Programa

Comunicação: apresentar-se, informar-se sobre o outro, contar, comunicar-se em aula, cumprimentar e despedir-se em diferentes contextos, perguntar e dar informações pessoais, perguntar o preço, falar de sonhos e paixões, falar da cidade, nomear e localizar lugares na cidade, pedir e dar explicações, informar-se para se hospedar, agradecer e responder a um agradecimento, indicar um itinerário simples, escrever um cartão postal, dar impressões sobre um lugar, falar das atividades, falar do tempo, da profissão, do que gosta, de si e dos centros de interesse, propor, aceitar e recusar uma saída, marcar um encontro, convidar e dar instruções.

Vocabulário: línguas, nacionalidades, números de 0 a 100, alfabeto, momentos do dia, dias da semana, fórmulas de cumprimento formais e informais, elementos da identidade, meses do ano, expressão do que se gosta, alguns lugares da cidade, algumas expressões de localização, termos para se hospedar, algumas indicações de direção, algumas fórmulas de polidez, termos ligados à correspondência, fórmulas para começar e terminar um cartão postal, algumas profissões, algumas atividades esportivas e culturais, alguns nomes de animais, caracterização física e psicológica, termos ligados à saídas, o registro familiar.

Gramática: adjetivos de nacionalidade, verbos chamar-se, ser e ter, artigos definidos e indefinidos, adjectifs possessifs (pronomes possessivos), negação, presente dos verbos do 1º grupo, preposições com nomes de país, preposições de lugar com artigos contraídos, por que/porque, perguntas fechadas, pronomes demonstrativos, verbos da ordem do gostar seguidos de
substantivo ou verbo, presente de alguns verbos seguidos de artigo contraído, masculino e feminino das profissões, masculino, feminino e plural dos adjetivos, pronomes tônicos, pronome on (a gente), imperativo.

Elementos de fonética: acentuação da última sílaba, distinção dos sons [y] e [u], entonação ascendente e descendente, pronúncia dos números, ligação da última sílaba com a seguinte, entonação de pergunta, distinção do feminino das profissões, marca do gênero nos adjetivos orais.

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Débutant. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier,
2006.
GREGOIRE, M. et al. Grammaire progressive du français - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
HIMBER, C.; WAENDENDRIES, M.; HUGOT, C. Mon Alter Ego. Niveau A1. Paris: Hachette, 2023.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

Programa

AULA 1 – Pesquisa em literatura de ficção científica
Iremos apresentar elementos gerais da pesquisa literária, como a definição de objetos de pesquisa, de abordagens teóricas e de recortes analíticos. Abordaremos também definições do gênero ficção científica para analisarmos de que forma elas podem contribuir para a delimitação de objetos, abordagens e recortes.

AULA 2 – Ficção científica e história
Ao apresentar um panorama do desenvolvimento do gênero de Ficção Científica, debateremos a relação entre seus diferentes momentos e o contexto histórico, particularmente no desenvolvimento da ciência e tecnologia. Apresentaremos, também, nossos próprios objetos de pesquisa, que serão analisados como exemplos das categorias que desenvolveremos nas aulas subsequentes.

AULA 3 – Alienação e ficção científica: o conceito de alteridade
A partir da análise dos romances “A mão esquerda da escuridão” e “Os despossuídos” de Ursula Le Guin, veremos como a ficção científica trata de elementos relativos à concepção de alteridade, como gênero e nacionalidade. Com base nesse debate, trataremos de aspectos da alienação comuns a um número de obras do gênero.

AULA 4 – Engenharia genética, medicina e eugenia na ficção científica
Através de uma visão histórica do conceito de eugenia, iremos compreender o papel que tal “ciência” ocupou na literatura de ficção científica. Serão usados exemplos de diversas obras que tratam do assunto, com enfoque sobre a análise do modo como o sistema médico e a pesquisa em biologia são desenvolvidos em “Intrusion” e “The Bicycle-Frame Tree Plantation Manager’s Redundancy”, de Ken MacLeod.

AULA 5 – Alienação e ficção científica: natureza e Estado
Trataremos novamente de “A mão esquerda da escuridão” e “Os despossuídos” de Ursula Le Guin, observando a construção de mundo das obras, tanto no que se refere ao ambiente natural de escassez (oposto à abundância capitalista), quanto ao papel alienador do Estado e da burocracia. A partir desses elementos, partiremos para discussões que destacam o sentido político de importante parte da tradição da Ficção Científica.

AULA 6 – Ideologia e mecanismos de controle na ficção científica
Com um foco na análise da construção de mundo da literatura desse gênero, trabalharemos aspectos relativos às instituições encarregadas da criação e difusão da ideologia, como a mídia, sistemas de ensino e religiões tradicionais. Ao compreender a concepção de capitalismo de vigilância, iremos analisar de que modo obras como “Intrusion” constroem mundos em que a informação serve o propósito de criar uma concordância com as instituições em poder e, portanto, ajudar a manter o status quo.

Referências bibliográficas

Obras literárias
LE GUIN, Ursula K. Os Despossuídos. São Paulo: Aleph: 2019.
LE GUIN, Ursula K. A mão esquerda da escuridão. São Paulo: Aleph, 2014.
MACLEOD, Ken. Intrusion. London: Orbit, 2012.
MACLEOD, Ken. “The Bicycle-Frame Tree Plantation Manager’s Redundancy”. In DALKIN, Gary (ed.). Improbable Botany. London: Wayward London, 2017.

