Programa

1) Aula 1: Princípio da Iconicidade e da Marcação
2) Aula 2: Complexidade Sintática
3) Aula 3: Aplicações em Pesquisas

CUNHA, Adan P.; MANO, Andréia H.; OLIVEIRA, Anna K. M.; DEFENDI, Cristina L.; SPAZIANI, Lídia; RIBEIRO, Marcello; LIMA-HERNANDES, Maria Célia; SANTOS, Mônica M. S.; DIAS, Nilza B.; NOGUEIRA, Priscilla A.; VICENTE, Renata B.; SILVA, Sérgio D. J.; GOMES, Thamires R.; XIANG, Zhang. Cognition, complexity and context as other minds: a tribute to T. Givón. São Paulo: FFLCH-USP, 2021.​
CUNHA, Maria Angélica F. da, COSTA, Marcos A., CEZARIO, Maria M.. “Pressupostos teóricos fundamentais”. In: CUNHA, Maria Angélica F. da; OLIVEIRA, Mariangela R. de; MARTELOTTA Mário E. (orgs.) Linguística funcional: teoria e prática. Rio de Janeiro: DP&A, 2003 pp. 29-55. ​
GIVÓN, T. The genesis of syntactic complexity: diachrony, ontogeny, neuro-cognition, evolution. Amsterdam: John Benjamins, 2009.​
GIVÓN, T. A compreensão da gramática. São Paulo: Cortez, 2012.
LIMA-HERNANDES, Maria Célia. O princípio da iconicidade e sua atuação no português do Brasil. Filologia e Linguística Portuguesa, v. 8, p. 83-96, 2006.​
LIMA-HERNANDES, Maria Célia. Indivíduo, sociedade e língua: cara, tipo assim, fala sério! São Paulo: EDUSP, 2011.
LIMA-HERNANDES, Maria Célia. O espaço da intersubjetividade e a ordenação sintática: para uma abordagem cognitivo-funcional. Metalinguagens, v. 1, pp. 66-78, 2014.

Programa

Conteúdo/Ementa
1. A África como totalidade continental
a. Fundamentos geológicos de uma unidade africana (e seus limites)
b. Invenções da África enquanto conceito/ideia/discurso
c. Construção política de uma unidade continental: da Organização da Unidade Africana (OUA) à União Africana (UA)

2. Regionalizações do continente africano
a. Regiões físico-naturais e suas dimensões socioculturais
b. África subsaariana e África do Norte: uma antiga (e polêmica) divisão
c. Regionalizações institucionais e blocos econômicos
3. A pertinência de estudar a escala nacional
a. Independências, fronteiras e Estados-nação africanos
b. Estado, regulação e contradição na África contemporânea
c. Estudos de caso: África do Sul, Angola, Etiópia, Marrocos, Moçambique e Nigéria
4. O urbano e o lugar na África
a. As origens coloniais das cidades africanas
b. Planejamento urbano e crescimento espontâneo no pós-independência
c. Metrópoles da África contemporânea
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARAÚJO, M. G. M.. Os espaços urbanos em Moçambique. GEOUSP – Espaço e Tempo, São Paulo, v. 7, n. 2
(14), p. 165-182, 2003.
BELLUCCI, B. Economia contemporânea em Moçambique: sociedade linhageira, colonialismo, socialismo,
liberalismo. Rio de Janeiro : Educam, 2007.
CASTEL-BRANCO, C. N. Economic linkages between South Africa and Mozambique. Mimeo : Maputo, 2002
DEBRIE, J.; MAREÏ, N. Politiques territoriales et évolution des registres d’action de l’Etat au Maroc : une entrée
para la logistique. L’Espace Politique, Reims, v. 36, n. 3, jul. 2018.
DIALLO, A. O. Integração Africana: da Organização da Unidade Africana à União Africana. Espaço Jurídico
(UNOESC), Chapecó, v. 6, n. 1, p. 7-20, jan./jun. 2005.
DOPCKE, W. A vida longa das linhas retas: cinco mitos sobre as fronteiras na África Negra. Revista brasileira de
política internacional, v.42, n.1, p. 77-109, 1999.
EDOZIE, R. K. The Sixth Zone: The African Diaspora and the African Union's Global Era Pan Africanism.
Journal of African American Studies, v. 16, n. 2, p. 268-299, jun. 2012.
EKWE-EKWE, H. What is ‘Sub-Sahara Africa’?. West Africa Review, n. 11, 2007.
FERREIRA, P. Sahara Ocidental: conflito diplomático (1991-2010) e os presumíveis interesses do Marrocos.
AFRICANA STUDIA, Porto, n. 29, p.11-29 2018.
FONSECA, M. P. Os Corredores de Desenvolvimento em Moçambique. AFRICANA STUDIA, Porto, n. 6, p.
201-230, 2003.
HAUGE, J.; CHANG, H.. The concept of a ‘Developmental State’ in Ethiopia. In: CHERU, F.; CRAMER, C.;
OQUBAY, A. (eds.). The Oxford Handbook of the Ethiopian Economy. Oxford: Oxford University Press, 2019.
KAJULA, L.; CHACHAGE, C. Whither ‘Sub-Saharan Africa’ can we use the compass instead?. CODESRIA
Bulletin Online, n. 14, set. 2022.
MACEDO, J. R. (org.) O pensamento africano no século XX. São Paulo : Outras Expressões, 2016.
MAREÏ, N.; DEBRIE, J.; LOMBARD, J. Sur la route des métropoles logistiques du Sud : L’exemple de
Casablanca. Urbanités [en ligne], n. 11, fev. 2019.
MBEMBE, A. [2010]. Sair da grande noite. Ensaio sobre a África descolonizada. Petrópolis : Vozes, 2019.

