Programa

Aula 1: Apresentação geral da fenomenologia de Husserl. O estudo eidético da consciência. Método estático e método genético. A
presentificação e o tema dos devaneios

Aula 2: O devanear como um tipo de experiência. Formas de acesso aos devaneios. Os componentes estáticos e os padrões
dinâmicos do devanear em ato.

Aula 3: Resultados da exploração dos devaneios (padrões de temporalização; a intuitividade fundante do pensar conceitual).
Âmbitos de estudo a explorar (sonhos, patologias). Esboço de estudo sobre a situação existencial contemporânea da capacidade
devaneante.

Bibliografia básica

Sacrini. M. Fenomenologia dos devaneios. São Paulo: Edusp, 2023.

Programa

O curso de língua e cultura galegas no nível básico abrange as 4 grandes destrezas clássicas (expressão oral e escrita, compreensão oral e escrita), também a interação comunicativa, a dimensão pragmática-cultural e a dimensão metafórica (o mundo simbólico, o imaginário dos jogos de palavras, etc.):


Tópico 1: O alfabeto. Letras e sons. Vogais abertas e pechadas. Prosódia e pronúncia do galego.
Tópico 2: Apresentação breve e simples da família e de outras pessoas, das condições de vida ou de trabalho, das atividades diárias, costumes, gostos e preferências, objetos e possessões.
Tópico 3: Cartas, catálogos, prospectos, menus de restaurantes, listas, horários, anúncios publicitários e artigos breves de carácter informativo.
Tópico 4: Informação e instruções de âmbitos como a hotelaria, a sanidade e a vida académica; identificação pessoal e professional.
Tópico 5: Interpretação eficaz do discurso para poder se enfrentar a necessidades concretas.
Tópico 6: Música, cinema, seriais e televisão de Galícia. O galego nas plataformas digitais.
Tópico 7: Numerais. O grupo nominal. O artigo. Os demonstrativos. Os possesivos. Os pronomes pessoais. Colocação dos pronomes átonos. Contrações. Comparações. Presente dos verbos. Relatar em passado. Imperativo afirmativo e negativo. Gerúndio. Particípio. Perífrases verbais simples.
Tópico 8: Expressar opiniões, sentimentos, desejos e preferencias; fazer sugestões.
Saber (dimensão pragmática, intercultural e sociolinguística):
Tópico 9: Mitologia, tradições, símbolos, festividades e principais escritores galegos. Emigração, diáspora e relação Galícia-Brasil hoje.
Tópico 10: Bilinguismo e diglossia, normalização e normativização. A construção da norma padrão.


Bibliografia:
Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Bermúdez, Ana; Colmenero, Antonio. 1999. Prácticas de lingua. Edicións do Cumio.
Callón, Carlos. 2012. Como falar e escribir en galego con corrección e fluidez. Xerais.
Chamorro, Margarita; da Silva, Ivonete; Núñez, Xaquín, 2008. Aula de Galego 1. Xunta de Galicia.
https://www.lingua.gal/c/document_library/get_file?file_path=/portal-li…
Corbacho Quintela, Antón. 2009. A aculturação e os galegos do Brasil: o vazio galeguista. Tese de doutorado. Universidade Santiago de Compostela.
Cuba, Xohán R.; Reigosa, Antonio; Miranda, Xosé. 2007. Dicionario dos seres míticos galegos. Xerais.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións
Martínez Vilanova, Fernando. 1998. A pintura galega (1850- 1950). Xerais.

Programa

Aula 1 – A trajetória de Antonio Candido e sua atitude política
Leituras recomendadas: “Como e por que sou crítico” e as entrevistas “Antonio Candido: a militância por dever de consciência”, “O socialismo é uma doutrina triunfante” e “Socialistas, comunistas e democracia no pós-guerra”.


Aula 2 – Antonio Candido sociólogo
Leitura recomendada: Os parceiros do Rio Bonito (“Prefácio” e “Introdução”).


Aula 3: Antonio Candido crítico literário I
Leitura recomendada: "Dialética da malandragem”.


