Programa

Encontro 1: Contextualização das autoras do curso: corpo, poesia e performance no início e no fim do século XX
Encontro 2: Apresentação e discussão de textos de Elsa von Freytag-Loringhoven
Encontro 3: Apresentação e discussão de textos de Gabriele Stötzer
Encontro 4: Discussão e considerações sobre as poetas em comparação

Referências:
BERS, Anna (Hrsg.) FRAUEN | LYRIK. Gedichte in deutscher Sprache. Stuttgart: Philipp Reclam, 2020.
BOSCO, Lorella; GILLEIR, Anke (Hgg.). Schmerz. Lust. Künstlerinnen und Autorinnen der deutschen Avantgarde. Bielefeld: Aisthesis Verlag,
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Trad. Renato Aguiar. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
CARSON, Anne. Eros: o doce-amargo. Trad. Julia Raiz. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022.
CIXOUS, Hélène. O riso da medusa. Trad. Natália Guerrelus e Raísa França Bastos. Posfácio: Flávia Trocolli. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022.
COHEN, Renato. Performance como linguagem. Criação de um tempo-espaço de experimentação. São Paulo: Perspectiva, 2002.
DOMIN, Hilde. Wozu Lyrik heute? Dichtung und Leser in der gesteuerten Gesellschaft. Frankfurt am Main. Fischer Verlag, 1993.
FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. Trad. Coletivo Sycorax. 1. ed. São Paulo: Elefante, 2019.
FISCHER-LICHTE, Erika. Ästhetik des Performativen. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 2004
FREYTAG-LORINGHOVEN, Elsa von. Body sweats: the uncensored writings of Elsa von Freytag-Loringhoven. Edited by Irene Gammel and Suzanne Zelazo. Cambridge: MIT Press, 2011.
______. Mein Mund ist lüstern. I got lusting palate. Dada-Verse. Herausgegeben und übersetzt von Irene Gammel. Berlin: Edition Ebersbach, 2005.
GAMMEL, Irene. Baroness Elsa. Gender, Dada and Everyday Modernity. Cambridge: MIT Press, 2003.
GLEESON, Sinéad. Constelações: Ensaios do corpo. Trad. Maria Rita Drumond Viana. Belo Horizonte: Relicário, 2023.
HOOKS, bell. Irmãs do inhame: Mulheres negras e autorrecuperação. Trad. Floresta. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2023.
KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do feminino: a mulher freudiana na passagem para a modernidade. 2.ed. São Paulo: Boitempo, 2016.
LINKLATER, Beth. “Und immer zügellos wird die Lust”. Constructions of sexuality in East German Literatures. Bern: Peter Lang, 1998.
LORDE, Audre. Irmã outsider. Trad. Stephanie Borges. Belo Horizonte: Autêntica, 2019
STÖTZER-KACHOLD, Gabriele. grenzen los fremd gehen. Mit Zeichnungen der Autorin. Berlin: Gerhard Wolf Janus Press, 1992.

Programa

Diásporas Africanas nas Américas e Expressão Artística em Perspectiva Atlântica: reflexões a partir dos manuscritos de Carolina Maria de Jesus e de textos criativos diversos
 
Ementa: Esse curso pretende discutir a existência de aspectos singulares da expressividade artística e da experiência africana nas Américas a partir de detalhes da obra e da vida da escritora afro-brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977), moradora por muitos anos da favela do Canindé em São Paulo, e de textos criativos de autores e artistas afro-americanos e afro-brasileiros, como Frederick Douglass, Langston Hughes, Paule Marshall, James Baldwin, Lima Barreto e João Antonio. Essa discussão terá como horizonte o contexto cultural transnacional das diásporas africanas e suas conexões com elementos histórico-culturais presentes na África ancestral. Carolina, que nasceu em Minas Gerais, era neta de um ex-escravo, filho de africanos, que contava histórias e rezava o terço diariamente. Ao mesmo tempo, muito cedo, foi encantada pela palavra escrita e concentrou seus esforços na leitura. Dessa forma, sua obra pode revelar pontos de confluência entre o universo oral e o letrado em um contexto de migrações. Um dos pontos centrais da discussão será a valorização de formas de escrita em meios supostamente orais ou não letrados e a intensa inventividade comunicativa e circularidade de ideias, práticas e conhecimentos nas diásporas, especialmente nos espaços urbanos. 
 
