Programa

JUSTIFICATIVA
A proposta de ampliação dos tipos de fonte a serem usadas em pesquisas acadêmicas abriu novas possibilidades para o campo da história, e os recentes avanços em digitalização empreendidos por instituições como museus, bibliotecas e arquivos têm permitido uma abertura ainda maior para formatos antes inacessíveis. Diante disso, o presente curso se propõe a apresentar, de forma introdutória, três dessas possibilidades. Por um lado, a utilização dos inventários post mortem e listas nominativas de habitantes, e por outro, fontes visuais. O inventário post mortem é nada mais que um processo legal exigido pelo Estado, que tem por fim o arrolamento e a avaliação de bens pertencentes ao indivíduo recém-falecido e, consequentemente, a formalização de sua partilha entre os herdeiros e os legatários. Desde os anos 1950, inúmeros pesquisadores vêm se debruçando sobre esta fonte com o intuito de descortinar a sociedade escravista do Brasil nos séculos XVIII e XIX. Destaca-se, dentre outros, o estudo pioneiro de Stanley Stein (1957), que empreendeu uma análise geral da cafeicultura escravista no Vale do Paraíba, apresentando os primórdios do povoamento de Vassouras, destacando o auge de sua produção cafeeira bem como o seu declínio, ocorrido nos anos 1870. A partir dos anos 1970 e 1980, o uso de inventários post mortem se “popularizou” entre os estudiosos vinculados aos campos da História Social, Econômica, Demográfica, Agrária e Política. Salienta-se os trabalhos de Célia Muniz (1979), João Fragoso (1983), Renato Marcondes (1998), Ricardo Salles (2006) e Breno Moreno (2013). O caráter massivo e recorrente desta fonte permite ao historiador apreender a sociedade escravista no tempo, com as suas permanências e mudanças.
O uso de listas nominativas, também conhecidas como Maços de População, para a pesquisa histórica encontra hoje bastante adesão nas universidades paulistas e mineiras, cujo foco se dá sobre a Demografia Histórica. É uma documentação oficial que teve seu pedido de realização advindo diretamente da Coroa portuguesa em meados do século XVIII, pois no auge de sua modernidade ilustrada se atentou à necessidade de conhecer melhor a população de sua maior e mais rica colônia, principalmente para fins de cobrar impostos e melhor organizar as tropas militares. Estudos históricos que se utilizaram das listas nominativas puderam discutir temas importantes como, por exemplo, a decadência econômica que a capitania de São Paulo teria passado durante o século XVIII. Maria Luíza Marcílio em trabalho pioneiro chamado “Crescimento demográfico e evolução agrária paulista (1700-1836)” (2000), demonstrou que São Paulo não passou por esta suposta decadência, como também viu sua população crescer e enriquecer durante o período.
As fontes visuais, por sua vez, foram muito discutidas dentro dos estudos em história e sociologia da arte, com destaque para os trabalhos de Svetlana Alpers (1984) e Michael Baxandall (1985) e têm sido inseridas num debate sobre seu uso para a história. A proposta de Ulpiano Bezerra de Meneses (2003) é atualmente o principal norte teórico para quem deseja trabalhar com a temática. Dada a disponibilidade, cada vez mais ampla, de imagens digitalizadas, tendem a crescer as propostas que se valham dessa facilidade de acesso para usar fontes visuais em pesquisas históricas. Por isso, uma discussão introdutória sobre os principais elementos desta teoria e as possibilidades e limitações da prática seria de grande valor para dar alguma referência a possíveis novas pesquisas.
Isto posto, este minicurso propõe uma primeira aproximação à utilização dos inventários post mortem, das listas nominativas e das fontes visuais pelo historiador, visando discutir e apresentar ao público os limites e as potencialidades destes documentos. Em outras palavras, procurar-se-á problematizar as fontes em perspectiva crítica no que tange às pesquisas já realizadas, explorando as tensões metodológicas que seu uso provoca.
 
OBJETIVOS
O propósito central do curso é apresentar ao público os inventários post mortem, as listas nominativas de habitantes e as fontes visuais enquanto documentos históricos que devem ser submetidos à análise crítica. Para tal, o primeiro objetivo é apresentar a fonte em seu caráter formal. No caso das listas nominativas e inventários, serão discutidas as suas confecções e razões de ser, assim como sua contextualização história, até o resultado que pode chegar às mãos dos historiadores. Para as fontes visuais, serão discutidos os diferentes tipos de imagem que podem ser trabalhadas, a necessidade de se fazer distinção por técnica, contexto de produção, autoria e até dimensão.
O segundo objetivo é destacar as possibilidades de estudos a partir destas fontes, buscando nas obras já publicadas a base para esta discussão. Por fim, buscar-se-á revisitar algumas pesquisas a fim de levantar limitações interpretativas que decorrem do uso destas fontes na pesquisa histórica.
 
CONTEÚDO/CRONOGRAMA DAS AULAS
 
Aula 1 – Os inventários post mortem como fonte de pesquisa para a história agrária e demográfica: limites e potencialidades.
Professor Ministrante: Breno Aparecido Servidone Moreno
 
Inicialmente, será apresentada a estrutura básica desta fonte cartorial, tendo-se em vista as quatro partes constitutivas dos inventários post mortem: 1) abertura do processo; 2) arrolamento e avaliação de bens; 3) partilha dos bens; 4) documentos anexos (justificação e legalização de dívidas, licença para casamento, contas de tutela etc.). Em seguida, procurar-se-á mostrar os limites e as potencialidades do uso desta fonte para os historiadores. Por último, dar-se-á exemplos, com base na historiografia, de que os historiadores podem utilizar esta fonte no campo na História Agrária e Demográfica.
 
