Programa

Aula 1 – Winckelmann e a descoberta da Grécia
Tópicos:
O céu benfazejo e o zênite da arte;
O deslocamento da imitação;
Ideal entre beleza e expressão;
Bibliografia primária:
Johann Joachim, WINCKELMANN. Reflexões sobre a arte antiga. Introdução de Gerard
Bornheim, Tradução de Hebert Caro, Leonardo Tochtrop. Porto Alegre: Movimento, 1975.

Aula 2 – Herder e a vertigem da origem
Tópicos:
A questão de Shakespeare – contra o Classicismo francês;
Origem e originalidade;
Uma visão renovada da natureza;
Bibliografia primária:
HERDER, Joahn Gottfried. Escritos sobre estética e literatura. Tradução, introdução e notas de
Pedro Augusto Franceschini e Marco Aurélio Werle. São Paulo: EDUSP, 2019.

Aula 3 – F. Schlegel e a solução romântica
Tópicos:
Formação natural e artificial;
Eterna história natural da arte;
Poesia universal progressiva.
Bibliografia primária:
SCHLEGEL, Friedrich. Sobre o estudo da poesia grega. Tradução, apresentação e notas de
Constantino Luz de Medeiros. São Paulo: Iluminuras, 2018.
______. O dialeto dos fragmentos. Tradução, apresentação e notas de Márcio Suzuki. São
Paulo: Iluminuras, 2021.

Aula 4 – Hegel, o Ideal e o fim da arte
Tópicos:
A articulação da filosofia da bela arte;
As formas de arte e o sistema das artes particulares;
O caráter de passado da arte.

Bibliografia primária:

HEGEL, G. W. F. Cursos de Estética, Volume I. Tradução de Marco Aurélio Werle e Oliver
Tolle. 2ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015a.
______. Cursos de Estética, Volume II. Tradução de Marco Aurélio Werle e Oliver Tolle. 2ª ed.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014a.
______. Cursos de Estética, Volume III. Tradução de Marco Aurélio Werle e Oliver Tolle. 1ª
ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014b.
______. Cursos de Estética, Volume IV. Tradução de Marco Aurélio Werle e Oliver Tolle. 1ª
ed., 1ª reimpressão. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015b.

Bibliografia complementar:

CAMPANA, F. The End of Literature, Hegel, and the Contemporary Novel. Palgrave
MAcmillan, 2019.
CASSIRER, Ernst. A filosofia do Iluminismo. Tradução de Álvaro Cabral. Campinas: Editora da
UNICAMP, 1997.
GOETHE, Johan Wolfgang von. Winckelmann und sein Jahrhundert. In: Sämtliche Werke.
Volume 19. Frankfurt: Deutscher Klassiker Verlag, 1998.
PATER, Walter. O Renascimento. Tradução e notas: Jorge Henrique Bastos. São Paulo:
Iluminuras, 2014.
SCHELLING, F. W. J. Filosofia da arte. Introdução, tradução e notas de Márcio Suzuki. São
Paulo: EDUSP, 2010.
SCHLEGEL, August Wilhelm. Doutrina da arte. Tradução, introdução e notas de Marco
Aurélio Werle. São Paulo: EDUSP, 2014.
SZONDI, Peter. Poetik und Geschichtsphilosophie. Volumes 1 e 2. Frankfurt: Suhrkamp, 1974.
WERLE, Marco Aurélio. A aparência sensível da ideia: estudos sobre a estética de Hegel e a
época de Goethe. São Paulo: Edições Loyola, 2013.
WINCKELMANN, Johann Joachim. History of the Art of Antiquity. Introdução de Alex Potts.
Tradução de Harry Francis Mallgrave. Los Angeles: Getty Research Institute, 2006.

Programa

Aula 1: China até 1949

Aula 2: A península coreana durante a colonização japonesa (1910-1945)

