Programa

02/08: O jogo de espelhos ou a mise en abyme em Clarice Lispector

04/08: A mulher que matou os peixes (1968) e O menino Sá (1946): as micronarrativas e os encaixes

09/08: A quinta história (1964), de Clarice Lispector: caleidoscópios de baratas

11/08: Água Viva (1973), de Clarice Lispector: as mutações faiscantes

Bibliografia

ALONSO, Mariângela. Nem tanto como o barro nas mãos do oleiro: a metáfora da criação em Clarice Lispector. In: Yudith Rosenbaum; Cleusa Rios Pinheiro Passos. (Org.). Um século de Clarice Lispector: ensaios críticos. São Paulo: Fósforo, 2021, p. 112-132.
______.; MENDONÇA, Fernando. A escrita caleidoscópica de Água Viva, de Clarice Lispector. Jornadas. As letras e suas reverberações político-sociais – escrevendo na história. Ensino, pesquisa e extensão. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022. (no prelo).
______. A especularidade na produção jornalística de Clarice Lispector. Journal of Lusophone Studies, v. 4, p. 83-102, 2020.
______. A água e as pulsões em O lustre, de Clarice Lispector. Curitiba: Appris, 2019.
______. Enclaves prismáticos na ficção de Clarice Lispector. Revista Estação Literária, UEL, Londrina, vol. 22, p. 93-103, dez. 2018.
______. O jogo de espelhos na ficção de Clarice Lispector. São Paulo: Annablume, 2017.
______. Instantes líricos de revelação: a narrativa poética em Clarice Lispector. São Paulo: Annablume, 2013.
______. O desenrolar de micronarrativas em A mulher que matou os peixes, de Clarice Lispector. RevLet-Revista Virtual de Letras, UFG, vol. 5, n. 1, jan. 2013, p. 279-292.
______. Um caleidoscópio de baratas: a narrativa especular de Clarice Lispector. Revista Literatura em Debate, v. 6, n. 11, p. 15-31, dez. 2012.
CANDIDO, Antonio. No raiar de Clarice Lispector. In: CANDIDO, A. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1970. p. 123-131.
COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Tradução de Cleonice Paes Barreto Mourão. Belo Horizonte: Editora UFMG,1996.
DALLENBACH, Lucien. Le livre et ses miroirs dans l’oeuvre romanesque de Michel Butor. Paris: Archives des Lettres Modernes, 1972.
______. Le recit spéculaire: essai sur la mise en abyme. Paris: Seuil, 1977.
______. Intertexto e autotexto. Intertextualidades: Revista de Teoria e Análises Literárias. Tradução do original Poétique – Revue de Théorie et d´Analyse Littéraires por Clara Crabbé Rocha. Coimbra: Almedina, n. 27, 1979. p. 51-76.
______. Mosaiques: un objet esthétique à rebondissements. Paris: Seuil, 2001.
ECO, Umberto. Sobre os espelhos. In: ECO, Umberto. Sobre os espelhos e outros ensaios. Tradução de Beatriz Borges. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. p. 11-37.
GOTLIB, Nádia B. Três vezes Clarice. Rio de Janeiro: CIEC-UFRJ, 1989.
______. Clarice Lispector, uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995.
GOULET, Alain. L’ auteur mis en abyme. Lettres Françaises. Araraquara: Departamento de Letras Modernas, UNESP-Fclar. n. 7, 2006, p. 39-58.
JENNY, Laurent. A estratégia da forma. Intertextualidades – Revista de Teoria e Análises Literárias. Tradução do original Poétique – Revue de Théorie et d´Analyse Littéraires por Clara Crabbé Rocha. Coimbra: Almedina, n. 27, 1979, p. 5-49.
LABEILLE, Véronique. Manipulation de figure: le miroir de la mise en abyme. Figura. n. 27. Montréal: Centre de recherche sur le texte et l’imaginaire. 2011. p. 89-104.
LISPECTOR, Clarice. A quinta história. In: LISPECTOR, Clarice. A legião estrangeira. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 74-76.
______. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
______. A mulher que matou os peixes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.
______. A menor mulher do mundo. In: LISPECTOR, Clarice. Laços de família. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983. p. 77-86.
NUNES, Benedito. O drama da linguagem. São Paulo: Ática, 1995.
RAUS, Tonia; TORE, Gian Maria. Comprendre la mise en abyme. Presses Universitaires de Rennes, 2019.
ROSENBAUM, Yudith. Metamorfoses do mal: uma leitura de Clarice Lispector. São Paulo: Edusp/Fapesp, 1999.
ROSENFELD, Anatol. Reflexões sobre o romance moderno. In: ROSENFELD, Anatol. Texto/Contexto. 4. ed. SP: Perspectiva, 1985. p. 75-97. (Coleção Debates).
SOUSA, Carlos Mendes de. Clarice Lispector: figuras da escrita. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2012.
TODOROV, Tzvetan. Os homens-narrativas. In: TODOROV, Tzvetan. As estruturas narrativas. Tradução Moysés Baumstein. São Paulo: Perspectiva, 1969. p. 119-133.

Programa

1a Sessão: Rancière e Balibar em perspectiva. Discussão dos capítulos I e II de O Ódio à Democracia.

2a Sessão: Rancière: O Desentendimento (discussão dos capítulos I-III); O mestre ignorante (discussão dos
capítulos I e II).

3a Sessão: Balibar: Três conceitos do político; A Proposição da Igualiberdade (parte I).

