Programa

AULA 1 - A história da música de concerto em São Paulo e no Rio de Janeiro
Os ciclos de institucionalização: dos “os vôos da galinha” à universidade.
Compositores: origens sociais e trajetórias.
Peças e procedimentos: questões de análise musical em Sociologia.
Bibliografia geral
GUÉRIOS, Paulo Renato. Heitor Villa-Lobos: o caminho sinuoso da predestinação.
Curitiba: Edição do autor, 2009.
KATER, Carlos. Música Viva e H.-J. Koellreutter. Movimentos em direção à
modernidade. São Paulo: Atraves/Musa, 2001.
SILVA, Flávio. Camargo Guarnieri, o tempo e a música. Rio de Janeiro/São Paulo:
Funarte/Imprensa Oficial, 2001.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
Bibliografia complementar
AZEVEDO, Luiz Heitor C. de. 150 anos de música no Brasil: 1800-1950. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1956
NEVES, José Maria. Música contemporânea brasileira. Rio de Janeiro: Contracapa,
2008.

AULA 2 - Travessias: possíveis leituras sociológicas sobre o cancioneiro de
Milton Nascimento nas décadas de 1960 e 1970
- A Era dos Festivais, as gravadoras norte-americanas e as possibilidades para
propagação mediática
- Milagre dos Peixes – produção musical nos Anos de Chumbo
- Regionalismos na canção: capilaridades da produção miltoniana e negociação com os
pares
Bibliografia geral
AMARAL, Chico. 2018. A música de Milton Nascimento. Belo Horizonte: Editora
UFMG.
DUARTE, Maria Dolores Pires do Rio. 2009. Travessia – A vida de Milton
Nascimento. Rio de
Janeiro: Record.
Bibliografia complementar
DIAS, Marcia Tosta. 2008. Os donos da voz – Indústria fonográfica brasileira e
mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo.
ELIAS, Norbert. 1991. Mozart – Sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Zahar.
ORTIZ, Renato. 1988. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense.

AULA 3 – Música experimental contemporânea no Brasil: ruído, improvisação e
arte sonora
A experiência dos Seminários Livres de Música da Universidade Federal da Bahia
A música experimental contemporânea: criação de instrumentos; encontros de
improvisação livre; e o ruído como elemento expressivo.
Diálogos possíveis entre a música e a arte contemporânea: práticas e conceitos.
Bibliografia geral
CAMPESATO, Lílian. “Dialética do ruído”. XX Congresso da Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-Graduação em Música. Florianópolis, 2010.
DEL NUNZIO, Mario Ossent. Práticas colaborativas em música experimental no Brasil
entre 2000 e 2016.
IAZZETTA, Fernando. “Técnica como meio, processo como fim”. In: Maria Alice Volpato
(org.). Teoria, crítica e música na atualidade. Série Simpósio Internacional de
Musicologia da UFRJ, Rio de Janeiro, 2012.
______. “Sounds from Elsewhere: Episodes for a History of Brazilian Sound Art”. In:
Ruy Chaves; Fernando Iazzetta (orgs.). Making it Heard: A History of Brazilian Sound
Art. New York: Bloomsbury, 2019.
McNALLY, James. São Paulo Underground: Creativity, Collaboration, and Cultural
Production in a Multi-Stylistic Experimental Music Scene. A dissertation submitted in
partial fulfillment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy (Music:
Musicology) in the University of Michigan. 2019.
Bibliografia complementar
ATTALI, J. Bruits. Essai sur l’économie politique de la musique. Paris: Fayard / PUF,
2001.
CACCURI, Vivian. O que faço é música. Rio de Janeiro: 7 letras, 2013.
HEINICH, Nathalie. Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um
novo paradigma artístico. Sociologia e Antropologia. Rio de Janeiro, V.02.02: 373-390,
Outubro, 2014.
SIQUEIRA, Maria Fantinado Géo. Que música é essa? Reflexões sobre o trabalho de
campo com grupos experimentais. Verso e Reverso, vol. XXVII, n. 66, setembro-
dezembro 2013.

AULA 4 - O início do rap em São Paulo e as estruturas da indústria fonográfica
nos anos 90
O que é ser "independente"? Uma visão das gravadoras e selos de rock e de rap

