Programa

Tópico 1: Ascensão e agonia da cultura popular: o caso brasileiro
1.1. Afinal, o que é “cultura” e “popular”? – crítica etimológico-histórica (R. Williams);
1.2. Forma cultural e pólis: a metamorfose das festas das colheitas no século VI a.C. nos concursos teatrais em homenagem ao deus Dioniso no século V a.C. (A. Hauser; A. Boal);
1.3. Aspectos da cultura popular europeia na Idade Média e na Renascença: cultura popular cômica e suas diversas manifestações: riso, carnaval, grotesco, praça pública, princípio da vida material e corporal (M. Bakhtin);
1.4. Aspectos da cultura popular europeia na Idade Moderna (P. Burke);
1.5. Diferenças entre cultura e civilização; nações e nacionalismo; comunidades imaginadas; o processo civilizatório e o povo brasileiro (N. Elias; E. Hobsbawm; B. Anderson; D. Ribeiro);
1.6. O nacional-popular de Antonio Gramsci e a política de hegemonia cultural nas sociedades pós-sufrágio universal;
1.7. A questão da cultura nacional-popular e a crítica autonomista: M. Chauí e o debate com o CPC;
1.8. Cultura e anarquia: civilização de massas e cultura de minoria, o problema do inconsciente ótico e a era da hiperprodução cultural (R. Williams; W. Benjamin; F. Jameson);

Tópico 2: Barravento (1962) e Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha
2.1. A forma e o sentido da montagem: estrutura de Barravento e Deus e o diabo na terra do sol (câmera/narrador, enredo, personagens, espaço e locação, tempo, música, análise de fotogramas, a síntese entre cordel, repente e sinfônico); alegoria, dependência, subdesenvolvimento e revolução; alienação energética; os primeiros momentos do cinema de Glauber Rocha;
2.2. A persistência do arcaico, ou, a eterna transição entre o Brasil colônia de ontem e o Brasil nação de amanhã: problemas de base e superestrutura em Barravento: pesca e arrendamento, capoeira e candomblé;
2.3. Passagens da rebeldia brasileira em Deus e o diabo na terra do sol; messianismo milenarista e antirrepublicano; o momento máximo de Ser da conversão (música sinfônica, imagem e poesia);
2.4. Transições: o cativeiro das forças produtivas da indústria cinematográfica oligopolizada – o centrismo abstrato da tendência formalista: a revolução do cinema novo e a eztetyka da fome, ou, a mensagem na garrafa de Glauber Rocha; a verdade das aparências da ideologia do autor na periferia.

Tópico 3: Gota d’água (1975), de Chico Buarque e Paulo Pontes
3.1. Seleção e organização dos materiais de Gota d’Água: Um mito grego e uma tragédia brasileira (dramaturgia e canção);
3.2. Apresentação dos autores: O santo por trás do “milagre brasileiro” (projeto e formação);
3.3. Imagens do povo brasileiro: conjunto habitacional, umbanda, samba, ciranda, exploração e aluguel;
3.4. O tempo circular e o destino do povo brasileiro: “Não fique pensando que o povo é nada, carneiro, boiada, débil mental, pra lhe entregar tudo de mão beijada ... Tem que produzir uma esperança de vez em quando pra coisa acalmar e poder começar tudo de novo”;
3.5. A política da cooptação e o arrivismo social – industrialização do popular e o popular-comercial: “Gota d’água, nunca mais, seu Jasão / Samba, aqui, ó... / Você não engana ninguém...”;
3.6. Sacrifício e destruição da heroína como metáfora do dilaceramento trágico da alma e do corpo do povo brasileiro: “Eu compreendi que o sofrimento de conviver com a tragédia todo dia é pior que a morte por envenenamento”.
3.7. O trágico brasileiro como dialética: dialética do desenvolvimento capitalista no Brasil e crítica da razão dualista (P. Szondi; R. M. Marini; F. de Oliveira).

Tópico 4: Roque Santeiro (1985-1986), de Dias Gomes e Aguinaldo Silva
4.1. A mística do povo: panorama e crítica da obra de Dias Gomes; televisão, telenovela e videologização do espaço do sagrado; capitalismo videofinanceiro e o Brasil antenado;
4.2. Temas e enquadramentos de Roque Santeiro: persistência do messianismo brasileiro; o circuito do fetichismo: herói, milagres, caudilho, folclore e santo; fetichismo da mercadoria e exploração do trabalho; indústrias da fé, do turismo e de velas; latifúndio e artesanato de santos de barro; sátira à exploração política e comercial da fé popular; drama burguês e a dificuldade de representar o trabalho;
4.3. A chegada da modernidade da civilização capitalista em Asa Branca: entre putas e trambiqueiros moralistas ao som do forró; profundidade de campo, plano sequência, montagem e close-up; rimas visuais, cordel e repente, folclore, gestos, sonoplastia e núcleos da trilha sonora (forma canção e rejeição à música sinfônica);
4.4. O encontro de um consenso: telenovela como forma de ritualização do povo brasileiro; primazia do diálogo interindividual; passagens da dissolução do dualismo entre moderno e arcaico; telenovela como espera, preenchimento do “tempo livre” e neutralização do tédio da vida pequeno burguesa;
4.5. Deus e o diabo na terra: O sofrimento da cultura nacional-popular, a constituição do programa democrático-popular (pressuposto geral: a redemocratização supostamente abriria espaço para mudanças estruturais dentro da ordem, a sociedade brasileira seria permeável a mudanças) e a perenidade da política de conciliação de classes, ou, do teatro à telenovela e das ruas aos palácios;
4.6. A crise do movimento revolucionário e a construção da hegemonia liberal – industrialização e liberalizacão do entretenimento leve e desinteressado; o híbrido entre anarquia e organização do capitalismo tardio; o espetáculo como usurpação da representação do proletariado, a ideologia materializada e a transformação do capitalismo em imagem.

