Programa

1º dia – Sábado – 8 de março de 2025
Aula 1 – Apresentação do curso - Da Grécia à Revolução Industrial: A Odisseia do Antropoceno 1. A Natureza na Literatura antes e depois da Revolução Industrial. 1.1. O mar. 1.2. As epidemias. 2. Revolução Industrial. 2.1. Romantismo Inglês. 2.2. Ecologia, Termodinâmica e Conservacionismo. Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo (DG-FFLCH-USP)

2ª dia – Sábado – 15 de março de 2025
Aula 2 – Degradação do meio ambiente, Socialismo e o Breve Século XX 1. O advento da sociedade de massas e a degradação do ambiente de trabalho. 2. Marxismo e Ecologia. 3. Teatro e Ecologia – Noruega e Rússia. 4. Guerra e Petróleo. 4.1. Hiroshima e Nagasaki. 4.2. Os grandes acidentes. 5. Advento do Movimento Ambientalista. 5.1. A Primavera Silenciosa. 5.2. Estocolmo 1972: Brasil no banco dos réus. Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo (DG-FFLCH-USP)

3º dia – Sábado – 22 de março de 2025
Aula 3 – 1ª parte - Natureza na Literatura Brasileira 1. Brasil a partir de Caminha. 1.1. Ciclos Econômicos. 1.2. Romantismo e Realismo. 1.3. Degradação do ambiente urbano. 1.4. Os Sertões. 1.5. Jardinagem. 2. De Estocolmo 1972 a Rio 1992. 2.1. Marcos na poesia. 2.2. Marcos na prosa. 2.3. O meio ambiente do trabalho. 3. A Ecologia na Canção Popular – 2ª parte – Mário de Andrade (O Turista Aprendiz) e Antonio Candido (Parceiros do Rio Bonito). Prof. Júlio César Suzuki (DG-FFLCH-USP)

4º dia – Sábado – 29 de março de 2025
Aula 4 – 1ª parte - Veias abertas da América Latina. 1. América Latina. 1.1. Chile. 1.2. Peru. 1.3. Equador. 1.4. México. – 2ª parte – Funções da natureza na epopeia andina de Manuel Scorza. Prof. Jean Marie Lassus (Univ.Nantes – França)

5º dia – Sábado – 5 de abril de 2025
Aula 5 – 1ª parte – Ecologia e Literatura na Europa e EUA. 1. Literatura Portuguesa. 2. Distopias do Norte Global. 3. Duas vencedoras do Nobel de Literatura: Svetlana Aleksiévitch e Olga Tokarczuk. 2ª parte - Ecologia e Urbanismo na Itália: Italo Calvino. Prof. Adriana Iozzi Klein (DLM-FFLCH-USP)

6º dia – Sábado – 12 de abril de 2025
Aula 6 – Catástrofe climática e a degradação da democracia. 1. Antropoceno no Cinema e na Música. 2. A nova literatura dos povos originários: Um novo Indigenismo Brasileiro? 2.1. Cinema dos Povos Originários. 2.2. Canção Indígena. 3. Ecologia na Literatura Brasileira contemporânea. 4. Debates e encerramento do curso. Prof. Guilherme José Purvin de Figueiredo (DG-FFLCH-USP)


Bibliografia:
BECK, Ulrich. Sociedade de risco: Rumo a uma outra modernidade. São Paulo : Ed. 34, 2010
BONNEUIL, Christophe / FRESSOZ, Jean-Baptiste. O acontecimento Antropoceno. A Terra, a história e nós. São Paulo : Quina Editora : Campinas, SP : Editora da Unicamp, 2024
CARSON, Rachel. Silent Spring. New York, USA : Houghton Mifflin, 1994
DANOWSKI, Deborah / VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Há mundo por vir? Ensaios sobre os medos e os fins. 2ª edição. Desterro (Florianópolis) : Cultura e barbárie : Instituto Socioambiental, 2017
DEAN, Warren. A ferro e fogo: A história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo : Companhia das Letras, 1996
FANON, Franz. Os condenados da Terra. Rio de Janeiro : Zahar Editores, 2022
FOSTER, John Bellamy. A Ecologia de Marx: Materialismo e Natureza. Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 2005
GARRARD, Greg. Ecocriticism. New York, USA : Routledge, 2012
IOVINO, Serenella. Paesaggio civile: Storia di ambiente, cultura e resistenza. Milano, Itália : Il Saggiatore, 2022
JAMESON, Fredric. Archaeologies of the Future: The desire called Utopia and other Science Fictions. New York, USA : Verso, 2007
LATOUR, Bruno. Políticas da natureza: Como associar as ciências à democracia. São Paulo : Editora da Unesp, 2019
LEFF, Enrique. Epistemologia Ambiental. 4ª edição. São Paulo : Cortez, 2007
LEONARDI, Victor. Entre árvores e esquecimentos: A Modernidade e os povos indígenas no Brasil – História social dos sertões. 2ª ed. Brasília : Editora Universidade de Brasília / Paralelo 15, 2018
MORTON, Timothy. O pensamento ecológico. São Paulo : Quina Editora, 2023
PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição: Pensamento político e crítica ambiental no Brasil Escravista (1786 – 1888). Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2002
PECERE, Paolo. Il senso dela natura: Sette sentirei per la Terra. Palermo, Itália : Sellerio, 2024
SAITO, Kohei. O capital no Antropoceno. São Paulo : Boitempo, 2024
TREECE, David. Exilados, Aliados, Rebeldes: O movimento indianista, a política indigenista e o Estado-Nação Imperial. São Paulo : Nankin; EDUSP, 2008
VEIGA, José Eli da. O Antropoceno e as Humanidades. São Paulo : Ed. 34, 2023
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade : Na história e na literatura. São Paulo : Companhia das Letras, 2011
WISNIK, José Miguel. Maquinação do mundo: Drummond e a mineração. São Paulo : Companhia das Letras, 2018

Programa

Aula 1: Conceitos da Linguística de Corpus
Aula 2: Aplicações da Linguística de Corpus

