Programa

Aula 1: A formação da historiadora e militante

a) Trajetória acadêmica e ativista;
b) Intelectualidades negras;
c) Movimentos negros.

Aula 2: Conceitos de Beatriz Nascimento

a) Uma História feita por mãos negras;
b) Transatlanticidade e quilombos;
c) Atualidade do pensamento de Beatriz Nascimento: visibilidade x invisibilidade

Aula 3: A mulher negra
a) Debates sobre a mulher negra em Beatriz Nascimento;
b) Representações estereotipadas da mulher negra no cinema: o caso “Xica da Silva”

Bibliografia

ADAMATTI, Margarida Maria. “Crítica de cinema e patrulha ideológica: o caso Xica da Silva de Carlos Diegues”. Revista Famecos, mídia, cultura e tecnologia, Porto Alegre, v. 23, n. 3, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016.

DOMINGUES, Petrônio. “Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos”. Tempo, Niterói, v. 12, n. 23,2007, pp. 100-122.

HOOKS, Bell. “Intelectuais negras”. Revista Estudos feministas, Florianópolis, v. 3, n. 2, pp. 464-478., 1995.

MARTINS, Sandra. O GTAR (Grupo de Trabalhos André Rebouças) na Universidade Federal Fluminense: Memória social, intelectuais negros e a universidade pública (1975/1995). 2018 Dissertação (Mestrado). Instituto de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.

NASCIMENTO, Maria Beatriz. (1974a) “Por uma história do homem negro”. Revista de Cultura Vozes. 68(1), pp. 41-45.

NASCIMENTO, Beatriz. Beatriz Nascimento - Quilombola e Intelectual: Possibilidade nos dias da destruição. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018.

RATTS, Alex. Eu sou Atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial/Instituto Kuanza, 2007.

RATTS, Alex. Uma História feita por mãos negras. São Paulo: Editora Zahar, 2021.
TROUILLOT, Michel-Rolph. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Tradução: Sebastião Nascimento. Curitiba: huya, 2016.

Programa

Aula 1: Magia e religiosidade popular
O objetivo desta aula é estabelecer o que as fontes jurídicas entendiam por magia, como os praticantes entendiam
a prática e a relação entre magia e religiosidade popular.
Bibliografia:
FRANKFURTER, David. Guide to the Study of Ancient Magic. Leiden: Brill, 2019.
GRIG, Lucy. Introduction. In: GRIG, Lucy (ed). Popular Culture in the Ancient World. Cambridge: Cambridge
University Press, 2017, pp. 1-36.
GRIG, Lucy, Reconsidering “Popular Religion” for a New Era. In: Studies in Late Antiquity, v. 5, n. 1, p. 139-149,
2021.
HUBERT, Henri. A Magia no Mundo Greco-Romano. São Paulo: Edusp, 2021.
NOGUEIRA, Paulo. Narrativa e Cultura Popular no Cristianismo Primitivo. São Paulo: Paulus, 2018.
SILVA, Semíramis Corsi. Magia e Poder no Império Romano. A Apologia de Apuleio. Annablume, Fapesp: São
Paulo, 2012.


Aula 2: Amuletos: proteção e amor
Utilizando exemplos de amuletos de proteção contra demônios, doenças e granizo, além de amuletos amorosos,
esta aula objetiva compreender a materialidade dos amuletos, os diferentes tipos e as situações em que eram
utilizados.
Bibliografia:
EDMONDS III, Radcliffe G. Drawing Down the Moon. Princeton: Princeton University Press, 2019.
GAGER, John. Curse Tablets and Binding Spells from the Ancient World. Nova York: Oxford University Press,
1992.
NOGUEIRA, Paulo. Religião e Poder no Cristianismo Primitivo. São Paulo: Paulus, 2020.
PARKER, Adam. MCKIE, Stuart. Material Approaches to Roman Magic. Occult Objects and Supernatural
Substances. Oxford: Oxbow Books, 2018.


Aula 3: Maldições: usos e relações sociais
Por meio de Defixionum Tabellae, o objetivo desta aula é compreender as situações de conflito nas quais essas
fontes eram utilizadas, bem como as relações sociais encontradas nelas.
Bibliografia:
CAMPOS, Carlos Eduardo C. As tabellae defixionum da região do Lácio (I AEC – II EC): tradução e análise
textual. Tese de Doutorado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas da Universidade
Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Rio de Janeiro, 2021.
EIDINOW, Esther. Magic and Social Tension. In: FRANKFURTER, David (ed.). Guide to the Study of Ancient
Magic. Leiden, Boston: Brill, 2019, p. 746-774.
FARAONE, Christopher. GORDON, Richard. Curses in context, 1: Curse-Tablets in Italy and the Western Roman
Empire. In: Religion in the Roman Empire, vol. 5, num. 2, 2019, pp. 319-334.
FREITAS, Renata Cazarini de. FUNARI, Pedro Paulo. Invocando deuses e clamando por vingança em fontes
literárias e epigráficas. In: CORNELLI, Gabriele. COUTINHO, Luciano. Estudos Clássicos IV. Coimbra: Imprensa
da Universidade Coimbra, 2018, p. 296-323.


