Programa

Semana 1: Explorando o Río de la Plata
Dia 1: Los Comentarios, de Alvar Núñez Cabeza de Vaca, e a junção Norte-Sul


Dia 2: La Argentina
El Jaber, Loreley. Un país malsano: la conquista del espacio en las crónicas del Río de la Plata: siglos XVI y

XVII. 1. ed. Ensayos críticos. Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Beatriz Viterbo Editora, 2011.
DÍAZ DE GUZMÁN, Ruy. Historia argentina de descubrimiento, población y conquista de las provincias del
Río de la Plata. Disponível em: <http://bdh.bne.es/bnesearch/Search.do?>.
NÚÑEZ CABEZA DE VACA, Álvar. La relacion y comentarios del gouernador Aluar nuñez cabeça de vaca de
lo acaescido en las dos jornadas que hizo a las Indias. Valladolid: Francisco Fernandez de Cordoua, 1555.
Disponível em: <http://bdh-rd.bne.es/viewer.vm?id=0000092765&page=1>.


Semana 2: Os gêneros literários da época reformista.
Dia 3: A literatura burocrática no período reformista: Lazarillo de ciegos caminantes.
CARRIÓ DE LA VANDERA, Alonso. El lazarillo de ciegos caminantes. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1985.
CARILLA, Emilio, El libro de los misterios. El lazarillo de ciegos caminantes, Madrid, Gredos, 1976.
IGLESIA, Cristina & EL JABER, Loreley. Una patria literaria, volumen 1 de la Historia Crítica de la Literatura
Argentina. Buenos Aires: Emecé, 2014.
ZANETTI, Susana. "La trama de lectura y escritura en El lazarillo de ciegos caminantes". La dorada garra de la
lectura: Lectoras y lectores de novela en América Latina. Rosario: Beatriz Viterbo , 2002.


Dia 4: Novos setores sociais no teatro emergente: El amor de la estanciera.
El amor de la estanciera. In: SEIBEL, Beatriz (Org). Antología de obras de teatro argentino. Desde sus orígenes
a la actualidad. V. I. Buenos Aires: Instituto Nacional del Teatro, 2006.
BERTOLOTTI, Virginia. De los orígenes de gaucho: un vagabundo en fronteras inciertas. Revista de la Academia
Nacional de Letras, 1, 2, 2007.
PELLETIERI, Osvaldo. Historia del teatro argentino en Buenos Aires. Volumen I: El período de constitución
(1700-1884). Buenos Aires: Galerna, 2001.
PISANO, Juan Ignacio. El teatro gauchesco entre la Colonia y la Emancipación: rastros de una continuidad
olvidada. Iberoamericana, v. 18, n. 69, 2018.

Programa

Aula 1: Por que argumentamos?

Aula 2: Sobre o que argumentamos?

Aula 3: Como argumentamos?

Programa completo com bibliografia:


Aula 1: Por que argumentamos?
Distinção entre diferença de ponto de vista e argumentação.
Triunvirato: retórica, lógica e dialética e seus propósitos.
Bibliografia:
GONÇALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. Argumentação prática: teoria, método e análise. Campinas: Pontes Editores, 2025.
GONÇALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. O raciocínio argumentativo entre o lógico e o dialético: o modelo de Stephem Toulmin.
In: PIRIS, Eduardo Lopes; GRÁCIO, Rui Alexandre (orgs). Introdução às teorias da argumentação. Campinas: Pontes Editores, 2023, p. 51-88.
JOHNSON, Ralph H. Revisitando o triunvirato lógica/dialética/retórica. Tradução de Eduardo Lopes Piris e Paulo Roberto Gonçalves-Segundo. EID&A – Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, Ilhéus, n. 20, v. 1, p. 254- 273, 2020. DOI: https://doi.org/10.17648/eidea-20-v1-2708.

Aula 2: Sobre o que argumentamos?
Questão argumentativa.
Tipos de questão (fechada ou aberta) e tipos de resposta (tese descritiva, avaliativa e prescritiva).
Bibliografia:
GONÇALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. Argumentação prática: teoria, método e análise. Campinas: Pontes Editores, 2025.
GONÇALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. Afinal, o que é um argumento? Linha D’Água: São Paulo, v. 37, n. 01, p. 197-227, 2024. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2236-4242.v37i1p197-227.
GONCALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. A configuração funcional da argumentação epistêmica: uma releitura do layout de Toulmin em perspectiva multidisciplinar. Bakhtiniana, Rev. Estud. Discurso [online], v. 15, n. 3, p. 236-266, 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2176-457347130.
GONÇALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. A configuração funcional da argumentação prática: uma releitura do layout de Fairclough & Fairclough (2012). EID&A – Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, Ilhéus, v. 2, n. 19, p. 109-137, 2019. DOI: https://doi.org/10.17648/eidea-19-v2-2498.
GRÁCIO, Rui Alexandre Lalanda Martins. Vocabulário Crítico de Argumentação. Coimbra: Grácio Editor, 2013.
PLANTIN, Christian. A argumentação: História, teorias, perspectivas. Tradução de Marcos Marcionilo. São Paulo: Parábola, 2008[2005].