Bibliografia:
ANTHONY, L. AntConc (versão 3.4.4m) [Programa de computador]. Tokyo: Waseda University, 2014. Disponível em: http://www.laurenceanthony.net. Acesso em: 27 mai. 2025.
BASTIANELLO, R. T. Dicionário comparável (português-francês) de gênero textual: artigo científico. 2024. 748 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8165/tde-16072024-161055/p…. Acesso em: 27 mai. 2025.
BASTIANELLO, R. T. Assim e suas traduções: estudo descritivo e comparativo português-francês baseado em corpus paralelo para fins lexicográficos. 2021. 172 f. Trabalho de Graduação Individual (TGI) – Curso de Letras, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. Disponível em: https://bdta.abcd.usp.br/single.php?_id=003073839&locale=pt_BR. Acesso em: 27 mai. 2025.
BASTIANELLO, R. T. Terminologia da energia solar fotovoltaica para fins terminográficos: estudo baseado em corpus comparável (português-francês). 2017. 386f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Departamento de Letras Modernas, São Paulo, 2017. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-11122017-190034/p…. Acesso em: 27 mai. 2025.
BASTIANELLO, R. T.; ZAVAGLIA, A. Terminologia da Radiação Solar: elaboração de um glossário bilíngue (português-francês). Tradterm, São Paulo, Brasil, v. 34, p. 27–47, 2019. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/tradterm/article/view/155393. Acesso em: 27 mai. 2025.
BASTIANELLO, R. T., ZAVAGLIA, A. Composição e organização da macro e microestrutura do Dicionário de Energia solar fotovoltaica (português- francês). In: TORRE, Mercedes Suáres de la; RESTREPO, Alexandra Suaza; SALAZAR, Andrea Suárez. Avances en Terminología: diálogos teóricos y aplicados con las ciencias cognitivas, de la comunicación y del lenguaje. Manizales: UAM, 2023a, p. 137-159. Disponível em: https://www.e-libro.net/libros/libro.aspx?idlibro=41478. Acesso em: 27 mai. 2025.
BASTIANELLO, R. T.; ZAVAGLIA, A. Dicionário de energia solar fotovoltaica. Campinas: Mercado de Letras, 2023.
BERBER SARDINHA, T. Linguística de Corpus. Barueri: Manole, 2004.
BOWKER, L.; PEARSON, J.. Working with Specialized Language: a practical guide to using corpora. London: Routledge, 2002.
KILGARRIFF, A. et al. Sketch Engine. Reino Unido / República Tcheca: Lexical Computing, 2003. Disponível em: https://www.sketchengine.eu/. Acesso em: 27 mai. 2025.
KRIEGER, M. da G.; FINATTO, M. J. Introdução à Terminologia: teoria e prática. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2015.
SINCLAIR, J. Corpus, Concordance, Collocation. Oxford: Oxford University Press, 1991.
TAGNIN, S.. O jeito que a gente diz. Barueri: DISAL, 2013.
TAGNIN, S.; BEVILACQUA, C. Corpora na Terminologia. São Paulo: Hub Editorial, 2013
TOGNINI-BONELLI, Elena. Corpus linguistic at work. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins, 2001.
VIANA, V.; TAGNIN, S. Corpora na Tradução. São Paulo: Hub Editorial, 2015.
ZAVAGLIA, A. Lexicografia bilíngüe e corpora paralelos: procedimentos e critérios experimentais. Cadernos de Tradução (UFSC), v. XVIII, p. 19-39, 2006.
ZAVAGLIA, A. Por uma lexicografia bilíngüe diferencial. In: Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão. (Org.). Lingüística contrastiva: teoria e prática. Londrina: Moriá, 2004, v. 1, p. 169-177.
ZAVAGLIA, A.; CELLI, M. A relação entre frequência e marca de uso no léxico: o caso das palavras gramaticais. In: ISQUERDO, ZAVAGLIA, A.; CELLI, M.; GALAFACCI, G. Tradução e lexicografia bilíngue. In: Ieda Maria Alves; Ana Maria Ribeiro de Jesus. (Org.). Os estudos lexicais em diferentes perspectivas. São Paulo: FFLCH/USP, 2015, v. 5, p. 89-106.
ZAVAGLIA, Adriana; GALAFACCI, Gisele. Corpus, Parallélisme et Lexicographie Bilingue. In: Proceedings of the XVI EURALEX International Congress: The User in Focus, p. 587-597, 2014.

Programa

Apresentação do curso – Cristina Casagrande

A apresentação será dedicada a explicar a estrutura adotada, as expectativas em relação aos participantes, assim como enfatizará a necessidade de se estudar a obra de J.R.R. Tolkien também como produto do trabalho magistral de seu filho Christopher Tolkien.

Aula I – Eduardo Boheme (23 de novembro)

“O Filólogo e seu menino: Christopher Tolkien, coautor da Terra-média”

A primeira aula irá explorar as estratégias empregadas por Christopher Tolkien para editar o material de J.R.R. Tolkien. Será feito um panorama sobre as circunstâncias em que Christopher se tornou o executor do espólio literário de seu pai e, em seguida, será estabelecida a relação entre a profissão de Christopher Tolkien e o trabalho de edição do legendário da Terra-média e além. Esse pano de fundo teórico será ilustrado por meio de exemplos práticos. Espera-se que essa aula sirva como base geral para as exposições seguintes, em que trabalhos específicos serão abordados.

Bibliografia

GENETTE, Gérard. Paratextos Editoriais. Tradução: Álvaro Faleiros. Cotia, SP: Ateliê, 2018.

GINNA, Peter (ed.). What Editors Do: The Art, Craft, and Business of Book Editing. Chicago and London: The University of Chicago Press, 2017.

LYONS, Martyn. Livro: Uma História Viva. Tradução: Luís Carlos Borges. São Paulo: Senac, 2011.

HAMMOND, Wayne G.; SCULL, Christina. The J.R.R. Tolkien Companion and Guide: Reader’s Guide. London: HarperCollins, 2017.

TOLKIEN, J.R.R.; TOLKIEN, Christopher (ed.). The History of Middle-earth, 12 volumes. London: HarperCollins, 2002.

______. The Legend of Sigurd and Gudrún. London: HarperCollins, 2009.

______. The Fall of Arthur. London: HarperCollins, 2013.

Aula II – Cristina Casagrande (24 de novembro)

“Os Grandes Contos das Silmarils: batalhas, tragédia e eucatástrofe”

J.R.R. Tolkien aponta o conto “Beren e Lúthien” como a principal história do Silmarillion, que juntamente com “A Queda de Gondolin”, o primeiro escrito por ele, em 1917, e a trágica história de “Os Filhos de Húrin”, forma os três Grandes Contos da saga das três Silmarils. A aula se propõe a estudar a formação e composição narrativa dos contos, a sua importância como os três pilares principais da obra do coração de Tolkien, bem como o trabalho de edição de Christopher Tolkien, tanto em O Silmarillion como nas edições avulsas de cada conto.