Textos de apoio
BAGRIT, Sir Leon. The Age of Automation. London: Weidenfeld And Nicolson, 1965.
BOTTOMORE, Tom (ed.). “Alienação”. In ____. Dicionário do Pensamento Marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, p. 5-9.
DOCTOROW, Cory. How to Destroy Surveillance Capitalism. New York: Stonesong Press, 2020.
FRASER, Nancy. Capitalismo Canibal: como nosso sistema está devorando a democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer a respeito. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.
HUXLEY, Aldous. “A Note on Eugenics”. Vanity Fair. [s.l.]: Oct. 1927. Disponível em: https://archive.vanityfair.com/article/1927/10/01/a-note-on-eugenics. Acesso em 23 out. 2025.
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
JAMESON, Fredric. Arqueologias do Futuro: O desejo chamado Utopia e outras ficções científicas. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
LE GUIN, Ursula K. “American SF and the Other.” Science Fiction Studies, vol. 2, no. 3, 1975, p. 208–10. JSTOR, http://www.jstor.org/stable/4238969. Acesso em 23 out. 2025.
ROBERTS, Adam. "A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas". São Paulo: Seoman, 2018.
SEED, David. "A Companion to Science Fiction". New Jersey: Wiley-Blackwell, 2018.
SUVIN, Darko. Metamorphosis of Science Fiction. New Haven: Yale University Press, 1977.
ZUBOFF, Shoshana. A Era do Capitalismo de Vigilância. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.

Programa

Ministrante: Sheyla Castro Diniz (pós-doutoranda no Programa de História Social).
Professor coordenador: Marcos Napolitano (Departamento de História).

Ementa: Análise e compreensão da contracultura no Brasil sob a ditadura com enfoque no chamado “pós-tropicalismo”, principalmente na canção que, na primeira metade dos anos de 1970, identifica-se com a sigla renovada da MPB.

1. (14/04) – Apresentação do curso e contextualização da contracultura no Brasil.

Além da apresentação detalhada do curso, será feita uma breve contextualização política e sociocultural da primeira metade dos anos de 1970, período de manifestação da contracultura no Brasil sob a égide da censura, da repressão pós-edição do AI-5 e da expansão do mercado de bens culturais. Serão elencadas as principais características da experiência contracultural a partir do momento tropicalista (1967-68), a fim de identificar tanto o seu diálogo com artes de vanguarda quanto o seu intercâmbio com a movimentação da juventude além Brasil, bem como a fissura provocada pelos tropicalistas na ideia até então compartilhada de MPB.
Bibliografia
DUNN, Christopher. “Nós somos os propositores”: vanguarda e contracultura no Brasil, 1964-1974, ArtCultura, Uberlândia, v. 10, n.º 17, p. 143-158, jul./dez. 2008.
FAVARETTO, Celso. “Panis et circencis”. In: Tropicália, alegoria, alegria. 4.ª ed. Cotia: Ateliê, 2007, p. 79-112.
NAPOLITANO, Marcos. “‘A primavera nos dentes’: a vida cultural sob o AI-5”. In: 1964: história do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014, p. 173-204.

2. (16/04) – O “pós-tropicalismo” e a ideia renovada de MPB.

O “pós-tropicalismo” será abordado em duas acepções: quando utilizado para se referir aos tropicalistas numa fase posterior e a demais artistas vinculados ao “grupo baiano”; e quando, sendo em todo caso um marco temporal, o termo é empregado de forma genérica, acusando certa dificuldade de nomear ou etiquetar uma gama variada e heterogênea de iniciativas musicais que surge no início dos anos de 1970. Busca-se, assim, discutir, de um lado, o legado inconteste dos tropicalistas para a ideia renovada de MPB e, de outro, o peso generalizante e às vezes essencialista do “pós-tropicalismo”. Nesse sentido, será destacada a turma do Clube da Esquina, sobretudo os LPs Milton (1970) e Clube da Esquina (1972), exemplos singulares de manifestação da contracultura na canção brasileira do período, mas cujas fontes, fusões e maneiras de concebê-la não são necessariamente tributárias do tropicalismo.
Bibliografia
BRITTO, Paulo Henriques. “A temática noturna no rock pós-tropicalista”. In: NAVES, Santuza Cambraia e DUARTE, Paulo Sérgio (orgs.). Do samba-canção à tropicália. Rio de Janeiro: FAPERJ/Relume Dumará, 2003.
DINIZ, Sheyla Castro. “Não precisa da timidez: a metamorfose de Milton”; “Trem de doido: um Clube espontâneo e informal”. In: ... De tudo que a gente sonhou: amigos e canções do Clube da Esquina. São Paulo: Intermeios/Fapesp, 2017, p. 73-98; 99-127.
NAVES, Santuza Cambraia. “O rock e a canção”. In: Canção popular no Brasil: a canção crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 107-126.

3. (19/04) – Canção e desbunde.

Será discutido o caráter ambivalente do desbunde, gíria de origem pejorativa que circulou no meio artístico-cultural dos anos de 1970 e que acabou se tornando, via de regra, sinônimo de contracultura no Brasil, esvaziando muitas vezes o viés crítico e contestatório daquela experiência sob a racionalidade do Estado autoritário. Pivô de conflitos político-ideológicos, o desbunde apontava para um modo de vida libertário, ligado, dentre outros aspectos, ao ideário hippie e às comunidades alternativas. Serão analisados o show e LP de Gal Costa Fa-Tal: Gal a todo vapor (1971) e a vivência coletiva d’Os Novos Baianos, bem como seus discos É ferro na boneca (1970), Acabou chorare (1972) e Novos Baianos F.C. (1973).
Bibliografia
DINIZ, Sheyla Castro. “Desbundando em anos de chumbo: contracultura, produção artística e Os Novos Baianos”, História (São Paulo), Assis/Franca, v. 39, 2020, p. 1-29.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de. “O susto tropicalista na virada da década”. In: Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde (1960/70). 5.ª ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, p. 62-98.

