Programa (Lg. Tcheca)

Nível I

Programa:

Abril
Introdução geral ao idioma tcheco e aos idiomas eslavos - características do tcheco (gênero, substantivo, adjetivo, verbo “být”…) – alfabeto tcheco - palavras básicas - frases de conversa básica - fonética tcheca - canção tcheca – trabalho com livro didático e livro de exercícios

Maio
Interrogação em tcheco - gêneros: singular, plural - fonética tcheca, - números até 100 - Quanto custa? - leitura dos preços - vocabulário da comida - cores - verbo „být“ (negativo) - frases de conversa básica - trabalho com livro didático e livro de exercícios

Junho
Gênero masculino: animado, inanimado – consoantes fortes, fracas, ambíguas – fonética - treino da leitura – exercícios audiovisuais – verbos „dělat, mít“ – países – possessivos – frases de conversa básica – revisão - trabalho com livro didático e livro de exercícios – adjetivos – acusativo

Bibliografia - material para as aulas:
Livro didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.
Livro de exercícios: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.

Bibliografia complementar:
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky – Český jazyk 1.část. Německá škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cizince. Fraus, Plzeň 1998.
Documentos reais 

Nível III

Programa:

Abril
Grande revisão - frases de conversação básica - fonética tcheca (leitura do texto) - canções tcheca – trabalho com livro didático e livro de exercícios de lição : 3 (profissão, grande revisão dos verbos …)

Maio
Verbos modais: chtít, moci, muset + inf. - frases de conversa : mám rád, rád + verbo, líbí se mi... – diálogos – trabalhos com textos - cultura tcheca – expressão escrita – exercícios de áudio - trabalho com livro didático e livro de exercícios de lição : 3 (meses do ano, estações do ano, números até 1000…)

Junho
Diálogos – trabalho com texto - cultura tcheca – expressão escrita – exercícios de áudio - trabalho com livro didático e livros de exercícios de lição: 3 (ditado, verbos: umět, znát, vidět, vědět, …)

Bibliografia - material para as aulas:
Livro didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.
Livro de exercício: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.

Bibliografia complementar:
Documentos reais
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky – Český jazyk 1.část. Německá škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cizinec. Fraus, Plzeň 1998.

Nível V

 

Programa:

ABRIL: Grande revisão - conversação - leitura do texto - canções tchecas - ditados grande revisão dos verbos: presente, passado, futuro - passado dos verbos perfeitos e imperfeitos - narrar as histórias em passado - tchecos famosos - nacionalidades - livro didático lição 6. 

MAIO: Revisão dos números até 10 000 000 - conversação - leitura e trabalho com texto - canções tchecas - verbos: presente, passado, futuro - passado dos verbos perfeitos - narrar as histórias em passado - tchecos famosos - trabalho com jornais tchecos (anúncios) - livro didático lições 6 e 7. 

JUNHO: Revisão das datas e números com medidas (kg, m, cm, km², I, ml, Oc) - conversação - leitura e trabalho com texto - canções tchecas - verbos: imperfeitos - pronomes negativos - livro didático lição 7. 

Bibliografia: 
Livro Didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006. 
Livro de exercício: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006. 

Bibliografia complementar:
Documentos autênticos 
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky - Český jazyk 1. část. Nĕmecká škola v Praze, Praha 2006. 

Čechová, E. ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006. 
Hronová, K. Čeština pro cinizec. Fraus, Plzeň 1998

Programa (Lg. Tcheca)

Nível I

Carga horária: 21:00

Programa:
Abril: Introdução geral ao idioma tcheco e aos idiomas eslavos - características do tcheco (gênero, substantivo, adjetivo, verbo “být”…) – alfabeto tcheco - palavras básicas - frases de conversa básica - fonética tcheca - canção tcheca – trabalho com livro didático e livro de exercícios
Maio: Interrogação em tcheco - gêneros: singular, plural - fonética tcheca, - números até 100 - Quanto custa? - leitura dos preços - vocabulário da comida - cores - verbo „být“ (negativo) -  frases de conversa básica - trabalho com livro didático e livro de exercícios
Junho: Gênero masculino: animado, inanimado – consoantes fortes, fracas, ambíguas – fonética - treino da leitura – exercícios audiovisuais – verbos „dělat, mít“ – países – possessivos – frases de conversa básica – revisão - trabalho com livro didático e livro de exercícios – adjetivos – acusativo

Bibliografia - material para as aulas:
Livro didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.
Livro de exercícios: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.

Bibliografia complementar:
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky – Český jazyk 1.část. Německá škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cizince. Fraus, Plzeň 1998.
Documentos reais 

Nível III

Carga horária: 18:00

Programa:
Abril: Grande revisão - frases de conversação básica - fonética tcheca (leitura do texto) - canções tcheca – trabalho com livro didático e livro de exercícios de lição : 3 (profissão, grande revisão dos verbos …)
Maio: Verbos modais: chtít, moci, muset + inf. - frases de conversa : mám rád, rád + verbo, líbí se mi... – diálogos – trabalhos com textos - cultura tcheca – expressão escrita – exercícios de áudio - trabalho com livro didático e livro de exercícios de lição : 3 (meses do ano, estações do ano, números até 1000…)
Junho: Diálogos – trabalho com texto - cultura tcheca – expressão escrita – exercícios de áudio - trabalho com livro didático e livros de exercícios de lição: 3 (ditado, verbos: umět, znát, vidět, vědět, …)

Bibliografia - material para as aulas:
Livro didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.
Livro de exercício: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.

Bibliografia complementar:
Documentos reais
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky – Český jazyk 1.část. Německá škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cizinec. Fraus, Plzeň 1998.

Nível V

Carga horária: 18:00

Programa:
Abril: Livro didático: unidade 9 
Revisão - Gramática: Nominativo e acusativo do plural - Léxico: Corpo humano - Tema: No médico. 
Maio: Livro didático: unidade 9, 10 
Gramática: Pronomes pessoais em acusativo. Pronomes interrogativos em acusativo. -  Léxico: No médico. - Tema:
O sistema de saúde na República Tcheca. 
Junho: Livro didático: unidade 10 
Gramática: Genitivo do singular. Pronomes em genitivo. Preposições „do“, „z“, „od“, „k“, „na“. Outras preposições
com o genitivo. - Léxico: Viagens. Acomodações. 
Tema: Turismo. As cidades tchecas inscritas na lista da UNESCO. 
Bibliografia - material para as aulas: 
Holá, L., New Czech Step by Step (livro didático), Akropolis, Praha 2006. 
Holá, L., New Czech Step by Step (livrode exercícios), Akropolis, Praha 2006. 
Pravidla českého pravopisu, Academia 2008. 
Bibliografia complementar: 
Documentos autênticos 
Holá, L., Bořilová, P., Czech express 1, Akropolis 2007. 
Obrázkový slovník, FRAUS, s.r.o. 2006. 
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo?, Pantype, Liberec 2006. 
Hronová, K., Čeština pro cizince, FRAUS, Plzeň 1998. 

 

Programa (Lg. Tcheca)

1º SEMESTRE DE 2012

 

Nível I

Programa:
Abril: Introdução geral ao idioma tcheco e aos idiomas eslavos - características do tcheco (gênero, substantivo, adjetivo, verbo “být”…) – alfabeto tcheco - palavras básicas - frases de conversa básica - fonética tcheca - canção tcheca – trabalho com livro didático e livro de exercícios
Maio: Interrogação em tcheco - gêneros: singular, plural - fonética tcheca, - números até 100 - Quanto custa? - leitura dos preços - vocabulário da comida - cores - verbo „být“ (negativo) -  frases de conversa básica - trabalho com livro didático e livro de exercícios
Junho: Gênero masculino: animado, inanimado – consoantes fortes, fracas, ambíguas – fonética - treino da leitura – exercícios audiovisuais – verbos „dělat, mít“ – países – possessivos – frases de conversa básica – revisão - trabalho com livro didático e livro de exercícios – adjetivos – acusativo

Bibliografia - material para as aulas:
Livro didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.
Livro de exercícios: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.

Bibliografia complementar:
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky – Český jazyk 1.část. Německá škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cizince. Fraus, Plzeň 1998.
Documentos reais 

Nível III

Programa:
Abril: Grande revisão - frases de conversação básica - fonética tcheca (leitura do texto) - canções tcheca – trabalho com livro didático e livro de exercícios de lição : 3 (profissão, grande revisão dos verbos …)
Maio: Verbos modais: chtít, moci, muset + inf. - frases de conversa : mám rád, rád + verbo, líbí se mi... – diálogos – trabalhos com textos - cultura tcheca – expressão escrita – exercícios de áudio - trabalho com livro didático e livro de exercícios de lição : 3 (meses do ano, estações do ano, números até 1000…)
Junho: Diálogos – trabalho com texto - cultura tcheca – expressão escrita – exercícios de áudio - trabalho com livro didático e livros de exercícios de lição: 3 (ditado, verbos: umět, znát, vidět, vědět, …)

Bibliografia - material para as aulas:
Livro didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.
Livro de exercício: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006.

Bibliografia complementar:
Documentos reais
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky – Český jazyk 1.část. Německá škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E., ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cizinec. Fraus, Plzeň 1998.

Nível V

Programa:
ABRIL: Grande revisão - conversação - leitura do texto - canções tchecas - ditados grande revisão dos verbos: presente, passado, futuro - passado dos verbos perfeitos e imperfeitos - narrar as histórias em passado - tchecos famosos - nacionalidades - livro didático lição 6. 
MAIO: Revisão dos números até 10 000 000 - conversação - leitura e trabalho com texto - canções tchecas - verbos: presente, passado, futuro - passado dos verbos perfeitos - narrar as histórias em passado - tchecos famosos - trabalho com jornais tchecos (anúncios) - livro didático lições 6 e 7. 
JUNHO: Revisão das datas e números com medidas (kg, m, cm, km², I, ml, Oc) - conversação - leitura e trabalho com texto - canções tchecas - verbos: imperfeitos - pronomes negativos - livro didático lição 7. 

Bibliografia: 
Livro Didático: Holá, L., New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006. 
Livro de exercício: Holá, L. New Czech Step by Step. Akropolis, Praha 2006. 

