Programa

Aula 1: Escrita Andrógina (50 minutos de exposição teórica, 30 minutos de debate, 15 minutos de intervalo, 40 minutos de sessão de escrita, 45 minutos de leituras e comentários)
Aula 2: Escrita Livre de Ressentimento (50 minutos de exposição teórica, 30 minutos de debate, 15 minutos de intervalo, 40 minutos de sessão de escrita, 45 minutos de leituras e comentários)

Bibliografia:
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da obra de Dostoiévski. Trad. Sheila Grilo e Ekaterina Vólkova Américo. 1ª. ed. São Paulo, Editora 34, 2022.
BECKETT, Samuel. Proust. Trad. Arthur Nestrovski. São Paulo: Cosac Naify, 2003.
BENJAMIN, Walter. O contador de histórias. In: O contador de histórias e outros textos. Trad. Georg Otte, Marcelo Backes, Patrícia Lavelle. São Paulo: Hedra, 2020.
BLANCHOT, Mauríce A parte do fogo. Trad. Ana Maria Scherer. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
DEBENHAM, Marian Clare. The 1918 book by Marie Stopes that launched the birth control movement. 26 de março de 2018. Disponível em: https://www.manchester.ac.uk/discover/news/married-love/ . Acesso em 26 de junho de 2024.
DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. Trad. Antonio Piquet e Roberto Machado. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.
FAVIER, Emmanuelle. Virgínia. Trad. Marcela Vieira. São Paulo: Editora Nós, 2022.
________________. O eu e o Id. In: Obras completas, volume 16: O eu e o Id, “autobiografia” e outros textos (1923-1925). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
GUATARRI, Félix. Fundamentos ético-políticos da interdisciplinaridade. In: Interdisciplinaridade. Antologia. Porto: Campo das Letras, 2006.
HOBSBAW, Erick. Era dos Extremos: o breve século XX – 1914-1991. Trad. Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
HOMERO. Ilíada. Trad. Haroldo de Campos. São Paulo: Arx, 2002-2003. 2v.
KEHL, Maria Rita. Ressentimento. 3ª ed. São Paulo: Boitempo, 2020.
LACAN, Jacques. O Seminário: Livro I: os escritos técnicos de Freud, 1953-54; texto estabelecido por Jacques Alain-Miller. Trad. Betty Milan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1986.
LARROSA, Jorge. O ensaio e a escrita acadêmica. Educação e Realidade, v.2, n.28, p.101-115, jul/dez 2003.
LINS, Osman. A Rainha dos cárceres da Grécia. São Paulo: Melhoramentos, 1976.
LISPECTOR, Clarice. Amor. In: Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.
________________. Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres. Rio de janeiro: Rocco, 2020.
MBEMBE, A. Necropolítica. São Paulo: N-1 edições, 2018.
________________. Brutalismo. São Paulo: N-1 edições, 2023.
NIETZSCHE, F. Assim Falou Zaratustra. Tradução, notas e posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo, 2011. Companhia das Letras.
PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. V. 7. Trad. Lúcia Miguel Pereira. 15ª ed. São Paulo: Globo, 2004.
REID, James H. Proust, Beckett and Narration. New York: Cambridge University Press, 2003.
SERRES, Michel. Tempo, erosão: faróis e sinais de bruma. In: WOOLF, Virginia. O tempo passa. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013, p. 63-92.
SÓFOCLES. Ájax. Trad. Jaa Torrano. São Paulo: Ateliê Editorial; Editora Mnema, 2022.
STOPES, Marie Carmichael. Married Love. London: Fifield & Co, 1918.
________________. Love’s Creation. London : John Bale, Sons & Danielsson, 1928.
STOPES, Marie Carmichael & FUJII, Kenjiro. Love letters of a Japanese. 2ª ed.London: S.Paul, 1911.
VASCONCELOS, Maurício S. Blanchot, paradoxo plural. In: Caligrama, Revista de Estudos Românicos, Belo Horizonte, v.7, p.143-160, julho 2002.
________________. Exterior. Noite --- Filosofia/Literatura. Bauru: Lumme, 2015.
WELLS, B. (2014). Love’s Creation. In: Women: A Cultural Review, 25(1), 141–143. Disponível em: https://doi.org/10.1080/09574042.2014.899868 . Acesso em 26 de junho de 2024.
WOOLF, Virgínia. Selected Essays. New York: Oxford University Press Inc., 2009.
________________. Mrs. Dalloway. Trad. Claudio Alves Marcondes. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
________________. Um teto todo seu. Tradução Bia Nunes de Souza. São Paulo: Editora Tordesilhas, 2014.
________________. Orlando: uma biografia. Trad. Tomaz Tadeu. 1ª ed; 1ª reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
________________. Ao Farol. Trad. Tomaz Tadeu. 1ª ed; 5ª reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
________________. Os diários de Virgínia Woolf: Diário 1 – 1915-1918. Tradução: Ana Carolina Mesquita. São Paulo: Editora Nós, 2021.

Programa

1º Encontro: Sobre as bases teóricas e metodológicas da Geoliteratura

- Da Geografia à Literatura
- Da Literatura à Geografia
- Epistemologias Geoliterárias

Serão tratados temas como as conceituações presentes tanto na Geografia como Literatura, no sentido de ofertar uma reflexão sobre a Geoliteratura. De igual modo, propõe-se um breve debate sobre o papel das epistemologias geoliterárias a partir das quais o protagonismo da dimensão espacial é estruturado a partir das bases teóricas e metodológicas da Geografia e Literatura aproximando-as da Nona Arte, na conjunção entre imagem e texto e a narrativa desenvolvida a partir da estrutura e singularidade das histórias em quadrinhos.

2º Encontro: Fenomenologia, Linguagem e Nona Arte

- Ontologia e Fenomenologia
- Três fenomenologias: Heidegger, Sartre e Merleau-Ponty
- Linguagem, arte geoliterária e ontologia fenomenológica

No segundo encontro serão tratados algumas das principais bases da ontologia fenomenológica tendo como referência obras de e ideias dos filósofos Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty. Após esse primeiro momento será possível correlacionar a fenomenologia e sua proposta ontológica à linguagem e suas formas de expressão, tendo como foco a Nona Arte a partir do arcabouço teórico e metodológico da geoliteratura.