Tópico 5: Cidade de Deus, de Paulo Lins (1997)
5.1. Elementos constitutivos da narrativa: narrador, enredo e personagens (o corpo entre a tortura e o desaparecimento), tempo e espaço (um tempo morto, terrorismo de estado, barbárie social e ruínas do desmanche);
5.2. De volta às origens; realismo e a busca da plausibilidade e verossimilhança; o romance na linha tênue entre ficção e realidade; colagem e montagem literárias, materiais e configuração; o romance como forma cultural da modernidade capitalista;
5.3. A letra e o espírito de Cidade de Deus: fim de linha da formação nacional; gírias, drogas, armas, favelas, administração social armada e o declínio dos afetos; do baseado no conjunto habitacional ao narcotráfico internacional;
5.4. Crítica do plano real e reversão neocolonial: desvalorização das forças produtivas, crítica do valor, rotação do capital, a lei da queda tendencial das taxas de lucro e a desagregação democrático-popular (K. Marx; N. Ouriques; P. Arruda Sampaio Jr.);
5.5. Fim de século, população excedente e “processo descivilizador”: colapso da modernização, os sujeitos monetários sem dinheiro, sinais da perda de um padrão e a presença continuada de uma ruptura irreversível de época (R. Kurz; R. Schwarz; P. Arantes);

Bibliografia

Tópico 1

ANDERSON, Benedict. Imagined communities: reflections on the origins and spread of nationalism. London and New York: Verso, 2008.
ARNOLD, Matthew. Culture and anarchy. Oxford: Oxford University Press, 2006. (1869)
BAKHTIN, Mikhail. “Introdução: Apresentação do problema”. In: A cultura popular na idade média e no renascimento: o contexto de François Rabelais. Trad. Yara Frateschi. 3ª edição. São Paulo e Brasília: Hucitec e Editora Universidade de Brasília, 1977, p. 1-50.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica [segunda versão]. Trad. Francisco de Ambrosis Pinheiro Machado. Porto Alegre: Editora Zouk, 2012.
BOAL, Augusto. “O sistema trágico coercitivo de Aristóteles”. In: Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. São Paulo: Editora 34, p. 27-71.
BURKE, Peter. Cultura popular na idade moderna: Europa, 1500-1800. Trad. Denise Bottmann. São Paulo: Companhia das letras, 2018. (1978)
CEVASCO, Maria Elisa. “Terceira lição. Contrapontos teóricos: cultura de minoria x cultura em comum”. In: Dez lições sobre estudos culturais. São Paulo: Boitempo, 2003, p. 42-59.
______. “Um plano de trabalho: ‘Culture is ordinary’”. In: Para ler Raymond Williams. São Paulo: Paz e terra, 2001, p. 43-76.
CHAUÍ, Marilena. O nacional e o popular na cultura brasileira: Seminários. São Paulo: 1983.
ELIAS, Norbert. “Capítulo um: Da sociogênese dos conceitos de ‘Civilização’ e ‘Cultura’”. In: O processo civilizador. Volume I: Uma história dos costumes. Trad. Ruy Jungmann. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996, p. 23-50. (1939)
ESTEVAM, Carlos. A questão da cultura popular. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1963.
GARCIA, Walter. Melancolias, Mercadorias: Dorival Caymmi, Chico Buarque, o pregão de rua e a Canção popular-comercial no Brasil. São Paulo: Ateliê editorial, 2013.
GRAMSCI, Antonio. Literatura e vida nacional. Trad. Carlos Nelson Coutinho. 3ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1986.
HAUSER, Arnold. “III. Grécia e Roma. 3. Arte clássica e democracia”. In: História social da arte e da literatura. Trad. Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 81-89. (1953)
HOBSBAWM, Eric J. Nations and nationalism since 1780. 2nd edition. Cambridge: Cambridge University Press, 1992. (1990)
______. “Building nations”. In: The age of capital, 1848-1875. London: Abacus, 1995, p. 103-121.
JAMESON, Fredric. “The cultural logic of late capitalism”. In: Postmodernism, or, the cultural logic of late capitalism. London and New York: Verso, 1991, p. 1-54.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. 3ª edição. Rio de Janeiro: Global, 2015.
______. O processo civilizatório – estudos de antropologia da civilização. 9ª edição. Petrópolis: Vozes, 1987.
TINHORÃO, José Ramos. Cultura popular: temas e questões. São Paulo: Editora 34, 2001.
WILLIAMS, Raymond. Keywords: a vocabulary of culture and society. London: Fontana press, 1988. (1976)
______. The long revolution. London: Penguin, 1984. (1961)
______. Culture and society 1780-1950. London: Penguin, 1975. (1958)

Tópico 2

ARRUDA SAMPAIO, Plínio de.; ARRUDA SAMPAIO JR., Plínio de. “Apresentação”. In: Clássicos da revolução brasileira. São Paulo: Expressão Popular, BERNARDET, Jean-Claude. “Introdução”, “Barravento: política de cúpula” e “Antônio das Mortes”. In:Brasil em tempo de cinema: Ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das letras, 2007, p. 21-35; p. 73-81; p. 94-102.
COSTA, Iná Camargo. “Brecht no cativeiro das forças produtivas”. In: Nem uma lágrima: teatro épico em perspectiva dialética. São Paulo: Nankin e Expressão Popular, 2012, p. 137-152.
GERBER, Raquel et al. Glauber Rocha. São Paulo: Paz e terra, 1977.
GOMES, Ângela M. de Castro et al. História Geral da Civilização Brasileira – Tomo III – O Brasil Republicano – Volume 10 – Sociedade e Política (1930-1964). Rio de Janeiro: Bertrand, 2007. (1996)
HOBSBAWM, Eric J. Bandidos. Trad. Donaldson M. Garschagen. São Paulo: 2012, 2000.
LÖWY, Michael. Judeus ortodoxos: messianismo, romantismo, utopia. Trad. Marcio Honorio de Godoy. São Paulo: Perspectiva, 2012. (2010)
MONIZ, Edmundo. Canudos: a luta pela terra. 9ª edição. São Paulo: Global editora, 2001. (1982)
MARINI, Ruy Mauro. “Crítica à A revolução brasileira, de Caio Prado Júnior”. In: João Pedro Stédile (org.). A questão agrária no Brasil: o debate na esquerda – 1960-1980. 2ª edição. São Paulo: Expressão Popular, 2012, p. 101-106.
PIERUCCI, Antônio Flávio de Oliveria et al. “Capítulo X – Cinema brasileiro: 1930-1964”. In: História Geral da Civilização Brasileira – Tomo III – O Brasil Republicano – Volume 11 – Economia e Cultura (1930-1964). 4ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand, 2007, p. 568-611. (1996)
PINHEIRO, Paulo Sérgio et al. “Capítulo II – Um confronto entre Juazeiro, Canudos e contestado”. In: História Geral da Civilização Brasileira – Tomo III – O Brasil Republicano – Volume 9 – Sociedade e Instituições (1889-1930). 8ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand, 2006, p. 46-103. (1997)
PEREIRA, João B. B.; QUEIROZ, Renato da Silva (orgs.). Messianismo e milenarismo no Brasil. São Paulo: Edusp, 2015.
PRADO JR, Caio. A revolução brasileira e a questão agrária no Brasil. São Paulo: Companhia das letras, 2014.
REGO, Waldeloir. Capoeira Angola: Ensaio Sócio-Etnográfico. Salvador: Itapuã, 1968.
ROCHA, Glauber. Revolução do cinema novo. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
SCHWARZ, Roberto. “Cultura e política, 1964-1969”. In: O pai de família e outros ensaios. São Paulo: Companhia das letras, 1992, p. 62-92.
SILVA, Vagner Gonçalves. Candomblé e umbanda: caminhos da devoção brasileira. 5ª edição. São Paulo: Selo negro edições, 2005.
SOARES, Marcos. “O projeto inacabado de Cidadão Kane”. In: Marcos Soares e Maria Elisa Cevasco (orgs.). Crítica cultural materialista. São Paulo: Humanitas, 2008, p. 167-226.
VASCONCELLOS, Gilberto F. Quebra cabeça do cinema novo. Rio de Janeiro: Galpão de ideias Leonel Brizola, 2018.
______. Glauber pátria Rocha livre. São Paulo: Editora SENAC, 2011.
VASCONCELLOS, Gilberto F.; VIDAL, J. W. Bautista. Poder nos trópicos: meditação sobre a alienação energética na cultura brasileira. São Paulo: Editora casa amarela, 2004.
VERGER, Pierre. Lendas africanas dos orixás. Salvador: Fundação Pierre Verger, 2019. (1985).
XAVIER, Ismail. Sertão mar: Glauber Rocha e a estética da fome. São Paulo: Duas cidades e editora 34, 2019.

