Programa

1ª aula: Das origens da música ocidental a Monteverdi
O pensamento boeciano, a escrita musical da perspectiva do Quadrivium, a questão da técnica de escrita musical e seu desenvolvimento até sua relação com o texto narrativo/poético
Orlando di Lasso (1532-1594) Chi chi li chi
Guillaume Dufay (1397-1474) Nuper rosarum flores em oposição a seconda pratica, o projeto operístico de Monteverdi e sua leitura de Petrarca. Os livros de madrigais e a ópera Orfeu.

2ª aula: O Barroco, a mimesis aristotélica e a retórica musical
Fundamentação da retórica musical como estrutura de apoio formal para a composição e seu lastro ao longo do tempo. Vivaldi, a música e a poesia. O programa para os concertos das Quatro Estações, a presença retórica na obra religiosa (Nisi Dominus), operística e instrumental (o concerto para flauta Il Pintassilgo, de Vivaldi, e o poema sinfônico O Uirapuru de Villa Lobos).

3ª aula: A ópera e o mundo moderno
Permanência da figuração em música no Romantismo; os grandes teatros; a música para a experiência do homem burguês (um conceito iluminista: ‘a melhor música para o maior número de homens”). O poema sinfônico, os grandes virtuoses e a questão da genialidade musical. A complexidade dos personagens nas óperas; a dissolução de fundamentos musicais a meio caminho do Modernismo. Il Rigoletto de Verdi (Cortiggiani vil razza dannata), Don Giovanni de Mozart; a relação entre Verdi/Manzoni.

4ª aula: Música estranha para uma terra arrasada: um panorama contemporâneo
A promessa de quebra do pacto figurativo e a música absoluta, fotografia/fonográfo. Contexto das grandes guerras e o papel do artista. Luigi Russolo, L’Arte dei Rumori (1885-1947) e o futurismo de Marinetti. A Seguenza III de Berio; música para voz versus canto. Permanência do programa para a escuta contemporânea.

Referências Bibliográficas


BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política. 6 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
CASTANHEIRA, Carolina Parizzi. De instituitione musica de Boécio, livro I tradução e comentários. Dissertação, Programa de Pós-Graduação em Letras da UFMG, 2009.
FERREIRA, Manuel Pedro. La emergencia de la escritura musical. MEDIA ÆTAS, n.º 5 (2002), pp. 11- 32.
ELIAS, Norbert. Mozart. Sociologia de um Gênio. Tradução: Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994.
GROUT Donald J., PALISCA Claude V. História da Música Ocidental. Gradiva, 2007.
HARNONCOURT, Nikolaus. O Discurso dos Sons. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 1990.
IAZZETTA, Fernando. Reflexões sobre a Música e o Meio. In: XIII Encontro Nacional da ANPPOM, Belo Horizonte, 2001. http://www2.eca.usp.br/prof/iazzetta/papers/anp2001.pdf
LEMOS, Maya Sueli. Madrigali Guerrieri et Amorosi: o livro oxímoro de Claudio Monteverdi. In: Terceira Margem, v. 15, n. 25, 2011. https://revistas.ufrj.br/index.php/tm/article/view/10800
MULLER, Heloísa. Música que matiza, pintura que encena: a expressão mimética em Caravaggio e Monteverdi. In: ArteFilosofia, vol. 9, n. 16, 2014. https://periodicos.ufop.br/raf/issue/view/51
MASSIN, Jean & Brigitte. História da música ocidental. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
NIETZSCHE, F. A Origem da tragédia proveniente do espírito da música. Tradução, prefácio e notas de Erwin Theodor Rosenthal. Ed. Cupolo, 1948.
QUANTZ, Johann Joachim. On Playing the Flute. trad. ing. de Edward R. Reilly, Nova Iorque, 1966, XVIII, 89.
ROSEN, Charles. A Geração Romântica. São Paulo: Edusp, 2000.
ROSS, Alex. O resto é ruído. Companhia das Letras: São Paulo, 2009.

Programa

Aula 1 – A morte como categoria histórica: sensibilidades, ritos e práticas sociais
Apresentação do campo da História da Morte e suas principais abordagens teóricas. Análise das transformações nas atitudes diante do morrer, do período medieval à modernidade.
Leitura básica:
ARIÈS, Philippe. História da morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente (séculos 13–18). Bauru: EDUSC, 2003.
MORIN, Edgar. O homem e a morte. Lisboa: Europa-América, 1970.

Aula 2 – O nascimento do cemitério e o lugar dos mortos na sociedade medieval
Discussão sobre o surgimento dos cemitérios enquanto espaços sociais e religiosos. A sacralização da terra dos mortos e a constituição da comunidade entre vivos e defuntos.
Leitura básica:
LAUWERS, Michel. O nascimento do cemitério: lugares sagrados e terra dos mortos no Ocidente medieval. Campinas: Editora da Unicamp, 2015.
CHIFFOLEAU, Jacques. La comptabilité de l’au-delà: les hommes, la mort et la religion dans la région d’Avignon à la fin du Moyen Âge (vers 1320 - vers 1480). Roma: École Française de Rome, 1980.

Aula 3 – Modernidade, solidão e estratégias de imortalidade
Análise das mudanças contemporâneas nas representações da morte. A individualização das experiências do morrer, a medicalização e as tentativas de negar a finitude.
Leitura básica:
ELIAS, Norbert. A solidão dos moribundos; seguido de Envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
BAUMAN, Zygmunt. Mortality, Immortality and Other Life Strategies. Cambridge: Polity Press, 1992.

Aula 4 – A morte no Brasil: escravidão, apagamentos e disputas de memória
Reflexão sobre as experiências históricas da morte no contexto da escravidão e da diáspora africana. Análise dos espaços cemiteriais destinados a populações escravizadas, como o Cemitério dos Pretos Novos, e das políticas de apagamento e recuperação da memória desses lugares. Discussão sobre a relação entre morte, festa e sociedade no Brasil oitocentista.

