Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

ATENÇÃO

INFORMAÇÕES SUJEITAS A MODIFICAÇÕES. CONSULTE SEMPRE AS ATUALIZAÇÕES DO SITE.
Clique nos títulos abaixos para abrir as caixas de informação.
Telefone para informação: 2648 - 1180 
napbrasilafrica@usp.br
RESULTADO: CLIQUE AQUI

Valor

Gratuito:        docentes e funcionários da FFLCH

R$ 172,00:     interessados em geral

R$ 86,00:       1) graduandos e pós-graduandos da FFLCH;

2) graduandos e pós-graduandos da USP que, por meio da sua carta de intenção, currículo e histórico escolar, demonstrem interesse, perspectivas de docência ou pesquisa em conteúdos relativos a temas africanos ou afro-brasileiros;

3) professores ativos da rede pública;

4) maiores de 60 anos;

5) monitores-bolsistas e estagiários da FFLCH.

Natureza do curso
Atualização
Objetivo

Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino básico com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10639/03.

Programa
Programa Detalhado
Carga horária
44.00h
Vagas

Máximo de 120 alunos.

Mínimo de 50 alunos.

Certificado/Critério de Aprovação
85% de presença e nota superior a 7 no trabalho de aproveitamento final.
Coordenação
Prof. Dr. Paulo Daniel Elias Farah, da FFLCH/USP.
Ministrante(s)

Ver Programa.

Promoção
Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África
Período de Realização
25/03/2017 a 01/07/2017.
Detalhes

A inscrição será realizada a partir deste link (Leia com atenção todas as instruções antes de preencher o formulário):

(brasilafrica.fflch.usp.br/dialogosresistencias_inscricao) 

E seguirá o seguinte cronograma:

CLIQUE AQUI

RESULTADO: CLIQUE AQUI

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

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Público Alvo para Sorteio

Instruções no formulário de matrícula.

 

Período de Inscrição
05/02/2017 até 14/03/2017.
Detalhes

A inscrição será realizada a partir deste link (Leia com atenção todas as instruções antes de preencher o formulário):

(brasilafrica.fflch.usp.br/dialogosresistencias_inscricao) 

E seguirá o seguinte cronograma:

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Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

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napbrasilafrica@usp.br

Valor

Gratuito:        docentes e funcionários da FFLCH

R$ 172,00:     interessados em geral

R$ 86,00:       1) graduandos e pós-graduandos da FFLCH;

2) graduandos e pós-graduandos da USP (Nestes casoas, a redução da taxa ficará a critério do NAP, com base na carta de intenção apresentada);

3) professores ativos da rede pública;

4) maiores de 60 anos;

5) monitores-bolsistas e estagiários da FFLCH.

Natureza do curso
Atualização
Pré-Requisito

Graduação concluída (para obtenção do certificado); graduação em curso (para obtenção de uma declaração de frequência às aulas).

Objetivo

Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino básico com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10639/03.

Programa
Programa Detalhado
Carga horária
38.30h
Vagas

Máximo de 100 alunos.

Mínimo de 25 alunos.

Certificado/Critério de Aprovação
75% de presença e nota superior a 7 no trabalho de aproveitamento final.
Coordenação
Prof. Dr. Paulo Daniel Elias Farah, da FFLCH/USP.
Ministrante(s)

Ver Programa.

Promoção
Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África
Período de Realização
16/09/2019 a 16/12/2019.
Detalhes

Inscrições: exclusivamente online pelo link: http://brasilafrica.fflch.usp.br/dialogoseresistencias_inscricao

Todas as categorias de candidatos devem preencher o formulário abaixo e seguir as instruções nele contidas. Pedidos de isenção, solicitação de enquadramento na taxa reduzida de curso, bem como solicitações de alunos de graduação serão apreciadas em conjunto. Os boletos bancários serão emitidos nos valores correspondentes.

Cronograma das incrições:

  • período de inscrições e solicitação de isenção: 7 de agosto a 4 setembro
  • divulgação dos selecionados e início do envio de boletos por e-mail: 09/09/2019
  • vencimento dos boletos previstos para 13/09/2019
  • início das aulas: 16/09/2019

 

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

http://brasilafrica.fflch.usp.br/

http://www.sce.fflch.usp.br/

 

Alunos selecionados:


Pablo Santos Santana
Ana Carolina Rodrigues
Jéssica Michele Bispo Pereira
Willian Robson Soares Lucindo
Regina Silva Torres De Oliveira
 
Ana Carolina Haipek Mosolino
Luana Bezerra da Silva
Yara de Cássia Alves
Angela Fileno da Silva
Marluce Pereira de Souza
Murilo de Paula Moraes
Marcel Luis de Carvalho Castro
 
JULIO EVANGELISTA SANTOS JUNIOR
Andreia Goes Winter
Márcia Cristina Brayner Mattos
Lara Santos Rocha
 
Claudine Dutra Melo Cruz
Manuela Henrique Nogueira
Rodrigo Azevedo Leite
Amanda Carvalho Silva
Gisele Matos Chaves
Alexsandro de Castro Costa
Cecilia Ester Romo Jorquera
Yarace Morena Boregas Rego
Priscila Tankevicius Ferraz
 

 

Público Alvo para Sorteio

Instruções no formulário de matrícula.

 

Período de Inscrição
07/08/2019 até 04/09/2019.
Detalhes

Inscrições: exclusivamente online pelo link: http://brasilafrica.fflch.usp.br/dialogoseresistencias_inscricao

Todas as categorias de candidatos devem preencher o formulário abaixo e seguir as instruções nele contidas. Pedidos de isenção, solicitação de enquadramento na taxa reduzida de curso, bem como solicitações de alunos de graduação serão apreciadas em conjunto. Os boletos bancários serão emitidos nos valores correspondentes.

Cronograma das incrições:

  • período de inscrições e solicitação de isenção: 7 de agosto a 4 setembro
  • divulgação dos selecionados e início do envio de boletos por e-mail: 09/09/2019
  • vencimento dos boletos previstos para 13/09/2019
  • início das aulas: 16/09/2019

 

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

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http://www.sce.fflch.usp.br/

 

Alunos selecionados:


Pablo Santos Santana
Ana Carolina Rodrigues
Jéssica Michele Bispo Pereira
Willian Robson Soares Lucindo
Regina Silva Torres De Oliveira
 
Ana Carolina Haipek Mosolino
Luana Bezerra da Silva
Yara de Cássia Alves
Angela Fileno da Silva
Marluce Pereira de Souza
Murilo de Paula Moraes
Marcel Luis de Carvalho Castro
 
JULIO EVANGELISTA SANTOS JUNIOR
Andreia Goes Winter
Márcia Cristina Brayner Mattos
Lara Santos Rocha
 
Claudine Dutra Melo Cruz
Manuela Henrique Nogueira
Rodrigo Azevedo Leite
Amanda Carvalho Silva
Gisele Matos Chaves
Alexsandro de Castro Costa
Cecilia Ester Romo Jorquera
Yarace Morena Boregas Rego
Priscila Tankevicius Ferraz
 

 

Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

ATENÇÃO

INFORMAÇÕES SUJEITAS A MODIFICAÇÕES. CONSULTE SEMPRE AS ATUALIZAÇÕES DO SITE.
Clique nos títulos abaixos para abrir as caixas de informação.
ATENÇÃO: Não haverá aula nos dias 04/04, 25/04 e 06/06.
Telefone para informação: 2648 - 1180 
napbrasilafrica@usp.br
Alunos aprovados no processo seletivo: CLIQUE AQUI

Valor

Gratuito.

Natureza do curso
Difusão
Objetivo

Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino básico com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10639/03.

Programa
Programa Detalhado
Carga horária
48.00h
Vagas

Máximo de 80 alunos.

Mínimo de 20 alunos.

Certificado/Critério de Aprovação
85% de presença e nota superior a 6 no trabalho de aproveitamento final.
Coordenação
Profa. Dra. Marina de Mello e Souza, da FFLCH/USP.
Ministrante(s)

Alexandre de Freitas Barbosa
Jose Flavio Motta
Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez
Maria Cristina Cortez Wissenbach
Marina de Mello e Souza
Marta Heloisa Leuba Salum
Paulo Daniel Elias Farah
Rejane Vecchia da Rocha e Silva
Rosangela Sarteschi

Promoção
Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África
Período de Realização
14/03 a 04/07/2015.
Detalhes

A matrícula será realizada mediante o envio de ficha de incrição (AQUI) devidamente preenchida, junto com o currículo do aluno e uma carta de intenção para napbrasilafrica@usp.br

(Colocar no título do email: INSCRIÇÃO CURSO 2015)

Alunos aprovados

Os alunos aprovados serão automaticamente matriculados.

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

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Período de Inscrição
26/01 a 13/02/2015
Detalhes

A matrícula será realizada mediante o envio de ficha de incrição (AQUI) devidamente preenchida, junto com o currículo do aluno e uma carta de intenção para napbrasilafrica@usp.br

(Colocar no título do email: INSCRIÇÃO CURSO 2015)

Alunos aprovados

Os alunos aprovados serão automaticamente matriculados.

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

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Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

ATENÇÃO

- Informações sujeitas a modificações. Consulte sempre as atualizações no site.
- Não é permitido "ALUNO OUVINTE".

Valor

Gratuito.

Natureza do curso
Atualização
Pré-Requisito

1. Ser graduado.
2. Encaminhar currículo e carta de intenção para o e-mail napbrasilafrica@usp.br para que a inscrição seja analisada.

Objetivo

Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino básico com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10639/03.

Programa

Programação: CLIQUE AQUI.

Programa Detalhado
Carga horária
48.00h
Vagas

Máximo de 80 alunos inscritos.
Mínimo de 20 alunos inscritos.

Certificado/Critério de Aprovação
Para fazer jus ao certificado de extensão o aluno precisa ter o mínimo de 85% de presença e nota superior a 6 no trabalho de aproveitamento final.
Coordenação
Profa. Dra. Marina de Mello e Souza, da FFLCH/USP.
Vice-Coordenação
Profa. Dra. Rosangela Sarteschi, da FFLCH/USP.
Ministrante(s)

Alexandre de Freitas Barbosa, Jose Flavio Motta, Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez, Márcia Moisés Ribeiro, Maria Cristina Cortez Wissenbach, Marina de Mello e Souza, Marta Heloisa Leuba Salum, Rejane Vecchia da Rocha e Silva, Rosangela Sarteschi, Vima Lia de Rossi Martin.

Promoção
NAP Brasil África.
Período de Realização
16.03 a 22.06.2013 - não haverá aula nos dias 30/03 e 01/06
Detalhes

Matrícula:

A inscrição dependerá de análise do currículo e de carta de intenção. A lista com alunos aprovados será divulgada a partir do dia 14/03. Entraremos em contato com os alunos.

Desistência: 
O aluno desistente deverá comparecer à Secretaria ou ligar no telefone 3091-4645, no prazo de 2 dias antes do início do curso. Assim, caso haja Lista de Espera, poderemos preencher as vagas.

Período de Inscrição
06 a 13.03.2013
Detalhes

Matrícula:

A inscrição dependerá de análise do currículo e de carta de intenção. A lista com alunos aprovados será divulgada a partir do dia 14/03. Entraremos em contato com os alunos.