Aula 3: Como argumentamos?
Esquema Argumentativo.
Possibilidades de análise.
Bibliografia:
GONÇALVES-SEGUNDO, Paulo Roberto. Argumentação prática: teoria, método e análise. Campinas: Pontes Editores, 2025.
MACAGNO, Fabrizio; WALTON, Douglas. Argumentos de raciocínio prático: uma abordagem modular. Tradução: Paulo Roberto Gonçalves-Segundo, Gabriel Isola-Lanzoni, Lucas Pereira da Silva e Winola Weiss Pires Cunha. EID&A – Revista Eletrônica de Estudos Integrados em Discurso e Argumentação, Ilhéus, v. 19, n. 1, p. 140-184, 2019. DOI: https://doi.org/10.17648/eidea-19- 2448.
PERELMAN, Chaïm; OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado da argumentação: A nova retórica. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
WALTON, Douglas. Fundamentals of Critical Argumentation. New York: Cambridge University Press, 2006.
WALTON, Douglas; REED, Christopher; MACAGNO, Fabrizio. Argumentation Schemes. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
WALTON, Douglas; MACAGNO, Fabrizio. A classification system for argumentation schemes. Argument & Computation, Amsterdam, v. 6, n. 3, p. 219–245, 2016. DOI: https://doi.org/10.1080/19462166.2015.1123772.

Programa

Aula 1 – 11/09/2025 (quinta-feira).
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Aula 2 – 23/09/2025 (terça-feira).
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Aula 3 – 09/10/2025 (quinta-feira).
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Aula 4 – 21/10/2025 (terça-feira).
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Aula 5 – 04/11/2025 (terça-feira)
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Aula 6 – 18/11/2025 (terça-feira)
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Aula 7 – 02/12/2025 (terça-feira)
Palestra sobre álbum musical com especialista convidado(a).

Bibliografia básica:

ADORNO, Theodor. Introdução à sociologia da música: doze preleções teóricas. São Paulo: Ed. UNESP, 2011.
CONTIER, Arnaldo Daraya. “Edu Lobo e Carlos Lyra: o nacional e o popular na canção de protesto (os anos 1960)”, Revista Brasileira de História, São Paulo, USP, v. 18, n.º 35, p. 13-52, 1998.
DIAS, Márcia Tosta. Os donos da voz: indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura. São Paulo: Boitempo, 2000.
DINIZ, Sheyla Castro. “... De tudo que a gente sonhou”: amigos e canções do Clube da Esquina. São Paulo: Intermeios/Fapesp, 2017.
_______. Desbundados e marginais: MPB e contracultura nos “anos de chumbo” (1969-1974). Tese de doutorado em
Sociologia, Campinas, Unicamp, 2017.
FAVARETTO, Celso Fernando. Tropicália, alegoria, alegria. 4.ª ed. Cotia: Ateliê, 2007.
FERNANDES, Dmitri Cerboncini; SANDRONI, Carlos (orgs.). Música e Ciências Sociais: para além do descompasso entre arte e ciência. Curitiba: Prismas, 2016.
FRITH, Simon. Performing rites: evaluating popular music. New York/Oxford: Oxford University Press, 1998.
GARCIA, Walter. Melancolias, mercadorias: Dorival Caymmi, Chico Buarque, o pregão de rua e a canção popular comercial no Brasil. Cotia/SP: Ateliê Editorial, 2013.
_______. Bim bom: a tradição sem conflitos de João Gilberto. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
MAMMÌ, Lorenzo. “A era do disco”. In: A fugitiva: ensaios sobre música. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 104-124.
MIDDLETON, Richard. Studying popular music. London: Open University Press, 1990.
MOLINA, Sérgio. Música de montagem: a composição de música popular no pós-1967. São Paulo: É Realizações, 2017.
MORAES, José Geraldo Vinci. “História e Música: a canção popular e o conhecimento histórico”, Revista Brasileira de
História, São Paulo, v. 20, n.º 39, 2000.
______; SALIBA, Elias Thomé (orgs.). História e música no Brasil. São Paulo: Alameda, 2010.
MORELLI, Rita. Indústria fonográfica: um estudo antropológico. 2ª ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2009.
NAPOLITANO, Marcos. “Seguindo a canção”: engajamento político e indústria cultural na MPB (1959-1969). São Paulo:
Annablume/FAPESP, 2001.
_______. Síncope das ideias: a questão da tradição na música popular brasileira. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
_______. História e música: história cultural da música popular. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
NAVES, Santuza Cambraia. Canção popular no Brasil: a canção crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
NOBRE, Marcos; ZAN, José Roberto. “A vida após a morte da canção”, Serrote, São Paulo, n.º 6, nov. 2010. Disponível:
https://www.revistaserrote.com.br/2011/07/a-vida-apos-a-morte-da-cancao/. Acesso: 10 abr. 2021.
OLIVEIRA, Acauam. O fim da canção? Racionais MC’s como efeito colateral do sistema cancional brasileiro. Tese de
doutorado em Literatura brasileira, FFLCH, USP, 2015.
ORTIZ, Renato. A moderna tradição brasileira: cultura brasileira e indústria cultural. São Paulo, Brasiliense, 2011.
PARANHOS, Adalberto. “A música popular e a dança dos sentidos: distintas faces do mesmo”, ArtCultura, n.º 9,
Uberlândia, Edufu, jul./dez., 2004, p. 22-31.
RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da TV. Rio de Janeiro: Record, 2000.
SANDRONI, Carlos. Feitiço decente: transformações do samba no Rio de Janeiro, 1917-1933. Rio de Janeiro: Jorge Zahar/Ed. UFRJ, 2001.
_______. “Adeus à MPB”. In: CAVALCANTI, Berenice; STARLING, Heloísa; EISENBERG, José (orgs.). Decantando a
República: inventário histórico e politico da canção popular moderna brasileira – Outras conversas sobre os jeitos da
canção (v. 1). Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004, p. 24-35.
TAGG, Philip. “Análise musical para ‘não-musos’: a percepção popular como base para a compreensão de estruturas e
significados musicais”, Per musi, Belo Horizonte, n.º 23, 2011.
TATIT, Luiz. O século da canção. Cotia: Ateliê, 2004.
TRAVASSOS, Elizabeth. ULHÔA, Martha; OCHOA, Ana Maria (orgs.). Música popular na América Latina: pontos de escuta. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 2005, p. 94-111.
WAIZBORT, Leopoldo. “Fonográfico”, Novos Estudos, v. 33, n.º 2, São Paulo, jul. 2014, p. 27-46.
WILLIAMS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. uma outra história das músicas. 2.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
_______. Sem receita: ensaios e canções. São Paulo: Publifolha, 2004.
ZAN, José Roberto. “Secos e Molhados: metáfora, ambivalência e performance”, ArtCultura, Uberlândia, v. 15, nº. 27, jul./dez., 2013, p. 7-27.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: EDUC, 2000.