O "sub-campo" do rap em São Paulo: concursos nos bailes black, shows precários e a
preponderância dos Racionais MC's e do Sampa Crew
O rap dos anos 90 visto pelo jornalismo cultural
Bibliografia geral
APPELROUTH, Scott; KELLY, Crystal - Rap, Race and the (Re)production of
boundaries. Sociological Perspectives Vol. 56, No. 3 (Fall 2013), pp. 301-326 (26
pages) https://www.jstor.org/stable/10.1525/sop.2013.56.3.301
HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip-hop invadem a cena. 2 ed. Rio de Janeiro,
Editora UFRJ, 2005.
HERTZMAN, Marc A. Making Samba: A New History of Race and Music in Brazil.
Duke University Press. 2013
MACEDO, Márcio.Hip-Hop SP: Transformações entre uma cultura de rua, negra e
periférica. In: Pluralidade Urbana em São Paulo: vulnerabilidade, marginalidade,
ativismos. KOWARICK, L.; FRUGOLI JR, H.. (Orgs.). 1ed. São Paulo, Ed. 34. 2016, v.
, p. 23-53.
Bibliografia complementar
ALEXANDRE, Ricardo. Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e
memórias do rock brasileiro. São Paulo, Arquipélago. 2013
DIAS, Marcia Tosta. Os donos da voz – Indústria fonográfica brasileira e
mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo. 2008.
FORMAN, Murray; NEAL, Mark Anthony (orgs.). That's the Joint!: The Hip-Hop
Studies Reader. Routledge, 2011
MICELI, Sergio. O papel político dos meios de comunicação de massa. In Brasil: o
trânsito da memória (orgs. Saúlo Sosnowski e Jorge Schwartz). São Paulo, Edusp,
1994.

AULA 5 - Os caminhos da música caipira na fonografia brasileira
Música caipira vira música sertaneja nos anos 60
Agronegócio e migração
Desprezo e admiração pelo caipira na música brasileira
Revalorização simbólica da música caipira no final do século
Bibliografia geral
ALONSO, Gustavo. Cowboys do Asfalto: música sertaneja e modernização brasileira.
1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
VILELA, Ivan. Cantando a própria história: música caipira e enraizamento. São
Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.
SANTOS, Diego Tavares dos. O coração do Brasil: formação social da música
caipira e da música sertaneja no seio da modernidade brasileira (1930-1980). São
Paulo, 2019. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade de São Paulo.
SANT’ANNA, Romildo. A moda é viola: ensaio do cantar caipira. 2ª ed. revis. e ampl.
São Paulo: Arte & Ciência, 2009.

Bibliografia geral
ALEXANDRE, Ricardo. Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e
memórias do rock brasileiro. São Paulo, Arquipélago. 2013
ANDRADE, Elaine Nunes (org.). Rap e educação, rap é educação. São Paulo,
Summus, 1999.
DIAS, Marcia Tosta. 2008. Os donos da voz – Indústria fonográfica brasileira e
mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo.
ELIAS, Norbert. 1991. Mozart – Sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Zahar.
MICELI, Sergio. O papel político dos meios de comunicação de massa. In Brasil: o
trânsito da memória (orgs. Saúlo Sosnowski e Jorge Schwartz). São Paulo, Edusp,
1994.
MICELI, Sergio. A Noite da Madrinha. São Paulo: Companhia das Letras, 2005a.
MICELI, Sergio - No ar em Belíndia – A indústria cultural hoje. In: A Noite da
Madrinha. São Paulo: Companhia das Letras, 2005b.
MIDANI, André. Do Vinil ao Download. São Paulo: Casa dos Livros, 2015.
ORTIZ, Renato. 1988. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense.

Programa

Primeira Aula (08/02/2024): Apresentação de um breve histórico (uma linha do tempo) da inserção de estudantes público da educação especial na Rede Municipal de Ensino da Cidade de São Paulo. A partir da legislação geral (Nacional e Internacional) e específica da Rede.
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para
assuntos jurídicos. Congresso nacional. Brasília: diário oficial da união, 05 de outubro de 1988. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&gt;. Acesso em: 20 nov. 2023.
Brasil. Secretaria de Educação Especial. Plano Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva - pneepei/mec. Brasília: secretaria de educação especial, 2008. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf&gt;. Acesso em: acesso em: acesso em: 19 out. 2023 .
Brasil. Lei n. 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
(estatuto da pessoa com deficiência). Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para assuntos jurídicos.
Congresso nacional. Brasília: diário oficial da união, 27 de jul. 2015. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm&…;.
Acesso em: 20 nov. 2023
São Paulo. Decreto 57.379, de 13 de outubro de 2016. “institui no sistema municipal de ensino a política paulistana
de educação especial, na perspectiva da educação inclusiva.” Diário oficial
De 13 outubro 2016.