Aula 4: Oráculos e adivinhações: narrativas e usos
A última aula do curso objetiva apresentar as formas de adivinhação do futuro encontradas nas fontes antigas, bem
como perguntas frequentes, seus usos e as situações descritas nelas.

Bibliografia:
DRIEDIGER-MURPHY, Lindsay G. EIDINOW, Esther. Ancient Divination & Experience. Oxford: Oxford University
Press, 2019.
EIDINOW, Esther. Oracles, Curses, and Risk Among the Ancient Greeks. Oxford: Oxford University Press, 2007
FORSDYKE, Sara. Slaves Tell Tales: and Other Episodes in the Politics of Popular Culture in Ancient Greece.
Princeton: Princeton University Press, 2012.
JENNINGS, Victoria. Divination and Popular Culture. In: GRIG, Lucy (ed). Popular Culture in the Ancient World.
Cambridge: Cambridge University Press, 2017, pp. 189-207.
TONER, Jerry. Popular Culture in Ancient Rome. Cambridge: Polity Press, 2009.

Programa

Aula 1 (05/02/24) Reconstruindo climas do passado: diálogos entre História e Climatologia
Texto base da aula: LADURIE, Emanuel Le Roy. O clima: história da chuva e do bom tempo.
In: Le Goff, J. (org). História: novos objetos. 3. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.

Aula 2 (12/02/24) Mudanças climáticas passadas: aquecimentos, resfriamentos, ressecamentos
e dilúvios, da Grécia antiga à modernidade
Texto base da aula: CLINE, Eric. 1177 a.C.: o ano em que a civilização colapsou. Odivelas:
Alma dos Livros, 2022 (capítulo introdutório)

Aula 3 (19/02/24) Percepções, interpretações e respostas a mudanças climáticas: da arte e
literatura às práticas da vida diária
Texto base da aula: SANT’ANNA, Denise B. de: ‘Aprender a ler o tempo: uma história sobre
o ensino das mudanças climáticas e a percepção da natureza’. Cad. Cedes, Campinas, v. 40, n.
112, p.255-265, Set.-Dez., 2020 https://doi.org/10.1590/CC238424

Aula 4 (26/02/24) Os impactos de mudanças climáticas: entre colapso e sobrevivência
Texto base da aula: DIAMOND, Jared. Colapso: como as sociedades escolhem o fracasso ou o
sucesso. Rio de Janeiro: Record, 2007 (capítulo 5: “Os colapsos maias”)

Programa

Aula 1: O que são os emblemas e qual é sua história

Aula 2: Elementos materiais e simbólicos

Aula 3: A emblemática portuguesa

Bibliografia:

ALCIATO, Andrea. Il libro degli Emblemi. Introduzione, traduzione e commento di Mino Gabriele. Milano: Adelphi edizioni, 2009.
AMARAL JR., Rubem. Emblemática Lusitana e os Emblemas de Vasco Mousinho de Castelbranco. Tegucigalpa: s/e, 2000.
CAMPOS, Francisco António de Novaes. Príncipe Perfeito: Emblemas de D. João de Solórzano. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1985.
CARTARI, Vincenzo. Imagini delli dei de gl’antichi. Città di Castello: Nuova Stile Regina Editrice, 1987.
COVARRUBIAS, Sebastián. Emblemas morales. Segovia: Juan de la Cuesta, 1589.
DRYSDALL, Denis L. Hieroglyphs, Speaking Pictures, and the Law: The Context of Alciato’s Emblems. Glasgow: Glasgow Emblem Studies, 2013.
ENENKEL, Karl A. E., The Invention of the Emblem Book and the Transmission of Knowledge, ca. 1510-1610. Leiden: Brill, 2019.
FERREIRA, Francisco Leitão. Nova Arte de Conceitos. Lisboa Ocidental: António Pedroso Garlam, 1718.
FLOR, Fernando R. de la. Emblemas: Lecturas de la imagen simbólica. Madrid: Alianza Forma, 1995.
GIOVIO, Paolo. Dialogo dell’imprese militari et amorose. Lyon: Guglielmo Roviglio, 1559.
HANSEN, João Adolfo. Alegoria: Construção e interpretação da metáfora. São Paulo: Hedra; Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
HANSEN, João Adolfo. Agudezas Seiscentistas e Outros Ensaios. São Paulo: Edusp, 2019.
HATHERLY, Ana. A experiência do prodígio: Bases teóricas e antologia de textos-visuais portugueses dos séculos XVII e XVII. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1983.
KLEIN, Roberto. A forma e o inteligível. São Paulo: Edusp, 1998.
MUHANA. Adma. Poesia e pintura ou pintura e poesia: Tratado seiscentista de Manuel Pires de Almeida. São Paulo: Edusp, 2002.
PANOFSKY, Erwin. Estudos de Iconologia. Lisboa: Estampa, 1995.
POZA, Sagrario López. Poesía y emblemática en el Siglo de Oro. in Los géneros poéticos del siglo de oro: Centro y periferias. Edición de Rodrigo Cacho Casal y Anne Holloway. Woodbridge: Tamesis, 2013, p. 109-131.
RIPA, Cesare. Iconologia. Torino: Einaudi editora, 2012.
SEBASTIÁN, Santiago. Emblemática e história del arte. Madrid: Ediciones Cátedra, 1995.
TESAURO, Emanuele. Il Cannocchiale Aristotelico. Savigliano: Editrice Artistica Piemontese, 2000.
VALERIANO, Pierio. Hieroglyphica. Köln: Antonii Hierati, 1614.
WIND, Edgar. A eloquência dos símbolos. São Paulo: Edusp, 1997.

