Programa

Cronograma


As aulas serão realizadas entre julho e agosto, aos sábados, das 9h às 12h. O conteúdo divide-se em dez blocos:
1) Fundamentos e estrutura organizacional de periódicos científicos
2) Políticas editoriais e critérios de publicação
3) O fluxo editorial e a gestão dos processos de avaliação e publicação de manuscritos
4) Aspectos éticos na edição científica
5) Divulgação científica e estratégias de visibilidade editorial
6) A internacionalização de periódicos científicos
7) Diversidade e equidade na editoria científica
8) Princípios da Ciência Aberta e como adotá-los
9) Novos temas e problemas da editoria científica
10) Competências e desenvolvimento profissional do editor

Conteúdo programático


Aula 1. Sábado, 05/07 – 8h às 12h.

Bloco 1. Fundamentos e estrutura organizacional dos periódicos científicos
1.1. Panorama histórico dos periódicos científicos;
1.2. Tipos de periódicos e suas especificidades: o que uma revista científica pode publicar;
1.3. A autoria do texto científico e a Taxonomia CRediT;
1.4. Estrutura organizacional de uma revista científica: equipe editorial, conselho científico, corpo de pareceristas, terceirização de serviços;
1.5. Funções e responsabilidades da equipe editorial: prospecção e capacitação de editores; distribuição de papéis, gestão editorial;

Bloco 2. Políticas editoriais e critérios de publicação
2.1. Dados básicos de uma revista científica: nome e afiliação institucional, registro ISSN, sistemas de gerenciamento de submissões e de hospedagem de revistas (plataforma Open Journal System – OJS).
2.2. Desenvolvimento de documentos normativos: foco e escopo editorial, políticas editoriais, diretrizes para autores, normas de submissão, critérios de aceite e de recusa de manuscritos;
2.3. Seções e políticas de seção: documentos indexáveis e não indexáveis;
2.4. Elaboração do projeto gráfico de uma revista científica;
2.5. Capacitação da equipe editorial e divisão de tarefas;
2.6. Plano de Desenvolvimento Editorial e sustentabilidade operacional e financeira de periódicos;
2.7. Políticas de direitos autorais, de conflito de interesse e de retratação;
2.8. Políticas de dados de pesquisa, de acesso e de uso;
2.9. Políticas de preservação digital e arquivamento;
2.10. Políticas de licenciamento e de privacidade;
2.11. Taxas de submissão, processamento e publicação.

Aula 2. Sábado, 12/07 – 8h às 12h.

Bloco 3. O fluxo editorial e a gestão dos processos de avaliação e publicação de manuscritos
3.1. Configuração do sistema de gerenciamento de submissões (plataforma OJS);
3.2. Etapas do fluxo editorial: da submissão à publicação;
3.3. Procedimentos da triagem inicial (avaliação desk review); da avaliação (simples/duplo/ triplo-cega ou avaliação aberta); da revisão autoral; da editoração e da publicação;
3.4. Uso de ferramentas para identificação de plágio, autoplágio, similaridades e textos éditos;
3.5. Constituição de um corpo de pareceristas, criação de um formulário de avaliação, comunicação com avaliadores, leitura e interpretação de pareceres;
3.6. Conversão de arquivos para PDF; marcação XML; preenchimento e padronização de metadados, revisão de plotter (se houver);
3.7. Pós-publicação: correções, erratas, retratações, divulgação e monitoramento de métricas.

Bloco 4: Aspectos éticos na edição científica
4.1. Códigos de conduta e a integridade ética na editoria científica;
4.2. Boas práticas para autores, pareceristas e equipe editorial;
4.3. Identificação e tratamento de má conduta e desvios éticos;
4.4. Gestão de conflitos de interesse;
4.5. Políticas de correção e de retratação;

Aula 3. Sábado, 19/07 – 8h às 12h.

Bloco 5: Divulgação científica e estratégias de visibilidade editorial
5.1. Participação em redes sociais acadêmicas;
5.2. Criação e gerenciamento de redes sociais;
5.3. Veículos de divulgação científica e contato com a grande imprensa;
5.4. Outros produtos editoriais: blogs, newsletters, eventos.

Bloco 6: A internacionalização de periódicos científicos
6.1. Multilinguismo na publicação de manuscritos;
6.2. Questões de tradução: de trabalhos, da interface do sistema de gerenciamento de manuscritos, dos processos de avaliação e revisão de textos;
6.3. Internacionalização do conselho científico, da equipe editorial, do corpo de pareceristas e dos autores;
6.4. Estratégias para indexação em repositórios e bases de dados internacionais.

Aula 4. Sábado, 26/07 – 8h às 12h.

Bloco 7: Diversidade e equidade na editoria científica
7.1. Os Princípios DEIA (Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade);
7.2. A equidade de sexo e gênero na pesquisa (Diretrizes SAGER – Sex and Gender Equity in Research);
7.3. A endogenia acadêmica;
7.4. O estímulo ao fortalecimento de redes regionais, nacionais e internacionais de pesquisadores e fóruns de editores.

Bloco 8: Princípios da Ciência Aberta e como adotá-los
8.1. A Ciência Aberta e seu impacto na publicação científica;
8.2. Taxonomia da Ciência Aberta: acesso aberto, dados abertos, reprodutibilidade aberta das pesquisas, avaliação aberta, políticas abertas;
8.3. Preprints e sua integração no processo editorial;
8.4. Modalidades de revisão por pares aberta;
8.5. Gestão de dados científicos e repositórios de dados.

Aula 5. Sábado, 02/08 – 8h às 12h.

Bloco 9: Novos temas e problemas da editoria científica
9.1. Inteligência artificial generativa: diretrizes para uso ético;
9.2. O fim da revista científica: do formato revista ao fluxo contínuo;
9.3. Novas métricas e avaliação de impacto: critérios bibliométricos, altimétricos e impacto social;
9.4. Integração ORCiD e outros identificadores acadêmicos persistentes;
9.5. Participação em editais de financiamento de revistas científicas e transparência de custos;
9.6. Visibilidade e valorização do trabalho de equipes editoriais;
9.7. Reconhecimento formal do trabalho de pareceristas;
9.8. O “fim” do Qualis Periódicos.

Bloco 10: Competências e desenvolvimento profissional do editor
10.1. Princípios básicos de preparação de texto e revisão textual para equipes editoriais;
10.2. Princípios básicos de editoração e design de produtos editoriais;
10.3. A formação continuada de editores e equipes;
10.4. Ferramentas para gestão e otimização do trabalho editorial.

Ministrante
Eduardo Marinho da Silva [http://lattes.cnpq.br/1166924688195273] é graduado em Letras, com habilitação em Português (Bacharelado e Licenciatura), pela Universidade de São Paulo e mestre em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atualmente, é aluno de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira da USP, membro da equipe editorial da Opiniães – Revista dos Alunos de Literatura Brasileira e editor-chefe na Revista Brasileira de Estudos da Homocultura. Atuou como editor-assistente nos periódicos Teresa – Revista de Literatura Brasileira e Novos Estudos Cebrap, como revisor e preparador de textos, e como professor de literatura e redação para o Ensino Médio. E-mail: marinhoems@gmail.com.

Referências bibliográficas

ALBAGLI, Sarita; CLINIO, Anne; RAYCHTOCK, Sabryna. Ciência Aberta: correntes interpretativas e tipos de ação. Liinc em Revista, v. 10, n. 2, 2014. DOI: https://doi.org/10.18617/liinc.v10i2.749. Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/3593. Acesso em: 11 mai. 2025.

ALBAGLI, Sarita; MACIEL, Maria Lucia; ABDO, Alexandre Hannud (org.). Ciência Aberta, questões abertas. Brasília: Ibict; Rio de Janeiro: Unirio, 2015.

ANDRADE, Rebeca de Moura; MURIEL-TORRADO, Enrique Muriel. Declarações de acesso aberto e a lei de direitos autorais brasileira. Reciis: Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 11, p. 1-5, 2017. Disponível em: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/1374. Acesso em: 25 abr. 2025.

ARAÚJO, Kizi Mendonça de; ARAÚJO, Paula Carina de; VOGEL, Michely Jabala Mamede. Manifesto EBBC por uma política nacional de acesso aberto e melhores práticas para a avaliação da ciência nacional. Disponível em: https://ebbc.inf.br/ebbc9/?page_id=913. Acesso em: 10 mai. 2025.