Tópico 3

BUARQUE, Chico; PONTES, Paulo. Gota d’água. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1992.
EURÍPEDES. “Medeia”. In: O Melhor do Teatro Grego: Prometeu acorrentado, Édipo rei, Medeia, As nuvens. Trad. Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Zahar, 2013, p. 193-274. (1991)
______. Medeia. Trad. Trupersa – trupe de tradução de teatro antigo. São Paulo: Ateliê editorial, 2013.
______. Medeia. Trad. Trajano Vieira. São Paulo: Editora 34, 2010.
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 6ª edição. São Paulo e Curitiba: Contracorrente, 2020. (1975)
GARCIA, Walter. “Tragédia na Vila do Meio-Dia: uma contribuição à crítica de Gota d’Água {Preta}” In: Sala preta. São Paulo, n. 19 (2), 2019, p. 222-248.
HERMETO, Miriam. ‘Olha a gota que falta’ Um evento no campo artístico-intelectual brasileiro (1975-1980). Tese de doutorado. UFMG, Belo Horizonte: 2010.
MARIANO, Maira. Teatro e engajamento político: a dramaturgia de Paulo Pontes. Tese de doutorado. USP, São Paulo: 2015.
MARINI, Ruy. “Dialética da dependência”. In: Roberta Traspadini e João Pedro Stedile (orgs.). Ruy Mauro Marini: Vida e obra. 2ª edição. São Paulo: Expressão Popular, 2011. (1973)
______. “A dialética do desenvolvimento capitalista no Brasil”. In: Subdesenvolvimento e revolução. 6ª edição. Florianópolis: Insular, 2017, p. 73-161. (1969)
OLIVEIRA, Chico de. “Crítica à razão dualista”. In: Crítica à razão dualista – O ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2019, p. 25-119. (1972)
SZONDI, Peter. Ensaio sobre o trágico. Trad. Pedro Süssekind e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. (1964)

Tópico 4

ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. “A indústria cultural – o Iluminismo como mistificação das massas”. Trad. Júlia Elisabeth Levy com revisão de Luis Costa Lima, Otto Maria Carpeaux e Jorge de Almeida e “Tempo livre”. Trad. Maria Helena Ruschel. In: Jorge M. B. de Almeida (org.) Indústria cultura e sociedade. São Paulo: Paz e terra, 2011, p. 7-74 e p. 103-117.
BARTHES, Roland. Mythologies. Paris: Éditions du Seuil, 2010. (1957)
BUCCI, Eugênio; KEHL, Maria Rita (eds.). Videologias: ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, 2004.
COSTA, Iná Camargo. Dias Gomes: um dramaturgo nacional-popular. São Paulo: Editora da UNESP, 2017.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. (1967)
GOMES, Dias. O berço do herói. 6ª edição. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015. (1963)
GOMES, Dias; SILVA, Aguinaldo. Roque Santeiro. Mauro Alencar e Eliana Pace (adaptação). Rio de Janeiro: Editora Globo, 2008.
HAMBURGER, Esther. O Brasil antenado: a sociedade da novela. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
MATTOS, Laura. Herói mutilado: Roque Santeiro e os bastidores da censura à TV na ditadura. São Paulo: Companhia das letras, 2019.
ROSENFELD, Anatol. O mito e o herói no moderno teatro brasileiro. 2ª edição. São Paulo: Perspectiva, 2019.
SILVA, Paulo F. dos Reis. Roque Santeiro: o (re)desenho do mito e as projeções do imaginário social. Dissertação de mestrado. Feira de Santana, BA: UEFS, 2016.
STALLABRASS, Julian. “Looking-glass TV”. In: Gargantua: manufactured mass culture. London and New York: Verso, 1996, p. 189-213.
WILLIAMS, Raymond. Television: Technology and cultural form. London: Fontana/Collins, 1974.
WILLIS, Susan. Cotidiano: para começo de conversa. Trad. Elena Elizabeth Riederer, Guiomar Gimênez e Maria Elisa Cevasco. Boscov. Rio de Janeiro e São Paulo: Graal e Paz e terra, 1997.

Tópico 5

ARANTES, Paulo. “1964” e “Tempos de exceção”. In: O novo tempo do mundo. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 281-327.
ARRUDA SAMPAIO JR., Plínio de. “Globalização e reversão neocolonial: o impasse brasileiro”. In: Filosofia y teorías políticas entre la crítica y la utopía. Hoyos Vásquez, Guillermo. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Buenos Aires, 2007. Disponível em http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/grupos/hoyos/11Sampaio…
BOOTH, Wayne. The rhetoric of fiction. Chicago and London: The University of Chicago Press, 1983.
BRITO, Felipe; OLIVEIRA, Pedro Rocha de. (orgs.) Até o último homem. São Paulo: Boitempo, 2013.
CEVASCO, Maria Elisa. “A crítica cultural lê o Brasil”. In: André Singer e Isabel Loureiro (orgs.). As contradições do lulismo – a que ponto chegamos? São Paulo: Boitempo, 2016, p. 251-279.
______. “Modernização à brasileira”. In: Revista do instituto de estudos brasileiros. n. 59, p. 191-212, dez. 2014.
DEBORD, Guy. “Comentários sobre a sociedade do espetáculo”. In: A sociedade do espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. (1988)
DUARTE, Lívia L. “Nos limites da narrativa: Cidade de Deus e dramatização da estrutura social brasileira”. In: Terra rosa e outras terras – revista de estudos literários. Londrina, UEL, v. 9, 2007, p.77-90.
KURZ, Robert. O colapso da modernização: da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia mundial. Trad. Karen Elsabe Barbosa. São Paulo: Paz e terra, 1992.
LINS, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
OLIVEIRA, Chico de. “O ornitorrinco”. In: Crítica à razão dualista – O ornitorrinco. São Paulo: Boitempo, 2019, p. 121-150. (2003)
OURIQUES, Nildo. “A sedução revolucionária e o plano real”. In: Nildo Ouriques; Waldir Rampinelli (orgs.). No fio da navalha: crítica das reformas neoliberais de FHC. São Paulo: Xamã, 1998, p. 91-136.
______. “Plano real: estabilização monetária e estratégia recolonizadora”. In: Álvaro Bianchi et al. A crise brasileira e o governo FHC. São Paulo: Xamã, 1997, p. 123-147.
PEREIRA, Graziela B. M. C. A construção narrativa em Cidade de Deus de Paulo Lins. Dissertação de mestrado. Araraquara: UNESP, 2007.
QUITÉRIO, César T. Cidade de Deus em perspectiva: uma análise do romance de Paulo Lins. Dissertação de mestrado. São Paulo: FFLCH/USP, 2012.
SCHWARZ, Roberto. Sequências brasileiras: ensaios. São Paulo: 1999.

