Programa

 
Objectifs: 
 
Le cours a pour objectifs: 
- Lire avec les élèves des extraits littéraires et discuter leur relation avec 
d’autres arts. 
- Susciter des thèmes pour les discussions sur la lecture de ces textes et leur 
relation avec des films et d’autres expressions d’art. 
- Stimuler l’expression orale et écrite en français des élèves. 
 
Ce cours sera donné en français et aura comme objectif la compréhension orale et 
écrite et la production orale et écrite en langue française. Nous allons aborder des 
oeuvres de littérature canonique et/ou contemporaine, à partir des textes littéraires, 
des films, de la musique, de la photographie, des pièces de théâtre, entre autres. 
Programme détaillé – Mercredi 14h00 – 17h30 
« Du théâtre au cinéma, de l’ancien au contemporain» 
1 – Leçon 0 ; 2- « Le chef d’oeuvre inconnu » de Balzac 
2- « Le chef d’oeuvre inconnu » de Balzac 
3- « Le Malentendu » d’Albert Camus 
4 – « Le Malentendu » d’Albert Camus 
5 - « La cantatrice chauve » Eugène Ionesco 
6- « La cantatrice chauve » Eugène Ionesco 
 
7 – « Une Gourmandise » de Muriel Barbéry 
8- « La délicatesse » de David Foenkinos 
9 – « La délicatesse » de David Foenkinos 
10 – « L’écume des jours » de Boris Vian 
11 - « L’écume des jours » de Boris Vian 
12– « Soumission » de Michel Houellebecq 
13 « Soumission » de Michel Houellebecq 
14- Présentation des travaux 
15- Remise/ fête 
 
Évaluation: Présentation qui établit une relation entre un texte littéraire d’un des 
auteurs et autre une oeuvre (film, peinture, sculpture, pièce de théâtre, exposition, 
musique, culinaire). (Présentation de 15 minutes)

 

Programa

Ementa: Esse curso se propõe uma tarefa introdutória. O juízo teleológico em Kant não é apenas a solução do problema da finalidade em vista da limitação imposta a essa questão pelas nossas faculdades de conhecer. Através dessa solução e para entendê-la, devemos recapitular o problema do conhecimento a priori e entender, antes de mais nada, porque os juízos teleológicos não podem ser determinantes e sim reflexionantes. Nesse sentido o juízo reflexionante objetivo exige uma extensão em relação ao fenômeno, mas essa extensão não pode mais ser confundida com a pretensão a uma metafísica dogmática. Pretendemos assim com o problema da finalidade na terceira Crítica oferecer um ponto de vista para pensar a passagem entre duas noções de “metafísica”.

1º Dia 26/10/2020 (Segunda-feira):
• Faculdade de Julgar Determinante (teórica e prática)
• Faculdade de Julgar Reflexionante (Teleologia subjetiva e objetiva)
• Problema da Finalidade da natureza

2º Dia 28/10/2020 (Quarta-feira):
• Fim natural e o Sistema de fins na natureza.
• Princípio do juízo Teleológico reflexionante.
• O que o juízo teleológico não significa.

3º Dia 30/10/2020 (Sexta-feira)
• Dialética da Faculdade de julgar teleológica.
• Teleologia não pode dar origem a uma Teologia.
• Teologia física e Teologia moral.

4º Dia 04/11/2020 (Quarta-feira)
• Fim natural liga interesse imediato a Fim último.
• Analogia Homem/animal.
• Analogia Homem/Deus.

5º Dia 06/11/2020 (Sexta-feira)
• Fim Natural.
• Fim terminal.
• Fim último.


Bibliografia:


• ADORNO, T. Três Estudos sobre Hegel. Trad. Ulisses Razzante Vaccari. São Paulo: Ed. UNESP, 2013
• ALLISON, H. Kant’s theory of freedom. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
• ______. Kant’s Groundwork for the Metaphysics of Morals. A Commentary. New York: Oxford University Press, 2011.
• CASSIRER, E. A Filosofia do Iluminismo. Trad. Álvaro Cabral. Campinas: Ed. UNICAMP, 1992.
• DELBOS, V. La philosophie pratique de Kant. Paris: PUF, 1969.
• HUME, D. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da Moral. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed. UNESP, 2004.
• KANT, I. Crítica da razão pura. Trad. Fernando Costa Matos. Petrópolis: Editora vozes Bragança Paulista : Editora Universitária, 2012.
• _______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis: Editora vozes Bragança Paulista : Editora Universitária, 2016.
• _______. Crítica da Faculdade de Julgar. Trad. Trad. Fernando Costa Matos. Petrópolis: Editora vozes Bragança Paulista : Editora Universitária, 2016.
• LEBRUN, G. Kant e o fim da metafísica. Trad. de Carlos Alberto R. de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
• ______. Uma escatologia para a moral. In: Kant, I. Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita. (org. Ricardo Terra). São Paulo: Brasiliense, 1986.
• ______. A Terceira crítica ou a teologia reencontrada. In: Sobre Kant. São Paulo: Iluminuras, 2001.
• ______. A Razão Prática na Crítica do Juízo. In: Sobre Kant. São Paulo: Iluminuras, 2001.
• LONGUENESSE, B. Moral Judgment as a Judgment of Reason. In: Kant on the human standpoint. Cambridge: Cambridge University Press, 2005. p. 236- 264.
• LÖWITH, K. De Hegel a Nietzsche. Trad. Flamarion Caldeira e Luiz Fernando Barrére Martin. São Paulo: Ed. UNESP, 2014
• TERRA, R.R. A política tensa. Ideia e realidade na filosofia da história de Kant. São Paulo: Iluminuras, 1995.
• ______. Passagens. Estudos sobre a filosofia de Kant. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003.
• TORRES FILHO, R.R. Ensaios de filosofia ilustrada. São Paulo: Iluminuras, 2004.

Programa

Ementa: O curso oferecerá uma introdução à história do continente africano, às fontes com as quais reconstrui-la, e a alguns temas específicos. Uma aula de abertura mostrará como a ideia de África se constitui de fora para dentro do continente. Serão abordados aspectos metodológicos relativos à pesquisa como o lugar da linguística, das narrativas de viagem e da literatura, as interfaces índica e atlântica de algumas sociedades, facetas da presença colonial e da resistência, e a constituição de estados nacionais, considerando-se especificamente a região da atual Angola.