Aula 3: A China socialista

Aula 4: O socialismo na Coreia do Norte e o capitalismo na Coreia do Sul

Aula 5: Resumo comparativo e esclarecimento de dúvidas

Bibliografia


DA SILVA, Maria Clara Vilela Alves. HALLYU E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NA COREIA DO SUL: O fortalecimento das indústrias culturais domésticas e a difusão global da cultura popular sul-coreana na estratégia de desenvolvimento econômico do país. 2023. Tese de Láurea (Bacharel em Direito) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. Disponível em:
https://bdta.abcd.usp.br/item/003183059.
FAIRBANK, John K.; GOLDMAN, Merle. China: A New History, Second Enlarged Edition. Cambridge: Harvard University Press, 2006.
GREHS FALLER, Roberta. O regime militar sul-coreano: Condicionantes, repressão interna e pressão internacional. 2025. 76 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Relações Internacionais) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2025. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/290812.
JIN, Dal Yong. The power of the nation-state amid neo-liberal reform: Shifting cultural politics in the new Korean Wave. Pacific Affairs, v. 87, n. 1, p. 71-92, 2014.
JEONG, Jong-Ho. Ethnoscapes, mediascapes, and ideoscapes: Socio-cultural relations between South Korea and China. Journal of international and area studies, p. 77-95, 2012.
KARL, Rebecca E. Mao Zedong and China in the Twentieth-century World. London: Durham University Press, 2010.
KIM, Kyung-Ai. Nationalism: An advocate of, or a barrier to, feminism in South Korea. In: Women's Studies International Forum. Pergamon, 1996. p. 65-74.
KWON, Heonik. After the Korean War: An Intimate History. New York: Cambridge University Press, 2020.
LANKOV, Andrei. North of the DMZ: Essays on daily life in North Korea. North Carolina: McFarland & Company, 2007.
MACEDO, Emiliano Unzer. A Montanha e o Urso: Uma História da Coreia. Amazon, 2018.
MAO TSÉ-TUNG. Obras escolhidas de Mao Tsé-Tung. São Paulo: Alfa-Omega, 1979.
________________. O Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung: citações do presidente Mao. São Paulo: Martins Claret, 2004 (1966).
MEISNER, M. Mao Zedong: A political and intellectual portrait. Cambridge: Polity Press, 2007.
MESSERLIN, Patrick A.; SHIN, Wonkyu. The success of K-pop: How big and why so fast?. Asian Journal of Social Science, v. 45, n. 4-5, p. 409-439, 2017.
MITU, Bianca. Confucianism and the Contemporary Korean society. Romanian Journal of Sociological Studies, n. 1, p. 31-38, 2015.
OKAMOTO, Julia Yuri. As “mulheres de conforto" da guerra do pacífico. Revista de Iniciação Científica em Relações Internacionais, v. 1, n. 1, p. 91-108, 2013.
SHIN, Gi-Wook. Ethnic Nationalism in Korea: Genealogy, Politics, and Legacy. Stanford: Stanford University Press, 2006.
SNOW, Edward; FAIRBANK, John K. Red Star over China: The Classic Account of The Birth of Chinese Communism. New York: Grove Press, 1994 [1937].
SOUZA, Kira Popov Custódio Castro; PINHEIRO, Luís Guilherme Rodrigues. O Japão imperialista:“patterns of race war” em uma análise cultural sobre a China e a Coreia de 1894 a 1945. Conexões Internacionais, v. 5, n. 1, 2024.
SUN YAT-SEN. Três Princípios do Povo (San Min Chu I). São Paulo: Editora Calvino, 1944 (1924).
WU, Yiching. The Cultural Revolution at the Margins: Chinese Socialism in Crisis. Estados Unidos: Harvard University Press, 2014.
XIE, Chuntao. Governing the Party: How the CPC Works. Beijing: New World Press, 2017.
YOO, Theodore Jun. The Koreas: The Birth of Two Nations Divided. Berkeley: University of California Press, 2022.
ZHAO Suisheng. A nation-state by construction: Dynamics of modern Chinese nationalism. Stanford, California: Stanford
University Press, 2004.

Programa

 

Ementa:
1. Introdução à abordagem bourdieusiana sobre o Estado;
2. As elites e a composição da Nobreza de Estado;
3. O Estado e a abordagem simbólica do material.
 
Programa
 
Aula 1
 
BOURDIEU, P. La noblesse d’état: grandes écoles et esprit de corps. Paris: Les Éd. de Minuit, 1989.
Leituras complementares:
BOURDIEU, Pierre. O novo capital. In: __. Razões práticas. Sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus, 1996, p.35-52.
DENORD, F.; LAGNEAU-YMONET, P. Le concert des puissants. Paris: Raisons d’agir, 2016.
WACQUANT, Loïc. Lendo o “capital” de Bourdieu. Educação & Linguagem. São Bernardo do Campo, SP, ano 10, n.16, jul.-dez. 2007, p.37-62.
 
Aula 2
 
BOURDIEU, Pierre. Espíritos de estado: gênese e estrutura do campo burocrático. In: ____. Razões práticas. Sobre a teoria da ação. Campinas, SP: Papirus, 1996, p. 91-135.
BOURDIEU, Pierre. De la maison du roi à la raison d'État. Un modèle de la genèse du champ bureaucratique. Actes de la Recherche en Sciences Sociales, Paris, v. 118, juin 1997. p. 55-68. http://www.persee.fr/docAsPDF/arss_0335-5322_1997_num_118_1_3222.pdf
LENOIR, Rémi. Estado. In: CATANI, A.M.; NOGUEIRA, M.A.; HEY, A.P.; MEDEIROS, C. (orgs). Vocabulário Bourdieu. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. p. 184-186.
STEINMETZ, George. Pierre Bourdieu, On the State. Lectures at the Collège de France 1989- 1992. Cambridge: Polity, 2015, 480 pp. Sociologica, Fascicolo 3, settembre-dicembre 2014. https://www.rivisteweb.it/download/article/10.2383/79484
 
Aula 3
 
BOURDIEU, Pierre. As estruturas sociais da economia. Porto: Editora Campo das Letras, 2006.
Leituras complementares:
BOURDIEU, Pierre. “A demissão do Estado”. In: _____(Org.). A miséria do mundo. Petrópolis: Editora Vozes, 1997.
BOURDIEU, Pierre. Contrafogos: táticas para enfrentar a invasão neoliberal. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
BOURDIEU, Pierre. “Curso de 12 de dezembro de 1991”. In:____ (Org.). Sobre o Estado. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Programa

A música é uma atividade humana fundamental, presente nos mais diversos contextos sociais. A partir do conceito de musicar (SMALL, 1998), podemos pensar a música como um processo amplo, envolvendo uma cadeia de agentes e dinâmicas sociais que vão além do produto da feitura musical. Historicamente, a música tem ocupado um lugar central na produção de diferentes arranjos entre marcadores sociais da diferença, tais como classe, gênero, raça e sexualidade. É também um forte catalisador na construção de localidades. A bibliografia do curso, composta de trabalhos de Antropologia, Etnomusicologia e outras áreas, traz exemplos destes processos úteis para o enriquecimento de pesquisas que dialoguem com o fazer musical.


