Programa

1. Os elementos do gênero discursivo na produção e correção de textos na escola
2. Aspectos textuais e semânticos na correção de textos na escola
3. Produção textual: planejamento, produção e reescrita
4. Tipos de correção
 
Bibliografia:
 
BAKHTIN, M. Questões de estilística no ensino da língua. Trad. S. Grillo e E. V. Américo. São Paulo: Editora34, 2013.
_______. Os gêneros do discurso. Trad. P. Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2016.
ANTUNES, I. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola, 2010.
ELIAS, Vanda Maria; MARQUESI, Sueli Cristina; PAULIUKONIS, Aparecida Lino (Org.). Linguística textual e ensino. São Paulo: Contexto, 2017.
GONÇALVES, Adair Vieira. Gêneros textuais e reescrita: uma proposta de intervenção para o ensino de língua materna. Linguagem em (Dis)curso, Palhoça/SC, v. 10, n. 1, jan./abr. 2010, p. 13-42.
RUIZ, Eliana M. Como corrigir redações na escola: uma proposta textual-interativa. São Paulo: Contexto, 2010.

 

Programa

- O direito à literatura e a função humanizadora da literatura em debate

- Literatura colonial e a construção de um olhar sobre o outro

- Formação de consciências nacionais: linguagens da contestação

- Mobilização e cultura: Pan-africanismo, Negritude e algumas vozes de resistência

- Poesia e lutas de libertação

- O desenvolvimento da prosa: narrativas breves

- Prosa de ficção: ethos revolucionário e estética revolucionária – um debate em aberto


Referências bibliográficas:

