Programa

Curso de Atualização – Literatura e Ecologia

Sábados - Das 9h às 13h

13 de setembro de 2025
1. Questões introdutórias sobre Literatura e Ecologia. Marcos históricos na Física, na Biologia e no Direito. Diversidade Biológica e Mudanças Climáticas. Antropoceno. Ecocrítica. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki

2. Atlas do Mar Literário: Homero e Interlocuções. Mary Shelley, entre Prometeu e o Androide. O corpo feminino e a mulher em Tess of the d’Urbervilles. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

20 de setembro de 2025.
3. Natureza, Trabalho e Capital. Heranças culturais escravagistas. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
4. Amazônia, Trabalho e Violência na Literatura de Ferreira de Castro. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

27 de setembro de 2025.
5. O Turista Aprendiz de Mário de Andrade. Ministrante: Prof. Júlio César Suzuki
6. Mad Maria (Márcio Souza) e Fitzcarraldo (Werner Herzog). Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

4 de outubro de 2025.
7. A Amazônia na voz das mulheres: Eliane Brum, Verenilde S. Pereira e Pauline Melville. Ministrante: Prof. Júlio César Suzuki
8. Italo Calvino e a Ecologia. Ministrante: Prof. Adriana Iozzi Klein

11 de outubro de 2025
9. Climate Fiction (cli-fi), Solar e o Imaginário Climático Contemporâneo.  Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
10. Interlocuções com Ian McEwan e Cormac McCarty. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

18 de outubro de 2025
11. Extrativismo Mineral: entre Geografia, Direito e Literatura. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
12. Literatura e Mineração na América Latina. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

25 de outubro de 2025
13. A cidade e o campo em Lídia Jorge. Ministrante: Prof. Ana Cristina Ribeiro Bonchristiano
14. Manuel Scorza e a Ecologia. Ministrante: Prof. Jean Marie Lassus

8 de novembro de 2025
15. Literatura da catástrofe lenta. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
16. Juan Rulfo, Graciliano Ramos e a literatura da catástrofe lenta. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

Bibliografia:
ANDRADE, Carlos Drummond de. Discurso de primavera e algumas sombras. São Paulo : Companhia das Letras, 2014
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Não verás país nenhum, 14ª ed. São Paulo : Global, 1987
CALVINO, Italo. Marcovaldo. São Paulo : Companhia das Letras, 1994
CARSON, Rachel. Silent Spring. New York, USA : Houghton Mifflin, 1994
CASTRO, Ferreira de. A Selva, 47ª ed.. Lisboa : PRH Grupo Editorial Portugal Ltda., 2014
DANOWSKI, Deborah / VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Há mundo por vir? Ensaios sobre os medos e os fins. 2ª edição. Desterro (Florianópolis) : Cultura e barbárie : Instituto Socioambiental, 2017
DEAN, Warren. A ferro e fogo: A história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo : Companhia das Letras, 1996
EWAN, Ian Mc. Solar. São Paulo : Companhia das Letras, 2010
FANON, Franz. Os condenados da Terra. Rio de Janeiro : Zahar Editores, 2022
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Três anotações sobre Ecocrítica Literária e Direito Ambiental. Revista de Direitos Difusos. v.69, p.15 - 50, 2018.
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Direito Ambiental, fauna e literatura In: Direito Ambiental e proteção dos animais, ed.1. São Paulo: Letras Jurídicas, 2017, v.1, p. 11 - 38.
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Ecoliteratura Brasileira no Século XIX? Sertão e violência contra a natureza na poesia e na prosa. Revista de Direito e Política. v.28, ano XVIII, 2020(2)
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Literatura, Ecologia e Universidade: Notas sobre um percurso interdisciplinar. In: COP 30 – Clima, Direito e Mercado em Conflito. Fortaleza : Núcleo de Estratégias Internacionais da Universidade de Fortaleza, 2025.
GARRARD, Greg. Ecocriticism. New York, USA : Routledge, 2012
HARDY, Thomas. Tess dos D’Urbervilles. Domingos Martins, ES : Pedra Azul, 2016
IOVINO, Serenella. Paesaggio civile: Storia di ambiente, cultura e resistenza. Milano, Itália : Il Saggiatore, 2022
JAMESON, Fredric. Archaeologies of the Future: The desire called Utopia and other Science Fictions. New York, USA : Verso, 2007
JORGE, Lídia. Estuário. Lisboa : Dom Quixote, 2018
MORTON, Timothy. O pensamento ecológico. São Paulo : Quina Editora, 2023
PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição: Pensamento político e crítica ambiental no Brasil Escravista (1786 – 1888). Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2002
PECERE, Paolo. Il senso dela natura: Sette sentirei per la Terra. Palermo, Itália : Sellerio, 2024
RULFO, Juan. Pedro Páramo & Chão em Chamas / Juan Rulfo, tradução e prefácio de Eric Nepomuceno – 7ª ed. – Rio de Janeiro : Record, 2012
SAITO, Kohei. O capital no Antropoceno. São Paulo : Boitempo, 2024
SCORZA, Manuel. Bom dia para os defuntos. São Paulo : Círculo do Livro, 1976
SHELLEY, Mary. Frankenstein. New York : Barnes & Noble Books, 2003
SOUZA, Airton. Outono de carne estranha, 3ª ed. Rio de Janeiro : Record, 2024
SOUZA, Márcio. Galvez Imperador do Acre, 10ª ed. Rio de Janeiro : Marco Zero, 1983
SOUZA, Márcio. Mad Maria, 6ª ed. São Paulo : Record, 2023
VALLEJO, César. Tungstênio. Sâo Paulo : Iluminuras, 2021
VEIGA, José Eli da. O Antropoceno e as Humanidades. São Paulo : Ed. 34, 2023
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade : Na história e na literatura. São Paulo : Companhia das Letras, 2011
WISNIK, José Miguel. Maquinação do mundo: Drummond e a mineração. São Paulo: Companhia das Letras, 2018