4a Sessão: Balibar: A Filosofia de Marx (discussão dos capítulos II e III). Discussão de encerramento.


Referências bibliográficas fundamentais:


BALIBAR, É. “Trois concepts du politique: Émancipation, Transformation et Civilité”. In La Crainte des Masses.
Galilée, 1997.
BALIBAR, É. A filosofia de Marx. Zahar, 1995.
BALIBAR, É. La proposition de l’égaliberté. Actuel Marx confrontation, 2010.
RANCIÈRE, J. O mestre ignorante. Autêntica, 2015.
RANCIÈRE, J. O desentendimento. Editora 34, 2018.
RANCIÈRE, J. O ódio à democracia. Boitempo, 2015.
Bibliografia complementar:
ALTHUSSER, L.; BALIBAR, É; ESTABLET, R. Lire le Capital, 2018
BALIBAR, E. Spinoza, the transindividual. Edinburgh University Press, 2020.
GENEL, K. und DERANTY, J.-P. Reconnaissance ou mésentente? Un dialogue critique entre Jacques Rancière et
Axel Honneth. Sorbonne, 2020.
RANCIÈRE, J. La leçon d’Althusser. La fabrique, 2012.

Programa


Este curso de lingua galega é o derradeiro dun ciclo de varios semestres no que vai se perfeccionar en cuestións de gramática avanzada: sintaxe, coherencia e cohesión textual, marcadores discursivos, expresión oral e escrita con riqueza léxica e idiomática (vocabulario e expresións), dimensión metafórica e cognitiva da língua (plano simbólico) e novas formas e interpretar o galego aplicadas ás tecnoloxías e avances científicos (neoloxismos). Non se pode facer este curso sem unha base boa de galego e tampouco sen unha boa conexión e disponibilidade de micrófono. O profesor fornecerá as ferramentas virtuais para que a aprendizaxe poida se tornar autónoma e para que se empreguen os recursos para o estudo e a revisión dos contidos. Ao longo do curso será entregado moito material procedente de revistas e xornais culturais galegos. As aulas son participativas e convidan a intervir activamente.


Recursos didáticos
Gramáticas e manuais de estilo
———— 2003. Normas ortográficas e morfolóxicas do idioma galego. Real Academia Galega.
Freixeiro Mato, Xosé Ramón. 2013. Estilística da lingua galega. Xerais.
López Viñas, Xoán; Lourenço Módia, Cilha; Moreda Leirado, Marisa. 2011. Gramática práctica da lingua galega.
Baía Edicións.
Livros de neoloxía
Gómez Clemente, X. M. 2003. Neoloxía e língua galega: teoría e práctica. Universidade de Vigo.
Ensaios sobre cultura
Barreiro Fernandez, Xosé Ramón. 2007. Os símbolos de Galicia. Consello Cultura Galega.
Costas, Xosé Henrique. 2015. 55 mentiras sobre a língua galega. Laiovento.
Mariño Paz, Ramón. 1998. Historia da lingua galega. Sotelo Blanco Edicións.

Programa

1) Aula 1: As estátuas também morrem?

Análise do média-metragem As estátuas também morrem/Les statues meurent aussi (1953), dos cineastas Alain Resnais e Chris Marker. Restituição do debate entre a posição crítica dos cineastas, de um lado, e as ideias defendidas nos ensaios estéticos de André Malraux, de outro. Considerações sobre o caráter profundamente violento da instituição museológica e do mercado de arte. Exame da proposta política do filme, sobretudo no que concerne à sua denúncia da pilhagem colonial e do fetiche da assim chamada “arte negra”.

2) Aula 2: Desconstruindo a pirâmide humana

Análise do longa-metragem A pirâmide humana/La pyramide humaine (1961), dirigido por Jean Rouch. Avaliação do método de filmagem de Rouch e da postura discursiva por ele adotada ao retratar a amizade e o afeto interraciais. Crítica da concepção roucheana do “cinéma vérité”.

3) Aula 3: “De…”: genitivo ou ablativo?

Análise do filme A negra de…/La noire de… (1966), do realizador senegalês Ousmane Sembène. Leitura de excertos do conto homônimo de Ousmane Sembène. Comparação dos excertos literários com a adaptação cinematográfica. Apontamento de paralelos entre o longa e o romance epistolar Cartas a uma negra: narrativa antilhana, de Françoise Ega. Diálogo com o conceito de patriarcado compósito (MACÉ, 2014) para pensar a atuação do regime colonial sobre as dinâmicas relacionais e performativas de gênero.

4) Aula 4: Med Hondo, afropessimista

Análise do longa-metragem Ó, Sol/Soleil, Ô (1967), dirigido pelo mauritano Med Hondo. Confronto entre o filme e os ensaios Pele negra, máscaras brancas ([1952] 2020) e Os condenados da terra ([1961] 2022), de Frantz Fanon, e Afropessimismo (2021), de Frank B. Wilderson. Reflexão sobre o conceito de evento racial (SILVA, 2016) aplicado ao tempo cinematográfico.

