Programa

AULA 1 – 14 de abril (Luiz Mota e Victor Nakanishi): Introdução do curso/Expansão e escravidão dos Estados Unidos: “Rei Algodão” e a ideologia pró-escravista do Sul
Sugestões de leitura:
- MORGAN, Edmund S. Escravidão e liberdade: o paradoxo americano. Estudos Avançados, 14(38), 2000, 121-150.
- JOHNSON, Walter. Soul by Soul: Life Inside the Antebellum Slave Market. Cambridge: Harvard University Press, 1999, p. 214-220.

AULA 2 – 16 de abril (Luiz Mota): Origens e formação do escravismo no Brasil: Estado, sociedade, legislação e política.
Sugestões de leitura:
- CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Cia. das Letras, 2012, p. 13-43 (“Capítulo 1 - O grande medo de 1852 (à guisa de introdução”, p. 13-32; “Capítulo 2 - escravismo”, p. 33-43).
- MATTOS, Hebe; GRINBERG, Keila. Código penal escravista e Estado. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 163-169.
- MENDONÇA, Joseli. Legislação emancipacionista, 1871 e 1885. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 277-284.

AULA 3 – 21 de abril (Victor Nakanishi): Os limites da escravidão: A emergência do movimento abolicionista norte-americano e a Guerra Civil
Sugestões de leitura:
- AZEVEDO, Celia Maria Marinho de. Abolicionismo. Estados Unidos e Brasil, Uma História Comparada (século XIX). São Paulo: Annablume, 2003, p. 35-58
- MCPHERSON, James M. This Mighty Scourge: Perspectives on the Civil War. New York: Oxford University Press, 2007, p. 3-19.

AULA 4 – 23 de abril (Luiz Mota): Resistências à escravidão no Brasil oitocentista
Sugestões de leitura:
- ALBUQUERQUE, Wlamyra. Movimentos sociais abolicionistas. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 328-333.
- REIS, João José. Revoltas escravas. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 392-399.
- SCHWARCZ, Lilia Moritz. Retrato em branco e negro: jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no final do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 19-30 (“O estado da questão”).

AULA 5 – 28 de abril (Victor Nakanishi): Em busca do passado perdido: Imigrantes norte-americanos e suas experiências na sociedade brasileira
Sugestões de leitura:
- BRITO, Luciana da Cruz. Um Paraíso Escravista na América do Sul: Raça e Escravidão sob o Olhar de Imigrantes Confederados no Brasil Oitocentista. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 145-173, 2015.
- MIRANDA, Clícea Maria Augusto de. Repercussões da Guerra Civil Americana no destino da escravidão no Brasil - 1861-1888. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017 p. 51-81 (Capítulo 3 “Impactos da Guerra Civil: Imigração americana e a política de colonização do estado imperial)

AULA 6 – 30 de abril (Luiz Mota): O “legado da escravidão” hoje
Sugestões de leitura:
- COSTA, Emília Viotti da. A abolição. 9. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2010, p. 9-12, 127-138 (“Introdução”, “Depois do fato” e “O impacto da abolição”).
- DOMINGUES, Petrônio. Associativismo negro. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 113-119.

Referências Bibliográficas:

ADORNO, Sérgio. Os aprendizes do poder: o bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
_____. O abolicionismo na Academia de Direito de São Paulo. In: Resgate: Revista de Cultura, n. 5, Campinas: 1993, p. 93-101.
ALONSO, Angela. Ideias em movimento. A geração de 1870 na crise do Brasil-Império. São Paulo, Paz e Terra, 2003.
_____. Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasileiro (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
AZEVEDO, Celia. Abolicionismo: Estados Unidos e Brasil, uma história comparada (século XIX). São Paulo: Annablume, 2003.
_____. Onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites, século XIX. 3. ed. São Paulo: Annablume, 2004.
AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1999.
_____. O Direito dos Escravos. Lutas jurídicas e abolicionismo na Província de São Paulo. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
BLIGHT, David W. Race and Reunion: The Civil War in American Memory. Cambridge, Mass.; London: Harvard University Press, 2001.
BRITO, Luciana da Cruz. “Perspectivas sobre as Relações Raciais nos Estados Unidos por Meio do Anti-exemplo da Sociedade Brasileira: As Impressões dos Abolicionistas Negros Norte-Americanos e de Imigrantes Confederados.” In: MACHADO, Maria Helena P. T.; SCHWARCZ, Lilia M. (Orgs.). Emancipação, inclusão e exclusão: desafios do passado e do presente. São Paulo: EDUSP, 2018, v. 1, p. 375-386.
_____. Um Paraíso Escravista na América do Sul: Raça e Escravidão sob o Olhar de Imigrantes Confederados no Brasil Oitocentista. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 145-173, 2015.
CARDOSO, Ciro (Org.). Escravidão e abolição no Brasil: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro das sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
_____ (Org.). Nação e cidadania no império: novos horizontes. Rio de Janeiro:Civilização Brasileira, 2007.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990.
_____. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil, 1850-1888. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL, 1975. Trad. Fernando de Castro Ferro.
COSTA, Emília Viotti da. A abolição. 9 ed. São Paulo: Editora UNESP, 2010.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1984.
DOUGLASS, Frederick. Narrativa da Vida de Frederick Douglass, Um Escravo Americano. São Paulo: Aetia, 2018.
EISENBERG, Peter L. A Guerra Civil Americana. São Paulo: Brasiliense, 1982.
ELTIS, David. The Rise of African Slavery in the Americas. 7ª impressão. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
FERREIRA, Ligia (Org.). Primeiras Trovas Burlescas e outros poemas - Luiz Gama. Editora Martins Fontes, 2000.
_____. Luiz Gama (1830-1882): étude sur la vie et l'oeuvre d'un noir citoyen, poète et militant de la cause antiesclavagiste au Brésil. 2001. 920 f. Tese (Doutorado em Estudos Portugueses e Brasileiros) – Université Paris 3 - Sorbonne, Paris, França.
_____. Luiz Gama: um abolicionista leitor de Renan. Estudos Avançados, 21 (60), 2007, p. 271-288.
_____. Luiz Gama por Luiz Gama: carta a Lúcio de Mendonça. Teresa - Revista de Literatura Brasileira [8 | 9], São Paulo, p. 300-321, 2008.
_____ (Org.). Com a palavra, Luiz Gama: poemas, artigos, cartas, máximas. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2011.
FONER, Eric. Nada além da liberdade. A emancipação e seu legado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
_____. Reconstruction: America’s Unfinished Revolution, 1863-1877. New York City: Harper Perennial Modern Classics, 2002.
_____. Free Soil, Free Labor, Free Men: The Ideology of the Republican Party Before the Civil War. New York: Oxford University Press, 1970.
FRANCISCO, Renata. A maçonaria e o processo de abolição em São Paulo. 2018. 268 f. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
GRINBERG, Keila. Liberata: a lei da ambiguidade: as ações de liberdade da Corte de Apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
HORNE, Gerald. O Sul Mais Distante: os Estados Unidos, o Brasil e o Tráfico de Escravos Africanos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
JOHNSON, Walter. Soul by Soul: Life Inside the Antebellum Slave Market. Cambridge: Harvard University Press, 1999.
MACHADO, Maria Helena. Crime e escravidão. Trabalho, luta e resistência nas lavouras paulistas. 1830-1888. Brasiliense: São Paulo, 1987.
_____. O plano e o pânico. Os movimentos sociais na década da abolição. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Edusp, 1994.
_____. Sendo cativo nas ruas: a escravidão urbana na cidade de São Paulo. In: PORTA, Paula (Org.). História da cidade de São Paulo. São Paulo: Paz e Terra, 2004, v. 2, p. 59-99.
_____; CASTILHO, Celso (Orgs.). Tornando-se livre. Agentes históricos e lutas sociais no processo de abolição. São Paulo: Edusp, 2015.
MAMIGONIAN, Beatriz. Africanos livres: a abolição do tráfico de escravos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
MARQUESE, Rafael de Bivar. Feitores do corpo, missionários da mente: senhores, letrados e o controle dos escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
MCPHERSON, James M. This Mighty Scourge: Perspectives on the Civil War. New York: Oxford University Press, 2007.
MIRANDA, Clícea Maria Augusto de. Repercussões da Guerra Civil Americana no destino da escravidão no Brasil - 1861-1888. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
MORGAN, Edmund S. Escravidão e liberdade: o paradoxo americano. Estudos Avançados, 14(38), 2000, 121-150.
PARRON, Tâmis. A política da escravidão no Império do Brasil, 1826-1865. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
PENA, Eduardo Spiller. Pajens da Casa Imperial: jurisconsultos, escravidão e a Lei de 1871. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2001.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Retrato em branco e negro: jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no final do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
_____. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil - 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras.1993.
_____; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
STAMPP, Kenneth. The Peculiar Institution: Slavery in the Antebellum South. New York: Knopf, 1956.
TOPLIN, Robert. The abolition of slavery in Brazil. New York: Atheneum, 1972.

Programa

Neste curso será estudada a história, arte e música de Galícia, da Pré-história até nossos dias. O foco central do curso será a complexa Idade Média, pois Galícia constituirá o reino mais poderoso da Península Ibérica e lugar onde nasce a língua galego-portuguesa, hoje dividida entre galego e português.

Tópico 1: Galícia na Pré-História, monumentos funerários da antiguidade.
Tópico 2: A cultura “castrexa” e os celtas.
Tópico 3: A romanização.
Tópico 4: O reino suevo.
Tópico 5: O Reino galego medieval e a “era compostelá”.
Tópico 6: Românico e gótico em Galícia.
Tópico 7: Renascimento (século XVI).
Tópico 8: Barroco (século XVII).
Tópico 9: Ilustração e neoclassicismo (século XVIII).
Tópico 10: Século XIX, o Rexurdimento.
Tópico 11: Galícia na 1ª metade do século XX (o nascimento do nacionalismo).
Tópico 12: a Guerra Civil e o exilio.
Tópico 13: A pós-guerra e o franquismo (A longa noite de pedra).
Tópico 14: Galícia após o fim da ditadura franquista: anos 80 e 90.
Tópico 15: Galícia na atualidade.

