Programa

1 - De São Paulo - Mário de Andrade (13/04)

2 - Espírito de São Paulo e outros textos - Ribeiro Couto (14/04)

3 - Ronda da meia-noite: vícios, misérias e esplendores da cidade de São Paulo - Sylvio Floreal (15/04)

4 - Pela cidade e Cosmópolis - Guilherme de Almeida (16/04)

Bibliografia

ALMEIDA, Guilherme de. Cosmópolis: oito reportagens de Guilherme de Almeida. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1962.
__________. Pela cidade/Meu roteiro sentimental da cidade de S. Paulo. São Paulo Martins Fontes, 2004.
ANDRADE, Mário de. De São Paulo: cinco crônicas de Mário de Andrade, 1920-1921. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2004.
ARRIGUCCI JR, Davi. Enigma e comentário. Ensaios sobre literatura e experiência. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
BIGNOTTO, Cilza Carla “O Caso Sylvio Floreal”. In: Figuras de autor, figuras de editor: as práticas editoriais de Monteiro Lobato. São Paulo: Editoras Unesp, 2018.
BROCA, Brito. A vida literária no Brasil – 1900. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005.
BULHÕES, Marcelo Magalhães. “Um jornalista do submundo: a reportagem narrativa em Sylvio Floreal”. In: Revista Comunicação Midiática: Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista, Bauru, ano 2, n.º 3, ago 2005, p. 105-116.
CANDIDO, Antonio et al. A Crônica: o gênero, sua fixação e suas transformações no Brasil. São Paulo: Editora da UNICAMP; Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.
CARVALHO, José Murilo de. Sobre o pré-modernismo. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1988.
COUTO, Ribeiro. Espírito de São Paulo. Rio de Janeiro: Schmidt Editor, 1932.
FLOREAL, Sylvio. Ronda da Meia-Noite: Vícios, Misérias e Esplendores da Cidade de São Paulo. São Paulo: Boitempo, 2002.
HARDMAN, Francisco Foot. "Antigos Modernistas". In: NOVAES, Adauto (org). Tempo e História. São Paulo: Cia das Letras, 1992.
KALIFA, Dominique. Os Bas-fonds: História de um Imaginário. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2017.
LINS, Vera. Ribeiro Couto, uma questão de olhar. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1997.
LOPEZ, Therezinha Ancona. Mário de Andrade cronista de São Paulo nos primórdios do modernismo. Remate de Males, v. 33, n. 1-2, p. 51-89, 17 jun. 2015.
MEDINA, Cremilda. Notícia, um produto à venda: jornalismo na sociedade urbana e industrial. São Paulo: Summus, 1988.
MEYER, Marlise. Folhetim: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
MICELI, Sergio. Intelectuais à Brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
OLIVEIRA, Milena Fernandes de. O mercado de prestígio: consumo, capitalismo e modernidade na São Paulo da “Belle Époque” (1890-1914). São Paulo: Alameda, 2014.
RAGO, Margareth. “Apresentação: Nas margens da Paulicéia”. In: FLOREAL, Sylvio. Ronda da Meia-Noite: Vícios, Misérias e Esplendores da Cidade de São Paulo. São Paulo: Paz e Terra, 2003, p. 3-7.
RIO, João do. O momento Literário. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Dep. Nacional do Livro, [1905] 1994.
SALIBA, Elias Thomé. Histórias, memórias, tramas e dramas da identidade paulistana. In: PORTA, P. (org). História da Cidade de São Paulo, v. 3: a cidade na primeira metade do século XX. São Paulo: Paz e Terra, 2004, p. 555-588.
SCHAPOCHNIK, Nelson. “Apresentação: Prelúdio à Sinfonia Cosmopolita”. In: FLOREAL, Sylvio. Ronda da Meia-Noite: Vícios, Misérias e Esplendores da Cidade de São Paulo. São Paulo: Boitempo, 2002, p. 13-17.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 1983.
SUSSEKIND, Flora. Cinematógrafo de letras: literatura, técnica e modernização no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

Programa

Aula 1: Introdução ao curso.

Apresentaremos alguns aspectos do percurso intelectual de Marx que marcam suas
obras, em especial aquelas que serão objeto do curso, como o contato com a filosofia hegeliana, a incursão no
movimento jovem-hegeliano (Bruno Bauer, Ludwig Feuerbach, Max Stirner, entre outros), o estudo aprofundado da
economia política clássica (Adam Smith, David Ricardo) e o contato com o socialismo francês, em meados dos
anos 1840. Apresentação também dos objetivos do curso, trabalhando a questão: diante de tantas leituras que
mostram a ruptura do pensamento marxiano com o pensamento chamado de idealista, por que ler Marx como um
herdeiro de Hegel? Além disso, haverá indicação da leitura necessária para as aulas seguintes.

Aula 2: Alienação.

Projeção de trechos que embasam a aula dos Manuscritos econômico-filosóficos. Trad. Jesus
Ranieri. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004. Seção “Trabalho alienado e propriedade privada” (p. 79-90); Caderno
III: propriedade privada e trabalho (p. 99-100).
Bibliografia complementar:
FAUSTO, R. “Sobre o jovem Marx”. In: Revista Discurso, nº 13, 1980. São Paulo: Editora Pólis, 1983.
FEUERBACH, L. A essência do cristianismo. Trad. José da Silva Brandão. Campinas: Papirus, 1988.
GIANNOTTI, José Arthur. Origens da dialética do trabalho. São Paulo: Difusão europeia do livro, 1966.
MÉSZÁROS, I. A teoria da alienação em Marx. Trad. Nélio Schneider. São Paulo: Boitempo Editorial, 2016.

Aula 3: Ideologia.

A ideologia alemã. Trad. de Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Cavini Martorano. São
Paulo: Boitempo Editorial, 2007: “I. Feuerbach, fragmento 2.” (p. 93-95); seção “A) O liberalismo político” (p. 192-
202).
Bibliografia complementar:
ARANTES, Paulo E. Ressentimento da dialética: dialética e experiência intelectual em Hegel: antigos estudos sobre
o ABC da miséria alemã. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
CARVER, Terrell; BLANK, Daniel. A political history of the editions of Marx and Engels’s “German ideology
manuscripts”. New York: Palgrave MacMillan, 2014.
FAUSTO, Ruy. Marx: lógica e política – Tomo II – investigações para uma reconstituição do sentido da dialética.
São Paulo: Brasiliense, 1987.
LARRAIN, Jorge. Marxism and Ideology. Londres: The MacMillan Press, 1983.

Aula 4: Fetichismo.