4. (21/04) – Canção, experimentalismo e marginalidade.

Serão destacados músicos que, no início dos anos de 1970, ganharam as alcunhas de “malditos” e/ou “marginais”, ora porque eram inconstantes em suas carreiras, acumulando assim atritos com as gravadoras, ora porque destoavam do gosto médio do público, haja vista a linguagem experimental com que concebiam seus trabalhos. Será discutida a noção de marginalidade como uma das representações da contracultura e serão comentados, principalmente, discos de Jards Macalé e de Walter Franco, bem como suas respectivas relações com heranças da vanguarda construtivista e da poesia concreta.
Bibliografia
COELHO, Frederico. “A definição do grupo marginal”. In: Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado: cultura marginal no Brasil das décadas de 1960 e 1970. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 233-251.
DINIZ, Sheyla Castro. “Macalé e seus parceiros marginais”; “Walter Franco: o que tem nessa cabeça, irmão?”. In: Desbundados e marginais: MPB e contracultura nos “anos de chumbo” (1969-1974). Tese de doutorado em Sociologia, Campinas, Unicamp, 2017, p. 115-144.
VARGAS, Herom. “Categorias de análise do experimentalismo pós-tropicalista na MPB”, Fronteiras: estudos midiáticos, v. 14, n.º 1, jan./abr. 2012.

5. (23/04) – Contracultura no exílio.

O encontro será dedicado às obras e experiências no exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, em torno dos quais se reuniram diversos artistas brasileiros como Jorge Mautner, que, na ocasião, concebeu com os baianos o filme O demiurgo (1971). Tratará também da presença desses artistas nos festivais da Ilha de Wight e Glastonbury, procurando enaltecer os discos e canções produzidos no período e o caráter desterritorializado da contracultura.
Bibliografia
DINIZ, Sheyla Castro. “Contracultura e misticismo no exílio”. In: Desbundados e marginais: MPB e contracultura nos “anos de chumbo” (1969-1974). Tese de doutorado em Sociologia, Campinas, Unicamp, 2017, p. 145-164.
PEZZONIA, Rodrigo. “MPB exilada: Chico, Gil e Caetano entre exílio e retorno”, Anais do XXX Simpósio Nacional da Anpuh, Recife, 2019, p. 1-18. Disponível: https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1553111013_ARQUIVO_PEZZ…

6. (26/04) – MPB e Contracultura: engajamento e massificação.

A partir de shows como O Banquete dos mendigos (1973), protagonizado por Jards Macalé no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e a apresentação emblemática de Gilberto Gil na Poli/USP (1973) a convite do Movimento Estudantil, será problematizado o papel desses e outros artistas ligados à contracultura no que concerne à resistência política, dimensões que, embora tensas, foram se impregnando com o avançar da primeira metade dos anos de 1970. Inserida boa parte dos valores, práticas e experiências da contracultura num mercado fonográfico cada vez mais consolidado, as discussões abarcarão igualmente a banda Secos e Molhados, cujas canções e performances, em sintonia com a liberação sexual e o nascente movimento gay, angariaram milhares de fãs e amplo respaldo da indústria cultural.
Bibliografia
DINIZ, Sheyla Castro. “Denúncia política e contracultura: o ‘show proibido’ de Gilberto Gil na Poli USP (1973)”, Teoria e Cultura, Programa de pós-graduação Ciências Sociais, UFJF, v. 13, n.º 2, dez. 2018, p. 159-174.
DUNN, Christopher. “Masculinity left to be desired”. In: Contracultura: alternative arts and social transformation in authoritarian Brazil. Chapel Hill: University of North Carolina, 2016, p. 175-200.
NAPOLITANO, Marcos. “A música popular brasileira (MPB) dos anos 70: resistência política e consumo cultural”. Anais do IV Congresso da IASPM-AL, Cidade do México, abr. 2002.
Disponível: http://www.iaspmal.net/wp-content/uploads/2011/12/Napolitano.pdf .

7. (28/04) – Encerramento do curso e possíveis legados da contracultura no Brasil.

Serão contrastados diagnósticos tecidos na década de 1970, no calor do momento, com análises mais atuais sobre a contracultura, visando avaliar criticamente aquele conjunto polissêmico de valores, práticas e experiências sob a ditadura e os seus possíveis legados para a cultural, as artes brasileiras e a canção em particular. Para encerrar, os participantes serão convidados a realizarem um balanço do curso, a exporem contribuições e reflexões.
Bibliografia
FAVARETTO, Celso. “A contracultura: entre a curtição e o experimental”, Modos, Revista de História da Arte, Campinas, v. 1, n.º 3, p. 181-203, set./dez. 2017.
NAPOLITANO, Marcos. “A hegemonia do vazio: lutas culturais nos anos de chumbo”. In: Coração civil: a vida cultural brasileira sob ao regime militar (1964-1985) – ensaio histórico. São Paulo: Intermeios, 2017, p. 151-198.
VENTURA, Zuenir. “O vazio cultural”. In: GASPARI, Elio; HOLLANDA, Heloísa; VENTURA, Zuenir. Cultura em trânsito: da repressão à abertura. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000, p. 40-51.

Programa

Aula 1. Narrativa ou fragmentação: como ler A Terra Devastada?
Desde sua publicação, A Terra Devastada suscitou respostas exaltadas. Os impasses na leitura do poema podem ser
sistematizados, provisoriamente, num oposição entre aceitar a disposição aparentemente caótica dos fragmentos ou explicá-la
apelando para uma trama narrativa profunda (interpretação que ficou associada ao New Criticism). A discussão sobre a estrutura
do poema nos obriga ainda a enfrentar certos aspectos da teoria do modernismo. A Terra Devastada pode ser analisada como
exemplo de uma prática literária da qual a reapropriação do legado cultural é uma parte constitutiva e estruturante, o que implica
repensar categorias como autoria, voz, tema e originalidade. A partir disso, poderemos pensar a respeito das interpretações
oferecidas do poema.