MKANDAWIRE, T. Thinking about developmental states in Africa. Cambridge Journal of Economics, v. 25, n.
3, p. 289-314, mai. 2011.
MONIÉ, F. Petróleo, desenvolvimento e dinâmicas espaciais na África subsaariana In: MONIÉ, F.; BINSZTOK, J.
(org.). Geografia e geopolítica do petróleo. Rio de Janeiro: Mauad X, 2012. p.201-236.
MUDIMBE, V. Y [1988]. A invenção da África. Gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Petrópolis : Vozes,
2019.
NGOENHA, S. Filosofia africana: das independências às liberdades. Maputo : Edições Paulistas, 1993.
OVADIA, J. S. The Petro-Developmental State in Africa. Making oil work in Angola, Nigeria, and the Gulf of
Guinea. London : Hurst Publishers, 2016.
OUMA, S. The difference that ‘capitalism’ makes: on the merits and limits of critical political economy in African
Studies. Review of African Political Economy, v. 44, n.153, p. 499-509, 2017.
RODNEY, W. Como a Europa subdesenvolveu a África. São Paulo : Boitempo, 2022.
RAIMUNDO, I. M.; RAIMUNDO, J. A. A migração moçambicana na África Austral: povoamento e formação de
famílias transnacionais. In: ARROYO, M.; CRUZ, R. C. A. (org.). Território e Circulação: a dinâmica
contraditória da globalização. São Paulo : Annablume, 2015.
SANTOS, K. L. Africano: uma introdução ao continente. Rio de Janeiro : Record, 2022.
SANTOS, M. [1996]. Da totalidade ao lugar. São Paulo: EdUSP, 2014.
_____. [1979]. Economia espacial. Críticas e alternativas. São Paulo : EdUSP, 2014.
_____. Sociedade e espaço: a formação social como teoria e como método. Boletim Paulista de Geografia, São
Paulo, n. 54, p. 81-99, 1977
_____. A cidade nos países subdesenvolvidos. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1965.
_____. Marianne em preto e branco. Salvador : Progresso Editora, 1960.
SARR, F. Afrotopia. São Paulo : n-1 edições, 2019.
SINGER, P. A política econômica externa da África do Sul. In: GUIMARÃES, S. P. (org.). África do Sul: visões
brasileiras. Brasília : IPRI/Fundação Alexandre de Gusmão, 2000.
WUBNEH, M. Addis Ababa, Ethiopia – Africa’s diplomatic capital. Cities, v. 35, p. 255- 269, dez. 2013.

Programa

1- Futebol e Literatura na América Latina
Bernardo Borges Buarque de Hollanda, « O futebol como alegoria antropofágica : modernismo, música popular e a descoberta da "brasilidade" esportiva », in Dossier thématique : Brésil, questions sur le modernisme . (c) Artelogie, n° 1, Septembre 2011.

CORNELSEN, Elcio Loureiro. Futebol e Literatura no Brasil in: O Futebol nas Ciências Humanas no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura; [tradução João Paulo Monteiro]. - São Paulo: Perspectiva, 2007. - (Estudos/dirigida por J. Guinsburg).