Programa

AULA 1 (dia 03/03/26) – Apresentação do curso: dinâmica, conteúdo, leituras e bibliografia.
Crônica, um gênero literário híbrido.
Gênese, conceito, trajetória histórica e diferenças: América Latina e Brasil
Comentários sobre o texto: Cómo vi morir de sida a mi padre y a mi hermano /Como vi meu pai e meu irmão morrer de Aids (Dunia Orellana)
AULA 2 (dia 10/03/26) - O exercício contínuo de ler uma crônica.
Aspectos da leitura: questionamentos, desconfianças, dúvidas, reflexões e sensações.
Elementos literários da crônica: linguagem, vocabulário, tempos verbais, tempo, espaço, recursos estilísticos e narrador.
Comentários sobre o texto: El disfraz del Che / A fantasia do Che (June Fernández)
AULA 3 (dia 17/03/26) - Jornalismo literário e crônicas latino-americanas: um novo boom?
Comentários sobre os textos: Que mi mamá no se entere/Que minha mãe não fique sabendo (Carla Gloria Colomè) e Cama adentro/ Morando no emprego (Natalia Sánchez Loaysa)
AULA 4 (dia 24/03/26) - Aspectos jornalísticos: noção de realidade, jornalismo, pesquisa, observação reportagem, dados e escrita.
Comentários sobre o texto: Totonicapán, un bosque (Andrea Ixchíu)

Referências bibliográficas:
ANGULO EGEA, María; AGUILAR GUZMÁN, Marcela (orgs.). Criaturas fenomenales: antología de nuevas cronistas. Buenos Aires: Marea Editorial, 2023.
_______________, M. Crónica y mirada: aproximaciones al periodismo narrativo Angulo Egea, María. Crónica y mirada. Fragua, 2014.
ARRIGUCCI, Davi. Fragmentos sobre a crônica Folha de S. Paulo, 1º de maio de 1987 em coletâneas e no Portal da Crônica Brasileira.
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades; Ouro sobre Azul, 2004. p. 169–191.
________________. A. A vida ao rés-do-chão. In: A crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. Campinas/Rio de Janeiro: Ed. Da Unicamp/Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992, p. 13-22.
____________, A. O direito à literatura. In: Vários escritos. 5ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades; Ouro sobre Azul, 2004. p. 169–191.
CAPARRÓS, Martín. Por la crónica. Revista Etiqueta Negra, Lima, n. 39, 2006. Disponível em: https://etiquetanegra.com.pe/articulo/por-la-cronica.
DARRIGRANDI, C. (2013). Crónica latinoamericana: algunos apuntes sobre su estudio. Cuadernos de Literatura. http://web.b.ebscohost.com.upc.remotexs.
EGAN, Linda. Carlos Monsiváis Cultura y crónica en el México Contemporáneo. México: FCE, 2004.
GONZÁLEZ VEIGUELA, Lino, Diccionario de la crónica hispanoamericana», http://www.fronterad.com/?q=diccionario-cronica-hispanoamericana, 2012.
PEREIRA, Edvaldo. Páginas Ampliadas: O livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura. Campinas: UNICAMP, 1995.
ROTKER, Susana. La invención de la crónica. México: FCE Fundación para un Nuevo Periodismo Iberoamericano, 2005.
SÁ, J. A crônica. Série Princípios. São Paulo: Ática, 1985.
VILLANUEVA CHANG, Júlio. El que enciende la luz. Revista El Malpensante, Bogotá, n. 74, 27 jan. 2021. Disponível em: https://elmalpensante.com/articulo/358/el-que-enciende-la-luz.
VILLORO, Juan. La crónica, ornitorrinco de la prosa. Prólogo do livro Safari accidental. Disponível em: https://premioggm.org/noticias/2022/09/juan-villoro-la-cronica-ornitorr…