Programa completo e bibliografia:

7/6: 1ª aula - O olhar imperial e a invenção da África
Profª Drª Leila M. Gonçalves Leite Hernandez - Depto de História - FFLCH - USP
Texto de apoio: HERNANDEZ, Leila M. G. Leite. “O olhar imperial e a invenção da África”. In: A África na sala de aula - Visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro Ed., 2008, p.17-44.

14/6: 2ª aula - Línguas africanas: características gerais, diversidade e famílias linguísticas
Profª Drª Margarida Petter - Deptº de Linguística da FFLCH - USP
Textos de apoio: PETTER, Margarida. As línguas no contexto social africano. In: PETTER, M. Introdução à linguística africana. São Paulo: CONTEXTO, 2015, p. 193-219
BONVINI, Emilio. Línguas africanas e o português falado no Brasil. In: FIORIN, J. L. e PETTER, M. (orgs.) África no Brasil: a formação da língua portuguesa. São Paulo: Contexto, 2008.

21/6: 3ª aula - As relações entre História, Literatura e Antropologia e sua relevância para a História da África
Profª Drª- Raquel Gryszczenko Alves Gomes - Depto de História -IFCH - UNICAMP
Texto de apoio: THOMAZ, Omar Ribeiro “Duas Meninas Brancas”. In: BRUGIONI, Elena (e outros). Itinerâncias: Percursos e Representações da Pós-Colonialidade - Centro de Estudos Humanísticos: Universidade do Minho, 2012. (Cap. II, p. 405-428).

28/6: 4ª aula - A importância histórica do Islã na África

Prof. Dr. Paulo Daniel Elias Farah - Deptº. de Letras Orientais, FFLCH - USP
Texto de apoio: FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45.

5/7: 5ª aula - As sociedades subsaarianas e suas interfaces índicas, mediterrânicas e atlânticas (séc. XVII ao XIX)
Profª Drª Maria Cristina Wissenbach - Deptº de História, FFLCH - USP
Textos de apoio: FARIAS, Paulo Fernando de Moraes. Sahel: a outra costa da África. Palestra Casa das Áfricas / Departamento de História da Universidade de São Paulo,
29/09/2004, 9 p. Transcrição Daniela Baudouin.
LAW, Robin e MAN, Kristin. A África ocidental na comunidade atlântica: o caso da Costa dos Escravos. Tradução de West Africa in the Atlantic Community: the case of the Slave Coast. William and Mary Quarterly, LVI, 1999, p. 304-334.

12/7: 6ª aula - As sociedades centro-africanas , suas interações atlânticas e transformações internas (séculos XVI-XIX)
Profa. Dra Marina de Mello e Souza - Deptº de História, FFLCH/USP
Textos de apoio: SOUZA, Marina de Mello e - Angola: uma conquista dos portugueses, capítulo 2, Além do Visível. Poder, Catolicismo e Comércio no Congo e em Angola (Séculos XVI e XVII), pg. 85-141. São Paulo: EDUSP, 2018.
ALEXANDRE e DIAS, Valetim e Jill, Angola nas vésperas da abolição do tráfico de escravos (1820-1845), pg. 321-378. O Imperio Africano 1825-1890. Lisboa: Editorial Estampa, 1998.

19/7: 7ª aula - Colonialismo e produção cultural: o caso de Angola (Séculos XIX-XX)
Profª Ms. Helena Wakim Moreno - Doutoranda, PPGHS-FFLCH/USP
Textos de apoio: MORENO, Helena Wakim. Voz d'Angola clamando no deserto: protesto e contestação em Luanda (1881-1901).376 p. Dissertação de Mestrado. Departamento de História - FFLCH - USP, 2014, p. 36-113 (cap. 1 e 2).
SANTOS, Catarina Madeira. "Escrever o poder. Os autos de vassalagem e a vulgarização da escrita entre as elites africanas ndembu". Revista de História, no. 155, 2 - 2016, p. 81-95.
SOYINKA, Wole. "As artes na África durante a dominação colonial". BOAHEN, Albert Adu (edit.). História Geral da África - África sob a dominação colonial 1885-1930. Brasília: UNESCO, 2010, vol. VII, p. 625-656

26/7: 8ª aula - A sociedade angolana no século XX: povos locais, ocupação colonial e lutas cotidianas.
Prof. Dr. Washington Santos Nascimento - Depto de História - IFCH - UERJ
Texto de apoio: NASCIMENTO, Washington Santos. Jogo nas sombras: realidades misturadas, estratégias de subjetivação e luta anticolonial em Angola (1901 - 1961). Vitória da Conquista: Edições UESB, 2020, 323 p. (cap. 1 ao 5)
FREUDENTHAL, Aida. A Baixa de Cassanje: Algodão e Revolta. Revista Internacional de Estudos Africanos. 18 (12), 1999, p. 245-283.

