Programa

PARTE 1
Aula 1: Panorama sobre as mulheres na ficção científica
A aula terá como objetivo apresentar um histórico da literatura de ficção científica, com ênfase na produção de mulheres, na
representação das mulheres e nos debates sobre questões de gênero.
Aula 2: Discussão geral dos romances “A mão esquerda da escuridão” (1969) de Ursula K. Le Guin, “Intrusion” (2012) de Ken
MacLeod e “Os Testamentos" (2019), de Margaret Atwood.


PARTE 2
Aula 3: Direitos reprodutivos
A aula debaterá o tema dos direitos reprodutivos a partir de trechos dos romances apresentados na aula anterior, estabelecendo
correlações históricas, sociais e políticas.
Aula 4: As mulheres e o trabalho
A aula debaterá o tema da divisão sexual do trabalho a partir de trechos dos romances, estabelecendo correlações históricas,
sociais e políticas.
Aula 5: Perspectivas de emancipação

A aula debaterá o tema das perspectivas de emancipação das mulheres a partir de trechos
dos romances, estabelecendo correlações históricas, sociais e políticas.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS


OBRAS LITERÁRIAS
ATWOOD, Margaret. The Testaments. London: Chatto & Windus, 2019.

LE GUIN, Ursula K. A mão esquerda da escuridão. São Paulo: Aleph, 2014.
MACLEOD, Ken. Intrusion. London: Orbit, 2012.


OBRAS TEÓRICAS
BOTTOMORE, Tom (ed.). Dicionário do Pensamento Marxista. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
BOULD, Mark. MIÉVILLE, China. Red Planets: Marxism and Science Fiction. Connecticut: Wesleyan University
Press, 2000.
BLOOM, Harold. Bloom’s Guides: The Handmaid’s Tale. USA: Infobase Publishing, 2004.
CANAVAN, G; LINK, E. The Cambridge History of Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press, 2019.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. São Paulo, Editora Elefante, 2017.
FURÃO, Igor. Controlar e Imunizar: a(s) política(s) do corpo em Intrusion, de Ken MacLeod.
FURÃO, Igor. Representing Life, Resisting Power: a Comparative Approach to Contemporary Biopolitics Through
the Lenses of Gonçalo M. Tavares, Francesco Verso, Ken Macleod, and Suzanne Collins. Tese (Doutoramento no
ramo de Estudos de Literatura e Cultura, na especialidade de Estudos Comparatistas) - Faculdade de Letras de
Lisboa. Lisboa: 2019.
GHEORGHIU, O. C.; PRAISLER, M. Rewriting Politics, or the Emerging Fourth Wave of Feminism in Margaret
Atwood’s The Testaments. ELOPE: English Language Overseas Perspectives and Enquiries, [S. l.], v. 17, n. 1, p.
87–96, 2020. DOI: 10.4312/elope.17.1.87-96. Disponível em: https://journals.uni-lj.si/elope/article/view/8997. Acesso
em: 14 nov. 2022.
HIRATA, Helena; et al. Dicionário crítico do feminismo. São Paulo: Editora Unesp, 2009
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge
University Press, 2003.
JONES, Falk L. Breaking silences in feminist dystopias in Utopian Studies, (3), 7-11, 1991.
FELDMAN KOŁODZIEJUK, E. The Mothers, Daughters, Sisters: The Intergenerational Transmission of Womanhood
in Margaret Atwood’s The Handmaid’s Tale and The Testaments. ELOPE: English Language Overseas
Perspectives and Enquiries, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 67–85, 2020. DOI: 10.4312/elope.17.1.67-85. Disponível em:
https://journals.uni-lj.si/elope/article/view/9054. Acesso em: 14 nov. 2022.
LE GUIN, Ursula K. A teoria da bolsa de ficção. São Paulo: N-1 edições, 2021.
LINK, Erik C.; CANAVAN, Gerry. The Cambridge Companion to American Science Fiction. Cambridge: Cambridge
University Press, 2015.
LOH, Janina; COECKELBERGH, Mark (ed.). Feminist Philosophy of Technology. Stuttgart: J. B. Metzler, 2019.
MACLEOD, Ken. Intrusion. London: Orbit, 2012.
LATHAN, Rob (org). Science Fiction Criticism: an anthology of essential writings. London: Bloomsbury, 2017.
ROBERTS, Adam. A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas. São Paulo:
Seoman, 2018.
RÜSCHE, Ana. Utopia, feminismo e resignação. Tese (Doutorado em Estudos Literários e Linguísticos em Inglês) –
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2015.

Programa

Aula 1: Perspectivas Futuras e Desafios dos Estudos Sociológicos sobre Videogames: definição de videogames
como artefatos culturais, Evolução dos videogames e seu impacto na sociedade contemporânea, Importância dos
estudos sociológicos na compreensão dos videogames, exploração das tendências emergentes na cultura gamer e
sua relevância, Debate sobre os desafios éticos e sociais decorrentes do avanço tecnológico nos jogos, Reflexão
sobre o papel da Sociologia no desenvolvimento dos estudos sobre videogames.

Aula 2: Cultura Gamer e Comunidades Virtuais: O que são comunidades?, Normas, práticas e identidades no
ambiente gamer, exploração das dinâmicas sociais e interações nos jogos online.

