempre compõe os currículos para formação de tradutoras e tradutores. Levando em conta a importância da subcompetência instrumental para a consolidação da competência tradutória no mundo contemporâneo, o curso apresentará um panorama das tecnologias de tradução disponíveis atualmente (glossários e dicionários on line, sistemas de tradução automática e ferramentas de tradução assistida por computador - CAT Tools) e capacitará a/o aluna/o para trabalhar com o software livre Wordfast Anywhere, umas das CAT Tools mais usadas por tradutoras e tradutores profissionais. Além de funcionar de modo bastante similar ao de outras ferramentas pagas, o software tem como característica a possibilidade de se trabalhar na nuvem e de se produzir traduções coletivamente, já que pode ser acessado simultaneamente por mais de um usuário com a mesma conta.

CONTEÚDO (EMENTA):

Aula 1 (10/08/2021):
- A competência tradutória e suas subcompetências;
- Tradução, tecnologias e relações de poder;
- Ferramentas computacionais: dicionários e glossários on line, sistemas de tradução automática e ferramentas de tradução assistida por computador (CAT Tools);
- Como criar uma conta no software livre Wordfast Anywhere e reconhecimento da interface do software.

Aula 2 (11/08/2021):
- Primeiros elementos da prática com Wordfast Anywhere: quais os recursos disponíveis no Wordfast Anywhere; como preparar um arquivo para ser trabalhado no Wordfast Anywhere; como subir o arquivo para o software; como construir e/ou importar/exportar um glossário; como construir e/ou importar/exportar uma memória de tradução; como definir o par linguístico; quais os comandos básicos do Wordfast Anywhere.

Aula 3 (12/08/2021):
- Elementos avançados da prática com Wordfast Anywhere: como revisar uma tradução no Wordfast Anywhere; como baixar um arquivo do Wordfast; quais os formatos possíveis de arquivo para download e as diferenças entre eles; alguns problemas técnicos que podem ocorrer e como solucioná-los.
- Discussão sobre os resultados.


BIBLIOGRAFIA:
ALBIR, Amparo Hurtado. “Competência tradutória e formação por competências”. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 40, nº 1, p. 367-416, jan-abr, 2020. Traduzido por Lavínia Teixeira Gomes e Marta Pragana Dantas. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175-7968.20…. Acesso em: 5 jun. 2020.
ALCINA, Amparo. “Translation Technologies: Scope, Tools and Resources”. Target: International Journal on Translation Studies, maio, 2008. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/233657002_Translation_technolo….
AMARAL, Ana Lúcia Ribeiro do. A experiência da tradução comparando ferramentas de auxílio a tradução: Wordfast Anywhere x Smartcat. Trabalho de Conclusão de Curso. Instituto de Letras, Universidade de Brasília, Brasília, 2019.
CRONIN, Michael. Translation in the digital age. Abingdon: Routledge, 2013.
SANTOS, Diana; FREITAS, Cláudia. “Áreas emergentes e ferramentas especializadas: tradução e tecnologia em revista”. Tradução em Revista, n. 22, v. 1, 2007. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/20482.
STUPIELLO, Érika. “Relações de poder na tradução praticada na era digital”. In. ESTEVES, Lenita (org.), O traduzir traduzido: diálogos com a tradução. São Paulo: FFLCH-USP, 2019. Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/401.

OBSERVAÇÕES:
O curso será ministrado remotamente via Google Meet. Os slides explicativos, textos e demais materiais de apoio serão disponibilizados na plataforma Google Classroom. Cada aluna/a inscrito/a abrirá (na primeira aula) uma conta de acesso individual ao software Wordfast Anywhere, com a qual trabalhará durante o curso.

Programa

Aula 1:
Linguística de Corpus: fundamentos, conceitos e aplicações na Tradução, no ensino de línguas e na lexicografia;
tipos de corpora; ferramentas (lista de palavras, lista de palavras-chave, linhas de concordância); programas
(WordSmith Tools, AntConc e BootCaT).

Aula 2:
Programas da Linguística de Corpus (WordSmith Tools, AntConc e BootCaT); aplicações da Linguística de Corpus
na Tradução; exercício prático.

Aula 3:
Conceitos fundamentais de Lexicografia/Terminografia; aplicações da Linguística de Corpus na
Lexicografia/Terminografia e no ensino de línguas; exercício prático.