Programa

Público-alvo:
Professoras/es da rede pública e privada, educadoras/es, estudantes, pesquisadoras/es e interessadas/os em geral.
 
Breve Descrição:
Apesar dos esforços realizados para a aplicação da lei 11.645/08, que institui o ensino obrigatório de história e cultura afro-brasileira e indígena, a história dos índios do Brasil ainda segue obliterada em boa parte dos espaços formais de ensino. Há ainda uma tentativa de silenciamento da diversidade cultural e das demandas históricas dos povos indígenas, que se refletem em representações esteriotipadas e exotizantes. Nesse sentido, esta formação discute alguns eixos fundamentais para a compreensão da história dos índios brasileiros, tais como processos de colonização, formas de exploração do trabalho indígena (livre e escravo), disputas pela terra e lutas contemporâneas pelo direito à autodeterminação. Além disso, abre espaço para a elaboração coletiva de materiais didáticos com o uso de documentos históricos.
 
Objetivos:
Discutir a história dos índios brasileiros a partir dos eixos colonização, formas de exploração do trabalho indígena livre e escravo, disputas pela terra e reivindicações contemporâneas.
Analisar livros didáticos dos ensinos fundamental e médio e refletir como os povos indígenas são representados neles.
Desenvolver estratégias e metodologias de elaboração de material didático com o uso de fontes históricas.
 
Justificativa:
A lei 11.645/08 – que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo oficial da educação básica – é, sem dúvida, uma conquista. No entanto, professoras e professores têm passado por dificuldades para tratar da história dos índios na sala de aula. Vários fatores ajudam a explicar esses entraves, tais como a falta de materiais didáticos que incorporem os avanços historiográficos mais recentes, a persistente invisibilização da diversidade dos povos indígenas, ainda tratados como povos a-históricos, e a carência de espaços de formação continuada sobre o tema. Por extensão, ainda lidamos com gerações de professores que não tiveram contato com a história indígena. Nesse sentido, o presente curso visa ampliar os espaços de discussão ao abordar eixos centrais da produção historiográfica sobre os povos indígenas no Brasil. Além disso, abre um espaço coletivo para análise crítica dos livros de ensino de história e fornece subsídios para a confecção de materiais didáticos com uso de documentos, buscando, assim, diversificar propostas de práticas docentes.
 
Encontro 1: Processos de colonização no nordeste brasileiro (séculos 16 e 17): missões, guerras e trabalho indígena nas plantations
 
Temas: Apresentação do curso. Guerras, missões e escravidão indígena no nordeste brasileiro. Trabalho indígena nas plantations e engenhos de açúcar.
Atividade: análise de livros didáticos utilizados em escolas públicas e privadas de São Paulo.
Leituras sugeridas: ANGATU, Casé. “Histórias e culturas indígenas” - Alguns desafios no ensino e na aplicação da lei 11.645/2008: de qual história e cultura indígena estamos mesmo falando? História e Perspectivas, Uberlândia, v. 53, p. 179-209, 2015.
SCHWARTZ, Stuart B. “Uma geração exaurida: agricultura comercial e mão-de-obra indígena” e “Primeira escravidão: do indígena ao africano”. In: SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial.1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 40-73.
 
 
Encontro 2: Formas de exploração do trabalho indígena livre e escravo na Amazônia e região mineradora (século 18)
 
Temas: Legislação sobre a escravidão indígena. Trabalho escravo e livre na coleta das drogas do sertão na Amazônia e na mineração no centro e sudeste brasileiro. Ações de liberdade de índias e índios escravizados como forma de resistência à exploração do trabalho.
Atividade: resolução conjunta de dois materiais didáticos sobre os temas tratados na aula: os Kits Didáticos “Mão de obra na colonização portuguesa na Amazônia no século XVIII e impasses na sobrevivência indígena” e “Escravidão indígena e ocupação de terras na Amazônia portuguesa no século XVIII”, produzidos no Lemad-DH-USP.
Leituras sugeridas: PERRONE-MOISÉS, Beatriz. “Índios Livres e índios escravos: Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII)”. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 115-132.
PRADO, Luma Ribeiro. “Livres para ‘uzar de sua liberdade’: índias e índios entre trabalho escravo e trabalho livre compulsório”. In: Cativos Litigantes: demandas indígenas por liberdade na Amazônia portuguesa (1706-1759). Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. p. 172-221.
 
