Programa

Aula 1: Os gêneros literários. O romantismo em debate. O surgimento da poesia lírica moderna.
Aula 2: Expressão x convenção em Lamartine. A poesia como visão e sensação. A escrita como busca pela poesia que não se esgota no poema. Poesia como conceito limite. Expressão e paisagem.
Aula 3: Baudelaire, crítica pela ironia, suas vicissitudes e impasses. Spleen x ideal
Aula 4: Mallarmé, escrever depois de Baudelaire. A poesia não mais como expressão, ela precisa ser refeita, reconstruída, redefinida. Como?
Aula 5: Rimbaud, em busca do verdadeiro “eu”. Desfazer imagens.


JUSTIFICATIVA DO CURSO (A importância do Curso)

A crítica marxista desde muito tempo elegeu o romance como espaço privilegiado de reflexão sobre a natureza da relação entre literatura e sociedade. Trata-se aqui de propor uma pequena inflexão neste debate, não mais pensar de que formas um determinado estado da vida social aparece com mais clareza ou fissurado através do objeto estético, já que no século XIX francês a relação entre literatura e sociedade era um lugar comum, mas de pensar a poesia como espaço privilegiado de construção da ideologia e de sua crítica. Assim, o que estará em questão não será a natureza das relações e vínculos sociais, mas a política como construção discursiva e prática revolucionária, o que ao mesmo tempo, a aproxima e afasta da poesia. De que maneira o impasse do século, entre restauração de uma antiga ordem e criação de uma nova sociedade atravessa a poesia não apenas do ponto de vista temático, mas também nas reflexões dos poetas a respeito da forma.
Dito isso, a questão que colocaremos é a de saber quais as consequências, os problemas e os impasses criados pela produção de uma política através da expressão em primeira pessoa. Assim, poderemos repensar o que entendemos por político/ política, redefinir a manifestação da ideologia e de sua difusão, assim como as formas de crítica criadas pela poesia. A questão será definir qual a forma que a ideologia assume quando vinculada à expressão em primeira pessoa, quais as formas de crítica que a poesia consegue criar, onde está a sua força e quais são seus impasses e limites.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AGOSTINHO, L. Mallarmé : Les plis et déplis du hasard à la recherche de l’infini. Poésie, philosophie et politique au XIX siècle en France. Thèse de doctorat. Disponível em : http://lettres.sorbonne-universite.fr/IMG/article_PDF/article_a21360.pdf
BAUDELAIRE. As flores do mal. Trad.: Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
_____________ Pequenos poemas em prosa. Trad.: Ivo Barroso. Rio de Janeiro: Record, 2006.
GLEIZE, Jean- Marie. Littéralité. Poésie et Figuration. Mercuès : Questions théoriques, 2015.
LAMARTINE. Méditations. Paris : Gallimard, 2005.
LIMA, Carlos de. Rimbaud no Brasil. Rio de Janeiro: UERJ, 1993.
MALLARMÉ. Œuvres complètes I, II. Paris: Gallimard, 1998, 2002.
___________ Divagações. Florianópolis: EDUFSC, 2010.
RIMBAUD. Uma temporada no inferno & iluminações. Tradução, introdução e notas Lêdo Ivo. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1993.
OEHLER, D. Quadros parisienses. Estética antiburguesa em Baudelaire, Daumier e Heine. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
________ O velho mundo desce aos infernos: auto-análise da modernidade após o trauma de junho de 1848 em Paris. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
ROSS, K. The emergence of social space. Rimbaud and the Paris Commune. University of Minnesota Press, 1988.
_______ L’imaginaire de la Commune. Paris: La fabrique, 2015.
SISCAR, M. Poesia e crise. São Paulo: Unicamp, 2010.

Programa

Nível A1 – modulo 1

Matéria “KLIK em Grego A1”

Data Conteúdo de aula

02/03/2021 Alfabeto – Fonetica – Escrita
09/03/2020 Alfabeto – Fonetica – Escrita
16/03/2021 Unidade 1: Vocabulario “apresentacao” p42-43
23/03/2021 Unidade 1: Gramatica “substantivos – genero” p44-46
30/03/2021 Unidade 1: Vocabulario ”conversas” p47-49: Gramatica”ser” p50-53
06/04/2021 Unidade 2: Vocabulario “origem” p54-56
13/04/2021 Unidade 2: Gramatica “acusativo” p54-60
20/04/2021 Unidade 2: Vocabulario “espaco” e Gramatica “verbos” p61-65
27/04/2021 Unidade 2: Conversa e Escrita “apresentacao” p66-67
04/05/2021 Unidade 3: Vocabulario “familia” p68-70
11/05/2021 Unidade 3: Gramatica”adjetivos” p71-73
18/05/2021 Exame de proficiencia
25/05/2021 Unidade 3: Vocabulario “adjetivos nacionais” p74-78
01/06/2021 Unidade 3: Gramatica “verbos” p79-81
08/06/2021 Nao havera aula
15/06/2021 Revisao 1-3 – Conversa p82-84

 

Nível A1 – modulo 2

02/03/2021 Unidade 4: Vocabulario “atividades & tempo”, p86-91
09/03/2020 Unidade 4: Vocaburario Gramatica “verbos & plural”, p92-97
16/03/2021 Unidade 4: Vocabulario “horas”, p98-102
23/03/2021 Unidade 4: Gramatica “acusativo e verbos” 103-107
30/03/2021 Unidade 5: Vocabulario “viagem” p110-114
06/04/2021 Unidade 5: Gramatica “subjontivo” p115-118
13/04/2021 Unidade 5: Vocabulario “viagem” p119- 125
20/04/2021 Unidade 5: Gramatica “comparative” p126-129
27/04/2021 Unidade 5: Revisao – Conversa p130-131
04/05/2021 Unidade 6: Vocabulario “casa” p132-135
11/05/2021 Unidade 6: Gramatica “adjetivos” p136-139
18/05/2021 Exame de proficiencia
25/05/2021 Unidade 6: Vocabulario “espaco” p140-143
01/06/2021 Unidade 6: Gramatica “Imperativo” p144-147
08/06/2021 Nao havera aula
15/06/2021 Revisao: Unidades 4-6, p 150-151

 

Nível A2 – modulo 1

​​​​​​​02/03/2021 Unidade 1: Vocabulario “apresentacao” p18-21
09/03/2020 Unidade 1: Vocabulario “profissoes” e Gramatica “presente” p22-26
16/03/2021 Unidade 1: Vocabulario “casa” e Gramatica “adjetivos”p27-31
23/03/2021 Unidade 1: Gramatica “plural” p32-35
30/03/2021 Unidade 1: Gramatica “preito perfeito” 36-39
06/04/2021 Unidade 2: Vocabulario “eventos” p40-46
13/04/2021 Unidade 2: Gramatica “possesivo” p47-52
20/04/2021 Unidade 2: Vocabulario “propaganda” p52-55
27/04/2021 Unidade2: Escrita “propaganda” 56-59
04/05/2021 Unidade 2: Gramatica “pronomes pessoais” p59-63
11/05/2021 Unidade 3: Vocabulario “viagem” p64-68
18/05/2021 Exame de proficiencia
25/05/2021 Unidade 3: Gramatica “adjetivos”p69-73
01/06/2021 Unidade 3: Vocabulario “tempo” p74-80
08/06/2021 Nao havera aula
15/06/2021 Unidade 3: Conversa e Escrita p81-83
 

Bibliografia - Curso de Grego Moderno


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Publicado pelo Centro para a Língua Grega – do Ministerio de Educação, o KLIK é o livro de curso grego mais completo e confiável.
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Programa

Aula 1 – O que são riscos políticos e o que a América Latina tem a ver com isso
Além da apresentação do conteúdo e do funcionamento do curso, esta aula oferece os conceitos básicos de risco
político, suas categorias e importância como uma das lentes possíveis para a análise da conjuntura latino-
americana contemporânea.