Aula 3: Representação e Diversidade nos Videogames: representações de gênero, raça, sexualidade e outras
identidades nos jogos independentes, análise crítica das representações estereotipadas e seus impactos sociais,
exame de iniciativas para promover a diversidade nos videogames.

Aula 4: O Mundo do Trabalho: desenvolvimento de estúdios, internacionalização, novas formas de trabalho.

Aula 5: Imersão, Agência e Transformação: uso de elementos de jogos em contextos não relacionados a jogos,
engajamento e transformação social, discussão sobre os limites e desafios dos métodos etnográficos para
ambientes virtuais. Os discentes, assim como o ministrante, entrarão em algum jogo online multiplayer escolhido
previamente na primeira aula para pesquisa no espaço.

Aula 6: Aula Final: o corpo discente apresentará uma proposta de estudo de jogos digitais, discutindo o tema a
partir de escolhas bibliográficas indicadas no programa ou relacionadas com o objeto selecionado para análise. O
trabalho será em grupo, vislumbrando a cooperação entre alunos e alunas, assim como prevendo um tempo
máximo de apresentação para cada equipe. O trabalho final poderá ser apresentado sob qualquer formato de mídia
(audiovisual, textual, podcast) e enviado no dia 10/08.

 

Programa

Aula 1 - Apresentação do curso
Aula 2 - Leituras psiquiátricas e literárias (1904-1929)
Aula 3 – Leituras filosóficas (1930-1971)
Aula 4 – Leituras de teoria e crítica literária (1971-2024)
Aula 5 – Releituras nas artes (1976-2024)
Aula 6 – Conclusão do curso: balanço do século sadeano

Bibliografia principal:

BARTHES, Roland. Sade, Fourier, Loyola. São Paulo: Martins Fontes. 2005.
BATAILLE, Georges. A Literatura e o Mal. São Paulo: Autêntica. 2014.
DUHREN, Eugene. El Marques de Sade; Su Tiempo, su Vida, su Obra. Madrid: Ediciones Científico-Literarias. 1924.
KLOSSOWSKI, Pierre. Sade, Meu Próximo. São Paulo: Brasiliense. 1986.
LE BRUN, Annie. Attaquer le Soleil. Paris : Gallimard. 2014.
MARQUÊS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. A Filosofia na Alcova. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Diálogo entre um Padre e um Moribundo e outras diatribes e blasfêmias. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Justine ou os Infortúnios da Virtude. São Paulo: Iluminuras. 2016.
______. Os Cento e Vinte dias de Sodoma. São Paulo: Iluminuras. 2004.
MARQUIS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. Œuvres, 3 vols. Paris: Gallimard. 1998.
______. Œuvres Complètes, 16 vols. Paris: Tête-de-Feuilles. 1973.

Bibliografia secundária:
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar. 2006.
BATAILLE, Georges. O Erotismo. São Paulo: Autêntica. 2015.
CASTRO, Clara Carnicero de. Os Libertinos de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2015.
MORAES, Eliane Robert. Lições de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2011.

 

Programa

1ª aula:
-Apresentação do Curso e da respectiva dinâmica. Significado de Projeto e utilização.

-Preparação para a escolha do Projeto a ser desenvolvido por cada um.

2ª aula:
-Escolha do Projeto para Aplicação Prática.

-Elementos Componentes de um Projeto.

-Matriz Básica.

-Sessão de dúvidas

3ª aula:

-Desenvolvimento do Projeto e respectivas contingências I

4ª aula:
-Desenvolvimento do Projeto e respectivas contingências II

-Sessão de dúvidas

5ª aula:

-Noções Básicas sobre as Principais Escolas e Teorias de Administração. (Obtenção de Cultura Geral sobre o assunto de forma a poder aplicá-la).

-Conclusão das Definições do Projeto e finalização do Plano Inicial de Ação.

6ª aula:

-Intersecção entre o Projeto e Orçamento.

-Sessão de dúvidas

7ª aula:
-Noção de Orçamento.

-Elementos Primordiais.

8ª aula:

-Dinâmica de Orçamento.

-Tipos e Possibilidades.

-Sessão de dúvidas

9ª aula:

-Aplicação do Orçamento no Projeto escolhido.

10ª aula:
-Finalização do Plano de Ação Definitivo com Orçamento incluso.

-Sessão de dúvidas

11ª aula:

-Dinâmica de perguntas e respostas, temporizadas - verificação de conceitos para ajustes e saber sistêmico.

-Sessão de dúvidas

12ª aula:
-INSTÂNCIAS;

-ANÁLISE DE DECISÃO

Trabalho final:
Dissertação sobre projeto individual realizado durante o curso integrado ao orçamento real do aluno.