Aula 4: Antonio Candido crítico literário II
Leitura recomendada: "De cortiço a cortiço”.

Bibliografia básica:


CANDIDO, Antonio. Como e por que sou crítico [2016]. In: FONSECA, Maria Augusta e SCHWARZ, Roberto (Org.). Antonio Candido: 100 Anos. São Paulo: Editora 34, 2018. p. 481-486
______. De cortiço a cortiço. In: ______. O discurso e a cidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010. p. 107-132.
______. Dialética da malandragem. In: ______. O discurso e a cidade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010. p. 17-47.
______. Antonio Candido: a militância por dever de consciência. Entrevista a Eugênio Bucci e Eder Sader. Teoria e Debate, n. 2, São Paulo. Disponível em: https://teoriaedebate.org.br/1988/03/01/a-militancia-por-dever-de-consc…. Acesso em: 25 mai. 2020.
______. Prefácio e Introdução. In: ______. Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre o caipira paulista e as transformações dos seus meios de vida. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2010. p. 11-40.
______. O socialismo é uma doutrina triunfante. Entrevista a Joana Tavares. Brasil de Fato, n. 435, São Paulo, 12 jul. 2011. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2017/05/12/morre-o-critico-e-sociologo-…. Acesso em: 25 mai. 2020.
______. Socialistas, comunistas e democracia no pós-guerra. Entrevista a José Pedro Renzi. Estudos de Sociologia, v. 11, n. 20, p. 7-21, Araraquara, 2006. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/article/viewFile/101/96. Acesso em 10 fev. 2020.

Bibliografia complementar:


AGUIAR, Flávio (Org.). Antonio Candido: pensamento e militância. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; Humanitas, 1999.
ALMEIDA, Manuel Antonio de. Memórias de um Sargento de Milícias. Fixação de texto Mamede Mustafa Jarouche. São Paulo: Ateliê, 2000.
AZEVEDO, Aluísio. O Cortiço. São Paulo: Penguin & Companhia das Letras, 2016.
CANDIDO, Antonio. Crítica e sociologia. In: Literatura e Sociedade. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. p. 13-26.
D’INCAO, Maria Angela; SCARABÔTOLO, Eloísa Faria (Org.). Dentro do texto, dentro da vida: ensaios sobre Antonio Candido. São Paulo: Companhia das Letras; Instituto Moreira Salles, 1992.
FONSECA, Maria Augusta; SCHWARZ, Roberto (Org.). Antonio Candido: 100 Anos. São Paulo: Editora 34, 2018.
JACKSON, Luiz Carlos. A tradição esquecida: Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antonio Candido. Belo Horizonte: Ed. UFMG; São Paulo: Fapesp, 2002.
LAFER, Celso (Org.). Esboço de figura: homenagem a Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
SCHWARZ, Roberto. Os sete fôlegos de um livro. In: Sequências brasileiras: ensaios. 2ª Edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 46-58.
______. Pressupostos, salvo engano, da Dialética da Malandragem. In: Que Horas São? São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 129-155.
______. Sobre Antonio Candido. In: Seja Como For – Entrevistas, Retratos e Documentos. São Paulo: Duas Cidades, 2019. p. 264-269.

Programa

1. Aula 01: Apresentação de Anna Kariênina - parte I: contextualização da obra-prima de Liev Tolstói.
2. Aula 02: Apresentação de Anna Kariênina – parte II: a estrutura da obra.
3. Aula 03: A Questão Feminina na Rússia (século XIX): contextualização.
4. Aula 04: Análise da personagem Anna.

Referência bibliográfica:

TOLSTÓI, Liev. Anna Kariênina. Tradução: Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

FONSECA FILHO, Odomiro Barreiro. Niilismo: estrada para a emancipação. O destino literário das personagens femininas russas na época das grandes reformas (1855-1866). 2017. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
MANDELKER, Amy. Framing Anna Karenina: Tolstoy, Women Question, & Victorian novel. Ohio State University, 1993. Disponível em: https://ohiostatepress.org/books/Complete%20PDFs/Mandelker%20Framing/Ma….
SCHEPKINA, Ekaterina. História da personalidade feminina na Rússia. Trad. Érika Batista. 1ª ed. São Paulo: Feminas, 2021.