Programa

  • O curso abordará as múltiplas interseções entre o fazer literário e a tradução. Uma série de palestras de escritores, tradutores e professores de literatura permitirá diferentes enfoques do tema, como o papel do tradutor como autor, as correspondências entre o processo criativo da literatura e da tradução, a atividade tradutória de poetas e a importância da recepção da literatura traduzida na obra de escritores. A sequência de palestras será entremeada por aulas elucidativas, que garantirão a continuidade temática do curso. 
     
    07/04 Introdução ao tema da criação literária e da tradução
    Por Simone Homem de Mello
     
    14/04 SEMANA SANTA
     
    21/04 TIRADENTES
     
    28/04 A recriação nas obras clássicas
    Por Álvaro Faleiros e André Malta 
     
    05/05 A tradução e a composição musical
    Por Carlos Rennó e Nelson Ascher
     
    12/05 O autor implícito na literatura e na tradução
    Por Simone Homem de Mello
     
    19/05 O autor-tradutor na poesia e na prosa narrativa
    Por Horácio Costa e Luis Krausz 
     
    26/05 Tradução e adaptação de padrões formais em poesia
    Por Marcelo Tápia 
     
    02/06 A adaptação literária como reescritura
    Por Donaldo Schüler e Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa
     
    09/06 Tradução e recriação. Conclusão do curso.
    Por Marcelo Tápia 
     
    Bibliografia de referência 
     
    ALMEIDA, Guilherme de. Poetas de França.1ª edição, 1936 / 5ª edição – São Paulo: Babel, 2011. 
    __________________. Paralelamente a Paul Verlaine. São Paulo: Martins, 1944. 
    __________________. Flores das “Flores do mal” de Baudelaire. São Paulo: Editora 34, 2010. 
    ARROJO, Rosemary. Oficina de Tradução. São Paulo: Ática, 2003. 
    ____________. Tradução, desconstrução e psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, 1993. 
    ASCHER. Nelson Ascher: Introdução a Poesia Alheia. 124 poemas traduzidos. Rio de Janeiro: Imago, 1998. 
    BENJAMIN, Walter. “A tarefa do tradutor”. In: Cadernos do Mestrado. Rio de Janeiro: 
    Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 1992. 
    BRITTO, P. H. “Para uma avaliação mais objetiva das traduções de poesia”. In: KRAUSE, Gustavo B. As margens da tradução. Rio de Janeiro: FAPERJ/Caetés/UERJ, 2002. 
    _________. “Desconstruir para quê?”. In: Cadernos de tradução, vol. 2. Florianópolis: UFSC, 2001. 
    _________. “Fidelidade em tradução poética: o caso Donne”. In: Revista Terceira margem, no 15, julho-dezembro de 2006, pp. 239-254. Rio de Janeiro: 2006. 
    BUFFAGNI, Claudia; GARZELLI, Beatrice; ZANOTTI, Serenella (org.). The Translator as Author. Perspectives on Literary Translation. Münster: LIT Verlag, 2011. 
    CAMPOS, Haroldo de. “A língua pura na teoria da tradução de Walter Benjamin”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.). Haroldo de Campos - Transcriação. São Paulo: Perspectiva, 2013. 
    ________________. “A palavra vermelha de Hölderlin”. In: A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1975.
    ––––––––––––––––. Bere’shith – A cena da origem. São Paulo: Perspectiva, 1993. 
    ________________. “Da tradução à transficcionalidade”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.)., op. cit. 
    ________________. “Da tradução como criação e como crítica”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.), op. cit. 
    –––––––––––––––– “Da transcriação: poética e semiótica da operação tradutora.” In: In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.), op. cit. 
    ¬¬¬¬¬¬––––––––––––––––. “Transluciferação mefistofáustica”. In: Deus e o diabo no Fausto de Goethe. São Paulo: Perspectiva, 1981. 
    ________________ ; Vieira, Trajano. Mênis: A ira de Aquiles. São Paulo: Perspectiva, 1994. 
    –––––––––––––––– Odisseia de Homero – Fragmentos. Organização: Ivan de Campos e Marcelo Tápia. Apresentação: Trajano Vieira. São Paulo: Olavobrás, 2006. 
    –––––––––––––––– “Para transcriar a Ilíada”. Revista USP no12, dez.-jan.- fev. 1991-1992. ________________. “Paul Valéry e a poética da tradução”. In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.), op. cit. 
    ________________. “Tradução, ideologia e história". In: Tápia, Marcelo; Nóbrega, Thelma M. (org.), op. cit. 
    FALEIROS, Álvaro. Guilherme de Almeida e a tradução como forma. Plaquete. São Paulo: Casa Guilherme de Almeida, 2012. 
    FALEIROS, Álvaro. Traduzir o poema. Cotia: Ateliê Editorial, 2012. 
    GENTZLER, E. Contemporary translation theories. New York: Routledge, 1993.
    GUIMARÃES, Júlio Castañon. “Presença de Mallarmé no Brasil”. In: ______. Reescritas e esboços. Rio de Janeiro: Topbooks, 2010. 
    ISER, Wolfgang. “Problemas da teoria da literatura atual: o imaginário e os conceitos-chaves da época”. In: COSTA LIMA, Luiz. Teoria da literatura em suas fontes. 2ª edição. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1983. 
    JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação. 6ª ed. São Paulo: Cultrix, 1973. 
    ______________. “O que fazem os poetas com as palavras”. In: Revista Colóquio Letras, 1973. 
    LARANJEIRA, Mário. Poética da tradução. São Paulo: Edusp / Fapesp, 2003). 
    LEVÝ, Jiři. "Translation as a Decision Process". In To Honor Roman Jakobson. The Hague: Mouton, II, 1967. 
    LEVÝ, Jiří. The Art of Translation. Amsterdam: John Benjamins, 2011. 
    MALTA, André. A selvagem perdição – Erro e ruína na Ilíada. São Paulo: Odysseus, 2006. 
    OLIVA NETO, João Angelo. “A Eneida em bom português: considerações sobre teoria e prática da tradução poética”. In: Simpósio de Estudos Clássicos da USP n. 2. São Paulo: Humanitas, 2007. 
    PERTEGHELLA, Manuela; LOFFREDO, Eugenia (org.). Translation And Creativity: Perspectives on Creative Writing and Translation Studies. London / New York: Continuum, 2006. 
    PIGNATARI, Décio. O que é comunicação poética. 8ª ed. São Paulo: Ateliê, 2005. 
    POUND, Ezra. ABC da literatura. Org. e apres. de Augusto de Campos. 3ª edição. São Paulo: Cultrix, 1977. 
    ____________. Teorias contemporaneas de la traducción. In: site da Universitat Rovira i Virgili. Tarragona (Catalunha, Espanha): 2011. 
    STEINER, G. Depois de Babel: questões de linguagem e tradução. Tradução de Carlos Alberto Faraco. Curitiba: UFPR, 2005. 
    TÁPIA, Marcelo. Diferentes percursos de tradução da épica homérica como paradigmas metodológicos de recriação poética – Um estudo propositivo sobre linguagem, poesia e tradução. Tese de doutorado, USP, 2012. 
    LAWRENCE, Venuti. The translator's invisibility. London / New York: Routledge, 1995. 
    VIEIRA, Trajano. “Introdução”. In: Campos, Haroldo de. Ilíada de Homero. São Paulo: Mandarim, 2002. 
    WINIFRED, N. The language poets use. London: The Athlone Press, 1972.