Programa

Tradução e tecnologia: prática com Wordfast Anywhere

DEPARTAMENTO:
Departamento de Letras Modernas (DLM)

CARGA HORÁRIA: 9 horas

Aula Teórica: 3h
Aulas Práticas: 6h

DURAÇÃO EM DIAS: 3

DOCENTES RESPONSÁEIS:
Coordenadora: Profa. Dra. Luciana Carvalho Fonseca
Ministrante: Maria Teresa de Araújo Mhereb

PROGRAMA

OBJETIVOS:
O curso tem por objetivos fornecer à/ao aluna/o um panorama das ferramentas computacionais que auxiliam o trabalho de tradução e capacitá-la/o para trabalhar com o software livre Wordfast Anywhere, uma das ferramentas de tradução assistida por computador mais empregadas por tradutoras e tradutores profissionais, contribuindo, desse modo, para a formação prática e/ou atualização de estudantes, interessadas/os ou profissionais da tradução e para sua melhor adequação às demandas atuais do mercado de trabalho.

JUSTIFICATIVA:
Ferramentas computacionais podem ser importantes aliadas de tradutoras e tradutores, reduzindo o tempo de trabalho necessário para concluir uma tradução e elevando a qualidade do produto final. Em alguns setores do mercado de trabalho de tradução, especialmente no de empresas especializadas nesse tipo de serviço, o domínio de ao menos uma das chamadas ferramentas de tradução assistida por computador (Computer-Assisted Translation Tools, ou CAT Tools) tornou-se mesmo requisito básico para a contratação de profissionais. No entanto, o desenvolvimento da subcompetência instrumental, que envolve o saber como empregar tecnologias ao longo do processo tradutório, nem sempre compõe os currículos para formação de tradutoras e tradutores. Levando em conta a importância da subcompetência instrumental para a consolidação da competência tradutória no mundo contemporâneo, o curso apresentará um panorama das tecnologias de tradução disponíveis atualmente (glossários e dicionários on line, sistemas de tradução automática e ferramentas de tradução assistida por computador - CAT Tools) e capacitará a/o aluna/o para trabalhar com o software livre Wordfast Anywhere, umas das CAT Tools mais usadas por tradutoras e tradutores profissionais. Além de funcionar de modo bastante similar ao de outras ferramentas pagas, o software tem como característica a possibilidade de se trabalhar na nuvem e de se produzir traduções coletivamente, já que pode ser acessado simultaneamente por mais de um usuário com a mesma conta.

CONTEÚDO (EMENTA):

Aula 1 (10/08/2021):
- A competência tradutória e suas subcompetências;
- Tradução, tecnologias e relações de poder;
- Ferramentas computacionais: dicionários e glossários on line, sistemas de tradução automática e ferramentas de tradução assistida por computador (CAT Tools);
- Como criar uma conta no software livre Wordfast Anywhere e reconhecimento da interface do software.

Aula 2 (11/08/2021):
- Primeiros elementos da prática com Wordfast Anywhere: quais os recursos disponíveis no Wordfast Anywhere; como preparar um arquivo para ser trabalhado no Wordfast Anywhere; como subir o arquivo para o software; como construir e/ou importar/exportar um glossário; como construir e/ou importar/exportar uma memória de tradução; como definir o par linguístico; quais os comandos básicos do Wordfast Anywhere.

Aula 3 (12/08/2021):
- Elementos avançados da prática com Wordfast Anywhere: como revisar uma tradução no Wordfast Anywhere; como baixar um arquivo do Wordfast; quais os formatos possíveis de arquivo para download e as diferenças entre eles; alguns problemas técnicos que podem ocorrer e como solucioná-los.
- Discussão sobre os resultados.


BIBLIOGRAFIA:
ALBIR, Amparo Hurtado. “Competência tradutória e formação por competências”. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 40, nº 1, p. 367-416, jan-abr, 2020. Traduzido por Lavínia Teixeira Gomes e Marta Pragana Dantas. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175-7968.20…. Acesso em: 5 jun. 2020.
ALCINA, Amparo. “Translation Technologies: Scope, Tools and Resources”. Target: International Journal on Translation Studies, maio, 2008. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/233657002_Translation_technolo….
AMARAL, Ana Lúcia Ribeiro do. A experiência da tradução comparando ferramentas de auxílio a tradução: Wordfast Anywhere x Smartcat. Trabalho de Conclusão de Curso. Instituto de Letras, Universidade de Brasília, Brasília, 2019.
CRONIN, Michael. Translation in the digital age. Abingdon: Routledge, 2013.
SANTOS, Diana; FREITAS, Cláudia. “Áreas emergentes e ferramentas especializadas: tradução e tecnologia em revista”. Tradução em Revista, n. 22, v. 1, 2007. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/20482.
STUPIELLO, Érika. “Relações de poder na tradução praticada na era digital”. In. ESTEVES, Lenita (org.), O traduzir traduzido: diálogos com a tradução. São Paulo: FFLCH-USP, 2019. Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/401.

OBSERVAÇÕES:
O curso será ministrado remotamente via Google Meet. Os slides explicativos, textos e demais materiais de apoio serão disponibilizados na plataforma Google Classroom. Cada aluna/a inscrito/a abrirá (na primeira aula) uma conta de acesso individual ao software Wordfast Anywhere, com a qual trabalhará durante o curso.