O Capital: crítica da economia política. Livro I. Trad. Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo
Editorial, 2013. Capítulo 1, seção “O caráter fetichista da mercadoria e seu segredo” (p. 146-158).
O Capital: crítica da economia política. Livro III. Trad. Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo Editorial, 2017.
Capítulo 48 “A fórmula trinitária” (p. 877-894).
Bibliografia complementar:
FAUSTO, R. “Dialética marxista, humanismo, anti-humanismo”. In: Marx: lógica e política – Tomo I – investigações
para uma reconstituição do sentido da dialética. São Paulo: Brasiliense, 1983.
HEINRICH, M. An Introduction to the Three Volumes of Karl Marx's Capital. Trad. Alexander Loscasio. Nova Iorque:
Monthly Review Press, 2012.
___________. “A edição de Engels do Livro 3 de O capital e o manuscrito original de Marx.” In: Crítica Marxista, vol.
43, 2016.
MÜLLER, M. “Exposição e método dialético em O Capital”. In: Boletim Seaf, nº 2, Belo Horizonte, 1982.

 

Programa

a) Levantamento, sistematização e manipulação de dados observacionais de precipitação pluvial;
b) Emprego de técnicas e metodologias de análise estatística aplicada à Climatologia Geográfica;
c) Extração e manipulação de dados de precipitação pluvial via produtos satelitais;
d) Identificação do grau de acurácia e validação dos dados pluviométricos estimados por produtos orbitais;
e) Análise de indicadores climáticos extremos associados à precipitação pluvial;
f) Representação gráfica e cartográfica de dados de precipitação estimados via produtos orbitais.

- Referências bibliográficas:

AGHAKOUCHAK, A.; MEHRAN, A. Extended contingency table: performance metrics for satellite observations and climate model simulations. Water Resources Research, v.49, n.10, p.7144-7149, 2013. DOI: 10.1002/wrcr.20498
ALLAN R.P.; SODEN, B.J. Atmospheric warming and the amplification of precipitation extremes. Science, v.321, n.5895, p.1481-1484, 2008. DOI: 10.1126/science.1160787
CAVALCANTE, R.B.L.; FERREIRA, D.B.S.; PONTES, P.R.M.; TEDESCHI, R.G.; COSTA, C.P.W; SOUZA, E.V. Evaluation of extreme rainfall indices from CHIRPS precipitation estimates over the Brazilian Amazonia. Atmospheric Research, v.238, p.104879, 2020. DOI: 10.1016/j.atmosres.2020.104879
Climate Hazards Center. InfraRed Precipitation with station data (CHIRPS). Disponível em: https://www.chc.ucsb.edu/data. Acesso em 17 de janeiro de 2022.
COSTA, J.; PEREIRA, G.; SILVA, M.E.S.; CARDOZO, F.; SILVA, V.V. Validação dos dados de precipitação estimados pelo CHIRPS. Revista Brasileira de Climatologia, v.24, n.15, p.228-243, 2019. DOI: 10.5380/abclima.v24i0.60237
INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). BDMEP (Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa). 2021. Available in: http://www.inmet.gov.br/portal/index.php?r=bdmep/bdmep. Acesso em 18 de janeiro de 2022.
ISLAM, A. Statistical comparison of satellite-retrieved precipitation products with rain gauge observations over Bangladesh. International Journal of Remote Sensing, v.39, n.9, p.2906-2936, 2018. DOI: 10.1080/01431161.2018.1433890
KENDALL, M.G. Rank correlation methods. 5th Ed. London: Charles Griffin. 1990. 292p.
SILVA-LUIZ, W.; OSCAR-JÚNIOR, A.C.S. Climate extremes related with rainfall in the State of Rio de Janeiro, Brazil: a review of climatological characteristics and recorded trends. Natural Hazards, v.114, p.713-732, 2022. DOI: 10.1007/s11069-022-05409-5
MU, Y.; JONES, C. An observational analysis of precipitation and deforestation age in the Brazilian Legal Amazon. Atmospheric Research, v.271, n.4, p.106122, 2022. DOI: 10.1016/j.atmosres.2022.106122
PENEREIRO, J.C; MESCHIATTI, M.C. Tendências em séries anuais de precipitação e temperaturas no Brasil. Engenharia Sanitária Ambiental, v.23, p.319-331, 2018. DOI: 10.1590/S1413-41522018168763
REGOTO, P.; DERECZYNSKI, C.; CHOU, S.C.; BAZZANELA, A.C. Observed changes in air temperature and precipitation extremes over Brazil. International Journal of Climatology, v.41, p.5125-5142, 2021. DOI: 10.1002/joc.7119
SILVA BATISTA, C.; SILVA, M.E.S.; AMBRIZZI, T.; TOMMASELLI, J.T.G.; PATUCCI, N.N.; MATAVELI, G.A.V.; CORREA, W.C. Precipitação na América do Sul -Dados obtidos por estações meteorológicas automáticas e por sistemas orbitais. Revista Brasileira de Climatologia, v.25, p.54-79, 2019.
SOROOSH; H., KUOLIN; BRAITHWAITE, D.; ASHOURI, H; NOAA Climate Data Record (CDR) of Precipitation Estimation from Remotely Sensed Information using Artificial Neural Networks (PERSIANN-CDR), Version 1 Revision 1. National Centers for Environmental information, 2023. DOI: 10.7289/V51V5BWQ
UCI (Universidade da Califórnia, Irvine). Data Portal - PERSIANN-CRD. Disponível em: https://chrsdata.eng.uci.edu/. Acesso em 9 de janeiro de 2022.
WILLMOTT, C.; MATSUURA, K. Advantages of the mean absolute error (MAE) over the root mean square error (RMSE) in assessing average model performance. Climate Research, v.30, p.79-82, 2005. DOI: 10.3354/cr030079
XAVIER, A.C.F.; RUDKE, A.P.; SERRÃO, E.A.O.; TERASSI, P.M.B.; PONTES, P.R.M. Evaluation of satellite-derived products for the daily average and extreme rainfall in the Mearim river drainage basin (Maranhão, Brazil). Remote Sensing, v.13, n.21, p.4393, 2021. DOI: 10.3390/rs13214393
ZHANG, X.; FENG, Y.; CHAN, R. Introduction to RClimDex v1.9. Climate Research Division, Canadá. 2018. 26p.

Programa

O curso prevê oito encontros semanais de duas horas cada, para os quais os professor ministrante preparará um material didático específico e coordenará as atividades. Além disso, a cada aula os estudantes receberão exercícios a serem desenvolvidos individualmente em casa para fixação dos assuntos abordados em sala.

