Programa

Aula 1: Uma introdução ao conceito de Bildungsroman (Aula teórica com todas as ministrantes)
Aula 2: Norte e Sul: o desenvolvimento pela experiência de desilusão (Aula de análise da obra - Rafaella)
Aula 3: A ilha de Arturo e o romance de formação de Elsa Morante (Aula de análise da obra - Amanda)
Aula 4: Harry Potter e a Ordem da Fênix: ruptura e reconciliação no romance de formação inglês (Aula de análise da obra - Marina)

BIBLIOGRAFIA

Sobre o romance de formação:
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal: introdução e tradução de Paulo Bezerra; São Paulo: Editora Martins Fontes, 6ª edição, 2011.
_____________. Teoria do romance II: as formas do tempo e do cronotopo. Tradução, posfácio e notas de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2018, 1ª Edição, 272 p.
LUKÁCS, Georg. A teoria do romance. São Paulo: Editora 34; 2ª edição, 1 janeiro 2009.
MAAS, Wilma Patricia. O cânone mínimo: o Bildungsroman na história da literatura. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
MAZZARI, Marcus et al (org.). Romance de Formação: caminhos e descaminhos do herói. São Paulo: Ateliê Editorial, 2019.
___________. Labirintos da aprendizagem: pacto fáustico, romance de formação e outros temas de literatura comparada. São Paulo: Editora 34, 2010.
MORETTI, Franco. O romance de formação. Trad. Natasha Belfort Palmeira. São Paulo: Todavia, 2020.

Sobre Norte e Sul:
BODENHEIMER, Rosemarie. “North and South: A Permanent State of Change”. In: GASKELL, Elizabeth. North and South. A Norton Critical Edition. New York; London: W. W. Norton, 2005, pp. 531-547.
DUTHIE, Enid. L. The Themes of Elizabeth Gaskell. London: Macmillan, 1980.
GASKELL, Elizabeth. North and South. A Norton Critical Edition. New York; London: W. W. Norton, 2005.
HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. Trad. Maria Tereza Teixeira e Marcos Penchel. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.
KUHLMAN, Mary H. “Education through Experience in North and South”. The Gaskell Journal, vol. 10 (1996), pp. 14-26.
MORETTI, Franco. O burguês. Trad. Alexandre Morales. São Paulo: Três Estrelas, 2014.
STONEMAN, Patsy. Elizabeth Gaskell. Manchester: Manchester University Press, 2006.
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade. Trad. Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Sobre A ilha de Arturo:
ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. LTC; 2ª edição, 30 de outubro de 1981.
BECCHI, Anna Patrucco. STABAT MATER: Le madri di Elsa Morante. Firenze: Casa Editrice Leo S. Olschki.
Belfagor , 31 julho 1993, Vol. 48, No. 4, pp. 436-451.
BERNABÒ, Graziella. La fiaba estrema: Elsa Morante tra vita e scrittura. Carocci editore, 1 de Janeiro de 2013.
CANDIDO, Antonio. “A personagem do romance”. In: A personagem da ficção. São Paulo: Perspectiva: 2014.
DEBENEDETTI, Giacomo. Il romanzo del Novecento. Presentazione di Eugenio Montale. Testi introduttivi di Mario Andreose e Massimo Onofri. Milano: La nave di Teseo editore, 2019.
EAGLETON, Terry. Teoria da Literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
MORANTE, Elsa. A ilha de Arturo. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Carambaia, 1° ed., 2019.
______________. L’isola di Arturo. Introduzione di Cesare Garboli. Torino: Giulio Einaudi Editore, 2° ed., 2014.

Sobre Harry Potter:
CANDIDO, A.; et. al. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2009.
FRIEDMAN, N. “O ponto de vista na ficção: desenvolvimento de um conceito crítico”. Trad. De Fábio Fonseca de Melo. Revista USP. Nº53. São Paulo: USP, março/abril/maio, 2002.
GUPTA, S.. Re-reading Harry Potter. London & New York: Palgrave Macmillan. 2009.
ROWLING, J. K. Harry Potter e a Câmara Secreta. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____. Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
_____. Harry Potter e a Ordem da Fênix. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.
_____. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
_____. Harry Potter e as Relíquias da Morte. Trad. Lia Wyler. Rio de Janeiro: Rocco, 2007.