Desistência: 
O aluno desistente deverá comparecer à Secretaria ou ligar no telefone 3091-4645, no prazo de 2 dias antes do início do curso. Assim, caso haja Lista de Espera, poderemos preencher as vagas.

Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

 

Ementa geral: Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino básico com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10.639/03, alterada pela lei 11.645/08. Com uma proposta de abordagem interdisciplinar, de acordo com o perfil da equipe e com as diretrizes da lei, tratará de questões ligadas à história da África; das relações entre sociedades africanas e agentes de sociedades de fora do continente; da produção literária e artística de africanos, assim como daquela realizada por brasileiros ligados às matrizes culturais africanas; de aspectos do tráfico de escravos que está na base da formação da sociedade brasileira; de propostas de relação com regiões do continente africano elaboradas no presente. As formas de diálogo e de resistência construídas nas relações entre grupos sociais diferentes serão abordadas tanto em regiões do continente africano como no Brasil. Os períodos considerados abarcam diferentes temporalidades, compreendendo momentos que vão do século XVI ao XXI. 
 
Programa
 
14/03 – Apresentação do curso, dos professores e das questões abordadas pelas aulas. Estabelecimento das normas relativas à dinâmica do curso e à avaliação. 
 
Docentes Responsáveis: Prof. Dr. Alexandre de Freitas Barbosa (IEB – USP); Prof. Dr. José Flávio Motta (FEA – USP); Profa. Dra. Leila Leite Hernandez (DH/FFLCH-USP); Profa. Dra. Maria Cristina C. Wissenbach (DH/FFLCH-USP); Profa. Dra. Marina de Mello e Souza (DH/FFLCH-USP); Profa. Dra. Marta Heloisa (Lisy) Leuba Salum (MAE/USP); Prof. Dr. Paulo Daniel Farah (DLO/FFLCH-USP); Profa. Dra. Rejane Vecchia da Rocha e Silva (DLCV/FFLCH-USP); Profa. Dra. Rosangela Sarteschi (DLCV/FFLCH-USP). 
 
 
Introdução ao continente africano e suas conexões com o Brasil: aspectos geográficos, linguísticos, históricos, culturais. Metodologias e fontes para o estudo de sociedades e grupos não letrados: oralidade, cultura material, arqueologia, narrativas de viagem e fontes administrativas. (Depois da apresentação geral, a aula será ministrada por alguns professores de forma a dar conta da perspectiva interdisciplinar do curso.) 
 
21/03 – Sistemas de pensamento, organização social e política de sociedades africanas do passado. 
 
Docente responsável: Profa. Dra. Marina de Mello e Souza (DH/FFLCH-USP) 
 
A aula abordará os princípios básicos dos sistemas de pensamento e formas de organização social e política de sociedades sub-saarianas, como a relação entre o mundo visível e o mundo invisível, a centralidade das linhagens, e estruturas de poder descentralizadas e centralizadas. Serão abordadas algumas sociedades em específico, assim como aspectos de suas histórias entre os séculos XV e XVIII, considerando-se os espaços de maior incidência do comércio de escravos, sendo elas: Guiné, Daomé e Iorubalândia na África Ocidental, Congo e Angola na África Centro-Ocidental, e Zambezia na África Centro-Oriental. Nesses estudos de caso serão destacadas as situações nas quais ocorreram processos entendidos como diálogos e resistências entre os agentes africanos e os agentes estrangeiros, decorrentes das dinâmicas criadas principalmente a partir de espaços externos ao continente. Atenção especial será dada à introdução e disseminação do catolicismo na África Central. 
 
Texto de base para a aula: 
 
SOUZA, Marina de Mello e, África e Brasil africano, capítulos 1 e 2. São Paulo: Ática, 2008. 
 
Leituras complementares: 
 
HAMPATÉ BÂ, Amadou – A tradição viva, em História Geral da África I. Metodologia e pré-história da África, pp. 167-212. 
 
 
SOUZA, Marina de Mello e. Religião e poder no Congo e Angola, séculos XVI e XVII: universo mental e organização social, em O governo dos povos, org. Laura de Mello e Souza et alii. São Paulo, Alameda, 2009, pp. 263-279. 
 
- Catolicismo e comércio na região do Congo e de Angola, séculos XVI e XVII, em Nas rotas do império, organizadores: João Fragoso, Manolo Florentino e outros. Ilha de Vitória, EDUFES, 2006, pp.279-297. 
 
 
28/03 – O Islã na África 
 
Docente responsável: Prof. Dr. Paulo Daniel Farah (DLO/FFLCH-USP) 
 
A aula propõe uma discussão sobre o surgimento e a difusão do islamismo na África, as tradições muçulmanas presentes no continente, os fluxos de peregrinos, sábios e comerciantes e a busca de conhecimento. Com o objetivo de refletir sobre essa religião, predominante em vastas regiões da África, abordar-se-ão as origens do islamismo, suas fontes sagradas, os profetas, os princípios doutrinais e rituais, as divisões e os espaços religiosos e de sociabilidade, além da diversidade linguística e cultural. A formação e a manutenção dessas identidades e seu papel de afirmação e resistência também serão debatidos, ao lado de outro tema ainda pouco abordado nas escolas brasileiras, o da presença de muçulmanos africanos e descendentes no Brasil e sua participação nos movimentos contra a escravidão. 
 
Textos de base para a aula: 
 
FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45. 
 
- Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali. Rio de Janeiro, Argel, Caracas: Edições BibliASPA, Fundação Biblioteca Nacional, Bibliothèque Nationale d’Algérie e Biblioteca Nacional de Caracas. 2007, p. 9-15 e 18-26. 
 
11/04– Arte africana e cultura material 
 
Docente responsável: Profa. Dra. Marta Heloisa (Lisy) Leuba Salum (MAE/USP) 
 
Com esta aula pretendemos apresentar subsídios para a abordagem do tema do curso, resistências e diálogos, na perspectiva dos estudos de arte e de cultura material, através da análise de um repertório de objetos emblemáticos de coleções etnológicas e arqueológicas em museus, que nos permite discutir aspectos tecnológicos e simbólicos influentes em processos de construção de identidade sociocultural em contextos africanos e afro-brasileiros. 
 
Textos de base para a aula: 
 
FEIST, Hildegard. Arte africana. São Paulo: Editora Moderna, 2010. (Artistas anônimos) 
 
SALUM, Marta Heloísa Leuba. O homem e sua obra, e, os objetos e os homens: da relação homem-matéria. Museu, Identidades e Patrimônio Cultural. 
 
Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, Suplemento 7, 2008, p. 49-61. 
 
18/04 – Colonialismo e independência 
 
Docente Responsável: Profa. Dra. Leila Leite Hernandez (DH/FFLCH-USP) 
 
Ao tratar de temas ligados à ocupação colonial de grandes áreas do continente e à conquista da independência e formação de estados nacionais africanos propomos periodizar, definir e problematizar questões e conceitos referentes às resistências e diálogos em várias situações coloniais em África. Propomos também compreender as dinâmicas sociais e as culturas em movimento, configuradoras dos processos históricos que levaram os países africanos às independências. 
 
Textos de base para a aula: 
 
HERNANDEZ, Leila M.G. Leite. “Civilizados” e “Primitivos” na constituição do sistema colonial africano. In A África na sala de aula. Visita à história contemporânea. SP: Selo Negro, 2010, p.91-108. 
 
OLORUNTIMEHIN, B. Olatun-Ji. A política e o nacionalismo africanos, 1919-1935. In BOAHEN, Adu. História Geral da África – Volume VII. África sob dominação colonial, 1880-1935. UNESCO/Ática, 1985, p. 575-588. 
 
MUNANGA, Kabengele. África: trinta anos de processo de independência. In Dossiê Brasil/África. Revista USP. SP: EDUSP, n. 18, junho/julho/agosto 1993, p.101-111. 
 
09/05– A escravidão na África e o tráfico atlântico de escravos: feições, dinâmicas e interações. 
 
Docente Responsável: Profa. Dra. Maria Cristina C. Wissenbach (DH/FFLCH- 
 
USP) 
 
O objetivo da aula é apresentar e discutir as diferentes formas que a escravidão assumiu nas sociedades africanas no período pré-colonial tendo como base o capítulo sobre o tema de Alberto da Costa e Silva. Procurar-se-á desenvolver também a questão das interações entre poder politico e comércio de escravos na África Ocidental e entre as formas de obtenção de escravos e as dinâmicas do tráfico atlântico dos séculos XVII ao XIX. Considerando-se, por outro lado, o comércio de escravos em sua feição histórica, pretende-se avaliar quantitativamente suas variações no tempo e nos diversos espaços africanos e 
americanos, bem como seus impactos tanto nas sociedades africanas quanto na sociedade brasileira desse período. Por fim, realizar uma discussão sobre as fontes disponíveis sobre o tema. 
 
Textos de base para a aula: 
 
SILVA, Alberto da Costa e. A escravidão entre os africanos. In: A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Fundação Biblioteca Nacional, 2002, p. 79-132. 
 
LOVEJOY, Paul. A exportação de escravos, 1600-1800. In: A escravidão na África. Uma história de suas transformações. Tradução Regina Bhering e Luiz Guilherme Chaves. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 89-109. 
 
The Trans Atlantic Slave Trade Database Voyages.Emory University; W. E. B. Du Bois Institute (Harvard University) 2008/2009. 
 
 
EQUIANO, Olaudah. A interessante narrativa da vida de Olaudah Equiano ou Gustavus Vassa o Africano (1789). Trechos selecionados e traduzidos de 
 
Equiano´sTravels. His Autobiography. The Interesting Narrative of the Life of Olaudah Equiano or Gustavus Vassa the African. Editedby Paul Edwards. Nova York: F. A. Praeger, 1967. 
 
16/05 – Economia e demografia da escravidão no Brasil. 
 
Docente responsável: Prof. Dr. José Flávio Motta (FEA – USP) 
 
Com fundamento em três temas que têm sido privilegiados pelas pesquisas do docente responsável, quais sejam, família escrava, estrutura da posse de cativos e tráfico interno de escravos, delineia-se um panorama geral acerca da economia e da demografia da escravidão no Brasil. 
 
Para tanto, exploram-se os resultados da historiografia produzida nas últimas décadas por diversos estudiosos de nosso passado escravista. Composta por alentado conjunto de trabalhos, o mais das vezes de caráter monográfico, essa historiografia permitiu o aprofundamento, de modo significativo, do saber acerca dos cativos. Com isso sedimentou-se, pouco a pouco, um entendimento que atribui a esses indivíduos papel de destaque enquanto sujeitos históricos cuja atuação, juntamente à dos livres e libertos, foi fundamental na construção quotidiana do escravismo brasileiro. 
Remodelou-se, assim, o entendimento das formas assumidas pelos diálogos e resistências em nossa sociedade pretérita. Afastou-se, de um lado, o estereótipo do escravo submisso, dócil, a integrar — até mesmo feliz?! — a grande família do patriarca branco, ilustração viva de uma pretensa democracia racial. De outro, distanciou-se igualmente do cativo reificado, esmagado pela violência do cativeiro, equiparado seja a um bem de produção, seja a um artigo de consumo, semovente tal como o gado, e que só conseguia humanizar-se mediante a negação do sistema escravista, pela fuga, pelo crime. 
Sem em nenhum momento negar a aludida violência, volta-se os olhos para o escravo que lutava sem se tornar necessariamente um Zumbi dos Palmares; luta renhida, dia após dia, repleta de reveses, mas também marcada por conquistas, na qual procurava reter exatamente sua humanidade, eventualmente emancipar-se, explorando as possibilidades, ocupando os interstícios, em suma, moldando também os parâmetros do ser escravo 
 
Textos de base para a aula: 
 
MOTTA, José Flávio, NOZOE, Nelson & COSTA, Iraci Del Nero da. “Às vésperas da Abolição - um estudo sobre a estrutura da posse de escravos em São Cristóvão (RJ), 1870”. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 34, n. 1, p. 157-213, 2004, em especial “abordagem comparativa” às p. 183-207. 
 
