Programa

O conto de fadas, em seu sentido amplo, abarca uma série de outras manifestações artísticas do maravilhoso literário (o conto maravilhoso, o conto popular, o conto folclórico, entre outros). É possível, porém, estreitar o horizonte de possibilidades narratológicas que ajudam a descrever o conto de fadas propriamente dito, isto é, o conto sobre fadas e seres feéricos, vertente cultivada por escritoras franceses dos séculos XVII e XVIII. O curso justifica-se por propor aos alunos o convite à reflexão sobre tais questões terminológicas e textuais, a fim de aprimorar o que já se sabe sobre o gênero e apresentar obras ainda pouco conhecidas no Brasil, como os títulos de Madame d'Aulnoy e Mademoiselle de La Force. Os estudantes serão convidados a refletir sobre o contexto histórico da Europa do século XVII a fim de compreender de que modo o século das ciências é também o século das fadas.

 

Aula única - 14 de março - Sábado

O conto de fadas literário francês de autoria feminina: séculos XVII e XVIII

Referências bibliográficas


AULNOY, Marie-Catherine Le Jumel de Barneville, Madame d’. A Ilha da Felicidade. Tradução de Paulo César Ribeiro Filho. Kindle, 2021.
BASILE, Giambattista. O Conto dos Contos: Pentameron. Tradução de Francisco Degani. São Paulo: Nova Alexandria, 2018.
BOTTIGHEIMER, Ruth B. “Sobre a Natureza dos Contos de Fadas: Entrevista com Ruth Bottigheimer”. Literartes, v. 1, n. 12, p. 44-70, 2020. Disponível em: https://tinyurl.com/bottigheimer1. Acesso em 21 de julho de 2022.
CALVINO, Ítalo. Sobre o Conto de Fadas. Tradução de José Colaço Barreiros. Lisboa: Teorema, 1999.
CHARTIER, Roger. Leituras e leitores na França do Antigo Regime. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo: Editora Unesp, 2004.
COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas. 2ª ed. São Paulo: Editora Ática, 1991.
COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas: Símbolos – Mitos – Arquétipos. 4ª ed. São Paulo: Paulinas, 2012.
COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil-juvenil: das origens indoeuropéias ao Brasil contemporâneo. 3ª ed. ref. e amp. São Paulo: Quíron, 1985.
CUNHA, Maria Zilda da. Na tessitura dos signos contemporâneos: novos olhares para a Literatura Infantil e Juvenil. São Paulo: Paulinas, 2009.
FONTENELLE, Bernard de. Diálogos sobre a pluralidade dos mundos. Tradução de Denise Bottmann. 2ª ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2013.
GALILEI, Galileu. O Mensageiro das Estrelas. Tradução de Carlos Ziller Camenietzki. São Paulo: Duetto Editorial, 2009. [Suplemento da Scientifc American Brasil n. 85, de junho de 2009].
GÓES, Lúcia Pimentel. Introdução à Literatura para Crianças e Jovens. São Paulo: Paulinas, 2010.
KEPLER, Johannes. “O Sonho”. Tradução de Jair Lúcio Prados Ribeiro. In: “O Sonho de Johannes Kepler: uma tradução do primeiro texto de hard sci-fi”. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 40, n. 1, e1602. Sociedade Brasileira de Física, 2018. Disponível em: https://tinyurl.com/kepler1634. Acesso em 13 de julho de 2022.
PERRAULT, Charles. Contos e Fábulas. Tradução de Mário Laranjeira. São Paulo: Iluminuras, 2009.
RIBEIRO FILHO, Paulo César. Madame d'Aulnoy e o conto de fadas literário francês do século XVII. 2023. Tese (Doutorado em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2023. doi:10.11606/T.8.2023.tde-17052023-142303. Acesso em: 2023-07-07.
SIMONSEN, Michèle. O Conto Popular. Tradução de Luis Claudio de Castro e Costa. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
STRAPAROLA, Giovanni Francesco. The Facetious Nights of Straparola. Tradução de W. G. Waters. S/L: Entail Books, 2015.
TOLKIEN, J.R.R. Sobre histórias de fadas. Tradução de Ronald Kyrmse. 2ª ed. São Paulo: Conrad, 2010.
TORRES, M. C.; SOUSA, A.; LEITE, A. (orgs). Antologia de contos de fadas franceses de autoria feminina do século XVII. Florianópolis: DLLE/UFSC, 2019. Disponível em:
https://mnemosineantologiasdotcom.files.wordpress.com/2019/08/antologia…
VENTURA, Susana. Na companhia de Bela: contos de fadas por autoras dos séculos XVII e XVIII. Seleção, organização e comentários: Susana Ventura, Cassia Leslie/ Ilustrações: Roberta Asse. 1. Ed. Londrina: Florear Livros, 2019
WARNER, Marina. Da Fera à Loira: sobre contos de fadas e seus narradores. Tradução de Thelma Médici Nóbrega. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
ZIPES, Jack. Contos de fadas: a esperança que ecoa do “Era uma vez...”: Entrevista com Jack Zipes. Literartes, [S. l.], v. 1, n. 11, p. 13-26, 2019. Disponível em: https://tinyurl.com/zipes1. Acesso em 21 de julho de 2022.

Programa - Cloned

I. OBJETIVOS
O minicurso tem por objetivo apresentar a anti-intuitiva e controversa noção de não ser em sua estreia histórica, com Parmênides, autêntico inventor dessa noção, e do primeiro dos seus seguidores a continuar a discussão sobre o não ser. Embora em seu uso corriqueiro o não ser das coisas se apresente como um conceito normal e amplamente usado, ao pararmos para uma análise mais detida descobrimos que é uma noção extremamente complexa e aporética. Desde Parmênides, essa noção despertou o interesse dos maiores filósofos: de Platão e Aristóteles, na antiguidade, até Heidegger na filosofia contemporânea e mais atualmente nos estudos de lógicas não clássicas. Parmênides parece ter captado a essência de tal noção desde o início. Todavia, a rigorosa aplicação dessa noção na interpretação do mundo o levou à negação do devir, mergulhando a análise na mais anti-intuitiva das visões: um mundo estável e sem mutação. Essa visão de um mundo sem mutação se consolida em Melisso, que todavia apresenta uma noção de não ser diferente. Essa diferença, aparentemente pequena, se revelará ao longo da história extremamente importante e, de certa forma, deixará o não ser der Parmênides em Segundo plano.
Ao mesmo tempo, do ponto de vista pedagógico, a análise da noção de não ser em Parmênides constitui um dos mais clássicos exercícios do estudo filosófico, contribuindo substancialmente à formação da mens philosophica. Este objetivo pedagógico ao lado do objetivo mais propriamente filosófico de olhar de perto a uma das noções básicas da história do pensamento ocidental resultam num passo pequeno – trata-se de um minicurso – mas muito significativo em direção à compreensão dos grande temas filosóficos da humanidade.

II. PROGRAMA
- Parmênides jônico e pitagórico
- Características gerais do poema “Da natureza”
- Parmênides psicólogo: análise dos fr. DK B 1, 2, 6, 7
- A noção de não ser: os fundamentos e os preceitos.
- A noção de não ser em Melisso

III. JUSTIFICATIVA DO PROGRAMA
Espera-se que o minicurso sobre a noção de não ser em Parmênides leve seus participantes tanto à compreensão dos conceitos implicados ontologia parmenidiana, quanto a uma reflexão crítica.
Ao mesmo tempo, do ponto de vista pedagógico, a análise da noção de não ser em Parmênides constitui um dos mais clássicos exercícios do estudo filosófico, contribuindo substancialmente à formação da mens philosophica. Este objetivo pedagógico ao lado do objetivo mais propriamente filosófico de olhar de perto a uma das noções básicas da história do pensamento ocidental resultam num passo pequeno – trata-se de um minicurso – mas muito significativo em direção à compreensão dos grande temas filosóficos da humanidade.