As aulas serão divididas da seguinte forma:

No primeiro momento, será feita a devolutiva do exercício atribuído na aula anterior com as correções necessárias. Caso seja verificado algum problema comum entre os alunos, a questão será abordada novamente para solucionar alguma possível falta de clareza na explicação ou auxiliar na compreensão de alguma dificuldade que não foi contemplada no planejamento inicial. Essa parte terá duração de meia hora.

Em seguida passaremos para a seção de fonética. Primeiro um tópico específico será introduzido pelo professor, como a redução vocálica ou encontros consonantais de difícil articulação para o aparelho fônico dos falantes brasileiro, e depois serão apresentados exercícios de repetição e automatização. Para finalizar essa seção, será proposto um trava-línguas baseado na articulação abordada em sala. Essa parte terá a duração de cerca de meia hora.

Então chegaremos ao cerne dos encontros, a prática ativa da leitura. Nesse momento da aula, os alunos serão apresentados a um texto, preparado de antemão pelo ministrante para se adequar ao contexto da turma e para servir de base para uma discussão gramatical ou estética. Primeiro haverá uma breve explicação do professor, então será feita a leitura conjunta do texto. Depois os participantes resolverão alguns exercícios gramaticais ou de compreensão textual, que serão corrigidos em sala. Por fim, haverá uma proposta de trabalho relacionado ao tema para ser desenvolvido individualmente em casa.


Bibliografia:

ABELIUK, E. S. Prática de leitura: manual de metodologia de ensino [Praktika tchteniia: utchebno-metoditcheskoie possobie]. Moscou: Izdatielstvo Dom Vyschei Chkoly Ekonomiki, 2016.
BITEKHTINA, N. B.; KLIMOVA, V. N. Língua russa como estrangeiro: fonética [Russkii iazyk kak inostranny: fonética]. Moscou: Russki Iazyk kursy, 2025.
CASTRO, Tanira. Fale russo: leitura. Porto Alegre: Ediplat, 2007.
CHAVRINA, L. M. Start. Moskva: Russkii iazyk, 1988.
DOSTOIEVSKI, F. M. Noites brancas [Bielyie notchi]. Adaptação de A. L. Maksimova. Sankt-Peterburg: Zlatoust, 2000.
KHAVRÓNINA, S. A e CHIROTCHÉNSKAIA, A. I. Russian in exercises. Moscou: Progress Publishers, 1981.
MAKSIMOVA, A. L. Vamos ler um clássico russo. Crestomatia para participantes estrangeiros e amantes da cultura russa [Tchitaiem russkuiu klassiku. Khrestomatiia dlia inostrannykh utchaschikhsia i liubiteliei russkoi kultury]. Sankt-Peterburg: Zlatoust, 2021.
MOSKOVSKI GOSSUDARSTVENNY UNIVERSITET. Catálogo do instituto de língua e cultura russa [katalog Instituta Russkogo Iazyka i Kultury]. Disponível em: https://www.catalogue.irlc.msu.ru.
NOVIKOVA, N. S; SCHERBAKOVA, O. M. Estrela azul: contos e histórias de autores russos e estrangeiros com perguntas e exercícios [Siniaia zvezda: rasskazy i skazki russkikh i zarubejnykh pissatelei s zadaniiami i uprajneniami]. Moskva: FLINTA, 2021.
ODINTSOVA, I. V. Sons. Rítmica. Entonação: manual de ensino [Zvuki. Ritmika. Intonatsiia: utchebnoie possobiie]. Moskva: FLINTA, 2017.

Programa

Programa:


Os três pilares de uma identidade cultural armênia;
Uma “pré-história teológica” dos armênios;
A conversão do Reino da Armênia ao cristianismo;
A Igreja da Armênia em face do Concílio de Niceia;
A Armênia entre romanos e persas;
A criação de uma cultura literária nacional;
O Concílio de Éfeso e o miafisismo ortodoxo;
A reconstrução nacional e o sentimento antipersa;
A Igreja da Armênia e a ortodoxia anticalcedônia;
A “História dos Armênios”, de Agat‘angełos;
A “História dos Armênios”, de Moisés de Khoren;
A versão armênia da legenda do Rei Abgar;
A tradição litúrgica de rito armênio;
A abolição da festa do Natal na Igreja armênia;
A criação do Patriarcado de Edjmiatsin e os cisma armênio-calcedônio.