 
1ª. Aula – Narrativa proverbial. Em busca do caminho reto 
 
-Breve apresentação do curso e da noção de “texto criativo”. 
-Análise de alguns provérbios de Carolina Maria de Jesus. A utilização de provérbios na África e na diáspora. 
-Spirituals, religiosidade afro-americana, insubordinação e ética. 
 
 
2ª. Aula – Memórias, poesia e ficção. O entrelaçamento dos gêneros na literatura de diáspora 
 
-Momentos de revelação na literatura de diáspora. O contato entre comunidade, sujeito e ancestrais. 
-Trechos das memórias e da escrita ficcional de Carolina Maria de Jesus e análise de poesias selecionadas. 
-Detalhes nas obras de autores como Frederick Douglass, Langston Hughes, Paule Marshall, James Baldwin, Lima Barreto, João Antônio. 
 
3ª. aula – O encanto pela palavra escrita e a escrita encantada. 
 
-Formas de escrita na África e a valorização do letramento e dos livros na diáspora. 
-Formas de expressividade artística na diáspora. Códigos diferenciados de escrita e comunicação na África e nas Américas. A interioridade expressa em formas visuais. 
-A escrita afrodescendente em meios urbanos. 
 
 
4ª. aula – Circularidade de práticas, ideias e conhecimentos na diáspora. 
 
-O cosmopolitismo na cultura africana nas Américas. 
-O espaço criativo em movimento. Deslocamentos, segregação e experiências artísticas na diáspora. 
-Comentários finais do curso. 
 