GIGLIO, Sérgio Settani; PRONI, Marcelo Weishaupt. (Orgs.). O futebol nas ciências humanas no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, 2020.

Wisnik, José Miguel. Veneno remédio: o futebol e o Brasil / José Miguel Wisnik. - São Paulo: Companhia das Letras, 2008.



2- Crônicas

CAPARRÓS, Martín. Por la crónica. In: Congreso Internacional de la Lengua Española de Cartagenas, 4., 2007, Cartagena de las Indias.

FONTANARROSA, Roberto. Puro Futbol. Rosario: Ediciones de la Flor, 2000.

RODRIGUES, Nelson, 1912-1980. À sombra das chuteiras imortais: crônicas de futebol / Nelson Rodrigues ; seleção e notas Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

VILLORO, Juan. La crónica, ornitorrinco de la prosa. La nación, [S.I] 22 de jan. de 2006.

VILLORO, Juan. Los once de la tribu. CLACSO: Brigada para leer en libertad - José Martí, 2017. Disponível em:
https://www.clacso.org/casa-de-las-americas-brigada-para-leer-en-libert…



3- Romances de futebol no Brasil
ARREGUY, Clara. Segunda divisão. Rio de Janeiro: Lamparina, 2005.
BACKES, Marcelo. O último minuto. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
FILHO, Mario. O romance do foot-ball. Rio de Janeiro: Pongetti, 1949.
LAUB, Michel. O segundo tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
MAZZONI, Thomaz. Flô, o goleiro “melhor do mundo”: romance esportivo/ Olimpicus
(pseudônimo de Thomaz Mazzoni). 2ª ed. Rio de Janeiro: Pébola Casa Editorial, 2016.
POMPEU, Renato. A saída do primeiro tempo. São Paulo: Alfa Omega, 1978.
PRATA, Mario. O drible da vaca. Rio de Janeiro: Record, 2021.
REGO, José Lins do. Água-mãe. 13ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.
RODRIGUES, Mário. A cobrança. Rio de Janeiro: Record, 2018.
RODRIGUES, Sérgio. O drible. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
SANT’ANNA, André. O paraíso é bem bacana. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
SCLIAR, Moacyr. A colina dos suspiros. São Paulo: Moderna, 1999.
TOTI FILHO, Pascoal. O grande desportista. Uberaba: Typographia A Século XX, 1922.
TREVISAN, Guilherme. “História, Literatura e Romances Futebolísticos Brasileiros”, PPGHS-USP, 2021
4- Futebol e erotismo.
BATAILLE, Georges. El límite de lo útil (fragmentos de una versión abandonada de La Parte maldita). Traducción de Manuel Arranz. Madrid: Losada, 2005.
LEMEBEL, Pedro, La esquina es mi corazón, Chile, Seix Barral, 2004
MORAES, Marco Antonio de. “Mário, o futebol e um poema esquecido” in Revista LETRAS (UFSM)No. 7: (Dez. 1993) – Edição Especial - Mário de Andrade

Programa

Aula 1 – Escritas do fim - esboço e delimitação do campo: O apocalipse como estrutura de sentimento: por que sentimos que o mundo está acabando? Apresentação das teorias e debates contemporâneos sobre o fim do mundo, diferentes perspectivas e concepções sobre o apocalipse no presente.

Aula 2 – O lento cancelamento do futuro - narrativas do fim do mundo: Análise das obras O riso dos ratos, de Joca Reiners Terron, Lembremos do futuro: Crônicas do tempo da morte do tempo, de Julián Fuks, e O último gozo do mundo, de Bernardo de Carvalho.

Aula 3 – Crise do capitalismo: Discussões teóricas sobre as proposições desenvolvidas por Mark Fisher, em seus livros: Realismo Capitalista: é mais fácil o fim do mundo do que o fim do capitalismo, e Fantasmas da minha vida: escritos sobre depressão, assombrologia e futuros perdidos.

Aula 4 – Crise climática e apocalipse: Análise das obras A extinção das abelhas, de Nathália Borges Polesso, e Onde pastam os minotauros, de Joca Reiners Terron em conjunto com discussões teóricas de Donna Haraway, em Antropoceno, Capitaloceno, Plantationoceno, Chthuluceno, e Ficar com o problema: fazer parentes no chthluceno, e de Jason Moore, em sua obra Antropoceno ou Capitaloceno?, entre outras.