Bibliografia

CARPENTER, Humphrey. J.R.R. Tolkien: Uma biografia. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2018.

______. (org.). As Cartas de J.R.R. Tolkien. Tradução: Gabriel Oliva Brum. Curitiba: Arte&Letra, 2010.

HAMMOND, Wayne G.; SCULL, Christina. The J.R.R. Tolkien Companion and Guide: Reader’s Guide. London: HarperCollins, 2017.

LÖNNROT, Elias. The Kalevala. Tradução: Keith Bosley. Oxford: at the University Press, 1999.

TOLKIEN, J.R.R.; TOLKIEN, Christopher (ed.). A Queda de Gondolin. Tradução: Reinaldo José Lopes. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2019.

______. Beren e Lúthien. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2018.

______. Os Filhos de Húrin. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2020.

______. The History of Middle-earth — The Book of Lost Tales Part II. London: HarperCollins, 2002.

______. The History of Middle-earth — The Lays of Beleriand. London: HarperCollins, 2002.

TOLKIEN, J.R.R.; FLIEGER, Verlyn (ed.). A História de Kullervo. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2016.

Aula III – Fernanda Correia (25 de novembro)

“O Silmarillion, a obra de muitas vidas”

A aula deverá aprestar a história da produção do livro O Silmarillion, desde as primeiras versões até a sua publicação em 1977. Observaremos como a escrita da obra acompanhou a vida de J.R.R. Tolkien, a partir de suas anotações enquanto se recuperava de febre das trincheiras, passando pela criatividade alimentada pelo seu trabalho acadêmico em obras como Beowulf e A Queda de Arthur, chegando à influência na escrita de O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Em paralelo, observaremos como Christopher Tolkien participou da produção do livro, primeiro na juventude auxiliando o pai e, posteriormente, editando os escritos para a publicação póstuma.

Bibliografia

CARPENTER, Humphrey. J.R.R. Tolkien: Uma biografia. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2018.

______. (org.). As Cartas de J.R.R. Tolkien. Tradução: Gabriel Oliva Brum. Curitiba: Arte&Letra, 2010.

KILBY, Clyde S. Tolkien and The Silmarillion. New York: Harold Shaw Publishers, 1976.

TOLKIEN, J.R.R. Árvore e folha. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

TOLKIEN, J.R.R.; TOLKIEN, Christopher (ed.). A Lenda de Sigurd e Gudrún. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

______. A Queda de Artur. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

______. Beowulf. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2015.

______. O Silmarillion. Tradução: Reinaldo José Lopes. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2019.

TOLKIEN, J.R.R.; FLIEGER, Verlyn (ed.). A História de Kullervo. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2016.

Aula IV – Guilherme Mazzafera (26 de novembro)

“O Silmarillion e Contos Inacabados: autoria, recepção crítica e universo expandido”

A aula procura apresentar brevemente as duas primeiras obras editadas por Christopher Tolkien vinculadas ao legendário da Terra-média de J.R.R. Tolkien, O Silmarillion (1977) e Contos Inacabados (1980), em uma abordagem tríplice: 1) Discutir a recepção dos volumes tomando por base alguns excertos críticos publicados à época de seu lançamento, contrastando-os com a posição dos livros no corpus tolkieniano vigente; 2) Ponderar a complexa relação entre as instâncias autoral e editorial a fim de examinar a atuação de Christopher na composição dos livros; 3) Discorrer, diante da iminente série da Amazon Prime, que, provavelmente, lançará mão do material presente nesses livros, sobre as possibilidades e descaminhos inerentes à construção de um universo expandido da obra de Tolkien.

Bibliografia

CHARTIER, Roger. O que é um autor? Revisão de uma genealogia. São Carlos, SP: EduUFSCAR, 2012.

______. A mão do autor e a mente do editor. Tradução: George Schlesinger. São Paulo: Editora Unesp, 2014.

HAMMOND, Wayne G.; SCULL, Christina. The J.R.R. Tolkien Companion and Guide. New York: Houghton Mifflin, 2006.

JENKINS, Henry. Invasores do texto: fãs e cultura participativa. Tradução: Érico Assis. Rio de Janeiro: Marsupial, 2015.

KANE, Douglas Charles. Arda Reconstructed: The Creation of the Published Silmarillion. Lanham, MD: Rowan and Littlefield, 2014.

KILBY, Clyde S. Tolkien and The Silmarillion. New York: Harold Shaw Publishers, 1976.

TOLKIEN, J.R.R. Cartas. Organização de Humphrey Carpenter, com a assistência de Christopher Tolkien. Tradução: Gabriel Oliva Brum. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2020 [no prelo].

TOLKIEN, J.R.R.; TOLKIEN, Christopher (ed.). Contos Inacabados. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2020 [no prelo].

______. O Silmarillion. Tradução: Reinaldo José Lopes. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2019.

Aula V – Diego Klautau (27 de novembro)

“A imagem do pai: a construção da figura pública de J.R.R. Tolkien como monumento”

A aula de encerramento do curso trata da crítica a dois livros, J.R.R. Tolkien: uma biografia (1977) e As Cartas de J.R.R. Tolkien (1981), primeiro escrito por Humphrey Carpenter e o segundo editado por ele em conjunto com Christopher Tolkien, então testamenteiro literário da obra do pai. Foi nessa condição que o filho mais novo de J.R.R. Tolkien permitiu a Carpenter o acesso aos documentos apresentados em ambas as obras, participando da seleção, recorte e supressões pontuais das fontes. Levando-se em consideração que a construção da imagem pública de uma pessoa é sempre cheia de contradições e polêmicas, o objetivo da aula é ressaltar alguns aspectos dessa fabricação da imagem do pai como monumento, isto é, com caráter de elevação moral de uma figura. Nesse sentido, a metodologia se baseia no recorte analítico de quatro temas (família, religião, universidade e política) entre as publicações em questão, eventualmente acessando outros textos de J.R.R. Tolkien editados postumamente por Christopher.

