Programa

Justificativa:
 
No centenário da morte de D. Luís de Orleans e Bragança (1878-1920), a presente intervenção almeja o resgate da memória deste personagem esquecido da realeza brasileira por meio de um exame de sua trajetória a partir do banimento imposto pela República à Família Imperial até sua inesperada elevação à condição de herdeiro do trono. A partir desses fundamentos, tratar-se-á da formação acadêmica do príncipe brasileiro, de sua atividade literária como autor de relatos de viagens pela Ásia, África e América do Sul, de sua atuação política em favor da restauração monárquica, e finalmente de sua participação ao lado dos Aliados na Primeira Guerra Mundial.
 
Objetivo:
 
Esta proposta se insere num movimento recente da historiografia, em que se destacam os estudos da historiadora e biógrafa Teresa Malatian, o qual visa reconstituir os passos dos membros da Família Imperial brasileira após sua deposição, lançando um novo olhar sobre o período compreendido entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, sobretudo com relação ao fenômeno do “monarquismo” na República Velha.
No que se refere a D. Luís, além da problematização de sua atuação política, procurar-se-á redimensionar a temática literária envolvendo o personagem e sua condição como autor de língua francesa inserido em redes acadêmicas formais, a exemplo da Sociedade Geográfica Francesa e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, examinando-se a fisionomia de sua escrita, sua contextualização histórico-cultural, seu alcance e possível interesse na atualidade.
Isso se dará por meio de uma reconstituição dos eventos políticos envolvendo a Família Imperial após a queda da monarquia no Brasil, atentando-se para suas implicações na biografia do príncipe, em que pese sua futura atuação como militar, escritor e proponente ao trono.
 
Bibliografia:
 
AULER, Guilherme. “Aspectos da vida de D. Luiz de Bragança”. In: Revista do Instituto do Ceará. Sob a direção de Th. Pompeu Sobrinho. Tomo LV, ano LV, 1941, pp. 96-108.
D’ORLEANS, Louis. Dans les Alpes. Paris: Plon-Nourrit et Cie., 1901.
D’ORLEANS, Louis. Tour d’Afrique. Paris: Librairie Plon, 1902.
D’ORLEANS, Louis. À travers l'Hindo-Kush. Paris: Beauchesne, 1906.
D’ORLEANS-BRAGANCE, Louis. Sous la Croix du Sud. Paris: Librairie Plon, 1912.
JOÃO DO RIO. “D. Luís”. Leitura para Todos, série II, nº 20, maio de 1920.
MALATIAN, Teresa. D. Luís de Orleans e Bragança: Peregrino de Impérios. São Paulo: Alameda, 2010.
MOUTINHO, Nogueira. “No centenário de D. Luís”. In: Revista da Academia Paulista de Letras. Ano XL, nº 103, novembro de 1983, pp. 69-85.
ORLEANS-BRAGANÇA, D. Luiz de. Sob o Cruzeiro do Sul. Primeira edição em vernáculo. Traduzido pelo autor com a colaboração do Dr. Mello Rezende. Montreux: Société de l’Imp. & Lith. de Montreux, 1913.
ORLEANS E BRAGANÇA, D. Luís de. Onde Quatro Impérios se encontram. Trad. Lasinha Luís Carlos de Caldas Brito. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1950.
VIANNA, Hélio. “D. Luís de Orleans-Bragança – o príncipe perfeitíssimo”. In: Letras Imperiais. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1961, pp. 141-150.

 

Programa

Parte I: O legado clássico greco-romano e a apropriação da imitação no discurso da pintura na Idade Moderna. (Aulas 1 e 2)
A pintura enquanto imitação e suas vertentes: a teoria das belas-artes de Charles Batteux; o mito de Butades do surgimento da pintura na Naturalis Historia de Plínio, o Velho; a crítica à pintura na República de Platão (e a relação epistemológica entre a pintura, imagem e o mito da caverna de Platão), o princípio imitativo na Poética de Aristóteles; a conexão entre imitação e harmonia na Arte Poética de Horácio; a retomada do ideal clássico por Dubos na Era Moderna; a distinção entre natura naturans e natura naturata na teoria filosófica moderna, o estudo clássico de Winckelmman sobre a imitação da pintura nos gregos; a crítica de Goethe ao Ensaio sobre a pintura de Diderot; a defesa da pintura como arte liberal por Felix da Costa e a transição da imitação da natureza para a imitação do universal no Tratado da Pintura de Da Vinci.

