Programa - Cloned

INTRODUÇÃO À SEMIÓTICA DISCURSIVA

1. A base da Semiótica Discursiva: a linguagem como criadora da existência humana, a existência humana
enquanto significação.
2. A influência estruturalista: a Semiótica Discursiva e sua origem em Saussure, Hjelmslev e Propp; seus
desenvolvimentos mais atuais.
3. Metodologia analítica da Semiótica Discursiva: plano da expressão, plano do conteúdo; percurso gerativo do sentido.

EXERCÍCIOS ANALÍTICOS EM SEMIÓTICA


1. A veridicção como pressuposto político: a Semiótica como ferramenta de leitura de construções de verdade no espaço político. Análise de uma cena em Tristes trópicos (2016), onde há um impasse entre um grupo Nambikwara e seu chefe.
2. A semiótica na sala de aula: a partir da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), serão apresentadas as
possíveis contribuições da semiótica, especialmente a respeito da noção de texto e textualidade, para o uso no ensino básico regular.
3. A superfície que leva às profundezas da significação – como temas e figuras no discurso jornalístico atuam na construção de sentidos: uma análise de reportagens sobre a tragédia da Vale em Brumadinho.
4. A Semiótica e a linguagem jurídica: com base na Semiótica, será apresentado como o campo jurídico é
construído por meio da linguagem jurídica, enquanto um recorte da língua natural. Análise de uma denúncia
criminal da Operação Lava Jato, estabelecendo um diálogo com as noções de justiça, prática jurídica, construção de atores jurídicos e contratos enunciativos.
5. Quadrinhos na sala de aula: Como analisar a construção do sentido presente nos segmentos verbal e visual nas Histórias em Quadrinhos a partir da semiótica discursiva.
6. A construção de personagens negras na literatura: examinando excertos do romance O Cortiço (1890), a partir do ferramental teórico da Semiótica discursiva, propõe-se entender quais são as estratégias utilizadas para caracterizar personagens negras em tal romance e quais são os efeitos resultantes de tal caracterização.

REFERÊNCIAS

​​​​​​​
ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, Renato. Sistemas de veridicção e a previsibilidade de desdobramentos políticos em momentos de crise: leituras a partir de uma cena de tristes trópicos. In: Cadernos de Campo : revista de ciências sociais [on-line]. Org.: Fernando Moreira, Luciana Santana, n. 28, p. 351-366. Disponível em: https://doi.org/10.47284/2359-2419.2020.28.351366 Acesso em: 12 fev. 2021.
AZEVEDO, Aluísio Tancredo Gonçalves de. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora BestBolso, 2016.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. A estratégia enunciativa nos discursos de ódio que marcam ambientes políticos e sociais na contemporaneidade. [Entrevista concedida a] MOREIRA, Fernando; LOPES, Joyce. In: Cadernos de Campo : revista de ciências sociais [on-line]. Org. Fernando Moreira, Luciana Santana, n. 28, p. 17-26. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/14184 Acesso em: 10 fev. 2021.
BENVENISTE, Émile. Estrutura das relações de pessoa no verbo. In: Problemas de Lingüística Geral I. 3 ed. São Paulo: Pontes, 1991 [1966].
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. Trad. Grupo CASA. Bauru, SP: Edusc, 2003.
FONTANILLE, Jacques. Pratiques sémiotiques. Paris: PUF, 2008a.
FONTANILLE, Jacques. Práticas semióticas: imanência e pertinência, eficiência e otimização. Trad. Maria Lúcia Vissotto Paiva Diniz et al. In: DINIZ, Maria Lúcia Vissotto Paiva; PORTELA, Jean Cristtus (Orgs.). Semiótica e mídia: textos, práticas, estratégias. Bauru: Unesp/Faac, 2008b, p. 15-74.
GONZALES, Lélia. A Mulher negra na sociedade brasileira (Uma abordagem político-econômica). In: Madel T. Luz.
(Org.). O lugar da mulher: estudos sobre a condição feminina na sociedade atual. 1ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1982, pp. 89-106.
GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244.
GREIMAS, Algirdas Julien. Sobre o Sentido II: ensaios semióticos. Trad. Dilson Ferreira da Cruz. 1 ed. São Paulo: Nankin : Edusp, 2014 [1983].
GREIMAS, Algirdas Julien. Semiótica e ciências sociais. São Paulo: Cultrix, 1981 [1976].
GREIMAS, Algirdas Julien.; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. Trad. Alceu Dias Lima et al. São Paulo: Cultrix, 1983 [1979].
HJELMSLEV, Louis. Prolegômenos a uma Teoria da Linguagem. Trad. J. Teixeira Coelho Netto. São Paulo: Perspectiva, 2013 [1943].
LANDOWSKI, Eric. A sociedade refletida: ensaios sociossemióticos. São Paulo: EDUC/Pontes, 1992 [1989].
LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes trópicos. Trad. Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2016 [1955].
LOPES, Ivã Carlos; HERNANDES, Nilton (org.). Semiótica: objetos e práticas. São Paulo: Contexto, 2005.
LOPES, Ivã Carlos; SOUZA, Paula Martins de (org.). Estudos semióticos do plano da expressão. São Paulo:
FFLCH-USP, 2018. E-book disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/314.
MOREIRA, Fernando ; CARVALHO, Pedro Henrique Varoni de. Diversidade e equidade na governança editorial do jornalismo: a inclusão como credibilidade. Revista Observatório , v. 6, n. 5, p. a5en, 31 ago. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2020v6n5a5en Acesso em: 12 fev. 2021.
MOURA E SOUZA, Marcos de. Brumadinho vive entre a dor do luto e a satisfação do consumo. Valor Econômico [on-line], Belo Horizonte, 30 set. 2019. Brasil. Disponível em:< https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/09/30/brumadinho-vive-entre…-
consumo.ghtml?fbclid=IwAR1nlUMD8LZkvQrtO2T5WhBwiUQmMnff8T4CV1EA9zAuPPMEvgnmxkb1flA > Acesso em: 07 fev. 2021.
PIETROFORTE, Antônio Vicente Seraphim Análise do texto visual - a construção da imagem. São Paulo: Contexto, 2007
PIETROFORTE, Antônio Vicente Seraphim; GÊ, Luiz Análise textual da História em Quadrinhos - uma abordagem semiótica da obra de Luiz Gê. São Paulo: Annablume, 2009
PORTELA, Jean Cristtus; SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira. A noção de gênero em semiótica. In: PORTELA, Jean Cristtus; BEIVIDAS, Waldir; LOPES, Ivã Carlos; SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira (Org.). Semiótica: Identidades e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 69-98.
QUIJANO, Aníbal. Notas sobre o conceito de marginalidade social In: PEREIRA, Luiz (Org.). Populações marginais. São Paulo: Duas Cidades, 1978.
RASTIER, François. Linguística e ciência da literatura. Estudos Semióticos, vol. 16, n. 2 (2020), 1-12. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/174819 .
SARAIVA, José Américo Bezerra; LEITE, Ricardo Lopes. Exercícios de semiótica discursiva. Fortaleza: Imprensa Universitária UFC, 2017. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24993/1/2017_liv_jabsaraiva.p… .
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. Trad. de Antônio Chelini; José Paulo Paes e Izidoro
Blikstein. 27ª Ed. São Paulo: Cultrix, 2006. Cours de linguistique générale. Charles Bally e Albert Sechehaye
(orgs.), com a colaboração de Albert Riedlinger, [1916].
SCHREIBER, Mariana. Tragédia em Brumadinho: quase três anos após desastre de Mariana, Vale ofereceu R$ 30 mi em bônus recorde a seis diretores executivos. BBC Brasil [on-line] 01 fev. 2019. Disponível em: <
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47095802 > Acesso em: 10 jan. 2021.
SPIVAK, Gayatri. Pode o subalterno falar? Trad. Regina Goulart Almeida et al. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010 [1985]

Programa - Cloned

Aula 01 - Introdução: Arte na América Latina, História das Relações de Gênero

Nesta aula introdutória, temos como intuito apresentar certos paradigmas teórico-metodológicos caros à discussão de Arte, Gênero e História na América. É possível falar em arte latino-americana? Quais são as contribuições do campo da história das relações de gênero e da crítica feminista de arte para uma ideia de arte latino-americana? De quais modos a disciplina da história pode acessar estes debates, diversificando suas fontes e aparatos teórico-metodológicos?