Programa

As aulas serão organizadas em encontros temáticos, cada um dedicado a uma língua, abrangendo informações sobre sua formação a partir do latim, características fonéticas, morfossintáticas, histórico-geográficas e aspectos culturais dos territórios em que a língua é falada. Os participantes terão oportunidade de ouvir e ler documentos autênticos das línguas focalizadas, de forma a vivenciarem uma experiência mais concreta e imersiva.

Serão tratadas nos encontros as seguintes línguas:
1. Alemão
2. Espanhol
3. Francês
4. Inglês
5. Italiano

Bibliografia:


ALLOUACHE F., BLONDEAU N., POTOLIA, A., TAOURIT, R. « Autobiographies langagières : arrimages existentiels, transmissions, élaborations identitaires », Revue Agencements, éditions du commun, 2022, pp.146-178.
BILLIEZ, Jacqueline (org.). De la didactique des langues à la didactique du plurilinguisme. Hommage à Louise Dabène. Grenoble: CDL/LIDILEM, 1998.
CANDELIER, Michel. Janua Linguarum – la porte des langues – L’introduction de l’éveil aux langues dans le curriculum. Strasbourg: Centre Européen pour les langues vivantes/Conseil de l’Europe. 2003c. Disponível em: http://archive.ecml.at/documents/pub121f2003candelier.pdf.
COSTE, D., MOORE, D., & ZARATE, G. (2009[1997]). Compétence plurilingue et pluriculturelle. Vers un Cadre Européen Commun de référence pour l’enseignement et l’apprentissage des langues vivantes. Strasbourg: Éditions du Conseil de l’Europe. https://rm.coe.int/168069d29c
JEAN, Georges (2002). A Escrita: Memória dos Homens. Rio de Janeiro: Objetiva.
OLIVEIRA, G. M. de. (2009) Plurilinguismo no Brasil – repressão e resistência linguística. Synergies Brésil, 7, 19-26. http://gerflint.fr/Base/Bresil7/gilvan.pdf
SARSUR, É. & MIRANDA DE PAULO, L. (2022). “Florescer da consciência plurilíngue”: A intercompreensão na formação do estudante de Letras. In: Daher, C.H.; Rocha da Cunha, K.M. (Orgs.). Revista X, 17(2). ISSN: 1980-0614, 483-516 https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/83774/46677

Programa

Aula 1 (03/02, 18h30):
projeção e discussão de fragmentos dos filmes Bahia de Todos os Santos (1960, dir. Trigueirinho Neto) e A morte comanda o cangaço (1960, dir. Carlos Coimbra); análise da relação de Paulo Emílio Salles Gomes com esses filmes a partir de sua crítica “Artesãos e autores” (1961, Suplemento Literário). A partir desse material, a proposta é apresentar as linhas básicas da trajetória do crítico e da cultura cinematográfica baiana, com ênfase para o crítico Walter da Silveira.
 
Aula 2 (04/02, 18h30):
projeção e discussão de fragmentos do filme A Grande feira (1961, dir. Roberto Pires); análise da relação de Paulo Emílio Salles Gomes com esse filme a partir de seu roteiro Dina no cavalo branco (1962). A partir desse material, a proposta é discutir as visões e as expectativas em torno do cinema brasileiro manifestadas por Paulo Emílio, relacionando o fenômeno baiano com outros filmes que apareciam no início dos anos 1960, como Porto das Caixas (1962, dir. Paulo César Saraceni).
 
Aula 3 (06/02, 18h30):
projeção e discussão de fragmentos do filme Barravento (1962, dir. Glauber Rocha); análise da correspondência de Paulo Emílio com Glauber Rocha no início dos anos 1960. A partir desse material, a proposta é apresentar a complexa relação posterior de Paulo Emílio com os diretores do Cinema Novo (sobretudo Glauber Rocha, Paulo César Saraceni, Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade) e com as mudanças políticas e culturais inauguradas com o Golpe de 1964.
 