ARELLANO, Miguel Angel. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação, v. 33, n. 2, p. 15-27, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-19652004000200002. Acesso em: 11 mai. 2025.

BARATA, Germana. Por métricas alternativas mais relevantes para a América Latina. Transinformação, v. 31, p. e190031, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2318-0889201931e190031. Acesso em: 24 abr. 2025.

BENCHIMOL, Jaime L.; CERQUEIRA, Roberta C.; PAPI, Camilo. Desafios aos editores da área de humanidades no periodismo científico e nas redes sociais: reflexões e experiências. Educação e Pesquisa, v. 40, n. 2, p. 347-364, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-97022014061668. Acesso em: 2 mai. 2025.

BOAS, Raphael Faria; CAMPOS, Fhillipe de Freitas; AMARO, Bianca. Análise dos critérios formais de qualidade editorial: a política de classificação de periódicos científicos a partir do Qualis periódicos. Informação & Informação, v. 26, n. 1, p. 28-52, 2021. DOI: https://doi.org/10.5433/1981-8920.2021v26n1p28. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/39985. Acesso em: 11 maio. 2025.

BOMFÁ, Cláudia Regina Ziliotto. Modelo para gestão de periódicos científicos eletrônicos com foco na promoção da visibilidade. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. Disponível em: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/92734. Acesso em: 10 mai. 2025.

BRITO, Ronnie Fagundes de; SHINTAKU, Milton; CURADO, Andréa M. de C. S. Fleury et al. Guia do usuário do OJS 3. Brasília: Ibict, 2018. Disponível em: https://ridi.ibict.br/handle/123456789/1112. Acesso em: 25 abr. 2025.

FAPESP. Código de boas práticas científicas. São Paulo: Fapesp, 2014. Disponível em: https://fapesp.br/boaspraticas/. Acesso em: 10 mai. 2025.

GOMES, Valdir Pereira. O editor de revista científica: desafios da prática e da formação. Informação & Informação, v. 15, n. 1, p. 147-172, 2010. DOI: https://doi.org/10.5433/1981-8920.2010v15n1p147. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/5579. Acesso em: 11 mai. 2025.

MENDONÇA, Alex; CHIARELLI, Andrea; BYERS, Andy et al. Toolkit para periódicos de acesso aberto. [s.l.] OASPA; DOAJ, 2023. Disponível em: https://zenodo.org/records/14712847. Acesso em: 10 mai. 2025.

MUGNAINI, Rogério; DIGIAMPETRI, Luciano Antonio; MENA-CHALCO, Jesús Pascual. Comunicação científica no Brasil (1998-2012): indexação, crescimento, fluxo e dispersão. Transinformação, v. 26, n. 3, p. 239-252, 2014. Disponível: https://doi.org/10.1590/0103-3786201400030002. Acesso em: 10 mai. 2025.
NASSI-CALÒ, L. Avaliação por pares: modalidades, prós e contras. SciELO em Perspectiva, 27 mar. 2017. Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2015/03/27/avaliacao-por-pares-modalidades…. Acesso em: 25 abr. 2025.

PRÍNCIPE, Eloísa; RODE, Sigmar de Mello (org.). Comunicação científica aberta. Rio de Janeiro: Ibict, 2022.

SAMPAIO, Rafael Cardoso; Sabbatini, Marcelo; Limongi, Ricardo. Diretrizes para o uso ético e responsável da Inteligência Artificial Generativa: um guia prático para pesquisadores. São Paulo: Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom, 2024. Disponível em: https://www.portcom.intercom.org.br/ebooks/arquivos/livro-diretrizes-ia…. Acesso em: 23 abr. 2025/

SCIELO BRASIL. Critérios SciELO Brasil: critérios, política e procedimentos para a admissão e a permanência de periódicos na Coleção SciELO Brasil. Disponível em: https://www.scielo.br/about/criterios-scielo-brasil. Acesso em: 2 mai. 2025.

SILVEIRA, Lúcia da; ABADAL , Ernest. Open peer review: mais um passo das revistas científicas em direção à ciência aberta. Ciência da Informação Express, v. 5, p. 1-18, 2024. DOI: https://doi.org/10.60144/v5i.2024.122. Disponível em: https://cienciadainformacaoexpress.ufla.br/index.php/revista/article/vi…. Acesso em: 11 mai. 2025.

SILVEIRA, Lúcia da; SILVA, Fabiano Couto Corrêa da (org.). Gestão editorial de periódicos científicos: tendências e boas práticas. Florianópolis: BU Publicações; Edições do Bosque/UFSC, 2020. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/208691. Acesso em: 4 mai. 2025.

VEIGA, Viviane; HENNING, Patricia; PRÍNCIPE, Pedro; SANTOS, Luiz Olavo Bonino da Silva. Um panorama dos princípios de dados FAIR: teoria, práticas e serviços. Informação & Informação, v. 29, n. 4, p. 267-282, 2025. DOI: https://doi.org/10.5433/1981-8920.2024v29n4p267. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/51782. Acesso em: 11 mai. 2025.

Recursos online
ABCD – Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais da USP – https://www.abcd.usp.br
ABEC – Associação Brasileira de Editores Científicos – https://www.abecbrasil.org.br
Academia.edu – https://www.academia.edu
Almetric – https://www.altmetric.com
cOAlition S – https://www.coalition-s.org
Cariniana – Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital – https://cariniana.ibict.br
COPE (Committee on Publication Ethics) – https://publicationethics.org
CopySpider – https://copyspider.com.br
Counsil of Science Editors – https://www.councilscienceeditors.org
DOI – Digital Object Identifier – https://www.doi.org
Directory of Open Access Journals (DOAJ) – https://doaj.org
Dimensions – https://www.dimensions.ai
Elsevier for Editors – https://www.elsevier.com/editor
EmeRI – Emerging Research Information – https://preprints.ibict.br/sobrePreprint.jsp
Google Scholar – https://scholar.google.com.br
Harvard Dataverse – https://dataverse.harvard.edu
iThenticate – https://www.ithenticate.com
Manuelzão – Portal brasileiro para revistas científicas – http://manuelzao.ibict.br
Miguilim – Diretório das revistas científicas eletrônicas brasileiras – https://miguilim.ibict.br
Oasisbr – Portal Brasileiro de Publicações e Dados Científicos em Acesso Aberto – https://oasisbr.ibict.br
Open Journal Systems (OJS) – https://pkp.sfu.ca/software/ojs
ORCiD – https://orcid.org
Think. Check. Submit. – https://thinkchecksubmit.org

Programa

CONTEÚDO TEORIA // PRATICA – MÓDULO 2
09-08
1 Semana da Cultura Japonesa – ochakai - Ryakubon Temae – Chitosebon, Ushucha Temae– Cerimônia do chá fraco
16-08
2 Hishaku – concha de bambu - Maneira de usar a concha de bambu -
Mizusashi – vasilhame para água fresca - Demonstração de Ushucha Temae – Cerimônia
do chá fraco // Ryakubon Temae – Chitosebon, Cerimônia do Chá com o uso da bandeja Chitose
23-08
3 Kama – caldeira de ferro. Furo – fogareiro. Haigata – Formas de cinzas. Sumi – carvão e seus utensílios // Chitosebon - Demonstração de Usucha Temae
30-08
4 Daisu – estante e Tana – prateleira. O yin - yang e os cinco elementos // Chitosebon – Usucha Temae
13-09
5 Chaji – Cerimônia do Chá completa. Chakai – reuniões do chá. Os utensílios para o kaiseki – refeição japonesa // Usucha Temae
20-09
6 Shichijishiki – Os sete Exercícios Cerimoniais de Chá em grupo. Nodate – Cerimônia do Chá ao ar livre // Usucha Temae
27-09
7 Koicha Temae – Cerimônia do chá forte. Chaire – pote para chá forte. Shifuku – invólucro para o pote de chá forte. Demonstração de Koicha Temae – Cerimônia do chá forte. // Usucha Temae.
04-10
8 Os 4 princípios e as 7 normas. Ro – fogareiro embutido a nível do chão // Usucha Temae
11-10
9 História do Chadô: nascimento do costume de tomar Chá. A transmissão do Chá. A formação de normas de etiqueta do Chá. Desenvolvimento do Chá ao estilo shoin. O
ambiente da natureza nos centros urbanos // Furo usucha temae - Cerimônia do Chá no Furo
18-10
10 História do Chadô: a essência do Chá ao estilo wabi // Furo usucha temae - Cerimônia do Chá no Furo
25-10
11 O Chanoyu do início do Período Edo. As escolas de Chá de Kyoto - Kamiryû Shimoryû. A expansão do Chanoyu // Furo usucha temae - Cerimônia do Chá no Furo
01-11
12 Análise do livro O Livro do Chá: A tigela da humanidade. Taoismo e Zen. O recinto do Chá. A apreciação da arte. Flores. Os mestres do Chá // Furo usucha temae - Cerimônia do Chá no Furo
08-11
13 Análise da Crônica do Chá Nanpôroku. Oboegaki. Kai, Tana, Shoin. Sumibiki. Metsugo// Cerimônia do Chá no Furo
22-11
14 Anedotas de chajin – mestres do Chá. Murata Juko. Takeno Joo. Sen no Rikyu // Cerimônia do Chá no Furo
29-11
15 Evento de Final de Curso – Ochakai - Furo usucha temae - Cerimônia do Chá no Furo