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:

Alén Garabato, Mª Pilar. 1997. Historia da música galega. Cantos, cantigas e cánticos. A Nosa Terra.
Álvaro López, Milagros. 2003. Historia da arte. Anaya.
Arias Vilas, Felipe. 1992. A romanización de Galicia. A Nosa Terra.
Carballo, Francisco; Sénen López, Felipe; López Carreira, Anselmo; Obelleiro, Luís; Alonso, Bieito.
1996. Historia de Galicia. Edicións A Nosa Terra.
Calo Lourido, Francisco. 1993. A cultura castrexa. A Nosa Terra.
Cegarra, Basilio. 1992. Guia da arte de Galicia. Galaxia.
López Carreira, Anselmo. 2005. Historia xeral de Galicia. A Nosa Terra.
López Carreira, Anselmo. 2005. O reino medieval de Galicia. A Nosa Terra.
Vilanova, Fernando M. 2005. A pintura galega (1850 – 1950). Xerais.

Programa

AULA 1 – Articulando espaços fragmentados: os correios dos impérios coloniais
Nesta aula buscaremos demonstrar a importância dos modos de comunicação à distância no processo de estruturação de impérios coloniais. Com observações pontuais sobre as redes de comunicação europeias dos séculos XV ao XVIII, procuramos caracterizar um panorama geral dos modos pelos quais governos de extensos territórios lograram se articular.

AULA 2 – Dobrando o espaço para acelerar o tempo: os correios do Brasil
Nesta aula procuramos apresentar o processo de formação dos correios do Brasil no contexto de reforma e de crise do império português na virada do século XVIII para o XIX. Como estudo de caso específico, buscamos demonstrar como a Coroa portuguesa logrou aperfeiçoar a rede postal dessa época promovendo um generalizado encurtamento das distâncias que permitiu acelerar os tempos de comunicação entre espaços afastados. Essa nova estrutura da rede postal se tornou objeto de disputa de uma nova geografia política.

AULA 3 – Cartografar o tempo da Modernidade
Nesta aula iremos apresentar algumas ferramentas analíticas da Cartografia Digital capazes de representar visualmente fenômenos de encurtamento espaçotemporal. Desse modo, esperamos poder aguçar uma sensibilidade atenta às consequências espaciais e temporais suscitadas pela aceleração, expansão e diversificação de uma rede de comunicação à distância como os correios fornecendo, assim, parâmetros históricos para refletir sobre a experiência contemporânea ancorada nos efeitos da internet.

BIBLIOGRAFIA
BANKS, K. Chasing Empire across the sea: communications and the state in the French Atlantic, 1713-1763. Montréal: McGill-Queen’s UP, 2014.
BEHRINGER, W. Communications revolutions: a historiographical concept. German History, 24, n.3 (2006).
GAUDIN, Guillaume; STUMPF, Roberta (dir.). Las distancias en el gobierno de los imperios ibéricos: concepciones, experiencias y vínculos. Madrid: Casa de Velázquez, 2022.
GUAPINDAIA, Mayra C. O Controle do Fluxo das Cartas e as Reformas de Correio na América Portuguesa (1796-1821). Tese (Doutorado em História) – Programa Interuniversitário, Lisboa, 2019.
HARVEY, David. “Space as a keyword”. In: CASTREE, Noel; GREGORY, Derek (orgs.). David Harvey: a critical reader. Malden e Oxford: Blackwell, 2006.
HENKIN, D. The postal age: the emergence of modern communications in nineteenth-century America. Chicago: The University of Chicago Press, 2006.
HOW, J. Epistolary Spaces. English Letter Writing from the Foundation of the Post Office to Richardson’s Clarissa. London/New York: Routledge, 2018.
INNIS, Harold A. Empire and communications. Toronto: Dundurn Press, 2007.
KAUKIAINEN, Y. Shrinking the world: improvements in the speed of information transmission, c. 1820-1870. European Review of Economic History, abr. 2001, v. 5, n. 1, p. 1-28
KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo: estudos sobre história. Rio de Janeiro: Contraponto/PUC-Rio, 2014.
LEFEBVRE, Henri. La production de l’espace. Paris: Éd. Anthropos, 1974.
LE ROUX, M. (ed.). Post offices of Europe 18th-21st century a comparative history. Brüssel: PIE, Peter-Lang S.A., 2014.
ROSA, Hartmut. Aceleração: a transformação das estruturas temporais na Modernidade. São Paulo: Ed. Unesp, 2019.
SALVINO, Romulo V. Guerras de papel: disputas e estratégias em torno da comunicação escrita na América portuguesa (c.1650-c.1750). Tese (Doutorado em História), UnB, Brasília, 2018.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2006.
SELLERS-GARCÍA, S. Distance and Documents at the Spanish Empire's Periphery. Standford: University Press, 2014.
STEELE, I. K. The English Atlantic, 1675-1740: An exploration of Communication and Community. New York/Oxford: Oxford University Press, 1986.
ZERMEÑO PADILLA, Guillermo. História, experiência e modernidade na América ibérica, 1750-1850. Almanack Braziliense, n.7, maio de 2008.