Bibliografia complementar:
Documentos autênticos
Kopecká, Z., Učebnice pro začátečníky - Český jazyk 1. část. Nĕmecká škola v Praze, Praha 2006.
Čechová, E. ¿Quiere usted hablar checo? Pantype, Liberec 2006.
Hronová, K. Čeština pro cinizec. Fraus, Plzeň 1998

 

Programa -

Aula 1 (8/9) - E.T.A. Hoffmann (ministrante: Beatriz Stervid)

Aula 2 (16/9) - Gottfried Keller (ministrante: Juliana Lopes)

Aula 3 (23/9) - Heinrich von Kleist (ministrante: Claudionor Rangel Junior)

Aula 4 (30/9) - Inge Scholl (ministrante: Anna Carolina Schäfer)

Aula 5 (7/10) - Emma Kann, Mascha Kaléko, Paula Ludwig (Mariana Holms)

Aula 6 (14/10) - Yvan Goll (ministrante: Mariana Braga)

Aula 7 (21/10) - Nelly Sachs (ministrante: Matheus Barreto)

Aula 8 (28/10) - Bertolt Brecht (ministrante: Suzana de Albuquerque Mello)

Aula 9 (4/11) - Kurt Tucholsky (ministrante: Anderson Roszik)

Aula 10 (11/11) - Else Lasker-Schüler (ministrante: Sofia Mariutti)

Aula 11 (18/11) - Wolfgang Borchert (ministrante: Elaine Roschel Nunes)

Aula 12 (25/11) - Johann Wolfgang von Goethe (ministrante: Simone Ruthner)


Proposta e referências de cada aula:

Aula 1 - E.T.A. Hoffmann (ministrante: Beatriz Stervid)
O objetivo da aula é apresentar E.T.A. Hoffmann como um autor que transitou entre a literatura e a música. A obra a ser analisada é a coletânea "Kreisleriana", em que podemos encontrar a discussão de diversas questões próprias da crítica musical da época. Veremos como essas questões estão intimamente ligadas à reflexão filosófico-literária do romantismo alemão e como a forma em que Hoffmann realiza sua crítica reflete igualmente os ideais estéticos românticos.

HOFFMANN, E. T. A. Kreisleriana n. 1-6. In: Fantasiestücke in Callot’s Manier, Werke 1814. Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag, 2006. (Não há tradução publicada ainda. A tradução que será oferecida será a minha, que consta como parte de minha dissertação)
GESS, Nicolas. Kreisleriana (1814-1815). In: LUBKOLL, Christine; NEUMEYER, Herold. (org.). E.T.A. Hoffmann: Leben, Werk, Wirkung. J.B. Metzler, 2015b, p. 35-39.


Aula 2 - Gottfried Keller (ministrante: Juliana Lopes)
Contextualização da estética do Realismo no contexto europeu do século XIX. Apresentação das principais características do Realismo Alemão e, posteriormente, análise da novela "Romeu e Julieta na aldeia" como representante do período. A análise irá contemplar tanto os temas como os procedimentos narrativos realistas.

KELLER, Gottfried. Die Leute von Seldwyla. Hg. von Thomas Böning. Band 10. Frankfurt am Main: Deutscher Klassiker Verlag, 2006.
KELLER, Gottfried. Romeu e Julieta na aldeia. Tradução, posfácio e notas de Marcus Vinicius Mazzari. São Paulo: Editora 34, 2013.
AMREIN, Ursula (org.). Gottfried Keller Handbuch: Leben, Werk, Wirkung. 2. Auflage. Stuttgart: Metzler, 2018.


Aula 3 - Heinrich von Kleist (ministrante: Claudionor Rangel Junior)
Baseado na minha pesquisa de mestrado, proponho uma interpretação da violência em “Die Familie Schroffenstein”. A violência parte dos patriarcas e infecta a todos, mas como essa violência ocorre? Existem camadas sociais, culturais que influenciam os personagens. Aliado ao autor René Girard e seu livro "A Violência e o Sagrado", faço uma leitura que possibilita uma interpretação mais apurada sobre as origens da violência em Kleist.

GIRARD, René. La violence et le sacré. Paris, Grasset, 1972 .
KLEIST, Heinrich von. Die Familie Schroffenstein. Disponível em: < https://www.projekt-gutenberg.org/kleist/schroff/schroff.html&gt;. Acessado em: 6 jul. 2020


Aula 4 - Inge Scholl (ministrante: Anna Carolina Schäfer)
Na aula serão apresentadas e comentadas algumas cartas escritas por pessoas atuaram na resistência alemã ao Nacional-Socialismo junto a três grupos específicos: A Rosa Branca (Die Weiße Rose), Círculo de Kreisau (Kreisauer Kreis) e Orquestra Vermelha (Rote Kapelle). Pretende-se construir, através das cartas, um breve panorama da resistência alemã com foco nas experiências individuais.

SCHOLL, Inge. A Rosa Branca. A história dos estudantes alemães que desafiaram o nazismo.


Aula 5 - Emma Kann, Mascha Kaléko, Paula Ludwig (Mariana Holms)
Breve contextualização da lírica de exílio não só como recorte histórico-social, mas também como expressão literária marcada pela experiência do deslocamento subjetivo, linguístico e cultural. Leitura e debate de três poemas compostos por autoras mulheres no exílio, cujos nomes se encontram fora do cânone literário tradicional: Emma Kann, Mascha Kaléko e Paula Ludwig.

KALÉKO, Mascha. Die Paar Leuchtenden Jahre. München: dtv, 2003
LUDWIG, Paula. Gedichte. Hg. von Kristian Wachinger und Christiane Peter. Ebenhausen: Langewiesche-Brandt, 1986.
KANN, Emma. Heimatlos. In: Künste im Exil. Disponível em: . Acessado em: 3 jul. 2020.


Aula 6 - Yvan Goll (ministrante: Mariana Braga)
Conhecer a trajetória do poeta Yvan Goll (1891-1950) a partir da leitura dos poemas "Der Varieté-Neger" e "Unterwelt". Enfatizaremos a primeira parte de sua produção poética, notavelmente antes da partida para os Estados Unidos da América e com foco em suas aproximações ao movimento expressionista.

BARBOSA, Maria A. Les Cinq continents, a antologia de Goll apelo (po) ético cosmopolita. Revista de Estudos Neolatinos (ALEA). Vol. 13. Nº 02, julho-dezembro 2011.
BRAGA, M. A. As imagens do Unterwelt na obra de Yvan Goll a partir da leitura dos poemas “Unterwelt” (1917) e “Unterwelt” (1918). 2019. f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.
GOLL, Iwan. "Unterwelt" (1917). In: Die Lyrik in Vier Bänden. Editado e comentado por Barbara Glauert-Hesse. Berlim: Argon, 1996.


Aula 7 - Nelly Sachs (ministrante: Matheus Barreto)
Apresentação, a partir do poema “Vergebens”, de alguns traços da poética de Nelly Sachs (Prêmio Nobel de Literatura em 1966) tidos como representativos de sua obra. Apesar de ter recebido o Prêmio Nobel, a autora é ainda pouco lida no Brasil – assim, o objetivo central dessa aula é tanto proporcionar um primeiro contato com a obra de Nelly Sachs quanto aprofundar possíveis leituras anteriores da autora.

GALLE, Helmut. (2006). A poeta das “moradas da morte”. Sobre a obra lírica de Nelly Sachs. Pandaemonium Germanicum, (10), 89-112. https://doi.org/10.11606/1982-8837.pg.2006.74327
SACHS, Nelly. Werke - Kommentierte Ausgabe in vier Bänden. Berlin: Suhrkamp, 2010.


Aula 8 - Bertolt Brecht (ministrante: Suzana de Albuquerque Mello)
A ideia é apresentar a peça "A Exceção e a Regra" e contextualizá-la dentro da obra do dramaturgo alemão, abordar as características das peças didáticas e trazer à luz os coros da esquerda e da direita, que foram publicados, pela primeira vez no Brasil, na Dissertação de Mestrado: "A Exceção e a Regra ou a exceção como Regra: uma Leitura"(FFLCH-USP-2009)

BORNHEIM, Gerd. Brecht. A estética do teatro. Rio de Janeiro, Ed. Graal, 1992.
BRECHT, Bertolt.Teatro Completo de Bertolt Brecht em 12 volumes. São Paulo, Ed. Paz e Terra, 1986. __________. Estudos sobre o teatro. Trad. Fiama Pais Brandão. Lisboa, Ed. Portugália, s.d.
DORT, Bernard. Leituras de Brecht. Lisboa, Forja, 1980.
ESSLIN, Martin. Brecht: dos males o menor. Rio de Janeiro, Zahar, 1979.
MELLO, Suzana Campos de Albuquerque. "A Exceção e a Regra ou a Exceção como regra: uma leitura". FFLCH, USP, 2009. link para acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-01122009-125813/p…


Aula 9 - Kurt Tucholsky (ministrante: Anderson Roszik)
Apresentação de poemas satíricos de Kurt Tucholsky publicados entre 1919-1920 no periódico Die Weltbühne.

WEYERGRAF, Bernhard (Org.). Hansers Sozialgeschichte der deutschen Literatur von16. Jahrhundert bis zur Gegenwart. Vol. 8: Literatur der Weimarer Republik. 1918-1933. Munique: Carl Hanser, 1995. p. 160-172.


Aula 10 - Else Lasker-Schüler (ministrante: Sofia Mariutti)
Apresentação da biografia e obra da poeta e artista plástica Else Lasker-Schüler (1868-1945), ganhadora do prêmio Kleist em 1932.

LASKER-SCHÜLER, Else. Mein blaues Klavier: Gedichte. Kindle Ausgabe. BookRix, 2015.
______. My blue piano. Poems translated from the German by Brooks Haxton. Bilingual edition. New York: Syracuse University Press, 2015.
SKRODZKI, Karl Jürgen. "Abschied von den Freunden". Exil in den späten Gedichten Else Lasker-Schülers. In: Literatur im Exil (Ortsvereinigung Hamburg der Goethe-Gesellschaft in Weimar e. V. Jahresgabe 2013). Wettin-Löbejün 2013. S. 58–85. – Vortrag, gehalten auf Einladung der Goethe-Gesellschaft Hamburg: 15. Klassik-Seminar (»Literatur im Exil«) am 23./24. November 2012. Disponível em: . Acessado em: 23 nov. 2019.