Bibliografia:
HAYASHI, Sokei e HAYASHI, Soen (compilação e adaptação). Cha no Yu – Arte e Filosofia – publicado
KANEKO, Mitsuko e outros (org.). Matcha no Hon (Livro do Chá Verde em Pó) – Editora Sekai Bunkasha – Tokyo, 1992.
KUWATA, Tadachika. Cha no Kokoro – Chado Meigenshû (O espírito do Chá – Antologia de Chadô) – Editora Tokyodô – Tokyo, 1957.
OKAKURA, Tenshin. Cha no Hon - The Book of Tea – Editora Kôdansha – Tokyo, 1971.
SEN, Soshitsu (supervisão). Genshoku Odôgu no Atsukai (Livro Ilustrado sobre o Uso dos Utensílios) – Editora Tankôsha – Kyoto, 1972.
SEN, Soshitsu (supervisão). Urasenke Chado Kyôka – Kyôyôhen – 16 volumes (Livros Didáticos de Urasenke Chado) – Editora Tankôsha – Kyoto, 1979.
TANAKA, Sen-ô. Nanpô Roku Kenkyû (Estudos sobre Registros de Nanpô) – Editora Chadô no Kenkyûsha – Tokyo, 1978.
UMEHARA, Takeshi e outros. Geijutsu Shinchô (Revista de Artes) – Editora Shinchô – Tokyo, agosto de 1991.

Programa

Aula 1: Introdução à Sociologia de Erving Goffman: a interação como objeto de análise (Segunda-feira – 23/02)

Aula 2: "Quando um indivíduo chega à presença de outros": a dramaturgia como metáfora da vida social (Quarta-feira – 25/02)
Leitura recomendada:
Goffman, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Rio de Janeiro: Zahar, [1956] 2016.

Bibliografia complementar:
Maciel, Diogo Barbosa; Berbel, Gustavo dos Santos. “A representação do eu na vida cotidiana”. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia, 2015. Disponível em: http://ea.fflch.usp.br/obra/representação-do-eu-na-vida-cotidiana
Martins, Carlos Benedito. Notas sobre o sentimento de embaraço em Erving Goffman. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 23, n. 68, p. 137-144, 2008.
Velho, Gilberto. Goffman, mal-entendidos e riscos interacionais. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 23, n. 68, p. 145-148, 2008.
Gastaldo, Édison. Goffman e as relações de poder na vida cotidiana. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 23, n. 68, p. 149-153, 2008.

Aula 3: "Estufas para mudar pessoas": instituições totais e o que se pode fazer com o self (Segunda-feira – 02/03)
Leitura recomendada:
Goffman, Erving. “Prefácio”; “Introdução”; “Cap.1 – As características das instituições totais” . Em: Manicômios, Prisões e Conventos. São Paulo: Perspectiva [1974], 2001, pp. 7-108.

Bibliografia complementar:
Almeida, Bruna Gisi Martins de. Socialização e regras de conduta para adolescentes internados. Tempo Social, v. 25, n. 1, p. 149–167, jun. 2013.
Becker, Howard S.. The Politics of Presentation: Goffman and Total Institutions. Symbolic Interaction, 26, pp. 659-669, 2003.
Frehse, Fraya. Erving Goffman, sociólogo do espaço. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 23, n. 68, 2008, p. 155-166.
Soares R de O, Gisi B. AJUSTAMENTOS À LOUCURA: A DINÂMICA DOS AJUSTAMENTOS PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS NO COTIDIANO DE UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL. Sociologia & Antropologia, 13(3), 2023, pp. 1-23.

Aula 4: “Acreditamos que alguém com um estigma não seja completamente humano”: o estigma e a deterioração do self (Quarta-feira – 04/03)
Leitura recomendada:
GOFFMAN, Erving. "Estigma e identidade social". In: Estigma. Notas sobre a manipulação de uma identidade deteriorada. LTC Editora. 4o Edição. Rio de Janeiro, 1981, pp. 11-50.

Bibliografia complementar:
ASSENSIO, Cibele Barbalho & SOARES, Roberta. 2022. "Estigma – Erving Goffman". In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia. Disponível em: https://ea.fflch.usp.br/conceito/estigma-erving-goffman. ISSN: 2676-038X.
GOFFMAN, Erving. “A carreira moral do doente mental”. In: Manicômios, prisões e conventos. Editora Perspectiva S.A. São Paulo. 2015.
VIDAL, Alex. Os jovens em conflito com a lei: construindo vidas descartáveis. In: CRAIDY, Carmem Maria; SZUCHMAN, Karine (org.). Socioeducação: Fundamentos e Práticas. Porto Alegre: Evangraf, 2015.
BRANAMAN, Ann. Interaction and Hierarchy in Everyday Life: Goffman and Beyond. In: Treviño, Javier A. Goffman’s legacy. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, Inc, 2003. Pp. 86-126.

Outras referências complementares

Gastaldo, Édison. (org.). (2004), Erving Goffman, desbravador do cotidiano. Porto Alegre, Tomo Editorial.
Goffman, Erving. The Neglected Situation. American Anthropologist, New Series, Vol. 66, No. 6, Part 2: The Ethnography of Communication (Dec., 1964), pp. 133-136.
Goffman, Erving. Ritual de interação: ensaios sobre o comportamento face a face. Petrópolis: Vozes, [1967], 2011.
Goffman, Erving. Quadros da experiência social. Petrópolis: Vozes, [1974], 2012.
Goffman, Erving. A ordem da interação: discurso presidencial da American Sociological Association, 1982. Dilemas: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, v. 12, n. 3, p. 571-603, 2019
Goffman, Erving. Acalmando o otário: alguns aspectos de adaptação à falha. Tradução: Jordão Horta Nunes, J. Plural, vol. 16, n. 1, 2009, pp. 195-212.
Jensen, Ole B. Erving Goffman and everyday life mobility. In: Jacobsen, Michael (org.). The Contemporary Goffman. New York: Routledge, 2010.
Jensen, Ole B. Facework, flow and the city: Simmel. Goffman and mobility in the contemporary city. Mobilities, 1(2) 143-165, 2006.
Jensen, Ole B. Mobilities studies: Goffman on the move. In: Jacobsen, Michael; Smith, Greg (orgs.). The Routledge International Handbook of Goffman Studies. London: Routledge, 2022.
Joas, Hans; Knobl, Wolfgang. Teoria social: vinte lições introdutórias. Tradução de Raquel Weiss. Petrópolis: Vozes, 2017.
Nizet, Jean; Rigaux, Natalie. A sociologia de Erving Goffman. Petrópolis: Vozes, 2016.
Nunes, João Arriscado. Erving Goffman, a Análise de Quadros e a Sociologia da Vida Quotidiana. Revista Crítica de Ciências Sociais, 37, 1993, pp. 33–46.
Ranci, Francesco. The Unfinished Business of Erving Goffman: From Marginalization Up Towards the Elusive Center of American Sociology. The American Sociologist, 52, 390–419, 2021.
Smith, Greg. Erving Goffman. Routledge, 2006.
Urry, John. Social networks, travel and talk. The British Journal of Sociology, 54(2), 155-175, 2003.