Aula 1 : Marcadores Sociais da Diferença

ZAMBONI, Marcio. Marcadores sociais da diferença. In: Sociologia: grandes temas do conhecimento (Especial Desigualdades). São Paulo, pp.14-18, 2014.
PISCITELLI, Adriana. Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras. In: Sociedade e Cultura, 11(2), pp. 263-269, 2008.
FACCHINI, Regina. “Não faz mal pensar que não se está só”: estilo, produção cultural e feminismo entre as minas do rock em São Paulo. In: Cadernos Pagu, (36), pp.117-153, janeiro-junho de 2011.

Aula 2 : Antropologia e música

HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. A música e o risco. São Paulo: Edusp, 2006. (cap. 1, pp.47-70).
MITCHELL, J. Clyde. A dança Kalela: aspectos das relações sociais entre africanos urbanos na Rodésia do Norte. (1956) In: FELDMAN-BIANCO, Bela (org.). Antropologia das sociedades contemporâneas. São Paulo: Editora Unesp, 2009. (pp. 1-66)
(Leitura complementar): BLACKING, J. How musical is men? London, Faber & Faber, 1973. (pag. 32-53)


Aula 3: O musicar e a participação

VILLELA, Alice et al. O musicar como trilha para a etnomusicologia. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n° 73, pp. 17-26, 2019.
BERTHO, Renan Moretti. Performance, significado e interação no musicar participativo/apresentacional de uma roda de choro. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n° 73, pp. 83-99, 2019.
(Leituras Complementares): SMALL, Christopher. Musicking: the meaning of performance and listening. Middletown: Wesleyan University Press, 1998. (prelúdio, pp. 1-18)
TURINO, Thomas. Music as social life: the politics of participation. Chicago, Londres: University of Chicago Press, 2008. (cap. 2, pp. 23-65)

Aula 4: (Trans)localidade

APPADURAI, Arjun. Soberania sem territorialidade: notas para uma geografia pós-nacional. In: Novos Estudos CEBRAP, n°49, novembro de 1997, pp. 33-46.
CHALCRAFT, Jasper; HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. O visto e o invísivel. In: Cadernos de Campo, n.25, pp.437-447, 2016.
CHALCRAFT, Jasper; SEGARRA, Josep Juan; HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. Bagagem desfeita: a experiência da imigração por artistas congoleses. In: GIS, v.2, n.1, p.302-308, 2017.
FARIA, Débora Costa de. “Narrativas musicais contemporâneas entre o local e o global: os casos do funk brasileiro e do kuduro angolano”. In: Cadernos de Arte e Antropologia, Vol. 7, n° 1, pp. 27-46, 2018.
(Leitura complementar): APPADURAI, Arjun. “The production of locality”. In: Modernity at large: cultural dimensions of globalization. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1996, pp. 178-199.

Aula 5: Gênero e música

SOUSA, Fernanda Kalianny Martins & RAMOS, Izabela Nalio. Leci Brandão e Sharylaine: distanciamentos e aproximações entre trajetórias femininas no samba e no hip-hop. In: SAGGESE et al. (orgs). Marcadores Sociais da Diferença: gênero, sexualidade e raça em perspectiva antropológica. São Paulo: Terceiro Nome; Editora Gramma, 2018. (pp. 77-95)
SOUZA, Valéria Alves de. Intersecções de raça, gênero, religiosidade e cultura: padrões de estética e beleza no bloco afro Ilú Obá De Min. In: SAGGESE et al. (orgs). Marcadores Sociais da Diferença: gênero, sexualidade e raça em perspectiva antropológica. São Paulo: Terceiro Nome; Editora Gramma, 2018. (pp. 329-345)

Aula 6: O som da periferia

VIANNA, Hermano. O mundo funk carioca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988. (caps. 1 e 2, pp.11-23)
FELTRAN, Gabriel de Santis. “Sobre anjos e irmãos: cinquenta anos de expressão política do ‘crime’ numa tradição musical das periferias”. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. n° 56, pp.43-72, 2013.


Aula 7: Subculturas e cenas

BECKER, Howard Saul. Outsiders: estudos de sociologia do desvio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009. (Cap. 5, pp. 89-110)
GUERRA, Paula; QUINTELA, Pedro. Culturas urbanas e sociabilidades juvenis contemporâneas: um breve roteiro teórico. In: Revista de Ciências Sociais, Vol. 47, n° 1, pp. 193-217, 2016.
(Leituras complementares): HEBIDGE, Dick. Subculture: the meaning of style. London: Methuen, 1979. (Cap. 4, pp.46-70)
CHAMBERS, Ian. A strategy for living: black music and white subcultures. In: HALL, S.; JEFFERSON, T. (eds.) Resistance through rituals: youth subcultures in post-war Britain. London: Hutchinson, 1976. (pp.157-173)

Aula 8: Música negra e autenticidade

GILROY, Paul. O Atlântico Negro. Modernidade e dupla consciência, São Paulo, Rio de Janeiro, 34/Universidade Cândido Mendes – Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2001 (cap. 3, pp. 157-221)

Aula 9: Música eletrônica de pista e a experiência clubber

FERREIRA, Pedro Peixoto. Transe maquínico: quando som e movimento se encontram na música eletrônica de pista. In: Horizontes Antropológicos. Ano 14, n.29, pp. 189-215, jan./jun. 2008.
BRAGA, Gibran Teixeira. “A pista é um laboratório”: corpos, afetos e experimentação em cenas de música eletrônica underground. Revista Visagem, Vol. 5, n° 1, pp. 223-252, 2019.
(Leitura Complementar): JACKSON, Phil. Inside clubbing: sensual experiments in the art of being human. New York; Oxford: Berg, 2004. (introdução, pp.1-6, cap. 2 e 3, pp. 15-34, e cap. 9, pp. 135-154)

Programa

Aula 1: política e literatura: uma relação secular
A aula inicial apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links, Google Sala de Aula, presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, uma introdução sobre as relações entre literatura e política, trabalhando conceitos básicos para o resto do curso como ideologia, posição política e mimésis. Por fim, uma discussão sobre realpolitik e o clássico de Machado de Assis, Teoria do medalhão.