Aula 11 - Wolfgang Borchert (ministrante: Elaine Roschel Nunes)
A ideia é abordar a literatura pós-guerra e a vida e obra do autor Wolfgang Borchert. Também gostaria de trabalhar com aspectos específicos da linguagem utilizada no conto “Nachts schlafen die Ratten doch” (com base no mestrado defendido na UFSC).

NUNES, E. C. R. (2008). As partículas modais da língua alemã: Um problema para a tradução? Um estudo com base nos contos "Nachts schalafen die Ratten doch" de Borchert e "Berlin Bolero" de Schulze.


Aula 12 - Johann Wolfgang von Goethe (ministrante: Simone Ruthner)
Que escolhas faz um compositor quando decide musicar um poema? O que no poema e na música contribui para que o resultado seja uma relação orgânica entre as partes? Investigar a emergência da música a partir da poesia é o propósito deste curso, e para tanto selecionamos o Lied Gretchen am Spinnrade (1814), de Schubert, composto a partir dos famosos versos de Goethe para a cena Gretchens Stube, que integra o Fausto (1806).

CIUPKE, Markus. Des Geklimpers vielverworrner Töne Rausch. Die metrische
Gestaltung in Goethes Faust. Göttingen: Wallstein, 1994.
DÜRR, Walther; FEIL, Arnold. „Franz Schubert-Musikführer. Unter Mitarbeit von
Walburga Litschauer. Leipzig: Reclam, 2002, pp.40-44.
GOETHE, Johann Wolfgang von. Fausto: uma tragédia – Primeira parte. Edição
bilíngue. Trad. Jenny Klabin Segall; apresentação, comentários e notas de Marcus
Vinicius Mazzari. São Paulo: Ed. 34, 2004.
HARTMANN, Tina. Welttheater als Universaltheater in Goethes Faust – „der als
Tragödie beginnt und als Oper endet. Europäische Welttheater-Entwürfe im 19. und 20.
Jahrhundert. In: GIER, Albert (Hrsg). Göttliche, menschliche und teuflische Komödien.
Romanische Literaturen und Kulturen. Bamberg: University of Bamberg Press, 2011,
p.15-35.

Programa - Cloned

Ementa geral: Apresentar e discutir as apreensões do conteúdo arturiano (Matière de Bretagne e as narrativas inscritas nela, como Tristão e Isolda) ao longo do período medieval (Idade Média central e Baixa Idade Média) e também durante a contemporaneidade (séculos XX e XXI).

Coordenadora: Profa. Dra. Ana Paula Tavares Magalhães Tacconi (DH/USP)

Profs. ministrantes:

Ana Carolina Pedroso Alteparmakian (USP)

Beatriz Breviglieri Oliveira (Universidade de Lisboa)

Isadora Cristine Martins (USP)

Luan Lucas Araújo Morais (UFF)

Matheus Campos (UFG)

Mauricio Albuquerque (UFPel)

Roberta Bentes (UFPR)

Aulas:

  1. PROSAS LATINAS NO SÉCULO XII: REINVENÇÕES DE ARTHUR NO IMAGINÁRIO POLÍTICO ANGLO-NORMANDO

Data: 12/04/2021

Profa. Isadora Martins (USP)

Ementa: À luz da conquista normanda da Inglaterra e da fusão dos dois territórios sob um mesmo corpo político no século XI, vamos observar as tensões decorridas desse novo arranjo e as fissuras culturais que emergem e se estendem até o século XII. Territórios distantes do centro, como Gales, estão sendo disputados em dinâmicas de conquista pelos monarcas plantagenetas.

Nesse contexto, estudaremos a emergência de cronistas latinos que se dedicam a resgatar e dar novos sentidos à figura de Arthur no século XII, coroando-o como um rei justo e gentil, e descrevendo amplamente seus sucessos bélicos. Projeções de Arthur em fontes como A História dos Reis da Bretanha, de Geoffrey de Monmouth, e a Instrução do Príncipe, de Geraldo de Gales, apresentam-no como um herói poderoso, fazendo coro ao receio que os monarcas anglo-normandos tinham em relação a sua figura, principalmente por conta de manifestações de messianismo régio.

Discutiremos o problema do messianismo medieval do ponto de vista teórico-conceitual e analisaremos a posição dos cronistas diante dessas manifestações, assim como os papéis que desempenham no campo político como atores que habitam as fronteiras do Império Angevino.

Referências

AURELL, Jaume. “O novo medievalismo e a interpretação dos textos históricos.” In: Roda da Fortuna. Revista Eletrônica sobre Antiguidade e Medievo, v. 4, n. 2, pp. 184-208, 2015.

BAKHTIN, Mikhail. “O problema do texto”. In: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BRAET, Herman. e WERNER, Verbeke. A Morte na Idade Média. Edusp. 1979.

BRETON, Justine, « Entre histoire et littérature : la translation de l’Historia Regum Britanniae en Roman de Brut », Questes [En ligne], 36 | 2017, mis en ligne le 02 juillet 2017, consulté le 31 juillet 2019. URL : http://journals.openedition.org/questes/4434 ; DOI : 10.4000/questes.4434

BORSA, Paolo et. Al. What is Medieval European Literature?. In: Interfaces 1, 2015. P. 7-24. Disponível em: < http://riviste.unimi.it/interfaces/article/view/4936&gt;. Acesso em: 4 out 2020. 

CASSARD, Jean-Christophe.  “Arthur est vivant ! Jalons pour une enquête sur le messianisme royal au moyen âge”. In: Cahiers de civilisation médiévale. Poitiers: n°126, pp. 135-146, abril-junho de 1989.

DE GALES, Geraldo.Liber de Principis Instructione”, traduzido por John William Sutton. Rochester: 2001. Disponível em: https://d.lib.rochester.edu/camelot/text/gerald-of-wales-arthurs-tomb. Acesso em julho de 2020.

ECHARD, Siân. Arthurian Narrative in Latin Tradition. Cambridge University Press, 1998.

FALETRA, Michael A. “Narrating the Matter of Britain: Geoffrey of Monmouth and the Norman Colonization of Wales.” In: The Chaucer Review, Vol. 35, No. 1 (2000), pp. 60-85.

FLOOD, Victoria. “Arthur’s return from Avalon”. In: Revista Arthuriana, Volume 25, Número 2, Verão 2015, pp. 84-110 .

FRANCO JR., Hilário. Os Três Dedos de Adão: Ensaios de Mitologia Medieval. São Paulo: Edusp, 2009

GRANSDEN, Antonia. Historical Writing in England: 550 - 1307 and 1307 to the Early Sixteenth Century. Routledge. 1998.

__________________. The Growth of the Glastonbury Traditions and Legends in the Twelfth Century. In: Journal of Ecclesiastical History, Vol. 27, No. 4, October 1976.

GREENE, Virginie. Qui croit au retour d’Arthur?. In: Cahiers de Civilisation Médiévale. Poitiers: n° 180, outubro-novembro de 2002.

LOOMIS, Roger Sherman (org). Arthurian Literature in the Middle Ages: a collaborative history. Oxford: Clarendon Press, 1964.

LUPACK, Alan. The Oxford Guide to Arthurian Literature and Legend. Oxford University Press, 2007.

SIMS-WILLIAMS, Patrick. Did Itinerant Breton Conteurs transmit the Matière de Bretagne?. In: Romania. Paris: tomo 116, n°461-462, pp. 72-111, 1998

THORPE, Lewis. Geoffrey Monmouth - The History of the Kings of Britain. London: Penguin, 1966.

TOLHURST, Fiona. Geoffrey of Monmouth and the Translation of Female Kingship. Palgrave Mcmillan, 2013.

VAN HOUTS, Elizabeth. “Historical Writing”. In: HARPER-BILL, Christopher. _____. A Companion to the Anglo-Norman World. Woodbridge: Boydell Press, 2003.

WARREN, Michelle. Making Contact: Postcolonial Perspectives through Geoffrey of Monmouth’s Historia Regum Britanniae.  In: Arthuriana, volume 8, número 4, 1998. pp. 115-134.

2. A ASCENSÃO E QUEDA DE ARTHUR: O CICLO ARTURIANO GALÊS NOS TEXTOS DO MABINOGION

Data: 14/04/2021

Prof. Matheus Campos (UFG).

Ementa: Nesta seção, conheceremos dois textos arturianos galeses: Culhwch e Olwen e O Sonho de Rhonabwy. De autoria desconhecida, as obras foram coletadas de dois manuscritos galeses dos séculos XVI e XV e não há precisão quanto ao seu local e momento de produção. Culhwch e Olwen tem como foco o cumprimento de 40 tarefas impostas a Culhwch, como condição para seu casamento com Olwen. O jovem é primo de Arthur, imperador da Grã-Bretanha, que toma frente em algumas aventuras e que reúne diversos guerreiros na realização dos trabalhos. O Sonho de Rhonabwy oferece uma representação diferente: Arthur não é líder valoroso, não deseja entrar em combates, prefere jogos a enfrentar seus inimigos e desdenha dos homens que protegem a Ilha. Neste sentido, analisaremos os textos considerando o seu provável contexto de criação, dialogando com outras produções arturianas insulares. Também traçaremos comparações entre as obras, a fim de demonstrar diferentes percepções e mudanças nas representações de Arthur e sua corte. Por fim, pretendemos ressaltar como, em momentos diferentes, Arthur deixou de ser um grande guerreiro, passando a um monarca esvaziado de poder.

Referências

ALDHOUSE-GREEN, Miranda; HOWELL, Raymond. Celtic Wales. Cardiff: University of Wales Press, 2017.

BOYD, Matthieu. Breuddwyd Rhonabwy and Memoria. In: Proceedings of the Harvard Celtic Colloquium, 28, 2008, Cambridge. Proceedings. Cambridge: Harvard University Press, 2009, p. 9-13.

BROMWICH, Rachel; EVANS, Daniel (Ed.). Culhwch and Olwen: An Edition and Study of the Oldest Arthurian Tale. Cardiff: University of Wales Press, 1992.