Aula 2 – A produção das Listas Nominativas de Habitantes e seus usos pelo historiador
Professor Ministrante: Carlos Eduardo Nicolette
 
Discutir-se-á nesta aula o quadro histórico em que as listas foram produzidas, bem como sua organização interna enquanto documento. Em um segundo momento, far-se-á uma primeira aproximação em relação aos estudos históricos que se utilizaram das listas como fonte. O objetivo desta aula é, primeiramente, apresentar os métodos da Demografia Histórica levando-se em conta as categorias de família, estratégia e posse de escravos.
 
 
Aula 3 – O uso de fontes visuais na pesquisa histórica: teoria e prática
Professora Ministrante: Nicole Leite Bianchini
 
A terceira aula consistirá em uma introdução ao uso de fontes visuais, com a discussão acerca das principais propostas que circulam pelo campo e o que elas significam na prática de pesquisa em história. As fontes visuais serão apresentadas como possibilidades de pesquisa, tendo como base os trabalhos de Meneses (2003), Alpers (1984) e Baxandall (1985). Além disso, será feita uma rápida discussão sobre os conceitos de influência e referência, criticados para a análise de imagens em seu contexto histórico, bem como as ideias de diacronia e sincronia que perpassam este estudo. Em um segundo momento, será feita uma rápida análise de uma série de imagens usando algumas das ideias trabalhadas na primeira parte, bem como uma rápida discussão sobre o uso de acervos digitais para este tipo de pesquisa, suas possibilidades e limitações. O objetivo central da aula é fazer uma primeira incursão no tema, dando algumas ferramentas teóricas principais para quem deseja trabalhar com o assunto.
 
BIBLIOGRAFIA
 
ALPERS, Svetlana. A Arte de Descrever. A arte holandesa no século XVII. São Paulo: EDUSP, 1999.
ARAÚJO, Maria Lucília Viveiros. Os caminhos da riqueza dos paulistanos na primeira metade do Oitocentos. São Paulo: Hucitec: FAPESP, 2006.
BACELLAR, Carlos de A. P. Arrolando os habitantes no passado: as listas nominativas sob um olhar crítico. Locus: Revista de História, Juiz de Fora, v. 14, n. 1, p. 114-120, 2008. Disponível em: http://www.ufjf.br/locus/files/2010/02/55.pdf. Acesso em: 6 jul. 2019.
BACELLAR, Carlos de A. P. As listas nominativas da capitania de São Paulo sob um olhar crítico (1765-1836). Anais de História de Além-Mar. Vol. XVI: 313–338, 2015. Disponível em: https://run.unl.pt/handle/10362/19813. Acesso em: 5 ago. 2019.
BACELLAR, Carlos de A. P.; SCOTT, Ana S. Volpi; BASSANEZI, Maria Silvia Beozzo. Quarenta anos de demografia histórica. Revista Brasileira de Estudos da População, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 339-350, jul./dez. 2005. Disponível em: https://www.rebep.org.br/revista/article/view/248/pdf_232. Acesso em: 7 jun. 2019.
BAKER, Emma. Art & Visual Culture 1600-1850: Academy to Avant-Garde. London: Tate, 2013.
BAXANDALL, Michael. Padrões de Intenção. A Explicação Histórica dos Quadros. São Paulo: Companhia das Letras, 1985.
BAXANDALL, Michael. Painting and Experience in Fifteenth-Century Italy: A Primer in the Social History of Pictorial Style. Oxford: Oxford University Press, 1988.
COSTA, Fernando A. A. da. E quanto valia, afinal? O problema dos preços nos inventários post-mortem do século XIX. Histórica (online), São Paulo, ano 9, n. 60, p. 6-17, dez. 2013.
COSTA, Iraci del Nero da. Contribuições da demografia histórica para o conhecimento da mobilidade socioeconômica e geográfica: uma aproximação ao tema. Revista de História, São Paulo, v. 30, n. 2, p. 381-400, ago./dez. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br /pdf/his/v30n2/a18v30n2.pdf. Acesso em: 10 nov. 2019.
FERNANDEZ, Ramon V. Garcia. A consistência das Listas Nominativas da Capitania de São Paulo: um estudo de caso. Estudos Econômicos, São Paulo: IPE-USP, v. 19, n. 3, p. 477-496, 1989.
FRAGOSO, João L. R. Barões do Café e Sistema Agrário Escravista: Paraíba do Sul/Rio de Janeiro (1830-1888). Rio de Janeiro: 7Letras, 2013.
FRAGOSO, João L. R. Sistemas agrários em Paraíba do Sul (1850-1920). Um estudo de relações não capitalistas de produção. Dissertação (Mestrado em História) – IFCS-UFRJ, Rio de Janeiro, 1983.
FRAGOSO, João L. R.; PITZER, Renato R. Barões, homens livres pobres e escravos: notas sobre uma fonte múltipla – inventários post-mortem. Revista Arrabaldes, Petrópolis, ano I, n. 2, p. 29-52, set./dez. 1988.
KOK, Jon. The challenge of strategy: A comment. International Review of Social History, vol. 47, 2002. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridgecore/content/view/…. Acesso: 10/11/2019.
LOPES, Luciana Suarez. Sob os olhos de São Sebastião. A cafeicultura e as mutações da riqueza em Ribeirão Preto, 1849-1900. Tese (Doutorado em História Econômica) – FFLCH-USP, São Paulo, 2005.
LUNA, Francisco Vidal.; KLEIN, Herbert S. Evolução da sociedade e economia escravista de São Paulo, de 1750 a 1850. São Paulo: Edusp, 2006.
MARCÍLIO, Maria Luiza. Crescimento demográfico e evolução agrária paulista (1700-1836). São Paulo: Hucitec/EDUSP, 2000.
MARCÍLIO, Maria Luiza. A demografia histórica brasileira nesse final de milênio. Revista Brasileira de Estudos de População, Brasília, vol. 14, n. 1/2, p. 125-143, 1997. Disponível em: https://www.rebep.org.br/revista/article/view/425. Acesso em: 20 nov. 2019.
MARCONDES, Renato Leite. A arte de acumular na economia cafeeira: Vale do Paraíba, século XIX. Lorena: Stiliano, 1998.
MARQUESE, Rafael de Bivar. Açúcar, representação visual e poder: A iconografia sobre a produção caribenha de açúcar nos séculos XVII e XVIII. Revista USP, São Paulo, n. 55, p. 152-184, set./nov. 2002.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, História visual. Balanço provisório, propostas cautelares. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 23, n. 45, p. 11–36, 2003.
MORENO, Breno S. Demografia e trabalho escravo nas propriedades rurais cafeeiras de Bananal, 1830-1860. Dissertação (Mestrado em História Social) – FFLCH-USP, São Paulo, 2013.
MOTTA, José Flávio. A demografia histórica no Brasil: contribuições à historiografia. Revista Brasileira de Estudos de População, Campinas, vol. 12, n. 1/2, p. 133-149, 1995. Disponível em: . Acesso em: 13 fev. 2019.
MUNIZ, Célia Maria Loureiro. Os donos da terra. Um estudo sobre a estrutura fundiária do Vale do Paraíba fluminense, no século XIX. Dissertação (Mestrado em História) – ICHF-UFF, Niterói, 1979.
NADALIN, Sérgio O. A população no passado colonial brasileiro: mobilidade versus estabilidade. Topoi, Rio de Janeiro, vol. 4, n. 7, p. 222-275, jul./dez. 2003. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2019.
NADALIN, Sérgio O. A respeito de uma demografia histórica de contatos culturais. Cadernos de História, Belo Horizonte, vol. 9, n. 11, p. 11-31, 1º sem. 2007. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2019.
NADALIN, Sérgio O. História e Demografia: elementos para um diálogo. Campinas: Associação Brasileira de Estudos Populacionais – ABEP, 2004.
REVEL, Jacques. Micro-história, macro-história: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 15, n. 45, p. 434-444, set./dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n45/03.pdf. Acesso em: 20 nov. 2019.
SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo. Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
SLENES, Robert W. A formação da família escrava nas regiões de grande lavoura do Sudeste: Campinas, um caso paradigmático no século XIX. Revista População e Família, São Paulo, vol. 1, n. 1, p. 9-82, jan./jun. 1998.
STEIN, Stanley. Vassouras. Um município brasileiro do café, 1850-1900. 1. ed., 1957; trad. port. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.