Programa

1. Caminhos da pesquisa: os estudos de gênero e sexualidade e os
estudos de Literatura;

2. Gays e lésbicas na ficção de Alfredo Gallis (1859-1910);

3. Pornografia anticlerical brasileira: Saturnino, porteiro dos frades
bentos (1842) e Os Serões do convento (1862);

4. Lésbia, de Maria Benedita Bormann;

5. A liberdade é uma vertigem: sexo, prostituição e lesbianidade na
literatura;

6. Escrita de autoria feminina: amor e amizade em Maria Firmina dos
Reis e Francisca Júlia

7. Narrativas dissidentes inesperadas: o caso Coelho Neto;

8. Fatos e ficções de sexo/gênero em Joaquim Manoel De Macedo;

9. Colonialidades em Bom Crioulo (1895), de Adolfo Caminha;

10. Desejos, corpos e cidade em João do Rio;

11. Amizade, masculinidades, desejos: de Raul Pompeia a Mário de
Andrade.

Bibliografia

ALMEIDA, Aline Cristina Moreira de. O imortal Rabelais: Alfredo Gallis e a
literatura pornográfica no Brasil no final do século XIX. 2018. 152f.
Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) – Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores, São Gonçalo, 2018.
ANDRADE, Mário de. Contos Novos. Rio de Janeiro: Villa Rica, 1996.
BARRETO, Paulo [João do Rio]. Impotência. Uberlândia: O sexo da palavra,
2018
BORGES, Jaqueline Ferreira. A Literatura De Francisca Júlia: Questões De
Autoria Feminina. Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th
Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2017.
BORMANN, Maria Beneditta Câmara. Lésbia. Introdução de Norma Telles.
Florianópolis: Editora Mulheres, 1998.
BRAGA-PINTO, César. A violência das letras: amizade e inimizade na
literatura brasileira (1888-1940). Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018.
BRAGA-PINTO, César. Sexualidades extra-vagantes: João do Rio, emulador
de Oscar Wilde. Revista Abralic, n. 35, 2018, p. 88-100.
BUTLER, Judith. Relatar a si mesmo: crítica da violência ética. São Paulo:
Autêntica, 2015.
CAMINHA, Adolfo. Bom Crioulo. São Paulo: Todavia, 2019.

CASTILHO, José Feliciano. Os serões do convento. Lisboa: Index, 2018.
FREITAS, Naiana Pereira de. Anotações sobre a trajetória da escrita de
autoria feminina. Revista Inventário. n. 27, Salvador, fev. 2021.
HOWES, Robert. Raça e sexualidade transgressiva em Bom-Crioulo de
AdolfoCaminha. Graphos, João Pessoa, v. 7, n. 2, 2005, p. 171-190.
JÚLIA, Francisca. Dança de Centauras. In: Esfinges: versos. Ed. Bentley
Junior & Comp. s.d.
LUGARINHO, Mário. A crítica literária e os estudos gays e lésbicos: uma
introdução a um problema. In: Rick Santos; Wilton Garcia. (Org.). A escrita
de adé: perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbic@s no Brasil.
1ed.São Paulo: Xamã, 2002, p. 51-58.
LUGARINHO, Mário. Como traduzir a teoria Queer para a Língua Portuguesa.
REVISTA GÊNERO, Niterói, v. 1, n.2, p. 36-46, 2013.
LUGARINHO, Mário. Antropofagia crítica: para uma teoria queer em
português. Olhar (UFSCar), v. 22, p. 105-111, 2010.
MACEDO, Joaquim Manuel. As mulheres de Mantilha. São Paulo: Edições
Melhoramentos,1955.
MAIA, Helder Thiago; LUGARINHO, Mário. Litera(mão): Os Serões do
Convento de José Feliciano de Castilho. Lisboa: Index, 2018.
MAIA, Helder Thiago; LUGARINHO, Mário; MÁXIMO, João; CUROPOS,
Fernando. Saturnino, porteiro dos frades bentos (1842): entre tradução e
transposição. Lisboa: Index, 2021.
MENDES, Leonardo. Gays e lésbicas na ficção de Alfredo Gallis. In: MAIA,
Helder Thiago; SILVA, Samuel Lima da (Org.). Dissidências de gênero e
sexualidade: percepções da crítica literária brasileira. Salvador: Queer
Livros, 2021, p. 155-176.
MENDES. L. Conto naturalista sobre nada. In: BARRETO, Paulo [João do
Rio]. Uberlândia: O sexo da palavra, 2018, p.7-17.
MIRANDA, Fernanda Rodrigues de. Maria Firmina dos Reis: a fundadora
negra de outra tradição literária brasileira. Cadernos de Literatura
Comparada. N. 43. 12/2020. Pp. 61-74.
MOIRA, Amara. Sobre aquele 'monstruoso corpo de delito': Um amplo
panorama de personagens transexuais na literatura brasileira.
Em: Suplemento Pernambuco, dez/2018.
MUZART, Zahidé Lupinacci (org.). Escritoras brasileiras do século XIX:
antologia. Florianópolis; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.

NASCIMENTO, Tatiana. Cuírlombismo Literário: poesia negra LGBTQI
desorbitando o paradigma da dor. Série Pandemia. N-1 Edições. Outubro de
2019.
NETO, Coelho. Album de Caliban. Rio de Janeiro: Laemmert, 1898.
NETO, Coelho. Inverno em flor. Porto: Livraria Chardron, 1912.
NETO, Coelho. Fogo fátuo. Porto: Chardron e Mello, 1929.
POMPÉIA, Raul. O Ateneu. São Paulo: Ática, 1996.
RAGO, Margareth. Os prazeres da noite: prostituição e códigos da
sexualidade feminina em são paulo. 1990. 523 f. Tese (Doutorado em
História), Unicamp, Campinas, 1990.
REIS, Maria Firmina dos. A uma amiga. In: Cantos à beira-mar e Guapeva.
São Luis: Academia Ludovicense de Letras, 2017.
RIBEIRO, C.G. João do rio e as ruas do rio. [Dissertação de mestrado]. UFF:
Niterói, 2013.
RICH, Adrienne. Heterossexualidade Compulsória e outros ensaios. Rio de
Janeiro: A Bolha Editora. 2019.
RIO, João do. Dentro da noite. São Paulo: Antiqua, 2002.
RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira
[Saraiva de bolso], 2012.
SANTANA, Maria Helena. Pornografia no fim do século: os romances de
Alfredo Gallis. Portuguese Literary and Cultural Studies, n. 12, 2007, p.
235-248.
SANTOS, Salete Rosa Pezzi dos. Duas mulheres de letras: representações
da condição feminina. Caxias do Sul, RS: Educs, 2010.
SATURNINO, porteiro dos frades bentos. Lisboa: Index, 2021.
SCHPUN, Mônica Raisa. O amor na literatura: um exercício de
compreensão histórica. Cadernos Pagu (8/9).1997: pp.177-209.
VILLARES, Laura. Vertigem. São Paulo: Ed. Antonio Tisi, 1926.

PLANO DE ATIVIDADES
ATIVIDADE TEXTO

AULA 1 CAMINHOS DA
PESQUISA: CRÍTICA
LITERÁRIA E
ESTUDOS GAYS E
LÉSBIC@S

LUGARINHO, Mário. A crítica literária e os estudos gays
e lésbicos: uma introdução a um problema. In: Rick
Santos; Wilton Garcia. (Org.). A escrita de adé:
perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbic@s no
Brasil. 1ed.São Paulo: Xamã, 2002, p. 51-58.
LUGARINHO, Mário. Como traduzir a teoria Queer para a
Língua Portuguesa.

