Programa

Modo: As aulas serão oferecidas por meio da plataforma Google Meet, com encontros síncronos de uma hora.

1. Aula 1 (13/08/21): Lavoura arcaica (1975), um romance “colérico” na ficção brasileira.
O primeiro encontro será dedicado a introduzir os alunos à obra de Raduan Nassar. Uma parte da fortuna crítica será levantada para explorar as características mais elementares da ficção nassariana. Também serão apresentados os elementos primordiais do romance Lavoura arcaica (1975) para que se possa iniciar o estudo analítico nas próximas aulas.

2. Aula 2 (20/08/2021): A terra, o pão, a família e o tempo: os discursos em disputa na romance nassariano.
O segundo encontro permitirá analisar algumas características estruturantes do romance Lavoura arcaica (1975), como os personagens, o espaço e a temporalidade da narrativa. Pretende-se evidenciar a existência de duas vozes dominantes (do pai e do filho) em contraposição ao silêncio significativo dos outros personagens.

3. Aula 3 (27/08/2021): As parábolas e os famintos: ressignificações, inversões e transformações.
O terceiro encontro continuará a análise do romance de Raduan Nassar, evidenciando os movimentos discursivos elaborados pelo filho, narrador-protagonista, para subverter os ensinamentos do patriarca.

4. Aula 4 (03/09/21): Lavoura arcaica (1975), um romance “intempestivo” na literatura brasileira.
O quarto e último encontro pretende situar Lavoura arcaica (1975) como produção contemporânea e evidenciar as importantes projeções recebidas pelo romance em obras de autores posteriores, como Torto arado (2018), de Itamar Vieira Júnior.

Referências bibliográficas

ABATI, Hugo M. F. Da Lavoura arcaica: Fortuna crítica, análise e interpretação da obra de Raduan Nassar. 1999. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1999. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/24282. Acesso em 16/07/19. Acesso em 16/04/2020.
AZEVEDO, Estevão Andozia. O corpo erótico das palavras: um estudo da obra de Raduan Nassar. 2015. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) – Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-28012016-120821/p… em 16/04/2020.
ENABE, C. A. Ideologias subterrâneas, mitologias pessoais: a disputa narrativa em Lavoura arcaica. Opiniães, [S. l.], n. 17, p. 536-555, 2020. DOI: 10.11606/issn.2525-8133.opiniaes.2020.171031. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/opiniaes/article/view/171031. Acesso em: 5 jun. 2021.
INSTITUTO MOREIRA SALLES. Cadernos de literatura brasileira: Raduan Nassar. São Paulo, 2001.
LEMOS, Maria José Cardoso. Une poétique de l’intertextualité : Raduan Nassar ou la littérature comme écriture infinie. 2004. Tese (Doutorado em Estudos Lusófonos-Literatura Brasileira). Estudos Ibéricos e Latino-Americanos, Université Sorbonne Nouvelle, Paris III, Paris, 2004.
HATOUM, Milton. Confluências. In: Cadernos de literatura brasileira: Raduan Nassar, pp. 19-21. São Paulo: Instituo Moreira Salles, 2001.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Da cólera ao silêncio. In: Cadernos de literatura brasileira: Raduan Nassar, pp. 61-77. São Paulo: Instituo Moreira Salles, 2001.
NASSAR, Raduan. Lavoura arcaica. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
SEDLMAYER-PINTO, Sabrina. Ao lado esquerdo do pai. Belo Horizonte: Editora da Universidade Federal de Minas Gerais, 1997. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e-livros/Ao%20Lado%20Esquerdo%20do%20Pai…. Acesso em 16/02/2020.
RODRIGUES, André Luis. Ritos da paixão em Lavoura arcaica. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006.

Programa

O curso irá perpassar o período formativo das concepções teatrais e políticas de Piscator no período do pós I Guerra Mundial, quando, a partir de 1919, torna-se diretor teatral. Até 1931, desenvolve seu trabalho na Alemanha. De forma panorâmica, o curso pretende abordar esse período. A segunda parte do curso irá tratar brevemente da história do teatro operário nos EUA, do Federal Theatre Project, e da encenação da peça “The case of Clyde Griffiths” (O caso de Clyde Griffiths), de autoria de Piscator, pelo Group Theatre em 1936 na Broadway. Também será abordado brevemente o trabalho de Piscator no Dramatic Workshop, escola de teatro que dirigiu durante seu exílio nos EUA, que compreende o período entre 1939 e 1951.