 

Programa

Aula 1: Quem foi Antonio Candido? Apresentação e notas biográficas
Aula 2: Uma introdução ao conceito de sistema literário
Aula 3: O papel central da poesia no esquema da Formação
Aula 4: Crítica literária, história e debates
Aula 5: O romance na Formação
Aula 6: Aspectos da recepção e dos folêgos do livro
Aula 7: Aula-encerramento: Pensar a Formação hoje, com Edu Teruki Otsuka

Bibliografia básica:
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: Momentos decisivos. São Paulo: Todavia, 2023.
ARANTES, Paulo Eduardo. Sentimento da dialética na experiência intelectual brasileira. Dialética e dualidade segundo Antonio Candido e Roberto Schwarz. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
ARANTES, Otília B. F. & ARANTES, P. E. Sentido da formação: três estudos sobre Antonio Candido, Gilda de Mello e Souza e Lúcio Costa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
Remate de Males. Departamento de Teoria Literária IEL/UNICAMP, Número especial Antonio Candido Campinas, 1999.
SCHWARZ, Roberto. “Sobre a Formação da literatura brasileira”. In: Sequências brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
SCHWARZ, Roberto. “Os sete fôlegos de um livro”. In: Sequências brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Literatura e sociedade, n. 11, São Paulo: DTLLC-FFLCH-USP, 2009.
Literatura e sociedade, n. 12, São Paulo: DTLLC-FFLCH-USP, 2009.

Programa

Comunicação: apresentar-se, informar-se sobre o outro, contar, comunicar-se em aula, cumprimentar e despedir-se em diferentes contextos, perguntar e dar informações pessoais, perguntar o preço, falar de sonhos e paixões, falar da cidade, nomear e localizar lugares na cidade, pedir e dar explicações, informar-se para se hospedar, agradecer e responder a um agradecimento, indicar um itinerário simples, escrever um cartão postal, dar impressões sobre um lugar, falar das atividades, falar do tempo, da profissão, do que gosta, de si e dos centros de interesse, propor, aceitar e recusar uma saída, marcar um encontro, convidar e dar instruções.

Vocabulário: línguas, nacionalidades, números de 0 a 100, alfabeto, momentos do dia, dias da semana, fórmulas de cumprimento formais e informais, elementos da identidade, meses do ano, expressão do que se gosta, alguns lugares da cidade, algumas expressões de localização, termos para se hospedar, algumas indicações de direção, algumas fórmulas de polidez, termos ligados à correspondência, fórmulas para começar e terminar um cartão postal, algumas profissões, algumas atividades esportivas e culturais, alguns nomes de animais, caracterização física e psicológica, termos ligados à saídas, o registro familiar.

Gramática: adjetivos de nacionalidade, verbos chamar-se, ser e ter, artigos definidos e indefinidos, adjectifs possessifs (pronomes possessivos), negação, presente dos verbos do 1º grupo, preposições com nomes de país, preposições de lugar com artigos contraídos, por que/porque, perguntas fechadas, pronomes demonstrativos, verbos da ordem do gostar seguidos de
substantivo ou verbo, presente de alguns verbos seguidos de artigo contraído, masculino e feminino das profissões, masculino, feminino e plural dos adjetivos, pronomes tônicos, pronome on (a gente), imperativo.

Elementos de fonética: acentuação da última sílaba, distinção dos sons [y] e [u], entonação ascendente e descendente, pronúncia dos números, ligação da última sílaba com a seguinte, entonação de pergunta, distinção do feminino das profissões, marca do gênero nos adjetivos orais.

Obs.: Serão estudados e praticados os elementos lexicais, fonéticos, fonológicos, morfossintáticos e semânticos necessários à expressão oral e escrita que será desenvolvida no curso.

Bibliografia Geral:
LAROUSSE. Dicionário Larousse Francês-Português/ Português-Francês. Larousse Brasil, 2009.
GARCIA, F. En avant la grammaire! Débutant. Cahier d’activités de grammaire en situation. 2ª ed. Montréal, Marcel Didier,
2006.
GREGOIRE, M. et al. Grammaire progressive du français - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
______. Grammaire progressive du français - Corrigés - niveau débutant. Paris, CLE, 2002.
HIMBER, C.; WAENDENDRIES, M.; HUGOT, C. Mon Alter Ego. Niveau A1. Paris: Hachette, 2023.
REY-DEBOVE, J. et al. Le petit Robert. Paris, Dictionnaires Le Robert, 1999.

