Programa

Composto de 4 encontros com duas horas de duração cada, o curso é aberto a todos interessados em escrita
literária e artes do corpo.


AULA 1

● Apresentação do curso;
● A literatura pós-autônoma – uma aproximação teórica;
● Primeira sessão de escrita.


AULA 2
● César Aira e o procedimento
● Segunda sessão de escrita.


AULA 3
● Mario Bellatin e a performance
● Diamela Eltit e o corpo
● Terceira sessão de escrita


AULA 4
● Burroughs, Acker e Goldsmith — Colagens, cut-ups e escrita não criativa
● Impressões finais e compartilhamento dos materiais levantados.


AGAMBEN, Giorgio. O que é o ato de criação. 1987. In: AGAMBEN, Giorgio. O fogo e o relato: ensaios sobre criação,
escrita, artes e livros. Tradução de Andrea Santurbano e Patricia Peterle. São Paulo: Boitempo, 2018.
AGUILAR, Gonzalo; CÁMARA, Mario. A máquina performática: a literatura no campo experimental. Rio de Janeiro: Rocco,
2017.
AIRA, César. Pequeno manual de procedimentos. Tradução de Eduardo Marquardt e Marcos Maschio Chaga. Curitiba:
Arte e Letra, 2007.
CHKLOVSKI, Viktor. “A arte como procedimento”. 1917. In: RIBEIRO, Ana Mariza et al. Teoria da literatura: os
formalistas russos. Porto Alegre: Editora Globo, 1976. p. 39-56.
GOLDSMITH, K. Uncreative Writing. Managing Language in the Digital Age. New York: Columbia University Press, 2011.
LUDMER, Josefina. “Literaturas postautónomas 2.0”. In: Ciberletras Revista de crítica literaria y de cultura, No 17, Julio
2007.
MALLO, Augustín Fernández. Postpoesia: hacia un nuevo paradigma. Barcelona: Anagrama, 2009.
MALLO, Augustín Fernández. Blog Up. Ensayos sobre cultura y sociedad. Valladolid: Universidad de Valladolid, 2012.
MALLO, Augustín Fernández. Nocilla Experience. Tradução de Joana Angélica d'Avila Melo. São Paulo: Cia. Das Letras,
2013.
MALLO, Augustín Fernández. Teoría General de la Basura (cultura, apropiación, complejidad). Barcelona: Galaxia
Gutenberg, 2018.
MOLINA, Débora. Autoria no século XXI: escrita não criativa e gênio não original. 2017. 81f. Dissertação (Mestrado em
Letras) – Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017.
PERLOFF, Marjorie. O gênio não original: poesía por otros meios no novo século. Belo Horizonte: UFMG, 2013.

Programa

Aula 1: Introdução a um assassinato: quem foi Sylvia Serafim e por que nunca ouvi falar dela?

A primeira aula apresentará o curso, bem como os métodos utilizados. Explicará como funciona a estrutura, links,
presenças e perguntas, apresentará o professor. Após a apresentação, terá espaço uma aula introdutória sobre o
estudo de caso que permeará todo o curso. A intenção desta aula inicial é apresentar a personagem, contextualizar
sua história, e pavimentar o caminho à discussão que se seguirá sobre o seu material.
Bibliografia:
SCHARGEL, Sergio. Minha bisavó matou um cara. Revista Piauí, jan. 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/minha-bisavo-matou-um-cara/ .

Aula 2: Os escritos jornalísticos de Sylvia Serafim

A segunda aula se dividirá em duas parte: a primeira desdobrará elementos teóricos essenciais à compreensão do
caso de Sylvia Serafim, colocando em diálogo estética da violência, desumanização e sensacionalismo. Na
segunda parte, serão trabalhados e deslocados para o diálogo alguns dos escritos de Serafim, principalmente sua
produção política.
Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. Feminista. Gazeta de São Paulo, n. 7000, 26 mai. 1929.
SERAFIM, Sylvia. Maternidade consciente. Arquivo pessoal.
SERAFIM, Sylvia. No império da moda. O Jornal, n. 3973, Rio de Janeiro, 18 out. 1931. Disponível em:
http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=110523_03&pasta=ano%2….
Acesso em: 30 jun 2022.
SERAFIM, Sylvia. O trabalho intellectual feminino. A Gazeta, n. 6985, 08 mai. 1929.

Aula 3: A literatura de Sylvia Serafim

Por fim, a última aula dará continuidade ao debate da aula anterior, mesclando elementos teóricos sobre tópicos
como desumanização feminina e sensacionalismo com os escritos de Serafim. No entanto, desta vez o foco recairá
sobre sua produção literária.
Bibliografia:
SERAFIM, Sylvia. A mulher na literatura. Arquivo pessoal.
SERAFIM, Sylvia. Fios de prata, symphonia da dor. Rio de Janeiro: Officinas Graphicas Alba, 1930.