Bibliografia

ANTHONY, L. (2014). AntConc 3.4.3w. Tokyo: Waseda University, 2014. Disponível em:
<http://www.laurenceanthony.net&gt;. Acesso em: 22 nov. 2019.
AUBERT, F. Introdução à metodologia da pesquisa terminológica bilíngüe. 2 ed. São Paulo: FFLCH/CITRAT, 2001.
Disponível em: <http://citrat.fflch.usp.br/cadernos-de-terminologia-e-traducao&gt;. Acesso em: 22 nov. 2019.
BARBOSA, M. (2001). Dicionários, Vocabulários, Glossário: concepções. In: Caderno de Terminologia, n. 1. São
Paulo: FFLCH/CITRAR, p. 23-45.
BASTIANELLO, R. Terminologia da energia solar fotovoltaica para fins terminográficos: estudo baseado em corpus
comparável (português-francês). 2017. 378f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em:
<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-11122017-190034/fr…
>. Acesso em: 22 nov. 2019.
BASTIANELLO, R.; ZAVAGLIA, A. (2016). "A busca por equivalentes em língua francesa e sinônimos em língua
portuguesa para os termos da energia solar fotovoltaica formados por ‘sistema'". Debate Terminológico, 16. p.15-
28. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/index.php/riterm/article/viewFile/68421/p df>. Acesso em: 22 nov. 2019.
BASTIANELLO, R.; ZAVAGLIA, A. (2019). Terminologia da Radiação Solar: elaboração de um glossário bilíngue
(português-francês). In: Tradterm, v. 34, p. 27-47. Acesso em: 22 nov. 2019.
BERBER SARDINHA, T. Linguística de Corpus. Barueri: Manole, 2004.
BIRDERMAN, M. (1984). Glossário. In: Alfa, 28(supl.). São Paulo, p. 135-144.
BOOTCAT. Disponível em: <https://bootcat.dipintra.it/&gt;. Acesso em: 22 nov. 2019.
BOWKER, L.; PEARSON, J.. Working with Specialized Language: a practical guide to using corpora. London:
Routledge, 2002.
CABRÉ, M. La Terminología: representación y comunicación. Barcelona: Institut Universitari de Lingüística
Aplicada, 1999.
DUBUC, R. Manuel Pratique de Terminologie. 2 ed. Québec: Linguatech, 1985.
KRIEGER, M.; FINATTO, M. Introdução à Terminologia: teoria e prática. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2015.
KRIEGER, M.; MACIEL, A. (org.) – Temas de Terminologia. Porto Alegre/São Paulo: Ed. Universidade/UFRGS/
Humanitas/USP, 2001.
PAVEL, S.; NOLET, D. Manual de Terminologia. Tradução de Enilde Faulstich. 2002. Disponível em:
<https://linguisticadocumentaria.files.wordpress.com/2011/03/pavel-termi…;. Acesso em: 22 nov. 2019.
REY-DEBOVE, J. Étude linguistique et sémiotique des dictionnaires français contemporains. The Hague, Paris:
Mouton, 1971.
TAGNIN, S. O jeito que a gente diz. Barueri: DISAL, 2013.
TAGNIN, S.; BEVILACQUA, C. Corpora na Terminologia. São Paulo: Hub Editorial, 2013
TAGNIN, S.; VALE, O. (orgs.). Avanços da Linguística de Corpus no Brasil. São Paulo: Humanitas, 2008.
VIANA, V.; TAGNIN, S. Corpora na Tradução. São Paulo: Hub Editorial, 2015.
WÜSTER, E. Introducción a la Teoría General de la Terminología y la Lexicografía Terminológica. Barcelona:
Institut Universitari de Lingüística Aplicada, 1998.

Programa

O curso será dividido em três módulos. Em cada módulo trabalharemos três autores (cujos textos serão fornecidos em aula): 
 
MODULO 1 : IMAGENS DA FRANÇA 
Jacques Prévert 
Simone de Beauvoir 
Marcel Proust 
MODULO 2 : ENTRE DOIS MUNDOS 
Léonora Miano (Camarões) 
Kateb Yacine (Argélia) 
Jean de La Fontaine 
MODULO 3 : IMAGENS DA ÁFRICA 
Amadou Hampâté Bâ (Mali) 
Albert Camus 
Henri Michaux 
 
A avaliação é composta de: 
Participação em sala de aula e lição de casa. 
Prova de compreensão oral e escrita + produção escrita em sala (gramática e redação). 
Seminário individual ou em grupo. 
 