Aula 02 - Escritas de si e gênero

A segunda aula do curso tem como intuito explorar as contribuições das chamadas escritas de si para o campo da história das relações de gênero, da história da arte e história social de modo mais amplo. A utilização dos escritos autobiográficos - como cartas, diários e autobiografias - ampliou a possibilidade de investigação da trajetória de mulheres, sobretudo de artistas e intelectuais.
Na ocasião também será abordada a produção documental gerada a partir da relação intersubjetiva de entrevistas de história oral, com ênfase para iniciativas que resultaram em escritos em primeira pessoa.

Aula 03 - Intelectuais, artistas e ideias

Na terceira aula serão discutidas diferentes perspectivas de mulheres intelectuais e artistas sobre o tema da arte na América Latina, tomando como eixo central as suas respectivas produções, especialmente os ensaios críticos, textos e obras que indicam a sua relevância para a história da arte.

Aula 04 - As questões de gênero na arte latino-americana

Nesta aula, apresentaremos como algumas artistas e coletivos de arte feminista abordaram as questões de gênero em suas obras, performances ou instalações e trouxeram à público discussões muitas vezes consideradas privadas ou tabus.

Aula 05 - Fechamento / Levantamento de dúvidas dos alun@s

Critérios de Aprovação:
Resumo - Formulário Google



Referências Bibliográficas

ARCQ, Tere; FORT, Ilene Susan; GEIS, Terri. In Wonderland: The Surrealist Adventures of Women Artists in Mexico and the United States. Los Angeles: Prestel Publishing, 2012.

ARCQ, Tere; VAN RAAY, Stefan. Leonora Carrington: Cuentos mágicos. Cidade do México: Museo del Palacio de Bellas Artes, Museo de Arte Moderno, 2018.
CAPELATO, Maria Helena Rolim. “Modernismo latino-americano e construção de identidades através da pintura”. In. Revista de História, no. 153, 2º. Semestre 2005.
COTA JR., Eustáquio Ornelas. A formação da coleção latino-americana do MOMA: arte, cultura e política (1931 – 1943). São Paulo: Paco Editorial, 2019.
CORDERO REIMAN, Karen. Aparições corporais/além das aparências: mulheres e o discurso do corpo na arte mexicana, 1960-1985. In: [catálogo] Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985 [catálago], 2018.
CUNHA, Maria Teresa. Diários pessoais: territórios abertos para a História.In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de. (orgs.). Historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2012.

DEPÉTRIS, Carolina. La escritura de los viajes: del diario cartográfico a la literatura. Serie Viajeros, Colección Sextante. Mérida: Universidad Nacional Autónoma de México, 2007.
FRANCO, Stella Maris Scatena. Gênero em debate: problemas metodológicos e perspectivas historiográficas. In: VILLAÇA, Mariana M.; PRADO, Maria Ligia C.. (Org.). História das Américas: fontes e abordagens historiográficas. 1ed.São Paulo: Humanitas; Capes, 2015, v., p. 36-51.
__________________________.Viagem e gênero: tendências e contrapontos nos relatos de viagem de autoria feminina*. Cad. Pagu[online]. 2017, n.50, e175016. Epub Sep 28, 2017.

GIUNTA, Andrea. Archivos. Políticas del conocimiento en el arte de América Latina. Errata. Revista de Artes Visuales, v. 1, p. 20-37, 2010.

________. Vanguardia, internacionalismo y politica: arte argentino en los años sesenta. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2015.

________. Feminismo y arte latino-americano: historias de artistas que emanciparon el cuerpo. Buenos Aires: Siglo Veintuino Editores. 2018.

______; FLAHERTY, George F. Latin-American Art History: An historiographic turn. Art In translation. V. 9, 2017.

GOMES, Ângela de Castro (Org.) Escrita de si, escrita da história. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

MOTTA, Romilda Costa. Práticas e representações de si: Os escritos autobiográficos da mexicana Antonieta Rivas Mercado e da brasileira Patrícia Galvão. Tese de doutoramento, FFLCH/USP. 2015.

MOLLOY, Sylvia. Vale o escrito: a escrita autobiográfica na América Hispânica. Chapecó: Argos, 2003.

NOCHLIN, Linda. Why have there been no great women in the arts? ARTnews , p.22, 1971.

SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras. São Paulo: EDUSP/FAPESP, 2008.

PERROT, Michelle. “Práticas da Memória Feminina. A Mulher e o espaço público”. In: Revista Brasileira de História 18. ANPUH/Marco Zero, 1989.
POLLOCK, Griselda. Diferenciando: El encuentro del feminismo con el canon. In: CORDERO REIMAN, Karen; SÁENZ, Inda (orgs.). Crítica feminista en la teoría e historia del arte, México, Universidad Iberoamericana, Universidad Nacional Autónoma de México, FONCA, CURARE, 2007.
WITINZG, Mara R. Voicing our vision: writings by women artists. Londres: The Women’s Press, 1992.

Programa - Cloned

Aula 1. 04/02/2025 - A participação das mulheres em conflitos armados: Maria Úrsula de Abreu Lencastre e Agueda Monasterio de Lattapiat.

Aula 2. 11/02/2025 - A maternidade e o ideal nacional: Catarina Paraguaçu e Luisa Recabarren de Marin.

Aula 3. 18/02/2025 - Atuação feminina no campo da educação: Maria de Lima das Mercês e Dámasa Cabezón.

Aula 4. 25/02/2025 - Redes de sociabilidade e inserção na vida pública: Beatriz Brandão e Antonia Salas

Bibliografia:

BADINTER, Elisabeth. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
BLOCH, Marc. Por uma história comparada das sociedades europeias. In: Idem. História e Historiadores. Lisboa: Teorema, 1998.
DEDIEU, J. P., L. R. ENRÍQUEZ, e G. CID. Fabricación heroica y construcción de la memoria histórica chilena (1844-1875). C.M.H.L.B. Caravelle, Toulouse, n. 104, 2015.
DOSSE, François. O desafio biográfico: escrever uma vida. São Paulo: Edusp, 2009.
ENDERS, Armelle. Os vultos da nação: fábrica de heróis e formação dos brasileiros. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014.
GÓMEZ, Yéssica González (Org.). Mujeres: olvidos y memorias en los márgenes – Chile y América, siglos XVII-XXI. Ed. UFRO e Edulp, 2020.
GREZ, Vicente. Las mujeres de la independência. Santiago: Imprenta Gutenberg, 1878.
GUIMARÃES, Manoel Luís Salgado. Nação e Civilização nos Trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o Projeto de uma História Nacional. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 1, 1988.
HURTADO, Edda. Intelectuales Tradicionales, Educación de las Mujeres y Maternidad Republicana en los Albores del Siglo XIX en Chile. Acta Literaria, Chile: n. 44, p. 121-134, 2012.
LORIGA, Sabina. A biografia como problema. In: REVEL, Jacques (Org.). Jogos de escalas. A experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1988.
MARTÍNEZ, Maria Eujenia. Mujeres Célebres de Chile. Santiago: Imprenta Santiago, 1911.
MONTERO, C., Reyes L. e Rubio, G. Escrituras de maestras en chile: perspectivas para su estudio (1880-1920). Revista Chilena de literatura, n. 108, 2023.
PAMPLONA, Marco; STUVEN, Ana Maria. Estado e Nação no Brasil e no Chile ao longo do século XIX. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
PERUGA, Mónica Bolufer. Galerías de “mujeres ilustres” o el sinuoso camino de la excepción a la norma cotidiana (SS. XV-XVIII). Hispania, v. 60, n. 204, 181-224, 2000.
PRADO, Maria Ligia Coelho. América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos. 2 ed. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.
SABINO, Ignez. Mulheres Illustres do Brazil. 1899. Reimpressão fac-similar, Florianópolis: Editora Mulheres, 1996.
SCOTT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e sociedade. Porto Alegre, v. 16, n. 2, 1995.
SILVA, Joaquim Norberto de Sousa e. Brasileiras Célebres. Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Garnier, 1862.
SILVA, Laila Thaís Correa e. Dos projetos literários dos “homens de letras” à literatura combativa das mulheres de letras: imprensa, literatura e gênero no Brasil de fins do século XIX. Tese de Doutorado em História Social. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP, 2021.
SOIHET, Rachel. Violência Simbólica: Saberes Masculinos e Representações Femininas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 5, n. 1, p. 7-31, 1 jan. 1997.
SOMMER, Doris. Ficções de fundação: os romances nacionais da América Latina. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
STUVEN, Ana María, FERMANDOIS, Joaquín (Org.). Historia de las mujeres en Chile: tomo II. Santiago: Taurus, 2014.
SUÁREZ, José Bernardo. Rasgos biográficos de mujeres célebres de América: escritos, traducidos i estractados para uso de las jóvenes. Santiago do Chile: Imprenta Chilena, 1871.