CAMPOS, Matheus. A Marcha do Dragão: O Mabinogion e a Formação de uma Mitologia Galesa (Séculos XIV e XV). Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Escola de Formação de Professores e Humanidades, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2020.

DAVIES, John. A History of Wales. London: Penguin Books, 2007. E-book.

EDEL, Doris. The Arthur of 'Culhwch and Olwen' as a Figure of Epic-heroic Tradition. Reading Medieval Studies, Berkshire, v. 9, 1983, p. 3-15.

FULTON, Helen (Ed.). A Companion to Arthurian Literature. Chichester: Blackwell Publishing, 2009.

FALETRA, Michael. Wales and the Medieval Colonial Imagination: The Matters of Britain in the Twelfth Century. New York: Palgrave Macmillan, 2014.

JONES, Aled. Darogan: Prophecy, Lament and Absent Heroes in Medieval Welsh Literature. Cardiff: University of Wales Press, 2013.

KAY, Morgan. Prophecy in Welsh Manuscripts. In: The Harvard Celtic Colloquium, 27, 2007, Cambridge. Proceedings. Cambridge: Harvard University Press, 2007, p. 73-108.

KOCH, John; MINARD, Antone (Ed.). The Celts: History, Life, and Culture. ABC-Clio: California, 2012.

LEBLANC, Lisa. ‘Culhwch and Olwen’: Welsh Giants and Social Identity. Arthuriana, West Lafayette, v. 27, n. 3, 2017, p. 24-36.

MABINOGION: Relatos Galeses Medievales. Traduccion: Luciana Russo. Santiago: LEOM Ediciones, 2019.

ØVERBY, Thomas. Breuddwyd Rhonabwy: A Historical Narrative? 2009. Thesis (Master in Linguistics and Scandinavian Studies) – Faculty of Humanities, Department of Linguistics and Scandinavian Studies, University of Oslo, Oslo, 2009.

PADEL, O. Arthur in Medieval Welsh Literature. Cardiff: University of Wales Press, 2013. E-book.

PIQUEMAL, Catherine. “Culhwch and Olwen”: A Structured Portrayal of Arthur?. Arthuriana, West Lafayette, v. 10, n. 3, 2000, p. 7-26.

RUSSO, Luciana. Culhwch ac Olwen como Texto de Transición de la Matéria Artúrica. Medievalista, Lisboa, n. 22, 2017, p. 1-30.

STEPHENS, Meic (ed.). The Oxford Companion to the Literature of Wales. Oxford: Oxford University Press, 1986.

SHEEHAN, Sarah. Giants, Boar-hunts, and Barbering: Masculinity in “Culhwch ac Olwen”. Arthuriana, West Lafayette, v. 15, n. 3, 2005, p. 3-25.

THE MABINOGION. Tradução: Sioned Davies. Oxford: Oxford University Press, 2008.

3. RAMIFICAÇÕES DA MATIÈRE DE BRETAGNE: O CICLO DE TRISTÃO E ISOLDA NO CONTEXTO ANGEVINO

Data: 16/04/2021

Profa. Ana Carolina Pedroso Alteparmakian (USP)

Ementa: Nesta aula exploraremos, de maneira panorâmica, o desenvolvimento do ciclo de Tristão e Isolda - interligado à Matéria da Bretanha - no contexto angevino de Henrique II, Plantageneta, rei da Inglaterra (1154-1189). Para tal, trabalharemos o ciclo tristânico a partir de uma das versões pioneiras da legenda, a de Thomas da Inglaterra, produzida por volta de 1170, possivelmente na corte henriquina. Buscaremos abordar a apreensão da estoire de Tristão e Isolda a partir da elucidação de aspectos contextuais do período, os quais encontram no Roman de Tristan, de Thomas, um ponto de entrecruzamento: florescimento da poesia lírica em langue d’oc (o chamado fin’amor) e posterior desenvolvimento do roman em verso nas regiões ao norte da França, na langue d’oil (francês arcaico). Tais movimentos podem deter ligações com o panorama sociopolítico em curso durante o século XII; com a efervescência política e religiosa ocasionada pela Reforma Clerical dos séculos XI e XII, delinearam-se hipóteses, na academia, sobre as motivações que podem ter engendrado a apreensão de um material de resquícios folclóricos pagãos, como a narrativa tristânica.

Referências:

ALTEPARMAKIAN, A. C. P. O mito de Tristão e Isolda inscrito na Antiguidade: contribuições teórico-metodológicas para além da Idade Média. In: Revista Mare Nostrum, v. 11 (1), 2020, p. 317-349.

AMARAL, Flávia. BOVO, Cláudia Regina. SILVA, Carolina Gual da. Do Verso à Prosa: o potencial histórico dos romances de cavalaria (séculos XII-XIV). In: Revista História e Cultura, Franca – SP, v. 2, n. 3, 2013, p. 414-441.

BARLOW, Frank. The Feudal Kingdom of England: 1042-1216. Nova Iorque e Londres: Longmans and Green, 1955.

BARTHÉLEMY, Dominique. A Cavalaria: da Germânia antiga à França do século XII. Tradução de Néri de Barros Almeida e Carolina Gual da Silva. Campinas: Editora UNICAMP, 2010.

BARTLETT, Robert. England under the Norman and Angevin kings: 1075-1225. Oxford: Clarendon Press, 2000.

BISSON, Thomas N (eds.). Cultures of Power: Lordship, Status and Process in Twelfth-Century Europe. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1995.

BOCCALATO, Marisa Mikahil. A invenção do erotismo: Tristão e Isolda e as trovas corteses. São Paulo: EDUC, 1996.

BLOCH, R. Howard. Misoginia medieval e a invenção do amor romântico ocidental. Tradução de Claudia Moraes. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.

BRAULT, Gérard-J. Entre ces quatre ot estrange amor. Thomas' Analysis of the Tangled Relationships of Mark, Isolt, Tristan, and Isolt of the White Hands. In: Romania, tome 114 n°453-454, 1996. pp. 70-95.

BROOKE, Christopher. From Alfred to Henry III (871 – 1272). Edimburgo: T. Nelson, 1961.

BRUNDAGE, James A. Law, Sex and Christian Society in Medieval Europe. Chicago: University of Chicago Press, 1987.

BUMKE, Joachim. Courtly Culture. Literature and Society in the High Middle Ages. Translated by Thomas Dunlap. Los Angeles: University of California Press, 1991.

CARVALHO, Yone de. Teias de tempos e sentidos: os textos da legenda anglo-normanda de Tristan no século XII. Tese de Doutorado, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC-SP, 2010.

CONSTABLE, Giles. The Reformation of the Twelfth Century. New York: Cambridge University Press, 1996.

CLANCHY, Michael. From Memory to Written Record. England: 1066-1307. 3rd edition. Willey Blackwell, 2013.

_____________. England and its rulers, 1066-1307. Wiley Blackwell, 2014.

CROUCH, David. The Image of Aristocracy in Britain, 1000-1300. London and New York: Routledge, 1992.

___________. The Birth of Nobility: constructing Aristocracy in England and France, 900-1300. London and New York: Routledge, 2005.

CURTIUS, Ernst Robert. Literatura europeia e Idade Média Latina. Tradução de Teodoro Cabral e Paulo Rónai. São Paulo: editora Hucitec e EDUSP, 1996.

DOGGETT, Laine E. Love Cures. Healing and Love Magic in Old French Romances. Pennsylvania State University Press, 2009.

DUBY, Georges. The Knight, the Lady and the Priest. The Making of Modern Marriage in Medieval France. Translated by Barbara Bray. New York: Pantheon Books, 1983.

__________. Heloísa, Isolda e outras damas no século XII: uma investigação. Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

ENGEN, John van. NOBLE, Thomas F. X. (eds.). European Transformations: The Long Twelfth Century. Indiana: University of Notre Dame Press, 2012.

ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador. Volume 2: Formação do Estado e Civilização. Tradução de Ruy Jungmann. Revisão, apresentação e notas: Renato Janine Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Eva Barbada: ensaios de Mitologia Medieval. São Paulo: EDUSP, v. 1, 2010.

_________________. Os três dedos de Adão: ensaios de Mitologia Medieval. São Paulo: EDUSP, v. 2, 2010.

FRAPPIER, Jean. “Vue sur les conceptions courtoises dans les littératures d’oc et d’oil au XII siècle.” In: Cahiers de civilization médiévale. 2e année, n. 6, avril-juin 1958.

______________. Structure et sens du Tristan : version commune, version courtoise. In: Cahiers de civilisation médiévale, 6e année (n°23), Juillet-septembre 1963. pp. 255-280.

GAUNT, Simon. KAY, Sarah. (eds.). The Cambridge Companion to Medieval French Literature. New York: Cambridge University Press, 2008.

GUREVICH, A. J. Categories of Medieval Culture. Translated by G. L. Campbell. Routledge & Kegan Paul plc., 1985.

HARPER-BILL, Christopher. VINCENT, Nicholas. (eds.). Henry II: new interpretations. Woodbridge: The Boydell Press, 2007.

__________________. HOUTS, Elisabeth van (orgs.). A Companion to the Anglo-Norman World. Woodbridge: The Boydell Press, 2003.

HUNT, Tony. “The significance of Thomas’s Tristan”. In: Reading Medieval Studies. 1981, p. 41-61.

JAEGER, C. Stephen. The Origins of Courtliness. Civilizing Trends and the Formation of Courtly Ideals, 939-1210. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1985.

JOHNSON, Flint F. Origins of Arthurian Romances. Early Sources for the Legends of Tristan, the Grail and the Abduction of the Queen. Jefferson, North Carolina: MacFarland & Company, 2012.

KENNEDY, Ruth. MEECHAM-JONES, Simon. (eds.). Writers of the Reign of Henry II: twelve essays. New York: Palgrave Macmillan, 2006.

KRUEGER, Roberta L. (ed.). The Cambridge Companion to Medieval Romance. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.

LE GOFF, Jacques. O imaginário medieval. Lisboa: Editorial Estampa, 1994.

LOOMIS, Roger Sherman. (ed.). Arthurian Literature in the Middle Ages: a collaborative history. Oxford: Clarendon Press, 1974, p. 122-133.