Programa

Aula 1 - Apresentação do programa: o que são os saberes psi? o que as ciências sociais podem oferecer para o campo da “saúde mental”?
Aula 2 - Breve histórico da psiquiatria, dos asilos às neurociências: reconfigurações da relação entre o “patológico” e o “normal”
Aula 3 - A questão dos psicofármacos: a medicalização e a medicamentalização dos fenômenos sociais
Aula 4 - Psicologia, ontem e hoje: a terapia pode resolver problemas sociais?
Aula 5 - Psicanálise para além da clínica: uma possível aliada nos movimentos emancipatórios?
Aula 6 - Os usos neoliberais dos saberes psi e suas consequências sociais e políticas
Aula 7 - Sofrimento social: remetendo aos contextos e às estruturas sociais dos sofrimentos
Aula 8 - A sociogênese de Frantz Fanon e os marcadores sociais da diferença: raça, gênero e classe

Referências Bibliográficas


AGUIAR, Adriano Amaral de. A psiquiatria no divã: entre as ciências da vida e a medicalização da existência. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 2004.
AMARANTE, Paulo. Saúde mental e Atenção Psicossocial. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2013.
AZIZE, Rogério Lopes. “Uma neuro-weltanschauung? Fisicalismo e subjetividade na divulgação de doenças e medicamentos do cérebro”. Mana, 2008.
__________________. “O cérebro como órgão pessoal: uma antropologia de discursos neurocientíficos”. Trab educ saúde, 2010.
BEZERRA JR., Benilton. “A psiquiatria e a gestão tecnológica do bem-estar”. In: Freire Filho, João (org.). Ser feliz hoje: reflexões sobre o imperativo da felicidade. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
BENTO, Cida. O Pacto da Branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
BENTO, Maria Aparecida Silva; CARONE Iray. Psicologia Social do Racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil. Petropólis, RJ: Vozes, 2002.
BIEHL, João. Antropologia do devir: psicofármacos - abandono social - desejo. Revista de Antropologia, v. 51, n. 2, 2008.
BUTLER, Judith. A Vida Psíquica do Poder. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2017.
______________. Corpos em Aliança e a Política das Ruas. Rio de Janeiro: Civ. Brasileira, 2018.
______________. Vidas Precárias. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2019.
CAPONI, Sandra. “Classificar e medicar: a gestão política dos sofrimentos psíquicos”. In: CAPONI, Sandra (org.). A medicalização da vida como estratégia biopolítica. São Paulo: Editora LiberArs, 2013.
CASTEL, Robert. A gestão de riscos: da pós-psiquiatria à pós-psicanálise. Rio de Janeiro: São Francisco, 1987
_____________. A Ordem Psiquiátrica - A idade de Ouro do Alienismo. Rio de Janeiro: Graal, 1978a.
_____________. O Psicanalismo. Rio de Janeiro: Graal, 1978b.
CORBANEZI, Elton. Transtornos Depressivos e Capitalismo Contemporâneo. Caderno CRH, v. 31, n. 83, 2018.
_______________. Saúde mental, depressão e capitalismo. São Paulo: Editora UNESP, 2021.
DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Editora Boitempo, 2016.
DAS, Veena. Aflição. São Paulo: Editora da Unifesp, 2023.
DUNKER, Christian. Mal-estar, sofrimento e sintoma. São Paulo: Boitempo Editorial, 2015.