Segunda Aula (15/02/2024): Barreiras e acessibilidade nas escolas Diee/sme; guia de acessibilidade; 2020. Disponível em: https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp
content/uploads/2021/09/guia_acessibilidade_web-1.pdf. Acesso em 19.out.2023
Sassaki, rK.; inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista nacional de reabilitação (reação), São Paulo, ano xii, mar./abr. 2009, p. 10-16

Terceira Aula (22/02/2024): Metodologias e Práticas Pedagógicas baseadas no Desenho Universal Para a Aprendizagem (DUA).
Zerbato, Ana Paula. Desenho universal para aprendizagem na perspectiva da inclusão escolar: potencialidades e limites de uma formação colaborativa. 2018. Tese (doutorado em educação especial) Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9896

Zerbato, Ana Paula; mendes, Enicéia Gonçalves. O desenho universal para a aprendizagem na formação de professores: da investigação às práticas inclusivas. Dez/2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/xrthmt5hhn6d9csqcn3hhsm/?format=html&lang=…
Aranha, Maria Salete Fábio. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2003.
Bersch, r. Tecnologia assistiva e educação inclusiva. In: ensaios pedagógicos, Brasília: seesp/mec,2006.
Capellini, Vera Lucia Messias Fialho.; Zerbato, Ana Paula. O que é o ensino colaborativo. São Paulo: edicon, 2019.
Mantoan, Maria. Teresa. Eglér. (org.). Educação e inclusão: entendimento, proposições e práticas. Blumenau:
edifurb, 2020. P. 181-202.

Programa

Aula 1: Sobre Teodolitos, drones, mapas e cartas.

Aula 2: VANT’s e Georreferenciamento – A arte de medir a terra a partir do céu.

Bibliografia

SALVADOR DE OLIVEIRA. 7 Crônicas para quem gosta de medir. São Paulo-SP: Editora Nojosa, 2024.

 

Programa

Aula 1. 03/02/25 — Contextualização do Dialogo del reggimento di Firenze e principais temáticas discursivas;
Aula 2. 05/02/25 — Contextualização do ‘O Perfuraneve’, suas adaptações, gêneros discursivos e primeiros diálogos;
Aula 3. 10/02/25 — Governo d’uno: toda tirania é ruim?
Aula 4. 12/02/25 — Governo di molti: toda democracia é boa?
Aula 5. 17/02/25 — Governo di alcuni: toda moderação é a melhor saída?
Aula 6. 19/02/25 — Principais enunciados, conceitos e símbolos;
Aula 7. 24/02/25 — Discursos, argumentos e polêmicas sobre as temáticas;
Aula 8. 26/02/25 — Relevância dos conteúdos investigados na atualidade.

Referência bibliográfica:
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. São Paulo: Editora 34, 2016.
_____. Para uma filosofia do ato responsável. Trad. Valdemir Miotello e Carlos Alberto Faraco. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.
GUICCIARDINI, Francesco. Opere inedite di Francesco Guicciardini / Dialogo del reggimento di Firenze, Illustrate da Giuseppe Canestrini e pubblicate per cura dei conti Piero e Luigi Guicciardini, Barbèra, Bianchi e Comp. Firenze: Tipografi-Editori, Via Faenza, 1858. Disponível em: https://archive.org/details/opereineditedif27guicgoog/mode/2up?view=the…, acesso em julho/2024.
LOB, Jacques; ROCHETTE, Jean-Marc. O Perfuraneve (título original: Snowpiercer: Le Transperceneige, de 1983). São Paulo: Editora Aleph, 2015.
O EXPRESSO do amanhã. Direção: Clare Kilner; et al. Produção: Marty Adelstein; et al. Interpretes: Sean Bean; Daveed Diggs; Jennifer Connelly; et al. [S.I]: Netflix Studios, 2020. Série adaptada da plataforma streaming Netflix.

O EXPRESSO do amanhã. Direção: Bong Joon-ho. Produção: Park Chan-wook; et al. Roteiro: Bong Joon-ho; Kelly Masterson. Interpretes: Chris Evans; Song Kang-ho; Tilda Swinton; et al.Praga: Barrandov Studios, 2013. Plataforma de streaming Prime Videos (126 min.), son. color. Legendado. Port. História por Bong Joon-ho e baseado no romance gráfico Le Transperceneige de Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette.

Programa

Aula 1: Primeiros passos com a Semiótica Discursiva
(i) O que é a Semiótica Discursiva – as noções de texto e de percurso gerativo do sentido
(ii) Elementos do nível fundamental
(iii) Elementos do nível narrativo

Aula 2: Mais noções teóricas da Semiótica Discursiva
(i) Elementos do nível discursivo (sintaxe discursiva)
(ii) Elementos do nível discursivo (semântica discursiva)
(iii) Plano de expressão e plano de conteúdo

Aula 3: A Semiótica aplicada a análises de literatura para investigar construções de personagens negras
(i) Construções figurativas e temáticas de personagens negras de O Cortiço e de Maria Felipa;
(ii) Exames sobre agência e passividade de personagens negras de O Cortiço e de Maria Felipa;
(iii) Outras estratégias discursivas: sanções e enunciação