Bibliografia:

BHABHA, Homi. O local da cultura. Belo Horizonte, Editora UFMG, 1998.
BRINK, Joram. Building bridges: the cinema of Jean Rouch. London: Wallflower, 2007.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade. a construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. São Paulo: Veneta, 2020.
CLAUDE, Murcia. Nouveau roman, nouveau cinéma. Paris: Nathan, 1998.
DIDI-HUBERMAN, Georges. L’album de l’art à l’époque du Musée Imaginaire. Paris: Hazan, 2015.
EGA, Françoise. Cartas a uma negra: narrativa antilhana. São Paulo: Todavia, 2021
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu, 2020.
FERDINAND, Malcolm. Uma ecologia decolonial. São Paulo: Ubu, 2022.
FOFANA, Amadou; VETINDE, Lifongo. Ousmane Sembène and the Politics of Culture. Lanham: Lexington, 2014.
GLISSANT, Édouard. Le discours antillais. Paris: Seuil, 1981.
GLISSANT, Édouard. Poética da Relação. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
GUTBERLET, Marie-Hélène; KUSTER, Brigitta. On the Run: Perspectives on the Cinema of Med Hondo. [s. l.]: Archive Books, 2021.
GUTBERLET, Marie-Hélène; KUSTER, Brigitta (Org.). 1970-2018: Interviews with Med Hondo. [s. l.]: Archive Books/Arsenal – Institut für Film und Videokunst, 2021.
HEIDEL, Karl. Ethnographic film. Texas: Austin University of Texas Press, 2006.
HENLEY, Paul. The Adventure of the Real: Jean Rouch and the Craft of Ethnographic Cinema. Chicago/Londres: University of Chicago Press, 2010.
JEANCOLAS, Jean-Pierre. Histoire du cinéma français. Paris: Armand Colin, 2005.
MACÉ, Éric. L’après-patriarcat. Paris: Seuil, 2015.
MALRAUX, André. Le Musée Imaginaire. Paris: Gallimard, 1996.
MUDIMBE, V. Y. A Invenção da África. Gnose, Filosofia e a Ordem do Conhecimento. Portugal: Edições Pedago, 2013a.
MUDIMBE, V. Y. A Ideia de África. Portugal: Edições Pedago, 2013b.
PÉGUY, Charles. “Réponse brève à Jaurès”. In: PÉGUY, Charles. Oeuvres en prose complètes. Paris: Gallimard, 1987.
PRÉDAL, René (Org.). Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction, n. 81, 1996.
QUINCY, Quatremère de. Cartas a Miranda. Cotia: Ateliê Editorial, 2016.
ROUCH, Jean. Ciné-Ethnography. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2003.
SCHEINFEIGEL, Maxime. Jean Rouch. Paris: CNRS, 2008.
SEMBÈNE, Ousmane. Ousmane Sembene: Dialogues With Critics and Writers. Massachusetts: UMP, 1993.
SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Crítica da imagem eurocêntrica. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
SILVA, Denise Ferreira da. Homo modernus: para uma ideia global de raça. Rio de Janeiro: Cobogó, 2022
SILVA, Denise Ferreira da. O evento racial ou aquilo que acontece sem o tempo [2016]. In: Histórias Afro-Atlânticas. v. 2. Antologia. São Paulo: MASP, 2018, p. 407-411.
VERGÈS, Françoise. Decolonizar o museu: Programa de desordem absoluta. São Paulo: Ubu, 2023.
WILDERSON, Frank B. Afropessimismo. São Paulo: Todavia, 2021.

Programa

01 – Introdução e Pesquisa - Aspectos Gerais do Curso
Apresentar os principais aspectos do curso, indicar de que modo serão articuladas as atividades práticas com o conteúdo teórico visando um melhor aprendizado sobre o fazer cinema. Explicações práticas sobre como funcionará o curso. Aplicação do questionário inicial. Definição e terminologia básica. Exercício em grupo para compreender o que cada participante pensa sobre cinema. Entender quais são os papéis e atividades dos membros de uma equipe de cinema.
Cada um com sua função e responsabilidade, mas todos trabalhando por um objetivo comum: o filme. Primeira apuração de interesse por funções. Um detalhamento das principais atividades de cada uma das funções de uma equipe de cinema.
O filme como o produto de um trabalho a ser entregue a diferentes públicos. O uso do material audiovisual em pesquisa acadêmica.

02 – Produção
Um filme é um projeto e precisa ser administrado. Cuidados e técnicas para preparação de um projeto envolvendo material audiovisual. (Técnicas 5W2H, Etapas de projeto, Análise/Síntese).
Principais responsabilidades, funções e documentos de responsabilidade do Produtor e da Equipe de Produção.
Como organizar e mobilizar os diferentes recursos durante a produção de um filme? Quem são os pontos de contato do Produtor?
Definição de responsabilidades como Assistente de Direção, Produtor de Objetos, Equipes de Apoio e outras funções técnicas. Como formar uma equipe colaborativa.
Exercício prático de definição de agendas, funções, quebra de objetos e demais recursos para filmagem. O Produtor como facilitador, por vezes, um algoz.
A busca do equilíbrio entre manter o filme dentro dos limites previamente definidos, de melhorá-lo - quando possível, e de concluí-lo, minimizando seus riscos.

03 – Direção/Realização Geral
Principais responsabilidades, funções e documentos que o Diretor deve acompanhar e colocar em prática. O Diretor Geral, ou simplesmente "Diretor" é aquele que irá dar forma visual e conduzir a equipe em campo/set para que uma história seja contada.
O papel do Diretor como o de um tradutor de imagens que estão em sua cabeça, roteiro e material de pesquisa, para uma imagem compartilhada por toda a equipe. Timing de ações. O papel do Assistente de Direção.
Exemplos e cuidados comuns à Direção de Arte. Cuidados com equipe e personagens.
Influenciar e não influenciar: a sensibilidade como forma de se estabelecer, ou não, vínculos. Conhecendo os próprios limites e os limites dos “atores”/personagens.
Exercício de Direção Geral.