FANON, Frantz. Alienação e Liberdade. Escritos Psiquiátricos. São Paulo: Ubu, 2020a.
____________. Pele Negra, Máscaras Brancas. São Paulo: Ubu, 2020b.
FARMER, Paul. Patologias do Poder. São Paulo: Paulus, 2017.
FASSIN, Didier. Humanitarian reason. A moral history of the present. Los Angeles: University of California Press, 2011.
_____________. “Governing Precarity”. In: ______ (Ed.). At the Heart of the State: The moral world of institutions. London: Pluto Press, 2015.
FAVERO, S.; KVELLER, D. B. “Adjetivar a Psicologia?”. Estudos e Pesquisas Em Psicologia, 22(4), 2022.
FIGUEIREDO, Luiz Cláudio Mendonça. A invenção do psicológico: quatro séculos de subjetivação, 1500-1900. São Paulo: Escuta, 2012.
FISHER, Mark. Realismo Capitalista. É mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? São Paulo: Autonomia Literária, 2020.
FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2014.
_______________. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2017
FREITAS, Fernando; AMARANTE, Paulo. Medicalização em Psiquiatria. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2017.
GONZALEZ, Lélia. “Racismo e sexismo na cultura brasileira”. In: HOLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista brasileiro: formação e contexto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
HAMANN, Trent. “Neoliberalismo, governamentalidade e ética”. Revista Ecopolítica, n. 3, 2012.
HORWITZ, A; WAKEFIELD, J. C. A tristeza perdida: como a psiquiatria transformou a depressão em moda. São Paulo: Summus, 2010.
KEHL, Maria Rita. O tempo e o cão – a atualidade das depressões, São Paulo: Boitempo, 2009.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
KLEINMAN, Arthur.; DAS, Veena; LOCK, Margaret. Social Suffering. University of California Press. Berkeley, 1997.
LE BRETON, David. Antropologia da Dor. São Paulo, Editora FAP-UNIFESP, 2013.
LORDE, Audre. Irmã Outsider: Ensaios e Conferências. Belo Horizonte: Autêntica, 2020
____________. “Não existe hierarquia de opressão”. In: HOLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
MALUF, Sônia Weider. “Gênero, Saúde e Aflição: Políticas Públicas, Ativismo e Experiências Sociais”. In: MALUF; TORNQUIST (orgs.). Gênero, saúde e aflição. Santa Catarina: Letras Contemporâneas, 2010.
MONNERAT, Silvia. “Contribuições etnográficas para o estudo da medicação psiquiátrica: reflexões sobre o (des)controle dos sintomas”. Teoria e Cultura, v. 15, n. 1, 2020.
NEVES, Antonio et al. “A psiquiatria sob o neoliberalismo”. In: SAFATLE; JUNIOR; DUNKER (orgs.). Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
NOGUEIRA, Isildinha B. A cor do inconsciente: significações do corpo negro. São Paulo: Perspectiva, 2021.
PARKER, Ian; PAVÓN-CUÉLLAR. Psicanálise e Revolução. Psicologia crítica para movimentos de liberação. Belo Horizonte: Autêntica, 2022.
PIGNARRE, Philippe. “A Revolução dos antidepressivos e da medida”. Revista de Antropologia da UFSCar, v. 4 n. 1, 2012.
PIVA, Felipe Paes. “O adoecimento psíquico na graduação e os marcadores sociais da diferença na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP)”. Etnográfica, 27(2), 2023.