 

Programa

Aula 1: Um conceito geral para a poesia e as suas aplicações na análise desse gênero
Aula expositiva, em que serão abordados os conceitos gerais de gênero poético, imagem e ritmo. Dessa abordagem inicial, passa-se para as possibilidades de utilização desse conceito para a sala de aula, na forma da análise de alguns poemas selecionados pelos ministrantes. O recorte, do geral ao particular, procura ambientar os ouvintes a fim de que eles tenham a experiência de uma leitura cerrada do texto poético e, a partir disso, busquem informações acerca da intencionalidade do autor, tanto no poema quanto nos diálogos e rupturas que ele promove com a tradição e seu tempo.

Aula 2: Os diálogos entre a forma fixa e uma poesia pública em Vinicius de Moraes
Nesta aula, os ouvintes devem percorrer os propósitos iniciais de uma poesia centrada num público restrito, formado por pares com quem o poeta procurava se relacionar no início de sua produção, até a sedimentação de uma voz poética que, sem abandonar as formas fixas, procura por assuntos que possuam maior reverberação em seu tempo. Em relação às formas fixas, esta aula procura dialogar com a introdução do curso, uma vez estabelecidos gêneros poéticos (as elegias) e formas (sonetos, baladas). O palestrante, aqui, procura selecionar uma produção poética que concilie a tradição formal com temas amplos, dado que a abertura promovida por esses poemas estabelece diálogos com outros gêneros da arte em geral, como o cinema, e outros poetas, caso do seu contemporâneo Drummond. Para isso, serão selecionados poemas cujos assuntos – como a guerra, a memória, o cotidiano e o amor – sejam afins com a produção de seu tempo. A partir dessa interpretação, esta exposição procura os meios para a análise de poemas na sala de aula.

Aula 3: Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles
Nesta aula, se pretende estudar as particularidades da lírica de Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, seguindo o que José Paulo Paes ensina a respeito da função da metáfora como forma de compreensão do mundo. Por essa razão, a exposição se volta para as imagens recorrentes dentro dessas poéticas assim como os procedimentos mentais enquanto formas de expressão, comunicação e pensamento em cada um dos autores. Serão usados poemas variados e a abordagem é pensada para ser revertida em prática didática em sala de aula, com a finalidade de sensibilização tanto do aluno como do professor diante da potência criativa da palavra poética.

Aula 4: Orides Fontela
Nesta aula, investigaremos os recursos da linguagem poética utilizados pela poeta Orides Fontela, dando especial atenção às características que a aproximam e distanciam da produção lírica do período em que publicou as suas obras. Para refletir sobre este exercício poético que busca compreender o ser através da linguagem, selecionamos poemas a partir da obra completa da poeta, composta por cinco livros publicados entre 1969 e 1996, a fim de observar como esses elementos se manifestam e podem auxiliar na leitura de poesia como aspecto importante da compreensão literária.

Bibliografia:

Geral:
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. 6 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
LANGER, Susanne K. Sentimento e forma: uma teoria da arte desenvolvida a partir de uma filosofia em nova chave. Tradução Ana M. Goldberger Coelho, J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2006.
PAES, José Paulo. Armazém literário: Ensaios. Organização e apresentação de Vilma Arêas. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Específica:
Sobre Vinícius de Moraes
ANDRADE, Mário de. “Belo, Forte, Jovem”. In: O Empalhador de Passarinho. São Paulo: Martins, 1946.
CANDIDO, Antonio. [Vinicius de Moraes]. In: COUTINHO, Afrânio (org.). Vinicius de Moraes: Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1987, p. 742−744.
CANDIDO, Antonio. “Um poema de Vinicius de Moraes”. In: Teoria e Debate, no. 49, São Paulo, Fundação Perseu Abramo, out.-dez. 2001. In: Poemas, sonetos e baladas. São Paulo, Companhia das Letras, 2008.
FERRAZ, Eucanaã e CICERO, Antonio. “Apresentação”. In: Nova antologia poética (org. Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz). São Paulo, Companhia das Letras, 2003.
GULLAR, Ferreira. “Vinicius, o caminho do poeta”. Jornal da Tarde, São Paulo, 12/7/1980. In: Poemas esparsos (org. Eucanaã Ferraz). São Paulo, Companhia das Letras, 2008.
MORAES, Vinicius de. Vinicius de Moraes: Música, Poesia, Prosa, Teatro. Organização Eucanaã Ferraz. 1 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
VELOSO, Caetano. “Eu sou Vinicius de Moraes”. In: Poemas esparsos (org. Eucanaã Ferraz). São Paulo, Companhia das Letras, 2008.