Encontro 3: Extinção inevitável? Expropriação das terras indígenas, apagamento étnico-racial e teorias evolucionistas no século 19
 
Temas: Criação do IHGB e teorias evolucionistas, expropriação das terras indígenas, tentativas de apagamento das identidades étnico-raciais por meio da transformação do índio em mestiço.
Oficina de Produção de Material Didático de história indígena a partir de fontes históricas 1: seleção dos documentos e elaboração da problemática.
Leituras sugeridas: MONTEIRO, John M. “As ‘raças’ indígenas no pensamento brasileiro do Império.” In: MONTEIRO, John M. Tupis, Tapuias e Historiadores: Estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de Livre Docência. Unicamp, Campinas, 2001, p. 170-179.
FREIRE, José R. B.. Cinco idéias equivocadas sobre o índio. Revista do Centro de Estudos do Comportamento Humano (CENESCH), Manaus/AM, n. 1, p. 17-33, set. 2000.
 
Encontro 4: A extinção que nunca se cumpriu: do SPI às lutas contemporâneas (séculos 20 e 21)
 
Temas: Políticas do SPI e da FUNAI, Relatório Figueiredo e Ditadura civil-militar, Constituinte de 1988 e lutas contemporâneas.
Oficina de Produção de Material Didático de história indígena a partir de fontes históricas 2: confecção das questões e apresentação das propostas.
Leitura sugerida: SANT’ANNA, André Luis de Oliveira de; CASTRO, Alexandre de Carvalho; JACO-VILELA, Ana Maria. Ditadura Militar e práticas disciplinares no controle de índios: perspectivas psicossociais no Relatório Figueiredo. Psicol. Soc., Belo Horizonte, v. 30, 2018, p. 1-10.

 

Programa

Resumo:
Rumores de passos em escadas de madeira; portas fechadas subitamente (pelos ventos?), casarões assombrados por vultos, sons e odores… espaços abandonados ou habitados por seres outros? Este curso está interessado em pensar associações entre o espaço doméstico, de casas e habitações variadas, e presenças intangíveis (de fantasmas, aparições, “espíritos” e entes espectrais). A partir de debates contemporâneos que questionam a centralidade humana na reflexão antropológica, o curso estabelece conexões entre Antropologia e Literatura, com intuito de experimentar as aparições escritas em diferentes espacialidades. Tais aparições podem ser definidas, provisoriamente, como “processos sinestésicos das fantasmagorias” ou formatos de materializações e manifestações de seres intangíveis.

1a. sessão: Onde habitam os fantasmas? As aparições em Josué Montello
2a sessão: A casa-testemunha, a escrita assombrada de Lúcio Cardoso
3a sessão: As velhas assombrações, olhares de Gilberto Freyre
4a sessão: O que reivindicam os mortos? Os insepultos de Érico Veríssimo

Referências:
ANDRIOPOULOS, Stefan. Aparições espectrais: o idealismo alemão, o romance gótico e a mídia óptica. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.
BLANES, Ruy. ESPÍRITO SANTO, Diana. Introduction: on the agency of intangible. In:_______. The Social Life of Spirits. Chicago and London: The University of Chicago Press. 2014. p.01-32.
CARDOSO, Lucio. Crônicas de uma casa assassinada. São Paulo: Companhia das Letras: 2020.
DERRIDA, Jacques. Espectros de Marx. Rio de Janeiro: Relumé-Dumerá, 1994.
FREYRE, Gilberto. Assombrações do Recife Velho. Rio de Janeiro: Record, 1987.
LAGES, Gabriela. Quem vigia o casarão? Uma análise sobre a convivência entre vigilantes e seres intangíveis em São Luís. Dissertação -- Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. UFMA, 2019.
MILLER. Daniel. Casas e teorias da acomodação. In:______. Trecos, troços e coisas: Estudos antropológicos sobre a cultura material. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. p.120-163.
MONTELLO. Josué. Os tambores de São Luís. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985.
VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Programa

Aula 1: Democracia
Dahl, Robert A. On democracy. Yale university press, 2020

Aula 2: Governo representativo: princípios aristocráticos e expectativas igualitárias
Manin, Bernard. The principles of representative government. Cambridge University Press, 1997.

Aula 3: Por que insistir em eleições?
Przeworski, Adam. Why bother with elections?. John Wiley & Sons, 2018

Aula 4: Integridade eleitoral: elementos normativos
Norris, Pippa. Why electoral integrity matters. Cambridge University Press, 2014
Murillo, Victoria, Steven Levitsky, and Daniel Brinks. La Ley y la trampa en América Latina: por qué optar por el debilitamiento institucional puede ser una estrategia política. Siglo XXI Editores, 2021

Programa

Aula 1: Apresentação do curso: os autores, seus conceitos, seus contextos

Aula 2: Descartes e o “eu penso” como fundamento filosófico

Aula 3: Kant: “o eu penso deve acompanhar todas as minhas representações”

Aula 4: Freud: “lá onde o Isso era, o eu deve advir" (“Wo es war soll ich werden”)

Aula 5: Lacan: “o eu é um sintoma”