 

Programa

Datas: 14, 16, 21, 23, 28 de abril (4ª e 6ª).
Cada aula terá a duração de 2h.

Apresentação
Aula 1: Mulheres leitoras: o perigo dos romances. Faremos um breve panorama histórico sobre a luta pelo direito à educação e à participação das mulheres na produção literária/intelectual do século XIX. Trataremos sobretudo de questões morais comuns para a época, sobretudo acerca das mulheres como um massivo público de literatura nesse século.

A Mulher de Trinta Anos, de Honoré de Balzac
Aula 2: A jovem Julie.
Leitura e discussão do livro.

Aula 3: Julie aos trinta anos.
Leitura e discussão do livro.

Madame Bovary, de Gustave Flaubert
Aula 4: Emma Rouault
Leitura e discussão do livro.

Aula 5: Senhora Bovary
Leitura e discussão do livro.

BIBLIOGRAFIA:

ARMSTRONG, Judith M. Novel of Adultery. PALGRAVE MACMILLAN, 2013.
AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na Literatura. São Paulo: Perspectiva, 2007.
BALZAC, H. “Prefácio à Comédia Humana”. In: A Comédia Humana Vol. 1. São Paulo, SP: Editora Globo S/A, 2012. (e-book)
BAUDELAIRE, Charles. "Madame Bovary par Gustave Flaubert", In: Œuvres complètes de Charles Baudelaire, Vol 3. Paris: Calmann Lévy, 1885. pp. 407 - 422. (Disponível em: https://fr.wikisource.org/)
DALVI, Camila David. O Bovarismo de Jules de Gaultier (na ficção e na vida): Fontes e Vertentes. 2009, 137f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro De Ciências Humanas e Naturais, Departamento De Línguas E Letras
__________. “O Pintor da vida moderna” In: Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
FINCH, Alison. Women's Writing in Nineteenth-Century France. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2006.
HEATH, Stephen. “Provincial Manners in Madame Bovary” In: Madame Bovary: contexts, critical reception. Editado por Margaret Cohen. New York, NY; London: W.W. Norton & Company, 2005. ix, 551 p., il. (A Norton critical edition).
HOSSNE, Andrea Saad. Bovarismo e Romance: Madame Bovary e Lady Oracle. São Paulo, SP: Ateliê Editorial, 2000. 304pp.
JAMES, Henry. “Style and Morality in Madame Bovary” In: Madame Bovary: contexts, critical reception. Editado por Margaret Cohen. New York, NY; London: W.W. Norton & Company, 2005. ix, 551 p., il. (A Norton critical edition).
KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade. São Paulo, SP: Boitempo, 2016. 232pp.
KENNER, Hugh. Flaubert, Joyce and Beckett: The Stoic Commedians. Boston: Beacon Press, 1962.
LILTI, Antoine. Le Monde Des Salons: Sociabilité Et Mondanité À Paris Au Xviiie Siècle. Paris: Fayard, 2013.
MORETTI, Franco. “The Best Time We Ever Had”, In: Madame Bovary: contexts, critical reception. Editado por Margaret Cohen. New York, NY; London: W.W. Norton & Company, 2005. ix, 551 p., il. (A Norton critical edition).
NOVILLO-CORVALÁN, P. “Androgynous Desire: Flaubert, Joyce, Puig, And The Tradition Of The Female Quixote” In: The Modern Language Review, Vol. 107, No. 1 (January 2012), pp. 1-19
OEHLER, Dolf. Quadros Parisienses: Estética antiburguesa em Baudelaire, Daumier e Heine (1830-1848). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
_____________. O Velho Mundo Desce aos Infernos: auto-análise da modernidade após o trauma de junho de 1848 em Paris. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
OVERTON, Bill. The Novel of Female Adultery: Love and Gender in Continental European Fiction, 1830-1900. London: Palgrave Macmillan Limited, 2016
PASCO, Allan. H. Balzac: Literary sociologist. Editora: Palgrave Macmillan, Suiça. 2016. 297 pp.
__________. Fictions of Female Adultery 1684-1890. Palgrave Macmillan, 2002.
SABISTON, Elizabeth. “The Prison of Womanhood” In: Comparative Literature, Vol. 25, No. 4 (Outono, 1973), pp. 336-351 Published by: Duke University Press on behalf of the University of Oregon (Disponível em: http://www.jstor.org/stable/1769510)
STEPHENS, Sonya. History of Women's Writing in France. Cambridge, GBR: Cambridge University Press, 2009. Internet resource.
TANNER, Tony. Adultery in the Novel. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1979.
WATT, Ian. A Ascensão Do Romance: Estudos Sobre Defoe, Richardson E Fielding. São Paulo, SP: Companhia de Bolso, 2010.