Programa

Aula 1: Introdução ao livro II
1.1 A estrutura e o(s) objeto(s) dos Segundos Analíticos
1.2 O livro II como uma teoria das definições: o bloco II.1-10
1.3 As quatro questões que estruturam uma investigação científica (II-1-2)

Aula 2: Questões acerca do texto
2.1 Alguns problemas concernentes à relação entre demonstração e definição (II.3-7)
2.2 O caso-limite do conhecimento das definições: a relação entre demonstração e definição (II.8)

Bibliografia


Primária:
Aristote. Oeuvres Complètes. Sous la direction de Pierre Pellegrin. Éditions Flammarion, Paris, 2014.
Aristotle. Posterior Analytics. Topics. Translated by Hugh Tredennick, E. S. Forster. Loeb Classical Library 391.
Cambridge, MA: Harvard University Press, 1960.
Barnes, J. The Complete Works of Aristotle (2 vol.). Princeton: Princeton University Press, 1984.
Barnes, J. Aristotle: Posterior Analytics. Translated with a commentary. Second edition. Oxford: Clarendon Press,
1993.
Ross, W.D. Aristotle’s Prior and Posterior Analytics: A revised text with introduction and commentary. Oxford:
Clarendon Press, 1949.
Ross, W.D; Minio-Paluello, L. Aristotelis Analytica Priora et Posteriora. Oxford Classical Texts, 1964.
Secundária
Aula 1:
Brunschwig, J. ‘L'objet et la structure des Seconds Analytiques d'après Aristote’, in E. Berti (éd.), Aristotle on
Science, Padoue, 1981.
Bronstein, D. Aristotle on Knowledge and Learning: the Posterior Analytics. Oxford: Oxford University Press, 2016,
pp.82-107 (cps. 5-7).
Porchat, O. Ciência e dialética em Aristóteles. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
Aula 2:
Castelli, L. “Disentangling defining and demonstrating: notes on an. post. II 3-7”. In: Manuscrito: Revista
Internacional de Filosofia, Campinas, SP, v. 42, n. 4, p. 243–281, 2019.
Bronstein, D. Aristotle on Knowledge and Learning: the Posterior Analytics. Oxford: Oxford University Press, 2016,
pp. 145-170 (cap. 10).

 

Programa

Aula 1: O ciclo Meister, os pressupostos literário-filosóficos da época e a relação entre Goethe e Schiller

Aula 2: Os impasses da forma do romance e as primeiras críticas de Schiller (Livros I-VI)

Aula 3: A maquinaria do enredo e a caracterização das personagens (Livros VII-VIII)

Aula 4: Filosofia, anos de aprendizado e direção estética (Livros VII-VIII)

Bibliografia:

Bibliografia principal:
GOETHE, Johann W. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Tradução de Nicolino Simone Neto. 2.ed. São Paulo: Editora 34, 2009.
_________. Briefwechsel zwischen Schiller und Goethe in den Jahren 1794 bis 1805. Sämtliche Werke nach Epochen seines Schaffens. Münchner Ausgabe (MA) in 21 Bänden. Band 8-1, Textband; Band 8-2, Kommentar. Karl Richter (Hrsg.). München: Hanser, 1990.
_________. Goethe e Schiller: Correspondência. Apresentação, seleção, tradução e notas de Cláudia Cavalcanti. São Paulo: Hedra, 2010.
_________. Wilhelm Meisters Lehrjahre. Werke, Kommentare und Register. Hamburger Ausgabe (HA) in 14 Bänden. Bd. 7. Romane und Novellen II. Erich Trunz (Hrsg.). München: C. H. Beck, 1982.