Bibliografia


DESCARTES, R. “MEDITAÇÕES SOBRE FILOSOFIA PRIMEIRA”, ED. UNICAMP, 2004.
KANT, I. “CRÍTICA DA RAZÃO PURA”, ED. CALOUSTE GULBENKIAN, 2001.
FREUD, S. “O EU E O ID”, IN OBRAS COMPLETAS, VOL. 16, ED. COMPANHIA DAS LETRAS, 2010.
FREUD, S. “A DISSECAÇÃO DA PERSONALIDADE PSÍQUICA”. IN OBRAS COMPLETAS, VOL. 18, ED.
COMPANHIA DAS LETRAS, 2010.
FREUD, S. “ANÁLISE TERMINÁVEL E INTERMINÁVEL” IN OBRAS COMPLETAS, VOL. 19, ED. COMPANHIA
DAS LETRAS, 2018.
LACAN, J. SEMINÁRIO, LIVRO I - “OS ESCRITOS TÉCNICOS DE FREUD”, ED. ZAHAR
LACAN, J. SEMINÁRIO, LIVRO II - “O EU NA TEORIA DE FREUD E NA TÉCNICA PSICANALÍTICA”, ED.
ZAHAR.
LACAN, J. SEMINÁRIO, LIVRO VI - “O DESEJO E SUA INTERPRETAÇÃO”, ED. ZAHAR
LACAN, J. “ESCRITOS”, ED. ZAHAR

Programa

AULA 1 – 14 de abril (Luiz Mota e Victor Nakanishi): Introdução do curso/Expansão e escravidão dos Estados Unidos: “Rei Algodão” e a ideologia pró-escravista do Sul
Sugestões de leitura:
- MORGAN, Edmund S. Escravidão e liberdade: o paradoxo americano. Estudos Avançados, 14(38), 2000, 121-150.
- JOHNSON, Walter. Soul by Soul: Life Inside the Antebellum Slave Market. Cambridge: Harvard University Press, 1999, p. 214-220.

AULA 2 – 16 de abril (Luiz Mota): Origens e formação do escravismo no Brasil: Estado, sociedade, legislação e política.
Sugestões de leitura:
- CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Cia. das Letras, 2012, p. 13-43 (“Capítulo 1 - O grande medo de 1852 (à guisa de introdução”, p. 13-32; “Capítulo 2 - escravismo”, p. 33-43).
- MATTOS, Hebe; GRINBERG, Keila. Código penal escravista e Estado. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 163-169.
- MENDONÇA, Joseli. Legislação emancipacionista, 1871 e 1885. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 277-284.

AULA 3 – 21 de abril (Victor Nakanishi): Os limites da escravidão: A emergência do movimento abolicionista norte-americano e a Guerra Civil
Sugestões de leitura:
- AZEVEDO, Celia Maria Marinho de. Abolicionismo. Estados Unidos e Brasil, Uma História Comparada (século XIX). São Paulo: Annablume, 2003, p. 35-58
- MCPHERSON, James M. This Mighty Scourge: Perspectives on the Civil War. New York: Oxford University Press, 2007, p. 3-19.

AULA 4 – 23 de abril (Luiz Mota): Resistências à escravidão no Brasil oitocentista
Sugestões de leitura:
- ALBUQUERQUE, Wlamyra. Movimentos sociais abolicionistas. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 328-333.
- REIS, João José. Revoltas escravas. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 392-399.
- SCHWARCZ, Lilia Moritz. Retrato em branco e negro: jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no final do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 19-30 (“O estado da questão”).

AULA 5 – 28 de abril (Victor Nakanishi): Em busca do passado perdido: Imigrantes norte-americanos e suas experiências na sociedade brasileira
Sugestões de leitura:
- BRITO, Luciana da Cruz. Um Paraíso Escravista na América do Sul: Raça e Escravidão sob o Olhar de Imigrantes Confederados no Brasil Oitocentista. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 145-173, 2015.
- MIRANDA, Clícea Maria Augusto de. Repercussões da Guerra Civil Americana no destino da escravidão no Brasil - 1861-1888. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017 p. 51-81 (Capítulo 3 “Impactos da Guerra Civil: Imigração americana e a política de colonização do estado imperial)

AULA 6 – 30 de abril (Luiz Mota): O “legado da escravidão” hoje
Sugestões de leitura:
- COSTA, Emília Viotti da. A abolição. 9. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2010, p. 9-12, 127-138 (“Introdução”, “Depois do fato” e “O impacto da abolição”).
- DOMINGUES, Petrônio. Associativismo negro. In: SCHWARCZ, Lilia; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 113-119.