Aula 5 - Distopias e utopias - o pensamento utópico, permanência e desaparecimento: Pessimismo e otimismo: Análise de A morte e o meteoro, de Joca Reiners Terron, O deus das avencas, de Daniel Galera, e O mundo desdobrável, de Carola Saavedra, entre outros; aporte teórico de Arqueologias do futuro, de Fredric Jameson, Ideias para adiar o fim do mundo e O amanhã não está à venda, de Ailton Krenak, entre outras.

Aula 6 – Conclusão: Pessimismo ou otimismo? Discussão sobre as possibilidades do fim do mundo e as diferentes atitudes adotadas por escritores brasileiros e críticos teóricos, entre o derrotismo e melancolia e a alteridade de perspectivas encontradas fora da tradição filosófica ocidental.

Bibliografia:

Repertório literário:
CARVALHO, Bernardo. O último gozo do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
FUKS, Julián. Lembremos do futuro: Crônicas do tempo da morte do tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
GALERA, Daniel. Meia-noite e vinte. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
GALERA, Daniel. O deus das avencas. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
POLESSO, Nathália Borges. A extinção das abelhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
SAAVEDRA, Carola. O mundo desdobrável: Ensaios para depois do fim. Relicário; 1ª edição (15 julho 2021).
TERRON, Joca Reiners. Noite dentro da noite. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
TERRON, Joca Reiners. A morte e o meteoro. São Paulo: Todavia, 2019.
TERRON, Joca Reiners. O riso dos ratos. São Paulo: Todavia, 2021.
TERRON, Joca Reiners. Onde pastam os minotauros. São Paulo: Todavia, 2023.
Bibliografia básica:
ARANTES, Paulo. A fratura brasileira do mundo: Visões do laboratório brasileiro da mundialização. São Paulo: Editora 34; 1a edição (15 fevereiro 2023).
BLOCH, Ernst. O Princípio Esperança. V1. Trad. Nélio Schneider. EDUERJ: Contraponto. Rio de Janeiro. 2005.
DEJOURS, Christophe. A banalização da injustiça social. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007.
FISHER, Mark. Realismo Capitalista: é mais fácil o fim do mundo do que o fim do capitalismo. São Paulo: Autonomia literária, 2020.
FISHER, Mark. Fantasmas da minha vida: escritos sobre depressão, assombrologia e futuros perdidos. São Paulo: Autonomia Literária; 1a edição (28 fevereiro 2022).
FRIGHETTO, Gisele Novaes. A literatura noturna de Joca Reiners Terron. Itinerários, Araraquara, n. 50, p. 157-166, jan./jun. 2020, p. 161.
HARAWAY, Donna. Antropoceno, Capitaloceno, Plantationoceno, Chthuluceno: fazendo parentes. Clima Com Cultura Científica - pesquisa, jornalismo e arte Ι Ano 3 - N. 5 / Abril de 2016 / ISSN 2359-4705
JAMESON, Fredric. “The Politics of Utopia”. New Left Review, 25, Jan-Feb 2004, p. 35.
JAMESON, Fredric. Arqueologias do futuro: O desejo chamado Utopia e outras ficções científicas. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
KRENAK, Ailton. O amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
MOORE, Jason W. Antropoceno ou Capitaloceno? Editora Elefante; 1a edição (1 janeiro 2022).
TERRON, Joca Reiners. “O presente brasileiro é distópico por excelência”. Associação Oceanos, c2018, s.p.
TERRON, Joca Reiners. “Nós somos a distopia”, diz escritor brasileiro Joca Reiners Terron autor de a “Morte e o Meteoro”. Entrevista concedida ao portal Uol, 28 de setembro de 2020a.
TERRON, Joca Reiners. Entrevista com Joca Reiners Terron. Entrevista concedida à André Cardoso e Pedro Sasse. Revista Abusões. N. 12 v.12 ano 06, 2020b.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo B. A Inconstância da Alma Selvagem e Outros Ensaios de Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, 2002.

 

Programa

Aula 1 (6/02/2025):
60 anos do golpe de 1964
Democracia e Direitos Humanos na transição

Aula 2 (13/02/2025):
Justiça de Transição e Responsabilização
Autoritarismo Socialmente Implantado

Aula 3 (20/02/2025):
Bancadas da bala: a inserção de policiais na política
Populismo Penal e Discursos autoritários
 

Aula 4 (27/02/2025):
Uma nova onda autoritária?