Aula 2. O “método mítico” e a questão do modernismo
Buscaremos mostrar como o uso do mito, um elemento fecundo da representação artística, não pode ser desvinculado
de certas tensões inerentes ao movimento modernista. Discutiremos a construção do tempo dentro do poema analisando algumas
passagens-chave do texto. O uso do mito e de outras referências à tradição será analisado como uma interpretação do processo
histórico-social, permitindo estabelecer uma relação entre o texto e uma visão crítica das transformações promovidas pela
modernização social e econômica.

Aula 3. Visions and revisions: a história de um poema
O que aspectos “externos” de um texto – como título, dedicatória, formato de publicação – podem nos ensinar sobre o
contexto de sua criação? Traçaremos a complexa história da composição do poema e o método de Eliot de combinar fragmentos
escritos de modo independente, reutilizando poemas anteriores no corpo do texto; a intervenção editorial de Ezra Pound; os
diferentes formatos de publicação do poema, em revista e em livro, e sua relação com o mercado editorial e o sistema de
patronato; a presença das notas e sua suposta futilidade para o texto.

BIBLIOGRAFIA


Edições de A Terra Devastada:
ELIOT, T. S. The Waste Land (edição crítica). Editado por Michael North. Nova York e Londres: W. W. Norton, 2001.
___. The Complete Poems and Plays – 1909–1950. Nova York e Londres: Harncourt Brace, 1971.
___. Poemas. Tradução de Caetano W. Galindo. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
___. The Annotated Waste Land with Eliot’s Contemporary Prose. 2ª ed. New Haven e Londres: Yale University Press, 2006.
Aula 1
AIKEN, C. “An Anatomy of Melancholy”. The Sewanee Review, v. 74, n. 1, 1966, p. 188-196.
BOWRA, C. M. The Creative Experiment. Londres: Macmillan, 1967, p. 159–188.
BROOKS, C. “The Waste Land: critique of the myth”. In: ___. Modern Poetry and the Tradition. Chapel Hill: University of North
Carolina Press, 1967 [1939], p. 136-172.
DONOGHUE, D. “The Word within a Word”. In: ELIOT, T. S. The Waste Land (edição crítica). Nova York e Londres: W. W. Norton
& Co., 2001, p. 216-229.
ELIOT, T. S. “Tradition and the Individual Talent”. The Complete Prose of T.S. Eliot, v. 2. The Perfect Critic, 1919-1926. Editado
por Anthony Cuda e Ronald Schuchard. John Hopkins University Press; Londres: Faber & Faber, 2014, p. 105-114
___. “The Metaphysical Poets”. In: Id., ibid., p. 375-385.
LEAVIS, F. R. “T. S. Eliot”. In: ___. New Bearings in English Poetry. Londres: Chatto & Windus, 1978 [1932].
LUKÁCS, G. A Alma e as Formas. Tradução de Rainer Patriota. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
MENAND, L. Discovering Modernism: T. S. Eliot in His Context. 2ª ed. Oxford: Oxford University Press, 2007.
NORTH, M. The Political Aesthetic of Yeats, Eliot, and Pound. Cambridge: Cambridge University Press, 1991.
PASTA, J. A. Trabalho de Brecht: breve introdução ao estudo de uma classicidade contemporânea. 2ª ed. São Paulo: Duas
Cidades; Editora 34, 2010.
Aula 2
AUDEN, W. H. “Yeats as an Example”. The Kenyon Review, v. 10, n. 2, 1948, p. 187-195.
BAUDELAIRE, C. “O Pintor da Vida Moderna”. In: ___. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, p. 851-881.
____. As Flores do Mal (edição bilingue). Tradução de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
BENJAMIN, W. “Modernidade”. In: Obras Escolhidas, v. III: Charles Baudelaire, um Lírico no Auge do Capitalismo. Tradução de
José Carlos Martins Barbosa e Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense, 2015a, p. 61-92.
___. “Sobre alguns temas em Baudelaire”. In: Id., ibid., 2015b, p. 93-134.
BROOKER, J. S. “The Case of the Missing Abstraction: Eliot, Frazer, and Modernism”. The Massachusetts Review, v. 25, n. 4,
1984, p. 539-552.
CHINITZ, D. E. T. S. Eliot and the Cultural Divide. Chicago: University of Chicago Press, 2003.
ELIOT, T. S. “Marie Lloyd“. In: The Complete Prose of T.S. Eliot, v 2. The Perfect Critic, 1919-1926. Editado por Anthony Cuda e
Ronald Schuchard. John Hopkins University Press; Londres: Faber & Faber, 2014, p. 418-423.
___. “Ulysses, Order and Myth”. In: Id., ibid., p. 476-481.
KENNER, H. “Bradley”. In: KENNER, H. (org.). T. S. Eliot: collection of critical essays. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1965, p. 36-
57.
KERMODE, F. “The Modern”. In: ___. Continuities. Londres: Routledge & Keagan Paul, 1968, p. 1-32.
MANGANARO, M. “Mind, Myth and Culture: Eliot and Anthropology”. In: CHINITZ, D. E. (org.). A Companion to T. S. Eliot. Oxford:
Wiley-Blackwell, 2009, p. 79-90.
MORETTI, F. “De A terra desolada ao paraíso artificial”. In: ___. Sinais e Signos da Modernidade. Tradução de Maria Beatriz de
Medina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 243-278.
PELLINI, P. “‘Cerveaux de Fruitier’, ‘Enculeurs de Mouches’: Per una genealogia del modernismo”. In: ___. Naturalismo e
Modernismo: Zola, Verga e la poetica dell’insignificante. Roma: Artemide, 2016, p. 185-237.
TATE, A. “Religion and the Old South”. In: ___. On the Limits of Poetry: Selected Essays, 1928-1948. Nova York: The Swallow
Press & William Morrow & Co., 1948, p. 305-323.
Aula 3
CRAWFORD, R. Young Eliot – from St. Louis to The Waste Land. Nova York: Farrar, Straus & Giroux, 2015.
KERMODE, F. “T. S. Eliot: O Último Clássico”. In: Um Apetite pela Poesia. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo:
Edusp, 1993, p. 115-124.
LITZ, A. W. (ed.). Eliot in His Time: essays on the occasion of the fiftieth anniversary of The Waste Land. Princeton: Princeton
University Press, 1972.
RAINEY, L. Revisiting The Waste Land. New Haven e Londres: Yale University Press, 2005.
SHEPPARD, R. “The Crisis of Language”. In: BRADBURY, M.; MACFARLANE, J. (orgs.). Modernism: a guide to European
literature 1890-1930. Londres: Penguin, 1991 [1976], p. 323-336.
Áudios e gravações:
T. S. Eliot lê A Terra Devastada:
• Gravação de 1933 disponível em The Poetry Archive: https://poetryarchive.org/poet/t-s-eliot/.
• Gravação de 1935 disponível no site do Center for Programs in Contemporary Writing da Universidade da Pensilvânia:
https://writing.upenn.edu/pennsound/x/Eliot.php.
BBC In Our Time: The Waste Land and Modernity. Transmitido em 26/02/2009. Disponível em:
https://www.bbc.co.uk/programmes/b00hlb38