Programa

1 day
Introduction
SA history timeline
History of SA Jewish diaspora, migration stories
Jews during apartheid, race groups

2 day
Going through major SA historical events as they are represented in Jewish art.
Introducing artists and their works - Leon Levson, Eli Weinberg, Irma Stern, David Goldblatt, William Kentridge, Zapiro and others.
Conclusion, questions

Programa

1ª aula: Das origens da música ocidental a Monteverdi
O pensamento boeciano, a escrita musical da perspectiva do Quadrivium, a questão da técnica de escrita musical e seu desenvolvimento até sua relação com o texto narrativo/poético
Orlando di Lasso (1532-1594) Chi chi li chi
Guillaume Dufay (1397-1474) Nuper rosarum flores em oposição a seconda pratica, o projeto operístico de Monteverdi e sua leitura de Petrarca. Os livros de madrigais e a ópera Orfeu.

2ª aula: O Barroco, a mimesis aristotélica e a retórica musical
Fundamentação da retórica musical como estrutura de apoio formal para a composição e seu lastro ao longo do tempo. Vivaldi, a música e a poesia. O programa para os concertos das Quatro Estações, a presença retórica na obra religiosa (Nisi Dominus), operística e instrumental (o concerto para flauta Il Pintassilgo, de Vivaldi, e o poema sinfônico O Uirapuru de Villa Lobos).

3ª aula: A ópera e o mundo moderno
Permanência da figuração em música no Romantismo; os grandes teatros; a música para a experiência do homem burguês (um conceito iluminista: ‘a melhor música para o maior número de homens”). O poema sinfônico, os grandes virtuoses e a questão da genialidade musical. A complexidade dos personagens nas óperas; a dissolução de fundamentos musicais a meio caminho do Modernismo. Il Rigoletto de Verdi (Cortiggiani vil razza dannata), Don Giovanni de Mozart; a relação entre Verdi/Manzoni.

4ª aula: Música estranha para uma terra arrasada: um panorama contemporâneo
A promessa de quebra do pacto figurativo e a música absoluta, fotografia/fonográfo. Contexto das grandes guerras e o papel do artista. Luigi Russolo, L’Arte dei Rumori (1885-1947) e o futurismo de Marinetti. A Seguenza III de Berio; música para voz versus canto. Permanência do programa para a escuta contemporânea.

Referências Bibliográficas


BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política. 6 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
CASTANHEIRA, Carolina Parizzi. De instituitione musica de Boécio, livro I tradução e comentários. Dissertação, Programa de Pós-Graduação em Letras da UFMG, 2009.
FERREIRA, Manuel Pedro. La emergencia de la escritura musical. MEDIA ÆTAS, n.º 5 (2002), pp. 11- 32.
ELIAS, Norbert. Mozart. Sociologia de um Gênio. Tradução: Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994.
GROUT Donald J., PALISCA Claude V. História da Música Ocidental. Gradiva, 2007.
HARNONCOURT, Nikolaus. O Discurso dos Sons. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1990.
IAZZETTA, Fernando. Reflexões sobre a Música e o Meio. In: XIII Encontro Nacional da ANPPOM, Belo Horizonte, 2001. http://www2.eca.usp.br/prof/iazzetta/papers/anp2001.pdf
LEMOS, Maya Sueli. Madrigali Guerrieri et Amorosi: o livro oxímoro de Claudio Monteverdi. In: Terceira Margem, v. 15, n. 25, 2011. https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10800
MULLER, Heloísa. Música que matiza, pintura que encena: a expressão mimética em Caravaggio e Monteverdi. In: ArteFilosofia, vol. 9, n. 16, 2014. https://periodicos.ufop.br/raf/issue/view/51
MASSIN, Jean & Brigitte. História da música ocidental. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
NIETZSCHE, F. A Origem da tragédia proveniente do espírito da música. Tradução, prefácio e notas de Erwin Theodor Rosenthal. Ed. Cupolo, 1948.
QUANTZ, Johann Joachim. On Playing the Flute. trad. ing. de Edward R. Reilly, Nova Iorque, 1966, XVIII, 89.
ROSEN, Charles. A Geração Romântica. São Paulo: Edusp, 2000.
ROSS, Alex. O resto é ruído. Companhia das Letras: São Paulo, 2009.

Programa

Aula 1 – A morte como categoria histórica: sensibilidades, ritos e práticas sociais
Apresentação do campo da História da Morte e suas principais abordagens teóricas. Análise das transformações nas atitudes diante do morrer, do período medieval à modernidade.
Leitura básica:
ARIÈS, Philippe. História da morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente (séculos 13–18). Bauru: EDUSC, 2003.
MORIN, Edgar. O homem e a morte. Lisboa: Europa-América, 1970.

Aula 2 – O nascimento do cemitério e o lugar dos mortos na sociedade medieval
Discussão sobre o surgimento dos cemitérios enquanto espaços sociais e religiosos. A sacralização da terra dos mortos e a constituição da comunidade entre vivos e defuntos.
Leitura básica:
LAUWERS, Michel. O nascimento do cemitério: lugares sagrados e terra dos mortos no Ocidente medieval. Campinas: Editora da Unicamp, 2015.
CHIFFOLEAU, Jacques. La comptabilité de l’au-delà: les hommes, la mort et la religion dans la région d’Avignon à la fin du Moyen Âge (vers 1320 - vers 1480). Roma: École Française de Rome, 1980.

Aula 3 – Modernidade, solidão e estratégias de imortalidade
Análise das mudanças contemporâneas nas representações da morte. A individualização das experiências do morrer, a medicalização e as tentativas de negar a finitude.
Leitura básica:
ELIAS, Norbert. A solidão dos moribundos; seguido de Envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
BAUMAN, Zygmunt. Mortality, Immortality and Other Life Strategies. Cambridge: Polity Press, 1992.