Programa

1. Os elementos do gênero discursivo na produção e correção de textos na escola
2. Aspectos textuais e semânticos na correção de textos na escola
3. Produção textual: planejamento, produção e reescrita
4. Tipos de correção
 
Bibliografia:
 
BAKHTIN, M. Questões de estilística no ensino da língua. Trad. S. Grillo e E. V. Américo. São Paulo: Editora34, 2013.
_______. Os gêneros do discurso. Trad. P. Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2016.
ANTUNES, I. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola, 2010.
ELIAS, Vanda Maria; MARQUESI, Sueli Cristina; PAULIUKONIS, Aparecida Lino (Org.). Linguística textual e ensino. São Paulo: Contexto, 2017.
GONÇALVES, Adair Vieira. Gêneros textuais e reescrita: uma proposta de intervenção para o ensino de língua materna. Linguagem em (Dis)curso, Palhoça/SC, v. 10, n. 1, jan./abr. 2010, p. 13-42.
RUIZ, Eliana M. Como corrigir redações na escola: uma proposta textual-interativa. São Paulo: Contexto, 2010.

 

Programa

- O direito à literatura e a função humanizadora da literatura em debate

- Literatura colonial e a construção de um olhar sobre o outro

- Formação de consciências nacionais: linguagens da contestação

- Mobilização e cultura: Pan-africanismo, Negritude e algumas vozes de resistência

- Poesia e lutas de libertação

- O desenvolvimento da prosa: narrativas breves

- Prosa de ficção: ethos revolucionário e estética revolucionária – um debate em aberto


Referências bibliográficas:

ACHEBE, Chinua. A educação de uma Criança sob o Protetorado Britânico. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
ANDRADE, Mário Pinto de. Antologia temática da poesia africana. Lisboa: Sá da Costa, 1975. 
AUERBACH, Erich. Mimesis. A representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2002.
BALANDIER, Georges. "A Noção de Situação Colonial". In: Cadernos de Campo, ano III, nº 3. Antropologia-USP, São Paulo, 1993.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994.
BRAGANÇA, Albertino, et al. Contos africanos dos países de língua portuguesa. Seleção e organização de textos de Rita Chaves. Editora Ática, 2009.
CABAÇO, José Luís. Moçambique: identidade, colonialismo, libertação. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
CANDIDO, Antonio. A educação pela noite & outros ensaios. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.
CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira – Momentos decisivos (1750 - 1880). 11ª edição. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2008.
CANDIDO, Antonio. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004.
CARDOSO, Boaventura. Nostempos de miúdo. In: Dizanga dia muenhu. Lisboa: Edições 70, 1977.
CARVALHO, Ruy Duarte de. Actas da Maianga. Dizer da(s) guerra(s), em Angola. Lisboa: Cotovia, 2003.
CASSAMO, Suleiman. O regresso do morto. São Paulo: Kapulana, 2016.
CHAVES, Rita; CABAÇO, José Luís. “Frantz Fanon: colonialismo, violência e identidade cultural”. In ABDALA
JÚNIOR, Benjamin. Margens da cultura: mestiçagens, hibridismo e outras misturas. São Paulo: Boitempo, 2004.
CHAVES, Rita; MACÊDO, Tania; VECCHIA, Rejane (orgs.). A kinda e a misanga: encontros brasileiros com a
literatura angolana. São Paulo: Cultura Acadêmica; Luanda, Angola: Nzila, 2007.
CHAVES, Rita. A formação do romance angolano: entre intenções e gestos. São Paulo: Universidade de São Paulo, Coleção Via Atlântica, v. 1, 1999.
CHAVES, Rita. Angola e Moçambique: experiência colonial e territórios literários. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2005.
COLEÇÃO integral dos 22 volumes que os então jovens estudantes universitários associados da Casa dos Estudantes do Império publicaram na coleção Autores Ultramarinos, reeditados pela UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa). Disponível em: https://www.uccla.pt/noticias/edicoes-da-casa-dos-estudantes-do-imperio (consultado em 02/2021).
COUTO, Mia. Terra sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 
CRAVEIRINHA, José. Antologia poética. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
DIAS, João. Godido e outros contos. 3ª. Edição: União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA),
Lisboa, 2014.
ERVEDOSA, Carlos. Roteiro da literatura angolana. Lisboa: edições 70, 1979.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Juiz de Fora: Edições UFJF, 2005.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
HONWANA, Luís Bernardo. Nós matamos o cão tinhoso. São Paulo: Kapulana, 2017.
LUKÁCS, György. Marxismo e teoria da literatura. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
M’BOKOLO, Elikia. África Negra: história e civilização (volumes I e II). Salvador: EDUFBA, 2003.
MACÊDO, Tania. Luanda, cidade e literatura. São Paulo: Editora da UNESP, 2007.
MARX, Karl y ENGELS, Friedrich. Acerca del colonialismo. Moscú: Editorial Progreso, s. d.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Cultura, arte e literatura (Textos escolhidos). São Paulo: Expressão Popular, 2010.
MEDINA, Cremilda. Sonha mamana África. São Paulo: Edições Epopeia, 1987.
MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido pelo retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
MOURALIS, Bernard. As contraliteraturas. Coimbra: Almedina, 1982.
MOURÃO, Fernando Augusto Albuquerque. A sociedade angolana através da literatura. São Paulo: Editora Ática, 1978.
NETO, Agostinho. Sagrada esperança. São Paulo: Ática, 1985. 
NKRUMAH, Kwame. A Luta de Classes em África. Lisboa: Ed. Sá da Costa, 1977.
PADILHA, Laura. Entre voz e letra. Niterói: Eduff; Rio de Janeiro: Pallas, 2007.
PEPETELA. Mayombe. São Paulo: Leya, 2013.
PINTO, Alberto Oliveira; M’BOKOLO, Elikia. História de Angola: da pré-história ao início do século XXI. Mercado de Letras, 2015.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império. Relatos de viagem e transculturação. Bauru: EDUSC, 1999.
SAID, Edward. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. (Companhia de bolso).
SANCHES, Manuela Ribeiro (org.). Malhas que os impérios tecem. Textos anti-coloniais/Contextos pós-coloniais. Lisboa: Edições 70, 2010.
SANTOS, Arnaldo. A menina Vitória. In: Prosas. Lisboa: Edições 70, 1977.
SERRANO, Carlos. Angola. Nascimento de uma nação: um estudo sobre a construção da identidade nacional. Luanda: Kilombelombe, 2008.
SOUSA, Noémia de. Sangue negro. São Paulo: Kapulana, 2016.
TAVARES, Paula. Amargos como os frutos. Poesia reunida. Rio de Janeiro: Pallas, 2011.
UNESCO. História Geral da África. (todos os volumes da coleção disponíveis em: http://portal.mec.gov.br/?option=com_content&view=article&id=16146 , consultado em 07/2014).
VIEIRA, José Luandino. A vida verdadeira de Domingos Xavier. Lisboa: Caminho, 2003.
VIEIRA, José Luandino. De Rios Velhos e Guerrilheiros. I. O Livro dos Rios. Lisboa: Caminho, 2006.
VIEIRA, José Luandino. De Rios Velhos e Guerrilheiros. II. O Livro dos Guerrilheiros. Lisboa: Caminho, 2009.
VIEIRA, José Luandino. Luuanda. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
VIEIRA, José Luandino. Nós, os do Makulusu. São Paulo: Kapulana, 2019.
VIEIRA, José Luandino. Papéis da Prisão: apontamentos, diário, correspondência (1962-1971).(Org.) Margarida Calafate Ribeiro; Mônica V. Silva e Roberto Vecchi. Lisboa: Editorial Caminho, 2015.
VISENTINI, Paulo Fagundes. As Revoluções Africanas: Angola, Moçambique e Etiópia. Coleção Revoluções do Século XX. São Paulo: Unesp, 2012.
WHEELER, Douglas L. & PÉLISSIER, R. História de Angola. Tinta-da-China, 2009.