Programa

Aula 1 - Uma interpretação da política e das classes.

Leitura obrigatória: Singer, André. O lulismo em crise: um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016). São Paulo: Companhia das Letras, 2018. Trechos: introdução e conclusão.
Leituras complementares:
Avritzer, Leonardo. Operação Lava Jato, judiciário e degradação institucional. In: Kerche, Fábio & Feres Junior, João. Operação Lava Jato e a democracia brasileira. São Paulo: Contracorrente, 2018.
Limongi, Fernando. Impedindo Dilma. Novos Estudos. CEBRAP, v. especial, p. 3, 2017.

Aula 2 - Uma visão da economia

Leitura obrigatória: Carvalho, Laura. Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico. São Paulo: Todavia, 2018. Trechos: pp. 32-53 e pp. 97-115
Leituras Complementares: Rugitsky, Fernando. Milagre, miragem, antimilagre: a economia política dos governos Lula e as raízes da crise atual. Revista Fevereiro, v. 9, p. 40-50, 2016.
Rugitsky, Fernando. Outra fantasia desfeita, outro balanço crítico. Novos Estudos. CEBRAP, v. 37, p. 169-173, 2018

Aula 3 - Uma visão da cultura e do pensamento brasileiros

Leitura obrigatória: Schwarcz, Lilian. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Trechos: pp. 152-173 e 223-237
Leitura Complementar: Botelho, André. O retorno da sociedade: política e interpretações do Brasil. Petrópolis: Editora Vozes, 2019. Trecho: pp. 163-184.


Aula 4 - Uma visão da sociedade: trabalho, religião e educação

Leitura obrigatória: Sabino, A. ; Abilio, Ludmila. Uberização: o Empreendedorismo como novo nome para a exploração. Revista Jurídica Trabalho e Desenvolvimento humano, v. 02, pp. 109-135, 2019.
Leituras Complementares: Valle, Vinícuis. Entre a religião e o lulismo: um estudo com pentecostais em São Paulo. São Paulo: Editora Recriar, 2019. Trechos: pp. 219-242
Costa, Henrique. Entre o lulismo e o ceticismo: um estudo com bolsistas do prouni de São Paulo. São Paulo: Alameda, 2018. Trechos: pp. 217-274

Aula 5 - Uma visão dos militares e fechamento

Programa

AULA 1 - A história da música de concerto em São Paulo e no Rio de Janeiro
Os ciclos de institucionalização: dos “os vôos da galinha” à universidade.
Compositores: origens sociais e trajetórias.
Peças e procedimentos: questões de análise musical em Sociologia.
Bibliografia geral
GUÉRIOS, Paulo Renato. Heitor Villa-Lobos: o caminho sinuoso da predestinação.
Curitiba: Edição do autor, 2009.
KATER, Carlos. Música Viva e H.-J. Koellreutter. Movimentos em direção à
modernidade. São Paulo: Atraves/Musa, 2001.
SILVA, Flávio. Camargo Guarnieri, o tempo e a música. Rio de Janeiro/São Paulo:
Funarte/Imprensa Oficial, 2001.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
Bibliografia complementar
AZEVEDO, Luiz Heitor C. de. 150 anos de música no Brasil: 1800-1950. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1956
NEVES, José Maria. Música contemporânea brasileira. Rio de Janeiro: Contracapa,
2008.

AULA 2 - Travessias: possíveis leituras sociológicas sobre o cancioneiro de
Milton Nascimento nas décadas de 1960 e 1970
- A Era dos Festivais, as gravadoras norte-americanas e as possibilidades para
propagação mediática
- Milagre dos Peixes – produção musical nos Anos de Chumbo
- Regionalismos na canção: capilaridades da produção miltoniana e negociação com os
pares
Bibliografia geral
AMARAL, Chico. 2018. A música de Milton Nascimento. Belo Horizonte: Editora
UFMG.
DUARTE, Maria Dolores Pires do Rio. 2009. Travessia – A vida de Milton
Nascimento. Rio de
Janeiro: Record.
Bibliografia complementar
DIAS, Marcia Tosta. 2008. Os donos da voz – Indústria fonográfica brasileira e
mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo.
ELIAS, Norbert. 1991. Mozart – Sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Zahar.
ORTIZ, Renato. 1988. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense.