BIBLIOGRAFIA
1. Odiorne, George S. Administração: Análise dos erros administrativos / George S. Odiorne Ed. Interciência
2. Claude S. George Jr. História do pensamento administrativo Ed. Cultrix
3. Doerr, John. Avalie o que importa: como o Google, Bono Vox e a Fundação Gates sacudiram o mundo com os OKRs Ed. Alta Books
4. Bio, Sérgio Rodrigues. Sistemas de informação. Um enfoque gerencial Ed Atlas
5. Maximiniano, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração Ed. Atlas
6. Kanri, Hoshin. Gerenciamento pelas diretrizes. O que todo membro da alta administração precisa saber para vencer os desafios do novo milênio Falconi Editora

Programa

Quando se fala em literatura americana contemporânea, David Foster Wallace (1962-2008) é um nome incontornável. Autor de romances megalomaníacos - como Graça Infinita (1996) e O rei pálido (2011) - e herdeiro autodeclarado de autores como Thomas Pynchon, John Barth e Don DeLillo, sua obra e seu projeto literário também influenciaram muitos de seus contemporâneos e sucessores, como Jonathan Franzen, Jeffrey Eugenides, Zadie Smith e Dave Eggers.

Mas qual é esse projeto? Em diversas de suas entrevistas e ensaios, ele parece ser atravessado pela ambição de "reafirmar a ideia de que a arte é uma transação viva entre humanos". Frente ao que Wallace enfatiza como marcas características da literatura de seu tempo - a metaficção (a ficção que fala de si mesma) e a ironia -, há um desejo anunciado de restaurar o elo entre o texto e a "vida real e vivida". Entre outras coisas, a restauração desse elo envolveria o entendimento de que a literatura deve não só diagnosticar os problemas de seu tempo, mas também redimi-los; não só demolir estruturas via paródia e ironia, mas também reivindicar seu papel moral e erguê-las. Mais do que isso, envolveria também a tarefa de evitar que a ficção se perdesse em seus duplos sentidos - para unir texto e vida, deve-se fazer uma ficção sincera.

Nos romances e contos do autor, no entanto, o desejo declarado de recuperar uma dimensão moral, séria e sincera da ficção convive com a natureza aparentemente oposta de seus procedimentos formais: a ironia, a metalinguagem, os duplos sentidos, as digressões complicadíssimas e as sentenças macarrônicas são traços onipresentes de sua ficção. Na obra de Wallace, o circuito da comunicação e da transmissão de informação nunca é transparente: a própria linguagem é opaca. O que uma retórica de sinceridade produz ao lado disso? Parece ser precisamente à transparência que almeja a ideia de uma ficção sincera, que é concebida, em primeiro lugar, como comunicação efetiva entre autor e leitor - transação viva entre humanos. Neste curso introdutório, propomos apresentar e discutir a obra do autor justamente ao nos aprofundarmos nessa contradição.

Em um primeiro momento, nos familiarizaremos com o projeto literário de Wallace por meio de trechos selecionados de seus ensaios e entrevistas. Em seguida, discutiremos como esse projeto reaparece, com algum ruído, no conto 'Octeto', da coletânea Breves Entrevistas com Homens Hediondos - no qual figura um escritor de ficção que diz querer escrever algo "sincero". Em especial, nos interessa pavimentar o caminho para pensarmos em conjunto na pergunta: o que está em jogo na oposição entre texto e "vida real e vivida", entre mediação e transparência, entre manipulação e sinceridade?

Cronograma

Aula 1 (02/03) – Introdução ao curso e a David Foster Wallace

Aula 2 (03/03) – O projeto literário de David Foster Wallace

Aula 3 (04/03) – A ambiguidade de ‘Octeto’

Aula 4 (05/03) – A sinceridade em ‘Octeto’

Bibliografia geral

BURN, Stephen J. (Org.). Um antídoto contra a solidão: conversas com David Foster Wallace. Tradução de Sarah Grünhagen e Caetano W. Galindo. Belo Horizonte: Âyiné, 2021.
DAWSON, Paul. O retorno da onisciência na ficção contemporânea. In: Revera - Escritos de criação literária, v. 5, p. 42-70, 2020.
KELLY, Adam. David Foster Wallace and the New Sincerity in American Fiction. In: Consider David Foster Wallace: Critical Essays. Sideshow Media Group Press, 2010, pp. 131-46.
WALLACE, David Foster. Fictional futures and the conspicuously young. In: Review of Contemporary Fiction, v. 8, n. 3, p. 36–53, 1988.
WALLACE, David Foster. Octeto. In: Breves entrevistas com homens hediondos. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2019.
WALLACE, David Foster. Joseph Frank’s Dostoyevsky. In: Consider the lobster and other essays. New York: Little, 2005. p. 255–274.
WINNINGHAM, Thomas. “Author Here”: David Foster Wallace and the Post-metafictional Paradox. In: Critique: Studies in Contemporary Fiction, v. 56, n. 5, p. 467-479, 2015.

Programa

A falta de interesse por parte dos escritores modernistas brasileiros no intercâmbio luso-brasileiro foi motivo de queixa de José Osório de Oliveira, autor do artigo “Adeus à literatura brasileira”, 1 em carta enviada a Mário de Andrade, em 18 de setembro de 1940:

Já uma vez me queixei a você da ingratidão dos brasileiros. [...] Nem editor arranjei, como tanto queria, para a minha História Breve da Literatura Brasileira, que desejei que fosse editada no Brasil. [...] Nem sequer me ajudaram a manter o convívio, mandando-me livros, revistas, jornais, segregando-me assim da vida brasileira,
impelindo-me ao divórcio pelo afastamento, pela separação, pela indiferença da parte de lá. Estranha você a minha irritação, ou por outra, admira-se de que eu me tenha deixado levar por ela. Mas quanta paciência tenho eu tido! Tirando você e a Cecília Meirelles, que é quase portuguesa, nem sequer me escrevem cartas.