Bibliografia

Leitura básica:
PEREIRA, Júlio César Medeiros da Silva. À flor da terra: o Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond; IPHAN, 2007.
REIS, João José. A morte é uma festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
ARAUJO, Ana Lucia. Public Memory of Slavery: Victims and Perpetrators in the South Atlantic World. Amherst: Cambria Press, 2010.

Bibliografia Geral:
ARAUJO, Ana Lucia. Public Memory of Slavery: Victims and Perpetrators in the South Atlantic World. Amherst: Cambria Press, 2010.
ARIÈS, Philippe. História da morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.
BAUMAN, Zygmunt. Mortality, Immortality and Other Life Strategies. Cambridge: Polity Press, 1992.
CHIFFOLEAU, Jacques. La comptabilité de l’au-delà: les hommes, la mort et la religion dans la région d’Avignon à la fin du Moyen Âge (vers 1320 - vers 1480). Roma: École Française de Rome, 1980.
DELUMEAU, Jean. O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente (séculos 13–18). Bauru: EDUSC, 2003.
ELIAS, Norbert. A solidão dos moribundos; seguido de Envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
LAUWERS, Michel. O nascimento do cemitério: lugares sagrados e terra dos mortos no Ocidente medieval. Campinas: Editora da Unicamp, 2015.
MORIN, Edgar. O homem e a morte. Lisboa: Europa-América, 1970.
PEREIRA, Júlio César Medeiros da Silva. À flor da terra: o Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond; IPHAN, 2007.
REIS, João José. A morte é uma festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

Programa

Bibliografia:

BREW, Mavis; TAYLOR, Stephen; LAM, Rachel; HAVEMANN, Leo; NERANTZI, Chrissi. Towards developing AI literacy: three student provocations on AI in higher education. Asian Journal of Distance Education, [S. l.], v. 18, n. 2, p. 1-11, 2023. Disponível em: https://discovery.ucl.ac.uk/id/eprint/10175772/. Acesso em: 12 abr. 2026.
CASTRO, Vânia Carvalho de; KALANTZIS, Mary; COPE, Bill. Letramento na era da inteligência artificial. Cadernos de Letras UFF, Niterói, v. 35, n. 69, p. 44-64, jul./dez. 2024. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22409/cadletrasuff.v35i69.63346. Acesso em: 15 abr. 2026.
DOLZ, Joaquim. As atividades e os exercícios de língua: uma reflexão sobre a engenharia didática. DELTA: Documentação de Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, São Paulo, v. 32, n. 1, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/delta/a/LYBRB5MMJTz8zRrfpk4xfvN/?lang=pt. Acesso em: 12 abr. 2026.
HAROUD, Samia; SAQRI, Nadia. Generative AI in higher education: teachers’ and students’ perspectives on support, replacement, and digital literacy. Education Sciences, Basileia, v. 15, n. 4, p. 396, 2025. Disponível em: https://www.mdpi.com/2227-7102/15/4/396. Acesso em: 12 abr. 2026.
OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1993.
WANG, Zhaozhe; WANG, Chaoran. A posthumanist approach to AI literacy. Journal of Writing Studies, [S. l.], 2025. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S8755461525000209. Acesso em: 13 abr. 2026.

Programa

OBJETIVOS: 
 
A oficina de adaptação visa valorizar a atividade do adaptador, que se transforma em um segundo autor ao reescrever uma obra. O aluno acabará o curso com um projeto de adaptação e uma primeira versão da adaptação de um dos episódios da obra cervantina, no formato que desejar: versos de cordel; prosa; HQ; peça de teatro; roteiro de curta/animação.
 
PROGRAMA: 
 
O curso é interativo e aberto à participação dos alunos, algo fundamental durante a Oficina de Adaptação e se divide em uma parte teórica e outra prática, a Oficina. Serão oferecidas noções sobre Cervantes, sua obra e o Quixote; a fortuna crítica da obra e suas várias interpretações durante seus 400 anos. Também discutiremos as diferenças entre Tradução integral, Adaptação e Apropriação; as normas de tradução/adaptação dentro da LIJ e no caso do Quixote. A teoria é acompanhada de recursos audiovisuais. Serão analisadas (e cotejadas) várias adaptações da obra, tanto em prosa, como cordel, HQ e animações. O aluno é apresentado também a uma série de filmes e peças de teatro sobre a obra de Cervantes. 
 
O curso proporciona algumas técnicas de avaliação dos exemplares, como comparação da parte gráfica, ilustrações, capas, etc. O conteúdo textual é analisado através de leitura acompanhada de introduções e paratextos, de traduções integrais e das adaptações em prosa, cordel, quadrinhos e cordel. Também são feitos cotejos do texto cervantino e várias reescrituras. 
 
A oficina de adaptação possibilita que se coloquem em prática os conceitos vistos, e o desafio apresentado é finalizar o curso com uma primeira versão de sua adaptação do Quixote. 
 
Teremos também palestras de adaptadores (prosa, teatro) e de um hispanista e tradutor de literatura, Dr. John O’Kuinghttons. 
 
Aula 1 – Introdução (03/maio/2017) 
 
O que sabem sobre o Quixote?: Mini palestra sobre Cervantes, a recepção da obra no mundo e no Brasil. 
 
Preparação para Oficina: Noções sobre Tradução, Adaptação e apropriação. 
 
Aula 2 – O Quixote de Cervantes, sua fama literária. As mil e uma formas de adaptar (10/maio/2017) 
 
As aventuras do primeiro e segundo livro e suas várias interpretações: do riso às lágrimas; carnavalesco ou revolucionário; o mito quixotesco. 
 