3º Encontro: Ilustrações dialógicas entre Nona Arte, Geoliteratura e Fenomenologia - Parte 1

Como sarjetas e requadros podem ser signos passíveis de leitura? A obra e a sistematização da técnica construída por Will Eisner ilustram muito bem essa possibilidade. Vamos explorar os elementos técnicos da narrativa gráfica e sua relação com os fenômenos socioespaciais.

4º Encontro: Ilustrações dialógicas entre Nona Arte, Geoliteratura e Fenomenologia – Parte 2

No quarto encontro do curso serão tratados os conceitos, ideias e formas de análise geoliterária da Nona Arte a partir da ontologia fenomenológica, a partir da obra Un peu de bois et’acier de Christophe Chabouté (2012).

Referências


ALVES, Ida. A Literatura é uma Geografia?. Revista Geografia, Literatura e Arte, São Paulo, n.1, v. 2, p. 20-34, 2018
ALMEIDA, Maria Geralda & RATTS Alecsandro J. P. (orgs.). Geografia: leituras culturais. Goiânia, GO: Alternativa, 2003, p. 71-88.
BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. 2ª Ed. Trad. Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
BESSE, Jean-Marc. Ver a Terra: seis ensaios sobre paisagem e geografia. Tradução de Vladimir Bartalini. São Paulo: Perspectiva, 2006.
BLANCHOT, M. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.
BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BRANDÃO, Luis Alberto. Teorias do Espaço Literário. São Paulo: Perspectiva, 2013.
CAGNIN, Antonio Luiz. Os Quadrinhos: um estudo abrangente da arte sequencial: linguagem e semiótica. São Paulo: Criativo, 2014.
CÂNDIDO, Antônio et.al A personagem de Ficção, 13a. Edição, São Paulo: Editora Perspectiva Ltda., 2017.
CASTRO, Júlia Fonseca. Geografia e Literatura: da aproximação ao diálogo. In: In: SUZUKI, J. C.; LIMA, A. P.; CHAVEIRO, E. F. (Org.). Geografia, literatura e arte: epistemologia, crítica e interlocuções. Porto Alegre: Imprensa Livre, p. 332-347, 2016.
CAUQUELIN, Anne. A invenção da paisagem. Trad. Marcos Marciolino. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
CAVALCANTI, Ionaldo de Andrade. O mundo dos quadrinhos. São Paulo: Símbolo, 1977.
COLLOT, Michel. Rumo a uma geografia literária. In: Gragoatá, Niterói, n. 33, p. 17-31, 2. sem. 2012. 
COLLOT, Michel. Poética e filosofia da paisagem. Trad. Ida Alves. Editora: Oficina Raquel, 2013.
COMPAGNON. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Trad. Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999.
COUTINHO, Evaldo. O lugar de todos os lugares. São Paulo: Perspectiva, 1976.
DARDEL, Eric. O homem e a terra: natureza da realidade geográfica. (Trad.Werther Holzer). Perspectiva: São Paulo, 2011.
DIMAS, Antonio. Espaço e romance. São Paulo: Ática, 1985.
ECO, Umberto. Apocalípticos e integrados. São Paulo: Perspectiva, 1993
EISNER, Will. Narrativas Gráficas de Will Eisner. São Paulo: Devir, 2005.
EISNER, Will. Nova York: a vida na grande cidade. São Paulo: Companhia das letras, 2009.
EISNER, Will. Quadrinhos e arte sequencial: princípios e práticas do lendário cartunista. 4ª. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.
GOMES, Paulo César da Costa; GOIS, M. P. F. A cidade em quadrinhos: elementos para a análise da espacialidade nas histórias em quadrinhos. Cidades (Presidente Prudente), v. 5, p. 17-32, 2008.
HEIDEGGER, Martin. Marcas do Caminho. Trad. Enio Paulo Giachini e Ernildo Stein. Petrópolis RJ: Vozes, 2008.
HEIDEGGER, Martin. Sobre a essência da linguagem: a metafísica da linguagem e a vigência da palavra. Trad. Enio Paulo Giachini. Petrópolis\RJ: Vozes, 2015.
LIMA, E. A. B. G. D. As geografias nas HQs: possibilidades. Universidade Federal de Londrina. Paraná, p. 1-10. 2005.
MARANDOLA JR., Eduardo; HOLZER, Werther; OLIVEIRA, Lívia de. (Orgs.) Qual o Espaço do Lugar? Geografia, Epistemologia, Fenomenologia. São Paulo: Editora Perspectiva, 2012
MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da Percepção. Trad. Carlos. A. Ribeiro de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
MONTEIRO, Carlos Augusto de Figueiredo. O mapa e trama: ensaios sobre o conteúdo geográfico em criações romanescas. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2002.
OLANDA, D. A.; ALMEIDA, M. G. de. A geografia e a literatura: uma reflexão. Geosul. Florianópolis, v. 23, n. 46, p. 7-32, jul/dez 2008.
OLIVEIRA, M. V. A metrópole em Will Eisner. 2013. 92 f. Trabalho de Graduação Individual em Geografia – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
PAZ, Octávio. O arco e a lira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
PIGLIA, Ricardo. O laboratório do escritor. Trad. Josey Vianna Baptista. São Paulo: Editora Iluminuras Ltda.,1994.
RAMA, M. Â. G. A representação do espaço nas histórias em quadrinhos do gênero super-heróis: a metrópole nas aventuras de Batman. São Paulo: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Programa de Geografia Humana, 2006.
SARTRE, Jean-Paul. O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica. Trad. Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 2008.
SUZUKI, Julio Cesar. Geografia e Literatura: abordagens e enfoques contemporâneos. In: Revista do Centro de Pesquisa e Formação, v. 5, p. 129-147, 2017. Disponível em: < https://www.sescsp.org.br/files/artigo/e5e7f714/f8ed/443d/b048/0b3a58e2… > Acesso: 16\01\2018.