 
Bibliografia: 
ANTONIO, João. Malagueta, Perus e Bacanaço. 4ª. ed., São Paulo: Cosac & Naif, 2004. (1ª. ed. 1963) 
BALDWIN, James. Go Tell it on the Mountain. New York: Bantam Dell, 2005. (1a. ed. 1952). 
BARRETO, Lima. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. 2ª. ed, São Paulo: Pinguin & Companhia das Letras, 2011. (1ª. ed. 1909). 
BUTLER, Kim D. “A nova negritude no Brasil – Movimentos pós-abolição no contexto da diáspora africana”. In: GOMES, Flávio; DOMINGUES, Petrônio (orgs). Experiências da Emancipação. Biografias, Instituições e Movimentos Sociais no Pós-Abolição (1890-1980). São Paulo: Selo Negro, 2011. 
CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano 1. Artes de Fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves, 4ª. ed., Petrópolis: Vozes, 1994. 
DOUGLAS, Frederick. Narrative of the Life of Frederick Douglas. An American Slave, Oxford: Oxford University Press, 1999. (1a. ed. 1845) 
FENNEL, Christopher C. Crossroads and Cosmologies. Diasporas and Ethnogenesis in the New World, Gainesville: University Press of Florida, 2007. 
FLORES, Élio Chaves. Palavras afiadas: memórias e representações africanistas na escrita de Carolina Maria de Jesus. Clio. Revista de Pesquisa Histórica, Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco, n. 28.1, 2010, p. 1-27. 
GATES Jr., Henry Louis. Os negros na América Latina, (tradução de Donaldson M. Garschagen), São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
GILROY, Paul. O Atlântico Negro. (tradução de Patrícia Farias), 2a. ed., São Paulo: Editora 34, 2012. 
GRIFFIN, Farah Jasmine. Harlem Nocturne. Women Artists & Progressive Politics During World War II. New York: Basic Civitas, 2013. 
GRIFFIN, Farah Jasmine. Who set you Flowin’? The African-American Migration Narrative. New York, Oxford: Oxford University Press, 1995. 
GUNDAKER, Grey. Signs of Diaspora/ Diaspora of Signs: Literacies, Creolization, and Vernacular Practice in African America, Oxford: Oxford University Press, 1998.HALL, Gwendolyn Midlo. Cruzando o Atlântico: etnias africanas nas Américas, TOPOI, v.6. n.10, jan-jun 2005, pp. 29-70.HEYWOOD, Linda M. (org.) Diáspora Negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2009. 
JESUS, Carolina Maria de. Antologia Pessoal. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996. 
JESUS, Carolina Maria de. Diário de Bitita, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 
JESUS, Carolina Maria de. Provérbios. São Paulo: Luzes, Gráfica Editora Ltda, s.d. 
LEVINE, Lawrence W.. Black Culture and Black Consciousness. Afro-American Folk Though from Slavery to Freedom, New York: Oxford University Press, 2007. (1a. ed. 1977) 
LOPEZ, Telê Porto Ancona. Mário de Andrade: Ramais e Caminho, São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1972. 
MARSHALL, Paule. Brown Girl, Brownstones. Old Westbury, New York: The Feminist Press, 1981. (1a. ed. 1959) 
MARTÍNEZ-RUIZ, Bárbaro. Kongo Graphic Writing and Other Narratives of the Sign. Philadelphia: Temple University Press, 2013. 
MATORY, James Lorand. Black Atlantic Religion. Tradition, Transnationalism, and Matriarchy in the Afro-Brazilian Camdomblé, New Jersey: Princeton University Press, 2005. 
MORAES, Marcos Antonio de. Orgulho de Jamais Aconselhar. A Epistolografia de Mário de Andrade, São Paulo: EDUSP, FAPESP, 2007. 
PERES, Elena Pajaro. Exuberância e Invisibilidade. Populações Moventes e Cultura em São Paulo, 1942 ao início dos anos 70. Tese de doutoramento em História Social, FFLCH-USP, 2007. 
QUASHIE, Kevin. The Sovereignty of Quiet. Beyond Resistance in Black Culture. New Brunswick, New Jersey and London: Rutgers University Press, 2012. 
SALIBA, Elias Thomé. As Utopias Românticas. 2ª. ed. revista, São Paulo: Estação Liberdade, 2003. 
SENNETT, Richard. O Artífice (tradução de Clóvis Marques), 3ª. ed., Rio de Janeiro: Record, 2012. 
SOUZA, Marina de Mello e. Reis Negros no Brasil Escravista. História da Festa de Coroação de Rei Congo, São Paulo / Belo Horizonte: Humanitas, Editora UFMG, 2006. 
THOMPSON, Robert Farris. Flash of the Spirit. African & Afro-American Art & Philosophy. New York: Vintage Books, 1984. 
THORNTON, John. A Cultural History of the Atlantic World, 1250-1820. New York: Cambridge University Press, 2012. 
THORNTON, John. The Kongolese Sait Anthony. Dona Beatriz Kimpa Vita and the Antonian Movement, 1684-1706. New York: Cambridge University Press, 1998. 
WILDER, Craig Steven. A Covenant with Color. Race and Social Power in Brooklyn. New York: Columbia University Press, 2000. 
WISSENBACH, Maria Cristina Cortez. “Teodora Dias da Cunha. Construindo um lugar para si no mundo da escrita e da escravidão. In: CÔRTES, Giovana Xavier da Conceição, FARIAS, Juliana Barreto e GOMES, Flávio dos Santos (orgs). Mulheres Negras no Brasil Escravista e Pós-Emancipação, pp. 227-242.

Programa

1ª aula: Além de uma rápida introdução à obra, serão abordados os contextos histórico e cultural que possibilitaram a sua criação, incluindo os motivos da valorização da literatura kana, escrita em japonês, em contraposição à escrita chinesa, no século X, e o florescimento da cultura de corte protagonizada por mulheres. Será apresentada também uma visão da sociedade e dos costumes da época, muito diferentes dos de hoje.
2ª aula: Serão abordadas as obras precursoras e contemporâneas de Narrativas de Genji, como as antologias poéticas Kokinwakashu e outras, as narrativas como Narrativa de Ochikubo e Narrativa do Cortador de Bambu, diários como Diário de Murasaki Shikibu, Livro de travesseiro, Diário de Izumi Shikibu e outros, bem como as suas influências na obra.
3ª aula: Será abordada a obra em si, com a apresentação das principais personagens e suas relações, a divisão em três partes e o respectivo tema, e o seu desenrolar, com os personagens adquirindo cada vez mais profundidade psicológica e visão crítica da sociedade, e as protagonistas mulheres, passando a ter cada vez mais voz.
4ª aula: Será apresentada uma leitura feminista da obra, com ênfase na última protagonista Ukifune, representada como uma jovem que, diferente de outras personagens, consegue apresentar resistência à imposição masculina fazendo uso de palavras. Será mostrada também a recepção da obra, que veio mudando ao longo da história, e suas influências em vários ramos da cultura e arte, que podem ser observadas até os dias de hoje.

