Programa

Aula 1 – Noções gerais do gênero lírico e de suas subespécies no século XVI.
Aula 2 – O modelo petrarquista e a imitação de Garcilaso de la Vega.
Aula 3 – Temas e problemas da poesia de Luís de Camões.

Bibliografia:
ARISTÓTELES. Poética. Traduzido por Ana Maria Valente. Lisboa: Fundação Calouste-Gulbenkian, 2008.
BULST, Neithard. Sobre o Objeto e o Método da prosopografia. Traduzido por Cybele Crossetti de Almeida. Revista Politeia, Vitória da Conquista, v. 5, n. 1, 2005, pp. 47-67.
CAMÕES, Luís Vaz de. Rimas. Braga: Universidade do Minho, 1980.
VEGA, Garcilaso de la. Poesías. Edición de Ignacio García Aguilar. Madrid: Catedra Letras Hispánicas, 2020.
DU BOIS, Jean-Baptiste. Reflexions critiques sur la poesie et sur la peinture (Première partie). Paris: Jean Mariette, 1719. [PDF]
HANSEN, João Adolfo. Categorias epidíticas da ekphrasis. Revista USP, São Paulo, n. 71, 2006, pp. 85-105.
HERRERA, Fernando de. Anotaciones a la poesia de Garcilaso. Edición de Inoria Pepe y José María Reyes. Madrid: Catedra Letras Hispánicas, 2001.
HORÁCIO. Arte Poética. In: TRINGALI, Dante. A Arte Poética de Horácio. São Paulo: Musa, 1993.
LULIO, Antonio. Sobre el Decoro de la Poética. Traduzido por Antonio Sancho Royo. Madri: Ediciones Clássicas, 1994.
MARTINS, Paulo. “Uma visão periegemática sobre a écfrase”. Revista Clássica, v. 29, n. 2, 2016, pp. 163-204.
PETRARCA, Francesco. Cancioneiro. Traduzido por José Clemente Pozenato. Cotia: Ateliê, 2014.
RODOLPHO, Melina. Écfrase e Evidência nas Letras latinas: doutrina e práxis. São Paulo: Humanitas, 2012.
TEÓN; HERMÓGENES; AFTONIO. Ejercicios de Retórica. Traduzido por Dolores Reche Martínez. Madri: Gredos, 1991.
VIRGÍLIO. Bucólicas. Traduzido por Odorico Mendes. Cotia: Ateliê, 2008.

Programa

Encontro 1 – Por que linguistas precisam pensar IA?
● Apresentação geral do curso

● Linguagem, discurso e tecnologia: por que nos afeta?

● O olhar da Análise do Discurso sobre a linguagem

● Sujeito, sentido, ideologia (introdução breve e acessível)

● Exemplo: o mesmo texto em diferentes contextos

 

Encontro 2 – O que é Processamento de Linguagem Natural (PLN)?
● De onde vem o PLN? Da linguística à computação

● O que é “entender” texto para a máquina?

● Termos essenciais traduzidos para humanos de Letras: token, corpus, modelo

● Demonstrações simples com classificadores de texto

● Exercício: identificar padrões e ruídos em outputs automáticos

 

Encontro 3 – Modelos de linguagem: do dicionário ao algoritmo
● Vetorização: como transformar palavra em número

● Embeddings, frequência, similaridade semântica

● Transformers: por que são "revolução"?

● O que ChatGPT faz com o texto (de verdade)?

● Atividade: analisar textos gerados por IA e refletir sobre coerência/discurso

 

Encontro 4 – O discurso que escapa: ironia, ambiguidade e sentidos implícitos
● O que o PLN não entende (ainda)?

● Ironia, polifonia, humor e contexto

● Como a linguística pode ajudar a treinar máquinas?

● Mini-oficina: classificar enunciados irônicos vs. literais

 

Encontro 5 – Inteligência Artificial e ideologia: discursos que moldam mundos
● O que é IA generativa?

● Algoritmos e ideologia: quem decide o que aparece?

● IA e reprodução de desigualdades (gênero, raça, classe)

● Discussão: IA e apagamento de vozes não hegemônicas

● Estudo de caso: outputs enviesados em grandes modelos

 

Encontro 6 – Caminhos possíveis: crítica, criação e pesquisa
● Possibilidades de atuação de linguistas no campo do PLN e IA

● Linguística aplicada à curadoria, anotação e interpretação crítica de dados

● Ferramentas abertas para brincar e explorar

● Encerramento: debate + apresentação de trilhas de aprofundamento (cursos, livros, projetos)

 

Referências recomendadas

Teoria do discurso
● ORLANDI, E. P. Discurso e leitura. Cortez, 1999.