Programa

 
XIXème Siècle – « Moeurs de l’époque » 
 
1 – Leçon 0 ; 2- “Chez Maupassant”: série télévisée / Conte : « La parure » , Guy de Maupassant 
3- « Splendeurs et misères des courtisanes », Honoré de Balzac 
4- « Au bonheur des Dames » (Émile Zola) 
5 – « L’oeuvre »/ « Écrits sur l’art » – (Émile Zola) 
6 - Proust et la mode/ Proust et la presse - Le temps retrouvé 
 
 
XXème Siècle – « Souvenirs » 
 
1- Marguerite Duras – « L’amant » 
2- Georges Perec – « W ou le souvenir d’enfance » 
3– Georges Perec – « Récit d’Ellis Island » 
5 – Albert Camus - « Le premier homme » 
 
XXIème Siècle – « Être un étranger » 
 
1-Stupeur et tremblements – Amélie Nothomb 
2- L’élégance du hérisson – Muriel Barbery 
3–Persépolis 
4 - Samba pour la France 
5- Présentation des travaux 
6- Remise/ fête 
 
 
Évaluation: Présentation qui établit une relation entre un texte littéraire d’un des auteurs et autre une œuvre (film, peinture, sculpture, pièce de théâtre, exposition, musique, culinaire). (Présentation de 15 minutes) 
 
Bibliographie: 
 
MAUPASSANT, GUY DE. Contes et nouvelles de Maupassant. Paris: Gallimard, 1974-79 
CHEZ MAUPASSANT. (Série) Réalisateurs: Gérard Jourd’hui/Gaëlle Girre. France 2, 2007-2011 
 
BALZAC, Honoré de. Splendeurs et misères des courtisanes. Paris : Éd. Garnier frères, 1958. 
SPLENDEURS ET MISÈRES DES COURTISANES. Réalisateur : Maurice Cazeneuve, 1975. 
 
ZOLA, Émile. Au bonheur des dames. Paris: Fasquelle, 1960. 
THE PARADISE. (Série) Réalisateur: Bill Gallagher. BBC, 2012-2013 
AU BONHEUR DES DAMES. Réalisateur : Julien Duvivier.1930, 85 min. 
 
ZOLA, Émile. L’oeuvre. Paris: Gallimard, 1983. 
ZOLA, Émile. Écrits sur l’art. Paris : Gallimard, 1991 
 
- PROUST, Marcel. Le Côté de Guermantes. Paris: Gallimard, 1921. Vol. 6. p. 18-75 
- PROUST, Marcel. Le Temps retrouvé. Paris: Gallimard, 1927. Vol 14. p. 41-54 
Écrits de presse de Proust 
- Une fête littéraire à Versailles - Le Gaulois 31 Mai 1894 Sur le site: http://proustetlapresse.blogspot.ca/p/les-articles-1890-1900.html 
- La Mode - Le Mensuel, Déc 1890. 
-La Mode - Le Mensuel, Mars 1891. 
À la Recherche du temps perdu. Réalisation: Nina Companee.Diffusé : le 9 janvier 2011 sur TSR2 et le 1er février 2011 sur France 2. Durée : 230 minutes. Producteur : Alain Bessaudou, CineMag Bodard (Téléfilm) 
Le Temps retrouvé. Réalisation : Raoul Ruiz. Diffusé: 16 mai 1999, Festival de Cannes et sortie nationale. Durée : 169 min, Producteur : Paulo Branco (film) 
Textes de Proust et la presse : 
Sentiments filiaux d'un parricide - Le Figaro, 1 Fév 1907 
Journées de lecture - Le Figaro, 20 Mars 1907 
Impressions de route en automobile - Le Figaro, 19 Nov 1907 
Études - La Revue blanche, Juillet-Août 1893 
 
DURAS, Marguerite. L’amant. Paris : Éditions de Minuit, 1984. 
L’AMANT (film). Réalisateur : Jean-Jacques Annaud. 1992, 115 min. 
 
PEREC, Georges. W ou le souvenir d’enfance. Paris: Denöel, 1975 
PEREC, Georges. Je me souviens. Paris : Hachette, 1994 
 
PEREC, Georges. Récits d’Ellis Island. Paris: P.O.L., 1995 
RÉCITS D’ELLIS ISLAND. Réalisateurs: Georges Perec/ Robert Bober. 1980, 117 min. (“Traces”: 57min; “Mémoires”: 60 min.) 
 
CAMUS, Albert. Le premier homme. Mayenne: Gallimard, 1995 
LE PREMIER HOMME. (Film) Réalisateur: Gianni Amelio. 2011, 100 min. 
 
NOTHOMB, Amélie. Stupeur et tremblements: roman. Paris: Albin Michel, 1999 
STUPEUR ET TREMBLEMENTS. (film) Réalisateur: Alain Corneau. 2003, 107 min. 
 
BARBERY, Muriel. L´élégance du hérisson. Paris : Gallimard, 2006. 
LE HÉRISSON. Réalisateur : Mona Acache. 2009, 100 min. 
 
SATRAPI, Marjane. Persépolis. Paris: L’Association, 2007. 
PERSEPOLIS. (Animation). Réalisateurs: Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud. 2007, 96 min. 
 
COULIN, Delphine. Samba pour la France. Paris : Seuil, 2011. 
SAMBA. Réalisateurs : Olivier Nakache, Eric Toledano. 2014, 119 min.

 

Programa

Aula 1 (22/07/2020) – O “programa” inicial da Revolução Francesa (1789): Sieyès, a
Soberania da Nação e o Poder Constituinte.
Leitura sugerida: SIEYÈS, Emmanuel Joseph. A Constituinte Burguesa: Qu’est-ce
que le Tiers État ?. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2014 [1789] (especialmente o
Capítulo 5).

Aula 2 (24/07/2020) – Os debates sobre os “direitos do Homem” (1790 – 1791):
Edmund Burke versus Thomas Paine.
Leituras sugeridas: BURKE, Edmund. Reflexões sobre a Revolução na França. São
Paulo: Edipro, 2016 [1790]. PAINE, Thomas. Direitos do homem: uma resposta ao
ataque do Sr. Burke à Revolução Francesa. Petrópolis: Vozes, 1989 [1791].

Aula 3 (27/07/2020) – O governo revolucionário, o Terror e a religião civil (1793 –
1794).
Leituras sugeridas: ROBESPIERRE, Maximilien de. Discursos e relatórios na
Convenção. Rio de Janeiro: EDUERJ/Contraponto, 1999. Ou: ROBESPIERRE, Maximilien. Virtude e terror. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008. Especialmente os
seguintes discursos: “Sobre os princípios do governo revolucionário” (25 de dezembro
de 1793); “Sobre os princípios de moral política que devem guiar a Convenção
Nacional na administração interior da República” (5 de fevereiro de 1794); “Sobre as
relações das ideias religiosas e morais com os princípios republicanos e sobre as festas
nacionais” (7 de maio de 1794).

Aula 4 (29/07/2020) – Os debates do Primeiro Diretório (1795 – 1797): O balanço do
percurso revolucionário, o fantasma contrarrevolucionário e o conceito de reação
política.
Leituras sugeridas: CONSTANT, Benjamin. Das reações políticas. Tradução de
Josemar Machado de Oliveira. Revista de História, 146, 2002 [1797], p. 71-121.
CONSTANT, Benjamin. Dos efeitos do Terror. Tradução de Josemar Machado de
Oliveira. Revista de História, 146, 2002 [1797], p. 123-137.
Complemento: MAISTRE, Joseph de. Considerações sobre a França. Almedina, 2010
[1796].

Aula 5 (31/07/2020) – Reformulações do projeto republicano após o golpe do 18
Frutidor (1797 – 1804): o grupo de Coppet (Madame de Staël, Jacques Necker,
Benjamin Constant) e os “Brumarianos”.
Leituras sugeridas: STAËL, Madame de. Des circonstances actuelles qui peuvent
terminer la Révolution et des principes qui doivent fonder la République en
France. Paris: Librairie Fischbacher, 1906 [1798]. SIEYÈS, Emmanuel Joseph.
Observations constitutionnelles. In: FAURÉ, Christine (Org.). Des manuscrits de
Sieyès 1773-1799. Paris: Honoré Champion, 1999. NECKER, Jacques. Dernières vues
de politique et de finance. Paris, 1802. CONSTANT, Benjamin. Fragments d’un
ouvrage abandonné sur la possibilité d’une constitution républicaine dans un
grand pays. Paris: Aubier, 1991 [1803].
Apoio em português: FRELLER, Felipe. Madame de Staël, Benjamin Constant e a
reavaliação do arbítrio após o golpe do 18 Frutidor. Revista Brasileira de Ciências
Sociais, vol. 34, n. 100, 2019, p. 1-19.