As diferenças entre os dois Quixotes. Conceitos de imitação, continuação, homenagem e plágio hoje e no passado. 
 
Preparação para Oficina: As diversas formas de adaptação: prosa, verso, teatro, audiovisual (animação, séries, filme, vlog) ou ilustrações. Breve panorama mercadológico para cada uma. 
 
 
Aula 3 – Redigindo o argumento (17/maio/2017)
 
Atividade Audiovisual: Exemplos de outras adaptações brasileiras: cordel animado, filmes, sítio do Pica-Pau amarelo, escola de samba, ballet, teatro. 
 
O Quixote no cinema. 
 
As normas da LIJ. A memória afetiva e a fama das adaptações. 
 
Oficina: O ‘teste’ dos paratextos positivos e negativos (Cobelo, 2015). 
 
Redação de um projeto de adaptação contendo argumento com nome da obra, formato, extensão, partes (ou aventuras) a serem adaptadas. Escolha de apenas um episódio para trabalho.1 
 
Aula 4 – O ofício da reescritura (24/maio/2017)
 
Palestra Rosana Rios ou Leonardo Chianca [adaptadores do Quixote] – 
 
“Reescrevendo obras clássicas para o público LIJ” (sugestão de título). 
 
Oficina: Técnicas de adaptação. Apresentação e discussão dos projetos. Cada grupo/pessoa contará qual episódio pretende adaptar. 
 
Aula 5 – Adaptando o Quixote – as histórias de cavalarias e as novelas interpoladas (31/maio/2017) 
 
Palestra: Dr. John O’Kuinghttons [hispanista e tradutor]: “As novelas de cavalaria e segunda parte assinada por Avellaneda” [sugestão de título]. 
 
Oficina: Leitura comentada de trechos do episódio do reino de Micomicão – alunos lerão as versões adaptadas. O grupo rascunhará a estrutura narrativa do episódio que contarão, com orientação docente. Atenção: Poderão ser feitas peças colaborativas, com texto e imagens. 
 
Aula 6 – Adaptando o Quixote (07/junho/2017) 
 
Palestra de um adaptador/dramaturgo: “Adaptando o Quixote para o teatro” – a ser confirmado ou aula sobre o mesmo tema – com auxílio de exemplos retirados de peças disponíveis no You Tube. 
 
Oficina: Trabalho com a adaptação do episódio escolhido, sempre com orientação docente. Serão oferecidos modelos para escritura de roteiros (filmes, séries, animação) e peças teatrais 
 
 
1 Aqui podemos também fazer de outro modo: escolhemos previamente um episódio e todos adaptam o mesmo, opção interessante para mostrar as diversas possibilidades de adaptação de um mesmo trecho do texto fonte. 
 
Aula 7 – Adaptando o Quixote – Metalinguagem, humor e violência (14/junho/2017)
 
O problemático humor do Quixote – “não podemos rir do louco cavaleiro”, mas mesmo assim – vários exemplos de trechos hilários. 
 
A violência dos cavaleiros andantes: Batalhas sangrentas, orelhas decepadas, enforcados, suicidas, muitas pancadas e 3.300 chicotadas – como adaptar e para quem. 
 
Oficina: A brincadeira dos provérbios – atividade em grupo. Elaboração da adaptação do episódio escolhido, sempre com orientação docente. Leituras de trechos na sala, com discussões construtivas, visando melhoria das obras apresentadas. Serão oferecidos modelos para escritura de roteiros (filmes, séries, animação) e peças teatrais 
 
Aula 8 - Adaptando o Quixote – sexo, escatologia e prevaricações linguísticas (e não tanto...) 21/junho/2017 
 
Palestra: “Adaptando Shakespeare para adolescentes da era digital” 
 
[sugestão de título] (Bertin ou Chianca). 
 
Travestismo, prostituição, adultério, perversões – como adaptar e para quem. A escatologia no Quixote: vômitos, defecações de todo tipo (sólidas e líquidas); descrição de necessidades feitas em público, etc. As prevaricações linguísticas – A fala torrencial e proverbial do escudeiro analfabeto Sancho Pança. 
 
Discussão: O que é adequado? De bom/mau gosto? Para quem? Quando? 
 
Oficina: Finalização da adaptação do episódio escolhido, sempre com orientação docente. 
 
Aula 9 – Apresentação dos projetos 28/junho/2017 
 
Apresentação das adaptações – que não podem durar mais de 10 minutos se lidas e mais de 5 se roteirizadas ou encenadas. 
 
Encerramento e avaliação (do curso/docente e auto) 
 
 
BIBLIOGRAFIA GERAL: 
 
AMORIM, Lauro. Tradução e adaptação: Encruzilhadas da textualidade em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e Kim, de Rudyard Kipling. 
 
São Paulo: Editora da UNESP, 2005. 
 
ARROYO, Leonardo. Literatura infantil brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 1968. 
 
AUERBACH, Erich. Mimesis: A representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, 2004 
 
AZENHA Jr., João. A tradução para a criança e para o jovem: a prática como base da reflexão e da relação profissional. Pandaemonium Germanicum. Revista de Estudos Germânicos. São Paulo: Humanitas, p. 367-392, 2005. 
 
__________. A tradução de literatura infantojuvenil alemã e a redescoberta do prazer de escrever. Associação Portuguesa de Estudos Germanísticos (APEG), Coimbra, v. 2, n. 26, p. 705-710, 1996. 
 
AZEVEDO, Carmen Lucia de; CAMARGOS, Marcia e SACCHETTA, Vladimir. 
 
Furacão na Botocúndia. São Paulo: SENAC, 1997. 
 