● PÊCHEUX, M. Semântica e Discurso. Ed. UNICAMP, 2009.

PLN para não-programadores
● CAMARGO, J. H. G. PLN com Python. Novatec, 2023. (ler capítulos conceituais)

● JURAFSKY, D.; MARTIN, J. Speech and Language Processing (ler introdução online)

● Blog da Hugging Face e artigos introdutórios no Medium

Crítica e IA
● NOBLE, S. Algorithms of Oppression. NYU Press, 2018.

● BIRHANE, A. Algorithmic Colonization of Africa, 2020.

● MIT Technology Review. O racismo da IA.

● VIEIRA, L. N. Desinformação, discurso e algoritmos. ECO-Pós, 2023.

 

 

 

 

Programa

1ª AULA - Introdução • Conceitos • Berço das civilizações • Povos da região entre as nações •O Oriente Médio no contexto geopolítico • O Século XIX • O Antissemitismo europeu, origens do sionismo e as primeiras imigrações.
Confronto de impérios • Ascensão da Alemanha e Japão e declínio da Rússia • Ben Gurion, Chaim Weizmann • A Primeira Guerra Mundial, A Declaração Balfour e as promessas aos árabes • Tratado Sykes-Picot.

2ª AULA - O confronto de nacionalismos • Consolidação da nova comunidade judaica e do Mandato Britânico, primeiras revoltas árabes na Palestina. A Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e seu impacto sobre o Oriente Médio. A intensificação da violência - 1948 a 1967 • A Guerra Fria • A Criação do Estado de Israel, surgimento dos refugiados palestinos, Guerra de Independência e Nakba • Imigração judaica dos países árabes.

3ª AULA – A década de 1950 – Guerra Fria no Oriente Médio – Descolonização - Da Guerra dos Seis Dias (1967) à Guerra do Yom Kippur (1973) • Setembro Negro e o Exílio Palestino • Choque do petróleo e um novo Oriente Médio.
A guerra civil libanesa – 1977, a direita no poder em Israel, o Egito de Sadat, a invasão do Líbano • A derrubada do Xá no Irã e a nova sociedade israelense.

4a AULA - A Guerra Irã-Iraque, segundo choque do petróleo • Alternativas energéticas • Surgimento do Hizballh - A Primeira Intifada • Fim da Guerra Fria, imigração soviética e a ilusão da paz.

5ª AULA - As Guerras do Golfo e suas consequências, os acordos de Oslo, as negociações de Camp David, Segunda Intifada e a guerra assimétrica.


6ª AULA - Os ataques de 07 de outubro de 2023 a Israel. A Guerra em Gaza e o enfrentamento entre Israel e o grupo terrorista Hezballah na fronteira Líbano – Israel.


Bibliografia:

FELDBERG, Samuel, Decifrando o Oriente Médio - Coletânea de textos publicados no período de 1996 a 2021 (Disponível em: www.sefer.com.br)

FELDBERG, Samuel, Estados Unidos e Israel: Uma aliança em questão, São Paulo, Editora Hucitec, 2008


GILBERT, Martin, História de Israel, São Paulo, Edições 70, 2010


SAYIGH, Yezid, Armed Struggle and the Search for State, Oxford, Clarendon Press, 1997


SHAPIRA, Anita, Israel, uma história, Rio de Janeiro: Editora Record, 2017

Programa

1ª aula: Mapeando o campo político
 
Bibliografia principal
BOURDIEU, P. “O campo político”. In: Revista Brasileira de Ciência Política, 5 (2011). pág. 193-216.
 
GRILL, Igor Gastal; DOS REIS, Eliana Tavares. Elites parlamentares e a dupla arte de representar: intersecções entre “política” e “cultura” no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016 (páginas a definir).
 
HAKIM, Catherine. Capital Erótico: Pessoas atraentes são mais bem-sucedidas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013 (páginas a definir).
 
MORENO PESTAÑA, José Luis. “Qué nos enseña el capital cultural para pensar el capital erótico”. In: Educação & Sociedade, Campinas, v. 36, nº. 130, jan.-mar., 2015.
 