MOTTA, José Flávio. “A família escrava na historiografia brasileira: os últimos 25 anos”. In: SAMARA, Eni de Mesquita. (Org.). Historiografia Brasileira em Debate: "olhares, recortes e tendências". São Paulo: Humanitas, 2002, p. 235-254. 
 
- “A lei, ora a lei! Driblando a legislação no tráfico interno de escravos no Brasil (1861-1887)”. História e Economia, vol. 10, pp. 15-28, 2012. 
 
 
23/05 – A literatura negra brasileira na escola: algumas perspectivas 
 
Docente responsável: Profa. Dra. Rosangela Sarteschi (DLCV/FFLCH-USP) 
 
A aula propõe uma discussão sobre a constituição da literatura negra brasileira no sistema literário nacional como uma forma de discurso identitário de resistência, problematizando sua inclusão no ensino básico das redes oficiais e particulares no âmbito da Lei 11.645/08. Propõe ainda uma reflexão sobre o alcance e os limites do conceito “literatura negra”, levando em consideração as noções de autoria, sujeito leitor, público-alvo e circulação literária, e sua inserção no cânone literário. Abordaremos, portanto, questões ligadas à: literatura negra: conceito e problematização; poéticas afro-brasileiras; literatura para jovens: textos afro-brasileiros e relações étnico-raciais na educação; a lei 10.639/03 e 11.645/08: alcance e limites na sua aplicação no contexto da LDB, lei 9.394/96. 
 
Textos de base para a aula: 
 
 
Texto da Lei, Parecer 003/2004, do Conselho Nacional de Educação (relatora: Professora Petronilla Beatriz Gonçalves e Silva); 
 
FONSECA, Maria Nazareth Soares. “Literatura Negra: os sentidos e as ramificações” In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (orgs). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011. 
 
30/05 - Panorama das confluências e divergências entre as literaturas africanas de língua portuguesa: textos e contextos nos séculos XX e XXI 
 
Docente responsável: Profa. Dra. Rejane Vecchia da Rocha e Silva (DLCV/FFLCH-USP) 
 
A aula abordará sob o ponto de vista das imbricações entre os campos literário e histórico a emergência das literaturas africanas em língua portuguesa, de acordo com os seguintes aspectos: 1. Sua formação, organização e afirmação vinculadas ao processo assimilacionista português (procurando problematizar literaturas produzidas em língua portuguesa, no entanto, mobilizadas por uma referencialidade endógena voltada para as populações locais e suas condições de vida dentro do sistema colonial) e a uma política educacional organizada essencialmente dentro do modelo colonialista; 2. Sua produção nos centros urbanos e nas zonas libertadas ao longo das guerras de libertação; 3. A produção literária no período da pós-independência concomitantemente às guerras de agressão/desestabilização; 4. A produção literária de escritores na primeira década do século XXI. 
 
Textos de base para a aula: 
 
KI-ZERBO, Joseph. "O despertar da África Negra ou a história recomeça" (p.157 a 182), "As possessões portuguesas: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe" (p. 272 a 285). In: História da África Negra - Vol. II. Portugal: Publicações Europa-América, 2002. 
 
MARGARIDO, Alfredo. "Das várias maneiras de ver e de não ver a colonização" (p. 05 a 32), "Panorama" (p. 33 a 42). In Estudo sobre Literaturas das Nações Africanas de Língua Portuguesa. Lisboa: A Regra do Jogo, 1980. 
 
SANTILLI, Maria Aparecida. "Apresentação: uma antologia de africanos para brasileiros" e "Três literaturas distintas" (p. 05 a 28). In Estórias Africanas. São Paulo: Editora Ática, 1985. 
 
13/06 – Relações Geopolíticas e Econômicas Brasil-África 
 
Docente Responsável: Prof. Dr. Alexandre de Freitas Barbosa (IEB – USP) 
 
O objetivo desta aula é tratar de diferentes momentos da política externa brasileira para o continente africano. A partir da obra seminal de José Honório Rodriguez, procura-se demonstrar como a África esteve ausente da política externa brasileira da independência até 1960. 
 
Entre os anos 1960 e 1970, principalmente durante os governos Jânio Quadros e João Goulart, e mais adiante no governo Geisel, ainda que não se tenha desenvolvido uma política “africanista” coerente, este continente passou a se integrar no âmbito da “diplomacia do desenvolvimento” praticada pelo Brasil. O objetivo era ganhar autonomia negociadora em relação aos países desenvolvidos nos fóruns internacionais, contando para tanto com apoio dos demais países da periferia capitalista. Relações bilaterais com países fora do mundo desenvolvido também passaram a ser estimuladas. 
 
Durante os anos 80 e 90, ainda que a África não tenha propriamente “sumido” da política externa brasileira, ela perde o papel e a relevância que antes havia obtido. Com o governo Lula, o Brasil, agora num novo cenário global, passa a dialogar com a tradição da política externa “desenvolvimentista” dos anos 60 e 70 e a enfatizar novamente a importância do continente africano. 
 
Os dados da presença brasileira na África ao longo dos anos 2000 não deixam margem a dúvidas a este respeito. Mas existem várias dúvidas, aí sim, sobre o que o Brasil – o governo, as empresas, a sociedade civil – quer(em) com a África. Ademais de não haver uma coerência entre as várias frentes brasileira de expansão rumo ao continente, em muitos aspectos a presença brasileira geralmente vem acompanhada de aspectos contraditórios, ao menos quando se comparam as dimensões cultural e de cooperação técnica, de um lado, com as de cunho mais econômico e geopolítico, de outro. 
 
Na aula, os temas serão organizados em torno de quatro grandes eixos: 1. A Política Externa Brasileira no pós-Independência (até 1960): entre o Ocidentalismo e o Regionalismo; 2. A África “Ingressa” na Política Externa Brasileira (anos 60 e 70); 3. O Retorno da África à Política Externa Brasileira no Governo Lula; 4. A Presença do Brasil na África Hoje: Relações Contraditórias entre a “Conexão Cultural”, a Cooperação Técnica, os Interesses Econômicos e as Relações Geopolíticas 
 
Textos de base para a aula: 
 
RODRIGUES, José Honório (1982), Brasil e África: Outro Horizonte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª. edição ampliada, parte II. 
 
SARAIVA, José Flávio Sombra (2012). África Parceira do Brasil Atlântico: Relações internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço. 
 
 
20/06 – Possibilidades didáticas de trabalhar com história da África e da presença do negro na sociedade brasileira. Avaliação do curso. 
 
Docentes Responsáveis: conjunto de professores do curso. 
 
Nessa aula serão apresentadas possibilidades de trabalhar em sala de aula com os temas tratados ao longo do curso, fazendo uso de diferentes materiais como mapas, trechos de narrativas, obras literárias, objetos, imagens e tabelas quantitativas. A dinâmica proposta é de que os alunos/professores participem ativamente da atividade, contribuindo com suas experiências e trazendo propostas de materiais a serem trabalhados. Ao fim da atividade será distribuído um questionário de avaliação do curso. 
 
27/06 – Discussão das propostas de trabalhos de aproveitamento do curso. 
 
Docentes Responsáveis: conjunto de professores do curso. 
 
04/07 – Entrega do trabalho de aproveitamento. 
 
 
Bibliografia geral 
 
 
ABDALA JR., Benjamin. Literatura, História e Política. Literaturas de língua portuguesa no século XX. Cotia, SP: Ateliê editorial, 2007. 
 
ALENCASTRO, Luis Felipe de – O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico sul, São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 
 
HAMPATÉ BÂ, Amadou – A tradição viva, em História Geral da África I. Metodologia e pré-história da África, pp. 167-212. 
 
 
BARBOSA, Alexandre de Freitas, ThaísNarciso& Marina Biancalana (2009), Brazil in Africa: Another Emerging Power in the Continent?, in: Politikon – South African Journal of Political Studies, Vol. 36 (1). 
 
BOAHEN, Adu - Os estados e as culturas da Guiné inferior, A. Boahen, História Geral da África, vol. V, organizado por Bethwell Allan Ogot: capítulo 14 – pp. 475-518. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ue000322.pdf 
 
BOAHEN, Adu. História Geral da África - Volume VII - África sob dominação colonial, 1880-1935. UNESCO/Ática, 1985. unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190255POR.pdf 
 
BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 
 
CABRAL, Lidia (2011), “Cooperação Brasil-África para o Desenvolvimento: Caracterização, Tendências e Desafios”, in: Textos Cindes, no. 26, dezembro. 
 
CERVO, Amado Luiz & Clodoaldo Bueno - História da Política Exterior no Brasil. Brasília, Editora da UNB, 3ª. edição ampliada, 2008. 
 
CHAVES, Rita. Angola e Moçambique. Experiência colonial e territórios literários. Cotia, SP: Ateliê editorial, 2005. 
 
COUTO, Mia. E se Obama fosse africano? São Paulo: Companhia das Letras, 2011. 
 
CUTI (Luiz Silva). “O leitor e o texto afro-brasileiro”. In: FIGUEIREDO, Maria do Carmo Lanna e FONSECA, Maria Nazareth Soares. Poéticas afro-brasileiras. Belo Horizonte: Mazza/PUC-MG, 2002. 
 
 
ERVEDOSA, Carlos. Roteiro da literatura angolana. Luanda: União dos Escritores Angolanos, s/d. 
 
EQUIANO, Olaudah. A interessante narrativa da vida de OlaudahEquiano ou GustavusVassa o Africano (1789). Trechos selecionados e traduzidos de 
 
Equiano´sTravels. His Autobiography. The Interesting Narrative of the Life of OlaudahEquiano or GustavusVassa the African.Editedby Paul Edwards. Nova York: F. A. Praeger, 1967. 
 
FARAH, Paulo Daniel - O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45. 
 
- Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso: estudo de um relato de viagem bagdali. Rio de Janeiro, Argel, Caracas: Edições BibliASPA, Fundação Biblioteca Nacional, Bibliothèque Nationale d’Algérie e Biblioteca Nacional de Caracas. 2007, p. 9-15 e 18-26. 
 
 
FDC-CPII (2007), Brazil’s Multinationals Take Off, Fundação Dom Cabral & The Columbia Program on International Investment, New York, dezembro. 
 
FEIST, Hildegard. Arte africana. São Paulo: Editora Moderna, 2010. (Artistas anônimos) 
 
FONSECA, Maria Nazareth Soares. “Literatura Negra: os sentidos e as ramificações” In: DUARTE, Eduardo de Assis & FONSECA, Maria Nazareth Soares (org). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011. 
 
GOMES, Nilma Lino. “Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão” In: BRASIL. Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal no. 10639/03. Brasília: MEC/SECAD, 2005. (Coleção Educação para todos no. 2). 
 