Aula 4 – A morte no Brasil: escravidão, apagamentos e disputas de memória
Reflexão sobre as experiências históricas da morte no contexto da escravidão e da diáspora africana. Análise dos espaços cemiteriais destinados a populações escravizadas, como o Cemitério dos Pretos Novos, e das políticas de apagamento e recuperação da memória desses lugares. Discussão sobre a relação entre morte, festa e sociedade no Brasil oitocentista.

Bibliografia

Leitura básica:
PEREIRA, Júlio César Medeiros da Silva. À flor da terra: o Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond; IPHAN, 2007.
REIS, João José. A morte é uma festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
ARAUJO, Ana Lucia. Public Memory of Slavery: Victims and Perpetrators in the South Atlantic World. Amherst: Cambria Press, 2010.

Bibliografia Geral:
ARAUJO, Ana Lucia. Public Memory of Slavery: Victims and Perpetrators in the South Atlantic World. Amherst: Cambria Press, 2010.
ARIÈS, Philippe. História da morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
BAUMAN, Zygmunt. Mortality, Immortality and Other Life Strategies. Cambridge: Polity Press, 1992.
CHIFFOLEAU, Jacques. La comptabilité de l’au-delà: les hommes, la mort et la religion dans la région d’Avignon à la fin du Moyen Âge (vers 1320 - vers 1480). Roma: École Française de Rome, 1980.
DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente (séculos 13–18). Bauru: EDUSC, 2003.
ELIAS, Norbert. A solidão dos moribundos; seguido de Envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
LAUWERS, Michel. O nascimento do cemitério: lugares sagrados e terra dos mortos no Ocidente medieval. Campinas: Editora da Unicamp, 2015.
MORIN, Edgar. O homem e a morte. Lisboa: Europa-América, 1970.
PEREIRA, Júlio César Medeiros da Silva. À flor da terra: o Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond; IPHAN, 2007.
REIS, João José. A morte é uma festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

Programa

OBJETIVOS: 
 
A oficina de adaptação visa valorizar a atividade do adaptador, que se transforma em um segundo autor ao reescrever uma obra. O aluno acabará o curso com um projeto de adaptação e uma primeira versão da adaptação de um dos episódios da obra cervantina, no formato que desejar: versos de cordel; prosa; HQ; peça de teatro; roteiro de curta/animação.
 
PROGRAMA: 
 
O curso é interativo e aberto à participação dos alunos, algo fundamental durante a Oficina de Adaptação e se divide em uma parte teórica e outra prática, a Oficina. Serão oferecidas noções sobre Cervantes, sua obra e o Quixote; a fortuna crítica da obra e suas várias interpretações durante seus 400 anos. Também discutiremos as diferenças entre Tradução integral, Adaptação e Apropriação; as normas de tradução/adaptação dentro da LIJ e no caso do Quixote. A teoria é acompanhada de recursos audiovisuais. Serão analisadas (e cotejadas) várias adaptações da obra, tanto em prosa, como cordel, HQ e animações. O aluno é apresentado também a uma série de filmes e peças de teatro sobre a obra de Cervantes. 
 
O curso proporciona algumas técnicas de avaliação dos exemplares, como comparação da parte gráfica, ilustrações, capas, etc. O conteúdo textual é analisado através de leitura acompanhada de introduções e paratextos, de traduções integrais e das adaptações em prosa, cordel, quadrinhos e cordel. Também são feitos cotejos do texto cervantino e várias reescrituras. 
 
A oficina de adaptação possibilita que se coloquem em prática os conceitos vistos, e o desafio apresentado é finalizar o curso com uma primeira versão de sua adaptação do Quixote. 
 
Teremos também palestras de adaptadores (prosa, teatro) e de um hispanista e tradutor de literatura, Dr. John O’Kuinghttons. 
 
Aula 1 – Introdução (03/maio/2017) 
 
O que sabem sobre o Quixote?: Mini palestra sobre Cervantes, a recepção da obra no mundo e no Brasil. 
 
Preparação para Oficina: Noções sobre Tradução, Adaptação e apropriação. 
 
Aula 2 – O Quixote de Cervantes, sua fama literária. As mil e uma formas de adaptar (10/maio/2017) 
 
As aventuras do primeiro e segundo livro e suas várias interpretações: do riso às lágrimas; carnavalesco ou revolucionário; o mito quixotesco. 
 
As diferenças entre os dois Quixotes. Conceitos de imitação, continuação, homenagem e plágio hoje e no passado. 
 
Preparação para Oficina: As diversas formas de adaptação: prosa, verso, teatro, audiovisual (animação, séries, filme, vlog) ou ilustrações. Breve panorama mercadológico para cada uma. 
 
 
Aula 3 – Redigindo o argumento (17/maio/2017)
 
Atividade Audiovisual: Exemplos de outras adaptações brasileiras: cordel animado, filmes, sítio do Pica-Pau amarelo, escola de samba, ballet, teatro. 
 
O Quixote no cinema. 
 
As normas da LIJ. A memória afetiva e a fama das adaptações. 
 
Oficina: O ‘teste’ dos paratextos positivos e negativos (Cobelo, 2015). 
 
Redação de um projeto de adaptação contendo argumento com nome da obra, formato, extensão, partes (ou aventuras) a serem adaptadas. Escolha de apenas um episódio para trabalho.1 
 
Aula 4 – O ofício da reescritura (24/maio/2017)
 
Palestra Rosana Rios ou Leonardo Chianca [adaptadores do Quixote] – 
 
“Reescrevendo obras clássicas para o público LIJ” (sugestão de título). 
 
Oficina: Técnicas de adaptação. Apresentação e discussão dos projetos. Cada grupo/pessoa contará qual episódio pretende adaptar. 
 
Aula 5 – Adaptando o Quixote – as histórias de cavalarias e as novelas interpoladas (31/maio/2017) 
 
Palestra: Dr. John O’Kuinghttons [hispanista e tradutor]: “As novelas de cavalaria e segunda parte assinada por Avellaneda” [sugestão de título]. 
 
Oficina: Leitura comentada de trechos do episódio do reino de Micomicão – alunos lerão as versões adaptadas. O grupo rascunhará a estrutura narrativa do episódio que contarão, com orientação docente. Atenção: Poderão ser feitas peças colaborativas, com texto e imagens. 
 