Traduções sugeridas:
BALZAC, Honoré. A mulher de trinta anos. (Trad. Rosa Freire Aguiar). São Paulo, SP: Companhia das letras, 2015.
FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary: Costumes de província. (Trad. Mário Laranjeira). São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2011.

Programa

Encontro 1
- Contextos sócio-histórico de ensino e aprendizagem de português como língua adicional (PLA);
- Objetivos e necessidades de estudantes de PLA.

Encontro 2
- Os conceitos de TDIC, materiais didáticos, ferramentas e recursos digitais;
- O uso das tecnologias como TIC, TAC e TEP nas aulas de PLA.

Encontro 3
- Gêneros textuais no ensino e aprendizagem de PLA;
- Análise, curadoria e elaboração de materiais didáticos para aulas em diferentes contextos de PLA.

Encontro 4
- Unidade didática nas aulas de PLA;
- Produção de unidade didática para um contexto de PLA.

Encontro 5
- Apresentação das unidades didáticas para um contexto de PLA produzidas pelos participantes;
- Autoavaliação e avaliação do curso.

Bibliografia
ALBUQUERQUE-COSTA, H.; MAYRINK, M. Formação crítico-reflexiva para professores de línguas em ambiente virtual. In: ALBUQUERQUE-COSTA, H.; MAYRINK, M. (Orgs.). Ensino e aprendizagem de línguas em ambientes virtuais. São Paulo: Humanitas, 2013. P. 39-63.
FURTOSO, V. A. B. Formação de professores de Português para Falantes de Outras Línguas: reflexões e contribuições. Londrina : EDUEL, 2009.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e tempo docente. Campinas: Papirus, 2013.
MENDES, Edleise. O português como língua de mediação cultural: por uma formação intercultural de professores e alunos de PLE. In: MENDES, E. (org.) Diálogos Interculturais: ensino e formação em português língua estrangeira. Campinas, SP: Pontes Editores, 2011.
PAIVA, Vera Lucia Menezes de Oliveira e. O uso da tecnologia no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica. In: JESUS, Dánie Marcelo de; , Dánie Marcelo de; MACIEL. Ruberval Franco (Orgs.). Olhares sobre tecnologias digitais: linguagens, ensino, formação e prática docente. Coleção: Novas Perspectivas em Linguística Aplicada Vol. 44.Campinas, SP : Pontes Editores, 2015, p.21-34.
REIG H. Disonancia cognitiva y apropiación de las TIC. In: Revista TELOS Cuadernos de Comunicación e Innovación, Madrid: Fundación Telefónica, enero-marzo, p. 1-2, 2012. Disponível em https://telos.fundaciontelefonica.com/url-direct/pdfgenerator?tipoConte…. Acesso em 27 de mai. 2021.
SCARAMUCCI, Matilde Virginia Ricardi; BIZON, Ana Cecília Cossi (Org.). Formação inicial e continuada de professores de Português Língua Estrangeira/Segunda Língua no Brasil. Araraquara: Letraria, 2020.
SCHLATTER, M. [Conversa com] Margarete Schlatter. In: K. A. SILVA; R. ARAGÃO (Orgs.). Conversas com formadores de professores de línguas. Campinas, SP: Pontes, 2013. p. 187-199.
SCHLATTER, Margarete; BULLA, Gabriela da Silva; COSTA, Everton Vargas da. Português como Língua Adicional: uma entrevista com Margarete Schlatter. In: ReVEL. vol. 18, n. 35, 2020. Disponível em: http://www.revel.inf.br/files/3979a6ecf118d99835787c92b01de296.pdf. Acesso em: 29 maio 2022.

