Programa

Aula 1 – Marxismo e feminismo: encontros e desencontros
Profa: Isabela Meucci


Esta aula irá introduzir o tema central que será trabalhado ao longo de todo o curso - os entrecruzamentos entre marxismo e feminismo - tendo como base uma leitura crítica do livro "Ligações Perigosas: casamentos e divórcios entre marxismo e feminismo". Pretende-se apoiar no breve panorama apresentado por Arruzza sobre as relações entre o movimento feminista, o movimento operário e a esquerda marxista, com vistas a entender como elas se deram ao longo da história e quais debates e controvérsias fundamentais elas produziram no âmbito da teoria e da política desde o século XIX. Com isso, espera-se abrir caminho para as aulas seguintes, em que serão abordadas autoras centrais do pensamento marxista feminista e as interpretações originais que elas produziram sobre classe, gênero, raça, patriarcado, capitalismo e teoria queer.
Leitura obrigatória
ARRUZZA, Cinzia. Ligações Perigosas: casamentos e divórcios entre marxismo e feminismo. São Paulo: Usina Editorial, 2019.
Referências complementares
MARCELINO, Giovanna Henrique; DELLA TORRE, Bruna. Por um novo casamento entre feminismo e marxismo - Entrevista com Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya. Crítica marxista, n. 51, 2020.
SAFFIOTI, Heleith. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural da Amefricanidade. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

Aula 2 - Lise Vogel: reprodução social e teoria unitária
Profa: Giovanna Marcelino


Esta aula visa abordar as contribuições da socióloga norte-americana Lise Vogel em "Marxism and the oppression of women: toward a unitary theory" (1983), obra que serviu de base para o desenvolvimento de uma abordagem teórica específica do pensamento marxista-feminista: a chamada Teoria da Reprodução Social (TRS). Para tanto, pretende-se apresentar as ideias centrais do livro, bem como situá-lo no contexto e no campo de teorização mais amplo do qual ela faz parte, vinculado a emergência das lutas por libertação das mulheres nos anos 1970 (Women's Liberation), aos debates do feminismo socialista em torno do trabalho reprodutivo e das relações entre capitalismo e patriarcado, bem como à novas leituras (feministas) da obra de Marx e Engels que emergiram no campo da teoria social a partir dos anos 1960. Espera-se, com isso, evidenciar o sentido específico do termo "reprodução social" empregado por Vogel, bem como de sua proposta de uma "teoria unitária", relacionada à tentativa de conciliar análises feministas sobre gênero e marxistas sobre classe e oferecer uma explicação teórica única e integrada tanto da opressão das mulheres quanto do modo de produção capitalista. Por fim, espera-se também brevemente abordar a atualidade de tais formulações e como elas foram recentemente resgatadas e revitalizadas por autoras como Thiti Bhattacharya, Cinzia Arruzza e Susan Ferguson para compreender o atual contexto de crise capitalista e as formas de luta contra ele.
Leitura obrigatória
FERGUSON, S.; MCNALLY, D. Capital, força de trabalho e relações de gênero. Outubro, n. 29, 2017.
Referências complementares
VOGEL, L. Marxism and Women Oppression: Toward a Unitary Theory. Boston: Brill, 2013.
BHATTACHARYA, T. “Lise Vogel (1938 - ) and social reproduction theory”. In: CALLINICOS, A.; KOUVELAKIS, S.; PRADELLA, L. Routledge Handbook of Marxism and Post-Marxism. New York and London: Routledge, 2021.
ARRUZZA, C. Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo. Outubro, n. 23, 2014.
BHATTACHARYA, T. O que é teoria da reprodução social. Outubro, n. 32, 2019.
FERGUSON, S. Feminismo interseccional e da reprodução social: rumo a uma ontologia integrativa. Cadernos CEMARX, n. 10, 2017.

Aula 3 – Nancy Fraser: Feminismo para os 99%
Profa: Beatriz Sanchez Rodrigues


Nesta aula, discutiremos o livro “Feminismo para os 99%: um manifesto”, de autoria de Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya, publicado pela editora Boitempo em 2019. Em primeiro lugar, resgataremos o pensamento de feministas pioneiras que, antes da publicação do manifesto, já apontavam para algumas das questões centrais contidas nele. Entre as referências que mobilizaremos estão o manifesto do Coletivo do Rio Combahee, publicado em 1978, nos EUA, e a produção intelectual de Lélia Gonzalez e de Carolina Maria de Jesus. Em seguida, articularemos as reflexões trazidas pelo manifesto com a obra anterior de Nancy Fraser. Para isso, apresentaremos as três dimensões da justiça social estabelecidas pela autora: redistribuição, reconhecimento e representação. Desenvolveremos também a relação entre reacionarismo conservador e neoliberalismo progressista, por meio da crítica feita por Fraser à dicotomia artificial criada entre as “políticas identitárias” e a luta de classes. Por fim, tendo em vista o contexto contemporâneo de ascensão conservadora e autoritária em diversos países, discutiremos as possibilidades emancipatórias de superação do capitalismo a partir das proposições
feitas pelas autoras do manifesto.
Leitura obrigatória
ARRUZZA, Cinzia.; BHATTACHARYA, Tithi.; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.
Referências complementares
Combahee River Collective. The Combahee River Collective statement. [1978]. In:Smith, B. (org.). Home girls: a black feminist anthology. New Jersey,Rutgers University Press, 2008.
FRASER, Nancy. Reenquadrando a justiça em um mundo globalizado. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 77, 2009.
FRASER, Nancy. Do neoliberalismo progressista a Trump – e além. Revista Política & Sociedade, v.17, n. 40, 2018.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Zahar, 2020.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.