Programa

AULA 1 – Pesquisa em literatura de ficção científica
Iremos apresentar elementos gerais da pesquisa literária, como a definição de objetos de pesquisa, de abordagens teóricas e de recortes analíticos. Abordaremos também definições do gênero ficção científica para analisarmos de que forma elas podem contribuir para a delimitação de objetos, abordagens e recortes.

AULA 2 – Ficção científica e história
Ao apresentar um panorama do desenvolvimento do gênero de Ficção Científica, debateremos a relação entre seus diferentes momentos e o contexto histórico, particularmente no desenvolvimento da ciência e tecnologia. Apresentaremos, também, nossos próprios objetos de pesquisa, que serão analisados como exemplos das categorias que desenvolveremos nas aulas subsequentes.

AULA 3 – Alienação e ficção científica: o conceito de alteridade
A partir da análise dos romances “A mão esquerda da escuridão” e “Os despossuídos” de Ursula Le Guin, veremos como a ficção científica trata de elementos relativos à concepção de alteridade, como gênero e nacionalidade. Com base nesse debate, trataremos de aspectos da alienação comuns a um número de obras do gênero.

AULA 4 – Engenharia genética, medicina e eugenia na ficção científica
Através de uma visão histórica do conceito de eugenia, iremos compreender o papel que tal “ciência” ocupou na literatura de ficção científica. Serão usados exemplos de diversas obras que tratam do assunto, com enfoque sobre a análise do modo como o sistema médico e a pesquisa em biologia são desenvolvidos em “Intrusion” e “The Bicycle-Frame Tree Plantation Manager’s Redundancy”, de Ken MacLeod.

AULA 5 – Alienação e ficção científica: natureza e Estado
Trataremos novamente de “A mão esquerda da escuridão” e “Os despossuídos” de Ursula Le Guin, observando a construção de mundo das obras, tanto no que se refere ao ambiente natural de escassez (oposto à abundância capitalista), quanto ao papel alienador do Estado e da burocracia. A partir desses elementos, partiremos para discussões que destacam o sentido político de importante parte da tradição da Ficção Científica.

AULA 6 – Ideologia e mecanismos de controle na ficção científica
Com um foco na análise da construção de mundo da literatura desse gênero, trabalharemos aspectos relativos às instituições encarregadas da criação e difusão da ideologia, como a mídia, sistemas de ensino e religiões tradicionais. Ao compreender a concepção de capitalismo de vigilância, iremos analisar de que modo obras como “Intrusion” constroem mundos em que a informação serve o propósito de criar uma concordância com as instituições em poder e, portanto, ajudar a manter o status quo.

Referências bibliográficas

Obras literárias
LE GUIN, Ursula K. Os Despossuídos. São Paulo: Aleph: 2019.
LE GUIN, Ursula K. A mão esquerda da escuridão. São Paulo: Aleph, 2014.
MACLEOD, Ken. Intrusion. London: Orbit, 2012.
MACLEOD, Ken. “The Bicycle-Frame Tree Plantation Manager’s Redundancy”. In DALKIN, Gary (ed.). Improbable Botany. London: Wayward London, 2017.

Textos de apoio
BAGRIT, Sir Leon. The Age of Automation. London: Weidenfeld And Nicolson, 1965.
BOTTOMORE, Tom (ed.). “Alienação”. In ____. Dicionário do Pensamento Marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, p. 5-9.
DOCTOROW, Cory. How to Destroy Surveillance Capitalism. New York: Stonesong Press, 2020.
FRASER, Nancy. Capitalismo Canibal: como nosso sistema está devorando a democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer a respeito. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.
HUXLEY, Aldous. “A Note on Eugenics”. Vanity Fair. [s.l.]: Oct. 1927. Disponível em: https://archive.vanityfair.com/article/1927/10/01/a-note-on-eugenics. Acesso em 23 out. 2025.
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
JAMESON, Fredric. Arqueologias do Futuro: O desejo chamado Utopia e outras ficções científicas. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
LE GUIN, Ursula K. “American SF and the Other.” Science Fiction Studies, vol. 2, no. 3, 1975, p. 208–10. JSTOR, http://www.jstor.org/stable/4238969. Acesso em 23 out. 2025.
ROBERTS, Adam. "A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas". São Paulo: Seoman, 2018.
SEED, David. "A Companion to Science Fiction". New Jersey: Wiley-Blackwell, 2018.
SUVIN, Darko. Metamorphosis of Science Fiction. New Haven: Yale University Press, 1977.
ZUBOFF, Shoshana. A Era do Capitalismo de Vigilância. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.

Programa

Ministrante: Sheyla Castro Diniz (pós-doutoranda no Programa de História Social).
Professor coordenador: Marcos Napolitano (Departamento de História).