MARCHELLO-NIZIA, Christiane (ed.). Tristan et Yseut: les premières versions européennes. Paris: Éditions Gallimard, 1995.

NOSRAT, Shahla. Origines indo-européennes des deux romans médiévaux: Tristan et Iseut et Wîs et Râmîn. Thèse de Doctorat en Littérature Comparée de l’Université de Strasbourg, École Doctorale des Humanités, 2012.

RIGBY, S. H. (ed.). A companion to Britain in the Later Middle Ages. Blackwell Publishing, 2003.

SILVA, Carolina Gual da. Até que a morte os separe: casamento reformado nos séculos XI-XII. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social (FFLCH-USP), 2008.

TYSON, Diana B. Patronage of French Vernacular History Writers in the Twelfth and Thirteenth Centuries. In: Romania, tome 100, n. 398, p. 180-222.

WALLER, A. R. WARD, A. W. The Cambridge History of English Literature. Volume 1: From the Beginnings to the Cycles of Romance. Cambridge: University Press, 1933.

ZINK, Michel. Le Moyen Âge. Littérature Française. Nancy: Presses Universitaires de Nancy, 1990.

ZUMTHOR, Paul. A Letra e a Voz: a “literatura” medieval. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

4. O CICLO TRISTANIANO ENTRE A PERIFERIA E O CENTRO DA LENDA ARTURIANA: CONTINUIDADES E RUPTURAS NOS ESPAÇOS CONTINENTAIS E INSULARES (SÉCULOS XII-XIII)

Data: 19/04/2021

Ministrante: Prof. Me. Luan Morais (UFF)

Ementa: O objetivo desta aula será discutir o ciclo tristaniano em suas manifestações continentais e insulares, abordando, sobretudo, a incorporação definitiva das narrativas tristanianas ao Ciclo de Artur no século XIII. Para tanto, iniciaremos o debate com a discussão acerca de uma das principais versões continentais da lenda, o poema de Béroul (c. 1160-1170), produzido na região norte da França, bem como suas correlações com substratos irlandeses que o permeiam. Ademais, buscaremos situar o contexto de produção e desenvolvimento do Tristão em prosa (século XIII) e sua interligação com as narrativas arturianas em um cenário de cristianização da Matéria da Bretanha e a busca por uma unidade narrativa acerca do Ciclo Arturiano.

Bibliografia:

ADAMS, Tracy. Violent passions: managing passions in the Old French verse romance. New York: Palgrave Macmillan, 2005.

AURELL, Martin. Le chevalier lettré : savoir et conduite de l’aristocratie aux XIIe et XIIIe siècle. Paris : Fayard, 2011.

BARTLETT, Robert. Blood royal: dynastic politics in medieval Europe. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2020.

BÉROUL. O romance de Tristão. [Trad.: Jacyntho Lins Brandão]. São Paulo: Editora 34, 2020.

BHROLCHÁIN, Muireann Ní. An introduction to early Irish literature. Dublin: Four Court Press, 2009.

BOVO, Claudia Regina. Filiação, vassalagem e matrimônio no Tristan de Béroul (século XII). 2004. 140f. Dissertação (Mestrado em História) – Faculdade de Direito, História e Serviço Social, UNESP, Franca-SP, 2004. Disponível em: <https://uftm.academia.edu/ClaudiaBovo>. Acesso: 09 fev., 2021.

BRANDSMA, Frank; LARRINGTON, Carolyne; SAUNDERS, Corine (eds.). Emotions in medieval Arthurian literature: body, mind and voice. Cambridge, UK: D. S. Brewer, 2015.

BUSBY, Keith. French in Medieval Ireland, Ireland in Medieval French – the paradox of the two worlds. Turnhout, BE: Brepols, 2017.

BYRNE, Aislinge. Otherworlds: fantasy & history in medieval literature. Oxford, UK: Oxford University Press, 2016.

CERQUIGLINI-TOULET, Jacqueline.  A new history of medieval French literature. [Translated by Sara Preisig]. Baltimore, USA: The John Hopkins University Press, 2011.

CRANE, Susan. Insular romance: politics, faith, and culture in Anglo-Norman and Middle English literature. Berkeley; Los Angeles: University of California Press, 1986.

CURTIS, Renée L. (ed.). Le roman de Tristan en prose. Oxford, UK: D.S. Brewer, 1985, 3 v.

_____. (ed.). The Romance of Tristan: The Thirteenth-Century Old French ‘prose’ Tristan. New York: Oxford University Press, 1994.

EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. [1983]. [Trad.: Waltensir Dutra]. 7ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2019.

FENSTER, Thelma S (ed.). Arthurian women: a casebook. London: Garland Publishing, Inc, 1996.

FULTON, Helen. A companion to Arthurian literature. Chichester, UK: Blackwell Publishing, 2009.

GANTZ, Jeffrey (ed.). Early Irish myths and sagas. London: Penguin Books, 1981.

GAUNT, Simon. Love and death in medieval French and Occitan courtly literature: martyrs to love. Oxford, UK: Oxford University Press, 2006.

HENG, Geraldine. The empire of magic: medieval romance and politics of cultural fantasy. New York: Columbia University Press, 2003.

JACKSON, Kenneth H. (ed.). A Celtic miscellany. London: Penguin Books, 1970.

KELLEHER, Margaret; O’LEARY, Phillipe (eds.). Cambridge History of Irish Literature: volume 1, to 1890. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2008.

LLOYD-MORGAN, Ceridwen; POPPE, Erich (ed.). Arthur in the Celtic languages: the Arthurian legend in Celtic literature and traditions. Cardiff, UK: University of Wales press, 2019.

MACKILLOP, James. Myths and legends of the Celts. London: Penguin, 2005.

SANTOS, Dominique; FARRELL, Elaine Pereira. A importância do estudo das supostas periferias: a contribuição da Irlanda para a medievalística brasileira. In: Revista Diálogos Mediterrânicos, n. 11, dezembro de 2016, p. 177-193. Disponível em: <https://bit.ly/30NFCZx>. Acesso: 09 fev., 2021.

SCHOEPPERLE, Gertrude. Tristan and Isolt: a study of the sources of the romance. Frankfurt: Joseph Baer; London: David Nutt, 1913; 2 v.

WALTER, Philippe. Le gant de verre: le mythe de Tristan et Yseut. Paris : Artus, 1990.

WILLIAMS, Mark. Ireland’s immortals: a history of the gods of Irish myths. New Jersey: Princeton University Press, 2016.

WILLIAMS, Raymond. Cultura. [1981]. [Trad.: Lólio Lourenço de Oliveira]. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

_______. Cultura e materialismo. [1980]. [Trad. : André Glaser]. São Paulo: Editora da Unesp, 2011.

ZINK, Michel; STANESCO, Michel. Histoire européenne du roman médiéval : esquisses et perspectives. Paris : PUF, 1992.

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a “literatura” medieval. [Trad.: Amálio Pinheiro (Parte I); Jerusa Pires Ferreira (Parte II)]. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

5. ECOS ARTURIANOS NA FIGURA DO REI RICARDO CORAÇÃO-DE-LEÃO (1157-1199)

Data: 23/04/2021

Ministrante: Profa. Ma. Roberta Bentes (UFPR)

Ementa: Nesta aula, teremos como prioridade apresentar a figura do rei inglês Ricardo Coração de Leão e como este bebeu da mitologia e lenda arturiana para a sua figura régia. Passando pelas fontes “Historia Regum Britanniae” de Geoffrey of Monmouth (1095-1155) de 1138, e o “Roman de Brut” ou “Geste des Bretons” de Wace (1110-1174) de 1155, teremos contato com Matéria da Bretanha. A presença de Arthur como personagem principal dessas narrativas, apresenta também o ideal de um rei guerreiro, largo, sábio e piedoso, características que eram procuradas e apresentadas a príncipes para o seu destino real. Nossa hipótese tem o amparo no conceito de cultura intermediária de Hilário Franco Júnior e na ideia de que Arthur conseguia atingir tanto as camadas populares como as nobres, encarnando uma figura messiânica régia na concepção de Christopher M. Berard.

Bibliografia:

ALBUQUERQUE, Maurício. Coração de Leão – O Retorno do Rei. Sobre o ressurgimento de Ricardo I na Cultura Britânica Oitocentista (1784-1850). In: I Simpósio de História Antiga e Medieval - UNIPAMPA, 2020, Jaraguão. Comunicação.

ANDERSON, Carolyn B. Constructing royal character: King Richard in Richard Couer de Lyon. Enarratio. n. 6, 1999. Disponível em: https://kb.osu.edu/handle/1811/71246. Acesso em: 07/09/2020.

BACCEGA, Marcus. Logos do Sacramento, Retórica do Santo Gral: a sacramentalidade medieval do mundo e do homem na Demanda do Santo Gral de Heidelberg (séc. XIII). Tese (Doutorado em História). Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

BARBER, Richard. Devil’s Crown. A history of Henry II and his sons. Boston, Massachusetts: Da Capo Press, 1996.

BERARD, Christopher Michael. Arthur Redivivus: arthurian imitation in Plantagenet England, 1154-1307. (Tese de Doutorado em Filosofia). Toronto: Centre for Medieval Studies, 2015.

CHARLES-EDWARDS, T.M. "The Date of the Four Branches of the Mabinogi". Transactions of the Honourable Society of Cymmrodorion (1970-1972), 1971, pp. 263–298.

CHAUOU, Amaury. L'idéologie Plantagenêt: Royauté arthurienne et monarchie politique dans l'espace Plantagenêt (XIIe-XIIIe siècles). Rennes: Presses universitaires de Rennes, 2001. Disponível em: http://books.openedition.org/pur/22090. Acesso em: 11/12/2020.

CHURCHILL, Winston. A History of the English Speaking Peoples. Volume I: The Birth of Britain. London: Cassel and Company LTD., 1956.

DIVERRES, Armel. “Arthur in Culhwch and Olwen and in the Romances of Chrétien de Troyes.”. In: SHICHTMAN, Martin.; CARLEY, James. Culture and the King. The social implications oh the Arthurian Legend. Nova Iorque: State University of New York Press, 1994.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. Modelo e imagem. O pensamento analógico medieval. Bulletin du centre d’études médiévales d’Auxerre, n° 2, février 2009. Disponível em: http://journals.openedition.org/cem/9152. Acesso em 07/09/2020.