AKIYAMA, Ken. Genji Monogatari no Sekai (Mundo de Narrativas de Genji). Tóquio: Tokyo Daigaku Shuppankai, 1964.
UEHARA, Sakukazu. Murasaki Shikubu-den: Heian ocho hyakunen o mitsumeta shogai (Lendas de Murasaki Shikibu: uma vida observando os cem anos da dinastia Heian). Tóquio: Benseisha, 2023.
BARGEN. Doris G. A woman’s weapon: spirit possession in the Tale of Genji. Havaí: University of Hawaii Press, 1997.
EMMERICH, Michael. The Tale of Genji: Translation, Canonization, and World Literature. Nova York: Columbia University Press, 2015. Reprint edition.
FIELD, Norman. The splendor of longing in the Tale of Genji. Princeton: Princeton University Press, 1987.
FUJII, Sadakazu. Genji Monogatari-ron (Teoria sobre Narrativas de Genji). Tóquio: Iwanami Shoten, 2000.
HARAOKA, Fumiko. Genji Monogatari no jinbutsu to hyogen: sono ryogiteki tenkai (Personagens e expressões de Narrativas de Genji: seu desenvolvimento ambíguo). Tóquio: Kanrin Shobo, 2003.
HARPER, T; SHIRANE, H. (org). Reading the Tale of Genji: Sources from the First Millennium. Nova York: Columbia University Press, 2015.
KAWAZOE, Fusae. Sei to bunka no Genji Monogatari: kaku onna no tanjo (Narrativas de Genji, sua cultura e sexo: surgimento de escritoras mulheres). Tóquio: Chikuma Shobo, 1998.
KUFUKIHARA, Rei. Genji Monogatari to waka no ron: itan e no manazashi (Narrativas de Genji e teoria da poesia waka: olhar sobre o estranho). Tóquio: Seikansha, 2017.
KOJIMA, Naoko. Genji Monogatari hihyo (Críticas de Narrativas de Genji). Tóquio: Yuseido Shuppan, 1995.
MOTOORI, Norinaga. Tama no Ogushi (Notas de Narrativas de Genji). Motoori Norinaga Zenshu. vol. 4. Tóquio: Chikuma Shobo, 1969.
PEKARIK, A. Ukifune: Love in the Tale of Genji. Nova York: Columbia
University Press, 1982.
SHIRANE, Haruo. The bridge of dreams: a poetics of “The Tale of Genji”. Stanford: Stanford University Press, 1987.
_______. (org). Envisioning the Tale of Genji: Media, Gender, and Cultural Production. Nova York: Columbia University Press, 2008.
SUENAGA, Eunice. Ono no Ukifune to Kaguya hime: aware, hahakoi, oi, onna no mi, kotoba no kakutoku (Ukifune e a Princesa Kaguya: sentimento de aware, relação mãe-filha, velhice, corpo feminino e aquisição da palavra). Monogatari Kenkyu. n. 15, p. 43-60, 2015. Disponível em: https://www.jstage.jst.go.jp/article/mgkk/15/0/15_43/_article/-char/ja. Acesso em: 20 out. 2023
_______. Genji Monogatari Asagao no maki no Yukimarobashi, Nowaki no maki ya kemari no kaimami ni kyotsu suru mono: kurikaesareru Makura no soshi Nowaki no mata no hi koso no kozu (Semelhanças nas cenas dos capítulos Asagao, Nowaki e Wakana 1: reflexos da passagem “No dia seguinte ao tufão” de Livro de travesseiro). HARAOKA, F; KAWAZOE, F. (org). Genji Monogatari: Kirameku kotoba no sekai II. Tóquio: Kanrin Shobo, 2018. p. 537-554.
SUZUKI, Hideo. Genji Monogatari kyokoron (Teoria sobre a ficção Narrativas de Genji). Tóquio: Tokyo Daigaku Shuppankai, 2003.
YAMANAKA, Yutaka. Fujiwara no Michinaga. Tóquio: Yoshikawa Kobunkan, 2008.
YOSHIDA, Luiza Nana. A época clássica japonesa e suas manifestações literárias. Estudos Japoneses. n. 19, p. 59-75. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ej/article/view/143130. Acesso em: 20 out. 2023.
_______. Literatura Monogatari da época Heian – o nascimento da narrativa “Ficcional”. Estudos Japoneses. n. 29, p. 99-118, 2009. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ej/article/view/143017. Acesso em: 20 out. 2023.