Na mesma missiva, da série Correspondência passiva lacrada de Mário de Andrade, sob a guarda do Arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, ficamos sabendo que Mário de Andrade escreveu o artigo “Portugal” 2 a propósito do “Adeus à literatura brasileira”, de José Osório, publicados
anteriormente no Diário de Notícias e na Revista Acadêmica, respectivamente. Seguindo sugestão do Prof. Dr. Ricardo Souza de Carvalho, em “Um espelho do Brasil e de Portugal: Mário de Andrade e José Osório de Oliveira”, 3 pretendo organizar uma edição anotada das 40 cartas enviadas por José Osório de Oliveira a
Mário de Andrade, ainda inéditas, guardadas no Fundo Mário de Andrade no Arquivo do IEB-USP. Em seu estudo, Ricardo Carvalho afirma:

As cartas de Mário a José Osório, 22 no total, estão publicadas na seção “Documentos inéditos” de O modernismo brasileiro e o modernismo português: subsídios para o seu estudo e para a história das suas relações, de Arnaldo Saraiva (2004). Quanto às cartas do português ao brasileiro, 40 no total, permanecem inéditas e fazem parte da correspondência passiva de Mário de Andrade, arquivada no IEB-USP. Acrescentem-se ainda as cartas-dedicatórias que acompanham os livros remetidos ao outro lado do Atlântico. A realização de uma edição anotada, que reuniria a correspondência entre Mário de Andrade e José Osório de Oliveira, é um projeto importante não apenas para o estudo da história das relações intelectuais entre
Brasil e Portugal como também dos dois escritores.

Buscando ampliar a proposta de Carvalho, pretendo incluir também na edição mais dois escritores portugueses, Adolfo Casais Monteiro e Alberto de Serpa, com os quais Mário de Andrade mantinha diálogo e cujas cartas também permanecem inéditas no Arquivo do IEB-USP. No presente curso, analisaremos as cartas trocadas entre Mário de Andrade e José Osório de Oliveira.

Bibliografia

​​​​​​​
ANDRADE, Mário de. Balança, Trombeta e Battleship ou o descobrimento da alma. (Org.) Telê Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Sales, 1994.
__________________. Vida literária. (Org.) Sonia Sachs. São Paulo: HUCITEC/EDUSP, 1993.
CARVALHO, Ricardo Souza de. SCRIPTA, Belo Horizonte, v.11, n.20, 1º sem. 2007.
MONTEIRO, Adolfo Casais. Presença. a.11, v.3, nº 53-54, Coimbra, novembro, 1938.
OLIVEIRA, José Osório. Aspectos do romance brasileiro. Lisboa: s.n., 1943.
SARAIVA, Arnaldo. Modernismo brasileiro e Modernismo português: subsídios para o seu estudo e para a história das suas relações. Campinas: Editora da Unicamp, 2004.

Programa

Unidade 4: Vocabulario “atividades & tempo”, p86-91
Unidade 4: Vocaburario Gramatica “verbos & plural”, p92-97
Unidade 4: Vocabulario “horas”, p98-102
Unidade 4: Gramatica “acusativo e verbos” 103-107
Unidade 5: Vocabulario “viagem” p110-114
Unidade 5: Gramatica “subjontivo” p115-118
Unidade 5: Vocabulario “viagem” p119- 125
Unidade 5: Gramatica “comparative” p126-129
Unidade 5: Revisao – Conversa p130-131
Unidade 6: Vocabulario “casa” p132-135
Unidade 6: Gramatica “adjetivos” p136-139
Unidade 6: Vocabulario “espaco” p140-143
Unidade 6: Gramatica “Imperativo” p144-147

Programa

Encontro 1. O discurso amoroso na literatura do século XIX: Um recorte de gênero, raça e classe

Claudiana Gois dos Santos – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: claudiana_gois@usp.br

No primeiro encontro, o objetivo é analisar como as personagens e vozes poéticas femininas e negras têm protagonizado o discurso amoroso na literatura brasileira contemporânea. O amor é visto, de modo geral, como um dos sentimentos que mais elevam o ser humano. Na história da literatura brasileira o amor tem sido o mote de inúmeras narrativas, porém, quando analisamos quem enuncia esse discurso amoroso e para quem esse discurso é enunciado, vemos que os traços de raça, classe e gênero demarcam quais personagens e como esse afeto pode, ou não, ser vivido.
Estudos como os de Regina DalCastagné (2005) evidenciam a escassez de personagens negras, sobretudo femininas, em romances nacionais. Essa escassez se intensifica quando pensamos em personagens que enunciam o amor ou que recebem tal enunciação. Se cruzarmos as informações dos perfis dessas personagens, se mostra certa tendência de repetir o estereótipo de que as mulheres negras em nossa literatura ou são intensamente sexualizadas ou têm como maior preocupação a sobrevivência, deixando em um segundo plano sua vivência afetiva amorosa.
Não obstante, se o discurso amoroso for enunciado por e para mulheres, a hierarquia de gênero que define quem enuncia e quem recebe esse discurso, pode ser, eventualmente, desconstruída. Se antes a relação era de sujeito enunciador e objeto que recebe a enunciação, quando se trata de obras com personagens femininas que declaram seu amor, perpassadas pelas teorias do feminismo decolonias, vemos um discurso amoroso proferido em tons de igualdade.
O que muda, o que se repete, quais os estereótipos caem por terra e quais se mantêm quando temos mulheres negras e não negras enunciando e recebendo esse discurso amoroso é o que veremos a partir dos livros Lundu, de Tatiana Nascimento (2017) e Amora, de Natalia Borges Polesso (2016).