Bibliografia complementar
CANÊDO, Letícia Bicalho. “Campo Político”. In: CATANI, Afrânio Mendes... [et. al.]. (Org.). Vocabulário Bourdieu. 1ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. pág. 90-93.
 
 
2ª aula: Elites políticas: O caso de Dilma Rousseff
 
Bibliografia principal
BARREIRA, Irlys Alencar Firmo. Imagens ritualizadas: apresentação de mulheres em cenários eleitorais. Campinas: Pontes, 2008 (páginas a definir).
 
ARAÚJO, Clara. "Incongruências e dubiedades, deslegitimação e legitimação: o golpe contra Dilma Rousseff". In: RUBIM, Linda; ARGOLO, Fernanda (Org.). O Golpe na perspectiva de gênero. Salvador: Edufba, 2018.
 
PIRES, Teresinha Maria de Carvalho Cruz. “A construção da imagem política de Dilma Rousseff como mãe do povo brasileiro”. In: Revista Debates, Porto Alegre, v. 5, n. 1, jan./jun, 2011. pág. 139-162.
 
RANGEL, Patrícia; DULTRA, Eneida Vinhaes Bello. Engolidas pela onda azul. In: Plural, v. 26, n. 1, p. 133-154, 2019.
 
Bibliografia complementar
AMARAL, Ricardo Batista. A vida quer é coragem: a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil. São Paulo: Sextante, 2012.
 
BRITO, Angela Xavier de. "Trajetória". In: CATANI, Afrânio Mendes... [et. al.]. (Org.). Vocabulário Bourdieu. 1ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. pág. 90-93.
 
MONTEIRO, José Marciano. A Política como Negócio de Família: para uma sociologia política das elites e do poder político familiar. São Paulo: LiberArs, 2016 (páginas a definir).
 
 
3ª aula: Antifeminismos e afetos
 
Bibliografia principal
MESSENBERG, Débora. A direita que saiu do armário: a cosmovisão dos formadores de opinião dos manifestantes de direita brasileiros. Soc. estado. [online]. 2017, vol.32, n.3, pp.621-648.
 
SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Editora Autêntica, 2016 (páginas a definir).
 
Bibliografia complementar
ROCHA, Camila. Menos Marx mais Mises': uma gênese da nova direita brasileira (2006-2018). Tese de doutorado, Departamento de Ciência Política, USP, 2018.
 
SENNET, Richard. A transformação da intimidade, Editora Unesp, 2003.
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
AB'SÁBER, Tales. Dilma Rousseff e o ódio político. São Paulo: hedra, 2015.
 
ALMEIDA, Ronaldo; TONIOL, Rodrigo (org). Conservadorismos, fascismos e fundamentalismos. Campinas, Editora Unicamp, 2018.
 
ARRUZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy Feminismo para os 99%. Um manifesto. São Paulo, Boitempo Editorial, 2019.
 
ALVES; J. E. D.; PINTO, C.; JORDÃO, F (Orgs.). Mulheres nas Eleições de 2010. São Paulo, abcp/spm, 2012.
 
BEST, Heinrich; HIGLEY, John (Eds.). The Palgrave handbook of political elites. London: Palgrave Macmillan, 2018.
 
BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades. São Paulo, Boitempo, 2018.
 
BOURDIEU, P.; FRITSCH, P. Propos sur le champ politique. Lion: PUL, 2000.
 
BLAY, Eva; AVELAR, Lucia; RANGEL, Patricia Duarte. 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile. Volume ii – Justiça de Gênero e Políticas Públicas (no prelo).
 
DE IMAZ, José Luis. Los que mandan. Buenos Aires: Editorial Universitaria de Buenos Aires, 1964.
 
DUVERGER, Maurice. The Political Role on Women. Paris: Unesco, 1955.
 
JINKINGS, Ivana; DORIA, Kim; CLETO, Murilo. Por que gritamos golpe? Para entender o impeachment e a crise política no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2016.
 
MENEGUELLO, Rachel. PT: a formação de um partido, 1979-1982. São Paulo: Paz e Terra, 1989.
 
MIGUEL, Luis Felipe. “Capital político e carreira eleitoral: algumas variáveis na eleição para o Congresso brasileiro”. In: Revista de Sociologia e Política, n. 20, 2003.
 
OLIVEIRA, Ricardo Costa de (Org.). Nepotismo, parentesco e mulheres. 2ª ed. Curitiba: Urbi et Orbi, 2016.
 