Aula 6 – Adaptando o Quixote (07/junho/2017) 
 
Palestra de um adaptador/dramaturgo: “Adaptando o Quixote para o teatro” – a ser confirmado ou aula sobre o mesmo tema – com auxílio de exemplos retirados de peças disponíveis no You Tube. 
 
Oficina: Trabalho com a adaptação do episódio escolhido, sempre com orientação docente. Serão oferecidos modelos para escritura de roteiros (filmes, séries, animação) e peças teatrais 
 
 
1 Aqui podemos também fazer de outro modo: escolhemos previamente um episódio e todos adaptam o mesmo, opção interessante para mostrar as diversas possibilidades de adaptação de um mesmo trecho do texto fonte. 
 
Aula 7 – Adaptando o Quixote – Metalinguagem, humor e violência (14/junho/2017)
 
O problemático humor do Quixote – “não podemos rir do louco cavaleiro”, mas mesmo assim – vários exemplos de trechos hilários. 
 
A violência dos cavaleiros andantes: Batalhas sangrentas, orelhas decepadas, enforcados, suicidas, muitas pancadas e 3.300 chicotadas – como adaptar e para quem. 
 
Oficina: A brincadeira dos provérbios – atividade em grupo. Elaboração da adaptação do episódio escolhido, sempre com orientação docente. Leituras de trechos na sala, com discussões construtivas, visando melhoria das obras apresentadas. Serão oferecidos modelos para escritura de roteiros (filmes, séries, animação) e peças teatrais 
 
Aula 8 - Adaptando o Quixote – sexo, escatologia e prevaricações linguísticas (e não tanto...) 21/junho/2017 
 
Palestra: “Adaptando Shakespeare para adolescentes da era digital” 
 
[sugestão de título] (Bertin ou Chianca). 
 
Travestismo, prostituição, adultério, perversões – como adaptar e para quem. A escatologia no Quixote: vômitos, defecações de todo tipo (sólidas e líquidas); descrição de necessidades feitas em público, etc. As prevaricações linguísticas – A fala torrencial e proverbial do escudeiro analfabeto Sancho Pança. 
 
Discussão: O que é adequado? De bom/mau gosto? Para quem? Quando? 
 
Oficina: Finalização da adaptação do episódio escolhido, sempre com orientação docente. 
 
Aula 9 – Apresentação dos projetos 28/junho/2017 
 
Apresentação das adaptações – que não podem durar mais de 10 minutos se lidas e mais de 5 se roteirizadas ou encenadas. 
 
Encerramento e avaliação (do curso/docente e auto) 
 
 
BIBLIOGRAFIA GERAL: 
 
AMORIM, Lauro. Tradução e adaptação: Encruzilhadas da textualidade em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e Kim, de Rudyard Kipling. 
 
São Paulo: Editora da UNESP, 2005. 
 
ARROYO, Leonardo. Literatura infantil brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 1968. 
 
AUERBACH, Erich. Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2004 
 
AZENHA Jr., João. A tradução para a criança e para o jovem: a prática como base da reflexão e da relação profissional. Pandaemonium Germanicum. Revista de Estudos Germânicos. São Paulo: Humanitas, p. 367-392, 2005. 
 
__________. A tradução de literatura infantojuvenil alemã e a redescoberta do prazer de escrever. Associação Portuguesa de Estudos Germanísticos (APEG), Coimbra, v. 2, n. 26, p. 705-710, 1996. 
 
AZEVEDO, Carmen Lucia de; CAMARGOS, Marcia e SACCHETTA, Vladimir. 
 
Furacão na Botocúndia. São Paulo: SENAC, 1997. 
 
BAKER, Mona (Ed.). Routledge Encyclopedia of Translation Studies. 1° ed. Londres e Nova York: Routledge, 2005. 
 
_________ SALDANHA, Gabriela (Eds.). Routledge Encyclopedia of Translation Studies. 2° ed. Londres e Nova York: Routledge, 2011. 
 
BERTIN, Marilise Rezende. ‘Traduções’, adaptações, apropriações: 
 
Reescrituras das peças Hamlet, Romeu e Julieta e Otelo, de William 
 
Shakespeare. 2008. 143 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. 
 
CLAASSEN, Eefje. Author Representations in Literary Reading. Amsterdam e Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, 2012. 
 
CLOSE, Anthony. Interpretaciones del Quijote. In: CERVANTES, Miguel. Don Quijote de la Mancha. Org. de Francisco Rico. Barcelona: Crítica, 2001. 
 
COBELO, Silvia. Historiografia das traduções do Quixote publicadas no 
 
Brasil: Provérbios do Sancho Pança. 235 f. Dissertação de Mestrado (Letras) 
 
– FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. 
 
_________. Os tradutores do Quixote publicados no Brasil. Tradução em Revista. Rio de Janeiro, n. 8, p.1-36, 2010. Disponível em: . 
 
Acesso em: 14 jan. 2015. 
 
_________. As adaptações do Quixote no Brasil (1886-2013): Uma discussão sobre retraduções de clássicos da literatura infantil e juvenil. 
 
569 f. Tese de doutorado (Letras) - FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. 
 
COBELO, Silvia; MIGLIARI, Giselle. C. G. Conhecendo Urganda. VII Congresso Brasileiro de Hispanistas. Salvador. Caderno de Resumos. Salvador: Universidade Federal da Bahia (UFBA), 2012. v. 1. p. 1067-1073. 
 
COELHO, Nelly Novaes. A tradução: núcleo geratriz da literatura infantil/juvenil. 
 
Ilha do Desterro. A Journal of Language and Literature. Revista de Língua 
 
e Literatura, Florianópolis, n. 17, p. 21-32, 1987. 
 
____________________. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil: 
 
Das origens indo-europeias ao Brasil contemporâneo. 5 ed. Barueri - SP: Manole, 2010. 
 
COLLIE, Jan van; VERSCHUEREN, Walter P. Children’s literature in translation: 
 
Challenges and strategies. Manchester: St. Jerome, 2006. 
 