Referências bibliográficas:

BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. São Paulo: Editora Unesp, 2018.

COELHO, Nelly Novaes et al. Feminino Singular: a participação da mulher na literatura brasileira contemporânea. Rio Claro: Arquivo Municipal, 1989.

DALCASTAGNÈ, Regina. A personagem do romance brasileiro contemporâneo: 1990-2004. Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, Brasília, n. 26, p. 13-71, Jul./Dez. 2005, v. 1, n. 26, p. 13-71, 2005. Disponível em: http://seer.bce.unb.br/index.php/estudos/article/viewFile/2123/1687 . Acesso em: 07 maio 2022.

GONZALEZ, Lélia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. IN: RIOS, Flávia, LIMA, Márcia (orgs). Por um feminismo afro-latino-americano: Ensaios, intervenções e diálogos. p. 75-93. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

hooks, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.
________.Tudo sobre amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2020.

LEITE, Dante Moreira. O amor romântico e outros temas. 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1979.

LORDE, Audre. Irmã Outsider. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019.

NASCIMENTO, Tatiana. Cuírlombismo literário. São Paulo: N-1, 2019.
____________. Lundu. Brasília: Padê, 2016.

POLESSO, Natalia Borges. Amora. Porto Alegre: Não Editora, 2016.

ROUGEMONT, Dennis de. O Amor e o Ocidente. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988.

SANTANA, Affonso Romano de. O Canibalismo Amoroso. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.


Encontro 2. Ancestralidade e valores civilizatórios negro-africanos como componente estético na literatura - um diálogo entre Miriam Alves e Conceição Lima

Cíntia Ribeiro da Rocha: Mestranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: cintia.ribeiro@usp.br

No segundo encontro, o objetivo é evidenciar e fazer uma reflexão crítica sobre as contestações do cânone feitas pela Literatura Brasileira de autoria negra bem como a estética oriunda da descendência advinda da cosmovisão africana. Para tanto, será realizada uma apresentação dos valores civilizatórios africanos e a maneira que delineiam a construção de uma enunciação negra na obra da escritora Miriam Alves em diálogo com a poesia da escritora são-tomense Conceição Lima.
A ancestralidade permeia todas as esferas da vida em sociedade no pensamento das comunidades tradicionais africanas, e quem se alimenta desta fonte, por legado, senso de pertencimento ou apreciação também reverbera elementos no campo da linguagem – seja no plano da expressão ou do conteúdo – desse conjunto de elementos materiais ou imateriais negros. Isto não seria diferente, em alguma medida, nas escritas negras comprometidas com o rompimento com modelos colonizadores.
Os dilaceramentos das estruturas psíquicas e sociais ocasionados pelo sistema colonial e posterior diáspora dos povos africanos semearam desdobramentos diferentes nas vivências dos descendentes ao, forçosamente, estabelecerem-se em outras terras e multiplicarem a raiz do modo de ser e estar no mundo desta origem em lugares longínquos, ou seja, distante dos contextos que, a princípio, fariam mais sentido. Dessa forma, a tentativa de restabelecer laços de afetividade com os preceitos da vida em comunidade foi feita, em grande parte, por meio da sociabilidade que envolvia a religiosidade e consequente criação identitária pela ancestralidade. Nesse sentido, a produção literária brasileira de autoria negra e feminina em algumas de suas vertentes temáticas, utiliza recursos que ficcionalizam e incorporam como elementos estéticos características intrínsecas a uma visão afro-negra-centrada nas interações humanas. O curso pretende fazer uma breve análise de possibilidades de diálogo entre a obra de uma escritora brasileira e uma são-tomense a partir das particularidades que as unem, mesmo distantes por conta de diferentes contextos sociais e geográficos os quais pertencem.

Referências bibliográficas:

ALVES, Miriam. Maréia. São Paulo: Malê, 2019.

ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricidade como Crítica do Paradigma Hegemônico Ocidental: Introdução a uma Ideia. Ensaios Filosóficos, Volume XIV - Dezembro/2016.

COUTO, Mia. O outro pé da sereia. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

DOMINGUES, P. J. (2009). Movimento da negritude: uma breve reconstrução histórica. África, (24-26), 193-210. https://doi.org/10.11606/issn.2526-303X.v0i24-26p193-210.

HALL, Stuart. Identidade cultural na pós-modernidade. D&P Editora: Rio de Janeiro, 2006.

INÁCIO, E. da C. (2019). Novas perspectivas para o Comparatismo Literário de Língua Portuguesa: as séries afrodescendentes. Revista Crioula, 1(23), 12-34. https://doi.org/10.11606/issn.1981-7169.crioula.2019.160606

_____________. Escrituras em Negro: cânone, tradição e sistema. Cadernos de literatura comparada. N 43, 2020.

LEITE, Fabio. África: Revista do Centro de Estudos Africanos. USP, S. Paulo, 18-19 (1): 103-118, 1995/1996.