RANGEL, Patrícia Duarte. Movimentos feministas e direitos políticos das mulheres: Argentina e Brasil. 2012. 223f. 2017. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Ciências Humanas: Ciência Política)–Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília–UnB, Brasília.
 
SOLANO, Esther. O ódio como política: A reinvenção das direitas nos Brasil. São Paulo, Editora Boitempo, 2018.
 
TRAVERSO, Enzo. Las caras de la nueva derecha. Editora Siglo XXI, Argentina, 2018.
 
VENTURI, Gustavo; RECAMÁN, Marisol. As Mulheres Brasileiras no Início do Século 21. São Paulo: cfemea, 2005.

Programa

Apresentação – Disputa política, estética e ideológica no largo campo das letras até o stricto literário (01/08)
Crônicas, diários e relatos de viagem – Cristóbal de Acuña, La Condamine e Alexander von Humboldt (03/08)
Romance – Simá: romance do alto Amazonas (1857), de Lourenço Amazonas (05/08)
Conto – Contos amazônicos (1893), de Inglês de Sousa e Cenas da vida Amazônica (1886), de José Veríssimo “O Gado do Valha-me-Deus”, “Acauãn”, “O tapuio” e “O boto”. (08/08)
Ensaio – À margem da história (1909), de Euclides da Cunha “Impressões gerais”, “Os caucheiros” e “Judas-Ahsverus”. (10/08)

Bibliografia Geral


ACUÑA, Cristóbal de. Novo descobrimento do rio Amazonas. Montevideo Oltaver, 1994.
AMAZONAS, Lourenço da Silva Araújo. Simá: romance histórico do Alto Amazonas. 3ª edição. Manaus: Editora Valer / Governo do Estado do Amazonas, 2011.
CUNHA, Euclides da. À margem da história. São Paulo: Editora Cultrix, 1975.
ECHEVARRÍA, Roberto González. Mito y archivo: una teoría de la narrativa latinoamericana. México: Fondo de Cultura Económica, 2000.
GONDIM, Neide. A Invenção da Amazônia. São Paulo: Marco Zero, 1994.
GONDIM, Neide. A representação da conquista da Amazônia em Simá, Beiradão e Galvez, Imperador do Acre. Dissertação apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de mestre em letras. PUCRS, 1982.
HARDMAN, Francisco Foot. A vingança da Hileia: Euclides da Cunha, a Amazônia e a literatura moderna. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
HUMBOLDT, Alexander von. Viaje a las Regiones Equinocciales del Nuevo Continente. Tomo I, Caracas: Monte Avila Editores, 1985.
HUMBOLDT, Alexander von. Viaje a las Regiones Equinocciales del Nuevo Continente. Tomo IV, Caracas: Monte Avila Editores, 1985.
LA CONDAMINE, Charles Marie de. Viagem na América Meridional descendo o rio das Amazonas. Brasília: Senado Federal, 2000.
LOUREIRO, João de Jesus Paes. Cultura amazônica: uma poética do imaginário. Manaus: Editora Valer, 2015.
MALTEZ, Juliano Fabrício de Oliveira. A Amazônia na ficção de José Veríssimo e Inglês de Sousa. Entrelaces, v. 1, n. 18, 2020.
PIZARRO, Ana. Amazônia: as vozes do rio: imaginário e modernização. Rômulo Monte Alto (trad.) Belo Horizonte: Editora UFMG, 2012.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império: relatos de viagem e transculturação. Bauru, SP: EDUSC, 1999.
RAMA, A. “Algunas sugerencias de trabajo para una aventura intelectual de integración”. IN: PIZARRO, A. (org.) La literatura latinoamericana como proceso. Buenos Aires: Cedal, 1995.
SALES, Germana Maria Araújo; SILVA, Alan Victor Flor da. Os escritores da Amazônia do século XIX para além das histórias literárias. Revista da Anpoll, n. 43, Florianópolis, 2017, p. 35-47.
SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. Trad. Denise Bottman, São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
SOUSA, Inglês de. Contos Amazônicos. Belém: UFPA, 2005.
SOUZA, Marinete Luzia Francisca de. A Literatura Amazônica dos textos de viagem aos romances contemporâneos. 2013. Tese apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 398 páginas.
SÜSSEKIND, Flora. O Brasil não é longe daqui: o narrador, a viagem. São Paulo: Companhia da Letras, 1990.
VERÍSSIMO, José. Cenas da vida amazônica. Antonio Dimas (org.) São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.