AGATHANGE, Histoire du Règne de Tiridate et la prédication de Saint Gregoire l’Illuminateur, traduite pour la premiére fois en français sur le texte arménien accompagné de la version grecque, par Victor Langlois. Paris : Librairie de Firmin Didot Frères, fils et cie, imprimeurs de L’Institut, 1867.
AGATHANGELOS. History of the Armenians (bilíngue). Translation and Commentaryby R. W. Thomson. Albany: State University of New York Press, 1976.
ARAUJO, D. A. São Gregório, o Iluminador (apresentação de B. L. Zekiyan). São Paulo: Ed. Paulinas, 2023.
ARTZROUNI, A. História do Povo Armênio (apresentação do Prof. Dr. Eurípides Simões de Paula – USP). São Paulo: Comunidade da Igreja Católica Apostólica Armênia do Brasil, 1976.
AAVV, La leyenda del Rey Abgar e Jesús. Orígenes del cristianismo em Edessa. Madrid: Ed. Ciudad Nueva, 1995.
CAÑELLAS, N. Las Iglesias Apostólicas de Oriente: historia y características. Madrid: Ciudad Nueva, 2000.
DI BERARDINO (org.), Nuovo Dizionario Patristico e di Antichità Cristiane, 3 vols.. Roma, Institutum Patristicum Augustinianum, 2008.
EUSÉBIO DE CESAREA, Historia Eclesiástica. Madrid: B.A.C, 2010.
GARITTE, G., Documents pour l‘étude du livre d‘Agathange. Cité du Vatican, 1946.
GARSOÏAN, N. “L’Arménie”. In: AAVV, Histoire du Christianisme des origines à nos jours, t. III: Les Églises d’Orient et d’Occident, septième partie: Les Églesies extérieurs dans l’Orient non grec (Vª-VIª siècles). Paris: Desclée, 1998.
GROUSSET, R. Histoire de l’Arménie, des origines a 1071. Paris: Payot, 1947.
HACYKIAN, A. J. (coord.), The Hereditage of Armenian Literature, vol. I: From the Oral Tradition to the Golden Age. Detroit: Wayne State University Press, 2000.
___ The Heritage of Armenian Literature, v. II: From the Sixth to the Eighteen Century, Wayne State University Press, Detroit, 2005.
KHORENATS‘I, Moses. History of the Armenians. London: Harvard University Press, 1978.
MARAVAL, P., “Le nueve fronteire, II. L’Armenia”, in: AAVV, Storia del Cristianesimo, vol. 2: La Nascita de uma cristianità. Roma: Borla/Città Nuova, 2000.
NERSESSIAN, V. Treasures from the ark. 1700 years of Armenian Christian art. Los Angeles: The J. Paul Getty Museum, 2001.
ORMANIAN, M. A Igreja dos armênios. Sua história, doutrina, hierarquia, reforma, liturgia, literatura e situação atual. Tradução de Charles Apovian. São Paulo: Ed. O.L.M., 2003 (original de 1910).
SOTOMAYOR, M. Historia del Cristianismo (I): El mundo antiguo, Editorial Trotta, Madrid, 2006.
TOURNEBIZE, F. Histoire politique et religieuse d´Armenie:1. Depuis les origines des Arméniens jusqu’à la mort de leur dernier roi (l’an 1393). Paris: Alphonse Picard et fils, 1910.
WEBER, S. Die Katholische Kirche in Armenien, Ihre Begrundung und Entwicklung vor Der Trennung. Whitefish: Kessinger Publishing, 1903 (2010).
ZEKIYAN, B. L. “L’Armenia tra Bisanzio e l’Iran dei Sasanidi e momenti della fondazione dell’ideologia dell’Armenia cristiana (secc. V-VII). Preliminari per una sintesi”, in: Crossroad of Cultures. Studies in Liturgy and Patristics in Honor of Gabriele Winkler, H.-J. Feulner, E. Velkovska, and R. F. Taft, S.J., eds. OCA, 260. Roma: Pontificio Istituto Orientale, 2000, pp. 717-744.
___ I Sacramenti dell’iniziazione nell’Oriente cristiano, con particolare riguardo all’antica tradizione catechetica antiocheno- armena, Marcianum, III, 1, 2007, p. 127- 153.
___ “Catechesi e inculturazione nel periodo formativo della Chiesa Armena”, in: Nāmeye Irān-e Bāstān. The International Journal of Ancient Iran Studies, Serial Nos. 23-24, Papers of the International Conference Ad ulteriores gentes: The Christians in the East, 1 st to 7th Century, Rome, March 2009, pp. 283-300.
___ “I Processi formativi della coscienza d’identità della’Armenia cristiana e l’emergere di una Chiesa etnica”, in: Convegno Internazionale La Persia e Bisanzio, (Roma, 14-18 ottobre 2002), (Atti dei Convegni Lincei, 201), Accademia dei Lincei, Roma 2004, pp. 391-410.
___ “I processi di cristianizzazione e di alfabetizzazione dell’armenia in funzione di “modelli” verso una teologia dell’etnia e della “Chiesa etnica””, in: The Formation of the Millennial Tradition. 1700 Years of Armenian Christian Witness (301-2001),
Scholary Symposium in Honor of the Visit to the Pontifical Oriental Institute, Rome, of His Holiness Karekin II, Supreme Patriarch and Catholicos of all Armenians, November 11, 2000, ed. by Robert F. Taft, S.J., (OCA, 271), Pontif. Ist. Orientale, Roma 2004, pp. 161- 181.

Programa

JUSTIFICATIVA
A proposta de ampliação dos tipos de fonte a serem usadas em pesquisas acadêmicas abriu novas possibilidades para o campo da história, e os recentes avanços em digitalização empreendidos por instituições como museus, bibliotecas e arquivos têm permitido uma abertura ainda maior para formatos antes inacessíveis. Diante disso, o presente curso se propõe a apresentar, de forma introdutória, três dessas possibilidades. Por um lado, a utilização dos inventários post mortem e listas nominativas de habitantes, e por outro, fontes visuais. O inventário post mortem é nada mais que um processo legal exigido pelo Estado, que tem por fim o arrolamento e a avaliação de bens pertencentes ao indivíduo recém-falecido e, consequentemente, a formalização de sua partilha entre os herdeiros e os legatários. Desde os anos 1950, inúmeros pesquisadores vêm se debruçando sobre esta fonte com o intuito de descortinar a sociedade escravista do Brasil nos séculos XVIII e XIX. Destaca-se, dentre outros, o estudo pioneiro de Stanley Stein (1957), que empreendeu uma análise geral da cafeicultura escravista no Vale do Paraíba, apresentando os primórdios do povoamento de Vassouras, destacando o auge de sua produção cafeeira bem como o seu declínio, ocorrido nos anos 1870. A partir dos anos 1970 e 1980, o uso de inventários post mortem se “popularizou” entre os estudiosos vinculados aos campos da História Social, Econômica, Demográfica, Agrária e Política. Salienta-se os trabalhos de Célia Muniz (1979), João Fragoso (1983), Renato Marcondes (1998), Ricardo Salles (2006) e Breno Moreno (2013). O caráter massivo e recorrente desta fonte permite ao historiador apreender a sociedade escravista no tempo, com as suas permanências e mudanças.
O uso de listas nominativas, também conhecidas como Maços de População, para a pesquisa histórica encontra hoje bastante adesão nas universidades paulistas e mineiras, cujo foco se dá sobre a Demografia Histórica. É uma documentação oficial que teve seu pedido de realização advindo diretamente da Coroa portuguesa em meados do século XVIII, pois no auge de sua modernidade ilustrada se atentou à necessidade de conhecer melhor a população de sua maior e mais rica colônia, principalmente para fins de cobrar impostos e melhor organizar as tropas militares. Estudos históricos que se utilizaram das listas nominativas puderam discutir temas importantes como, por exemplo, a decadência econômica que a capitania de São Paulo teria passado durante o século XVIII. Maria Luíza Marcílio em trabalho pioneiro chamado “Crescimento demográfico e evolução agrária paulista (1700-1836)” (2000), demonstrou que São Paulo não passou por esta suposta decadência, como também viu sua população crescer e enriquecer durante o período.
As fontes visuais, por sua vez, foram muito discutidas dentro dos estudos em história e sociologia da arte, com destaque para os trabalhos de Svetlana Alpers (1984) e Michael Baxandall (1985) e têm sido inseridas num debate sobre seu uso para a história. A proposta de Ulpiano Bezerra de Meneses (2003) é atualmente o principal norte teórico para quem deseja trabalhar com a temática. Dada a disponibilidade, cada vez mais ampla, de imagens digitalizadas, tendem a crescer as propostas que se valham dessa facilidade de acesso para usar fontes visuais em pesquisas históricas. Por isso, uma discussão introdutória sobre os principais elementos desta teoria e as possibilidades e limitações da prática seria de grande valor para dar alguma referência a possíveis novas pesquisas.
Isto posto, este minicurso propõe uma primeira aproximação à utilização dos inventários post mortem, das listas nominativas e das fontes visuais pelo historiador, visando discutir e apresentar ao público os limites e as potencialidades destes documentos. Em outras palavras, procurar-se-á problematizar as fontes em perspectiva crítica no que tange às pesquisas já realizadas, explorando as tensões metodológicas que seu uso provoca.
 