LIMA, Conceição. A Dolorosa Raiz do Micondó. São Paulo: Geração Editorial, 2012.

SARR, Felwine. Afrotopia. São Paulo: N -1, 2019.

Encontro 3. Entre encruzilhadas, elos e articulações: A interseccionalidade na representação ficcional das quitandeiras em canções brasileiras e angolana

Estefânia de Francis Lopes – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: estefaniaestephan@gmail.com

Ao considerarmos as letras das canções próximas tanto da forma poética quanto do caráter de crônica do cotidiano, no terceiro encontro, realizaremos uma análise comparativa entre composições brasileiras e angolanas, que, de diferentes épocas, têm em comum as quitandeiras como personagens em suas narrativas poéticas. Sendo assim, selecionamos: “No tabuleiro da baiana” (1936), de Ary Barroso, e “O que é que a baiana tem?” (1939), de Dorival Caymmi, como também, “Makezu” (1974), de Rui Mingas, e “Velha Chica” (1980), de Waldemar Bastos. Durante a análise destacamos outros elementos característicos da ficção, como o tempo, o espaço e o foco narrativo. Lembrando que os estudos comparatistas não apenas aproximam textos, mas problematizam “as questões de fundo estético, artístico e ideológico que deles podem nascer, a partir de possíveis vínculos criados entre os textos” (INÁCIO, 2018), uma vez que “abrangem uma rede complexa de relações culturais”, segundo Eduardo Coutinho (1996). Assim, procuraremos acentuar a “vocação da canção para narrar histórias” (CAVALCANTE, STARLING, e EINSENBERG, 2004), com atenção à “força enunciativa” da canção popular, conforme Luiz Tatit (2008).
Elemento importante para a representação dessas personagens, e que procuraremos destacar, é a indumentária por elas utilizada: desde as roupas e os panos coloridos, até os balangandãs, como também os objetos de trabalho, como cestarias e tabuleiros, elementos relevantes quanto à singularidade e à identidade das quitandeiras, “grupo bastante heterogêneo que no dia a dia circulava e se apropriava dos espaços urbanos, quase sempre criando rimas e equilibrando magistralmente seus tabuleiros, gamelas e cestos sobre a cabeça” (SCHUMAHER; BRAZIL, 2006, p. 62).
A partir dessa leitura comparativa, buscamos compreender o papel social que as vendedoras de tabuleiros ocuparam no imaginário artístico-literário. Por conseguinte, visamos uma elaboração de cenários que possibilite o despertar do pensamento crítico ao questionar verdades vigentes quanto à formação de identidades e quanto à valorização ou marginalização de determinados segmentos sociais, em uma leitura contrária à inferiorização e à sub-representação de mulheres negras trabalhadoras no que tange ao imaginário destas personagens enquanto criação artístico-literária.
Ao refletirmos sobre as múltiplas formas de opressão e de dominação que são articuladas desde a colonização, tanto no Brasil como em Angola, e que naturalizaram hierarquias sociais, nos norteamos pelo conceito de interseccionalidade, teoria-metodológica encontrada em reflexões de feministas como, Angela Davis (1981), Lélia Gonzalez (1988) e Patrícia Hill Collins (1990), sendo o termo cunhado por Kimberlé Crenshaw, em 1989.

Referências bibliográficas

CAVALCANTE, B.; STARLING, H. M. M.; EISENBERG, J. Apresentação. In: Decantando a República, vol. 1: Inventário histórico e político da canção popular moderna brasileira. Rio de Janeiro/São Paulo: Nova Fronteira/Fundação Perseu Abramo, 2004.
COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. Tradução: Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Boitempo, 2019.
COUTINHO, Eduardo. “Literatura comparada, literaturas nacionais e questionamento do cânone”, Revista brasileira de literatura comparada nº3. Rio de Janeiro: Abralic, 1996, p. 67-73.
CRENSHAW, Kimberle. “Mapeando as margens : interseccionalidade, políticas de identidade e violência contra mulheres não-brancas” -  Parte 1/4. Disponível em: https://www.geledes.org.br/mapeando-as-margens-interseccionalidade-poli…. Acesso em: 30 jul. 2021.
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução: Heci Regina Candiani. 1ª edição. São Paulo: Boitempo, 2016.
GONZALES, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org. Flavia Rios, Márcia Lima. 1ª edição. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

INÁCIO, Emerson. Ritmo, poesia e identidade negra. In. Práticas de ensino de Literatura: do cânone ao contemporâneo. São Paulo: Editora Horizonte, 2018.

SCHUMAHER, Schuma; VITAL BRAZIL, Érico. Mulheres negras do Brasil. São Paulo: Ed. SENAC, 2006.

TATIT, Luiz. O século da canção. 2ª edição. Cotia: Ateliê Editorial, 2008.
Discografia
BARROSO, Ary. “No tabuleiro da baiana”. Site. Disponível em: http://arybarroso.com.br/.
BASTOS, Waldemar. “Velha Xica”. CD. ENJA Records, 2012.
CAYMMI, Dorival. “O que é que a baiana tem?” e “A preta do acarajé”. Single. 78 RPM. Odeon, 1939.
MINGAS, Rui. “Makezu”. CD Memória, 2011.