Aula 2 – A instabilidade política: governos fracos, debilidades institucionais e polarização
O risco à estabilidade política é uma constante na América Latina, uma região historicamente marcada por
transições de poder difíceis, quedas de presidentes e corrupção. Esta segunda aula se dedica à discussão de como
esses fenômenos têm se manifestado nos últimos anos, incluindo a volatilidade política de diversos governos,
desafios à governabilidade e a persistência de tendências autoritárias tanto à esquerda quanto à direita.

Aula 3 – A agitação social: a onda de revoltas que percorre a região
Ainda que revoltas populares não sejam novidade na história da América Latina, uma forte onda de protestos e
agitação social a atravessa desde 2019. Uma gama de países como Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, entre
outros, tem sido fortemente afetados pelo fenômeno, revelando questões sociais pendentes e latentes na região.

Aula 4 – A insegurança: grupos armados e o crime organizado
A América Latina é um dos epicentros globais do crime organizado transnacional, principalmente o tráfico de
drogas, cuja dinâmica desestabiliza o ambiente de segurança em toda a região. Atores armados não-estatais são
tema-chave no México, na América Central, na fronteira Colômbia-Venezuela e têm inclusive afetado países
tradicionalmente pacíficos, como o (até a pouco tempo) pacato Uruguai.

Aula 5 – O desafio da recuperação em meio à pandemia
O curso se encerra com uma discussão sobre os desafios e possibilidades de superação dos riscos políticos,
sociais e econômicos da América Latina no delicado contexto da pandemia da COVID-19.

Bibliografia
BANCO MUNDIAL. Renovando com Crescimento. Relatório Semestral da Região da América Latina e do Caribe,
Washington, 2021, p. 13-56; 77-89. Disponível em: https://openknowledge.worldbank.org/handle/10986/35329

BREMMER, Ian; KEAT, Preston. The fat tail: The power of political knowledge in an uncertain world. Oxford:
Oxford University Press, 2010, p. 1-14.
COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE. Capítulo VI - El malestar social: claves para
un nuevo pacto social. In: COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE, Panorama Social
de América Latina 2020. Santiago: Nações Unidas, 2021, p. 221-256. Disponível em:
https://www.cepal.org/es/publicaciones/46687-panorama-social-america-la…
GARZÓN-VERGARA, Juan Carlos. Qual é a relação entre o crime organizado e os homicídios na América Latina?
Instituto Igarapé. Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: https://igarape.org.br/wp-
content/uploads/2016/10/Homicide-Dispatch_3_PT_07-07.pdf
LANCHIMBA, Cintya; BONILLA-BOLAÑOS, Andrea; DÍAZ-SÁNCHEZ, Juan Pablo. The COVID-19 pandemic:
theoretical scenarios of its socioeconomic impacts in Latin America and the Caribbean. Brazilian Journal of
Political Economy, v. 40, n. 4, p. 622-646, 2020. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/rep/a/HV9WpHjHcQfRSNvwR8pxHJh/?lang=en&format=p…
LUSTIG, Nora. Desigualdade e descontentamento social na América Latina. Nueva Sociedad. Buenos Aires, dez.
2020. Disponível em: https://nuso.org/articulo/desigualdade-e-descontentamento-social-na-ame…
MURILLO, Maria Victoria; LEVITSKY, Steven. A tentação militar e instabilidade institucional na América Latina.
OpenDemocracy. Londres, 11 mar. 2020. Disponível em: https://www.opendemocracy.net/pt/tentacao-militar-na-
america-latina/
NAÍM, Moisés. Raiz comum de AMLO e Bolso. Estadão. São Paulo, 15 out. 2018. Disponível em:
https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,raiz-comum-de-amlo-…
OLIVEIRA, Flávio Rocha de. A análise de riscos em política externa. In: DA SILVA MARQUES, Moisés
(Ed.). Introdução ao risco político: conceitos, análises e problemas. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2014, p.
245-276.
PÉREZ-LIÑÁN, Aníbal. Presidential Impeachment and the New Political Instability in Latin America.
Cambridge: Cambridge University Press, 2007, p. 176-213.
SCHAVELZON, Salvador. A razão das ruas e o impasse na América Latina. El País. Madri, 7 dez. 2019. Disponível
em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2019-12-07/a-razao-das-ruas-e-o-impas…
VAZ, Alcides Costa. Insurgência Armada no Arco Noroeste da América do Sul: implicações para a Segurança
e para o Exército Brasileiro. Centro de Estudos Estratégicos do Exército: Análise Estratégica, v. 16, n. 2, p. 35-
48, 2020. Disponível em: http://www.ebrevistas.eb.mil.br/CEEExAE/article/view/4838/4125
ZOVATTO, Daniel. The rapidly deteriorating quality of democracy in Latin America. Brookings. Washington, 28 fev.
2020. Disponível em: https://www.brookings.edu/blog/order-from-chaos/2020/02/28/the-rapidly-…-
of-democracy-in-latin-america/
YANAKEW, Monica. Na Praça Dignidade. Revista Piauí. Edição 160, 2020. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/materia/na-praca-dignidade/

Programa

Aula 01: Notas sobre a tributação no Brasil Colônia – O contexto açucareiro e a tributação sobre a produção;

Aula 02: Notas sobre a tributação no Brasil Colônia – A mineração e os tributos sobre a circulação;

Aula 03: Notas sobre a tributação no Brasil Império – O período regencial e a separação das receitas fiscais;

Aula 04: Notas sobre a tributação no Brasil Império – O complexo cafeeiro e os impostos incidentes sobre a exportação.