Bibliografia:

Textos a serem tratados no curso:

BURKE, Edmund. Reflexões sobre a Revolução na França. São Paulo: Edipro, 2016
[1790].
CONSTANT, Benjamin. Fragments d’un ouvrage abandonné sur la possibilité
d’une constitution républicaine dans un grand pays. Paris: Aubier, 1991 [1803].
CONSTANT, Benjamin. Das reações políticas. Tradução de Josemar Machado de
Oliveira. Revista de História, 146, 2002 [1797], p. 71-121.
CONSTANT, Benjamin. Dos efeitos do Terror. Tradução de Josemar Machado de
Oliveira. Revista de História, 146, 2002 [1797], p. 123-137.
FRELLER, Felipe. Madame de Staël, Benjamin Constant e a reavaliação do arbítrio
após o golpe do 18 Frutidor. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 34, n. 100,
2019, p. 1-19.
MAISTRE, Joseph de. Considerações sobre a França. Almedina, 2010 [1796].
NECKER, Jacques. Dernières vues de politique et de finance. Paris, 1802.
PAINE, Thomas. Direitos do homem: uma resposta ao ataque do Sr. Burke à
Revolução Francesa. Petrópolis: Vozes, 1989 [1791].
ROBESPIERRE, Maximilien de. Discursos e relatórios na Convenção. Rio de
Janeiro: EDUERJ/Contraponto, 1999.
ROBESPIERRE, Maximilien. Virtude e terror. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
SIEYÈS, Emmanuel Joseph. Observations constitutionnelles. In: FAURÉ, Christine
(Org.). Des manuscrits de Sieyès 1773-1799. Paris: Honoré Champion, 1999.
SIEYÈS, Emmanuel Joseph. A Constituinte Burguesa: Qu’est-ce que le Tiers État ?.
Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2014 [1789].

5
STAËL, Madame de. Des circonstances actuelles qui peuvent terminer la
Révolution et des principes qui doivent fonder la République en France. Paris:
Librairie Fischbacher, 1906 [1798].

Obras de apoio sobre a Revolução Francesa:

FURET, François. The French Revolution: 1770-1814. Blackwell Publishers, 1996
[1988].
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789-1848. São Paulo/Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 2003 [1962] (especialmente o Capítulo 3: “A Revolução Francesa”).

Programa

Aula 1 – Marxismo e feminismo: encontros e desencontros
Profa: Isabela Meucci


Esta aula irá introduzir o tema central que será trabalhado ao longo de todo o curso - os entrecruzamentos entre marxismo e feminismo - tendo como base uma leitura crítica do livro "Ligações Perigosas: casamentos e divórcios entre marxismo e feminismo". Pretende-se apoiar no breve panorama apresentado por Arruzza sobre as relações entre o movimento feminista, o movimento operário e a esquerda marxista, com vistas a entender como elas se deram ao longo da história e quais debates e controvérsias fundamentais elas produziram no âmbito da teoria e da política desde o século XIX. Com isso, espera-se abrir caminho para as aulas seguintes, em que serão abordadas autoras centrais do pensamento marxista feminista e as interpretações originais que elas produziram sobre classe, gênero, raça, patriarcado, capitalismo e teoria queer.
Leitura obrigatória
ARRUZZA, Cinzia. Ligações Perigosas: casamentos e divórcios entre marxismo e feminismo. São Paulo: Usina Editorial, 2019.
Referências complementares
MARCELINO, Giovanna Henrique; DELLA TORRE, Bruna. Por um novo casamento entre feminismo e marxismo - Entrevista com Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya. Crítica marxista, n. 51, 2020.
SAFFIOTI, Heleith. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural da Amefricanidade. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

Aula 2 - Lise Vogel: reprodução social e teoria unitária
Profa: Giovanna Marcelino


Esta aula visa abordar as contribuições da socióloga norte-americana Lise Vogel em "Marxism and the oppression of women: toward a unitary theory" (1983), obra que serviu de base para o desenvolvimento de uma abordagem teórica específica do pensamento marxista-feminista: a chamada Teoria da Reprodução Social (TRS). Para tanto, pretende-se apresentar as ideias centrais do livro, bem como situá-lo no contexto e no campo de teorização mais amplo do qual ela faz parte, vinculado a emergência das lutas por libertação das mulheres nos anos 1970 (Women's Liberation), aos debates do feminismo socialista em torno do trabalho reprodutivo e das relações entre capitalismo e patriarcado, bem como à novas leituras (feministas) da obra de Marx e Engels que emergiram no campo da teoria social a partir dos anos 1960. Espera-se, com isso, evidenciar o sentido específico do termo "reprodução social" empregado por Vogel, bem como de sua proposta de uma "teoria unitária", relacionada à tentativa de conciliar análises feministas sobre gênero e marxistas sobre classe e oferecer uma explicação teórica única e integrada tanto da opressão das mulheres quanto do modo de produção capitalista. Por fim, espera-se também brevemente abordar a atualidade de tais formulações e como elas foram recentemente resgatadas e revitalizadas por autoras como Thiti Bhattacharya, Cinzia Arruzza e Susan Ferguson para compreender o atual contexto de crise capitalista e as formas de luta contra ele.
Leitura obrigatória
FERGUSON, S.; MCNALLY, D. Capital, força de trabalho e relações de gênero. Outubro, n. 29, 2017.
Referências complementares
VOGEL, L. Marxism and Women Oppression: Toward a Unitary Theory. Boston: Brill, 2013.
BHATTACHARYA, T. “Lise Vogel (1938 - ) and social reproduction theory”. In: CALLINICOS, A.; KOUVELAKIS, S.; PRADELLA, L. Routledge Handbook of Marxism and Post-Marxism. New York and London: Routledge, 2021.
ARRUZZA, C. Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo. Outubro, n. 23, 2014.
BHATTACHARYA, T. O que é teoria da reprodução social. Outubro, n. 32, 2019.
FERGUSON, S. Feminismo interseccional e da reprodução social: rumo a uma ontologia integrativa. Cadernos CEMARX, n. 10, 2017.

Aula 3 – Nancy Fraser: Feminismo para os 99%
Profa: Beatriz Sanchez Rodrigues


Nesta aula, discutiremos o livro “Feminismo para os 99%: um manifesto”, de autoria de Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya, publicado pela editora Boitempo em 2019. Em primeiro lugar, resgataremos o pensamento de feministas pioneiras que, antes da publicação do manifesto, já apontavam para algumas das questões centrais contidas nele. Entre as referências que mobilizaremos estão o manifesto do Coletivo do Rio Combahee, publicado em 1978, nos EUA, e a produção intelectual de Lélia Gonzalez e de Carolina Maria de Jesus. Em seguida, articularemos as reflexões trazidas pelo manifesto com a obra anterior de Nancy Fraser. Para isso, apresentaremos as três dimensões da justiça social estabelecidas pela autora: redistribuição, reconhecimento e representação. Desenvolveremos também a relação entre reacionarismo conservador e neoliberalismo progressista, por meio da crítica feita por Fraser à dicotomia artificial criada entre as “políticas identitárias” e a luta de classes. Por fim, tendo em vista o contexto contemporâneo de ascensão conservadora e autoritária em diversos países, discutiremos as possibilidades emancipatórias de superação do capitalismo a partir das proposições
feitas pelas autoras do manifesto.
Leitura obrigatória
ARRUZZA, Cinzia.; BHATTACHARYA, Tithi.; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.
Referências complementares
Combahee River Collective. The Combahee River Collective statement. [1978]. In:Smith, B. (org.). Home girls: a black feminist anthology. New Jersey,Rutgers University Press, 2008.
FRASER, Nancy. Reenquadrando a justiça em um mundo globalizado. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 77, 2009.
FRASER, Nancy. Do neoliberalismo progressista a Trump – e além. Revista Política & Sociedade, v.17, n. 40, 2018.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Zahar, 2020.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014.