V. JUSTIFICATIVA DO CURSO (A importância do Curso)
O curso de difusão proposto é interessante para estudantes de filosofia, psicologia e áreas afins, uma vez que tematiza a noção de não ser em Parmênides e em Melisso. Esta noção é um elemento essencial ao desenvolvimento da cultura ocidental, tanto na fundamentação da lógica e da ontologia, quanto mais genericamente na fundamentação da coerência da linguagem.

IV. MÉTODOS UTILIZADOS
Aulas expositivas e discussão dos textos de Parmênides e Melisso.

V. ATIVIDADES DISCENTES
Leitura dos textos, participação nas discussões.

VI. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Presença em 75% das aulas.

VII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


A. A. V. V. (1991) Psychology – Companions to ancient thought: 2. Everson, S. (ed.), Cambridge University Press, Cambridge.
Austin, S. (1986) Parmenides, being, bounds, and logic. Ed. Yale University Press, New Haven.
Barnes, J. (1982) The Presocratic philosophers. 2A ed. revisada, reimpressão 2000, Routledge, Londres.
Beare, J. I. (1906) Greek theories of elementary cognition, from Alcmaeon to Aristotle. Originalmente publicado em 1906 pela Claredon Press e agora republicado em 2004 pela Martino Publishing, Chicago.
Bernabé, A. (2013) Filosofia e mistérios: leitura do proêmio de Parmênides. In Archai, n. 10, jan-jul, p. 37-58. Brasília.
Berti, E. (1987) Contraddizione e dialettica negli antichi e nei moderni. Ed. Epos. Palermo.
Berti, E. (2011) Verità e necessità in Parmenide. In Ruggiu, L. Natali, C. (cur.) Ontologia, scienza e mito, Ed. Mimesis, Milão.
Berto, F. (2006) Teorie dell'assurdo. Ed. Carocci, Nápoles
Blank, D. (1982) Faith and Persuasion in Parmenides. In Classical Antiquity, vol. 1, n. 2, pp. 167-177, University of California Press.
Boschenski, I. M. (1961) A history of formal logic. University of Notre dame Press, Notre dame.
Bontempi, M. (2013) La fiducia secondo gli antichi – 'pistis' in Gorgia fra Parmenide e Platone. Ed. Editoriale scientifica, Napoles.
Bredlow. L. A. (2011) Parmenides and the Grammar of Being. In Classical Philology, vol. 106, n. 4, pp. 283-298.
Bremmer, J. (1983) The early Greek concept of soul. Princeton University Press, Princeton.
Bowra, C. M. (1937) The proem of Parmenides. In Classical Philology, vol 32, n. 2, p. 97-112, University of Chicago Press.
Burkert, W. (1969) Das Proömium des Parmenides und die "Katabasis" des Pythagoras. In Phronesis, vol. 14, n. 1, p. 1-30. Ed. Brill.
Calogero, G. (1967) Soria della logica antica, vol. 1, L'età arcaica. Ed. Laterza, Bari.
Calogero, G. (1977) Studi sull'eleatismo. Segunda edição, ed. Nuova Italia, Florença.
Capizzi, A. (1975), Introduzione a Parmenide. Ed. Laterza, Bari.
Casertano, G. (1978) Parmenide il metodo la scienza l'esperienza. Ed. Guida Editori, Nápoles.
Casertano, G. (2007) Verdade e erro no poema de Parmênides. Trad. Pina, M., in Anais de filosofia clássica, vil. 1, n. 2, p. 1-16, Rio de Janeiro.
Cassin, B. (1998) Parménide – Sur la nature ou sur l'étant. Ed. Edition du Seuil,
Cavalcante de Souza, J. (dir.) (1978) Os pré-socráticos. Ed. Abril Cultural, São Paulo.
Cherubin, R. (2009) Aletheia from Poetry into philosophy: Homer to Parmenides. In Wiens, W. (ed.) Logos and muthos: philosophical essays in Greek literature. Ed. Suny Press, Albany.
Colombo, A. (1972) Il primato del nulla e le origini della metafísica. Ed. Università Cattolica, Milão.
Cordero, N.-L. (1987) L'histoire du texte de Parménide. In Aubenque, P. (dir.) Études sur Parménide, tomo II, pp. 3-24.
Cordero, N.-L. (2005), Siendo, se es. Ed. Editorial Biblos, Buenos Aires.
Cordero, N.-L. (2007) En Parménides, 'tertium non datur'. In Anais de Filosofia Clássica, vol.1, n. 1, pp. 1-13. Rio de Janeiro.
Cornelli, G. (2007) A descida de Parmênides: anotações às margens do prólogo. In Anais de filosofia clássica, n. 2, Vol. 1, Rio de Janeiro.
Cornelli, G. (2013) Il Parmenide che non volevamo vedere. In M.L. Gemelli Marciano et al., Parmenide: immagini, suoni, esperienza. Con alcune considerazioni 'inattuali' su Zenone, Eleatica 3, Rossetti, L. e Pulpito, M. (eds.), Academia, Sankt Augustin 2013, pp. 145-148.
Cosgrove, M. R. (1974) The kouros motif in “Parmenides”: B 1.24. In Phronesis, vol. 19, n. 1, pp. 81-94. Brill.
Costa, G. (2008), La sirena di Archimede. Ed. Dell'Orso, Alessandria.
Couloubaritsis, L. (2008) La pensée de Parménide. Ed. Ousia, Bruxelles.
Coxon, A. H. (2009) The fragments of Parmenides – Revised and expanded edition – Parmenides Publishing, Las Vegas.
Crystal, I. (2002a) Self-intellection and its epistemological origins in ancient Greek thougth. Ed. Ashgate Publishing, Hampshire.
Crystal, I. (2002b) The scope of thought in Parmenides. In Classical Quarterly, 52.1, p. 207–219.
Diels, H. (1897) Parmenides Lehrgedicht. Ed. G. Reimer, Berlin. Edição por reimpressão em 2003, ed Academia Verlag, Sankt Augustine.
Diels, H. e Kranz, W. (1989) Die Fragmente der Vorsokratiker. Reimpressão da 6a edição de 1951. Ed. Weidmann, Zurich.
Dueso, J. S. (2011) Parmenides: Logic and Ontology. In Cordero, N. L. (editor) Venerable and awesome, Parmenides Publishing, Las Vegas.
Edinger, E. F. (1999) The psyche in antiquity. Book 1. Early greek philosophy. Ed. Inner City Books, Toronto.
Ferrari, F. (2010) Il migliore dei mondi impossibili. Ed. Aracne editrice, Roma.
Filippani-Ronconi, P. (1960) Upaniṣad antiche e medie. Vol. 1 Introdução, tradução e notas. Ed. Boringhieri, Turim.
Finkelberg, A. (1998) On the history of Greek κόσμος. In Harvard studies in classical philology, vol. 98, p. 103-136, Ed. Department of Classics, Harvard University.
Fritz, K. Von (1945) “Nous, noein and its derivatives in Presocratic philosophy [excluding Anaxagoras], I From the beginning to Parmenides”, Classical Philology, 40.
Fronterotta, F. (2007) Some remarks on Noein in Parmenides. In (ed. Stern-Gillet, S. , Corrigan, K.) Reading ancient texts, vol. I, Presocratics and Plato. Essays in honor of Denis O'Brien. Ed. Brill, Leiden.