Programa

Aula 1: Uma introdução ao conceito de Bildungsroman (Aula teórica com todas as ministrantes)
Aula 2: Norte e Sul: o desenvolvimento pela experiência de desilusão (Aula de análise da obra - Rafaella)
Aula 3: A ilha de Arturo e o romance de formação de Elsa Morante (Aula de análise da obra - Amanda)
Aula 4: Harry Potter e a Ordem da Fênix: ruptura e reconciliação no romance de formação inglês (Aula de análise da obra - Marina)

BIBLIOGRAFIA

Sobre o romance de formação:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal: introdução e tradução de Paulo Bezerra; São Paulo: Editora Martins Fontes, 6ª edição, 2011.
_____________. Teoria do romance II: as formas do tempo e do cronotopo. Tradução, posfácio e notas de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2018, 1ª Edição, 272 p.
LUKÁCS, Georg. A teoria do romance. São Paulo: Editora 34; 2ª edição, 1 janeiro 2009.
MAAS, Wilma Patricia. O cânone mínimo: o Bildungsroman na história da literatura. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
MAZZARI, Marcus et al (org.). Romance de Formação: caminhos e descaminhos do herói. São Paulo: Ateliê Editorial, 2019.
___________. Labirintos da aprendizagem: pacto fáustico, romance de formação e outros temas de literatura comparada. São Paulo: Editora 34, 2010.
MORETTI, Franco. O romance de formação. Trad. Natasha Belfort Palmeira. São Paulo: Todavia, 2020.

Sobre Norte e Sul:
BODENHEIMER, Rosemarie. “North and South: A Permanent State of Change”. In: GASKELL, Elizabeth. North and South. A Norton Critical Edition. New York; London: W. W. Norton, 2005, pp. 531-547.
DUTHIE, Enid. L. The Themes of Elizabeth Gaskell. London: Macmillan, 1980.
GASKELL, Elizabeth. North and South. A Norton Critical Edition. New York; London: W. W. Norton, 2005.
HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. Trad. Maria Tereza Teixeira e Marcos Penchel. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.
KUHLMAN, Mary H. “Education through Experience in North and South”. The Gaskell Journal, vol. 10 (1996), pp. 14-26.
MORETTI, Franco. O burguês. Trad. Alexandre Morales. São Paulo: Três Estrelas, 2014.
STONEMAN, Patsy. Elizabeth Gaskell. Manchester: Manchester University Press, 2006.
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade. Trad. Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Sobre A ilha de Arturo:
ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. LTC; 2ª edição, 30 de outubro de 1981.
BECCHI, Anna Patrucco. STABAT MATER: Le madri di Elsa Morante. Firenze: Casa Editrice Leo S. Olschki.
Belfagor , 31 julho 1993, Vol. 48, No. 4, pp. 436-451.
BERNABÒ, Graziella. La fiaba estrema: Elsa Morante tra vita e scrittura. Carocci editore, 1 de Janeiro de 2013.
CANDIDO, Antonio. “A personagem do romance”. In: A personagem da ficção. São Paulo: Perspectiva: 2014.
DEBENEDETTI, Giacomo. Il romanzo del Novecento. Presentazione di Eugenio Montale. Testi introduttivi di Mario Andreose e Massimo Onofri. Milano: La nave di Teseo editore, 2019.
EAGLETON, Terry. Teoria da Literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
MORANTE, Elsa. A ilha de Arturo. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 1° ed., 2019.
______________. L’isola di Arturo. Introduzione di Cesare Garboli. Torino: Giulio Einaudi Editore, 2° ed., 2014.

Sobre Harry Potter:
CANDIDO, A.; et. al. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2009.
FRIEDMAN, N. “O ponto de vista na ficção: desenvolvimento de um conceito crítico”. Trad. De Fábio Fonseca de Melo. Revista USP. Nº53. São Paulo: USP, março/abril/maio, 2002.
GUPTA, S.. Re-reading Harry Potter. London & New York: Palgrave Macmillan. 2009.
ROWLING, J. K. Harry Potter e a Câmara Secreta. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____. Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
_____. Harry Potter e a Ordem da Fênix. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.
_____. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____. Harry Potter e as Relíquias da Morte. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Programa

As aulas serão organizadas em encontros temáticos, cada um dedicado a uma língua, abrangendo informações sobre sua formação a partir do latim, características fonéticas, morfossintáticas, histórico-geográficas e aspectos culturais dos territórios em que a língua é falada. Os participantes terão oportunidade de ouvir e ler documentos autênticos das línguas focalizadas, de forma a vivenciarem uma experiência mais concreta e imersiva.