 

Programa - Cloned

AULA 1 (21/07) - O que é a política do confronto político? Como estudar as rupturas políticas?

Existe política para além das instituições. As pessoas vão às ruas, praças e outros espaços para exibir suas demandas políticas. Em algumas circunstâncias, grupos resolvem atuar por meio de manifestações como marchas e petições. Em outros momentos, grupos e pessoas optam por formas violentas de levar a cabo seus interesses. Qual o cálculo dos atores para o uso dessas táticas e performances de expressão política? Quais circunstâncias favorecem certos modelos de ação política? Quando determinadas táticas e performances se impõem arena política pública? A aula introduzirá o aluno nos principais conceitos e estratégias metodológicas aplicadas a uma variedade de questões e casos como movimentos sociais, guerrilhas e associativismo. Nesta aula o aluno tomará contato com os seguintes conceitos:
● Confronto Político - Ação Coletiva, Conflito e Estado
● Mecanismos e Processos
● Oportunidades Políticas
● Estruturas de Mobilização e Formas Organizacionais
● Enquadramentos Interpretativos
● Repertórios de Confronto

Leitura Básica
MCADAM, Doug; TARROW, Sidney; TILLY, Charles. Para mapear o confronto político. Lua Nova: revista de cultura e política, n. 76, p. 11-48, 2009.

Leitura Complementar
ALONSO, Angela. A POLÍTICA DAS RUAS: Protestos em São Paulo de Dilma a Temer. Novos Estudos, p. 49, 2017.
SOUZA, Rafael de. Cenários de protesto: Mobilização e espacialidade no ciclo de confronto de junho de 2013. 2018. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.


AULA 2 (22/07) - Conjunturas fluidas e a formação de frentes políticas

O mundo político contemporâneo é fortemente marcado pela participação de atores diversos e grupos identitários. Há, no entanto, conjunturas em que vários desses atores políticos se agrupam na formação de blocos que visam a coordenar e fortalecer as ações em uma mesma frente de disputa. Esta aula trata de analisar semelhantes conjunturas a partir da recente experiência de formação do bloco de direita nomeado Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos. A reflexão engloba temáticas como: conjunturas fluidas; tempo e espaço social; formação de grupos e identidades políticas; polarização e radicalização do confronto; processos de conversão, defecção e metamorfose de atores políticos; confronto político em sociedades democráticas.

Leitura Básica
ALONSO, Angela. "A política das Ruas: Protestos em São Paulo de Dilma a Temer 1." Novos Estudos (2017): 49.
DOBRY, Michel. Sociologia das Crises Políticas, S.P., Editora Unesp, 2015, prefácio (1-24); cap 4 e 5 (p 105-134).

Material Multimídia a ser utilizado em aula
TV FOLHA. “Queda de Dilma é o que une grupos à frente de manifestações” (07:09 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=PDgogEAb_Gg ;


AULA 3 (23/07) - A relação entre Estado e movimentos sociais: O caso do ativismo intervencionista

A relação entre Estado e movimentos sociais é amplamente abordada na literatura sociológica. Nessa aula, abordaremos a compreensão desenvolvida nos marcos da Teoria do Confronto Político. O que são movimentos sociais? Qual sua relação com o Estado? Como se apresentam os movimentos sociais contemporaneamente? Essas são as perguntas que guiarão este encontro. Como estudo de caso, será apresentado o caso do ativismo intervencionista, isto é, daqueles que defendem a intervenção militar no governo federal no Brasil contemporâneo.

Leitura Básica
TILLY, C.. Os movimentos sociais como política In Revista Brasileira de Ciência Política, no.3, Brasília, janeiro-julho, 2010, pp.133-160, 2009.

Leitura Complementar
ALONSO, Angela. Teorias dos movimentos sociais: balanço do debate. Lua Nova, 2009, no. 75. 2009. Alvarez, Sonia E.; Dagnino; Evelina; Escobar, Arturo (Orgs.).

Material Multimídia a ser utilizado em aula
Intervenção Militar com Bolsonaro no poder (04:41 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=XAutVaqTtss&feature=youtu.be


AULA 4 (27/07) - Enquadramentos Interpretativos e a politização da sexualidade e da reprodução

A politização de temas em torno da sexualidade e da reprodução humana é um fenômeno político do século XX. Com o invento de métodos anticonceptivos, elemento central que desencadeou a Revolução Sexual dos anos 1960, sexualidade/erotismo e reprodução/fertilidade passaram a ser enquadrados como termos distintos e autônomos. Como parte desse fenômeno, as noções de família, sexualidade, reprodução e gênero passaram a ser disputadas no campo político por diferentes atores sociais.
Esta aula tem como objetivo introduzir os alunos no campo dos estudos sobre mobilizações da sexualidade e da reprodução humana, a partir do enfoque dos enquadramentos interpretativos de mobilizações e contramobilizações em torno dos temas aborto e prostituição no contexto brasileiro.

Leitura Básica
TARROW, Sidney. Interpretando o confronto. In Poder em movimento: Movimentos sociais e confronto político. Ed. Vozes. 2009.

Leitura Complementar
FACCHINI, Regina; SIMÕES, Júlio. Na trilha do arco-íris: do movimento homossexual ao LGBT. São Paulo: Perseu Abramo, 2009.
HALFMANN, Drew; YOUNG, Michael. War pictures: the grotesque as a mobilizing tactic. Mobilization: An International Journal, v.15, n.1, p.01-24, 2010.
JOHNSTON, Hank; OLIVER, Pamela. What a good idea! Ideologies and frames in social movement research. Mobilization: An International Journal, n.4, v.1, 2000, p. 37-54.
REZENDE, Patricia. Reinterpretando corpo, gênero e sexualidade: uma perspectiva da ação coletiva do movimento brasileiro de prostitutas. Revista Enfoques, v.15, p. 126-146, dez 2016.
REZENDE, Patricia. Eleições 2006: mobilização e contramobilização em torno do aborto no ciclo eleitoral. In: III Seminário Mídia, Política e Eleições, 2016: São Paulo. Os trabalhos do III Seminário MPE (2016), 2016. v.3.