Programa

- Aula 1: Sexismo e antissufragismo no início do século XX

- Aula 2: Da misoginia aos discursos antigênero da contemporaneidade

Bibliografia:

ALVES, Branca Moreira. A luta das sufragistas. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Pensamento feminista brasileiro – formação e contexto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.
BARD, Christine (org.). Un siècle d’antiféminisme. Éditions Fayard, 1999.
BARD, Christine; BLAIS, Mélissa; DUPUIS-DÉRI, Francis. Antiféminismes et masculinismes d'hier et d'aujourd'hui. Presses Universitaires de France, 2019.
BESSE, Susan K. Modernizando a desigualdade: reestruturação da ideologia de gênero no Brasil, 1914-1940. São Paulo: Edusp, 1999.
BERGMANN, M. How many feminists does it take to make a joke? Sexist humor and what’s wrong with it.” Hypatia (1) 1, 63-82, 1986. doi:10.1111/j.1527-2001.1986.tb00522.x
CHARTIER, Roger. Diferenças entre os sexos e dominação simbólica (nota crítica). Cadernos Pagu, v. 4, p. 37-47, 1995.
CORBIN, Alain; COURTINE, Jean-Jacques; VIGARELLO, Georges. História da Virilidade. Vol. 3 (A virilidade em crise? Séculos XX-XXI). Petrópolis: Vozes, 2013.
CRAWFORD, Mary. Gender and humor in social context. Journal of Pragmatics, 35 , 2003.
GALZERANO, L. S. A OFENSIVA ANTI-GÊNERO NA SOCIEDADE BRASILEIRA. Revista Trabalho Necessário, v. 19, n. 38, p. 82-104, 16 jun. 2021.
GAY, Peter. A experiência burguesa: da Rainha Vitória a Freud. 1. A educação dos sentidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1988 [1984].
HARRISON, Brian. Separete spheres : the oposition to women’s suffrage in Britain. London, Routledge Library Editions: Women’s History, 2013.
JUNQUEIRA, Rogério. “Ideologia de gênero”: uma ofensiva reacionária transnacional. Tempo e Presença, 2019, vol. 32, p. 1-22.
KARAWEJCZYK, Mônica. As Suffragettes e a Luta pelo Voto Feminino. História, imagem e narrativas, nº 17 (out. 2013).
LAQUEUR, Thomas. Inventando o Sexo – corpo e gênero dos gregos a Freud. Rio de Janeiro: Editora Dumará, 2001.
LERNER, Gerda. A criação da consciência feminista. Editora Cultrix, 2022.
LÓPEZ, Elvira. El movimiento feminista: primeros trazos del feminismo em Argentina (1901), Buenos Aires: Biblioteca Nacional, 2009. Disponível em: https://www.bn.gov.ar/micrositios/admin_assets/issues/files/72971dd6d3d… Acesso em julho de 2021.
MOREIRA, T. B. R. Os essencialismos de gênero pelo viés da ironia: o antifeminismo em publicações das revistas ilustradas humorísticas "O Malho" e "Careta". Epígrafe, [S. l.], v. 7, n. 7, p. 55-81, 2019. DOI: 10.11606/issn.2318-8855.v7i7p55-81. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/epigrafe/article/view/154020.
_______________. A representação (anti)feminista na imprensa ilustrada argentina do início do século XX: entre disputas e apropriações. Revista Angelus Novus, [S. l.], v. 12, n. 17, p. 189318, 2022. DOI: 10.11606/issn.2179-5487.v12i17p189318. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ran/article/view/189318. Acesso em: 3 nov. 2022.
_______________. O (anti)feminismo nas representações da virilidade na imprensa ilustrada humorística (Brasil e Argentina, 1904-1918). Revista Eletrônica da ANPHLAC, [S. l.], v. 21, n. 31, p. 257–292, 2021. DOI: 10.46752/anphlac.31.2021.3951. Disponível em: https://anphlac.emnuvens.com.br/anphlac/article/view/3951.
PERROT, Michelle. Mulheres públicas. São Paulo: Editora Unesp, 1998.
PRESTES, Ana (org.). 100 anos da luta das mulheres pelo voto na Argentina, Brasil e Uruguai. Porto Alegre, RS: Instituto E Se Fosse Você?, 2021.
SOIHET, Rachel. Feminismos e antifeminismos: Mulheres e suas lutas pela conquista da cidadania plena. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2013.
VIANNA, Cláudia; BORTOLINI, Alexandre. Discurso antigênero e agendas feministas e LGBT nos planos estaduais de educação: tensões e disputas. Educação e Pesquisa [online]. 2020, v. 46 [Acessado 15 Novembro 2022] , e221756. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1678-4634202046221756. Epub 30 Set 2020. ISSN 1678-4634. https://doi.org/10.1590/S1678-4634202046221756.

Programa

Aula 1: 02/08/2023

CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos. São Paulo:
todavia, p. 1-75.

MORAES, Anita M. R. de. Sistema Literário. In: JOBIM, José L.; ARAÚJO, Nabil; SASSE,
Pedro P. Novas palavras da crítica (II). Rio de Janeiro: edições Makunaíma, 2023, p. 253-276.
Disponível em <http://www.edicoesmakunaima.com.br/wp-content/uploads/2023/03/NOVAS-
PALAVRAS-DA-CRITICA-II.pdf>.

Aula 2: 03/08/2023

CAMPOS, Haroldo de. O sequestro do Barroco na Formação da Literatura Brasileira: o caso
Gregório de Matos. São Paulo: Iluminuras, 2011.

LIMA, Luiz Costa. Concepção de história literária na “Formação”. In: D'INCAO, Maria A.;
SCARABÔTOLO, Eloísa F. (Orgs.). Dentro do texto, dentro da vida: ensaios sobre Antonio
Candido. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 153-169.

Aula 3: 04/08/2023

BAPTISTA, Abel B. O cânone como formação: a teoria da literatura brasileira de Antonio
Candido. O livro agreste: ensaio de curso de literatura brasileira. Campinas: Editora da
Unicamp, 2005, p. 41-80. Disponível em
<https://drive.google.com/file/d/1LhF4OBP5B4dLfeHJ1pbFU9ueQF86UEc2/view&…;.

FISCHER, Luis A. A Formação vista desde o sertão. In: Revista Brasileira de Literatura
Comparada, v. 13, n. 18, 2011. Disponível em
<https://revista.abralic.org.br/index.php/revista/article/view/258/262&gt;.

Aula 4: 09/08/2023

MORAES, Anita M. R. de. Formação da Literatura Brasileira. Para além das palavras:
representação e realidade em Antonio Candido. São Paulo: EdUNESP, 2015.