Bibliografia secundária:
ARISTÓTELES. Poética. Tradução, introdução e notas de Paulo Pinheiro. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2017.
BAHR, Ehrhard. Erläuterungen und Dokumente: Johann Wolfgang Goethe Wilhelm Meisters Lehrjahre. Stuttgart: Reclam, 2008.
BARBOSA, Ricardo. Cultura estética e liberdade. São Paulo: Hedra, 2009.
BARRENTO, João. Goethe: o eterno amador. Lisboa: Bertrand Editora, 2018.
BLANCKENBURG, Friedrich v. Versuch über den Roman. Leipzig, Liegnitz: David Siegers Wittwe, 1774.
BRÜNING, Gerrit. Ungleiche Gleichgesinnte: Die Beziehung zwischen Goethe und Schiller 1794 – 1798. Göttingen: Wallstein, 2015.
ECKERMANN, Johann P. Conversações com Goethe nos últimos anos de sua vida: 1823-1832. Tradução de Mario Luiz Frungillo. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
ELDRIDGE, S.V.; SPEIGHT, A. (eds.). Goethe’s Wilhelm Meister’s Apprenticeship and philosophy. New York: Oxford University Press, 2020.
GILLE, Klaus F. Wilhelm Meister im Urteil der Zeitgenossen: Ein Beitrag zur Wirkungsgeschichte Goethes. Assen: Van Gorcum, 1971.
GOETHE, Johann W. A metamorfose das plantas. Tradução de Fábio Mascarenhas Nolasco. São Paulo: Edipro, 2019.
_________. Wilhelm Meisters theatralische Sendung. Stuttgart: Reclam, 1986.
_________. Escritos sobre literatura. Tradução de Pedro Süssekind. 3.ed. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2012.
GOTTSCHED, Johann C. Versuch einer critischen Dichtkunst vor die Deutschen: erster allgemeiner Theil. Ausgewählte Werke. Band 6, Teile 1 und 2. Joachim Birke und Brigitte Birke (Hrsg.). Berlin: de Gruyter, 1973.
HEGEL, Georg W. F. Cursos de Estética, volume IV. Tradução de Marco Aurélio Werle e Oliver Tolle. 1. ed. São Paulo: EDUSP, 2014.
HUMBOLDT, Wilhelm von; MATTSON, Philip (org.). Briefe Juli 1795 bis Juni 1797. Berlin, Boston: De Gruyter, 2017.
KANT, Immanuel. Crítica da faculdade de julgar. Tradução de Fernando Costa Mattos. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2016.
KÖRNER, Christian G. Sobre Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. In: Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, [S. l.], v. 27, n. 2, p. 115-131, 2022. Tradução de Reginaldo Rodrigues Raposo. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/filosofiaalema/article/view/194198. Acesso em: 9 fev. 2024.
KOOPMANN, Helmut: Wilhelm Meisters Lehrjahre. In: LÜTZELER, Paul Michael. Goethes Erzählwerk: Interpretationen. Stuttgart: Reclam, 1991.
LUKÁCS, György. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. Tradução de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2009.
_________. Goethe e seu tempo. Tradução de Nélio Schneider e Ronaldo Vielmi Fortes. São Paulo: Boitempo, 2021.
MAAS, Wilma P. O cânone mínimo: o Bildungsroman na história da literatura. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
MAZZARI, Marcus V. Labirintos da aprendizagem: pacto fáustico, romance de formação e outros temas da literatura comparada. São Paulo: Editora 34, 2010.
MORETTI, Franco. O romance de formação. Tradução de Natasha Belfort Palmeira. São Paulo: Todavia, 2020.
OLIVEIRA, Manoela H. Crítica ao conceito Bildungsroman. In: Revista Investigações, Recife, vol. 26, n. 1, jan. 2013.
_________. O aprendiz e o aprendizado: gênese e primeiras recepções de Wilhelm Meister, de Goethe. In: Verinotio, Rio das Ostras, v. 28, n. 2, pp. 01-19; jul-dez, 2023.
SCHILLER, Friedrich. A educação estética do homem: numa série de cartas. Tradução de Roberto Schwarz e Márcio Suzuki. Introdução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Iluminuras, 2015.
_________. Ensaios estéticos. Tradução, introdução, comentário e glossário de Teresa Rodrigues Cadete. Vila Nova de Famalicão: Humus, 2021.
_________. Poesia ingênua e sentimental. Estudo e tradução de Márcio Suzuki. São Paulo: Iluminuras, 1991.
_________. Schillers Briefwechsel mit Körner: von 1784 bis zum Tode Schillers. Teil I-II. Karl Goedeke (Org.) Leipzig: Veit, 1859.
SCHLEGEL, Friedrich. Fragmentos sobre poesia e literatura (1797-1803): seguido de Conversa sobre poesia. Tradução e notas de Constantino Luz de Medeiros e Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
WERLE, M. A. O idealismo de Schiller n’Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister de Goethe. In: Revista Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, vol. 198, p. 69-78, 2014.
WEZEL, Johann K. Hermann und Ulrike: ein Roman. Erster Band. München: Georg Müller, 1919.

Programa

Aula 1 – Noções gerais do gênero lírico e de suas subespécies no século XVI.
Aula 2 – O modelo petrarquista e a imitação de Garcilaso de la Vega.
Aula 3 – Temas e problemas da poesia de Luís de Camões.

Bibliografia:
ARISTÓTELES. Poética. Traduzido por Ana Maria Valente. Lisboa: Fundação Calouste-Gulbenkian, 2008.
BULST, Neithard. Sobre o Objeto e o Método da prosopografia. Traduzido por Cybele Crossetti de Almeida. Revista Politeia, Vitória da Conquista, v. 5, n. 1, 2005, pp. 47-67.
CAMÕES, Luís Vaz de. Rimas. Braga: Universidade do Minho, 1980.
VEGA, Garcilaso de la. Poesías. Edición de Ignacio García Aguilar. Madrid: Catedra Letras Hispánicas, 2020.
DU BOIS, Jean-Baptiste. Reflexions critiques sur la poesie et sur la peinture (Première partie). Paris: Jean Mariette, 1719. [PDF]
HANSEN, João Adolfo. Categorias epidíticas da ekphrasis. Revista USP, São Paulo, n. 71, 2006, pp. 85-105.
HERRERA, Fernando de. Anotaciones a la poesia de Garcilaso. Edición de Inoria Pepe y José María Reyes. Madrid: Catedra Letras Hispánicas, 2001.
HORÁCIO. Arte Poética. In: TRINGALI, Dante. A Arte Poética de Horácio. São Paulo: Musa, 1993.
LULIO, Antonio. Sobre el Decoro de la Poética. Traduzido por Antonio Sancho Royo. Madri: Ediciones Clássicas, 1994.
MARTINS, Paulo. “Uma visão periegemática sobre a écfrase”. Revista Clássica, v. 29, n. 2, 2016, pp. 163-204.
PETRARCA, Francesco. Cancioneiro. Traduzido por José Clemente Pozenato. Cotia: Ateliê, 2014.
RODOLPHO, Melina. Écfrase e Evidência nas Letras latinas: doutrina e práxis. São Paulo: Humanitas, 2012.
TEÓN; HERMÓGENES; AFTONIO. Ejercicios de Retórica. Traduzido por Dolores Reche Martínez. Madri: Gredos, 1991.
VIRGÍLIO. Bucólicas. Traduzido por Odorico Mendes. Cotia: Ateliê, 2008.