Programa

Detalhamento:

Semana Santa: 14 a 19 de abril (não haverá aulas) Tiradentes: 21 de abril (não haverá aulas)
1 a 3 de maio (não haverá aulas) Corpus Christi: 19-21 de junho (não haverá aulas)

Programa
Tópico 1: o contexto histórico e sociocultural da Idade Média estabelecendo claramente dois períodos separados
pelo nascimento da literatura em línguas romances por volta dos séculos XII, XIII.
Tópico 2: Cantigas de amor galego-portuguesas;
Tópico 3: Cantigas de amigo galego-portuguesas
Tópico 4: cantigas de escárnio galego-portuguesas
Tópico 5: Cantigas de Santa María galego-portuguesas
Tópico 6: A prosa galego-portuguesa
Tópico 7: Géneros menores
Tópico 7: A literatura medieval europeia em línguas romances dos séculos XIV e XV.
Tópico 8: Latim medieval (conhecimentos básicos)
Tópico 9: Repercussão da literatura medieval galega no século XX

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:
- Manuais gerais de literatura medieval latina:
Aguadé Nieto, Santiago. 1994. Universidad, cultura y sociedad en la Edad Media. Alcalá de Henares: Publicaciones
de la Universidad de Alcalá de Henares.
Bodelón, Serafín. 1989. Literatura latina de la Edad Media en España. Madrid: Ediciones Akal.
Oroz Reta, Jose; Marcos Casquero, Manuel A. 1995. Lírica latina medieval I: poesía profana. Madrid: Biblioteca de
autores cristianos.
Curtius, Ernst Robert. 1996. Literatura européia e Idade Média Latina, São Paulo: EDUSP
Reynolds, L.D.; Wilson, N. G. 2013. Scribes & Scholars: a Guide to the Transmission of Greek and Latin Literature,
4 th edition. OUP Oxford. Disponível em:
https://www.hrstud.unizg.hr/_download/repository/Reynolds_LD_Wilson_NG_…
e_Transmission_of_Greek_and_Latin_Literature_3rd_ed%5B1%5D.pdf
Vergara Ciordia, Javier. 2006. Historia del currículo. Madrid: Universidad Nacional de Educación a distancia.
- Manuais gerais de história, arte, música e literatura:
Alén Garabato, Mª Pilar. 1997. Historia da música galega. Cantos, cantigas e cánticos. A Nosa Terra.
Cegarra, Basilio. 1992. Guia da arte de Galicia. Galaxia.
López Carreira, Anselmo. 2005. Historia xeral de Galicia. A Nosa Terra.
Pena, Xosé Ramón. 2013. Historia da Literatura Galega I: Das orixes a 1853. Xerais.
- Manuais de lírica e prosa medieval galego-portuguesa
Godinho, Hélder. 1986. Prosa medieval portuguesa. Editorial Comunicação.
Tavani, Giuseppe. 1990. A Poesia Lírica Galego-Portuguesa. Galaxia.
Videira Lopes, Mª da Graça. 2017. Cantigas medievais galego-portuguesas: corpus integral profano online.
Biblioteca Nacional. Projeto Littera. https://cantigas.fcsh.unl.pt/