Bibliografia:

AMED, José Fernando; NEGREIROS, Plínio José Labriola de Campos. História dos Tributos no Brasil. São Paulo: SINAFRESP, 2000.
ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil: texto confrontado com o da edição de 1711; com um estudo bibliográfico de Affonso de E. Taunay; nota bibliográfica de Fernando Sales; e vocabulário e índices antroponímico, toponímico e de assuntos de Leonardo Arroyo. 3ª ed. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1982.
CARRARA, Ângelo Alves. Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil. Século XVII. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2009.
CARRARA, Ângelo Alves. Receitas e despesas da Real Fazenda no Brasil, século XVIII: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco. Juiz de Fora: UFJF, 2009.
CARRARA, Ângelo Alves; SANTIRÓ, Ernest Sánchez. Historiografia Econômica do Dízimo Agrário na Ibero-América: Os Casos do Brasil e Nova Espanha, Século XVIII. Estudos Econômicos, São Paulo, vol. 43, n. 1, p. 167-202, jan-mar. 2013.
CARREIRA, Liberato de Castro. História Financeira e orçamentária do império no Brasil. Brasília/Rio de Janeiro/São Paulo: Casa Rui Barbosa, 1980.
CARVALHO, José Murilo de. A Vida Política. In: CARVALHO, José Murilo de (Coordenação). A Construção Nacional: 1830-1889. Vol. 2. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012
CASTRO, Augusto Olympio Viveiros de. História Tributária do Brasil. Brasília: ESAF, 1989.
COSER, Ivo. Visconde do Uruguai. Centralização e federalismo no Brasil – 1823-1866. Belo Horizonte: Editora UFMG / Rio de Janeiro: IUPERJ, 2008.
COSTA, Regina Helena. Curso de Direito Tributário: Constituição e Código Tributário Nacional. 6ª edição. São Paulo: Saraiva, 2016.
DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A interiorização da metrópole e outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005.
EGAS, Eugenio. Galeria dos Presidentes de S. Paulo. Período Monarchico 1822-1889. São Paulo: Secção de Obras D' "O Estado de S. Paulo", 1926.
ELLIS, Myriam. Contribuição ao estudo do abastecimento das zonas mineradoras do Brasil no século XVIII. Revista de História. V.17. Nº 36, pp. 429-468. São Paulo, 1958.
FAZENDA, Tesouro Nacional. Disponível em: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/fundo-pis-pasep Acesso em 30/08/2019.
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. Açúcar e Colonização. São Paulo: Alameda, 2010.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 34ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
GRANDI, Guilherme; SAES, Alexandre Machione. Tarifas alfandegárias e indústria no Brasil durante a Primeira República. In: FALEIROS, Rogério Naques; GRANDI, Guilherme (org.). História Econômica do Brasil: Primeira República e Era Vargas. São Paulo: Hucitec, [s.d].
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 27ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
LOVE, Joseph L. Federalismo y Regionalismo en Brasil, 1889-1937. In: CARMAGNANI, Marcello (org.) Federalismos latino-americanos: México, Brasil, Argentina. México: FCE, 1993.
MACHADO, Carlos Vieira. O imposto de consumo no Brasil (1772-1922). Rio de Janeiro, 1922.
MAGALHÃES, Joaquim Romero. Labirintos Brasileiros. São Paulo: Alameda, 2011.
MAURO, Frédéric. O papel econômico do fiscalismo no Brasil colonial. In MAURO, Frédéric. Nova História e Novo Mundo. São Paulo: Perspectiva, 1969.
MÜLLER, Daniel Pedro. Ensaio d’ um quadro estatístico da Província de São Paulo. São Paulo: Governo do Estado, 1978.
NOTA TÉCNICA Nº 38. Principais Propostas de Reforma Tributária em Tramitação no Congresso Nacional. Instituição Fiscal Independente. Brasília: Senado Federal, 2019. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/562755/NT38.pdf Acesso em: 20/11/2019.
NOZOE, Nelson; VALENTIN, Agnaldo; MOTTA, José Flávio; ARAÚJO, Maria Lucília V.; COSTA, Iraci del Nero da; LUNA, Francisco Vidal. Brasil: Breves Comentários Sobre Algumas Séries Referentes À Taxa De Câmbio. São Paulo, 2004. (mimeo)
PEREIRA, Alexandra Maria. Das Minas à Corte, de Caixeiro a Contratador: Jorge Pinto de Azeredo. Atividade mercantil e negócios na primeira metade do século XVIII. São Paulo: FFLCH/USP, 2013.
PESAVENTO, Fábio. O Colonial Tardio e a Economia do Rio de Janeiro na Segunda Metade dos Setecentos: 1750-90. Estudos Econômicos, São Paulo, vol. 42, n. 3, p. 581-614, jul.-set. 2012.
PETRONE, Maria Thereza Schorer. Considerações sobre a Tributação do Açúcar e da Aguardente Paulistas, (1765 – 1851). Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, 1968, pp. 23-30.
PETRONE, Maria Thereza Schorer. A Lavoura Canavieira em São Paulo. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1968.
PRADO JR., Caio. História Econômica do Brasil. 42ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1995.
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: Colônia. 8ª reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
RIBAS, Marcos Caetano. História do Caminho do Ouro em Paraty. 3ª. Ed. Paraty: Contest Edições Culturais, 2012.
SALGADO, Graça (Coord.). Fiscais e Meirinho: A administração no Brasil Colonial. 2ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos. Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
SCACCHETTI, Camila; LOPES, Luciana Suarez. A Evolução da Carga Tributária na Província de São Paulo, 1835-1889. Resgate – Revista Interdisciplinar de de Cultura, V. 26, p. 105-136, 2018.
SCACCHETTI, Camila. Do Dízimo ao ICMS: Raízes da Tributação Sobre o Consumo. 1ª ed. Dialética, 2021.
SCACCHETTI, Camila. Do Pacto à Federação: A Construção da Autonomia Fiscal dos Entes Subnacionais. In: Luís Eduardo Schoueri; Paulo Ayres Barreto; André Mendes Moreira (Org.). Tributação do Consumo, 1ª ed, Arraes Editores, p. 115-145, 2021.
SCACCHETTI, Camila. GALVÃO, Luciana Suarez. Sobre os “Dízimos” e os “Direitos de Saída” na São Paulo Provincial. Revista Maracanam, V. 26, p. 147-193, 2021.
TESSITORE, Viviane. As Fontes da Riqueza Pública – Tributos e Administração Tributária na Província de São Paulo, 1832-1892. Dissertação (Mestrado em História Social). São Paulo: Universidade de São Paulo, 1995.
VIEIRA, Dorival Teixeira. A política financeira. In HOLANDA, Sérgio Buarque de (org.). História Geral da Civilização Brasileira. Tomo I (A época colonial). Volume 2 (Administração, Economia, Sociedade). São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1973.
ZEMELLA, Mafalda P. O Abastecimento da Capitania das Minas Gerais no Século XVIII. São Paulo: Editora Hucitec, 1990.

Programa

O curso estará estruturado em 5 aulas, com duração de 3 horas cada, divididas em duas etapas: cerca de 1h30 de exibição de filme somada à 1h30 de explanação e debate. A primeira aula será acrescida de uma exposição sobre temas socioambientais atuais que serão aprofundados nas demais, com cerca de 1 hora.