Galgano, N. S. (2012) DK 28 1.29 – A verdade tem um coração intrépido? In AAVV Una mirada actual a la filosofia griega. Ponênicas del II Congreso Internacional de Filosofia Griega, Ed. Ediciones sde la SIFG, Madrid-Mallorca.
Galgano, N. S. (2012) Ch.H. Kahn, Essays on Being, recensione. In Elenchos, 23, fascicolo 2, 2012, ed. Bibliopolis, Nápoles.
Gallop, D. (1979) 'Is' or 'is not'? In The monist, vol. 62, 1, p. 61-80.
Gemelli-Marciano, L. (2008) Images and experience at the roots of Parmenides aletheia. In Ancient philosophy, 28, Ed. Mathesis Publications.
Germani, G. (1988) Ἀληθείη in Parmenide. In La parola del passato, vol 43, ed. Macchiaroli, Nápoles.
Green, C. D. e Groff, P. R. (2003) Early psychological thought: ancient accounts of mind and soul. Ed. Praeger Publishers, Westport (Usa).
Hegenberg, L., e Ferreira de Andrade e Silva, M. (2005) – Novo dicionário de lógica. Rio de Janeiro.
Hermann, A. (2004) To think like God. Ed. Parmenides Publishing.
Jameson, G., 1958: «“Well-rounded truth” and circular thought in Parmenides», Phronesis, 1958, vol. 3 num.1, Leiden.
Kahn, C (2003) The verb 'be' in ancient Greek. 2ª edição, ed. Hackett Pubishing Company, Indianapolis.
Kahn, C. (2009) Essays on being. Ed. Oxford University Press, Oxford.
Kurfess, C. J. (2012) Restoring Parmenides' poem: essays toward a new arrangement of the fragments based on a reassesment of the original sources. Tese de doutorado, Universidade de Pittsburg.
Kurfess, C. J. (2014a) Verity’s Intrepid Heart: The Variants in Parmenides, DK B 1.29 (and 8.4). In Apeiron, vil. 47, Issue 1, p. 81-93.
Kurfess, C. (2014b) A blend of much-wandering Limbs: the text and context of Parmenides, DK 28 B 16. Comunicação no encontro da International Association of Presocratic Studies (IAPS), Salonica.
Lesher, J. H. (1984): Parmenides’ Critique of Thinking. The polydêris elenchos of Fragment 7. In Oxford studies in ancient philosophy 2, 1-30.
Levet, J. (1976) Le vrai et le faux dans la pensée grequem archaïque – Étude de vocabulaire. Tome 1, Ed. Les Belles Lettres, Paris.
Long, A.A. (1975) The principles of Parmenides' cosmogony. In (ed. Allen, R. E. e Furley, D. J.) Studies in Presocratic Philosophy, vol II, pp. 82-101, Ed. Humanities Press, Atlantic Highlands, USA.
Manchester, P. B. (1979) Parmenides and the need for eternity. In The monist, vol. 62, n. 1, Parmenides studies today, p. 81-106, Ed. Hegeler Institute.
McKirahan, R. D. (2010) Philosophy before Socrates: an introduction with texts and commentary. Ed. Hackett Publishing, Indianapolis.
Malone, J. C. (2009) Psychology: Pythagoras to present. MIT Press, Cambridge MA.
Mason, R. (2000) Before Logic. Ed. SUNY Press.
Mele, A. (2005) Gli eleati tra oligarchia e democrazia. In AAVV Da Elea a Samo, filosofi e politici di fronte all'impero ateniese. Atti del convegno di studi. Ed. Arte Tipografica editrice, Nápoles.
Mele, A. (2006) L'identità di Elea: da Platone a Strabone. In AAVV Velia, Atti del quarantacinquesimo convegno di studi sulla Magna Grecia. Ed. Arte Tipografica, Nápoles.
Mourelatos, A. (2008) The route of Parmenides. 2a edição, Ed. Parmenides Publishing, Las Vegas.
Nencini, P. (2004) Il fiore degli inferi. Ed. Franco Muzzio, Roma.
O'Brien, D. (1987) Le poème de Parménide – Texte, traduction, essai critique. In Aubenque, P. (dir.) Études sur Parménide, tomo I, Vrin, Paris.
Owen, G. E. L. (1960) Eleatic Questions. In The Classical Quarterly, New Series, Vol. 10, No. 1, (May, 1960), pp. 84-102
Palmer, J. (2009) Parmenides and the presocratic phylosophy. Ed. Oxford University Press, Oxford.
Philip, J. A. (1958) Parmenides' theory of knowledge. In Phoenix, Vol. 12, No. 2, p. 63-66, Ed. Classical Association of Canada.
Priest, G. et alii (2004) The law of non-contradiction. Oxford University Press, Oxford.
Priest, G. (2005) Towards non-being. Ed. Oxford University Press, Oxford.
Pulpito, M. (2008) Ta dokounta: oggetti reali di opinioni false. In Cordero, N-L. et alii (2008) Parmenide scienziato? Eleatica 2006 (curadores Rossetti, L. e Marcacci, F.), p. 111-121, Ed.Academia Verlag, Sankt Augustin.
Pulpito, M. (2011b) Parmenides and the forms. In Cordero, N-L (editor) Parmênides, venerable and awesome. p. 191-212, Ed. Parmenides Publishing, Las Vegas.
Reale, G. e Ruggiu, L. (1991), Parmenide, Poema sulla natura. Rusconi, Milão.
Rossetti, L. (2010) La structure du poème de Parménide. In Philosophie Antique, n. 10, p. 187-226. Ed. Les Presses Universitaries de Septentrion.
Santoro, F. (2006) Parmênides - Da Natureza. Edição do texto grego e tradução e comentários. Versão beta (provisória). Ousia, Rio de Janeiro.
Santoro, F. (2011a) Il tribunale di Parmenide. In Ruggiu, L. Natali, C. (cur.) Ontologia, scienza e mito, Ed. Mimesis, Milão.
Santos, J. T. (2007) Parmênides contra Parmênides. In Anais de filosofia clássica, vol. 1 n. 1, p. 14-25, Rio de Janeiro.
Sardo, B. (1985) Para o estudo das raízes pré-aristotélicas da lógica ocidental. In Revista da Faculdade de Letras: filosofia, serie 2, vol. 2, p. 225.
Sedley, D. (2000) Parmenides and Melissus. In The Cambridge companion to early Greek philosophy.
Severino, E. (1982) Ritornare a Parmenide. In Essenza del nichilismo. Ed. Adelphi, Milão.
Snell, B. (1975) A descoberta do espírito. Trad. Mourão, A., Edições 70. Lisboa.
Stannard, J. (1960) Parmenidean logic. In The Philosophical Review, Vol. 69, No. 4, (Oct., 1960), pp. 526-533, ed, Duke University Press.
Sullivan, S. D. (1995) Psychological and ethical ideas, what early Greeks say. Mnemosyne supplementum 144, Ed. Brill, Leiden.
Sullivan, S. D. (1996) The psychic term ἦτορ: its nature and relation to person in Homer and the Homeric Hymns. In Emerita, vol. 64, n. 1, Madrid.
Thom, P. (1999) The principle of non-contradiction in early Greek philosophy. In Apeiron; sep 1; 32, 3.
Vlastos, G. (1946) Parmenides' theory of knowledge. In Transactions of the American Philological Association, LXXVII, P. 66-77, Ed. The Johns Hopkins University Press.