Bibliografia

ANDERSON, Douglas A.; FLIEGER, Verlyn (eds.). Tolkien On Fairy-stories. London: HarperCollins, 2014.

CARPENTER, Humphrey. J.R.R. Tolkien: Uma biografia. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2018.

______. (org.). As Cartas de J.R.R. Tolkien. Tradução: Gabriel Oliva Brum. Curitiba: Arte&Letra, 2010.

HAMMOND, Wayne G.; SCULL, Christina. The J.R.R. Tolkien Companion and Guide: Reader’s Guide. London: HarperCollins, 2017.

LE GOFF, Jacques. História e Memória. Tradução: Bernardo Leitão et al. Campinas: Editora da Unicamp, 2003.

TOLKIEN, J.R.R.; TOLKIEN, Christopher (ed.). A Lenda de Sigurd e Gudrún. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

______. A Queda de Artur. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

______. Beowulf. Tradução: Ronald Kyrmse. São Paulo: Martins Fontes, 2015.

______. Beren e Lúthien. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2018.

______. Os Filhos de Húrin. Tradução: Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2020.

Programa

1. Crítica Literária e Psicanálise: algumas confluências em Drummond e Murilo Mendes (Profa. Dra. Cleusa R. P. Passos)
2. A falta/desejo em São Bernardo, de Graciliano Ramos. (Suely Corvacho)
3. Pulsão de morte em Angústia, de Graciliano Ramos. (Suely Corvacho)
4. Adolescentes de Clarice Lispector nos caminhos turbulentos do feminino. (Eliane Fittipaldi)
5. Da epopeia ao romance: a dimensão psíquica no herói moderno, em O fiel e a pedra, de Osman Lins (Marisa Simons)
6. O deslocamento nas memórias em Leite Derramado, de Chico Buarque (Mayara Calqui)

BIBLIOGRAFIA
Obras dos autores:
BUARQUE, Chico. Leite Derramado. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
DRUMMOND, Carlos. Boitempo I. Rio de Janeiro: Record, 1998.
LINS, Osman, O fiel e a pedra: romance. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2007.
LISPECTOR, Clarice. “Gertrudes pede um conselho”. A Bela e a Fera. Rocco:  Rio de
Janeiro, 1999, pp. 19-29.
LISPECTOR, Clarice. “Preciosidade”. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998,
p. 82-93.
MENDES, Murilo. A idade do serrote. Rio de Janeiro: Record, 2003.
RAMOS, Graciliano. Angústia (75 anos). Rio de Janeiro: Record, 2011.
RAMOS, Graciliano. São Bernardo. 67 ed. Rio de Janeiro: Record, 1997.

Obras de Freud:
FREUD, Sigmund. Lembranças da infância e lembranças encobridoras In Obras
Psicológicas Completas de Sigmund Freud: Edição Standard brasileira. Rio de Janeiro:
Imago, 1996. – Vol. VI.
FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer In Obras Psicológicas Completas de
Sigmund Freud: Edição Standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996. – Vol. XVIII.
FREUD, Sigmund. O Ego e o Id In O Ego e o Id, uma Neurose demoníaca do século
XVII e Outros trabalhos. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: Edição
Standard brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1976. – Vol. XIX.

Outras fontes:
BAKHTIN, Mikail. “Epos e Romance” In Questões de Literatura e de Estética: a teoria
do romance. 3. ed. São Paulo: Editora UNESP, 1993.
BIRMAN, Joel. “A máscara e o véu no desnudamento”. In Cartografias do Feminino.
São Paulo: Ed. 34, 1999.
JORGE, Marco Antonio Coutinho. “As quatro dimensões do despertar – sonho,
fantasia, delírio, ilusão”. In Ágora (Rio de Janeiro) v. VIII n. 2 jul/dez/ 2005.
Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-
14982005000200008&script=sci_abstract&tlng=pt Acesso em: 22 nov. 2020.
MAIA, Ana Martha Wilson Maia. As Máscaras d’A Mulher, a feminilidade em Lacan.
Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 1999. Capítulos 1 e 2.
PASSOS, Cleusa Rios Pinheiro. “O desejo e a criação literária (Relações: autor/texto,
texto/leitor)” In PASSOS, Cleusa R. P. e ROSENBAUM, Yudith (org) Escritas do
Desejo: Crítica Literária e Psicanálise. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2011.

Programa

Aula 1 (01/08): Introdução ao curso e apresentação da lista de filmes para discussão em sala. Proposta de atividade dos discentes para a Aula 6.
Aula 2 (02/08): Quase humanos: como filmes de ficção apresentam formas de robôs, ciborgues e androides e suas personalidades ( Metropolis, Astro Boy, O Homem Bicentenário).
Aula 3 (3/08): Vigilância: as representações de violência e controle humano/ humanóide (Blade Runner, Robocop, Minority Report, Chappie)
Aula 4 (08/08): Dentro da máquina: convívio social, reputação e transformações (Vigilante do Amanhã, Hang the DI (Ep.4 Temp.4 Black Mirror, Zima Blue (Love, Death and Robots)
Aula 5 (09/08): Estatísticas e Afetos: dos grandes dados à cognição humana? (Inteligência Artificial, Ex-Machina, O Problema de Nascer, Her).
Aula 6 (10/08): Avaliação final. O corpo discente apresentará durante a aula comentários sobre algum filme mencionado durante o curso. O exercício será realizado utilizando a bibliografia indicada na primeira aula. Cada grupo terá um tempo de apresentação para que haja debate e comentários do ministrante.