Programa

1ª aula (07/02) – Imagens da guerra e o Infamiliar de Freud: representações oníricas do nazifascismo
2ª aula (09/02) – Fuga da guerra e da humanidade vil: animais (mais) humanizados (que animais humanos)
3ª aula (14/02) – Arte da resistência ou resistência da arte: sobrevivendo à barbárie
4ª aula (16/02) – Seguindo "Estavida" pelos caminhos do luto

Referências bibliográficas:
BERADT, Charlotte. Sonhos no Terceiro Reich. Trad. Silvia Bittencourt, apresentação Christian Dunker; posfácio Barbara Hahn. São Paulo: Fósforo, 2022.
BUTLER, Judith. Quadros de guerra: Quando a vida é passível de luto? Trad. Sérgio Tradeu de Niemeyer Lamarão e Arnaldo Marques da Cunha. 5ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
DUNKER, Christian; [et al.] (Org.). Sonhos confinados: o que sonham os brasileiros em tempos de pandemia? 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
FERNANDES, Isabel. Back to Basics: From Close Reading to “Inclosive” Reading and the Prospects for Literature. Op. Cit.: a Journal of Anglo-American Studies, [S. l.], v. 2, n. 8, 2019. p.11–29
FREUD, Sigmund. Luto e melancolia (1917). In: Neurose, psicose, perversão. Trad. Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. p. 99-121
______. O incômodo. Trad. Paulo Sérgio de Souza Jr. São Paulo: Blucher, 2021.
______. O infamiliar e outros escritos. Trad. Ernani Chaves e Pedro Heliodoro Tavares. Belo Horizonte: Autêntica, 2020
______. O mal-estar na cultura. In: Cultura, sociedade e religião: O mal-estar na cultura e outros escritos. Trad. Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2020. p. 305-410
______. O poeta e o fantasiar (1908). In: Arte, literatura e os artistas. Trad. Ernani Chaves. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2015. p. 53-66.
KESTLER, Izabela M. F. Exílio e literatura. Escritores de fala alemã durante a época do nazismo. Trad. Karola Zimber. São Paulo, Edusp, 2003
LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: uma etnografia dos sonhos yanomami. Prefácio de Renato Sztutman. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
LUDWIG, Paula. Träume: Aufzeichnungen aus den Jahren zwischen 1920 und 1960. Ebenhausen bei München: Langewiesche-Brandt, 1962
MARTINS, Marina (Org.). Escritos de si: sobre dança e resiliência. São Paulo: Annablume, 2021.
QUANDT, Christiane. Paula Ludwig, uma poeta quase esquecida. Beau Bassin: Novas Edições Acadêmicas, 2018. RIBEIRO, Sidarta. O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho. 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019

RIBEIRO-DE-SOUSA, Celeste H. M. Do cá e do lá: introdução à imagologia. São Paulo: Humanitas, 2004
______. Retratos do Brasil: hetero-imagens literárias alemãs. São Paulo: Arte & Cultura, 1996
RICCI, Michelle. Between Depiction and Experience: The Exile Dreams of Paula Ludwig. In: Women in German Yearbook 17. Feminist Studies in German Literature and Culture. Patricia Herminghouse; Susanne Zantop (Orgs.). Lincoln; London: University of Nebraska Press, 2001. p.181-197. Disponível em: < https://www.jstor.org/stable/ 20688931 >. Acessado em: 06 mar. 2019
SCHININÀ, Alessandra. Österreichische Lyrik des Exils. St. Ingbert: Röhrig, 2011
SCHMAUS, Marion. Exil und Geschlechterforschung. In: Handbuch der deutschsprachigen Exilliteratur. Von Heinrich Heine bis Herta Müller. BANNASCH, Bettina; ROCHUS, Gerhild (Hrsg.). Berlin/Boston: De Gruyter, 2013. p.121-147
SCHMID, Sigrid. Schriftstellerinnen im Exil - Zuständig fürs Überleben. In: Österreichische Literatur im Exil. Salzburg: Universität Salzburg, 2002, p.1-9. Disponível em: < http://www.literaturepochen.at/exil/l5038.pdf >. Acessado em 10 fev. 2020
SOUZA, Mauricio Rodrigues de. Experiência do Outro, Estranhamento de Si: Dimensões da Alteridade em Antropologia e Psicanálise. Prefácio Luís Claudio Figueiredo. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 2015.

Programa

Aula 1 - Breve perspectiva dos estudos sobre a juventude brasileira nas Ciências Sociais e na Educação.

Aula 2 - Emergência e ampliação do debate sobre a temática na Geografia, com ênfase em pesquisas que focam na dimensão da cidade e da escola.

Aula 3 - Diferentes contextos socioespaciais, diferentes formas de viver a juventude.

Aula 4 - Estudos desenvolvidos em metrópoles e realidades não metropolitanas.

Bibliografia básica:

CARDOSO, D. S.; TURRA NETO, N. Juventude, cidade e território: esboços de uma geografia das juventudes. In: I Seminário de Pesquisa Juventudes e Cidade, Universidade Federal de Juiz de Fora, 06 e 07 de outubro de 2011, Juiz de Fora. ANAIS do I Seminário de Pesquisa Juventudes e Cidade. Juiz de Fora, 2011.

CARRANO, P. C. R. Juventudes e cidades educadoras. Petrópolis: Vozes, 2003.

CARRANO, P. Jovens, escolas e cidades: entre diversidades, desigualdades e desafios à convivência. In: VIEIRA, M. M.; RESENDE, J.; NOGUEIRA, M. A.; DAYRELL, J.; MARTINS, A.; CALHA, A. (Org.) Habitar a escolas e as suas margens: geografias plurais em confronto. Portalegre: Instituto Politécnico de Portalegre, 2013.

CAVALCANTI, L. S. Juventudes, ensino de Geografia e formação/atuação cidadãs. In: OLIVEIRA, V. H. N. Geografias das juventudes. Porto Alegre: GEPJUVE, 2023.

GAMALHO, N. P. Juventudes e as periferias. In: OLIVEIRA, V. H. N. Geografias das juventudes. Porto Alegre: GEPJUVE, 2023.

TURRA NETO, N.. Metodologias de pesquisa para o estudo geográfico da sociabilidade juvenil. RA'E GA: o Espaço Geográfico em Análise, v. 23, p. 340-375, 2011.