Aula 4: A semiótica aplicada a análises de visualidades e de sonoridades
(i) Semiótica visual e multimodalidade: a construção de sentidos em textos destes tipos
(ii) Semiótica e som: semiótica da canção; figurativização sonora na escrita etnográfica

Bibliografia


ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, Renato. A tradução da experiência de campo para um escrito etnográfico: figurativização sonora em Tristes trópicos. Dissertação (Mestrado em Semiótica e Linguística Geral) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.
ALONSO ALDAMA, Juan. La tension politique: pour une sémiotique de la conflictualité. Paris: L’Harmattan, 2023.
ARRAES, Jarid. Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis. São Paulo: Seguinte, 2020.
AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora BestBolso, 2016.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria do discurso: fundamentos semióticos. 3a ed. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2001.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Editora Ática, 2011.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. Tradução de Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. Trad. Grupo CASA. Bauru, SP: Edusc, 2003.
FIORIN, José Luiz. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2016.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e Ideologia. 8. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010.
FLOCH, Jean-Marie. Petites mythologies de l'oeil et de l'esprit: pour une sémiotique plastique. Paris-Amsterdam: Hadès-Benjamins, 1985.
GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244.
GREIMAS, Algirdas Julien. Semiótica figurativa e semiótica plástica. Significação: Revista Brasileira de Semiótica, n. 4, p. 18-46, 1984.
GREIMAS, Algirdas Julien. Sobre o Sentido II: Ensaios semióticos. Trad. Dilson Ferreira da Cruz. São Paulo: Cultrix, 2014.
GREIMAS, Algirdas Julien; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. Tradução de Alceu Dias Lima, Diana Luz
Pessoa de Barros, Eduardo Peñuela Cañizal, Edward Lopes, Ignacio Assis da Silva, Maria José Castagnetti Sombra, Tieko Yamaguchi Miyazaki. São Paulo: Contexto, 2016.
LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes trópicos. Tradução: Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
LOPES, Ivã Carlos. Entre expressão e conteúdo: movimentos de expansão e condensação. Itinerários (UNESP), Araraquara - SP, v. 1, n. espec., p. 65-75, 2003.
LOPES, Ivã Carlos; SOUZA, Paula Martins de (org.) . Estudos semióticos do plano da expressão. São Paulo: FFLCH-USP, 2018. E-book disponível em
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/314
MANCINI, Renata; BEIVIDAS, Waldir; LOPES, Ivã Carlos (org.). Semiótica: horizontes, perspectivas, debates. Campinas, SP: Pontes, 2024. E-book disponível em https://ponteseditores.com.br/loja3/pontes-editores-home- 2__trashed/ebook/lancamento-e-book/semiotica-horizontes-perspectivas-debates/
MANCINI, Renata; GOMES, Regina (org.). Semiótica do sensível: questões do plano da expressão. São Paulo: Editora Mackenzie, 2020.
MBEMBE, Achile. A Crítica da Razão Negra. Trad. Marta Langa. Lisboa: Antígona, 2014.
QUEIROZ, Eduardo Prachedes. Personagens negras de O Cortiço: convergências com estereótipos. Estudos Semióticos, São Paulo, Brasil, v. 18, n. 3, p. 93–110, 2022. DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2022.198432.
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/198432 Acesso em: 4 mar. 2025.
QUEIROZ, Eduardo Prachedes. A mulher negra heroína – análise do cordel Maria Felipa. Entrepalavras, Fortaleza, V. 13, N. 3, E2716, p. 213-231, Set.-Dez./2023. DOI: 10.22168/2237- 6321-32716. Disponível em:
http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/… Acesso em: 4 mar. 2025.
SARAIVA, José Américo Bezerra; LEITE, Ricardo Lopes. Exercícios de semiótica discursiva. Fortaleza: Imprensa Universitária UFC, 2017. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24993/1/2017_liv_jabsaraiva…
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. Tradução: Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro Blikstein. São Paulo: Cultrix, 2012.
SEEGER, Anthony. Por que cantam os Kĩsêdjê: uma antropologia musical de um povo amazônico. Tradução de Guilherme Werlang. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.
TATIT, Luiz. Estimar canções: estimativas íntimas na formação do sentido. Cotia: Ateliê Editorial, 2016.

Programa

Aula 1. Calvino pré-oulipiano e o Oulipo: trajetória inicial de Calvino; antecedentes de sua adesão ao grupo; apresentação do Colégio de Patafísica e dos fundamentos do Oulipo.

Aula 2. Calvino e o ingresso no Oulipo: contexto de participação; análise de textos e traços oulipianos em “O incêndio da casa abominável”, O castelo dos destinos cruzados e As cidades invisíveis.

Aula 3. A gênese de Se um viajante numa noite de inverno: estudo do romance e das restrições compositivas aplicadas; aspectos metalinguísticos e estruturais.