Programa

Aula 1:
Linguística de Corpus: fundamentos, conceitos e aplicações na Tradução, no ensino de línguas e na lexicografia;
tipos de corpora; ferramentas (lista de palavras, lista de palavras-chave, linhas de concordância); programas
(WordSmith Tools, AntConc e BootCaT).

Aula 2:
Programas da Linguística de Corpus (WordSmith Tools, AntConc e BootCaT); aplicações da Linguística de Corpus
na Tradução; exercício prático.

Aula 3:
Conceitos fundamentais de Lexicografia/Terminografia; aplicações da Linguística de Corpus na
Lexicografia/Terminografia e no ensino de línguas; exercício prático.

Bibliografia

ANTHONY, L. (2014). AntConc 3.4.3w. Tokyo: Waseda University, 2014. Disponível em:
<http://www.laurenceanthony.net&gt;. Acesso em: 22 nov. 2019.
AUBERT, F. Introdução à metodologia da pesquisa terminológica bilíngüe. 2 ed. São Paulo: FFLCH/CITRAT, 2001.
Disponível em: <http://citrat.fflch.usp.br/cadernos-de-terminologia-e-traducao&gt;. Acesso em: 22 nov. 2019.
BARBOSA, M. (2001). Dicionários, Vocabulários, Glossário: concepções. In: Caderno de Terminologia, n. 1. São
Paulo: FFLCH/CITRAR, p. 23-45.
BASTIANELLO, R. Terminologia da energia solar fotovoltaica para fins terminográficos: estudo baseado em corpus
comparável (português-francês). 2017. 378f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em:
<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-11122017-190034/fr…
>. Acesso em: 22 nov. 2019.
BASTIANELLO, R.; ZAVAGLIA, A. (2016). "A busca por equivalentes em língua francesa e sinônimos em língua
portuguesa para os termos da energia solar fotovoltaica formados por ‘sistema'". Debate Terminológico, 16. p.15-
28. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/index.php/riterm/article/viewFile/68421/p df>. Acesso em: 22 nov. 2019.
BASTIANELLO, R.; ZAVAGLIA, A. (2019). Terminologia da Radiação Solar: elaboração de um glossário bilíngue
(português-francês). In: Tradterm, v. 34, p. 27-47. Acesso em: 22 nov. 2019.
BERBER SARDINHA, T. Linguística de Corpus. Barueri: Manole, 2004.
BIRDERMAN, M. (1984). Glossário. In: Alfa, 28(supl.). São Paulo, p. 135-144.
BOOTCAT. Disponível em: <https://bootcat.dipintra.it/&gt;. Acesso em: 22 nov. 2019.
BOWKER, L.; PEARSON, J.. Working with Specialized Language: a practical guide to using corpora. London:
Routledge, 2002.
CABRÉ, M. La Terminología: representación y comunicación. Barcelona: Institut Universitari de Lingüística
Aplicada, 1999.
DUBUC, R. Manuel Pratique de Terminologie. 2 ed. Québec: Linguatech, 1985.
KRIEGER, M.; FINATTO, M. Introdução à Terminologia: teoria e prática. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2015.
KRIEGER, M.; MACIEL, A. (org.) – Temas de Terminologia. Porto Alegre/São Paulo: Ed. Universidade/UFRGS/
Humanitas/USP, 2001.
PAVEL, S.; NOLET, D. Manual de Terminologia. Tradução de Enilde Faulstich. 2002. Disponível em:
<https://linguisticadocumentaria.files.wordpress.com/2011/03/pavel-termi…;. Acesso em: 22 nov. 2019.
REY-DEBOVE, J. Étude linguistique et sémiotique des dictionnaires français contemporains. The Hague, Paris:
Mouton, 1971.
TAGNIN, S. O jeito que a gente diz. Barueri: DISAL, 2013.
TAGNIN, S.; BEVILACQUA, C. Corpora na Terminologia. São Paulo: Hub Editorial, 2013
TAGNIN, S.; VALE, O. (orgs.). Avanços da Linguística de Corpus no Brasil. São Paulo: Humanitas, 2008.
VIANA, V.; TAGNIN, S. Corpora na Tradução. São Paulo: Hub Editorial, 2015.
WÜSTER, E. Introducción a la Teoría General de la Terminología y la Lexicografía Terminológica. Barcelona:
Institut Universitari de Lingüística Aplicada, 1998.

Programa

O curso será dividido em três módulos. Em cada módulo trabalharemos três autores (cujos textos serão fornecidos em aula): 
 
MODULO 1 : IMAGENS DA FRANÇA 
Jacques Prévert 
Simone de Beauvoir 
Marcel Proust 
MODULO 2 : ENTRE DOIS MUNDOS 
Léonora Miano (Camarões) 
Kateb Yacine (Argélia) 
Jean de La Fontaine 
MODULO 3 : IMAGENS DA ÁFRICA 
Amadou Hampâté Bâ (Mali) 
Albert Camus 
Henri Michaux 
 
A avaliação é composta de: 
Participação em sala de aula e lição de casa. 
Prova de compreensão oral e escrita + produção escrita em sala (gramática e redação). 
Seminário individual ou em grupo. 
 
Bibliografia geral 
 
BENAMOU, Michel. Pour une nouvelle pédagogie du texte littéraire. Librairies Hachette et Larousse, 1971 (Collection : Le français dans le monde / B.E.L.C.) 
BLONDEAU, N. ; ALLOUACHE, F. Littérature progressive du français : niveau intermédiaire. Clé international, 2003. 
__________ . Littérature progressive de la francophonie. Clé international, 2008. 
COSTA, Heloísa B. de A. Reflexões sobre o ensino da literatura: da Poética de Edouard Glissant às perspectivas de leituras rizomáticas. São Paulo: USP, 2004. (Série: produção acadêmica premiada - FFLCH) 
ELIAS. V. M. Ler e Compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. 
ESTÉOULE-EXEL, M.-H.; RAVIER, S. R. Livres ouverts. Presses Universitaires de Grenoble, 2008. 
KOCH, I. V. Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002. 
PEYTARD, Jean. Littérature et classe de langue. Hatier, 1996. 
PIETRARÓIA, Cristina M. C. Percursos de leitura : léxico e construção do sentido na leitura em língua estrangeira. São Paulo: Annablume, 1997. 
ROBERT, Pierre-Edmond (org). Toutes latitudes. Hatier/Didier, 1993. (Lectures modernes / contemporaines) 
STALLONI, Y. Os gêneros literários. Trad. Flávia nascimento. Rio de janeiro: Difel, 2001. 
 