AULA 3 – Música experimental contemporânea no Brasil: ruído, improvisação e
arte sonora
A experiência dos Seminários Livres de Música da Universidade Federal da Bahia
A música experimental contemporânea: criação de instrumentos; encontros de
improvisação livre; e o ruído como elemento expressivo.
Diálogos possíveis entre a música e a arte contemporânea: práticas e conceitos.
Bibliografia geral
CAMPESATO, Lílian. “Dialética do ruído”. XX Congresso da Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-Graduação em Música. Florianópolis, 2010.
DEL NUNZIO, Mario Ossent. Práticas colaborativas em música experimental no Brasil
entre 2000 e 2016.
IAZZETTA, Fernando. “Técnica como meio, processo como fim”. In: Maria Alice Volpato
(org.). Teoria, crítica e música na atualidade. Série Simpósio Internacional de
Musicologia da UFRJ, Rio de Janeiro, 2012.
______. “Sounds from Elsewhere: Episodes for a History of Brazilian Sound Art”. In:
Ruy Chaves; Fernando Iazzetta (orgs.). Making it Heard: A History of Brazilian Sound
Art. New York: Bloomsbury, 2019.
McNALLY, James. São Paulo Underground: Creativity, Collaboration, and Cultural
Production in a Multi-Stylistic Experimental Music Scene. A dissertation submitted in
partial fulfillment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy (Music:
Musicology) in the University of Michigan. 2019.
Bibliografia complementar
ATTALI, J. Bruits. Essai sur l’économie politique de la musique. Paris: Fayard / PUF,
2001.
CACCURI, Vivian. O que faço é música. Rio de Janeiro: 7 letras, 2013.
HEINICH, Nathalie. Práticas da arte contemporânea: uma abordagem pragmática a um
novo paradigma artístico. Sociologia e Antropologia. Rio de Janeiro, V.02.02: 373-390,
Outubro, 2014.
SIQUEIRA, Maria Fantinado Géo. Que música é essa? Reflexões sobre o trabalho de
campo com grupos experimentais. Verso e Reverso, vol. XXVII, n. 66, setembro-
dezembro 2013.

AULA 4 - O início do rap em São Paulo e as estruturas da indústria fonográfica
nos anos 90
O que é ser "independente"? Uma visão das gravadoras e selos de rock e de rap

O "sub-campo" do rap em São Paulo: concursos nos bailes black, shows precários e a
preponderância dos Racionais MC's e do Sampa Crew
O rap dos anos 90 visto pelo jornalismo cultural
Bibliografia geral
APPELROUTH, Scott; KELLY, Crystal - Rap, Race and the (Re)production of
boundaries. Sociological Perspectives Vol. 56, No. 3 (Fall 2013), pp. 301-326 (26
pages) https://www.jstor.org/stable/10.1525/sop.2013.56.3.301
HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip-hop invadem a cena. 2 ed. Rio de Janeiro,
Editora UFRJ, 2005.
HERTZMAN, Marc A. Making Samba: A New History of Race and Music in Brazil.
Duke University Press. 2013
MACEDO, Márcio.Hip-Hop SP: Transformações entre uma cultura de rua, negra e
periférica. In: Pluralidade Urbana em São Paulo: vulnerabilidade, marginalidade,
ativismos. KOWARICK, L.; FRUGOLI JR, H.. (Orgs.). 1ed. São Paulo, Ed. 34. 2016, v.
, p. 23-53.
Bibliografia complementar
ALEXANDRE, Ricardo. Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e
memórias do rock brasileiro. São Paulo, Arquipélago. 2013
DIAS, Marcia Tosta. Os donos da voz – Indústria fonográfica brasileira e
mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo. 2008.
FORMAN, Murray; NEAL, Mark Anthony (orgs.). That's the Joint!: The Hip-Hop
Studies Reader. Routledge, 2011
MICELI, Sergio. O papel político dos meios de comunicação de massa. In Brasil: o
trânsito da memória (orgs. Saúlo Sosnowski e Jorge Schwartz). São Paulo, Edusp,
1994.

AULA 5 - Os caminhos da música caipira na fonografia brasileira
Música caipira vira música sertaneja nos anos 60
Agronegócio e migração
Desprezo e admiração pelo caipira na música brasileira
Revalorização simbólica da música caipira no final do século
Bibliografia geral
ALONSO, Gustavo. Cowboys do Asfalto: música sertaneja e modernização brasileira.
1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
VILELA, Ivan. Cantando a própria história: música caipira e enraizamento. São
Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.
SANTOS, Diego Tavares dos. O coração do Brasil: formação social da música
caipira e da música sertaneja no seio da modernidade brasileira (1930-1980). São
Paulo, 2019. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade de São Paulo.
SANT’ANNA, Romildo. A moda é viola: ensaio do cantar caipira. 2ª ed. revis. e ampl.
São Paulo: Arte & Ciência, 2009.