Referências Bibliográficas:

ADORNO, Sérgio. Os aprendizes do poder: o bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
_____. O abolicionismo na Academia de Direito de São Paulo. In: Resgate: Revista de Cultura, n. 5, Campinas: 1993, p. 93-101.
ALONSO, Angela. Ideias em movimento. A geração de 1870 na crise do Brasil-Império. São Paulo, Paz e Terra, 2003.
_____. Flores, votos e balas. O movimento abolicionista brasileiro (1868-88). São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
AZEVEDO, Celia. Abolicionismo: Estados Unidos e Brasil, uma história comparada (século XIX). São Paulo: Annablume, 2003.
_____. Onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites, século XIX. 3. ed. São Paulo: Annablume, 2004.
AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1999.
_____. O Direito dos Escravos. Lutas jurídicas e abolicionismo na Província de São Paulo. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2010.
BLIGHT, David W. Race and Reunion: The Civil War in American Memory. Cambridge, Mass.; London: Harvard University Press, 2001.
BRITO, Luciana da Cruz. “Perspectivas sobre as Relações Raciais nos Estados Unidos por Meio do Anti-exemplo da Sociedade Brasileira: As Impressões dos Abolicionistas Negros Norte-Americanos e de Imigrantes Confederados.” In: MACHADO, Maria Helena P. T.; SCHWARCZ, Lilia M. (Orgs.). Emancipação, inclusão e exclusão: desafios do passado e do presente. São Paulo: EDUSP, 2018, v. 1, p. 375-386.
_____. Um Paraíso Escravista na América do Sul: Raça e Escravidão sob o Olhar de Imigrantes Confederados no Brasil Oitocentista. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 145-173, 2015.
CARDOSO, Ciro (Org.). Escravidão e abolição no Brasil: novas perspectivas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988.
CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro das sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
_____ (Org.). Nação e cidadania no império: novos horizontes. Rio de Janeiro:Civilização Brasileira, 2007.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990.
_____. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
CONRAD, Robert. Os últimos anos da escravatura no Brasil, 1850-1888. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL, 1975. Trad. Fernando de Castro Ferro.
COSTA, Emília Viotti da. A abolição. 9 ed. São Paulo: Editora UNESP, 2010.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1984.
DOUGLASS, Frederick. Narrativa da Vida de Frederick Douglass, Um Escravo Americano. São Paulo: Aetia, 2018.
EISENBERG, Peter L. A Guerra Civil Americana. São Paulo: Brasiliense, 1982.
ELTIS, David. The Rise of African Slavery in the Americas. 7ª impressão. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
FERREIRA, Ligia (Org.). Primeiras Trovas Burlescas e outros poemas - Luiz Gama. Editora Martins Fontes, 2000.
_____. Luiz Gama (1830-1882): étude sur la vie et l'oeuvre d'un noir citoyen, poète et militant de la cause antiesclavagiste au Brésil. 2001. 920 f. Tese (Doutorado em Estudos Portugueses e Brasileiros) – Université Paris 3 - Sorbonne, Paris, França.
_____. Luiz Gama: um abolicionista leitor de Renan. Estudos Avançados, 21 (60), 2007, p. 271-288.
_____. Luiz Gama por Luiz Gama: carta a Lúcio de Mendonça. Teresa - Revista de Literatura Brasileira [8 | 9], São Paulo, p. 300-321, 2008.
_____ (Org.). Com a palavra, Luiz Gama: poemas, artigos, cartas, máximas. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2011.
FONER, Eric. Nada além da liberdade. A emancipação e seu legado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
_____. Reconstruction: America’s Unfinished Revolution, 1863-1877. New York City: Harper Perennial Modern Classics, 2002.
_____. Free Soil, Free Labor, Free Men: The Ideology of the Republican Party Before the Civil War. New York: Oxford University Press, 1970.
FRANCISCO, Renata. A maçonaria e o processo de abolição em São Paulo. 2018. 268 f. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
GRINBERG, Keila. Liberata: a lei da ambiguidade: as ações de liberdade da Corte de Apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
HORNE, Gerald. O Sul Mais Distante: os Estados Unidos, o Brasil e o Tráfico de Escravos Africanos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
JOHNSON, Walter. Soul by Soul: Life Inside the Antebellum Slave Market. Cambridge: Harvard University Press, 1999.
MACHADO, Maria Helena. Crime e escravidão. Trabalho, luta e resistência nas lavouras paulistas. 1830-1888. Brasiliense: São Paulo, 1987.
_____. O plano e o pânico. Os movimentos sociais na década da abolição. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Edusp, 1994.
_____. Sendo cativo nas ruas: a escravidão urbana na cidade de São Paulo. In: PORTA, Paula (Org.). História da cidade de São Paulo. São Paulo: Paz e Terra, 2004, v. 2, p. 59-99.
_____; CASTILHO, Celso (Orgs.). Tornando-se livre. Agentes históricos e lutas sociais no processo de abolição. São Paulo: Edusp, 2015.
MAMIGONIAN, Beatriz. Africanos livres: a abolição do tráfico de escravos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
MARQUESE, Rafael de Bivar. Feitores do corpo, missionários da mente: senhores, letrados e o controle dos escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
MCPHERSON, James M. This Mighty Scourge: Perspectives on the Civil War. New York: Oxford University Press, 2007.
MIRANDA, Clícea Maria Augusto de. Repercussões da Guerra Civil Americana no destino da escravidão no Brasil - 1861-1888. Tese (Doutorado em História Social) - Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
MORGAN, Edmund S. Escravidão e liberdade: o paradoxo americano. Estudos Avançados, 14(38), 2000, 121-150.
PARRON, Tâmis. A política da escravidão no Império do Brasil, 1826-1865. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
PENA, Eduardo Spiller. Pajens da Casa Imperial: jurisconsultos, escravidão e a Lei de 1871. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2001.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Retrato em branco e negro: jornais, escravos e cidadãos em São Paulo no final do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
_____. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil - 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras.1993.
_____; GOMES, Flávio (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
STAMPP, Kenneth. The Peculiar Institution: Slavery in the Antebellum South. New York: Knopf, 1956.
TOPLIN, Robert. The abolition of slavery in Brazil. New York: Atheneum, 1972.