Bibliografia específica 
BEAUVOIR, Simone de. Le deuxième sexe. Tome II : L´expérience vécue. Paris : Éditions Gallimard, 1949. 
CAMUS, Albert. Le premier homme. Paris : Éditions Gallimard, 1994. 
______ . L´envers et l´endroit. Paris : Éditions Gallimard, 1937. 
HAMPÂTÉ BÂ, Amadou. Il n´y a pas de petite querelle : nouveaux contes de la savane. Paris : Éditions Stock, 1999, 2000. 
KATEB, Yacine . Nedjma. Paris : Éditions du Seuil, 1956. 
______ . Le polygone étoilé. Paris : Éditions du Seuil, 1966. 
LA FONTAINE, Jean de. Fables choisies. Paris : Éditions Gallimard, 1999. 
MIANO, Léonora. Afropean Soul et autres nouvelles. Paris : Éditions Flammarion, 2008. 
MICHAUX, Henri. Plume. Éditions Gallimard, 1938. 
PRÉVERT, Jacques. Paroles. Paris : Éditions Gallimard, 2004. 
PROUST, Marcel. À la recherche du temps perdu. Tome I : Du côté de chez Swann. Paris : Éditions Gallimard, 1988.
 
 

 

Programa

A disciplina tem por objetivo introduzir o aluno no estudo de crimes e mortes violentas no contexto intraurbano, a partir de perspectivas geoestatística e sociológica, dialogando sobre: fontes de dados e abordagens analíticas; fatos e acontecimentos históricos; correntes e hipóteses explicativas mais relevantes no domínio das ciências humanas. Com base em bibliografia especializada e estatísticas oficiais, a disciplina enfoca o modo quali-quantitativo de pensar a violência, enfatizando a opacidade dos dados, suas inconsistências e a falta de clareza sobre o que significam ou traduzem. A disciplina igualmente estará voltada para a discussão dos argumentos macro/globais e micro/locais sobre as condicionantes das taxas de mortalidade na cidade de São Paulo, em período pré e pós-Covid.

Programa Resumido
O conceito de violência e seus marcos históricos; estudos urbanos; violência e espaço; análise espaço-temporal; geoprocessamento; fontes de dados; padrões urbanos; movimento do crime. Perspectivas teórico-metodológicas: a vertente quali-quantitativa. Perspectivas analíticas: a violência na pesquisa brasileira.

AULA 1 (21/07/2020). Violência e a importância dos estudos urbanos (Apresentação do Prof. Dr. Sergio Adorno); Mortalidade e espaço intraurbano.
AULA 2 (23/07/2020). Análise espaço-temporal e geoprocessamento.
AULA 3 (28/07/2020). Fontes de dados e padrões urbanos.
AULA 4 (30/07/2020). Movimento do crime, da mortalidade violenta e de suas condicionantes na cidade de São Paulo; Punição, discurso e poder, no contexto paulistano (Apresentação do Prof. Dr. Marcos César Alvarez).

Bibliografia

ADORNO, Sergio. (2009), “Análise de Pesquisa – Segurança”. DNA Paulistano. São Paulo: Publifolha: 359-362.
ADORNO, Sergio. Violência e crime: sob o domínio do medo na sociedade brasileira. 2016.
ADORNO, Sergio; NERY, Marcelo Batista. Crime e violências em São Paulo: retrospectiva teórico-metodológica, avanços, limites e perspectivas futuras. “Cadernos Metrópole”., v. 21, n. 44, p. 169-194, 2019.
ALMEIDA, M. A. S.; ALMEIDA, E. S.; SARTORIS, A. 2006. Criminalidade no Estado de São Paulo: uma análise espacial. In: IV Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, Foz do Iguaçu. Anais, Foz do Iguaçu, Associação Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos (ABER).
BEATO, Claudio; ASSUNÇÃO, Renato; SANTOS, Marcos Cunha. (1997), Análise da evolução temporal da criminalidade violenta em Minas Gerais (1986-1997). São Paulo, Mimeo.
BEATO, F. C. 1998. Determinantes da Criminalidade em Minas Gerais. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 13, n. 37, p. 74-89, jun.
CALDEIRA, T. P. do R. 2000.Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: USP.
CASTELLS, M. 1983. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
CASTRO, Mônica S. Monteiro de; ASSUNÇÃO, Renato M; DURANTE, Marcelo Ottoni. (2003), “Comparação de dados sobre homicídios entre dois sistemas de informação, Minas Gerais”. Revista de Saúde Pública, 37(2): 168-176.
CECCATO, Vânia; Haining, Robert; Kahn, Tulio. (2007), “The geography of homicide in São Paulo, Brazil”. Environment and Planning A, 39(7): 1632-1653.
FELTRAN, Gabriel de Santis. (2010), “Margens da política, fronteiras da violência: uma ação coletiva das periferias de São Paulo”. Lua Nova, 79: 201-233.
GAWRYSZEWSKI, Vilma Pinheiro; COSTA, Luciana Scarlazzari. (2005), “Homicídios e desigualdades sociais no Município de São Paulo”. Revista de Saúde Pública, 39(2): 191-197.
GAWRYSZEWSKI, Vilma Pinheiro; KAHN, Túlio; MELLO JORGE, Maria Helena Prado de. (2005), “Informações sobre homicídios e sua integração com o setor saúde e segurança”. Revista de Saúde Pública, 39(4): 627-633.
LIMA, Maria Luiza C; XIMENES, Ricardo; SOUZA, Edinilsa Ramos; LUNA, Carlos Feitosa; ALBUQUERQUE, Maria de Fátima. (2005), “Spatial analysis of socioeconomic determinants of homicide in Brazil”. Revista de Saúde Pública, 39(2): 176-182.
LIMA, Renato S. (2005). Contando crimes e criminosos em São Paulo: uma sociologia das estatísticas produzidas e utilizadas entre 1871 e 2000. Tese de doutorado, São Paulo, FFLCH-USP - Departamento de Sociologia.
NERY, Marcelo Batista et al. Regimes espaciais: dinâmica dos homicídios dolosos na cidade de São Paulo entre 2000 e 2008. “Revista Panamericana de Salud Publica”, v. 32, p. 405-412, 2012.
NERY, Marcelo Batista; ADORNO, Sergio. O Movimento da criminalidade em São Paulo: um recorte temático e bbliográfico. “BIB-Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais”, n. 76, p. 5-32, 2015.
NERY, Marcelo Batista; SOUZA, Altay Alves Lino de; ADORNO, Sergio. Os padrões urbano-demográficos da capital paulista. “Estudos Avançados”, v. 33, n. 97, p. 5-36, 2019.
PERES, Maria Fernanda Tourinho et al. Queda dos homicídios em São Paulo, Brasil: uma análise descritiva. “Revista Panamericana de Salud Publica”, v. 29, p. 17-26, 2011.
RAMOS, Frederico Roman. (2002), Análise espacial de estruturas intra-urbanas: o caso de São Paulo. Dissertação de Mestrado, São José dos Campos, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
ROLNIK, Raquel. (2001), “Territorial exclusion and violence: the case of the state of São Paulo, Brazil”. Geoforum, 32(4): 471-482.
SÃO PAULO. (2008), Olhar São Paulo: Violência e Criminalidade. São Paulo, Secretaria Municipal de Planejamento/Departamento de Estatística e Produção de Informação.
SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados). (2005), “Mortes por Atos Violentos em São Paulo: A importância de informações complementares. ” SPDemográfico, 1(5): 1-15.
SOUZA, Edinilsa Ramos de; MINAYO, Maria Cecília de Souza. (2001), Análise das tendências da produção acadêmica sobre violência e acidentes. Rio de Janeiro, Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde/Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz.
SOUZA, Edinilsa Ramos; LIMA, Maria Luiza Carvalho. (2006), “The panorama of urban violence in Brazil and its capitals”. Cienc. Saude Colet., 11(2): 363-73.
SOUZA, M. J. L., 2004. Alguns aspectos da dinâmica recente da urbanização brasileira.
WIEVIORKA, Michel. The new paradigm of violence. “Tempo social”, v. 9, n. 1, p. 5-41, 1997.
ZANABRIA, Germain Garcia et al. CrimAnalyzer: Understanding Crime Patterns in São Paulo. IEEE Transactions on Visualization and Computer Graphics”, 2019