ACHEBE, Chinua. A educação de uma Criança sob o Protetorado Britânico. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
ANDRADE, Mário Pinto de. Antologia temática da poesia africana. Lisboa: Sá da Costa, 1975. 
AUERBACH, Erich. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2002.
BALANDIER, Georges. "A Noção de Situação Colonial". In: Cadernos de Campo, ano III, nº 3. Antropologia-USP, São Paulo, 1993.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BRAGANÇA, Albertino, et al. Contos africanos dos países de língua portuguesa. Seleção e organização de textos de Rita Chaves. Editora Ática, 2009.
CABAÇO, José Luís. Moçambique: identidade, colonialismo, libertação. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
CANDIDO, Antonio. A educação pela noite & outros ensaios. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.
CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira – Momentos decisivos (1750 - 1880). 11ª edição. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2008.
CANDIDO, Antonio. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.
CARDOSO, Boaventura. Nostempos de miúdo. In: Dizanga dia muenhu. Lisboa: Edições 70, 1977.
CARVALHO, Ruy Duarte de. Actas da Maianga. Dizer da(s) guerra(s), em Angola. Lisboa: Cotovia, 2003.
CASSAMO, Suleiman. O regresso do morto. São Paulo: Kapulana, 2016.
CHAVES, Rita; CABAÇO, José Luís. “Frantz Fanon: colonialismo, violência e identidade cultural”. In ABDALA
JÚNIOR, Benjamin. Margens da cultura: mestiçagens, hibridismo e outras misturas. São Paulo: Boitempo, 2004.
CHAVES, Rita; MACÊDO, Tania; VECCHIA, Rejane (orgs.). A kinda e a misanga: encontros brasileiros com a
literatura angolana. São Paulo: Cultura Acadêmica; Luanda, Angola: Nzila, 2007.
CHAVES, Rita. A formação do romance angolano: entre intenções e gestos. São Paulo: Universidade de São Paulo, Coleção Via Atlântica, v. 1, 1999.
CHAVES, Rita. Angola e Moçambique: experiência colonial e territórios literários. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2005.
COLEÇÃO integral dos 22 volumes que os então jovens estudantes universitários associados da Casa dos Estudantes do Império publicaram na coleção Autores Ultramarinos, reeditados pela UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa). Disponível em: https://www.uccla.pt/noticias/edicoes-da-casa-dos-estudantes-do-imperio (consultado em 02/2021).
COUTO, Mia. Terra sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 
CRAVEIRINHA, José. Antologia poética. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
DIAS, João. Godido e outros contos. 3ª. Edição: União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA),
Lisboa, 2014.
ERVEDOSA, Carlos. Roteiro da literatura angolana. Lisboa: edições 70, 1979.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Edições UFJF, 2005.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
HONWANA, Luís Bernardo. Nós matamos o cão tinhoso. São Paulo: Kapulana, 2017.
LUKÁCS, György. Marxismo e teoria da literatura. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
M’BOKOLO, Elikia. África Negra: história e civilização (volumes I e II). Salvador: EDUFBA, 2003.
MACÊDO, Tania. Luanda, cidade e literatura. São Paulo: Editora da UNESP, 2007.
MARX, Karl y ENGELS, Friedrich. Acerca del colonialismo. Moscú: Editorial Progreso, s. d.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Cultura, arte e literatura (Textos escolhidos). São Paulo: Expressão Popular, 2010.
MEDINA, Cremilda. Sonha mamana África. São Paulo: Edições Epopeia, 1987.
MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido pelo retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
MOURALIS, Bernard. As contraliteraturas. Coimbra: Almedina, 1982.
MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. A sociedade angolana através da literatura. São Paulo: Editora Ática, 1978.
NETO, Agostinho. Sagrada esperança. São Paulo: Ática, 1985. 
NKRUMAH, Kwame. A Luta de Classes em África. Lisboa: Ed. Sá da Costa, 1977.
PADILHA, Laura. Entre voz e letra. Niterói: Eduff; Rio de Janeiro: Pallas, 2007.
PEPETELA. Mayombe. São Paulo: Leya, 2013.
PINTO, Alberto Oliveira; M’BOKOLO, Elikia. História de Angola: da pré-história ao início do século XXI. Mercado de Letras, 2015.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império. Relatos de viagem e transculturação. Bauru: EDUSC, 1999.
SAID, Edward. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. (Companhia de bolso).
SANCHES, Manuela Ribeiro (org.). Malhas que os impérios tecem. Textos anti-coloniais/Contextos pós-coloniais. Lisboa: Edições 70, 2010.
SANTOS, Arnaldo. A menina Vitória. In: Prosas. Lisboa: Edições 70, 1977.
SERRANO, Carlos. Angola. Nascimento de uma nação: um estudo sobre a construção da identidade nacional. Luanda: Kilombelombe, 2008.
SOUSA, Noémia de. Sangue negro. São Paulo: Kapulana, 2016.
TAVARES, Paula. Amargos como os frutos. Poesia reunida. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.
UNESCO. História Geral da África. (todos os volumes da coleção disponíveis em: http://portal.mec.gov.br/?option=com_content&view=article&id=16146 , consultado em 07/2014).
VIEIRA, José Luandino. A vida verdadeira de Domingos Xavier. Lisboa: Caminho, 2003.
VIEIRA, José Luandino. De Rios Velhos e Guerrilheiros. I. O Livro dos Rios. Lisboa: Caminho, 2006.
VIEIRA, José Luandino. De Rios Velhos e Guerrilheiros. II. O Livro dos Guerrilheiros. Lisboa: Caminho, 2009.
VIEIRA, José Luandino. Luuanda. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
VIEIRA, José Luandino. Nós, os do Makulusu. São Paulo: Kapulana, 2019.
VIEIRA, José Luandino. Papéis da Prisão: apontamentos, diário, correspondência (1962-1971).(Org.) Margarida Calafate Ribeiro; Mônica V. Silva e Roberto Vecchi. Lisboa: Editorial Caminho, 2015.
VISENTINI, Paulo Fagundes. As Revoluções Africanas: Angola, Moçambique e Etiópia. Coleção Revoluções do Século XX. São Paulo: Unesp, 2012.
WHEELER, Douglas L. & PÉLISSIER, R. História de Angola. Tinta-da-China, 2009.