 
Bibliografia:
 
ARANTES, Otília e ARANTES Paulo. Sentidos da formação: três estudos sobre Antonio Candido, Gilda de Mello e Souza e Lúcio Costa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
MENDES, Adilson Inácio. Trajetória de Paulo Emilio. Cotia: Ateliê Editorial, 2013.
MOTA, Carlos Guilherme. Ideologia da cultura brasileira (1933-1974): pontos de partida para uma revisão histórica. São Paulo: Editora 34, 2014.
PINTO, Pedro Plaza. Paulo Emilio e a emergência do Cinema Novo: débito, prudência e desajuste no diálogo com Glauber Rocha e David Neves. Tese (doutorado em Ciências da Comunicação) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
ROCHA, Glauber. Cartas ao mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
SALLES GOMES, Paulo Emílio. Crítica de cinema no Suplemento Literário. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, 2 vs.
________. Paulo Emilio: um intelectual na linha de frente. São Paulo/Rio de Janeiro: Brasiliense/Embrafilme, 1986.
________. Encontros: Paulo Emílio Sales Gomes. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2014.
________. Uma situação colonial? São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
SOUZA, José Inacio de Melo. Paulo Emilio no Paraíso. Rio de Janeiro: Record, 2002.
XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2006.
ZANATTO, Rafael. Paulo Emílio e a Cultura Cinematográfica: crítica e história na formação do cinema brasileiro (1940-1977). Tese (doutorado em História) - Universidade Estadual Paulista, Assis, 2018.

 

Programa

- Introdução ao curso: problemas centrais para o estudo do século XVIII.
- Historiografia setecentista espanhola I: o resgate da conquista.
- Historiografia setecentista espanhola II: legibilidade da reedição de Naufragios, de Álvar Núñez Cabeza de Vaca.
- Reformas teatrais entre Espanha e América I: o papel da tradução de obras estrangeiras na renovação dos repertórios de Madrid.
- Reformas teatrais entre Espanha e América II: a "Era dos Coliseus" e a constituição de novos espaços de sociabilidade no ocaso da administração colonial.