Serão tratadas nos encontros as seguintes línguas:
1. Alemão
2. Espanhol
3. Francês
4. Inglês
5. Italiano

Bibliografia:


ALLOUACHE F., BLONDEAU N., POTOLIA, A., TAOURIT, R. « Autobiographies langagières : arrimages existentiels, transmissions, élaborations identitaires », Revue Agencements, éditions du commun, 2022, pp.146-178.
BILLIEZ, Jacqueline (org.). De la didactique des langues à la didactique du plurilinguisme. Hommage à Louise Dabène. Grenoble: CDL/LIDILEM, 1998.
CANDELIER, Michel. Janua Linguarum – la porte des langues – L’introduction de l’éveil aux langues dans le curriculum. Strasbourg: Centre Européen pour les langues vivantes/Conseil de l’Europe. 2003c. Disponível em: http://archive.ecml.at/documents/pub121f2003candelier.pdf.
COSTE, D., MOORE, D., & ZARATE, G. (2009[1997]). Compétence plurilingue et pluriculturelle. Vers un Cadre Européen Commun de référence pour l’enseignement et l’apprentissage des langues vivantes. Strasbourg: Éditions du Conseil de l’Europe. https://rm.coe.int/168069d29c
JEAN, Georges (2002). A Escrita: Memória dos Homens. Rio de Janeiro: Objetiva.
OLIVEIRA, G. M. de. (2009) Plurilinguismo no Brasil – repressão e resistência linguística. Synergies Brésil, 7, 19-26. http://gerflint.fr/Base/Bresil7/gilvan.pdf
SARSUR, É. & MIRANDA DE PAULO, L. (2022). “Florescer da consciência plurilíngue”: A intercompreensão na formação do estudante de Letras. In: Daher, C.H.; Rocha da Cunha, K.M. (Orgs.). Revista X, 17(2). ISSN: 1980-0614, 483-516 https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/83774/46677

Programa

Aula 1 (03/02, 18h30):
projeção e discussão de fragmentos dos filmes Bahia de Todos os Santos (1960, dir. Trigueirinho Neto) e A morte comanda o cangaço (1960, dir. Carlos Coimbra); análise da relação de Paulo Emílio Salles Gomes com esses filmes a partir de sua crítica “Artesãos e autores” (1961, Suplemento Literário). A partir desse material, a proposta é apresentar as linhas básicas da trajetória do crítico e da cultura cinematográfica baiana, com ênfase para o crítico Walter da Silveira.
 
Aula 2 (04/02, 18h30):
projeção e discussão de fragmentos do filme A Grande feira (1961, dir. Roberto Pires); análise da relação de Paulo Emílio Salles Gomes com esse filme a partir de seu roteiro Dina no cavalo branco (1962). A partir desse material, a proposta é discutir as visões e as expectativas em torno do cinema brasileiro manifestadas por Paulo Emílio, relacionando o fenômeno baiano com outros filmes que apareciam no início dos anos 1960, como Porto das Caixas (1962, dir. Paulo César Saraceni).
 
Aula 3 (06/02, 18h30):
projeção e discussão de fragmentos do filme Barravento (1962, dir. Glauber Rocha); análise da correspondência de Paulo Emílio com Glauber Rocha no início dos anos 1960. A partir desse material, a proposta é apresentar a complexa relação posterior de Paulo Emílio com os diretores do Cinema Novo (sobretudo Glauber Rocha, Paulo César Saraceni, Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade) e com as mudanças políticas e culturais inauguradas com o Golpe de 1964.
 