Material Multimídia a ser utilizado em aula
Política e prostituição no Brasil (04:48 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=VTaJ4rD6QYk

Gabriela Leite: História do Movimento de Prostitutas (06:06 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=sISSYTGViJc

Band Entrevista com Lia Zanotta e Lenise Garcia- Bloco 1, 2 e 3 (27:07 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=KdHGWkMngpk
Link: https://www.youtube.com/watch?v=FnYqmPA3XM4
Link: https://www.youtube.com/watch?v=laaV-zXXl28


AULA 5 (28/07) - Trajetórias de ativistas: mobilização, recrutamento e participação

Uma das questões centrais da Sociologia Política é explicar por que algumas pessoas, e não outras, se engajam em ações contenciosas, sejam estas protestos ou movimentos armados. Indo mais além, é possível refletir também sobre a variação nas experiências de participação dentro de um movimento. Nesta aula serão apresentados alguns dos principais conceitos e esquemas teóricos e metodológicos para estudar a participação e engajamento de ativistas. O objetivo é discutir a relação entre motivações para o engajamento, oportunidades e ameaças políticas e biografias dos indivíduos, com enfoque para a interação entre biografia, laços sociais e contexto situacional. Partindo de trabalhos empíricos e discussões sobre trabalho de campo, a aula procurará construir competências para a realização de análises de trajetórias de ativistas. Os temas que serão trabalhados em aula concentram-se em torno de conceitos como custo e risco, disponibilidade biográfica, socialização e histórico de ativismo, recrutamento, participação diferencial, e afinidade atitudinal.
Nessa aula também será realizado um fechamento do curso, tendo duração mais longa que as demais.

Leitura Básica
ALONSO, Angela. Métodos qualitativos de pesquisa: uma introdução. São Paulo: Sesc São Paulo/CEBRAP, 2016.
SALGADO, Maria Mercedes. Perfil e recrutamento das (os) ativistas da Frente Sandinista. In: SALGADO, Maria Mercedes. Recrutamento em movimentos de alto risco: o caso da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua. Dissertação (Mestrado em Sociologia). São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2016

Leitura Complementar
AUYERO, Javier. Appendix: On fieldwork, theory, and the question of biography. In: AUYERO, Javier. Contentious Lives: Two Argentine Women, Two Protests, and the Quest for Recognition. Durham: Duke University Press, 2003.
VITERNA, Jocelyn. Pulled, pushed and persuaded. Explaining women’s mobilization into the Salvadoran guerrilla army. American Journal of Sociology, v. 112, n. 1, p. 1-45, 2006.


VI. BIBLIOGRAFIA COMPLETA

ALONSO, Angela. Teorias dos movimentos sociais: balanço do debate. Lua Nova, 2009, no. 75. 2009. Alvarez, Sonia E.; Dagnino; Evelina; Escobar, Arturo (Orgs.).
_____.Métodos qualitativos de pesquisa: uma introdução. São Paulo: Sesc São Paulo/CEBRAP, 2016.
_____. A política das ruas: Protestos em São Paulo de Dilma a Temer. Novos Estudos, p. 49, 2017.
AUYERO, Javier. Appendix: On fieldwork, theory, and the question of biography. In: AUYERO, Javier. Contentious Lives: Two Argentine Women, Two Protests, and the Quest for Recognition. Durham: Duke University Press, 2003
DOBRY, Michel. Sociologia das Crises Políticas, S.P., Editora Unesp, 2015.
FACCHINI, Regina; SIMÕES, Júlio. Na trilha do arco-íris: do movimento homossexual ao LGBT. São Paulo: Perseu Abramo, 2009.
HALFMANN, Drew; YOUNG, Michael. War pictures: the grotesque as a mobilizing tactic. Mobilization: An International Journal, v.15, n.1, p.01-24, 2010.
JOHNSTON, Hank; OLIVER, Pamela. What a good idea! Ideologies and frames in social movement research. Mobilization: An International Journal, n.4, v.1, 2000, p. 37-54.
MCADAM, Doug; TARROW, Sidney; TILLY, Charles. Para mapear o confronto político. Lua Nova: revista de cultura e política, n. 76, p. 11-48, 2009.
REZENDE, Patricia. Reinterpretando corpo, gênero e sexualidade: uma perspectiva da ação coletiva do movimento brasileiro de prostitutas. Revista Enfoques, v.15, p. 126-146, dez 2016.
_____. Eleições 2006: mobilização e contramobilização em torno do aborto no ciclo eleitoral. In: III Seminário Mídia, Política e Eleições, 2016: São Paulo. Os trabalhos do III Seminário MPE (2016), 2016. v.3.
SALGADO, Maria Mercedes. Perfil e recrutamento das (os) ativistas da Frente Sandinista. In: SALGADO, Maria Mercedes. Recrutamento em movimentos de alto risco: o caso da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua. Dissertação (Mestrado em Sociologia). São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2016
SOUZA, Rafael de. Cenários de protesto: Mobilização e espacialidade no ciclo de confronto de junho de 2013. 2018. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
TARROW, Sidney. Interpretando o confronto. In Poder em movimento: Movimentos sociais e confronto político. Ed. Vozes. 2009.
TILLY, C.. Os movimentos sociais como política. Revista Brasileira de Ciência Política, no.3, Brasília, janeiro-julho, 2010, pp.133-160, 2009.
VITERNA, Jocelyn. Pulled, pushed and persuaded. Explaining women’s mobilization into the Salvadoran guerrilla army. American Journal of Sociology, v. 112, n. 1, p. 1-45, 2006.

Programa - Cloned

1ª semana

21/07/20

I. Foucault: Biopolítica/Biopoder
Leituras: FOUCAULT, Michel. Direito de morte e poder sobre a vida. In: História da Sexualidade. A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2009.
FOUCAULT, Michel. Aula de 17 de março de 1976. In: A defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
2ª semana

22/07/20
II. Georges Bataille: Soberania, excesso, vida e morte
Leitura: BATAILLE, Georges. Sovereignity. In: The Accursed Share. Vol 3. New York: Zone Books, 1991
3ª semana

24/07/20

III. Michael Taussig: Cultura do terror, espaço da morte
Leituras: TAUSSIG, Michal. Cultura do terror, espaço da morte. In: Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem. São Paulo: Paz & Terra, 1993.
4ª semana

27/07/20

IV. Judith Butler: Vidas precárias
Leituras: BUTLER, Judith. Introdução: vida precária, vida passível de luto. In: Quadros de Guerra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
5ª semana

29/07/20

V. Veena Das e Deborah Poole: Margens do Estado
Leituras: DAS, Veena e Poole, Deborah. State and its margins. In: Anthropology in the Margins of the State. New Delhi: Oxford University Press, 2004.
6ª semana

31/07/20
VI. Achille Mbembé: Necropolítica
Leituras: MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: n-1 edições, 2018.

Programa - Cloned

Aula 1
Tópicos
Controle social e práticas de poder.
Conceitos de poder e biopoder.
Sociedade disciplinar, sociedade de controle.

Texto sugerido
ALVAREZ, Marcos César. Controle social: notas em torno de uma noção polêmica. São Paulo em Perspectiva, v.18, n.1, 2004, p. 168-176.
Textos complementares
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. p. 201-230.
________________. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes, 1977.
________________. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1999.
SOUZA, Luiz Antonio Francisco. Tendências atuais nas áreas de segurança pública e de polícia: revisitar Foucault ou uma nova sociedade do controle? Cadernos da FFC., v9, n.1, 2000.

Aula 2
Tópico
Controle estatal da violência no Brasil contemporâneo.

Textos sugeridos
ADORNO, Sergio; DIAS, Camila. Monopólio Estatal da Violência. In: LIMA, Renato Sérgio de; RATTON, José Juiz; AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli (Orgs.). Crime, polícia e justiça no Brasil. São Paulo: Contexto, 2014.
LIMA, Renato Sérgio; SINHORETTO, Jacqueline; BUENO, Samira. A gestão da vida e da segurança pública no Brasil. Revista Sociedade e Estado, vol. 30, n. 1 Janeiro/Abril, 2015. p.123-144.

Textos complementares
PAIXÃO, Antônio Luiz. Crime, controle social e consolidação da democracia. In: O’DONNELL, Guillermo; REIS, Fábio Wanderley (Orgs.) A democracia no Brasil: dilemas e perspectivas. São Paulo: Vértice, Editora Revista dos Tribunais, 1988. p. 166-199.
PERALVA, Angelina. Violência e democracia – O paradoxo brasileiro. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2000.
WIEVIORKA, Michel. O novo paradigma da violência. Tempo Social. Revista de Sociologia da USP, vol. 9, n.1, p. 5-41,1997.