Parte II: A crise da imitação na Modernidade
Crítica à pura imitação e o estatuto da pintura enquanto tentativa de ir além da natureza: o surgimento da metafísica cartesiana e o desenvolvimento da epistemologia moderna (Locke, Leibniz e Kant), a fama da pintura enquanto arte da ilusão no Renascimento; a crítica à superficialidade e ilusionismo da pintura em Herder; a crítica à mecanicidade da pintura em André Félibien; o ideal da imitação das expressões e das paixões na pintura; a conexão entre pintura e discurso em Da Vinci, Baumgarten e Lessing; o artista como gênio criador; as práticas de reconhecimento e subjetivação em Vermeer; a difusão da técnica do auto-retrato em Dürer e Rembrandt; a imposição da experiência do pintor sobre o objeto no caso de Artemisia; a retomada do conteúdo cristão e do cotidiano como reconhecimento de um sujeito universal em Hegel e Michelangelo e o prevalecimento da expressão do sujeito no exterior (Van Gogh) e do reconhecimento de si (Manet) no Modernismo.

Bibliografia 


BATTEUX, CHARLES. The Fine Arts Reduced to a Single Principle. Translation by James O. Young. Oxford University Press. Oxford, Uk. 2015.
BAUMGARTEN, A.G. Estética - A Lógica da Arte e do Poema. Tradução de Míriam Sutter Medeiros. Vozes, Petrópolis, 1993.
DA VINCI, L. Les Carnets de Léonard de Vinci, introdução, classificação e notas por E. MacCurdy, traduzido por L. Servien. Gallimard. Paris, França. 1942.
DÉMORIS, R. André Félibien, Entretiens… (I e II). Les Belles Lettres. Paris, França. 1987.
GOETHE, J. W. Escritos sobre arte. Trad. Marco Aurélio Werle. Humanitas. São Paulo, SP. 2008.
HEGEL, G.W.F. Cursos de Estética I, II, III e IV. Tradução de M.A. Werle e O. Tolle. Consultoria de V. Knoll. Edusp: São Paulo, 1999-2005.
HERDER, J.G. Plástica. Tradução de Pedro Augusto Franceschini e Marco Aurélio Werle. Edusp: São Paulo, 2018.
HORÁCIO. Ars Poética. In: ‘A Poética Clássica’, Aristóteles, Horácio, Longino. Tradução Jaime Bruna. Ed. Cultrix. São Paulo - SP. 2005.
LESSING, G.E. Laocoonte ou sobre as fronteiras da pintura e da poesia. Iluminuras: São Paulo, 2011.
LICHTENSTEIN, J. (org.). A Pintura (coleção), vol. I - XIV. Editora 34. São Paulo, SP. 2004.
PLINIO, O VELHO. "História natural. (Livro 35)". Tradução: Magnólia Costa (coord.). In: LICHTENSTEIN, J. (org.) A pintura. Vol. I. O mito da pintura. São Paulo: Ed. 34, 2004, p. 73-86. Fonte da tradução: Fonte: Plínio, o Velho, História natural, edição do texto latino in Pline l'Ancien, Histoire naturelle, Paris, Les Belles Lettres, 1985, I. XXXV, p. 63ss.
SULZER, J.G. Teoria geral das belas-artes (seleção de verbetes). Tradução de Juliana Ferraci Martone, Márcio Suzuki, Mário Videira e Oliver Tolle. Editora Clandestina, 2017, acessível em editoraclandestina.org
TOLLE, O. "Ideia sensível e imagem pictórica: a articulação dos gêneros artísticos na
estética alemã". In: Dois Pontos (UFPR), v. 11, pp. 67-78, 2014.
WINCKELMANN, J.J. Writings on Art. David Irwin (org.). Phaidon Press Limited. London, UK. 1972.

Obs.: Os casos de obras acima não mencionadas utilizadas serão disponibilizados em formato de excertos de traduções feitas pelo ministrante no decorrer do curso.

Programa

Primeiro encontro: Que escola queremos? Alinhando Antropologia e Educação

Desenvolvimento histórico do conceito de infância e juventude
Educação como projeto de democracia e mobilidade social
A escola conservadora: como a educação justifica as desigualdades sociais
Escola para quê? Produtividade ou ócio?
Escola como espaço de sócio-cultural
O olhar antropológico para o “chão da escola”

Segundo encontro: A voz dos estudantes

Possibilidades para uma etnografia na escola
Redes de sociabilidade entre jovens e culturas escolares
Juventude e engajamento político e social
Sofrimento dos estudantes e suas lutas por reconhecimento
Medicalização do fracasso escolar
Sucesso escolar e classes populares: a influência das famílias

Terceiro encontro: Escola, sexualidade, gênero e raça

Marcadores sociais da diferença a partir da experiência escolar
“Escola progressista”: quando a inclusão vira exclusão
O corpo nos corredores e nas salas de aula
Direito à juventude: quando é possível ser jovem?
A cor nos processos de subjetivação das e dos jovens