Aula 4 – Silvia Federici: o patriarcado do salário e acumulação primitiva
Profa. Dra. Bruna Della Torre


A teoria da reprodução social desafiou a tese de algumas feministas na década de 1970 de que as mulheres têm menos poder social que os homens no capitalismo porque não estão inseridas nas relações capitalistas de produção. E, assim, bastaria que as mulheres entrassem no mercado de trabalho para combater a dominação masculina e integrar as populações não assalariadas para que elas deixassem de ser populações dominadas. Essa perspectiva, conforme demonstra Silvia Federici, deixou o problema da reprodução em segundo plano, fazendo com que a democratização da vida cotidiana fosse vista igualmente como secundária. O objetivo dessa aula é repensar a categoria de trabalho de Marx, a partir da ideia de “salário do patriarcado” e de reprodução social de Federici, bem como o conceito marxiano de acumulação primitiva, relido a partir da história de espoliação e expropriação do trabalho e dos corpos das mulheres. Ao longo de sua obra, Federici demonstrou que o capitalismo não vive apenas da exploração do trabalho assalariado e que o gênero, a família e o trabalho reprodutivo ocupam um lugar central em sua configuração. Com isso, inaugurou uma nova maneira de ler não só a obra de Marx, a partir de uma crítica feminista da economia política, mas do próprio processo social capitalista. Além de alargar categorias marxistas fundamentais, a obra de Federici amplia também as possibilidades da luta anticapitalista. Por fim, a aula buscará também comentar a importância da reflexão a respeito do trabalho de uma perspectiva feminista para compreender o momento atual da pandemia na América Latina, a partir das reflexões de Lucia Cavalero e Verónica Gago.
Leitura obrigatória

FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário. Notas sobre Marx, gênero e feminismo. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2021.
FEDERICI, Silvia. O calibã e a bruxa. Mulheres, corpo, acumulação primitiva, Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2017.
Referências complementares
CAVALERO, Lucia; GAGO, Verónica. “Dívida, moradia e trabalho: uma agenda feminista para o pós-pandemia”. LABORATÓRIO DE TEORIAS E PRÁTICAS FEMINISTAS — (PACC/UFRJ). Disponível em: https://medium.com/laboratório-de-teorias-e-práticas-feministas-pacc/d%…
FEDERICI, Silvia. O patriarcado do salário. São Paulo: Boitempo, 2021.
FEDERICI, Silvia. Beyond the periphery of the skin. Rethinking, Remaking, and Reclaiming the Body in Contemporary Capitalism. Califórnia: PM Press, 2020.
FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução. Trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Tradução de Coletivo Sycorax. São Paulo: Editora Elefante, 2019.
HOPKINS, Carmen Teeple. “Mostly Work, Little Play: Social Reproduction, Migration, and Paid Domestic Work in Montreal”. In: Bhattacharya, Tithi (org.). Social Reproduction Theory: Remapping Class, Recentering Oppression. London: Pluto Press, 2017.

Aula 5 – Angela Davis: capitalismo racial
Profa. Ana Flávia P. L. Bádue


Enquanto o marxismo feminista nos ensina que o capitalismo produz e é pautado por relações desiguais de gênero, autoras brasileiras e estrangeiras deram um passo além ao explicitar os fundamentos raciais do capitalismo. Nessa aula, discutiremos o livro Mulher, Raça e Classe de Angela Davis, ativista e filósofa estadunidense. O objetivo central do encontro é identificar como, na visão da autora, racismo, opressão de gênero e de classe se determinam mutuamente na sociedade capitalista, desde a escravidão moderna ao complexo-industrial prisional. A aula também trará alguns temas complementares. A fim de situar a autora e o livro, o encontro abordará o cenário político-intelectual da formação de Davis como ativista e acadêmica, focando sobretudo em autoras e ideias que compõe genealogia do pensamento marxista feminista negro nos EUA, como Claudia Jones. Além disso, retomaremos a discussão sobre Lélia Gonzalez de encontros anteriores, a fim de identificar continuidades e diferenças entre o debate marxista antirracista feminista no Brasil e nos Estados Unidos. Por fim, faremos um mapeamento do debate contemporâneo sobre capitalismo racial, com autoras como Ruth Gilmore, Charisse Burden-Stelly que e Flávia Rios, que atualizam a perspectiva marxista anti-racista feminista à luz de questões do presente.
Leitura Obrigatória
DAVIS, Angela. 2016. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo.
Referências complementares
DAVIS, Angela. 2018. A liberdade é uma luta constante. São Paulo: Boitempo.
DAVIS, Angela. 2018. Estarão as prisões obsoletas? São Paulo: Bertrand Brasil.
GILMORE, Ruth Wilson. 1999. “You Have Dislodged a Boulder: Mothers and Prisoners in the Post Keynesian California Landscape”. Transforming Anthropology 8 (1–2): 12–38.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Zahar, 2020.
JONES, Claudia. 2017. “Um fim à negligência em relação aos problemas da mulher negra!” Revista Estudos Feministas 25 (3): 1001–16.
RALPH, Michael; SINGHAL, Maya. 2019. "Racial Capitalism." Theory and Society 48 (6): 851-881.
RIOS, Flavia. A cidadania imaginada pelas mulheres afro-brasileiras: da ditadura militar à democracia. In: Eva Blay; Lucia Avelar. (Org.). 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile. São Paulo: Edusp, 2017.
BURDEN-STELLY, Charisse. 2020. “Modern U.S. Racial Capitalism”. Monthly Review.

Aula 6 – Marxismo Feminista hoje: questões e caminhos
Profas: Isabela Meucci, Giovanna Marcelino, Beatriz Rodrigues, Bruna Della Torre e Ana Flávia
Bádue


Essa aula consistirá em um “balanço crítico” do curso, em diálogo com as participantes. O objetivo é levantar questões que visem aprofundar os conceitos trabalhados ao longo do curso de extensão, bem como discutir possíveis conexões, continuidades, semelhanças e diferenças entre as autoras lidas ao longo das semanas. Como a noção de justiça social de Nancy Fraser dialoga com a proposta de uma teoria unitária de Lise Vogel? Em que medida os entrecruzamentos entre marxismo e feminismo no livro de Cinzia Arruzza levam em conta o debate sobre os fundamentos racistas do capitalismo apresentados por Angela Davis? Como a revisão da noção de trabalho, a partir de uma teoria da reprodução social de Silvia Federici, nos permite pensar a relação entre marxismo e feminismo apresentada por Arruzza? Como as perspectivas feministas e antirracistas abordadas no curso permitem alargar o conceito de acumulação primitiva? Trata-se de confrontar as diversas teorias presentes no curso com o fito de construir um panorama dos principais debates do marxismo feminista contemporâneo, mas também de mostrar como esse campo de pesquisa e de luta, ainda em construção, estabelece um diálogo com uma série de áreas de pesquisa nas Humanidades.

Programa

Aula 01 - O que é Ficção Científica?
Nessa primeira aula, apresentaremos uma linha do tempo introdutória da ficção científica e, portanto, do curso. Tendo em vista a
dificuldade em determinar o gênero com precisão, selecionamos a novela “O médico e o monstro”, de Robert Louis Stevenson, a
ser usada como ponto de partida para a discussão. Trataremos também brevemente de uma leitura opcional, “Frankenstein”, de
Mary Shelley, por ser considerada uma das obras fundadoras do gênero.

Aula 02 - O Início do século XX:
Época em que a FC se dividia em alta literatura e literatura de polpa. Iremos apresentar o período e as categorias aqui citadas.
Será analisado o conto “A máquina parou”, de E. M. Forster e haverá um breve comentário sobre a peça “R.U.R” (também
chamado no Brasil de “A Fábrica de Robôs”), de Karel Čapek/Tchápek, que introduziu o conceito de robô.

Aula 03 - Da Segunda Guerra Mundial à década de 50:
Nesta época, considerada a Era de Ouro da FC, escreviam os autores mais conhecidos do gênero. Serão apresentados os medos
e ansiedades que resultaram da evolução tecnológica e avanços científicos durante a época no conto “Autofab”, de Philip K. Dick,
assim como aqueles resultantes de ameaças vindas de fora, como em “Hora zero”, de Ray Bradbury, e também uma mistura de
ambos em “Não é a última palavra!”, de Isaac Asimov.

Aula 04 - Anos 60 e 70:
Para o período conhecido como a Nova Onda da FC, iremos comentar brevemente quais as dinâmicas que deram origem aos
mais recorrentes elementos da FC dessa época. Serão analisados os contos “‘Arrependa-se, Arlequim!’ disse o homem Tique-
Taque”, de Harlan Ellison, “Lembramos para você a preço de atacado”, assim como um raro conto brasileiro lançado no período:
“Ma-Hôre”, de Rachel de Queiroz.

Aula 05 - Anos 80 e 90:
Veremos o surgimento do cyberpunk como uma resposta ao neoliberalismo extremo que se instalava nos EUA e, posteriormente,
iria se espalhar pelo mundo todo. Como ponto de partida, temos a obra que é possivelmente a mais conhecida desse subgênero,
“Neuromancer”, de William Gibson.