Referências Bibliográficas

ANDIOC, René. Teatro y sociedad en el Madrid del siglo XVIII. Valencia: Fundación Juan March y Editorial Castalia, 1976.
ANDRÉS, Gregorio. La Biblioteca manuscrita del americanista Andrés González de Barcia (m. 1743), del Consejo y Cámara de Castilla. Revista de Indias, [s. l.], v. 47, 1987.
ALVAREZ BARRIENTOS, J.; LOPEZ, F.; URZAINQUI, I. La república de las letras en la España del siglo XVIII. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Científicas, 1995. (Monografías, v. 16).
ARROM, José Juan. Esquema generacional de las letras hispanoamericanas: ensayo de un método. Bogotá: Instituto Caro y Cuervo, 1977.
CAÑIZARES-ESGUERRA, J. How to write the history of the New World: histories, epistemologies, and identities in the eighteenth-century Atlantic world. Stanford: Stanford University Press, 2002.
CARLYON, J. E. Andrés González de Barcia and the creation of the colonial Spanish American library. Toronto ; Buffalo: University of Toronto Press, 2005. (Studies in book and print culture).
COTARELO Y MORI, Emilio. Bibliografía de las controversias sobre la licitud del teatro en España. Madrid: Revista de Archivos, Bibliotecas y Museos, 1904.
CHIARAMONTE, José Carlos. Cidades, Províncias, Estados: origens da Nação Argentina 1800-1846. São Paulo: Hucitec, 2009.
FOPPA, Tito Livio. Diccionario teatral del Río de la Plata. Buenos Aires: Argentores, 1961.
FROLDI, R. Apuntaciones críticas sobre la historiografía de la cultura y de la literatura españolas del siglo XVIII. Nueva Revista de Filología Hispánica (NRFH), [s. l.], v. 33, n. 1, p. 59–72, 1984. Disponível em: https://doi.org/10.24201/nrfh.v33i1.575.
GLANTZ, M. La desnudez como naufragio: borrones y borradores. Madrid : Frankfurt am Main: Iberoamericana ; Vervuert, 2005.
GONZÁLEZ DE BARCIA, Andrés. Ensayo cronologico para la historia general de la Florida. En Madrid: [s. n.], 1723.
___________________________ (org.). Historiadores primitivos de las Indias Occidentales. Madrid: [s.n.], 1749.
HALPERIN DONGHI, Tulio. Reforma y disolución de los imperios ibéricos. 1750-1850. Historia de América Latina, Volumen 3. Madrid: Alianza Editorial, 1985.
KLEIN, Theodoro. El actor en el Río de la Plata. Buenos Aires: Argentores, 1984.
LAFARGA, Francisco. El teatro europeo en la España del siglo XVIII. Barcelona: Edicions Universität de Lleida, 1997.
LAFARGA, Francisco. Traducción e historia del teatro: el siglo XVIII español. Anales de Literatura Española. Núm. 5, 1986-1987.
LEONARD, Irving. El teatro en Lima, 1790-1793. Hispanic Review, Vol. 8, No. 2, 1940.
LÓPEZ, F. Gentes y oficios de la librería española a mediados del siglo XVIII. Nueva Revista de Filología Hispánica (NRFH), [s. l.], v. 33, n. 1, p. 165–185, 1984. Disponível em: https://doi.org/10.24201/nrfh.v33i1.581.
MIGNOLO, W. D. El Metatexto Historiográfico y la Historiografia Indiana. MLN, [s. l.], v. 96, n. 2, p. 358–402, 1981. Disponível em: https://doi.org/10.2307/2906354.
____________. Cartas, crónicas y relaciones del descubrimiento y la conquista. In: ÍÑIGO MADRIGAL, L. (ed.). Historia de la literatura hispano-americana. Tomo I: Época Colonial. 2. ed. Madrid: Cátedra, 1992.
MOLLOY, S. Alteridad y reconocimiento en los naufragios de Alvar Núñez Cabeza de Vaca. Nueva Revista de Filología Hispánica, T. 35, [s. l.], n. 2, p. 425–449, 1987.
NÚÑEZ CABEZA DE VACA, A. Naufragios. Tradução: Trinidad Barrera. 3. ed. Madrid: Alianza Editorial, 2015. (El libro de bolsillo Historia, v. 52).
PEREIRA SALAS, Eugenio. Historia del teatro en Chile desde sus orígenes hasta la muerte de Juan Casacuberta (1849). Santiago: Ediciones de la Universidad de Chile, 1974.
REYES POSADA, Carlos. El teatro en el Nuevo Reino de Granada. Medellín: Fondo Editorial Universidad EAFIT, 2008.
SORIA TOMÁS, Guadalupe. “La Junta de Reformas de Teatros y la instrucción actoral (1799-1804)”, Acotaciones: revista de investigación teatral, No. 23, 2009.
STIFFONI, G. Historiografía y política en los historiadores de Indias de la primera mitad del siglo XVIII. Nueva Revista de Filología Hispánica (NRFH), [s. l.], v. 33, n. 1, p. 133–156, 1984.

Programa

Este curso tem como objetivo estudar o teatro galego desde as suas origens até hoje, revisando textos teóricos sobre a arte dramática e a teoria dramatúrgica.
Tópico 1: Séculos escuros e ilustração.
Tópico 2: O Prerrexurdimento.
Tópico 3: O teatro galego bilíngue (espanhol) do século XIX.
Tópico 4: O teatro galego das Irmandades da Fala.
Tópico 5: O teatro galego na Ditadura de Primo de Rivera.
Tópico 6: O teatro galego na II República.
Tópico 7: O teatro galego no exilio.
Tópico 8: O teatro galego na pós-guerra.
Tópico 9: O teatro galego após o franquismo: anos 80 e 90.
Tópico 10: O teatro galego na atualidade.

Serão lidas várias obras de teatro galego de diferentes autores, entre as quais: A casamenteira de Antonio Benito Fandiño (1812), A fiestra valdeira (1927) de Rafael Dieste, Os vellos non deben de namorarse de Castelao (1953), Viaxe ao país de ningures de Manuel Lourenzo (1977), Antroido na rúa de Roberto Vidal Bolaño (1978), Binomio de Newton de Candido Pazó (2006) e Isóbaras de Gustavo Pernas Cora (2013).