Sobre Carlos Drummond de Andrade
ARRIGUCCI JR., Davi. Coração Partido: uma análise da poesia reflexiva de Drummond. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
CANÇADO, José Maria. Os Sapatos de Orfeu: biografia de Carlos Drummond de Andrade. Prefácio Armando Freitas Filho. São Paulo: Globo, 2012.
CANDIDO, Antonio. “Inquietudes na poesia de Drummond”. In Vários escritos. 5ªed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.
MERQUIOR, José Guilherme. Verso Universo em Drummond. Trad. Marly de Oliveira, 3.ed. São Paulo: É Realizações, 2012.
SANTIAGO, Silviano. Carlos Drummond de Andrade. (Poetas modernos do Brasil). Petrópolis: Vozes, 1976.
VILLAÇA, Alcides. Passos de Drummond. São Paulo: Cosac e Naify Editor, 2006.
WISNIK, José Miguel. “Drummond e o mundo”. In: NOVAES, Adauto.(Org.): Poetas que pensaram o mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 21.
WISNIK, José Miguel. Maquinação do mundo: Drummond e a mineração. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

Sobre Cecília Meireles
CARPEAUX, Otto Maria. “Poesia Intemporal”. Livros na Mesa. Rio Janeiro: São José, 1960.

DAMASCENO, Darcy. “Poesia do sensível e do imaginário”. In MEIRELES, Cecília. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1958.
GOUVÊA, Leila V. B. Pensamento e “Lirismo Puro” na poesia de Cecília Meireles. São Paulo: EDUSP, 2008.
HANSEN, João Adolfo. “A vida reinventada”. in Mar absoluto e outros poemas. São Paulo: Global, 2015.
MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo sitiado: a poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial. São Paulo, Editora 34, 2016.
NETO MARIA, M. C. A falta e o mar absoluto em Cecília Meireles. Dissertação (Mestrado em Literatura brasileira). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. São Paulo, p. 124. 2018.

VILLAÇA, Alcides. “Sobre Cecília em Portugal”. In GOUVÊA, Leila. Cecília em Portugal. São Paulo: Iluminuras, 2001.

Sobre Orides Fontela
ARRIGUCCI JR., Davi. Na trama dos fios, tessituras poéticas. Depoimento a Cleri Aparecida Biotto Bucioli e Laura Fonseca de Almeida. In: Jandira, n. 2, Juiz de Fora, 2005.
BUCIOLI, Cleri Aparecida Biotto. Entretecer e tramar uma teia poética: a poesia de Orides Fontela. São Paulo: Annablume, 2003.
CANDIDO, Antonio. Prefácio. In: FONTELA, Orides. Alba. São Paulo: Roswitha Kempf, 1983.
FLUSSER, Vilém. Língua e realidade. São Paulo: Herder, 1963.
LAVELLE, Patrícia (org.). Poesia e filosofia: homenagem a Orides Fontela. Belo Horizonte: Relicário, 2019.
PAZ,Octavio. O arco e a lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
VERNANT, Jean-Pierre; DÉTIENNE, Marcel. Métis – As astúcias da inteligência. Tradução de Filomena Hirara. São Paulo: Odysseus Editora, 2008.
VILLAÇA, Alcides. Símbolo e acontecimento na poesia de Orides (1992). In: Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, v. 3, n. 34, p. 198, nov. 2014.

 

Programa

Aula 01: O grau zero da moda e do cinema brasileiro moderno (década de 1950)
Aula 02: A formação do campo da moda como autonomização subordinada (década de 1960)
Aula 03: O cinema brasileiro moderno, entre os gêneros locais e a circulação internacional (década de 1960)
Aula 04: A revolução da cultura do consumo e da indústria cultural (década de 1970)