BAKER, Mona (Ed.). Routledge Encyclopedia of Translation Studies. 1° ed. Londres e Nova York: Routledge, 2005. 
 
_________ SALDANHA, Gabriela (Eds.). Routledge Encyclopedia of Translation Studies. 2° ed. Londres e Nova York: Routledge, 2011. 
 
BERTIN, Marilise Rezende. ‘Traduções’, adaptações, apropriações: 
 
Reescrituras das peças Hamlet, Romeu e Julieta e Otelo, de William 
 
Shakespeare. 2008. 143 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. 
 
CLAASSEN, Eefje. Author Representations in Literary Reading. Amsterdam e Philadelphia: John Benjamins Publishing Company, 2012. 
 
CLOSE, Anthony. Interpretaciones del Quijote. In: CERVANTES, Miguel. Don Quijote de la Mancha. Org. de Francisco Rico. Barcelona: Crítica, 2001. 
 
COBELO, Silvia. Historiografia das traduções do Quixote publicadas no 
 
Brasil: Provérbios do Sancho Pança. 235 f. Dissertação de Mestrado (Letras) 
 
– FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. 
 
_________. Os tradutores do Quixote publicados no Brasil. Tradução em Revista. Rio de Janeiro, n. 8, p.1-36, 2010. Disponível em: . 
 
Acesso em: 14 jan. 2015. 
 
_________. As adaptações do Quixote no Brasil (1886-2013): Uma discussão sobre retraduções de clássicos da literatura infantil e juvenil. 
 
569 f. Tese de doutorado (Letras) - FFLCH, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. 
 
COBELO, Silvia; MIGLIARI, Giselle. C. G. Conhecendo Urganda. VII Congresso Brasileiro de Hispanistas. Salvador. Caderno de Resumos. Salvador: Universidade Federal da Bahia (UFBA), 2012. v. 1. p. 1067-1073. 
 
COELHO, Nelly Novaes. A tradução: núcleo geratriz da literatura infantil/juvenil. 
 
Ilha do Desterro. A Journal of Language and Literature. Revista de Língua 
 
e Literatura, Florianópolis, n. 17, p. 21-32, 1987. 
 
____________________. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil: 
 
Das origens indo-europeias ao Brasil contemporâneo. 5 ed. Barueri - SP: Manole, 2010. 
 
COLLIE, Jan van; VERSCHUEREN, Walter P. Children’s literature in translation: 
 
Challenges and strategies. Manchester: St. Jerome, 2006. 
 
GENETTE, Gérard. Paratextos editoriais. Trad. de Álvaro Faleiros. Cotia - SP: Ateliê Editorial, 2009. 
 
HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil. Trad. de Maria da Penha Villalobos, Lólio Lourenço de Oliveira e Geraldo Gérson de Souza São Paulo: EDUSP, 2005. 
 
HOLMES, James S. The Name and the Nature of Translation Studies. In: In: 
 
Translated! Papers on in Literary translations and translation studies. 
 
Amsterdam: Rodopi, 1988. 
 
HURTADO ALBIR, Amparo. Traducción y traductología. Madri: Cátedra, 2007. 
 
HUTCHEON, Linda. A Theory of Adaptation. London: Routledge, 2006. 
 
JAKOBSON, Roman. Aspectos linguísticos da tradução. In: BLIKSTEIN, Izidoro (Org.). Linguística e comunicação. Trad. de Izidoro Blikstein e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 2001. p. 63-72. 
 
KOSKINEN, Kaisa; PALOPOSKI, Outi. Retranslations in the Age of Digital Reproduction. Cadernos de Tradução 11 (1):19-38, 2003. 
 
KOSKINEN, Kaisa. Domestication, Foreignization and the Modulation of Affect. In: 
 
Domestication and Foreignization in Translation Studies. KEMPPANEN 
 
Hannu; JÄNIS Marja; BELIKOVA Alexandra (Eds.). Berlim: Frank & Timme, 2012. p. 13-32. 
 
LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 2010. 
 
LAJOLO, Marisa; ZILBERMANN, Regina. Literatura infantil brasileira: História e histórias. São Paulo: Ática, 1988. 
 
__________. O livro como suporte da literatura. (s.d). Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2012. 
 
_________. Um Brasil para crianças. Para conhecer a literatura infantil brasileira: história, autores e textos. São Paulo: Global, 1986. 
 
LATHEY, Gillian (Ed.).The Translation of Children’s Literature: A Reader. Clevedon: Multilingual Matters, 2006. 
 
LEFEVERE, André. Translation, Rewriting and the Manipulation of Literary Fame. London: Routledge, 1992. 
 
MEJÍAS, José Manuel Lucía. También los niños leen el Quijote. Centro Estudios Cervantinos, 2007. 
 
MEIRELES, Cecília. Problemas da literatura infantil. São Paulo: Summus, 1979. 
 
MILTON, John. Tradução: Teoria e prática. São Paulo: Martins Fontes, 2010. 
 
__________. O Clube do Livro e a tradução. Bauru: EDUSC, 2002. 
 
__________. Adaptation. In: Handbook of Translation Studies. GAMBIER, Yves e DOORSLAER, Luc Van (eds.). Amsterdam: John Benjamin, p. 3-6, 2013.MILTON, John; BANDIA, Paul (Eds.). Agents of Translation. Amsterdam: John Benjamins, 2008. 
 
MILTON, John; TORRES, Marie-Hélène (Eds.). Tradução, Retradução e Adaptação. Cadernos de Tradução, Florianópolis, n. 11, 2003. 
 
MONTEIRO, Mário Feijó Borges.Permanência e mutações: O desafio de escrever adaptações escolares baseadas em clássicos da literatura. Rio de Janeiro, 2006. Tese (Doutorado em Letras). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Letras, 2006. 
 