PRECIADO, Paul B. Eu sou o monstro que vos fala: Relatório para uma academia de psicanalistas. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 2022.
PUSSETTI, C.; BRAZZABENI, M. “Sofrimento social: idiomas da aflição e políticas assistenciais”. Etnográfica, Lisboa, v. 15, n. 3, 2011.
RABINOW, PAUL; ROSE, Nikolas. “O conceito de biopoder hoje”. Pol Trab Rev Cienc Soc., 24, 2006.
ROSA, Miriam D. A clínica psicanalítica em face da dimensão sociopolítica do sofrimento. São Paulo: Escuta, 2016
_____________. “Sofrimento Sociopolítico, Silenciamento e a Clínica Psicanalítica”. Psicologia: Ciência w Profissão, 42, 2022.
_____________; ESTÊVÃO, I. R.; MUSATTI BRAGA, A. P. “Clínica psicanalítica implicada: Conexões com a cultura, a sociedade e a política”. Psicologia em Estudo, 22(3), 2017.
ROSE, Nikolas. “Governando a alma: a formação do eu privado”. In: SILVA, Tomaz Tadeu. (org.). Liberdades reguladas: a pedagogia construtivista e outras formas de governo do eu. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
____________. Inventando nossos selfs: Psicologia, poder e subjetividade. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2011.
____________. A Política da Própria Vida: biomedicina, poder e subjetividade no Século XXI. São Paulo, Paulus, 2013.
RUSSO, Jane. O mundo psi no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 2002
____________. “Do psíquico ao somático: notas sobre a reconfiguração do self contemporâneo”. Hist cienc saude-Manguinhos, 2017.
____________; PONCIANO, Edna. “O sujeito das neurociências”. Physis, v.12, n.2, 2002.
SAFATLE, Vladimir. “A economia é a continuação da psicologia por outros meios”. In: SAFATLE; JUNIOR; DUNKER (orgs.). Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
SARTI, Cynthia. “Corpo e doença no trânsito de saberes”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 25, n. 74, 2010.
SAWAIA, Bader (org.). As Artimanhas da Exclusão: Análise Psicossocial e Ética da Desigualdade Social. Petrópolis: Vozes, 2001.
SCHUCMAN, Lia Vainer. “Sim, nós somos racistas: estudo psicossocial da branquitude paulistana”. Psicol Soc., 26(1), 2014.
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro ou As vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Zahar, 2021.
VEN NCIO, Ana Teresa A. “A construção social da Pessoa e a Psiquiatria: do Alienismo à ‘Nova psiquiatria’”. PHYSIS – Revista de Saúde Coletiva. v. 3, n. 2, 1993.
VÍCTORA, Ceres Gomes. “Sofrimento social e a corporificação do mundo: contribuições a partir da Antropologia”. RECIIS - Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, Rio de Janeiro, v. 5, n. 4, 2011.
VIDAL, Fernando; ORTEGA, Francisco. “Mapeamento do sujeito cerebral na cultura contemporânea”. RECIIS - Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, v. 1, n. 2, 2007.
_________________________________. Somos nosso cérebro?. São Paulo: n-1 edições, 2019.
WILKINSON, Ian; KLEINMAN, Arthur. A passion for society: how we think about human suffering. California, University of California Press, 2016.
ZORZANELLI, R. T.; ORTEGA, F.; BEZERRA JR., B. “Um panorama sobre as variações em torno do conceito de medicalização entre 1950-2010”. Ciênc saúde coletiva, 2014.