Referências Bibliográficas:
AUMONT, Jacques et al. A estética do filme. São Paulo: Papirus, 1995.
_________. A imagem. São Paulo: Papirus, 1993.
BAECQUE, Antoine de. Cinefilia. São Paulo: Cosac Naify, 2010
BAPTISTA, Mauro; MASCARELLO, Fernando (orgs.). Cinema mundial contemporâneo. São Paulo: Papirus, 2012.
BAZIN, André. O que é cinema. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
BOSTROM, Nick. Superinteligência: caminhos, perigos e estratégias para um novo mundo. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2018.
CHARNEY, Leo; SCHWARTZ, Vanessa R (org.). O cinema e a invenção da vida moderna. São Paulo: Cosac Naify, 2001.
Daugherty, Paul & Wilson, J (2018). Human + Machine. Reimagining Work in the Age of AI. (Introduction: What’s our Role in the Age of AI?). Boston (USA). Harvard Business Review Press
GOMES, Paulo Emílio Salles. O cinema no século. Companhia das Letras, 2015.
JULLIER, Laurent; MARIE, Michel. Lendo as imagens do cinema. São Paulo: SENAC, 2012.
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 1990.
LÉVI, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 2010.
MERLEAU-PONTY, Maurice. O cinema e a nova psicologia. IN: A experiência do Cinema. Xavier, Ismail (org.); Rio de Janeiro: Graal, 1983.
MERTEN, Luiz Carlos. Cinema – entre a realidade e o artifício. Porto Alegre, Artes e Ofícios.
METZ, Christian. A significação no cinema. São Paulo: Perspectiva, 2014.
Miailhe, N & Hodes, C (2017). “Making the AI revolution work for everyone”. AI Initiative: The Future Society.
NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. São Paulo: Papirus, 2007.
__________ Representing reality. Indiana University Press, 1991.
ROSENFELD, Anatol. Cinema: arte & indústria. São Paulo: Perspectiva, 2013.
RUSSEL, Stuart J; NORVIG, Peter. Parte I. In: Inteligência artificial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
SARAIVA, Leandro; CANNITO, Newton. Manual de roteiro ou Manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e TV. São Paulo: Conrad, 2004.
SORLIN, Pierre. Sociologia del cine. D.F. Mexico: Fondo de Cultura Economica, 1985.
STAM, Robert. Introdução as Teorias de Cinema. São Paulo: Papirus, 2018.
TURING, A. M. Computing Machinery and Intelligence. Mind 59, no. 236 (1950): 433-60. Accessed April 8, 2020. www.jstor.org/stable/2251299.
VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio sobre a análise fílmica. São Paulo: Papirus, 2012.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Paz e Terra, 1990.
YOEL, Gerardo (org.). Pensar o cinema: imagem, ética e filosofia. São Paulo: Cosac & Naify, 2015.

Programa

Aulas:
1. Novas tecnologias e ameaças à segurança dos países asiáticos;
2. Relações políticas e de segurança entre Japão e EUA na contemporaneidade (2009-2022);
3. A importância da Ásia nas relações internacionais contemporâneas;
4. As mulheres nas forças de autodefesa japonesa: um olhar feminino e feminista;
5. Paradoxos entre o envelhecimento da sociedade e necessidade de investimentos na segurança;
6. Sistemas balísticos sul-coreanos: em busca de um equilíbrio entre economia e segurança;
7. Países europeus e as questões de segurança asiáticas;
8. Coreia do Sul e Japão: conflitos não resolvidos, parceria necessária?;
9. Nuclearização da Coreia do Norte;
10. Religião e Relações Internacionais;
11. Ascensão da China e reorganização da Ordem Internacional: os impactos para os interesses do
Brasil;
12. Interferência Chinesa em Taiwan: O papel do sharp power em operações de influência
autoritária;
13. Grande Estratégia do Japão: Política de defesa;
14. Relações China-Coreia;
15. Setor Aeronáutica / Espacial (Ásia);
16. Cyber segurança do Japão;
17. Antagonismo Rússia OTAN e implicações de seu antagonismo para a Ásia;
18. Tailândia e as dinâmicas geopolíticas no Sudeste Asiático;
19. O desenvolvimento do programa nuclear indiano: A busca por autonomia.

Bibliografia


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Programa

Aula 1: Teoria do Romance e Teoria dos Gêneros
BIBLIOGRAFIA
LUKÁCS, György. A teoria do romance. Editora 34, 2009.
CAVALCANTI, Cláudia. Goethe e Schiller: correspondências. São Paulo: Hedra, 2010.
VON GOETHE, Johann Wolfgang. Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister. Editora 34, 2009.

Aula 2: Lukács sobre o 'realismo': a crítica e a teorização literária nos anos 1930
BIBLIOGRAFIA
ARAÚJO, Paula Alves Martins. “Georg Lukács e o espectro do realismo”. 208 f. 2016. Orientação Profa. Dr. Betina Bischof. São Paulo. Mestrado em Teoria Literária e Literatura Comparada. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de
São Paulo (FFLCH-USP).
BÜRGER, Peter. “Teoria da vanguarda”. Tradução Ernesto Sampaio. 1° edição. Lisboa: Vega, 1993.
COTRIM, Ana. “Literatura e realismo na estética de György Lukács”. Prefácio de Miguel Vedda. 1° edição. Porto Alegre: Zouk, 2016.
EAGLETON, Terry. “Marxism and Literary Criticism”. London; New York: Routledge, 2003.
LUKÁCS, György. “O romance histórico” [1936]. 1° edição. Tradução de Rubens Enderle. Apresentação de Arlenice Almeida da Silva. São Paulo: Boitempo, 2011a.
_____. “O romance como epopeia burguesa” [1934]. In: _____. Arte e sociedade: escritos estéticos 1932-1967. Organização, introdução e tradução José Paulo Netto e Carlos Nelson Coutinho. 2° edição. Rio de Janeiro: UFRJ, 2011b, p. 193-244.
MACHADO, Carlos Eduardo Jordão. “Um capítulo da história da modernidade estética”: o debate sobre o expressionismo. 2° edição. São Paulo: UNESP, 2016.
OTSUKA, Edu Teruki. “Lukács, realismo, experiência periférica (anotações de leitura)”. Literatura e Sociedade, [S. l.], v. 15, n. 13 (2010), p. 36-45.
SILVA, Arlenice. “Da Teoria do Romance ao Romance Histórico: a questão dos gêneros em G. Lukács”. Rapsódia: almanaque de filosofia e arte, n. 1, 2001, p. 29-53.
SOUSA, Wesley. “A arte e o realismo: o ensaísmo crítico na estética de György Lukács”. Viso – revista de estética aplicada, v. 19, n° 36 (jan-jun/2025), p. 456-474.