Programa

Aula 1: Introdução ao R – Ambientação e configuração
Aula 2: Importação de Dados – Conhecendo o tidyverse
Aula 3: Manipulação de Dados – O pacote dplyr
Aula 4: Análise Exploratória de Dados – Transformação e visualização de dados
Aula 5: Analisando Dados Públicos com R – Hands on

Bibliografia:
AQUINO, Jakson Alves de. R para cientistas sociais. Ilhéus: Editus, 2015.
DAUBER, Daniel. R for Non-Programmers: A Guide for Social Scientists. 2025.
WICKHAM, Hadley. R para Data Science: importe, arrume, transforme, visualize e modele dados.
Editora: Alta Books, 2021.
Xie, Yihui. 2015. Dynamic Documents with R and Knitr. 2nd ed. Boca Raton, Florida: Chapman;
Hall/CRC. https://yihui.name/knitr

Programa

Aula 1 - Uma breve história global dos jogos digitais

Aula 2 - O desenvolvimento da indústria de jogos digitais no Brasil

Bibliografia

AMÉLIO, Camila. A indústria e o mercado de jogos digitais no Brasil. In: XVII SBGAMES, 2018, Foz do Iguaçu. Proceedings[...] Foz do Iguaçu: SBC, 2018, p.1497-1506.
ARANHA, G. O processo de consolidação dos jogos eletrônicos como instrumento de comunicação e de construção de conhecimento. Ciências & Cognição; Ano 01, Vol 03, pp. 21-62. 2004
CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Documento de área: interdisciplinar. Brasília, DF: CAPES, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/INTERDISCIPLINAR.pdf.
DINIZ, Rodrigo Gavioli. Economia criativa e Indústria de Games: potencialidades e desafios na dimensão brasileira e da região centro-oeste. São Paulo: Dialética, 2023, p.212
DINIZ, Rodrigo Gavioli; DINIZ, Felipe Gavioli. A indústria de jogos eletrônicos no Brasil: uma breve história e suas implicações na atualidade. Revista Geoingá: Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PGE/UEM), Maringá, v. 16, n. 1, 2024. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Geoinga/article/view/72057. Acesso em: 12 set. 2025.
DYER-WITHEFORD, Nick; DE PEUTER, Greig. Games of empire: Global capitalism and video games. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2009.
HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. Editora Perspectiva: São Paulo. 2000.
IKEHARA, Hideharu Carlos. A reserva de mercado de informática no Brasil e seus resultados. Akrópolis-Revista de Ciências Humanas da UNIPAR, v. 5, n. 18, 1997.
IVORY, James D. A brief history of video games. In: KOWERT, Rachel; QUANDT, Thorsten (Ed.)., The Video Game Debate: Unraveling the Physical, Social, and Psychological Effects of Video Games. London: Routledge, 2015.
NIEBORG, David B.; HERMES, Joke. What is game studies anyway?. European Journal of Cultural Studies, v. 11, n. 2, p. 131-147, 2008.
VAN DER LINDEN, Marcel. Ernest Mandel e a economia do capitalismo tardio. Jacobin Brasil, 2024.
WOODCOCK, Jamie. Marx no fliperama: videogames e luta de classes. Autonomia Literária: São Paulo. 2020.
ZAMBON, Pedro. Entrando na partida: a formulação de políticas de comunicação e cultura para jogos digitais no Brasil entre 2003 e 2014. 2015. 159 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação). Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2015.
ZAMBON, Pedro Santoro; CARVALHO, Juliano Maurício de. Origem e evolução das políticas culturais para jogos digitais no Brasil. Políticas Culturais em Revista, v. 10, n. 1, 2017.