Bibliografia geral 
 
BENAMOU, Michel. Pour une nouvelle pédagogie du texte littéraire. Librairies Hachette et Larousse, 1971 (Collection : Le français dans le monde / B.E.L.C.) 
BLONDEAU, N. ; ALLOUACHE, F. Littérature progressive du français : niveau intermédiaire. Clé international, 2003. 
__________ . Littérature progressive de la francophonie. Clé international, 2008. 
COSTA, Heloísa B. de A. Reflexões sobre o ensino da literatura: da Poética de Edouard Glissant às perspectivas de leituras rizomáticas. São Paulo: USP, 2004. (Série: produção acadêmica premiada - FFLCH) 
ELIAS. V. M. Ler e Compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. 
ESTÉOULE-EXEL, M.-H.; RAVIER, S. R. Livres ouverts. Presses Universitaires de Grenoble, 2008. 
KOCH, I. V. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002. 
PEYTARD, Jean. Littérature et classe de langue. Hatier, 1996. 
PIETRARÓIA, Cristina M. C. Percursos de leitura : léxico e construção do sentido na leitura em língua estrangeira. São Paulo: Annablume, 1997. 
ROBERT, Pierre-Edmond (org). Toutes latitudes. Hatier/Didier, 1993. (Lectures modernes / contemporaines) 
STALLONI, Y. Os gêneros literários. Trad. Flávia nascimento. Rio de janeiro: Difel, 2001. 
 
Bibliografia específica 
BEAUVOIR, Simone de. Le deuxième sexe. Tome II : L´expérience vécue. Paris : Éditions Gallimard, 1949. 
CAMUS, Albert. Le premier homme. Paris : Éditions Gallimard, 1994. 
______ . L´envers et l´endroit. Paris : Éditions Gallimard, 1937. 
HAMPÂTÉ BÂ, Amadou. Il n´y a pas de petite querelle : nouveaux contes de la savane. Paris : Éditions Stock, 1999, 2000. 
KATEB, Yacine . Nedjma. Paris : Éditions du Seuil, 1956. 
______ . Le polygone étoilé. Paris : Éditions du Seuil, 1966. 
LA FONTAINE, Jean de. Fables choisies. Paris : Éditions Gallimard, 1999. 
MIANO, Léonora. Afropean Soul et autres nouvelles. Paris : Éditions Flammarion, 2008. 
MICHAUX, Henri. Plume. Éditions Gallimard, 1938. 
PRÉVERT, Jacques. Paroles. Paris : Éditions Gallimard, 2004. 
PROUST, Marcel. À la recherche du temps perdu. Tome I : Du côté de chez Swann. Paris : Éditions Gallimard, 1988.
 
 

 

Programa

A disciplina tem por objetivo introduzir o aluno no estudo de crimes e mortes violentas no contexto intraurbano, a partir de perspectivas geoestatística e sociológica, dialogando sobre: fontes de dados e abordagens analíticas; fatos e acontecimentos históricos; correntes e hipóteses explicativas mais relevantes no domínio das ciências humanas. Com base em bibliografia especializada e estatísticas oficiais, a disciplina enfoca o modo quali-quantitativo de pensar a violência, enfatizando a opacidade dos dados, suas inconsistências e a falta de clareza sobre o que significam ou traduzem. A disciplina igualmente estará voltada para a discussão dos argumentos macro/globais e micro/locais sobre as condicionantes das taxas de mortalidade na cidade de São Paulo, em período pré e pós-Covid.

Programa Resumido
O conceito de violência e seus marcos históricos; estudos urbanos; violência e espaço; análise espaço-temporal; geoprocessamento; fontes de dados; padrões urbanos; movimento do crime. Perspectivas teórico-metodológicas: a vertente quali-quantitativa. Perspectivas analíticas: a violência na pesquisa brasileira.

AULA 1 (21/07/2020). Violência e a importância dos estudos urbanos (Apresentação do Prof. Dr. Sergio Adorno); Mortalidade e espaço intraurbano.
AULA 2 (23/07/2020). Análise espaço-temporal e geoprocessamento.
AULA 3 (28/07/2020). Fontes de dados e padrões urbanos.
AULA 4 (30/07/2020). Movimento do crime, da mortalidade violenta e de suas condicionantes na cidade de São Paulo; Punição, discurso e poder, no contexto paulistano (Apresentação do Prof. Dr. Marcos César Alvarez).