Programa

Aula 01 – A China no começo do século XX: o Século de Humilhação.

Aula 02 - O nascimento do Partido Comunista e os anos 1920 e a Longa Marcha;

Aula 03 – Resistência ao Imperialismo Japonês e a Libertação Nacional.

Aula 04 – Reforma Agrária, Organização primeira, estabilidade e nova democracia.

Aula 05 – O giro à esquerda dos anos 1950 até a Revolução Cultural;

Aula 06 – Reforma e Abertura e o que restou.

BIBLIOGRAFIA

Badiou Alain. One divides into two. Collège International de Philosophie, 7 abr. 1999. Disponível em:
<www.lacan.com/divide.htm&gt;. Acesso em: 30 nov. 2022.
CHENG, Anne. Abel-Rémusat e Hegel: sinologia e filosofia nell’Europa del XIX secolo. Rivista di Estetica, n. 72, p. 139-151, 2019.
Disponível em: <http://journals.openedition.org/estetica/6116&gt;.
FLORENTINO NETO, Antonio. Leibniz e a teologia natural dos chineses. Natureza Humana, v. 14, n. 1, p. 101-115, 2012.
GIACOIA JR., Oswaldo. Discurso sobre a teologia natural dos chineses: 300 anos. Revista de Filosofia do IFCH da Universidade
Estadual de Campinas, v. 1, n. 1, jan.-jun. 2017.
HAN, Fei. Hanfeizi [韩非子]. The Project Gutenberg, 2007. Disponível em:
<www.gutenberg.org/cache/epub/24049/pg24049.html&gt;. Acesso em: 27 nov. 2022.______. The complete works of Hanfeizi: a
classic of chinese legalism. Tradução W. K. Liao. London: Arthur Probsthain, 1939.
HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Hegel on Daoism (Taoism). The Autodidact Project, 9 jan. 2009. Disponí-vel em:
<www.autodidactproject.org/quote/hegel-tao1.html&gt;. Acesso em: 27 nov. 2022.______. Lectures on the philosophy of religion.
Tradução R. F. Brown, P. C. Hodgson, J. M. Stewart, J. P. Fitzer e H. S. Harris. Berkeley: University of California Press, 1995. v. 2:
Determinate religion.
LAOZI. Dao De Jing. Tradução Giorgio Sinedino. Editora Unesp: São Paulo, 2015.
LÊNIN, Vladímir. Sobre a questão da dialética. Tradução Humberto Rodrigues. Arquivo Marxista na Inter-net, 19 jan. 2017.
Disponível em: <www.marxists.org/portugues/lenin/1915/mes/dialetica.htm&gt;. Acesso em: 27 nov. 2022.
MAO, Zedong. Sobre a prática & Sobre a contradição. São Paulo: Expressão Popular, 2009.
____________, Sobre a Democracia Nova. Marxists.org < https://www.marxists.org/portugues/mao/1940/01/democracia.htm&gt;,
1940.
___________. Selected Works of Mao Tse Tung – Volume IX. Paris: Foreign Languages Press, 2021.
____________, Sobre os "Problemas Econômicos do Socialismo na URSS" de Stalin. Marxists.org <
https://www.marxists.org/portugues/mao/1958/11/sobre.htm&gt;, 1958.
MARX, Karl. Deslocamentos do centro de gravidade mundial. Marxists Internet Archive, 21 set. 2003. Dis-ponível em:
www.marxists.org/portugues/marx/1850/02/deslocamento.htm, 1850.
NAKAHATA Masashi. From ousia to jittai: a problematic translation. Disponível em: <https://philosophy-ja-pan.org/wpdata/wp-
content/uploads/2018/04/Tetsugaku_Vol.2_3.Nakahata.pdf>. Acesso em: 27 nov. 2022.

SNOW, Edgar. A estrela vermelha brilha sobre a China. São Paulo: Autonomia Literária, 2023.
____________. The Battle for Asia. Nova Iorque: Random House, 1941
____________. Red China Today: The Other Side of the River. Londres: Gollancz, 1963.
____________. The Long Revolution. Nova Iorque: Random House, 1972.
TIAN, Chenshan. Chinese dialectics: from Yijing to Marxism. Lanhan: Lexington Books, 2005.
ZHUANG, Zhou. O imortal do Sul da China: uma leitura cultural do Zhuangzi. Tradução Giorgio Sinedino. São Paulo: Editora
Unesp, 2022
WEBER, Isabella. Como a China escapou da terapia de choque [trad. Diogo Fagundes].São Paulo, Boitempo, 2023.

Programa

Aula 1: Introdução a um assassinato: quem foi Sylvia Serafim e por que nunca ouvi falar dela?

A primeira aula apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links, presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, terá espaço uma aula introdutória sobre o
estudo de caso que permeará todo o curso. A intenção desta aula inicial é apresentar a personagem, contextualizar
sua história, e pavimentar o caminho à discussão que se seguirá sobre o seu material.

Bibliografia:
SCHARGEL, Sergio. Minha bisavó matou um cara. Revista Piauí, jan. 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/minha-bisavo-matou-um-cara/ .

Aula 2: Uma contextualização sobre o cenário político e social de 1930

A segunda aula focará em contextualizar o cenário político e social do crepúsculo da Belle Èpoque carioca, essencial para apresentar elementos teóricos essenciais à compreensão do caso de Sylvia Serafim, colocando em diálogo estética da violência, desumanização e sensacionalismo.