Aula 4 – Silvia Federici: o patriarcado do salário e acumulação primitiva
Profa. Dra. Bruna Della Torre


A teoria da reprodução social desafiou a tese de algumas feministas na década de 1970 de que as mulheres têm menos poder social que os homens no capitalismo porque não estão inseridas nas relações capitalistas de produção. E, assim, bastaria que as mulheres entrassem no mercado de trabalho para combater a dominação masculina e integrar as populações não assalariadas para que elas deixassem de ser populações dominadas. Essa perspectiva, conforme demonstra Silvia Federici, deixou o problema da reprodução em segundo plano, fazendo com que a democratização da vida cotidiana fosse vista igualmente como secundária. O objetivo dessa aula é repensar a categoria de trabalho de Marx, a partir da ideia de “salário do patriarcado” e de reprodução social de Federici, bem como o conceito marxiano de acumulação primitiva, relido a partir da história de espoliação e expropriação do trabalho e dos corpos das mulheres. Ao longo de sua obra, Federici demonstrou que o capitalismo não vive apenas da exploração do trabalho assalariado e que o gênero, a família e o trabalho reprodutivo ocupam um lugar central em sua configuração. Com isso, inaugurou uma nova maneira de ler não só a obra de Marx, a partir de uma crítica feminista da economia política, mas do próprio processo social capitalista. Além de alargar categorias marxistas fundamentais, a obra de Federici amplia também as possibilidades da luta anticapitalista. Por fim, a aula buscará também comentar a importância da reflexão a respeito do trabalho de uma perspectiva feminista para compreender o momento atual da pandemia na América Latina, a partir das reflexões de Lucia Cavalero e Verónica Gago.
Leitura obrigatória

FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário. Notas sobre Marx, gênero e feminismo. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2021.
FEDERICI, Silvia. O calibã e a bruxa. Mulheres, corpo, acumulação primitiva, Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
Referências complementares
CAVALERO, Lucia; GAGO, Verónica. “Dívida, moradia e trabalho: uma agenda feminista para o pós-pandemia”. LABORATÓRIO DE TEORIAS E PRÁTICAS FEMINISTAS — (PACC/UFRJ). Disponível em: https://medium.com/laboratório-de-teorias-e-práticas-feministas-pacc/d%…
FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário. São Paulo: Boitempo, 2021.
FEDERICI, Silvia. Beyond the periphery of the skin. Rethinking, Remaking, and Reclaiming the Body in Contemporary Capitalism. Califórnia: PM Press, 2020.
FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução. Trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2019.
HOPKINS, Carmen Teeple. “Mostly Work, Little Play: Social Reproduction, Migration, and Paid Domestic Work in Montreal”. In: Bhattacharya, Tithi (org.). Social Reproduction Theory: Remapping Class, Recentering Oppression. London: Pluto Press, 2017.

Aula 5 – Angela Davis: capitalismo racial
Profa. Ana Flávia P. L. Bádue


Enquanto o marxismo feminista nos ensina que o capitalismo produz e é pautado por relações desiguais de gênero, autoras brasileiras e estrangeiras deram um passo além ao explicitar os fundamentos raciais do capitalismo. Nessa aula, discutiremos o livro Mulher, Raça e Classe de Angela Davis, ativista e filósofa estadunidense. O objetivo central do encontro é identificar como, na visão da autora, racismo, opressão de gênero e de classe se determinam mutuamente na sociedade capitalista, desde a escravidão moderna ao complexo-industrial prisional. A aula também trará alguns temas complementares. A fim de situar a autora e o livro, o encontro abordará o cenário político-intelectual da formação de Davis como ativista e acadêmica, focando sobretudo em autoras e ideias que compõe genealogia do pensamento marxista feminista negro nos EUA, como Claudia Jones. Além disso, retomaremos a discussão sobre Lélia Gonzalez de encontros anteriores, a fim de identificar continuidades e diferenças entre o debate marxista antirracista feminista no Brasil e nos Estados Unidos. Por fim, faremos um mapeamento do debate contemporâneo sobre capitalismo racial, com autoras como Ruth Gilmore, Charisse Burden-Stelly que e Flávia Rios, que atualizam a perspectiva marxista anti-racista feminista à luz de questões do presente.
Leitura Obrigatória
DAVIS, Angela. 2016. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo.
Referências complementares
DAVIS, Angela. 2018. A liberdade é uma luta constante. São Paulo: Boitempo.
DAVIS, Angela. 2018. Estarão as prisões obsoletas? São Paulo: Bertrand Brasil.
GILMORE, Ruth Wilson. 1999. “You Have Dislodged a Boulder: Mothers and Prisoners in the Post Keynesian California Landscape”. Transforming Anthropology 8 (1–2): 12–38.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Zahar, 2020.
JONES, Claudia. 2017. “Um fim à negligência em relação aos problemas da mulher negra!” Revista Estudos Feministas 25 (3): 1001–16.
RALPH, Michael; SINGHAL, Maya. 2019. "Racial Capitalism." Theory and Society 48 (6): 851-881.
RIOS, Flavia. A cidadania imaginada pelas mulheres afro-brasileiras: da ditadura militar à democracia. In: Eva Blay; Lucia Avelar. (Org.). 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile. São Paulo: Edusp, 2017.
BURDEN-STELLY, Charisse. 2020. “Modern U.S. Racial Capitalism”. Monthly Review.

Aula 6 – Marxismo Feminista hoje: questões e caminhos
Profas: Isabela Meucci, Giovanna Marcelino, Beatriz Rodrigues, Bruna Della Torre e Ana Flávia
Bádue


Essa aula consistirá em um “balanço crítico” do curso, em diálogo com as participantes. O objetivo é levantar questões que visem aprofundar os conceitos trabalhados ao longo do curso de extensão, bem como discutir possíveis conexões, continuidades, semelhanças e diferenças entre as autoras lidas ao longo das semanas. Como a noção de justiça social de Nancy Fraser dialoga com a proposta de uma teoria unitária de Lise Vogel? Em que medida os entrecruzamentos entre marxismo e feminismo no livro de Cinzia Arruzza levam em conta o debate sobre os fundamentos racistas do capitalismo apresentados por Angela Davis? Como a revisão da noção de trabalho, a partir de uma teoria da reprodução social de Silvia Federici, nos permite pensar a relação entre marxismo e feminismo apresentada por Arruzza? Como as perspectivas feministas e antirracistas abordadas no curso permitem alargar o conceito de acumulação primitiva? Trata-se de confrontar as diversas teorias presentes no curso com o fito de construir um panorama dos principais debates do marxismo feminista contemporâneo, mas também de mostrar como esse campo de pesquisa e de luta, ainda em construção, estabelece um diálogo com uma série de áreas de pesquisa nas Humanidades.