NORD, Christiane. Text analysis in translation: Theory, Methodology, and Didactic Application of a Model for Translations-Oriented Text Analysis.2 ed. Amsterdam and New York: Rodopi, 2005. 
 
O’SULLIVAN, Emer. Comparative children’s literature. London & New York: Routledge, 2009. 
 
PLAZA, Julio. Tradução Intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2016. 
 
PENTEADO, J. Roberto Whitaker. Os filhos de Lobato: o imaginário infantil na ideologia do adulto. São Paulo: Globo, 2011. 
 
RAW Laurence (ed.). Translation, Adaptation and Transformation.. Londres e Nova York: Continuum International Publishing Group, 2012. 
 
REISS, Katharina. La relación entre el texto de partida y el texto final // Equivalencia y adecuación. In: REISS, Katharina; VERMEER, Hans J. 
 
Fundamentos para una teoría funcional de la traducción. Trad. de Sandra García Reina, Celia Martín de León e Heidrun Witte. Madri: Akal, 1996. 
 
RILEY, Edward C. La singularidad de la fama de don Quijote. Cervantes: Bulletin of the Cervantes Society of America, 22.1, 2002. 
 
_________. La rara invención: Estudios sobre Cervantes y su posteridad. Barcelona: Crítica, 2001. 
 
RIQUER, Martín de. Aproximación al Quijote. Navarra: Salvat Editores, 1970. 
 
_________. Cervantes y la caballeresca. London: Tamesis Book Limited, 1973. 
 
RODRIGUEZ, Marta Pérez. Tras un siglo de recepción cervantina en Brasil: 
 
Estudios críticos sobre el Quijote (1900-2000). Dissertação (Mestrado em Letras). São Paulo: FFLCH/USP, 2007. 
 
SALAZAR RINCÓN, Javier. El personaje de Sancho Panza y los lectores del siglo XVII. In: Asociación Internacional de Hispanistas. Alicante: Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2007. Disponível em: Acesso em: 19 jan. 2013. 
 
SÁNCHEZ-SÁEZ, Bráulio. Dor e glória de Cervantes. São Paulo: Clube do Livro, 1967. 
 
SÁNCHEZ MENDIETA, Nieves. Reescritura y adaptación: el caso del 
 
Quijote.2004. 784 f. Tese (Doutorado em Filologia). Facultad de Filología y Letras. Univ. de Alcalá, 2004. 
 
SÁNCHEZ MENDIETA, Nieves; MEGIAS, José Manuel L. (Ed.). También los Niños Leen el Quijote: (ediciones infantiles y juveniles en la Biblioteca del Centro de Estudios Cervantinos). Centro de Estudios Cervantinos, 2007. 
 
SANDERS, Julie. Adaptation and Appropriation. London: Routledge, 2013. 
 
SCHÄFFNER, Christina. Norms of Translation. In: Handbook of Translation Studies. GAMBIER, Yves e DOORSLAER, Luc Van (eds.). Amsterdam: John Benjamin, p. 235-244, 2013. 
 
SHUTTLEWORTH, Mark; COWIE, Moira. Dictionary of Translation Studies. London: St Jerome Publishing, 1999. 
 
SORIANO, Marc. La Literatura para Niños y Jóvenes: Guía de exploración de sus grandes temas. Trad. de Gabriela Montes. Buenos Aires: Ediciones Colihue SRL, 2001. 
 
STAM, Robert. A Literatura Através do Cinema – Realismo, magia e a arte 
 
da adaptação. Trad. Marie-Anne Kremer e Gláucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. 
 
TOURY, Gideon. Descriptive Translations Studies and Beyond. Amsterdam: 
 
John Benjamins, 1995. 
 
__________. The Nature and Role of Norms in Translation. In: VENUTI, Lawrence. The Translation Studies Reader. London & New York: Routledge, 2005. p. 205-218. 
 
UNAMUNO, Miguel de. Vida de Don Quijote y Sancho. Madri: Espasa-Calpe S.A., 1966. 
 
VEGA CERNUDA, M.A. (Ed.). ¿Qué ‘Quijote’ leen los europeos? Madrid: Instituto Universitario de Lenguas Modernas y Traducción, 2005. 
 
VENUTI, Lawrence. The Translator’s Invisibility – A History of Translation. 
 
London and New York: Routledge, 1995. 
 
_________ (Ed.).The Translation Studies Reader. London and New York: Routledge, 2005. 
 
_________. Translation Changes Everything. London and New York: Routledge, 2013. 
 
VIEIRA, Maria Augusta da Costa. O dito pelo não-dito. São Paulo: Edusp, 1998. 
 
__________ . Apresentação de D. Quixote. In: CERVANTES, Miguel de. O engenhoso cavaleiro D. Quixote de la Mancha. Trad. de Sergio Molina. São Paulo: Editora 34, 2008. 
 
__________ (Org.). Dom Quixote: A letra e os caminhos. São Paulo: Edusp, 2006. 
 
_________. A narrativa engenhosa de Miguel de Cervantes. São Paulo: Edusp, 2012. 
 
VILA, Diego Juan. El Quijote como texto político, Don Quijote en la arenga política. In: Lecturas de El Quijote: Investigaciones, debates y homenajes. Santa Fe, Argentina: Universidad Nacional del Litoral, 2005. p. 31-51. 
 
ZILBERMAN, Regina. e LAJOLO Marisa. Um Brasil para crianças. Para conhecer a literatura infantil brasileira: história, autores e textos. São 
 
Paulo: Global, 1986.

Programa

1ª aula: a perversão de Freud a Lacan
Falaremos sobre a definição do conceito dentro da psicanálise e comentaremos alguns dos principais textos de Sigmund Freud sobre o tema: “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”
(1915), “A pulsão e seus destinos”, “Bate-se numa criança” (1919), “O problema econômico do masoquismo” (1924) e “Fetichismo” (1927). No caso de Lacan, as principais referências serão o
ensaio “Kant com Sade” e o “Seminário 7 - a ética da psicanálise”.