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:
Castelao, Daniel Rodríguez. 2000. Os vellos non deben de namorarse. Pemuy Asociados.
Dieste, Rafael. 1980. A fiestra valdeira. Ediciós do Castro.
Lourenzo, Manuel. 2016. Nunca paraíso. Editorial Xerais.
Monteagudo, Henrique. 1994. Textos e contextos do teatro galego: 1671-1936. Laiovento
Pernas Cora, Gustavo. 2013. Isóbaras. Edicións Xerais.
Rabunhal Corgo, Henrique Manuel. 1994. Textos e contextos do teatro galego 1671-1936. Laiovento.
Ruibal, Eloxio R. 2009. Escena aperta: escritos sobre o teatro. Laiovento.
Tato, Laura. 1999. Historia do teatro galego: das orixes a 1936. A Nosa Terra.
Vidal Bolaño, Roberto. 2013. Obras completas IV. Edicións Positivas.
VV.AA. 2019. Revista Grial 221: Teatro Galego Contemporáneo.

Programa

PARTE 1
Aula 1: Panorama sobre as mulheres na ficção científica
A aula terá como objetivo apresentar um histórico da literatura de ficção científica, com ênfase na produção de mulheres, na
representação das mulheres e nos debates sobre questões de gênero.
Aula 2: Discussão geral dos romances “A mão esquerda da escuridão” (1969) de Ursula K. Le Guin, “Intrusion” (2012) de Ken
MacLeod e “Os Testamentos" (2019), de Margaret Atwood.


PARTE 2
Aula 3: Direitos reprodutivos
A aula debaterá o tema dos direitos reprodutivos a partir de trechos dos romances apresentados na aula anterior, estabelecendo
correlações históricas, sociais e políticas.
Aula 4: As mulheres e o trabalho
A aula debaterá o tema da divisão sexual do trabalho a partir de trechos dos romances, estabelecendo correlações históricas,
sociais e políticas.
Aula 5: Perspectivas de emancipação

A aula debaterá o tema das perspectivas de emancipação das mulheres a partir de trechos
dos romances, estabelecendo correlações históricas, sociais e políticas.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS


OBRAS LITERÁRIAS
ATWOOD, Margaret. The Testaments. London: Chatto & Windus, 2019.

LE GUIN, Ursula K. A mão esquerda da escuridão. São Paulo: Aleph, 2014.
MACLEOD, Ken. Intrusion. London: Orbit, 2012.