Quarto encontro: As disputas pela escola e temas emergente na educação
Conservadorismos na escola
A reforma do ensino e os discursos neoliberais na educação
Direitos sexuais de jovens e adolescentes
Redes sociais e internet: a popularização dos aparelhos celulares

BIBLIOGRAFIA

ARENDT, Hannah. A crise na educação. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 221-247. 1a edição (Between past and future): 1961.
RANCIÈRE, Jacques. Escola, produção, igualdade. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 29, n. 3, p. 669–686, 2018. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8…
BORDIEU, Pierre. A juventude é só uma palavra. IN: Questões de sociologia.
BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio M. (Orgs.). Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 39-64.
DAYRELL, Juarez. A escola como espaço sócio-cultural. In: Dayrell, Juarez (org). Múltiplos Olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 2001. p. 136-161.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1974.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967.
INGOLD, Tim. Antropologia e/como educação. Rio de Janeiro: Vozes, 2020.
LAHIRE, Bernard; VINCENT, Guy; THIN, Daniel. Sobre a história e a teoria da forma escolar. Belo Horizonte: Educação em Revista, n.33 Junho 2001. p 07-47
PEREIRA, Alexandre Barbosa. Do controverso “chão da escola” às controvérsias da etnografia: aproximações entre Antropologia e Educação. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 23, n. 49, 149-176, 2017.
ALEGRIA, Paula. As quatro estações da primavera: ativismos de gênero e sexualidade no movimento de ocupações secundaristas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educ. Soc., Campinas, v. 2, n. 100 – Especial, p. 1105-1128, out. 2007.
LAHIRE, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares: as razões do improvável. São Paulo: Ática, 2004.
PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.
SCHWEIG, Graziele Ramos. A etnografia como modo de ensinar e aprender na escola.
PEREIRA, Alexandre Barbosa. “A Maior Zoeira” na Escola: experiências juvenis na periferia de São Paulo.
ALEGRIA, Paula. “Vai ter viado de beijando, sim!”: gênero, sexualidade e juventude entre alunos do movimento estudantil secundarista de uma escola pública federal do Rio de Janeiro. Teoria e Cultura, v. 13, n. 1, junho de 2018, p. 36-50
BRAGA, José Ricardo Marques. “Se aqui é o inferno, eu sou a principal demônia!” Etnografando agências juvenis LGBT em contextos escolares de Fortaleza (CE).
SILVA, Cristiane Gonçalves da. Encontros nos territórios: escola, tecnologias juvenis e gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, n. 171, p. 180-202, jan./mar. 2019.
GOMES, Nilma Lino. Educação, raça e gênero: relações imersas na alteridade. Cadernos Pagu (6-7) 1996: p.67-82.
HEILBORN, Maria Luiza; AQUINO, Estela M. L.; BOZON, Michel; KNAUTH, Daniela Riva (orgs). O aprendizado da sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros. Rio de Janeiro: Garamond e Fiocruz, 2006.
JUNQUEIRA, Rogério Diniz. Homofobia nas Escolas: um problema de todos. In: JUNQUEIRA, Rogério Diniz (org). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2009, p. 13. 51.
KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, p. 7-34, 2003.
LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. (2018) “Trejeitos e trajetos de gayzinhos afeminados. Viadinhos e bichinhas pretas na educação!”. Revista Periódicus. vol. 1, n.9., maio.-out. 2018, p. 161-191.
PROFÍRIO, Ana. É inclusão com exclusão? Sobre os entrecruzamentos de gênero, raça e sexualidade no espaço escolar. CAMPOS. V.22 N.1 P. 92-110 JAN.JUN. 2021.
SEFFNER, Fernando. Sigam-me os bons: apuros e aflições nos enfrentamentos ao regime da heteronormatividade no espaço escolar. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 1, p. 145-159, jan./mar. 2013.
BULGARELLI, Lucas. “Das políticas de gênero e sexualidade às políticas anti-gênero e anti-sexualidade no Brasil”. In: FACCHINI, R.; FRANÇA, I. (Org.) Direitos em disputa: LGBT+, Campinas: Ed. da Unicamp, 2020, cap.15.
PRECIADO, Beatriz. “Quem defende a criança queer?”. Jangada, n. 1, Vicosa – MG, jan-jun 2013, p. 96-99.
LEITE, Vanessa Jorge. A captura das crianças e dos adolescentes: refletindo sobre controvérsias públicas envolvendo gênero e sexualidade nas políticas de educação.