Encontro 4. Iansã em verso, prosa e ritmo: a ressonância da deusa afro-brasileira em produções artísticas brasileiras

Oluwa Seyi Salles Bento – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela FFLCH/USP. Contato: oluwaseyi@usp.br

Ao longo da pesquisa de Mestrado da ministrante, compreender e analisar a presença do Orixá Oxum e de suas "descendentes" ficcionais em diferentes narrativas do corpus literário brasileiro foi importante para ter em conta alguns parâmetros de representação do corpo feminino negro quando em relação ao universo sagrado afro-brasileiro. A partir dos resultados deste trabalho, que apoiou-se em comparar métodos de construção de personagem de escritores de grupos étnicos, de gênero e períodos históricos diferentes, foi possível apontar que a conduta criativa e o comprometimento com uma representação/presentificação mais livre de conotações ofensivas às mulheres negras afrorreligiosas se deu nas obras de Conceição Evaristo, uma das mais proeminentes escritoras negras-brasileiras da atualidade.
Sem poder ignorar os referidos resultados, a pesquisa de Doutorado da ministrante nasce das reflexões e lacunas deixadas pela dissertação. Outras escritoras negras partiriam de métodos e percepções similares quando elegessem orixás e seus fiéis como personagens de suas obras? Se sim, haveria a projeção de um uníssono literário afro-brasileiro dedicado à criação de uma mitopoética negra em suas produções? Ampliando o corpus de obras, gêneros literários, escritoras e divindades afro-brasileiras em foco, a tese em processo tem buscado encontrar denominadores comuns em um conjunto grande e bastante heterogêneo de produções.
Este quarto encontro não pretende responder definitivamente as questões apontadas anteriormente, porém, é um recorte das incursões teóricas e analíticas que têm sido possíveis até então. Escolhemos, para compartilhar com grupo de inscritos no curso, poemas, narrativas, sambas enredo e relatos míticos acerca do Orixá Iansã.
Nos importará, ao longo das análises desenvolvidas no encontro, compreender de que maneira as imagens, as relações e os símbolos dos quais se lança mão na tentativa de aprender Iansã artisticamente estão engajados em nos fazer vislumbrar, conhecer ou entender a divindade em questão. Simultaneamente, será importante não perder de vista como as diferentes produções dialogam, sobretudo com os mitos, ajudando a criar algumas convicções sobre a natureza e os predicados de Iansã.
Um dos principais objetivos deste encontro (que se replica, aliás, como objetivo dos trabalhos de pesquisa acima referidos) é enfatizar a função veiculadora e por vezes didática da Literatura, a qual nos apresenta modos de vida e concepções sobre o mundo que, antes da leitura, não conhecíamos. Tendo em vista esse poder, eis a relevância de eleger produções artísticas que nos forneçam boas ferramentas para interpretar a realidade que nos cerca.
Obras que serão lidas/ouvidas durante o quarto encontro: Poemas "Oya", de Elisa Lucinda e "Dona dos Ventos", de Cristiane Sobral; trechos do romance "Bará", de Miriam Alves e da crônica e "Duas mulheres numa rua íngreme", de Cidinha da Silva e sambas enredo "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá", da escola de samba Estação Primeira de Mangueira e "O bailar dos ventos, relampejou, mas não choveu, da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro.

Referências bibliográficas

ALVES, Miriam. Bará: Na trilha do vento. Salvador: Editora Ogum’s Toques Negros, 2015.

ELBEIN DOS SANTOS, Juana. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 2012.

LUCINDA, Elisa. Oyá. In:_. Vozes guardadas. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016.

NOGUERA, Renato. Mulheres e deusas: como as divindades e os mitos femininos formaram a mulher atual. Rio e Janeiro: Harper Collins, 2018.

PINTO, Mãe Flávia. Salve o matriarcado: manual da mulher búfala. Rio de Janeiro: Fundamentos de Axé, 2021.

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

SALLES BENTO. Orixá e Literatura brasileira: a esteticização da deusa afro-brasileira Oxum em narrativas de Conceição Evaristo. 2021. 205f. Dissertação (Mestrado em Letras). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-29072021-183820/p….

SILVA, Cidinha da. Duas mulheres numa rua íngreme. In._. Baú de miudezas, sol e chuva. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2014.

SOBRAL. Cristiane. Dona dos Ventos. In:_. Dona dos Ventos. São Paulo: Editora Patuá, 2019.

THEODORO, Helena. Iansã. Rio de Janeiro:Pallas, 2010.


Links para as canções

Letra de "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá", da escola de samba Estação Primeira de Mangueira - https://www.letras.mus.br/mangueira-rj/samba-enredo-2016-maria-bethania…
Samba "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá", da escola de samba Estação Primeira de Mangueira - https://www.youtube.com/watch?v=MIukjaA3b38

Letra de "O bailar dos ventos, relampejou, mas não choveu, da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro - https://www.letras.mus.br/salgueiro-rj/474300/

Samba "O bailar dos ventos, relampejou, mas não choveu, da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro - https://www.youtube.com/watch?v=HEt_XjKCAWw

Encontro 5. Fechamento do curso com o retorno dos participantes

Neste quinto encontro, fecharemos o curso a partir de exposições de dúvidas, comentários e atividades dos participantes, solicitadas previamente em cada uma das aulas. Cada participante será convidado a contribuir com dúvidas, sugestões e com a partilha de suas impressões do curso em formatos variados (prosa, poesia, canção, imagem, depoimento, áudio ou vídeo) de autoria própria ou que evoque diálogos com as aulas anteriores.