Programa

Aula 01 - O que é Ficção Científica?
Nessa primeira aula, apresentaremos uma linha do tempo introdutória da ficção científica e, portanto, do curso. Tendo em vista a
dificuldade em determinar o gênero com precisão, selecionamos a novela “O médico e o monstro”, de Robert Louis Stevenson, a
ser usada como ponto de partida para a discussão. Trataremos também brevemente de uma leitura opcional, “Frankenstein”, de
Mary Shelley, por ser considerada uma das obras fundadoras do gênero.

Aula 02 - O Início do século XX:
Época em que a FC se dividia em alta literatura e literatura de polpa. Iremos apresentar o período e as categorias aqui citadas.
Será analisado o conto “A máquina parou”, de E. M. Forster e haverá um breve comentário sobre a peça “R.U.R” (também
chamado no Brasil de “A Fábrica de Robôs”), de Karel Čapek/Tchápek, que introduziu o conceito de robô.

Aula 03 - Da Segunda Guerra Mundial à década de 50:
Nesta época, considerada a Era de Ouro da FC, escreviam os autores mais conhecidos do gênero. Serão apresentados os medos
e ansiedades que resultaram da evolução tecnológica e avanços científicos durante a época no conto “Autofab”, de Philip K. Dick,
assim como aqueles resultantes de ameaças vindas de fora, como em “Hora zero”, de Ray Bradbury, e também uma mistura de
ambos em “Não é a última palavra!”, de Isaac Asimov.

Aula 04 - Anos 60 e 70:
Para o período conhecido como a Nova Onda da FC, iremos comentar brevemente quais as dinâmicas que deram origem aos
mais recorrentes elementos da FC dessa época. Serão analisados os contos “‘Arrependa-se, Arlequim!’ disse o homem Tique-
Taque”, de Harlan Ellison, “Lembramos para você a preço de atacado”, assim como um raro conto brasileiro lançado no período:
“Ma-Hôre”, de Rachel de Queiroz.

Aula 05 - Anos 80 e 90:
Veremos o surgimento do cyberpunk como uma resposta ao neoliberalismo extremo que se instalava nos EUA e, posteriormente,
iria se espalhar pelo mundo todo. Como ponto de partida, temos a obra que é possivelmente a mais conhecida desse subgênero,
“Neuromancer”, de William Gibson.

Aula 06 - Conclusões e o futuro (século XXI)
Em nossa última aula, à guisa de conclusão, aprofundaremos o debate sobre as definições do gênero, levando em conta seus
desenvolvimentos mais atuais. Veremos exemplos de tendências contemporâneas nos contos “Tudo o que transporta o ar”, de
Pétala e Isa Souza, “Quando os sysadmins dominaram o mundo”, de Cory Doctorow e “O que se espera de nós”, de Ted Chiang.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

ASIMOV, Isaac. Não é a última palavra! In: CLARKE, Arthur C. A Sonda do Tempo. Lagoa: Nova Fronteira, 1966.
BRADBURY, Ray. Hora zero. In: BRADBURY, Ray. A Cidade Inteira Dorme e outros contos. São Paulo: Biblioteca Azul, 2008.
CHIANG, Ted. O que se espera de nós . In: CHIANG, Ted. Expiração. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.
DICK, Phillip K. Autofab. In: DICK, Phillip. Sonhos elétricos. São Paulo: Aleph, 2018.
DICK, Philip K. Lembramos para você a preço de atacado. In: DICK, Philip K. Realidades adaptadas. São Paulo: Aleph, 2013.
DOCTOROW, Cory. Quando os sysadmins dominaram a Terra. In: ADAMS, John J. Mundos Apocalípticos: histórias do fim dos
tempos. São Paulo: Planeta, 2019.
ELLISON, Harlan. ‘Arrependa-se, Arlequim!’ disse o homem Tique-Taque. In COSTA, Rafaela. Medium, 11 Fev. 2019. Disponível
em: medium.com/@rafaelapc33/arrependa-se-arlequim-disse-o-homem-tique-taque-8e913c36aa55
FORSTER, E.M. A Máquina Parou. São Paulo: Iluminuras, 2018.
GIBSON, William. Neuromancer. São Paulo: Aleph, 2003.
QUEIROZ, Rachel de. Ma-Hôre. In: Galaxia 2000: magazine of Fantasy and Science Fiction, v. 01. Rio de Janeiro: O Cruzeiro,
1968.
SHELLEY, Mary. Frankenstein ou o Prometeu moderno. São Paulo: Martin Claret, 2012.
SOUZA, Pétala; SOUZA, Isa. Tudo o que transporta o ar. In: SOUZA, Waldson (org.). Raízes do Amanhã: 8 contos afrofuturistas.
Pontes Gestal: Plutão, 2021.
STEVENSON, Robert L. O médico e o monstro. Porto Alegre: L&PM, 2021.
TCHÁPEK, Karel. A Fábrica de Robôs. São Paulo: Hedra, 2022.
OBRAS TEÓRICAS
BASTANI, Aaron. Fully Automated Luxury Communism: A Manifesto. New York: Verso, 2019.
BOOKER. Keith. Monsters, Mushroom Clouds and the Cold War. American Science Fiction and the roots of post-modernism,
1946- 1964. Westport, Connecticut: Greenwood Publishing Group, 2001.
BOULD, Mark. MIÉVILLE, China. Red Planets: Marxism and Science Fiction. Connecticut: Wesleyan University Press, 2000.
BOULD, Mark; et al. Voices on the Boom. Science Fiction Studies, Vol. 30, No. 3, The British SF Boom (Nov., 2003), p. 483-491.
BUSCH, Willian P. História da ficção científica nos Estados Unidos do herói cientista de John W. Campbell ao herói antropólogo
de Ursula Kroeber Le Guin. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de
Pós-Graduação em História. Curitiba: UFPR, 2019.
DOCTOROW, Cory. Science Fiction is a Luddite Literature. Locus, Oakland, n. 732, jan. 2022. Disponível em:
https://locusmag.com/2022/01/cory-doctorow-science-fiction-is-a-luddite-
literature/#:~:text=From%201811%2D1816%2C%20a%20secret,backwards%2C%20anti%2Dtechnology%20reactionaries. Acesso
em 25 de maio de 2022
DOCTOROW, Cory. How to Destroy Surveillance Capitalism. New York: Medium Editions, 2021.
DOUGHERTY, Stephen. The Dangerous Rays of the Future: Democracy, Media, Science Fiction. Science Fiction Studies, Vol. 40,
No. 3 (November 2013). Greencastle: DePauw University, 2013.
FREEDMAN, Carl. Critical Theory and Science Fiction. Middletown, Connecticut: Wesleyan University Press, 2000.
JAMESON, F. Archaeologies of the future: the desire called Utopia and other science fictions. New York: Verso, 2005.
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press,
2003.
LACEY, Hugh. Ciência e Valores. Manuscrito- Revista Internacional de Filosofia, v. 20, n. 01. Campinas: Unicamp, 1997.
LE GUIN, Ursula. Introduction. In: LE GUIN, Ursula. The Left Hand of Darkness. New York, NY: Ace Books, 1976.
MACLEOD, Ken. Giant Lizards from Another Star. Sommerville: NESFA Press, 2006.
MOROZOV, Evgeny. Big Tech. A ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Editora Ubu, 2018.
MOYLAN, Tom. (Ed. BACCOLINI, Raffaella). Demand the impossible: science fiction and the utopian imagination. Bern: Peter
Lang, 2014.
ROBERTS, Adam. A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas. São Paulo: Seoman, 2018.
SHIVA, Vandana. The Violence of Reductionist Science. Alternatives: Global, Local, Political, n. 12. Sage Publications, 1987.
SUVIN, Darko. Metamorphosis of Science Fiction. New Heaven: Yale University Press, 1979.