Temas a serem abordados:

Aula 1: 3/02/2025
Problemática global, ética e modos de vida - Profa. Camila Augé
Filme: Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio (1982)

Aula 2: 05/02/2025
Educação ambiental e para os ODS frente às mudanças climáticas - Profa. Fabiana Pegoraro Soares
Filme: A formiga e os gafanhotos (2021)

Aula 3: 07/02/2025
Sociedade dos resíduos - Profa. Luciana Ziglio
Filme: Ilha das flores (1989)
Disponível em: https://cursosextensao.usp.br/mod/url/view.php?id=83628 Acesso em: 01.11.2024.
Abordagem para o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável: 12 Produção e Consumo Sustentável

Aula 4: 10/02/2025
Utilização de agrotóxicos e sementes geneticamente modificadas e sua relação com os problemas ambientais - Profa. Analtina Chissolucombe.
Filme: O veneno está na mesa (2011)

Aula 5: 12/02/2025
Povos Originários e a Luta pela preservação do território - Profa. Mariana Malta
Filme: Floresta, Um Jardim Que a Gente Cultiva (2023)

Referências:

AKINTUNDE, Elijah A. Theories and concepts for human behavior in environmental preservation. Journal of Environmental Science and Public Health, Houston, v. 1, n. 22, p. 120-133, 2017. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/321100301_Theories_and_Concept… Acesso em: 01 nov. 2024.
ALTIERI, Miguel. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004. Disponível em: https://arca.furg.br/images/stories/producao/agroecologia_short_port.pdf. Acesso em: 02 nov. 2024.
ALMEIDA, Vicente Eduardo Soares de; FRIEDRICH, Karen; TYGEL, Alan Freihof; MELGAREJO, Leonardo; CARNEIRO, Fernando Ferreira. Uso de sementes geneticamente modificadas e agrotóxicos no Brasil: cultivando perigos. Revista Ciência & Saúde Coletiva, v. 22, n. 10, p. 3333-3339, 2017. DOI: 10.1590/1413-812320172210.17112017. Disponível em https://www.scielo.br/j/csc/a/tjr9r6KFWxPMqzxM3jKDBPJ/?format=pdf&lang=…. Acesso em 02 nov. 2024.
CASSOTI, Ana Clara. Descarte inadequado de resíduos eletrônicos afeta o meio ambiente e a saúde da população: quando descartados de forma correta, elementos químicos e plásticos presentes em aparelhos eletrônicos podem ser reciclados. Jornal da Universidade de São Paulo. 10.10.2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/descarte-inadequado-de-resi… Acesso em: 01 nov. 2024.

CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Povos da megadiversidade. O que mudou na política indigenista no último século. Revista Piauí [online], n. 148, jan. 2019. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/povos-da-megadiversidade/ Acesso em 03 nov. 2024.
GUATTARI, Félix. As três ecologias. Tradução Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1990.
HARAWAY, Donna. O Manifesto das espécies companheiras: Cachorros, pessoas e alteridade. 1. ed. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
MACEDO, Valéria. A Cosmopolítica das Mudanças (climáticas e outras). Narrativas Indígenas. In: RICARDO, F (Org.) Povos indígenas no Brasil: 2006/2010, Instituto Socioambiental. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/8566400/mod_resource/content… Acesso em 03 nov. 2024.
RIBEIRO, Wagner Costa. Meio ambiente: o natural e o produzido. Revista de Direito Geográfico, 2011. DOI: https://doi.org/10.7154/RDG.1991.0005.0003. Disponível em: https://revistas.usp.br/rdg/article/view/47099. Portal da revista da USP. Acesso em: 02 nov. 2024.

SÃO PAULO. Série de publicações da USP reúne estudos na área de resíduos sólidos. Jornal da Universidade de São Paulo. 19.12.2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/serie-de-publicacoes-da-usp-reune-es… Acesso em: 01 nov. 2024.

SAUVÉ, Lucie. Uma cartografia das correntes em educação ambiental. In: SATO, Michèle; CARVALHO, Isabel. Educação ambiental: pesquisa e desafios. Porto Alegre: Artmed, 2005. p. 17-44.

SILVA, E. R. A. da; PELIANO, A. M. e CHAVES, J. V. Agenda 2030: ODS – Metas Nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. IPEA, 2018. Disponível em:
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/180801_… Acesso em: 01 nov. De 2024

UENO, Alessandra. Existem mais de 80 milhões de toneladas de plástico no mar, mas o total de resíduos é ainda maior. Jornal da Universidade de São Paulo 13.10. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/existem-mais-de-80-milhoes-de-toneladas… Acesso em: 01 nov. 2024.

Programa

Detalhamento: Módulo 2

- Revisão do Módulo 1

- Números

- Cumprimentos

- Presente Contínuo

- Sufixos de casos dativo, ablativo e locativo

- Sufixos de direção

- Sufixos de localização

- Sufixos de procedência

- antes de, depois de

- Países, Nacionalidades

- De onde você é?

 

Bibliografia: 

OZTURK, Tuncay; AKCAY, Sezgin; GUN, Salih. Lale Turkce Ders Kitabi 2. DILSET YAYINLARI. 2011.

CELIK, A.Abbas. Acilim Turkce Ders Kitabi 2. DILSET YAYINLARI. 2020.

 

Programa

Aula 1 - Introdução: o romance na Alemanha seiscentista, sátira em prosa, análise do romance “Der abenteuerliche Simplicissimus” (1ª parte);

Aula 2 - Análise do romance “Der abenteuerliche Simplicissimus” (1ª parte), continuatio, os outros escritos simplicianos (1ª parte);

Aula 3 - Os outros escritos simplicianos (2ª parte), Johannes Beer.

Bibliografia básica:

GRIMMELSHAUSEN, Hans Jacob Christoffel von. O aventuroso simplicissimus. 2 ed. Trad. de Mario D. Frungilio. Curitiba: Editora UFPR, 2024;
______. Coragem ou Réplica ao Simplicíssimo. Trad. de Levy da Costa Bastos. São Paulo: Pluralidades, 2024;
AURNHAMMER, Achim; DETERING, Nicolas. Deutsche Literatur der Frühen Neuzeit. Humanismus, Barock, Frühaufklärung. Tübingen: Narr Francke Attempto, 2019;
BREUER, Dieter. Grimmelshausen-Handbuch. München: Fink, 1999;
MEID, Volker. Die deutsche Literatur im Zeitalter des Barock: vom Späthumanismus zur Frühaufklärung.München: Beck: 2009;
______. Grimmelshausen: Epoche, Werk, Wirkung. München: C. H. Beck, 1984;
STOCKHORST, Stefanie. Reformpoetik. Kodifizierte Genustheorie des Barock und Alternative Normenbildung in poetologischen Paratexten. Tüningen: Max Niemeyer, 2008;
TRAPP, Stephan.Grimmelshausen und die menippeische Satire: Eine Studie zu den historischen Voraussetzungen der Prosasatire im Barock. Tübingen: Max Niemeyer, 1994;
WESCHE, Jörg. Literarische Diversität. Abweichungen, Lizenzen und Spielräume in der deutschen Poesie und Poetik der Barockzeit. Tübingen: Max Niemeyer, 2004;

Programa

PROGRAMA
1º semestre de 2021
Datas: 15, 17, 19, e 22, 24, 26 março 2021
Horário: 9h30-12h10 - Carga horária: 16 h.