MORESCHI, Marcelo. D'a Espírita e de Encostando no barranco, para cândida apreciação.
Revista Criação & Crítica, 1(26), 190-209. https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i26p190-
209.

Aula 5: 10/08/2023

MELO, Alfredo C. A formação como nacional-ocidentalização. Revista Criação & Crítica,
1(26), 136-148. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/criacaoecritica/article/view/166230.

SANTIAGO, Silviano. "Anatomia da Formação". Disponível em
<https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/184397-anatomia-da-
formacao.shtml?origin=folha>.

SANTIAGO, Silviano. "A literatura brasileira precisa superar o paradigma da formação e entrar

no da inserção" (2015). Disponível em <https://www.ufmg.br/online/arquivos/037483&gt;.

SANTOS, Carolina C. dos. Fora do eixo: Notas feministas sobre a teoria da Formação da
literatura brasileira. Revista Criação & Crítica, 1(26), 88-108. Disponível em:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i26p88-108.

Programa

Aulas 1-3: seção 1A e 1B;
Aulas 4-5: seção 1C;
Aulas 6-7: seção 1D;
Aulas 8-9: seção 1E;
Aulas 10-11: seção 1F;
Aulas 12-13: seção 1G;
Aula 14: revisão e exercícios da seção 1A-G;
Aulas 15-16: seção 2A;
Aulas 17-18: seção 2B;
Aulas 19-20: seção 2C;
Aulas 21-22: 2D;
Aulas 23-24: 2E;
Aulas 25-26: revisão e exercício da seção 2A-E;
Aula 27: avaliação;
Aula 28: devolutiva da avaliação.

Bibliografia básica:
Bechara, E. Lições de português pela análise sintática. Rio de Janeiro: Padrão, 1983.
Besselaar, J. van den. Propylaeum latinum. São Paulo: Herder, 1960.
Cart, A.; Grimal, P.; Lamaison, J. ; Noiville, R. Gramática latina. Tradução e adaptação de Maria Evangelina Villa Nova Soeiro. São Paulo: Edusp, 1986.
Faria, E. Gramática da língua latina. Revisão de Ruth Junqueira de Faria. Brasília: FAE (Fundação de Assistência ao Estudante), 1995 (1958).
Jones, Peter V.; Sidwell, Keith C. Aprendendo Latim: textos, gramática, vocabulário, exercícios. Tradução e supervisão: Isabella Tardin Cardoso, Paulo Sérgio de Vasconcellos e equipe. São Paulo: Odysseus, 2021.

Programa

Aula 1 (22.10) – A financeirização do território brasileiro em questão: abordagens e aproximações de processos em curso
Prof. Dra. Marina Montenegro
Tópicos:
- Entre a globalização e a financeirização
- Enfoques correntes da financeirização: da escola da regulação à financeirização do cotidiano
- Financeirização do território brasileiro: aproximações de processos em curso 
- Implicações da financeirização: creditização, expansão do consumo e endividamento
Referências bibliográficas sugeridas:
Chesnais, F. (2005) A Finança mundializada. Raízes sociais e políticas, configurações e consequências. São Paulo: Boitempo.
Christopherson, S.; Martin, R. & Pollard, J. (2013) Financialisation: roots and repercussions. Cambridge journal of regions, economy and society, n. 6, p. 351-357. 
Montenegro, M., Contel, F. (2017). Financeirização do território e novos nexos entre pobreza e consumo na metrópole de São Paulo. EURE (Santiago), 43(130), 115–139.

Aula 2 (29.10) – Políticas de austeridade, privatização da previdência social e a difusão da lógica do investidor individual
Dr. Caio Zarino Jorge Alves  e  Prof. Dr. Wagner Wendt Nabarro
Tópicos:
- Neoliberalização da previdência social: seguridade como direito e financeirização do cotidiano 
- O mercado de capitais como instância da formação de poupança pela população
- O rentismo como perspectiva e a difusão da lógica do investidor individual
Referências bibliográficas sugeridas:
Contel, F. Financialization and local scale dynamisms. In: Contel, F. Financialization of the Brazilian territory: from global forces to local dynamisms. Cham: Spring, 2020.
Leyshon, A.; Thrift, N. (2007) The capitalization of almost everything: the future of finance and capitalism. Theory, Culture and Society, 24(7-8), 97-115.
Santos, M. Há cidadãos neste país? In: Santos, M. O espaço do cidadão. São Paulo: Edusp, [1987] 2002, p. 19-30.

Aula 3 (05.11) – Financeirização e digitalização do dinheiro território brasileiro
Dr. Victor Iamonti e Msc. Fernanda Almeida
Tópicos:
- Transformações recentes do sistema de pagamentos brasileiro
- Diversidade e complementaridades existentes
- A expansão dos pagamentos digitais instantâneos nas atividades de pequena dimensão
Referências bibliográficas sugeridas:
- Contel, F. B. (2009). Espaço geográfico, sistema bancário e a hipercapilaridade do crédito no Brasil. Caderno CRH, 22(55). https://doi.org/10.9771/ccrh.v22i55.19005  
- Silveira, M. L. (2017) Banalidade das finanças e cidadania incompleta: lugar e cotidiano na globalização.
GEOUSP Espaço e Tempo, São Paulo, v. 21, n° 2, p. 370-383.
Ferreira, A. R. (2022). Arranjo Pix: Regulação e concorrência em pagamentos digitais. Revista da Procuradoria- Geral do Banco Central, 16(1), 100–113.  https://doi.org/10.58766/rpgbcb.v16i1.1158

Aula 4 (12.11) – Contra-racionalidades das finanças no Brasil: alternativas e a força do lugar
Profa. Dra. Carolina Gabriel de Paula Pupo e Prof. Dr. Henrique Pavan
Tópicos:
- Contra-racionalidades das finanças no território brasileiro
- Finanças solidárias: o papel das moedas locais no desenvolvimento dos territórios 
- A força do lugar e dos tempos lentos
Referências bibliográficas sugeridas:
- Santos, M. Os Espaços da Racionalidade. In: SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e
emoção. São Paulo, Edusp, [1996] 2012, 4ª ed.
- Pupo, C. G. de P . (2022) Entre os nexos dos circuitos da economia urbana e novas possibilidades financeiras.
Boletim Campineiro de Geografia, v. 12, p. 63-83.
- Queiroz, C. Bancos comunitários impulsionam o desenvolvimento local. Revista Pesquisa Fapesp, edição 347, jan 2025.
 