Programa - Cloned

Aula 1: Introdução e panorama dos estudos Hip Hop nos anos 90.
Aula 2: O intercâmbio entre rua e academia, novos estudos, novos atores.
Aula 3: Corpo sonoro e as reverberações estético-políticas
Aula 4: Das ruas aos palcos, dos palcos à rua.

Bibliografia:
BOTELHO, Guilherme Machado. Quanto vale o show? O fino rap de Athalyba-Man/ Guilherme Machado Botelho- São Paulo: Ed. do Autor, 2022.
BOURCIER, Paul. História da dança no ocidente/ Paul Bourcier; tradução Marina Appenzeller.- 2ª ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2001.
BOURDIEU, P. O camponês e seu corpo. Revista de Sociologia e Política., Curitiba, nº 26, pp. 83-92, 2006.
CAMPOS, Felipe Oliveira. Rap, cultura e política: Batalha da Matrix a estética da superação empreendedora/ Felipe Oliveira Campos. – 1ª ed. – São Paulo: Hucitec, 2020.
CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. Artes de fazer/ Michel de Certeau: tradução de Ephraim Ferreira Alves. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
DAMÁSIO, Antônio R. O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano/ Antônio R. Damásio; tradução portuguesa Dora Vicente e Georgina Segurado.- São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
DERRICK, Darby & Tommie Shelby. Hip Hop e a filosofia. Tradução Marta Malvezzi Leal.- São Paulo: Madras, 2006.
FELDMAN- BIANCO, Bela(org.). Antropologia das Sociedades Contemporâneas: métodos/ Bela Feldman- Bianco (org.)- São Paulo: Editora UNESP, 2010.
FÉLIX, João Batista de Jesus. Chic Show e Zimbabwe a construção da identidade nos Bailes Blacks paulistano. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. São Paulo, 2000.
______, Hip Hop: Cultura e Política no Contexto Paulistano. Tese de Doutorado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. São Paulo, 2005.
FLÉMING, Jefferson de Assis. Além da roda e da linha: discurso das práticas corporais na Cultura Hip Hop, territórios, apagamentos e afirmações políticas : Dissertação de Mestrado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. São Paulo, 2024.
GARCIA, Walter. “Elementos para a crítica da estética do Racionais MC’S (1990-2006)”. In: Ideias, Campinas, SP, v. 4, n. 2, p. 81–108, 2013. DOI: 10.20396/ideias.v4i2.8649382.
GEERTZ, Clifford. “Uma Descrição Densa: Por uma Teoria Interpretativa da Cultura”. In A Interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Editora Guanabara. 1978.
GILROY, Paul, Entre Campos: Nações, cultura e o fascínio da raça/ trad. Célia M. Martinho- São Paulo: Anablume, 2007.
KEHL, Maria Rita (org). Função Fraterna. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
LEAL, Sérgio José de Machado. Acorda Hip Hop! Despertando um Movimento em Transformação. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2007.
MAGNANI, José Guilherme C./SOUZA, Bruna Mantese de (organizadores). Jovens na Metrópole: etnografias de circuitos de lazer, encontro e sociabilidade, - 1a.ed.- São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2007.
MAGNANI, José Guilherme C. & Torres, Lilian de Lucca (Orgs). Na Metrópole- Textos de Antropologia Urbana. EDUSP, São Paulo, 1996.
MAUSS, Marcel (1972-1950). In Sociologia e Antropologia; tradução Paulo Neves. Editora Cosac Naify, 2003.
MERLEAU, Ponty, Maurice, 1908-1961. Fenomenologia da percepção/ Maurice Merleau- Ponty; trad. Carlos Alberto R. de Moura.- 5ª.ed.-São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2018.--(Biblioteca do pensamento moderno).
NASCIMENTO, Silvana. O corpo da antropóloga ou os desafios da experiência próxima. Revista de Antropologia. (São Paulo, Online) | v. 62 n. 2: 459-484 | USP, 2019.
NEGRAXA, Thiago. As danças da cultura hip hop e funk styles/Thiago Negraxa. --1ª ed. São Paulo: All Print Editora, 2015.
PISKOR, Ed. Hip Hop Genealogia vol. 1 e 2. São Paulo: Veneta, 2016.
RIBEIRO, Ana Cristina. Dança de Rua/ Ana Cristina Ribeiro, Ricardo Cardoso. --Campinas, SP: Editora Átomo, 2011.
ROSE, Tricia. Barulho de Preto: rap e cultura negra nos Estados Unidos contemporâneos/Tricia Rose; tradução Daniela Vieira, Jaqueline Lima Santos.- 1º edição.- São Paulo: Perspectiva, 2021.
SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social negro- brasileira/Muniz Sodré.- Rio de Janeiro: Imago Ed; Salvador, BA: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 2002.
VALÉRY. Paul, 1871- 1945. A alma e a dança e outros diálogos/Paul Valéry; tradução, Marcelo Coelho. - Rio de Janeiro: Imago Ed., 2005.124 pp.

Videografia:
BOTELHO, Guilherme. Nos Tempos da São Bento. DVD Documentário. São Paulo, 2010.

Programa -

1. 17/04 – Guimarães Rosa e o estudo de gramática: leitura de “Esses Lopes”
2. 24/04 – Guimarães Rosa e outras linguagens: leitura de “A hora e a vez de Augusto Matraga”
3. 01/05 – Guimarães Rosa e outras disciplinas: leitura de “Sarapalha”
4. 08/05 – Guimarães Rosa e vestibular: leitura de “Campo Geral”

BIBLIOGRAFIA

BENEDETTI, Nildo Máximo. Sagarana: o Brasil de Guimarães Rosa. São Paulo: Hedra, 2010.
BRANCO, Ana Lucia. Tutaméia: do chiste à mimesis. A respeito da família. 2009. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
COUTINHO, Eduardo (org.). Fortuna Crítica 6 - Guimarães Rosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
FANTINI, Marli. Guimarães Rosa - Fronteiras, Margens, Passagens. 2.ed. São Paulo: Ateliê Editorial; São Paulo, Editora Senac, 2003.
MAGELA, Ana Lúcia. Na garupa do cavaleiro diplomata: abrindo outras trilhas. Rio de Janeiro: Usina de Letras, 2011.
__________________. As astúcias das mulheres de Rosa. Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2013.
MARTINS, Nilce Sant’Anna. O léxico de Guimarães Rosa. 3. ed. São Paulo: EDUSP, 2008.
MATTA, Roberto da. A casa & a rua – espaço, cidadania mulher e morte no Brasil. 5. ed. Rio de Janeiro; Rocco, 1997.
MENESES, Adélia Bezerra de. “Sereias: sedução e saber”. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 75, p. 71-93, abr. 2020.
_________________________. Cores de Rosa: ensaios sobre Guimarães Rosa. São Paulo: Ed. Ateliê, 2010.
NOVIS, Vera. Tutaméia: engenho e arte. São Paulo: Perspectiva: EDUSP, 1989.
RAMOS, Maria Luiza. “A história na estória” In: Machado e Rosa – leituras críticas. Marli Fantini (org): Ateliê Editorial, 2010.
RONCARI, Luiz. Buriti do Brasil e da Grécia, Patriarcalismo e Dionisismo no sertão de Guimarães Rosa. São Paulo: Editora. 34, 2013.
ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
___________________. Tutameia (terceiras estórias). 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
___________________. Manuelzão e Miguilim: (Corpo de baile). 11.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
XAVIER, Isamail. Sertão Mar: Glauber rocha e a estética da fome. São Paulo: Duas Cidades/ Editora 32, 2019.
Filmes:
A hora e a vez de Augusto Matraga (1965). Roberto Santos (diretor)
Bacurau (2019). Kleber Mendonça filho (diretor)

Programa - - Cloned

1. 17/04 – Guimarães Rosa e o estudo de gramática: leitura de “Esses Lopes”
2. 24/04 – Guimarães Rosa e outras linguagens: leitura de “A hora e a vez de Augusto Matraga”
3. 01/05 – Guimarães Rosa e outras disciplinas: leitura de “Sarapalha”
4. 08/05 – Guimarães Rosa e vestibular: leitura de “Campo Geral”