Programa

Primeira aula – Introdução: A expansão da democracia nos países do Atlântico Norte e a cidadania das mulheres

Segunda aula – Mary Wollstonecraft: A educação como condição para a cidadania

Terceira aula – John Stuart Mill – apresentação de seleção da obra A sujeição das mulheres e as aproximações com a teoria de Wollstonecraft.

BIBLIOGRAFIA:


BERGÈS, Sandrine.; COFFEE, Alan. The Social and Political Philosophy of Mary Wollstonecraft. Oxford: Oxford University Press, 2016.
BRITO, Maria Noemi Castilhos. Gênero e Cidadania: Referenciais Analíticos. Estudos Feministas. Ano 9, p. 291-298, 2⁰ semestre, 2001.
CALADO, Verônica (2023). A origem social da democracia e o feminismo no século XIX: contribuições de John Stuart Mill para a teoria política contemporânea. Dissertação de Mestrado em Filosofia, Universidade Federal do Paraná.
CRAVEIRO, Ana B.; NICOLETE, Roberta K. S. Mulheres escrevem (n)a Revolução de 1789: Olympe de Gouges e Mary Wollstonecraft. In: Danilo Ferreria; Larissa Nadai; Marília Ariza (Org.) Gênero e Feminismos na FFLCH: dossiê 1 ed. Araraquara: Letraria, 2022.
CRAVEIRO, Ana Beatriz Martins. "Independência, a grande bênção da vida": um estudo do projeto para a educação em Reivindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft. 2023. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.
DALAQUA, Gustavo. H. O feminismo republicano de John Stuart Mill. Kalagatos , [S. l.], v. 17, n. 1, p. 137–159, 2021.
MIGUEL, Luís Felipe; BIROLI, Flávia. Feminismo e política: uma introdução. 1. ed.- São Paulo, Brasil: Boitempo, 2014.
MORIN, Tania Machado. Práticas e representações das mulheres na Revolução Francesa - 1789-1795. 2009. Dissertação (Mestrado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. doi:10.11606/D.8.2009.tde-01022010-165929. Acesso em: 2023-11-18.
ESTACHESKI, Dulceli de Lourdes Tonet; MEDEIROS, Talita Gonçalves. “A atualidade da obra de Mary Wollstonecraft”. Revista Estudos Feministas (UFSC. Impresso), v. 25, p. 371-374, 2017.
HIRATA, Helena et al. Dicionário crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
JOHNSON, Claudia L. (org.). The Cambridge Companion to Mary Wollstonecraft. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.
MILL, John Stuart. Sobre a liberdade e A sujeição das mulheres. Trad. Paulo Geiger. São Paulo: Penguin Companhia das Letras, 2017.
MIRANDA, Anadir dos Reis. (2010). Mary Wollstonecraft e a reflexão sobre os limites do pensamento liberal e democrático a respeito dos direitos femininos (1759-1797). Dissertação de mestrado em História, Universidade Federal do Paraná.
MOTTA, Ivânia Pocinho. (2009). A importância de ser Mary. São Paulo: Annablume.
OSTRENSKY, Eunice. O igualitarianismo de Mary Wollstonecraft em A Vindication of the Rights of Men. São Paulo: Revista Discurso, v. 52, n. 2 (2022), p. 210-233.
ROVERE, Maxime (org.). Arqueofeminismo: mulheres filósofas e filósofos feministas dos séculos XVII e XVIII. Tradução Andrea Maria Mello, Camila Lima de Oliveira, Pedro Muniz, Viviana Ribeiro, Yasmin Haddad. – São Paulo, SP, Brasil: n-1 edições, 2019.
URBINATI, Nadia. Mill on democracy: from the Athenian polis to representative government. Chicago: University of Chicago Press, 2002.
WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos direitos da mulher. São Paulo: Boitempo Editorial, 2016.
YOUNG, Iris. Representação política, identidade e minorias. São Paulo: Lua Nova, v. 67, pp. 139-190, 2006

Programa

10 de agosto: Espaço e tempo na Educação Infantil
As formas de pensar o espaço e o tempo fazem parte da vida cotidiana, nas atividades que condizem às ações culturais da existência humana, e não-cotidiana, ou seja as atividades científicas, filosóficas e artísticas. O desenvolvimento dessas noções pelas crianças envolve uma forma própria de pensamento, o espacial, e demanda investigações acerca de metodologias de ensino, considerando a importância do meio para o desenvolvimento infantil. Compreende-se a Educação Infantil, como uma primeira aproximação aos conhecimentos sistematizados, o que não significa um acúmulo ou aprofundamento de conteúdo científicos. Com isto, espera-se que o ambiente educativo - no caso da escola de Educação Infantil – desenvolva atividades sistematizadas compreendendo que as crianças acessam conhecimentos que apoiarão outros tantos, pois aprender é dialogar com o que já se sabe e agregar outras leituras e ideias sobre o aprendido. Considera-se a importância de compreender o significado da Educação Infantil e o desenvolvimento humano com base na psicologia histórico-cultural.