TURRA NETO, N. Definir juventude como ato político: na confluência entre orientações de tempo, idade e espaço. In: CAVALCANTI, L. S.; CHAVEIRO, E. F.; PIRES, L. M. A cidade e seus jovens. Goiânia: Ed. PUC Goiás, 2015.

Programa

Aula 01: Introdução ao casal Liev e Sofia – contextualização histórica e dados biográficos

Aula 02: Apresentação de Anna Kariênina – a estrutura da obra

Aula 03: A sonata a Kreutzer – estrutura da obra e polêmicas

Aula 04: De quem é a culpa – a resposta de Sofia

Bibliografia:

Obras discutidas:
TOLSTÓI, Liev. Anna Kariênina. Tradução: Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
TOLSTÓI, Lev. Sonata Kreutzer; TOLSTAIA, Sófia. De quem é a culpa; Canção sem palavras. Tradução Irineu Franco Perpetuo [2.ed]: São Paulo: Carambaia, 2022.

Referências complementares:

CRUISE, Edwina. Women, sexuality, and the family in Tolstoy. In: ORWIN, Donna Tussing (ed.). The Cambridge Companion to Tolstoy. Cambridge University Press, 2002.
DAME, Natalia. The Search for Narrative Control: Music and Female Sexuality in Tolstoy’s “Family Happiness” and “The Kreutzer Sonata.” Ulbandus Review, vol. 16, p. 158–76, 2014. JSTOR. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/24391989. Acesso em 21 fev. 2024.
FRIEDMAN, Norman. O ponto de vista na ficção. Tradução de Fábio Fonseca de Melo. Revista USP. São Paulo, n.53, p.166-182, março/maio, 2002.
HERMAN, David. Stricken by Infection: Art and Adultery in Anna Karenina and Kreutzer Sonata. Slavic Review, vol. 56, n. 1, p. 15–36, 1997, JSTOR, https://doi.org/10.2307/2500653. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/2500653. Acesso em: 22 fev. 2024.
NABOKOV, Vladimir. Lições de literatura russa Tradução: Jorio Dauster. São Paulo: Editora Fósforo, 2021.
PERPETUO, Irineu Franco. Lev e Sófia: o tenso dueto dos Tolstói. In: TOLSTÓI, Lev. Sonata Kreutzer; TOLSTAIA, Sófia. De quem é a culpa; Canção sem palavras. Tradução Irineu Franco Perpetuo [2.ed]: São Paulo: Carambaia, 2022.
STEINER, George. Tolstói ou Dostoiévski: um ensaio sobre o Velho Criticismo. Tradução: Isa Kopelman. São Paulo: Perspectiva, 2006.
STITES, Richard. The Women’s Liberation Moviment in Russia; Feminism, Nihilism and Bolshevism. Princeton University Press. New Jersey: 1967.
TOLSTÓI, Leon. O que é a Arte?. São Paulo: Experimento, 1994.
TOLSTOY, Sofia. The diaries of Sofia Tolstoy. Trad.: Cathy Porter. Harper Perennial, 2010.

WILLIAMS, Raymond. Tragédia social e pessoal: Tolstói e Lawrence. In: WILLIAMS, Raymond. Tragédia moderna. Trad. Betina Bischof. São Paulo: Cosac & Naify, 2002. p. 161-182.

 

Programa

Aula 1 – Introdução da teoria democracia de ambos os autores em relação a participação popular, a liberdade e o bem comum, mostrando suas abordagens em consonâncias com seus respetivos contextos históricos e culturais, bem como as influências filosóficas que moldaram suas ideias.
Aula 2 – Aristóteles - O filósofo estagirita define a democracia como a forma de governo da liberdade, a mais estável e está presente na maioria das cidades. Quando reflete sobre a cidadania, ele diz que o cidadão deve conhecer a sua função como governado e como governante, o que implica na alternância política, fazer o poder político circular entre os cidadãos, um tema caro à democracia. Por outro lado, o filósofo a considera uma constituição desviante, cuja finalidade não atende ao bem comum e sim aos objetivos de um determinado grupo político: a multidão. Sem o controle da lei, a democracia chega em sua forma extrema, que se assemelha ao tirano composto por muitos cidadãos. Considerando os elogios e as críticas de Aristóteles à democracia, notamos uma relação ambígua com o regime e a relação da democracia com a liberdade. Nesse encontro, desejamos aprofundar de que modo o pensador grego concebeu o regime, a lei, a justiça e a liberdade democrática.
Aula 3 – John Stuart Mill – O filósofo britânico tinha uma visão progressista em relação à democracia. Para o autor, ela representava a melhor forma de governo porque promovia a liberdade individual, incentivava o desenvolvimento das capacidades morais e intelectuais dos cidadãos e era um meio de alcançar o maior bem-estar para o maior número de pessoas. Dessa forma, a democracia, tal como praticada na Inglaterra vitoriana, poderia ser aprimorada por meio de reformas, como a educação cívica e a ampliação do sufrágio, entre outros mecanismos. Alguns desses mecanismos que visavam proteger as minorias contra a tirania da maioria foram bastante criticados e ainda são objetos pertinentes para nossa reflexão. Nesse encontro, trataremos pontos fundamentais da teoria da democracia representativa de Mill.

Ao longo do curso serão apontados e discutidos os pontos de convergência e diferenças fundamentais entre os autores.