2ª aula: leituras contemporâneas da perversão
Nesta aula abordaremos algumas leituras contemporâneas sobre a noção de perversão, conceito que ganhou notoriedade e se faz presente não apenas entre psicanalistas como entre nomes
fundamentais da análise política como Pierre Dardot e Christian Laval (em Nova Razão do Mundo) e Anselm Jappe (em Sociedade Autofágica), entre outros.

3ª aula: a perversão na literatura e no cinema
Finalmente, comentaremos algumas produções literárias e cinematográficas sobre o tema, ensejando assim retomar o que foi discutido nas aulas anteriores.

Bibliografia básica geral 

DARDOT, P.; LAVAL, C. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Editora Boitempo, 2016.
FINK, Bruce. Introdução clínica à psicanálise lacaniana. Trad.: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Trad.: Paulo Dias Corrêa. Rio de Janeiro: Imago editora ltda, 1973.
FREUD, Sigmund. Neurose, psicose, perversão. (Obras incompletas de Sigmund Freud, vol. 5). Trad.: Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
JAPPE, Anselm. A sociedade autofágica. Lisboa: Antígona, 2019.
LACAN, Jacques. Escritos. Trad.: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
LACAN, Jacques. Seminário 10: A angústia. Trad.: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
LACAN, Jacques. Seminário 17: O avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
ROUDINESCO, Elisabeth. A parte obscura de nós mesmos: Uma história dos perversos. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2008. Edição Kindle.
TOMSIC, Samo. The Capitalist Unconscious: Marx and Lacan. New York: Verso, 2013.
STOLLER, Robert J. Perversão: a forma erótica do ódio. Trad.: Maria Lúcia L. Da Silva. São Paulo: Hedra, 2014.

Programa

(language English and Portuguese)

The course intends to discuss the meaning of some of the most popular
classic fairy tales, going beyond their edulcorated versions popularised
by children’s adaptations or animated films. It is articulated in four
units:

1. Introduction: historical fairy tales and their disturbing contents
from Giovanni Straparola to Charles Perrault. This lesson will explore
the meanings and topics of the tales from the XVIth and XVIIth seen as
the mirror of the epoch and its society.

2. Sleeping Beauty and the domestication of rape. In this lesson
we will be looking into the disturbing concept of the female body made
available for male’s aggression, starting with folk tales, and then move
to the gentilised Charles Perrault’s version and its later transformations.

3. Bluebeard and the questioning of the patriarchal system. This
lesson will analyse contrasting interpretations of the tale and its moral
(a lesson in obedience or a warning against marital practices sanctioned
by patriarchal society). We will then look into the career of the tale as a
horror story in later times.

4. Puss in Boots as the tale of trickery, falsehood and social
ambition. The final lesson will look into the grim social dynamics hidden
behind an apparently charming figure of the cat with the boots. We will
investigate the role of animal figures in the fairy tales and try to
understand while this Charles Perrault’s tale became so popular in spite
of promoting blatantly immoral behaviour. We will then look into some
attempts to rectify the ethic message of the story in later literary and
cinematographic adaptations.

Explorando o lado sombrio dos contos de fadas:
Bela Adormecida, Barba Azul e Gato de Botas

(em Inglês e Português)

O curso pretende discutir o significado de alguns dos contos de fadas
clássicos mais populares, indo além de suas versões edulcorated
popularizadas por adaptações infantis ou filmes de animação. É
articulado em quatro unidades:
1. Introdução: contos de fadas históricos e seus conteúdos
perturbadores de Giovanni Straparola a Charles Perrault. Esta palestra
explorará os significados e tópicos dos contos dos séculos XVI e XVII
vistos como o espelho da época e de sua sociedade.
2. A Bela Adormecida e a domesticação do estupro. Nesta fala,
examinaremos o conceito perturbador do corpo feminino
disponibilizado para a agressão masculina, começando com contos
populares e, em seguida, passando para a versão gentilizada de Charles
Perrault e suas transformações posteriores.
3. Barba Azul e o questionamento do sistema patriarcal. Esta fala
analisará interpretações contrastantes do conto e sua moral (uma lição
de obediência ou uma advertência contra as práticas conjugais
sancionadas pela sociedade patriarcal). Em seguida, analisaremos a
carreira do conto como uma história de terror em tempos posteriores.
4. Gato de Botas como o conto de malandragem, falsidade e
ambição social. A lição final examinará a sombria dinâmica social
escondida atrás de uma figura aparentemente encantadora do gato
com as botas. Vamos olhar para o papel das figuras animais nos contos
de fadas e tentar entender enquanto este conto de Perrault se tornou
tão popular, apesar de promover um comportamento flagrantemente
imoral. Examinaremos algumas tentativas de retificar a mensagem ética
da história em adaptações literárias e cinematográficas posteriores.