Programa

EMENTA: 
Definições e terminologia básica, legislação regulamentar da AD 
AD no mundo 
Modelos de AD no Brasil 
AD na televisão (filmes, documentários, propagandas) 
AD em livros didáticos (exercícios, questões de prova, livros de texto) 
AD e as obras infantis (histórias em quadrinhos, vídeo gibi) 
O roteiro audiodescrito 
AD em filmes de animação 
AD e as artes cênicas 
Blogs, sites e grupo de AD no brasil e no mundo 
AD e as artes visuais e plásticas (fotografia, escultura, pintura) 


Bibliografia: 
AMERICAN COUNCIL OF THE BLIND. Disponível em http://www.acb.org/adp/ad.html. 
Acesso dez.2016 
ARAÚJO, Vera Lúcia Santiago & ADERALDO, Narisa Ferreira (orgs.) 
Os novos rumos da pesquisa em audiodescrição no Brasil. Curitiba: Ed CRV, 2013. 
FRANCO, Eliana Paes Cardoso. Em busca de um modelo de acessibilidade audiovisual para cegos no Brasil: um projeto piloto In: TradTerm, 13, 2007, p. 171-185. Disponível em < http://myrtus.uspnet.usp.br/tradterm/site/images/revistas/v13n1/v13n1a1…; Acesso 12.jul.2013. 
ITC Guidance On Standards for Audio Description. Disponível em msradio.huji.ac.il/narration.doc Acesso dez.2016 
LIMA, Francisco José de. Introdução aos estudos do roteiro para áudio -descrição: sugestões para a construção de um script anotado. IN: Revista Brasileira de Tradução Audiovisual, 2011 
MOTTA, L. & ROMEU, P F. (orgs.) Transformando imagens em palavras. São Paulo :Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo , 2010. 
VIEIRA, Paulo André de Melo & LIMA, Francisco José de. (2010) A teoria na prática: áudio-descrição, uma inovação no Material didático. In Revista Brasileira de Tradução Visual, v.2, 2010. Disponível em http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/./&gt; Acesso 12.jul.2013 

Programa completo: 
De 5 de maio a 9 de junho de 2017, das 9:30 às 12:30 OU das 14:00 às 17:00h (a definir pelo CITRAT, segundo disponibilidade de sala) 
05/05/2017 
Expositiva: Definições e terminologia básica, legislação regulamentar da AD 
Prática: Sensibilização 
12/05/2017 
Expositiva: Modelos de AD no Brasil 
Prática: AD e as obras infantis (histórias em quadrinhos, vídeo gibi) 
19/05/2017 
Expositiva: O roteiro audiodescrito 
Prática: AD em livros didáticos (exercícios, questões de prova, livros de texto) 

26/05/2017 NÃO HAVERÁ AULA (CONGRESSO ABRATES) 

02/06/2017 
Expositiva: AD na televisão (filmes, documentários, propagandas) 
Prática: Descrição de pessoas 
09/06/2017 
Expositiva: AD e as artes cênicas, espetáculos gravados e ao vivo 
Prática: AD em filmes de animação 
Blogs, sites e associações de AD no Brasil e no mundo

 

Programa

I. OBJETIVOS
O minicurso tem por objetivo apresentar a anti-intuitiva e controversa noção de não ser em sua estreia histórica, com Parmênides, autêntico inventor dessa noção, e do primeiro dos seus seguidores a continuar a discussão sobre o não ser. Embora em seu uso corriqueiro o não ser das coisas se apresente como um conceito normal e amplamente usado, ao pararmos para uma análise mais detida descobrimos que é uma noção extremamente complexa e aporética. Desde Parmênides, essa noção despertou o interesse dos maiores filósofos: de Platão e Aristóteles, na antiguidade, até Heidegger na filosofia contemporânea e mais atualmente nos estudos de lógicas não clássicas. Parmênides parece ter captado a essência de tal noção desde o início. Todavia, a rigorosa aplicação dessa noção na interpretação do mundo o levou à negação do devir, mergulhando a análise na mais anti-intuitiva das visões: um mundo estável e sem mutação. Essa visão de um mundo sem mutação se consolida em Melisso, que todavia apresenta uma noção de não ser diferente. Essa diferença, aparentemente pequena, se revelará ao longo da história extremamente importante e, de certa forma, deixará o não ser der Parmênides em Segundo plano.
Ao mesmo tempo, do ponto de vista pedagógico, a análise da noção de não ser em Parmênides constitui um dos mais clássicos exercícios do estudo filosófico, contribuindo substancialmente à formação da mens philosophica. Este objetivo pedagógico ao lado do objetivo mais propriamente filosófico de olhar de perto a uma das noções básicas da história do pensamento ocidental resultam num passo pequeno – trata-se de um minicurso – mas muito significativo em direção à compreensão dos grande temas filosóficos da humanidade.