Ementa: Análise e compreensão da contracultura no Brasil sob a ditadura com enfoque no chamado “pós-tropicalismo”, principalmente na canção que, na primeira metade dos anos de 1970, identifica-se com a sigla renovada da MPB.

1. (14/04) – Apresentação do curso e contextualização da contracultura no Brasil.

Além da apresentação detalhada do curso, será feita uma breve contextualização política e sociocultural da primeira metade dos anos de 1970, período de manifestação da contracultura no Brasil sob a égide da censura, da repressão pós-edição do AI-5 e da expansão do mercado de bens culturais. Serão elencadas as principais características da experiência contracultural a partir do momento tropicalista (1967-68), a fim de identificar tanto o seu diálogo com artes de vanguarda quanto o seu intercâmbio com a movimentação da juventude além Brasil, bem como a fissura provocada pelos tropicalistas na ideia até então compartilhada de MPB.
Bibliografia
DUNN, Christopher. “Nós somos os propositores”: vanguarda e contracultura no Brasil, 1964-1974, ArtCultura, Uberlândia, v. 10, n.º 17, p. 143-158, jul./dez. 2008.
FAVARETTO, Celso. “Panis et circencis”. In: Tropicália, alegoria, alegria. 4.ª ed. Cotia: Ateliê, 2007, p. 79-112.
NAPOLITANO, Marcos. “‘A primavera nos dentes’: a vida cultural sob o AI-5”. In: 1964: história do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto, 2014, p. 173-204.

2. (16/04) – O “pós-tropicalismo” e a ideia renovada de MPB.

O “pós-tropicalismo” será abordado em duas acepções: quando utilizado para se referir aos tropicalistas numa fase posterior e a demais artistas vinculados ao “grupo baiano”; e quando, sendo em todo caso um marco temporal, o termo é empregado de forma genérica, acusando certa dificuldade de nomear ou etiquetar uma gama variada e heterogênea de iniciativas musicais que surge no início dos anos de 1970. Busca-se, assim, discutir, de um lado, o legado inconteste dos tropicalistas para a ideia renovada de MPB e, de outro, o peso generalizante e às vezes essencialista do “pós-tropicalismo”. Nesse sentido, será destacada a turma do Clube da Esquina, sobretudo os LPs Milton (1970) e Clube da Esquina (1972), exemplos singulares de manifestação da contracultura na canção brasileira do período, mas cujas fontes, fusões e maneiras de concebê-la não são necessariamente tributárias do tropicalismo.
Bibliografia
BRITTO, Paulo Henriques. “A temática noturna no rock pós-tropicalista”. In: NAVES, Santuza Cambraia e DUARTE, Paulo Sérgio (orgs.). Do samba-canção à tropicália. Rio de Janeiro: FAPERJ/Relume Dumará, 2003.
DINIZ, Sheyla Castro. “Não precisa da timidez: a metamorfose de Milton”; “Trem de doido: um Clube espontâneo e informal”. In: ... De tudo que a gente sonhou: amigos e canções do Clube da Esquina. São Paulo: Intermeios/Fapesp, 2017, p. 73-98; 99-127.
NAVES, Santuza Cambraia. “O rock e a canção”. In: Canção popular no Brasil: a canção crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 107-126.

3. (19/04) – Canção e desbunde.

Será discutido o caráter ambivalente do desbunde, gíria de origem pejorativa que circulou no meio artístico-cultural dos anos de 1970 e que acabou se tornando, via de regra, sinônimo de contracultura no Brasil, esvaziando muitas vezes o viés crítico e contestatório daquela experiência sob a racionalidade do Estado autoritário. Pivô de conflitos político-ideológicos, o desbunde apontava para um modo de vida libertário, ligado, dentre outros aspectos, ao ideário hippie e às comunidades alternativas. Serão analisados o show e LP de Gal Costa Fa-Tal: Gal a todo vapor (1971) e a vivência coletiva d’Os Novos Baianos, bem como seus discos É ferro na boneca (1970), Acabou chorare (1972) e Novos Baianos F.C. (1973).
Bibliografia
DINIZ, Sheyla Castro. “Desbundando em anos de chumbo: contracultura, produção artística e Os Novos Baianos”, História (São Paulo), Assis/Franca, v. 39, 2020, p. 1-29.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de. “O susto tropicalista na virada da década”. In: Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde (1960/70). 5.ª ed. Rio de Janeiro: Aeroplano, p. 62-98.

4. (21/04) – Canção, experimentalismo e marginalidade.