Aula 4. Calvino e Perec: os arquitetos do Oulipo: diálogo entre Calvino e Georges Perec; consolidação e legado do grupo Oulipo na literatura contemporânea.


Bibliografia

ARAGONA, Raffaelle. Italo Calvino – Percorsi potenziali. San Cesario di Lecce: Manni, 2008.
Calvino, Italo. Um general na biblioteca. Tradução de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
______. Assunto encerrado: discursos sobre literatura e sociedade. Tradução de Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
______. As cidades invisíveis. Tradução de Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
______. O castelo dos destinos cruzados. Tradução de Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
______. Se um viajante numa noite de inverno. Tradução de Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. COSTAGLIOLA D’ABELE, Michele. L’Oulipo e Italo Calvino. Berna: Peter Lang, 2014. DONNARUMMA, Giuseppe. Da lontano Calvino, la semiologia, lo strutturalismo. Palermo: Palumbo Editore, 2008.
FUX, Jacques. Literatura e matemática. Jorge Luis Borges, Georges Perec e o Oulipo. São Paulo: Perspectiva, 2017.
OULIPO. La littérature potentielle. Paris: Folio Essais, 1973.
______. Atlas de littérature potentielle. Paris: Folio Essais, 2007.
PEREC, Georges. La disparition. Paris: Denoel, 1969.
______. Les revenentes. Paris: Julliard, 1972.
______. O sumiço. Tradução de Zéfere. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
______. Que regressem. Tradução de Zéfere. Belo Horizonte: Autêntica, 2023.

Programa

Aula 1 - (12/04) Gênero e História Antiga, Gênero e Política na Roma Antiga
Nesta primeira aula, abordaremos questões introdutórias sobre a abordagem de gênero no campo da História Antiga, e discutiremos questões de gênero a partir do estudo da política e das leis da República e do Império Romano. Analisaremos tópicos do percurso historiográfico sobre a Teoria do Matriarcado e do Patriarcado, com objetivo de compreender o desenvolvimento do debate de gênero na História Antiga. Analisaremos também alguns documentos do contexto histórico romano com objetivo de discutir alguns conceitos políticos relacionados a esse contexto, como por exemplo, os conceitos de República, Pátria e Patriarcado.

Aula 2 - (14/04) A Arqueologia no estudo das mulheres da Britannia
Nesta aula, abordaremos questões próprias da Arqueologia, dando especial foco na cultura material para o estudo das mulheres da região da Britannia. Desde a Idade do Ferro as fontes arqueológicas vêm demonstrando o potencial de liderança e importância das mulheres da região que foi intitulada pelos romanos de Britannia. Sepultamentos da cultura Arras, estatuetas femininas religiosas e a cultura material mista romano-britã exaltam a consideração sobre a mulher desse tempo e lugar. Adiciona-se o fato da bravura dessas mulheres, como é o caso de Boudica, que liderou um exército contra os romanos durante o primeiro século depois de Cristo; além de epitáfios que demonstram uma Britannia subjugada, onde nativas se encontram casadas com cidadãos romanos, mesclando sua cultura com a do invasor. Não se pode negar que esse passado se volta para o presente, e que uma mulher como Boudica, por exemplo, que fez parte dos auspícios do início da formação do povo Britânico, se transformou em inspiração para mulheres de poder, como Elizabeth I e Vitória e, que, atualmente, se mostra como um ícone de luta para as feministas.

Aula 3 - (19/04) Masculinidade no Império Romano: historiografia e estudo de caso a partir do Satyricon, de Petrônio
Nesta aula, abordaremos inicialmente as questões historiográficas centrais no estudo da masculinidade no Império Romano. Procurando descentralizar a figura do uir, categoria masculina tida como paradigmática pela historiografia, exploraremos como o Satyricon de Petrônio, documento literário do século I d.C., faz da masculinidade de suas personagens objeto de sátira.

Aula 4 - (21/04) Gênero e Sexualidade feminina no Mediterrêneo Antigo
Nesta aula abordaremos como as polis helênicas e helenizadas em torno do mar mediterrâneo concebiam, representavam e lidavam com as mulheres e a sexualidade feminina no período clássico. A partir das fontes documentais veremos como os mecanismos de controle estabelecidos pelos conjuntos sócio-políticos poderiam indicar a elaboração da dinâmica social de cortesãs, prostitutas e mulheres cidadãs solteiras e casadas.

Aula 5 - (26/04) Gênero, Feminismos e Masculinidade no Egito Antigo
Nesta aula vamos apresentar os principais debates dos estudos de gênero através das fontes egípcias. Vamos discutir como os egiptólogos incorporaram as discussões feministas e sobre a masculinidade e como estes temas têm sido revisitados na última década.