17 de agosto: Formação de conceitos, vivência e funções psíquicas superiores
A aprendizagem se dá por encadeamentos conceituais, em processo contínuo de construção de conceitos, os quais se apoiam na produção do conhecimento. Adentrar ao mundo sistematizado das ciências é mobilizar crianças de 4 anos, por exemplo, a observar, descrever, questionar, classificar, argumentar. Mobilizar as crianças a pensar o espaço e suas relações de forma sistematizada é contribuir para formação do ser social, pois “fora da relação com a sociedade, jamais desenvolveria as qualidades, as características que são resultado do desenvolvimento metódico de toda humanidade” (VIGOTSKI, 2018, p. 90). Ao compreender o que se ensina, deve-se analisar as formas pelas quais os sujeitos aprendem e, portanto os fundamentos metodológicos do ensino, de modo que o trabalho educativo considere os seguintes aspectos para o desenvolvimento infantil: a) o encadeamento de conceitos; b) a conscientização da própria atividade mental; c) a relação entre criança e conhecimento. A partir destes pressupostos e questionamentos acerca de como se ensina e como se aprende, o meio escolar é um fator a ser considerado na formação de vivências, em oposição às situações espontâneas, isoladas e fragmentadas.

24 de agosto: Desenho e representação espacial
O desenho, com base nos estudos histórico-culturais, consiste em uma linguagem, uma primeira escrita da criança, pois caracteriza-se por elementos referentes à cognição, cultura, desenvolvimento motor e afetividade daquele que o produz. Não é atividade motora ou um simples domínio do material, mas envolve uma série de aprendizado que carrega em si historicidade da funcionalidade da representação gráfica acerca de um pensamento ou informação espacial. O desenho consiste em uma linguagem, uma primeira escrita da criança, e caracteriza-se por elementos relacionados à cognição, cultura, desenvolvimento motor e afetividade. Considera-se três elementos sobre o desenho no processo da iniciação cartográfica: a) a criação de equivalentes gráficos; b) a tradução do volume; c) o ponto de vista. As noções topológicas e projetivas podem estar baseadas no desenvolvimento das funções psíquicas superiores durante a atividade criadora, uma vez que compõem instrumentais para elaboração do conhecimento sistematizado.

31 de agosto: Dimensões da prática docente
Processo de avaliação compartilhada entre os participantes do grupo, com o intuito de compreender como, a partir do cotidiano escolar, pode-se construir processos formativos de ensino-aprendizagem que articulam pensamento espacial, representação e conhecimento geográfico. Neste processo, os participantes apresentarão suas reflexões e produções didáticas (projetos didáticos, plano de aula, entre outros).

Referências:
ALMEIDA, R. D.; JULIASZ, P. C. S. Espaço e Tempo na Educação Infantil. São Paulo: Editora Contexto, 2014.
ARCE, A.; MARTINS, L. M. Quem tem medo de ensinar na educação infantil?: em defesa do ato de ensinar. Campinas, SP: Editora Alínea, 2a ed. 2010, p.14 - 36.
DUARTE, Newton. Educação escolar, teoria do cotidiano e a escola de Vigotski. 2ª ed. Campinas: Autores Associados, 1999.
FREIRE, Paulo. Papel da Educação na humanização. Seleção de Textos. São Paulo. n. 17. p. 01 – 13. 1987.
HELLER, Agnes. Cotidiano e história. 10ª ed. Tradução de Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. São Paulo: Paz e Terra. 2014.
LURIA, A. R. O desenvolvimento da escrita na criança. In: VIGOTSKI, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Traduzido por M. da P. Villalobos. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 2001. pp. 143-189.
VIGOSTKI, L. S. A construção do pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes. 2009.
VIGOTSKI, Lev Semionovich. Sete aulas de L. S. Vigotski sobre os fundamentos da pedologia. Organização [e tradução] Zoia Prestes, Elizabeth Tunes; tradução Claudia da Costa Guimarães Santana. Rio de Janeiro: E-Papers, 2018.
VYGOTSKY, Lev Semionovich. La imaginación y el arte en la infância. 10ª ed. Madri: Akal, 2011.

Programa

Conteúdo Programático:

1. Apresentação do curso
1.1 Principais problemáticas no estudo de Sade
1.2 Vida e obra do Marquês de Sade
1.2.1 Obras de Sade
1.2.2 Eixos temáticos principais da filosofia sadeana
2. Materialismo sadeano
2.1 A filosofia materialista na França do séc. XVIII
2.1.1 O materialismo de D’Holbach
2.2 O materialismo de Sade
2.2.1 A noção de “energia”
2.2.2 Energia e discurso
3. Sade e o iluminismo
3.1 O modelo matemático dos 120 Dias de Sodoma
3.2 Racionalismo e antirracionalismo
4. Do materialismo ao ateísmo
4.1 Ateísmo físico e ateísmo moral
4.2 Aspectos políticos do ateísmo
4.3 Ateísmo e Revolução Francesa
5. O anti-humanismo sadeano
5.1 Consequências anti-humanistas do materialismo
5.2 Racionalismo, técnica e libertinagem
5.2.1 Recepção dessa temática no pensamento contemporâneo
5.3 Aspectos éticos do materialismo antitetísta
6. Limites do racionalismo
6.1 Desejo e razão
6.2 Literatura e desejo
7. Conclusão
7.1 Ecos contemporâneos do pensamento sadeano

Bibliografia principal:

MARQUÊS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. A Filosofia na Alcova. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Diálogo entre um Padre e um Moribundo e outras diatribes e blasfêmias. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Justine ou os Infortúnios da Virtude. São Paulo: Iluminuras. 2016.
______. Os Cento e Vinte dias de Sodoma. São Paulo: Iluminuras. 2004.
MARQUIS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. Œuvres, 3 vols. Paris: Gallimard. 1998.
______. Œuvres Complètes, 16 vols. Paris: Tête-de-Feuilles. 1973.