HAMPÂTÉ BÂ, Amadou – A tradição viva, em História Geral da África I. Metodologia e pré-história da África. Organizado por Joseph Ki-Zerbo. São Paulo, Ed. Ática/UNESCO, 1980. 
 
- Amkoullel, o menino fula. Tradução Xina Smith de Vasconcellos. São Paulo? Casa das Áfricas, Editora Palas Athena, 2003. 
 
HERNANDEZ,Leila M.G. Leite. A África na sala de aula - visita à Históriacontemporânea. SP: Selo Negro, 2ª edição, 2010. 
 
- “Civilizados” e “Primitivos” na constituição do sistema colonial africano. In A África na sala de aula-visita à história contemporânea. SP: Selo Negro, 2010, p.91-108. 
 
IGLESIAS, Roberto Magno & Katarina Costa (2011), “O Investimento Direto Brasileiro na África”, in: Textos Cindes, no. 27, dezembro. 
 
IPEA/Banco Mundial (2011). Ponte sobre o Atlântico, Brasil e África Subsahariana. Parceria Sul-Sul para o Crescimento. Brasília: IPEA/Banco Mundial. 
 
KI-ZERBO, Joseph. História Geral da África. Portugal: Publicações Europa-América, 1999, vol. I. 
 
- "O despertar da África Negra ou a história recomeça" (p.157 a 182), "As possessões portuguesas: Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe" (p. 272 a 285). In: História da África Negra - Vol. II. Portugal: Publicações Europa-América, 2002. 
 
LAFER, Celso - A Identidade Internacional do Brasil e a Política Externa Brasileira. Editora Perspectiva: São Paulo, 2004. 
 
LAYA, D. - Os estados haussas, D. Laya, História Geral da África, vol. V, organizado por Bethwell Allan Ogot, capítulo 16: pp. 541-582. http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ue000322.pdf 
 
LEÃO, Ângela Vaz. Contatos e ressonâncias. Literaturas africanas de língua portuguesa. Belo Horizonte: PUC Minas, 2003. 
 
LIMA, Maria Regina Soares de (1990), “A Economia Política da Política Externa Brasileira: uma Proposta de Análise”. Contexto Internacional, no. 12, Rio de Janeiro, julho-dezembro. 
 
LOVEJOY, Paul E. – A escravidão na África. Uma história e suas transformações, tradução Regina Bhering e Luiz Guilherme Chaves. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002. 
 
MARGARIDO, Alfredo. Estudos sobre literaturas das nações africanas de língua portuguesa. Lisboa: A regra do jogo, 1980. 
 
- "Das várias maneiras de ver e de não ver a colonização" (p. 05 a 32), "Panorama" (p. 33 a 42) 
 
M’BOKOLO, Elikia – África negra. História e civilizações.Tomo I. Salvador / São Paulo: EDUFBA / Casa das Áfricas, 2009. 
 
- África Negra. História e civilizações. Tomo II. Do século XIX aosnossos dias. Lisboa: Ed. Colibri, 2007. 
 
- África Negra. História e civilizações, até ao século XVIII. 
 
Tomo I. Lisboa: Ed. Vulgata, 2003. 
 
MILLER, Joseph C. – África Central durante a era do comércio de escravizados de 1490 a 1850, em Diáspora negra no Brasil, HEYWOOD, Linda M. (org.), São Paulo, Ed. Contexto, 2008. 
 
MOTTA, José Flávio, NOZOE, Nelson & COSTA, Iraci Del Nero da. “Às vésperas da Abolição - um estudo sobre a estrutura da posse de escravos em São Cristóvão (RJ), 1870”. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 34, n. 1, p. 157-213, 2004, em especial “abordagem comparativa” às p. 183-207. 
 
MOTTA, José Flávio - “A família escrava na historiografia brasileira: os últimos 25 anos”. In: SAMARA, Eni de Mesquita. (Org.). Historiografia Brasileira em Debate: "olhares, recortes e tendências". São Paulo: Humanitas, 2002, p. 235-254. 
 
- “A lei, ora a lei! Driblando a legislação no tráfico interno de escravos no Brasil (1861-1887)”. História e Economia, vol. 10, pp. 15-28, 2012. 
- Escravos daqui, dali e de mais além: o tráfico interno de cativos na expansão cafeeira paulista (Areias, Guaratinguetá, Constituição/ Piracicaba e Casa Branca, 1861-1887).São Paulo: Alameda/FAPESP, 2012. 
 
MUNANGA, Kabengele. Negritude - Usos e sentidos. Belo Horizonte: Autêntica Editora,2009. 
 
- Rediscutindo a mestiçagem no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 
 
2004. 
 
- África: trinta anos de processo de independência. In Dossiê Brasil/África. Revista USP. SP: EDUSP, n. 18, junho/julho/agosto 1993, p.101-111. 
 
NEWITT, Malyn- História de Moçambique. Sintra: Publicações Europa-América, 1997. 
 
OLORUNTIMEHIN, B. Olatun-Ji. A política e o nacionalismo africanos, 1919-1935. In BOAHEN, Adu. História Geral da África –Volume VII- África sobdominação colonial, 1880-1935. UNESCO/Ática, 1985, p.575-588. 
 
PADILHA, Laura Cavalcante. Entre voz e letra: o lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX. Niterói: EdUFF, Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2007. 
 
PENHA, Eli Alves - Relações Brasil-África e a Geopolítica do Atlântico Sul. Salvador: EDUFBA, 2011. 
 
PROENÇA FILHO, Domício. “A Trajetória do Negro na Literatura Brasileira”. In: 
 
Revista do Instituto de Estudos Avançados. São Paulo: IEB/USP, 2004, no. 50 (disponível em rede: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142004000100017&script=sci_…;
 
RODRIGUES, Jaime – De costa a costa. Escravos, marinheiros e intermediários do tráfico negreiro de Angola ao Rio de Janeiro (1780-1860), São Pulo, Companhia das Letras, 2005. 
 
RODRIGUES, José Honório, Brasil e África: Outro Horizonte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª. edição ampliada, 1982. 
 
-Interesse Nacional e Política Externa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966. 
 
ROSÁRIO, Lourenço do. Moçambique: história, culturas, sociedade e literatura. 
 
Belo Horizonte: Nandyala, 2010. 
 
RYDER, Allan Frederick Charles – Do rio Volta aos Camarões, em História Geral da África IV. A África do século XII ao XVI. São Paulo: Ática/UNESCO, 1980, coordenador do volume D.T. Niane, pp.353-384. 
 
SANTILLI, Maria Aparecida. Estórias africanas: história e antologia. São Paulo: Editora Ática, 1985. 
 
SALUM, Marta Heloísa Leuba. O homem e sua obra, e, os objetos e os homens: da relação homem-matéria. Museu, Identidades e Patrimônio Cultural. Rev. do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, Suplemento 7, 2008, p. 49-61. 
 
SARAIVA, José Flávio Sombra - África Parceira do Brasil Atlântico: Relações internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012. 
 
SILVA, Alberto da Costa e – A manilha e o libambo. A África e a escravidão de 1500 a 1700. Rio de Janeiro, Nova Fronteira: Fundação Biblioteca Nacional, 2002. 
 
- Um rio chamado atlântico. A África no Brasil e o Brasil na África. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira / Ed. UFRJ, 2003. 
 
- Francisco Félix de Souza, mercador de escravos. Rio de Janeiro, Nova Fronteira: EdUERJ, 2004. 
 
-Das Mãos do Oleiro. Editora Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 2005. 
 
SOUZA, Marina de Mello e - África e Brasil africano. São Paulo, Ática, 2ª edição, 2008. 
 
- Religião e poder no Congo e Angola, séculos XVI e XVII: universo mental e organização social, em O governo dos povos, org. Laura de Mello e Souza et alii. São Paulo, Alameda, 2009, pp. 263-279. 
 
- Catolicismo e comércio na região do Congo e de Angola, séculos XVI e XVII, em Nas rotas do império, organizadores: João Fragoso, Manolo Florentino e outros. Ilha de Vitória, EDUFES, 2006, pp.279-297. 
 
- Reis negros no Brasil escravista. História da festa da coroação de rei congo. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006. 
 
The Trans Atlantic Slave Trade Database Voyages.Emory University; W. E. B. Du Bois Institute (Harvard University) 2008/2009.Disponível em: http://slavevoyages.org/tast/index.faces. 
 
THORNTON, John – A África e os africanos na formação do mundo atlântico, 1400-1800, Tradução Marisa Rocha Motta. Rio de Janeiro, Editora Campus: Elsevier, 2006. 
 
VIZENTINI, Paulo (2005), Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula. Editora Perseu Abramo: São Paulo, 2ª. edição.

Diálogos e resistências: A África no Brasil e o Brasil na África

ATENÇÃO

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Clique nos títulos abaixos para abrir as caixas de informação.
napbrasilafrica@usp.br

Valor

Gratuito:        docentes e funcionários da FFLCH

R$ 172,00:     interessados em geral

R$ 86,00:       1) graduandos e pós-graduandos da FFLCH;

2) graduandos e pós-graduandos da USP (Nestes casoas, a redução da taxa ficará a critério do NAP, com base na carta de intenção apresentada);

3) professores ativos da rede pública;

4) maiores de 60 anos;

5) monitores-bolsistas e estagiários da FFLCH.

Natureza do curso
Atualização
Pré-Requisito

Graduado. Professor do ensino básico. 

Objetivo

Oferecido pela equipe do Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África, o curso visa familiarizar professores do ensino básico com temas ligados às realidades africanas e afro-brasileiras de forma a estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos com vistas especialmente a poderem abordar com mais consistência assuntos estabelecidos pelo Parecer do Conselho Nacional de Educação à lei 10639/03.

Programa
Programa Detalhado
Carga horária
44.00h
Vagas

Máximo de 100 alunos.

Mínimo de 35 alunos.

Certificado/Critério de Aprovação
75% de presença e nota superior a 7 no trabalho de aproveitamento final.
Coordenação
Prof. Dr. Paulo Daniel Elias Farah, da FFLCH/USP.
Ministrante(s)

Ver Programa.

Promoção
Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África
Período de Realização
25/08/2018 a 01/12/2018.
Detalhes

Todas as categorias de candidatos devem preencher o formulário abaixo e seguir as instruções nele contidas. Pedidos de isenção, solicitação de enquadramento na taxa reduzida de curso, bem como solicitações de alunos de graduação serão apreciadas em conjunto. Os boletos bancários serão emitidos nos valores correspondentes.

 

 

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

http://brasilafrica.fflch.usp.br/

http://www.sce.fflch.usp.br/

 

Público Alvo para Sorteio

Instruções no formulário de matrícula.

 

Período de Inscrição
06/08/2018 até 19/08/2018.
Detalhes

Todas as categorias de candidatos devem preencher o formulário abaixo e seguir as instruções nele contidas. Pedidos de isenção, solicitação de enquadramento na taxa reduzida de curso, bem como solicitações de alunos de graduação serão apreciadas em conjunto. Os boletos bancários serão emitidos nos valores correspondentes.

 

 

Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil África

Para maiores informações: napbrasilafrica@usp.br 

http://brasilafrica.fflch.usp.br/

http://www.sce.fflch.usp.br/

 

Diálogos entre literatura e cinema na obra de Joaquim Pedro de Andrade: reflexões sobre os filmes documentários

ATENÇÃO

INFORMAÇÕES SUJEITAS A MODIFICAÇÕES

Clique nos títulos abaixo para abrir as caixas de informação:

Valor

Gratuito.