Leituras:

Charles Perrault, Contos da Mãe Gansa
Angela Carter, The Bloody Chamber and Other Stories
Leitura crítica recomendada:
C. Bacchilega, Postomdern Fairy Tales: Gender and Narrative Strategies,
1997
R. Bottigheimer, Fairy Tales. A New History, 2009
S. Cashdan, The Witch Must Die: The Hidden Meanings of Fairy Tales,
2000

Programa

A partir do século XXI aparecen en Galicia pluralidade de voces poéticas e moitas escolmas conxuntas: Para saír do século, Poetas de arestora, Efecto 2000. Existen certas características en común: o peso da escrita feminina, unha poesía que trata dos temas políticos actuais (ecoloxismo, violencia de xénero, consumismo), ruptura formal e
temática e a procura de edicións alternativas como o incremento da “ciberliteratura” ou literatura de performance.
Atopamos así nomes coma: Emma Pedreira, Arancha Nogueira, Yolanda Castaño, Daniel Salgado, Alberte Momán, Marta Dacosta ou Gonzalo Hermo. Tamén continúan algúns das xeracións anteriores como Lupe Gómez, Domingo Tabuyo ou Miguel Sande. Canto ao teatro, varios críticos sinalan que, após os anos 2000, o teatro galego vive unmomento de desmantelamento debido á política de desapego, a desaparición de mostras, salas alternativas e de compañías. Así é todo, atopamos 4 grandes xéneros: crítica (que denuncia a propia situación do teatro galego actual ou da sociedade galega no xeral), irónica e retranqueira (Salgueiro, Pernas, Guisán, Pazó, Prieto), dramática (Dans,Pisón, Ruibal) e culto ou experimental (Fernán-Vello, Vallés). Tamén debemos salientar a obra das principais compañías actuais: Chévere, Ibuprofeno, Charlatana, Os náufragos, Caramuxo, Ártika, Sarabela e Pistacatro. Os textos serán mostrados en versión orixinal, así como os espectáculos e encenacións teatrais.


Bibliografía
Castaño, Yolanda. 2022. Materia. Edicións Xerais de Galicia
Dacosta, Marta. 2017. Na casa da avoa. Galaxia.
Dans, Raúl. 2008. Nachtmahr. Edicións Xerais de Galicia.
Fernán Vello, Miguel Anxo. 2007. Dicionario do estremecemento. Espiral Maior.
Nogueira, Arancha. 2020. Dente de leite. Edicións Xerais.
Pazó, Cándido. 2021. Fillos do sol. Galaxia.
Pedreira, Emma. 2023. As posturas do día. Nueva York Poetry Press.

Programa

Descrição: Este minicurso irá introduzir o conceito de memória social e apresentar algumas possibilidades de sua aplicação na ciência política. Na primeira aula, abordaremos as formulações clássicas sobre memória social, sobretudo o trabalho de Maurice Halbwachs, e o chamado “boom da memória” ocorrido no contexto europeu e norte-americano a partir da década de 1990. Na segunda aula, serão discutidas duas formas em que o conceito de memória social se conjuga com os estudos da política: nos estudos de nacionalismo e formação de identidades nacionais, com uma política de memória fomentada a partir do Estado nacional, e nos estudos de movimentos sociais e demandas por reparação por violações de direitos, quando a memória se torna uma reivindicação destes movimentos.

Bibliografia geral:

BLIGHT, D. W. “The Memory Boom: Why and Why Now?”. Em: BOYER, P.; WERTSCH, J. V., Memory in Mind and Culture. New York: Cambridge University Press, 2009.
CONNERTON, P. Como as sociedades recordam. Oeiras: Celta Editora, 1999.
DAPHI, P.; ZAMPONI, L. “Exploring the Movement-Memory Nexus: Insights and Ways Forward”. Mobilization: An International Journal 24 (4), 2019, pp. 399–417.
DAVID, L. The past can’t heal us. Cambridge: Cambridge University Press, 2020.
HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
HUYSSEN, A. Present Pasts. Urban Palimpsests and the Politics of Memory. Stanford: Stanford University Press, 2003
JELIN, E. Los trabajos de la memoria. Madrid: Siglo XXI Editores; SSRC, 2002.
LIFSCHITZ, J. A. “Os agenciamentos da memória política na América Latina”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 29(85), 2014, pp. 145–158.
MCBRIDE, I. “Introduction: memory and national identity in modern Ireland”. In: McBride, I. (ed.). History and Memory in Modern Ireland. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. P. 1-42.
OLICK, J. The Politics of Regret. On Collective Memory and Historical Responsibility. New York: Routledge, 2007.
ROTHBERG, M. Multidirectional Memory. Remembering the Holocaust in the Age of Decolonization. Stanford: Stanford University Press, 2009.
TILMANS, K.; VREE, F. V.; WINTER, J. Performing the Past. Memory, History, and Identity in Modern Europe. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2010.
VOM HAU, M. “Nationalism and war commemoration - a Latin American exceptionalism?”. Em: Nations and Nationalism, vol 19, no. 1, 2013.
WINTER, J.; SIVAN, E. War and Remembrance in the Twentieth Century. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.

Programa

Cronograma:

Semana Santa: 14 a 19 de abril (não haverá aulas) Tiradentes: 21 de abril (não haverá aulas)

Programa:
1. Sempre Xonxa de Chano Piñeiro (1989)
2. Lena de Gonzalo Tapia (2001)
3. A Esmorga de Ignacio Vilar (2014)
4. Rosamanta de Paco Plaza (2004)
5. Galego de Manuel Octavio Gómez (1988)
6. O lápis do Carpinteiro de Antón Reixa (2003)
7. Divertimento de José García Hernández (2000)
8. Lúa Vermella de Lois Patiño (2019)

Programa

Aula 1
1 - Apresentaçōes;
2 - Explicação sobre linguística de corpus e apresentação de pesquisas que envolvem LC;
3 - Apresentar pesquisa de FRANKENBERG-GARCIA (2012) onde ela explica o uso do corpus para o ensino.
4- Breve explicação de como escrever um “Statement of Purpose”.
 
Aula 2
1 - Dinamica em grupo: cada um falar um pouco de si como forma de “brainstorm” o que deverão escrever sobre si.
2 - Escrever (em 60 minutos) um draft do próprio “Statement of Purpose”.
3 - Após a escrita do draft, participantes deverão responder a um questionário a respeito das ferramentas que usaram como consulta e enviar tudo através de um google form.
 