Bibliografia principal:
ASSIS, M. de. Teoria do medalhão. Bauru: EDUSC, 2001.
AUERBACH, E. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2021.
BOBBIO, N. Direita e esquerda: razões e significados de uma distinção política. São Paulo: Editora Unesp, 2011.
Ricoeur, P. A ideologia e a utopia. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
Bibliografia complementar:
Maquiavel, N. O príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

Aula 2: entre conservadorismos e reacionarismos
A segunda aula será dividida em duas partes. A primeira será acerca das ideologias conservadoras e reacionárias, seus pontos de tensão e suas semelhanças, colocando Edmund Burke e Joseph de Maistre em diálogo. A segunda, em diálogo do professor principal com a presença da pesquisadora convidada Camila Uchoa, doutoranda em Literatura pela PUC-Rio, buscará compreender como essas ideologias se alastram para além da política, e sua
consequente visão sobre a arte. Para tal, serão postas em diálogo as noções de Roger Scruton sobre e beleza tradicional, a visão Nazista sobre arte degenerada e a visão progressista das vanguardas do século XX. Havendo tempo, também se discutirá o caso Sylvia Serafim Thibau e sua relação com o conservadorismo/reacionarismo no cenário brasileiro pré-Revolução de 30.

Bibliografia:
BURKE, E. Reflexões sobre a Revolução em França. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1982.
MAISTRE, J. de. Considerations on France. London: McGill-Queen’s University Press, 1974.
SCRUTON, R. Beleza. São Paulo: Realizações Editora, 2013.
Bibliografia complementar:
BÜRGER, P. Teoria da vanguarda. São Paulo: Cosac & Naify, 2012.
Hirschman, A. A retórica da intransigência: perversidade, futilidade, ameaça. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LINHA Direta. A primeira tragédia de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: Rede Globo, 7 de junho, 2007.
Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=9CLofFOd7Mw&lc=z225whsqroznflt11acdp43a… .
REIS, G. S.; SCHARGEL, S. Mensageiros do apocalipse: a melancolia de direita em Edmund Burke e Joseph de Maistre. 2021.
SCHARGEL, S. Resenha de A retórica da intransigência, de Albert O. Hirschman. 2021.
SCHARGEL, S. Serafim. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=tqcZVVPrs9E&ab_channel=LetexPucRio&fbcl… . Aprox. 19 min.

Aula 3: de uma melancolia de esquerda: socialismo, comunismo e social-democracia
A terceira aula terá, na primeira parte, o professor Guilherme Simões Reis como convidado para o diálogo com Sergio Schargel. Guilherme é professor da Escola de Ciência Política da UNIRIO e doutor pelo IESP/UERJ com uma tese sobre socialismo e social-democracia. O debate será sobre as divisões da esquerda do início do século XX, a partir de pensadores como Bernstein, Kautsky e Rosa Luxemburgo. Já a segunda parte da aula trará à discussão duas obras: São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Casei com um comunista, de Philip Roth.

Bibliografia principal:
BERNSTEIN, E. Socialismo evolucionário. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
Luxemburg, R. Reforma ou revolução?. Lisboa: Editorial Estampa, 1970.
RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1984.
ROTH, P. Casei com um comunista. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
Bibliografia complementar:
LENIN, V. Kautsky: a ditadura do proletariado; Lenin: a revolução proletária e o renegado Kautsky. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1979.
TRAVERSO, E. Melancolia de esquerda: marxismo, história e memória. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2018.

Aula 4: feminismo negro decolonial sob uma perspectiva periférica
A quarta aula será ministrada em diálogo com um coletivo de professoras convidadas do mestrado de Ciência Política e do mestrado de Museologia da UNIRIO: Brenda Rocha, Caroline Spagnolo, Dâmaris Burity, Júlia Cabral e Flávia Costa. A aula tem como objetivo discutir a relação entre feminismos negros e decolonialidade tendo como espinha dorsal o pensamento feminista decolonial e dando prioridade às reflexões de pensadoras feministas negras dentro de contextos e experiências periféricas. Além disso, haverá diálogos com a teoria marxista, a partir de conceitos como dependência e ideologia dominante, e com as obras literárias Luz em agosto e Quarto de despejo.

Bibliografia principal:
BAMBIRRA, V. O capitalismo dependente latino-americano. Florianópolis: Insular, 2012. Capítulos I, II, III, XI.
DAVIS, A. “O legado da escravidão: modelos para uma nova feminilidade”, “Racismo, controle de natalidade e direitos reprodutivos”. In: Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo. 2016.
GONZALEZ, L. Por um feminismo afrolatinoamericano: ensaios, intervenções e diálogos. / organização Flavia Rios e Márcia Lima – 1a ed. – Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
JESUS, C. M. de. Quarto de despejo – diário de uma favelada. São Paulo: Francisco Alves, 1960.
VIEIRA, I. J. Torto arado. São Paulo: Todavia. 2019.
Bibliografia complementar:
FANON, F. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005.
FAULKNER, W. Luz em agosto. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
MARX, K; ENGELS, F. “Feuerbach e a História”. In: A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

Aula 5: a maior invenção política do século XX: o Fascismo histórico
Por seu impacto histórico, o tema do fascismo permeará praticamente toda a segunda parte do curso. Nessa primeira aula, será tratado o fascismo como manifestação histórica, sua gênesis, sua formação, o que o diferencia de tudo o que havia existido na política antes e suas ramificações em outros países, como o Integralismo e o Nazismo. A interpretação marxista do fascismo. A segunda parte da aula trará um diálogo do professor principal com o pesquisador convidado Leandro Donner, mestre em Literatura pela PUC-Rio com uma dissertação sobre ressonâncias em Primo Levi e Roberto Bolaño e a experiência frente o totalitarismo.