Aula 3
Tópicos
Paradigmas e movimento pendular da segurança pública.
Segurança cidadã.

Textos sugeridos
BEATO FILHO, Cláudio. Políticas públicas de segurança e a questão policial. São Paulo em Perspectiva, v. 13, n. 4, p. 13-27, 1999.
SOARES, Luiz Eduardo. Segurança pública: presente e futuro. Estudos Avançados, vol. 20, n.56, p.91-106, 2006.

Textos complementares
ADORNO, Sergio. Insegurança versus direitos humanos – entre a lei e a ordem. Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v.11, n.2, 2000.
BARREIRA, César. Em nome da lei e da ordem: a propósito da política de segurança pública. São Paulo em Perspectiva, v.18, n.1, 2004.
MARTIN, Gerard; CEBALLOS, Miguel. Bogotá: anatomia de uma transformação política de segurança cidadã (1995-2003). Bogotá: Pontifícia Universidade Javeriana, 2004.
SOARES, Luiz Eduardo. Meu casaco de general: 500 dias no front da segurança pública. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 2000.

Aula 4
Tópico
Prevenção “social” do crime e da violência nas periferias urbanas.


Textos sugeridos
CONCHA-EASTMAN, Alberto; MALO, Miguel. Da repressão à prevenção da violência: desafio para a sociedade civil e para o setor saúde. Ciênc. saúde coletiva, vol.11, p.1179-1187, 2006.

GANEM MISSE, Daniel. A pacificação das favelas cariocas e o movimento pendular na segurança pública. Dilemas, Rev. Estud. Conflito Controle Soc, Rio de Janeiro, Edição Especial, n. 3, p. 29-52, 2019.
MOTTA, Luana. “Juventude violenta” como categoria: sobre as construções da relação entre pobreza, juventude e violência. Revista Argumentos, Montes Claros, v.14, n.2, 2018.

Textos complementares

GANEM MISSE, Daniel. Políticas sociais em territórios pacificados. Tese (Doutorado em Sociologia e Direito) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2013.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. Violência e Saúde. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2006.
MOTTA, Luana. Conhecer, classificar e intervir para combater a violência: práticas e discursos de policiais-professores sobre os jovens vulneráveis na Cidade de Deus. 42º Encontro Anual da ANPOCS. SPG32 - Políticas públicas, burocracia e conflitos: estudos sobre segurança pública e justiça na contemporaneidade. 42º Encontro Anual ANPOCS. 22 a 26 de outubro de 2018, Caxambu, MG, 2018.

MOTTA, Luana. Fazer estado, produzir ordem: sobre projetos e práticas na gestão do conflito urbano em favelas cariocas. (Tese de doutorado). Programa de Pós-graduação em Sociologia. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2017.

Programa -

1. Nelson Rodrigues “machista”?: discursos rodriguianos sobre o feminismo e o feminino
2. O desejo feminino como ameaça: A mulher sem pecado (1941) e Toda nudez será castigada (1965)
3. Nem Evas, nem Marias: Dorotéia (1949), Bonitinha, mas ordinária (1962) e Vestido de noiva (1943)
4. Meninas adultizadas e senhoras infantilizadas: Valsa nº. 6 (1951), Perdoa-me por me traíres (1957) e Os sete gatinhos (1958)
5. Amor e ódio entre as mulheres da família: Senhora dos afogados (1947) e A serpente (1978)
6. O enigma da insatisfação feminina: A falecida (1953) e Viúva, porém honesta (1957)

BIBLIOGRAFIA

Obras de Nelson Rodrigues:
RODRIGUES, Nelson. “A mulher sem pecado: drama em três atos” (1941). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 1 – Peças psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 41-103.
. “Vestido de noiva: tragédia em três atos” (1943). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 1 – Peças psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 105- 167.
. “Senhora dos afogados: tragédia em três atos” (1947). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 2 – Peças míticas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 255- 332.
. “Doroteia: farsa irresponsável em três atos” (1949). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 2 – Peças míticas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 193- 253.
. “Valsa nº. 6: peça em dois atos” (1951). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 1 – Peças psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 169- 214.
. “A falecida: tragédia carioca em três atos” (1953). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 3 – Tragédias cariocas I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. p. 51-119.
. “Perdoa-me por me traíres: tragédia de costumes em três atos” (1957). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 3 – Tragédias cariocas I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 121-180.
. “Viúva, porém honesta: farsa irresponsável em três atos” (1957). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 1 – Peças psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 215-269.
. “Os sete gatinhos: divina comédia em três atos e quatro quadros” (1958). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 3 – Tragédias cariocas I. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 181-253.
. “Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária: peça em três atos” (1962). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 4 – Tragédias cariocas II. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. p. 243-326.
. “Toda nudez será castigada: obsessão em três atos” (1965). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 4 – Tragédias cariocas II. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. p. 155-242.
. “A serpente: peça em um ato” (1978). Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 4 – Tragédias cariocas II. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. p. 53-86.

Outras fontes:
BASSANEZI, Carla. “Mulheres dos anos dourados”. Mary Del Priore (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: UNESP/Contexto, 2004. p. 607-640.
BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
CALLIGARIS, Contardo. A adolescência. São Paulo: Publifolha, 2000.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000.
CARNEIRO, Maria José. “A desagradável família de Nelson Rodrigues”. Uma nova família?: o moderno e o arcaico na família de classe média brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987.
DELUMEAU, Jean. História do medo no ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
DUARTE, Constância Lima. “Feminismo e literatura no Brasil”. Revista Estudos avançados, USP, n. 17, v. 49. São Paulo, 2003. p. 151-172.
FACINA, Adriana. Santos e canalhas: uma análise antropológica da obra de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.
. “Nelson Rodrigues e o feminismo”. Nelson Rodrigues: Literatura, Sociedade e Política. I Jornada do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – PPGL / UTFPR. Campus Pato Branco, 27 a 29/11/17.
FISCHER, Luís Augusto. Inteligência com dor: Nelson Rodrigues ensaísta. Porto Alegre: Arquipélago, 2009.
FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1972.
GUIDARINI, Mario. Nelson Rodrigues: flor de obsessão. Florianópolis, Ed. UFSC, 1990.
LACAN, Jaques (1949). Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
MAGALDI, Sábato. Teatro da obsessão: Nelson Rodrigues. São Paulo: Global Editora, 2004.
. Nelson Rodrigues: dramaturgia e encenações. São Paulo: Perspectiva/EDUSP, 1992.
. “Introdução”. Nelson Rodrigues: teatro completo, vol. 1 – Peças psicológicas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981. p. 7-39.
PASSOS, Cleusa Rios Pinheiro. “Esse tal Lacan (Leitura de Doroteia, de Nelson Rodrigues)”. Revista USP, n. 42. São Paulo, 1999. p. 131-141.
PEREIRA, Victor Hugo Adler. Nelson Rodrigues, o freudismo e o carnaval nos teatros modernos. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012.
. Nelson Rodrigues e a obs-cena contemporânea. Rio de Janeiro: Ed UERJ, 1999.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. “A fala esvaziada em Nelson Rodrigues”. Cleusa Rios Pinheiro PASSOS & Yudith ROSENBAUM (Org.). Escritas do desejo: crítica literária e psicanálise. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2011. p. 161-176.
RAGO, Margareth. “Trabalho feminino e sexualidade”. Mary Del Priore (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: UNESP/Contexto, 2004. p. 578-606.
SALOMÃO, Irã. Nelson: feminino e masculino. Rio de Janeiro: 7Letras, 2000.​​​​​​​

Programa - Cloned

Programa
1. O judeu como estrangeiro: algumas reflexões
2. A situação dos judeus na Europa: séculos XIII a XVIII
3. A Inquisição Espanhola e a Inquisição Portuguesa: tipicidades, semelhanças e diferenças.
4. A cultura como perseguição: Autos de Fé, descrição, análise.
5. A constituição de Estados "puros" étnica e religiosamente. Os Estatutos de limpeza de sangue.
6. O marranismo e os cripto-judeus: transculturação.
7. A Diáspora Sefaradita: América Colonial e Europa. Conflitos inter-comunitários: toshavim/megorashim; sefaradim/ashkenazim.
8. Os judeus no Brasil colonial: a transferência do preconceito para o Brasil-Colônia
9. Um estudo de caso: os cristãos novos da Bahia
10. Desenvolvimento cultural dos judeus sob domínio espanhol e lusitano.