BIBLIOGRAFIA

BENEDETTI, Nildo Máximo. Sagarana: o Brasil de Guimarães Rosa. São Paulo: Hedra, 2010.
BRANCO, Ana Lucia. Tutaméia: do chiste à mimesis. A respeito da família. 2009. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
COUTINHO, Eduardo (org.). Fortuna Crítica 6 - Guimarães Rosa. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
FANTINI, Marli. Guimarães Rosa - Fronteiras, Margens, Passagens. 2.ed. São Paulo: Ateliê Editorial; São Paulo, Editora Senac, 2003.
MAGELA, Ana Lúcia. Na garupa do cavaleiro diplomata: abrindo outras trilhas. Rio de Janeiro: Usina de Letras, 2011.
__________________. As astúcias das mulheres de Rosa. Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2013.
MARTINS, Nilce Sant’Anna. O léxico de Guimarães Rosa. 3. ed. São Paulo: EDUSP, 2008.
MATTA, Roberto da. A casa & a rua – espaço, cidadania mulher e morte no Brasil. 5. ed. Rio de Janeiro; Rocco, 1997.
MENESES, Adélia Bezerra de. “Sereias: sedução e saber”. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 75, p. 71-93, abr. 2020.
_________________________. Cores de Rosa: ensaios sobre Guimarães Rosa. São Paulo: Ed. Ateliê, 2010.
NOVIS, Vera. Tutaméia: engenho e arte. São Paulo: Perspectiva: EDUSP, 1989.
RAMOS, Maria Luiza. “A história na estória” In: Machado e Rosa – leituras críticas. Marli Fantini (org): Ateliê Editorial, 2010.
RONCARI, Luiz. Buriti do Brasil e da Grécia, Patriarcalismo e Dionisismo no sertão de Guimarães Rosa. São Paulo: Editora. 34, 2013.
ROSA, João Guimarães. Sagarana. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
___________________. Tutameia (terceiras estórias). 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
___________________. Manuelzão e Miguilim: (Corpo de baile). 11.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
XAVIER, Isamail. Sertão Mar: Glauber rocha e a estética da fome. São Paulo: Duas Cidades/ Editora 32, 2019.
Filmes:
A hora e a vez de Augusto Matraga (1965). Roberto Santos (diretor)
Bacurau (2019). Kleber Mendonça filho (diretor)

Programa - Cloned

INTRODUÇÃO À SEMIÓTICA DISCURSIVA

1. A base da Semiótica Discursiva: a linguagem como criadora da existência humana, a existência humana
enquanto significação.
2. A influência estruturalista: a Semiótica Discursiva e sua origem em Saussure, Hjelmslev e Propp; seus
desenvolvimentos mais atuais.
3. Metodologia analítica da Semiótica Discursiva: plano da expressão, plano do conteúdo; percurso gerativo do sentido.

EXERCÍCIOS ANALÍTICOS EM SEMIÓTICA


1. A veridicção como pressuposto político: a Semiótica como ferramenta de leitura de construções de verdade no espaço político. Análise de uma cena em Tristes trópicos (2016), onde há um impasse entre um grupo Nambikwara e seu chefe.
2. A semiótica na sala de aula: a partir da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), serão apresentadas as
possíveis contribuições da semiótica, especialmente a respeito da noção de texto e textualidade, para o uso no ensino básico regular.
3. A superfície que leva às profundezas da significação – como temas e figuras no discurso jornalístico atuam na construção de sentidos: uma análise de reportagens sobre a tragédia da Vale em Brumadinho.
4. A Semiótica e a linguagem jurídica: com base na Semiótica, será apresentado como o campo jurídico é
construído por meio da linguagem jurídica, enquanto um recorte da língua natural. Análise de uma denúncia
criminal da Operação Lava Jato, estabelecendo um diálogo com as noções de justiça, prática jurídica, construção de atores jurídicos e contratos enunciativos.
5. Quadrinhos na sala de aula: Como analisar a construção do sentido presente nos segmentos verbal e visual nas Histórias em Quadrinhos a partir da semiótica discursiva.
6. A construção de personagens negras na literatura: examinando excertos do romance O Cortiço (1890), a partir do ferramental teórico da Semiótica discursiva, propõe-se entender quais são as estratégias utilizadas para caracterizar personagens negras em tal romance e quais são os efeitos resultantes de tal caracterização.

REFERÊNCIAS

​​​​​​​
ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, Renato. Sistemas de veridicção e a previsibilidade de desdobramentos políticos em momentos de crise: leituras a partir de uma cena de tristes trópicos. In: Cadernos de Campo : revista de ciências sociais [on-line]. Org.: Fernando Moreira, Luciana Santana, n. 28, p. 351-366. Disponível em: https://doi.org/10.47284/2359-2419.2020.28.351366 Acesso em: 12 fev. 2021.
AZEVEDO, Aluísio Tancredo Gonçalves de. O Cortiço. Rio de Janeiro: Editora BestBolso, 2016.
BARROS, Diana Luz Pessoa de. A estratégia enunciativa nos discursos de ódio que marcam ambientes políticos e sociais na contemporaneidade. [Entrevista concedida a] MOREIRA, Fernando; LOPES, Joyce. In: Cadernos de Campo : revista de ciências sociais [on-line]. Org. Fernando Moreira, Luciana Santana, n. 28, p. 17-26. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/cadernos/article/view/14184 Acesso em: 10 fev. 2021.
BENVENISTE, Émile. Estrutura das relações de pessoa no verbo. In: Problemas de Lingüística Geral I. 3 ed. São Paulo: Pontes, 1991 [1966].
BERTRAND, Denis. Caminhos da Semiótica Literária. Trad. Grupo CASA. Bauru, SP: Edusc, 2003.
FONTANILLE, Jacques. Pratiques sémiotiques. Paris: PUF, 2008a.
FONTANILLE, Jacques. Práticas semióticas: imanência e pertinência, eficiência e otimização. Trad. Maria Lúcia Vissotto Paiva Diniz et al. In: DINIZ, Maria Lúcia Vissotto Paiva; PORTELA, Jean Cristtus (Orgs.). Semiótica e mídia: textos, práticas, estratégias. Bauru: Unesp/Faac, 2008b, p. 15-74.
GONZALES, Lélia. A Mulher negra na sociedade brasileira (Uma abordagem político-econômica). In: Madel T. Luz.
(Org.). O lugar da mulher: estudos sobre a condição feminina na sociedade atual. 1ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1982, pp. 89-106.
GONZALES, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Revista Ciências Sociais Hoje, Anpocs, 1984, p. 223-244.
GREIMAS, Algirdas Julien. Sobre o Sentido II: ensaios semióticos. Trad. Dilson Ferreira da Cruz. 1 ed. São Paulo: Nankin : Edusp, 2014 [1983].
GREIMAS, Algirdas Julien. Semiótica e ciências sociais. São Paulo: Cultrix, 1981 [1976].
GREIMAS, Algirdas Julien.; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. Trad. Alceu Dias Lima et al. São Paulo: Cultrix, 1983 [1979].
HJELMSLEV, Louis. Prolegômenos a uma Teoria da Linguagem. Trad. J. Teixeira Coelho Netto. São Paulo: Perspectiva, 2013 [1943].
LANDOWSKI, Eric. A sociedade refletida: ensaios sociossemióticos. São Paulo: EDUC/Pontes, 1992 [1989].
LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes trópicos. Trad. Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2016 [1955].
LOPES, Ivã Carlos; HERNANDES, Nilton (org.). Semiótica: objetos e práticas. São Paulo: Contexto, 2005.
LOPES, Ivã Carlos; SOUZA, Paula Martins de (org.). Estudos semióticos do plano da expressão. São Paulo:
FFLCH-USP, 2018. E-book disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/314.
MOREIRA, Fernando ; CARVALHO, Pedro Henrique Varoni de. Diversidade e equidade na governança editorial do jornalismo: a inclusão como credibilidade. Revista Observatório , v. 6, n. 5, p. a5en, 31 ago. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.20873/uft.2447-4266.2020v6n5a5en Acesso em: 12 fev. 2021.
MOURA E SOUZA, Marcos de. Brumadinho vive entre a dor do luto e a satisfação do consumo. Valor Econômico [on-line], Belo Horizonte, 30 set. 2019. Brasil. Disponível em:< https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/09/30/brumadinho-vive-entre…-
consumo.ghtml?fbclid=IwAR1nlUMD8LZkvQrtO2T5WhBwiUQmMnff8T4CV1EA9zAuPPMEvgnmxkb1flA > Acesso em: 07 fev. 2021.
PIETROFORTE, Antônio Vicente Seraphim Análise do texto visual - a construção da imagem. São Paulo: Contexto, 2007
PIETROFORTE, Antônio Vicente Seraphim; GÊ, Luiz Análise textual da História em Quadrinhos - uma abordagem semiótica da obra de Luiz Gê. São Paulo: Annablume, 2009
PORTELA, Jean Cristtus; SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira. A noção de gênero em semiótica. In: PORTELA, Jean Cristtus; BEIVIDAS, Waldir; LOPES, Ivã Carlos; SCHWARTZMANN, Matheus Nogueira (Org.). Semiótica: Identidades e diálogos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2012. p. 69-98.
QUIJANO, Aníbal. Notas sobre o conceito de marginalidade social In: PEREIRA, Luiz (Org.). Populações marginais. São Paulo: Duas Cidades, 1978.
RASTIER, François. Linguística e ciência da literatura. Estudos Semióticos, vol. 16, n. 2 (2020), 1-12. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/esse/article/view/174819 .
SARAIVA, José Américo Bezerra; LEITE, Ricardo Lopes. Exercícios de semiótica discursiva. Fortaleza: Imprensa Universitária UFC, 2017. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24993/1/2017_liv_jabsaraiva.p… .
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. Trad. de Antônio Chelini; José Paulo Paes e Izidoro
Blikstein. 27ª Ed. São Paulo: Cultrix, 2006. Cours de linguistique générale. Charles Bally e Albert Sechehaye
(orgs.), com a colaboração de Albert Riedlinger, [1916].
SCHREIBER, Mariana. Tragédia em Brumadinho: quase três anos após desastre de Mariana, Vale ofereceu R$ 30 mi em bônus recorde a seis diretores executivos. BBC Brasil [on-line] 01 fev. 2019. Disponível em: <
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47095802 > Acesso em: 10 jan. 2021.
SPIVAK, Gayatri. Pode o subalterno falar? Trad. Regina Goulart Almeida et al. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010 [1985]