Bibliografia principal:
BOLAÑO, R. A literatura nazista na América. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Levi, P. É isto um homem?. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1988.
MUSSOLINI, B. The political and social doctrine of fascism. 1932. Disponível em:
https://www.sjsu.edu/people/cynthia.rostankowski/courses/HUM2BS14/s0/Th….
PACHUKANIS, E. Fascismo. São Paulo: Boitempo, 2020.
SALGADO, P. O que é o Integralismo. São Paulo: Américas, 1933.
Bibliografia complementar:
GONÇALVES, L. P.; NETO, O. C. O fascismo em camisas verdes: do Integralismo ao neoIntegralismo. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2020.

Aula 6: totalitarismo: um conceito fértil para distopias
A primeira parte da discussão se dobrará sobre Origens do totalitarismo, de Hannah Arendt, com a intenção de conceitualizar a ideia de totalitarismo. Em consonante, será analisado o elo entre ideologia e distopia, bem como as razões pelas quais totalitarismos ficcionais são férteis em distopias. A segunda parte da aula colocará a obra de Arendt em diálogo com 1984, de George Orwell, e A nova ordem, de Bernardo Kucinski, para perceber como os traços do totalitarismo descrito por Arendt aparecem nessas ficções.

Bibliografia principal:
ARENDT, H. As origens do totalitarismo: totalitarismo, o paroxismo do poder. Rio de Janeiro: Editora
Documentário, 1978.
KUCINSKI, B. A nova ordem. São Paulo: Alameda, 2019.
LEPORE, J. A golden age for dystopian fiction. The New Yorker, New York, 05 jun. 2017. Disponível em:
https://www.newyorker.com/magazine/2017/06/05/a-golden-age-for-dystopia… .
ORWELL, G. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
SCHARGEL, S. A manhã renascer esbanjando poesia: papel da arte na luta contra o ur-fascismo e o anti-
intelectualismo. Dignidade Re:Vista, v. 4, n. 7. Disponível em: http://periodicos.puc-rio.br/index.php/dignidaderevista/article/view/923 .
SCHARGEL S. O sonho da ideologia produz monstros: fascismo, distopia e desumanização em Men against fire,
Black Mirror. Entrelaces, v. 10, n. 22. Disponível em: http://www.periodicos.ufc.br/entrelaces/article/view/60887 .
Bibliografia complementar:
Catástrofe. In: BECKETT, S. Samuel Beckett: The complete dramatic works. Londres: Faber & Faber, 2006.
FOUCAULT, Michel. Os anormais: curso no Collège de France. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MATOS, T. ‘1984’ e ‘A revolução dos bichos’: por que George Orwell é o único clássico na lista de mais vendidos de ficção no Brasil? G1, Rio de Janeiro, 20 mai. 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2019/05/20/1984-e-a-revolucao-dos… .
SCHARGEL, S. BraZil. Revista Valittera, v. 1, n. 2. Disponível em:
https://periodicosonline.uems.br/index.php/valit/article/view/3886/3315 .

Aula 7: autoritarismos: as ditaduras latino-americanas
Contando com a presença do pesquisador convidado Breno Neves, mestrando em Literatura pela PUC-Rio, a ideia central da aula é traçar um breve panorama e diálogo entre os dois professores acerca dos temas e debates que têm marcado a produção historiográfica relativa aos estudos das narrativas ditatoriais que ocorreram na América Latina. Com o foco nos países do cone sul, dentre eles a Argentina, Brasil e Chile, iremos fazer também uma conexão com a literatura produzida no pós-ditadura, para analisar como as obras literárias servem não só de testemunho para as atrocidades vividas durante os tempos de autoritarismo, mas como uma forma de manutenção da memória, verdade e justiça para aqueles que ainda buscam reparações de suas perdas. Como, por exemplo, K. o protagonista do romance de Bernardo Kucinski, que de uma forma kafkiana busca encontrar respostas para o desaparecimento de sua filha pelas mãos do regime militar brasileiro, perpassando por uma série de nuances como o medo e a repressão.

Bibliografia principal:
AVRITZER, L. O pêndulo da democracia. São Paulo: Todavia, 2019.
FICO, C. Além do golpe: versões e controvérsias sobre 1964 e a ditadura militar. Rio de Janeiro: Record, 2004.
FIGUEIREDO, E. A literatura como arquivo da ditadura brasileira. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2017.
KUCINSKI, B. K. Relatode uma busca. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
Bibliografia complementar:
NAPOLITANO, M. 1964: História do Regime Militar Brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014.
NOVARO, M.; PALERMO, V. A Ditadura Militar Argentina 1976-1983: Do Golpe de Estado à Reestruturação
Democrática. São Paulo-SP, Edusp.
ZAMBRA, Alejandro. Formas de voltar para casa. São Paulo: Cosac & Naify, 2014.

Aula 8: da necessidade de um conceito genérico do fascismo
A última aula retornará à discussão sobre fascismo, mas agora dando foco a fascismos contemporâneos. Serão colocados em diálogos algumas das principais interpretações do fascismo como conceito genérico, como a marxista, a liberal, a psicanalítica e a de Robert Paxton. Tomando a de Paxton como a interpretação mais completa, será discutido o fascismo como manifestação simultânea de quatro outros conceitos: reacionarismo, autoritarismo, nacionalismo e populismo. O fascismo como método de política, uma forma degenerada das democracias de massa contemporâneas. Os cinco estágios do fascismo de Paxton, do surgimento a entropia ou radicalização. O fascismo eterno de Umberto Eco. Por fim, na última parte do curso, essa base teórica será colocada em diálogo com duas obras: Não vai acontecer aqui, de Sinclair Lewis, e Ele está de volta, de Timur Vermes.