Programa

Poesia da metrópole, formas da multidão: Prof. Dr. Jorge Mattos Brito de Almeida
Mário de Andrade e os Estados Unidos: correspondência: Prof. Dr. Marcos Antonio de Moraes
Macunaíma reincarnate in the century of retranslations: Profa. Dra. Luciana Carvalho Fonseca
Poesia e crítica: a perspectiva de Mário de Andrade e de Drummond sobre o parnasianismo brasileiro: Profa. Dra.
Betina Bishof
Patrícia Galvão: The Militant of an Ideal: Profa. Dra. Sandra Guardini Teixeira Vasconcelos
From Parque Industrial to Industrial Park: shedding some light on the setbacks and joys of literary translations:

Profa. Dra. Lenita Maria Rimoli Pisetta
A modernidade teatral no Brasil: Prof. Dr. João Roberto Gomes Faria
Social and cultural transformations of the city of São Paulo: dramaturgical insights in the second half of the
twentieth century: Profa. Dra. Maria Sílvia Betti
Negrinha, by Monteiro Lobato: Prof. Dr. John Milton
Uma visão de São Paulo na literatura contemporânea: Prof. Dr. Edu Teruki Otsuka
A tradução de visões periféricas de São Paulo: Profa. Dra. Ana Cláudia Suriani da Silva
A bibliografia será fornecida pelos professores responsáveis por cada aula e disponibilizada no Moodle.

Programa

Aula 1 - 19/02/2024
Posicionamentos Filosóficos Contemporâneos: nesta aula abordaremos alguns posicionamentos e frameworks filosóficos recentes que subjazem o desenvolvimento e amadurecimento das principais teorias e programas de pesquisa contemporâneos acerca da consciência. Os argumentos centrais desses quadros filosóficos serão apresentados e, em seguida, discutiremos suas mais notórias contribuições, pontos positivos e negativos.

Bibliografia Primária:
HARLEY, Trevor. The Science of Consciousness: Waking, Sleeping and Dreaming. Cambridge: Cambridge University Press, 2021, p. 3-56;

Bibliografia Complementar:
DEMBSKI, Cole. Assessing Consciousness Theory: A Systematic Scoping Review of 25 Years of Empirical Evidence for Neuroscientific Theories of Consciousness. Portland: Reed College, 2020, p. 1-18.

Aula 2 – 21/02/2024
Teorias Neurocientíficas Contemporâneas: nesta aula abordaremos as quatro principais teorias da consciência por detrás da maior parte daquilo produzido pelos estudos neurocientíficos do tema nos últimos 25 anos. Os argumentos centrais dessas teorias neurocientíficas serão apresentados e, em seguida, discutiremos algumas de suas contribuições, pontos positivos e negativos com base em uma breve revisão crítica dos últimos 25 anos de evidências empíricas produzidas pelos programas de pesquisa a elas associados.

Bibliografia Primária:
DEMBSKI, Cole. Assessing Consciousness Theory: A Systematic Scoping Review of 25 Years of Empirical Evidence for Neuroscientific Theories of Consciousness. Portland: Reed College, 2020, p. 19-42;

Bibliografia Complementar:
BAARS, Bernard; ALONZI, Adam. The Global Workspace Theory. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 122-136;
FALLON, Francis. Integrated Information Theory. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 137-148;
GRAZIANO, Michael. The Attention Schema Theory of Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 174-187.

Aula 3 – 26/02/2024
Teorias Científico-Cognitivas Contemporâneas: nesta aula abordaremos algumas teorias atuais da consciência desenvolvida internamente ao campo interdisciplinar das Ciências Cognitivas, principalmente aquelas pertencentes à tradição 4E para o estudo da cognição e frameworks científico-cognitivos mais recentes, como o Processamento Preditivo e a Inferência Ativa. Os argumentos centrais dessas teorias serão apresentados e, em seguida, discutiremos algumas de suas contribuições, pontos positivos e negativos com base em uma breve revisão de seu status e relevância atuais, internamente aos estudos da consciência.

Bibliografia Primária:
MYIN, Erik; LOUGHLIN, Victor. Sensorimotor and Enactive Approaches to Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 202-215;
HOHWY, Jakob; SETH, Anil. Predictive processing as a systematic basis for identifying the neural correlates of consciousness. Philosophy and the Mind Sciences, 2020, v. 1, n. 3., p. 1-34;
VILAS, Martina; AUKSZTULEWICZ, Ryszard; MELLONI, Lucia. Active Inference as a Computational Framework for Consciousness. Review of Philosophy and Psychology, 2022, v. 13, p. 859-878.