Aula 3: “A Tortura da Vida e a Serenidade da Morte”: a obra de Roberto Rodrigues (1906-1929), um ilustrador assassinado

A aula apresentará um breve apanhado biográfico sobre Roberto Rodrigues (1906-1929), o ilustrador assassinado por Sylvia Serafim, e comentará sua trajetória artística, desde sua formação na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) até sua atuação nos principais periódicos cariocas no final da década de 1920, como a revista Para Todos… e os jornais dirigidos por seu pai, Mário Rodrigues, A Manhã e Crítica.

Professora convidada: Beatriz Schreiner

Bibliografia:
SCHREINER, Beatriz Carvalho. As reconstituições visuais de crime de Roberto Rodrigues no jornal Crítica (1929). 2023. 64 f. Monografia (Graduação em História da Arte) - Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.

Aula 4: A literatura de Sylvia Serafim

Por fim, a última aula irá trabalhar alguns dos escritos de Serafim, principalmente sua produção política e literária.

Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. Fios de prata, symphonia da dor. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas Alba, 1930.

Programa

1. Sempre Xonxa de Chano Piñeiro (1989)
2. Lena de Gonzalo Tapia (2001)
3. A Esmorga de Ignacio Vilar (2014)
4. Rosamanta de Paco Plaza (2004)
5. Galego de Manuel Octavio Gómez (1988)
6. O lápis do Carpinteiro de Antón Reixa (2003)
7. Divertimento de José García Hernández (2000)
8. Lúa Vermella de Lois Patiño (2019)

Programa

Aula 1: O Sonho de d’Alembert: Matéria inerte, matéria ativa e matéria ativa-pensante

Aula 2: A religiosa: Matéria Inerte

Aula 3: Jacques, o Fatalista, e seu Amo: Matéria Ativa

Aula 4: Paradoxo sobre o Comediante: Matéria ativa-pensante.

Programa


Aula 01 (01/08/22): A China Imperial – Parte 1: As dinastias Yuan (1279-1368) e Ming (1368-1644)
Textos sugeridos:
BEJA, Flora Botton. La dinastía Yuan de los mongoles (1280-1368). In: BEJA, Flora Botton et al. (Orgs.). Historia mínima de China. México, D.F.: El Colegio de México, Centro de Estudios de Asia y África, 2019., p. 169-183.
CEINOS, Pedro. Dinastía Ming. In: CEINOS, Pedro. Historia breve de China. Madrid: Sílex Ediciones, 2006., p. 201-222.

Aula 02 (02/08/22): A China Imperial – Parte 2: A dinastia Qing (1644-1911) e a República da China (1912-1949)
Textos sugeridos:
BEJA, Flora Botton. Un despotismo casi ilustrado. In:BEJA, Flora Botton. China: su historia y cultura hasta 1800. México, D.F.: El Colegio de México, Centro de Estudios de Asia y África, 2000., p. 337-399.
BIANCO, Lucien. China de 1912 a 1937; La Revolución China 1937-1949. In: BIANCO, Lucien. Asia contemporánea. México, D.F.: Siglo XXI, 1987., p. 56-77 e p. 113-132.
FINER, S. E. China: el siglo de oro de los Qing, 1680-1780. In: ANGUIANO, Eugenio; PIPITONE, Ugo (Orgs.). China, de los Xía a la República Popular (2070 a.C. - 1949). México, D.F.: CIDE, 2014.
LIU Kui-Wu. La Revolución de 1911: queda de la monarquia. In: CHIANG Ke-fu et al. Breve historia de la China contemporánea. Buenos Aires: Anagrama, 1972., p. 58-67.
ROSALES, Osvaldo. Nace la República de China. ROSALES, Osvaldo. In: El sueño chino: como se ve China a sí misma y cómo nos equivocamos los ocidentales al interpretarla. Buenos Aires; Santiago de Chile: Siglo XX; CEPAL, 2020.
SCHIROKAUER, Conrad. China: crisis interna e injerencia internacional. In: SCHIROKAUER, Conrad. Breve historia de la civilización china. Madrid: Bellaterra, 2011., p. 303-338.