OBJETIVOS
O propósito central do curso é apresentar ao público os inventários post mortem, as listas nominativas de habitantes e as fontes visuais enquanto documentos históricos que devem ser submetidos à análise crítica. Para tal, o primeiro objetivo é apresentar a fonte em seu caráter formal. No caso das listas nominativas e inventários, serão discutidas as suas confecções e razões de ser, assim como sua contextualização história, até o resultado que pode chegar às mãos dos historiadores. Para as fontes visuais, serão discutidos os diferentes tipos de imagem que podem ser trabalhadas, a necessidade de se fazer distinção por técnica, contexto de produção, autoria e até dimensão.
O segundo objetivo é destacar as possibilidades de estudos a partir destas fontes, buscando nas obras já publicadas a base para esta discussão. Por fim, buscar-se-á revisitar algumas pesquisas a fim de levantar limitações interpretativas que decorrem do uso destas fontes na pesquisa histórica.
 
CONTEÚDO/CRONOGRAMA DAS AULAS
 
Aula 1 – Os inventários post mortem como fonte de pesquisa para a história agrária e demográfica: limites e potencialidades.
Professor Ministrante: Breno Aparecido Servidone Moreno
 
Inicialmente, será apresentada a estrutura básica desta fonte cartorial, tendo-se em vista as quatro partes constitutivas dos inventários post mortem: 1) abertura do processo; 2) arrolamento e avaliação de bens; 3) partilha dos bens; 4) documentos anexos (justificação e legalização de dívidas, licença para casamento, contas de tutela etc.). Em seguida, procurar-se-á mostrar os limites e as potencialidades do uso desta fonte para os historiadores. Por último, dar-se-á exemplos, com base na historiografia, de que os historiadores podem utilizar esta fonte no campo na História Agrária e Demográfica.
 
Aula 2 – A produção das Listas Nominativas de Habitantes e seus usos pelo historiador
Professor Ministrante: Carlos Eduardo Nicolette
 
Discutir-se-á nesta aula o quadro histórico em que as listas foram produzidas, bem como sua organização interna enquanto documento. Em um segundo momento, far-se-á uma primeira aproximação em relação aos estudos históricos que se utilizaram das listas como fonte. O objetivo desta aula é, primeiramente, apresentar os métodos da Demografia Histórica levando-se em conta as categorias de família, estratégia e posse de escravos.
 
 
Aula 3 – O uso de fontes visuais na pesquisa histórica: teoria e prática
Professora Ministrante: Nicole Leite Bianchini
 
A terceira aula consistirá em uma introdução ao uso de fontes visuais, com a discussão acerca das principais propostas que circulam pelo campo e o que elas significam na prática de pesquisa em história. As fontes visuais serão apresentadas como possibilidades de pesquisa, tendo como base os trabalhos de Meneses (2003), Alpers (1984) e Baxandall (1985). Além disso, será feita uma rápida discussão sobre os conceitos de influência e referência, criticados para a análise de imagens em seu contexto histórico, bem como as ideias de diacronia e sincronia que perpassam este estudo. Em um segundo momento, será feita uma rápida análise de uma série de imagens usando algumas das ideias trabalhadas na primeira parte, bem como uma rápida discussão sobre o uso de acervos digitais para este tipo de pesquisa, suas possibilidades e limitações. O objetivo central da aula é fazer uma primeira incursão no tema, dando algumas ferramentas teóricas principais para quem deseja trabalhar com o assunto.
 