Natureza do curso
Difusão
Público Alvo

Interessados em geral.

Objetivo

A presente proposta de curso volta-se aos estudos da obra do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, imbuído pela marca dialógica contida nas relações entre as linguagens literária e audiovisual. Justifica-se pela possibilidade de ampliação do pensamento relacionado ao trânsito entre o cinema, a literatura, a história, a memória e outras questões relativas à identidade nacional ao deciframento da ideia de Brasil, tanto por meio do projeto modernista dos anos 1920-30, quanto pelos desdobramentos do Cinema Novo a partir da década de 1960. Tal ação fundamenta- se pelo fomento de reflexões acerca de especificidades discursivas autorais no que se refere à linguagem do cinema documentário. Nesse sentido, busca-se promover, sobretudo, a partir dos estudos literários, a expansão das possibilidades de aproximação entre a literatura e a linguagem audiovisual no que tange aos processos de adaptações, recriações, transcontextualizações etc. que perfazem uma possibilidade de se pensar a multidimensionalidade das estruturas narrativas a partir da literatura diante de "dois aspectos: ela é ao mesmo tempo uma história e um discurso". Assim, por meio da obra deste cineasta brasileiro, cuja produção basilar perfaz as tentativas de explicação das polêmicas em torno da identidade nacional, outras problemáticas emergem, apontando, inclusive, para as possibilidades (ainda que parcas nos idos dos anos 1960) de se realizar um cinema originalmente brasileiro.

A plataforma utilizada será o Google Meet.

Programa
Carga horária
9.00h
Vagas

Máximo: 80.

Certificado/Critério de Aprovação
Mínimo de 75% frequência obrigatório. Os certificados serão enviados por e-mail quando os ministrantes disponibilizarem a lista de aprovados no sistema.
Coordenação
Prof. Dr. Ivan Francisco Marques, da FFLCH.
Ministrante(s)

Meire Oliveira Silva

Promoção
Comissão de Cultura e Extensão Universitária da FFLCH.
Período de Realização
25/08/2025 a 08/09/2025.
Local
Curso à distância. Após a inscrição, as instruções serão enviadas por e-mail pelo ministrante.
Detalhes
Segunda-feira 14:00 às 17:00
sex, 19/06/2020 - 18:46
Período de Inscrição
23/07/2025 (09:00) a 24/07/2025 (23:59).
Detalhes

► Inscrição On-line pelo  Sistema Apolo.

► As matrículas serão realizadas por meio de sorteio.

► O resultado do sorteio será informado automaticamente pelo sistema.

► Quem for sorteado estará diretamente matriculado, não sendo preciso entrar em contato para confirmação. É só aguardar o contato dos ministrantes por e-mail.

► As inscrições para o sorteio acontecerão diretamente no Sistema Apolo, e o sorteio será realizado no dia seguinte às inscrições, dia 25/07/2025.

Desistência: 

Desistências deverão ser comunicadas à Secretaria pelo agenda@usp.br

Atenção:

  • A INSCRIÇÃO é realizada pela parte "pública" do Sistema Apolo. NÃO É PRECISO LOGAR.
  • Qualquer pessoa pode fazer a matrícula, estudante da USP ou não.
  • O curso aparecerá no Sistema Apolo somente na data de inscrição indicada para cada curso.
  • Não é por ordem de chegada. 
  • As vagas são limitadas.
  • O Sistema Apolo é gerenciado pela Reitoria. Não temos como dar suporte técnico a eventuais problemas de acesso ao sistema. O suporte é: apolo@usp.br
  • Para este evento NÃO HAVERÁ listas de espera ou matrículas posteriores. 
  • Recomendamos que não se faça matrícula sem a certeza de que irá cursar as aulas.
  • Não tire a oportunidade de outra pessoa interessada! 
  • Recomendamos a inscrição em computadores. Alguns dispositivos de celulares ou navegadores de internet não conseguem completar a inscrição no Sistema Apolo.

Diálogos entre literatura e jogo

ATENÇÃO

INFORMAÇÕES SUJEITAS A MODIFICAÇÕES

Clique nos títulos abaixo para abrir as caixas de informação:

Valor

Gratuito.

Natureza do curso
Difusão
Público Alvo

Interessados em geral.

Objetivo

Nas últimas décadas, os jogos têm sido cada vez mais reconhecidos enquanto uma forma artística própria, especialmente devido à ascensão dos jogos eletrônicos. Este curso se propõe a explorar as relações existentes entre essas obras e a literatura, com enfoque especial no romance moderno. Mais do que simplesmente traçar paralelos entre formas díspares, tal qual a maior parte dos estudos comparativos entre literatura e outras artes, ao longo das aulas tentaremos entender até que ponto a própria literatura é, em si, lúdica. Através dessa abordagem, almejo alcançar um entendimento de como essas duas artes, por mais distintas que pareçam à primeira vista, na verdade fertilizam uma à outra desde suas origens. No final do curso, pretendo também tratar de certos dilemas ético-formais que se mostram em ambas as formas, nos exemplos analisados ao longo do curso.

Apresentar conceitos teóricos e exemplos artísticos que possibilitem a aproximação entre obras literárias e lúdicas, com enfoque nas relações entre figura autoral e público construídas em ambas as artes. As reuniões serão ministradas semanalmente às quintas feiras, via Google Meet.

Programa
Carga horária
5.00h
Vagas

Máximo: 60.

Mínimo: 10.

Certificado/Critério de Aprovação
Mínimo de 75% frequência obrigatório. Os certificados serão enviados por e-mail quando os ministrantes disponibilizarem a lista de aprovados no sistema.
Coordenação
Profa. Cláudia Maria de Vasconcellos, da FFLCH.
Ministrante(s)

Pedro Oswaldo Horta Martins Pena

Promoção
Comissão de Cultura e Extensão Universitária da FFLCH.
Período de Realização
01/02/2024 a 29/02/2024.
Local
Curso à distância. Após a inscrição, as instruções serão enviadas por e-mail pelo ministrante.
Detalhes
Quinta-feira 18:30 às 19:30
sex, 19/06/2020 - 18:46
Período de Inscrição
22/01/2024 (09:00) a 23/01/2024 (23:59).
Detalhes

► Inscrição On-line pelo  Sistema Apolo.

► As matrículas serão realizadas por meio de sorteio.

► O resultado do sorteio será informado automaticamente pelo sistema.

► Quem for sorteado estará diretamente matriculado, não sendo preciso entrar em contato para confirmação. É só aguardar o contato dos ministrantes por e-mail.

► As inscrições para o sorteio acontecerão diretamente no Sistema Apolo, e o sorteio será realizado no dia seguinte às inscrições, dia 24/01/2024.

Desistência: 

Desistências deverão ser comunicadas à Secretaria pelo agenda@usp.br

Atenção:

  • A INSCRIÇÃO é realizada pela parte "pública" do Sistema Apolo. NÃO É PRECISO LOGAR.
  • Qualquer pessoa pode fazer a matrícula, estudante da USP ou não.
  • O curso aparecerá no Sistema Apolo somente na data de inscrição indicada para cada curso.
  • Não é por ordem de chegada. 
  • As vagas são limitadas.
  • O Sistema Apolo é gerenciado pela Reitoria. Não temos como dar suporte técnico a eventuais problemas de acesso ao sistema. O suporte é: apolo@usp.br
  • Para este evento NÃO HAVERÁ listas de espera ou matrículas posteriores. 
  • Recomendamos que não se faça matrícula sem a certeza de que irá cursar as aulas.
  • Não tire a oportunidade de outra pessoa interessada! 
  • Recomendamos a inscrição em computadores. Alguns dispositivos de celulares ou navegadores de internet não conseguem completar a inscrição no Sistema Apolo.

Diálogos entre música e história: consonâncias, dissonâncias e ressonâncias nos estudos sobre música brasileira

DIFUSÃO

PÚBLICO-ALVO
Estudantes, professores da rede pública e privada de ensino e interessados em geral.

REALIZAÇÃO
Período: 04.10 a 29.11.2010
Feriado: 15.11.10
Horário: 2ª feira, 14 às 16:30.
Carga horária: 20 horas.
Vagas: 40 (mínimo de 4 inscritos).
Valor: Gratuito.
Local: Prédio de Letras, Av. Prof. Luciano Gualberto, 403 - sala 211.

CERTIFICADO
Para fazer jus ao certificado de extensão o aluno precisa ter o mínimo de 85% de presença.

COORDENAÇÃO
Prof. Dr. José Geraldo Vinci de Moraes, da FFLCH/USP.

MINISTRANTES
Profs. Said Tuma e Cristina Eira Velha, pós-graduado da FFLCH/USP.

PROMOÇÃO
Departamento de História, da FFLCH/USP.

MATRÍCULA
ON-LINE: 20 a 30.09.2010, das 00 (1º dia) às 00:59 (último dia), através do sistema APOLO.
PRESENCIAL: 20 a 30.09.2010 (enquanto houver vaga).

LOCAL
Rua do Lago, 717 – sala 126 – Cidade Universitária – SP.
Atendimento das 9 às 11:30 e das 13 às 16:30.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
RG e CPF.

OBSERVAÇÕES
1. Não efetuaremos matrículas fora do prazo estipulado;
2. Não efetuaremos matrícula por telefone e e-mail;
3. As matrículas serão feitas por ordem de chegada.

OBJETIVO
Apresentar instrumentos para o estudo da música no interior das ciências humanas, especialmente a história, abordando diversas possibilidades de diálogos interdisciplinares entre música, história e as demais áreas das ciências humanas, como a antropologia e a sociologia.

Tendo como ponto de partida a música como linguagem artística que tem uma inserção cultural e social, a qual é inerente à sua forma de expressão estética, pretende-se discutir sobre o papel da música na sociedade e como esta pode ser uma fonte importante para o conhecimento histórico. Desta forma, o curso será dedicado a trabalhar perspectivas metodológicas da abordagem da música como ferramenta para o estudo da história, na compreensão e aprofundamento dos fenômenos históricos e processos sociais.

Para isso, terá como foco a história da música brasileira a partir do final do século XIX e ao longo do século XX, buscando refletir sobre o processo de formação da cultura brasileira a partir do estudo da linguagem musical. Através de aulas estruturadas a partir de temáticas fundamentais no estudo da música brasileira a partir do período republicano, atingir a sensibilidade dos alunos para a importância de se abarcar para além da forma musical, atentando para a sua dimensão de obra humana, produto de uma cultura e sociedade, como prática social ligada ao seu tempo e lugar, expressão dinâmica e complexa das experiências históricas, políticas, econômicas, sociais e culturais.

Ao longo das aulas, serão propostos exercícios de escuta musical, através de exemplos musicais referentes aos conteúdos trabalhados, com registros fonográficos selecionados pelos professores.