Programa

Poesia da metrópole, formas da multidão: Prof. Dr. Jorge Mattos Brito de Almeida
Mário de Andrade e os Estados Unidos: correspondência: Prof. Dr. Marcos Antonio de Moraes
Macunaíma reincarnate in the century of retranslations: Profa. Dra. Luciana Carvalho Fonseca
Poesia e crítica: a perspectiva de Mário de Andrade e de Drummond sobre o parnasianismo brasileiro: Profa. Dra.
Betina Bishof
Patrícia Galvão: The Militant of an Ideal: Profa. Dra. Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos
From Parque Industrial to Industrial Park: shedding some light on the setbacks and joys of literary translations:

Profa. Dra. Lenita Maria Rimoli Pisetta
A modernidade teatral no Brasil: Prof. Dr. João Roberto Gomes Faria
Social and cultural transformations of the city of São Paulo: dramaturgical insights in the second half of the
twentieth century: Profa. Dra. Maria Sílvia Betti
Negrinha, by Monteiro Lobato: Prof. Dr. John Milton
Uma visão de São Paulo na literatura contemporânea: Prof. Dr. Edu Teruki Otsuka
A tradução de visões periféricas de São Paulo: Profa. Dra. Ana Cláudia Suriani da Silva
A bibliografia será fornecida pelos professores responsáveis por cada aula e disponibilizada no Moodle.

Programa

Aula 1 - 19/02/2024
Posicionamentos Filosóficos Contemporâneos: nesta aula abordaremos alguns posicionamentos e frameworks filosóficos recentes que subjazem o desenvolvimento e amadurecimento das principais teorias e programas de pesquisa contemporâneos acerca da consciência. Os argumentos centrais desses quadros filosóficos serão apresentados e, em seguida, discutiremos suas mais notórias contribuições, pontos positivos e negativos.

Bibliografia Primária:
HARLEY, Trevor. The Science of Consciousness: Waking, Sleeping and Dreaming. Cambridge: Cambridge University Press, 2021, p. 3-56;

Bibliografia Complementar:
DEMBSKI, Cole. Assessing Consciousness Theory: A Systematic Scoping Review of 25 Years of Empirical Evidence for Neuroscientific Theories of Consciousness. Portland: Reed College, 2020, p. 1-18.

Aula 2 – 21/02/2024
Teorias Neurocientíficas Contemporâneas: nesta aula abordaremos as quatro principais teorias da consciência por detrás da maior parte daquilo produzido pelos estudos neurocientíficos do tema nos últimos 25 anos. Os argumentos centrais dessas teorias neurocientíficas serão apresentados e, em seguida, discutiremos algumas de suas contribuições, pontos positivos e negativos com base em uma breve revisão crítica dos últimos 25 anos de evidências empíricas produzidas pelos programas de pesquisa a elas associados.

Bibliografia Primária:
DEMBSKI, Cole. Assessing Consciousness Theory: A Systematic Scoping Review of 25 Years of Empirical Evidence for Neuroscientific Theories of Consciousness. Portland: Reed College, 2020, p. 19-42;

Bibliografia Complementar:
BAARS, Bernard; ALONZI, Adam. The Global Workspace Theory. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 122-136;
FALLON, Francis. Integrated Information Theory. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 137-148;
GRAZIANO, Michael. The Attention Schema Theory of Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 174-187.

Aula 3 – 26/02/2024
Teorias Científico-Cognitivas Contemporâneas: nesta aula abordaremos algumas teorias atuais da consciência desenvolvida internamente ao campo interdisciplinar das Ciências Cognitivas, principalmente aquelas pertencentes à tradição 4E para o estudo da cognição e frameworks científico-cognitivos mais recentes, como o Processamento Preditivo e a Inferência Ativa. Os argumentos centrais dessas teorias serão apresentados e, em seguida, discutiremos algumas de suas contribuições, pontos positivos e negativos com base em uma breve revisão de seu status e relevância atuais, internamente aos estudos da consciência.