Destinado: Estudantes de Filosofia, Psicologia, de outros departamentos e demais interessados.
Ministrante: Dr. Nicola Stefano Galgano

I. OBJETIVOS
O minicurso tem por objetivo apresentar a anti-intuitiva e controversa noção de não ser em Parmênides, que primeiro usou essa noção, e em dois dos seus seguidores. Embora em seu uso corriqueiro o não ser das coisas se apresente como um conceito normal e amplamente usado, ao pararmos para uma análise mais detida descobrimos que é uma noção extremamente complexa e aporética. Desde Parmênides, essa noção despertou o interesse dos maiores filósofos: de Platão e Aristóteles, na antiguidade, até Heidegger na filosofia contemporânea e mais atualmente nos estudos de lógicas não clássicas. Parmênides parece ter captado a essência de tal noção desde o início. Todavia, a rigorosa aplicação dessa noção na interpretação do mundo o levou à negação do devir, mergulhando a análise na mais anti-intuitiva das visões: um mundo estável e sem mutação. Essa visão de um mundo sem mutação se consolida em Melisso, que todavia apresenta uma noção de não ser diferente. Essa diferença, aparentemente pequena, se revelará ao longo da história extremamente importante e, de certa forma, deixará o não ser de Parmênides em segundo plano. De fato, a noção melissiana hipostasiada abrirá espaço para a elaboração lógica de Górgias, que tornará o não ser uma noção esvaziada da estrutura ontológica oferecida por Parmênides e fonte de autênticos malabarismos linguísticos, trabalhando com a ambiguidade de um conceito que parece apontar simultaneamente para o ser e para o não ser.
Ao mesmo tempo, do ponto de vista pedagógico, a análise da noção de não ser constitui um dos mais clássicos exercícios do estudo filosófico, contribuindo substancialmente à formação da mens philosophica. Este objetivo pedagógico ao lado do objetivo mais propriamente filosófico de olhar de perto a uma das noções básicas da história do pensamento ocidental resultam num passo pequeno – trata-se de um minicurso – mas muito significativo em direção à compreensão dos grandes temas filosóficos da humanidade.

II. PROGRAMA
- Apresentação da filosofia de Parmênides
- A noção de não ser em Parmênides
- Apresentação da filosofia de Melisso
- A noção de não-serem Melisso.
- Apresentação da filosofia de Górgias
- A noção de não-ser em Górgias

III. JUSTIFICATIVA DO PROGRAMA
Espera-se que o minicurso sobre a noção de não ser em Parmênides, Melisso e Górgias leve seus participantes tanto à compreensão dos conceitos implicados na ontologia eleática, quanto a uma reflexão crítica.
Do ponto de vista pedagógico, a análise da noção de não ser no Eleatismo constitui um exercício clássico do estudo filosófico, contribuindo substancialmente à formação da mens philosophica. Este objetivo pedagógico ao lado do objetivo mais propriamente filosófico de olhar de perto a uma das noções básicas do pensamento ocidental proporcionam uma visão do desenvolvimento dos conceitos filosóficos em função do debate que suscitaram e das circunstâncias históricas concretas em que o debate acontece. Trata-se, portanto, de um exemplo emblemático – embora circunscrito – da importância do estudo da história da filosofia.

V. JUSTIFICATIVA DO CURSO (A importância do Curso)
O curso de difusão proposto é interessante para estudantes de filosofia, psicologia e áreas afins, uma vez que tematiza a noção de não ser em Parmênides, em Melisso e em Górgias. Esta noção é um elemento essencial ao desenvolvimento da cultura ocidental, tanto na fundamentação da lógica e da ontologia, quanto mais genericamente na fundamentação da coerência da linguagem.


VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1) Textos em português dos autores tratados (literatura primária)

Barbosa,M. e Castro, I. (1993). Górgias: Testemunhos e Fragmentos. Lisboa: Colibri, 1993.
Cavalcante de Souza, J. (dir.) (1978) Os pré-socráticos. Ed. Abril Cultural, São Paulo.
Dinucci, A. (2008) Paráfrase do MXG do Tratado do não ser de Górgias de Leontinos. Em Trans/Form/Ação, São Paulo, 31 (1): 197-203.
Galgano, N. (2019) Parmênides: o não ser como contradição. Paulus, São Paulo.


2) Literatura secundária

A. A. V. V. (1991) Psychology – Companions to ancient thought: 2. Everson, S. (ed.), Cambridge University Press, Cambridge.
Austin, S. (1986) Parmenides, being, bounds, and logic. Ed. Yale University Press, New Haven.
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Bernabé, A. (2013) Filosofia e mistérios: leitura do proêmio de Parmênides. In Archai, n. 10, jan-jul, p. 37-58. Brasília.
Berti, E. (1987) Contraddizione e dialettica negli antichi e nei moderni. Ed. Epos. Palermo.
Berti, E. (2011) Verità e necessità in Parmenide. In Ruggiu, L. Natali, C. (cur.) Ontologia, scienza e mito, Ed. Mimesis, Milão.
Berto, F. (2006) Teorie dell'assurdo. Ed. Carocci, Nápoles
Blank, D. (1982) Faith and Persuasion in Parmenides. In Classical Antiquity, vol. 1, n. 2, pp. 167-177, University of California Press.
Boschenski, I. M. (1961) A history of formal logic. University of Notre dame Press, Notre dame.
Bontempi, M. (2013) La fiducia secondo gli antichi – 'pistis' in Gorgia fra Parmenide e Platone. Ed. Editoriale scientifica, Napoles.
Bredlow. L. A. (2011) Parmenides and the Grammar of Being. In Classical Philology, vol. 106, n. 4, pp. 283-298.
Bremmer, J. (1983) The early Greek concept of soul. Princeton University Press, Princeton.
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Burkert, W. (1969) Das Proömium des Parmenides und die "Katabasis" des Pythagoras. In Phronesis, vol. 14, n. 1, p. 1-30. Ed. Brill.
Calogero, G. (1967) Soria della logica antica, vol. 1, L'età arcaica. Ed. Laterza, Bari.
Calogero, G. (1977) Studi sull'eleatismo. Segunda edição, ed. Nuova Italia, Florença.
Capizzi, A. (1975), Introduzione a Parmenide. Ed. Laterza, Bari.
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Cassin, B. (1998) Parménide – Sur la nature ou sur l'étant. Ed. Edition du Seuil,
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Reale, G. e Ruggiu, L. (1991), Parmenide, Poema sulla natura. Rusconi, Milão.
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Santoro, F. (2006) Parmênides - Da Natureza. Edição do texto grego e tradução e comentários. Versão beta (provisória). Ousia, Rio de Janeiro.
Santoro, F. (2011a) Il tribunale di Parmenide. In Ruggiu, L. Natali, C. (cur.) Ontologia, scienza e mito, Ed. Mimesis, Milão.
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Sardo, B. (1985) Para o estudo das raízes pré-aristotélicas da lógica ocidental. In Revista da Faculdade de Letras: filosofia, serie 2, vol. 2, p. 225.
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Sullivan, S. D. (1996) The psychic term ἦτορ: its nature and relation to person in Homer and the Homeric Hymns. In Emerita, vol. 64, n. 1, Madrid.
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Vlastos, G. (1946) Parmenides' theory of knowledge. In Transactions of the American Philological Association, LXXVII, P. 66-77, Ed. The Johns Hopkins University Press.