PROGRAMA
Aulas I e II:

• Introdução: Possibilidades e dificuldades do diálogo entre música e história

Ministrantes: Prof. Said Tuma (Aula I) e Profa. Cristina Eira (Aula II)

Apesar das transformações historiográficas ocorridas nos anos 70/80 e de certo adensamento na produção acadêmica envolvendo o saber histórico e musical nos últimos dez anos, a música enquanto objeto de estudos para os historiadores ainda se mostra um campo a ser explorado. De outra parte, em relação aos músicos e musicólogos, a situação indica ainda mais questões a serem resolvidas. Na verdade, se pensarmos na “história da música”, veremos que ela representa um saber ainda muito marcado por uma perspectiva auto-referente e alheio às possibilidades da interdisciplinaridade já bastante reconhecidas em outras áreas. A exemplo das chamadas “histórias da música brasileira”, é impossível não identificar nelas, invariavelmente, o mesmo enfoque, ou seja, na obra e na biografia dos grandes compositores. Por estas razões, acreditamos ser muito oportuno participar e, se possível, ajudar a promover este debate.

Em nosso entender, uma compreensão ampla da música deve reconhecer que ela não pode existir em um vácuo social. Ela surge, inevitavelmente, a partir dos cruzamentos de inúmeras forças, tensões e agentes sociais, e se transforma pela constante interação destes elementos que interferem e determinam a sua produção, difusão e circulação.

Desta forma, observaremos alguns trabalhos, sobretudo de historiadores e musicólogos, que permitem situar o problema das relações entre história e música, oferecendo novas saídas e alternativas para se trabalhar com o tema. Perspectivas oferecidas na interface da história com as “musicologias”, como a musicologia histórica, musicologia sistemática, sociologia da música, etnografia musical e etnomusicologia, serão abordadas nas suas particularidades e possibilidades que oferecem de contribuir para o aprofundamento de questões históricas.

Bibliografia:

BASTOS, Rafael José de Menezes. "Esboço de uma teoria da música: para além de uma Antropologia sem Música e de uma Musicologia sem Homem", Anuário Antropológico/93, Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1995, p. 9-73.

BLACKING, John. “Música, cultura e experiência”, trad. de Tiago de Oliveira Pinto, de: Music, culture and experience. Cap. 8. Chicago/London: The University of Chicago Press, ca. 1970.

CHIMÈNES, Myriam. “Musicologia e história. Fronteira ou ‘terra de ninguém’ entre duas disciplinas?”. Revista de história. São Paulo: Humanitas, n. 157, p. 15-29, 2007.

CONTIER, Arnaldo. “Música no Brasil: história e interdisciplinaridade, algumas interpretações (1926-1980). In: História em debate: problemas, temas e perspectivas. Anais do XVI° Simpósio da ANPUH, Rio de Janeiro, 22 jul., 1991.

GONZÁLEZ, Juan Pablo. “Los estudios de musica popular y la renovación de la musicología en América Latina: ¿La gallina o el huevo?” Revista trancultural de música. S.l.: s.n., n. 12, 2008, p. 1-12.

IKEDA, Alberto. “Musicologia ou musicografia?: algumas reflexões sobre a pesquisa em música”. In: SIMPÓSIO LATINO AMERICANO DE MUSICOLOGIA, 1, Anais... Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1998, p. 63-8.

KERMAN, Joseph. Musicologia. SP: Martins Fontes, 1987.

LUCAS, Maria Elizabeth. “Perspectivas da pesquisa musicológica na América Latina: o caso brasileiro”. In: SIMPÓSIO LATINO AMERICANO DE MUSICOLOGIA, 1, Anais... Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1998, p. 69-74.

MORAES, José Geraldo Vinci de. “História e música: canção popular e conhecimento histórico”. Revista Brasileira de História. São Paulo: s.n., v. 20, n. 39, 2000, p. 203-221.

______. “Sons e música na oficina da história”. Revista de História. São Paulo: Humanitas, n.157, 2007, p. 7-13.

______; SALIBA, Elias Thomé (Orgs.). “O historiador, o luthier e a música”. In:______. História e música no Brasil. São Paulo: Alameda, 2010. p. 9-32.

NETTL, Bruno. "Música e essa totalidade complexa". Trad. de Jacqueline Bacha, Paulo C. B. Sancer e Paulo G. de Lima, São Paulo, 2001. The study of Ethnomusicology. Cap.10, Urbana: University of Illinois Press, c.1983.

PEREIRA, Avelino Romero. “O herói e a lenda: Alberto Nepomuceno e as histórias da música brasileira”. In:______. Música, sociedade e política: Nepomuceno e a República musical. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2007. p. 21-37.

PINTO, Tiago de Oliveira. "Som e música: questões de uma Antropologia Sonora" Revista de Antropologia. SP: FFLCH/USP – Depto. de Antropologia, vol.44, n°1, 2001, p. 221-306.

______. “Cem Anos de Etnomusicologia e a ‘Era Fonográfica’ da disciplina no Brasil”, Etnomusicologia: lugares e caminhos, fronteiras e diálogos. Anais do II Encontro Nacional da ABET. Salvador, nov. 2004, p. 103-124.

SCHAFER, R. Murray. A afinação do mundo: uma exploração pioneira pela história passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente, a paisagem sonora. SP: Ed. Unesp, 2001.

______. O ouvido pensante. Trad. Marisa Trench de O. Fonterrada, et. alli. São Paulo: Ed. Unesp, 1991.

SAID, Edward. “Introdução”. In:______. Elaborações musicais. Trad. Hamilton dos Santos. RJ: Imago, 1991, p. 15-25.

SEEGER, Anthony. “Etnografia da Música”. In: Sinais diacríticos: música, sons e significados. Revista do Núcleo de Estudos de Som e Música em Antropologia da FFLCH/USP, n° 1, 2004.

TUMA, Said. “Por uma musicologia crítica”. In:______. O nacional e o popular na música de Alexandre Levy: bases de um projeto de modernidade. Dissertação de mestrado, ECA/USP, São Paulo, 2008, p. 17-28.

VELHA, Cristina Eira. Significações sociais, culturais e simbólicas na trajetória da Banda de Pífanos de Caruaru e a problemática histórica do estudo da cultura de tradição oral no Brasil (1924-2006). Dissertação de mestrado, FFLCH/USP, São Paulo, 2009.

Aula III:

• O nacional e o popular nas “histórias da música brasileira”: questões e problemas

Ministrante: Prof. Said Tuma

Mais particularmente em relação às chamadas “histórias da música brasileira”, o problema que se coloca é que grande parte das historiografias posteriores ao chamado Modernismo, entre as quais a musical, acabou privilegiando a leitura da obra e da contribuição de inúmeros compositores, como Alexandre Levy e Alberto Nepomuceno, através das lentes do movimento de 1922. Atados em demasia à noção de vanguarda, os historiadores da música olharam para os compositores do final do XIX de um modo utópico e visionário. De um lado, partindo de uma postura anti-romântica como pressuposto, desprezavam as obras que apresentassem traços do Romantismo. De outro, ao se proclamarem modernos, acabaram perdendo o foco dos inúmeros matizes de modernidade presentes nas manifestações da “geração de 1870”, da qual Levy e Nepomuceno parecem aproximar-se notavelmente. Intelectuais como Mário de Andrade, a despeito da sua enorme contribuição intelectual para a compreensão do que é o Brasil, preferiram ver na obra dos chamados “precursores do Nacionalismo” apenas os prolegômenos do seu próprio “programa” para a música brasileira. Com isto, acabaram negando a temporalidade ao adotar, sistematicamente, o Nacionalismo como critério de periodização, e, de modo ainda mais radical, como critério de juízo de valor artístico.

Nesta aula serão apresentadas inúmeras questões e problemas envolvendo essa bibliografia clássica que ainda hoje goza de grande visibilidade e, portanto, influencia significativamente a produção e a reflexão musicológicas no Brasil.

Para a realização dessa tarefa, serão escolhidos dois eixos de observação: o lugar ocupado pelo “nacional” e pelo “popular” nestas obras. Isto porque parecem ter sido os dois aspectos que mais fortemente foram influenciados pelo “programa” modernista de construção da música brasileira.

Bibliografia:

HARDMAN, Francisco Foot. “Antigos modernistas”. In: NOVAES, Adauto (org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 289-305.

CONTIER, Arnaldo. “O ensaio sobre a música brasileira: estudo dos matizes ideológicos do vocabulário social e técnico-estético (Mário de Andrade, 1928)”. Revista Música, São Paulo: ECA-USP, v.6, n. 1/2, maio/nov. 1995, p. 75-121.

TRAVASSOS, Elizabeth. Modernismo e música brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

TUMA, Said. “O ‘nacional’ e o ‘popular’ na historiografia musical brasileira”. In:______. O nacional e o popular na música de Alexandre Levy: bases de um projeto de modernidade. Dissertação de mestrado, ECA/USP, São Paulo, 2008, p. 29-48.

WISNIK, José Miguel Soares. “Getúlio da Paixão Cearense (Villa-Lobos e o Estado Novo)”. In:______; SQUEFF, Enio. O nacional e o popular na cultura brasileira: música. São Paulo: Brasiliense, 2001, p. 129-191.

Aula IV:

• O início das pesquisas etnomusicais no Brasil: expressão do nacionalismo na busca das sonoridades tradicionais do “folklore”

Ministrante: Profa. Cristina Eira

Na passagem do séc. XIX para o XX, uma preocupação passava a estar presente de forma marcante entre os estudiosos da cultura brasileira, que foi a busca das expressões musicais oriundas do folclore, do interior e principalmente das áreas rurais do Brasil. Estas iniciativas estavam ligadas a todo um pensamento que estava se desenvolvendo desde a segunda metade do século XIX, em relação às culturas tradicionais, muitas vezes chamadas de “primitivas”, no sentido de “resgatar” ou “recuperar” as expressões culturais através de registros de caráter etnográfico, o que foi feito por inúmeros viajantes, folcloristas, e mesmo músicos e pesquisadores interessados em “descobrir” e registrar as expressões tradicionais da cultura popular.

Este contexto corresponde inclusive ao surgimento da antropologia como disciplina, baseada na etnografia, assim como à musicologia comparada, desenvolvida na Alemanha, na qual muitos viajantes recolhiam registros sobre a música de outros povos, fora do continente europeu, e não ocidentais, para serem estudados de forma comparativa em relação à música ocidental européia.

Com isso pretendiam esses estudiosos, muitos deles ligados à psicologia, a musicologia, à antropologia ou à história, entender como pensavam os povos de outras culturas, e como eram suas maneiras de fazer música, suas sonoridades e musicalidades. Foi possível, ao longo destes estudos, e seus desdobramentos entre os pesquisadores e estudiosos ao longo do século XX, perceber que a forma de organização musical é variável conforme a cultura na qual é feita, e de acordo com os contextos sociais em que é criada, produzida, pensada, transmitida, sendo portanto repleta de significados construídos socialmente.

Nesta aula pretendemos fazer uma síntese dos esforços em direção aos estudos dos chamados “folcloristas” no Brasil, que assumem também um caráter de estudos culturais e mesmo etnográficos e etnomusicais, voltados para o conhecimento das expressões culturais populares do interior do Brasil, entre o final do século XIX até meados da década de 1940. Entre os principais estudiosos, focalizaremos as obras de Silvio Romero (1887), Mario de Andrade (1928) e Renato Almeida (1942), no que se referem à iniciativa e ao desejo de pensar o Brasil através da música brasileira, ou ainda melhor, a música que se desejava construir e afirmar como brasileira, no projeto de construção da identidade nacional.

Bibliografia:

ALMEIDA, Renato. História da música brasileira. RJ: F. Briguiet & Comp. Editores, 1942.