Programa

PARTE 1: SERTÃO: CONCEITO GEOGRÁFICO

O conceito de sertão é um dos mais complexos da Geografia. Pensar o sertão é perpassar pelos principais conceitos geográficos como paisagem, lugar, territorialidade, geograficidade, região, fronteira, território, dentre outros, mantendo-se, como ponto comum a espacialidade intrínseca à ideia de sertão.

Parte 1.1 A espacialidade do sertão
Parte 1.2 Sertão como paisagem(ens)
Parte 1.3 Sertão como território(s)
Parte 1.4 Sertão como lugar(res)
Parte 1.5 Sertão como região(ões)

Referências

AMADO, Janaina. Região, Sertão, Nação. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 8, n.5, p. 145-151, 1995. Disponível em: < http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/viewFile/1990…; Acesso em:08\12\2017.

FERREIRA, A. L.; DANTAS, G. A. F.; SIMONINI, Y. Cartografia do (De)Sertão do Brasil: Notas Sobre Uma Imagem em Formação – Séculos XIX e XX In: Scripta Nova
Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales
Universidad de Barcelona. ISSN: 1138-9788. Depósito Legal: B. 21.741-98
Vol. XVI, núm. 418 (69), 1 de noviembre de 2012.

MARQUES, Ana Rosa; FERNANDES, Maria Bueno. Entre o Sertão e o Cerrado. In: paralelismos e disparidades. In: Espaço e Cultura. UERJ, RJ, N. 40, P. 157-180, JUL./DEZ. DE 2016. Disponível em: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/

MORAES, Antonio Carlos. O Sertão: um outro geográfico. In: Revista Terra Brasilis, Rio de Janeiro, v. 4/5, p. 11-23, 2003. Disponível em: Acesso em: 18\12\2017.

REGO, Heráclito. O sertão e a Geografia. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. Nº 63, abr. 2016, p. 42-66. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/114856 Acesso em: 18\12\2017.

SILVA, Moacir. “A Propósito da Palavra ‘Sertão’”. In: Boletim Geográfico. Rio de Janeiro: IBGE, VIII(90): 637-644, setembro, 1950. Disponível em: < https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/19/bg_1950_v8_n9…; Acesso em: 11\12\2017.

 

PARTE 2: SERTÃO E A LTERATURA

A exploração do sertão na literatura brasileira, seja em prosa ou verso, é ampla, e possui obras e autores que se tornaram referência. Há uma diversidade de paisagens, narrativas e representações do sertão, em contos, novelas, romances, poesias e correlações com modos de vida, relações de trabalho e processos produtivos, questões familiares, o papel da urbanização, dentre outras temáticas.

Parte 2.1 Literatura entre o cerrado e a caatinga
Parte 2.2 De Ramos, Cunha e Rosa a Coralina, Assaré e Melo Neto
Parte 2.3 O sertão para além do regionalismo literário

Referências

ASSARÉ, Patativa do (Org.); CARVALHO, Francisco Gilmar Cavalcante de. (Org.). Cordéis - Patativa do Assaré. 2ª ed., Fortaleza: Edições UFC, 2012. v. 1.000. 360 p.

BRITO, Francisco de Assis. O metapoema em Patativa do Assaré: Uma introdução ao pensamento literário do poeta.. Crato, Faculdade de Filosofia, 1984._

CORALINA, Cora. Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. São Paulo: Global, 1993.
__________. Meu Livro de Cordel. São Paulo: Global, 1994.

CUNHA, Euclides. À margem da história. São Paulo: Lello Brasileira S.A, 1967.

_______. Os Sertões. São Paulo: Editora Brasiliense S.A., 1985.

MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina e outros poemas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2007.

____________. A educação pela pedra e outros poemas. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2008

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record 1984

________. Caetés. Rio de Janeiro: Record 1984.

ROSA, João Guimarães . “Buriti”. In: ______. Corpo de Baile. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, vol. 2, 1969.

_____. Grande Sertão: Veredas. 19. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.


PARTE 3: GEOLITERATURA E GEOPOÉTICA

A Geoliteratura e a Geopoética possuem, como um de seus principais traços, a interface interdisciplinar de seu referencial teórico e metodológico. É a partir do encontro entre Geografia e Literatura, com suas singularidades e diversidade, que emerge a Geoliteratura e a Geopoética, promovendo o diálogo epistemológico, metodológico e de novas fronteiras de análise da espacialidade na produção literária.

3.1 Geografia e Literatura
3.2 Geoliteratura e Geopoética
3.2 Olhar geográfico e a teoria literária

Referências

ALMEIDA, Maria Geralda & RATTS Alecsandro J. P. (orgs.). Geografia: leituras culturais. Goiânia, GO: Alternativa, 2003, p. 71-88.

BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. 2ª Ed. Trad. Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

BESSE, Jean-Marc. Ver a Terra: seis ensaios sobre paisagem e geografia. Tradução de Vladimir Bartalini. São Paulo: Perspectiva, 2006.

BLANCHOT, M. O espaço literário. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

BRANDÃO, Luis Alberto. Teorias do Espaço Literário. São Paulo: Perspectiva, 2013.

CASTRO, Júlia Fonseca. Geografia e Literatura: da aproximação ao diálogo. In: In: SUZUKI, J. C.; LIMA, A. P.; CHAVEIRO, E. F. (Org.). Geografia, literatura e arte: epistemologia, crítica e interlocuções. Porto Alegre: Imprensa Livre, p. 332-347, 2016.

COLLOT, Michel. Rumo a uma geografia literária. In: Gragoatá, Niterói, n. 33, p. 17-31, 2. sem. 2012.

DARDEL, Eric. O homem e a terra: natureza da realidade geográfica. (Trad.Werther Holzer). Perspectiva: São Paulo, 2011.

OLANDA, D. A.; ALMEIDA, M. G. de. A geografia e a literatura: uma reflexão. Geosul. Florianópolis, v. 23, n. 46, p. 7-32, jul/dez 2008.