Bibliografia:
MARAL, A. C.; GOMES, C. C. Aristóteles – Política. Introdução e revisão científica Raul M. Rosado Fernandes. Lisboa: Vega, 1998.
MILL, J. S. O Governo Representativo. Brasília. UNB, 1980.
__________. Sobre a Liberdade. Tradução Denise Bottmann. Porto Alegre. L&PM, 2018.
__________. Autobiografia. Tradução Alexandre Braga Massella. São Paulo. Iluminuras, 2007.
BRILHANTE, A.; ROCHA, F. Democracia e voto plural no pensamento político de John Stuart Mill. In: Ethic@ - Florianópolis, v.12, n.1, p. 53 – 65, jun. 2013.

DALAQUA, G. O desenvolvimento do Eu: ética, política e justiça em John Stuart Mill. Curitiba: Editora da Universidade Federal do Paraná, 2018.
OBER, Josiah. The Athenian revolution: essays on ancient Greek democracy and political theory. Princeton: Princeton University Press, 1996.
PATEMAN, C. Participação e teoria democrática. Trad. Luiz Rouanet. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
PITKIN, H. Representação: Palavras, Instituições e Ideias. São Paulo: Lua Nova, n. 67, pp. 263-269, 2006.
RACKHAM, Harris. Aristotle – Politics. Loeb Classical Library vol. XXI. Cambridge: Harvard University Press, 1944
RAMOS, Silvana de Souza. O conceito de democracia e experiência política da antiga Atenas. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, Brasil, v. 2, n. 37, p. 37–52, 2020. DOI: 10.11606/issn.1517-0128.v2i37p37-52. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/cefp/article/view/180418. Acesso em: 29 out. 2024.
ROBERTS, Jennifer T. Athens on trial: the antidemocratic tradition in Western thought. Princeton: Princeton University Press, 1994.
SARTORI, G. A teoria da democracia revisitada – o debate contemporâneo. São Paulo: Ática, 1994.
SILVA, E. John Stuart Mill on Education and Progress. Anglo Saxonica, No. 19, Issue 1, art. 10, pp. 1-17, 2021.
SIMÕES, M. John Stuart Mill e a liberdade. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
STARR, Chester G. O nascimento da democracia ateniense: A assembleia no século V. a.C. Trad. Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Odysseus Editora, 2005.
TIERNO, Patricio. Aristóteles: a teoria política da constituição e a deliberação. 2008. Tese (Doutorado em Ciência Política) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. doi:10.11606/T.8.2008.tde-10022009-131156.
TOCQUEVILLE, A. A democracia na América. Livro II. Sentimentos e Opiniões. Tradução: Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
THOMPSON, D. [1940]. John Stuart Mill and representative government. Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1976.
URBINATI, N. Mill on Democracy: From the Athenian Polis to Representative Government. Chicago: University of Chicago Press, 2002.
VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. Ísis Borges B. da Fonseca. 29ª ed. Rio de Janeiro: Difel, 2023.
WOLFF, Francis. Aristóteles e a política. Trad. Thereza Christina Ferreira Stummer, Lydia Araujo Watanabe. São Paulo: Discurso Editorial, 1999.
YOUNG, Iris. Representação política, identidade e minorias. São Paulo: Lua Nova, v. 67, pp. 139-190, 2006
ZINGANO, Marco. Ethica Nicomachea: A virtude moral (I.13 – III.8). São Paulo: Odysseus, 2008.
______. Ethica Nicomachea: As virtudes morais (III.9 – IV.15). São Paulo: Odysseus, 2020.
______. Ethica Nicomachea: Tratado da justiça (V.1 – 15). São Paulo: Odysseus, 2017.

Programa

Aula 1 - Processo natural ou antropogênico? paleoclimatologia e tempo geológico do sistema climático: das forçantes naturais às forçantes antropogênicas;

Aula 2 - Bases científicas das mudanças climáticas: da física e da matemática das mudanças climáticas até as questões históricas, geográficas e sociais dos feedbacks do sistema climático;

Aula 3 - Introdução ao debate marxista sobre as mudanças climáticas: conceitos gerais do sistema Terra e breve histórico do debate marxista; 

Aula 4 - O imperialismo ecológico, o capitalismo fóssil e a grande aceleração: as questões ambientais do começo do capitalismo, a apropriação dos combustíveis fósseis e as mudanças nos processos produtivos, a relação entre a grande aceleração e o complexo industrial-militar;

Aula 5 - Capitalismo verde ou green new deal: normatizações internacionais, ascensão do neoliberalismo e a grande aceleração;

Aula 6 - Financeirização do clima: a financeirização dos instrumentos de mitigação e adaptação climática;

Aula 7 - Negacionismo e “fascismo” climático: o desenvolvimento do negacionismo climático e a apropriação do debate pela direita;

Aula 8 - O que fazer? a subjetivação da culpa e da ansiedade climática e a necessidade de organização política.

Bibliografia:
ANGUS, Ian. Enfrentando o Antropoceno: Capitalismo fóssil e a crise do sistema terrestre. São Paulo, SP: Boitempo, 2023.
FOSTER, John Bellamy. A ecologia de Marx: materialismo e natureza. São Paulo: Expressão Popular, 2021.
IPCC. Climate Change 2021 – The Physical Science Basis: Working Group I Contribution to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change. 1. ed. [S.l.]: Cambridge University Press, 2023.
MALM, Andreas. Fossil capital: the rise of steam power and the roots of global warming. London New York: Verso, 2016.
MALM, Andreas. White skin, black fuel: on the danger of fossil fascism. London ; New York: Verso, 2021.
MARQUES, Luiz. Capitalismo e colapso ambiental. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política ; livro primeiro - o processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo Editorial, 2015.
SAITO, Kohei. O ecossocialismo de Karl Marx: Capitalismo, natureza e a crítica inacabada à economia política. Tradução: Pedro Davoglio. São Paulo, SP: Boitempo, 2021.