Programa

Aula 1 (02.05.2022) – Profª Drª Deize Crespim Pereira e Prof. Dr. Fernando Januário Pimenta
Título: A tradução literária do Armênio para o Português do Brasil.
Resumo: A aula objetiva apresentar questões com as quais se depara o tradutor que se propõe a verter textos da literatura armênia para o português do Brasil. Para tanto, nessa aula apresentaremos um breve histórico da língua armênia e ilustraremos as questões de tradução para o português (léxico, gramática e aspectos formais do texto) com obras literárias recentemente traduzidas, como os contos populares de Hovhannes Tumanian (PIMENTA, 2022), poesia moderna e contemporânea dos autores mais representativos da literatura armênia (PEREIRA, org. 2020), poesia cristã (PEREIRA, 2016) e poesia trovadoresca (PEREIRA, 2012).
Referências:
PALOMO, S. M. S. (1990). O Oriental e o ocidental no idioma armênio. In: BEREZIN, R. (org.): Cultura Oriental e Cultura Ocidental: Projeções. São Paulo: DLO/FFLCH/USP, p.367-75.
PALOMO, S. M. S. (1997). Sobre a posição do armênio dentro do indo-europeu. Revista de Estudos Orientais, no.1, março, 1997, p.177-183.
PEREIRA, D. C. (2012). Nahapet Kutchak: Poemas da tradição oral trovadoresca da literatura armênia. São Paulo: Humanitas.
PEREIRA, D. C. (2016). Poesia Armênia Cristã: Grigor Narekatsi, Nersês Shnorhali e Outros. 1. ed. São Paulo: Humanitas.
PEREIRA, D. C. (Org. 2020). Poesia Armênia Moderna e Contemporânea. 1. ed. São Paulo: FFLCH/USP.
Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/538
PIMENTA, F. J. (2022). 12 Contos Populares Armênios (Հայ Ժողովրդական Հեքիաթներ) de Hovhannes Tumanian: tradução, glossário e notas. Tese de Doutorado. São Paulo: Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo.
YEGHIAZARYAN, L. (2017). Armênio Oriental e Armênio Ocidental. In: PEREIRA, D.C.; HAWI, M.M.; MENEZES JR., A. J. B. Estudos da Ásia: Artes, Tradução e Identidades Culturais. São Paulo, FFLCH, p. 187-203 .
Disponível em: http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/179

Aula 2 (04.05.2022) – Profa. Dra. Érica Rodrigues Fontes
Título: Traduzindo quadrinhos alemães.
Resumo: A aula sobre traduções de quadrinhos buscará analisar criticamente o material lido, identificando os procedimentos que permeiam o processo de tradução com suas dificuldades e limitações. Também examinaremos a presença de ideologia/ política na arte (com especial atenção para a arte visual e história em quadrinhos), verificando aspectos da comunicação não verbal.

Referências:
BASSNETT, Susan. Estudos da Tradução. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2005.
BRITTO, Paulo Henriques. A tradução literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
COSTA, Walter Carlos. O texto traduzido como retextualização. Cadernos de Tradução. v. 2, n. 16 (2005). In: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/6656/6204
ECO, Umberto. Quase a mesma coisa: experiências de tradução. Trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Record, 2007.
KRUG, Heimat. Heimat: ein deutsches Familienalbum. Munique: Penguin Verlag, 2018.
KRUG, Nora. Heimat: ponderações de uma alemã sobre sua terra e história. São Paulo: Quadrinhos na Cia, 2019.
PLAZA, Julio. A tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 2003.
TABACHNICK, Stephen. The Cambridge Companion to the Graphic Novel. Cambridge: Cambridge University Press, 2017.

Aula 3 (09.05.2022) – Prof. Dr. Elton Oliveira Souza de Medeiros
Título: Uma Introdução ao Inglês Antigo
Resumo: O inglês antigo, idioma utilizado pelos povos do que hoje corresponde ao espaço geográfico da Inglaterra, entre os séculos V e XI, possui uma longa tradição internacional de estudos que remontam ao menos às últimas décadas do século XVIII. Em inglês antigo encontraremos textos religiosos, narrativas seculares sobre os soberanos anglos e saxônicos do período e, talvez a produção mais conhecida, a poesia – na qual se destaca o épico Beowulf. No Brasil o conhecimento a respeito do inglês antigo ainda é muito incipiente, por exemplo, ainda restrito a pontos específicos nos planos de ensino de cursos superiores de Letras e a pesquisas acadêmicas individuais de pós-graduação. A partir desta aula introdutória o objetivo é trazer ao público a possibilidade de maior contato e familiaridade com esse idioma, a partir de aspectos elementares da língua e do contexto histórico-literário da Inglaterra medieval.
Referências:
DIAMOND, Robert Old English: Grammar and Reader. Detroit: Wayne State University Press, 1999
MITCHELL, Bruce. An Invitation to Old English and Anglo-Saxon England. Oxford: Blackwell, 1997.
MITCHELL, Bruce. A Guide to Old English. Oxford: Blackwell, 1999.

Aula 4 (11.05.2022) – Prof. Me. Rodrigo Bravo Silva
Título: Desafios da tradução do haikai e da língua japonesa.
Resumo: A aula tem por objetivo discutir perspectivas de tradução do idioma japonês, sobretudo no que tange o gênero de poesia popularizado e lapidado pelo poeta Matsuo Basho, o haikai, para o português. Além de serem introduzidos aspectos da gramática do japonês e propostas de versão de poemas célebres do gênero, também serão apresentadas propostas de recriação do gênero literário titular na literatura brasileira e americana, passando por autores como Haroldo de Campos, Guilherme de Almeida, Pedro Xisto e Jack Kerouac. A aula é voltada a iniciantes no estudo da língua e da poesia japonesa, da tradução literária e a amantes da literatura em geral, não sendo necessário, portanto, conhecimento prévio dos temas estudados.
Referências:
ALMEIDA, Guilherme de (2002). Encantamento Acaso Você. Editora da Unicamp, Campinas.
CAMPOS, Haroldo de (1969). A arte no horizonte do provável. Perspectiva, São Paulo.
GENETTE, Gérard (1982). Palympsestes. Paris, PUF.
SHIRANE, Haruo (1998). Traces of dreams – landscape, cultural memory and the poetry of Basho. Stanford, Stanford University Press.
XISTO, Pedro (1979). Caminho. Berlendis Vertecchia, São Paulo.

Aula 5 (16.05.2022) – Prof. Dr. Vinicio Corrias
Título: Entre língua e dialeto na Itália: o caso do sardo.
Resumo: A aula pretende apresentar aos participantes um panorama geral da relação entre a língua italiana padrão e as outras línguas faladas dentro das regiões da Itália. A partir do conceito de língua padrão, aplicado ao contexto italiano, veremos primeiramente como as falas regionais interagem com esse conceito para criar o “italiano regionale”. Em seguida, nos debruçaremos sobre a relação entre língua nacional e língua regional na Sardenha, analisando as políticas linguísticas públicas existentes e sua efetividade, bem como as formas como os falantes usam o sardo no dia a dia a partir de exemplos que ilustram as diferenças entre as duas línguas.

Referências:
BLASCO FERRER, E. ITALIANO, SARDO E LINGUE MODERNE A SCUOLA. MILANO: FRANCO ANGELI, 1999.
COVERI, L., BENUCCI A., DIADORI, P., Le varietà dell’italiano. Manuale di sociolinguistica italiana. Roma, Bonacci, 1998
Lingua è potere. I quaderni speciali di Limes. Roma: L’Espresso, 2019.
SOBRERO, A., MIGLIETTA, A. Introduzione alla linguistica italiana. Roma: Laterza, 2006.