SUZUKI, Julio Cesar. Geografia e Literatura: abordagens e enfoques contemporâneos. In: Revista do Centro de Pesquisa e Formação, v. 5, p. 129-147, 2017. Disponível em: < https://www.sescsp.org.br/files/artigo/e5e7f714/f8ed/443d/b048/0b3a58e2… > Acesso: 16\01\2018.
PARTE 4: UMA VISÃO GEOLITERÁRIA DO SERTÃO

Do conceito geográfico de sertão à sua exploração, representação e visões na produção literária vislumbra-se uma Geoliteratura e Geopoética dos sertões do sertão. Elementos da Geografia e Literatura unem-se, no engendramento e mobilização de formas específicas, complexas e dialógicas de se pensar, analisar e experenciar o sertão.

4.1 Diferentes paisagens sertanejas
4.2 Ão do sertão como extensio móvel
4.3 Ser-tão em tantos estares

Referências

AB’SÁBER, A. N. Sertões e sertanejos: uma geografia humana sofrida. In: Estudos Avançados. 13 (36), p. 5-59, 1999. Disponível em < https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9474/11043%3E.>: Acesso em: 14\12\2017.

AMEIDA, M. G. Sertão, Identidades e Representações no Centro-Oeste. Revista Observatório Itaú Cultural, v. 25, p. 34-43, 2019.

EVANGELISTA P., V. K.; TRAVASSOS, L. E. P. Geografia, paisagem, literatura e geopatrimônio nas obras de Guimarães Rosa. Ateliê Geográfico, 13(3), 112-137. 2019.

FIGUEIREDO, Wellington dos Santos. Pelas veredas do grande sertão: a contribuição da literatura de Guimarães Rosa para uma epistemologia do pensamento geográfico - notas introdutórias. In: Ciência Geográfica, v. XVIII, p. 39-48, 2014.

LEITÃO JÚNIOR, A. M.; ANSELMO, R. C. M. de S. O Sertão na Literatura nacional: o expansionismo do projeto modernizador na formação territorial brasileira. In: Revista Geográfica de América Central, v. 2, p. 3, 2011.

LIMA, S. T. Geografia e literatura: alguns pontos sobre a percepção da paisagem. Geosul. Florianópolis, SC. V. 15, n.30. pp.7-33, jul/dez. 2000.

MELO, A. F. O Lugar-Sertão: grafias e rasuras. Dissertação de Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais: Belo Horizonte UFMG, 2006.

MURARI, Luciana. Brasil, fcção geográfca. Ciência e nacionalidade no país d’Os sertões. Belo Horizonte: Fapemig, São Paulo: Annablumme, 2007.

TOFANI, F. P.. Sertão: é Dentro da Gente - Um Breve Ensaio sobre o Olhar, o Deserto e a Geografia. In: Boletim Mineiro de Geografia, v. 8, p. 175-195, 2005.

Programa

06/05: Apresentação da professora; apresentação dos participantes (atuação;
experiência na área de manutenção de aeronaves; estudo da língua inglesa).
Questionário Inicial; Avaliação Inicial. Discussão sobre o artigo (leitura prévia).
Pesquisa sobre os (tipos de) documentos da aviação (FAA, ANAC, NSTB,
CENIPA 1 ); leitura complementar prévia (TERENZI; CORDEIRO; FARIAS, 2020;
ZAFIHARIMALALA; TRICOT, 2010)

13/05: Tipos e funções dos documentos da aviação. Discussão sobre o artigo
(leitura prévia). Atividades relacionadas ao conteúdo. Leitura do artigo de
Terenzi e Pantoja (2018)

20/05: Uso de tradutores automáticos, dicionários e glossários especializados para
tradução de termos técnicos. Atividades relacionadas ao conteúdo. Discussão
sobre o artigo (leitura prévia). Leitura do artigo de Terenzi e Pinto (2020)

27/05: Brainstorm de dificuldades com vocabulário; Introdução à linguística de
corpus; Clusters; leitura e compreensão de documentos; identificação e tradução
de grupos nominais. Atividades relacionadas ao conteúdo = tradução e
compreensão do texto. Discussão sobre o artigo (leitura prévia) Atividade de
leitura e compreensão de documentos; identificação e tradução de grupos
nominais

03/06: Uso do corpus para estudo de vocabulário recorrente (word list e clusters).
Atividade de análise de palavras recorrentes no corpus especializado e análise
de clusters; leitura complementar (FONSECA; TERENZI, 2020)

10/06: Apresentações dos resultados da tarefa; exercícios de fixação do
vocabulário estudado. Discussão sobre o artigo (leitura prévia). Exercício sobre
preposições (atividade de diagnóstico para verificar o desempenho dos
participantes)

17/06: Preposições – Explicações. Discussão sobre os exercícios feitos
previamente. Uso de tradutores e dicionários considerando preposições. Leitura
de documentos e seleção de preposições que geram confusão (alunos devem
selecionar exemplos a serem apresentados na próxima aula)

24/06: Discussão sobre os exemplos destacados pelos participantes. Uso do
corpus para estudo de preposições (explicação e atividades práticas) Atividade
de análise do uso de preposições

01/07: Apresentação dos resultados das atividades da tarefa; relatos de
procedimentos realizados ou problemas em relatórios de acidentes. Leitura de
(parte de) relatórios de acidentes com aeronaves.  Leitura complementar
(FARRET, 2012)

08/07: Uso do corpus para estudo das formas de relatar procedimentos realizados
ou problemas. Discussão sobre o artigo (leitura prévia).  Atividade de análise
das formas de relatar procedimentos realizados ou problemas

15/07: Apresentação dos resultados das atividades da tarefa; atividades de
revisão dos conteúdos estudados. Atividade de Revisão

22/07: Avaliação Final; Questionário Final. Avaliação do Curso

29/07: Encerramento do Curso; Avaliação do Curso.

Avaliação:

1. Cada participante será responsável pela realização das atividades demandadas ao
longo do curso.

2. Cada participante será responsável por pelo menos uma apresentação, para todos os
colegas, dos resultados obtidos na tarefa.

3. O participante deverá responder todos os questionários enviados pela professora ao
longo do curso.

4. O participante deverá ter 75% de presença nos encontros síncronos e deverá obter
nota igual ou superior a 6 para ser aprovado.