 
Bibliografia:
 
ARANTES, Otília e ARANTES Paulo. Sentidos da formação: três estudos sobre Antonio Candido, Gilda de Mello e Souza e Lúcio Costa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
MENDES, Adilson Inácio. Trajetória de Paulo Emilio. Cotia: Ateliê Editorial, 2013.
MOTA, Carlos Guilherme. Ideologia da cultura brasileira (1933-1974): pontos de partida para uma revisão histórica. São Paulo: Editora 34, 2014.
PINTO, Pedro Plaza. Paulo Emilio e a emergência do Cinema Novo: débito, prudência e desajuste no diálogo com Glauber Rocha e David Neves. Tese (doutorado em Ciências da Comunicação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
ROCHA, Glauber. Cartas ao mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
SALLES GOMES, Paulo Emílio. Crítica de cinema no Suplemento Literário. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, 2 vs.
________. Paulo Emilio: um intelectual na linha de frente. São Paulo/Rio de Janeiro: Brasiliense/Embrafilme, 1986.
________. Encontros: Paulo Emílio Sales Gomes. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2014.
________. Uma situação colonial? São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
SOUZA, José Inacio de Melo. Paulo Emilio no Paraíso. Rio de Janeiro: Record, 2002.
XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2006.
ZANATTO, Rafael. Paulo Emílio e a Cultura Cinematográfica: crítica e história na formação do cinema brasileiro (1940-1977). Tese (doutorado em História) - Universidade Estadual Paulista, Assis, 2018.

 

Programa

- Introdução ao curso: problemas centrais para o estudo do século XVIII.
- Historiografia setecentista espanhola I: o resgate da conquista.
- Historiografia setecentista espanhola II: legibilidade da reedição de Naufragios, de Álvar Núñez Cabeza de Vaca.
- Reformas teatrais entre Espanha e América I: o papel da tradução de obras estrangeiras na renovação dos repertórios de Madrid.
- Reformas teatrais entre Espanha e América II: a "Era dos Coliseus" e a constituição de novos espaços de sociabilidade no ocaso da administração colonial.

Referências Bibliográficas

ANDIOC, René. Teatro y sociedad en el Madrid del siglo XVIII. Valencia: Fundación Juan March y Editorial Castalia, 1976.
ANDRÉS, Gregorio. La Biblioteca manuscrita del americanista Andrés González de Barcia (m. 1743), del Consejo y Cámara de Castilla. Revista de Indias, [s. l.], v. 47, 1987.
ALVAREZ BARRIENTOS, J.; LOPEZ, F.; URZAINQUI, I. La república de las letras en la España del siglo XVIII. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Científicas, 1995. (Monografías, v. 16).
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Programa

Este curso tem como objetivo estudar o teatro galego desde as suas origens até hoje, revisando textos teóricos sobre a arte dramática e a teoria dramatúrgica.
Tópico 1: Séculos escuros e ilustração.
Tópico 2: O Prerrexurdimento.
Tópico 3: O teatro galego bilíngue (espanhol) do século XIX.
Tópico 4: O teatro galego das Irmandades da Fala.
Tópico 5: O teatro galego na Ditadura de Primo de Rivera.
Tópico 6: O teatro galego na II República.
Tópico 7: O teatro galego no exilio.
Tópico 8: O teatro galego na pós-guerra.
Tópico 9: O teatro galego após o franquismo: anos 80 e 90.
Tópico 10: O teatro galego na atualidade.

Serão lidas várias obras de teatro galego de diferentes autores, entre as quais: A casamenteira de Antonio Benito Fandiño (1812), A fiestra valdeira (1927) de Rafael Dieste, Os vellos non deben de namorarse de Castelao (1953), Viaxe ao país de ningures de Manuel Lourenzo (1977), Antroido na rúa de Roberto Vidal Bolaño (1978), Binomio de Newton de Candido Pazó (2006) e Isóbaras de Gustavo Pernas Cora (2013).

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:
Castelao, Daniel Rodríguez. 2000. Os vellos non deben de namorarse. Pemuy Asociados.
Dieste, Rafael. 1980. A fiestra valdeira. Ediciós do Castro.
Lourenzo, Manuel. 2016. Nunca paraíso. Editorial Xerais.
Monteagudo, Henrique. 1994. Textos e contextos do teatro galego: 1671-1936. Laiovento
Pernas Cora, Gustavo. 2013. Isóbaras. Edicións Xerais.
Rabunhal Corgo, Henrique Manuel. 1994. Textos e contextos do teatro galego 1671-1936. Laiovento.
Ruibal, Eloxio R. 2009. Escena aperta: escritos sobre o teatro. Laiovento.
Tato, Laura. 1999. Historia do teatro galego: das orixes a 1936. A Nosa Terra.
Vidal Bolaño, Roberto. 2013. Obras completas IV. Edicións Positivas.
VV.AA. 2019. Revista Grial 221: Teatro Galego Contemporáneo.