04 – Edição
Técnicas e conceitos de Edição. Estudo, planejamento, organização e execução da Edição. Projeto, sequência, trilha, cena, plano, frame e transição.
Técnicas adicionais de montagem. Tratamento de cor, transições e caracteres.
O manejo do tempo e do espaço através da edição. Tipos de montagem e uso do tempo.
Diferentes abordagens de Edição. A Edição como um trabalho previsível e regrado/improvisado e arriscado. Técnicas de controle de sensibilidade, luz, velocidade, movimentação e foco.
Exercício de Edição.

05 – Captação: Fotografia e Som
Definição de elementos necessários para definição de decupagem - plano e ângulo. As tarefas do Fotógrafo, do Diretor de Fotografia, e da equipe de apoio (iluminação e som direto).
Uso dos recursos das câmeras digitais. Luz, plano, estabilidade e som.
A Direção de Fotografia funcionando como uma entidade conciliadora de diferentes pontos de vista. Valorizando as demais funções.
Componentes de controle da captação (ISO (ganho), abertura, shutter, foco, WB, zoom e áudio). Cuidados para evitar que o áudio se torne um problema insuperável. Opções de edição de som. Ruídos, trilhas sonoras, voz, paisagens sonoras e silêncio.
Mineração de som e paisagens sonoras. Técnicas adicionais de composição de áudio.
Exemplos de montagem de som e de engenharia de som. Exercício de Fotografia e Som.

06 – Roteiro/Guionismo
Roteiro original e adaptações à pesquisa
Exemplos de roteiros e de formas de se apresentar documentos de roteiro para produções cinematográficas. Roteiro e argumento: escrevendo uma história para que uma equipe de cinema possa realizá-la em um filme? Arco Dramático e quebras. Diferentes formas de se indicar um caminho para filmagem.
Pensar como um Fotógrafo, como um Diretor, como um Editor? Ou como um Roteirista? Exercício prático de adaptação de roteiro de acordo com demandas definidas pela equipe.

07 – Inteligência Artificial como ferramenta de apoio
Explorar as possibilidades de uso das ferramentas disponíveis como ferramenta de apoio a roteiro, produção, edição, legendagem e pós-produção. Discutir os limites éticos envolvidos na utilização de ferramentas movidas por inteligência artificial.

07 – Acessibilidade, Legendagem e GC
Cuidados e práticas relacionadas à promoção da acessibilidade no audiovisual. Elaboração e aplicação de legendas e títulos em material audiovisual.

08 – Projeto Final: Participação em Projeto de Curta-metragem.
Conclusão do Projeto e Mostra dos Curtas produzidos na Oficina.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BERNARDET, Jean-Claude. O que é cinema. [S.l.]: Brasiliense, 2017.
CAMPOS, Flávio de. Roteiro de cinema e televisão. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. Disponível em formato PDF.
DOURADO, Patrícia. Da criação como experimentação contínua: práticas de roteiro no cinema brasileiro contemporâneo. 2021. 250 f. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2021.
FIELD, Syd. Manual do roteirista: introdução. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. Disponível em formato PDF.
FIGUEIREDO, Rafael Meira de. Paradigmas da decupagem no cinema brasileiro dos anos 2000: o caso de Cidade de Deus e Cronicamente inviável. 2005. 120 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.
McKEE, Robert. Substance, structure, style, and the principles of screenwriting. Barcelona: Alba Editorial, 1997.
NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Tradução de Mônica Saddy Martins. [S.l.]: Papirus Editora, 2005.
SOARES, Sérgio José Puccini. Documentário e roteiro de cinema: da pré-produção à pós-produção. Campinas, SP: [s.n.], 2007. Tese de Doutorado.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Paz e Terra, 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BAZIN, André. Ontologia da imagem fotográfica”. IN BAZIN, Andre. O Cinema – Ensaios. São Paulo: Editora Brasiliense. [1985], 1991. Ps. 19-26.
BENJAMIN, Walter. Pequena história da fotografia. In: Benjamin, Walter. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Ática, 1991.
CARRIÈRE, Jean-Claude; BONITZER, Pascal. Prática do roteiro cinematográfico. São Paulo: JSN, 1996. Disponível em formato PDF.
CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. Disponível em formato PDF.
COMPARATO, Doc. Da criação ao roteiro. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Disponível em formato EPUB.
DA-RIN, Silvio. A invenção de uma escritura documental. In: Espelho partido: tradição e transformação do documentário. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2006. p. 109-132.
DELIGNY, Fernand. A câmera, ferramenta pedagógica. [S.l.]: [s.n.], 1975. Tradução de “La caméra, outil pédagogique”. In: Deligny, Fernand. Les vagabonds efficaces et autres récits. Paris: François Maspero, 1975. p. 169-175. Disponível em: file:///C:/Users/anaca/Downloads/DELIGNY,%20Fernand.%20A%20c%C3%A2mera,%20ferramenta%20pedag%C3%B3gica%20(La%20cam%C3%A9ra,%20outil%20p%C3%A9dagogique).pdf.
FELDMAN BIANCO, Bela; MOREIRA LEITE, Miriam. L. (Org.). Desafio da imagem: fotografia, iconografia e vídeo nas ciências sociais. São Paulo: Papirus, 2006.
FERREIRA, Allan Herison; TREVISAN, Ana Carolina. Narrativas digitais e inteligência artificial: uma análise comparativa tridimensional de conteúdos audiovisuais. SciELO Preprints, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9937. Acesso em: 1 dez. 2024.
FREEMAN, Michael. The photographer's mind: creative thinking for better digital photos. London: Focal Press, 2010.
FREUND, Gisèle. La fotografía como documento social. México: Editorial Gustavo Gili, 1993.
GPESC. Ficha de leitura: O olho interminável, de Aumont (2004). Publicado em 19 jan. 2010. Disponível em: https://www.ufrgs.br/gpesc/?p=169. Acesso em: 7 jan. 2025.
MACHADO, A. Pré-cinemas & pós-cinemas. São Paulo: Papirus, 1997.
OLIVEIRA JR., Wenceslao Machado de. Algumas geografias que o cinema cria: as alusões, os lugares e os espaços no filme Cidade de Deus. In: ENCONTRO DE GEÓGRAFOS DA AMÉRICA LATINA, 10., 2005, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2005. Disponível em: http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal10/Geografiasocio…. Acesso em: 1 dez. 2024.
QUEIROZ FILHO, Antonio Carlos. Espaço fílmico: território e territorialidades nas imagens de cinema. Geografia, Rio Claro, v. 35, n. 1, p. 37-50, jan./abr. 2010. Disponível em: https://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/ageteo/article/…. Acesso em: 1 dez. 2024.
RANCIÈRE, Jacques. La fabula cinematográfica. Barcelona: Paidós, 2000.
SALLES, João Moreira. “A dificuldade do documentário”. IN: MARTINS, José Souza; ECKERT, Cornelia; CAIUBY NOVAES, Sylvia (orgs.) O imaginário e o poético nas Ciências Sociais. São Paulo, EDUSC, 2005. Capítulo 3.
SARAIVA, Leandro; CANNITO, Newton. Manual de roteiro, ou Manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e TV. São Paulo: Conrad, 2004. Disponível em formato PDF.
STANISLAVSKI, Constantin. A construção do personagem. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. Cap. XI.
STANISLAVSKI, Constantin. A criação de um papel. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
TARKOVSKY, Andrei. Esculpir en el tiempo. Madrid: Ediciones Rialp, 1991. p. 138-148.