Aula 6 (18.05.2022) – Prof. Dr. Bruno Anselmi Matangrani
Título: Desafios e particularidades na tradução de literatura infantil e juvenil de língua francesa.
Resumo: Esta aula propõe um debate em torno dos desafios, particularidades e dificuldades surgidos durante a experiência de tradução de obras de literatura infantil e juvenil. Em um primeiro momento, teceremos algumas reflexões sobre a tradução de obras clássicas universalmente conhecidas, como O Pequeno Príncipe, cuja disponibilidade no mercado e conhecimento prévio do público ora podem interferir e influenciar, ora podem auxiliar em algumas escolhas tradutológicas, exigindo particular cuidado e criatividade. Num segundo momento, voltaremos nossa atenção especificamente para obras contemporâneas voltadas à primeira infância, nas quais singularidades culturais e estilísticas – em especial o uso de rimas e métrica – devem ser levadas em conta, de maneira que por vezes o processo tradutório mais se aproxime de uma adaptação do que de uma tradução de fato. A partir destes dois momentos-chave, outras questões podem ser levantadas ao longo da aula, no intuito de mostrar que a tradução de obras voltadas para crianças e adolescentes exige reflexões específicas.

Referências:
Chiovatto, Carolina. Nomes, Trocadilhos e Seres Feéricos: Dos Desafios da Tradução dos Três Primeiros Volumes da Série Mundo de Oz, de L. Frank Baum. TRANSLATIO, v. 4, p. 1-8, 2014.
Matangrano, Bruno Anselmi. “Nota do Tradutor: Os desafios de se traduzir uma obra que todo mundo conhece”, in SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe. São Paulo: Giz Editorial: 2015.

Aula 7 (23.05.2022) – Prof. Me. Emyr Humphreys
Título: Introdução à Língua e Cultura Galesa
Resumo: Essa aula vai ser uma breve história do desenvolvimento da língua galesa e seus falantes, bem como uma discussão de questões sobre a identidade e o futuro do povo galês e a idioma. Também vai ter exemplos do uso da idioma, bem como uma introdução de alguns pontos de referência cultural como músicas, vídeos e obras de literatura.

Referências:
The Welsh Language: A History por Davies, Janet
A History of Welsh por Davies, John
A View Across The Valley, Short Stories by Women from Wales ed. por Aaron, Jane
The Green Bridge, Stories from Wales ed. Davies, John
The Mabinogion tr. Davies, Sioned
The Gododdin Lament for the Fallen: tr. Clarke, Gillian
The Blue Book of Nebo tr. Ros, Manon Steffan

Aula 8 (25.05.2022) – Profa. Renata Cazarini de Freitas
Título: A língua estoniana (língua urálica, finoúgrica)
Resumo:
A aula tratará das principais características gramaticais da língua estoniana, abrangendo fonologia, morfologia e sintaxe, em alguns momentos comparando-a com o finlandês, outra língua urálica muito próxima. Depois disso será lido um fragmento do romance Primavera (Kevade) de Oskar Luts, comentando sua tradução.

Referências:
Luts, Oskar (1937/2008). Kevade: Pildikesi koolipõlvest. (Primavera. Retratos de uma Escola). Tartu: Ilmamaa.
Chalvin, Antione; Rüütli, Malle; Talviste, Katre (2011). Manuel d’Estonien. Paris: L’Asiathèque.
Erelt, Mati (1996-2001). Estonian Typological Studies I-V. Tartu: Universidade de Tartu.
Oinas, Felix J. (1966). Basic Course in Estonian. Haia: Mouton & Co.
Siirak, Aino (1994). Eesti Keel Grammatika Tabelites (Gramática Estoniana em Tabelas). Tallinn: Pangloss.

Aula 9 (30.05.2022) – Prof. Dr. Carlos Afonso Monteiro Rabelo
Título: Uma perspectiva da tradução da literatura sueca no Brasil.
Resumo: Alguns pontos sobre a literatura sueca, em especial autores centrais como August Strindberg e Selma Lagerlöf. A literatura pop sueca, e o romance policial, com o exemplo da série Millenium. O hábito de leitura na Suécia. A dificuldade de se traduzir o sueco, diferenças culturais e a tradução de dramaturgia. Coloquialidade e prosa literária, diversos níveis de tonalidade entre o português e o sueco. Minha trajetória como tradutor, livros publicados e projetos futuros.

Referências:
LAGERLÖF, Selma. O Anel dos Löwensköld. Trad. Carlos Rabelo. São Paulo: Editora Wish, 2021.
SUND, Erik Axl. A garota-corvo. Trad. Carlos Rabelo. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2017
STRINDBERG, August. Trad. Carlos Rabelo. São Paulo: Ed. Hedra, 2006.

Aula 10 (01.06.2022) – Prof. Dr. Gleiton da Silva Lentz
Título: Traduzindo a Antiga Suméria.
Resumo: A civilização suméria, considerada uma das primeiras e mais antigas do mundo, se estabeleceu ao sul da Mesopotâmia, no Oriente Médio, por volta de 4500 a.C. Seu mundo veio à luz apenas em meados do século XIX, quando se encontraram vários sítios arqueológicos localizados no atual Iraque, e neles, centenas de tabuinhas de argila contendo antigas inscrições em formato de cunha. Após a sua decifração, descobriu-se que os sumérios não só falavam uma língua sem qualquer relação com outra semítica ou da região, como haviam criado o primeiro sistema de escrita humano conhecido até então: a escrita cuneiforme, que posteriormente seria adotada e adaptada também pelos povos acadianos, babilônicos, elamitas, hititas, assírios, entre outros; e segundo, na modernidade, com a sua consequente revelação e decifração, cujos estudos deram origem à área da Assiriologia. Esta aula de introdução à Antiga Suméria abordará não só a origem dessa civilização, pelo viés historiográfico e arqueológico, mas também o processo de criação e desenvolvimento da escrita cuneiforme durante os períodos sumério e acadiano (3500 a 2200 a.C.), incluindo exemplos de fonética e morfologia e de traduções ao português de autores mesopotâmicos, como En-hedu-Ana.

Referências:
ANÔNIMO. Senhora tingida como as estrelas celestes (Hino a Nisaba)|Nin-mul-an-gim. Trad. de Gleiton Lentz. (n.t.), n. 20, v. 1, jun. 2020, pp. 328-330.
EN-HEDU-ANA. Senhora de todos os me's (Exaltação a Inanna)|Nin-me-šara. Trad. de Gleiton Lentz. (n.t.), n. 15, 2020, p. 12-27.
KRAMER, S. N. Mesopotâmia, o berço da civilização. Trad. de Genolino Amado. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969.
KRAMER, S. N. The Sumerians: Their History, Culture, and Character. Chicago/London: The University of Chicago Press, 2010.


Aula 11 (19.10.2021) – Prof. Me. Alexandre Mazak
Título: A literatura Judaica em Alemão e o status da Língua Ídiche.
Resumo: Pretende-se tratar dos principais escritores alemães-judeus e da literatura judaica em alemão, da emancipação judaica e do êxodo judaico dos guetos na Europa dos séculos XVIII e XIX e também abordar as origens e o estatuto social e literário da língua ídiche.

Referências:
KRAUSZ, Luis S. 2012. Passagens. São Paulo: Edusp, 2012. 9788531413483.
—. 2017. Santuários Heterodoxos. São Paulo: Edusp, 2017. 978-85-314-1646-0.