Aula 03 (03/08/22): O Período Maoísta (1949-1978) e a Reforma e Abertura (1978-Hoje)
Textos sugeridos:
AARÃO REIS, Daniel. China: os impasses das quatro modernizações. Estudos Afro-Asiáticos, Rio de Janeiro, v. 21, p. 179-198, 1991.
ANGUIANO, Eugenio. La era de Xi Jinping: ¿retorno del autoritarismo personal? Cuadernos de Trabajo del CECHIMEX, México, D.C., n. 05, p. 01-16, 2015.
BASTID, Marianne. Orígenes y desarrollo de la revolución cultural. Estudios Orientales, México, D.F., v. 11, n. 03, p. 258-275, 1967.
FAIRBANK, John King; GOLDMAN, Merle. Estabelecendo o controle do Estado e do campo. In: FAIRBANK, John King; GOLDMAN, Merle. China: uma nova história. Porto Alegre: L&PM, 2006., p. 345-367.
LONGOBARDI, Andrea. Bombardeiem os quartéis generais – a crise do Partido-Estado na Revolução Cultural Chinesa. In: Marx 2014 - Seminário Nacional de Teoria Marxista, 1, 2014, Uberlândia. Anais de Marx 2014 - Seminário Naciona1 de Teoria Marxista. Uberlândia: s/e, 2014, p. 01-29.
RODRÍGUEZ, Maria Tereza. Reformas económicas en China. De una economía socialista a una economía de mercado. In: BUSTAMANTE, Romer Cornejo. China: perspectivas sobre su cultura y historia. Tomo 2. México, D.F.: El Colegio de México, Centro de Estudios de Asia y África, 2006., p. 352-374.
SANTILLÁN, Gustavo; SILBERT, Jaime. Contribuição para a compreensão da China atual: economia, intervenção estatal e consequências sociais. Novos Rumos, Marília, v. 49, n. 02, p. 105-120, jul.-dez. 2012.
SHU Chang-Sheng. Do Grande Salto para Frente à Grande Fome: China de 1958-1962. Diálogos, Maringá, v. 08, n. 01, p. 107-129, 2004.

Aula 04 (04/08/22): Filosofia e Relações Internacionais da China
Textos sugeridos:
CHAN Wing-tsit. Historia de la filosofía china. In: CHAN Wing-tsit et al. (Orgs.). Filosofía del Oriente. México, D.F.: Fondo de Cultura Económica, 1950., p. 64-122.
CHENG, Anne. “Há uma filosofia chinesa?” - Essa é uma boa questão? Prajna – Revista de Culturas Orientais, Londrina, tradução de Edelson Parnov, v. 01, n. 01, 2º sem. 2022. (No prelo)
MORALES, Diana Ninoshka Castillo. La concepción china de las relaciones internacionales. Revista de Relaciones Internacionales de la UNAM, México, D.F., n. 125, p. 61-96, mayo-ago. 2016.
VISENTINI, Paulo Fagundes. A grande China: o pivô da Ásia. In: VISENTINI, Paulo Fagundes. As relações diplomáticas da Ásia: articulações regionais e afirmação mundial (uma perspectiva brasileira). Belo Horizonte: Fino Traço, 2011., p. 93-110.

Aula 05 (05/08/22): Gênero e Questão Étnica na China
Textos sugeridos:
BEJA, Flora Botton. La larga marcha hacia la igualdad. Mujer y familia en China. In: FISAC, Taciana (Org.). Mujeres en China. Madrid: Agencia Española de Cooperación Internacional, 1995., p. 11-43.
CHONG, Natividad Gutiérrez. Multietnicidad y etnonacionalismo en la República Popular China. Estudios de Asia y África, México, D.F., v. 66, n. 01, p. 09-34, 2011.
RANGEL, Ramón Alonso Dugarte. China y la planificación familiar – La política del hijo único. Cuadernos de China, Mérida, v. 04, p. 15-78, 2020.
RICO, Ivonne Virginia Campos. China multiétnica: consideraciones sobre la etnicidad en China y la construcción histórica de los han como etnia mayoritaria. Congreso Internacional de ALADDA, 12, Porto Rico. Anais do XII Congreso Internacional de ALADDA. Porto Rico: ALADDA, 2007, p. 01-13.