Programa

 
Objectifs: 
 
Le cours a pour objectifs: 
- Lire avec les élèves des extraits littéraires et discuter leur relation avec 
d’autres arts. 
- Susciter des thèmes pour les discussions sur la lecture de ces textes et leur 
relation avec des films et d’autres expressions d’art. 
- Stimuler l’expression orale et écrite en français des élèves. 
 
Ce cours sera donné en français et aura comme objectif la compréhension orale et 
écrite et la production orale et écrite en langue française. Nous allons aborder des 
oeuvres de littérature canonique et/ou contemporaine, à partir des textes littéraires, 
des films, de la musique, de la photographie, des pièces de théâtre, entre autres. 
Programme détaillé – Mercredi 14h00 – 17h30 
« Du théâtre au cinéma, de l’ancien au contemporain» 
1 – Leçon 0 ; 2- « Le chef d’oeuvre inconnu » de Balzac 
2- « Le chef d’oeuvre inconnu » de Balzac 
3- « Le Malentendu » d’Albert Camus 
4 – « Le Malentendu » d’Albert Camus 
5 - « La cantatrice chauve » Eugène Ionesco 
6- « La cantatrice chauve » Eugène Ionesco 
 
7 – « Une Gourmandise » de Muriel Barbéry 
8- « La délicatesse » de David Foenkinos 
9 – « La délicatesse » de David Foenkinos 
10 – « L’écume des jours » de Boris Vian 
11 - « L’écume des jours » de Boris Vian 
12– « Soumission » de Michel Houellebecq 
13 « Soumission » de Michel Houellebecq 
14- Présentation des travaux 
15- Remise/ fête 
 
Évaluation: Présentation qui établit une relation entre un texte littéraire d’un des 
auteurs et autre une oeuvre (film, peinture, sculpture, pièce de théâtre, exposition, 
musique, culinaire). (Présentation de 15 minutes)

 

Programa

Ementa: Esse curso se propõe uma tarefa introdutória. O juízo teleológico em Kant não é apenas a solução do problema da finalidade em vista da limitação imposta a essa questão pelas nossas faculdades de conhecer. Através dessa solução e para entendê-la, devemos recapitular o problema do conhecimento a priori e entender, antes de mais nada, porque os juízos teleológicos não podem ser determinantes e sim reflexionantes. Nesse sentido o juízo reflexionante objetivo exige uma extensão em relação ao fenômeno, mas essa extensão não pode mais ser confundida com a pretensão a uma metafísica dogmática. Pretendemos assim com o problema da finalidade na terceira Crítica oferecer um ponto de vista para pensar a passagem entre duas noções de “metafísica”.

1º Dia 26/10/2020 (Segunda-feira):
• Faculdade de Julgar Determinante (teórica e prática)
• Faculdade de Julgar Reflexionante (Teleologia subjetiva e objetiva)
• Problema da Finalidade da natureza

2º Dia 28/10/2020 (Quarta-feira):
• Fim natural e o Sistema de fins na natureza.
• Princípio do juízo Teleológico reflexionante.
• O que o juízo teleológico não significa.

3º Dia 30/10/2020 (Sexta-feira)
• Dialética da Faculdade de julgar teleológica.
• Teleologia não pode dar origem a uma Teologia.
• Teologia física e Teologia moral.