Aula 06 - Conclusões e o futuro (século XXI)
Em nossa última aula, à guisa de conclusão, aprofundaremos o debate sobre as definições do gênero, levando em conta seus
desenvolvimentos mais atuais. Veremos exemplos de tendências contemporâneas nos contos “Tudo o que transporta o ar”, de
Pétala e Isa Souza, “Quando os sysadmins dominaram o mundo”, de Cory Doctorow e “O que se espera de nós”, de Ted Chiang.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

ASIMOV, Isaac. Não é a última palavra! In: CLARKE, Arthur C. A Sonda do Tempo. Lagoa: Nova Fronteira, 1966.
BRADBURY, Ray. Hora zero. In: BRADBURY, Ray. A Cidade Inteira Dorme e outros contos. São Paulo: Biblioteca Azul, 2008.
CHIANG, Ted. O que se espera de nós . In: CHIANG, Ted. Expiração. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.
DICK, Phillip K. Autofab. In: DICK, Phillip. Sonhos elétricos. São Paulo: Aleph, 2018.
DICK, Philip K. Lembramos para você a preço de atacado. In: DICK, Philip K. Realidades adaptadas. São Paulo: Aleph, 2013.
DOCTOROW, Cory. Quando os sysadmins dominaram a Terra. In: ADAMS, John J. Mundos Apocalípticos: histórias do fim dos
tempos. São Paulo: Planeta, 2019.
ELLISON, Harlan. ‘Arrependa-se, Arlequim!’ disse o homem Tique-Taque. In COSTA, Rafaela. Medium, 11 Fev. 2019. Disponível
em: medium.com/@rafaelapc33/arrependa-se-arlequim-disse-o-homem-tique-taque-8e913c36aa55
FORSTER, E.M. A Máquina Parou. São Paulo: Iluminuras, 2018.
GIBSON, William. Neuromancer. São Paulo: Aleph, 2003.
QUEIROZ, Rachel de. Ma-Hôre. In: Galaxia 2000: magazine of Fantasy and Science Fiction, v. 01. Rio de Janeiro: O Cruzeiro,
1968.
SHELLEY, Mary. Frankenstein ou o Prometeu moderno. São Paulo: Martin Claret, 2012.
SOUZA, Pétala; SOUZA, Isa. Tudo o que transporta o ar. In: SOUZA, Waldson (org.). Raízes do Amanhã: 8 contos afrofuturistas.
Pontes Gestal: Plutão, 2021.
STEVENSON, Robert L. O médico e o monstro. Porto Alegre: L&PM, 2021.
TCHÁPEK, Karel. A Fábrica de Robôs. São Paulo: Hedra, 2022.
OBRAS TEÓRICAS
BASTANI, Aaron. Fully Automated Luxury Communism: A Manifesto. New York: Verso, 2019.
BOOKER. Keith. Monsters, Mushroom Clouds and the Cold War. American Science Fiction and the roots of post-modernism,
1946- 1964. Westport, Connecticut: Greenwood Publishing Group, 2001.
BOULD, Mark. MIÉVILLE, China. Red Planets: Marxism and Science Fiction. Connecticut: Wesleyan University Press, 2000.
BOULD, Mark; et al. Voices on the Boom. Science Fiction Studies, Vol. 30, No. 3, The British SF Boom (Nov., 2003), p. 483-491.
BUSCH, Willian P. História da ficção científica nos Estados Unidos do herói cientista de John W. Campbell ao herói antropólogo
de Ursula Kroeber Le Guin. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de
Pós-Graduação em História. Curitiba: UFPR, 2019.
DOCTOROW, Cory. Science Fiction is a Luddite Literature. Locus, Oakland, n. 732, jan. 2022. Disponível em:
https://locusmag.com/2022/01/cory-doctorow-science-fiction-is-a-luddite-
literature/#:~:text=From%201811%2D1816%2C%20a%20secret,backwards%2C%20anti%2Dtechnology%20reactionaries. Acesso
em 25 de maio de 2022
DOCTOROW, Cory. How to Destroy Surveillance Capitalism. New York: Medium Editions, 2021.
DOUGHERTY, Stephen. The Dangerous Rays of the Future: Democracy, Media, Science Fiction. Science Fiction Studies, Vol. 40,
No. 3 (November 2013). Greencastle: DePauw University, 2013.
FREEDMAN, Carl. Critical Theory and Science Fiction. Middletown, Connecticut: Wesleyan University Press, 2000.
JAMESON, F. Archaeologies of the future: the desire called Utopia and other science fictions. New York: Verso, 2005.
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press,
2003.
LACEY, Hugh. Ciência e Valores. Manuscrito- Revista Internacional de Filosofia, v. 20, n. 01. Campinas: Unicamp, 1997.
LE GUIN, Ursula. Introduction. In: LE GUIN, Ursula. The Left Hand of Darkness. New York, NY: Ace Books, 1976.
MACLEOD, Ken. Giant Lizards from Another Star. Sommerville: NESFA Press, 2006.
MOROZOV, Evgeny. Big Tech. A ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Editora Ubu, 2018.
MOYLAN, Tom. (Ed. BACCOLINI, Raffaella). Demand the impossible: science fiction and the utopian imagination. Bern: Peter
Lang, 2014.
ROBERTS, Adam. A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas. São Paulo: Seoman, 2018.
SHIVA, Vandana. The Violence of Reductionist Science. Alternatives: Global, Local, Political, n. 12. Sage Publications, 1987.
SUVIN, Darko. Metamorphosis of Science Fiction. New Heaven: Yale University Press, 1979.

Programa

Primeira aula – Introdução: A expansão da democracia nos países do Atlântico Norte e a cidadania das mulheres

Segunda aula – Mary Wollstonecraft: A educação como condição para a cidadania

Terceira aula – John Stuart Mill – apresentação de seleção da obra A sujeição das mulheres e as aproximações com a teoria de Wollstonecraft.

BIBLIOGRAFIA:


BERGÈS, Sandrine.; COFFEE, Alan. The Social and Political Philosophy of Mary Wollstonecraft. Oxford: Oxford University Press, 2016.
BRITO, Maria Noemi Castilhos. Gênero e Cidadania: Referenciais Analíticos. Estudos Feministas. Ano 9, p. 291-298, 2⁰ semestre, 2001.
CALADO, Verônica (2023). A origem social da democracia e o feminismo no século XIX: contribuições de John Stuart Mill para a teoria política contemporânea. Dissertação de Mestrado em Filosofia, Universidade Federal do Paraná.
CRAVEIRO, Ana B.; NICOLETE, Roberta K. S. Mulheres escrevem (n)a Revolução de 1789: Olympe de Gouges e Mary Wollstonecraft. In: Danilo Ferreria; Larissa Nadai; Marília Ariza (Org.) Gênero e Feminismos na FFLCH: dossiê 1 ed. Araraquara: Letraria, 2022.
CRAVEIRO, Ana Beatriz Martins. "Independência, a grande bênção da vida": um estudo do projeto para a educação em Reivindicação dos Direitos da Mulher, de Mary Wollstonecraft. 2023. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023.
DALAQUA, Gustavo. H. O feminismo republicano de John Stuart Mill. Kalagatos , [S. l.], v. 17, n. 1, p. 137–159, 2021.
MIGUEL, Luís Felipe; BIROLI, Flávia. Feminismo e política: uma introdução. 1. ed.- São Paulo, Brasil: Boitempo, 2014.
MORIN, Tania Machado. Práticas e representações das mulheres na Revolução Francesa - 1789-1795. 2009. Dissertação (Mestrado em História Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. doi:10.11606/D.8.2009.tde-01022010-165929. Acesso em: 2023-11-18.
ESTACHESKI, Dulceli de Lourdes Tonet; MEDEIROS, Talita Gonçalves. “A atualidade da obra de Mary Wollstonecraft”. Revista Estudos Feministas (UFSC. Impresso), v. 25, p. 371-374, 2017.
HIRATA, Helena et al. Dicionário crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
JOHNSON, Claudia L. (org.). The Cambridge Companion to Mary Wollstonecraft. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.
MILL, John Stuart. Sobre a liberdade e A sujeição das mulheres. Trad. Paulo Geiger. São Paulo: Penguin Companhia das Letras, 2017.
MIRANDA, Anadir dos Reis. (2010). Mary Wollstonecraft e a reflexão sobre os limites do pensamento liberal e democrático a respeito dos direitos femininos (1759-1797). Dissertação de mestrado em História, Universidade Federal do Paraná.
MOTTA, Ivânia Pocinho. (2009). A importância de ser Mary. São Paulo: Annablume.
OSTRENSKY, Eunice. O igualitarianismo de Mary Wollstonecraft em A Vindication of the Rights of Men. São Paulo: Revista Discurso, v. 52, n. 2 (2022), p. 210-233.
ROVERE, Maxime (org.). Arqueofeminismo: mulheres filósofas e filósofos feministas dos séculos XVII e XVIII. Tradução Andrea Maria Mello, Camila Lima de Oliveira, Pedro Muniz, Viviana Ribeiro, Yasmin Haddad. – São Paulo, SP, Brasil: n-1 edições, 2019.
URBINATI, Nadia. Mill on democracy: from the Athenian polis to representative government. Chicago: University of Chicago Press, 2002.
WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos direitos da mulher. São Paulo: Boitempo Editorial, 2016.
YOUNG, Iris. Representação política, identidade e minorias. São Paulo: Lua Nova, v. 67, pp. 139-190, 2006