GENETTE, Gérard. Paratextos editoriais. Trad. de Álvaro Faleiros. Cotia - SP: Ateliê Editorial, 2009. 
 
HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil. Trad. de Maria da Penha Villalobos, Lólio Lourenço de Oliveira e Geraldo Gérson de Souza São Paulo: EDUSP, 2005. 
 
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Translated! Papers on in Literary translations and translation studies. 
 
Amsterdam: Rodopi, 1988. 
 
HURTADO ALBIR, Amparo. Traducción y traductología. Madri: Cátedra, 2007. 
 
HUTCHEON, Linda. A Theory of Adaptation. London: Routledge, 2006. 
 
JAKOBSON, Roman. Aspectos linguísticos da tradução. In: BLIKSTEIN, Izidoro (Org.). Linguística e comunicação. Trad. de Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 2001. p. 63-72. 
 
KOSKINEN, Kaisa; PALOPOSKI, Outi. Retranslations in the Age of Digital Reproduction. Cadernos de Tradução 11 (1):19-38, 2003. 
 
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MONTEIRO, Mário Feijó Borges.Permanência e mutações: O desafio de escrever adaptações escolares baseadas em clássicos da literatura. Rio de Janeiro, 2006. Tese (Doutorado em Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Letras, 2006. 
 
NORD, Christiane. Text analysis in translation: Theory, Methodology, and Didactic Application of a Model for Translations-Oriented Text Analysis.2 ed. Amsterdam and New York: Rodopi, 2005. 
 
O’SULLIVAN, Emer. Comparative children’s literature. London & New York: Routledge, 2009. 
 
PLAZA, Julio. Tradução Intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2016. 
 
PENTEADO, J. Roberto Whitaker. Os filhos de Lobato: o imaginário infantil na ideologia do adulto. São Paulo: Globo, 2011. 
 
RAW Laurence (ed.). Translation, Adaptation and Transformation.. Londres e Nova York: Continuum International Publishing Group, 2012. 
 
REISS, Katharina. La relación entre el texto de partida y el texto final // Equivalencia y adecuación. In: REISS, Katharina; VERMEER, Hans J. 
 
Fundamentos para una teoría funcional de la traducción. Trad. de Sandra García Reina, Celia Martín de León e Heidrun Witte. Madri: Akal, 1996. 
 
RILEY, Edward C. La singularidad de la fama de don Quijote. Cervantes: Bulletin of the Cervantes Society of America, 22.1, 2002. 
 
_________. La rara invención: Estudios sobre Cervantes y su posteridad. Barcelona: Crítica, 2001. 
 
RIQUER, Martín de. Aproximación al Quijote. Navarra: Salvat Editores, 1970. 
 
_________. Cervantes y la caballeresca. London: Tamesis Book Limited, 1973. 
 
RODRIGUEZ, Marta Pérez. Tras un siglo de recepción cervantina en Brasil: 
 
Estudios críticos sobre el Quijote (1900-2000). Dissertação (Mestrado em Letras). São Paulo: FFLCH/USP, 2007. 
 
SALAZAR RINCÓN, Javier. El personaje de Sancho Panza y los lectores del siglo XVII. In: Asociación Internacional de Hispanistas. Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2007. Disponível em: Acesso em: 19 jan. 2013. 
 
SÁNCHEZ-SÁEZ, Bráulio. Dor e glória de Cervantes. São Paulo: Clube do Livro, 1967. 
 
SÁNCHEZ MENDIETA, Nieves. Reescritura y adaptación: el caso del 
 
Quijote.2004. 784 f. Tese (Doutorado em Filologia). Facultad de Filología y Letras. Univ. de Alcalá, 2004. 
 
SÁNCHEZ MENDIETA, Nieves; MEGIAS, José Manuel L. (Ed.). También los Niños Leen el Quijote: (ediciones infantiles y juveniles en la Biblioteca del Centro de Estudios Cervantinos). Centro de Estudios Cervantinos, 2007. 
 
SANDERS, Julie. Adaptation and Appropriation. London: Routledge, 2013. 
 
SCHÄFFNER, Christina. Norms of Translation. In: Handbook of Translation Studies. GAMBIER, Yves e DOORSLAER, Luc Van (eds.). Amsterdam: John Benjamin, p. 235-244, 2013. 
 
SHUTTLEWORTH, Mark; COWIE, Moira. Dictionary of Translation Studies. London: St Jerome Publishing, 1999. 
 
SORIANO, Marc. La Literatura para Niños y Jóvenes: Guía de exploración de sus grandes temas. Trad. de Gabriela Montes. Buenos Aires: Ediciones Colihue SRL, 2001. 
 
STAM, Robert. A Literatura Através do Cinema – Realismo, magia e a arte 
 
da adaptação. Trad. Marie-Anne Kremer e Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. 
 
TOURY, Gideon. Descriptive Translations Studies and Beyond. Amsterdam: 
 
John Benjamins, 1995. 
 
__________. The Nature and Role of Norms in Translation. In: VENUTI, Lawrence. The Translation Studies Reader. London & New York: Routledge, 2005. p. 205-218. 
 
UNAMUNO, Miguel de. Vida de Don Quijote y Sancho. Madri: Espasa-Calpe S.A., 1966. 
 
VEGA CERNUDA, M.A. (Ed.). ¿Qué ‘Quijote’ leen los europeos? Madrid: Instituto Universitario de Lenguas Modernas y Traducción, 2005. 
 
VENUTI, Lawrence. The Translator’s Invisibility – A History of Translation. 
 
London and New York: Routledge, 1995. 
 
_________ (Ed.).The Translation Studies Reader. London and New York: Routledge, 2005. 
 
_________. Translation Changes Everything. London and New York: Routledge, 2013. 
 
VIEIRA, Maria Augusta da Costa. O dito pelo não-dito. São Paulo: Edusp, 1998. 
 
__________ . Apresentação de D. Quixote. In: CERVANTES, Miguel de. O engenhoso cavaleiro D. Quixote de la Mancha. Trad. de Sergio Molina. São Paulo: Editora 34, 2008. 
 