Programa - Cloned

Aula 01 - Introdução: Arte na América Latina, História das Relações de Gênero

Nesta aula introdutória, temos como intuito apresentar certos paradigmas teórico-metodológicos caros à discussão de Arte, Gênero e História na América. É possível falar em arte latino-americana? Quais são as contribuições do campo da história das relações de gênero e da crítica feminista de arte para uma ideia de arte latino-americana? De quais modos a disciplina da história pode acessar estes debates, diversificando suas fontes e aparatos teórico-metodológicos?

Aula 02 - Escritas de si e gênero

A segunda aula do curso tem como intuito explorar as contribuições das chamadas escritas de si para o campo da história das relações de gênero, da história da arte e história social de modo mais amplo. A utilização dos escritos autobiográficos - como cartas, diários e autobiografias - ampliou a possibilidade de investigação da trajetória de mulheres, sobretudo de artistas e intelectuais.
Na ocasião também será abordada a produção documental gerada a partir da relação intersubjetiva de entrevistas de história oral, com ênfase para iniciativas que resultaram em escritos em primeira pessoa.

Aula 03 - Intelectuais, artistas e ideias

Na terceira aula serão discutidas diferentes perspectivas de mulheres intelectuais e artistas sobre o tema da arte na América Latina, tomando como eixo central as suas respectivas produções, especialmente os ensaios críticos, textos e obras que indicam a sua relevância para a história da arte.

Aula 04 - As questões de gênero na arte latino-americana

Nesta aula, apresentaremos como algumas artistas e coletivos de arte feminista abordaram as questões de gênero em suas obras, performances ou instalações e trouxeram à público discussões muitas vezes consideradas privadas ou tabus.

Aula 05 - Fechamento / Levantamento de dúvidas dos alun@s

Critérios de Aprovação:
Resumo - Formulário Google



Referências Bibliográficas

ARCQ, Tere; FORT, Ilene Susan; GEIS, Terri. In Wonderland: The Surrealist Adventures of Women Artists in Mexico and the United States. Los Angeles: Prestel Publishing, 2012.

ARCQ, Tere; VAN RAAY, Stefan. Leonora Carrington: Cuentos mágicos. Cidade do México: Museo del Palacio de Bellas Artes, Museo de Arte Moderno, 2018.
CAPELATO, Maria Helena Rolim. “Modernismo latino-americano e construção de identidades através da pintura”. In. Revista de História, no. 153, 2º. Semestre 2005.
COTA JR., Eustáquio Ornelas. A formação da coleção latino-americana do MOMA: arte, cultura e política (1931 – 1943). São Paulo: Paco Editorial, 2019.
CORDERO REIMAN, Karen. Aparições corporais/além das aparências: mulheres e o discurso do corpo na arte mexicana, 1960-1985. In: [catálogo] Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985 [catálago], 2018.
CUNHA, Maria Teresa. Diários pessoais: territórios abertos para a História.In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de. (orgs.). Historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2012.

DEPÉTRIS, Carolina. La escritura de los viajes: del diario cartográfico a la literatura. Serie Viajeros, Colección Sextante. Mérida: Universidad Nacional Autónoma de México, 2007.
FRANCO, Stella Maris Scatena. Gênero em debate: problemas metodológicos e perspectivas historiográficas. In: VILLAÇA, Mariana M.; PRADO, Maria Ligia C.. (Org.). História das Américas: fontes e abordagens historiográficas. 1ed.São Paulo: Humanitas; Capes, 2015, v., p. 36-51.
__________________________.Viagem e gênero: tendências e contrapontos nos relatos de viagem de autoria feminina*. Cad. Pagu[online]. 2017, n.50, e175016. Epub Sep 28, 2017.

GIUNTA, Andrea. Archivos. Políticas del conocimiento en el arte de América Latina. Errata. Revista de Artes Visuales, v. 1, p. 20-37, 2010.

________. Vanguardia, internacionalismo y politica: arte argentino en los años sesenta. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2015.

________. Feminismo y arte latino-americano: historias de artistas que emanciparon el cuerpo. Buenos Aires: Siglo Veintuino Editores. 2018.

______; FLAHERTY, George F. Latin-American Art History: An historiographic turn. Art In translation. V. 9, 2017.

GOMES, Ângela de Castro (Org.) Escrita de si, escrita da história. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

MOTTA, Romilda Costa. Práticas e representações de si: Os escritos autobiográficos da mexicana Antonieta Rivas Mercado e da brasileira Patrícia Galvão. Tese de doutoramento, FFLCH/USP. 2015.

MOLLOY, Sylvia. Vale o escrito: a escrita autobiográfica na América Hispânica. Chapecó: Argos, 2003.

NOCHLIN, Linda. Why have there been no great women in the arts? ARTnews , p.22, 1971.

SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti. Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras. São Paulo: EDUSP/FAPESP, 2008.

PERROT, Michelle. “Práticas da Memória Feminina. A Mulher e o espaço público”. In: Revista Brasileira de História 18. ANPUH/Marco Zero, 1989.
POLLOCK, Griselda. Diferenciando: El encuentro del feminismo con el canon. In: CORDERO REIMAN, Karen; SÁENZ, Inda (orgs.). Crítica feminista en la teoría e historia del arte, México, Universidad Iberoamericana, Universidad Nacional Autónoma de México, FONCA, CURARE, 2007.
WITINZG, Mara R. Voicing our vision: writings by women artists. Londres: The Women’s Press, 1992.

Programa - Cloned

Aula 1. 04/02/2025 - A participação das mulheres em conflitos armados: Maria Úrsula de Abreu Lencastre e Agueda Monasterio de Lattapiat.

Aula 2. 11/02/2025 - A maternidade e o ideal nacional: Catarina Paraguaçu e Luisa Recabarren de Marin.

Aula 3. 18/02/2025 - Atuação feminina no campo da educação: Maria de Lima das Mercês e Dámasa Cabezón.