ANDRADE, Mario de. Ensaio sobre a música brasileira. SP: Martins, 3ª ed., 1972.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. RJ: Ediouro, s/d.

CONTIER, Arnaldo. “Modernismos e brasilidade: música, utopia e tradição”. In: Novaes, Adauto (org.). Tempo e História. SP: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da Cultura, 1992, p. 259-287.

______. “O ensaio sobre a música brasileira: estudo dos matizes ideológicos do vocábulário social e técnico-estético (Mário de Andrade, 1928)”. Revista Música, São Paulo: ECA/USP, v.6, n.1/2, mai/Nov, 1995, p. 75-121.

FOOT HARDMAN, F. “Antigos Modernistas” In NOVAES, Adauto (org.). Tempo e História. São Paulo, Ed. Companhia das Letras-Secretaria Municipal de Cultura, 1992, p. 289-305.

JARDIM, Eduardo. Mario de Andrade: a morte do poeta. RJ: Civilização Brasileira, 2005.

MORAES, José Geraldo Vinci de. Metrópole em sinfonia: História, Cultura e Música Popular em São Paulo nos anos 30. Tese de Doutoramento, São Paulo, FFLCH/USP, 1997.

PÉCAUT, Daniel. Os intelectuais e a política no Brasil: entre o povo e a nação. SP: Ed; Ática, 1990.

ROMERO, Silvio. Cantos populares do Brasil. BH: Ed. Itatiaia; SP: Edusp, 1985.

SANDRONI, Carlos. As gravações da Missão de Pesquisas Folclóricas no Nordeste 1938. Projeto da Vitae: Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social. SP, 1997.

SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. SP: Companhia das Letras, 1992.

SQUEFF, Enio; WISNIK, José Miguel. O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira:Música, 2ª edição. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1983.

SOUZA, Gilda de Mello e. O tupi e o alaúde: uma interpretação de Macunaíma. SP: Duas Cidades, Ed. 34, 2003.

SOUZA, José Geraldo de. "Os precursores das Pesquisas Etnomusicais no Brasil". In: Boletim da Sociedade Brasileira de Musicologia, n° 1, ano I, São Paulo, 1983, p. 53-67.

SOUZA, Marina de Mello e. “Os missionários da nacionalidade”. In: Papéis Avulsos. 36:4, Rio de Janeiro, CIEC, 1991.

TRAVASSOS, Elisabeth. Os mandarins milagrosos. Arte e etnografia em Mário de Andrade e Béla Bartók. Rio de Janeiro: Jorge Zahar & Funarte 16, 1997.

VELHA, Cristina Eira. “Introdução”. In: ______. Significações sociais, culturais e simbólicas na trajetória da Banda de Pífanos de Caruaru e a problemática histórica do estudo da cultura de tradição oral no Brasil (1924-2006). Dissertação de mestrado, FFLCH/USP, São Paulo, 2009.

Aula V:

• O machete e o violoncelo: consonâncias e dissonâncias entre o erudito e o popular no Brasil do século XIX

Ministrante: Prof. Said Tuma

A música de concertos no Brasil tem sido vista, através dos trabalhos mais tradicionais de historiografia musical, de uma forma bastante homogênea, como se ela tivesse sempre ocupado o mesmo “lugar” na sociedade brasileira. Tem sido defendida, também, por meio dos referidos trabalhos, a idéia de uma nítida separação entre os universos musicais representados pelo “erudito” e pelo popular. No entanto, a análise de questões musicais do final do século XIX no Brasil, no âmbito de uma perspectiva historiográfica interdisciplinar, aponta sobretudo para a condição de incipiência e mesmo de dificuldade de ambientação da “música séria” no Brasil, em oposição às facilidades de uma música popular urbana que desponta e atravessa todos os limites espaciais e de classes, no ambiente urbano que se inaugura.

Entre essas facilidades, que de modo ambíguo acuaram e seduziram os promotores da música “culta”, notamos uma certa predisposição das formas populares em atender prontamente aos anseios do público, bem como a natural vocação para responder a algumas das exigências do mercado de massas que se insinua. Diferentemente de ocuparem lugares separados na sociedade, o que se observa no Brasil do último quartel do século XIX é a convivência de certo modo indistinta entre as “duas” músicas. Convivência esta que é marcada por dissonâncias e consonâncias, resultado, talvez, da considerável permeabilidade existente entre as duas manifestações no país.

Nesta aula será apresentado um pouco deste ambiente de trocas culturais, através da consideração de dois contos de Machado de Assis, O machete e Um homem célebre, e alguns artigos de crítica musical escritos pelo compositor Alexandre Levy para o jornal Correio Paulistano. Com isto espera-se relativizar um pouco da perspectiva presente nas obras clássicas da historiografia musical brasileira, que se pautou, invariavelmente pela defesa de critérios de autenticidade para a construção da música brasileira.

Bibliografia:

FIGAROTE. “O hymno da Proclamação da República”. Correio Paulistano, São Paulo, 2 mar. 1890. n. 10046. Palcos e Salões, p. 2.

FIGAROTE. “Musica no Jardim do Largo do Palacio”. Correio Paulistano, São Paulo, 11 mar. 1890. n. 10052. Palcos e Salões, p. 2.

FIGAROTE. “Emilio Pons”. Correio Paulistano, São Paulo, 25 maio 1890. n. 10119. Palcos e Salões, p. 2.

MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. “O machete”. In: GLEDSON, John (Org.). 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007a, p. 21-31.

______. “Um homem célebre”. In: GLEDSON, John (Org.). 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007b, p. 417-425.

TUMA, Said. “O machete e o violoncelo: consonâncias e dissonâncias entre o popular e o erudito no Brasil do século XIX”. ”. In:______. O nacional e o popular na música de Alexandre Levy: bases de um projeto de modernidade. Dissertação de mestrado, ECA/USP, São Paulo, 2008, p. 72-81.

WISNIK, José Miguel Soares. “Machado Maxixe: O caso Pestana”. Teresa revista de literatura brasileira, São Paulo: Editora 34, n. 4/5, 2003, p. 13-79.

Aula VI:

• Nacional-popular, censura e contracultura como pontos de eclosão da circularidade na cultura brasileira (anos 60 e 70)

Ministrante: Profa. Cristina Eira

Nesta aula procuraremos discutir sobre o papel da música na dinâmica dos processos históricos, permeados por tensões e conflitos sociais, o que torna a música um importante instrumento de expressão social pelos sujeitos históricos. Teremos como foco o período conturbado dos anos 60 e 70 no Brasil, em que a música conquistou espaços de luta social, na expressão do desejo de liberdade, de crítica e discussão política.

Este período foi marcado fortemente pelo discurso nacional-popular, através dos intelectuais, polarizados ainda diante das duas perspectivas inauguradas pelo modernismo para pensar o Brasil e a construção da identidade nacional: de um lado, unidos pelo projeto nacionalista defendido por Mário de Andrade, de outro, unidos pelo pensamento antropofágico de Oswald de Andrade. Na primeira perspectiva, situavam-se os músicos ligados às canções de protesto, aos CPCs no Rio de Janeiro e São Paulo e MCPs no Recife. Na segunda, situavam-se os músicos ligados ao que foi denominado de Tropicália.

De todas as maneiras, o discurso nacional-popular estava presente na realidade dos debates políticos em que a música era tomada como possibilidade de criação, expressão e afirmação da brasilidade, diante da modernidade que se apresentava como determinante na prática musical neste período. De um lado, negando a presença das novas tecnologias na prática e difusão da música, como a indústria cultural e os instrumentos eletroacústicos, de outro, afirmando a necessidade de se incorporar os novos elementos da modernidade de forma antropofágica, na transformação criativa das possibilidades de construção da música brasileira diante do novo contexto cultural.

Assim, pretendemos ilustrar e perceber como, no interior deste processo histórico de grande fermentação cultural, tanto no eixo Rio-São Paulo, como nas demais regiões do Brasil, como o Nordeste brasileiro, a música configurou-se um meio privilegiado de expressão de desejos, anseios, descontentamentos, conflitos, trocas, valores, que permite ao historiador compreender com mais proximidade, em uma lente repleta de detalhes, a complexidade, ambigüidade e dinâmica das experiências vividas pelos sujeitos históricos em um determinado contexto.

Bibliografia:

BARBOSA, Airton Lima (org.). Debate “Que caminho seguir na música popular brasileira?” In: Revista Civilização Brasileira, RJ: Ed. Civilização Brasileira, ano I, nº 7, maio 1966.

BERLINCK, Manuel Tosta. O Centro Popular de Cultura da UNE. Campinas: Papirus, 1984.

BRANCO, Edwar de Alencar Castelo. Todos os dias de paupéria: Torquato Neto e a invenção da tropicália. SP: Annablume, 2005.

CALADO, Carlos. Tropicália: a história de uma revolução musical. SP: Ed. 34, 1997.

CONTIER, Arnaldo Daraya. “Música no Brasil: história e interdisciplinaridade, algumas interpretações (1926-80)”. In: História em debate: problemas, temas e perspectivas. Anais do XVI° Simpósio da ANPUH, RJ, 22 jul. 1991.

______. “Modernismos e brasilidade: música, utopia e tradição”. In: NOVAES, Adauto (org.). Tempo e História. SP: Cia das Letras/ Secretaria Municipal de Cultura, 1992.

DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

ECO, Humberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1993.

ESTEVAM, Carlos. A questão da cultura popular. RJ: Tempo Brasileiro, 1963.

MORAES, José Geraldo Vinci de. “História e música: canção popular e conhecimento histórico”, In: Revista Brasileira de História, SP, v. 20, n. 39, pp. 203-221, 2000

NOVAES, Adauto (org.). Anos 70: ainda sob a tempestade. RJ: Senac, 2005.

PÉCAUT, Daniel. Os intelectuais e a política no Brasil: entre o povo e a nação. SP: Ed; Ática, 1990.

SANT´ANNA, Affonso Romano de. Música popular e moderna poesia brasileira. SP: Ed. Landmark, 2004.

SQUEFF, Enio & WISNIK, José Miguel. O nacional e o popular na cultura brasileira: Música. SP: Brasiliense, 2004.

VELHA, Cristina Eira. “A Banda de Pífanos de Caruaru na cultura brasileira (1960-1982)”. In: ______. Significações sociais, culturais e simbólicas na trajetória da Banda de Pífanos de Caruaru e a problemática histórica do estudo da cultura de tradição oral no Brasil (1924-2006). Dissertação de mestrado, FFLCH/USP, São Paulo, 2009.

WISNIK, José Miguel. “O minuto e o milênio. Ou, por favor, professor, uma década de cada vez”. In: Anos 70. Música popular. RJ: Ed. Europa, 1979.

Aula VII:

• Perspectivas musicais no fim do século XIX: o advento da modernidade e as preocupações com o popular

Ministrante: Prof. Said Tuma

Desde o último quartel do século XIX, identifica-se uma questão importante: “o que é ser brasileiro?”. Também os músicos, sobretudo os compositores, além de inúmeros intelectuais, vão contribuir para o adensamento desta questão. Será o período das preocupações modernizadoras, que procurarão incrementar e dinamizar o mundo musical e enriquecê-lo de composições carregadas de valor nacional. Surgem, já deste momento, algumas polêmicas que se mostraram relevantes para as reflexões sobre a identidade nacional.