BIBLIOGRAFIA:


- PISCATOR, Erwin. The Political Theatre. Great Britain: Eyre Methuen Ltd, 1980.
- _______________. Organizado por: César de Vicente Hernando. Erwin Piscator: teatro, política, sociedad. Madrid: Asociación de directores de escena de España, 2013.
- LOUP, Alfred Joseph III, "The Theatrical Productions of Erwin Piscator in Weimar Germany: 1920-1931." (1972). LSU Historical Dissertations and Theses. 2348. https://repository.lsu.edu/gradschool_disstheses/2348
- SCHLIESSER, Ella. “Retrospectiva e perspectiva”. In: ESTEVAM, Douglas; COSTA, Iná Camargo; BÔAS, Rafael Villas (Orgs.). Agitprop: cultura política. São Paulo: Expressão Popular, 2015.
- WILLET, John. The Theatre of Erwin Piscator: Half a Century of Politics in the Theatre. London: Methuen, 1986.
- BUSTAMANTE, Fernando. "The case of Clyde Griffiths": a encenação do Group Theatre e a dramaturgia de Erwin Piscator nos Estados Unidos. 2022. Tese (Doutorado em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2022. doi:10.11606/T.8.2022.tde-10022023-200813. Acesso em: 2023-10-09.
- https://wikis.fu-berlin.de/pages/viewpage.action?pageId=722044257
- BLAKE, Ben. The Awakening of The American Theatre. New York City: Tomorrow Publishers, 1935.
- Bonn, J. E., Buchwald, N., McNamara, B., & Schuman, M. (1973). Spartakiade. The Drama Review: TDR, 17(4), 99. doi:10.2307/1144833
- Centre Stage: Radical Theatre in America, 1925-1934. Author(s): Virginia Hagelstein Marquardt.Source: RACAR: revue d'art canadienne / Canadian Art Review, Vol. 19, No. 1/2, Art as Propaganda / Art et propaganda (1992), pp. 112-122 Published by: AAUC/UAAC (Association des universités d’art du Canada / Universities Art Association of Canada) Stable URL: http://www.jstor.org/stable/42630501
- LIMA, Eduardo Luis Campos. Procedimentos formais do jornal Injunction Granted (1936), do Federal Theatre Project, e de Teatro Jornal: Primeira Edição (1970), do Teatro de Arena de São Paulo. 2012. Dissertação (Mestrado em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. doi:10.11606/D.8.2013.tde-06052013-102207. Acesso em: 2023-10-17.
- Billy Rose Theatre Division, The New York Public Library. (1936). The Case of Clyde Griffiths, by Erwin Piscator and Mrs. Lena Goldschmidt Retrieved from https://digitalcollections.nypl.org/items/510d47de-a87f-a3d9-e040-e00a1…
- MALINA, Judith. The Piscator Notebook. London: Routledge Chapman & Hall, 2012.
- LEY-PISCATOR, Maria. The Piscator Experiment. The Political Theatre. New York: James H. Heineman, 1967

 

Programa

Este curso tem como objetivo apresentar parte da filosofia antiga grega através de curtas passagens textuais de diferentes pensadores gregos. Esse recorte contemplará algumas ideias de pensadores gregos, desde Heráclito de Éfeso até Aristóteles, que permitem discussões e comentários extensos. A interpretação e a discussão dessas passagens servirão como um ponto de entrada para o público que tem interesse na filosofia desse período. Dada a abrangência significativa do recorte, as passagens terão temas diversos que abarcarão diversas questões de áreas do conhecimento filosófico.

Conteúdo

04/02/2025
Heráclito e o mundo ambíguo
- Passagens sobre o logos divino (a incompreensão humana).
- Passagens sobre o rio (o fluxo e a ambiguidade).