Referências Bibliográficas

FARRET, L. F. Reporte de itens de discrepância na aviação civil: um estudo baseado em
um corpus especializado. Aviation in Focus, v. 3, p. 76-90, 2012.
FONSECA, H. M.; TERENZI, D. A língua inglesa na manutenção de aeronaves: estudo
dos termos mais recorrentes do tópico “the dirty dozen” e suas respectivas traduções.
Revista CBTecLE, v. 2, p. 1-13, 2020.

TERENZI, D.; CORDEIRO, E. M.; FARIAS, P. L. Análise das características linguísticas
e de formatação de manuais de manutenção de aeronaves. Revista CBTecLE, v. 2, p. 1-14,
2020.

TERENZI, D .; PANTOJA, M. T. B. A busca pela tradução de termos técnicos da área de
manutenção de aeronaves: um estudo exploratório. Revista CBTecLE, v. 1, p. 1-11, 2018.

TERENZI, D.; PINTO, K. S. Estudo de traduções baseado em corpus: análise de termos
referentes à aeronave considerando o inglês para aviação. Revista CBTecLE, v. 2, p. 1-16,
2020.

ZAFIHARIMALALA, H.; TRICOT, A. Text signals in the aircraft maintenance
documentation.  MAD , Multidisciplinary Approaches to Discourse, Moissac, March 17-
20. 2010.

Programa

PROGRAMA DAS AULAS E BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA:

01/08: A FAMÍLIA, DISPOSITIVO DO PARENTESCO
O que é “família”? - Quais as principais características dessa instituição? - Qual a sua relação com outros aspectos da estrutura e da organização social?
LEITURA DE TODOS OS SEGUINTES TEXTOS:
Engels, Friedrich (Ed.). A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2019. Capítulo 2 – A família.
Moschkovich, Marília. Entre marxismo, feminismo e antropologia: Posfácio à edição brasileira de "A origem da família, da propriedade privada e do Estado". In: Engels, F. (Org.). A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 1. ed., São Paulo: Boitempo, 2019. p. 165–174.
Moschkovich, Marília. A crítica à família e os estudos antropológicos de Engels. In: Antunes, R.; Fontes, V.; Mascaro, A.; Moschkovich, M.; Netto, J. P. (Org.). Curso livre Engels: vida e obra, São Paulo: Boitempo, 2021, p.113–127.
LEITURA COMPLEMENTAR FORTEMENTE RECOMENDADA:
MORGAN, Lewis Henry. Ancient Society Or Researches in the Lines of Human Progress from Savagery through Barbarism to Civilization. Calcutta,Bharti Library, 1944.

02/08 – OS ESTUDOS DO “PÓS-PARENTESCO” NA ANTROPOLOGIA
O que são os estudos de parentesco? - Quais as principais ideias dos estudos clássicos de parentesco e sua contribuição para a antropologia? - O que são os estudos de “pós-parentesco” e de que maneira alteram a compreensão do parentesco? - Como a “família” aparece nos estudos do “pós-parentesco”?
ESCOLHER NO MÍNIMO UM DOS TEXTOS SEGUINTES:
Carsten, Janet. After Kinship. Cambridge: Cambridge Univ. Press, 2007. 216 p. (New departures in anthropology). Introdução.
FONSECA, C. De afinidades a coalizões: uma reflexão sobre a “transpolinização” entre gênero e parentesco em décadas recentes da antropologia. Ilha Revista de Antropologia, Florianópolis, v. 5, n. 2, p. 005-031, jan. 2003.
Schneider, David Murray. American kinship: A cultural account. 2. ed. Chicago: University of Chicago Press, 1980. Capítulo 1 (Introdução) e Parte Um (Capítulos 2 e 3) – p. 1 a 56
Strathern, Marilyn. After nature: English kinship in the late twentieth century. Cambridge, New York: Cambridge University Press, 1992. xviii, 240. (The Lewis Henry Morgan lectures, 1989). Introdução e capítulo 1.
YANAGISAKO, S & J Collier. Toward a unified theory of gender and kinship, in Collier & Yanagisako (ed.). Gender and Kinship, pp.14-50; 1987.

03/08 – FAMÍLIA COMO DISPOSITIVO COLONIAL
Qual a relação entre a família e o processo colonial? – Que papel desempenhou o Estado em casos como o brasileiro? – Quais as relações de poder estabelecidas ao longo do tempo nesse tipo de interação? – De que maneira as subjetividades se configuram nesse quadro?
LEITURA DE AMBOS OS TEXTOS:
Corrêa, Mariza. Repensando a família patriarcal brasileira. Cadernos de pesquisa: revista de estudos e pesquisa em educação, Mai/81, p. 5–16, 1981. Disponível em: <http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/1590&gt;. Acesso em: 8 ago. 2018.
Potthast-Jutkeit, Barbara. The history of family and colonialism: Examples from Africa, Latin America, and the Caribbean. The History of the Family, v. 2, n. 2, p. 115–121, 1997. doi:10.1016/S1081-602X(97)90001-4.
LEITURA COMPLEMENTAR FORTEMENTE SUGERIDA:
Candido, Antonio. The Brazilian Family. In: Smith, T. L. (Org.). Brazil, portrait of half a continent New York: Dryden Press, 1951. viii, 466 (The Dryden press sociology publications, p. 291–311.
Freyre, G. [1933]. Casa-grande & senzala. São Paulo: Companhia das Letras, 1987 (Préfácio).

04/08 – FAMÍLIA, ESTADO E PRÁTICAS SOCIAIS NO BRASIL HOJE
Como podemos pensar o caso brasileiro a partir das ferramentas já trabalhadas no curso? – Que particularidades a contemporaneidade brasileira tem em relação ao papel institucional da família na política e vice-versa?
ESCOLHER NO MÍNIMO UMA DAS LEITURAS A SEGUIR:
Fonseca, Claudia. Família e parentesco na antropologia brasileira contemporânea. In: Martins, C. B. (Org.). Antropologia, São Paulo: ANPOCS; Discurso Editorial; Barcarolla, 2010. p. 457-487 (Horizontes das ciências sociais no Brasil. Machado, Lia Zanotta. Famílias e individualismo: tendências contemporâneas no Brasil. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 5, p. 11–26, 2001.
Moschkovich, Marilia. “Família” e a nova gramática dos direitos humanos no governo de Jair Bolsonaro (2019-2021). Mecila Working Paper Series, 2022. (No prelo)
Sarti, Cynthia Andersen. A família como ordem simbólica. Psicologia USP, v. 15, n. 3, p. 11–28, 2004. doi:10.1590/S0103-65642004000200002.
Pilão, Antonio Cerdeira. Normas em movimento: monogamia e poliamor no contexto jurídico brasileiro. Teoria e Cultura, Juiz de Fora, MG, v.16, n.3, p.103-115, 2021.