BIBLIOGRAFIA
 
ALPERS, Svetlana. A Arte de Descrever. A arte holandesa no século XVII. São Paulo: EDUSP, 1999.
ARAÚJO, Maria Lucília Viveiros. Os caminhos da riqueza dos paulistanos na primeira metade do Oitocentos. São Paulo: Hucitec: FAPESP, 2006.
BACELLAR, Carlos de A. P. Arrolando os habitantes no passado: as listas nominativas sob um olhar crítico. Locus: Revista de História, Juiz de Fora, v. 14, n. 1, p. 114-120, 2008. Disponível em: http://www.ufjf.br/locus/files/2010/02/55.pdf. Acesso em: 6 jul. 2019.
BACELLAR, Carlos de A. P. As listas nominativas da capitania de São Paulo sob um olhar crítico (1765-1836). Anais de História de Além-Mar. Vol. XVI: 313–338, 2015. Disponível em: https://run.unl.pt/handle/10362/19813. Acesso em: 5 ago. 2019.
BACELLAR, Carlos de A. P.; SCOTT, Ana S. Volpi; BASSANEZI, Maria Silvia Beozzo. Quarenta anos de demografia histórica. Revista Brasileira de Estudos da População, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 339-350, jul./dez. 2005. Disponível em: https://www.rebep.org.br/revista/article/view/248/pdf_232. Acesso em: 7 jun. 2019.
BAKER, Emma. Art & Visual Culture 1600-1850: Academy to Avant-Garde. London: Tate, 2013.
BAXANDALL, Michael. Padrões de Intenção. A Explicação Histórica dos Quadros. São Paulo: Companhia das Letras, 1985.
BAXANDALL, Michael. Painting and Experience in Fifteenth-Century Italy: A Primer in the Social History of Pictorial Style. Oxford: Oxford University Press, 1988.
COSTA, Fernando A. A. da. E quanto valia, afinal? O problema dos preços nos inventários post-mortem do século XIX. Histórica (online), São Paulo, ano 9, n. 60, p. 6-17, dez. 2013.
COSTA, Iraci del Nero da. Contribuições da demografia histórica para o conhecimento da mobilidade socioeconômica e geográfica: uma aproximação ao tema. Revista de História, São Paulo, v. 30, n. 2, p. 381-400, ago./dez. 2011. Disponível em: http://www.scielo.br /pdf/his/v30n2/a18v30n2.pdf. Acesso em: 10 nov. 2019.
FERNANDEZ, Ramon V. Garcia. A consistência das Listas Nominativas da Capitania de São Paulo: um estudo de caso. Estudos Econômicos, São Paulo: IPE-USP, v. 19, n. 3, p. 477-496, 1989.
FRAGOSO, João L. R. Barões do Café e Sistema Agrário Escravista: Paraíba do Sul/Rio de Janeiro (1830-1888). Rio de Janeiro: 7Letras, 2013.
FRAGOSO, João L. R. Sistemas agrários em Paraíba do Sul (1850-1920). Um estudo de relações não capitalistas de produção. Dissertação (Mestrado em História) – IFCS-UFRJ, Rio de Janeiro, 1983.
FRAGOSO, João L. R.; PITZER, Renato R. Barões, homens livres pobres e escravos: notas sobre uma fonte múltipla – inventários post-mortem. Revista Arrabaldes, Petrópolis, ano I, n. 2, p. 29-52, set./dez. 1988.
KOK, Jon. The challenge of strategy: A comment. International Review of Social History, vol. 47, 2002. Disponível em: https://www.cambridge.org/core/services/aop-cambridgecore/content/view/…. Acesso: 10/11/2019.
LOPES, Luciana Suarez. Sob os olhos de São Sebastião. A cafeicultura e as mutações da riqueza em Ribeirão Preto, 1849-1900. Tese (Doutorado em História Econômica) – FFLCH-USP, São Paulo, 2005.
LUNA, Francisco Vidal.; KLEIN, Herbert S. Evolução da sociedade e economia escravista de São Paulo, de 1750 a 1850. São Paulo: Edusp, 2006.
MARCÍLIO, Maria Luiza. Crescimento demográfico e evolução agrária paulista (1700-1836). São Paulo: Hucitec/EDUSP, 2000.
MARCÍLIO, Maria Luiza. A demografia histórica brasileira nesse final de milênio. Revista Brasileira de Estudos de População, Brasília, vol. 14, n. 1/2, p. 125-143, 1997. Disponível em: https://www.rebep.org.br/revista/article/view/425. Acesso em: 20 nov. 2019.
MARCONDES, Renato Leite. A arte de acumular na economia cafeeira: Vale do Paraíba, século XIX. Lorena: Stiliano, 1998.
MARQUESE, Rafael de Bivar. Açúcar, representação visual e poder: A iconografia sobre a produção caribenha de açúcar nos séculos XVII e XVIII. Revista USP, São Paulo, n. 55, p. 152-184, set./nov. 2002.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, História visual. Balanço provisório, propostas cautelares. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 23, n. 45, p. 11–36, 2003.
MORENO, Breno S. Demografia e trabalho escravo nas propriedades rurais cafeeiras de Bananal, 1830-1860. Dissertação (Mestrado em História Social) – FFLCH-USP, São Paulo, 2013.
MOTTA, José Flávio. A demografia histórica no Brasil: contribuições à historiografia. Revista Brasileira de Estudos de População, Campinas, vol. 12, n. 1/2, p. 133-149, 1995. Disponível em: . Acesso em: 13 fev. 2019.
MUNIZ, Célia Maria Loureiro. Os donos da terra. Um estudo sobre a estrutura fundiária do Vale do Paraíba fluminense, no século XIX. Dissertação (Mestrado em História) – ICHF-UFF, Niterói, 1979.
NADALIN, Sérgio O. A população no passado colonial brasileiro: mobilidade versus estabilidade. Topoi, Rio de Janeiro, vol. 4, n. 7, p. 222-275, jul./dez. 2003. Disponível em: . Acesso em: 7 nov. 2019.
NADALIN, Sérgio O. A respeito de uma demografia histórica de contatos culturais. Cadernos de História, Belo Horizonte, vol. 9, n. 11, p. 11-31, 1º sem. 2007. Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2019.
NADALIN, Sérgio O. História e Demografia: elementos para um diálogo. Campinas: Associação Brasileira de Estudos Populacionais – ABEP, 2004.
REVEL, Jacques. Micro-história, macro-história: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 15, n. 45, p. 434-444, set./dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n45/03.pdf. Acesso em: 20 nov. 2019.
SALLES, Ricardo. E o Vale era o escravo. Vassouras, século XIX. Senhores e escravos no coração do Império. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
SLENES, Robert W. A formação da família escrava nas regiões de grande lavoura do Sudeste: Campinas, um caso paradigmático no século XIX. Revista População e Família, São Paulo, vol. 1, n. 1, p. 9-82, jan./jun. 1998.
STEIN, Stanley. Vassouras. Um município brasileiro do café, 1850-1900. 1. ed., 1957; trad. port. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.

 

Programa

Datas: 14, 16, 21, 23, 28 de abril (4ª e 6ª).
Cada aula terá a duração de 2h.

Apresentação
Aula 1: Mulheres leitoras: o perigo dos romances. Faremos um breve panorama histórico sobre a luta pelo direito à educação e à participação das mulheres na produção literária/intelectual do século XIX. Trataremos sobretudo de questões morais comuns para a época, sobretudo acerca das mulheres como um massivo público de literatura nesse século.

A Mulher de Trinta Anos, de Honoré de Balzac
Aula 2: A jovem Julie.
Leitura e discussão do livro.

Aula 3: Julie aos trinta anos.
Leitura e discussão do livro.

Madame Bovary, de Gustave Flaubert
Aula 4: Emma Rouault
Leitura e discussão do livro.

Aula 5: Senhora Bovary
Leitura e discussão do livro.

BIBLIOGRAFIA:

ARMSTRONG, Judith M. Novel of Adultery. PALGRAVE MACMILLAN, 2013.
AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na Literatura. São Paulo: Perspectiva, 2007.
BALZAC, H. “Prefácio à Comédia Humana”. In: A Comédia Humana Vol. 1. São Paulo, SP: Editora Globo S/A, 2012. (e-book)
BAUDELAIRE, Charles. "Madame Bovary par Gustave Flaubert", In: Œuvres complètes de Charles Baudelaire, Vol 3. Paris: Calmann Lévy, 1885. pp. 407 - 422. (Disponível em: https://fr.wikisource.org/)
DALVI, Camila David. O Bovarismo de Jules de Gaultier (na ficção e na vida): Fontes e Vertentes. 2009, 137f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro De Ciências Humanas e Naturais, Departamento De Línguas E Letras
__________. “O Pintor da vida moderna” In: Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
FINCH, Alison. Women's Writing in Nineteenth-Century France. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2006.
HEATH, Stephen. “Provincial Manners in Madame Bovary” In: Madame Bovary: contexts, critical reception. Editado por Margaret Cohen. New York, NY; London: W.W. Norton & Company, 2005. ix, 551 p., il. (A Norton critical edition).
HOSSNE, Andrea Saad. Bovarismo e Romance: Madame Bovary e Lady Oracle. São Paulo, SP: Ateliê Editorial, 2000. 304pp.
JAMES, Henry. “Style and Morality in Madame Bovary” In: Madame Bovary: contexts, critical reception. Editado por Margaret Cohen. New York, NY; London: W.W. Norton & Company, 2005. ix, 551 p., il. (A Norton critical edition).
KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade. São Paulo, SP: Boitempo, 2016. 232pp.
KENNER, Hugh. Flaubert, Joyce and Beckett: The Stoic Commedians. Boston: Beacon Press, 1962.
LILTI, Antoine. Le Monde Des Salons: Sociabilité Et Mondanité À Paris Au Xviiie Siècle. Paris: Fayard, 2013.
MORETTI, Franco. “The Best Time We Ever Had”, In: Madame Bovary: contexts, critical reception. Editado por Margaret Cohen. New York, NY; London: W.W. Norton & Company, 2005. ix, 551 p., il. (A Norton critical edition).
NOVILLO-CORVALÁN, P. “Androgynous Desire: Flaubert, Joyce, Puig, And The Tradition Of The Female Quixote” In: The Modern Language Review, Vol. 107, No. 1 (January 2012), pp. 1-19
OEHLER, Dolf. Quadros Parisienses: Estética antiburguesa em Baudelaire, Daumier e Heine (1830-1848). São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
_____________. O Velho Mundo Desce aos Infernos: auto-análise da modernidade após o trauma de junho de 1848 em Paris. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
OVERTON, Bill. The Novel of Female Adultery: Love and Gender in Continental European Fiction, 1830-1900. London: Palgrave Macmillan Limited, 2016
PASCO, Allan. H. Balzac: Literary sociologist. Editora: Palgrave Macmillan, Suiça. 2016. 297 pp.
__________. Fictions of Female Adultery 1684-1890. Palgrave Macmillan, 2002.
SABISTON, Elizabeth. “The Prison of Womanhood” In: Comparative Literature, Vol. 25, No. 4 (Outono, 1973), pp. 336-351 Published by: Duke University Press on behalf of the University of Oregon (Disponível em: http://www.jstor.org/stable/1769510)
STEPHENS, Sonya. History of Women's Writing in France. Cambridge, GBR: Cambridge University Press, 2009. Internet resource.
TANNER, Tony. Adultery in the Novel. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1979.
WATT, Ian. A Ascensão Do Romance: Estudos Sobre Defoe, Richardson E Fielding. São Paulo, SP: Companhia de Bolso, 2010.

Traduções sugeridas:
BALZAC, Honoré. A mulher de trinta anos. (Trad. Rosa Freire Aguiar). São Paulo, SP: Companhia das letras, 2015.
FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary: Costumes de província. (Trad. Mário Laranjeira). São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2011.

Programa

Encontro 1
- Contextos sócio-histórico de ensino e aprendizagem de português como língua adicional (PLA);
- Objetivos e necessidades de estudantes de PLA.

Encontro 2
- Os conceitos de TDIC, materiais didáticos, ferramentas e recursos digitais;
- O uso das tecnologias como TIC, TAC e TEP nas aulas de PLA.

Encontro 3
- Gêneros textuais no ensino e aprendizagem de PLA;
- Análise, curadoria e elaboração de materiais didáticos para aulas em diferentes contextos de PLA.

Encontro 4
- Unidade didática nas aulas de PLA;
- Produção de unidade didática para um contexto de PLA.

Encontro 5
- Apresentação das unidades didáticas para um contexto de PLA produzidas pelos participantes;
- Autoavaliação e avaliação do curso.

Bibliografia
ALBUQUERQUE-COSTA, H.; MAYRINK, M. Formação crítico-reflexiva para professores de línguas em ambiente virtual. In: ALBUQUERQUE-COSTA, H.; MAYRINK, M. (Orgs.). Ensino e aprendizagem de línguas em ambientes virtuais. São Paulo: Humanitas, 2013. P. 39-63.
FURTOSO, V. A. B. Formação de professores de Português para Falantes de Outras Línguas: reflexões e contribuições. Londrina : EDUEL, 2009.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e tempo docente. Campinas: Papirus, 2013.
MENDES, Edleise. O português como língua de mediação cultural: por uma formação intercultural de professores e alunos de PLE. In: MENDES, E. (org.) Diálogos Interculturais: ensino e formação em português língua estrangeira. Campinas, SP: Pontes Editores, 2011.
PAIVA, Vera Lucia Menezes de Oliveira e. O uso da tecnologia no ensino de línguas estrangeiras: breve retrospectiva histórica. In: JESUS, Dánie Marcelo de; , Dánie Marcelo de; MACIEL. Ruberval Franco (Orgs.). Olhares sobre tecnologias digitais: linguagens, ensino, formação e prática docente. Coleção: Novas Perspectivas em Linguística Aplicada Vol. 44.Campinas, SP : Pontes Editores, 2015, p.21-34.
REIG H. Disonancia cognitiva y apropiación de las TIC. In: Revista TELOS Cuadernos de Comunicación e Innovación, Madrid: Fundación Telefónica, enero-marzo, p. 1-2, 2012. Disponível em https://telos.fundaciontelefonica.com/url-direct/pdfgenerator?tipoConte…. Acesso em 27 de mai. 2021.
SCARAMUCCI, Matilde Virginia Ricardi; BIZON, Ana Cecília Cossi (Org.). Formação inicial e continuada de professores de Português Língua Estrangeira/Segunda Língua no Brasil. Araraquara: Letraria, 2020.
SCHLATTER, M. [Conversa com] Margarete Schlatter. In: K. A. SILVA; R. ARAGÃO (Orgs.). Conversas com formadores de professores de línguas. Campinas, SP: Pontes, 2013. p. 187-199.
SCHLATTER, Margarete; BULLA, Gabriela da Silva; COSTA, Everton Vargas da. Português como Língua Adicional: uma entrevista com Margarete Schlatter. In: ReVEL. vol. 18, n. 35, 2020. Disponível em: http://www.revel.inf.br/files/3979a6ecf118d99835787c92b01de296.pdf. Acesso em: 29 maio 2022.