Aula 6 - (28/04) O masculino na construção do Estado-nação
Nesta aula abordaremos a categoria de Estado-nação desde a antropogeografia ratzeliana entendendo assim a origem da Geografia Política contemporânea, suscitando uma discussão crítica entre as/os estudantes sobre a própria construção do Estado, entendendo este como um produto espacial e politicamente masculino e masculinizado, colocando suas relações, internas e externas, sob esta lógica. Discutiremos sucintamente, a partir dos instrumentos da Geopolítica, tópicos como o processo colonizador e embranquecedor nas Américas, a falsa democracia racial e de gênero, e exploraremos questões sobre guerra e gênero.


BIBLIOGRAFIA:

ALDHOUSE-GREEN, M. 2004. An Archaeology of images: iconology and cosmology in Iron Age and Roman Empire. Londres e Nova York: Routledge.

ALLASON-JONES, L. 2005. Women in Roman Britain. York: Council for British Archaeology.

BARRETO, Juanita. 2001. “La apropiación de los cuerpos de las mujeres, una estrategia de guerra” In: En otras palabras. Grupo Mujer y Sociedad. Bogotá, Universidad Nacional de Colombia. Núm. 9, p. 86-100.

BÉLO, T. P. 2017. Boudica desbravando o tempo. In: Revista de estudos filosóficos e históricos da Antiguidade. n. 30. Disponível em: http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/cpa/article/view/2686, ISSN: 2177-5850.

______. 2017. A Britannia e suas mulheres. In: Revista de Arqueologia (Sociedade de Arqueologia Brasileira), dossiê: Arqueologia e crítica feminista, v. 30, n. 2, pp. 176 – 192. Disponível em: http://revista.sabnet.com.br/revista/index.php/SAB/article/view/552/489.

______. 2018. Os estudos de gênero na Arqueologia. In: Camargo, V. R. T. & Funari, P. P. A. (orgs.). Divulgando o patrimônio arqueológico. Rio de Janeiro: Bonecker. Disponível em: file:///Users/taispagotobelo/Downloads/Livro%20Divulgando%20o%20Patrimonio%20Arqueologico%20(1).pdf; https://www.academia.edu/36888468/Os_estudos_de_ge_nero_na_Arqueologia.

______. 2020. Boudica and the female facets over time: nationalism, feminism, power and the collective memory. Embu das Artes: Alexa Cultural e Editora da Universidade Federal do Amazonas.

BLONDELL, R., and K. Ormand, eds. 2015. Ancient Sex: New Essays. Columbus.

BOEHRINGER S.; CUCHET. V.S. (dir.). 2011. Hommes et femmes dans l’Antiquité. Le genre: méthodes et documents, Armand Colin, Paris.

BRUCHAC, M. 2014. Decolonization in Archaeological Theory. In Smith, C. (Ed.), Encyclopedia of Global Archaeology, 2069-2077.

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Programa

PROGRAMA
1. Estética
a. Arte e História
b. Pornografia e Erótica

2. Epistemologia e Etica
a. Representação Pornográfica

3. Capitalismo
a. Trabalho Imaterial
b. Pornopoder
c. Pornotopias

O curso abordará temas do que chamaremos de pornosofia, isto é, dos cruzamentos dos universos semióticos da pornografia (literária, audiovisual, imagética) e da filosofia, entendendo essa última como uma caixa de ferramenta que através dos autores, e aqui teremos enfase nos pós-estruturalistas, pode-se fazer rizoma e abordar temas múltiplos. A categoria de pornografia que será trabalhada é pensada como um conceito plástico, de que não possui fundo ontológico
que determine sua verdade, se não pelos jogos de poder, pela contextualização na qual está imbricada e por qual plataforma de disseminação e produção está submetida, ou seja, ela não será entendida apenas como sexo explícito ou conjunto de imagens cujo fim é a masturbação compulsória, mas com o que ela pode oferecer de discussões, enunciações e conteúdo, como sua discussão sobre o que é arte, sobre trabalho no capitalismo contemporaneo, etc
A primeira aula foi colocada como “estética”, visto que serão abordados debates e discussões sobre a relação entre arte e pornografia: se pornografia pode ser arte, ou, se não pode, quais são as pressuposições; assim como será necessário fazer uma breve genealogia da pornografia, abordando como surgiu tal categorização, e como, por onde e porque se modificou. Por fim, o debate entre arte (pintura, escultura, literatura, cinema) erótica e pornográfica, dos motivos e das nuancias e sutilezas que foram necessárias, e são utilizadas para fins mercadológicos e de marginalização, para produzir essas categorizações.
Em seguida, na aula nomeada de epistemologia e ética, adentraremos sobre as semiologias que os diversos fluxos pornográficos suscitam no pensar sua representação, a partir das chaves de processos de subjetivação, produção e escorrimento de desejo, assim como a incitação ao prazer, sua fabricação corporal dos generos e de um local poderoso de manuseio dos afetos virtuais e cibernéticos.
E por último, o conceito de pornografia estará ligado com a indústria pornográfica hegemonica, responsável pela circulação de capital e afeto, pensando como autores que falam sobre um capitalismo tardio, cujo trabalho é o imaterial, em resumo, afetos, cognoção, etc. A concepção de outra maneira de produção origina, então, o que Preciado chamou de “pornopoder”, e como esse controla os corpos e seus desejos em seu benefício, assim como a existencia de “pornotopias”, conceito que o mesmo autor usa para pensar locais ciber- arquitetonicos, que estabelecem relações singulares entre espaço, sexualidade, prazer e tecnologia.