Programa

Aula 1 – The Brazilian colonial past and the patriotic Romanticism of the Nitheroy generation
The first class will examine the generation of Brazilian writers who made a conscious effort of forging a literary tradition to the newly independent Brazilian nation. Through the examples of Gonçalves de Magalhães, Manuel de Araújo Porto-Alegre, and Joaquim Manuel de Macedo, we will discuss their literary and political performances within the monarchical regime as well as their efforts in creating the indigenous character as a national construct.

Aula 2 – The genesis of the Lusophone America: José de Alencar
This class will present José de Alencar’s critique of Indianist epic poetry and the rewriting of the history of the Portuguese Invasion of America in his Indianist novel Iracema (1865), through which Alencar proposes an allegory of the genesis of the Brazilian people.

Aula 3 – Gonçalves Dias: ethnography and critical subjectivity in the figuration of indigeneity
The third class will focus on the Indianist poetry by Gonçalves Dias. Dias expands the topic of national liberation in the configuration of indigenous heroism by adding the critical component of subjectivity. In his own figuration of the Indianist universe, Dias combines ethnographic materials and European literary frameworks in order to denounce the cruelty of the Portuguese exploitation of Brazil and the subsequent economic and moral decadence engendered by European actions.

Aula 4 – The abolitionist discourse in Castro Alves and the re-creation of the Palmares maroon settlement
Through Castro Alves’s abolitionist discourse, we will discuss the dignifying characterization of Afro-Brazilian heroic characters as a political effort to subvert hegemonic representation of minoritized groups, as well as the author’s political opposition to the monarchical regime in his defense of republicanism.

Aula 5 – Afro-Brazilian writers: Maria Firmina dos Reis and Luiz Gama
The last class will focus on two prominent Afro-Brazilian writers of the 19 th century: Maria Firmina dos Reis and Luiz Gama. Through their prose writings, we will discuss their unique perspective on Afro-Brazilian identities, the slavery system, and its detrimental effect on Brazilian society.

Bibliografia

ACKERMANN, Fritz. A obra poética de Antônio Gonçalves Dias. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1964.
ALENCAR, José de. Iracema: a legend of Brazil. Translated by Clifford E. Landers. Oxford: Oxford University Press, 2000.
______. Cartas sobre A confederação dos tamoyos. Rio de Janeiro: Empreza Typographica Nacional do Diario, 1856.
ALONSO, Angela. Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasileiro. (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997.
______. The major abolitionist poems. Edited and translated by Amy A. Peterson. New York: Garland Publishing, 1990.
BETHELL, Leslie (ed.). Colonial Brazil. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2000.
CASTRO-KLAREN, Sara (ed.). A Companion to Latin American Literature and Culture. Oxford: Blackwell Publishing, 2008.
COSTA, Emília Viotti da. The Brazilian Empire: myths and histories. Revised edition. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2000.
DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.
DUARTE, Eduardo de Assis. Toward a concept of Afro-Brazilian Literature. Translated by Melissa E. Schindler and Adelaine LaGuardia. Obsidian: Literature in the African Diaspora. Vol. 13, no. 1, p. 97-122, 2012.
GOMES, Flávio. Palmares. Escravidão e liberdade no Atlântico Sul. São Paulo: Contexto, 2011 (E-book).
GOMES, Heloisa Toller. The uniqueness of the Brazilian case: a challenge for Postcolonial Studies. Postcolonial Studies, Vol. 14, No. 4, p. 405-413, 2011.
GRADEN, Dale. From slavery to freedom in Brazil: Bahia, 1835-1900. Albuquerque: University of New Mexico Press, 2006.
GUZMAN, Tracy Devine. Native and national in Brazil: indigeneity after independence. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2013.
JOBIM, José Luís; ROCHA, João Cezar de Castro. Comparative Literature seen from Brazil. Revista Brasileira de Literatura Comparada, n. 30, 2017.
LUCAS, Fábio. Brazilian Poetry from the 1830s to the 1880s. The Cambridge History of Latin American Literature. Edited by Roberto Gonzalez Echevarría and Enrique Pupo-Walker. v. 3. The Cambridge History of Latin American Literature. Cambridge: Cambridge University Press, 1996. p. 69–82.
MAGALHÃES, D. J. A confederação dos tamoios. Organização Maria Eunice Moreira, Luís Bueno. Curitiba: UFPR, 2007.
MARQUES, Wilton José. Gonçalves Dias: o poeta na contramão. Literatura e escravidão no romantismo brasileiro. São Carlos: EDUFSCar, 2010.
REIS, Maria Firmina dos Reis. Ursula; A escrava. Florianópolis; Belo Horizonte: Editora Mulherres; PUC Minas, 2004.
SCHWARTZ, Stuart B. Slaves, peasants and rebels: reconsidering Brazilian slavery. Chicago: University of Illinois Press, 1996.
SOMMER, Doris. Foundational Fictions: The National Romances of Latin America. University of California Press, 1993.
TREECE, David. Exiles, allies, rebels: Brazil's Indianist Movement, Indigenist Politics, and the Imperial Nation-State. Westport, CT, and London: Greenwood Press, 2000.

Programa

Unidade 6 – Gramatica “imperativo” p144-149
Revisao: Unidades 4-6 p150-153

Unidade 7 – Vocabulario “festa” p154-156
Unidade 7 – Gramatica “futuro p157-162
Unidade 7 – Vocabulario “roupas” p162-167

Unidade 7 – Gramatica “pronomes pessoais” p168-173
Unidade 8 – Vocabulario “comida” p174-182
Unidade 8 – Gramatica “pronomes pessoais” p183-193

Unidade 9 – Vocabulario “educacao” p194-200
Unidade 9 – Vocabulario “profissoes” p201-205
Unidade 9 – Gramatica “preterito perfeito” p206-211
Unidade 9 – Gramatica “preterito perfeito” p211-213
Revisao: Unidades 7-9 p214-217