Aula 4. 25/02/2025 - Redes de sociabilidade e inserção na vida pública: Beatriz Brandão e Antonia Salas

Bibliografia:

BADINTER, Elisabeth. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
BLOCH, Marc. Por uma história comparada das sociedades europeias. In: Idem. História e Historiadores. Lisboa: Teorema, 1998.
DEDIEU, J. P., L. R. ENRÍQUEZ, e G. CID. Fabricación heroica y construcción de la memoria histórica chilena (1844-1875). C.M.H.L.B. Caravelle, Toulouse, n. 104, 2015.
DOSSE, François. O desafio biográfico: escrever uma vida. São Paulo: Edusp, 2009.
ENDERS, Armelle. Os vultos da nação: fábrica de heróis e formação dos brasileiros. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014.
GÓMEZ, Yéssica González (Org.). Mujeres: olvidos y memorias en los márgenes – Chile y América, siglos XVII-XXI. Ed. UFRO e Edulp, 2020.
GREZ, Vicente. Las mujeres de la independência. Santiago: Imprenta Gutenberg, 1878.
GUIMARÃES, Manoel Luís Salgado. Nação e Civilização nos Trópicos: O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e o Projeto de uma História Nacional. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 1, 1988.
HURTADO, Edda. Intelectuales Tradicionales, Educación de las Mujeres y Maternidad Republicana en los Albores del Siglo XIX en Chile. Acta Literaria, Chile: n. 44, p. 121-134, 2012.
LORIGA, Sabina. A biografia como problema. In: REVEL, Jacques (Org.). Jogos de escalas. A experiência da microanálise. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1988.
MARTÍNEZ, Maria Eujenia. Mujeres Célebres de Chile. Santiago: Imprenta Santiago, 1911.
MONTERO, C., Reyes L. e Rubio, G. Escrituras de maestras en chile: perspectivas para su estudio (1880-1920). Revista Chilena de literatura, n. 108, 2023.
PAMPLONA, Marco; STUVEN, Ana Maria. Estado e Nação no Brasil e no Chile ao longo do século XIX. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
PERUGA, Mónica Bolufer. Galerías de “mujeres ilustres” o el sinuoso camino de la excepción a la norma cotidiana (SS. XV-XVIII). Hispania, v. 60, n. 204, 181-224, 2000.
PRADO, Maria Ligia Coelho. América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos. 2 ed. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.
SABINO, Ignez. Mulheres Illustres do Brazil. 1899. Reimpressão fac-similar, Florianópolis: Editora Mulheres, 1996.
SCOTT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e sociedade. Porto Alegre, v. 16, n. 2, 1995.
SILVA, Joaquim Norberto de Sousa e. Brasileiras Célebres. Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Garnier, 1862.
SILVA, Laila Thaís Correa e. Dos projetos literários dos “homens de letras” à literatura combativa das mulheres de letras: imprensa, literatura e gênero no Brasil de fins do século XIX. Tese de Doutorado em História Social. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP, 2021.
SOIHET, Rachel. Violência Simbólica: Saberes Masculinos e Representações Femininas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 5, n. 1, p. 7-31, 1 jan. 1997.
SOMMER, Doris. Ficções de fundação: os romances nacionais da América Latina. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
STUVEN, Ana María, FERMANDOIS, Joaquín (Org.). Historia de las mujeres en Chile: tomo II. Santiago: Taurus, 2014.
SUÁREZ, José Bernardo. Rasgos biográficos de mujeres célebres de América: escritos, traducidos i estractados para uso de las jóvenes. Santiago do Chile: Imprenta Chilena, 1871.

 

Programa - Cloned

AULA 1 (21/07) - O que é a política do confronto político? Como estudar as rupturas políticas?

Existe política para além das instituições. As pessoas vão às ruas, praças e outros espaços para exibir suas demandas políticas. Em algumas circunstâncias, grupos resolvem atuar por meio de manifestações como marchas e petições. Em outros momentos, grupos e pessoas optam por formas violentas de levar a cabo seus interesses. Qual o cálculo dos atores para o uso dessas táticas e performances de expressão política? Quais circunstâncias favorecem certos modelos de ação política? Quando determinadas táticas e performances se impõem arena política pública? A aula introduzirá o aluno nos principais conceitos e estratégias metodológicas aplicadas a uma variedade de questões e casos como movimentos sociais, guerrilhas e associativismo. Nesta aula o aluno tomará contato com os seguintes conceitos:
● Confronto Político - Ação Coletiva, Conflito e Estado
● Mecanismos e Processos
● Oportunidades Políticas
● Estruturas de Mobilização e Formas Organizacionais
● Enquadramentos Interpretativos
● Repertórios de Confronto

Leitura Básica
MCADAM, Doug; TARROW, Sidney; TILLY, Charles. Para mapear o confronto político. Lua Nova: revista de cultura e política, n. 76, p. 11-48, 2009.

Leitura Complementar
ALONSO, Angela. A POLÍTICA DAS RUAS: Protestos em São Paulo de Dilma a Temer. Novos Estudos, p. 49, 2017.
SOUZA, Rafael de. Cenários de protesto: Mobilização e espacialidade no ciclo de confronto de junho de 2013. 2018. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.


AULA 2 (22/07) - Conjunturas fluidas e a formação de frentes políticas

O mundo político contemporâneo é fortemente marcado pela participação de atores diversos e grupos identitários. Há, no entanto, conjunturas em que vários desses atores políticos se agrupam na formação de blocos que visam a coordenar e fortalecer as ações em uma mesma frente de disputa. Esta aula trata de analisar semelhantes conjunturas a partir da recente experiência de formação do bloco de direita nomeado Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos. A reflexão engloba temáticas como: conjunturas fluidas; tempo e espaço social; formação de grupos e identidades políticas; polarização e radicalização do confronto; processos de conversão, defecção e metamorfose de atores políticos; confronto político em sociedades democráticas.

Leitura Básica
ALONSO, Angela. "A política das Ruas: Protestos em São Paulo de Dilma a Temer 1." Novos Estudos (2017): 49.
DOBRY, Michel. Sociologia das Crises Políticas, S.P., Editora Unesp, 2015, prefácio (1-24); cap 4 e 5 (p 105-134).

Material Multimídia a ser utilizado em aula
TV FOLHA. “Queda de Dilma é o que une grupos à frente de manifestações” (07:09 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=PDgogEAb_Gg ;


AULA 3 (23/07) - A relação entre Estado e movimentos sociais: O caso do ativismo intervencionista

A relação entre Estado e movimentos sociais é amplamente abordada na literatura sociológica. Nessa aula, abordaremos a compreensão desenvolvida nos marcos da Teoria do Confronto Político. O que são movimentos sociais? Qual sua relação com o Estado? Como se apresentam os movimentos sociais contemporaneamente? Essas são as perguntas que guiarão este encontro. Como estudo de caso, será apresentado o caso do ativismo intervencionista, isto é, daqueles que defendem a intervenção militar no governo federal no Brasil contemporâneo.

Leitura Básica
TILLY, C.. Os movimentos sociais como política In Revista Brasileira de Ciência Política, no.3, Brasília, janeiro-julho, 2010, pp.133-160, 2009.

Leitura Complementar
ALONSO, Angela. Teorias dos movimentos sociais: balanço do debate. Lua Nova, 2009, no. 75. 2009. Alvarez, Sonia E.; Dagnino; Evelina; Escobar, Arturo (Orgs.).

Material Multimídia a ser utilizado em aula
Intervenção Militar com Bolsonaro no poder (04:41 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=XAutVaqTtss&feature=youtu.be


AULA 4 (27/07) - Enquadramentos Interpretativos e a politização da sexualidade e da reprodução

A politização de temas em torno da sexualidade e da reprodução humana é um fenômeno político do século XX. Com o invento de métodos anticonceptivos, elemento central que desencadeou a Revolução Sexual dos anos 1960, sexualidade/erotismo e reprodução/fertilidade passaram a ser enquadrados como termos distintos e autônomos. Como parte desse fenômeno, as noções de família, sexualidade, reprodução e gênero passaram a ser disputadas no campo político por diferentes atores sociais.
Esta aula tem como objetivo introduzir os alunos no campo dos estudos sobre mobilizações da sexualidade e da reprodução humana, a partir do enfoque dos enquadramentos interpretativos de mobilizações e contramobilizações em torno dos temas aborto e prostituição no contexto brasileiro.

Leitura Básica
TARROW, Sidney. Interpretando o confronto. In Poder em movimento: Movimentos sociais e confronto político. Ed. Vozes. 2009.