Aula 3: República de Weimar e Melancolia de Esquerda
BIBLIOGRAFIA
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet; prefácio de Jeanne Marie Gagnebin. 7. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.
BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão. Edição e tradução de João Barrento. 2. Ed.; 2. Reimpr. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
BOSSMANN, Reinaldo. Erich Kästner – Atividade literária em prol do neo-objetivismo e neo-humanismo. Revista Letras, [SI], dez. 1957, p. 67-74. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/rel.v7i0.20020.
COSTA, Iná Camargo. Palestra sobre o ensaio O autor como produtor. In: SOARES, Marcos & CEVASCO, Maria E. B. P. da Silva. Crítica cultural materialista. São Paulo: Humanitas, 2008.
VALE DA SILVA, Felipe. Derrotismo político às vésperas do Terceiro Reich. Contextualizando a polêmica Walter Benjamin-Erich Kästner. Revista Novos Rumos, [SI] vol. 57, n. 2, dezembro de 2020, p. 125-138. DOI: https://doi.org/10.36311/0102- 5864.2020.v57n2.p125-138.
TRAVERSO, Enzo. Melancolia de esquerda: marxismo, história e memória. Tradução de André Bezamat. Belo Horizonte: Editora Âyiné, 2021.

Aula 4: Theodor W. Adorno: dialética e arte nos anos 30
BIBLIOGRAFIA
ADORNO, Theodor W. A atualidade da filosofia. In.: Theodor W. Adorno: primeiros escritos filosóficos. São Paulo: Editora Unesp, 2007, pp. 431-457.
ADORNO, Theodor W. Ideia de história natural. In.: Theodor W. Adorno: primeiros escritos filosóficos. São Paulo: Editora Unesp, 2007, pp. 457-485.
ADORNO, Theodor W. Escritos Musicales V. Obra completa 18. Madri: Ediciones Akal, 2011.
ADORNO, Theodor W. Extorted Reconciliation: On Georg Lukács’ “Realism in Our Time”. In: Notes to Literature. 2. ed. New York: Columbia University Press, 2019.
ADORNO, Theodor W. Teoria Estética. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 2011.
ADORNO, Theodor W. Ästhetische Theorie. Frankfurt am Main: Suhrkamp Verlag, 1970.
ADORNO, Theodor W.; BENJAMIN, Walter. The complete correspondence 1928-1940. Trad. Nicholas Walker. Massachusetts: Harvard University Press, 1999.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Porto Alegre: L&PM, 2018.
LUKÁCS, Georg. A Teoria do Romance: um ensaio histórico-filosófico sobre as formas da grande épica. São Paulo: Editora 34, 2009.

Programa

Diásporas Africanas nas Américas e Expressão Artística em Perspectiva Atlântica: reflexões a partir dos manuscritos de Carolina Maria de Jesus e de textos criativos diversos
 
Ementa: Esse curso pretende discutir a existência de aspectos singulares da expressividade artística e da experiência africana nas Américas a partir de detalhes da obra e da vida da escritora afro-brasileira Carolina Maria de Jesus (1914-1977), moradora por muitos anos da favela do Canindé em São Paulo, e de textos criativos de autores e artistas afro-americanos e afro-brasileiros, como Frederick Douglass, Langston Hughes, Paule Marshall, James Baldwin, Lima Barreto e João Antonio. Essa discussão terá como horizonte o contexto cultural transnacional das diásporas africanas e suas conexões com elementos histórico-culturais presentes na África ancestral. Carolina, que nasceu em Minas Gerais, era neta de um ex-escravo, filho de africanos, que contava histórias e rezava o terço diariamente. Ao mesmo tempo, muito cedo, foi encantada pela palavra escrita e concentrou seus esforços na leitura. Dessa forma, sua obra pode revelar pontos de confluência entre o universo oral e o letrado em um contexto de migrações. Um dos pontos centrais da discussão será a valorização de formas de escrita em meios supostamente orais ou não letrados e a intensa inventividade comunicativa e circularidade de ideias, práticas e conhecimentos nas diásporas, especialmente nos espaços urbanos. 
 
 
1ª. Aula – Narrativa proverbial. Em busca do caminho reto 
 
-Breve apresentação do curso e da noção de “texto criativo”. 
-Análise de alguns provérbios de Carolina Maria de Jesus. A utilização de provérbios na África e na diáspora. 
-Spirituals, religiosidade afro-americana, insubordinação e ética. 
 
 
2ª. Aula – Memórias, poesia e ficção. O entrelaçamento dos gêneros na literatura de diáspora 
 
-Momentos de revelação na literatura de diáspora. O contato entre comunidade, sujeito e ancestrais. 
-Trechos das memórias e da escrita ficcional de Carolina Maria de Jesus e análise de poesias selecionadas. 
-Detalhes nas obras de autores como Frederick Douglass, Langston Hughes, Paule Marshall, James Baldwin, Lima Barreto, João Antônio. 
 
3ª. aula – O encanto pela palavra escrita e a escrita encantada. 
 
-Formas de escrita na África e a valorização do letramento e dos livros na diáspora. 
-Formas de expressividade artística na diáspora. Códigos diferenciados de escrita e comunicação na África e nas Américas. A interioridade expressa em formas visuais. 
-A escrita afrodescendente em meios urbanos. 
 
 
4ª. aula – Circularidade de práticas, ideias e conhecimentos na diáspora. 
 
-O cosmopolitismo na cultura africana nas Américas. 
-O espaço criativo em movimento. Deslocamentos, segregação e experiências artísticas na diáspora. 
-Comentários finais do curso. 
 