Programa

Aula 1: A formação da historiadora e militante

a) Trajetória acadêmica e ativista;
b) Intelectualidades negras;
c) Movimentos negros.

Aula 2: Conceitos de Beatriz Nascimento

a) Uma História feita por mãos negras;
b) Transatlanticidade e quilombos;
c) Atualidade do pensamento de Beatriz Nascimento: visibilidade x invisibilidade

Aula 3: A mulher negra
a) Debates sobre a mulher negra em Beatriz Nascimento;
b) Representações estereotipadas da mulher negra no cinema: o caso “Xica da Silva”

Bibliografia

ADAMATTI, Margarida Maria. “Crítica de cinema e patrulha ideológica: o caso Xica da Silva de Carlos Diegues”. Revista Famecos, mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v. 23, n. 3, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016.

DOMINGUES, Petrônio. “Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos”. Tempo, Niterói, v. 12, n. 23,2007, pp. 100-122.

HOOKS, Bell. “Intelectuais negras”. Revista Estudos feministas, Florianópolis, v. 3, n. 2, pp. 464-478., 1995.

MARTINS, Sandra. O GTAR (Grupo de Trabalhos André Rebouças) na Universidade Federal Fluminense: Memória social, intelectuais negros e a universidade pública (1975/1995). 2018 Dissertação (Mestrado). Instituto de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.

NASCIMENTO, Maria Beatriz. (1974a) “Por uma história do homem negro”. Revista de Cultura Vozes. 68(1), pp. 41-45.

NASCIMENTO, Beatriz. Beatriz Nascimento - Quilombola e Intelectual: Possibilidade nos dias da destruição. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018.

RATTS, Alex. Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial/Instituto Kuanza, 2007.

RATTS, Alex. Uma História feita por mãos negras. São Paulo: Editora Zahar, 2021.
TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Tradução: Sebastião Nascimento. Curitiba: huya, 2016.

Programa

Aula 1: Magia e religiosidade popular
O objetivo desta aula é estabelecer o que as fontes jurídicas entendiam por magia, como os praticantes entendiam
a prática e a relação entre magia e religiosidade popular.
Bibliografia:
FRANKFURTER, David. Guide to the Study of Ancient Magic. Leiden: Brill, 2019.
GRIG, Lucy. Introduction. In: GRIG, Lucy (ed). Popular Culture in the Ancient World. Cambridge: Cambridge
University Press, 2017, pp. 1-36.
GRIG, Lucy, Reconsidering “Popular Religion” for a New Era. In: Studies in Late Antiquity, v. 5, n. 1, p. 139-149,
2021.
HUBERT, Henri. A Magia no Mundo Greco-Romano. São Paulo: Edusp, 2021.
NOGUEIRA, Paulo. Narrativa e Cultura Popular no Cristianismo Primitivo. São Paulo: Paulus, 2018.
SILVA, Semíramis Corsi. Magia e Poder no Império Romano. A Apologia de Apuleio. Annablume, Fapesp: São
Paulo, 2012.


Aula 2: Amuletos: proteção e amor
Utilizando exemplos de amuletos de proteção contra demônios, doenças e granizo, além de amuletos amorosos,
esta aula objetiva compreender a materialidade dos amuletos, os diferentes tipos e as situações em que eram
utilizados.
Bibliografia:
EDMONDS III, Radcliffe G. Drawing Down the Moon. Princeton: Princeton University Press, 2019.
GAGER, John. Curse Tablets and Binding Spells from the Ancient World. Nova York: Oxford University Press,
1992.
NOGUEIRA, Paulo. Religião e Poder no Cristianismo Primitivo. São Paulo: Paulus, 2020.
PARKER, Adam. MCKIE, Stuart. Material Approaches to Roman Magic. Occult Objects and Supernatural
Substances. Oxford: Oxbow Books, 2018.


Aula 3: Maldições: usos e relações sociais
Por meio de Defixionum Tabellae, o objetivo desta aula é compreender as situações de conflito nas quais essas
fontes eram utilizadas, bem como as relações sociais encontradas nelas.
Bibliografia:
CAMPOS, Carlos Eduardo C. As tabellae defixionum da região do Lácio (I AEC – II EC): tradução e análise
textual. Tese de Doutorado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas da Universidade
Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro, 2021.
EIDINOW, Esther. Magic and Social Tension. In: FRANKFURTER, David (ed.). Guide to the Study of Ancient
Magic. Leiden, Boston: Brill, 2019, p. 746-774.
FARAONE, Christopher. GORDON, Richard. Curses in context, 1: Curse-Tablets in Italy and the Western Roman
Empire. In: Religion in the Roman Empire, vol. 5, num. 2, 2019, pp. 319-334.
FREITAS, Renata Cazarini de. FUNARI, Pedro Paulo. Invocando deuses e clamando por vingança em fontes
literárias e epigráficas. In: CORNELLI, Gabriele. COUTINHO, Luciano. Estudos Clássicos IV. Coimbra: Imprensa
da Universidade Coimbra, 2018, p. 296-323.


Aula 4: Oráculos e adivinhações: narrativas e usos
A última aula do curso objetiva apresentar as formas de adivinhação do futuro encontradas nas fontes antigas, bem
como perguntas frequentes, seus usos e as situações descritas nelas.