Programa

Aula 1 - Apresentação do curso: o que são formas breves?
Aula 2 - Epigramas, provérbios, máximas e jogos espirituosos
Aula 3 - Dar o que pensar ou o pensamento do nada: os aforismos
Aula 4 - Fragmentos autobiográficos e a noção de biografema em Barthes
Aula 5 - Não há fim onde reina a finitude: a escrita fragmentária, crítica e literatura em Maurice Blanchot
Aula 6 - A obra ao pé da página: a poética da nota de rodapé

Bibliografia:

BARTHES, Roland. A morte do autor. In O rumor da língua. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.
_______________. A preparação do romance. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, v. 2, 2005.
BLANCHOT, Maurice. A conversa infinita. São Paulo: Escuta, 2010
_________________. “A literatura e o direito à morte”. In A parte do fogo. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
MONTANDON, Alain. Les formes brèves. Paris: Hachette, 1992.
NIETZSCHE, Friedrich. Humano demasiado humano. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
NOVALIS, Friedrich von Hardenberg. Pólen: fragmentos, diálogos, monólogo. São Paulo: Iluminuras, 2001.
PIGLIA, Ricardo. Formas breves. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
PINO, Claudia Amigo. “De um corpo para outro: Roland Barthes e a bio-grafemática”. In Criação & Crítica, n. 17, p. 15-29, dez. 2016. Disponível em: http://revistas.usp.br/criacaoecritica. Acesso em: 28/05/2025.
SCHLEGEL, Friedrich. Conversa sobre a poesia e outros fragmentos. São Paulo: Iluminuras, 1994.
SUSINI-ANASTOPOULOS, Françoise. L’ecriture fragmentaire. Paris: Presses Universitaires de France, 1997.

* as referências literárias serão indicadas ao longo do curso.

Programa

Este segundo curso da História da literatura galega continua com o século XIX e pode ser cursado ainda que não se fizesse o primeiro sobre Idade Média. Será analisado o século XIX desde o Prerrexurdimento até o início do século XX, a partir da fundação das Irmandades da Fala. A literatura galega re-nasce com a publicação de Cantares Gallegos de Rosalía de Castro, após 3 séculos de escuridão sem apenas textos literários. Os tópicos serão os seguintes:

LÍRICA
- Introdução teórica sobre o Prerrexurdimento, Os Precursores, o Rexurdimento pleno e o Período Intersecular ou Xeración Antre dous Séculos.
- A poesia de Rosalía (Cantares Gallegos, Follas Novas), Eduardo Pondal (Queixumes dos Pinos, Os Eoas), Manuel Curros Enríquez (Aires da miña terra, O divino sainete), Lamas Carvajal, Francisco Añón, Filomena Dato, Alberto García Ferreiro e Florencio Vaamonde.

NARRATIVA
- O nascimento da novela romântica galega: Maxina ou a filla espúrea de Marcial Valladares.
- Manuel Murguía (En prosa), Antonio López Ferreiro (A tecedeira de Bonaval, O castelo de Pambre) e Francisco Álvarez de Novoa (Pé das Burgas).

TEATRO
- A casamenteira de Antonio Benito Fandiño e A fonte do xuramento (Francisco María de la Iglesia y González).

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:

Manuais gerais de história e literatura
Angueira, Anxo. 2019. Rexurdimento: a palabra e a idea. Xerais.
Añón, Francisco. 2012. Poesías galegas. Real Academia Galega.
Castro, Rosalía de. 2013. Cantares Gallegos. Xerais.
Curros Enríquez, Manuel. 1992. Poesía galega completa. Galaxia.
López Ferreiro, Antonio. 1996. O castelo de Pambre. AS-PG, A Nosa Terra.
Méndez Ferrín, Xosé Luís. 2007. De Pondal a Novoneyra. Xerais.
Pena, Xosé Ramón. 2014. Historia da Literatura Galega II: De 1853 a 1916. O Rexurdimento. Xerais.
Pondal, Eduardo. 1995. Queixumes dos pinos. Sotelo Blanco.
Tarrío, Anxo. 1994. Literatura galega: aportacións a unha historia crítica. Xerais.
Vilavedra, Dolores. 1999. Historia da literatura galega. Galaxia.

Programa

Composto de 4 encontros com duas horas de duração cada, o curso é aberto a todos interessados em escrita
literária e artes do corpo.


AULA 1

● Apresentação do curso;
● A literatura pós-autônoma – uma aproximação teórica;
● Primeira sessão de escrita.


AULA 2
● César Aira e o procedimento
● Segunda sessão de escrita.


AULA 3
● Mario Bellatin e a performance
● Diamela Eltit e o corpo
● Terceira sessão de escrita


AULA 4
● Burroughs, Acker e Goldsmith — Colagens, cut-ups e escrita não criativa
● Impressões finais e compartilhamento dos materiais levantados.