Bibliografia de referência:

Aldana, Raquel. (2006) A Victim-Centered Reflection on Truth Commissions and Prosecutions as a Response to Mass Atrocities, Journal of Human Rights, 5:1, 107-126, DOI: 10.1080/14754830500485916

Berlatto, F., Codato, A., & Bolognesi, B.. (2016). Da polícia à política: explicando o perfil dos candidatos das Forças Repressivas de Estado à Câmara dos Deputados. Revista Brasileira De Ciência Política, (21), 77–120.

D'araujo, Maria Celina e CASTRO, Celso. Democracia e Forças Armadas no Cone Sul /Organizadores. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 2000.

Do Rio Caldeira, Teresa Pires. Direitos humanos ou “privilégios de bandidos”. Novos estudos CEBRAP, v. 30, p. 162-174, 1991.
Huntington, Samuel P. A terceira onda: a democratização no final do século XX, 1994.

Mezarobba, Glenda. De que se fala, quando se diz “Justiça de Transição? ”. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, v. 67, p. 111-122, 2009.

Novello, Roberta Heleno e ALVAREZ, Marcos César. Da ‘bancada da segurança’ à ‘bancada da bala’: Deputados-policiais no legislativo paulista e discursos sobre segurança pública. Dilemas, Rev. Estud. Conflito Controle Soc. – Rio de Janeiro – Vol. 15 – no 1 – JAN-ABR 2022 – pp. 81-101

Pinheiro, Paulo Sérgio. Autoritarismo e transição. Revista usp, n. 9, p. 45-56, 1991.

Vaquer, Jordi. Nacional-populismo no poder: uma terceira onda autoritária varre o mundo. Disponível em: https://www.opendemocracy.net/pt/nacional-populismo-poder-terceira-onda…

Programa

Aula 1: O fim da arte na estética de Hegel

Aula 2: Hegel e a arte de seu tempo

Aula 3: O modernismo contra o fim da arte

Aula 4: O pós-modernismo e o fim da arte

Bibliografia


BÜRGER, P. Teoria da vanguarda. Tradução de Ernesto Sampaio. Lisboa: Vega, 1993.
DANTO, A. C.. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. Tradução de Saulo Krieger. São Paulo: Odysseus, 2006.
CAMPANA, F. The End of Literature, Hegel, and the Contemporary Novel. [s.l.]: Palgrave Macmillan, 2019.
HEGEL, G. W. F. Cursos de estética I. Tradução de M. A. Werle. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2015.
______. Cursos de estética II. Tradução de M. A. Werle e O. Tolle. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014a.
______. Cursos de estética III. Tradução de M. A. Werle e O. Tolle. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014b.
______. Cursos de estética IV. Tradução de M. A. Werle e O. Tolle. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2014c.
______. Sobre os prosélitos”. Tradução de Gustavo Torrecilha. Aoristo - International Journal of Phenomenology, Hermeneutics and Metaphysics, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 280–288, 2022. DOI: 10.48075/aoristo.v5i1.28778. Disponível em:
https://e-revista.unioeste.br/index.php/aoristo/article/view/28778 .
HENRICH, D. Fixpunkte. Abhandlungen und Essays zur Theorie der Kunst. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 2003.
HEBING, N. Hegels Ästhetik des Komischen. Hamburgo: Felix Meiner Verlag, 2015.
JAMESON, F. A virada cultural: reflexões sobre o pós-modernismo. Tradução de Carolina Araújo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
______. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Tradução de Maria Elisa Cevasco. São Paulo: Ática, 2000.
PIPPIN, R. B. After the Beautiful. Hegel and the Philosophy of Pictorial Modernism. Chicago: The University of Chicago Press, 2014.
RANCIÈRE, J. Aisthesis: cenas do regime estético da arte. Tradução de Dilson Ferreira da Cruz. São Paulo: 34, 2021.
RUTTER, B. Hegel on the Modern Arts. Nova York: Cambridge University Press, 2010.
SZONDI, P. Poética y filosofía de la historia I. Antigüedad clásica y Modernidad en la estética de la época de Goethe. La teoría hegeliana de la poesía. Tradução de Francisco L. Lisi. Madri: Visor, 1992.
WERLE, M. A. A questão do fim da arte em Hegel. São Paulo: Hedra, 2011.

Programa

12/04/2021
Aula 1: Quem fala e quem vê? Na primeira aula, discutiremos os níveis de interação na narrativa e, neles, as figuras do autor, autor implícito, narrador, leitor implícito e leitor. Faremos exercícios breves de escrita para mobilizar esses conceitos e compreender suas repercussões na narrativa.