Serão destacados músicos que, no início dos anos de 1970, ganharam as alcunhas de “malditos” e/ou “marginais”, ora porque eram inconstantes em suas carreiras, acumulando assim atritos com as gravadoras, ora porque destoavam do gosto médio do público, haja vista a linguagem experimental com que concebiam seus trabalhos. Será discutida a noção de marginalidade como uma das representações da contracultura e serão comentados, principalmente, discos de Jards Macalé e de Walter Franco, bem como suas respectivas relações com heranças da vanguarda construtivista e da poesia concreta.
Bibliografia
COELHO, Frederico. “A definição do grupo marginal”. In: Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado: cultura marginal no Brasil das décadas de 1960 e 1970. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 233-251.
DINIZ, Sheyla Castro. “Macalé e seus parceiros marginais”; “Walter Franco: o que tem nessa cabeça, irmão?”. In: Desbundados e marginais: MPB e contracultura nos “anos de chumbo” (1969-1974). Tese de doutorado em Sociologia, Campinas, Unicamp, 2017, p. 115-144.
VARGAS, Herom. “Categorias de análise do experimentalismo pós-tropicalista na MPB”, Fronteiras: estudos midiáticos, v. 14, n.º 1, jan./abr. 2012.

5. (23/04) – Contracultura no exílio.

O encontro será dedicado às obras e experiências no exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, em torno dos quais se reuniram diversos artistas brasileiros como Jorge Mautner, que, na ocasião, concebeu com os baianos o filme O demiurgo (1971). Tratará também da presença desses artistas nos festivais da Ilha de Wight e Glastonbury, procurando enaltecer os discos e canções produzidos no período e o caráter desterritorializado da contracultura.
Bibliografia
DINIZ, Sheyla Castro. “Contracultura e misticismo no exílio”. In: Desbundados e marginais: MPB e contracultura nos “anos de chumbo” (1969-1974). Tese de doutorado em Sociologia, Campinas, Unicamp, 2017, p. 145-164.
PEZZONIA, Rodrigo. “MPB exilada: Chico, Gil e Caetano entre exílio e retorno”, Anais do XXX Simpósio Nacional da Anpuh, Recife, 2019, p. 1-18. Disponível: https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1553111013_ARQUIVO_PEZZ…

6. (26/04) – MPB e Contracultura: engajamento e massificação.

A partir de shows como O Banquete dos mendigos (1973), protagonizado por Jards Macalé no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e a apresentação emblemática de Gilberto Gil na Poli/USP (1973) a convite do Movimento Estudantil, será problematizado o papel desses e outros artistas ligados à contracultura no que concerne à resistência política, dimensões que, embora tensas, foram se impregnando com o avançar da primeira metade dos anos de 1970. Inserida boa parte dos valores, práticas e experiências da contracultura num mercado fonográfico cada vez mais consolidado, as discussões abarcarão igualmente a banda Secos e Molhados, cujas canções e performances, em sintonia com a liberação sexual e o nascente movimento gay, angariaram milhares de fãs e amplo respaldo da indústria cultural.
Bibliografia
DINIZ, Sheyla Castro. “Denúncia política e contracultura: o ‘show proibido’ de Gilberto Gil na Poli USP (1973)”, Teoria e Cultura, Programa de pós-graduação Ciências Sociais, UFJF, v. 13, n.º 2, dez. 2018, p. 159-174.
DUNN, Christopher. “Masculinity left to be desired”. In: Contracultura: alternative arts and social transformation in authoritarian Brazil. Chapel Hill: University of North Carolina, 2016, p. 175-200.
NAPOLITANO, Marcos. “A música popular brasileira (MPB) dos anos 70: resistência política e consumo cultural”. Anais do IV Congresso da IASPM-AL, Cidade do México, abr. 2002.
Disponível: http://www.iaspmal.net/wp-content/uploads/2011/12/Napolitano.pdf .

7. (28/04) – Encerramento do curso e possíveis legados da contracultura no Brasil.

Serão contrastados diagnósticos tecidos na década de 1970, no calor do momento, com análises mais atuais sobre a contracultura, visando avaliar criticamente aquele conjunto polissêmico de valores, práticas e experiências sob a ditadura e os seus possíveis legados para a cultural, as artes brasileiras e a canção em particular. Para encerrar, os participantes serão convidados a realizarem um balanço do curso, a exporem contribuições e reflexões.
Bibliografia
FAVARETTO, Celso. “A contracultura: entre a curtição e o experimental”, Modos, Revista de História da Arte, Campinas, v. 1, n.º 3, p. 181-203, set./dez. 2017.
NAPOLITANO, Marcos. “A hegemonia do vazio: lutas culturais nos anos de chumbo”. In: Coração civil: a vida cultural brasileira sob ao regime militar (1964-1985) – ensaio histórico. São Paulo: Intermeios, 2017, p. 151-198.
VENTURA, Zuenir. “O vazio cultural”. In: GASPARI, Elio; HOLLANDA, Heloísa; VENTURA, Zuenir. Cultura em trânsito: da repressão à abertura. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2000, p. 40-51.

Programa

Aula 1. Narrativa ou fragmentação: como ler A Terra Devastada?
Desde sua publicação, A Terra Devastada suscitou respostas exaltadas. Os impasses na leitura do poema podem ser
sistematizados, provisoriamente, num oposição entre aceitar a disposição aparentemente caótica dos fragmentos ou explicá-la
apelando para uma trama narrativa profunda (interpretação que ficou associada ao New Criticism). A discussão sobre a estrutura
do poema nos obriga ainda a enfrentar certos aspectos da teoria do modernismo. A Terra Devastada pode ser analisada como
exemplo de uma prática literária da qual a reapropriação do legado cultural é uma parte constitutiva e estruturante, o que implica
repensar categorias como autoria, voz, tema e originalidade. A partir disso, poderemos pensar a respeito das interpretações
oferecidas do poema.