Bibliografia geral
ALEXANDRE, Ricardo. Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e
memórias do rock brasileiro. São Paulo, Arquipélago. 2013
ANDRADE, Elaine Nunes (org.). Rap e educação, rap é educação. São Paulo,
Summus, 1999.
DIAS, Marcia Tosta. 2008. Os donos da voz – Indústria fonográfica brasileira e
mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo.
ELIAS, Norbert. 1991. Mozart – Sociologia de um gênio. Rio de Janeiro: Zahar.
MICELI, Sergio. O papel político dos meios de comunicação de massa. In Brasil: o
trânsito da memória (orgs. Saúlo Sosnowski e Jorge Schwartz). São Paulo, Edusp,
1994.
MICELI, Sergio. A Noite da Madrinha. São Paulo: Companhia das Letras, 2005a.
MICELI, Sergio - No ar em Belíndia – A indústria cultural hoje. In: A Noite da
Madrinha. São Paulo: Companhia das Letras, 2005b.
MIDANI, André. Do Vinil ao Download. São Paulo: Casa dos Livros, 2015.
ORTIZ, Renato. 1988. A moderna tradição brasileira. São Paulo: Brasiliense.

Programa

Primeira Aula (08/02/2024): Apresentação de um breve histórico (uma linha do tempo) da inserção de estudantes público da educação especial na Rede Municipal de Ensino da Cidade de São Paulo. A partir da legislação geral (Nacional e Internacional) e específica da Rede.
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para
assuntos jurídicos. Congresso nacional. Brasília: diário oficial da união, 05 de outubro de 1988. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&gt;. Acesso em: 20 nov. 2023.
Brasil. Secretaria de Educação Especial. Plano Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva - pneepei/mec. Brasília: secretaria de educação especial, 2008. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf&gt;. Acesso em: acesso em: acesso em: 19 out. 2023 .
Brasil. Lei n. 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
(estatuto da pessoa com deficiência). Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para assuntos jurídicos.
Congresso nacional. Brasília: diário oficial da união, 27 de jul. 2015. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm&…;.
Acesso em: 20 nov. 2023
São Paulo. Decreto 57.379, de 13 de outubro de 2016. “institui no sistema municipal de ensino a política paulistana
de educação especial, na perspectiva da educação inclusiva.” Diário oficial
De 13 outubro 2016.

Segunda Aula (15/02/2024): Barreiras e acessibilidade nas escolas Diee/sme; guia de acessibilidade; 2020. Disponível em: https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp
content/uploads/2021/09/guia_acessibilidade_web-1.pdf. Acesso em 19.out.2023
Sassaki, rK.; inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista nacional de reabilitação (reação), São Paulo, ano xii, mar./abr. 2009, p. 10-16

Terceira Aula (22/02/2024): Metodologias e Práticas Pedagógicas baseadas no Desenho Universal Para a Aprendizagem (DUA).
Zerbato, Ana Paula. Desenho universal para aprendizagem na perspectiva da inclusão escolar: potencialidades e limites de uma formação colaborativa. 2018. Tese (doutorado em educação especial) Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9896

Zerbato, Ana Paula; mendes, Enicéia Gonçalves. O desenho universal para a aprendizagem na formação de professores: da investigação às práticas inclusivas. Dez/2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ep/a/xrthmt5hhn6d9csqcn3hhsm/?format=html&lang=…
Aranha, Maria Salete Fábio. Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2003.
Bersch, r. Tecnologia assistiva e educação inclusiva. In: ensaios pedagógicos, Brasília: seesp/mec,2006.
Capellini, Vera Lucia Messias Fialho.; Zerbato, Ana Paula. O que é o ensino colaborativo. São Paulo: edicon, 2019.
Mantoan, Maria. Teresa. Eglér. (org.). Educação e inclusão: entendimento, proposições e práticas. Blumenau:
edifurb, 2020. P. 181-202.

Programa

Aula 1: Sobre Teodolitos, drones, mapas e cartas.

Aula 2: VANT’s e Georreferenciamento – A arte de medir a terra a partir do céu.

Bibliografia

SALVADOR DE OLIVEIRA. 7 Crônicas para quem gosta de medir. São Paulo-SP: Editora Nojosa, 2024.

 

Programa

Aula 1. 03/02/25 — Contextualização do Dialogo del reggimento di Firenze e principais temáticas discursivas;
Aula 2. 05/02/25 — Contextualização do ‘O Perfuraneve’, suas adaptações, gêneros discursivos e primeiros diálogos;
Aula 3. 10/02/25 — Governo d’uno: toda tirania é ruim?
Aula 4. 12/02/25 — Governo di molti: toda democracia é boa?
Aula 5. 17/02/25 — Governo di alcuni: toda moderação é a melhor saída?
Aula 6. 19/02/25 — Principais enunciados, conceitos e símbolos;
Aula 7. 24/02/25 — Discursos, argumentos e polêmicas sobre as temáticas;
Aula 8. 26/02/25 — Relevância dos conteúdos investigados na atualidade.

Referência bibliográfica:
BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. São Paulo: Editora 34, 2016.
_____. Para uma filosofia do ato responsável. Trad. Valdemir Miotello e Carlos Alberto Faraco. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010.
GUICCIARDINI, Francesco. Opere inedite di Francesco Guicciardini / Dialogo del reggimento di Firenze, Illustrate da Giuseppe Canestrini e pubblicate per cura dei conti Piero e Luigi Guicciardini, Barbèra, Bianchi e Comp. Firenze: Tipografi-Editori, Via Faenza, 1858. Disponível em: https://archive.org/details/opereineditedif27guicgoog/mode/2up?view=the…, acesso em julho/2024.
LOB, Jacques; ROCHETTE, Jean-Marc. O Perfuraneve (título original: Snowpiercer: Le Transperceneige, de 1983). São Paulo: Editora Aleph, 2015.
O EXPRESSO do amanhã. Direção: Clare Kilner; et al. Produção: Marty Adelstein; et al. Interpretes: Sean Bean; Daveed Diggs; Jennifer Connelly; et al. [S.I]: Netflix Studios, 2020. Série adaptada da plataforma streaming Netflix.