Leitura Complementar
FACCHINI, Regina; SIMÕES, Júlio. Na trilha do arco-íris: do movimento homossexual ao LGBT. São Paulo: Perseu Abramo, 2009.
HALFMANN, Drew; YOUNG, Michael. War pictures: the grotesque as a mobilizing tactic. Mobilization: An International Journal, v.15, n.1, p.01-24, 2010.
JOHNSTON, Hank; OLIVER, Pamela. What a good idea! Ideologies and frames in social movement research. Mobilization: An International Journal, n.4, v.1, 2000, p. 37-54.
REZENDE, Patricia. Reinterpretando corpo, gênero e sexualidade: uma perspectiva da ação coletiva do movimento brasileiro de prostitutas. Revista Enfoques, v.15, p. 126-146, dez 2016.
REZENDE, Patricia. Eleições 2006: mobilização e contramobilização em torno do aborto no ciclo eleitoral. In: III Seminário Mídia, Política e Eleições, 2016: São Paulo. Os trabalhos do III Seminário MPE (2016), 2016. v.3.

Material Multimídia a ser utilizado em aula
Política e prostituição no Brasil (04:48 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=VTaJ4rD6QYk

Gabriela Leite: História do Movimento de Prostitutas (06:06 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=sISSYTGViJc

Band Entrevista com Lia Zanotta e Lenise Garcia- Bloco 1, 2 e 3 (27:07 minutos)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=KdHGWkMngpk
Link: https://www.youtube.com/watch?v=FnYqmPA3XM4
Link: https://www.youtube.com/watch?v=laaV-zXXl28


AULA 5 (28/07) - Trajetórias de ativistas: mobilização, recrutamento e participação

Uma das questões centrais da Sociologia Política é explicar por que algumas pessoas, e não outras, se engajam em ações contenciosas, sejam estas protestos ou movimentos armados. Indo mais além, é possível refletir também sobre a variação nas experiências de participação dentro de um movimento. Nesta aula serão apresentados alguns dos principais conceitos e esquemas teóricos e metodológicos para estudar a participação e engajamento de ativistas. O objetivo é discutir a relação entre motivações para o engajamento, oportunidades e ameaças políticas e biografias dos indivíduos, com enfoque para a interação entre biografia, laços sociais e contexto situacional. Partindo de trabalhos empíricos e discussões sobre trabalho de campo, a aula procurará construir competências para a realização de análises de trajetórias de ativistas. Os temas que serão trabalhados em aula concentram-se em torno de conceitos como custo e risco, disponibilidade biográfica, socialização e histórico de ativismo, recrutamento, participação diferencial, e afinidade atitudinal.
Nessa aula também será realizado um fechamento do curso, tendo duração mais longa que as demais.

Leitura Básica
ALONSO, Angela. Métodos qualitativos de pesquisa: uma introdução. São Paulo: Sesc São Paulo/CEBRAP, 2016.
SALGADO, Maria Mercedes. Perfil e recrutamento das (os) ativistas da Frente Sandinista. In: SALGADO, Maria Mercedes. Recrutamento em movimentos de alto risco: o caso da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua. Dissertação (Mestrado em Sociologia). São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2016

Leitura Complementar
AUYERO, Javier. Appendix: On fieldwork, theory, and the question of biography. In: AUYERO, Javier. Contentious Lives: Two Argentine Women, Two Protests, and the Quest for Recognition. Durham: Duke University Press, 2003.
VITERNA, Jocelyn. Pulled, pushed and persuaded. Explaining women’s mobilization into the Salvadoran guerrilla army. American Journal of Sociology, v. 112, n. 1, p. 1-45, 2006.


VI. BIBLIOGRAFIA COMPLETA

ALONSO, Angela. Teorias dos movimentos sociais: balanço do debate. Lua Nova, 2009, no. 75. 2009. Alvarez, Sonia E.; Dagnino; Evelina; Escobar, Arturo (Orgs.).
_____.Métodos qualitativos de pesquisa: uma introdução. São Paulo: Sesc São Paulo/CEBRAP, 2016.
_____. A política das ruas: Protestos em São Paulo de Dilma a Temer. Novos Estudos, p. 49, 2017.
AUYERO, Javier. Appendix: On fieldwork, theory, and the question of biography. In: AUYERO, Javier. Contentious Lives: Two Argentine Women, Two Protests, and the Quest for Recognition. Durham: Duke University Press, 2003
DOBRY, Michel. Sociologia das Crises Políticas, S.P., Editora Unesp, 2015.
FACCHINI, Regina; SIMÕES, Júlio. Na trilha do arco-íris: do movimento homossexual ao LGBT. São Paulo: Perseu Abramo, 2009.
HALFMANN, Drew; YOUNG, Michael. War pictures: the grotesque as a mobilizing tactic. Mobilization: An International Journal, v.15, n.1, p.01-24, 2010.
JOHNSTON, Hank; OLIVER, Pamela. What a good idea! Ideologies and frames in social movement research. Mobilization: An International Journal, n.4, v.1, 2000, p. 37-54.
MCADAM, Doug; TARROW, Sidney; TILLY, Charles. Para mapear o confronto político. Lua Nova: revista de cultura e política, n. 76, p. 11-48, 2009.
REZENDE, Patricia. Reinterpretando corpo, gênero e sexualidade: uma perspectiva da ação coletiva do movimento brasileiro de prostitutas. Revista Enfoques, v.15, p. 126-146, dez 2016.
_____. Eleições 2006: mobilização e contramobilização em torno do aborto no ciclo eleitoral. In: III Seminário Mídia, Política e Eleições, 2016: São Paulo. Os trabalhos do III Seminário MPE (2016), 2016. v.3.
SALGADO, Maria Mercedes. Perfil e recrutamento das (os) ativistas da Frente Sandinista. In: SALGADO, Maria Mercedes. Recrutamento em movimentos de alto risco: o caso da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua. Dissertação (Mestrado em Sociologia). São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2016
SOUZA, Rafael de. Cenários de protesto: Mobilização e espacialidade no ciclo de confronto de junho de 2013. 2018. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.
TARROW, Sidney. Interpretando o confronto. In Poder em movimento: Movimentos sociais e confronto político. Ed. Vozes. 2009.
TILLY, C.. Os movimentos sociais como política. Revista Brasileira de Ciência Política, no.3, Brasília, janeiro-julho, 2010, pp.133-160, 2009.
VITERNA, Jocelyn. Pulled, pushed and persuaded. Explaining women’s mobilization into the Salvadoran guerrilla army. American Journal of Sociology, v. 112, n. 1, p. 1-45, 2006.

Programa - Cloned

1ª semana

21/07/20

I. Foucault: Biopolítica/Biopoder
Leituras: FOUCAULT, Michel. Direito de morte e poder sobre a vida. In: História da Sexualidade. A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2009.
FOUCAULT, Michel. Aula de 17 de março de 1976. In: A defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
2ª semana

22/07/20
II. Georges Bataille: Soberania, excesso, vida e morte
Leitura: BATAILLE, Georges. Sovereignity. In: The Accursed Share. Vol 3. New York: Zone Books, 1991
3ª semana

24/07/20

III. Michael Taussig: Cultura do terror, espaço da morte
Leituras: TAUSSIG, Michal. Cultura do terror, espaço da morte. In: Xamanismo, colonialismo e o homem selvagem. São Paulo: Paz & Terra, 1993.
4ª semana

27/07/20

IV. Judith Butler: Vidas precárias
Leituras: BUTLER, Judith. Introdução: vida precária, vida passível de luto. In: Quadros de Guerra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
5ª semana

29/07/20

V. Veena Das e Deborah Poole: Margens do Estado
Leituras: DAS, Veena e Poole, Deborah. State and its margins. In: Anthropology in the Margins of the State. New Delhi: Oxford University Press, 2004.
6ª semana

31/07/20
VI. Achille Mbembé: Necropolítica
Leituras: MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: n-1 edições, 2018.