Nesta aula será enfocada com bastante atenção a música popular urbana, que, em composições ligeiras, vai, paulatinamente, manifestar a forte presença de elementos de características já bem brasileiras. Figuras importantes, representantes deste universo, mas que também atuavam como uma ponte entre o meio musical erudito e popular, foram: Antonio Callado, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Apenas para ilustrar, a música de Callado foi uma das fontes que mais inspiraram a composição de Alexandre Levy.

Alguns compositores vão manifestar, além de suas preocupações musicais, um vivo interesse por elevar o nível musical e cultural da população brasileira, interesse manifestado também entre os intelectuais da chamada “geração de 1870”, que congregava nomes como Silvio Romero, Tobias Barreto, Clóvis Bevilacqua, Araripe Junior, Artur Orlando, Capistrano de Abreu, Graça Aranha, entre muitos outros. Entre os músicos deste período, destaque será dado ao compositor paulistano Alexandre Levy, pela relevância da sua obra no que diz respeito à busca do elemento nacional, bem como pelo papel que exerceu como crítico musical do Correio Paulistano. Será lembrada ainda a figura de Alberto Nepomuceno na condição também de artista engajado; seja a frente do Instituto Nacional de Música, seja como compositor ou como defensor do canto em português.

Bibliografia:

ESTATUTOS DO CLUB HAYDN. São Paulo: Typographia Garraux, 1884.

MACHADO, Cacá. O enigma do homem célebre: ambição e vocação de Ernesto Nazareth. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2007.

PEREIRA, Avelino Romero. Música, sociedade e política: Alberto Nepomuceno e a República Musical. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2007.

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 2. ed. rev. aum. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

TUMA, Said. “Música como missão: Levy como intelectual no último quartel do século XIX”. In:______. O nacional e o popular na música de Alexandre Levy: bases de um projeto de modernidade. Dissertação de mestrado, ECA/USP, São Paulo, 2008, p. 102-133.

VERMES, Mônica. “Por uma renovação do ambiente musical brasileiro: o relatório de Leopoldo Miguéz sobre os conservatórios europeus”. Revista Eletrônica de Musicologia, v. VIII, Curitiba, UFPR, dez. 2004.

« http://www.rem.ufpr.br/_REM/REMv8/miguez.html»

Aula VIII:

• “Modernismos” e “brasilidade”: criação de novos paradigmas sociais através da música

Ministrante: Profa. Cristina Eira

No início do século XX, no contexto do modernismo que atingia as manifestações artísticas, as tentativas de renovação da linguagem estética ganhavam expressão também na criação musical contemporânea. Diante da sensação de esgotamento das formas “tradicionais”, baseadas no tonalismo, que caraterizava a música ocidental durante o período moderno, desde o renascimento até o final do século XIX, as estruturas musicais estavam sendo questionadas, com os impulsos de desconstrução acirrados pelos movimentos de vanguarda na Europa. Com isso, novas sonoridades e experimentações iam sendo incluídas nas criações musicais contemporâneas, como a presença de ruídos, a exploração de novos timbres e instrumentos, como também novas escalas, afinações, novas maneiras de organização dos sons na música, permitindo ir além dos limites impostos pelo sistema musical tonal ocidental moderno, baseado na escala temperada.

O conhecimento da música de outros povos não ocidentais, como a música dos africanos, dos indígenas, dos indonésios, dos japoneses, entre outros, promovido pela ampliação dos estudos folcloristas e dos viajantes, músicos e estudiosos na Europa e no Brasil, propiciou, assim, uma gama de possibilidades de exploração musical, caracterizando as vanguardas e os modernismos nas primeiras décadas do século XX. Novas paisagens sonoras eram assim percebidas pelos ouvidos dos músicos, intérpretes e pesquisadores, as paisagens sonoras do ambiente urbano e industrial que se consolidava e construía paulatinamente em uma velocidade vertiginosa, concentrando-se nas cidades e delineando-se em inúmeras transformações nos modos de vida, assim como também nos modos de ouvir, sentir e perceber os sons musicais, diferentemente dos contextos rurais.

As transformações mútuas propulsionadas neste processo complexo e dinâmico é o que pretendemos trabalhar nesta aula, através da reconstituição desta trajetória da música na modernidade, diante das novas questões e dilemas aí colocados, e na construção dos novos paradigmas no campo das práticas e representações sociais. E perceber no interior deste processo como a criação musical é permeada por estas transformações, traduzindo nos códigos da sua linguagem sonora, as tensões entre os sons, ruídos e silêncios, entre os elementos arcaicos e modernos, rurais e urbanos, orais e escritos, em todas as suas invenções e apropriações.

Bibliografia:

BARRAQUÉ, Jean. Debussy. Paris: Éditions du Seuil, 1994.

CANDÉ, Roland de. História universal da música. Vol.2. SP Martins Fontes, 2001.

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ROSS, Alex. O resto é ruído: escutando o século XX. Trad. Claudio Carina, Ivan Weisz Kuck. Rev. téc. Marcos Branda Lacerda. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

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SCHAFER, R. Murray. A afinação do mundo. Uma exploração pioneira pela história passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a paisagem sonora. Trad. Marisa Trech Fonterrada. São Paulo: Editora Unesp, 2001.

SEVCENKO, Nicolau. Orfeu extático na metrópole: São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. SP: Companhia das Letras, 1992.

STOCKHAUSEN, Karlheinz; MACONE, Robin. Sobre a música: palestras e entrevistas compiladas por Robin Maconie. Trad. Saulo Alencastre. São Paulo: Madras, 2009.

WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. SP: Cia das Letras, 1989.

BIBLIOGRAFIA GERAL do CURSO:

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- ROMERO, Silvio. Cantos populares do Brasil. BH: Ed. Itatiaia; SP: Edusp, 1985.

- SANDRONI, Carlos. As gravações da Missão de Pesquisas Folclóricas no Nordeste 1938. Projeto da Vitae: Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social. SP, 1997.

- SCHAFER, R. Murray. A afinação do mundo. Uma exploração pioneira pela história passada e pelo atual estado do mais negligenciado aspecto do nosso ambiente: a paisagem sonora. SP: Ed. Unesp, 2001.

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SEEGER, Anthony. “Etnografia da Música”. In: Sinais diacríticos: música, sons e significados. Revista do Núcleo de Estudos de Som e Música em Antropologia da FFLCH/USP, n° 1, 2004.

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. 2. ed. rev. aum. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

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TRAVASSOS, Elisabeth. Os mandarins milagrosos: arte e etnografia em Mário de Andrade e Béla Bartók. Rio de Janeiro: Jorge Zahar & Funarte 16, 1997.

______. Modernismo e música brasileira. Rio de Janeiro: Zahar, 2000.

TUMA, Said. O nacional e o popular na música de Alexandre Levy: bases de um projeto de modernidade. Dissertação de mestrado, ECA/USP, São Paulo, 2008.

VELHA, Cristina Eira. Significações sociais, culturais e simbólicas na trajetória da Banda de Pífanos de Caruaru e a problemática histórica do estudo da cultura de tradição oral no Brasil (1924-2006). Dissertação de mestrado, FFLCH/USP, São Paulo, 2009.

WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. SP: Cia das Letras, 1989.

Diálogos entre o texto e a tela: intermidialidade, literatura e cinema

ATENÇÃO

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Valor
⇒R$ 50,00: Interessados em geral.
⇒R$ 45,00: Graduandos e pós-graduandos da FFLCH.
⇒R$ 25,00: Professores Ativos da Rede Pública, maiores de 60 anos, monitores bolsistas e estagiários da FFLCH.
⇒Gratuito: Docentes e Funcionários da FFLCH.

Detalhes
• O pagamento à vista, mediante boleto bancário impresso no ato da matrícula.
• Não haverá devolução da taxa após o início do curso.
• O não pagamento do boleto implica no cancelamento da matrícula. 

 

Natureza do curso
Difusão
Objetivo

- partindo de um corpus variado, espera-se suscitar a reflexão sobre o intercâmbio entre as artes, apresentando diferentes possibilidades de diálogo entre a literatura e o cinema, tais como a adaptação, a novelização e a filmic writing;
- conceituar termos relacionadas ao tema, quando interessante para a análise dirigida de trechos de filmes e a leitura de passagens das obras literárias selecionadas;
- estimular os alunos a traçarem paralelos próprios, que possam ser desdobrados em outras pesquisas, no futuro.

Programa
Programa Detalhado
Carga horária
12.00h
Vagas

• máximo: 30.
• mínimo: 10.

Certificado/Critério de Aprovação
Mínimo de 85% e média final 7,0. Após a finalização do curso os alunos deverão solicitar o certificado pelo e-mail agenda@usp.br
Coordenação
Profª Drª Claudia Consuelo Amigo Pino, da FFLCH/USP.
Ministrante(s)
Profa. Maria Angélica Amâncio Santos.
Período de Realização
03/06 a 24/06/2016
Detalhes

Presencial

Horário9:00 às 11:40 e das 13:00 às 16:45.

Local: Serviço de Cultura e Extensão Universitária – sala 126. Prédio da Administração da FFLCH. Rua do Lago, 717, Cidade Universitária, São Paulo, SP.

Documentos necessários: RG, CPF ou carteirinha USP (comunidade USP).

Atenção!

  • A matrícula poderá ser feita pessoalmente ou por procuração simples (CLIQUE AQUI)
  • Não é permitido matrícula por telefone ou e-mail.
  • Não é permitido reservar vagas.
Desistências e reembolsos
Os alunos que desistirem do curso devem imediatamente enviar um e-mail, informando essa desistência, para agenda@usp.br. Considera-se que a data da desistência é a do envio desse e-mail. 
* até o início do curso, há reembolso integral do valor pago. 
* após o início do curso, não há mais reembolso.
Público Alvo para Sorteio
Comunidade USP e 3ª idade. Sendo: 1 docente, 1 discente, 1 funcionário, 1 para 3ª idade.
 
Formulário para sorteio de bolsa: até 12/05/2016 CLIQUE AQUI
 
Resultado do sorteio: 13/05/2016.
 
Denérida Brás Martins Tsutsui
 Aluna USP
Thales Figueiredo da Silva Funcionário USP
Rony Cacio Feitosa da Silva  Terceira Idade
 
ATENÇÃO!

 O sorteio não garante a vaga, devendo a pessoa contemplada (ou seu representante) comparecer no dia de matrícula.
• Veja as regras no link BOLSAS E DESCONTOS.

 

Período de Inscrição
16/05/2016 a 27/05/2016.
Detalhes

Presencial

Horário9:00 às 11:40 e das 13:00 às 16:45.

Local: Serviço de Cultura e Extensão Universitária – sala 126. Prédio da Administração da FFLCH. Rua do Lago, 717, Cidade Universitária, São Paulo, SP.

Documentos necessários: RG, CPF ou carteirinha USP (comunidade USP).

Atenção!

  • A matrícula poderá ser feita pessoalmente ou por procuração simples (CLIQUE AQUI)
  • Não é permitido matrícula por telefone ou e-mail.
  • Não é permitido reservar vagas.
Desistências e reembolsos
Os alunos que desistirem do curso devem imediatamente enviar um e-mail, informando essa desistência, para agenda@usp.br. Considera-se que a data da desistência é a do envio desse e-mail. 
* até o início do curso, há reembolso integral do valor pago. 
* após o início do curso, não há mais reembolso.