16/04/2021
Aula 2:  De quem é a obra literária? Na segunda aula, discutiremos a noção popular de que o leitor é tão autor da obra literária quanto o escritor. A partir de ferramentas da linguística da língua em uso, exploraremos como se constrói a narrativa na interação autor-leitor.

19/04/2021
Aula 3: Quanto sabe quem narra? Na terceira aula, utilizaremos as ferramentas da Teoria de Espaços Mentais (Fauconnier 1994, 1997; Fauconnier & Turner 2002) para explorar os efeitos narrativos de mudanças de tempo e aspectos verbais na escrita, e como essas mudanças têm repercussões no acesso à informação.

23/04/2021
Aula 4: Diálogos dinâmicos. Na última aula, faremos exercícios de construção de diálogos críveis e potentes a partir de ferramentas obtidas a partir da Análise da Conversa e dos Estudos dos Gestos.

Bibliografia:

ÁNGEL-OSORNO, J. (2016). Descrição de narrativas em espanhol de Aldana (Colômbia): o comportamento do PONTO DE VISTA segundo a Teoria de Espaços Mentais.
ASSIS, M.d. (1984). Capítulo CVI. Em: Quincas Borba. São Paulo: Penguin & Companhia das Letras.
ATWOOD, M. (2009). Alias Grace. Londres: Virago Press
BAVELAS, J. B., COATES, L. & JOHNSON, T. (2000). Listeners as co-narrators. In Journal of Personality and
Social Psychology, 79 (6) , (pp.941-952). The American Psychological Association.
CHAFE, W. (1994). Doscourse, Consciousness and Time. Chicago & London: The University of Chicago Press.
CLARK, H. (1996). Using language. Nova Iorque: Cambridge University Press.
CUTRER, M. (1994). Time and Tense in Narrative and in Everyday Language. Tese (Douturado em Ciências Cognitivas e Linguística) - Universidade de California, San Diego.
DIXON, P. & BORTOLUSSI, M. (1996). Literary communication: Effects on reader-narrator cooperation. In Poetics, 23 (pp. 405-430).
DOIZ-BIENZOBAS, A. (1995) The Preterit and the Imperfect in Spanish: Past Situations vs. Past Viewpoint. Tese (Doutorado em Linguística)- Universidade de California, San Diego.
FAUCONNIER, G. (1994). Mental Spaces: aspects of meaning construction in language. Cambridge: Cambridge University Press.
FAUCONNIER, G. & TURNER, M. (2002). The way we think: Conceptual blending and the mind’s hidden complexities. Nova Iorque: Basic Books.
FAUCONNIER, G. (1997). Mappings on Thought and Language. Cambridge: Cambridge University Press.
FILLMORE, C. J. (2003). Double-decker Definitions: the Role of Frames in Meaning Explanations. Em, Sign Language Vol. 3 No. 3, pp.263-295. Academic Research Library.
FIORÍN, J. L. (2005). Capítulo 3: Do tempo. Em: As astúcias da enunciação. São Paulo: Editora Ática.
GARFINKEL, H. (1967). Studies in ethnomethodology. Englewood Cliffs: Prentice Hall.
GENETTE, G. (1980). Narrative Discourse: An essay in method. Nova Iorque: Cornell Univeristy Press.
GOODWIN, C. (2018). Co-operative accumulation as a pervasive feature of the organization of action. In Co-
Operative Action (pp. 23–45). Cambridge: Cambridge University Press.
KOCKELMAN, P. (2016). Semiotic agency. In N. J. Enfield & P. Kockelman (Eds.), Distributed Agency (pp. 25–38). Oxford: Oxford University Press.
MCCLEARY, L. & VIOTTI, E. (2014). Espaços integrados e corpos partidos: vozes e perspectivas narrativas em línguas sinalizadas. Em: SCRIPTA V.18, N.34, pp. 121-139. Belo Horizonte: PUC Minas.
McCLEARY, L. E., & VIOTTI, E. de C. (2017). Fundamentos para uma semiótica de corpos em ação. In J. L. Fiorin (Ed.), Novos caminhos da linguística (pp. 171–193). São Paulo: Editora Contexto.
OAKLEY, T. (2009) From attention to meaning: explorations in semiotics, linguistics, and rhetoric. New York, Oxford, Brussels: Peter Lang.
OCAMPO, S. (2019). Voz ao telefone. Em: A fúria e outros contos. São Paulo: Companhia das Letras.
POYATOS, F. (2002). Language-paralanguage-kinesics: the basic triple structure of human communication. In Nonverbal communication across disciplines, v.2 , (pp.103-132). Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins Publishing Company.
SCHEGLOFF, E.A., JEFFERSON, G. & SACKS, H. (1977). The Preference for Self-Correction in the Organization of Repair in Conversation. Language 53, 2: 361–382.
TENUTA, A. (2006). Estrutura narrativa e espaços mentais. Belo Horizonte: UFMG.
TENUTA, A. & LEPESQUEUR, M. (2014). The Mental Spaces Model and an analysis of non-canonical past verbal values. Em: Selected papers from the 4th UK Cognitive Linguistics Conference, pp. 284-304.
THOMAS, F. N. & TURNER, M. (2011). Clear and simple as the truth, Writing classic prose. Princeton and Oxford: Princeton University Press.