II. PROGRAMA
- Parmênides jônico e pitagórico
- Características gerais do poema “Da natureza”
- Parmênides psicólogo: análise dos fr. DK B 1, 2, 6, 7
- A noção de não ser: os fundamentos e os preceitos.
- A noção de não ser em Melisso

III. JUSTIFICATIVA DO PROGRAMA
Espera-se que o minicurso sobre a noção de não ser em Parmênides leve seus participantes tanto à compreensão dos conceitos implicados ontologia parmenidiana, quanto a uma reflexão crítica.
Ao mesmo tempo, do ponto de vista pedagógico, a análise da noção de não ser em Parmênides constitui um dos mais clássicos exercícios do estudo filosófico, contribuindo substancialmente à formação da mens philosophica. Este objetivo pedagógico ao lado do objetivo mais propriamente filosófico de olhar de perto a uma das noções básicas da história do pensamento ocidental resultam num passo pequeno – trata-se de um minicurso – mas muito significativo em direção à compreensão dos grande temas filosóficos da humanidade.

V. JUSTIFICATIVA DO CURSO (A importância do Curso)
O curso de difusão proposto é interessante para estudantes de filosofia, psicologia e áreas afins, uma vez que tematiza a noção de não ser em Parmênides e em Melisso. Esta noção é um elemento essencial ao desenvolvimento da cultura ocidental, tanto na fundamentação da lógica e da ontologia, quanto mais genericamente na fundamentação da coerência da linguagem.

IV. MÉTODOS UTILIZADOS
Aulas expositivas e discussão dos textos de Parmênides e Melisso.

V. ATIVIDADES DISCENTES
Leitura dos textos, participação nas discussões.

VI. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Presença em 75% das aulas.

VII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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Programa

1. Reflexões introdutórias: percurso de desenvolvimento da teoria Semiótica
2. Panorama crítico da Semiótica greimasiana: os níveis de pertinência da análise semiótica
3. Semiótica greimasiana: dos textos às práticas
4. A questão do suporte como componente do objeto semiótico segundo J. Fontanille e M. G. Dondero
5. As práticas semióticas segundo J. Fontanille.
5.1. A constituição de cenas práticas.
6. As formas de vida: de A. J. Greimas a J. Fontanille.
6.1. A concepção de formas de vida
6.2. O belo gesto: a invenção de novas formas de vida
7. Problematização da construção da semiose em práticas semióticas e formas de vida diversas: discussão de textos teóricos e analíticos.

METODOLOGIA
Aulas síncronas via Google Meet;
Aulas expositivas;
Discussão de textos teóricos e analíticos.

CRITÉRIOS DE APROVAÇÃO
Mínimo de 75% de frequência obrigatório.

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Programa

1. Primeiro dia. Mitologia, história e diversidade do budô japonês
2. Segundo dia. O budô da Era Meiji à atual: as instituições de budô no Japão
3. Terceiro dia. Desafios da internacionalização do budô japonês e estudos contemporâneos
4. Quarto dia. O desenvolvimento da pessoa budôka: contribuições das teorias psicológicas e e da psicologia do etnoesporte

Referências básicas:

BARREIRA, C. R. A.; MASSIMI, M. A Moralidade e a Atitude Mental no Karate-do no Pensamento de Gichin Funakoshi. Memorandum: memória e história em psicologia, Belo Horizonte, v. 2, p. 39- 54, abr. 2002.
FUNAKOSHI, G. Karate-do: Meu modo de vida. São Paulo: Cultrix, 1975.
GOMES, F. J. C. Quatro histórias e uma epifania: estudos indisciplinares acerca do Budô japonês. Dialogia. , São Paulo, v. 7, n. 1, p. 41-51, 2008. DOI: https://doi.org/10.5585/dialogia.v7i1.928
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Nippon Budokan Foundation. Budô: the martial ways of Japan. Sushansa, 2009.
Ravella, GJR, O pensamento moral em jovens: o juízo moral em Lawrence Kohlberg. In: Estudo Geral, 2010.