Bibliografia básica:
AMANCIO, Tunico. Pacto cinema-Estado: os anos Embrafilme. Alceu - Revista de Comunicação, Cultura e Política, v. 8, n. 15, p. 173-184, 2007.
BERNARDET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
BERNARDET, Jean-Claude; GALVÃO, Maria Rita. Cinema: repercussões em caixa de eco ideológica. São Paulo: Brasiliense/Embrafilme, 1983.
BRAGA, J., PRADO, L.A., História da Moda no Brasil. São Paulo: Disal Editora, 2011.
CARDENUTO, Reinaldo. A sobrevida da dramaturgia comunista na televisão dos anos de 1970: o percurso de um realismo crítico em negociação. CZAJKA, Rodrigo; MOTTA, Rodrigo Patto; NAPOLITANO, Marcos (org.). Comunistas brasileiros: cultura política e produção cultural. Belo Horizonte/São Paulo: Editora UFMG/Humanitas, 2013, p. 85-106.
DURAND, José Carlos. Moda, luxo e economia. São Paulo: Babel Cultural, 1988.
FIGUEIREDO, A. C. C. M. “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada”: publicidade, cultura de consumo e comportamento político no Brasil, 1954-1964. São Paulo: Editora Hucitec : História Social, USP, 1998.
MICELI, Sérgio. O papel político dos meios de comunicação de massa. SCHWARTZ, Jorge e SOSNOWSKI, Saúl (org.). Brasil: o trânsito da memória. São Paulo: Edusp, 1994, p. 41-67.
MICHETTI, M. Moda brasileira e mundialização. 1a edição. São Paulo, SP, Brasil: FAPESP : Annablume, 2015.
NAPOLITANO, Marcos. Cultura brasileira: utopia e massificação (1950-1980). São Paulo: Contexto, 2020.
NOVAIS, F. Capitalismo Tardio e Sociabilidade Moderna. São Paulo: Editora Unesp, 2009.
POUILLARD, V. Licensing luxury fashion in transatlantic and colonial economies: beyond Paris and New York. Revista de Ensino em Artes, Moda e Design, v. 8, n. 2, p. 1–22, 1 jun. 2024.
PRADO, L. A. Gilda de Mello e Souza e a emergência do campo da moda no Brasil (1800-1990). Revista de História, n. 178, p. 1–31, 19 mar. 2019.
PRADO, L. A. Indústria do vestuário e moda no Brasil, sec. XIX a 1960 – da cópia e adaptação à autonomização subordinada. Doutorado em História Econômica - São Paulo, Universidade de São Paulo, 2019.
QUEIROZ, J. R.; BOTELHO, R. (EDS.). Coleção Moda Brasileira. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
RAMOS, José Mário Ortiz. Cinema, Estado e lutas culturais: anos 50, 60, 70. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1983.
ROSA, Cayo Candido. Gustavo Dahl e a Embrafilme: discurso e prática. Mestrado em História Social - São Paulo, Universidade de São Paulo, 2016.
SANT’ANNA, P. Coleção Rhodia: arte e design de moda nos anos sessenta no Brasil. Doutor em História—Campinas, SP: Universidade Estadual de Campinas, 16 abr. 2010.
SIMIS, Anita. Estado e cinema no Brasil. São Paulo: Editora Unesp, 2015.
VIEIRA, João Luiz. O corpo popular, a chanchada revisitada, ou a comédia carioca por excelência. Acervo, v. 16, n. 1, p. 45-62, 2011.
XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. São Paulo: Paz & Terra, 2001.

Programa

Aula 1: Cíntia: Metapoesia no Samba
Aula 2: insulto e Personalidade
Aula 3: Ecfrase e o Morro Dois Irmãos
Aula 4: A Recusa da Viola

Bibliografia:
ACHCAR, F. Lírica e lugar comum. Alguns temas de Horácio e sua presença em Português. São Paulo: Edusp, 1994.
ALLEN, A. W. “Sincerity” and the Roman Elegists. In: Classical Philology. Vol. 45, no 3. Pp. 145 – 160. The University of Chicago Press, Jul., 1950.
BARBOSA JUNIOR, S. M. A irredutibilidade da Arte. 2019. Tese (Doutorado em Filosofia) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. doi:10.11606/T.8.2019.tde-18022021-153941.
BARROS, D. Teoria do discurso. 3a ed. São Paulo: Humanitas, 2002.
BOWIE, E. L. “Early Greek Elegy, Symposium and Public Festival”. The Journal of Hellenic Studies, vol. 106 (1986), pp. 13-35.
BRAUDEL, F. Escritos sobre a História. São Paulo: Perspectiva, 2021.
CAMPOS, A. de. Balanço da Bossa. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1968.
CASSIRER, E. A filosofia das formas simbólicas. Vol III. Fenomenologia do Conhecimento. Trad. E. A, Souza. Rev. tec. F. B. Wiebeneicheler. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
____. A Filosofia das Formas Simbólicas. Vol II. O Pensamento Mítico. Trad. C. Cavalcanti. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
____. A filosofia das formas simbólicas. Vol I. A Linguagem. Trad. Marion Fleischer. São Paulo: Martins Fontes, 2009
____. Linguagem e Mito. São Paulo: Perspectiva, 2009.
____. La ciencias de la cultura. Trad. W. Roces. 3a Ed. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 1965.
____. The Warburg years (1919–1933): essays on language, art, myth, and technology. Trad. S. G. Lofts e A. Calcagno. New Haven and London: Yale University Press, 2013.
____. E. Symbol, Myth, and Culture. Essays and Lectures of Ernst Cassirer 1935 – 1945. Ed. D. P. Verene. New Haven and London: Yale University Press, 1979, p. 191.
CAIRNS F. J. Generic composition in Greek And Roman poetry. Edinburgh: University Press, 1972.
FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, tempo e espaço. São Paulo: Ática, 1996.
FREUDENBURG, K. 'Recusatio’ as political theatre: Horace’s letter to Augustus. The Journal of Roman Studies 104 (2014): 105–32. http://www.jstor.org/stable/43286868.
LE GOFF, J. História e memória. Campinas: Editora UNICAMP, 2013.
MARTINS, P. Elegia Romana: construção e efeito. São Paulo: Humanitas, 2009.
____. Imagem e poder: considerações sobre a representação de Otávio Augusto. São Paulo: Edusp, 2011.
____. Imagines Romanae: cultura e poder. HR 19.1, 2014.
____. "O jogo elegíaco: fronteiras entre a cultura intelectual e a ficção poética", Nuntius Antiquus 11, 2015c, p.137-172.
____. Sexto Propércio – Monobiblos. Éthos. Verossimilhança e Fides no Discurso elegíaco Do Século I a.C. São Paulo: FFLCH/USP, 1996.
____. Sobre a metapoesia em Propércio e na poesia erótica romana: O poeta rufião. Revista Classica, v. 28, n. 1, p. 125-159, 2015.
VEYNE, P. Elegia Erótica Romana. São Paulo: Editora Unesp, 2015.
___. Os gregos acreditavam em seus mitos?. São Paulo: Editora Unesp, 2013.
VERNANT, J-P. Mito e religião na Grécia Antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2006.