GUENÉE, Bernard. Histoire et Culture historique dans l’Occident medieval. Paris: Aubier, 1980.

GILLINGHAM, John. “The cultivation of History, legend and courtesy at the Court of Henry II”. In: MEECHAM-JONES, Simon; KENNEDY, Ruth (ed.). Writers of the reign of Henry II: twelve essays. New York: Palgrave Macmillan, 2006.

GILLINGHAM, John; GRIFFITHS, Ralph A. Medieval Britain. A very short introduction. Oxford: Oxford university press, 2000.

HEISER, Richard; TURNER, Ralph V. The reign of Richard Lionheart. Ruler of the Angevin Empire, 1189-99. London: Routledge, 2013.

LE GOFF, Jacques. “Rei”. In : LE GOFF, Jacques ; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente medieval. Volume 2. São Paulo: Editora Unesp, 2015.

LE GOFF, Jacques. Homens e mulheres da Idade Média. São Paulo: Estação Liberdade, 2013.

LE GOFF, Jacques. Heróis e maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.

MARTIN, Hervé. “Préface”. In: CHAUOU, Amaury. L'idéologie Plantagenêt: Royauté Arthurienne et monarchie politique dans l'espace Plantagenêt (XIIe-XIIIe siècles). Rennes: Presses universitaires de Rennes, 2001. Disponível em: http://books.openedition.org/pur/22094. Acesso em: 11/12/2020.

MENDES, Ana Luiza. O trovar coroado de Dom Dinis: modelo de racionalidade artística e identitária do trovadorismo galego-português. 216 f. Tese (Doutorado em História) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.

PRADAS, Daude de. Les auzels cassadors, poème provençal de DAude de Pradas publié avec une introduction par Dr. Sachs. Bradenburg: Wiesite’sche Buchdruderei, 1865.

SANTANA, Eliane Veríssimo. Ca Insegna Quali Virtù Ei Príncipi Debbiano Avere”: A Contenção Régia Por Meio Das Virtudes No Tratado De Regimine Principum De Egídio Romano. 2013. 153 f.  Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2013.

SAUL, Nigel. The three Richards. Richard I, Richard II and Richard III. London: Hambledon Continuum, 2006.

SIMS-WILLIAMS, Patrick. “The Early Welsh Arthurian Poems”. In: BROMWICH, Rachel; EVANS, D. Simon. Culhwch and Olwen: An Edition and Study of the Oldest Arthurian Tale. Cardiff: University of Wales Press, 1992.

TYSON, Diana B. Patronage of French Vernacular History Writers in the Twelfth and Thirteenth Centuries. Romania, n. 398, 1979. Disponível em: https://www.persee.fr/doc/roma_0035-8029_1979_num_100_398_1971. Acesso em: 09/12/2020.

VARANDAS, Angélica. Mitos e Lendas: Celtas do País de Gales. Lisboa: Clássica Editora, 2012.

VINSAUF, Geoffrey de. Richard of Holy Trinity. Itinerary of Richard I and others to the Holy Land. Cambridge, Ontario: Publications Medieval Latin Series, 2001. Disponível em: http://www.yorku.ca/inpar/richard_of_holy_trinity.pdf. Acesso em 15/12/2020.

WEISS, Judith. “Arthur, emperros, and antichrists: the formation of the Arthurian biography”. In: MEECHAM-JONES, Simon; KENNEDY, Ruth (ed.). Writers of the reign of Henry II: twelve essays. New York: Palgrave Macmillam, 2006.

6. THOMAS MALORY, A LENDA ARTURIANA E O LONGO SÉCULO XV INGLÊS

Data: 28/04/2021

Ministrante: Profa. Ma. Beatriz Breviglieri Oliveira (Universidade de Lisboa)

Ementa: Nessa aula, exploraremos como eixo principal a representação do rei, as concepções de poder régio e virtudes pautadas nos ideais de cavalaria, tendo como base os estudos de Ernst Kantorowicz (1997) e John Watts (1996) e sua corte no século XV inglês a partir do imaginário arturiano e a contemporaneidade da obra de sir Thomas Malory, Le Morte d’Arthur, produzida no final do século durante o período conhecido dentro da historiografia como Guerras das Rosas. Sendo assim, também exploraremos como eixo secundário as questões e conflitos políticas, sociais e dinásticos presentes no “longo” século XV inglês, como apresentado por Rosemary Horrox (2003), a fim de entendermos a importância da figura monárquica e sua representação tanto na cultura e memória, como efetivamente no exercício político e diplomático do período.

Referências:

ARMSTRONG, Dorsey. Gender and the Chivalric Communities in Malory’s Morte d’Arthur. Gainesville: University of Florida Press, 2003.

BATT, Catherine. Malory's Morte d’Arthur. Remaking Arthurian Tradition. (The New Middle Ages Series). Londres: Palgrave, 2002.

CARLEY, James P. Arthur in English History. In: BARRON, W.R.J. (Ed.). The Arthur of the English. The Arthurian Legend in Medieval English Life and Literature. (Arthurian Literature in the Middle Ages II).Cardiff: University of Wales Press, 2001, pp. 55-57.

CROFTS, Thomas H. Malory's Contemporary Audience. The Social Reading of Romance in Late Medieval England. (Arthurian Studies LXVI). Cambridge: D.S. Brewer, 2006.

GRIFFITHS, Ralph A. King and Country. England and Wales in the Fifteenth Century. Londres: The Hambledon Press, 1991, pp. 1-53.

HIGHAM, N.J. King Arthur. Myth-Making and History. Londres: Routledge, 2002, pp. 233-235.

HORROX, Rosemary. ‘England: Kingship and the Political Community, 1377- c.1500’. In: RIGBY, S. H. (org.). A Companion to Britain in Later Middle Ages. Oxford: Blackwell Publishers, 2003, pp. 224-241.

JONES, Dan. The Hollow Crown. The Wars of the Roses and the Rise of the Tudors. Londres: Faber&Faber, 2015.

KANTOROWICZ, Ernst. The King’s Two Bodies. A Study in Medieval Political Theology. Princeton: Princeton University Press, 1997.

 

LE GOFF, Jacques. Heróis e Maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.

LYNCH, Andrew. Malory's Morte Darthur and History. In: FULTON, Helen. (Ed.). A Companion to Arthurian Literature. (Blackwell Companions to Literature and Culture). Oxford: Blackwell Publishing, 2009, pp. 287-311.

NALL, Catherine. Reading and War in Fifteenth Century England. From Lydgate to Malory. Cambridge: D.S. Brewer, 2012.

RIGBY, S. H. (org.). A Companion to Britain in Later Middle Ages. Oxford: Blackwell Publishers, 2003.

WATTS, John. Henry VI and the politics of Kingship. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

WINDEATT, Barry. The Fifteenth Century Arthur. In: ARCHIBALD, Elizabeth. PUTTER, Ad.(Ed.) The Cambridge Companion to the Arthurian Legend. Cambridge: Cambridge University Press, 2009, pp. 84-102.

7.  “UMA VEZ REI, SEMPRE REI”: A RECEPÇÃO DO MITO ARTURIANO À LUZ DO NEOMEDIEVALISMO (1937 – 2017)

Data: 30/04/2021

Ministrante: Me. Mauricio Albuquerque (UFPel)

Ementa: Desde a década de 1930, com o surgimento da indústria cultural e dos meios de comunicação de massa, a matéria de Bretanha foi alvo de constantes revisitações e releituras. Nos quadrinhos, na literatura pulp, no cinema, nas radionovelas, na fantasia, nas séries de TV, no Heavy Metal, o mito arturiano garantiu sua sobrevivência nos séculos XX e XXI por meio de nova linguagens e representações, muitas delas que “refletem”  grande parte das tensões políticas, sociais e até historiográficas de suas respectivas épocas. Neste sentido, o encontro busca 1) traçar um panorama das principais produções midiáticas dos séculos XX e XXI que tratam do ciclo arturiano; 2) apresentar a noção de neomedievalismo – um instrumento teórico-metodológico importantíssimo para pensar a recepção do medievo nos dias atuais; e) tentar avaliar que (novos) significados são construídos para o mito arturiano a partir destas produções. Nosso estudo se centrará nas obras Prince Valiant (1937), de Hal Foster, Monty Python and the Holy Grail (1975), Camelot 3000 (1982), de Mike W. Barr e Brian Bolland, King Arthur (2004), de Antoine Fuqua, e King Arthur: The Legend of The Sword (2007), de Guy Ritchie.

Referências:

BISHOP, Chris. Medievalist Comics and the American Century. Jackson: University Press of Mississipi, 2016. BROWN, Harry. Baphomet Incorporated, a Case Study. IN: Studies in Medievalism

ECO, Umberto. Viagens na Irrealidade Cotidiana. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1984.

FITZPATRICK, KellyAnn. Reproducing Neomedievalism. IN: Studies in Medievalism XX: Defining Neomedievalism(s) II. Suffolk, V. 20, N. 2, p. 11 – 20, 2011.

KELLNER, Douglas. A Cultura da Mídia. Baurú: EDUSC, 2001.

LE GOFF, Jacques. Heróis e Maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.

MACEDO, José Rivair. Cinema e Idade Média: Perspectivas de Abordagem. 166 In: MACEDO, José Rivair; MONGELLI, Lênia Márcia. A Idade Média no Cinema. São Paulo: Fapesp, 2009.

MARSHALL, David. Mass Market Medieval: Essays on the Middle Ages in Popular Culture. Jefferson: McFarland, 2007. MARSHALL, David. Neomedievalism, Identification and the Haze of Medievalisms. IN: Studies in Medievalis.

SELLING, Kim. “Fantastic Neomedievalism”: The Image of the Middle Ages in Popular Fantasy. IN: David Ketterer. Flashes of the Fantastic: Selected Essays From the War of the World Centennial, Nineteenth International Conference on the Fantastic in Arts. Wesport: Greenwood Publishing Group, 2004.