Bibliografia


Berezin, R. (org): Caminhos do Povo Judeu. São Paulo: Vaad há'chinuch, 1975
Elazar, D. I. "Sefaradim y Ashkenazim: La Tradición Clásica y Romántica en el Judaísmo" em Merkaz Ierushalaim, N*2
Gendler, E.E. "Community" em Cohen, A.A. & Mendes-Flohr, P (eds). Contemporary Jewish Religious Thought. London: Collier Macmillan Publishers, 1987.
Johnson, P. História dos Judeus, Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995.
Kamen, H. A Inquisição Española. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1966 (caps. 1, 2 e 3)
Malamat, A, Tadmor, H., Stern, M, Safrai, S., Bem-Sasson, H. H. & Ettinger, S. Historia del Pueblo Judío. Madrid: Alianza Editorial, 1988 (Volume II)
Novinsky, Anita. Cristãos Novos na Bahia. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972
Novinsky, A. & Tucci Carneiro, M.A. Inquisição: Ensaios sobre Mentalidade, Heresias e Arte. São Paulo: EDUSP, 1992
Roth, C. La época europea, em Grandes Épocas e Ideas del Pueblo Judío. Buenos Aires: Editora Paidós, 1965.
Scholem, G. A Mística Judaica. São Paulo: Editora Perspectiva, 1972 (cap. 7)
Tucci Carneiro, M. L. Preconceito Racial no Brasil Colonia. São Paulo: Editora Brasiliense, 1983.

Programa - Cloned

Formato
4 aulas virtuais síncronas.

Cronograma
Aula 1
Apresentação da fase inicial de Orwell, os anos 1920-30
(Na Pior em Paris em Londres, Dias na Birmânia)
Temas: Desigualdade social, imperialismo

Aula 2
Escritos naturalistas e sociais, anos 1930
O Caminho para Wigan Pier, A Flor da Inglaterra, Lutando na Espanha
Temas: intelectuais e trabalhadores, alienação, revolução civil espanhola, socialismo

Aula 3
Escrita política como arte, anos 1940
Ensaios: Por que escrevo e Dentro da Baleia, Revolução dos Bichos, 1984
Temas: poder e instituições, linguagem e arte, privilégio e responsabilidade

Aula 4
Desmistificando Orwell - debate político entre a esquerda e a direita
Comentário sobre fortuna crítica, o legado orwelliano, equívocos e reflexões

Bibliografia

George Orwell
ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
__________. A revolução dos bichos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
__________. Lutando na Espanha, São Paulo: Editora Globo, 2006.
__________. A Flor da Inglaterra. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
__________. O Caminho para Wigan Pier. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
__________. Na Pior em Paris e Londres. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
__________. Dias na Birmânia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
__________. Dentro da Baleia e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
__________. Why I Write. London: Penguin Books – Great Ideas, 2004.
__________. Orwell and Politics. Londres: Penguim Books, 2001.
__________. George Orwell Diaries. Org. Peter Davison. New York: W.W. Norton & Company Inc., 2012.

Obras críticas sobre George Orwell


INGLE, Stephen. The Social and Political Thought of George Orwell. New York: Routhledge, 2006.
__________. George Orwell: a Political Life. Manchester: Manchester University Press, 1993.
SAUNDERS, Loraine. The Unsung Artistry of George Orwell. Burlinton: Ashgate Publishing Company, 2008.
MEYERS, Jeffrey. George Orwell, the Critical Heritage. Boston: Routhledge & Kegan Paul: 1995.
NEWSINGER, John. Orwell’s Politics. London: Macmilliam Press LTD, 1999.
PATAI, Daphne. The Orwell Mystique: A Study in Male Ideology. Amherst: University of Massachusetts, 1984.
RODDEN, John. The Cambridge Companion to George Orwell. Cambridge: University Press, 2007.
WILLIAMS, Raymond (ed). A Collection of Critical Essays. New Jersey: Prentice Hall, Inc. 1974.
________. George Orwell. New York: The Viking Press, 1971.
WOLOCH, Alex. Or Orwell – Writing and Democratic Socialism. Cambridge: Harvard University Press, 2016.

Obras teóricas


ADORNO, Theodor. Teoria estética. Lisboa: Edições 70 Ltda, 2011.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas Volume 1 - Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.
__________. Capitalismo como religião. São Paulo: Boitempo Editorial, 2013.
BOURDIEU, Pierre. A Distinção – crítica social do julgamento. Porto Alegre: Editora Zouk, 2007.
__________. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
CANDIDO, Antonio e outros. A personagem de Ficção. São Paulo: Perspectiva, 2007.
________. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2008.
________. “O direito à literatura”. In: Vários Escritos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2004.
________. Textos de Intervenção. São Paulo: Editora 34, 2002.
CHOMSKY, Noam. The Responsibility of Intellectuals. New York: The New Press, 2017.
EAGLETON, Terry. Teoria da literatura, uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
________. How to Read Literature. Londres: Yale University Press, 2013.
________. Ideologia. São Paulo: Boitempo Editorial, 1991.
________. A Ideologia da Estética. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
________. Marx Estava Certo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
________. Marxismo e Crítica Literária. São Paulo: Ed Unesp, 2011.
________. The English Novel, an Introduction. Oxford: Blackwell Publishing, 2005.
ENGELS, Friedrich. A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010.
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere – Volume 2 Os intelectuais, O princípio educativo, Jornalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos, o Breve Século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
________. Como Mudar o Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
________. Mundos do trabalho: novos estudos sobre a história operária. São Paulo: Paz e Terra, 2015.
JAMESON, Fredric. Marxismo e Forma – Teorias Dialéticas da Literatura do Século XX. São Paulo: Hucitec, 1985.
________. O Inconsciente Político: A Narrativa Como Ato Socialmente Simbólico. São Paulo: Ática, 1992.
________. The Antinonimes of Realism. London: Verso, 2013.
LENIN, Vladmir Ilitch. O Estado e a Revolução. Campinas: Navegando Publicações, 2011.
__________. Que Fazer? A Organização Como Sujeito Político. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
LUKÁCS, Georg. Realism in our time: literature and class struggle. New York: Harper & Row, 1972.
________. História e consciência de classe – estudos sobre a dialética marxista. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
________. A teoria do romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. São Paulo: Duas Cidades, Ed. 34, 2000.
________. Marxismo e teoria da literatura. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
LUXEMBURGO, Rosa. Reforma ou revolução? São Paulo: Flama, 1975.
MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. O capital: Crítica da Economia Política. Apresentação de Jacob Gorender. São Paulo: Abril Cultural, 1983.
________. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo Editorial, 2010.
MARX, Karl. O 18 De Brumário de Luís Bonaparte. São Paulo: Boitempo, 2011.
________. A Ideologia Alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.
________. A Origem do Capital – A Acumulação Primitiva. São Paulo: Centauro Editora, 2004.
________. A Miséria da Filosofia. São Paulo: Global, 1985.
________. Crítica do Programa de Gotha. São Paulo: Boitempo, 2012.
________. Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: Expressão Popular, 2008.
________. Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010.
________. Sobre literatura e arte. São Paulo: Global, 1980.
________. Teorias da Mais Valia – História Crítica do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.
WILLIAMS, Raymond. Culture and Society. London: Chatto and Windus, 1958.
________. Cultura e Materialismo. São Paulo: Editora Unesp, 2005.
________. A Política e As Letras. São Paulo: Editora Unesp, 2013.
________. Marxism and Literature. Oxford: Oxford University Press, 1977.
________. O Campo e a cidade na história e na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
________. Palavras Chave. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007.