Aula 2. O “método mítico” e a questão do modernismo
Buscaremos mostrar como o uso do mito, um elemento fecundo da representação artística, não pode ser desvinculado
de certas tensões inerentes ao movimento modernista. Discutiremos a construção do tempo dentro do poema analisando algumas
passagens-chave do texto. O uso do mito e de outras referências à tradição será analisado como uma interpretação do processo
histórico-social, permitindo estabelecer uma relação entre o texto e uma visão crítica das transformações promovidas pela
modernização social e econômica.

Aula 3. Visions and revisions: a história de um poema
O que aspectos “externos” de um texto – como título, dedicatória, formato de publicação – podem nos ensinar sobre o
contexto de sua criação? Traçaremos a complexa história da composição do poema e o método de Eliot de combinar fragmentos
escritos de modo independente, reutilizando poemas anteriores no corpo do texto; a intervenção editorial de Ezra Pound; os
diferentes formatos de publicação do poema, em revista e em livro, e sua relação com o mercado editorial e o sistema de
patronato; a presença das notas e sua suposta futilidade para o texto.

BIBLIOGRAFIA


Edições de A Terra Devastada:
ELIOT, T. S. The Waste Land (edição crítica). Editado por Michael North. Nova York e Londres: W. W. Norton, 2001.
___. The Complete Poems and Plays – 1909–1950. Nova York e Londres: Harncourt Brace, 1971.
___. Poemas. Tradução de Caetano W. Galindo. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
___. The Annotated Waste Land with Eliot’s Contemporary Prose. 2ª ed. New Haven e Londres: Yale University Press, 2006.
Aula 1
AIKEN, C. “An Anatomy of Melancholy”. The Sewanee Review, v. 74, n. 1, 1966, p. 188-196.
BOWRA, C. M. The Creative Experiment. Londres: Macmillan, 1967, p. 159–188.
BROOKS, C. “The Waste Land: critique of the myth”. In: ___. Modern Poetry and the Tradition. Chapel Hill: University of North
Carolina Press, 1967 [1939], p. 136-172.
DONOGHUE, D. “The Word within a Word”. In: ELIOT, T. S. The Waste Land (edição crítica). Nova York e Londres: W. W. Norton
& Co., 2001, p. 216-229.
ELIOT, T. S. “Tradition and the Individual Talent”. The Complete Prose of T.S. Eliot, v. 2. The Perfect Critic, 1919-1926. Editado
por Anthony Cuda e Ronald Schuchard. John Hopkins University Press; Londres: Faber & Faber, 2014, p. 105-114
___. “The Metaphysical Poets”. In: Id., ibid., p. 375-385.
LEAVIS, F. R. “T. S. Eliot”. In: ___. New Bearings in English Poetry. Londres: Chatto & Windus, 1978 [1932].
LUKÁCS, G. A Alma e as Formas. Tradução de Rainer Patriota. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
MENAND, L. Discovering Modernism: T. S. Eliot in His Context. 2ª ed. Oxford: Oxford University Press, 2007.
NORTH, M. The Political Aesthetic of Yeats, Eliot, and Pound. Cambridge: Cambridge University Press, 1991.
PASTA, J. A. Trabalho de Brecht: breve introdução ao estudo de uma classicidade contemporânea. 2ª ed. São Paulo: Duas
Cidades; Editora 34, 2010.
Aula 2
AUDEN, W. H. “Yeats as an Example”. The Kenyon Review, v. 10, n. 2, 1948, p. 187-195.
BAUDELAIRE, C. “O Pintor da Vida Moderna”. In: ___. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008, p. 851-881.
____. As Flores do Mal (edição bilingue). Tradução de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.
BENJAMIN, W. “Modernidade”. In: Obras Escolhidas, v. III: Charles Baudelaire, um Lírico no Auge do Capitalismo. Tradução de
José Carlos Martins Barbosa e Hemerson Alves Baptista. São Paulo: Brasiliense, 2015a, p. 61-92.
___. “Sobre alguns temas em Baudelaire”. In: Id., ibid., 2015b, p. 93-134.
BROOKER, J. S. “The Case of the Missing Abstraction: Eliot, Frazer, and Modernism”. The Massachusetts Review, v. 25, n. 4,
1984, p. 539-552.
CHINITZ, D. E. T. S. Eliot and the Cultural Divide. Chicago: University of Chicago Press, 2003.
ELIOT, T. S. “Marie Lloyd“. In: The Complete Prose of T.S. Eliot, v 2. The Perfect Critic, 1919-1926. Editado por Anthony Cuda e
Ronald Schuchard. John Hopkins University Press; Londres: Faber & Faber, 2014, p. 418-423.
___. “Ulysses, Order and Myth”. In: Id., ibid., p. 476-481.
KENNER, H. “Bradley”. In: KENNER, H. (org.). T. S. Eliot: collection of critical essays. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1965, p. 36-
57.
KERMODE, F. “The Modern”. In: ___. Continuities. Londres: Routledge & Keagan Paul, 1968, p. 1-32.
MANGANARO, M. “Mind, Myth and Culture: Eliot and Anthropology”. In: CHINITZ, D. E. (org.). A Companion to T. S. Eliot. Oxford:
Wiley-Blackwell, 2009, p. 79-90.
MORETTI, F. “De A terra desolada ao paraíso artificial”. In: ___. Sinais e Signos da Modernidade. Tradução de Maria Beatriz de
Medina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 243-278.
PELLINI, P. “‘Cerveaux de Fruitier’, ‘Enculeurs de Mouches’: Per una genealogia del modernismo”. In: ___. Naturalismo e
Modernismo: Zola, Verga e la poetica dell’insignificante. Roma: Artemide, 2016, p. 185-237.
TATE, A. “Religion and the Old South”. In: ___. On the Limits of Poetry: Selected Essays, 1928-1948. Nova York: The Swallow
Press & William Morrow & Co., 1948, p. 305-323.
Aula 3
CRAWFORD, R. Young Eliot – from St. Louis to The Waste Land. Nova York: Farrar, Straus & Giroux, 2015.
KERMODE, F. “T. S. Eliot: O Último Clássico”. In: Um Apetite pela Poesia. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. São Paulo:
Edusp, 1993, p. 115-124.
LITZ, A. W. (ed.). Eliot in His Time: essays on the occasion of the fiftieth anniversary of The Waste Land. Princeton: Princeton
University Press, 1972.
RAINEY, L. Revisiting The Waste Land. New Haven e Londres: Yale University Press, 2005.
SHEPPARD, R. “The Crisis of Language”. In: BRADBURY, M.; MACFARLANE, J. (orgs.). Modernism: a guide to European
literature 1890-1930. Londres: Penguin, 1991 [1976], p. 323-336.
Áudios e gravações:
T. S. Eliot lê A Terra Devastada:
• Gravação de 1933 disponível em The Poetry Archive: https://poetryarchive.org/poet/t-s-eliot/.
• Gravação de 1935 disponível no site do Center for Programs in Contemporary Writing da Universidade da Pensilvânia:
https://writing.upenn.edu/pennsound/x/Eliot.php.
BBC In Our Time: The Waste Land and Modernity. Transmitido em 26/02/2009. Disponível em:
https://www.bbc.co.uk/programmes/b00hlb38