Bibliografia Primária:
MYIN, Erik; LOUGHLIN, Victor. Sensorimotor and Enactive Approaches to Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 202-215;
HOHWY, Jakob; SETH, Anil. Predictive processing as a systematic basis for identifying the neural correlates of consciousness. Philosophy and the Mind Sciences, 2020, v. 1, n. 3., p. 1-34;
VILAS, Martina; AUKSZTULEWICZ, Ryszard; MELLONI, Lucia. Active Inference as a Computational Framework for Consciousness. Review of Philosophy and Psychology, 2022, v. 13, p. 859-878.

Aula 4 – 28/02/2024
Teorias da Consciência para além dos Humanos: nesta aula final abordaremos algumas teorias, oriundas dos campos de estudo do comportamento animal e da Inteligência Artificial, que tratam da consciência e sua evolução em animais não-humanos, além de sua possível emergência em máquinas e sistemas artificiais. Os argumentos centrais dessas teorias serão apresentados e, em seguida, discutiremos suas mais notórias contribuições, pontos positivos e negativos. Terminaremos a aula com um resumo do conteúdo ministrado ao longo do curso, seguido de uma seção aberta para o feedback geral dos participantes.

Bibliografia Primária:
HARLEY, Trevor. The Science of Consciousness: Waking, Sleeping and Dreaming. Cambridge: Cambridge University Press, 2021, p. 79-129;

Bibliografia Complementar:
MALEY, Corey; PICCININI, Gualtiero. The Biological Evolution of Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 379-387;
ALLEN-HERMANSON, Sean. Animal Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 388-407;
WASKAN, Jonathan. Robot Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 408-419;
POLGER, Thomas. Rethinking the Evolution of Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 77-92;
ALLEN, Colin; TRESTMAN, Michael. Animal Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 63-76;
ALEKSANDER, Igor. Machine Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 93-105.

Programa

Aula 1 (08/08): Introduzindo o afrofuturismo: afroespeculações de presente, passado e futuro.

Bibliografia:
Babalola, Sunday Fumilola, and Olusegun Ayodeji Alokan. "African concept of time, a socio-cultural reality in the process of change." Journal of Education and Practice 4.7 (2013): 143-147.
Dery, Mark. 1994. Black to the Future: Interviews with Samuel R. Delany, Greg Tate, and Tricia Rose. In: Flame Wars. Duke University Press, p. 179-222.
Freitas, Kênia, and José Messias. "O futuro será negro ou não será: Afrofuturismo versus Afropessimismo - as distopias do presente." Das Questões 6.1 (2018).
Hampaté Bá, Amadou. A tradição viva. In: Ki-Zerbo, Joseph. História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2010.
Kabral, Fábio. Afrofuturismo: ensaio sobre narrativas, definições, mitologia e heroís-mo. In: LIMA, Emanuel Fonseca et al. (Ed.). Ensaios sobre racismos: pensamentos de fronteira. Balão Editorial, 2019.
Womack, Ytasha. Afrofuturism: The world of black sci-fi and fantasy culture. Chicago Review Press, 2013.

Aula 2 (15/08): A música e a estética afrofuturista: imaginações de outras realidades.