SILVA, Daniele Gallindo Gonçalves. Sobre "cavaleiras": a (re)criação do medievo em Cornelia Funke. Pandaemonium Germanicum. São Paulo, vol. 19, n. 29, pp.1 – 20, 2016.

VADILLO, Mónica Ann Walker. Comic Book Featuring in the Middle Ages. Itinéraires, 2010 -3/ 2010, p. 153 – 163.

Programa - Cloned

1. Apresentação do curso. Os “Prolegômenos à Lógica Pura”: A controvérsia em torno do psicologismo lógico;
2. Definindo “fenomenologia”: A fenomenologia como psicologia descritiva eidética;
3. O conceito de vivência intencional e a descrição de seus componentes intrínsecos;
4. A concepção fenomenológica de conhecimento: o “esquema conteúdo-apreensão” e a teoria da síntese de preenchimento;
5. Sensibilidade e entendimento na fenomenologia: intuição sensível e intuição categorial.

Bibliografia:
ALMEIDA, G. A. D. Sinn und Inhalt in der Genetischen Phänomenologie E. Husserls. Den Haag: Martinus
Nijhoof, 1972.
ALVES, P. Intersubjectividade e Comunicação: Uma Abordagem Fenomenológica. Lisboa: Centro de Filosofia
da Universidade de Lisboa, 2009.
BOER, T. D. The Development of Husserl’s Thought. The Hague: Martinus Nijhoof, 1978.
BELLO, A. Introdução à fenomenologia. Trad. Jacinta Turolo Garcia e Miguel Mahfoud. Bauru, SP: Edusc, 2006.
BERNET, R. et al. An introduction to Husserlian phenomenology. Evanston (EUA): Northwestern University
Press, 1993
CASTILHO, F. Husserl e a via redutiva da pergunta-recorrente que parte da Lebenswelt. Campinas:
Edunicamp, 2015.
COBB-STEVENS, R. Husserl’s Fifth Logical Investigation. In: DAHLSTROM, D. Husserl’s Logical Investigations,
pp. 95-107. Dordrecht/Boston/London: Kluwer Academic Publishers, 2003.
D'ANGELO, D. Zeichenhorizonte: Semiotische Strukturen in Husserls Phänomenologie der Wahrnehmung. [S.l.]:
Springer, 2019.
ENGLISH, J. Les Recherches Logiques et la découverte de l’intentionnalité. In: BENOIST, J et VINCENT, G. (org.).
Lectures de Husserl, pp. 77-128, Paris: Ellipses, 2010.
GADAMER, H.-G. Hegel - Husserl - Heidegger. Trad. Marco Antônio Casanova. Petrópolis: Vozes, 2012.
GUILHERMINO, D. A crítica de Husserl à teoria do juízo de Brentano e seu papel na formulação da primeira teoria
fenomenológica da intencionalidade. Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, Rio de Janeiro, v. 9,
n. 1, p. 102-119, Junho 2020.
______. O Desenvolvimento da teoria semiótica de Husserl de 1890 a 1901. Kriterion, Belo Horizonte, v. 61, n.
147, p. 649-674, Dezembro 2020.
HUSSERL, E. Psychologische Studien zur Elementaren Logik (1894). In: HUSSERL, E. Aufsätze und
Rezensionen (1890-1910). The Hague, Boston, London: Martinus Nijhoff, 1979. p. 92-123.
______. Logische Untersuchungen. Erster Band: Prolegomena zur reinen Logik. Text der 1. und 2. Auflage.
Hrsg. von Elmar Holenstein. 1975.
______. Logische Untersuchungen. Zweiter Band: Untersuchungen zur Phänomenologie und Theorie der
Erkenntnis. Hrsg. von Ursula Panzer. 1984.
______. Logische Untersuchungen. Ergänzungsband. Erster Teil. Entwürfe zur Umarbeitung der VI.
Untersuchung und zur Vorrede für die Neuafulage der Logischen Untersuchungen (Sommer 1913). Hrsg. von
Ullrich Melle. 2002.
______. Logische Untersuchungen. Ergänzungsband. Zweiter Teil. Texte für die Neufassung der VI.
Untersuchung: Zur Phänomenologie des Ausdrucks und der Erkenntnis (1893/94 - 1921). Hrsg. von Ullrich
Melle, 2005.
______. Investigações Lógicas: Prolegômenos à Lógica Pura: volume 1. Tradução de Diogo Ferrer, Rio de
Janeiro: Forense, 2014.
______. Investigações Lógicas (Segundo Volume, parte I): Investigações para a Fenomenologia e a Teoria do
Conhecimento. Tradução de Pedro M. S. Alves e Carlos Aurélio Morujão. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2012.
______. Investigações Lógicas (Segundo Volume, parte II): Investigações para a Fenomenologia e a Teoria do
Conhecimento. Tradução de Carlos Aurélio Morujão. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2007.
______. Investigações Lógicas: sexta investigação. Tradução de Zeljko Loparic. São Paulo: Nova Cultural, 2000
LEVINAS, E. Théorie de l'intuition dans la phénoménologie de Husserl. Paris: Vrin, 1994.
LOHMAR, D. Erfahrung und kategoriales Denken: Hume, Kant und Husserl über vorprädikative erfahrung und
prädikative Erkenntnis. Dordrecht, Boston, London: Kluwer Academic Publishers, 1998.
MOURA, C. A. R. Crítica da Razão na Fenomenologia. São Paulo: EDUSP, 1989.
______. O Nascimento do Conceito Husserliano de Fenômeno. Phainomenon, n. 18-19, Lisboa, pp. 41-52, 2011.
______. Racionalidade e Crise: Estudos de História da Filosofia Moderna e Contemporânea. São Paulo:
Discurso Editorial, Editora UFPR, 2001.
______. Sensibilidade e entendimento na fenomenologia. Manuscrito, 23(2), 207-250, 2016.
PORTA, M. A. G. Edmund Husserl: psicologismo, psicologia e fenomenologia. São Paulo: Edições Loyola,
2013.
RANG, B. Repräsentation und Selbstgegebenheit: die Aporie der Phänomenologie der Wahrnehmung in den
Frühschriften Husserls. In: BERNET, R.; WELTON, D.; ZAVOTA, G. Edmund Husserl: Critical Assessments of
Leading Philosophers. London, New York: Routledge, v. III. , 2005. p. 125-144.
SANTOS, J. H. Do Empirismo à Fenomenologia. A Crítica do Psicologismo nas Investigações Lógicas de
Husserl. Loyola: 2010.
SACRINI, M. A cientificidade na fenomenologia de Husserl. São Paulo: Edições Loyola, 2019.
______. Categorial Intuition and Passive Synthesis in Husserl’s Phenomenology. Horizon. Studies In
Phenomenology, [s.l.], v. 5, n. 2, p.248-270, 2016. St. Petersburg State University
SANTIS, D. Notes on Husserl’s Idealismus in the Logische Untersuchungen (Via Lotze’s Interpretation of Plato).
Research in Phenomenology, [s.1.], v. 46, n. 2, pp. 221-256, 28 maio 2016.
SOKOLOWSKI, R. Introdução à Fenomenologia. São Paulo: Edições Loyola, 2004.
______. The Structure and Content of Husserl’s Logical Investigations. In: NAESS, A.; HANNAY, A. (eds.). Inquiry:
An Interdisciplinary Journal of Philosophy, v. 14, p. 318-350. Oslo: Unuversiteisforlaget, 1971.
______. The Formation of Husserl’s Concept of Constitution. The Hague: Martinus Nijhoff, 1970.
STRÖKER, E. The Husserlian Foundations of Sciences. Dordrecht: Springer Science+Business Media, 1997.
TAMINIAUX, J. Le regard et l'excédent. Remarques sur Heidegger et les «Recherches logiques» de Husserl. Revue
Philosophique de Louvain. Quatrième série, tome 75, n. 25, 1977. 74-100.
TEIXEIRA, D. Significado enquanto Atributo de Intenções nas Logische Untersuchungen de Husserl. In: LOPARIC,
Z.; WALTON, R. (eds). Phenomenology 2005, v. II., Selected Essays from Latin America, pp. 515-546. Bucharest:
Zeta Books, 2007.
TUGENDHAT, E. Der Wahrheitsbegriff bei Husserl und Heidegger. Berlin: Walter de Gruyter & Co., 1970.
VARGA, P. A. The Missing Chapter from the Logical Investigations: Husserl on Lotze’s Formal and Real
Significance of Logical Laws. Husserl Studies, [s.1.], v. 29, n. 3, pp. 181-209, 6 fev 2013.
WILLARD, D. Logic and the Objectivity of Knowledge: A Study in Husserl’s Early Philosophy. Ohio: Ohio
University Press, 1984.
ZAHAVI, D. A Fenomenologia de Husserl. Rio de Janeiro: Via Verita, 2015.

Programa - Cloned

Detalhamento:

AULA 1 - A concepção de História de Giambattista Vico (1668 - 1744) e sua influênciana construção do conceito de Incivilimento proposto por Romagnosi

AULA 2 - A Religião. Como o temor a uma divindade superior refreia os instintos primários do Homem.

AULA 3 - A Agricultura. Como a fixação do Homem a um determinado território possibilita a construção das cidades.

AULA 4 - O Governo. Como a sofisticação da Vida proporcionada pelas melhorias econômicas abrandam os costumes e as leis das cidades.

AULA 5 - O conceito de Incivilimento com chave de leitura do processo histórico de desenvolvimento dos povos.