Programa

Neste curso será estudada a história, arte e música de Galícia, da Pré-história até nossos dias. O foco central do curso será a complexa Idade Média, pois Galícia constituirá o reino mais poderoso da Península Ibérica e lugar onde nasce a língua galego-portuguesa, hoje dividida entre galego e português.

Tópico 1: Galícia na Pré-História, monumentos funerários da antiguidade.
Tópico 2: A cultura “castrexa” e os celtas.
Tópico 3: A romanização.
Tópico 4: O reino suevo.
Tópico 5: O Reino galego medieval e a “era compostelá”.
Tópico 6: Românico e gótico em Galícia.
Tópico 7: Renascimento (século XVI).
Tópico 8: Barroco (século XVII).
Tópico 9: Ilustração e neoclassicismo (século XVIII).
Tópico 10: Século XIX, o Rexurdimento.
Tópico 11: Galícia na 1ª metade do século XX (o nascimento do nacionalismo).
Tópico 12: a Guerra Civil e o exilio.
Tópico 13: A pós-guerra e o franquismo (A longa noite de pedra).
Tópico 14: Galícia após o fim da ditadura franquista: anos 80 e 90.
Tópico 15: Galícia na atualidade.

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:

Alén Garabato, Mª Pilar. 1997. Historia da música galega. Cantos, cantigas e cánticos. A Nosa Terra.
Álvaro López, Milagros. 2003. Historia da arte. Anaya.
Arias Vilas, Felipe. 1992. A romanización de Galicia. A Nosa Terra.
Carballo, Francisco; Sénen López, Felipe; López Carreira, Anselmo; Obelleiro, Luís; Alonso, Bieito.
1996. Historia de Galicia. Edicións A Nosa Terra.
Calo Lourido, Francisco. 1993. A cultura castrexa. A Nosa Terra.
Cegarra, Basilio. 1992. Guia da arte de Galicia. Galaxia.
López Carreira, Anselmo. 2005. Historia xeral de Galicia. A Nosa Terra.
López Carreira, Anselmo. 2005. O reino medieval de Galicia. A Nosa Terra.
Vilanova, Fernando M. 2005. A pintura galega (1850 – 1950). Xerais.

Programa

AULA 1 – Articulando espaços fragmentados: os correios dos impérios coloniais
Nesta aula buscaremos demonstrar a importância dos modos de comunicação à distância no processo de estruturação de impérios coloniais. Com observações pontuais sobre as redes de comunicação europeias dos séculos XV ao XVIII, procuramos caracterizar um panorama geral dos modos pelos quais governos de extensos territórios lograram se articular.

AULA 2 – Dobrando o espaço para acelerar o tempo: os correios do Brasil
Nesta aula procuramos apresentar o processo de formação dos correios do Brasil no contexto de reforma e de crise do império português na virada do século XVIII para o XIX. Como estudo de caso específico, buscamos demonstrar como a Coroa portuguesa logrou aperfeiçoar a rede postal dessa época promovendo um generalizado encurtamento das distâncias que permitiu acelerar os tempos de comunicação entre espaços afastados. Essa nova estrutura da rede postal se tornou objeto de disputa de uma nova geografia política.

AULA 3 – Cartografar o tempo da Modernidade
Nesta aula iremos apresentar algumas ferramentas analíticas da Cartografia Digital capazes de representar visualmente fenômenos de encurtamento espaçotemporal. Desse modo, esperamos poder aguçar uma sensibilidade atenta às consequências espaciais e temporais suscitadas pela aceleração, expansão e diversificação de uma rede de comunicação à distância como os correios fornecendo, assim, parâmetros históricos para refletir sobre a experiência contemporânea ancorada nos efeitos da internet.