Programa - Cloned

AULA 1- Introdução. História da Tradução. Holmes e Estudos Descritivos da Tradução.
Estudos Descritivos da Adaptação. Diferenças entre Tradução, Adaptação e Apropriação.
Transmídia e adaptação. Possibilidades e tipos de pesquisa, com exemplos – The Map/Pym.
Aula Prática: Elaboração de perguntas de pesquisa

AULA 2. Metodologia de pesquisa: Como iniciar um estudo historiográfico? Pesquisas
bibliográficas. Preparação de entrevistas – modelo. Aula Prática: Pesquisa inicial sobre objeto
de estudo

AULA 3. DRAMA/ÁUDIO: Pesquisas em Tradução/Adaptação Teatro. Pesquisas em
Tradução/Adaptação Rádio e Podcast. Seminário Versão teatral

AULA 4. TELA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Telas – cinema/TV/streaming. Feminismo,
Queer Culture, Comunidades pouco representadas (etnias/culturas). Seminário Serialização.
Fanfic

AULA 5. PROSA: Pesquisas em Tradução/Adaptação Literatura de massa. LIJ. Seminário
Linguística de Corpus

AULA 6. MÍDIAS DIGITAIS: Novas Tendências de Pesquisas em Tradução/Adaptação:
Literatura Eletrônica, webnovels, visualnovels. Mídias sociais – YouTube, FB, Instagram,
Twitter, TikTok, Kwai. Seminário Literatura Eletrônica

AULA 7. LOCALIZAÇÃO/ADAPTAÇÃO: Pesquisas em Tradução/Adaptação Videogames
e HQ. Tradução e Adaptação de Canções. Seminários: Localização e Tradução

AULA 8. AVT: Legendagem/dublagem/audiodescrição. Versões não profissionais/Pirataria.
Interpretação. Seminários: Pesquisa em legendagem

AULA 9. TRANSMÍDIA e OUTRAS ÁREAS: Pesquisas em Transmídia. Tradução
especializada – Jornalismo, Propaganda, Turismo, Técnico-científica, Textos Religiosos.
Seminários: Transmídia. Tradução especializada

AULA 10. Projetos de Pesquisa - Orientações gerais: Como escolher o programa, área de
concentração e linha de pesquisa. Orientadores. Processo de seleção, provas de língua e
conteúdo, entrevistas. Como escrever um projeto de pesquisa. Formatação. Prática:
Apresentação curta de alunos – problema inicial e perguntas de pesquisa.

Leitura Recomendada:


Leitch, Thomas (Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University
Press - Introduction; Bakhtin, Intertextuality, and Adaptation (Dennis Cutchins); Nineteenth-
Century Theatrical Adaptations of Novels: The Paradox of Ephemerality (Renata Kobetts
Miller); The Recombinant Mystery of Frankenstein: Experiments in Film Adaptation (Dennis
Perry); Part III; Radio Adaptation (Richard Hand); Videogame Adaptation (Kevin M.
Flanagan); Transmedia Storytelling as Narrative Practice (Marie-Laure Ryan); Adaptation and
Interactivity (Kyle Meikle) .
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.

Sanders, Julie. (2006). Adaptation and Appropriation. London: Routledge.
Bibliografia:
Bolter, J.D. and Grusin, R. (1999). Remediation: Understanding New Media. Cambridge, MA:
MIT Press.
Boozer, Jack. (2008). Authorship in film adaptation. University of Texas Press.
Cartmell, Deborah (2012). A Companion to Literature, Film, and Adaptation. John Wiley &amp;
Sons.
Cobelo, Silvia. (2021). “Um cometa chamado JOTA: Pesquisas recentes em Estudos da
Tradução, Estudos da Adaptação e Intersemiótica”.
_____. (2015). As Adaptações do Quixote no Brasil (1886-2013): Uma discussão sobre
Retraduções de Clássicos da Literatura Infantil e Juvenil. Tese de Doutorado. São Paulo:
FFLCH/USP.
_____. (2018). “The never-ending romantic approach: the reading of Don Quixote in Brazil”.
Metacritical Cervantes, Juan de la Cuesta.
Demircioğlu, C. (2009). “Translating Europe: The case of Ahmed Midhat as an ottoman agent
of translation”. Agents of translation, John Milton and Paul Bandia (eds.). Amsterdam: John
Benjamins, 131-159.
Esser, Andrea; Smith, Iain Robert and Bernal-Merino, Miguel Á. (2016). Media Across
Borders: Localising TV, Film and Video Games. Routledge.
Freeman, Mattew and Gambarato, Renira (Ed.). (2018). The Routledge Companion of
Transmidia.
Fischlin, Daniel (ed.). (2014). OuterSpeares: Shakespeare, Intermedia, and the Limits of
Adaptation. University of Toronto Press,
Gallimore, David. (2006). “Tsubouchi Shoyo and the Myth of Shakespeare Translation in
Modern Japan” in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 2. Manchester: St. Jerome, 483-
492.
Geraghty, Christine. (2008). Now a Major Motion Picture: Film Adaptations of Literature and
Drama. Rowman &amp; Littlefield.
Giovanni, Elena di, and Gambier, Yves (Eds). (2018). Reception studies and audiovisual
translation. John Benjamins Publishing Company.
Gopinathan, G. (2006). “Translation, Transcreation and Culture: Theories of Translation in
Indian Culture”, in Translating Others, Theo Hermans (ed.), Vol 1. Manchester: St. Jerome,
236-246.
Grossman, Julie, and R. Barton Palmer (Eds). (2017)._Adaptation in Visual Culture: Images,
Texts, and Their Multiple Worlds. Springer.
Hung, Eva, &amp; Judy Wakabayashi (eds.). (2005). Asian Translation Traditions. Manchester: St.
Jerome.
Hutcheon, Linda and O’Flynn, Siobhan. (2013). A Theory of Adaptation. London: Routledge.
Hyun, Teresa. (2005). “The Lover’s Silence, The People’s Voice: Translating Nationalist
Poetics in the Colonial Period in Korea”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy
Wakabayashi (eds.). Manchester: St. Jerome, pp. 255-168.
Inwood, Heather (2014). “What&#39;s in a Game? Transmedia Storytelling and the Web-Game
Genre of Online Chinese Popular Fiction”. Asia Pacific Perspectives 12, no. 2.

Jedamski, Doris. (2005). “Translation in the Malay World: Different Communities, Different
Agendas”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy Wakabayashi (eds.).
Manchester: St. Jerome, 211-245.
Jenkins, Henry. (2009). “Revenge of the Origami Unicorn: The Remaining Four Principles of
Transmedia Storytelling (Well, Two Actually. Five More on Friday)”. Confessions of an Aca-
Fan: The Official Weblog of Henry Jenkins. (Posted December 12, 2009). Disponível em:
http://henryjenkins.org/2009/12/the_revenge_of_the_origami_uni.html . Acesso em: 29 11 21.
Johnson, Derek. (2013). &quot;A history of transmedia entertainment.&quot; Spreadable Media: Web
Exclusive Essays.
Juul, Jesper. (2012). A Casual Revolution: Reinventing Video Games and Their Players. MIT
Press.
Klein, Amanda Ann, and R. Barton Palmer (eds.) (2016). Cycles, sequels, spin-offs, remakes,
and reboots: Multiplicities in film and television. University of Texas Press.
Lathey, Gillian (ed.). (2006). The Translation of Children’s Literature: A Reader. Clevedon:
Multilingual Matters.
_____. (2010). The Role of Translators in Children’s Literature: Invisible Storytellers. London:
Routledge.
Lefevere, André. (1982). “Mother Courage&#39;s Cucumbers: Text, System and Refraction in a
Theory of Literature”, Modern Language Studies 12(4): 3-20; reprinted (2000) in Lawrence
Venuti (ed) The Translation Studies Reader, London &amp; New York: Routledge, 233-49.
_____. (1992). Translation, Rewriting, &amp; the Manipulation of Literary Fame. London:
Routledge.
Leitch, Thomas. (2009). Film Adaptation and Its Discontents: From Gone with the Wind to The
Passion of the Christ. JHU Press.
_____(Ed.). (2017). The Oxford Handbook of Adaptation Studies. Oxford University Press.
Low, Peter. (2017). Translating Song, Lyrics and Texts. Routledge.
Murray, Simone. (2012). The Adaptation Industry: The Cultural Economy of Contemporary
Literary Adaptation. Routledge.
Merkle, Denise. (2009). “Vizetelly &amp; Company as (Ex)Change Agent: Towards the
Modernization of the British Publishing Industry”, in Agents of Translation, ed. John Milton and
Paul Bandia. Amsterdam: John Benjamins.
Miguel González, Marta. (2000). “El cine de Hollywood y la censura franquista en la España de
los 40: El cine bajo palio”, in Rabadán, Rosa (ed.) Traducción y censura inglés-español: 1935-
1985: Estudio preliminar. León: Universidad de León, 61-86.
Milton, John e Cobelo Silvia. Translation Studies, Adaptation Studies and Studies on Digital
Media, Routledge (printing).
_____. (2021). “Que Mil Flores Desabrochem!”. Tradterm 38, 20-21.
Milton, John. (1993/1998). O Poder da Tradução, Ars Poética, São Paulo, (reeditado como
Tradução: Teoria e Prática, Martins Fontes, São Paulo).
_____. (2001). “The Translation of Classic Fiction for Mass Markets. The Case of a Brazilian
Book Club, the Clube do Livro”, The Translator, Volume 7, Number 1, 43-69.
_____. (2002). O Clube do Livro e a Tradução Bauru: Editora da Universidade do Sagrado
Coração (EDUSC), 2002.
_____. (2009). “Between the Cat and the Devil: Adaptation Studies and Translation Studies”, in