Bibliografia:

BAGIOTTI, Tullio. "L'incivilimento come principio di determinazione del problema economico in Gian Domenico Romagnosi" in Gionali degli Economisti e Annali di Economia, nuova serie, anno 20, n 9/10 (settembre - ottobre 1961) pp 604 - 630
BARUCCI, Piero. "Economia e Incivilimento in Gian Domenico Romagnosi" in Giornale degli Economisti e Annali di Economia, nuova serie, anno 20, n 11/12 (novembre - dicembre 1961) pp 701 - 750
CANTÙ, Cesare. Gian Domenico Romagnosi per Cesare Cantù. Torino: Unione Tipografico - Editrice, 1861
DIODORO SICULO . Diodorus of Sicily, in twelve volumes; with an English translation by Francis R. Walton, with a general index to Diodorus by Russel M. Greer. London: William HeinemannLtd, 1984 (first printed 1967
ESTRABÃO. The Geography of strabo, in eight volumes; with an English translation by Horace Leonard Jones. London: William Heinemann Ltd, 1959 (first printed 1932)
GREEN, Peter. Alexandre, o Grande, e o Período Helenístico. Rio de Janeiro: Objetiva,2014
HERÓDOTO. História; tradução do grego, introdução e notas de Mário da Gama Kury. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1988
LESKI, Ivan . "Ciência da História como Ciência das Leis: uma leitura viquiana" in Intelligere: Revista de Historia Intelectual, n 7, julho de 2019, pp 238 - 246
PAUSANIAS. Description of Greece, in five volumes; with an English translation by W. H. S. Jones, companion volume containing illustrations and index prepared by R. E. Whycherley. London: William Heinemann Ltd, 1955 (first printed 1935)
PLUTARCO. Plutarch 's Moralia, in sixteen volumes; with an English translation by Benedict Einarson and Philip H. de Lacey. London: Harvard University Press, 1996 (first printed 1967)
POLÍBIO. The Histories, in six volumes; with an English translation by W. R, Paton. London: William Heinemann Ltd, 1980 (first printed 1927)
--------------. História Pragmática, Livros I a V; tradução, introdução e notas de Breno Battistin Sebastiani. São Paulo: Editora Perspectiva/Fapesp, 2016
ROMAGNOSI, Gian Domenico. Dell'indole e dei fattori dell'Incivilimento con esempio del suo risorgimento in Italia. Milano: Società degli Editori degli Annali Universali delle Scienze e dell' Industria, 1832
ROSTOVZTZEFF, Mihail. The Social and Economic History of the Hellenistic World (3 volumes). London: Oxford University Press, 1952 (2nd edition)
TITO LÍVIO . História de Roma (6 volumes); introdução, tradução e notas de Paulo Matos Peixoto. São Paulo: Paumape, 1990
VICO, Giambattista. Opere; a cura di Fausto Nicolini. Milano/Napoli: Riccardo Ricciardi Editore, 1953
----------------------------. Ciência Nova; tradução de Vilma de Katinzky. São Paulo: Hucitec, 2010

 

 

Programa - Cloned

Descrição: Este minicurso irá introduzir o conceito de memória social e apresentar algumas possibilidades de sua aplicação na ciência política. Na primeira aula, abordaremos as formulações clássicas sobre memória social, sobretudo o trabalho de Maurice Halbwachs, e o chamado “boom da memória” ocorrido no contexto europeu e norte-americano a partir da década de 1990. Na segunda aula, serão discutidas duas formas em que o conceito de memória social se conjuga com os estudos da política: nos estudos de nacionalismo e formação de identidades nacionais, com uma política de memória fomentada a partir do Estado nacional, e nos estudos de movimentos sociais e demandas por reparação por violações de direitos, quando a memória se torna uma reivindicação destes movimentos.

Bibliografia geral:

BLIGHT, D. W. “The Memory Boom: Why and Why Now?”. Em: BOYER, P.; WERTSCH, J. V., Memory in Mind and Culture. New York: Cambridge University Press, 2009.
CONNERTON, P. Como as sociedades recordam. Oeiras: Celta Editora, 1999.
DAPHI, P.; ZAMPONI, L. “Exploring the Movement-Memory Nexus: Insights and Ways Forward”. Mobilization: An International Journal 24 (4), 2019, pp. 399–417.
DAVID, L. The past can’t heal us. Cambridge: Cambridge University Press, 2020.
HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
HUYSSEN, A. Present Pasts. Urban Palimpsests and the Politics of Memory. Stanford: Stanford University Press, 2003
JELIN, E. Los trabajos de la memoria. Madrid: Siglo XXI Editores; SSRC, 2002.
LIFSCHITZ, J. A. “Os agenciamentos da memória política na América Latina”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 29(85), 2014, pp. 145–158.
MCBRIDE, I. “Introduction: memory and national identity in modern Ireland”. In: McBride, I. (ed.). History and Memory in Modern Ireland. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. P. 1-42.
OLICK, J. The Politics of Regret. On Collective Memory and Historical Responsibility. New York: Routledge, 2007.
ROTHBERG, M. Multidirectional Memory. Remembering the Holocaust in the Age of Decolonization. Stanford: Stanford University Press, 2009.
TILMANS, K.; VREE, F. V.; WINTER, J. Performing the Past. Memory, History, and Identity in Modern Europe. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2010.
VOM HAU, M. “Nationalism and war commemoration - a Latin American exceptionalism?”. Em: Nations and Nationalism, vol 19, no. 1, 2013.
WINTER, J.; SIVAN, E. War and Remembrance in the Twentieth Century. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.

Programa - Cloned

1) Aula 1: As estátuas também morrem?

Análise do média-metragem As estátuas também morrem/Les statues meurent aussi (1953), dos cineastas Alain Resnais e Chris Marker. Restituição do debate entre a posição crítica dos cineastas, de um lado, e as ideias defendidas nos ensaios estéticos de André Malraux, de outro. Considerações sobre o caráter profundamente violento da instituição museológica e do mercado de arte. Exame da proposta política do filme, sobretudo no que concerne à sua denúncia da pilhagem colonial e do fetiche da assim chamada “arte negra”.

2) Aula 2: Desconstruindo a pirâmide humana

Análise do longa-metragem A pirâmide humana/La pyramide humaine (1961), dirigido por Jean Rouch. Avaliação do método de filmagem de Rouch e da postura discursiva por ele adotada ao retratar a amizade e o afeto interraciais. Crítica da concepção roucheana do “cinéma vérité”.

3) Aula 3: “De…”: genitivo ou ablativo?

Análise do filme A negra de…/La noire de… (1966), do realizador senegalês Ousmane Sembène. Leitura de excertos do conto homônimo de Ousmane Sembène. Comparação dos excertos literários com a adaptação cinematográfica. Apontamento de paralelos entre o longa e o romance epistolar Cartas a uma negra: narrativa antilhana, de Françoise Ega. Diálogo com o conceito de patriarcado compósito (MACÉ, 2014) para pensar a atuação do regime colonial sobre as dinâmicas relacionais e performativas de gênero.

4) Aula 4: Med Hondo, afropessimista

Análise do longa-metragem Ó, Sol/Soleil, Ô (1967), dirigido pelo mauritano Med Hondo. Confronto entre o filme e os ensaios Pele negra, máscaras brancas ([1952] 2020) e Os condenados da terra ([1961] 2022), de Frantz Fanon, e Afropessimismo (2021), de Frank B. Wilderson. Reflexão sobre o conceito de evento racial (SILVA, 2016) aplicado ao tempo cinematográfico.

Bibliografia:

BHABHA, Homi. O local da cultura. Belo Horizonte, Editora UFMG, 1998.
BRINK, Joram. Building bridges: the cinema of Jean Rouch. London: Wallflower, 2007.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade. a construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. São Paulo: Veneta, 2020.
CLAUDE, Murcia. Nouveau roman, nouveau cinéma. Paris: Nathan, 1998.
DIDI-HUBERMAN, Georges. L’album de l’art à l’époque du Musée Imaginaire. Paris: Hazan, 2015.
EGA, Françoise. Cartas a uma negra: narrativa antilhana. São Paulo: Todavia, 2021
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu, 2020.
FERDINAND, Malcolm. Uma ecologia decolonial. São Paulo: Ubu, 2022.
FOFANA, Amadou; VETINDE, Lifongo. Ousmane Sembène and the Politics of Culture. Lanham: Lexington, 2014.
GLISSANT, Édouard. Le discours antillais. Paris: Seuil, 1981.
GLISSANT, Édouard. Poética da Relação. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
GUTBERLET, Marie-Hélène; KUSTER, Brigitta. On the Run: Perspectives on the Cinema of Med Hondo. [s. l.]: Archive Books, 2021.
GUTBERLET, Marie-Hélène; KUSTER, Brigitta (Org.). 1970-2018: Interviews with Med Hondo. [s. l.]: Archive Books/Arsenal – Institut für Film und Videokunst, 2021.
HEIDEL, Karl. Ethnographic film. Texas: Austin University of Texas Press, 2006.
HENLEY, Paul. The Adventure of the Real: Jean Rouch and the Craft of Ethnographic Cinema. Chicago/Londres: University of Chicago Press, 2010.
JEANCOLAS, Jean-Pierre. Histoire du cinéma français. Paris: Armand Colin, 2005.
MACÉ, Éric. L’après-patriarcat. Paris: Seuil, 2015.
MALRAUX, André. Le Musée Imaginaire. Paris: Gallimard, 1996.
MUDIMBE, V. Y. A Invenção da África. Gnose, Filosofia e a Ordem do Conhecimento. Portugal: Edições Pedago, 2013a.
MUDIMBE, V. Y. A Ideia de África. Portugal: Edições Pedago, 2013b.
PÉGUY, Charles. “Réponse brève à Jaurès”. In: PÉGUY, Charles. Oeuvres en prose complètes. Paris: Gallimard, 1987.
PRÉDAL, René (Org.). Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction, n. 81, 1996.
QUINCY, Quatremère de. Cartas a Miranda. Cotia: Ateliê Editorial, 2016.
ROUCH, Jean. Ciné-Ethnography. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2003.
SCHEINFEIGEL, Maxime. Jean Rouch. Paris: CNRS, 2008.
SEMBÈNE, Ousmane. Ousmane Sembene: Dialogues With Critics and Writers. Massachusetts: UMP, 1993.
SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
SILVA, Denise Ferreira da. Homo modernus: para uma ideia global de raça. Rio de Janeiro: Cobogó, 2022
SILVA, Denise Ferreira da. O evento racial ou aquilo que acontece sem o tempo [2016]. In: Histórias Afro-Atlânticas. v. 2. Antologia. São Paulo: MASP, 2018, p. 407-411.
VERGÈS, Françoise. Decolonizar o museu: Programa de desordem absoluta. São Paulo: Ubu, 2023.
WILDERSON, Frank B. Afropessimismo. São Paulo: Todavia, 2021.