Programa

Encontro 1 – Por que linguistas precisam pensar IA?
● Apresentação geral do curso

● Linguagem, discurso e tecnologia: por que nos afeta?

● O olhar da Análise do Discurso sobre a linguagem

● Sujeito, sentido, ideologia (introdução breve e acessível)

● Exemplo: o mesmo texto em diferentes contextos

 

Encontro 2 – O que é Processamento de Linguagem Natural (PLN)?
● De onde vem o PLN? Da linguística à computação

● O que é “entender” texto para a máquina?

● Termos essenciais traduzidos para humanos de Letras: token, corpus, modelo

● Demonstrações simples com classificadores de texto

● Exercício: identificar padrões e ruídos em outputs automáticos

 

Encontro 3 – Modelos de linguagem: do dicionário ao algoritmo
● Vetorização: como transformar palavra em número

● Embeddings, frequência, similaridade semântica

● Transformers: por que são "revolução"?

● O que ChatGPT faz com o texto (de verdade)?

● Atividade: analisar textos gerados por IA e refletir sobre coerência/discurso

 

Encontro 4 – O discurso que escapa: ironia, ambiguidade e sentidos implícitos
● O que o PLN não entende (ainda)?

● Ironia, polifonia, humor e contexto

● Como a linguística pode ajudar a treinar máquinas?

● Mini-oficina: classificar enunciados irônicos vs. literais

 

Encontro 5 – Inteligência Artificial e ideologia: discursos que moldam mundos
● O que é IA generativa?

● Algoritmos e ideologia: quem decide o que aparece?

● IA e reprodução de desigualdades (gênero, raça, classe)

● Discussão: IA e apagamento de vozes não hegemônicas

● Estudo de caso: outputs enviesados em grandes modelos

 

Encontro 6 – Caminhos possíveis: crítica, criação e pesquisa
● Possibilidades de atuação de linguistas no campo do PLN e IA

● Linguística aplicada à curadoria, anotação e interpretação crítica de dados

● Ferramentas abertas para brincar e explorar

● Encerramento: debate + apresentação de trilhas de aprofundamento (cursos, livros, projetos)

 

Referências recomendadas

Teoria do discurso
● ORLANDI, E. P. Discurso e leitura. Cortez, 1999.

● PÊCHEUX, M. Semântica e Discurso. Ed. UNICAMP, 2009.

PLN para não-programadores
● CAMARGO, J. H. G. PLN com Python. Novatec, 2023. (ler capítulos conceituais)

● JURAFSKY, D.; MARTIN, J. Speech and Language Processing (ler introdução online)

● Blog da Hugging Face e artigos introdutórios no Medium

Crítica e IA
● NOBLE, S. Algorithms of Oppression. NYU Press, 2018.

● BIRHANE, A. Algorithmic Colonization of Africa, 2020.

● MIT Technology Review. O racismo da IA.

● VIEIRA, L. N. Desinformação, discurso e algoritmos. ECO-Pós, 2023.

 

 

 

 

Programa

1ª AULA - Introdução • Conceitos • Berço das civilizações • Povos da região entre as nações •O Oriente Médio no contexto geopolítico • O Século XIX • O Antissemitismo europeu, origens do sionismo e as primeiras imigrações.
Confronto de impérios • Ascensão da Alemanha e Japão e declínio da Rússia • Ben Gurion, Chaim Weizmann • A Primeira Guerra Mundial, A Declaração Balfour e as promessas aos árabes • Tratado Sykes-Picot.

2ª AULA - O confronto de nacionalismos • Consolidação da nova comunidade judaica e do Mandato Britânico, primeiras revoltas árabes na Palestina. A Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e seu impacto sobre o Oriente Médio. A intensificação da violência - 1948 a 1967 • A Guerra Fria • A Criação do Estado de Israel, surgimento dos refugiados palestinos, Guerra de Independência e Nakba • Imigração judaica dos países árabes.

3ª AULA – A década de 1950 – Guerra Fria no Oriente Médio – Descolonização - Da Guerra dos Seis Dias (1967) à Guerra do Yom Kippur (1973) • Setembro Negro e o Exílio Palestino • Choque do petróleo e um novo Oriente Médio.
A guerra civil libanesa – 1977, a direita no poder em Israel, o Egito de Sadat, a invasão do Líbano • A derrubada do Xá no Irã e a nova sociedade israelense.

4a AULA - A Guerra Irã-Iraque, segundo choque do petróleo • Alternativas energéticas • Surgimento do Hizballh - A Primeira Intifada • Fim da Guerra Fria, imigração soviética e a ilusão da paz.

5ª AULA - As Guerras do Golfo e suas consequências, os acordos de Oslo, as negociações de Camp David, Segunda Intifada e a guerra assimétrica.


6ª AULA - Os ataques de 07 de outubro de 2023 a Israel. A Guerra em Gaza e o enfrentamento entre Israel e o grupo terrorista Hezballah na fronteira Líbano – Israel.