Bibliografia:
DRIEDIGER-MURPHY, Lindsay G. EIDINOW, Esther. Ancient Divination &amp; Experience. Oxford: Oxford University
Press, 2019.
EIDINOW, Esther. Oracles, Curses, and Risk Among the Ancient Greeks. Oxford: Oxford University Press, 2007
FORSDYKE, Sara. Slaves Tell Tales: and Other Episodes in the Politics of Popular Culture in Ancient Greece.
Princeton: Princeton University Press, 2012.
JENNINGS, Victoria. Divination and Popular Culture. In: GRIG, Lucy (ed). Popular Culture in the Ancient World.
Cambridge: Cambridge University Press, 2017, pp. 189-207.
TONER, Jerry. Popular Culture in Ancient Rome. Cambridge: Polity Press, 2009.

Programa

Aula 1 (05/02/24) Reconstruindo climas do passado: diálogos entre História e Climatologia
Texto base da aula: LADURIE, Emanuel Le Roy. O clima: história da chuva e do bom tempo.
In: Le Goff, J. (org). História: novos objetos. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.

Aula 2 (12/02/24) Mudanças climáticas passadas: aquecimentos, resfriamentos, ressecamentos
e dilúvios, da Grécia antiga à modernidade
Texto base da aula: CLINE, Eric. 1177 a.C.: o ano em que a civilização colapsou. Odivelas:
Alma dos Livros, 2022 (capítulo introdutório)

Aula 3 (19/02/24) Percepções, interpretações e respostas a mudanças climáticas: da arte e
literatura às práticas da vida diária
Texto base da aula: SANT’ANNA, Denise B. de: ‘Aprender a ler o tempo: uma história sobre
o ensino das mudanças climáticas e a percepção da natureza’. Cad. Cedes, Campinas, v. 40, n.
112, p.255-265, Set.-Dez., 2020 https://doi.org/10.1590/CC238424

Aula 4 (26/02/24) Os impactos de mudanças climáticas: entre colapso e sobrevivência
Texto base da aula: DIAMOND, Jared. Colapso: como as sociedades escolhem o fracasso ou o
sucesso. Rio de Janeiro: Record, 2007 (capítulo 5: “Os colapsos maias”)

Programa

Aula 1: O que são os emblemas e qual é sua história

Aula 2: Elementos materiais e simbólicos

Aula 3: A emblemática portuguesa

Bibliografia:

ALCIATO, Andrea. Il libro degli Emblemi. Introduzione, traduzione e commento di Mino Gabriele. Milano: Adelphi edizioni, 2009.
AMARAL JR., Rubem. Emblemática Lusitana e os Emblemas de Vasco Mousinho de Castelbranco. Tegucigalpa: s/e, 2000.
CAMPOS, Francisco António de Novaes. Príncipe Perfeito: Emblemas de D. João de Solórzano. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1985.
CARTARI, Vincenzo. Imagini delli dei de gl’antichi. Città di Castello: Nuova Stile Regina Editrice, 1987.
COVARRUBIAS, Sebastián. Emblemas morales. Segovia: Juan de la Cuesta, 1589.
DRYSDALL, Denis L. Hieroglyphs, Speaking Pictures, and the Law: The Context of Alciato’s Emblems. Glasgow: Glasgow Emblem Studies, 2013.
ENENKEL, Karl A. E., The Invention of the Emblem Book and the Transmission of Knowledge, ca. 1510-1610. Leiden: Brill, 2019.
FERREIRA, Francisco Leitão. Nova Arte de Conceitos. Lisboa Ocidental: António Pedroso Garlam, 1718.
FLOR, Fernando R. de la. Emblemas: Lecturas de la imagen simbólica. Madrid: Alianza Forma, 1995.
GIOVIO, Paolo. Dialogo dell’imprese militari et amorose. Lyon: Guglielmo Roviglio, 1559.
HANSEN, João Adolfo. Alegoria: Construção e interpretação da metáfora. São Paulo: Hedra; Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
HANSEN, João Adolfo. Agudezas Seiscentistas e Outros Ensaios. São Paulo: Edusp, 2019.
HATHERLY, Ana. A experiência do prodígio: Bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVII. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1983.
KLEIN, Roberto. A forma e o inteligível. São Paulo: Edusp, 1998.
MUHANA. Adma. Poesia e pintura ou pintura e poesia: Tratado seiscentista de Manuel Pires de Almeida. São Paulo: Edusp, 2002.
PANOFSKY, Erwin. Estudos de Iconologia. Lisboa: Estampa, 1995.
POZA, Sagrario López. Poesía y emblemática en el Siglo de Oro. in Los géneros poéticos del siglo de oro: Centro y periferias. Edición de Rodrigo Cacho Casal y Anne Holloway. Woodbridge: Tamesis, 2013, p. 109-131.
RIPA, Cesare. Iconologia. Torino: Einaudi editora, 2012.
SEBASTIÁN, Santiago. Emblemática e história del arte. Madrid: Ediciones Cátedra, 1995.
TESAURO, Emanuele. Il Cannocchiale Aristotelico. Savigliano: Editrice Artistica Piemontese, 2000.
VALERIANO, Pierio. Hieroglyphica. Köln: Antonii Hierati, 1614.
WIND, Edgar. A eloquência dos símbolos. São Paulo: Edusp, 1997.

 

Programa

Aula 1: Quem foi Antonio Candido? Apresentação e notas biográficas
Aula 2: Uma introdução ao conceito de sistema literário
Aula 3: O papel central da poesia no esquema da Formação
Aula 4: Crítica literária, história e debates
Aula 5: O romance na Formação
Aula 6: Aspectos da recepção e dos folêgos do livro
Aula 7: Aula-encerramento: Pensar a Formação hoje, com Edu Teruki Otsuka

Bibliografia básica:
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: Momentos decisivos. São Paulo: Todavia, 2023.
ARANTES, Paulo Eduardo. Sentimento da dialética na experiência intelectual brasileira. Dialética e dualidade segundo Antonio Candido e Roberto Schwarz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
ARANTES, Otília B. F. & ARANTES, P. E. Sentido da formação: três estudos sobre Antonio Candido, Gilda de Mello e Souza e Lúcio Costa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
Remate de Males. Departamento de Teoria Literária IEL/UNICAMP, Número especial Antonio Candido Campinas, 1999.
SCHWARZ, Roberto. “Sobre a Formação da literatura brasileira”. In: Sequências brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
SCHWARZ, Roberto. “Os sete fôlegos de um livro”. In: Sequências brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Literatura e sociedade, n. 11, São Paulo: DTLLC-FFLCH-USP, 2009.
Literatura e sociedade, n. 12, São Paulo: DTLLC-FFLCH-USP, 2009.