05/08 – A POLÍTICA ANTI-FAMÍLIA
De que modo contribuições recentes de pesquisadoras e autoras de diferentes áreas reposicionam a família tanto politicamente quanto como objetos de estudos e disputa? – Quais as relações entre a instituição Família e as categorias de pessoa, sujeito, cidadania etc.? – De que forma a Família incide sobre corpos e de que forma experiências de corpos e sujeitos podem desestabilizar a Família? – Como práticas sexuais, afetivas e reprodutivas tensionam a instituição Família?
ESCOLHER NO MÍNIMO UMA DAS TRÊS LEITURAS A SEGUIR:
Haraway, Donna. O Manifesto das Espécies Companheiras: Cachorros, Pessoas e Alteridade Significativa. Rio de Janeiro: Bazar Do Tempo, 2021. Parte I (Naturezas-culturas emergentes)
Lewis, Sophie. Full surrogacy now: Feminism against family. London: Verso, 2019. Introdução e capítulo 1.
Vasallo, Brigitte. Pensamiento monógamo, terror poliamoroso. Madrid: La Oveja Roja, 2018. (disponível em português com o título “O desafio poliamoroso” – editora Elefante, 2022). Introdução e capítulos 1 e 2 (no original, páginas 9 a 71)

Filmes recomendados para assistir antes do curso:
(As referências aos filmes serão mobilizadas em diferentes momentos das diferentes aulas, às vezes de maneira recursiva, por isso é necessário assistir todos antes do início do curso)
- Festa em Família (Festen / The Celebration / disponível via torrent e em alguns serviços de streaming), Dinamarca, Thomas Vinterberg, 1998
- A excêntrica família de Antonia (Antonia / Antonia’s Line / disponível no YouTube como “A excêntrica família de Antonieta, legendado em português), Holanda, Marleen Gorris, 1995
- Juno (Juno / disponível em diversos serviços de streaming), EUA, Jason Reitman, 2007
- Que horas ela volta? (The second mother / disponível no Youtube e Globoplay), Brasil, Anna Muylaert, 2015

Programa

AULA 1: Língua, dialeto e algaravia
A primeira aula discute os conceitos de língua e dialeto, pontuando as diferenças entre o contexto brasileiro do início do século
XX e o italiano. A partir daí, procura-se examinar as diferentes formas de se enquadrar o fenômeno dos contatos linguísticos
oriundos da imigração massiva de italianos, bem como as diferentes misturas de códigos linguísticos daí resultantes. A aula
ainda apresenta alguns registros documentais de como era descrita na época a mistura linguística entre a população ítalo-
paulistana, tanto em fontes em língua portuguesa quanto em língua italiana.   
AMARAL, Amadeu. O dialecto caipira. São Paulo: Casa Editora “O Livro”, 1920.
LOPORCARO, Michele. Profilo linguistico dei dialetti italiani. Roma-Bari: Editori Laterza, 2009.
MELLO, Heliana; ALTENHOFEN, Cléo V.; RASO, Tommaso (orgs.). Os contatos linguísticos no Brasil. Belo Horizonte:
Editora UFMG, 2011. 
AULA 2: Contexto linguístico e regional da imigração italiana em São Paulo
Na segunda aula, será examinado o contexto linguístico da presença italiana em São Paulo, considerando a predominância da
dialetofonia e da fragmentação regional entre os imigrantes, bem como as modalidades de distribuição dos ítalo-paulistanos no
espaço urbano paulistano, gerando diferentes modalidades de contato com a língua local e com o italiano standard. 
BAGNA, Carla. “America Latina”. In: VEDOVELLI, Massimo (a cura di). Storia linguistica dell'emigrazione italiana nel
mondo. Roma: Carocci Editore, 2011.
TRUZZI, Oswaldo. Italianidade no interior paulista: percursos e descaminhos de uma identidade étnica (1880-1950). 1. ed. São
Paulo: Editora Unesp, 2016.
AULA 3: O dialeto humorístico: macarronismo e representação literária da linguagem
A terceira aula aborda a representação literária das línguas utilizadas pelos ítalo-paulistanos, com destaque para o
macarronismo, estilização cômica da mistura linguística. Serão analisadas as determinações do gênero discursivo para a
composição do macarronismo e a relação direta entre essa linguagem literária e a consolidação do conceito de dialeto ítalo-
paulistano. 
AZEVEDO, Milton M. Vozes em Branco e Preto: A Representação Literária da Fala Não-padrão. São Paulo: Editora da
Universidade de São Paulo, 2003. 
MENNUCCI, Sud. Húmor: 2ª edição remanejada. São Paulo: Editora Piratininga, 1934.
AULA 4: Estudos e apontamentos sobre o dialeto ítalo-paulistano
A última aula consiste em uma avaliação crítica dos estudos e apontamentos sobre o presumido dialeto ítalo-paulistano,
frequentemente replicados sem critério em estudos literários e históricos sobre o contexto da imigração italiana em São Paulo. 
BUENO, Francisco da Silveira. “Influências italianas no português do Brasil.” Orbis: Bulletin International de Documentation
linguistique, Tomo XIII, n 1, 1964, p. 240-252.
LEONI, Giulio Davide. “Divagazioni idiomatiche italo-portoghese”. Anuário da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, n
16, 1959, p. 111-117.
______. “Appunti per uno studio delle influenze del portoghese sui dialetti italiani a São Paulo del Brasile”. Orbis: Bulletin
International de Documentation linguistique, tomo XII, 1963, p. 212-220.
SILVA, Ivan. “O linguajar paulistano”. Planalto: quinzenário de cultura, São Paulo, 1941.