Programa

Aula 1 (18/02): O tema do duelo na Literatura Russa do Século XIX
Aula 2 (20/02): A poética tchekhoviana em O duelo: o sistema dos personagens
Aula 3 (25/02): Leitura comparativa das traduções I: capítulos I ao X
Aula 4 (27/02): Leitura comparativa das traduções II: capítulos XI a XXI

Bibliografia:
Obra discutida:
ЧЕХОВ, A.П. Полн. собр. соч. и писем: в 30 т. Т. 7 (1888—1891). Москва: Наука, 1985.
_______________ . O duelo. Trad.: Klara Gourianova. São Paulo: Ed. Manole, 2011.
_______________ . O duelo. Trad.: Marina Tenório. São Paulo: Ed. 34, 2014.
_______________ . O duelo. Trad.: Cecília Rosas. São Paulo: Ed. Grua, 2024.


Referências Complementares:

ANGELIDES, Sophia. A. P. Tchékhov: cartas para uma poética. São Paulo: Edusp, 1995.
BERNARDINI, Aurora Fornoni. “Tchékhov, o intérprete do grande tédio russo”. In: Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein. São Paulo: Kalinka, 2018.
MANN, N, Thomas. “Ensaio sobre Tchékhov”. In: Ensaios. Org. Anatol Rosenfeld. Trad. Natan Robert Zins. São Paulo: Perspectiva, 1988.
NABOKOV, Vladimir. “Anton Tchékhov”. In: Lições de literatura russa. São Paulo: Três Estrelas, 2014.
PÚCHKIN. Aleksandr. “O tiro”. In: A dama de espadas: prosa e poemas. Trad. Boris Schnaiderman e Nelson Ascher. 2.ed. Ed. 34, 2006.
TCHÉKHOV, Anton. Cartas a Suvórin: 1886 - 1891. Introdução, tradução e notas: Aurora Bernardini e Homero Freitas de Andrade. São Paulo: Edusp, 2002.

Programa

Aula 1: Introdução às Categorias e sua posição no corpus aristotélico
1.1 Introdução à obra e sua estrutura
1.2 A distinção entre linguagem e realidade
1.3 As dez categorias
1.4 A centralidade da ousia entre os modos do ser

Aula 2: Quais coisas recebem o título de ousia e o papel do substrato
2.1 Substâncias primeiras e segundas
2.2 Hypokeimenon e ousia
2.3 A matéria como elemento do idion
2.4 Idion da substância e sua relação com a matéria

Aula 3: Ousia e matéria na Metafísica: desdobramentos e dificuldades
3.1 Retomar a discussão do idion e sua relação com a matéria
3.2 Ressonância da matéria na Metafísica de Aristóteles
3.3 Diferenças entre a ousia das Categorias e a ousia em Metafísica Z1-3
3.4 Leituras secundárias: Patzig, Loux e Lewis

Bibliografia:
Primária:
ARISTÓTELES. Categorias. Tradução de Ricardo Santos. São Paulo: Loyola.
ARISTOTLE. Categories and De Interpretatione. Translated by J.L. Ackrill. Oxford: Clarendon Press, 1963.
ANGIONI, L. Aristóteles, Metafísica, livros VII e VIII: Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas: Unicamp, 2005.
NATALI, C. Aristóteles. São Paulo: Paulus, 2016.
ROSS, W. D. Aristotle’s Metaphysics (2 vols.), Oxford: Clarendon Press, 1928.
Secundária:
Aula 1:
PORFÍRIO. Isagoge: introdução às Categorias de Aristóteles. Introdução, tradução e comentário de Bento Silva Santos. São Paulo: Attar Editorial, 2001.
ZINGANO, M. As Categorias de Aristóteles e a doutrina dos traços do ser. Em: Doispontos, Curitiba, São Carlos, vol. 10, nº 2, Outubro, 2013.

Aulas 2 e 3:
ANGIONI, Lucas. As noções aristotélicas de substância e essência: o livro VII da Metafísica de Aristóteles. Discurso, Campinas, v. 37, n. 1, p. 9–38, 2007.
Barnes, J. Metafísica. In: BARNES, J. Aristóteles. Aparecida: Ideias & Letras, 2009. p. 103-153.
GALLUZZO, Gabriele. “The Historical Origins of the Concept of Primary Substance”. Phronesis, 2015.
LEWIS, Frank A. Substance and Predication in Aristotle. Cambridge: Cambridge University Press, 1991, v. Part I, Aristotle’ earlier metaphysical theory, pp. 1-82.
LOUX, M. J. Primary Ousia: An Essay on Aristotle’s Metaphysics Z and H. Cornell University Press, 1991.
ZINGANO, M. Metafísica de Aristóteles. São Paulo: Filósofos na sala de aula, vol.3, 2009”. E ZINGANO, M. Sobre a Metafísica de Aristóteles: textos selecionados. São Paulo: Odysseus, 2005.