Programa

Curso de Atualização – Literatura e Ecologia

Sábados - Das 9h às 13h

13 de setembro de 2025
1. Questões introdutórias sobre Literatura e Ecologia. Marcos históricos na Física, na Biologia e no Direito. Diversidade Biológica e Mudanças Climáticas. Antropoceno. Ecocrítica. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki

2. Atlas do Mar Literário: Homero e Interlocuções. Mary Shelley, entre Prometeu e o Androide. O corpo feminino e a mulher em Tess of the d’Urbervilles. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

20 de setembro de 2025.
3. Natureza, Trabalho e Capital. Heranças culturais escravagistas. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
4. Amazônia, Trabalho e Violência na Literatura de Ferreira de Castro. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

27 de setembro de 2025.
5. O Turista Aprendiz de Mário de Andrade. Ministrante: Prof. Júlio César Suzuki
6. Mad Maria (Márcio Souza) e Fitzcarraldo (Werner Herzog). Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

4 de outubro de 2025.
7. A Amazônia na voz das mulheres: Eliane Brum, Verenilde S. Pereira e Pauline Melville. Ministrante: Prof. Júlio César Suzuki
8. Italo Calvino e a Ecologia. Ministrante: Prof. Adriana Iozzi Klein

11 de outubro de 2025
9. Climate Fiction (cli-fi), Solar e o Imaginário Climático Contemporâneo.  Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
10. Interlocuções com Ian McEwan e Cormac McCarty. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

18 de outubro de 2025
11. Extrativismo Mineral: entre Geografia, Direito e Literatura. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
12. Literatura e Mineração na América Latina. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

25 de outubro de 2025
13. A cidade e o campo em Lídia Jorge. Ministrante: Prof. Ana Cristina Ribeiro Bonchristiano
14. Manuel Scorza e a Ecologia. Ministrante: Prof. Jean Marie Lassus

8 de novembro de 2025
15. Literatura da catástrofe lenta. Ministrante: Prof. Júlio Cesar Suzuki
16. Juan Rulfo, Graciliano Ramos e a literatura da catástrofe lenta. Ministrante: Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo

Bibliografia:
ANDRADE, Carlos Drummond de. Discurso de primavera e algumas sombras. São Paulo : Companhia das Letras, 2014
BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Não verás país nenhum, 14ª ed. São Paulo : Global, 1987
CALVINO, Italo. Marcovaldo. São Paulo : Companhia das Letras, 1994
CARSON, Rachel. Silent Spring. New York, USA : Houghton Mifflin, 1994
CASTRO, Ferreira de. A Selva, 47ª ed.. Lisboa : PRH Grupo Editorial Portugal Ltda., 2014
DANOWSKI, Deborah / VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Há mundo por vir? Ensaios sobre os medos e os fins. 2ª edição. Desterro (Florianópolis) : Cultura e barbárie : Instituto Socioambiental, 2017
DEAN, Warren. A ferro e fogo: A história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo : Companhia das Letras, 1996
EWAN, Ian Mc. Solar. São Paulo : Companhia das Letras, 2010
FANON, Franz. Os condenados da Terra. Rio de Janeiro : Zahar Editores, 2022
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Três anotações sobre Ecocrítica Literária e Direito Ambiental. Revista de Direitos Difusos. v.69, p.15 - 50, 2018.
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Direito Ambiental, fauna e literatura In: Direito Ambiental e proteção dos animais, ed.1. São Paulo: Letras Jurídicas, 2017, v.1, p. 11 - 38.
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Ecoliteratura Brasileira no Século XIX? Sertão e violência contra a natureza na poesia e na prosa. Revista de Direito e Política. v.28, ano XVIII, 2020(2)
FIGUEIREDO, Guilherme José Purvin de. Literatura, Ecologia e Universidade: Notas sobre um percurso interdisciplinar. In: COP 30 – Clima, Direito e Mercado em Conflito. Fortaleza : Núcleo de Estratégias Internacionais da Universidade de Fortaleza, 2025.
GARRARD, Greg. Ecocriticism. New York, USA : Routledge, 2012
HARDY, Thomas. Tess dos D’Urbervilles. Domingos Martins, ES : Pedra Azul, 2016
IOVINO, Serenella. Paesaggio civile: Storia di ambiente, cultura e resistenza. Milano, Itália : Il Saggiatore, 2022
JAMESON, Fredric. Archaeologies of the Future: The desire called Utopia and other Science Fictions. New York, USA : Verso, 2007
JORGE, Lídia. Estuário. Lisboa : Dom Quixote, 2018
MORTON, Timothy. O pensamento ecológico. São Paulo : Quina Editora, 2023
PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição: Pensamento político e crítica ambiental no Brasil Escravista (1786 – 1888). Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2002
PECERE, Paolo. Il senso dela natura: Sette sentirei per la Terra. Palermo, Itália : Sellerio, 2024
RULFO, Juan. Pedro Páramo & Chão em Chamas / Juan Rulfo, tradução e prefácio de Eric Nepomuceno – 7ª ed. – Rio de Janeiro : Record, 2012
SAITO, Kohei. O capital no Antropoceno. São Paulo : Boitempo, 2024
SCORZA, Manuel. Bom dia para os defuntos. São Paulo : Círculo do Livro, 1976
SHELLEY, Mary. Frankenstein. New York : Barnes & Noble Books, 2003
SOUZA, Airton. Outono de carne estranha, 3ª ed. Rio de Janeiro : Record, 2024
SOUZA, Márcio. Galvez Imperador do Acre, 10ª ed. Rio de Janeiro : Marco Zero, 1983
SOUZA, Márcio. Mad Maria, 6ª ed. São Paulo : Record, 2023
VALLEJO, César. Tungstênio. Sâo Paulo : Iluminuras, 2021
VEIGA, José Eli da. O Antropoceno e as Humanidades. São Paulo : Ed. 34, 2023
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade : Na história e na literatura. São Paulo : Companhia das Letras, 2011
WISNIK, José Miguel. Maquinação do mundo: Drummond e a mineração. São Paulo: Companhia das Letras, 2018

Programa

Público-alvo:
Professoras/es da rede pública e privada, educadoras/es, estudantes, pesquisadoras/es e interessadas/os em geral.
 
Breve Descrição:
Apesar dos esforços realizados para a aplicação da lei 11.645/08, que institui o ensino obrigatório de história e cultura afro-brasileira e indígena, a história dos índios do Brasil ainda segue obliterada em boa parte dos espaços formais de ensino. Há ainda uma tentativa de silenciamento da diversidade cultural e das demandas históricas dos povos indígenas, que se refletem em representações esteriotipadas e exotizantes. Nesse sentido, esta formação discute alguns eixos fundamentais para a compreensão da história dos índios brasileiros, tais como processos de colonização, formas de exploração do trabalho indígena (livre e escravo), disputas pela terra e lutas contemporâneas pelo direito à autodeterminação. Além disso, abre espaço para a elaboração coletiva de materiais didáticos com o uso de documentos históricos.
 
Objetivos:
Discutir a história dos índios brasileiros a partir dos eixos colonização, formas de exploração do trabalho indígena livre e escravo, disputas pela terra e reivindicações contemporâneas.
Analisar livros didáticos dos ensinos fundamental e médio e refletir como os povos indígenas são representados neles.
Desenvolver estratégias e metodologias de elaboração de material didático com o uso de fontes históricas.
 