OBRAS TEÓRICAS
BOTTOMORE, Tom (ed.). Dicionário do Pensamento Marxista. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
BOULD, Mark. MIÉVILLE, China. Red Planets: Marxism and Science Fiction. Connecticut: Wesleyan University
Press, 2000.
BLOOM, Harold. Bloom’s Guides: The Handmaid’s Tale. USA: Infobase Publishing, 2004.
CANAVAN, G; LINK, E. The Cambridge History of Science Fiction. Cambridge: Cambridge University Press, 2019.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. São Paulo, Editora Elefante, 2017.
FURÃO, Igor. Controlar e Imunizar: a(s) política(s) do corpo em Intrusion, de Ken MacLeod.
FURÃO, Igor. Representing Life, Resisting Power: a Comparative Approach to Contemporary Biopolitics Through
the Lenses of Gonçalo M. Tavares, Francesco Verso, Ken Macleod, and Suzanne Collins. Tese (Doutoramento no
ramo de Estudos de Literatura e Cultura, na especialidade de Estudos Comparatistas) - Faculdade de Letras de
Lisboa. Lisboa: 2019.
GHEORGHIU, O. C.; PRAISLER, M. Rewriting Politics, or the Emerging Fourth Wave of Feminism in Margaret
Atwood’s The Testaments. ELOPE: English Language Overseas Perspectives and Enquiries, [S. l.], v. 17, n. 1, p.
87–96, 2020. DOI: 10.4312/elope.17.1.87-96. Disponível em: https://journals.uni-lj.si/elope/article/view/8997. Acesso
em: 14 nov. 2022.
HIRATA, Helena; et al. Dicionário crítico do feminismo. São Paulo: Editora Unesp, 2009
JAMES, Edward; MENDLESOHN, Farah. The Cambridge Companion to Science Fiction. Cambridge: Cambridge
University Press, 2003.
JONES, Falk L. Breaking silences in feminist dystopias in Utopian Studies, (3), 7-11, 1991.
FELDMAN KOŁODZIEJUK, E. The Mothers, Daughters, Sisters: The Intergenerational Transmission of Womanhood
in Margaret Atwood’s The Handmaid’s Tale and The Testaments. ELOPE: English Language Overseas
Perspectives and Enquiries, [S. l.], v. 17, n. 1, p. 67–85, 2020. DOI: 10.4312/elope.17.1.67-85. Disponível em:
https://journals.uni-lj.si/elope/article/view/9054. Acesso em: 14 nov. 2022.
LE GUIN, Ursula K. A teoria da bolsa de ficção. São Paulo: N-1 edições, 2021.
LINK, Erik C.; CANAVAN, Gerry. The Cambridge Companion to American Science Fiction. Cambridge: Cambridge
University Press, 2015.
LOH, Janina; COECKELBERGH, Mark (ed.). Feminist Philosophy of Technology. Stuttgart: J. B. Metzler, 2019.
MACLEOD, Ken. Intrusion. London: Orbit, 2012.
LATHAN, Rob (org). Science Fiction Criticism: an anthology of essential writings. London: Bloomsbury, 2017.
ROBERTS, Adam. A verdadeira História da Ficção Científica: do preconceito à conquista das massas. São Paulo:
Seoman, 2018.
RÜSCHE, Ana. Utopia, feminismo e resignação. Tese (Doutorado em Estudos Literários e Linguísticos em Inglês) –
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2015.

Programa

Aula 1: Perspectivas Futuras e Desafios dos Estudos Sociológicos sobre Videogames: definição de videogames
como artefatos culturais, Evolução dos videogames e seu impacto na sociedade contemporânea, Importância dos
estudos sociológicos na compreensão dos videogames, exploração das tendências emergentes na cultura gamer e
sua relevância, Debate sobre os desafios éticos e sociais decorrentes do avanço tecnológico nos jogos, Reflexão
sobre o papel da Sociologia no desenvolvimento dos estudos sobre videogames.

Aula 2: Cultura Gamer e Comunidades Virtuais: O que são comunidades?, Normas, práticas e identidades no
ambiente gamer, exploração das dinâmicas sociais e interações nos jogos online.

Aula 3: Representação e Diversidade nos Videogames: representações de gênero, raça, sexualidade e outras
identidades nos jogos independentes, análise crítica das representações estereotipadas e seus impactos sociais,
exame de iniciativas para promover a diversidade nos videogames.

Aula 4: O Mundo do Trabalho: desenvolvimento de estúdios, internacionalização, novas formas de trabalho.

Aula 5: Imersão, Agência e Transformação: uso de elementos de jogos em contextos não relacionados a jogos,
engajamento e transformação social, discussão sobre os limites e desafios dos métodos etnográficos para
ambientes virtuais. Os discentes, assim como o ministrante, entrarão em algum jogo online multiplayer escolhido
previamente na primeira aula para pesquisa no espaço.

Aula 6: Aula Final: o corpo discente apresentará uma proposta de estudo de jogos digitais, discutindo o tema a
partir de escolhas bibliográficas indicadas no programa ou relacionadas com o objeto selecionado para análise. O
trabalho será em grupo, vislumbrando a cooperação entre alunos e alunas, assim como prevendo um tempo
máximo de apresentação para cada equipe. O trabalho final poderá ser apresentado sob qualquer formato de mídia
(audiovisual, textual, podcast) e enviado no dia 10/08.