BIBLIOGRAFIA
BANKS, K. Chasing Empire across the sea: communications and the state in the French Atlantic, 1713-1763. Montréal: McGill-Queen’s UP, 2014.
BEHRINGER, W. Communications revolutions: a historiographical concept. German History, 24, n.3 (2006).
GAUDIN, Guillaume; STUMPF, Roberta (dir.). Las distancias en el gobierno de los imperios ibéricos: concepciones, experiencias y vínculos. Madrid: Casa de Velázquez, 2022.
GUAPINDAIA, Mayra C. O Controle do Fluxo das Cartas e as Reformas de Correio na América Portuguesa (1796-1821). Tese (Doutorado em História) – Programa Interuniversitário, Lisboa, 2019.
HARVEY, David. “Space as a keyword”. In: CASTREE, Noel; GREGORY, Derek (orgs.). David Harvey: a critical reader. Malden e Oxford: Blackwell, 2006.
HENKIN, D. The postal age: the emergence of modern communications in nineteenth-century America. Chicago: The University of Chicago Press, 2006.
HOW, J. Epistolary Spaces. English Letter Writing from the Foundation of the Post Office to Richardson’s Clarissa. London/New York: Routledge, 2018.
INNIS, Harold A. Empire and communications. Toronto: Dundurn Press, 2007.
KAUKIAINEN, Y. Shrinking the world: improvements in the speed of information transmission, c. 1820-1870. European Review of Economic History, abr. 2001, v. 5, n. 1, p. 1-28
KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo: estudos sobre história. Rio de Janeiro: Contraponto/PUC-Rio, 2014.
LEFEBVRE, Henri. La production de l’espace. Paris: Éd. Anthropos, 1974.
LE ROUX, M. (ed.). Post offices of Europe 18th-21st century a comparative history. Brüssel: PIE, Peter-Lang S.A., 2014.
ROSA, Hartmut. Aceleração: a transformação das estruturas temporais na Modernidade. São Paulo: Ed. Unesp, 2019.
SALVINO, Romulo V. Guerras de papel: disputas e estratégias em torno da comunicação escrita na América portuguesa (c.1650-c.1750). Tese (Doutorado em História), UnB, Brasília, 2018.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2006.
SELLERS-GARCÍA, S. Distance and Documents at the Spanish Empire's Periphery. Standford: University Press, 2014.
STEELE, I. K. The English Atlantic, 1675-1740: An exploration of Communication and Community. New York/Oxford: Oxford University Press, 1986.
ZERMEÑO PADILLA, Guillermo. História, experiência e modernidade na América ibérica, 1750-1850. Almanack Braziliense, n.7, maio de 2008.

Programa

Aula 1: Introdução ao livro II
1.1 A estrutura e o(s) objeto(s) dos Segundos Analíticos
1.2 O livro II como uma teoria das definições: o bloco II.1-10
1.3 As quatro questões que estruturam uma investigação científica (II-1-2)

Aula 2: Questões acerca do texto
2.1 Alguns problemas concernentes à relação entre demonstração e definição (II.3-7)
2.2 O caso-limite do conhecimento das definições: a relação entre demonstração e definição (II.8)

Bibliografia


Primária:
Aristote. Oeuvres Complètes. Sous la direction de Pierre Pellegrin. Éditions Flammarion, Paris, 2014.
Aristotle. Posterior Analytics. Topics. Translated by Hugh Tredennick, E. S. Forster. Loeb Classical Library 391.
Cambridge, MA: Harvard University Press, 1960.
Barnes, J. The Complete Works of Aristotle (2 vol.). Princeton: Princeton University Press, 1984.
Barnes, J. Aristotle: Posterior Analytics. Translated with a commentary. Second edition. Oxford: Clarendon Press,
1993.
Ross, W.D. Aristotle’s Prior and Posterior Analytics: A revised text with introduction and commentary. Oxford:
Clarendon Press, 1949.
Ross, W.D; Minio-Paluello, L. Aristotelis Analytica Priora et Posteriora. Oxford Classical Texts, 1964.
Secundária
Aula 1:
Brunschwig, J. ‘L'objet et la structure des Seconds Analytiques d'après Aristote’, in E. Berti (éd.), Aristotle on
Science, Padoue, 1981.
Bronstein, D. Aristotle on Knowledge and Learning: the Posterior Analytics. Oxford: Oxford University Press, 2016,
pp.82-107 (cps. 5-7).
Porchat, O. Ciência e dialética em Aristóteles. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
Aula 2:
Castelli, L. “Disentangling defining and demonstrating: notes on an. post. II 3-7”. In: Manuscrito: Revista
Internacional de Filosofia, Campinas, SP, v. 42, n. 4, p. 243–281, 2019.
Bronstein, D. Aristotle on Knowledge and Learning: the Posterior Analytics. Oxford: Oxford University Press, 2016,
pp. 145-170 (cap. 10).

 

Programa

Aula 1: O ciclo Meister, os pressupostos literário-filosóficos da época e a relação entre Goethe e Schiller

Aula 2: Os impasses da forma do romance e as primeiras críticas de Schiller (Livros I-VI)

Aula 3: A maquinaria do enredo e a caracterização das personagens (Livros VII-VIII)

Aula 4: Filosofia, anos de aprendizado e direção estética (Livros VII-VIII)

Bibliografia:

Bibliografia principal:
GOETHE, Johann W. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Tradução de Nicolino Simone Neto. 2.ed. São Paulo: Editora 34, 2009.
_________. Briefwechsel zwischen Schiller und Goethe in den Jahren 1794 bis 1805. Sämtliche Werke nach Epochen seines Schaffens. Münchner Ausgabe (MA) in 21 Bänden. Band 8-1, Textband; Band 8-2, Kommentar. Karl Richter (Hrsg.). München: Hanser, 1990.
_________. Goethe e Schiller: Correspondência. Apresentação, seleção, tradução e notas de Cláudia Cavalcanti. São Paulo: Hedra, 2010.
_________. Wilhelm Meisters Lehrjahre. Werke, Kommentare und Register. Hamburger Ausgabe (HA) in 14 Bänden. Bd. 7. Romane und Novellen II. Erich Trunz (Hrsg.). München: C. H. Beck, 1982.