06/02/2025
Parmênides e o pensamento radical
- Passagens sobre o que é e o que não é (os dois caminhos da deusa).

11/02/2025
Zenão e a defesa do mestre
- Passagens contra o movimento e a multiplicidade (em defesa de Parmênides).

13/02/2025
Anaxágoras
- Passagens sobre o tudo está em tudo (a mistura extrema).

18/02/2025
Demócrito e o pessimismo epistemológico
- Passagens sobre a convenção (absolutismo atômico).
- Passagens sobre a impossibilidade do conhecimento das coisas mesmas (as aparências).

20/02/2025
Sócrates e a Apologia
- A passagem sobre o oráculo (a justificativa do método socrático).

25/02/2025
Platão e o conhecimento
- Passagens sobre as Formas (a insuficiência do mundo sensível)

27/02/2025
Aristóteles e a ciência do ser
- Passagens sobre o desejo de entender (a função humana e a sabedoria).

Formato
Aulas expositivas em ambiente online, com duração de 2 horas cada.

Bibliografia

A bibliografia será indicada durante as aulas

Programa

Aula 1: apresentação do programa e reflexões iniciais sobre pesquisa
Aula 2: como ler, escrever e se organizar (elaboração de cronograma de atividades)
Aula 3: estrutura de um projeto de pesquisa: Título, resumo, introdução, Arcabouço (reconhecimento das partes)
Aula 4: estrutura de um projeto de pesquisa: Metodologia, Resultados, Conclusão, Referências
(reconhecimento das partes)
Aula 5: apresentação e discussão de projetos individuais (monitoria)

 

Referências bibliográficas:

ADLER, M.; van DOREN, C. . Como ler livros. O guia clássico para a leitura inteligente. [Trad. Edwar H. Wolff, Pedro Sette-Câmara]. São Paulo: É realizações, 2010.
BOAVENTURA, Edivaldo. Como ordenar as ideias. Editora Ática, São Paulo. 2005.
BOEGLIN, Martha. Wissenschaftlich arbeiten Schritt für Schritt: gelassen und effektiv studieren. München: Wilhelm Fink Verlag, 2007.
DUDEN. Wie verfasst man wissenschaftlichen Arbeiten? [Ulrich Andermann, unter Mitw. v. Martin Dress u. Frank Grätz]. Mannheim, Leipzig, Wien, Zürich: Dudenverlag 2006.
ESSELBORN-KRUMBIGEL, Helga. von der Idee zum Text. Eine Anleitung zum wissenschaftlichen Schreiben. Ferdinand Schöningh, Zürich, 2004.
KOCH, Ingedore. Argumentação e Linguagem. Cortez Editora, São Paulo. 2011.
LOUSADA, Eliane. G.; MACHADO, Anna Rachel; ABREUTARDELLI, Lília Santos.Planejar gêneros acadêmicos. São Paulo: Parábola, 2005. v. 1. 120p.
MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Por uma Linguística Aplicada Interdisciplinar. Editora Parábola, São Paulo. 2006.
MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. 1a edição, 9a impressão. São Paulo: Parábola Editorial. 2021.
OLIVEIRA, Jorge Leite de – Texto acadêmico. Técnicas de redação e de pesquisa científica conforme normas atuais da ABNT. 5a edição. São Paulo: Vozes, 2007.
RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar e apresentar monografias. 3a ed. atualizada. São Paulo: Humanitas, 2008.
SEVERINO, Antonio Joaquim – Metodologia do trabalho científico. 23a edição, revista e ampliada. Campinas (SP): Cortez, 2007.
VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa. Pesquisa e ensino: considerações e reflexões.Revista e-scrita, v.1, n.2, p.59-74. 2010.

Programa

Serão abordados os resultados de uma pesquisa em andamento a respeito da apropriação lobatiana dos personagens de contos de fadas tradicionais e sua reambientação no espaço limiar Sítio do Picapau Amarelo, sob a luz dos conceitos de intertextualidade, metaficção e apropriação. Por meio das fontes primárias da obra, também será visto como tais procedimentos se deram no decorrer das modificações operadas por Monteiro Lobato no período de 1920 a 1947.