 

Programa

Aula 1 - Apresentação do curso
Aula 2 - Leituras psiquiátricas e literárias (1904-1929)
Aula 3 – Leituras filosóficas (1930-1971)
Aula 4 – Leituras de teoria e crítica literária (1971-2024)
Aula 5 – Releituras nas artes (1976-2024)
Aula 6 – Conclusão do curso: balanço do século sadeano

Bibliografia principal:

BARTHES, Roland. Sade, Fourier, Loyola. São Paulo: Martins Fontes. 2005.
BATAILLE, Georges. A Literatura e o Mal. São Paulo: Autêntica. 2014.
DUHREN, Eugene. El Marques de Sade; Su Tiempo, su Vida, su Obra. Madrid: Ediciones Científico-Literarias. 1924.
KLOSSOWSKI, Pierre. Sade, Meu Próximo. São Paulo: Brasiliense. 1986.
LE BRUN, Annie. Attaquer le Soleil. Paris : Gallimard. 2014.
MARQUÊS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. A Filosofia na Alcova. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Diálogo entre um Padre e um Moribundo e outras diatribes e blasfêmias. São Paulo: Iluminuras. 2014.
______. Justine ou os Infortúnios da Virtude. São Paulo: Iluminuras. 2016.
______. Os Cento e Vinte dias de Sodoma. São Paulo: Iluminuras. 2004.
MARQUIS DE SADE; Donathien-Alphonse-François. Œuvres, 3 vols. Paris: Gallimard. 1998.
______. Œuvres Complètes, 16 vols. Paris: Tête-de-Feuilles. 1973.

Bibliografia secundária:
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar. 2006.
BATAILLE, Georges. O Erotismo. São Paulo: Autêntica. 2015.
CASTRO, Clara Carnicero de. Os Libertinos de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2015.
MORAES, Eliane Robert. Lições de Sade. São Paulo: Iluminuras. 2011.

 

Programa

1ª aula:
-Apresentação do Curso e da respectiva dinâmica. Significado de Projeto e utilização.

-Preparação para a escolha do Projeto a ser desenvolvido por cada um.

2ª aula:
-Escolha do Projeto para Aplicação Prática.

-Elementos Componentes de um Projeto.

-Matriz Básica.

-Sessão de dúvidas

3ª aula:

-Desenvolvimento do Projeto e respectivas contingências I

4ª aula:
-Desenvolvimento do Projeto e respectivas contingências II

-Sessão de dúvidas

5ª aula:

-Noções Básicas sobre as Principais Escolas e Teorias de Administração. (Obtenção de Cultura Geral sobre o assunto de forma a poder aplicá-la).

-Conclusão das Definições do Projeto e finalização do Plano Inicial de Ação.

6ª aula:

-Intersecção entre o Projeto e Orçamento.

-Sessão de dúvidas

7ª aula:
-Noção de Orçamento.

-Elementos Primordiais.

8ª aula:

-Dinâmica de Orçamento.

-Tipos e Possibilidades.

-Sessão de dúvidas

9ª aula:

-Aplicação do Orçamento no Projeto escolhido.

10ª aula:
-Finalização do Plano de Ação Definitivo com Orçamento incluso.

-Sessão de dúvidas

11ª aula:

-Dinâmica de perguntas e respostas, temporizadas - verificação de conceitos para ajustes e saber sistêmico.

-Sessão de dúvidas

12ª aula:
-INSTÂNCIAS;

-ANÁLISE DE DECISÃO

Trabalho final:
Dissertação sobre projeto individual realizado durante o curso integrado ao orçamento real do aluno.

BIBLIOGRAFIA
1. Odiorne, George S. Administração: Análise dos erros administrativos / George S. Odiorne Ed. Interciência
2. Claude S. George Jr. História do pensamento administrativo Ed. Cultrix
3. Doerr, John. Avalie o que importa: como o Google, Bono Vox e a Fundação Gates sacudiram o mundo com os OKRs Ed. Alta Books
4. Bio, Sérgio Rodrigues. Sistemas de informação. Um enfoque gerencial Ed Atlas
5. Maximiniano, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração Ed. Atlas
6. Kanri, Hoshin. Gerenciamento pelas diretrizes. O que todo membro da alta administração precisa saber para vencer os desafios do novo milênio Falconi Editora

Programa

Quando se fala em literatura americana contemporânea, David Foster Wallace (1962-2008) é um nome incontornável. Autor de romances megalomaníacos - como Graça Infinita (1996) e O rei pálido (2011) - e herdeiro autodeclarado de autores como Thomas Pynchon, John Barth e Don DeLillo, sua obra e seu projeto literário também influenciaram muitos de seus contemporâneos e sucessores, como Jonathan Franzen, Jeffrey Eugenides, Zadie Smith e Dave Eggers.