Bibliografia principal:
ECO, U. O fascismo eterno. Rio de Janeiro: Record, 2018.
LACLAU, E. On populist reason. Londres: Verso, 2005.
LEWIS, S. Não vai acontecer aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2017.
PAXTON, R. A anatomia do fascismo. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
VERMES, T. Ele está de volta. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2014.
Bibliografia complementar:
ADORNO, T. et al. The authoritarian personality. New York: Science Editions, 1964.
DUCHIADE, A. Onda nacionalista reedita velha batalha contra o iluminismo, diz historiador israelense. O Globo, Rio de Janeiro, 26 mai. 2019. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/onda-nacionalista-reedita-velha-batalha-… .
ER IST WIE DER DA (Ele está de volta). Direção: David Wnendt. Produção: Lars Dittrich e Christopher Müller. Roteiro: Mizzi Meyer e David Wnendt. Fotografia de HannoLentz. Deutschland: Mythos, 2015. Disponível em:
www.netflix.com .
EVANS, S. Timur Vermes’ Hitler novel: can the Führer be funny? BBC, 01 mai. 2013. Disponível em:
https://www.bbc.com/culture/article/20130417-is-it-okay-to-laugh-at-hit… .
FREEDOM HOUSE. New report: Freedom in the world 2020 finds established democracies are in decline.
Disponível em: https://freedomhouse.org/article/new-report-freedom-world-2020-finds-es… .
LIMA, R. et al. Medo da violência e apoio ao autoritarismo no Brasil. Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2017. Disponível em: http://forumseguranca.org.br/publicacoes_posts/medo-da-violencia-e-o-ap… .
ROTH, P. Complô contra a América. Trad. Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015.
REIS, G. S. Pela democracia, precisamos jogar fora o termo ‘populismo’. La Libertad de Pluma. Disponível em:
http://lalibertaddepluma.org/guilherme-simoes-reis-por-la-democracia-ne… .
RIEMEN, R. O eterno retorno do fascismo. Lisboa: Editorial Bizâncio, 2012.
SCHARGEL, S. “Fascism is once more at our doors, and we still refuse to see and treat it by its name: an interview with Cultural Philosopher Rob Riemen. Revista Cantareira, n. 33, 2020. Disponível em:
https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/40711 .

Programa

1. Introdução à Sociologia da Arte e à História Social da Arte
A. Maria Amélia et al. As novas regras do jogo: o sistema de arte no brasil. Porto Alegre:
Zouk, 2014.
B. FETTER, Bruna. Das reconfigurações contemporâneas do(s) sistema(s) da arte.
MODOS. Revista de História da Arte. Campinas, v2, n 3, p. 102-119. Set 2018.
C. HAUSER, Arnold. The Sociology of Art. Chicago: University of Chicago Press, 1982.
D. GRAMSCI, Antonio. Cadernos do cárcere. Volume 3: Maquiavel. Notas sobre o Estado
e a política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

2. O modernismo em questão (06/02/2024)
A. WALDMAN, T. À “frente” da Semana de Arte Moderna: a presença de Graça Aranha e
Paulo Prado. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 23, n. 45, p. 71–94, jun. 2010.
B. CAMARGOS, Marcia. Villa Kyrial. Crônica da belle époque paulistana. São Paulo:
Senac, 2000
C. __________________. Entre a vanguarda e a tradição: Os artistas brasileiros na
Europa (1912-1930). São Paulo: Alameda, 2011.
3. Os anos 1930 e as artes plásticas em São Paulo (07/02/2024)
A. FORTE, G. N. CAM e SPAM: Arte, Política e Sociabilidade na São Paulo Moderna, do
Início dos Anos 1930. Tese—University of São Paulo: [s.n.]

4. Os museus de Arte Moderna de São Paulo e o Sistema Internacional (08/02/2024)
A. SILVA, M. H. G. A política externa estadunidense e os museus de arte moderna de São
Paulo. Anais Congresso Patrimônio Cultural: Identidade e Imaginário, mai. 2023.
B. BARROS, Regina Teixeira de. Revisão de uma história: a criação do Museu de Arte
Moderna de São Paulo 1946-1949. Dissertação (Mestrado em Artes), Universidade de
São Paulo. São Paulo, 2002.
C. TOTA, Antonio Pedro. O amigo americano. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
D. ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Metrópole e cultura: São Paulo no
meio do século XX. São Paulo: EDUSP, 2015.
E. ALAMBERT, Francisco. CANHÊTE, Polyana. As bienais de São Paulo. São
Paulo: Boitempo, 2004

Programa

12/08- Aula 1- Definição de Aprendizagem baseada em jogos e gamificação

14/08- Aula 2- Aprendizagem baseada em jogos e gamificação aplicadas às aulas de língua e literatura