METODOLOGIA
Apresentação das diferentes perspectivas através da exposição das argumentações e diálogo acerca dos temas, como forma de troca e compreensão. Isso se realizará por meio da leitura de textos selecionados da autora em questão. Dúvidas serão trabalhadas ao final do percurso da exposição, por meio da abertura de uma conversa sobre os temas da aula.

BIBLIOGRAFIA
HUNT, L. A invenção da pornografía: Obscenidade e as orgiens da modernidade 1500-1800, Hedra, 1999;
MAES, H. Pornographic Art and the Aesthetics of Pornography, Palgrave Macmillan, UK, 2013;
PRECIADO, P.B. Pornotopia: PLAYBOY e a invenção da sexualidade multimídia, Editora n-1, 2020;
_____________. Testojunkie: Sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica, Editora n-1, São Paulo, 2018;
WILLIAMS, L. Porn Studies, Duke University Press, London, 2004;

Programa

Aula 1 – Devolver o colonial ao seu lugar: historicidade das sociedades africanas e a historiografia sobre o colonialismo
a) Introdução: o colonialismo na África;
b) O debate sobre as resistências e iniciativas africanas ao domínio colonial europeu,
c) As críticas ao binário colonial.

Aula 2 – Saint-Louis do Senegal e suas gentes
a) A população de Saint-Louis nas décadas de 1850 e 1860;
b) Conexões e itinerâncias no vale do rio Senegal;
c) Estruturas políticas africanas e poder colonial francês.
d) Intermediários locais: intérpretes, soldados, marujos e comerciantes.

Aula 3 – Expedição francesa a Segu (1863-1866)
a) Os homens da expedição e seu trabalho;
b) Intermediários ocasionais ao longo da viagem;
c) Negociação e tratado entre os franceses e o “Império Tukulor”
d) As viagens de Sidy e Bakary Guëye

Aula 4 – A Escola dos Reféns e a formação de intermediários
a) Escolas e alunos em Saint-Louis
b) A Escola dos Reféns: filhos de chefes, intérpretes e a “causa francesa”
c) A Escola dos Reféns de Kayes

Aula 5 – “Decolonizações”: debate a partir do documentário
• Série documental: Decolonizações. Dir. Karim Miské e Marc Ball. Autores: Karim Miské, Pierre Singarabélou e Marc Ball. Narração: Reda Kateb. Produção: ARTE France, Program33, AT Production, RTBF, RTS Sénégal. (3 episódios)