AGAMBEN, Giorgio. O que é o ato de criação. 1987. In: AGAMBEN, Giorgio. O fogo e o relato: ensaios sobre criação,
escrita, artes e livros. Tradução de Andrea Santurbano e Patricia Peterle. São Paulo: Boitempo, 2018.
AGUILAR, Gonzalo; CÁMARA, Mario. A máquina performática: a literatura no campo experimental. Rio de Janeiro: Rocco,
2017.
AIRA, César. Pequeno manual de procedimentos. Tradução de Eduardo Marquardt e Marcos Maschio Chaga. Curitiba:
Arte e Letra, 2007.
CHKLOVSKI, Viktor. “A arte como procedimento”. 1917. In: RIBEIRO, Ana Mariza et al. Teoria da literatura: os
formalistas russos. Porto Alegre: Editora Globo, 1976. p. 39-56.
GOLDSMITH, K. Uncreative Writing. Managing Language in the Digital Age. New York: Columbia University Press, 2011.
LUDMER, Josefina. “Literaturas postautónomas 2.0”. In: Ciberletras Revista de crítica literaria y de cultura, No 17, Julio
2007.
MALLO, Augustín Fernández. Postpoesia: hacia un nuevo paradigma. Barcelona: Anagrama, 2009.
MALLO, Augustín Fernández. Blog Up. Ensayos sobre cultura y sociedad. Valladolid: Universidad de Valladolid, 2012.
MALLO, Augustín Fernández. Nocilla Experience. Tradução de Joana Angélica d'Avila Melo. São Paulo: Cia. Das Letras,
2013.
MALLO, Augustín Fernández. Teoría General de la Basura (cultura, apropiación, complejidad). Barcelona: Galaxia
Gutenberg, 2018.
MOLINA, Débora. Autoria no século XXI: escrita não criativa e gênio não original. 2017. 81f. Dissertação (Mestrado em
Letras) – Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017.
PERLOFF, Marjorie. O gênio não original: poesía por otros meios no novo século. Belo Horizonte: UFMG, 2013.

Programa

Aula 1: Introdução a um assassinato: quem foi Sylvia Serafim e por que nunca ouvi falar dela?

A primeira aula apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links,
presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, terá espaço uma aula introdutória sobre o
estudo de caso que permeará todo o curso. A intenção desta aula inicial é apresentar a personagem, contextualizar
sua história, e pavimentar o caminho à discussão que se seguirá sobre o seu material.
Bibliografia:
SCHARGEL, Sergio. Minha bisavó matou um cara. Revista Piauí, jan. 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/minha-bisavo-matou-um-cara/ .

Aula 2: Os escritos jornalísticos de Sylvia Serafim

A segunda aula se dividirá em duas parte: a primeira desdobrará elementos teóricos essenciais à compreensão do
caso de Sylvia Serafim, colocando em diálogo estética da violência, desumanização e sensacionalismo. Na
segunda parte, serão trabalhados e deslocados para o diálogo alguns dos escritos de Serafim, principalmente sua
produção política.
Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. Feminista. Gazeta de São Paulo, n. 7000, 26 mai. 1929.
SERAFIM, Sylvia. Maternidade consciente. Arquivo pessoal.
SERAFIM, Sylvia. No império da moda. O Jornal, n. 3973, Rio de Janeiro, 18 out. 1931. Disponível em:
http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=110523_03&pasta=ano%2….
Acesso em: 30 jun 2022.
SERAFIM, Sylvia. O trabalho intellectual feminino. A Gazeta, n. 6985, 08 mai. 1929.

Aula 3: A literatura de Sylvia Serafim

Por fim, a última aula dará continuidade ao debate da aula anterior, mesclando elementos teóricos sobre tópicos
como desumanização feminina e sensacionalismo com os escritos de Serafim. No entanto, desta vez o foco recairá
sobre sua produção literária.
Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. A mulher na literatura. Arquivo pessoal.
SERAFIM, Sylvia. Fios de prata, symphonia da dor. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas Alba, 1930.

 

Programa

Aula 1: Um conceito geral para a poesia e as suas aplicações na análise desse gênero
Aula expositiva, em que serão abordados os conceitos gerais de gênero poético, imagem e ritmo. Dessa abordagem inicial, passa-se para as possibilidades de utilização desse conceito para a sala de aula, na forma da análise de alguns poemas selecionados pelos ministrantes. O recorte, do geral ao particular, procura ambientar os ouvintes a fim de que eles tenham a experiência de uma leitura cerrada do texto poético e, a partir disso, busquem informações acerca da intencionalidade do autor, tanto no poema quanto nos diálogos e rupturas que ele promove com a tradição e seu tempo.