Aula 1
1. Intertextualidade e metaficção na obra infantil lobatiana
1.1 Reinações de Narizinho
1.2 O Picapau Amarelo

Aula 2
1. Caracterização histórica da obra infantil de Lobato
1.1 A literatura infantil brasileira no início do século XX
1.2 A literatura infantil de Monteiro Lobato
1.3 As fontes primárias da obra e a tradição de Reinações
1. 3. 1 A Menina do Narizinho Arrebitado (1920)
1. 3. 2 Narizinho Arrebitado (1920)
1. 3. 3 As Reinações de Narizinho (1931)

Aula 3
1. Adaptação e apropriação
1.1 Contos de Grimm
1.2 Contos de Perrault

Aula 4
1. O olhar filológico para a obra e seu tratamento
2.1 A importância da perspectiva de variação em Monteiro Lobato
2.1.2 A instabilidade do texto e suas múltiplas facetas
2.1.2 O estatuto das Obras Completas (1947)
2.1.3 A Cara de Coruja (1928)
2. 1.4 O Gato Felix (1929)
2.1.5 O Irmão de Pinocchio (1929)
2.1.6 O Circo de Escavallinho (1929)
2.1.7 O Picapau Amarelo (1939)

Bibliografia:
ARROYO, L. Literatura infantil brasileira. 3. ed. São Paulo: Editora UNESP, 2011.
BERTOLUCCI, D. M. de P. A composição do livro Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato: Consciência de construção literária e aprimoramento da linguagem narrativa. 2005. 593 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista, Assis, 2005.
BIGNOTTO, C. C. Monteiro Lobato em construção. Apêndice I, Projeto Memória de Leitura, Unicamp, 2008. Disponível https://www.unicamp.br/iel/monteirolobato/outros/cilza01Lobato.pdf.
BRERO, C. E. A recepção crítica das obras A menina do narizinho arrebitado (1920) e Narizinho Arrebitado (1921). 2003. 246 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista, 2003.
CAMBRAIA, C. N. Introdução à crítica textual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CAVALHEIRO, E. Monteiro Lobato: Vida e Obra. 1° tomo. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1962.
COELHO, J. do P. Variantes e variações. Confluência, n. 10, 1995. Disponível em: https://revistaconfluencia.org.br/rc/article/view/841/594. Acesso em: 2 set. 2023.
COELHO, N. N. Dicionário crítico da literatura infantil/juvenil brasileira: 1882 1982. São Paulo: Quíron, 1983.
______. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.
FERREIRA, A. P. N. Boneca de pano é gente, filósofa e produto social: a formação educacional-instrutiva de Emília. In: D’Onofrio, Silvio Tamaso; Milton, John; Santana Dezmann, Vanete (Orgs.). Monteiro Lobato: Novos Estudos: III Jornada Monteiro Lobato. Lünen: Oxalá, 2022, p. 85-108.
______. Reinações de Narizinho (1933) e Novas Reinações de Narizinho (1933): estudo filológico de emendas manuscritas. 2025. Dissertação (Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. doi:10.11606/D.8.2025.tde-19052025-161047. Acesso em: 2025-05-26.
FERREIRA, A. P. N.; FACHIN, P. R. M. Emendas manuscritas em “Novas Reinações de Narizinho”: considerações sobre o processo criativo de Monteiro Lobato. Manuscrítica: Revista de Crítica Genética, São Paulo, Brasil, n. 53, p. 111–129, 2024. DOI: 10.11606/issn.2596-2477.i53p111-129. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/manuscritica/article/view/227152.. Acesso em: 26 dez. 2024.
GAGNEBIN, J. M. Limiar, aura e rememoração; ensaios sobre Walter Benjamin. São Paulo: Ed. 34, 2014.
GARCIA, A. L. M.; FERREIRA, A. P. N. . Lobato visionário: intertextualidade e metaficção no conto “As fadas”, ou o espaço limiar como palco para personagens transtextuais. FronteiraZ. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária, [S. l.], v. 1, n. 34, p. 179–199, 2025. DOI: 10.23925/1983-4373.2025i34p179-199. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/fronteiraz/article/view/69452. Acesso em: 26 maio. 2025.
HUTCHEON, L. Narcissistic narrative; the metaficcional paradox. Waterloo: Wilfrid Laurier University Press, 1980.
HUTCHEON, L.; O’FLYNN, S. A theory of adaptation. 2a ed. Londres: Routledge, 2013.
ITALIA, P.; RABONI, G. Introduction. In: ITALIA, PAOLA; RABONI, Giulia et. al. What is Authorial Philology?. Cambridge: Open Book Publishers, 2021 [Edição Kindle].