4º Dia 04/11/2020 (Quarta-feira)
• Fim natural liga interesse imediato a Fim último.
• Analogia Homem/animal.
• Analogia Homem/Deus.

5º Dia 06/11/2020 (Sexta-feira)
• Fim Natural.
• Fim terminal.
• Fim último.


Bibliografia:


• ADORNO, T. Três Estudos sobre Hegel. Trad. Ulisses Razzante Vaccari. São Paulo: Ed. UNESP, 2013
• ALLISON, H. Kant’s theory of freedom. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
• ______. Kant’s Groundwork for the Metaphysics of Morals. A Commentary. New York: Oxford University Press, 2011.
• CASSIRER, E. A Filosofia do Iluminismo. Trad. Álvaro Cabral. Campinas: Ed. UNICAMP, 1992.
• DELBOS, V. La philosophie pratique de Kant. Paris: PUF, 1969.
• HUME, D. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da Moral. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed. UNESP, 2004.
• KANT, I. Crítica da razão pura. Trad. Fernando Costa Matos. Petrópolis: Editora vozes Bragança Paulista : Editora Universitária, 2012.
• _______. Crítica da razão prática. Trad. Monique Hulshof. Petrópolis: Editora vozes Bragança Paulista : Editora Universitária, 2016.
• _______. Crítica da Faculdade de Julgar. Trad. Trad. Fernando Costa Matos. Petrópolis: Editora vozes Bragança Paulista : Editora Universitária, 2016.
• LEBRUN, G. Kant e o fim da metafísica. Trad. de Carlos Alberto R. de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
• ______. Uma escatologia para a moral. In: Kant, I. Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita. (org. Ricardo Terra). São Paulo: Brasiliense, 1986.
• ______. A Terceira crítica ou a teologia reencontrada. In: Sobre Kant. São Paulo: Iluminuras, 2001.
• ______. A Razão Prática na Crítica do Juízo. In: Sobre Kant. São Paulo: Iluminuras, 2001.
• LONGUENESSE, B. Moral Judgment as a Judgment of Reason. In: Kant on the human standpoint. Cambridge: Cambridge University Press, 2005. p. 236- 264.
• LÖWITH, K. De Hegel a Nietzsche. Trad. Flamarion Caldeira e Luiz Fernando Barrére Martin. São Paulo: Ed. UNESP, 2014
• TERRA, R.R. A política tensa. Ideia e realidade na filosofia da história de Kant. São Paulo: Iluminuras, 1995.
• ______. Passagens. Estudos sobre a filosofia de Kant. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2003.
• TORRES FILHO, R.R. Ensaios de filosofia ilustrada. São Paulo: Iluminuras, 2004.

Programa

Ementa: O curso oferecerá uma introdução à história do continente africano, às fontes com as quais reconstrui-la, e a alguns temas específicos. Uma aula de abertura mostrará como a ideia de África se constitui de fora para dentro do continente. Serão abordados aspectos metodológicos relativos à pesquisa como o lugar da linguística, das narrativas de viagem e da literatura, as interfaces índica e atlântica de algumas sociedades, facetas da presença colonial e da resistência, e a constituição de estados nacionais, considerando-se especificamente a região da atual Angola.

Programa completo e bibliografia:

7/6: 1ª aula - O olhar imperial e a invenção da África
Profª Drª Leila M. Gonçalves Leite Hernandez - Depto de História - FFLCH - USP
Texto de apoio: HERNANDEZ, Leila M. G. Leite. “O olhar imperial e a invenção da África”. In: A África na sala de aula - Visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro Ed., 2008, p.17-44.

14/6: 2ª aula - Línguas africanas: características gerais, diversidade e famílias linguísticas
Profª Drª Margarida Petter - Deptº de Linguística da FFLCH - USP
Textos de apoio: PETTER, Margarida. As línguas no contexto social africano. In: PETTER, M. Introdução à linguística africana. São Paulo: CONTEXTO, 2015, p. 193-219
BONVINI, Emilio. Línguas africanas e o português falado no Brasil. In: FIORIN, J. L. e PETTER, M. (orgs.) África no Brasil: a formação da língua portuguesa. São Paulo: Contexto, 2008.

21/6: 3ª aula - As relações entre História, Literatura e Antropologia e sua relevância para a História da África
Profª Drª- Raquel Gryszczenko Alves Gomes - Depto de História -IFCH - UNICAMP
Texto de apoio: THOMAZ, Omar Ribeiro “Duas Meninas Brancas”. In: BRUGIONI, Elena (e outros). Itinerâncias: Percursos e Representações da Pós-Colonialidade - Centro de Estudos Humanísticos: Universidade do Minho, 2012. (Cap. II, p. 405-428).

28/6: 4ª aula - A importância histórica do Islã na África

Prof. Dr. Paulo Daniel Elias Farah - Deptº. de Letras Orientais, FFLCH - USP
Texto de apoio: FARAH, Paulo Daniel. O Islã. São Paulo: Publifolha, 2001, p. 8-45.