Aula 2: Os diálogos entre a forma fixa e uma poesia pública em Vinicius de Moraes
Nesta aula, os ouvintes devem percorrer os propósitos iniciais de uma poesia centrada num público restrito, formado por pares com quem o poeta procurava se relacionar no início de sua produção, até a sedimentação de uma voz poética que, sem abandonar as formas fixas, procura por assuntos que possuam maior reverberação em seu tempo. Em relação às formas fixas, esta aula procura dialogar com a introdução do curso, uma vez estabelecidos gêneros poéticos (as elegias) e formas (sonetos, baladas). O palestrante, aqui, procura selecionar uma produção poética que concilie a tradição formal com temas amplos, dado que a abertura promovida por esses poemas estabelece diálogos com outros gêneros da arte em geral, como o cinema, e outros poetas, caso do seu contemporâneo Drummond. Para isso, serão selecionados poemas cujos assuntos – como a guerra, a memória, o cotidiano e o amor – sejam afins com a produção de seu tempo. A partir dessa interpretação, esta exposição procura os meios para a análise de poemas na sala de aula.

Aula 3: Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles
Nesta aula, se pretende estudar as particularidades da lírica de Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, seguindo o que José Paulo Paes ensina a respeito da função da metáfora como forma de compreensão do mundo. Por essa razão, a exposição se volta para as imagens recorrentes dentro dessas poéticas assim como os procedimentos mentais enquanto formas de expressão, comunicação e pensamento em cada um dos autores. Serão usados poemas variados e a abordagem é pensada para ser revertida em prática didática em sala de aula, com a finalidade de sensibilização tanto do aluno como do professor diante da potência criativa da palavra poética.

Aula 4: Orides Fontela
Nesta aula, investigaremos os recursos da linguagem poética utilizados pela poeta Orides Fontela, dando especial atenção às características que a aproximam e distanciam da produção lírica do período em que publicou as suas obras. Para refletir sobre este exercício poético que busca compreender o ser através da linguagem, selecionamos poemas a partir da obra completa da poeta, composta por cinco livros publicados entre 1969 e 1996, a fim de observar como esses elementos se manifestam e podem auxiliar na leitura de poesia como aspecto importante da compreensão literária.

Bibliografia:

Geral:
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. 6 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
LANGER, Susanne K. Sentimento e forma: uma teoria da arte desenvolvida a partir de uma filosofia em nova chave. Tradução Ana M. Goldberger Coelho, J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2006.
PAES, José Paulo. Armazém literário: Ensaios. Organização e apresentação de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Específica:
Sobre Vinícius de Moraes
ANDRADE, Mário de. “Belo, Forte, Jovem”. In: O Empalhador de Passarinho. São Paulo: Martins, 1946.
CANDIDO, Antonio. [Vinicius de Moraes]. In: COUTINHO, Afrânio (org.). Vinicius de Moraes: Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1987, p. 742−744.
CANDIDO, Antonio. “Um poema de Vinicius de Moraes”. In: Teoria e Debate, no. 49, São Paulo, Fundação Perseu Abramo, out.-dez. 2001. In: Poemas, sonetos e baladas. São Paulo, Companhia das Letras, 2008.
FERRAZ, Eucanaã e CICERO, Antonio. “Apresentação”. In: Nova antologia poética (org. Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz). São Paulo, Companhia das Letras, 2003.
GULLAR, Ferreira. “Vinicius, o caminho do poeta”. Jornal da Tarde, São Paulo, 12/7/1980. In: Poemas esparsos (org. Eucanaã Ferraz). São Paulo, Companhia das Letras, 2008.
MORAES, Vinicius de. Vinicius de Moraes: Música, Poesia, Prosa, Teatro. Organização Eucanaã Ferraz. 1 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
VELOSO, Caetano. “Eu sou Vinicius de Moraes”. In: Poemas esparsos (org. Eucanaã Ferraz). São Paulo, Companhia das Letras, 2008.

Sobre Carlos Drummond de Andrade
ARRIGUCCI JR., Davi. Coração Partido: uma análise da poesia reflexiva de Drummond. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
CANÇADO, José Maria. Os Sapatos de Orfeu: biografia de Carlos Drummond de Andrade. Prefácio Armando Freitas Filho. São Paulo: Globo, 2012.
CANDIDO, Antonio. “Inquietudes na poesia de Drummond”. In Vários escritos. 5ªed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.
MERQUIOR, José Guilherme. Verso Universo em Drummond. Trad. Marly de Oliveira, 3.ed. São Paulo: É Realizações, 2012.
SANTIAGO, Silviano. Carlos Drummond de Andrade. (Poetas modernos do Brasil). Petrópolis: Vozes, 1976.
VILLAÇA, Alcides. Passos de Drummond. São Paulo: Cosac e Naify Editor, 2006.
WISNIK, José Miguel. “Drummond e o mundo”. In: NOVAES, Adauto.(Org.): Poetas que pensaram o mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 21.
WISNIK, José Miguel. Maquinação do mundo: Drummond e a mineração. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

Sobre Cecília Meireles
CARPEAUX, Otto Maria. “Poesia Intemporal”. Livros na Mesa. Rio Janeiro: São José, 1960.