Programa

Serão seis encontros (duas vezes por semana), cada um com propostas programáticas diferentes.

01/08/22, O pensamento republicanista antes da crise: Introdução histórica e política do contexto pré-intra republicanismo de Florença e apresentação-debate sobre De Monarchia de Dante;

● ALIGHIERI, Dante. De Monarchia, (Le opere di Dante; 4) a cura di Paolo Chiesa e Andrea Tabarroni, colab. Diego Ellero, Salerno Ed., Roma, 2013.
● BRUNI, Francesco La città divisa: le parti e il bene comune da Dante a Guicciardini. Editora Il Mulino: Bologna, 2003.
● KELSEN, Hans. A Teoria do Estado de Dante Alighieri. Editora Contracorrente: São Paulo – SP, 2021.

04/08/22, Historiografia sobre as questões de poder no renascimento de Florença: Reflexão sobre as políticas, filosofias e questões de poder no renascimento italiano e apresentação, debate e comparações entre A Cultura do Renascimento Italiano de Jacob Burckhardt e O Renascimento Italiano de Peter Burke;

● BURCKHARDT, Jacob. A Cultura do Renascimento na Itália. Trad. Sérgio Tellaroli. 1ª Reimpressão. São Paulo. Companhia das Letras, 2003.
● BURKE, Peter. The Italian Renaissance: Culture & Society in Italy. 2ª ed. Nova Jersey: Princeton University Press, 2014.

08/08/22, Niccolò Machiavelli: O pensador dentro da crise: Explanação sobre o Pensamento Político e as questões contemporâneas ao Cinquecento e apresentação - debate sobre Il Principe de Niccolò Machiavelli;

● MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Trad. Candida de Sampaio Bastos. São Paulo. DPL, 2009.
● VIROLI, Maurizio. Il Sorriso di Niccolò. Edição Digital. Bari: Gius. Laterza & Figli Spa, set. 2013.

11/08/22, Francesco Guicciardini: Reflexões realistas sobre a crise: Explanação sobre o Realismo Político e as situações pré-intra-pós crise de poder e independência italiana no Cinquecento e apresentação - debate sobre Storia d’Italia de Francesco Guicciardini;

● GUICCIARDINI, Francesco. Storia d'Italia. a cura di Silvana Seidel Menchi; saggio introduttivo di Felix Gilbert. Torino: Einaudi, 1971. Disponível em Liber Liber: https://www.liberliber.it/mediateca/libri/g/guicciardini/storia_d_itali…, acesso em: 25 Maio 2022.
● RIDOLFI, Roberto. Vita di Francesco Guicciardini. Editrice Angelo Belardetti: Roma 1960.
● SIMONETTA, Marcello. Francesco Guicciardini fra autobiografia e storia. Editora Ronzani: Vicenza, 2020.

15/08/22: Conflitos republicanos entre os sujeitos “utópico improdutivo" e o “nepotista elitista”: Conflitos, concordâncias e reflexões entre as propostas de pensamentos políticos para o renascimento italiano e apresentação - debate sobre Considerazioni intorno ai Discorsi del Machiavelli sopra la prima Deca di Tito Livio de Francesco Guicciardini (que foi feito como resposta ao I Discorsi sopra la prima Deca de Machiavelli);