Bibliografia:

FELDBERG, Samuel, Decifrando o Oriente Médio - Coletânea de textos publicados no período de 1996 a 2021 (Disponível em: www.sefer.com.br)

FELDBERG, Samuel, Estados Unidos e Israel: Uma aliança em questão, São Paulo, Editora Hucitec, 2008


GILBERT, Martin, História de Israel, São Paulo, Edições 70, 2010


SAYIGH, Yezid, Armed Struggle and the Search for State, Oxford, Clarendon Press, 1997


SHAPIRA, Anita, Israel, uma história, Rio de Janeiro: Editora Record, 2017

Programa

1ª aula: Mapeando o campo político
 
Bibliografia principal
BOURDIEU, P. “O campo político”. In: Revista Brasileira de Ciência Política, 5 (2011). pág. 193-216.
 
GRILL, Igor Gastal; DOS REIS, Eliana Tavares. Elites parlamentares e a dupla arte de representar: intersecções entre “política” e “cultura” no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016 (páginas a definir).
 
HAKIM, Catherine. Capital Erótico: Pessoas atraentes são mais bem-sucedidas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013 (páginas a definir).
 
MORENO PESTAÑA, José Luis. “Qué nos enseña el capital cultural para pensar el capital erótico”. In: Educação & Sociedade, Campinas, v. 36, nº. 130, jan.-mar., 2015.
 
Bibliografia complementar
CANÊDO, Letícia Bicalho. “Campo Político”. In: CATANI, Afrânio Mendes... [et. al.]. (Org.). Vocabulário Bourdieu. 1ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. pág. 90-93.
 
 
2ª aula: Elites políticas: O caso de Dilma Rousseff
 
Bibliografia principal
BARREIRA, Irlys Alencar Firmo. Imagens ritualizadas: apresentação de mulheres em cenários eleitorais. Campinas: Pontes, 2008 (páginas a definir).
 
ARAÚJO, Clara. "Incongruências e dubiedades, deslegitimação e legitimação: o golpe contra Dilma Rousseff". In: RUBIM, Linda; ARGOLO, Fernanda (Org.). O Golpe na perspectiva de gênero. Salvador: Edufba, 2018.
 
PIRES, Teresinha Maria de Carvalho Cruz. “A construção da imagem política de Dilma Rousseff como mãe do povo brasileiro”. In: Revista Debates, Porto Alegre, v. 5, n. 1, jan./jun, 2011. pág. 139-162.
 
RANGEL, Patrícia; DULTRA, Eneida Vinhaes Bello. Engolidas pela onda azul. In: Plural, v. 26, n. 1, p. 133-154, 2019.
 
Bibliografia complementar
AMARAL, Ricardo Batista. A vida quer é coragem: a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil. São Paulo: Sextante, 2012.
 
BRITO, Angela Xavier de. "Trajetória". In: CATANI, Afrânio Mendes... [et. al.]. (Org.). Vocabulário Bourdieu. 1ª Ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017. pág. 90-93.
 
MONTEIRO, José Marciano. A Política como Negócio de Família: para uma sociologia política das elites e do poder político familiar. São Paulo: LiberArs, 2016 (páginas a definir).
 
 
3ª aula: Antifeminismos e afetos
 
Bibliografia principal
MESSENBERG, Débora. A direita que saiu do armário: a cosmovisão dos formadores de opinião dos manifestantes de direita brasileiros. Soc. estado. [online]. 2017, vol.32, n.3, pp.621-648.
 
SAFATLE, Vladimir. O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Editora Autêntica, 2016 (páginas a definir).
 
Bibliografia complementar
ROCHA, Camila. Menos Marx mais Mises': uma gênese da nova direita brasileira (2006-2018). Tese de doutorado, Departamento de Ciência Política, USP, 2018.
 
SENNET, Richard. A transformação da intimidade, Editora Unesp, 2003.
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
AB'SÁBER, Tales. Dilma Rousseff e o ódio político. São Paulo: hedra, 2015.
 
ALMEIDA, Ronaldo; TONIOL, Rodrigo (org). Conservadorismos, fascismos e fundamentalismos. Campinas, Editora Unicamp, 2018.
 
ARRUZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy Feminismo para os 99%. Um manifesto. São Paulo, Boitempo Editorial, 2019.
 
ALVES; J. E. D.; PINTO, C.; JORDÃO, F (Orgs.). Mulheres nas Eleições de 2010. São Paulo, abcp/spm, 2012.
 
BEST, Heinrich; HIGLEY, John (Eds.). The Palgrave handbook of political elites. London: Palgrave Macmillan, 2018.
 
BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades. São Paulo, Boitempo, 2018.
 
BOURDIEU, P.; FRITSCH, P. Propos sur le champ politique. Lion: PUL, 2000.
 
BLAY, Eva; AVELAR, Lucia; RANGEL, Patricia Duarte. 50 anos de feminismo: Argentina, Brasil e Chile. Volume ii – Justiça de Gênero e Políticas Públicas (no prelo).
 
DE IMAZ, José Luis. Los que mandan. Buenos Aires: Editorial Universitaria de Buenos Aires, 1964.
 