Aula 3
1 - Workshop de como usar o COCA para consulta e edição dos textos – alunos aprenderão como usar as ferramentas;
2 -Aplicação do uso do COCA em frases com erros gramaticais e lexicais disponibilizadas pela ministrante.
 
Aula 4
1 - Participantes receberão de volta os drafts com possíveis erros marcados;
2 - Participantes usarão o COCA para edição de seus drafts;
3 - Participantes enviarão o texto com as mudanças e preencherão outro formulário respondendo quais ferramentas foram usadas para edição do texto.
 
Aula 5
1 - Participantes receberão seus textos de volta;
2 - Feedback dos participantes sobre o uso de COCA;
3 - Encerramento.
 
 
2 – Objetivo geral
O objetivo do curso é auxiliar a integração do uso de corpus em uma aula de Inglês como segunda língua para ajudar alunos a melhorarem aspectos léxico-gramaticais da escrita através de consultas em um corpus online e consequentemente auxiliar professores no uso da ferramenta. Baseia-se em Johns (1994), Chang (2010), O'Keefee, McCarthy, Carter (2007), Boutlon (2012), Tartoni (2012) e Frankenberg-Garcia (2012), que apresentaram os benefícios da integração do uso de corpus em sala de aula para melhorar habilidades de escrita na segunda língua (L2). O corpus escolhido para essa pesquisa foi o Corpus of Contemporary American English (COCA). Também utilizaremos ferramentas de corpus na abordagem DDL (Data Driven Learning) (JOHNS, 1994). DDL envolve dar aos alunos acesso a dados suficientes da língua, para que eles possam descobrir e aprender por si mesmos, em vez de somente receberem informação (JOHNS, 1991). Ferramentas de corpora podem ser efetivamente usadas para ensinar e aprender, pois os corpora on-line podem estimular os alunos e expô-los a língua autêntica. As atividades nas quais os alunos são expostos a materiais autênticos podem ser alternativas eficazes para desafiar e aprimorar o aprendizado de idiomas no século XXI.
 
3- Bibliografia
 
BERBER SARDINHA, A. P. Linguística de corpus. Barueri: Manole, 2004. BERBER SARDINHA, A. P.; SHEPERD, T. An online system for error identification in Brazilian learner English. In: Anais do 8th Teaching and Language Corpora Conference. 2008. p. 257- 262.
BERBER SARDINHA, T., SHEPHERD, T., DELEGÁ-LÚCIO, D., & FERREIRA, T. Tecnologias & mídias no ensino de inglês–O corpus nas “receitas”. 1 ed. Ano 2012, São Paulo. Macmillan do Brasil. 136 páginas. ISBN é 978-85-7418-859-1. 2012.
BIBER, Douglas; REPPEN, Randi (Ed.). The Cambridge handbook of English corpus linguistics. Cambridge University Press, 2015.
BOULTON, Alex. Looking (for) empirical evidence of data-driven learning at lower levels. Barbara Lewandowska-Tomaszczyk. Corpus Linguistics, Computer Tools, and Applications: State of the Art., Frankfurt: Peter Lang. Lodz Studies in Language., pp.XX, 2008.
BOULTON, Alex. Learning outcomes from corpus consultation. M. Moreno Jaén, F. Serrano Valverde & M. Calzada Pérez. Exploring New Paths in Language Pedagogy: Lexis and CorpusBased Language Teaching., Equinox, pp. 129-144, 2010.
CHENG, Winnie. What can a corpus tell us about language teaching. The Routledge handbook of corpus linguistics, p. 319-332, 2010.
CONZETT, Jane. Teaching collocation: Further developments in the lexical approach. Hove: Language Teaching Publications, 2000. Corpus of Global Web-Based English (GloWbE). Available at . Accessed in Apr. 1st 2018.
Corpus of Contemporary American English. Available at Accessed in Apr. 1st 2018.
DUTRA, Deise P. Conscientização linguística com base em corpora online. Intercâmbio. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem. ISSN 2237-759X, v. 20, 2009.
DUTRA, Deise P.; SILERO, Rejane P. Descobertas linguísticas para pesquisadores e aprendizes: a Linguística de Corpus e o ensino de gramática. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, v. 10, n. 4, 2010.
DUTRA, Deise Prina; GOMIDE, Andressa Rodrigues. Compilation of a University Learner Corpus. BELT-Brazilian English Language Teaching Journal, p. 21-33. 2015 DUTRA, Deise Prina; GOMIDE, Andressa; OLIVA, Katherine; GUEDES, Annallena. Corpus de aprendizes do Inglês sem Fronteiras: caminhos para compreender a interlíngua de alunos universitários brasileiros. In Sarmento, Simone, Abreu-e-Lima, Denise Martins de, & Moraes Filhos, Waldenor Barros. Do Inglês sem Fronteiras ao Idiomas sem Fronteiras: na construção de uma política linguística para a internacionalização. p. 151-172. 2016
FRANKENBERG-GARCIA, Ana. Integrating corpora with everyday language teaching. Input, ProcessandProduct. DevelopmentinTeachingand Language Corpora. Brno: Masaryk University Press, p. 36-53, 2012.
GRANGER, Sylviane; TRIBBLE, Chris. Learner corpus data in the foreign language classroom: Form-focused instruction and data-driven learning. 1998.
Granger, S. 2012a. “How to use foreign and second language learner corpora”. In A. Mackey & S. G. Gass (Eds), A Guide to Research Methods in Second Language Acquisition. Malden: Basil Blackwell, 7–29.
SWALES, John M.; FEAK, Christine B. Navigating academia: Writing supporting genres. University of Michigan Press, 2011.
XIE, Fang; JIANG, Xue-mei. Error analysis and the EFL classroom teaching. Online Submission, v. 4, n. 9, p. 10-14, 2007.