19/08- Aula 3- Ferramentas para gamificação

21/08- Aula 4- Atividades gamificadas e jogos

Bibliografia


FARDO, Marcelo Luís. A gamificação como estratégia pedagógica: estudo de elementos
dos games aplicados em processos de ensino e aprendizagem. Dissertação de mestrado.
2014. Disponível em https://repositorio.ucs.br/xmlui/handle/11338/457. Acesso em 19/09/2016.
GEE, Paul James. Bons videogames e boa aprendizagem. Trad. Gilka Girardello.
Perspectiva, v. 27, n. 1, 2009. Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/view/2175-
795X.2009v27n1p167/14515.
KLEIMAN, Angela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 14ª edição. Pontes. 2011.
KOCH, Ingedore Villaça.; ELIAS, Wagner Rodrigues. Ler e compreender os sentidos do
texto. São Paulo: Contexto, 2017.
LEFFA, V. J. Gamificação adaptativa para o ensino de línguas. In: Congresso IberoAmericano
de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação. Buenos Aires. Anais, 2014, p. 1- 12.
MACKEY, Margaret. Literacies across media: playing the text. London and New York:
Routledge, 2002.
MARCUSCHI. Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São
Paulo: Parábola Editorial, 2015.
MATTAR, João. Games em educação: como os nativos digitais aprendem. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2010.
OLIVEIRA, Cássia Joene Sobreira de. A responsividade em atividades de leitura mediadas por
objetos de aprendizagem (AO): uma análise comparativa. UECE, Fortaleza, 2015.
PRENSKY, Marc. Digital natives, digital immigrants. On the horizon, 9(5), 1-6.2001. Retrieved
April 30, 2003, Disponível em: http://www.marcprensky.com/writing/Prensky%20-
20Digital%20Natives,%20Digital%20Immigrants%20-%20Part1.pdf. Acesso em: 28/08/20.
RIBEIRO, Fernanda Rodrigues. Jogos educacionais digitais para o ensino em língua
portuguesa: uma proposta de avaliação didático-pedagógica e ergonômica. UECE, Fortaleza,
2013.
SCHLEMMER, Eliane. e LOPES, Daniel. Avaliação da aprendizagem em processos
gamificados: desafios para apropriação do método cartográfico. In: ALVES, Lynn; COUTINHO,
Isa de Jesus (orgs). Jogos Digitais e aprendizagem: fundamentos para uma prática baseada
em evidências. Campinas – SP: Papirus, 2016, 179-208.
SCHLEMMER, Eliane. Gamificação em espaços de convivência híbridos e multimodais:
design e cognição em discussão. Revista da FAEEBA-Educação e Contemporaneidade,
23(42). 2014.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Trad. Cláudia Schilling. 6 a . ed. Porto Alegre: ArtMed,
1998.
SPINELLI, Jaqueline Marilis. O lúdico no ensino de espanhol como língua estrangeira.
Monografia de Graduação, Universidade Estadual Paulista, 2011.
VAN ECK, Richard. Digital game-based learning: It's not just the digital natives who are
restless. Educause Review, v. 41, n. 2, p. 16, 2006.
VIANNA, Ysmar et al. Gamification Inc.: como reinventar empresas a partir de jogos. Rio
de Janeiro: MJV Press, 2013 [e-book].
VYGOTSKY, Lev Semenovich. Pensamento e linguagem. Ridendo Castigat Mores, 2001.
Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/vigo.html. Acesso em: 31 de julho de 2016.

Programa

Aula 1: Introdução a um assassinato: quem foi Sylvia Serafim e por que nunca ouvi falar dela?

A primeira aula apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links, presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, terá espaço uma aula introdutória sobre o
estudo de caso que permeará todo o curso. A intenção desta aula inicial é apresentar a personagem, contextualizar
sua história, e pavimentar o caminho à discussão que se seguirá sobre o seu material.

Bibliografia:
SCHARGEL, Sergio. Minha bisavó matou um cara. Revista Piauí, jan. 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/minha-bisavo-matou-um-cara/ .

Aula 2: Uma contextualização sobre o cenário político e social de 1930

A segunda aula focará em contextualizar o cenário político e social do crepúsculo da Belle Èpoque carioca, essencial para apresentar elementos teóricos essenciais à compreensão do caso de Sylvia Serafim, colocando em diálogo estética da violência, desumanização e sensacionalismo.

Aula 3: “A Tortura da Vida e a Serenidade da Morte”: a obra de Roberto Rodrigues (1906-1929), um ilustrador assassinado

A aula apresentará um breve apanhado biográfico sobre Roberto Rodrigues (1906-1929), o ilustrador assassinado por Sylvia Serafim, e comentará sua trajetória artística, desde sua formação na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) até sua atuação nos principais periódicos cariocas no final da década de 1920, como a revista Para Todos… e os jornais dirigidos por seu pai, Mário Rodrigues, A Manhã e Crítica.

Professora convidada: Beatriz Schreiner

Bibliografia:
SCHREINER, Beatriz Carvalho. As reconstituições visuais de crime de Roberto Rodrigues no jornal Crítica (1929). 2023. 64 f. Monografia (Graduação em História da Arte) - Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.

Aula 4: A literatura de Sylvia Serafim

Por fim, a última aula irá trabalhar alguns dos escritos de Serafim, principalmente sua produção política e literária.

Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. Fios de prata, symphonia da dor. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas Alba, 1930.