Aula 12 (08.06.2022) – Profa. Dra. Solange Peixe Pinheiro de Carvalho
Título: A posição dos dialetos na literatura inglesa
Resumo: Entre linguistas, não há um consenso sobre a definição de dialeto; para os leigos, eles são formas “erradas” ou “inferiores” de uma língua. Entretanto, estudos feitos a partir da segunda metade do século XX mostram como essa concepção leiga é inadequada, pois dialetos são usados constantemente como forma de comunicação entre as pessoas em várias regiões do mundo. Se dialetos são frequentes nas fala e nas situações informais, vemos que na literatura eles podem ser empregados como um recurso para caracterização de personagens, com isso apresentando diversos desafios para o tradutor. Nesta aula, nos concentraremos no uso de dialeto em obras canônicas, dando destaque à tradução de romances da literatura inglesa publicadas no século XIX, mostrando algumas das possibilidades de inclusão de variantes linguísticas fora da norma usando recursos da língua portuguesa oral e escrita.

Referências:

BRETT, David. Eye Dialect. Translating the Untranslatable. In: Lost in Translation.
Testi e culture allo specchio. Annali della Facoltà. Vol. 6 Sassari, 2009. Disponível
em http://www.uniss.it/lingue/annali_file/vol_6/4_Brett_Lost.pdf.
CARVALHO, Solange Peixe Pinheiro de. A tradução do socioleto literário: um estudo
de Wuthering Heights. 2006. 218 f. Dissertação inédita apresentada para obtenção do
título de Mestre em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês na Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2007.
ECO, Umberto. Dire quasi la stessa cosa. Sperienze di traduzione. Milano: Bompiani, 2013.
FRANCIS, W.N. The Dialects of American English. In: _________. The Structure
of American English. New York: The Ronald Press Company, 1958. p. 480-543.
IVES, Sumner. A Theory of Literary Dialect. In: Tulane Studies in English. New
Orleans, v. 2, p. 137-182, 1950.
LANE-MERCIER, Gillian. Translating the untranslatable: the translator’s aesthetic,
ideological and political responsibility. Target, v. 9, n. 1, p. 43-68, 1997.
PRETI, Dino. Sociolinguística: os níveis da fala, um estudo sociolinguístico do diálogo
na literatura brasileira. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974.
PYM, Anthony. Translating Linguistic Variation. Disponível em usuaris.tinet.cat/
apym/on-line/translation/2000_authenticity.pdf.

Programa

Aula 1: apresentação da ministrante, do programa, das regras do curso e da FFLCH.
Aula 2: apresentação do mestrado de Renata Mazzei, O Aikido e o corpo do ator contemporâneo, que produziu o espetáculo-solo Separação. Ela recorreu à sua separação judicial e utilizou o Aikido como estímulo criativo: corpo cotidiano e cênico; como o Aikido foi utilizado na construção cênica; e a preparação do espetáculo.
Aula 3: apresentação do mestrado de Renata Kamla, Um olhar por meio de máscaras, uma possibilidade pedagógica, o qual produziu um experimento cênico: reflexão sobre o conceito de máscara; extensão do seu entendimento; possibilidades/recursos utilizados.
Aula 4: apresentação do mestrado de Maritza Farías Cerpa, A individualidade criativa do ator no trágico cotidiano, que recorreu aos princípios do ator Michael Chekhov - , a estética simbolista de Maurice Maeterlinck e o trágico cotidiano e como foram utilizados ao longo do processo criativo do espetáculo A intrusa, de M. Maeterlinck.
Aula 5: como se deu o processo criativo da Nau do asfalto, solo de teatro documentário, resultado cênico do doutorado da ministrante, Dramaturgia de uma nau de loucos: uma possibilidade cênica. Elementos utilizados: anteparo, impressão digital e (tese de livre-docência de Armando Sérgio da Silva); Teoria Corpomídia (movimentos de corposoutros - corpos de pessoas com transtornos mentais moradores de rua da cidade de São Paulo -; elementos dos teatros documentário (Erwin Piscator), brechtiano, pós-dramático, performance e brincadeiras de criança.
Aula 6: apresentação do doutorado de Marcelo Braga, Do ser ao ator: uma trajetória pedagógica inspirada em Myrian Muniz, que traz princípios da formação teatral de uma identidade artística; descrição de práticas desenvolvidas durante o processo formador; e textos de Nelson Rodrigues foram utilizados para a criação das cenas, era o centenário de sua morte (2012).
Aula 7: tirar dúvidas, avaliar o curso e finalizá-lo.

Bibliografia

BALAKIAN, A. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 2007. Tradução de José Bonifácio A. Caldas.

Barba, Eugenio e Savarese, Nicola. A Arte Secreta do Ator: Dicionário de antropologia teatral. Unicamp, 1995.

BATISTA, Renata. M. O Aikido e o corpo do ator contemporâneo. Dissertação (MESTRADO). Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

BOLOGNESI, Mário F. Palhaços. São Paulo: Unesp, 2003.

CARVALHO, Marcelo B. Do ser ao ator: uma trajetória pedagógica inspirada em Myriam Muniz. Tese (DOUTORADO). Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.

CERPA, Maritza A. F. A individualidade criativa do ator no trágico cotidiano. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas). Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

CHEKHOV, Michael. Para o ator. São Paulo: WMF Martins Fontes LTDA, 2010.

COSTA, Felisberto Sabino da. A outra face: a máscara e a (Trans)formação do ator, 2006. 190 f. Tese (Livre Docência). Departamento de Artes Cênicas, Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

FO, Dario. Manual mínimo do ator. Franca Rame (Org.). Tradução Lucas Baldovino; Carlos David Szlak. São Paulo: Senac, 1999.

GONÇALVES, C. Salles; WOLF, J. Roberto; ALMEIDA, W. C de. Lições de psicodrama: introdução ao pensamento de J. L. Moreno. São Paulo: Ágora, 1988.

KAMLA, Renata F. Um olhar por meio de – máscaras, uma possibilidade pedagógica. Dissertação. (MESTRADO). Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

KATZ, Helena. Um, dois, três: a dança é o pensamento do corpo. Belo Horizonte: FID, 2005.

Laban, Rudolf. Domínio do movimento. Sao Paulo, Summus, 1978.

LECOQ, Jaques. O corpo poético: uma pedagogia da criação teatral. São Paulo: Senac, 2010.

MAETERLINCK, Maurice. El tesoro de los humildes. Madrid: Ediciones Prometeo, 1966.

PETIT, Lenard. The Michael Chekhov handbook: for the actor. New York: Routledge, 2010.

PISCATOR, Erwin. Teatro político. Tradução Aldo Della Nina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.

SAMPAIO, Zeca. O ator vivo: uma abordagem reichiana para a arte do ator. São Paulo: Hucitec, 2007.

SAMPAIO, M. E. A. Dramaturgia de uma nau de loucos: uma possibilidade cênica. Tese (DOUTORADO). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.

SILVA, Armando Sérgio da. Interpretação: Uma Oficina da Essência. Tese (LIVRE-DOCÊNCIA). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.

Ueshiba, Kishomaru. O Espirito do Aikido. Sao Paulo, Cultrix, 2006.
VARGAS, M. Thereza (Org.). Giramundo: Myriam Muniz, o percurso de uma atriz. São Paulo: Hucitec, 1998.