Referências bibliográficas

AUSTEN, Ralph A. Colonialism from the Middle: African Clerks as Historical Actors and Discursive Subjects. History in Africa, v. 38, p. 21-33, 2011.
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FARIAS, Juliana Barreto. “Não há cativo que não queira ser livre!”: Significados da escravidão e da liberdade entre marinheiros do Senegal, século XIX. Varia Historia (Belo Horizonte), v. 36, n. 71, p. 395-431, mai/ago 2020.
GEBARA, Alexsander. Agências e interações entre africanos e europeus nas expedições britânicas ao rio Níger (1825-1854): os casos de William “Abubakr” Pasco e “Alihéli”. Topoi (Rio de Janeiro), v. 20, n. 40, p. 204-228, abr. 2019.
HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.
HERNANDEZ, Leila Leite; MARCUSSI, Alexandre Almeida. Ideias e práticas em trânsito – poderes e resistências em África (século XIX-XX). São Paulo: Intermeios, 2020.
HOBSBAWM, Eric J. A história de baixo pra cima. In: HOBSBAWM, Eric J. Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
LEFEBVRE, Camille; OUALDI, M’hamed. Remmettre le colonial à sa place : Histoires enchevêtrées des débuts de la colonisation en Afrique de l’Ouest et au Maghreb. Annales. Histoire, Sciences Sociales, v. 72, n. 4, p. 937-943, 2017.
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M’BAYO, Tamba. Muslim Interpreters in Colonial Senegal, 1850-1920: mediations of knowledge and power in the lower and middle Senegal River Valley. Lanham: Lexington Books, 2016.
M’BOKOLO, Elikia. África Negra: história e civilizações. Tomo II (Do século XIX aos nossos dias). Trad. Manuel Resende. Salvador/São Paulo: EDUFBA/Casa das Áfricas, 2011.
METCALF, Alida. Os papéis dos intermediários na colonização do Brasil: 1500-1600. Campinas: Editora da Unicamp, 2019.
MOPOHO, Raymond. Statut de l’interprète dans l’administration coloniale en Afrique francophone. Meta: Journal des traducteurs, v. 46, n. 3, p. 615-626, 2001.
MOTA, Thiago Henrique. História Atlântica da islamização na África Ocidental: Senegâmbia, séculos XVI e XVII. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2018, 373 f.
MUDIMBE, V. Y. A invenção da África: gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Tradução: Ana Medeiros. Luanda: Edições Mulemba; Lisboa: Edições Pedago, 2013.
N’DIAYE, Bandiougou. L’école française et l’expansion coloniale au Sénégal (1817-1903). Mémoire (Maitrise en Histoire) – Université de Dakar, Dakar, 1983.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império: relatos de viagem e transculturação. Bauru: EDUSC, 1999.
REGINALDO, Lucilene; FERREIRA, Roquinaldo. África, margens e oceanos – perspectivas de história social. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.
ROBINSON, David. Paths of Accommodation: Muslim societies and French colonial authorities in Senegal and Mauritania, 1880-1920. Athens: Ohio University Press, 2000.
SAINT-MARTIN, Yves. Le Sénégal sous le Second Empire : Naissance d’un empire colonial (1850-1871). Paris : Karthala, 1989.
______. “Je vous écris de Ségou” : Lettres d’Eugène-Abdon Mage. Revue française d’histoire d’outre-mer, v. 79, n. 294, p. 5-51, 1992.
TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Tradução: Sebastião Nascimento. Curitiba: huya, 2016.
VAN DEN AVENNE, Cécile. De la bouche même des indigènes : échanges linguistiques en Afrique coloniale. Paris: Vendémiaire, 2017.

Programa

Encontro 1: Letramentos digitais e revisões educacionais no pós-pandemia

Parte teórica:
- Discutir as visões de letramento digital, letramentos digitais e multiletramentos.

Parte prática:
- Criar uma conta na plataforma CGScholar;
- Entrar na comunidade do curso na plataforma;
- Iniciar o rascunho de um texto.

Leituras sugeridas:
COPE, Bill, KALANTZIS, Mary. Big Data Comes to School: Implications for Learning, Assessment, and Research. AERA Open, 2016. doi:10.1177/2332858416641907
GRUPO NOVA LONDRES. Uma Pedagogia dos Multiletramentos: Projetando Futuros Sociais. Revista Linguagem em Foco, v.13, n.2, p. 101-145, 2021. Disponível em:
https://revistas.uece.br/index.php/linguagemem- foco/article/view/5578.
KNOBEL, Michele; KALMAN, Judy. Teacher learning, digital technologies and new literacies. In: KNOBEL, Michele; KALMAN, Judy. New literacies and teacher learning professional development
and the digital turn. New York, Peter Lang, 2016.
MONTE MÓR, Walkyria. Sociedade da escrita e sociedade digital: línguas e linguagens em revisão. In: MONTE MÓR, Walkyria; TAKARI, Nara Hiroko (Orgs.) Construções de sentido e letramento digital crítico na área de línguas/linguagens. Campinas, SP: Pontes Editores, 2017.

Encontro 2: Multiletramentos e novas aprendizagens: como educar na cultura digital?

Parte teórica:
- Discutir propostas de novas aprendizagens, com base nos letramentos digitais;

Parte prática:
- Finalizar a escrita do rascunho e publicar o texto da comunidade do curso;
- Ler e comentar dois textos publicados na comunidade do curso.

Leituras sugeridas:
KALANTZIS, Mary; COPE, Bill; PINHEIRO, Petrilson. Letramentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.

Encontro 3: Multiletramentos e novas formas de avaliar: como educar na cultura digital?

Parte teórica:
- Abordar algumas possibilidades de avaliação dos letramentos por meio de tecnologia digital;
- Discutir de que forma a mudança na forma de avaliar pode mudar as formas de ensinar e aprender;
- Analisar a ferramenta de inteligência artificial da plataforma usada no curso, e refletir como ela pode proporcionar uma nova forma de avaliar.

Parte prática:
- Ler e comentar dois textos publicados na comunidade do curso;
- Verificar na ferramenta de análise de aprendizagem da plataforma (Analytics), se atendeu aos requisitos de participação no curso.

Leituras sugeridas:
KALANTZIS, Mary; COPE, Bill; PINHEIRO, Petrilson. Letramentos. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.