Bibliografia secundária:
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar. 2006.
BATAILLE, Georges. A Literatura e o Mal. São Paulo: Autêntica. 2014.
______. O Erotismo. São Paulo: Autêntica. 2015.
CASTRO, Clara Carnicero de. Os Libertinos de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2015.
KLOSSOWSKI, Pierre. Sade, Meu Próximo. São Paulo: Brasiliense. 1986.
MORAES, Eliane Robert. Lições de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2011.
Outras indicações bibliográficas serão passadas ao longo do curso.

Programa

Aula 1 – O sentido da colonização
Leituras obrigatórias:
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 13-29.
NOVAIS, Fernando A. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial (1777-1808). São Paulo: Hucitec, 2006.
p. 57-72.


Aula 2 – Um conceito de região
Leituras obrigatórias:
OLIVEIRA, Francisco de. Elegia para uma re(li)gião: SUDENE, Nordeste, planejamento e conflitos de classe. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1977. p. 21-38.
OLIVEIRA, Francisco de. Crítica à razão dualista: o ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 61-69.


Aula 3 – A questão setentrional
Leitura obrigatória:
SINGER, André. Os sentidos do lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo: Companhia das Letras,
2012. p. 9-49.


Aula 4 – Consequência imprevista do lulismo
Leitura obrigatória:
COSTA, Rafael da Silva da. A recomposição da hierarquia racial brasileira do trabalho (2002-2015): evento de
consequência imprevista. Em: RICUPERO, Rubens (coord.); AMORIM, João Amorim (org.); MENDONÇA, Marina
(org.). Balanço e desafios no bicentenário da independência. São Paulo: Edusp, 2022. p. 421-442.


Bibliografia complementar:
ABDAL, Alexandre. Desenvolvimento regional no Brasil contemporâneo: para uma qualificação do debate sobre
desconcentração industrial. Novos Estudos, São Paulo, v. 36, n. 2, p. 106–127, 2017.
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia
das Letras, 2000.
BOITO JR, Armando. Reforma e crise política no Brasil: os conflitos de classe nos governos do PT. Campinas:
Editora da Unicamp, 2018.
BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais: a longa duração. Revista de História, São Paulo, v. 30, n. 62, p.
261, 1965.
BROWN, Wendy. In the ruins of Neoliberalism: the rise of antidemocratic politics in the West. New York: Columbia
University Press, 2019.
CANO, Wilson. Desequilíbrios regionais e concentração industrial no Brasil. Campinas: Unicamp, 1995.
CARDOSO, Fernando Henrique; FALETTO, Enzo. Dependência e desenvolvimento na América Latina: ensaio de
interpretação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.
DINIZ, Clélio Campolina. Desenvolvimento poligonal no Brasil: nem desconcentração, nem contínua polarização.
Nova Economia, Belo Horizonte, v. 3, n. 1, p. 35–64, 1993.
FAUSTO, Boris. A revolução de 1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
FERLINI, Vera Lucia Amaral. Açúcar e colonização. São Paulo: Alameda: 2010.
FERNANDES, Florestan. O Negro no Mundo dos Brancos. São Paulo: Global, 2015.
FRAGOSO, João Luís. Homens de grossa aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro,
1790-1830. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
FRASER, Nancy; JAEGGI, Rahel. Capitalismo em debate: uma conversa na teoria crítica. São Paulo: Boitempo,
2020.
GRAMSCI, Antonio. A questão meridional. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
LENIN, Vladímir Iltich. Imperialismo, estágio superior do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2021.
LÖWY, Michael. A teoria do desenvolvimento desigual e combinado. Revista Outubro, São Paulo, v.1 , n. 6, p. 73-
80, 1998.
MARINI, Ruy Mauro. Dialética da dependência: uma antologia da obra de Ruy Mauro Marini. Petrópolis: Vozes,
2000.
MARX, Karl. O 18 de brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo, 2011.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Belo
Horizonte: Autêntica, 2007.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Em: LANDER, Edgardo (org.). A
colonialidade do saber. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107–130.
SILVA, Denise Ferreira da. O evento racial ou aquilo que acontece sem o tempo. Em: PEDROSA, Adriano et al.
(org.). Histórias Afro-atlânticas: vol. 2, Antologia. São Paulo: Museu de Arte de São Paulo, 2018. p. 407–411.
SINGER, André. O lulismo em crise: um quebra-cabeça do período Dilma. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
SINGER, Paul. Desenvolvimento econômico e evolução urbana. São Paulo: Editora Nacional, 1974.
SKIDMORE, Thomas E. Black into White: Race and Nationality in Brazilian Thought. Durham: Duke University Press
Books, 1974.

Programa

Aula 1: Introdução: por que horror? por que anos 70?
Objetos de discussão: trechos de filmes de horror dos anos 70

Aula 2: “Aquela coisa não é minha filha”: construindo ideologicamente o Mal
Objetos de discussão: O Exorcista e Tubarão

Aula 3: “O fardo do homem branco”: a família e a figuração do passado
Objeto de discussão: O Iluminado

Aula 4: “Muito trabalho e nenhuma diversão…”: o racional e monstruoso trabalho
Objeto de discussão: O Iluminado

Bibliografia:


Aula 01:
ANDERSON, Perry. “A pátria americana”. In: Piauí, nº 85, outubro de 2013. Disponível em
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/a-patria-americana/
Aula 02:
JAMESON, Fredric. “Reificação e utopia na cultura de massa”. In: Crítica Marxista. Tradução de João Roberto
Martins Filho e revisão técnica de Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Brasiliense, vol.1, nº.1, 1994, pp. 1-25.
Aula 03:
JAMESON, Fredric. “Periodizando os anos 60”. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.) Pós-modernismo e
política. Tradução de César Brites e Maria Luiza Borges. Rio de Janeiro: Rocco, 1992, pp. 81-127.
Aula 04:
MORETTI, Franco. “A dialética do medo”. In: Signos e estilos da modernidade: ensaios sobre a sociologia das
formas literárias. Tradução de Maria Beatriz de Medina e revisão técnica de Luiz Manoel da Silva Oliveira. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 102-130.
MOORE, Robbie. “The Hotel Auteur: The Manager’s Office”. In: Hotel modernity: corporate space in literature and
film. Edimburgo: Edinburgh University Press, 2022.pp. 151-193.
Referências complementares:
BENIGER, James R. The control revolution: technological and economic origins of the information society.
Cambridge: Harvard University Press, 1986.
BENJAMIN, Walter, “The Reading Box”. In: Berlin childhood around 1900. Cambridge: Belknap Press of Harvard
University Press, 2006.
BENJAMIN, Walter. “Brinquedos e jogos”. In: Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. Tradução de
Marcus Vinícius Mazzari. São Paulo: 34, 2009.
BERNARD, Jessie. The future of marriage. Cleveland: World Publishing Company, 1972.
BILODEAU, Christopher. “‘They honor our Lord among themselves in their own way’: Colonial Christianity and the
Illinois Indians”. The American Indian Quarterly, vol. 25, n. 3, Summer 2001.
BLAKEMORE, Bill. “Kubrick’s Shining Secret”. Washington Post, July 12 1987.
BRUNER, Robert F. e CARR, Sean D. The Panic of 1907: lessons learned from the market’s perfect storm.
Hoboken: John Wiley & Sons, 2007.
CARTER, Jimmy. “‘Crisis of Confidence’ Speech”. July 15, 1979. Disponível em:
https://web.archive.org/web/20090721024329/http://millercenter.org/scri…
CIMENT, Michel. Kubrick. Tradução de Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Ubu, 2024.
COHEN, Michael A. American maelstrom: the 1968 election and the politics of division. Nova York: Oxford University
Press, 2016.
COLLINS, Patricia Hill. “Learning from the Outsider Within: The Sociological Significance of Black Feminist
Thought”. Social Problems, vol. 33, n. 6, Oct. - Dec. 1986.
HEATH, Stephen. “Jaws, ideology and film theory”. In: NICHOLS, Bill (ed.). Movies and Methods II. Berkeley:
University of California Press, 1985.
JAMESON, Fredric. “Historicismo em O Iluminado”. In: As marcas do visível. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
JAMESON, Richard T. “Kubrick’s Shining”. Film Comment, vol. 16, n. 4, July-August 1980.
JANCOVICH, Mark (ed.). Horror, the Film Reader. Londres: Routledge, 2009.
KAES, Anton. Shell shock cinema: Weimar culture and the wounds of war. Princeton: Princeton University Press,
2009.
KUHN, David Paul. The Hardhat Riot: Nixon, New York City, and the dawn of the white working-class revolution.
Oxford: Oxford University Press, 2020.
LOWENSTEIN, Roger. “The Nixon Shock”. Bloomberg Businessweek, August 8, 2011.
MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. Tradução e notas de Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo, 2004.
MCANDREW, Francis T. e KOEHNKE, Sara S. “On Creepiness”. Comunicação apresentada no encontro anual da
Society for Personality and Social Psychology. Nova Orleans, January 2013.
NAREMORE, James. On Kubrick. Londres: British Film Institute, 2007.
PRINCE, Stephen (ed.). The Horror Film. New Brunswick: Rutgers University Press, 2004.
TOOSSI, Mitra. “A century of change: the U.S. labor force, 1950–2050”. Monthly Labor Review, May 2002.

 

Programa

Aula 1: Founding Mothers: Lucy Terry e Phillis Wheatley
Aula 2: A dor dos outros também é minha? A poesia de hoje sobre seu passado escravizado

Bibliografia:
BRATHWAITE, Kamau. History of the Voice: the development of Nation Language in Anglophone Caribbean Poetry. London: New Beacon Books, 1984.
BOSI, Alfredo. Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
CARRETTA, Vincent. Phillis Wheatley Peters: Biography of a Genius in Bondage. Georgia: University of Georgia Press, 2023.
GILROY, Paul. O Atlântico Negro: Modernidade e dupla consciência. Trad. Cid Kniple Moreira. São Paulo: Editora 34, 2001.
HAMMON, Jupiter. ROYSTER, Paul (Ed.). An Address to the Negroes in the State of New-York, 1787. Nebraska, Electronic Texts in American Studies - University of Nebraska-Lincoln, Disponível em: https://digitalcommons.unl.edu/etas/12. Acesso em: 6 jun. 2023.
JEFFERS, Honorée Fanonne. The Age of Phillis. Middletown: Wesleyan University Press, 2020. Kindle Edition.
JOHNSON, James W. The Book of American Negro Poetry. New York: Quinn & Boden Company, 2008.
LOGGINS, Vernon. The Negro Author: his Development in America to 1900. New York: Kennikat Press, 1964.
LONG, William J. American Literature: a Study of the Men and the Books that in the Earlier and Later Times Reflect the American Spirit. Boston: Athenaeum Press – Ginn and Company, 1923.
MACHADO FILHO, Aires da Mata. O Negro e o Garimpo em Minas Gerais. São Paulo, José Olympio, 1943.
MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Trad. Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1, 2018.
MOTT, Luiz. Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand, 1993.
POINTON, Marcia. Slavery and the Possibilities of Portraiture. In: LUGO-ORTIZ, Agnes; ROSENTHAL, Angela. (Ed.). Slave Portraiture in the Atlantic World. Cambridge: Cambridge University Press, 2013. p. 41–70.
POOL, Rosey E. Beyond the Blues: New Poems by American Negroes. Lympne, Kent: Hand and Flower Press, 1962.
SHAW, Gwendolyn DuBois. Portraits of a People: Picturing African Americans in the Nineteenth Century. Seattle: Addison Gallery of American Art: University of Washington Press, 2006.
SCHEICK, William. Authority and Female Authorship in Colonial America. Kentucky: The University Press of Kentucky, 1998.
REDDING, J. Saunders. To Make a Poet Black. Estados Unidos: Cornell University Press, 2018.
REID-PHARR, Robert. Conjugal Union: the Body, the House, and the Black American. New York, Oxford University Press, 1999.
WHEATLEY, Phillis. Poems on Various Subjects, Religious and Moral by Phillis Wheatley, a Negro Servant to Mister John Wheatley, of Boston, in New England. Boston, 1773. Disponível em: https://www.gutenberg.org/cache/epub/409/pg409.txt. Acesso em: 23 jan. 2023.
WOODS, Joseph. Thoughts on the Slavery of the Negroes. London: printed and sold by James Phillips, 1784.