Bibliografia:
Chude-Sokei, Louis. 2015. The sound of culture: Diaspora and black technopoetics. Wesleyan University Press.
Dove, Nah. Uma Crítica Africano-Centrada à Lógica de Marx. Jornal Ocidental dos Estudos Negros, v. 19, n. 4, (1995).
Monáe, Janelle. 2023. A bibliotecária de memórias: e outras histórias de Dirty Com-puter. São Paulo: Morro Branco Editora.
Oliveira, Vinícius; Euclides, Maria Simone. 2023. Passado-presente-passado em vias de construção de futuro: O que podemos apre(e)nder com Black is King? Sankofa (São Paulo), [S. l.], v. 16, n. 27: 38 – 62.
Oliveira, Vinícius; Euclides, Maria Simone. 2022. Pode uma artista negra dialogar in-telectualmente com sua arte?: Beyoncé e as dimensões ética-estéticas e intelectuais da arte. Abatirá-Revista de Ci-ências Humanas e Linguagens, v. 3, n. 5, p. 403-425, 2022.
Pritchard, Eric Darnell. 2017. Grace Jones, Afro Punk, and Other Fierce Provoca-tions: An Introduction to “Sartorial Politics, Intersectionality, and Queer Worldmaking. QED: A Journal in GLBTQ Worldmaking”. v. 4, n. 3, p. 1-11.

Aula 3 (22/08): Afrofabulações e o seu espiralar.

Bibliografia:
Anderson, Reynaldo. 2016. “Afrofuturism 2.0 & the Black Speculative Arts Move-ment: Notes on a Manifesto.” Obsidian Literature & Arts in the African Diaspora 4142 (12): 228–36.
Döring, Katharina. 2015. Memórias fractais do Samba de Roda: patrimônio cênico-musical em voz, gesto, som e movimento. Trans. Revista Transcultural de Música, n. 19, p. 1-26.
Martins, Leda. Performances do tempo espiralar. Performance, exílio, fronteiras: er-râncias territoriais e textuais. Belo Horizonte: UFMG, p. 69-92, 2002.

 

Programa

Aula 1. Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga: problemas da primeira edição.
Aula 2. Contexto de produção, circulação e leitura de obras poéticas em fins do século XVIII.
Aula 3. Um autor “brasileiro”? Apropriação histórica das liras de Marília de Dirceu e da figura de Tomás Antônio Gonzaga.

Referências:
COSTA, Claudio Manuel da; GONZAGA, Tomás Antônio; PEIXOTO, Alvarenga. Poesia dos inconfidentes: poesia completa. Org. Domício Proença Filho. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.
GONZAGA, Tomás Antonio. Obras completas de Tomás Antonio Gonzaga. Ed. crítica de M. Rodrigues Lapa. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1957.
EULALIO, Alexandre. “Verso e reverso de Gonzaga”. In: ---------- Livro involuntário. Org. Carlos Augusto Calil e Maria Eugenia Boaventura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1993.
FURTADO, Joaci Pereira. Uma república de leitores: história e memória na recepção das Cartas Chilenas. São Paulo: Hucitec, 1997.
POLITO, Ronald. Um coração maior que o mundo: Tomás Antônio Gonzaga e o horizonte luso-colonial. São Paulo: Globo, 2004.
RUEDAS DE LA SERNA, Jorge Antonio. Arcádia: tradição e mudança. São Paulo: Edusp, 1995.
STRECKER-GOMES, Heidi. Figura de Marília: Aspectos da poética de Tomás Antônio Gonzaga. São Paulo: FFLCH-USP, 2020. Dissertação (Mestrado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa). Orientador: Jean Pierre Chauvin.

Programa

1. Introdução: Bandeira tradutor.
2. “Anelo”, de Johann Wolfgang von Goethe
“Vem, linda peixerinha”, de Heinrich Heine
3. Maria Stuart, de Friedrich Schiller
4. Quatro sonetos de Elizabeth Barrett Browning
5. Cinco poemas de Emily Dickinson
6. Macbeth, de William Shakespeare
Considerações finais

Bibliografia:


ANDRADE, Mário de. Amar, Verbo Intransitivo. 19 a edição. Belo Horizonte, Vila Rica, 1993.
MORAES, Marcos Antonio (org.). Correspondência Mário de Andrade & Manuel Bandeira. São Paulo, Edusp, 2001.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20 a edição. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993.
__________. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984.
BROWNING, Elizabeth Barrett. Sonnets from the Portuguese, disponíveis em: https://www.gutenberg.org/files/2002/2002-h/2002-h.htm
DICKINSON, Emily. The complete poems. Edited by Thomas H. Johnson. Little, Brown and Company, Boston, 1960. → disponível em: https://www.gutenberg.org/files/12242/12242-h/12242-h.htm
ESTEVES, Lenita Maria Rimolli. As bruxas de Macbeth no “original” e em quatro traduções brasileiras: a inquisição das diferenças. Campinas/SP, IEL-Unicamp, 1992. (Dissertação de Mestrado)
GOETHE, Johann Wolfgang von. West-östlicher Diwan, in: Werke in vier Bänden. Band III. Caesar Verlag, Salzburg, 1983.→ disponível em: http://www.zeno.org/Literatur/M/Goethe,+Johann+Wolfgang/Gedichte/West-%…
________. Divã Ocidento-Oriental. Tradução de Daniel Martineschen. São Paulo, Estação Liberdade, 2019.
HEINE, Heinrich. Sämtliche Gedichte. Insel Verlag, Frankfurt/ Main, 1993. → disponível em: http://www.zeno.org/Literatur/M/Heine,+Heinrich/Gedichte
MARTINESCHEN, Daniel. O lugar da tradução no Divã Ocidental-Oriental de Goethe. Curitiba/PR, UFPR, 2016. (Tese de doutorado)
SCHILLER, Friedrich. Maria Stuart. Tradução de Manuel Bandeira. São Paulo, Abril Cultural, 1977.
_________. A Noiva de Messina. Tradução de Gonçalves Dias e notas de Manuel Bandeira. São Paulo, SESI-SP, 2018.
SHAKESPEARE, William. Macbeth. 2 a edição. Tradução de Manuel Bandeira. Rio de Janeiro, Brasiliense, 1989.

Programa

Unidade 4 Vocabulario “cartas” p88-91
Unidade 4 Vocabulario “abreviacoes” p92-96

Unidade 4 Gramatica “discurso indireto” p 97-99
Unidade 4 Revisao – Conversa p100-101
Unidade 5 Vocabulario “casa” p102-106

Unidade 5 Gramatica “subjontivo-imperativo” p107-110
Unidade 5 Vocabulario “comida” p111-116
Unidade 5 Revisao – Conversa p117-119

Unidade 6 Vocabulario “escola” p120-125
Unidade 6 Gramatica “conditional” p126-131
Unidade 6 Gramatica “discurso indireto” p132-137
Unidade 6 Revisao – Conversa p138-139
- Prova Sinulada -

Programa

02/08/21: Sistema manguezal conceitos iniciais. O que é? Qual a sua origem? Onde ocorre?
04/08/21: Sistema manguezal: características físicas e biológicas.
09/08/21: Sistema manguezal e suas interações com a fauna e com os demais sistemas costeiros.
11/08/21: Sistema manguezal e a legislação ambiental: como e porque conservar esse sistema?