Justificativa:
A lei 11.645/08 – que inclui o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo oficial da educação básica – é, sem dúvida, uma conquista. No entanto, professoras e professores têm passado por dificuldades para tratar da história dos índios na sala de aula. Vários fatores ajudam a explicar esses entraves, tais como a falta de materiais didáticos que incorporem os avanços historiográficos mais recentes, a persistente invisibilização da diversidade dos povos indígenas, ainda tratados como povos a-históricos, e a carência de espaços de formação continuada sobre o tema. Por extensão, ainda lidamos com gerações de professores que não tiveram contato com a história indígena. Nesse sentido, o presente curso visa ampliar os espaços de discussão ao abordar eixos centrais da produção historiográfica sobre os povos indígenas no Brasil. Além disso, abre um espaço coletivo para análise crítica dos livros de ensino de história e fornece subsídios para a confecção de materiais didáticos com uso de documentos, buscando, assim, diversificar propostas de práticas docentes.
 
Encontro 1: Processos de colonização no nordeste brasileiro (séculos 16 e 17): missões, guerras e trabalho indígena nas plantations
 
Temas: Apresentação do curso. Guerras, missões e escravidão indígena no nordeste brasileiro. Trabalho indígena nas plantations e engenhos de açúcar.
Atividade: análise de livros didáticos utilizados em escolas públicas e privadas de São Paulo.
Leituras sugeridas: ANGATU, Casé. “Histórias e culturas indígenas” - Alguns desafios no ensino e na aplicação da lei 11.645/2008: de qual história e cultura indígena estamos mesmo falando? História e Perspectivas, Uberlândia, v. 53, p. 179-209, 2015.
SCHWARTZ, Stuart B. “Uma geração exaurida: agricultura comercial e mão-de-obra indígena” e “Primeira escravidão: do indígena ao africano”. In: SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial.1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 40-73.
 
 
Encontro 2: Formas de exploração do trabalho indígena livre e escravo na Amazônia e região mineradora (século 18)
 
Temas: Legislação sobre a escravidão indígena. Trabalho escravo e livre na coleta das drogas do sertão na Amazônia e na mineração no centro e sudeste brasileiro. Ações de liberdade de índias e índios escravizados como forma de resistência à exploração do trabalho.
Atividade: resolução conjunta de dois materiais didáticos sobre os temas tratados na aula: os Kits Didáticos “Mão de obra na colonização portuguesa na Amazônia no século XVIII e impasses na sobrevivência indígena” e “Escravidão indígena e ocupação de terras na Amazônia portuguesa no século XVIII”, produzidos no Lemad-DH-USP.
Leituras sugeridas: PERRONE-MOISÉS, Beatriz. “Índios Livres e índios escravos: Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII)”. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 115-132.
PRADO, Luma Ribeiro. “Livres para ‘uzar de sua liberdade’: índias e índios entre trabalho escravo e trabalho livre compulsório”. In: Cativos Litigantes: demandas indígenas por liberdade na Amazônia portuguesa (1706-1759). Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. p. 172-221.
 
Encontro 3: Extinção inevitável? Expropriação das terras indígenas, apagamento étnico-racial e teorias evolucionistas no século 19
 
Temas: Criação do IHGB e teorias evolucionistas, expropriação das terras indígenas, tentativas de apagamento das identidades étnico-raciais por meio da transformação do índio em mestiço.
Oficina de Produção de Material Didático de história indígena a partir de fontes históricas 1: seleção dos documentos e elaboração da problemática.
Leituras sugeridas: MONTEIRO, John M. “As ‘raças’ indígenas no pensamento brasileiro do Império.” In: MONTEIRO, John M. Tupis, Tapuias e Historiadores: Estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de Livre Docência. Unicamp, Campinas, 2001, p. 170-179.
FREIRE, José R. B.. Cinco idéias equivocadas sobre o índio. Revista do Centro de Estudos do Comportamento Humano (CENESCH), Manaus/AM, n. 1, p. 17-33, set. 2000.
 
Encontro 4: A extinção que nunca se cumpriu: do SPI às lutas contemporâneas (séculos 20 e 21)
 
Temas: Políticas do SPI e da FUNAI, Relatório Figueiredo e Ditadura civil-militar, Constituinte de 1988 e lutas contemporâneas.
Oficina de Produção de Material Didático de história indígena a partir de fontes históricas 2: confecção das questões e apresentação das propostas.
Leitura sugerida: SANT’ANNA, André Luis de Oliveira de; CASTRO, Alexandre de Carvalho; JACO-VILELA, Ana Maria. Ditadura Militar e práticas disciplinares no controle de índios: perspectivas psicossociais no Relatório Figueiredo. Psicol. Soc., Belo Horizonte, v. 30, 2018, p. 1-10.