5/7: 5ª aula - As sociedades subsaarianas e suas interfaces índicas, mediterrânicas e atlânticas (séc. XVII ao XIX)
Profª Drª Maria Cristina Wissenbach - Deptº de História, FFLCH - USP
Textos de apoio: FARIAS, Paulo Fernando de Moraes. Sahel: a outra costa da África. Palestra Casa das Áfricas / Departamento de História da Universidade de São Paulo,
29/09/2004, 9 p. Transcrição Daniela Baudouin.
LAW, Robin e MAN, Kristin. A África ocidental na comunidade atlântica: o caso da Costa dos Escravos. Tradução de West Africa in the Atlantic Community: the case of the Slave Coast. William and Mary Quarterly, LVI, 1999, p. 304-334.

12/7: 6ª aula - As sociedades centro-africanas , suas interações atlânticas e transformações internas (séculos XVI-XIX)
Profa. Dra Marina de Mello e Souza - Deptº de História, FFLCH/USP
Textos de apoio: SOUZA, Marina de Mello e - Angola: uma conquista dos portugueses, capítulo 2, Além do Visível. Poder, Catolicismo e Comércio no Congo e em Angola (Séculos XVI e XVII), pg. 85-141. São Paulo: EDUSP, 2018.
ALEXANDRE e DIAS, Valetim e Jill, Angola nas vésperas da abolição do tráfico de escravos (1820-1845), pg. 321-378. O Imperio Africano 1825-1890. Lisboa: Editorial Estampa, 1998.

19/7: 7ª aula - Colonialismo e produção cultural: o caso de Angola (Séculos XIX-XX)
Profª Ms. Helena Wakim Moreno - Doutoranda, PPGHS-FFLCH/USP
Textos de apoio: MORENO, Helena Wakim. Voz d'Angola clamando no deserto: protesto e contestação em Luanda (1881-1901).376 p. Dissertação de Mestrado. Departamento de História - FFLCH - USP, 2014, p. 36-113 (cap. 1 e 2).
SANTOS, Catarina Madeira. "Escrever o poder. Os autos de vassalagem e a vulgarização da escrita entre as elites africanas ndembu". Revista de História, no. 155, 2 - 2016, p. 81-95.
SOYINKA, Wole. "As artes na África durante a dominação colonial". BOAHEN, Albert Adu (edit.). História Geral da África - África sob a dominação colonial 1885-1930. Brasília: UNESCO, 2010, vol. VII, p. 625-656

26/7: 8ª aula - A sociedade angolana no século XX: povos locais, ocupação colonial e lutas cotidianas.
Prof. Dr. Washington Santos Nascimento - Depto de História - IFCH - UERJ
Texto de apoio: NASCIMENTO, Washington Santos. Jogo nas sombras: realidades misturadas, estratégias de subjetivação e luta anticolonial em Angola (1901 - 1961). Vitória da Conquista: Edições UESB, 2020, 323 p. (cap. 1 ao 5)
FREUDENTHAL, Aida. A Baixa de Cassanje: Algodão e Revolta. Revista Internacional de Estudos Africanos. 18 (12), 1999, p. 245-283.

Programa

1. Caminhos da pesquisa: os estudos de gênero e sexualidade e os
estudos de Literatura;

2. Gays e lésbicas na ficção de Alfredo Gallis (1859-1910);

3. Pornografia anticlerical brasileira: Saturnino, porteiro dos frades
bentos (1842) e Os Serões do convento (1862);

4. Lésbia, de Maria Benedita Bormann;

5. A liberdade é uma vertigem: sexo, prostituição e lesbianidade na
literatura;

6. Escrita de autoria feminina: amor e amizade em Maria Firmina dos
Reis e Francisca Júlia

7. Narrativas dissidentes inesperadas: o caso Coelho Neto;

8. Fatos e ficções de sexo/gênero em Joaquim Manoel De Macedo;

9. Colonialidades em Bom Crioulo (1895), de Adolfo Caminha;

10. Desejos, corpos e cidade em João do Rio;

11. Amizade, masculinidades, desejos: de Raul Pompeia a Mário de
Andrade.

Bibliografia

ALMEIDA, Aline Cristina Moreira de. O imortal Rabelais: Alfredo Gallis e a
literatura pornográfica no Brasil no final do século XIX. 2018. 152f.
Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) – Universidade do Estado do
Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores, São Gonçalo, 2018.
ANDRADE, Mário de. Contos Novos. Rio de Janeiro: Villa Rica, 1996.
BARRETO, Paulo [João do Rio]. Impotência. Uberlândia: O sexo da palavra,
2018
BORGES, Jaqueline Ferreira. A Literatura De Francisca Júlia: Questões De
Autoria Feminina. Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th
Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2017.
BORMANN, Maria Beneditta Câmara. Lésbia. Introdução de Norma Telles.
Florianópolis: Editora Mulheres, 1998.
BRAGA-PINTO, César. A violência das letras: amizade e inimizade na
literatura brasileira (1888-1940). Rio de Janeiro: EdUERJ, 2018.
BRAGA-PINTO, César. Sexualidades extra-vagantes: João do Rio, emulador
de Oscar Wilde. Revista Abralic, n. 35, 2018, p. 88-100.
BUTLER, Judith. Relatar a si mesmo: crítica da violência ética. São Paulo:
Autêntica, 2015.
CAMINHA, Adolfo. Bom Crioulo. São Paulo: Todavia, 2019.