Programa

10 de agosto: Espaço e tempo na Educação Infantil
As formas de pensar o espaço e o tempo fazem parte da vida cotidiana, nas atividades que condizem às ações culturais da existência humana, e não-cotidiana, ou seja as atividades científicas, filosóficas e artísticas. O desenvolvimento dessas noções pelas crianças envolve uma forma própria de pensamento, o espacial, e demanda investigações acerca de metodologias de ensino, considerando a importância do meio para o desenvolvimento infantil. Compreende-se a Educação Infantil, como uma primeira aproximação aos conhecimentos sistematizados, o que não significa um acúmulo ou aprofundamento de conteúdo científicos. Com isto, espera-se que o ambiente educativo - no caso da escola de Educação Infantil – desenvolva atividades sistematizadas compreendendo que as crianças acessam conhecimentos que apoiarão outros tantos, pois aprender é dialogar com o que já se sabe e agregar outras leituras e ideias sobre o aprendido. Considera-se a importância de compreender o significado da Educação Infantil e o desenvolvimento humano com base na psicologia histórico-cultural.

17 de agosto: Formação de conceitos, vivência e funções psíquicas superiores
A aprendizagem se dá por encadeamentos conceituais, em processo contínuo de construção de conceitos, os quais se apoiam na produção do conhecimento. Adentrar ao mundo sistematizado das ciências é mobilizar crianças de 4 anos, por exemplo, a observar, descrever, questionar, classificar, argumentar. Mobilizar as crianças a pensar o espaço e suas relações de forma sistematizada é contribuir para formação do ser social, pois “fora da relação com a sociedade, jamais desenvolveria as qualidades, as características que são resultado do desenvolvimento metódico de toda humanidade” (VIGOTSKI, 2018, p. 90). Ao compreender o que se ensina, deve-se analisar as formas pelas quais os sujeitos aprendem e, portanto os fundamentos metodológicos do ensino, de modo que o trabalho educativo considere os seguintes aspectos para o desenvolvimento infantil: a) o encadeamento de conceitos; b) a conscientização da própria atividade mental; c) a relação entre criança e conhecimento. A partir destes pressupostos e questionamentos acerca de como se ensina e como se aprende, o meio escolar é um fator a ser considerado na formação de vivências, em oposição às situações espontâneas, isoladas e fragmentadas.

24 de agosto: Desenho e representação espacial
O desenho, com base nos estudos histórico-culturais, consiste em uma linguagem, uma primeira escrita da criança, pois caracteriza-se por elementos referentes à cognição, cultura, desenvolvimento motor e afetividade daquele que o produz. Não é atividade motora ou um simples domínio do material, mas envolve uma série de aprendizado que carrega em si historicidade da funcionalidade da representação gráfica acerca de um pensamento ou informação espacial. O desenho consiste em uma linguagem, uma primeira escrita da criança, e caracteriza-se por elementos relacionados à cognição, cultura, desenvolvimento motor e afetividade. Considera-se três elementos sobre o desenho no processo da iniciação cartográfica: a) a criação de equivalentes gráficos; b) a tradução do volume; c) o ponto de vista. As noções topológicas e projetivas podem estar baseadas no desenvolvimento das funções psíquicas superiores durante a atividade criadora, uma vez que compõem instrumentais para elaboração do conhecimento sistematizado.

31 de agosto: Dimensões da prática docente
Processo de avaliação compartilhada entre os participantes do grupo, com o intuito de compreender como, a partir do cotidiano escolar, pode-se construir processos formativos de ensino-aprendizagem que articulam pensamento espacial, representação e conhecimento geográfico. Neste processo, os participantes apresentarão suas reflexões e produções didáticas (projetos didáticos, plano de aula, entre outros).

Referências:
ALMEIDA, R. D.; JULIASZ, P. C. S. Espaço e Tempo na Educação Infantil. São Paulo: Editora Contexto, 2014.
ARCE, A.; MARTINS, L. M. Quem tem medo de ensinar na educação infantil?: em defesa do ato de ensinar. Campinas, SP: Editora Alínea, 2a ed. 2010, p.14 - 36.
DUARTE, Newton. Educação escolar, teoria do cotidiano e a escola de Vigotski. 2ª ed. Campinas: Autores Associados, 1999.
FREIRE, Paulo. Papel da Educação na humanização. Seleção de Textos. São Paulo. n. 17. p. 01 – 13. 1987.
HELLER, Agnes. Cotidiano e história. 10ª ed. Tradução de Carlos Nelson Coutinho e Leandro Konder. São Paulo: Paz e Terra. 2014.
LURIA, A. R. O desenvolvimento da escrita na criança. In: VIGOTSKI, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Traduzido por M. da P. Villalobos. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 2001. pp. 143-189.
VIGOSTKI, L. S. A construção do pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes. 2009.
VIGOTSKI, Lev Semionovich. Sete aulas de L. S. Vigotski sobre os fundamentos da pedologia. Organização [e tradução] Zoia Prestes, Elizabeth Tunes; tradução Claudia da Costa Guimarães Santana. Rio de Janeiro: E-Papers, 2018.
VYGOTSKY, Lev Semionovich. La imaginación y el arte en la infância. 10ª ed. Madri: Akal, 2011.

Programa

Conteúdo Programático:

1. Apresentação do curso
1.1 Principais problemáticas no estudo de Sade
1.2 Vida e obra do Marquês de Sade
1.2.1 Obras de Sade
1.2.2 Eixos temáticos principais da filosofia sadeana
2. Materialismo sadeano
2.1 A filosofia materialista na França do séc. XVIII
2.1.1 O materialismo de D’Holbach
2.2 O materialismo de Sade
2.2.1 A noção de “energia”
2.2.2 Energia e discurso
3. Sade e o iluminismo
3.1 O modelo matemático dos 120 Dias de Sodoma
3.2 Racionalismo e antirracionalismo
4. Do materialismo ao ateísmo
4.1 Ateísmo físico e ateísmo moral
4.2 Aspectos políticos do ateísmo
4.3 Ateísmo e Revolução Francesa
5. O anti-humanismo sadeano
5.1 Consequências anti-humanistas do materialismo
5.2 Racionalismo, técnica e libertinagem
5.2.1 Recepção dessa temática no pensamento contemporâneo
5.3 Aspectos éticos do materialismo antitetísta
6. Limites do racionalismo
6.1 Desejo e razão
6.2 Literatura e desejo
7. Conclusão
7.1 Ecos contemporâneos do pensamento sadeano

Bibliografia principal:

MARQUÊS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. A Filosofia na Alcova. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Diálogo entre um Padre e um Moribundo e outras diatribes e blasfêmias. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Justine ou os Infortúnios da Virtude. São Paulo: Iluminuras. 2016.
______. Os Cento e Vinte dias de Sodoma. São Paulo: Iluminuras. 2004.
MARQUIS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. Œuvres, 3 vols. Paris: Gallimard. 1998.
______. Œuvres Complètes, 16 vols. Paris: Tête-de-Feuilles. 1973.

Bibliografia secundária:
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar. 2006.
BATAILLE, Georges. A Literatura e o Mal. São Paulo: Autêntica. 2014.
______. O Erotismo. São Paulo: Autêntica. 2015.
CASTRO, Clara Carnicero de. Os Libertinos de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2015.
KLOSSOWSKI, Pierre. Sade, Meu Próximo. São Paulo: Brasiliense. 1986.
MORAES, Eliane Robert. Lições de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2011.
Outras indicações bibliográficas serão passadas ao longo do curso.