__________ (Org.). Dom Quixote: A letra e os caminhos. São Paulo: Edusp, 2006. 
 
_________. A narrativa engenhosa de Miguel de Cervantes. São Paulo: Edusp, 2012. 
 
VILA, Diego Juan. El Quijote como texto político, Don Quijote en la arenga política. In: Lecturas de El Quijote: Investigaciones, debates y homenajes. Santa Fe, Argentina: Universidad Nacional del Litoral, 2005. p. 31-51. 
 
ZILBERMAN, Regina. e LAJOLO Marisa. Um Brasil para crianças. Para conhecer a literatura infantil brasileira: história, autores e textos. São 
 
Paulo: Global, 1986.

Programa

1ª aula: a perversão de Freud a Lacan
Falaremos sobre a definição do conceito dentro da psicanálise e comentaremos alguns dos principais textos de Sigmund Freud sobre o tema: “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”
(1915), “A pulsão e seus destinos”, “Bate-se numa criança” (1919), “O problema econômico do masoquismo” (1924) e “Fetichismo” (1927). No caso de Lacan, as principais referências serão o
ensaio “Kant com Sade” e o “Seminário 7 - a ética da psicanálise”.

2ª aula: leituras contemporâneas da perversão
Nesta aula abordaremos algumas leituras contemporâneas sobre a noção de perversão, conceito que ganhou notoriedade e se faz presente não apenas entre psicanalistas como entre nomes
fundamentais da análise política como Pierre Dardot e Christian Laval (em Nova Razão do Mundo) e Anselm Jappe (em Sociedade Autofágica), entre outros.

3ª aula: a perversão na literatura e no cinema
Finalmente, comentaremos algumas produções literárias e cinematográficas sobre o tema, ensejando assim retomar o que foi discutido nas aulas anteriores.

Bibliografia básica geral 

DARDOT, P.; LAVAL, C. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Editora Boitempo, 2016.
FINK, Bruce. Introdução clínica à psicanálise lacaniana. Trad.: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Trad.: Paulo Dias Corrêa. Rio de Janeiro: Imago editora ltda, 1973.
FREUD, Sigmund. Neurose, psicose, perversão. (Obras incompletas de Sigmund Freud, vol. 5). Trad.: Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
JAPPE, Anselm. A sociedade autofágica. Lisboa: Antígona, 2019.
LACAN, Jacques. Escritos. Trad.: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
LACAN, Jacques. Seminário 10: A angústia. Trad.: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
LACAN, Jacques. Seminário 17: O avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
ROUDINESCO, Elisabeth. A parte obscura de nós mesmos: Uma história dos perversos. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2008. Edição Kindle.
TOMSIC, Samo. The Capitalist Unconscious: Marx and Lacan. New York: Verso, 2013.
STOLLER, Robert J. Perversão: a forma erótica do ódio. Trad.: Maria Lúcia L. Da Silva. São Paulo: Hedra, 2014.

Programa

(language English and Portuguese)

The course intends to discuss the meaning of some of the most popular
classic fairy tales, going beyond their edulcorated versions popularised
by children’s adaptations or animated films. It is articulated in four
units:

1. Introduction: historical fairy tales and their disturbing contents
from Giovanni Straparola to Charles Perrault. This lesson will explore
the meanings and topics of the tales from the XVIth and XVIIth seen as
the mirror of the epoch and its society.

2. Sleeping Beauty and the domestication of rape. In this lesson
we will be looking into the disturbing concept of the female body made
available for male’s aggression, starting with folk tales, and then move
to the gentilised Charles Perrault’s version and its later transformations.

3. Bluebeard and the questioning of the patriarchal system. This
lesson will analyse contrasting interpretations of the tale and its moral
(a lesson in obedience or a warning against marital practices sanctioned
by patriarchal society). We will then look into the career of the tale as a
horror story in later times.

4. Puss in Boots as the tale of trickery, falsehood and social
ambition. The final lesson will look into the grim social dynamics hidden
behind an apparently charming figure of the cat with the boots. We will
investigate the role of animal figures in the fairy tales and try to
understand while this Charles Perrault’s tale became so popular in spite
of promoting blatantly immoral behaviour. We will then look into some
attempts to rectify the ethic message of the story in later literary and
cinematographic adaptations.

Explorando o lado sombrio dos contos de fadas:
Bela Adormecida, Barba Azul e Gato de Botas

(em Inglês e Português)

O curso pretende discutir o significado de alguns dos contos de fadas
clássicos mais populares, indo além de suas versões edulcorated
popularizadas por adaptações infantis ou filmes de animação. É
articulado em quatro unidades:
1. Introdução: contos de fadas históricos e seus conteúdos
perturbadores de Giovanni Straparola a Charles Perrault. Esta palestra
explorará os significados e tópicos dos contos dos séculos XVI e XVII
vistos como o espelho da época e de sua sociedade.
2. A Bela Adormecida e a domesticação do estupro. Nesta fala,
examinaremos o conceito perturbador do corpo feminino
disponibilizado para a agressão masculina, começando com contos
populares e, em seguida, passando para a versão gentilizada de Charles
Perrault e suas transformações posteriores.
3. Barba Azul e o questionamento do sistema patriarcal. Esta fala
analisará interpretações contrastantes do conto e sua moral (uma lição
de obediência ou uma advertência contra as práticas conjugais
sancionadas pela sociedade patriarcal). Em seguida, analisaremos a
carreira do conto como uma história de terror em tempos posteriores.
4. Gato de Botas como o conto de malandragem, falsidade e
ambição social. A lição final examinará a sombria dinâmica social
escondida atrás de uma figura aparentemente encantadora do gato
com as botas. Vamos olhar para o papel das figuras animais nos contos
de fadas e tentar entender enquanto este conto de Perrault se tornou
tão popular, apesar de promover um comportamento flagrantemente
imoral. Examinaremos algumas tentativas de retificar a mensagem ética
da história em adaptações literárias e cinematográficas posteriores.

Leituras:

Charles Perrault, Contos da Mãe Gansa
Angela Carter, The Bloody Chamber and Other Stories
Leitura crítica recomendada:
C. Bacchilega, Postomdern Fairy Tales: Gender and Narrative Strategies,
1997
R. Bottigheimer, Fairy Tales. A New History, 2009
S. Cashdan, The Witch Must Die: The Hidden Meanings of Fairy Tales,
2000