DUVERGER, Maurice. The Political Role on Women. Paris: Unesco, 1955.
 
JINKINGS, Ivana; DORIA, Kim; CLETO, Murilo. Por que gritamos golpe? Para entender o impeachment e a crise política no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2016.
 
MENEGUELLO, Rachel. PT: a formação de um partido, 1979-1982. São Paulo: Paz e Terra, 1989.
 
MIGUEL, Luis Felipe. “Capital político e carreira eleitoral: algumas variáveis na eleição para o Congresso brasileiro”. In: Revista de Sociologia e Política, n. 20, 2003.
 
OLIVEIRA, Ricardo Costa de (Org.). Nepotismo, parentesco e mulheres. 2ª ed. Curitiba: Urbi et Orbi, 2016.
 
RANGEL, Patrícia Duarte. Movimentos feministas e direitos políticos das mulheres: Argentina e Brasil. 2012. 223f. 2017. Tese de Doutorado. Tese (Doutorado em Ciências Humanas: Ciência Política)–Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília–UnB, Brasília.
 
SOLANO, Esther. O ódio como política: A reinvenção das direitas nos Brasil. São Paulo, Editora Boitempo, 2018.
 
TRAVERSO, Enzo. Las caras de la nueva derecha. Editora Siglo XXI, Argentina, 2018.
 
VENTURI, Gustavo; RECAMÁN, Marisol. As Mulheres Brasileiras no Início do Século 21. São Paulo: cfemea, 2005.

Programa

Apresentação – Disputa política, estética e ideológica no largo campo das letras até o stricto literário (01/08)
Crônicas, diários e relatos de viagem – Cristóbal de Acuña, La Condamine e Alexander von Humboldt (03/08)
Romance – Simá: romance do alto Amazonas (1857), de Lourenço Amazonas (05/08)
Conto – Contos amazônicos (1893), de Inglês de Sousa e Cenas da vida Amazônica (1886), de José Veríssimo “O Gado do Valha-me-Deus”, “Acauãn”, “O tapuio” e “O boto”. (08/08)
Ensaio – À margem da história (1909), de Euclides da Cunha “Impressões gerais”, “Os caucheiros” e “Judas-Ahsverus”. (10/08)

Bibliografia Geral


ACUÑA, Cristóbal de. Novo descobrimento do rio Amazonas. Montevideo Oltaver, 1994.
AMAZONAS, Lourenço da Silva Araújo. Simá: romance histórico do Alto Amazonas. 3ª edição. Manaus: Editora Valer / Governo do Estado do Amazonas, 2011.
CUNHA, Euclides da. À margem da história. São Paulo: Editora Cultrix, 1975.
ECHEVARRÍA, Roberto González. Mito y archivo: una teoría de la narrativa latinoamericana. México: Fondo de Cultura Económica, 2000.
GONDIM, Neide. A Invenção da Amazônia. São Paulo: Marco Zero, 1994.
GONDIM, Neide. A representação da conquista da Amazônia em Simá, Beiradão e Galvez, Imperador do Acre. Dissertação apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de mestre em letras. PUCRS, 1982.
HARDMAN, Francisco Foot. A vingança da Hileia: Euclides da Cunha, a Amazônia e a literatura moderna. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
HUMBOLDT, Alexander von. Viaje a las Regiones Equinocciales del Nuevo Continente. Tomo I, Caracas: Monte Avila Editores, 1985.
HUMBOLDT, Alexander von. Viaje a las Regiones Equinocciales del Nuevo Continente. Tomo IV, Caracas: Monte Avila Editores, 1985.
LA CONDAMINE, Charles Marie de. Viagem na América Meridional descendo o rio das Amazonas. Brasília: Senado Federal, 2000.
LOUREIRO, João de Jesus Paes. Cultura amazônica: uma poética do imaginário. Manaus: Editora Valer, 2015.
MALTEZ, Juliano Fabrício de Oliveira. A Amazônia na ficção de José Veríssimo e Inglês de Sousa. Entrelaces, v. 1, n. 18, 2020.
PIZARRO, Ana. Amazônia: as vozes do rio: imaginário e modernização. Rômulo Monte Alto (trad.) Belo Horizonte: Editora UFMG, 2012.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império: relatos de viagem e transculturação. Bauru, SP: EDUSC, 1999.
RAMA, A. “Algunas sugerencias de trabajo para una aventura intelectual de integración”. IN: PIZARRO, A. (org.) La literatura latinoamericana como proceso. Buenos Aires: Cedal, 1995.
SALES, Germana Maria Araújo; SILVA, Alan Victor Flor da. Os escritores da Amazônia do século XIX para além das histórias literárias. Revista da Anpoll, n. 43, Florianópolis, 2017, p. 35-47.
SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. Trad. Denise Bottman, São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
SOUSA, Inglês de. Contos Amazônicos. Belém: UFPA, 2005.
SOUZA, Marinete Luzia Francisca de. A Literatura Amazônica dos textos de viagem aos romances contemporâneos. 2013. Tese apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 398 páginas.
SÜSSEKIND, Flora. O Brasil não é longe daqui: o narrador, a viagem. São Paulo: Companhia da Letras, 1990.
VERÍSSIMO, José. Cenas da vida amazônica. Antonio Dimas (org.) São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.