LAJOLO, M.; ZILBERMAN, R.. Literatura infantil brasileira: história e histórias. Nova edição revista e ampliada. São Paulo: Editora UNESP, 2022.
LOBATO, M. A Barca de Gleyre. 1° tomo. 12. ed. São Paulo: Brasiliense, 1968.
______. A Barca de Gleyre. 2° tomo. 12. ed. São Paulo: Brasiliense, 1968.
______. A Cara de Coruja. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1928.
______. A Menina do Narizinho Arrebitado: livro de figuras por Monteiro Lobato com desenhos de Voltolino. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia., 1920.
______. A Menina do Narizinho Arrebitado: Segundo livro para uso das Escolas Primarias. São Paulo: Monteiro Lobato & Cia., 1921.
______. As Reinações de Narizinho. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1931.
______. Contos de Grimm: Tradução de Monteiro Lobato. Biblioteca Pedagogica Brasileira, v. II. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1934.
______. Contos de Grimm: Tradução de Monteiro Lobato. Biblioteca Pedagogica Brasileira, v. II. 6. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1942.
______. Novas Reinações de Narizinho. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1933.
______. O Circo de Escavallinho. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1929.
______. O Gato Felix. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1929.
______. O Irmão de Pinocchio. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1929.
______. O Picapau Amarelo. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1939.
______. O Picapau Amarelo. In: ______. O Picapau Amarelo e Fábulas. Obras Completas de Monteiro Lobato, v. 15. São Paulo: Brasiliense, 1947.
______. Prefacios e entrevistas. São Paulo: Brasiliense, 1948.
______. Reinações de Narizinho. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1933.
______. Reinações de Narizinho. Obras Completas de Monteiro Lobato, v. 1. São Paulo: Brasiliense, 1947.
LÜTHI, M. The European folktale: form and nature. Philadelphia: Institute for the Study of Human Issues, 1982.
MILTON, J. Adapting to the Times: Adaptation as a Form of Translation in Different Periods in Brazil. Journal of American Studies of Turkey, v. 33-34, p. 21-42, 2013.
PERROTTI, E. O texto sedutor na literatura infantil. São Paulo: Ícone, 1986.
RICHARDSON, B. Transtextual Characters. In: EDER, J.; JANNIDIS, F.; SCHNEIDER, R. (Orgs.). Characters in Fictional Words: understanding imaginary beings in literature, film, and other media. Berlim/Nova Iorque: De Gruyter, p. 527-541, 2010.
SANDERS, J. Adaptation and appropriation. 2a. ed. Londres: Routledge, 2015.
STOKER, P. Theorie der intertextuellen Lektüre: Modelle und Fallstudie. Paderborn: Ferdinand Schöningh, 1998.
TRUSEN, S. Contos de Grimm e Novos Contos de Grimm: tradução e adaptação em Monteiro Lobato. Cadernos de Tradução, v. 36, n. 1, 2016, p. 16-33.VASQUES, C. M. Uma viagem pela intertextualidade em Reinações de Narizinho. Dissertação (Mestrado em Letras). Araraquara: Unesp, 2007.
VASCONCELLOS, Z. M. C. de. O universo ideológico da obra infantil de Monteiro Lobato. Santos: Traço, 1982.
VIEIRA, A. S. Monteiro Lobato Translator. Emerging Views on Translation History in Brazil, CROP, No. 6, p. 143-169, 2001.
______. Um inglês no sítio de Dona Benta: estudo da apropriação de Peter Pan na obra infantil de Monteiro Lobato. Dissertação (Mestrado em Teoria LIterária), Unicamp, 1998.
VOLOBUEF, K.. Grimm: impactos no Brasil. In: VOLOBUEF, Karin; TRUSEN, Sylvia Maria; PANTOJA, Tania Sarmento. (Org.). Tradução cultural e memória: estudos multidisciplinares. 1ed. São Paulo: 7Letras, 2014, p. 195-206.
ZILBERMAN, R.; LAJOLO, M. Um Brasil para crianças: Para conhecer a literatura infantil brasileira: histórias, autores e textos. 2. ed. São Paulo: Global Universitária, 1986.
ZILBERMAN, R.; MAGALHÃES, L. C. Literatura Infantil: Autoritarismo e Emancipação. São Paulo: Ática, 1982, p. 03-24.