 
Bibliografia: 
ANTONIO, João. Malagueta, Perus e Bacanaço. 4ª. ed., São Paulo: Cosac & Naif, 2004. (1ª. ed. 1963) 
BALDWIN, James. Go Tell it on the Mountain. New York: Bantam Dell, 2005. (1a. ed. 1952). 
BARRETO, Lima. Recordações do Escrivão Isaías Caminha. 2ª. ed, São Paulo: Pinguin & Companhia das Letras, 2011. (1ª. ed. 1909). 
BUTLER, Kim D. “A nova negritude no Brasil – Movimentos pós-abolição no contexto da diáspora africana”. In: GOMES, Flávio; DOMINGUES, Petrônio (orgs). Experiências da Emancipação. Biografias, Instituições e Movimentos Sociais no Pós-Abolição (1890-1980). São Paulo: Selo Negro, 2011. 
CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano 1. Artes de Fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves, 4ª. ed., Petrópolis: Vozes, 1994. 
DOUGLAS, Frederick. Narrative of the Life of Frederick Douglas. An American Slave, Oxford: Oxford University Press, 1999. (1a. ed. 1845) 
FENNEL, Christopher C. Crossroads and Cosmologies. Diasporas and Ethnogenesis in the New World, Gainesville: University Press of Florida, 2007. 
FLORES, Élio Chaves. Palavras afiadas: memórias e representações africanistas na escrita de Carolina Maria de Jesus. Clio. Revista de Pesquisa Histórica, Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco, n. 28.1, 2010, p. 1-27. 
GATES Jr., Henry Louis. Os negros na América Latina, (tradução de Donaldson M. Garschagen), São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
GILROY, Paul. O Atlântico Negro. (tradução de Patrícia Farias), 2a. ed., São Paulo: Editora 34, 2012. 
GRIFFIN, Farah Jasmine. Harlem Nocturne. Women Artists & Progressive Politics During World War II. New York: Basic Civitas, 2013. 
GRIFFIN, Farah Jasmine. Who set you Flowin’? The African-American Migration Narrative. New York, Oxford: Oxford University Press, 1995. 
GUNDAKER, Grey. Signs of Diaspora/ Diaspora of Signs: Literacies, Creolization, and Vernacular Practice in African America, Oxford: Oxford University Press, 1998.HALL, Gwendolyn Midlo. Cruzando o Atlântico: etnias africanas nas Américas, TOPOI, v.6. n.10, jan-jun 2005, pp. 29-70.HEYWOOD, Linda M. (org.) Diáspora Negra no Brasil. São Paulo: Contexto, 2009. 
JESUS, Carolina Maria de. Antologia Pessoal. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996. 
JESUS, Carolina Maria de. Diário de Bitita, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 
JESUS, Carolina Maria de. Provérbios. São Paulo: Luzes, Gráfica Editora Ltda, s.d. 
LEVINE, Lawrence W.. Black Culture and Black Consciousness. Afro-American Folk Though from Slavery to Freedom, New York: Oxford University Press, 2007. (1a. ed. 1977) 
LOPEZ, Telê Porto Ancona. Mário de Andrade: Ramais e Caminho, São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1972. 
MARSHALL, Paule. Brown Girl, Brownstones. Old Westbury, New York: The Feminist Press, 1981. (1a. ed. 1959) 
MARTÍNEZ-RUIZ, Bárbaro. Kongo Graphic Writing and Other Narratives of the Sign. Philadelphia: Temple University Press, 2013. 
MATORY, James Lorand. Black Atlantic Religion. Tradition, Transnationalism, and Matriarchy in the Afro-Brazilian Camdomblé, New Jersey: Princeton University Press, 2005. 
MORAES, Marcos Antonio de. Orgulho de Jamais Aconselhar. A Epistolografia de Mário de Andrade, São Paulo: EDUSP, FAPESP, 2007. 
PERES, Elena Pajaro. Exuberância e Invisibilidade. Populações Moventes e Cultura em São Paulo, 1942 ao início dos anos 70. Tese de doutoramento em História Social, FFLCH-USP, 2007. 
QUASHIE, Kevin. The Sovereignty of Quiet. Beyond Resistance in Black Culture. New Brunswick, New Jersey and London: Rutgers University Press, 2012. 
SALIBA, Elias Thomé. As Utopias Românticas. 2ª. ed. revista, São Paulo: Estação Liberdade, 2003. 
SENNETT, Richard. O Artífice (tradução de Clóvis Marques), 3ª. ed., Rio de Janeiro: Record, 2012. 
SOUZA, Marina de Mello e. Reis Negros no Brasil Escravista. História da Festa de Coroação de Rei Congo, São Paulo / Belo Horizonte: Humanitas, Editora UFMG, 2006. 
THOMPSON, Robert Farris. Flash of the Spirit. African & Afro-American Art & Philosophy. New York: Vintage Books, 1984. 
THORNTON, John. A Cultural History of the Atlantic World, 1250-1820. New York: Cambridge University Press, 2012. 
THORNTON, John. The Kongolese Sait Anthony. Dona Beatriz Kimpa Vita and the Antonian Movement, 1684-1706. New York: Cambridge University Press, 1998. 
WILDER, Craig Steven. A Covenant with Color. Race and Social Power in Brooklyn. New York: Columbia University Press, 2000. 
WISSENBACH, Maria Cristina Cortez. “Teodora Dias da Cunha. Construindo um lugar para si no mundo da escrita e da escravidão. In: CÔRTES, Giovana Xavier da Conceição, FARIAS, Juliana Barreto e GOMES, Flávio dos Santos (orgs). Mulheres Negras no Brasil Escravista e Pós-Emancipação, pp. 227-242.

Programa

1ª aula: Além de uma rápida introdução à obra, serão abordados os contextos histórico e cultural que possibilitaram a sua criação, incluindo os motivos da valorização da literatura kana, escrita em japonês, em contraposição à escrita chinesa, no século X, e o florescimento da cultura de corte protagonizada por mulheres. Será apresentada também uma visão da sociedade e dos costumes da época, muito diferentes dos de hoje.
2ª aula: Serão abordadas as obras precursoras e contemporâneas de Narrativas de Genji, como as antologias poéticas Kokinwakashu e outras, as narrativas como Narrativa de Ochikubo e Narrativa do Cortador de Bambu, diários como Diário de Murasaki Shikibu, Livro de travesseiro, Diário de Izumi Shikibu e outros, bem como as suas influências na obra.
3ª aula: Será abordada a obra em si, com a apresentação das principais personagens e suas relações, a divisão em três partes e o respectivo tema, e o seu desenrolar, com os personagens adquirindo cada vez mais profundidade psicológica e visão crítica da sociedade, e as protagonistas mulheres, passando a ter cada vez mais voz.
4ª aula: Será apresentada uma leitura feminista da obra, com ênfase na última protagonista Ukifune, representada como uma jovem que, diferente de outras personagens, consegue apresentar resistência à imposição masculina fazendo uso de palavras. Será mostrada também a recepção da obra, que veio mudando ao longo da história, e suas influências em vários ramos da cultura e arte, que podem ser observadas até os dias de hoje.