Bibliografia secundária:
ARISTÓTELES. Poética. Tradução, introdução e notas de Paulo Pinheiro. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2017.
BAHR, Ehrhard. Erläuterungen und Dokumente: Johann Wolfgang Goethe Wilhelm Meisters Lehrjahre. Stuttgart: Reclam, 2008.
BARBOSA, Ricardo. Cultura estética e liberdade. São Paulo: Hedra, 2009.
BARRENTO, João. Goethe: o eterno amador. Lisboa: Bertrand Editora, 2018.
BLANCKENBURG, Friedrich v. Versuch über den Roman. Leipzig, Liegnitz: David Siegers Wittwe, 1774.
BRÜNING, Gerrit. Ungleiche Gleichgesinnte: Die Beziehung zwischen Goethe und Schiller 1794 – 1798. Göttingen: Wallstein, 2015.
ECKERMANN, Johann P. Conversações com Goethe nos últimos anos de sua vida: 1823-1832. Tradução de Mario Luiz Frungillo. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
ELDRIDGE, S.V.; SPEIGHT, A. (eds.). Goethe’s Wilhelm Meister’s Apprenticeship and philosophy. New York: Oxford University Press, 2020.
GILLE, Klaus F. Wilhelm Meister im Urteil der Zeitgenossen: Ein Beitrag zur Wirkungsgeschichte Goethes. Assen: Van Gorcum, 1971.
GOETHE, Johann W. A metamorfose das plantas. Tradução de Fábio Mascarenhas Nolasco. São Paulo: Edipro, 2019.
_________. Wilhelm Meisters theatralische Sendung. Stuttgart: Reclam, 1986.
_________. Escritos sobre literatura. Tradução de Pedro Süssekind. 3.ed. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2012.
GOTTSCHED, Johann C. Versuch einer critischen Dichtkunst vor die Deutschen: erster allgemeiner Theil. Ausgewählte Werke. Band 6, Teile 1 und 2. Joachim Birke und Brigitte Birke (Hrsg.). Berlin: de Gruyter, 1973.
HEGEL, Georg W. F. Cursos de Estética, volume IV. Tradução de Marco Aurélio Werle e Oliver Tolle. 1. ed. São Paulo: EDUSP, 2014.
HUMBOLDT, Wilhelm von; MATTSON, Philip (org.). Briefe Juli 1795 bis Juni 1797. Berlin, Boston: De Gruyter, 2017.
KANT, Immanuel. Crítica da faculdade de julgar. Tradução de Fernando Costa Mattos. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2016.
KÖRNER, Christian G. Sobre Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. In: Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, [S. l.], v. 27, n. 2, p. 115-131, 2022. Tradução de Reginaldo Rodrigues Raposo. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/filosofiaalema/article/view/194198. Acesso em: 9 fev. 2024.
KOOPMANN, Helmut: Wilhelm Meisters Lehrjahre. In: LÜTZELER, Paul Michael. Goethes Erzählwerk: Interpretationen. Stuttgart: Reclam, 1991.
LUKÁCS, György. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. Tradução de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2009.
_________. Goethe e seu tempo. Tradução de Nélio Schneider e Ronaldo Vielmi Fortes. São Paulo: Boitempo, 2021.
MAAS, Wilma P. O cânone mínimo: o Bildungsroman na história da literatura. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
MAZZARI, Marcus V. Labirintos da aprendizagem: pacto fáustico, romance de formação e outros temas da literatura comparada. São Paulo: Editora 34, 2010.
MORETTI, Franco. O romance de formação. Tradução de Natasha Belfort Palmeira. São Paulo: Todavia, 2020.
OLIVEIRA, Manoela H. Crítica ao conceito Bildungsroman. In: Revista Investigações, Recife, vol. 26, n. 1, jan. 2013.
_________. O aprendiz e o aprendizado: gênese e primeiras recepções de Wilhelm Meister, de Goethe. In: Verinotio, Rio das Ostras, v. 28, n. 2, pp. 01-19; jul-dez, 2023.
SCHILLER, Friedrich. A educação estética do homem: numa série de cartas. Tradução de Roberto Schwarz e Márcio Suzuki. Introdução e notas de Márcio Suzuki. São Paulo: Iluminuras, 2015.
_________. Ensaios estéticos. Tradução, introdução, comentário e glossário de Teresa Rodrigues Cadete. Vila Nova de Famalicão: Humus, 2021.
_________. Poesia ingênua e sentimental. Estudo e tradução de Márcio Suzuki. São Paulo: Iluminuras, 1991.
_________. Schillers Briefwechsel mit Körner: von 1784 bis zum Tode Schillers. Teil I-II. Karl Goedeke (Org.) Leipzig: Veit, 1859.
SCHLEGEL, Friedrich. Fragmentos sobre poesia e literatura (1797-1803): seguido de Conversa sobre poesia. Tradução e notas de Constantino Luz de Medeiros e Márcio Suzuki. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
WERLE, M. A. O idealismo de Schiller n’Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister de Goethe. In: Revista Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, vol. 198, p. 69-78, 2014.
WEZEL, Johann K. Hermann und Ulrike: ein Roman. Erster Band. München: Georg Müller, 1919.