Programa

Aula 1: PM doch - introdução teórica
Aula 2: PM doch - discussão prática
Aula 3: PM ja - introdução teórica
Aula 4: PM ja - discussão prática
Aula 5: PM denn - introdução teórica
Aula 6: PM denn - discussão prática

Bibliografia:
AQUINO, Marceli. O ensino das partículas modais alemãs: estratégias didáticas em ALE. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 20, n. 1, p. 131-161, 2020.
AQUINO, M.. Die Modalpartikel und ihre funktionalen Äquivalente im Portugiesischen. Kontrastive Pragmatik. Wege der Germanistik in transkultureller Perspektive. Jahrbuchs für internationale Germanistik, v. 6, 2023.
AQUINO, M.. The nuclear communicative function as a teaching strategy for German Modal Particles: the relevance of the minimalist approach as a teaching tool. EDUCAÇÃO EM REVISTA (ONLINE), v. 40, 2024.
AQUINO, M.Das sieht ja ganz anders aus, wie fühlst du dich denn? Teaching modal particles ja and denn with the Queer Eye Germany series: a didactic model based on a Descriptive Format. PANDAEMONIUM GERMANICUM, v. 49, p. 170-195, 2023.
AQUINO, M. Proposta de ensino das partículas modais doch e halt na série How to Sell Drugs Online: uma análise com base na abordagem minimalista. Revista Horizontes de Linguística Aplicada, 2024.
BOLACIO, E.; LIMA, T; BARROS, B. Modalpartikeln im DaF-Unterricht. Vermittlung und Lehrwerkanalyse. Periodicos Caderno de Letras (Ufpel) 29. 2017. https://periodicos.ufpel.edu.br
BRÜNJES, Lena. Das Paradigma deutscher Modalpartikeln: Dialoggrammatische Funktion und paradigmeninterne Opposition. Berlin: de Gruyter, 2014.
DIEWALD, Gabriele; KRESIĆ, Marijana; BATINIĆ, Mia Angster. A format for the description of German modal particles and their functional equivalents in Croatian and English. In: CHIARA, Fedriani; SANSÓ, Andrea (Ed.).
Pragmatic Markers, Discourse Markers and Modal Particles: New Perspectives. Amsterdam: John Benjamins, 2017. p. 230-254.
DUCH-ADAMCZYK, J. Vermittlung der Abtönungspartikeln im DaF-Unterricht. In: SKOWRONEK, B. (ed.). Glottodidactica. Kraków: Wydawnictwo Naukowe, 2012. p. 25-35. v. 39.
HEGGELUND, K. Zur Bedeutung der Deutschen Modalpartikeln in Gesprächen unter besonderer Berücksichtigung der Sprechakttheorie und der Daf-Perspektive. Linguistik Online, Berna, v. 9, n. 2, 2001.
KÖNIG, Ekkehard. Dimensionen der Bedeutung und Verwendung von Modalpartikeln im Deutschen: Grundlagen einer Bestandsaufnahme. In Harden, Theo & Hentschel, Elke (eds.), 40 Jahre Partikelforschung. Tübingen: Stauffenburg. 79-96. 2010.
LINDNER, Katrin. 'Wir sind ja doch alte Bekannte'. The use of German ja and doch as modal particles. In: Abraham, Werner (Ed.). Discourse particles. Descriptive and theoretical investigations on the logical, syntactic, and pragmatic properties of discourse particles in German. Amsterdam: John Benjamins, 1991. p. 163-201.
RÖSLER, D. Teaching German modal particles. International Review of Applied Linguistics, [S. l.], v. 20, n. 1, p. 33-38, 1982.
WEYDT, Harald. What are Particles Good for? In : FISCHER, Kerstin (ed.), Approaches to discourse particles (Studies in Pragmatics 1), Amsterdam, New York : Elsevier, 2006. p. 205-218.

Programa

Comunicação: falar de suas atividades; explicar um problema de saúde; indicar a hora e os horários; falar de suas atividades e hábitos quotidianos; falar de sua jornada de trabalho; falar de suas saídas (atividades de lazer externas noturnas ou de fim de semana); propor uma saída, convidar, aceitar, recusar um convite; contar eventos passados; falar de experiências recentes ou de projetos; compreender informações biográficas; descrever fisicamente uma pessoa; falar de eventos passados e atuais; dar conselhos; compreender o programa de uma estadia; escolher uma destinação e uma fórmula de viagem.

Vocabulário: atividades esportivas e artísticas; partes do corpo; horários e hora formal e informal; hábitos
quotidianos; hábito e frequência; as atividades e os horários de trabalho; saídas (atividades de lazer externas noturnas ou de fim de semana); expressões para propor, aceitar ou recusar um convite para sair; indicar um momento preciso no tempo; palavras de aprendizagem; palavras ligadas a sucesso ou projetos; números; algumas etapas da vida de uma pessoa; descrição e semelhança físicas; palavras ligadas à profissão de dono de restaurante; imprensa e reportagem; palavras ligadas a viagem; expressões para situar um lugar.

Gramática: verbo “faire de” + artigos contraídos “du, de la, des”; “avoir mal à” + partes do corpo; alguns
articuladores temporais; diferentes maneiras de dizer a hora; verbos pronominais; verbos “lire” e “écrire” no
presente; expressão de hábito e de frequência; o pronome “on”; verbos “pouvoir”, “devoir” e “vouloir” no presente;verbos “choisir” e “sortir” no presente; fazer perguntas; o presente do imperativo; o passado composto ; o passado recente e o futuro próximo; verbo “dizer” no presente; marcadores temporais; passado composto 2; “être” + adjetivo, “avoir” + substantivo + adjetivo; o adjetivo “même”; o passado composto para falar de eventos passados e o presente para falar de fatos atuais; “mais”; o presente do imperativo 2; o futuro simples; “il faut”; o pronome “y”

Elementos de fonética: dizer a hora; a entonação para expressar diversas ações; o som [ɵ]; o som [õ]; o som [y]; a pronúncia de [jɜ] [jɜn]; identificar o “e” mudo; diferença entre passado composto e presente.

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Débutant. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal,
Marcel Didier, 2006.
GREGOIRE, M. et al. Grammaire progressive du français - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
HIRSCHPRUNG, N.; TRICOT, T. Cosmopolite 1. Niveau A1. Paris: Hachette, 2017.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.