AKIYAMA, Ken. Genji Monogatari no Sekai (Mundo de Narrativas de Genji). Tóquio: Tokyo Daigaku Shuppankai, 1964.
UEHARA, Sakukazu. Murasaki Shikubu-den: Heian ocho hyakunen o mitsumeta shogai (Lendas de Murasaki Shikibu: uma vida observando os cem anos da dinastia Heian). Tóquio: Benseisha, 2023.
BARGEN. Doris G. A woman’s weapon: spirit possession in the Tale of Genji. Havaí: University of Hawaii Press, 1997.
EMMERICH, Michael. The Tale of Genji: Translation, Canonization, and World Literature. Nova York: Columbia University Press, 2015. Reprint edition.
FIELD, Norman. The splendor of longing in the Tale of Genji. Princeton: Princeton University Press, 1987.
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KAWAZOE, Fusae. Sei to bunka no Genji Monogatari: kaku onna no tanjo (Narrativas de Genji, sua cultura e sexo: surgimento de escritoras mulheres). Tóquio: Chikuma Shobo, 1998.
KUFUKIHARA, Rei. Genji Monogatari to waka no ron: itan e no manazashi (Narrativas de Genji e teoria da poesia waka: olhar sobre o estranho). Tóquio: Seikansha, 2017.
KOJIMA, Naoko. Genji Monogatari hihyo (Críticas de Narrativas de Genji). Tóquio: Yuseido Shuppan, 1995.
MOTOORI, Norinaga. Tama no Ogushi (Notas de Narrativas de Genji). Motoori Norinaga Zenshu. vol. 4. Tóquio: Chikuma Shobo, 1969.
PEKARIK, A. Ukifune: Love in the Tale of Genji. Nova York: Columbia
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SHIRANE, Haruo. The bridge of dreams: a poetics of “The Tale of Genji”. Stanford: Stanford University Press, 1987.
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SUENAGA, Eunice. Ono no Ukifune to Kaguya hime: aware, hahakoi, oi, onna no mi, kotoba no kakutoku (Ukifune e a Princesa Kaguya: sentimento de aware, relação mãe-filha, velhice, corpo feminino e aquisição da palavra). Monogatari Kenkyu. n. 15, p. 43-60, 2015. Disponível em: https://www.jstage.jst.go.jp/article/mgkk/15/0/15_43/_article/-char/ja. Acesso em: 20 out. 2023
_______. Genji Monogatari Asagao no maki no Yukimarobashi, Nowaki no maki ya kemari no kaimami ni kyotsu suru mono: kurikaesareru Makura no soshi Nowaki no mata no hi koso no kozu (Semelhanças nas cenas dos capítulos Asagao, Nowaki e Wakana 1: reflexos da passagem “No dia seguinte ao tufão” de Livro de travesseiro). HARAOKA, F; KAWAZOE, F. (org). Genji Monogatari: Kirameku kotoba no sekai II. Tóquio: Kanrin Shobo, 2018. p. 537-554.
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YAMANAKA, Yutaka. Fujiwara no Michinaga. Tóquio: Yoshikawa Kobunkan, 2008.
YOSHIDA, Luiza Nana. A época clássica japonesa e suas manifestações literárias. Estudos Japoneses. n. 19, p. 59-75. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ej/article/view/143130. Acesso em: 20 out. 2023.
_______. Literatura Monogatari da época Heian – o nascimento da narrativa “Ficcional”. Estudos Japoneses. n. 29, p. 99-118, 2009. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/ej/article/view/143017. Acesso em: 20 out. 2023.

Programa

Detalhamento:

Semana Santa: 14 a 19 de abril (não haverá aulas) Tiradentes: 21 de abril (não haverá aulas)
1 a 3 de maio (não haverá aulas) Corpus Christi: 19-21 de junho (não haverá aulas)

Programa
Tópico 1: o contexto histórico e sociocultural da Idade Média estabelecendo claramente dois períodos separados
pelo nascimento da literatura em línguas romances por volta dos séculos XII, XIII.
Tópico 2: Cantigas de amor galego-portuguesas;
Tópico 3: Cantigas de amigo galego-portuguesas
Tópico 4: cantigas de escárnio galego-portuguesas
Tópico 5: Cantigas de Santa María galego-portuguesas
Tópico 6: A prosa galego-portuguesa
Tópico 7: Géneros menores
Tópico 7: A literatura medieval europeia em línguas romances dos séculos XIV e XV.
Tópico 8: Latim medieval (conhecimentos básicos)
Tópico 9: Repercussão da literatura medieval galega no século XX

Serão contemplados os fragmentos pertinentes, disponibilizados sempre pelo professor, dos seguintes manuais:
- Manuais gerais de literatura medieval latina:
Aguadé Nieto, Santiago. 1994. Universidad, cultura y sociedad en la Edad Media. Alcalá de Henares: Publicaciones
de la Universidad de Alcalá de Henares.
Bodelón, Serafín. 1989. Literatura latina de la Edad Media en España. Madrid: Ediciones Akal.
Oroz Reta, Jose; Marcos Casquero, Manuel A. 1995. Lírica latina medieval I: poesía profana. Madrid: Biblioteca de
autores cristianos.
Curtius, Ernst Robert. 1996. Literatura européia e Idade Média Latina, São Paulo: EDUSP
Reynolds, L.D.; Wilson, N. G. 2013. Scribes & Scholars: a Guide to the Transmission of Greek and Latin Literature,
4 th edition. OUP Oxford. Disponível em:
https://www.hrstud.unizg.hr/_download/repository/Reynolds_LD_Wilson_NG_…
e_Transmission_of_Greek_and_Latin_Literature_3rd_ed%5B1%5D.pdf
Vergara Ciordia, Javier. 2006. Historia del currículo. Madrid: Universidad Nacional de Educación a distancia.
- Manuais gerais de história, arte, música e literatura:
Alén Garabato, Mª Pilar. 1997. Historia da música galega. Cantos, cantigas e cánticos. A Nosa Terra.
Cegarra, Basilio. 1992. Guia da arte de Galicia. Galaxia.
López Carreira, Anselmo. 2005. Historia xeral de Galicia. A Nosa Terra.
Pena, Xosé Ramón. 2013. Historia da Literatura Galega I: Das orixes a 1853. Xerais.
- Manuais de lírica e prosa medieval galego-portuguesa
Godinho, Hélder. 1986. Prosa medieval portuguesa. Editorial Comunicação.
Tavani, Giuseppe. 1990. A Poesia Lírica Galego-Portuguesa. Galaxia.
Videira Lopes, Mª da Graça. 2017. Cantigas medievais galego-portuguesas: corpus integral profano online.
Biblioteca Nacional. Projeto Littera. https://cantigas.fcsh.unl.pt/