Programa

Aula 1: Análise linguístico-discursiva em textos da esfera pública
Gêneros do discurso em foco: artigos de opinião e entrevistas. 
BAKHTIN, B. Questões de estilística no ensino de Língua Portuguesa. São Paulo: Editora 34, 2015.
hooks,b. Abraçar a mudança: o ensino no mundo multicultural. In:______ Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2017.

Aula 2: Gêneros do discurso e a produção textual: práticas de cidadania 
Gêneros do discurso em foco: redação dissertativo-argumentativa, carta aberta e manifesto. 
COELHO, Fábio André; PALOMARES, Roza (org.). Ensino de Produção Textual. São Paulo: Editora Contexto, 2016.
COMISSÃO PERMANENTE PARA OS VESTIBULARES DA UNICAMP (COMVEST). Redações 2025: Vestibular Unicamp; Vestibular Indígena. Campinas: Editora da Unicamp, 2025.

Aula 3 Discursos de resistência em textos multimodais: charges e memes
Gêneros do discurso em foco: charges, memes, fotomontagens, cartazes e posts de redes sociais.
ROJO, R. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola.In: ROJO, R. MOURA, E. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012.  
BEDÊ, Luiza. Arte e política: carnavalização na imprensa de resistência dois anos de chumbo . 2019. Tese (Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Araraquara, 2019.

Aula 4:  Funk e Rap na formação cidadã: a margem no centro 
Gêneros do discurso em foco: Letras de rap, letras de funk, canção, videoclipes e relatos de experiência.
SOUZA, Ana Lúcia. Letramentos de reexistência: hip-hop. São Paulo: Parábola, 2011.
STREET, Brian V. Literatura social: abordagens críticas ao uso da leitura e da escrita. Tradução de Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, 2014.
RACIONAIS MC'S. Vida louca, parte 2. São Paulo: Cosa Nostra. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5KzA4XKQYfIAcesso em: 4 de novembro de 2025.
MC HARIEL. A mente do batalhador. São Paulo: GR6 Explode, 2019. 1 vídeo (3 min 22 s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1qSTFi7uqvAAcesso em: 4 de novembro de 2025.

Programa

Programa:
- A mais antiga impressão xilográfica
- A mais antiga impressão em tipos móveis metálicos
- Tripitaka Koreana
- Hangul, a escrita coreana
- Registro pluviométrico
- Diário de Guerra
- Compêndio de Medicina Oriental
- Diários da Secretaria Real
- Anais da Dinastia Joseon
- Manuais das Cerimônias Reais de Joseon

Bibliografia:

Material elaborado pelo professor

Programa

1. Os estudos de gênero e sexualidade nos estudos de Literatura no Brasil;
2. Intertextualidade homoerótica: “Grande pederasta roçando-te contra a diversidade das coisas”.
3. Alguma poesia brasileira: Valério Pereliéchin, Roberto Piva, Horácio Costa, Glauco Mattoso, Ricardo Domeneck

Bibliografia:
COSTA, Horácio. A hora e vez de Candy Darling. Goiânia: Martelo, 2016.
DOMENECK, Ricardo. Ciclo do amante substituível. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012.
MATTOSO, Glauco. Poesia Digesta. São Paulo: Landy, 2004.
MINCHILLO, Carlos Cortez. A perspectiva canhota de um emigrado russo: expressão homoerótica na poesia de Valério Pereliéchin (1953-1992). Journal of Lusophone Studies. Junho, 2019.
PIVA, Roberto. Um estrangeiro na legião, Obras reunidas volume 1. São Paulo: Globo, 2005.