Programa

Aula 1 - Uma interpretação da política e das classes.

Leitura obrigatória: Singer, André. O lulismo em crise: um quebra-cabeça do período Dilma (2011-2016). São Paulo: Companhia das Letras, 2018. Trechos: introdução e conclusão.
Leituras complementares:
Avritzer, Leonardo. Operação Lava Jato, judiciário e degradação institucional. In: Kerche, Fábio & Feres Junior, João. Operação Lava Jato e a democracia brasileira. São Paulo: Contracorrente, 2018.
Limongi, Fernando. Impedindo Dilma. Novos Estudos. CEBRAP, v. especial, p. 3, 2017.

Aula 2 - Uma visão da economia

Leitura obrigatória: Carvalho, Laura. Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico. São Paulo: Todavia, 2018. Trechos: pp. 32-53 e pp. 97-115
Leituras Complementares: Rugitsky, Fernando. Milagre, miragem, antimilagre: a economia política dos governos Lula e as raízes da crise atual. Revista Fevereiro, v. 9, p. 40-50, 2016.
Rugitsky, Fernando. Outra fantasia desfeita, outro balanço crítico. Novos Estudos. CEBRAP, v. 37, p. 169-173, 2018

Aula 3 - Uma visão da cultura e do pensamento brasileiros

Leitura obrigatória: Schwarcz, Lilian. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Trechos: pp. 152-173 e 223-237
Leitura Complementar: Botelho, André. O retorno da sociedade: política e interpretações do Brasil. Petrópolis: Editora Vozes, 2019. Trecho: pp. 163-184.


Aula 4 - Uma visão da sociedade: trabalho, religião e educação

Leitura obrigatória: Sabino, A. ; Abilio, Ludmila. Uberização: o Empreendedorismo como novo nome para a exploração. Revista Jurídica Trabalho e Desenvolvimento humano, v. 02, pp. 109-135, 2019.
Leituras Complementares: Valle, Vinícuis. Entre a religião e o lulismo: um estudo com pentecostais em São Paulo. São Paulo: Editora Recriar, 2019. Trechos: pp. 219-242
Costa, Henrique. Entre o lulismo e o ceticismo: um estudo com bolsistas do prouni de São Paulo. São Paulo: Alameda, 2018. Trechos: pp. 217-274

Aula 5 - Uma visão dos militares e fechamento