O EXPRESSO do amanhã. Direção: Bong Joon-ho. Produção: Park Chan-wook; et al. Roteiro: Bong Joon-ho; Kelly Masterson. Interpretes: Chris Evans; Song Kang-ho; Tilda Swinton; et al.Praga: Barrandov Studios, 2013. Plataforma de streaming Prime Videos (126 min.), son. color. Legendado. Port. História por Bong Joon-ho e baseado no romance gráfico Le Transperceneige de Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette.

Programa

Aula 1: Primeiros passos com a Semiótica Discursiva
(i) O que é a Semiótica Discursiva – as noções de texto e de percurso gerativo do sentido
(ii) Elementos do nível fundamental
(iii) Elementos do nível narrativo

Aula 2: Mais noções teóricas da Semiótica Discursiva
(i) Elementos do nível discursivo (sintaxe discursiva)
(ii) Elementos do nível discursivo (semântica discursiva)
(iii) Plano de expressão e plano de conteúdo

Aula 3: A Semiótica aplicada a análises de literatura para investigar construções de personagens negras
(i) Construções figurativas e temáticas de personagens negras de O Cortiço e de Maria Felipa;
(ii) Exames sobre agência e passividade de personagens negras de O Cortiço e de Maria Felipa;
(iii) Outras estratégias discursivas: sanções e enunciação

Aula 4: A semiótica aplicada a análises de visualidades e de sonoridades
(i) Semiótica visual e multimodalidade: a construção de sentidos em textos destes tipos
(ii) Semiótica e som: semiótica da canção; figurativização sonora na escrita etnográfica

Bibliografia


ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, Renato. A tradução da experiência de campo para um escrito etnográfico: figurativização sonora em Tristes trópicos. Dissertação (Mestrado em Semiótica e Linguística Geral) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.
ALONSO ALDAMA, Juan. La tension politique: pour une sémiotique de la conflictualité. Paris: L’Harmattan, 2023.
ARRAES, Jarid. Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis. São Paulo: Seguinte, 2020.
AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora BestBolso, 2016.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria do discurso: fundamentos semióticos. 3a ed. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2001.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Editora Ática, 2011.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. Tradução de Mario Laranjeira. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. Trad. Grupo CASA. Bauru, SP: Edusc, 2003.
FIORIN, José Luiz. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2016.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e Ideologia. 8. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010.
FLOCH, Jean-Marie. Petites mythologies de l'oeil et de l'esprit: pour une sémiotique plastique. Paris-Amsterdam: Hadès-Benjamins, 1985.
GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244.
GREIMAS, Algirdas Julien. Semiótica figurativa e semiótica plástica. Significação: Revista Brasileira de Semiótica, n. 4, p. 18-46, 1984.
GREIMAS, Algirdas Julien. Sobre o Sentido II: Ensaios semióticos. Trad. Dilson Ferreira da Cruz. São Paulo: Cultrix, 2014.
GREIMAS, Algirdas Julien; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. Tradução de Alceu Dias Lima, Diana Luz
Pessoa de Barros, Eduardo Peñuela Cañizal, Edward Lopes, Ignacio Assis da Silva, Maria José Castagnetti Sombra, Tieko Yamaguchi Miyazaki. São Paulo: Contexto, 2016.
LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes trópicos. Tradução: Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
LOPES, Ivã Carlos. Entre expressão e conteúdo: movimentos de expansão e condensação. Itinerários (UNESP), Araraquara - SP, v. 1, n. espec., p. 65-75, 2003.
LOPES, Ivã Carlos; SOUZA, Paula Martins de (org.) . Estudos semióticos do plano da expressão. São Paulo: FFLCH-USP, 2018. E-book disponível em
https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/314
MANCINI, Renata; BEIVIDAS, Waldir; LOPES, Ivã Carlos (org.). Semiótica: horizontes, perspectivas, debates. Campinas, SP: Pontes, 2024. E-book disponível em https://ponteseditores.com.br/loja3/pontes-editores-home- 2__trashed/ebook/lancamento-e-book/semiotica-horizontes-perspectivas-debates/
MANCINI, Renata; GOMES, Regina (org.). Semiótica do sensível: questões do plano da expressão. São Paulo: Editora Mackenzie, 2020.
MBEMBE, Achile. A Crítica da Razão Negra. Trad. Marta Langa. Lisboa: Antígona, 2014.
QUEIROZ, Eduardo Prachedes. Personagens negras de O Cortiço: convergências com estereótipos. Estudos Semióticos, São Paulo, Brasil, v. 18, n. 3, p. 93–110, 2022. DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2022.198432.
Disponível em: https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/198432 Acesso em: 4 mar. 2025.
QUEIROZ, Eduardo Prachedes. A mulher negra heroína – análise do cordel Maria Felipa. Entrepalavras, Fortaleza, V. 13, N. 3, E2716, p. 213-231, Set.-Dez./2023. DOI: 10.22168/2237- 6321-32716. Disponível em:
http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/… Acesso em: 4 mar. 2025.
SARAIVA, José Américo Bezerra; LEITE, Ricardo Lopes. Exercícios de semiótica discursiva. Fortaleza: Imprensa Universitária UFC, 2017. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24993/1/2017_liv_jabsaraiva…
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. Tradução: Antônio Chelini, José Paulo Paes, Izidoro Blikstein. São Paulo: Cultrix, 2012.
SEEGER, Anthony. Por que cantam os Kĩsêdjê: uma antropologia musical de um povo amazônico. Tradução de Guilherme Werlang. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.
TATIT, Luiz. Estimar canções: estimativas íntimas na formação do sentido. Cotia: Ateliê Editorial, 2016.