DAMASCENO, Darcy. “Poesia do sensível e do imaginário”. In MEIRELES, Cecília. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1958.
GOUVÊA, Leila V. B. Pensamento e “Lirismo Puro” na poesia de Cecília Meireles. São Paulo: EDUSP, 2008.
HANSEN, João Adolfo. “A vida reinventada”. in Mar absoluto e outros poemas. São Paulo: Global, 2015.
MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado: a poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial. São Paulo, Editora 34, 2016.
NETO MARIA, M. C. A falta e o mar absoluto em Cecília Meireles. Dissertação (Mestrado em Literatura brasileira). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, p. 124. 2018.

VILLAÇA, Alcides. “Sobre Cecília em Portugal”. In GOUVÊA, Leila. Cecília em Portugal. São Paulo: Iluminuras, 2001.

Sobre Orides Fontela
ARRIGUCCI JR., Davi. Na trama dos fios, tessituras poéticas. Depoimento a Cleri Aparecida Biotto Bucioli e Laura Fonseca de Almeida. In: Jandira, n. 2, Juiz de Fora, 2005.
BUCIOLI, Cleri Aparecida Biotto. Entretecer e tramar uma teia poética: a poesia de Orides Fontela. São Paulo: Annablume, 2003.
CANDIDO, Antonio. Prefácio. In: FONTELA, Orides. Alba. São Paulo: Roswitha Kempf, 1983.
FLUSSER, Vilém. Língua e realidade. São Paulo: Herder, 1963.
LAVELLE, Patrícia (org.). Poesia e filosofia: homenagem a Orides Fontela. Belo Horizonte: Relicário, 2019.
PAZ,Octavio. O arco e a lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
VERNANT, Jean-Pierre; DÉTIENNE, Marcel. Métis – As astúcias da inteligência. Tradução de Filomena Hirara. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.
VILLAÇA, Alcides. Símbolo e acontecimento na poesia de Orides (1992). In: Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v. 3, n. 34, p. 198, nov. 2014.

 

Programa

Aula 01: O grau zero da moda e do cinema brasileiro moderno (década de 1950)
Aula 02: A formação do campo da moda como autonomização subordinada (década de 1960)
Aula 03: O cinema brasileiro moderno, entre os gêneros locais e a circulação internacional (década de 1960)
Aula 04: A revolução da cultura do consumo e da indústria cultural (década de 1970)

Bibliografia básica:
AMANCIO, Tunico. Pacto cinema-Estado: os anos Embrafilme. Alceu - Revista de Comunicação, Cultura e Política, v. 8, n. 15, p. 173-184, 2007.
BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
BERNARDET, Jean-Claude; GALVÃO, Maria Rita. Cinema: repercussões em caixa de eco ideológica. São Paulo: Brasiliense/Embrafilme, 1983.
BRAGA, J., PRADO, L.A., História da Moda no Brasil. São Paulo: Disal Editora, 2011.
CARDENUTO, Reinaldo. A sobrevida da dramaturgia comunista na televisão dos anos de 1970: o percurso de um realismo crítico em negociação. CZAJKA, Rodrigo; MOTTA, Rodrigo Patto; NAPOLITANO, Marcos (org.). Comunistas brasileiros: cultura política e produção cultural. Belo Horizonte/São Paulo: Editora UFMG/Humanitas, 2013, p. 85-106.
DURAND, José Carlos. Moda, luxo e economia. São Paulo: Babel Cultural, 1988.
FIGUEIREDO, A. C. C. M. “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”: publicidade, cultura de consumo e comportamento político no Brasil, 1954-1964. São Paulo: Editora Hucitec : História Social, USP, 1998.
MICELI, Sérgio. O papel político dos meios de comunicação de massa. SCHWARTZ, Jorge e SOSNOWSKI, Saúl (org.). Brasil: o trânsito da memória. São Paulo: Edusp, 1994, p. 41-67.
MICHETTI, M. Moda brasileira e mundialização. 1a edição. São Paulo, SP, Brasil: FAPESP : Annablume, 2015.
NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Contexto, 2020.
NOVAIS, F. Capitalismo Tardio e Sociabilidade Moderna. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
POUILLARD, V. Licensing luxury fashion in transatlantic and colonial economies: beyond Paris and New York. Revista de Ensino em Artes, Moda e Design, v. 8, n. 2, p. 1–22, 1 jun. 2024.
PRADO, L. A. Gilda de Mello e Souza e a emergência do campo da moda no Brasil (1800-1990). Revista de História, n. 178, p. 1–31, 19 mar. 2019.
PRADO, L. A. Indústria do vestuário e moda no Brasil, sec. XIX a 1960 – da cópia e adaptação à autonomização subordinada. Doutorado em História Econômica - São Paulo, Universidade de São Paulo, 2019.
QUEIROZ, J. R.; BOTELHO, R. (EDS.). Coleção Moda Brasileira. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
RAMOS, José Mário Ortiz. Cinema, Estado e lutas culturais: anos 50, 60, 70. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1983.
ROSA, Cayo Candido. Gustavo Dahl e a Embrafilme: discurso e prática. Mestrado em História Social - São Paulo, Universidade de São Paulo, 2016.
SANT’ANNA, P. Coleção Rhodia: arte e design de moda nos anos sessenta no Brasil. Doutor em História—Campinas, SP: Universidade Estadual de Campinas, 16 abr. 2010.
SIMIS, Anita. Estado e cinema no Brasil. São Paulo: Editora Unesp, 2015.
VIEIRA, João Luiz. O corpo popular, a chanchada revisitada, ou a comédia carioca por excelência. Acervo, v. 16, n. 1, p. 45-62, 2011.
XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz & Terra, 2001.