 

Programa

Resumo:
Rumores de passos em escadas de madeira; portas fechadas subitamente (pelos ventos?), casarões assombrados por vultos, sons e odores… espaços abandonados ou habitados por seres outros? Este curso está interessado em pensar associações entre o espaço doméstico, de casas e habitações variadas, e presenças intangíveis (de fantasmas, aparições, “espíritos” e entes espectrais). A partir de debates contemporâneos que questionam a centralidade humana na reflexão antropológica, o curso estabelece conexões entre Antropologia e Literatura, com intuito de experimentar as aparições escritas em diferentes espacialidades. Tais aparições podem ser definidas, provisoriamente, como “processos sinestésicos das fantasmagorias” ou formatos de materializações e manifestações de seres intangíveis.

1a. sessão: Onde habitam os fantasmas? As aparições em Josué Montello
2a sessão: A casa-testemunha, a escrita assombrada de Lúcio Cardoso
3a sessão: As velhas assombrações, olhares de Gilberto Freyre
4a sessão: O que reivindicam os mortos? Os insepultos de Érico Veríssimo

Referências:
ANDRIOPOULOS, Stefan. Aparições espectrais: o idealismo alemão, o romance gótico e a mídia óptica. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.
BLANES, Ruy. ESPÍRITO SANTO, Diana. Introduction: on the agency of intangible. In:_______. The Social Life of Spirits. Chicago and London: The University of Chicago Press. 2014. p.01-32.
CARDOSO, Lucio. Crônicas de uma casa assassinada. São Paulo: Companhia das Letras: 2020.
DERRIDA, Jacques. Espectros de Marx. Rio de Janeiro: Relumé-Dumerá, 1994.
FREYRE, Gilberto. Assombrações do Recife Velho. Rio de Janeiro: Record, 1987.
LAGES, Gabriela. Quem vigia o casarão? Uma análise sobre a convivência entre vigilantes e seres intangíveis em São Luís. Dissertação -- Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais. UFMA, 2019.
MILLER. Daniel. Casas e teorias da acomodação. In:______. Trecos, troços e coisas: Estudos antropológicos sobre a cultura material. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. p.120-163.
MONTELLO. Josué. Os tambores de São Luís. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1985.
VERÍSSIMO, Érico. Incidente em Antares. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Programa

Aula 1: Democracia
Dahl, Robert A. On democracy. Yale university press, 2020

Aula 2: Governo representativo: princípios aristocráticos e expectativas igualitárias
Manin, Bernard. The principles of representative government. Cambridge University Press, 1997.

Aula 3: Por que insistir em eleições?
Przeworski, Adam. Why bother with elections?. John Wiley & Sons, 2018

Aula 4: Integridade eleitoral: elementos normativos
Norris, Pippa. Why electoral integrity matters. Cambridge University Press, 2014
Murillo, Victoria, Steven Levitsky, and Daniel Brinks. La Ley y la trampa en América Latina: por qué optar por el debilitamiento institucional puede ser una estrategia política. Siglo XXI Editores, 2021

Programa

Aula 1: Apresentação do curso: os autores, seus conceitos, seus contextos

Aula 2: Descartes e o “eu penso” como fundamento filosófico

Aula 3: Kant: “o eu penso deve acompanhar todas as minhas representações”

Aula 4: Freud: “lá onde o Isso era, o eu deve advir" (“Wo es war soll ich werden”)

Aula 5: Lacan: “o eu é um sintoma”

Bibliografia


DESCARTES, R. “MEDITAÇÕES SOBRE FILOSOFIA PRIMEIRA”, ED. UNICAMP, 2004.
KANT, I. “CRÍTICA DA RAZÃO PURA”, ED. CALOUSTE GULBENKIAN, 2001.
FREUD, S. “O EU E O ID”, IN OBRAS COMPLETAS, VOL. 16, ED. COMPANHIA DAS LETRAS, 2010.
FREUD, S. “A DISSECAÇÃO DA PERSONALIDADE PSÍQUICA”. IN OBRAS COMPLETAS, VOL. 18, ED.
COMPANHIA DAS LETRAS, 2010.
FREUD, S. “ANÁLISE TERMINÁVEL E INTERMINÁVEL” IN OBRAS COMPLETAS, VOL. 19, ED. COMPANHIA
DAS LETRAS, 2018.
LACAN, J. SEMINÁRIO, LIVRO I - “OS ESCRITOS TÉCNICOS DE FREUD”, ED. ZAHAR
LACAN, J. SEMINÁRIO, LIVRO II - “O EU NA TEORIA DE FREUD E NA TÉCNICA PSICANALÍTICA”, ED.
ZAHAR.
LACAN, J. SEMINÁRIO, LIVRO VI - “O DESEJO E SUA INTERPRETAÇÃO”, ED. ZAHAR
LACAN, J. “ESCRITOS”, ED. ZAHAR