Mas qual é esse projeto? Em diversas de suas entrevistas e ensaios, ele parece ser atravessado pela ambição de "reafirmar a ideia de que a arte é uma transação viva entre humanos". Frente ao que Wallace enfatiza como marcas características da literatura de seu tempo - a metaficção (a ficção que fala de si mesma) e a ironia -, há um desejo anunciado de restaurar o elo entre o texto e a "vida real e vivida". Entre outras coisas, a restauração desse elo envolveria o entendimento de que a literatura deve não só diagnosticar os problemas de seu tempo, mas também redimi-los; não só demolir estruturas via paródia e ironia, mas também reivindicar seu papel moral e erguê-las. Mais do que isso, envolveria também a tarefa de evitar que a ficção se perdesse em seus duplos sentidos - para unir texto e vida, deve-se fazer uma ficção sincera.

Nos romances e contos do autor, no entanto, o desejo declarado de recuperar uma dimensão moral, séria e sincera da ficção convive com a natureza aparentemente oposta de seus procedimentos formais: a ironia, a metalinguagem, os duplos sentidos, as digressões complicadíssimas e as sentenças macarrônicas são traços onipresentes de sua ficção. Na obra de Wallace, o circuito da comunicação e da transmissão de informação nunca é transparente: a própria linguagem é opaca. O que uma retórica de sinceridade produz ao lado disso? Parece ser precisamente à transparência que almeja a ideia de uma ficção sincera, que é concebida, em primeiro lugar, como comunicação efetiva entre autor e leitor - transação viva entre humanos. Neste curso introdutório, propomos apresentar e discutir a obra do autor justamente ao nos aprofundarmos nessa contradição.

Em um primeiro momento, nos familiarizaremos com o projeto literário de Wallace por meio de trechos selecionados de seus ensaios e entrevistas. Em seguida, discutiremos como esse projeto reaparece, com algum ruído, no conto 'Octeto', da coletânea Breves Entrevistas com Homens Hediondos - no qual figura um escritor de ficção que diz querer escrever algo "sincero". Em especial, nos interessa pavimentar o caminho para pensarmos em conjunto na pergunta: o que está em jogo na oposição entre texto e "vida real e vivida", entre mediação e transparência, entre manipulação e sinceridade?

Cronograma

Aula 1 (02/03) – Introdução ao curso e a David Foster Wallace

Aula 2 (03/03) – O projeto literário de David Foster Wallace

Aula 3 (04/03) – A ambiguidade de ‘Octeto’

Aula 4 (05/03) – A sinceridade em ‘Octeto’

Bibliografia geral

BURN, Stephen J. (Org.). Um antídoto contra a solidão: conversas com David Foster Wallace. Tradução de Sarah Grünhagen e Caetano W. Galindo. Belo Horizonte: Âyiné, 2021.
DAWSON, Paul. O retorno da onisciência na ficção contemporânea. In: Revera - Escritos de criação literária, v. 5, p. 42-70, 2020.
KELLY, Adam. David Foster Wallace and the New Sincerity in American Fiction. In: Consider David Foster Wallace: Critical Essays. Sideshow Media Group Press, 2010, pp. 131-46.
WALLACE, David Foster. Fictional futures and the conspicuously young. In: Review of Contemporary Fiction, v. 8, n. 3, p. 36–53, 1988.
WALLACE, David Foster. Octeto. In: Breves entrevistas com homens hediondos. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2019.
WALLACE, David Foster. Joseph Frank’s Dostoyevsky. In: Consider the lobster and other essays. New York: Little, 2005. p. 255–274.
WINNINGHAM, Thomas. “Author Here”: David Foster Wallace and the Post-metafictional Paradox. In: Critique: Studies in Contemporary Fiction, v. 56, n. 5, p. 467-479, 2015.