● BIGNOTTO, Newton. Republicanismo e realismo: Um perfil de Francesco Guicciardini. Editora UFMG: Belo Horizonte, 2006.
● GUICCIARDINI, Francesco. Considerazioni intorno ai discorsi del Machiavelli sopra la prima deca di Tito Livio. 1933. Disponível em Liber Liber: https://www.liberliber.it/mediateca/libri/g/guicciardini/considerazioni… ,
acesso em: 25 Maio 2022.
● MACHIAVELLI, Niccolò. Discorsi sopra la prima Deca di Tito Livio. A cura di Mario Martelli 1971. Disponível em Liber Liber: https://www.liberliber.eu/mediateca/libri/m/machiavelli/discorsi_sopra_… , acesso em: 25 Maio 2022.
● SIMONETTA, Marcello. Francesco Guicciardini fra autobiografia e storia. Editora. Ronzani: Vicenza, 2020.
● TEIXEIRA, Felipe Charbel. A retórica prudencial de Maquiavel e Guicciardini. Artigo científico publicado pela UFRJ: Rio de Janeiro, 2010.

18/06/22, Na depressão, o que resta é imaginar através da Utopia: Apresentação das conclusões depressivas do republicanismo de Florença, as novas linhas literárias que falam de política dentro do Utopismo fiorentino e apresentação - debate sobre Mondo Savio e Pazzo, de Anton Francesco.

● BERRIEL. Carlos Eduardo Ornelas. Uma Utopia Plebeia do Cinquecento: “Mondo Savio e Pazzo”, De Anton Francesco Doni. RECORTE: Revista do Mestrado em Letras: Linguagem, Discurso e Cultura, v.7 n.1. São Paulo, 2011.
● _______. Cidades Utópicas do Renascimento. Cienc. Cult. vol.56 no.2 São Paulo Apr./June 2004.
● RIVOLETTI, Christian. O corpo físico e político da cidade ideal no Cinquecento europeu. Trad.Helvio Moraes. Revista Morus. v. 5. São Paulo, 2005.

Programa

Aula 01: Montesquieu e suas Cartas persas
Aula 02: Voltaire e O Cândido
Aula 03: Rousseau e a Nova Heloísa
Aula 04: Diderot e seus romances
Aula 05: Laclos e As relações perigosas
Aula 06: Sade e seus escritos


DIDEROT, Denis. O Sobrinho de Rameau. Trad. Daniel Garroux. São Paulo: UNESP, 2019.
LACLOS, Choderlos de. As Relações perigosas. Trad. Carlos Drummond de Andrade. São Paulo: Editora Globo, 2013.
MONTESQUIEU. Cartas persas. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Paulicéia, 1991
ROUSSEAU, Jean-Jacques. A Nova Heloísa. Hucitec, 2006.
VOLTAIRE. O Cândido ou o otimismo. Trad. Samuel Titan Jr. São Paulo : Editora 34,

Programa

Aula 1 - Apresentação do curso: o que são formas breves?
Aula 2 - Epigramas, provérbios, máximas e jogos espirituosos
Aula 3 - Dar o que pensar ou o pensamento do nada: os aforismos
Aula 4 - Fragmentos autobiográficos e a noção de biografema em Barthes
Aula 5 - Não há fim onde reina a finitude: a escrita fragmentária, crítica e literatura em Maurice Blanchot
Aula 6 - A obra ao pé da página: a poética da nota de rodapé

Bibliografia:

BARTHES, Roland. A morte do autor. In O rumor da língua. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
_______________. A preparação do romance. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, v. 2, 2005.
BLANCHOT, Maurice. A conversa infinita. São Paulo: Escuta, 2010
_________________. “A literatura e o direito à morte”. In A parte do fogo. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
MONTANDON, Alain. Les formes brèves. Paris: Hachette, 1992.
NIETZSCHE, Friedrich. Humano demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
NOVALIS, Friedrich von Hardenberg. Pólen: fragmentos, diálogos, monólogo. São Paulo: Iluminuras, 2001.
PIGLIA, Ricardo. Formas breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
PINO, Claudia Amigo. “De um corpo para outro: Roland Barthes e a bio-grafemática”. In Criação & Crítica, n. 17, p. 15-29, dez. 2016. Disponível em: http://revistas.usp.br/criacaoecritica. Acesso em: 28/05/2025.
SCHLEGEL, Friedrich. Conversa sobre a poesia e outros fragmentos. São Paulo: Iluminuras, 1994.
SUSINI-ANASTOPOULOS, Françoise. L’ecriture fragmentaire. Paris: Presses Universitaires de France, 1997.

* as referências literárias serão indicadas ao longo do curso.