Programa

31/07/23: Sistema manguezal conceitos iniciais. O que é? Qual a sua origem? Onde ocorre?

01/08/23: Sistema manguezal: características físicas e biológicas.

02/08/23: Sistema manguezal e suas interações com a fauna e com os demais sistemas costeiros.

03/08/23: Sistema manguezal e a legislação ambiental: como e porque conservar esse sistema?

Referências Bibliográficas

ALBUQUERQUE, A.G.B.M.; et al. A proteção dos ecossistemas de manguezal pela legislação ambiental brasileira. GEOgraphia,
ano 17, n. 33, p. 126-153, 2015.
ARAUJO, M. P., et al. Assessment of Brazilian mangroves hydrocarbon contamination from a latitudinal perspective. Marine
Pollution Bulletin, n. 150, 2020.
BARBIER, E. B. et al. The value of estuarine and coastal ecosystem services. Ecological Monographs, v. 81, n. 2, p. 169-193,
2011.
BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Atlas dos Manguezais do Brasil. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade, 2018. 176p.
HOCHARD, J. P.; HAMILTON, S.; BARBIER, E. D. Mangroves shelter coastal economic activity from cyclones. PNAS, v. 116, n.
25, p. 12232-12237, 2019.
MACIEL, N. C. Legislação Ambiental e o manguezal. In: ALVES, J. R. P. (Org.) Manguezais: educar para proteger. Rio de Janeiro
FEMAR/SEMADS, 2001. p. 35-45.
MAGRIS, R. A.; BARRETO, R. Mapping and assessment of protection of mangrove habitats in Brazil. Pan-American Journal of
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POLIDORO, B. A. et al. The loss of species: mangrove extinction risk and geographic areas of global concern. Plos One, v. 5, p.
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ROVAI, A. S. et al. Brazilian Mangrovees: Blue Carbon Hotspots of National and Global Relevance to Natural Climate Solutions.
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SANTOS, A. L. G. Cartografia dos níveis hierárquicos dos manguezais: uma visão sistêmica. 2014. 352 f. Tese (Doutorado).
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SPALDING, M.; KAINUMA, M.; COLLINS, L. World Atlas of Mangroves. Washington, D.C.: Lorna, 2010.

Programa

Aula 1: Pressupostos
A primeira aula lançará as bases metodológicas para nossa análise literária. Para tal, entraremos em contato com três textos centrais do exercício investigativo de Antonio Candido: “Um instrumento de descoberta e investigação” (1957), “Dialética da malandragem” (1970) e “Mundo desfeito e refeito” (1992). Além disso, será feita uma rápida introdução do romance Benjamim e de Chico Buarque enquanto autor.
Bibliografia:
CANDIDO, Antonio. Um instrumento de descoberta e investigação. Formação da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006.
________. Dialética da malandragem. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, n. 8, 1970.
________. Mundo desfeito e refeito. Caderno de estudos linguísticos, Campinas, n. 22, 1992.

Aula 2: Narração
A segunda aula desenvolverá algumas reflexões a respeito do foco narrativo e da figura do narrador em Benjamim. Para tanto, serão lidos e discutidos por este prisma o primeiro e o último parágrafos da obra, bem como recortes de passagens relevantes para nosso debate. Servirão de balizas, neste momento, Norman Friedman e Walter Benjamim.
Bibliografia:
BENJAMIN, Walter. O narrador. Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985.
FRIEDMAN, Norman. Ponto de vista na ficção. Revista da USP, São Paulo, n. 53, 2002.

Aula 3: Personagens
Na terceira aula, será pensada a categoria personagem dentro do romance. Buscaremos identificar o quadro de forças dos sujeitos em Benjamim, identificando suas relações e implicações narrativas. Para aprofundar o estudo focaremos em três personagens (Ariela Masé, Benjamim Zambraia e Castana Beatriz), à luz novamente de Antonio Candido.
Bibliografia:
CANDIDO, Antonio. A personagem do romance. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2019.