Journal of Adaptation in Film and Performance, Volume 2, Number 1, 47-64.
_____. (2010). “The Resistant Translations of Monteiro Lobato”, in Translation and Resistance,
ed. Maria Tymoczko. Amherst: Univ. Massachusetts Press, 2010, 190-210.
_____. (2015). “Tradução &amp; adaptação”. In: Amorim, LM., Rodrigues, CC., e Stupiello, Éna.
(eds). Tradução &amp;: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo:
Cultura Acadêmica, pp. 17-43. Disponível em: http://books.scielo.org/id/6vkk8/pdf/amorim-
9788568334614-03.pdf . Acesso em 29 11 21.
Moran, A. (ed.). (2009). TV formats worldwide. Localizing global programs. Bristol and
Chicago: Intellect.
Morin, Edgar. (1977). Cultura de Massas no Século XX: O Espírito do Tempo I - Neurose, Rio
de Janeiro: Editora Forense Universitária.
Nóbrega Thelma Médici, and John Milton. (2009). “The Role of Haroldo and Augusto de
Campos in Bringing Translation to the Fore of Literary Activity in Brazil”, in John Milton and
Paul Bandia (eds.) Agents of Translation. Amsterdam: John Benjamins.
Orlebar, Jeremy. (2013). The Television Handbook. 4 ta Ed. revisada. Routledge.
O’Sullivan, Carol. (2009). “Translation Within the Margin: the ‘Libraries’ of Henry Bohn”, in
Agents of Translation, John Milton and Paul Bandia (eds.). Amsterdam: John Benjamins.
O’Sullivan, Emer. (2005). Comparative Children’s Literature. London/New York: Routledge.
Palopski, Outi e Koskinen, Kaisa. (2001). “A Thousand and One Translations. Revisiting
Translation”. In: Hansen, Gyde/Malmkjaer, Kirsten/Gile, Daniel (eds.) Claims, Changes and
Challenges in Translation Studies. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 27-38.
Paker, Saliha. (2006). “Ottoman Concepts of Translation and its Practice: The 1897 ‘Classics
Debate’ as a Focus for Examining Change”, in Translating Others, ed. Theo Hermans, Vol. 2.
Manchester: St. Jerome, 315-324.
Pallister, Kathryn. Netflix Nostalgia - Streaming the Past on Demand. Lexington Books.
_____. (2014). Pym, Anthony. Method in Translation History. Routledge.
Rabadán, Rosa (ed.). (2000). Traducción y censura inglés-español: 1935-1985: Estudio
preliminar. León: Universidad de León.
Rafael, Vicente L. (1993). Contracting Colonialism: Translation and Christian Conversion in
Tagalog Society Under Early Spanish Rule. Durham, NC: Duke University.
Richards, Samantha. (2018). “Pacing Your Fears: Narrative Adaptation in the Age of Binge
Culture”. Senior Seminar in Media Studies. Scripps College: 1-31.
Rosewarne, Lauren. (2020). Why We Remake: The Politics, Economics and Emotions of Film
and TV Remakes. Routledge.
Shimpach, Shawn (Ed.) (2019). The Routledge Companion to Global Television. Routledge.
Silva-Reis, D. (2019). The history of translation in Brazil through the centuries: In search of a
tradition. Yves Gambier and Ubaldo Stecconi (eds), A World Atlas of Translation, John
Benjamins Publishing Company. Disponível em:
https://www.academia.edu/38296560/The_history_of_translation_in_Brazil_…
ies_In_search_of_a_tradition.pdf . Acesso em 29 11 21.
Snell-Hornby, Mary. (2006). The turns of translation studies: new paradigms or shifting
Stam, Robert and Raengo, Alessandra. (2008). A Companion to Literature and Film. John
Wiley &amp; Sons.

Sturge, Kate. (2002). “Censorship of Translated Fiction in Nazi Germany. Revue”, in TTR, 15,
numéro 2, 2e semestre 2002, 153-169.
Sturge, K. (2002). Censorship of translated fiction in Nazi Germany. TTR: traduction,
terminologie, rédaction, Volume 15(2), p. 153-169. Disponível em:
https://www.erudit.org/en/journals/ttr/2002-v15-n2-ttr558/007482ar.pdf . Acesso em 03 10 19.
Tahir Gürçağlar, Ş. (2006). The Uses of Paratexts in Translation Research. In Crosscultural
Transgression: Research Models in Translation Studies II: Historical and Ideological Issues,
ed. Theo Hermans. Manchester: St Jerome, 44-60.
Telotte, Jay and Duchovnay, Gerald. (2011). Science Fiction Film, Television, and Adaptation:
Across the Screens. Routledge.
Toury, Gideon (1978/ revised 1995/ 2000). “The Nature and Role of Norms in Translation”, in
Lawrence Venuti (ed.) The Translation Studies Reader, London &amp; New York: Routledge, 198-
211.
Tymoczko, M. (2016). Translation in a postcolonial context: Early Irish literature in English
translation. Routledge.
Uchiyama, Akiko. (2010). “Translation as Representation: Fukuzawa Yukichi’s Representation
of the ‘Others’”, in Agents of Translation, ed. John Milton and Paul Bandia. Amsterdam: John
Benjamins.
Venuti, Lawrence. (2013). Translation Changes Everything: Theory and Practice. London/New
York: Routledge.
Wasko, Janet (Ed). (2020) A companion to television. John Wiley &amp; Sons.
Wong, Lawrence Wang-Chi. (2005). “From ‘Controlling the Barbarians’ to ‘Wholesale
Westernization’: Translation and Politics in Late Imperial and Early Republican China, 1840-
1919”, in Asian Translation Traditions, Eva Hung and Judy Wakabayashi (eds.). Manchester:
St. Jerome, 109-131.
Wright, Neelam Sidhar. (2015). Bollywood and Postmodernism. Edinburgh University Press.
Zhang, Xiaochun (2012). “Censorship and digital games localisation in China”. Meta: Journal
des traducteurs/Meta: Translators’ Journal 57, no. 2, 338-350.
Zhao, Elaine Jing (2011). “Social network market: Storytelling on a Web 2.0 original literature
site”. Convergence 17, no. 1, p. 85-99.
Zhao, Lin (2021). “The English Translation and Cultural Dissemination of Chinese Web
Novels”, Communication across Borders: Translation &amp; Interpreting 1.1.