Programa

Axe 1 : La [prose] poétique du quotidien
● La folle allure, de Christian Bobin, publié en 1995 (œuvre).

Axe 2 : La langue comme exil et comme territoire
● La disparition de la langue française, d’Assia Djebar, publié en 2003 (œuvre).

Axe 3 : La mise en abîme, recours littéraire et sociologique
● Au-delà des frontières, d’Andreï Makine, publié en 2019 (œuvre).

Axe 4 : Le savoir comme outil de mobilité sociale et de rupture identitaire
● Un si beau diplôme !, de Scholastique Mukasonga, publié en 2018 (œuvre).

Axe 5 : Des mémoires qui sont un roman, un roman qui est une mémoire
● Graziella, d’Alphonse de Lamartine, publié en 1849 (œuvre).

Bibliographie :
BOBIN, Christian. La folle allure. Paris: Editions Gallimard, 1997.
DJEBAR, Assia. La disparition de la langue française. Paris : Albin Michel, 2003.
LAMARTINE, Alphonse de. Graziella. Paris : Gallimard, 1979.
MAKINE, Andreï. Au-delà des frontières. Paris : Le Livre de poche, 2020.
MUKASONGA, Scholastique. Un si beau diplôme ! Paris : Gallimard, 2018.

Programa

Aula 1: Introdução à Anna Tsing e Michel de Certeau

Aula 2: Artes de notar e artes de fazer
TSING, Anna Lowenhaupt. “O que restou” e “Artes de notar”. In: O cogumelo do fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. Trad. Rogério Bettoni. São Paulo: n-1, 2022, p. 53-72. (19p)
CERTEAU, Michel. “Culturas populares”. In: A invenção do cotidiano, vol. 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 75-90. (15p)

Aula 3: Desenhos e bordados
FREIRE, Ralyanara. “O risco”. In: Cerzindo o tecido social: ressignificações do Bordado Arpillera e a vida de atingidas por Belo Monstro. Tese Doutorado, IFCH, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2021, p. 51-76. (25p)
AZEVEDO, Aina Guimarães. Um convite à antropologia desenhada. Metagraphias, [S.L.], v. 1, n. 1, 27 mar. 2016, p. 194-208. Biblioteca Central da UNB. (14p)

Aula 4: Experimentações
Leituras obrigatórias
INGOLD, Tim. Desenhando juntos: fazer, observar, descrever. In: INGOLD, Tim. Estar Vivo: ensaios sobre movimento, conhecimento e descrição. Petrópolis: Editora Vozes, 2015. Cap. 18. p. 315-324. (9p)
INGOLD, Tim. Os materiais da vida. In: INGOLD, Tim. Fazer: antropologia, arqueologia, arte e arquitetura. Petrópolis: Editora Vozes, 2022. Cap. 2. p. 35-53. (18p)
Leituras complementares
AZEVEDO, Aina. O Tarô Etnográfico de Marseille: meu antídoto metodológico. ILUMINURAS, Porto Alegre, v. 25, n. 69, p. 368–387, 2024. DOI: 10.22456/1984-1191.142918. (19p)
PÉREZ-BUSTOS, Tania; TOBAR-ROA, Victoria; MÁRQUEZ-GUTIÉRREZ, Sara. Etnografías de los contactos. Reflexiones feministas sobre el bordado como conocimiento. Antípoda. Revista de Antropología y Arqueología, [S. l.], 1, 26, 2016. (18p)

Bibliografia


AZEVEDO, Aina. Diário de Campo e Diário Gráfico: contribuições do desenho à antropologia. Áltera: Revista de Antropologia, João Pessoa, v. 2, n. 2, p. 100-119, 2016.
AZEVEDO, Aina; SCHROER, Sara Asu. WEATHERING: a graphic essay. Vibrant: Virtual Brazilian Anthropology, [S.L.], v. 13, n. 2, p. 177-194, dez. 2016. FapUNIFESP (SciELO).
CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1998
FREIRE, Ralyanara. Cerzindo o tecido social: ressignificações do Bordado Arpillera e a vida de atingidas por Belo Monstro. Tese Doutorado, IFCH, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2021.
INGOLD, Tim. Estar Vivo: ensaios sobre movimento, conhecimentos e descrição. Petrópolis: Editora Vozes, 2015.
INGOLD, Tim. Fazer: antropologia, arqueologia, arte e arquitetura. Petrópolis: Editora Vozes, 2022.
PÉREZ-BUSTOS, Tania; TOBAR-ROA, Victoria; MÁRQUEZ-GUTIÉRREZ, Sara. Etnografías de los contactos. Reflexiones feministas sobre el bordado como conocimiento. Antípoda. Revista de Antropología y Arqueología, [S. l.], 1, 26, 2016.
QUICENO TORO, Natalia. Bordar, cantar e cultivar espacios de dignidade: ecologias del duelo y mujeres atrateñas. San José, Universidad de Costa Rica, 2021 (online).
QUICENO TORO, Natalia. Vivir Sabroso: luchas y movimientos afroatrateños, en Bojayá, Chocó. Bogotá, Colombia: Universidad del Rosario, 2016.
TAUSSIG, Michael. I Swear I Saw This: drawings in fieldwork notebooks, namely my own. Londres: The University Of Chicago Press, 2011
TSING, Anna Lowenhaupt. O cogumelo do fim do mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. Trad. Rogério Bettoni. São Paulo: n-1 edições, 2022. (19p)
TSING, Anna L. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no Antropoceno. Thiago Mota Cardoso e Rafael Victorino Devos (org.), Brasília, IEB Mil Folhas, 2019.