Programa

1ª aula (07/02) – Imagens da guerra e o Infamiliar de Freud: representações oníricas do nazifascismo
2ª aula (09/02) – Fuga da guerra e da humanidade vil: animais (mais) humanizados (que animais humanos)
3ª aula (14/02) – Arte da resistência ou resistência da arte: sobrevivendo à barbárie
4ª aula (16/02) – Seguindo "Estavida" pelos caminhos do luto

Referências bibliográficas:
BERADT, Charlotte. Sonhos no Terceiro Reich. Trad. Silvia Bittencourt, apresentação Christian Dunker; posfácio Barbara Hahn. São Paulo: Fósforo, 2022.
BUTLER, Judith. Quadros de guerra: Quando a vida é passível de luto? Trad. Sérgio Tradeu de Niemeyer Lamarão e Arnaldo Marques da Cunha. 5ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
DUNKER, Christian; [et al.] (Org.). Sonhos confinados: o que sonham os brasileiros em tempos de pandemia? 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
FERNANDES, Isabel. Back to Basics: From Close Reading to “Inclosive” Reading and the Prospects for Literature. Op. Cit.: a Journal of Anglo-American Studies, [S. l.], v. 2, n. 8, 2019. p.11–29
FREUD, Sigmund. Luto e melancolia (1917). In: Neurose, psicose, perversão. Trad. Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2018. p. 99-121
______. O incômodo. Trad. Paulo Sérgio de Souza Jr. São Paulo: Blucher, 2021.
______. O infamiliar e outros escritos. Trad. Ernani Chaves e Pedro Heliodoro Tavares. Belo Horizonte: Autêntica, 2020
______. O mal-estar na cultura. In: Cultura, sociedade e religião: O mal-estar na cultura e outros escritos. Trad. Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2020. p. 305-410
______. O poeta e o fantasiar (1908). In: Arte, literatura e os artistas. Trad. Ernani Chaves. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2015. p. 53-66.
KESTLER, Izabela M. F. Exílio e literatura. Escritores de fala alemã durante a época do nazismo. Trad. Karola Zimber. São Paulo, Edusp, 2003
LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: uma etnografia dos sonhos yanomami. Prefácio de Renato Sztutman. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
LUDWIG, Paula. Träume: Aufzeichnungen aus den Jahren zwischen 1920 und 1960. Ebenhausen bei München: Langewiesche-Brandt, 1962
MARTINS, Marina (Org.). Escritos de si: sobre dança e resiliência. São Paulo: Annablume, 2021.
QUANDT, Christiane. Paula Ludwig, uma poeta quase esquecida. Beau Bassin: Novas Edições Acadêmicas, 2018. RIBEIRO, Sidarta. O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho. 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019

RIBEIRO-DE-SOUSA, Celeste H. M. Do cá e do lá: introdução à imagologia. São Paulo: Humanitas, 2004
______. Retratos do Brasil: hetero-imagens literárias alemãs. São Paulo: Arte & Cultura, 1996
RICCI, Michelle. Between Depiction and Experience: The Exile Dreams of Paula Ludwig. In: Women in German Yearbook 17. Feminist Studies in German Literature and Culture. Patricia Herminghouse; Susanne Zantop (Orgs.). Lincoln; London: University of Nebraska Press, 2001. p.181-197. Disponível em: < https://www.jstor.org/stable/ 20688931 >. Acessado em: 06 mar. 2019
SCHININÀ, Alessandra. Österreichische Lyrik des Exils. St. Ingbert: Röhrig, 2011
SCHMAUS, Marion. Exil und Geschlechterforschung. In: Handbuch der deutschsprachigen Exilliteratur. Von Heinrich Heine bis Herta Müller. BANNASCH, Bettina; ROCHUS, Gerhild (Hrsg.). Berlin/Boston: De Gruyter, 2013. p.121-147
SCHMID, Sigrid. Schriftstellerinnen im Exil - Zuständig fürs Überleben. In: Österreichische Literatur im Exil. Salzburg: Universität Salzburg, 2002, p.1-9. Disponível em: < http://www.literaturepochen.at/exil/l5038.pdf >. Acessado em 10 fev. 2020
SOUZA, Mauricio Rodrigues de. Experiência do Outro, Estranhamento de Si: Dimensões da Alteridade em Antropologia e Psicanálise. Prefácio Luís Claudio Figueiredo. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 2015.

Programa

Aula 1 - Breve perspectiva dos estudos sobre a juventude brasileira nas Ciências Sociais e na Educação.

Aula 2 - Emergência e ampliação do debate sobre a temática na Geografia, com ênfase em pesquisas que focam na dimensão da cidade e da escola.

Aula 3 - Diferentes contextos socioespaciais, diferentes formas de viver a juventude.

Aula 4 - Estudos desenvolvidos em metrópoles e realidades não metropolitanas.

Bibliografia básica:

CARDOSO, D. S.; TURRA NETO, N. Juventude, cidade e território: esboços de uma geografia das juventudes. In: I Seminário de Pesquisa Juventudes e Cidade, Universidade Federal de Juiz de Fora, 06 e 07 de outubro de 2011, Juiz de Fora. ANAIS do I Seminário de Pesquisa Juventudes e Cidade. Juiz de Fora, 2011.

CARRANO, P. C. R. Juventudes e cidades educadoras. Petrópolis: Vozes, 2003.

CARRANO, P. Jovens, escolas e cidades: entre diversidades, desigualdades e desafios à convivência. In: VIEIRA, M. M.; RESENDE, J.; NOGUEIRA, M. A.; DAYRELL, J.; MARTINS, A.; CALHA, A. (Org.) Habitar a escolas e as suas margens: geografias plurais em confronto. Portalegre: Instituto Politécnico de Portalegre, 2013.

CAVALCANTI, L. S. Juventudes, ensino de Geografia e formação/atuação cidadãs. In: OLIVEIRA, V. H. N. Geografias das juventudes. Porto Alegre: GEPJUVE, 2023.

GAMALHO, N. P. Juventudes e as periferias. In: OLIVEIRA, V. H. N. Geografias das juventudes. Porto Alegre: GEPJUVE, 2023.

TURRA NETO, N.. Metodologias de pesquisa para o estudo geográfico da sociabilidade juvenil. RA'E GA: o Espaço Geográfico em Análise, v. 23, p. 340-375, 2011.

TURRA NETO, N. Definir juventude como ato político: na confluência entre orientações de tempo, idade e espaço. In: CAVALCANTI, L. S.; CHAVEIRO, E. F.; PIRES, L. M. A cidade e seus jovens. Goiânia: Ed. PUC Goiás, 2015.