Referências Bibliográficas


ALBUQUERQUE, A.G.B.M.; et al. A proteção dos ecossistemas de manguezal pela legislação ambiental brasileira. GEOgraphia, ano 17, n. 33, p. 126-153, 2015.
ARAUJO, M. P., et al. Assessment of Brazilian mangroves hydrocarbon contamination from a latitudinal perspective. Marine Pollution Bulletin, n. 150, 2020.
BARBIER, E. B. et al. The value of estuarine and coastal ecosystem services. Ecological Monographs, v. 81, n. 2, p. 169-193, 2011.
BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. Atlas dos Manguezais do Brasil. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2018. 176p.
HOCHARD, J. P.; HAMILTON, S.; BARBIER, E. D. Mangroves shelter coastal economic activity from cyclones. PNAS, v. 116, n. 25, p. 12232-12237, 2019.
MACIEL, N. C. Legislação Ambiental e o manguezal. In: ALVES, J. R. P. (Org.) Manguezais: educar para proteger. Rio de Janeiro FEMAR/SEMADS, 2001. p. 35-45.
MAGRIS, R. A.; BARRETO, R. Mapping and assessment of protection of mangrove habitats in Brazil. Pan-American Journal of Aquatic Sciences, v. 5, n. 4, p. 546-556, 2010.
MUKHERJEE, N. et al. Ecosystem service valuations of mangrove ecosystems to inform decision making and future valuation exercises. Plos One, v. 9, n. 9, 2014.
POLIDORO, B. A. et al. The loss of species: mangrove extinction risk and geographic areas of global concern. Plos One, v. 5, p. 1-10, 2010.
ROVAI, A. S. et al. Brazilian Mangrovees: Blue Carbon Hotspots of National and Global Relevance to Natural Climate Solutions. Frontiers in Forests and Global Change, 03 jan. 2022.
SANTOS, A. L. G. Cartografia dos níveis hierárquicos dos manguezais: uma visão sistêmica. 2014. 352 f. Tese (Doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.
SANTOS, A. L. G. Manguezais da Baixada Santista-SP: alterações e permanências (1962-2009). 2009. 169 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental - PROCAM, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
SCHAEFFER-NOVELLI, Y. et al. Brazilian mangroves. Aquatic Ecosystem Health and Management Society, n. 3, p. 561-570, 2000.
SCHAEFFER-NOVELLI, Y.; VALE, C. C.; CINTRÓN, G. Monitoramento do ecossistema manguezal: estrutura e características funcionais. In: TURRA, A.; DENADAI, M. R. (Orgs.) Protocolos para o monitoramento de habitats bentônicos costeiros. Rede de Monitoramento de Habitat Bentônicos Costeiros – ReBentos. São Paulo: Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, 2015. p. 62-80.
SCHAEFFER-NOVELLI, Y. et al. Climate changes in mangrove forests and salt marshes. Brazilian. Journal of Oceanography, v. 64, p. 37-52, 2016.
SILVA, A. P.; SILVA, J.B.; ARAÚJO, E.D.S. Marisma, manguezal (mangue e apicum): ecossistema de transição terra-mar do Brasil. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 13, n. 2, p.727-742, 2020.
SPALDING, M.; KAINUMA, M.; COLLINS, L. World Atlas of Mangroves. Washington, D.C.: Lorna, 2010.

Programa

1. O campo da Cultura Visual: referências básicas
Referência bibliográfica:
KNAUSS, Paulo. “O desafio de fazer História com imagens: arte e cultura visual”. ArtCultura, Uberlândia, vol. 8, nº 12, pp. 97-115, 2006.
MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. “Fontes visuais, cultura visual, História visual. Balanço provisório, propostas cautelares”. Revista Brasileira de História. São Paulo, vol. 23, nº 45, 2003, pp. 11-36.
SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes “A virada e a imagem: história teórica do pictorial/iconic/visual turn e suas implicações para as humanidades”. Anais do Museu Paulista, São Paulo, Nova Série, vol. 27, 2019, pp. 1-51.
SCHIAVINATTO, Iara Lis Franco; Eduardo Costa (Orgs). Cultura Visual & História. 1a. ed. São Paulo:Alameda, 2016.

2. Cultura visual, imperialismo e colonialismo: primeiras aproximações
Referência bibliográfica:
KOUTSOUKOS, Sandra Sofia Machado. Zoológicos humanos: gente em exibição na era do imperialismo. Campinas: Editora da UNICAMP, 2020.
MOUREAU, Daniela; PARÉS, Luis Nicolau (orgs.). Imagens do Daomé: Edmond Fortier e o colonialismo francês na terra dos voduns (1908-1909). São Paulo: Martins Fontes, 2018.
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3. Cultura Visual e Turismo: práticas memorialísticas
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