Bibliografia

ADORNO, Sergio. (2009), “Análise de Pesquisa – Segurança”. DNA Paulistano. São Paulo: Publifolha: 359-362.
ADORNO, Sergio. Violência e crime: sob o domínio do medo na sociedade brasileira. 2016.
ADORNO, Sergio; NERY, Marcelo Batista. Crime e violências em São Paulo: retrospectiva teórico-metodológica, avanços, limites e perspectivas futuras. “Cadernos Metrópole”., v. 21, n. 44, p. 169-194, 2019.
ALMEIDA, M. A. S.; ALMEIDA, E. S.; SARTORIS, A. 2006. Criminalidade no Estado de São Paulo: uma análise espacial. In: IV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, Foz do Iguaçu. Anais, Foz do Iguaçu, Associação Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos (ABER).
BEATO, Claudio; ASSUNÇÃO, Renato; SANTOS, Marcos Cunha. (1997), Análise da evolução temporal da criminalidade violenta em Minas Gerais (1986-1997). São Paulo, Mimeo.
BEATO, F. C. 1998. Determinantes da Criminalidade em Minas Gerais. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 13, n. 37, p. 74-89, jun.
CALDEIRA, T. P. do R. 2000.Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: USP.
CASTELLS, M. 1983. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
CASTRO, Mônica S. Monteiro de; ASSUNÇÃO, Renato M; DURANTE, Marcelo Ottoni. (2003), “Comparação de dados sobre homicídios entre dois sistemas de informação, Minas Gerais”. Revista de Saúde Pública, 37(2): 168-176.
CECCATO, Vânia; Haining, Robert; Kahn, Tulio. (2007), “The geography of homicide in São Paulo, Brazil”. Environment and Planning A, 39(7): 1632-1653.
FELTRAN, Gabriel de Santis. (2010), “Margens da política, fronteiras da violência: uma ação coletiva das periferias de São Paulo”. Lua Nova, 79: 201-233.
GAWRYSZEWSKI, Vilma Pinheiro; COSTA, Luciana Scarlazzari. (2005), “Homicídios e desigualdades sociais no Município de São Paulo”. Revista de Saúde Pública, 39(2): 191-197.
GAWRYSZEWSKI, Vilma Pinheiro; KAHN, Túlio; MELLO JORGE, Maria Helena Prado de. (2005), “Informações sobre homicídios e sua integração com o setor saúde e segurança”. Revista de Saúde Pública, 39(4): 627-633.
LIMA, Maria Luiza C; XIMENES, Ricardo; SOUZA, Edinilsa Ramos; LUNA, Carlos Feitosa; ALBUQUERQUE, Maria de Fátima. (2005), “Spatial analysis of socioeconomic determinants of homicide in Brazil”. Revista de Saúde Pública, 39(2): 176-182.
LIMA, Renato S. (2005). Contando crimes e criminosos em São Paulo: uma sociologia das estatísticas produzidas e utilizadas entre 1871 e 2000. Tese de doutorado, São Paulo, FFLCH-USP - Departamento de Sociologia.
NERY, Marcelo Batista et al. Regimes espaciais: dinâmica dos homicídios dolosos na cidade de São Paulo entre 2000 e 2008. “Revista Panamericana de Salud Publica”, v. 32, p. 405-412, 2012.
NERY, Marcelo Batista; ADORNO, Sergio. O Movimento da criminalidade em São Paulo: um recorte temático e bbliográfico. “BIB-Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais”, n. 76, p. 5-32, 2015.
NERY, Marcelo Batista; SOUZA, Altay Alves Lino de; ADORNO, Sergio. Os padrões urbano-demográficos da capital paulista. “Estudos Avançados”, v. 33, n. 97, p. 5-36, 2019.
PERES, Maria Fernanda Tourinho et al. Queda dos homicídios em São Paulo, Brasil: uma análise descritiva. “Revista Panamericana de Salud Publica”, v. 29, p. 17-26, 2011.
RAMOS, Frederico Roman. (2002), Análise espacial de estruturas intra-urbanas: o caso de São Paulo. Dissertação de Mestrado, São José dos Campos, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
ROLNIK, Raquel. (2001), “Territorial exclusion and violence: the case of the state of São Paulo, Brazil”. Geoforum, 32(4): 471-482.
SÃO PAULO. (2008), Olhar São Paulo: Violência e Criminalidade. São Paulo, Secretaria Municipal de Planejamento/Departamento de Estatística e Produção de Informação.
SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). (2005), “Mortes por Atos Violentos em São Paulo: A importância de informações complementares. ” SPDemográfico, 1(5): 1-15.
SOUZA, Edinilsa Ramos de; MINAYO, Maria Cecília de Souza. (2001), Análise das tendências da produção acadêmica sobre violência e acidentes. Rio de Janeiro, Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde/Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz.
SOUZA, Edinilsa Ramos; LIMA, Maria Luiza Carvalho. (2006), “The panorama of urban violence in Brazil and its capitals”. Cienc. Saude Colet., 11(2): 363-73.
SOUZA, M. J. L., 2004. Alguns aspectos da dinâmica recente da urbanização brasileira.
WIEVIORKA, Michel. The new paradigm of violence. “Tempo social”, v. 9, n. 1, p. 5-41, 1997.
ZANABRIA, Germain Garcia et al. CrimAnalyzer: Understanding Crime Patterns in São Paulo. IEEE Transactions on Visualization and Computer Graphics”, 2019