CASTILHO, José Feliciano. Os serões do convento. Lisboa: Index, 2018.
FREITAS, Naiana Pereira de. Anotações sobre a trajetória da escrita de
autoria feminina. Revista Inventário. n. 27, Salvador, fev. 2021.
HOWES, Robert. Raça e sexualidade transgressiva em Bom-Crioulo de
AdolfoCaminha. Graphos, João Pessoa, v. 7, n. 2, 2005, p. 171-190.
JÚLIA, Francisca. Dança de Centauras. In: Esfinges: versos. Ed. Bentley
Junior & Comp. s.d.
LUGARINHO, Mário. A crítica literária e os estudos gays e lésbicos: uma
introdução a um problema. In: Rick Santos; Wilton Garcia. (Org.). A escrita
de adé: perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbic@s no Brasil.
1ed.São Paulo: Xamã, 2002, p. 51-58.
LUGARINHO, Mário. Como traduzir a teoria Queer para a Língua Portuguesa.
REVISTA GÊNERO, Niterói, v. 1, n.2, p. 36-46, 2013.
LUGARINHO, Mário. Antropofagia crítica: para uma teoria queer em
português. Olhar (UFSCar), v. 22, p. 105-111, 2010.
MACEDO, Joaquim Manuel. As mulheres de Mantilha. São Paulo: Edições
Melhoramentos,1955.
MAIA, Helder Thiago; LUGARINHO, Mário. Litera(mão): Os Serões do
Convento de José Feliciano de Castilho. Lisboa: Index, 2018.
MAIA, Helder Thiago; LUGARINHO, Mário; MÁXIMO, João; CUROPOS,
Fernando. Saturnino, porteiro dos frades bentos (1842): entre tradução e
transposição. Lisboa: Index, 2021.
MENDES, Leonardo. Gays e lésbicas na ficção de Alfredo Gallis. In: MAIA,
Helder Thiago; SILVA, Samuel Lima da (Org.). Dissidências de gênero e
sexualidade: percepções da crítica literária brasileira. Salvador: Queer
Livros, 2021, p. 155-176.
MENDES. L. Conto naturalista sobre nada. In: BARRETO, Paulo [João do
Rio]. Uberlândia: O sexo da palavra, 2018, p.7-17.
MIRANDA, Fernanda Rodrigues de. Maria Firmina dos Reis: a fundadora
negra de outra tradição literária brasileira. Cadernos de Literatura
Comparada. N. 43. 12/2020. Pp. 61-74.
MOIRA, Amara. Sobre aquele 'monstruoso corpo de delito': Um amplo
panorama de personagens transexuais na literatura brasileira.
Em: Suplemento Pernambuco, dez/2018.
MUZART, Zahidé Lupinacci (org.). Escritoras brasileiras do século XIX:
antologia. Florianópolis; Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.

NASCIMENTO, Tatiana. Cuírlombismo Literário: poesia negra LGBTQI
desorbitando o paradigma da dor. Série Pandemia. N-1 Edições. Outubro de
2019.
NETO, Coelho. Album de Caliban. Rio de Janeiro: Laemmert, 1898.
NETO, Coelho. Inverno em flor. Porto: Livraria Chardron, 1912.
NETO, Coelho. Fogo fátuo. Porto: Chardron e Mello, 1929.
POMPÉIA, Raul. O Ateneu. São Paulo: Ática, 1996.
RAGO, Margareth. Os prazeres da noite: prostituição e códigos da
sexualidade feminina em são paulo. 1990. 523 f. Tese (Doutorado em
História), Unicamp, Campinas, 1990.
REIS, Maria Firmina dos. A uma amiga. In: Cantos à beira-mar e Guapeva.
São Luis: Academia Ludovicense de Letras, 2017.
RIBEIRO, C.G. João do rio e as ruas do rio. [Dissertação de mestrado]. UFF:
Niterói, 2013.
RICH, Adrienne. Heterossexualidade Compulsória e outros ensaios. Rio de
Janeiro: A Bolha Editora. 2019.
RIO, João do. Dentro da noite. São Paulo: Antiqua, 2002.
RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira
[Saraiva de bolso], 2012.
SANTANA, Maria Helena. Pornografia no fim do século: os romances de
Alfredo Gallis. Portuguese Literary and Cultural Studies, n. 12, 2007, p.
235-248.
SANTOS, Salete Rosa Pezzi dos. Duas mulheres de letras: representações
da condição feminina. Caxias do Sul, RS: Educs, 2010.
SATURNINO, porteiro dos frades bentos. Lisboa: Index, 2021.
SCHPUN, Mônica Raisa. O amor na literatura: um exercício de
compreensão histórica. Cadernos Pagu (8/9).1997: pp.177-209.
VILLARES, Laura. Vertigem. São Paulo: Ed. Antonio Tisi, 1926.

PLANO DE ATIVIDADES
ATIVIDADE TEXTO

AULA 1 CAMINHOS DA
PESQUISA: CRÍTICA
LITERÁRIA E
ESTUDOS GAYS E
LÉSBIC@S

LUGARINHO, Mário. A crítica literária e os estudos gays
e lésbicos: uma introdução a um problema. In: Rick
Santos; Wilton Garcia. (Org.). A escrita de adé:
perspectivas teóricas dos estudos gays e lésbic@s no
Brasil. 1ed.São Paulo: Xamã, 2002, p. 51-58.
LUGARINHO, Mário. Como traduzir a teoria Queer para a
Língua Portuguesa.

Programa

1 day
Introduction
SA history timeline
History of SA Jewish diaspora, migration stories
Jews during apartheid, race groups

2 day
Going through major SA historical events as they are represented in Jewish art.
Introducing artists and their works - Leon Levson, Eli Weinberg, Irma Stern, David Goldblatt, William Kentridge, Zapiro and others.
Conclusion, questions