Aula 4 – 28/02/2024
Teorias da Consciência para além dos Humanos: nesta aula final abordaremos algumas teorias, oriundas dos campos de estudo do comportamento animal e da Inteligência Artificial, que tratam da consciência e sua evolução em animais não-humanos, além de sua possível emergência em máquinas e sistemas artificiais. Os argumentos centrais dessas teorias serão apresentados e, em seguida, discutiremos suas mais notórias contribuições, pontos positivos e negativos. Terminaremos a aula com um resumo do conteúdo ministrado ao longo do curso, seguido de uma seção aberta para o feedback geral dos participantes.

Bibliografia Primária:
HARLEY, Trevor. The Science of Consciousness: Waking, Sleeping and Dreaming. Cambridge: Cambridge University Press, 2021, p. 79-129;

Bibliografia Complementar:
MALEY, Corey; PICCININI, Gualtiero. The Biological Evolution of Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 379-387;
ALLEN-HERMANSON, Sean. Animal Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 388-407;
WASKAN, Jonathan. Robot Consciousness. In: GENNARO, Rocco (Org.). The Routledge Handbook of Consciousness. London: Routledge, 2018, p. 408-419;
POLGER, Thomas. Rethinking the Evolution of Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 77-92;
ALLEN, Colin; TRESTMAN, Michael. Animal Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 63-76;
ALEKSANDER, Igor. Machine Consciousness. In: SCHNEIDER, Susan; VELMAS, Max (Orgs.). The Blackwell Companion to Consciousness. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2017, p. 93-105.

Programa

Aula 1 (08/08): Introduzindo o afrofuturismo: afroespeculações de presente, passado e futuro.

Bibliografia:
Babalola, Sunday Fumilola, and Olusegun Ayodeji Alokan. "African concept of time, a socio-cultural reality in the process of change." Journal of Education and Practice 4.7 (2013): 143-147.
Dery, Mark. 1994. Black to the Future: Interviews with Samuel R. Delany, Greg Tate, and Tricia Rose. In: Flame Wars. Duke University Press, p. 179-222.
Freitas, Kênia, and José Messias. "O futuro será negro ou não será: Afrofuturismo versus Afropessimismo - as distopias do presente." Das Questões 6.1 (2018).
Hampaté Bá, Amadou. A tradição viva. In: Ki-Zerbo, Joseph. História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2010.
Kabral, Fábio. Afrofuturismo: ensaio sobre narrativas, definições, mitologia e heroís-mo. In: LIMA, Emanuel Fonseca et al. (Ed.). Ensaios sobre racismos: pensamentos de fronteira. Balão Editorial, 2019.
Womack, Ytasha. Afrofuturism: The world of black sci-fi and fantasy culture. Chicago Review Press, 2013.

Aula 2 (15/08): A música e a estética afrofuturista: imaginações de outras realidades.

Bibliografia:
Chude-Sokei, Louis. 2015. The sound of culture: Diaspora and black technopoetics. Wesleyan University Press.
Dove, Nah. Uma Crítica Africano-Centrada à Lógica de Marx. Jornal Ocidental dos Estudos Negros, v. 19, n. 4, (1995).
Monáe, Janelle. 2023. A bibliotecária de memórias: e outras histórias de Dirty Com-puter. São Paulo: Morro Branco Editora.
Oliveira, Vinícius; Euclides, Maria Simone. 2023. Passado-presente-passado em vias de construção de futuro: O que podemos apre(e)nder com Black is King? Sankofa (São Paulo), [S. l.], v. 16, n. 27: 38 – 62.
Oliveira, Vinícius; Euclides, Maria Simone. 2022. Pode uma artista negra dialogar in-telectualmente com sua arte?: Beyoncé e as dimensões ética-estéticas e intelectuais da arte. Abatirá-Revista de Ci-ências Humanas e Linguagens, v. 3, n. 5, p. 403-425, 2022.
Pritchard, Eric Darnell. 2017. Grace Jones, Afro Punk, and Other Fierce Provoca-tions: An Introduction to “Sartorial Politics, Intersectionality, and Queer Worldmaking. QED: A Journal in GLBTQ Worldmaking”. v. 4, n. 3, p. 1-11.

Aula 3 (22/08): Afrofabulações e o seu espiralar.

Bibliografia:
Anderson, Reynaldo. 2016. “Afrofuturism 2.0 & the Black Speculative Arts Move-ment: Notes on a Manifesto.” Obsidian Literature & Arts in the African Diaspora 4142 (12): 228–36.
Döring, Katharina. 2015. Memórias fractais do Samba de Roda: patrimônio cênico-musical em voz, gesto, som e movimento. Trans. Revista Transcultural de Música, n. 19, p. 1-26.
Martins, Leda. Performances do tempo espiralar. Performance, exílio, fronteiras: er-râncias territoriais e textuais. Belo Horizonte: UFMG, p. 69-92, 2002.