Aula 4: Tempo
A quarta aula envolverá o questionamento do tempo na obra. Partindo das definições didáticas de Benedito Nunes, pensaremos a formatação do registro temporal em Benjamim. A partir disso, passaremos à interpretação ricoeuriana do tempo na narrativa, de forma a verificar a possibilidade de leitura do tempo como um dos dispositivos formais de maior relevância no romance.
Bibliografia:
NUNES, Benedito. O tempo na narrativa. São Paulo: Loyola, 2013.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2020.

Aula 5: Memória e História em Benjamim
De forma a concluir o curso, a quinta aula recolherá as leituras produzidas sobre os elementos da narrativa trabalhados para pensar a elaboração da memória e da história em Benjamim. Esta aula centra-se na hipótese investigativa da memória enquanto um dispositivo estrutural e estruturante da obra, responsável pela construção de um possível discurso historiográfico a partir da elaboração do trauma da ditadura civil-militar brasileira e da redemocratização nacional pela forma estética do romance.

Bibliografia:

BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2018.
__________. História e narração em Walter Benjamin. São Paulo: Perspectiva, 2020.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.
WELTER, Juliane Vargas. Gostosa, quentinha, tapioca: forma literária em Benjamim, de Chico Buarque. Verbo de Minas, Juiz de Fora, v. 17, n. 29, 2016.
________. Onde andarão Castana, Matilde, Sergio, Domingos, Ariosto…? Os desaparecidos como princípio formal dos romances de Chico Buarque. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 66, 2017.

Bibliografia complementar:

ARAÚJO, Érica Tavares de. Benjamim, Ariela e Castana: vida, tempo e relações interpessoais no Benjamim de Chico Buarque. Anais do IV Colóquio Internacional Cidadania Cultural. Campina Grande: Editora EDUEPB, 2010.
CARNEIRO, Larissa Ferreira. A fragmentação do sujeito moderno: uma análise das personagens em Benjamim, romance de Chico Buarque. Macabéa, vol. 10, n. 1, jan./mar. 2021.
GARCIA, Walter. Um mapa para se estudar Chico Buarque. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, [S. l.], n. 43, 2006.
_______. De “A preta do acarajé” (Dorival Caymmi) a “Carioca” (Chico Buarque): canção popular e modernização capitalista no Brasil. Música Popular em Revista, Campinas, ano 1, v. 1, p. 30-57, jul.-dez. 2012.
LÖWY, Michael. Walter Benjamin: aviso de incêndio. São Paulo: Boitempo, 2005.
MENDONÇA, Wilma Martins de. O arco do tempo: ficção, história e memória cultural em Chico Buarque. Revista Graphos, vol. 14, no 1, 2012. PPGL, UFPB.
OLIVEIRA, Cristiano Mello de. A representação do personagem “dessubjetivado” no romance Benjamim, de Chico Buarque. Revista Versalete, vol. 3, n. 5, jul./dez. 2015.
REIS, Mírian. Memória e olhar: a câmera subjetiva e a escrita cinematográfica em Benjamim, de Chico Buarque. Revista Garrafa, vol. 30, abr./jun. 2013.
RIDENTI, Marcelo. Visões do paraíso perdido: sociedade e política em Chico Buarque a partir de uma leitura de Benjamim. In: ______. Em busca do povo brasileiro. Rio de Janeiro: Record, 2000.
OTSUKA, Edu Teruki. Marcas da catástrofe: experiência urbana e indústria cultural em Rubem Fonseca, João Gilberto Noll e Chico Buarque. São Paulo: Nankin Editorial, 2001.
WELTER, Juliane Vargas. Anistias Inconscientes: as narrativas cíclicas de Onde andará Dulce Veiga? (1990) e Benjamim (1995). Revista Entrelaces, ano IV, n. 04, 2014.
________. Em busca do passado esquecido: Uma análise dos romances Onde andará Dulce Veiga?, de Caio Fernando Abreu, e Benjamim, de Chico Buarque. Tese, UFRGS, Porto Alegre, 2015.