Programa

Aula 1: Cíntia: Metapoesia no Samba
Aula 2: insulto e Personalidade
Aula 3: Ecfrase e o Morro Dois Irmãos
Aula 4: A Recusa da Viola

Bibliografia:
ACHCAR, F. Lírica e lugar comum. Alguns temas de Horácio e sua presença em Português. São Paulo: Edusp, 1994.
ALLEN, A. W. “Sincerity” and the Roman Elegists. In: Classical Philology. Vol. 45, no 3. Pp. 145 – 160. The University of Chicago Press, Jul., 1950.
BARBOSA JUNIOR, S. M. A irredutibilidade da Arte. 2019. Tese (Doutorado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. doi:10.11606/T.8.2019.tde-18022021-153941.
BARROS, D. Teoria do discurso. 3a ed. São Paulo: Humanitas, 2002.
BOWIE, E. L. “Early Greek Elegy, Symposium and Public Festival”. The Journal of Hellenic Studies, vol. 106 (1986), pp. 13-35.
BRAUDEL, F. Escritos sobre a História. São Paulo: Perspectiva, 2021.
CAMPOS, A. de. Balanço da Bossa. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1968.
CASSIRER, E. A filosofia das formas simbólicas. Vol III. Fenomenologia do Conhecimento. Trad. E. A, Souza. Rev. tec. F. B. Wiebeneicheler. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
____. A Filosofia das Formas Simbólicas. Vol II. O Pensamento Mítico. Trad. C. Cavalcanti. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
____. A filosofia das formas simbólicas. Vol I. A Linguagem. Trad. Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 2009
____. Linguagem e Mito. São Paulo: Perspectiva, 2009.
____. La ciencias de la cultura. Trad. W. Roces. 3a Ed. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 1965.
____. The Warburg years (1919–1933): essays on language, art, myth, and technology. Trad. S. G. Lofts e A. Calcagno. New Haven and London: Yale University Press, 2013.
____. E. Symbol, Myth, and Culture. Essays and Lectures of Ernst Cassirer 1935 – 1945. Ed. D. P. Verene. New Haven and London: Yale University Press, 1979, p. 191.
CAIRNS F. J. Generic composition in Greek And Roman poetry. Edinburgh: University Press, 1972.
FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, tempo e espaço. São Paulo: Ática, 1996.
FREUDENBURG, K. 'Recusatio’ as political theatre: Horace’s letter to Augustus. The Journal of Roman Studies 104 (2014): 105–32. http://www.jstor.org/stable/43286868.
LE GOFF, J. História e memória. Campinas: Editora UNICAMP, 2013.
MARTINS, P. Elegia Romana: construção e efeito. São Paulo: Humanitas, 2009.
____. Imagem e poder: considerações sobre a representação de Otávio Augusto. São Paulo: Edusp, 2011.
____. Imagines Romanae: cultura e poder. HR 19.1, 2014.
____. "O jogo elegíaco: fronteiras entre a cultura intelectual e a ficção poética", Nuntius Antiquus 11, 2015c, p.137-172.
____. Sexto Propércio – Monobiblos. Éthos. Verossimilhança e Fides no Discurso elegíaco Do Século I a.C. São Paulo: FFLCH/USP, 1996.
____. Sobre a metapoesia em Propércio e na poesia erótica romana: O poeta rufião. Revista Classica, v. 28, n. 1, p. 125-159, 2015.
VEYNE, P. Elegia Erótica Romana. São Paulo: Editora Unesp, 2015.
___. Os gregos acreditavam em seus mitos?. São Paulo: Editora Unesp, 2013.
VERNANT, J-P. Mito e religião na Grécia Antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2006.